EntreContos

Literatura que desafia.

Devaneio Improvável (Sun Microsystems)

— Claro; senta aí, irmão!

— Valeu. Deixa só eu tirar essa capa…

— Tá de moto, né?

— Está tão na cara assim?

— Literalmente, parceiro… Esse oclinho aí delata!

— É verdade…

— Só não sei é como é que tu fez com esse malão… Veio montado nele?

— Quase…

— Pode pôr aqui embaixo da mesa. Isso…

— Obrigado.

— Bigode! Ô, Bigode! Traz mais uma aí e outro copo, por favor… Fuma?

— Não, valeu… Parei.

— Fez bem. Eu não consigo…

— Vício é foda.

— Verdade… Mmm… Como você conseguiu?

— Foco e determinação.

— Porra! Ouvindo você falar isso parece até fácil, parceiro!

— Nada é fácil…

— Fato… Fato! Mmm… Põe aí, Bigode! Obrigado.

— Valeu… Saúde.

— Saúde, parceiro!

— A propósito, me chamo Fernandes.

— Opa! Prazer, Fernandes! Meu nome é Ezequiel.

— Obrigado pela cerveja, Ezequiel.

— Tâmus aí, parceiro. Então, Fernandes… O que te traz por estas bandas?

— Estou de mudança. Saindo da cidade e deixando alguns fantasmas para trás…

— Podes crer… Todos estamos, né? Vivemos em constante mudança. Só não sei é se estamos mudando pra melhor, ou pra pior…

— Exatamente, Ezequiel! Essa é a grande pergunta.

— Então… Um brinde às mudanças!

— Sim, um brinde…

— Saúde!

— Saúde.

— Mmm… Se me permite a indiscrição, grande Fernandes… O que você está deixando pra trás? Conta aí a sua história, parceiro!

— Ah… Minha história não é nada interessante, Ezequiel… É bem simples, na verdade. E triste. Dá até pra resumir em uma linha…

— Uma linha?

— É… Em uma frase.

— Que seria…

— “Uma linda história de amor com um final trágico”.

— Nossa… Por que trágico, Fernandes?

— Porque terminou em desilusão.

— Putz! Mmm… E por que terminou em desilusão?

— Porque… Bem… Eu amava a minha esposa. E achava que fosse um sentimento recíproco. Mas, ela me traía… E eu descobri.

— Caralho, irmão… Que merda…

— Pois é… É muito triste. Porque a traição não reside apenas no contato sexual de quem amamos com outra pessoa; essa parte carnal é até compreensível… Mas a dor maior provém da descoberta da dissimulação, da mentira… Do ato frio e covarde de enganar alguém que te ama e que confia completamente em você. Isso é o mais decepcionante de tudo… E o mais cruel.

— Nossa… Que barra, parceiro!

— Ah… A vida é assim mesmo, Ezequiel… Cheia de surpresas. Dizem que as piores decepções vêm exatamente de onde a gente menos esperava que viessem; não é verdade?

— Podes crer, parceiro… Sinistro. Mas… Desculpe a minha curiosidade mórbida… Como foi que você descobriu?

— Como diz o ditado: mentira tem perna curta.

— Isso é verdade… Mas como foi? Como ficou sabendo que ela te chifrava?

— Eu vi.

— Viu? Como assim? Você a pegou no ato?

— Sim. Vi tudo.

— Caramba… E o que você fez na hora?

— Nada.

— Nada?

— Fiquei parado, em choque, sem acreditar no que estava vendo…

— Mas… Ela não viu que você viu?

— Não.

— E onde foi isso, Fernandes?

— Em casa.

— Na sua casa?

— Sim. Na “nossa” casa…

— Quê isso…!

— Na “nossa” cama…

— Putz!

— É…

— Daqui, parceiro… Deixa eu encher o seu copo de novo…

— Obrigado, Ezequiel.

