EntreContos

Literatura que desafia.

Seres humanos não são os únicos jogadores (George Demikhov)

A vida é uma sucessão de batalhas travadas simultaneamente. Cada ser humano tem diversas lutas internas, externas e imaginárias. Ao longo dos anos, com um pouco de sabedoria e pouca índole, você pode se tornar o grande vencedor desse certame. Afinal, se a vida é sua, nada mais justo que você seja o vencedor, a qualquer preço.

Essa mesma analogia funciona perfeitamente para desagradáveis momentos de cárcere. Quando você está preso, toda a extensão do seu livre arbítrio se resume a apenas duas escolhas: continuar preso ou fugir. Sempre escolhi a segunda opção.

Eu costumava dizer que não há prisão da qual não se pode escapar; e minha pesquisa real de amostragem comprovava isso. Isso antigamente.

Antes de abordar minhas fugas e meu momento atual, devo explicar os motivos pelos quais fui privado da liberdade mais de uma vez.

Nasci em 1920 e Dave era o meu nome. Não tenho praticamente nenhuma lembrança de meus anos de infância, o que indica que eles foram bons; os momentos ruins são marcados em nossos corações com ferro quente. Tal qual um boi que passasse a vida a ser marcado, duvido que, atualmente, meu coração tenha algum espaço livre para alguma nova marca, sem que ela fique superposta a alguma antiga.

Mas até 1929, meu coração era limpo. Foi ali, com a depressão americana, que começou a depressão de minha família. A queda da bolsa foi a queda de meu pai. Falido, ele se rendeu às bebidas, no enredo mais batido daquela década e da próxima.

Aos que hoje dizem que não há amor em meu coração, argumento que sempre amei minha mãe. Muito. E esse amor levou-a ao sofrimento. Eu tinha treze anos quando virei um homem de verdade. Digo isso porque um indivíduo que apenas assiste a mãe apanhando, de quem quer que seja, não pode ser considerado um homem. Por três anos, fui omisso. Mas aquilo deveria parar.

No início de uma manhã de Outubro, meu pai veio da rua mais sujo que as sarjetas do nosso bairro em NY. O odor de álcool anunciou sua chegada muito antes dele abrir a porta, trôpego. Mas eu estava preparado. As manhãs eram sempre sombrias quando meu pai sumia durante a noite.

Ele entrou no quarto e, por algum motivo, começou a gritar com minha mãe. Gritos, xingos e pancadas, a tríplice coroa do alcoólatra.

Abri a porta do quarto deles lentamente, e vi meu pai chutando minha mãe no chão. Extremamente entorpecido, ele se desequilibrava a cada chute, e quase caía também. Ainda assim, um garoto de treze anos não seria páreo para um adulto em boa forma como ele. Mas qualquer luta é possível quando se está armado; ainda que, nesse caso, minhas armas fossem apenas duas agulhas de tricô da minha mãe – os instrumentos responsáveis por não termos passado fome.

Chegando bem perto de suas costas, esperei que ele parasse de se mover um pouco. O choro de minha mãe me desconcentrava, mas, ao mesmo tempo, me dava forças para fazer o necessário. Quando ele parou para recuperar o fôlego, eu agi; uma estocada seca em sua nuca abriu uma fina, porém profunda perfuração. Empurrei a agulha até o final, quando ele se virou para mim.

Para minha surpresa, a ponta da agulha saía de sua boca aberta, carregando uma gosma acinzentada. Ele estava em silêncio, mas o desespero em seus olhos parecia emitir sons mais altos que os gritos histéricos da minha mãe. Antes que ela pudesse me alcançar, cravei a segunda agulha com toda a minha força no olho esquerdo de meu pai. Ele caiu logo em seguida.

Nenhum parabéns. Nenhum agradecimento. Minha mãe demonstrou sua gratidão me delatando. Foi assim que, aos treze, fui para um reformatório juvenil. Anos depois, teve início a minha vida de fugitivo.

