EntreContos

Detox Literário.

Devaneio Improvável (Ricardo Falco)

— Claro; senta aí, irmão!

— Valeu. Deixa só eu tirar essa capa…

— Tá de moto, né?

— Está tão na cara assim?

— Literalmente, parceiro… Esse oclinho aí delata!

— É verdade…

— Só não sei é como é que tu fez com esse malão… Veio montado nele?

— Quase…

— Pode pôr aqui embaixo da mesa. Isso…

— Obrigado.

— Bigode! Ô, Bigode! Traz mais uma aí e outro copo, por favor… Fuma?

— Não, valeu… Parei.

— Fez bem. Eu não consigo…

— Vício é foda.

— Verdade… Mmm… Como você conseguiu?

— Foco e determinação.

— Porra! Ouvindo você falar isso parece até fácil, parceiro!

— Nada é fácil…

— Fato… Fato! Mmm… Põe aí, Bigode! Obrigado.

— Valeu… Saúde.

— Saúde, parceiro!

— A propósito, me chamo Fernandes.

— Opa! Prazer, Fernandes! Meu nome é Ezequiel.

— Obrigado pela cerveja, Ezequiel.

— Tâmus aí, parceiro. Então, Fernandes… O que te traz por estas bandas?

— Estou de mudança. Saindo da cidade e deixando alguns fantasmas para trás…

— Podes crer… Todos estamos, né? Vivemos em constante mudança. Só não sei é se estamos mudando pra melhor, ou pra pior…

— Exatamente, Ezequiel! Essa é a grande pergunta.

— Então… Um brinde às mudanças!

— Sim, um brinde…

— Saúde!

— Saúde.

— Mmm… Se me permite a indiscrição, grande Fernandes… O que você está deixando pra trás? Conta aí a sua história, parceiro!

— Ah… Minha história não é nada interessante, Ezequiel… É bem simples, na verdade. E triste. Dá até pra resumir em uma linha…

— Uma linha?

— É… Em uma frase.

— Que seria…

— “Uma linda história de amor com um final trágico”.

— Nossa… Por que trágico, Fernandes?

— Porque terminou em desilusão.

— Putz! Mmm… E por que terminou em desilusão?

— Porque… Bem… Eu amava a minha esposa. E achava que fosse um sentimento recíproco. Mas, ela me traía… E eu descobri.

— Caralho, irmão… Que merda…

— Pois é… É muito triste. Porque a traição não reside apenas no contato sexual de quem amamos com outra pessoa; essa parte carnal é até compreensível… Mas a dor maior provém da descoberta da dissimulação, da mentira… Do ato frio e covarde de enganar alguém que te ama e que confia completamente em você. Isso é o mais decepcionante de tudo… E o mais cruel.

— Nossa… Que barra, parceiro!

— Ah… A vida é assim mesmo, Ezequiel… Cheia de surpresas. Dizem que as piores decepções vêm exatamente de onde a gente menos esperava que viessem; não é verdade?

— Podes crer, parceiro… Sinistro. Mas… Desculpe a minha curiosidade mórbida… Como foi que você descobriu?

— Como diz o ditado: mentira tem perna curta.

— Isso é verdade… Mas como foi? Como ficou sabendo que ela te chifrava?

— Eu vi.

— Viu? Como assim? Você a pegou no ato?

— Sim. Vi tudo.

— Caramba… E o que você fez na hora?

— Nada.

— Nada?

— Fiquei parado, em choque, sem acreditar no que estava vendo…

— Mas… Ela não viu que você viu?

— Não.

— E onde foi isso, Fernandes?

— Em casa.

— Na sua casa?

— Sim. Na “nossa” casa…

— Quê isso…!

— Na “nossa” cama…

— Putz!

— É…

— Daqui, parceiro… Deixa eu encher o seu copo de novo…

— Obrigado, Ezequiel.

— Caraca, maluco… Não tô acreditando nisso…

— Eu também não consegui acreditar. Mesmo vendo… Demorou muito pra cair a ficha, sabe… Te digo a verdade, Ezequiel: se ela chegasse em casa algum dia dizendo que tinha sido abduzida por um alienígena, entrado numa nave espacial, dado uma volta pelo universo… Eu ia acreditar nela. Ou, pelo menos, acreditaria que ela realmente acreditava que aquilo tudo tivesse acontecido de fato. O que eu jamais iria sequer supor era que ela estivesse mentindo para mim. E olhando direto nos meus olhos… Não, isso não configurava nem como hipótese na minha mente…

— Mmm… Que merda, Fernandes…

— Depois, é claro, você vai juntando com cré e vai fazendo um apanhado mental, percebendo os absurdos e as obviedades todas que ficaram para trás. Sabe… É incrível como a gente consegue confiar plenamente em quem a gente ama e sem nem perceber o quanto isso pode ser ilógico… Ilógico e perigoso.

— Sinceramente? Eu iria perder a cabeça, parceiro! Jamais conseguiria ficar ali, parado, só olhando…

— Mas não tinha mais nada que eu pudesse fazer…

— Como não? Pulava em cima do cara; enfiava a porrada… Aliás… Nos dois! Se tivesse uma arma em casa, dava um tiro nele… E nela também! Sei lá… Fazia qualquer loucura, Fernandes!

— Já tinha acontecido. Era fato consumado…

— Você chegou depois?

— Bem depois…

— E o cara ainda não tinha ido embora?

— Já… Há muito tempo.

— Como assim? Desculpa, irmão… Agora eu não estou entendendo mais nada… Você não disse que tinha visto os dois na sua cama?

— Sim, isso.

— Então como é que o cara não estava mais lá?

— Eu só vi bem depois do ocorrido, Ezequiel.

— Ok. Agora eu é que vou encher o meu copo…

— Põe pra mim também…

— Vamos lá… Recapitulando, Fernandes… Você descobriu que estava sendo traído ao ver sua mulher com outro cara na sua casa, no seu quarto, na sua cama. Entendi certo até aqui?

— Sim.

— Mas você não fez nada, ficou só olhando os dois juntos. Estou correto ainda?

— Sim. Não tinha nada que eu pudesse fazer. Pelo menos não naquela hora…

— E não tinha nada que você pudesse fazer porque eles já tinham terminado o que estavam fazendo quando você chegou em casa. Certo?

— É… Certo.

— E você não falou nada? Não perguntou nada? Não enfiou a porrada no filhadaputa?

— Ele não estava mais lá e ela nunca soube que eu vi nada. Aliás, que eu vi tudo…

— Ok. Essa é a parte que eu ainda não entendi, irmão… Se o cara já tinha ido embora quando você chegou, quando foi que você viu os dois juntos, no ato, afinal?