— Caraca, maluco… Não tô acreditando nisso…

— Eu também não consegui acreditar. Mesmo vendo… Demorou muito pra cair a ficha, sabe… Te digo a verdade, Ezequiel: se ela chegasse em casa algum dia dizendo que tinha sido abduzida por um alienígena, entrado numa nave espacial, dado uma volta pelo universo… Eu ia acreditar nela. Ou, pelo menos, acreditaria que ela realmente acreditava que aquilo tudo tivesse acontecido de fato. O que eu jamais iria sequer supor era que ela estivesse mentindo para mim. E olhando direto nos meus olhos… Não, isso não configurava nem como hipótese na minha mente…

— Mmm… Que merda, Fernandes…

— Depois, é claro, você vai juntando com cré e vai fazendo um apanhado mental, percebendo os absurdos e as obviedades todas que ficaram para trás. Sabe… É incrível como a gente consegue confiar plenamente em quem a gente ama e sem nem perceber o quanto isso pode ser ilógico… Ilógico e perigoso.

— Sinceramente? Eu iria perder a cabeça, parceiro! Jamais conseguiria ficar ali, parado, só olhando…

— Mas não tinha mais nada que eu pudesse fazer…

— Como não? Pulava em cima do cara; enfiava a porrada… Aliás… Nos dois! Se tivesse uma arma em casa, dava um tiro nele… E nela também! Sei lá… Fazia qualquer loucura, Fernandes!

— Já tinha acontecido. Era fato consumado…

— Você chegou depois?

— Bem depois…

— E o cara ainda não tinha ido embora?

— Já… Há muito tempo.

— Como assim? Desculpa, irmão… Agora eu não estou entendendo mais nada… Você não disse que tinha visto os dois na sua cama?

— Sim, isso.

— Então como é que o cara não estava mais lá?

— Eu só vi bem depois do ocorrido, Ezequiel.

— Ok. Agora eu é que vou encher o meu copo…

— Põe pra mim também…

— Vamos lá… Recapitulando, Fernandes… Você descobriu que estava sendo traído ao ver sua mulher com outro cara na sua casa, no seu quarto, na sua cama. Entendi certo até aqui?

— Sim.

— Mas você não fez nada, ficou só olhando os dois juntos. Estou correto ainda?

— Sim. Não tinha nada que eu pudesse fazer. Pelo menos não naquela hora…

— E não tinha nada que você pudesse fazer porque eles já tinham terminado o que estavam fazendo quando você chegou em casa. Certo?

— É… Certo.

— E você não falou nada? Não perguntou nada? Não enfiou a porrada no filhadaputa?

— Ele não estava mais lá e ela nunca soube que eu vi nada. Aliás, que eu vi tudo…

— Ok. Essa é a parte que eu ainda não entendi, irmão… Se o cara já tinha ido embora quando você chegou, quando foi que você viu os dois juntos, no ato, afinal?

— Alguns dias atrás…

— Então eles se encontraram de novo, há alguns dias?

— Não… Eles iam se encontrar hoje novamente, conforme vi nos registros das trocas de mensagens do celular dela… Aliás, tá tudo registrado no celular. Tudo. Fotos, conversas e até vídeos dos dois…

— Você filmou os dois?

— Eu não…

— Contratou um detetive?

— Não. Eu não desconfiava de nada, já te disse. Nunca, jamais, iria achar que ela estava me enganando. Não daquele jeito, daquela forma tão… Tão… Nojenta.

— Então… Quem filmou?

— Eles. Eles mesmos filmaram e bateram as fotos na câmera do celular dela. Em algumas é ela mesma segurando o telefone, fazendo as mais sórdidas selfies, em outras é o cara, para ela aparecer melhor.

— Caraca… Que safada! Quer dizer… Enfim… Desculpa aí…

— Não. Ela era mesmo, Ezequiel… Agora eu sei o quanto.

— Que barra, cara…

— É… Bem pesada.