Minha casa até podia ser um inferno, mas era um círculo bem brando comparado ao reformatório. Fui molestado, espancando e ameaçado. Para ser justo, também molestei, espanquei e ameacei. Aqui se paga, aqui se faz. O sistema só é um problema quando você não faz parte dele.

Através de favores físicos, serviços que exigiam pouco amor aos meus companheiros e uma dose de sorte, aos 16 eu estava de volta às ruas. Rodei o país pegando caronas e fui para o Oeste. A minha esperança, assim como a de grande parte da população americana, era a Califórnia.

Lá, pela única vez experimentei algo como uma vida de trabalhador comum. Trabalhei na construção da Golden Gate por um período, até quase me enforcar de tédio. Passar doze horas por dia em um trabalho que você odeia é se suicidar em parcelas. Mas como nada é por acaso, foi nas obras que conheci Julian, um chicano feio de doer.

Ele me ofereceu uns gramas de maconha que o primo dele trazia de Hermosillo, e foi ali que eu enxerguei uma verdadeira oportunidade de negócio. Dentro de pouco tempo, me tornei o chefe de um organizado esquema de venda de ervas. O momento era tão propício que meu enriquecimento chegou quase a ser injusto.

Aos 21, eu tinha uma bela casa, diversos funcionários e toda a erva que eu quisesse. O problema é que, com a bonança, vem a desconfiança. E, obviamente, minha escada rumo ao sucesso era basicamente pavimentada por cadáveres. Não demorou muito até os agentes federais baterem em minha porta, e minha nova residência passou a ser uma mansão ainda maior, localizada na ilha de Alcatraz. Aquele deveria ser meu lar para sempre.

Admito que essa fuga deu muito mais trabalho do que a do reformatório. Mas o desafio me instigava; não havia um dia sequer que eu não gastasse todos os meus minutos acordado pensando em como escapar daquela ilha. A monotonia de trabalhar lavando uniformes militares para que os heróis americanos lutassem limpinhos me ajudava a maquinar meus planos.

E não foi só nisso que essa atividade patética me ajudou. Uma luz mais forte do que aquela emanada pelo farol da ilha me atingiu durante um dia de trabalho, quatro anos após ser preso.

Durante meses, além de lavar as roupas militares, eu escondia algumas peças e as levava para a cela comigo. Semanas se passavam sem que eu roubasse nenhuma outra peça, para não levantar suspeitas. Após algum tempo, consegui juntar um fardamento completo.

31 de Julho de 1945. Ouvi dois guardas conversando sobre uma lancha do exército que atracaria na ilha mais tarde. Essa era a minha chance. Eu seria o primeiro e único homem a fugir de Alcatraz. Mas, antes disso, deveria haver uma distração.

Na hora do almoço, sentei ao lado de Rory, um troglodita que havia sido preso por tentativa de assalto a banco. Tentativa.

Rory era o responsável por levar o lixo da prisão para o depósito, diariamente. E essa vaga tinha que ser minha naquele dia.

Quando Rory se levantou para se retirar, eu acertei um tapa bem dado na careca de um outro detento. Com a nuca vermelha, ele se virou e viu Rory, e o resto você já sabe. A pancadaria foi geral, e eu quebrei a perna de Rory apenas para garantir que o coitado não pudesse exercer seus deveres por um tempo.

O plano funcionou. Diversos presos receberam punições por conta da confusão. Me ofereci para a função de levar o lixo para fora durante o tempo de recuperação de Rory e fui quase proclamado um mártir pelos guardas. Meus anos de ótima conduta valeram a pena.

Apenas um guarda armado me acompanhou durante a tarefa. Dentro de um dos inúmeros sacos de lixo, meu fardamento militar estava guardado. Quando cheguei no depósito, vi que a lancha do exército já estava no cais. Eu deveria agir rapidamente.

Levando um saco pesado, não tive dúvidas; antes que o guarda pudesse pensar, joguei o saco em cima dele. Ele se desequilibrou e eu acertei um chute em seu queixo. Desmaiado. Desferi alguns pontapés para me certificar.