— Alguns dias atrás…

— Então eles se encontraram de novo, há alguns dias?

— Não… Eles iam se encontrar hoje novamente, conforme vi nos registros das trocas de mensagens do celular dela… Aliás, tá tudo registrado no celular. Tudo. Fotos, conversas e até vídeos dos dois…

— Você filmou os dois?

— Eu não…

— Contratou um detetive?

— Não. Eu não desconfiava de nada, já te disse. Nunca, jamais, iria achar que ela estava me enganando. Não daquele jeito, daquela forma tão… Tão… Nojenta.

— Então… Quem filmou?

— Eles. Eles mesmos filmaram e bateram as fotos na câmera do celular dela. Em algumas é ela mesma segurando o telefone, fazendo as mais sórdidas selfies, em outras é o cara, para ela aparecer melhor.

— Caraca… Que safada! Quer dizer… Enfim… Desculpa aí…

— Não. Ela era mesmo, Ezequiel… Agora eu sei o quanto.

— Que barra, cara…

— É… Bem pesada.

— Mas eles são burros também, né! Fala sério! Conheço gente que curte esse lance de filmar e fotografar enquanto faz as sacanagens, pra verem juntos depois e tal… Mas eles terem deixado tudo registrado no celular dela… Francamente! Muita idiotice não terem apagado os próprios rastros.

— Eles apagaram.

— Ué?

— O quê?

— Como é que você viu, então?

— Muito simples, Ezequiel… Você nunca ouviu falar do Java?

— Java?

— Sim, da Oracle, empresa multinacional que comprou a Sun Microsystems, criadora dele.

— Não. Que porra é essa?

— O Java é uma tecnologia. É um código de linguagem… Uma programação utilizada em aplicativos do mundo todo. Sistemas de empresas, redes, bancos de dados, computadores, smartphones… O Java está praticamente em todo lugar.

— Mmm… Legal. Mas o que essa porra tem a ver com a história?

— Tem a ver que eu sou formado ‘nessa porra’, Ezequiel… Sou pós-graduado em Tecnologia da Informação.

— Ah, tá…

— Bem… Pelo visto, você também acredita que simplesmente deletando um arquivo de um celular ou computador o mesmo deixa automaticamente de existir. Acertei?

— Ué; não?

— Não… Fica tudo ali guardadinho, Ezequiel… Escondido dos olhos e conhecimentos comuns, mas separadinho, bonitinho, ali dentro dos arquivos das máquinas; só esperando para ser recuperado por quem domina esta linguagem.

— Caraio… Não tinha ideia de nada disso, maluco! Nunca fui muito do grupo dos nerds… Bolei, agora! Ia ter muita gente ferrada pelo mundo se esse tal de Java aí fosse de conhecimento geral…

— Com certeza.

— Porra, parceiro… Tu viu tudo que a tua mulher tinha apagado então do celular dela…

— Exatamente. E nunca a pasta ‘lixo’ foi tão bem denominada por um aplicativo… Estava todo o lixo lá… E quer saber o que é o pior de tudo?

— Porra… E dá pra piorar?

— Eu gostava muito dela, Ezequiel… Foi muito difícil jogar esse sentimento na lixeira também… Despedaçar esse amor que eu cultivava com tanto carinho no meu peito… Na minha alma. Na verdade, essa ilusão, né… Essa ideia falsa de perfeição que eu inocentemente chamava de amor…

— É… Essas coisas são muito complicadas, Fernandes… A grande verdade é que não dá mais pra confiar em ninguém hoje em dia. Tá tudo muito louco. Ninguém é mais de ninguém… Ninguém respeita mais nada! Mulher casada dá em cima de outros caras, trai, leva pra própria casa quando o marido está fora… Ninguém tá nem aí mais pros compromissos assumidos. É tudo uma putaria. Uma pu-ta-ria, Fernandes! Essa é a verdade… Por isso que eu sou e vou continuar solteiro pra sempre! Certamente que vou… Tá tudo muito doido, parceiro… Esse mundo tá é perdido! Mmm… Posso pedir mais uma?

— Pede aê… A saideira.

— Já vai partir? Mmm… Dá mais um tempo, Fernandes… Eu tô só no ‘esquenta’ ainda! Minha noite hoje, pelo menos isso, promete… Ô, Bigode! Vê mais uma aí pra gente!

— Não… Tá chegando a minha hora. Quanto antes deixar essa porcaria toda para trás, será melhor pra mim. Quero distância disso tudo… Preciso dar um fim a esse sofrimento. Tirar esse vazio do meu peito… Você não faz ideia, Ezequiel… Não faz ideia do que é gostar de alguém tanto assim… Embora esse “alguém” que eu tinha em minha mente e no meu coração não representasse o real, a verdade. Era apenas um ideal distorcido, utópico; diferente da realidade que vi naquelas imagens nojentas…

— Foda, parceiro… E o que é que você vai fazer da vida agora que já sabe de tudo?

— Agora? Só o que me resta fazer.

— E o que é? Obrigado, Bigode…

— Me vingar.

— Ah! Finalmente, parceiro! Agora eu tô começando a me identificar com a tua história! Aqui se faz, aqui se paga, mérmão! Se ela trai, ganha o direito de ser traída! E tenho dito! Bateu, levou! Essa é boa… Tâmu junto! Dá o copo aqui… E já escolheu a sua “vítima”?

— Já… Já escolhi. Obrigado.

— Mmm… Mas é isso mesmo… Chifre é que nem futebol: quem não faz, leva. E, se tá levando, tem a obrigação mínima de empatar o jogo! Tô contigo nessa, parceiro! Um brinde!

— Ah… Ela não vai mais fazer isso comigo. Nunca mais… Saúde.

— Esquece ela, agora… Cai dentro da desforra! Mmm… Então… É alguma daquelas gostosas ali? Garanto que é tudo casada também, ó… Aliás, aqui só vem mulher casada, Fernandes… Coisa louca! Ali, irmão… Olha pra lá, parceiro, para de mexer nessa mala… É alguma daquelas safadas ali?

— Não…

— Então deixa eu ver… Ali tem duas mais ou menos… Mmm… É lá do outro lado?

— Não. É você, Ezequiel.

— Hum?

— Não é você aqui, ó?

— …Oi? E-eu o quê?

— Assiste aí… Segura! Segura o celular dela enquanto eu pego a…

— Mas, mas…

— Assiste aí, porra!

— O que você va… Hey! O que é isso, irmão? Não! Peraí, Fernandes! Não… Aponta isso pra lá! Não! Nã…*

 

Barulho de tiro.

Outro.

E mais outro.

Gritaria.

Correria.

Fim.