— Mas eles são burros também, né! Fala sério! Conheço gente que curte esse lance de filmar e fotografar enquanto faz as sacanagens, pra verem juntos depois e tal… Mas eles terem deixado tudo registrado no celular dela… Francamente! Muita idiotice não terem apagado os próprios rastros.

— Eles apagaram.

— Ué?

— O quê?

— Como é que você viu, então?

— Muito simples, Ezequiel… Você nunca ouviu falar do Java?

— Java?

— Sim, da Oracle, empresa multinacional que comprou a Sun Microsystems, criadora dele.

— Não. Que porra é essa?

— O Java é uma tecnologia. É um código de linguagem… Uma programação utilizada em aplicativos do mundo todo. Sistemas de empresas, redes, bancos de dados, computadores, smartphones… O Java está praticamente em todo lugar.

— Mmm… Legal. Mas o que essa porra tem a ver com a história?

— Tem a ver que eu sou formado ‘nessa porra’, Ezequiel… Sou pós-graduado em Tecnologia da Informação.

— Ah, tá…

— Bem… Pelo visto, você também acredita que simplesmente deletando um arquivo de um celular ou computador o mesmo deixa automaticamente de existir. Acertei?

— Ué; não?

— Não… Fica tudo ali guardadinho, Ezequiel… Escondido dos olhos e conhecimentos comuns, mas separadinho, bonitinho, ali dentro dos arquivos das máquinas; só esperando para ser recuperado por quem domina esta linguagem.

— Caraio… Não tinha ideia de nada disso, maluco! Nunca fui muito do grupo dos nerds… Bolei, agora! Ia ter muita gente ferrada pelo mundo se esse tal de Java aí fosse de conhecimento geral…

— Com certeza.

— Porra, parceiro… Tu viu tudo que a tua mulher tinha apagado então do celular dela…

— Exatamente. E nunca a pasta ‘lixo’ foi tão bem denominada por um aplicativo… Estava todo o lixo lá… E quer saber o que é o pior de tudo?

— Porra… E dá pra piorar?

— Eu gostava muito dela, Ezequiel… Foi muito difícil jogar esse sentimento na lixeira também… Despedaçar esse amor que eu cultivava com tanto carinho no meu peito… Na minha alma. Na verdade, essa ilusão, né… Essa ideia falsa de perfeição que eu inocentemente chamava de amor…

— É… Essas coisas são muito complicadas, Fernandes… A grande verdade é que não dá mais pra confiar em ninguém hoje em dia. Tá tudo muito louco. Ninguém é mais de ninguém… Ninguém respeita mais nada! Mulher casada dá em cima de outros caras, trai, leva pra própria casa quando o marido está fora… Ninguém tá nem aí mais pros compromissos assumidos. É tudo uma putaria. Uma pu-ta-ria, Fernandes! Essa é a verdade… Por isso que eu sou e vou continuar solteiro pra sempre! Certamente que vou… Tá tudo muito doido, parceiro… Esse mundo tá é perdido! Mmm… Posso pedir mais uma?

— Pede aê… A saideira.

— Já vai partir? Mmm… Dá mais um tempo, Fernandes… Eu tô só no ‘esquenta’ ainda! Minha noite hoje, pelo menos isso, promete… Ô, Bigode! Vê mais uma aí pra gente!

— Não… Tá chegando a minha hora. Quanto antes deixar essa porcaria toda para trás, será melhor pra mim. Quero distância disso tudo… Preciso dar um fim a esse sofrimento. Tirar esse vazio do meu peito… Você não faz ideia, Ezequiel… Não faz ideia do que é gostar de alguém tanto assim… Embora esse “alguém” que eu tinha em minha mente e no meu coração não representasse o real, a verdade. Era apenas um ideal distorcido, utópico; diferente da realidade que vi naquelas imagens nojentas…

— Foda, parceiro… E o que é que você vai fazer da vida agora que já sabe de tudo?