Vesti meu disfarce militar e peguei a arma do guarda. Meu trabalho não estava terminado. A lancha do exército era grande, comportava em torno de quarenta soldados. Provavelmente haveria uma contagem de pessoas quando todos embarcassem novamente, o que quer dizer que um oficial deveria nadar no Pacífico aquela tarde.

Diversos oficiais apareceram. Todos acompanhados. Até que um armário loiro, com um furo no queixo, trilhou o caminho até a lancha sozinho. Bastou uma coronhada em sua nuca para eu herdar o lugar dele. A recontagem foi feita, aparentemente o cara de furo no queixo não tinha amigos na embarcação, e após os melhores minutos da minha vida, eu estava novamente no continente americano.

Mas a sensação de liberdade dissipou-se como a névoa. Assim que atracamos, as ensurdecedoras sirenes de Alcatraz soaram. Pulei da lancha e comecei a correr, mas já era tarde. O general havia sido notificado que um detento estava em sua embarcação. Apesar de conseguir abater alguns soldados, desmaiei em algum momento da troca de tiros.

 

Não sei quanto tempo depois eu acordei. Minha dor de cabeça era excruciante. Quando abri os olhos, vi que estava em um ambiente parecido com um hospital. Ao notar que pessoas se aproximavam, eu fechava os olhos. E foi assim que descobri algumas coisas interessantes nos dias seguintes.

Por ordem crescente de relevância: Fui baleado na cabeça, mas o tiro pegou de raspão. Já o tiro na coluna pegou em cheio, e eu estava tetraplégico. O Estado, em nota oficial, declarou que eu estava morto, mantendo, assim, a lenda de que ninguém havia escapado de Alcatraz. Graças a todos esses fatos, meu cérebro estava disponível para um experimento biológico altamente arriscado. Os limites da ética não se estendem aos ratos e aos criminosos inescrupulosos, disseram os bons cientistas.

Ao que parece, apesar do inimigo em comum, os Estados Unidos e a União Soviética vinham travando certas disputas silenciosas. Uma delas era em relação à medicina. Segundo espiões americanos, os russos testavam a criação de um cão de duas cabeças. Para que, eu não sei. A única coisa que sei é que a resposta dos Estados Unidos para isso era um transplante de cérebro. Do meu cérebro.

Tudo seria mais fácil se fosse para o corpo de outra pessoa, mas a ciência preza pela dificuldade. Meu cérebro faria parte do corpo de outro animal. Não posso dizer quão reconfortante foi saber que eu seria um javali e não uma girafa. Confesso que morro de medo de altura.

Segundo os cientistas, vigiar inimigos com animais inteligentes como humanos era o próximo passo da espionagem. Genial, de fato. Esse foi meu último pensamento no meu corpo.

 

Novamente dormi, novamente acordei. Dessa vez, eu estava de barriga para baixo na maca. Assim que abri os olhos, o mundo pareceu explodir. Ouvi o som de tiros, vi pessoas mortas e um homem se aproximou de mim, tirando minhas amarras.

Ele me levantou com dificuldade e me colocou no chão. Ao invés de duas, eu tinha quatro pernas, e elas eram mais curtas que minha paciência. Eu estava completamente zonzo e minha visão era turva.

O homem, com um sobretudo e óculos de aviador, amarrou uma corrente em meu pescoço e começou a me puxar. Demorou um tempo para eu conseguir andar por conta própria, mas quase ser enforcado acelerou o processo. Aqueles que sempre me chamaram de porco selvagem estavam certos, afinal.

Ao longo do trajeto dentro do laboratório, meu captor matou várias pessoas. Quando saímos, estávamos no meio de uma floresta. O homem guardou sua arma em uma grande mala que estava próxima a uma árvore e começamos a correr.

Após alguns minutos, estávamos dentro de um jatinho. Os gritos do aviador no rádio externavam aspereza ou alegria. Em russo, dá quase na mesma.