 

public abstract class Objeto {

  public abstract void fazerBarulho();

}

 

public class Arma de Fogo extends Objeto {

  public void fazerBarulho() {

     System.out.println(“PufPufPuf!”);

  }

}

 

public class Gritos extends Pessoas {

  public void fazerBarulho() {

     System.out.println(“AhhOh!”);

  }

}

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54 comentários em “Devaneio Improvável (Ricardo Falco)

  1. Bia Machado
    23 de junho de 2017

    Hum, o título combina e muito: devaneio improvável. São tantos devaneios, em vez de emoções, que sinceramente, não gostei, apesar de ter me divertido um pouco com ele enquanto meus alunos faziam seu simulado, todos muito concentrados. Acho que é pouco comum aparecer por aqui textos formados apenas por diálogos (ou quase). Mas ai, forçou a conexão entre o enredo do seu e a imagem do desafio, ao menos pra mim. O final daquele jeito foi mesmo necessário? Não é uma crítica, apenas uma dúvida. Boa sorte no desafio.

  2. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Devaneio Improvável (Sun Microsystems)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: inexistente. Muita viagem ligar o Java ao javali… da imagem, mesmo, nada. Pena, vai perder pontos por isso.

    ASPECTOS TÉCNICOS: na parte estilística, diferenciou-se por usar o diálogo como fio condutor, lembrando no ritmo o estilo do Luis Fernando Veríssimo. Porém, a premissa e a surpresa acabam no meio do texto, pois fica bem óbvio quem é quem na história.

    EFEITO: um texto muito bom, infelizmente com pouca aderência à proposta do desafio. Fica desleal dar a nota que ele mereceria por méritos intrínsecos. Uma pena…

  3. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    Conto em diálogos, divertido, cômico mesmo, totalmente ao estilo de Luiz Fernando Veríssimo. A sacada das heranças de classe no final foi boa, deu um toque bem OOP, necessário, no conto. O MVC está perfeito, traição, traidor e banco de traidores divididos em interfaces independentes. Tudo me lembrou as piadas nerd de Baroni:
    “Pena que as embalagens transparentes estragaram a magia dos ovos. Antes, até abri-los, a surpresa era boa e ruim.” (Alguém entendeu?)
    Parabéns, um conto muito inventivo. Ouso dizer que esse desafio foi o mais criativo de todos os tempos.

  4. Wender Lemes
    22 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: o conto apresenta alguns elementos da imagem-tema, como os óculos de aviador, a mala e, com muita abstração, o “Java” do javali. Entretanto, as ligações acabam aqui. A opção por construir o conto todo em diálogos fica incompatível com a proposta de algumas frases mais filosóficas/poéticas. A variação, do coloquial ao sofisticado em poucas palavras, causa estranheza.

    Aspectos subjetivos: é difícil julgar a criatividade aqui. Certamente, quem escreveu tem uma mente bastante criativa, por todos os elos que buscou. Por outro lado, os clichês são tão explícitos em alguns momentos que chegam a parecer sarcásticos. Por exemplo, era possível deduzir o restante da trama desde o momento em que o protagonista começou a falar de traição.

    Compreensão geral: creio que o título do conto foi sensato. Ao terminar a leitura, com a percepção da falta de verossimilhança pelos pontos que citei, creio que o devaneio descrito era realmente muito improvável. Percebo a tentativa de trazer algo diferente ao certame – e acho isso nobre – mas receio que eu não estava pronto para seu conto.

    Parabéns e boa sorte.

  5. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Sun,
    Li o seu conto numa madrugada de domingo para segunda-feira, às 3 da manhã. Eu já estava caindo de sono, mas quando a história é boa e bem contada a gente até perde o sono. Parabéns. Gostei bastante da sua história e achei que você foi bastante corajoso de usar apenas diálogos. Ficou bem legal.
    Apesar de eu, como leitor, achar que o cara estava falando com o amante da mulher já desde as primeiras linhas, não considerei isso como um spoiler, ou como se a história fosse previsível. Pra mim, a expectativa não estava em saber se o cara iria atirar no outro (claro que ia). O que eu fiquei curioso para chegar ao final e descobrir foi qual seria a reação do amante. Será que ele iria perceber antes e tentar fugir? Será que ia rolar briga? Esse pra mim foi o desfecho inesperado que eu quis descobrir. E achei legal como tudo se concluiu.
    Os diálogos foram muito bem construídos. Só achei que tropeçou em dois momentos, onde ficou mais didático do que seria uma conversa real entre dois caras num bar, mas nada que estrague a narrativa.
    Um ótimo conto. Parabéns!

  6. Raian Moreira
    20 de junho de 2017

    Texto original e diferente, bom mesmo. Não curto diálogos longos assim, mas isso é pessoal, seus diálogos são muio bons.
    Não vi adequação ao tema, ficou estranho isso.
    Parece mais uma narração do casos de familia, ou do teste de fidelidade.
    Deixou o conto em aberto porque os dois homens se encontraram, talvez em um bar cheio, sem outro lugar pra sentar? Que coisa, não ?

  7. Fil Felix
    20 de junho de 2017

    To meio dividido em relação ao conto. E nem é pela falta do javali, já que temos um motoqueiro com sua maleta enorme (onde trouxe a arma, talvez?). O Java segue como referência ao javali, mas achei toda a inclusão da tecnologia meio “Black Mirror” demais, com um fim em programação (ou glitch no sistema) que achei esteticamente bacana, mas não sei se peguei ao certo ou se combinou com o clima descomprometido da vingança. Escrever diálogos é um verdadeiro desafio, porque cai na coisa de parecer forçado ou artificial (por isso fujo deles). Aqui tudo é bastante real, as gírias e as colocações, mas inteiramente em diálogos as vezes dá uma sensação de confusão e nos perdemos em quem está falando. Pegando carona no título, acho um pouco improvável o amante sequer desconfiar de toda a situação.

  8. Felipe Moreira
    20 de junho de 2017

    Uma vez li um romance do Vargas Lhosa em que até as descrições estavam inseridas nos diálogos. Toda a estrutura era assim, o que me fascinava pelo cuidado com o texto, sobretudo pela verossimilhança, porque sustentar-se apenas em diálogos e ainda assim construir uma história que seja mais imagética do que um simples roteiro, não é fácil. Eu gostei da sua técnica, o plot é razoável e a reviravolta não me surpreendeu, talvez por ter desconfiado a todo tempo.

    Parabéns pelo trabalho.

  9. Eduardo Selga
    19 de junho de 2017

    Ainda é forte o conceito de que a construção perfeita de uma cena com verossimilhança externa, ou seja, factível se considerada a realidade, é sinal de qualidade da obra. Por esse viés, o talento consistiria em copiar o empírico. A escultura hiper-realista é um exemplo, nas artes plásticas, desse movimento estético. Na literatura, a presença de diálogos como o desse conto costuma suscitar, ao lado de elogios em função da proximidade com o chamado real, observações sobre até que ponto o texto é verossímil, a partir de onde ele sai dos trilhos.