— Agora? Só o que me resta fazer.

— E o que é? Obrigado, Bigode…

— Me vingar.

— Ah! Finalmente, parceiro! Agora eu tô começando a me identificar com a tua história! Aqui se faz, aqui se paga, mérmão! Se ela trai, ganha o direito de ser traída! E tenho dito! Bateu, levou! Essa é boa… Tâmu junto! Dá o copo aqui… E já escolheu a sua “vítima”?

— Já… Já escolhi. Obrigado.

— Mmm… Mas é isso mesmo… Chifre é que nem futebol: quem não faz, leva. E, se tá levando, tem a obrigação mínima de empatar o jogo! Tô contigo nessa, parceiro! Um brinde!

— Ah… Ela não vai mais fazer isso comigo. Nunca mais… Saúde.

— Esquece ela, agora… Cai dentro da desforra! Mmm… Então… É alguma daquelas gostosas ali? Garanto que é tudo casada também, ó… Aliás, aqui só vem mulher casada, Fernandes… Coisa louca! Ali, irmão… Olha pra lá, parceiro, para de mexer nessa mala… É alguma daquelas safadas ali?

— Não…

— Então deixa eu ver… Ali tem duas mais ou menos… Mmm… É lá do outro lado?

— Não. É você, Ezequiel.

— Hum?

— Não é você aqui, ó?

— …Oi? E-eu o quê?

— Assiste aí… Segura! Segura o celular dela enquanto eu pego a…

— Mas, mas…

— Assiste aí, porra!

— O que você va… Hey! O que é isso, irmão? Não! Peraí, Fernandes! Não… Aponta isso pra lá! Não! Nã…*

 

Barulho de tiro.

Outro.

E mais outro.

Gritaria.

Correria.

Fim.

 

public abstract class Objeto {

  public abstract void fazerBarulho();

}

 

public class Arma de Fogo extends Objeto {

  public void fazerBarulho() {

     System.out.println(“PufPufPuf!”);

  }

}

 

public class Gritos extends Pessoas {

  public void fazerBarulho() {

     System.out.println(“AhhOh!”);

  }

}

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9 comentários em “Devaneio Improvável (Sun Microsystems)

  1. Ricardo Gnecco Falco
    26 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Não percebi nada que interferisse na leitura. Os “erros” gramaticais encontrados foram todos oriundos das personagens, numa tentativa — a meu ver muito bem sucedida — de expressar o jeito informal de se falar; em especial em bares e afins.

    – CRIATIVIDADE
    Normal. O inovador reside na criação de um texto inteiramente em forma de diálogos; o que traz uma fluidez para a história e agilidade na leitura, conduzindo o leitor de forma leve e eficiente até o final da narrativa.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    120% (estou dando 20% de ‘bônus’ para todos os autores que se arriscaram a tirar os ‘java’lis das correntes da foto-tema). Temos mala, trajes e “…esse tal de java aí”! 😉

    – EMOÇÃO
    Bem dosada. Durante a leitura, vamos sendo apresentados, aos poucos, para os fatos que, ao final da mesma, terminarão de montar o ‘quebra-cabeça’ em nossa mente. O código-fonte mostrando a linguagem Java na tela do celular, após a cena final do conto me fez lembrar daqueles filmes que terminam mas não terminam… 🙂 Com a tela ficando preta, mas o som em off continuando, enquanto sobem os letreiros. E até agora não consegui me decidir se mostram a cena final recém narrada (os tiros desferidos por Fernandes em Ezequiel, no bar), ou se trata-se do vídeo que o marido traído viu dos amantes juntos e estava mostrando para ele antes de mata-lo; pois tanto o “PufPufPuf” (tiros, ou… :O )e os gritos “Ahh!Oh!” podem representar qualquer um dos dois momentos… Bem sacado!