Cá estou, fedendo e com fome. Eu, que sempre me orgulhei de fugir das prisões físicas e psicológicas que a vida me apresentou, devo agora descobrir como escapar do corpo de um javali e de captores soviéticos.

Uma coisa é certa: jamais imaginei que um desafio tão divertido pudesse existir.

Anúncios

8 comentários em “Seres humanos não são os únicos jogadores (George Demikhov)

  1. Ricardo Gnecco Falco
    26 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Muito boa! Não percebi nada que me incomodasse. Parabéns!

    – CRIATIVIDADE
    Um ‘samba-do-afrodescendente-doido’, rs! Vida loca a desse protagonista, hein? Mas, como parece que o autor tem ciência da inverossimilhança da história criada, o leitor simplesmente se permite embarcar nesta atribulada jornada e, ao final, se diverte bastante. 😉

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100%. Temos javali (com cérebro humano), roupas de aviador (russo!), mala e até corrente.

    – EMOÇÃO
    Boa. Quando o leitor se permite entrar (e o convite do/a autor/a é bem aceito) no campo do inverossímil de boa, fica tudo mais interessante e gostoso. Uma história boa exatamente por se permitir a não se levar a sério. O que, de jeito algum, significa qualquer descrédito para o bom trabalho feito aqui.

    – ENREDO
    Em um momento de extremo tédio, o Destino decide traçar, com caneta néon, o caminho de Dave na Terra, que terá uma vida (e uma ‘morte’) bem agitada.

    *************************************************

  2. Pedro Luna
    25 de maio de 2017

    Olá, apesar de ter gostado da leitura, é preciso dizer que é um conto cheio de altos e baixos.

    O início, com o tom de mensagem de livro de auto ajuda já começa desagradando, mas aí a trama começa e soa interessante. Após isso, vem a cena com o pai que me incomodou com o exagero da agulha perfurada na nuca e saindo do outro lado, era uma agulha ou uma espada? Mas blz, digamos que seja possível, segui em frente.

    E aí, mais uma vez o conto dá uma caída com o desenrolar das coisas. O cidadão vira um chefão das drogas mas essa parte é resumida demais, o que dá certa irritação, como se eu tivesse lendo um relato rápido da vida de alguém. Por fim, chegamos a prisão e aí tudo melhora. O conto se assume como exagerado e segue sem medo essa linha, chegando até a experiências de espionagem e guerra. Que vida a do sujeito. kkk

    Bom, o saldo é positivo. Apesar de apressado em alguns momentos, é um bom conto exagerado que é lido sem problemas devido a escrita limpa, e com um personagem cheio de defeitos e qualidades, que prende a atenção.

  3. Andreza Araujo
    24 de maio de 2017

    A parte do conto que mais me impressionou foi a própria narrativa. Foi muito fácil acompanhar a história, mergulhar em cada momento da vida do fugitivo. O título entrega um pouco a história, me fez pensar que alguém “viveria” na pele do javali, o que foi reafirmado (na minha cabeça) quando o narrador fala em prisão (logo no início do conto), mas ao chegar no final do texto, já nem lembrava mais desta minha conclusão precoce.

    Achei um pouco enfadonha a cena do assassinato do pai por causa de tantos detalhes, mas nada que tenha me feito revirar os olhos. De resto, adorei o ritmo e os detalhes sobre os locais onde ele esteve, deixou o texto mais rico e verossímil. Apenas o final foge um pouco disto, por se tratar de algo fantasioso, mas não digo isto de um modo ruim, muito pelo contrário, pois foi algo inesperado. Certamente um bom conto e que cumpriu o desafio proposto.

  4. Ana Monteiro
    24 de maio de 2017

    Olá George. Boa! Boa! É o que dá vontade de dizer. Já agora: tem a certeza de não ter excedido as 2000 palavras? seu conto é bem grande. Mas também tem tanto enredo que talvez isso dê a sensação de ser maior do que é.no entanto,lê-se de um trago. É uma história rica, com um personagem fortíssimo que reforça a sua imensa presenças com frases verdadeiramente antológicas. A gramática e uso da língua estão irrepreensíveis e a leitura flui com leveza e naturalidade,permitindo entrar na história e esquecer o que nos rodeia. Mais emoção e enredo não se poderia pedir. Parabéns pelo excelente trabalho. Boa sorte.