    Se um texto ficcional tem uma proposta realística, como me parece ser o presente caso, os diálogos, quando existem, precisam ser fortemente marcados pela coloquialidade. Não me refiro necessariamente à gíria e ao palavrão, pois o coloquial tem níveis a depender das camadas sociais que os personagens representam. A coloquialidade de um diálogo entre dois advogados num bar será expressa de um modo diverso da coloquialidade de uma conversa num bar entre dois repositores de supermercado, por exemplo.

    Escrever literatura é um ato de fingimento, nos lembra Fernando Pessoa. Assim, se o autor consegue fingir bem ele convence o leitor de que o que ele está lendo é de fato uma pessoa, não mera representação; que a cena é “real”, não um construto ficcional. Só há um problema: um enredo não é a vida, ele tem regras muito próprias. Ele, ao contrário da vida, está sob controle do escritor, que faz e desfaz de seus elementos de modo a atingir determinado objetivo estético.

    Assim sendo, se na vida, numa cena como a do conto, é fato que os interlocutores usam o vocativo constantemente, mesmo sendo absolutamente desnecessário, lançar mão constantemente desse recurso no texto cansa. Embora seja “real”. Blá-blá-blá, Ezequiel; blá-blá-blá, Fernandes. Sendo o diálogo apenas entre ambos, não há necessidade de tanto vocativo, principalmente porque o grau de intimidade entre eles não é alto. Cada um deles sabe com quem está falando e, principalmente, o leitor também sabe. Aliás, acredito que esse excesso possa ter sido um truque para o leitor não se perder, mas se de fato o intento foi esse, considero desnecessário, pois as falas são curtas, não dá para se perder.

    E aí o efeito “realístico” é prejudicado, apesar de haver toda uma aparência de realidade. Fica desnudado o que talvez o(a) autor(a) não quisesse: o conto não é um instantâneo da realidade, como se fora uma reportagem: ele é o óbvio, ou seja, ficção. Aliás, nenhum nenhum texto ficcional deve pretender ser um retrato fiel da realidade. Caso contrário, onde fica a literatura, o trabalho com a palavra?

    Não que inexista esse trabalho, mas o esforço está todo concentrado numa espécie de hiper-realismo que nos faz ficar exatamente onde estamos. Ele não nos projeta para qualquer outro espaço; não nos propõe outros, diversos do que somos hoje. Nesse sentido, é uma narrativa que beija na boca do status quo porque nos mantém tais e quais.

    Não, os contos não têm a obrigação de propor realidades contrárias à que vivemos, por isso não digo que esse conto seja de má qualidade estética. Definitivamente não é.

    O ponto culminante do conto, entendo eu, são os constantes desmontes dos pressupostos do amante, num enredamento que só aos poucos vai fazendo sentido tanto para ele quanto para o leitor.

  10. M. A. Thompson
    15 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: forçada.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): nada que comprometa a leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): bom, mas não gosto de excesso de diálogos. Gosto pessoal.

    * Enredo (coerência, criatividade): muito bom, parabéns.

    De modo geral foi um bom conto e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  11. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Um conto todo ele perfeitamente sustentado em diálogo. Eu gosto desse tipo de escrita, com algumas frases descrevendo o acontecimento, mas, com brilhantismo, o autor conduziu corretamente, ocasionando a interação com os personagens, a agonia em querer saber o final e, infelizmente, a tradicional morte confabulando com o que tem de maior em nossa vida, a vingança perpetrada de maneira violenta. O escrito descrevendo a cena final em linguagem para computador, foi o toque especial.

  12. maziveblog
    13 de junho de 2017

    Li o conto num ápice. Os diálogos e o fim são excelentes. O problema é que não tem nada a ver com o tema do desafio.

  13. Rubem Cabral
    12 de junho de 2017

    Olá, George.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    O conto tem alguns dos elementos da imagem-tema: homem encasacado, óculos, mala. “Java” além de linguagem de programação é referência a “java beans”, ao café que é grande amigo dos programadores, fazer de “java” uma referência a “javali” ficou um tanto forçado.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O conto está muito bem escrito. Não observei pontos a acertar.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    Um conto quase que totalmente escrito através de diálogos, diálogos estes, muito bons e naturais. Ezequiel e Fernandes foram bem construídos e suas falas não se confundem.

    Enredo (coerência, criatividade):
    A história foi bastante criativa, mas o início, este bate-papo tão fácil entre estranhos, me pareceu meio incomum, mesmo no Rio. O código java ao final foi uma brincadeira interessante, mas creio que acrescentou pouco à trama, além de parecer errado ao se criar uma classe “Grito” para “Pessoas”, acho que “Gritos” deveria ser um método e o segundo, classe.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  14. Pedro Luna
    11 de junho de 2017

    O traído estava falando com o amante? Essa foi difícil de engolir, viu. Esse final fez a qualidade cair um pouco para mim. Bom, no entanto, acho que aqui houve um acerto em escolher narrar a história por meio dos diálogos. Tenho a impressão que se não fosse assim, seria apenas mais um texto tedioso sobre traição. Mas os diálogos são bons, rápidos (com um ou dois trechos um pouco truncados), e evoluem a história, o que deixou a leitura bem fácil e divertida.

  15. Victor Finkler Lachowski
    11 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    Muito ousado fazer um conto só de diálogos, bem feitos e verossímeis, a trama se desenrola bem e surpreende, apenas alguns pontos são meio esquisitos, tipo quando eles ficam se chamando pelo nome, mas entendo que é para localizar o leitor.
    A adequação ao tema é bem rasa, só temos o homem, o Java não substitui o javali.
    O enredo, apesar de ser sem o javali, é bom e prende o leitor com diálogos bons.
    Gramática ótima e bem revisada.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  16. Givago Domingues Thimoti
    10 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Se não fosse pelo homem do início, seria 0
    Criatividade: Pela falta do Javali… (Pô cara, querendo meter o Java nisso não colou) média.
    Emoção: Gostei do conto. Achei engraçado.
    Enredo: A grata surpresa de um texto feito somente com diálogos… Gostei do enredo, por mais que eu tenha desconfiado do final do conto. Achei que foi uma sacada o traidor filmar a própria morte. Parece uma daquelas histórias do Cidade Alerta
    Gramática: Ouso dizer, impecável.

    PS: Detesto Cidade Alerta… Contraditório, mas, humano…

    Boa sorte!