    – ENREDO
    Em algum bar lotado de alguma cidade, homem sentado em uma mesa com cadeira vaga permite que desconhecido recém-chegado ao estabelecimento se sente com ele. Enquanto bebem juntos, se apresentam e o recém-chegado conta sua história triste de decepção com a esposa, que meteu-lhe o chifre e que ele havia descoberto tudo após obter acesso aos registros feitos pela esposa junto do amante em seu celular. Registros estes que ela apagara posteriormente, mas que o marido traído havia conseguido recuperar (através do ‘Java’). Os relatos do marido vão prosseguindo detalhadamente até que, quando o outro percebe que estava diante do marido da mulher casada com quem ele havia recentemente transado (e estava ali naquele bar justamente aguardando por ela para novo encontro, previamente marcado), já é tarde demais…

    *************************************************

  2. Andreza Araujo
    24 de maio de 2017

    O texto me prendeu do início ao fim, mesmo apenas construído por diálogos. A parte que mais gostei foi quando o Ezequiel não entendeu e ficou perguntando pro Fernandes as mesmas coisas que ele havia acabado de dizer, uma confusão deliciosa hahaha até mesmo porque eu também não havia entendido o que ele tinha visto ou deixado de ver, ficou muito bom.

    A história em si é bem simples, marido se vinga do amante da esposa. De resto, cadê o javali, o cenário? Conforme ele contava a história, fiquei pensando que se tratava de zoofilia e que a qualquer momento o javali iria entrar na cena. Fiquei aliviada quando isto não aconteceu, mas por outro lado, vou tirar pontinhos da sua nota por não ter cumprido 100% o desafio, ok? 😦

  3. Ana Monteiro
    24 de maio de 2017

    Olá autor. Gostar, gostei. Diverti-me imenso. se é devaneio ou não, não sei. Mas improvável é, por tudo. No entanto, ao ler, apesar de alguma desconfiança quanto ao parceiro da mulher, a conversa vai bem embalada e ganha credibilidade, uma credibilidade improvável, mas que se estabelece. O diálogo está muito natural, só não dá para entender como seria possível que o “enganador” não soubesse que o amigo falava dele. Portanto é um conto giro e bem desenvolvido, com algum enredo e pouca emoção. O ponto fraco é mesmo o de não se adequar ao tema proposto. Com certeza o facto de se ter limitado a substituir o animal pelo código irá penalizá-lo na pontuação. Não se preocupe com isso. O que interessa mesmo é o que fez e aí só faltou alguma coerência (se ao menos fosse uma daquela conversa que pode nascer num bar entre desconhecidos…).Boa sorte.

  4. Olisomar Pires
    22 de maio de 2017

    1, Tema: Adequação inexistente.

    2. Criatividade: Normal. Sujeito traído resolve se vingar do amante. Há uma dúvida se o evento é real ou não.

    3. Enredo: A trama é exposta em diálogos muito bem montados e verossímeis.

    4. Escrita: As falas dos personagens são muito boas, qualquer erro poderia ser considerado da fala coloquial.

    5. Impacto: Baixo.

    Analisando unicamente a estória apresentada não se vê novidade, não houve surpresa.

  5. Leo Jardim
    22 de maio de 2017

    Devaneio Improvável (Sun Microsystems)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): vai se desenhando com o diálogo, mas por mais que vai liberando informações aos poucos, em algum momento no meio do texto ainda, já tinha percebido que o corno estava conversando com o Ricardão. Apesar da forma irreverente como é contada, é uma história comum de traição e vingança. Um ponto que ficou em aberto pra mim foi o motivo deles terem iniciado a conversa.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): Simples, sem floreios, retrata a forma de falar. Sem erros dignos de nota e com diálogos bastante críveis.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): a parte criativa fica por conta do código-fonte, mas acho que muitos não entenderão. A trama mesmo, como já disse, é meio batida.