  5. Anorkinda Neide
    23 de maio de 2017

    Nossa mãezinha.. que vida agitada.
    Apesar dos exageros, tudo isso na vida de uma só pessoa? tá certo q existe, ao é esta a questao mas de q é pouco espaço e entao tudo vai atropelando a gente. Mas como ia dizendo apesar dos exageros a historia seguiu uma linha coerente, até mesmo na fuga, como vc explicou no comentario ao Fabio.
    Agora a experiência com o cérebro foi demais! kkk nao se se pro ruim ou a comicidade ganha pontos, tô em dúvida, ri muito nesta frase aqui: ‘Tudo seria mais fácil se fosse para o corpo de outra pessoa, mas a ciência preza pela dificuldade. Meu cérebro faria parte do corpo de outro animal. Não posso dizer quão reconfortante foi saber que eu seria um javali e não uma girafa. ‘
    E dae finalmente, aparece a imagem de nosso desafio com o soldado russo, vou dizer q isso foi legal.. haha
    Então eu to aqui pensando q pro seu estilo, pra sua proposta, pra sua irreverência, o conto está muito bem, sim. Um texto bom tb. Parabéns.
    Abração

  6. Fabio Baptista
    21 de maio de 2017

    O conto está bem escrito – gramática perfeita, vírgulas bem aplicadas, boas construções de frases e boas sacadas em momentos oportunos. Esses fatores fazem a história fluir sem entraves, o que é ótimo e garante boa nota.

    A trama, porém, acabou me desagradando. Enquanto estava a história de um anti-herói badass que fugia das prisões, eu estava gostando. Quando entrou no detalhe da fuga de Alcatraz, a falta de verossimilhança me incomodou. O segmento final então… foi aquela surpresa, mas não num bom sentido.

    Não se pode dizer que não foi criativo, mas achei que destoou muito.

    – Aqui se paga, aqui se faz
    >>> essa inversão ficou bacana

    – Passar doze horas por dia em um trabalho que você odeia é se suicidar em parcelas.
    >>> Essa frase ficou bem Bukowski

    – vi que a lancha do exército já estava no cais
    >>> não consigo imaginar o que essa lancha foi fazer aí, mas tudo bem… kkkkkkkk

    – aparentemente o cara de furo no queixo não tinha amigos na embarcação
    >>> outro Deus-Ex em ação

    – Em russo, dá quase na mesma.
    >>> outra boa sacada

    Abraço!

    • G. Demikhov
      21 de maio de 2017

      Olá, Fabio!

      Muito obrigado pelo comentário detalhado!

      Em relação à fuga de Alcatraz, mais por curiosidade mesmo, para escrever essa parte fiquei preocupado justamente com a falta de verossimilhança. Fiz uma pesquisa e acabei unindo duas tentativas reais de fuga que não deram certo – uma em que o preso junta todo o fardamento e entra na lancha do exército e outra que dois presos dominam um guarda ao carregarem o lixo para fora. Creio que essa lancha do exército vá até lá justamente para despachar os materiais que os detentos devem lavar.

      De qualquer forma, deixo aqui o link com uma lista de tentativas pra galera se divertir, já que algumas são bem cômicas:

      http://mundoestranho.abril.com.br/historia/quais-foram-as-tentativas-de-fuga-mais-espetaculares-de-alcatraz/

      Abraço e boa sorte no desafio!

      • Fabio Baptista
        23 de maio de 2017

        É aquela história: “ao contrário da ficção, a realidade não tem obrigação de parecer verossímil” hauahuahu.

        Dei uma olhada no link, realmente a galera tem bastante criatividade para fugir da cadeia rsrs.

        Abração!

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.