  17. Jorge Santos
    9 de junho de 2017

    class Comentario {
    public static void main(String[] args) {
    System.out.println(”
    Nota 10 em criatividade, se bem que devo estar em vantagem em relação à maioria dos meus restantes colegas, dados que também eu programo em Java. Gostei da situação do diálogo, se bem que seja algo expectável. A linguagem é forçosamente coloquial, sempre em discurso directo. Existe tensão, mas ela é quebrada no meio do texto, quando percebemos que o interlocutor da personagem principal vai levar bala. Mesmo assim, gostei.
    “);
    }
    }

  18. Evandro Furtado
    8 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O conto tem lá jeito de vídeo do Porta dos Fundos, mas sem o final esperado.

    C: A trama é bem desenvolvida, sendo construída com base em paradoxos. O personagem revela cada ato e segue com uma negação a ele. Achei que o autor prosseguiria dessa forma até o final e revelaria que tudo não passava de um “devaneio” do traído. O final deixa as coisas em aberto, mas é mais confuso do que ambíguo.

    F: A ideia de construir o conto baseado em diálogos é muito interessante e confere ao texto uma fluídez natural. A mudança final, transformada em algum tipo de código, pode fazer sentido em um primeiro momento, mas a execução não é boa. Torna confuso um final que poderia ser mais interessante, tivesse mantido o estilo adotado até então.

  19. Catarina
    8 de junho de 2017

    Gosto de INÍCIO sem preliminares, como crônicas do cotidiano. Não gostei do título, não só por remeter às coletâneas do EC como também por não apresentar conexão com o texto. A TRADUÇÃO DA IMAGEM não convenceu, java por javali ficou meio assim assado. Se o desafio fosse “diálogo”, “cotidiano” ou algo mais subjetivo, minha nota seria maior. A linguagem de boteco carioca e os personagens estão perfeitos. Os diálogos são bons (um pouco lentos, mas papo de boteco é assim mesmo). O melhor do conto foi levar o leitor a imaginar a mulher do cara na cama com o javali. Na verdade Fernando não achava a parte carnal tão compreensível assim.
    EFEITO mensagem subliminar com “error” no final. Prêmio pela ousadia.

  20. Afonso Elva
    7 de junho de 2017

    Cadê o javali?? Se na imagem fosse um touro ou boi, tudo bem, hehe. Texto legal, apesar do final ficar bem claro do meio para frente. Me lembrou um livro do Mutarelli, “Nada me faltará”. Mas tinha que ter o javali :(, fazer o quê?
    Forte abraço

  21. Marco Aurélio Saraiva
    7 de junho de 2017

    Pooo ein.. vi essa “reviravolta” do final vindo desde a metade do conto, rs rs rs.

    ===TRAMA===

    Boa, mas bem previsível. Acho que foi uma volta imensa para contar uma história bem simples, mas o conto brilha na troca de palavras entre Fernandes e Ezequiel. O conto é todo sobre essa troca, na verdade, e não sobre a história em si. E a conversa é boa de ler, bem realista.

    Gostei da adequação ao tema. O homem está lá, e você “distorceu” o javali para virar a linguagem de programação Java. E, quem leu o conto até o final, acabou lendo o código. Ou seja… O java? li. (aff piada da Praça é Nossa)

    ===TÉCNICA===

    Muito boa! É raro encontrar autores que escrevem bem os diálogos assim. Deu para seguir o conto inteirinho sem ficar irritado com a falta de descrições. Foi incrível! Eu consegui imaginar direitinho toda as cenas do conto, inclusive a cena principal, do bar, sem descrição alguma! Parabéns mesmo, você escreve demasiadamente bem.

    ===SALDO===

    Positivo. A história é mediana, mas a técnica brilha.

    Agora, sobre o seu código: tem que dar uma olhada. Ok que Objeto tem o método “fazerBarulho” e Arma de Fogo herda de Objeto… mas Gritos não deveria ser uma classe que herda de PessoaS. Grito tem mais cara de ser um método de PessoA (sem estar no plural). Você deveria ter uma lista de Pessoas (cuja classe herdaria de Objeto, provavelmente) presentes no bar, e todas elas chamariam o método Grito (ou Gritar, já que é um verbo).

    Vai perder pontos por causa dos erros no código.

    …Sacanagem heheheheh,

    • Marco Aurélio Saraiva
      7 de junho de 2017

      Ah, e uma nota: que cara curioso e chato esse Ezequiel ein?? Quando ele chegasse na pergunta de “como você descobriu” eu já mandaria um “vai tomar no seu cu e me deixa beber em paz, porra!””

      E o conto acabaria ali. hahahahahah!

  22. Brian Oliveira Lancaster
    6 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Texto somente com diálogos tem um problema geral: acompanhar a troca de pensamentos. Já aprendi muito com isso, e sofri também. Entendi que devemos dar pelo menos uma dica de quem está falando naquele momento. Neste caso, que parece ser bastante experimental, funciona. Mas exige uma atenção enorme. Fiz um exercício de voz baixa para o protagonista e voz alta para o amigo-bêbado. Bem, quanto à essência, confesso que fiquei meio perdido. É uma ótima história cotidiana. Mas não achei se quer um traço da foto no contexto, com exceção da roupa de motoqueiro do protagonista.
    G: O final é muito bom. Pega de surpresa mesmo. Uma história com uma pegada diferente, que estaria entre as melhores caso não tivesse que se levar a adequação em conta. Mas não posso ser injusto com o restante.
    O: Escrita excelente, sem entraves. Leve e objetiva. Pouquíssimos entenderão a linha de código final (me incluo nessa). O título fez uma breve homenagem à casa que nos acolhe.

  23. Antonio Stegues Batista
    6 de junho de 2017

    Ficou legal o texto com apenas diálogos. Acho que é um pouco difícil escrever assim, tem que ter habilidade, saber como montar a estrutura e dar coerência ao enredo. Achei que a história seria resumida naquela frase, o que não ocorreu, no fim foi apenas um modo de dizer. Todo mundo diz palavrões e parece que é uma coisa normal, mas não é, depende da circunstância, do momento e de quem está perto. Não se diz palavrões em um discurso de formatura, por exemplo, nem em restaurantes, etc. Na literatura parece que está se tornando normal, mas há vários tipos de leitores o que torna incorreto. Muita gente não gosta, mas os autores nem se preocupam com isso,alguém disse que faz parte do personagem, da ficção baseada na realidade. Achei estranho duas pessoas que não se conheciam dizer palavões logo no primeiro encontro, sem se importar com a boa educação, o respeito. Faltou referencia à foto-tema.

  24. Luis Guilherme
    5 de junho de 2017

    Boa noiteee, amigo, cê ta bao? De cara, peço desculpas pelos prováveis erros de escrita, digitar no cel eh foda hahah.