    🎯 Tema (⭐▫): tem o cara de óculos e a mala, mas o javali foi substituído pelo Java. Achei um pouquinho forçado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o diálogo tem pontos divertidos e o final foi divertido pra mim. A previsibilidade da trama, porém, atrapalhou o impacto.

  6. Fabio Baptista
    22 de maio de 2017

    Eu gostei bastante do diálogo, tudo soou natural, inclusive as intervenções chamando o garçom e tal. Isso deixou a leitura bem fácil o que, nesse desafio colossal, é ótimo. Aliás… é sempre ótimo.

    A trama pra mim foi bem previsível. Quando começou o papo de traição eu já me liguei que era o amigo. Isso gerou a dúvida… o cara ficou dissimulando o tempo todo? A reação dele não me soou natural, instigando o pobre “corno” a dar porrada até. Pareceu que ele pegou a mulher do amigo sem saber de quem se tratava… o que seria estranho também.

    A explicação sobre o Java ficou didática em demasia. Eu trabalho com essa linguagem há 15 anos e tentei não entrar em méritos técnicos, mas não consegui… a tal da recuperação na lixeira “usando Java” ficou forçada. Fiquei com a mesma sensação de quando li “Fortaleza Digital” do Dan Brown, tipo “não é bem assim que funciona”. Mesma sensação no código que encerra o texto que, do ponto de vista literário (foco aqui do desafio) não acrescentou muito.

    O comentário foi rabugento, mas eu gostei do conto. Só não poderei dar uma nota melhor em virtude desses pontos e também pelo tema, que passou meio batido.

    Abraço!

  7. elisa ribeiro
    21 de maio de 2017

    Oi Autor. Você contou muito bem sua história por meio de diálogos bem construídos. A história tem começo, meio, fim, climax, desfecho e funcionou bem. O código java no final valorizou o seu conto. Sobre os personagens, faltou sentir um pouco mais de perturbação no Fernandes e nervosismo no Ezequiel, uma tensão crescente entre os dois talvez valorizasse o desfecho. Sobre o aproveitamento do tema, você usou sua criatividade para fugir daquela figura difícil, usando a linguagem java como personagem. Para mim, está valendo. Boa sorte no desafio! Abraço.

  8. angst447
    21 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do conto foi uma homenagem ao EC? Com isso, deu a ideia de que tudo não passou de um devaneio, que aconteceu apenas na imaginação de alguém.
    Quanto à adequação ao tema proposto pelo desafio, acho que o javali ficou meio capenga. Tudo bem que fez a brincadeirinha do Java, mas bicho mesmo, só o Fernandes chifrudo.
    Claro que adorei esse diálogo todo, deixando a leitura ligeirinha, ligeirinha. Ficou bacana isso. Ritmo muito bom, sem entraves. Final destacando o código Java.
    Deixou em aberto porque os dois homens se encontraram, talvez em um bar cheio, sem outro lugar pra sentar? Outra coisa que despertou minha curiosidade foi a tal mala. Tudo bem que no final, a gente fica sabendo que Fernandes sacou a arma de lá, mas eu já imaginei que o corpo da mulher estivesse dentro da mala. Já que ele fala que a moça não ia mais fazer aquilo (trair) com ele. Esclareça-me este ponto, por favor.
    Erros mesmo, eu não notei. Nada que tenha me impedido de continuar a ler.
    Boa sorte!

  9. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    Hahahha nao entendi… o cara nao sabia q tava pegando a mulher do outro?
    Amei esta frase aqui: ‘Chifre é que nem futebol: quem não faz, leva. E, se tá levando, tem a obrigação mínima de empatar o jogo!’
    hahahahaha obrigação mínima!
    Bem, o texto só com diálogos é ótimo,gostei pra caramba, ate dos codigos eu gostei!
    mas kd o javali?
    😦
    codigo Java não é javali
    e pq o nome do conto é o mesmo da antologia do EC?

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Informação

Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.