    Vamos la: um conto inteiro em diálogos? Interessante ! Seus diálogos sao bem construídos e fluentes. Consegui me imaginar ouvindo a conversa.

    O enredo flui bem, portanto.

    O desfecho não chega a surpreender. Ja tinha me ligado no que ia rolar. Achei um pouco estranho que o cara não tivesse percebido que era ele que tinha pego a mina do cara. Mas tudo bem, não atrapalhou muito.

    Quanto à adaptação ao tema: adorei! Hahahah bem criativo seu javali hahaha. Pontos por isso! Às vezes ficamos obcecados pela adaptação literal, e eh legal ver uma leitura diferente da imagem, assim.

    Parabens e boa sorte!

  25. Lee Rodrigues
    5 de junho de 2017

    Caro autor (a), é louvável a sua mestria no desenvolvimento de diálogos, porque além de estar crível, nos proporcionou a localização. Construiu imagens em nossa mente, e eu, por favor não conte para alguém, não sei fazer isso.

    Quanto à adequação ao tema/imagem, bem, cada um olha e sente de uma forma diferente, pois temos construção de mundo heterogênea, e graças a Deus, imagina se enxergássemos, todos, da mesma maneira, aí é utopia – distorcida – da Coreia do Norte. O Javali não precisa ser literal para existir, essa foi a sua leitura da imagem, e eu gostei do que li.

  26. Evelyn Postali
    5 de junho de 2017

    Oi, Sun Microsystems,
    Gramática – Não percebi nada de errado, até porque é diálogo puro e não tem muito o que interferir na fala dos personagens. Eu particularmente se tiver que escolher entre um conto só de diálogo e um com descrições demais, escolho aquele com diálogo. Primeiro porque descrições demais cansam da conta e explicar a história à exaustão é atestar burrice ao leitor. Quando eu escrevo, tenho me controlado nesse quesito, mas não é fácil deixar o vício de lado.;
    Criatividade – Pois é. Foi bem criativo, mas fiquei a ver navios. Apesar de mencionar Java, para mim, não tem relação com javali e, sim, com a linguagem de programação da Sun Microsystems, e daí, até James Gosling vai perguntar a mesma coisa: cadê o javali? E o que foi esse final? É o celular quebrando? É todo mundo saindo do ar?
    Adequação ao tema proposto – Não diria que ficou adequado pela utilização dos elementos imagéticos.
    Emoção – Eu ri, mas foi previsível, esse final. Gostei do garçom. Ou melhor, do nome dele. Bigode. Contudo, a leitura agradável não isenta o final certinho de imaginar lá pela metade do texto. E por que cargas d’água o sujeito não se deu por conta de que ele estaria na mira do traído?
    Enredo – Começo, meio e fim fechadinho, tudo entrelaçado, sem javali, com mala, mas, sério, pra quê a mala?
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

  27. Fernando Cyrino
    4 de junho de 2017

    Um conto bem bacana. Gosto da maneira como você foi estruturando a história a partir de diálogos numa mesa de bar. Ficou legal mesmo esta maneira informal na qual eles estão postos. Alta criatividade em fazer com que o nosso javali se transmute numa linguagem da área de sistemas e é aqui que começam os meus devaneios… Apesar de tudo tão legal, achei que o tema proposto foi mais que vivido tangenciado. Mas como não sei o que os demais comentaristas vão achando, possa bem ser que eu é que não captei bem as coisas. Parabéns pelo seu Devaneio, amigo/amiga.

  28. Iolandinha Pinheiro
    4 de junho de 2017

    Bicho! Vamos lá. Eu raramente gosto de textos que se desenrolam quase exclusivamente através de diálogos, mas o seu está bem confortável, qualidade de quem sabe escrever uma conversa que soe verossímil e natural, parabéns por isso. Algumas coisas, porém, ficaram, assim assim, um tanto forçadas. O tal do Ezequiel tava pegando a mulher do tal do Fernandes, tirou fotos, fez clipe, filme, o c…ralho a quatro e não sacou que o Fernandes tinha vindo em sua captura, mesmo depois do cara detalhar todo o métier da traição em cada um de seus lances sórdidos? Então o cara vira corno, e chega no primeiro bar que entra e já vai contando tudo para um desconhecido, que, aliás, é o próprio corneador? E cadê o diabo do javali? Essa de Java no lugar de Javali não colou não, viu? A história tinha apenas quatro personagens, o corno, a mulher do corno, o Ricardão (Ezequiel) e o bigode (garçom), então foi muito fácil matar a charada de quem o Fernandes tinha ido matar, né meu querido? Apesar de todos estes furos foi um conto bem prazeroso para ler na madrugada. Espero que tenha muita sorte no desafio. Abraços.

  29. juliana calafange da costa ribeiro
    3 de junho de 2017

    O conto é muito bem escrito, em diálogos apenas, mas o leitor consegue visualizar a cena toda, como num bom roteiro de cinema ou uma boa peça de teatro. Mas devo confessar que já na metade do seu conto eu sabia como ia terminar, tava óbvio que o Ezequiel era o amante. Então o suspense em si já tinha ido pro brejo no final do conto. Ficou faltando mesmo o javali, q substituí-lo por uma tecnologia chamada Java não colou. De qualquer forma, valeu pela criatividade e pela leitura agradável, sem entraves, pela construção dos personagens e da ambientação. Boa sorte!

  30. Fheluany Nogueira
    3 de junho de 2017

    O comentário de Neusa Maria valeu o conto!

    Um roteiro agradável de ler, divertido pela encenação plausível. Bem cômico o “java” TI, mas não corresponde “tecnicamente“ à imagem-tema proposta.

    O impacto ficou mediano, por conta da previsibilidade de quem seria o traidor.

    Não entendi o título, no singular, mas da antologia EC. Outra brincadeira?

    Parabéns pela participação. Abraços.

  31. Roselaine Hahn
    2 de junho de 2017

    Olá Microsystems, adorei o seu pseudônimo. Quanto ao conto, achei mediano, faltou o protagonista javali. Você autora é mulher, não é? Faço uma aposta. Bem, posso quebrar a cara, mas as filosofias de bar e conjecturas do chifrudo sobre a traição são mais verossímeis no universo feminino, me soou estranho como conversa entre machos, e que esse detalhe não descambe para apologias feministas ou o contrário, é apenas um comentário. De qualquer forma vc. conseguiu segurar a narrativa toda a base de diálogos, quase como um roteiro de filme, e isso é bastante difícil, ponto positivo. No mais, leitura leve e divertida. Abçs e sucesso no desafio!

  32. Gilson Raimundo
    1 de junho de 2017

    Este foi até agora o texto mais infiel ao tema proposto. Qualquer personagem da literatura poderia vestir uma capa e carregar uma mala: Bentinho de Capitu, Harry Potter e até o Tarzan, o difícil seria inserir o javali num contexto lógico, para mim o conto não foi bem adequado, o autor arriscou a sorte entre um 10 e um 0 absoluto. Tirando isto, um estranho chega e é convidado para sentar e beber, tudo bem, agora a conversar toda foi conduzida pelo Ricardão indo de encontro aos desejos do corno, faltou um trato melhor neste contexto, ficou certinho demais e acaba previsível.

  33. Jowilton Amaral da Costa
    31 de maio de 2017

    Bom conto. Bons diálogos, boa trama e um final previsível. Só não entendi os Mmm que aparecem de vez em quando antes da fala de um dos personagens, kkkkkkkkkkkkk. Não sou muito de comentar se o texto está dentro ou fora do tema, mas, esse aqui passou raspando e olhe lá. Boa sorte.

  34. Jowilton Amaral da Costa
    31 de maio de 2017

    Eu já comentei este texto?

  35. Gustavo Castro Araujo
    31 de maio de 2017

    Vou confessar aqui que invejo MUITO quem sabe escrever na forma de diálogos. Pessoalmente, tenho a compulsão pelo descritivo, pela narração, apelando às conversas entre personagens só quando estritamente necessário. Meu medo é que as conversas soem artificiais, que tirem a profundidade do texto e por aí vai… Quando bem empregado – como aqui neste texto – o diálogo provoca certa epifania porque podemos enxergar as pessoas conversando, trocando ideias, num jogo de palavras que preenche qualquer necessidade de descrição. Aqui, vemos uma brincadeira de gato e rato – admito que pelo rumo da conversa antecipei o final, mas isso não influenciou na experiência – mas tudo como se se tratasse de algo real. Deu para “ver” o Ezequiel e o Fernandes frente a frente, tomando a gelada, medindo-se um ao outro. Embora trivial, o diálogo é, sim, criativo, assim como a abordagem do tema, especialmente no que se refere ao javali. Tudo bem que o Fernandes foi “travestido” para se parecer com o motoqueiro-piloto da imagem, mas no geral dá para considerar que não houve fuga ao tema, pelo menos a meu ver. O arremate também ficou interessante, como se alguém, depois, tivesse apanhado o celular do Fernandes e recuperado a filmagem do acerto de contas. Enfim, um ótimo conto que me deu prazer em ler. Parabéns!

  36. Sick Mind
    30 de maio de 2017

    Que criatividade fazer o javali virar Java. É bom ver contos subvertendo a imagem. Além disso, o conto também é uma leitura agradável, fluida, mas confesso que achei previsível o final vingativo.

  37. Neusa Maria Fontolan
    29 de maio de 2017

    — Então amiga, o que achou do meu conto?
    — Eu achei facinho, facinho de ler. Você é ótimo com diálogos, escreve muito bem.
    — Vou ganhar um dez?
    — Não, não vai.
    — Como assim? Você não disse que eu escrevo bem?
    — Escreve sim, mas fugiu do tema proposto, e cadê o javali?
    — Como assim? Você não viu o java lá?
    — Javali não é tecnologia. Se aparacesse um javali na sua frente, você ia ver onde a tecnologia iria parar.
    — Então não vai me dar um dez, né?
    — Não.

    public abstract class Objeto {

    public abstract void fazerBarulho();

    }

    public class Arma de Fogo extends Objeto {

    public void fazerBarulho() {

    System.out.println(“PufPufPuf!”);

    }

    }

    public class Gritos extends Pessoas {

    public void fazerBarulho() {

    System.out.println(“AhhOh!”);

    }

    }

  38. Vitor De Lerbo
    29 de maio de 2017

    Os diálogos e a misancene são muito bons. O papo de bar é completamente verossímil e de fácil leitura. Algumas frases são ótimas. Até o título acaba semd uma piada interna.

    O desenrolar da história é um pouco previsível, já que os dois homens não se conheciam e o que foi traído pede para se sentar à mesa com o outro.

    Achei criativa a associação de “java” e javali”, mas, de fato, isso acaba fugindo um pouco da proposta do desafio.

    Boa sorte!

  39. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    28 de maio de 2017

    Mais um bom conto! Esse extenso diálogo foi prazeroso de acompanhar, posso dizer que foi conduzido de modo inteligente. Lá pelas tantas até cheguei a pensar que a mulher do cara estava dormindo com o… Javali! Afinal, tínhamos a figura do homem, e como o javali não aparecia nunca… Mas não, seria excêntrico demais, não é? Pelo visto, o javali nem apareceu ou está transmudado na linguagem de programação Java.

    Quase chegando ao final, voltei a pensar: é com o javali mesmo que a mulher estava saçaricando, e de novo dei com os burros n’água. Por eu não ter imaginado que era o Ezequiel, tanto melhor.

    A parte final do final só será plenamente compreendida por quem entende de linguagem de programação, ou não, como no meu caso, que não programo absolutamente nada! Hehehe.

    Parabéns!

  40. Priscila Pereira
    28 de maio de 2017

    Oi Sun, que texto legal!! Amei o fato de ser só diálogo, e mesmo assim poder perceber tudo o que acontecia. Muito bom mesmo!! Mas… fugiu um pouco da imagem né… eu sei que você interpretou o javali de um jeito a fazer sentido e ser peça chave na estória (o que ficou ótimo), afinal, sua engenhosidade supera a falta da fidelidade à imagem. Parabéns e boa sorte!!

  41. Milton Meier Junior
    28 de maio de 2017

    mais um conto que não faz alusão à imagem do certame. mesmo assim uma boa história, contada exclusivamente através de diálogos muito bem construídos e que passam perfeitamente toda a narrativa da trama. o final, com as instruções de programação também foi bem criativo. parabéns!

  42. Sabrina Dalbelo
    27 de maio de 2017

    Olá autor(a),

    hahahahahahahahahhahahahahahahahahahhahhahahha
    Cara… muito bom!
    Extremamente divertido! Dava pra ver cada cena, cada expressão facial dos dois, a cara de pau do espertinho e a cara de fulo do traído!
    Muito bem descrito e muitíssimo criativo e engraçado.

    Mas cadê a imagem do desafio? Não tá ali! Não tá! Mas o resto tudo, a diversão, a criação, a literatura… estão!
    Inclusive, fiquei mega curiosa sobre como tu encaixaria a imagem no texto… mas não veio. Tudo bem!
    Um abraço,

  43. Olá, Sun,
    Tudo bem?
    Você criou um texto dramático. Um conto escrito praticamente só com a fala dos personagens, sem a necessidade de um narrador para que a trama se desenvolva. Gosto do gênero, até porque sou autora de teatro. Escrever diálogos bem desenvolvidos é um dom e você se saiu bem demais nessa tarefa.
    A trama, envolvendo traição e relacionamento amoroso é interessante, e, embora já fosse previsível que o amigo fosse o “Ricardão” com o qual a mulher do protagonista o trai, a tensão esteve presente durante todo o texto. Creio que esta tenha sido uma opção consciente do autor. O amigo como traidor pode até soar um pouco clichê. Porém, a expectativa do leitor fica focada o tempo todo na descoberta do que, afinal, o marido pretende fazer com o cidadão.
    Para mim, o tema do desafio estava presente. Como já disse, inclusive no grupo EntreContos – Autores, a foto é mais que javali. Em seu caso, além de focar na mala houve a brincadeira com o Java, representando o suíno.
    Também gostei do desfecho, deixando o final aberto para que o leitor possa imaginar se a cena fala do ato de traição gravado e recuperado no celular ou, se o marido matando o outro. Quem sabe até sendo, por sua vez, também filmado.
    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  44. Ricardo Gnecco Falco
    26 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Não percebi nada que interferisse na leitura. Os “erros” gramaticais encontrados foram todos oriundos das personagens, numa tentativa — a meu ver muito bem sucedida — de expressar o jeito informal de se falar; em especial em bares e afins.

    – CRIATIVIDADE
    Normal. O inovador reside na criação de um texto inteiramente em forma de diálogos; o que traz uma fluidez para a história e agilidade na leitura, conduzindo o leitor de forma leve e eficiente até o final da narrativa.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    120% (estou dando 20% de ‘bônus’ para todos os autores que se arriscaram a tirar os ‘java’lis das correntes da foto-tema). Temos mala, trajes e “…esse tal de java aí”! 😉

    – EMOÇÃO
    Bem dosada. Durante a leitura, vamos sendo apresentados, aos poucos, para os fatos que, ao final da mesma, terminarão de montar o ‘quebra-cabeça’ em nossa mente. O código-fonte mostrando a linguagem Java na tela do celular, após a cena final do conto me fez lembrar daqueles filmes que terminam mas não terminam… 🙂 Com a tela ficando preta, mas o som em off continuando, enquanto sobem os letreiros. E até agora não consegui me decidir se mostram a cena final recém narrada (os tiros desferidos por Fernandes em Ezequiel, no bar), ou se trata-se do vídeo que o marido traído viu dos amantes juntos e estava mostrando para ele antes de mata-lo; pois tanto o “PufPufPuf” (tiros, ou… :O )e os gritos “Ahh!Oh!” podem representar qualquer um dos dois momentos… Bem sacado!

    – ENREDO
    Em algum bar lotado de alguma cidade, homem sentado em uma mesa com cadeira vaga permite que desconhecido recém-chegado ao estabelecimento se sente com ele. Enquanto bebem juntos, se apresentam e o recém-chegado conta sua história triste de decepção com a esposa, que meteu-lhe o chifre e que ele havia descoberto tudo após obter acesso aos registros feitos pela esposa junto do amante em seu celular. Registros estes que ela apagara posteriormente, mas que o marido traído havia conseguido recuperar (através do ‘Java’). Os relatos do marido vão prosseguindo detalhadamente até que, quando o outro percebe que estava diante do marido da mulher casada com quem ele havia recentemente transado (e estava ali naquele bar justamente aguardando por ela para novo encontro, previamente marcado), já é tarde demais…

    *************************************************

  45. Andreza Araujo
    24 de maio de 2017

    O texto me prendeu do início ao fim, mesmo apenas construído por diálogos. A parte que mais gostei foi quando o Ezequiel não entendeu e ficou perguntando pro Fernandes as mesmas coisas que ele havia acabado de dizer, uma confusão deliciosa hahaha até mesmo porque eu também não havia entendido o que ele tinha visto ou deixado de ver, ficou muito bom.

    A história em si é bem simples, marido se vinga do amante da esposa. De resto, cadê o javali, o cenário? Conforme ele contava a história, fiquei pensando que se tratava de zoofilia e que a qualquer momento o javali iria entrar na cena. Fiquei aliviada quando isto não aconteceu, mas por outro lado, vou tirar pontinhos da sua nota por não ter cumprido 100% o desafio, ok? 😦

  46. Ana Monteiro
    24 de maio de 2017

    Olá autor. Gostar, gostei. Diverti-me imenso. se é devaneio ou não, não sei. Mas improvável é, por tudo. No entanto, ao ler, apesar de alguma desconfiança quanto ao parceiro da mulher, a conversa vai bem embalada e ganha credibilidade, uma credibilidade improvável, mas que se estabelece. O diálogo está muito natural, só não dá para entender como seria possível que o “enganador” não soubesse que o amigo falava dele. Portanto é um conto giro e bem desenvolvido, com algum enredo e pouca emoção. O ponto fraco é mesmo o de não se adequar ao tema proposto. Com certeza o facto de se ter limitado a substituir o animal pelo código irá penalizá-lo na pontuação. Não se preocupe com isso. O que interessa mesmo é o que fez e aí só faltou alguma coerência (se ao menos fosse uma daquela conversa que pode nascer num bar entre desconhecidos…).Boa sorte.

  47. Olisomar Pires
    22 de maio de 2017

    1, Tema: Adequação inexistente.

    2. Criatividade: Normal. Sujeito traído resolve se vingar do amante. Há uma dúvida se o evento é real ou não.

    3. Enredo: A trama é exposta em diálogos muito bem montados e verossímeis.

    4. Escrita: As falas dos personagens são muito boas, qualquer erro poderia ser considerado da fala coloquial.

    5. Impacto: Baixo.

    Analisando unicamente a estória apresentada não se vê novidade, não houve surpresa.

  48. Leo Jardim
    22 de maio de 2017

    Devaneio Improvável (Sun Microsystems)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): vai se desenhando com o diálogo, mas por mais que vai liberando informações aos poucos, em algum momento no meio do texto ainda, já tinha percebido que o corno estava conversando com o Ricardão. Apesar da forma irreverente como é contada, é uma história comum de traição e vingança. Um ponto que ficou em aberto pra mim foi o motivo deles terem iniciado a conversa.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): Simples, sem floreios, retrata a forma de falar. Sem erros dignos de nota e com diálogos bastante críveis.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): a parte criativa fica por conta do código-fonte, mas acho que muitos não entenderão. A trama mesmo, como já disse, é meio batida.

    🎯 Tema (⭐▫): tem o cara de óculos e a mala, mas o javali foi substituído pelo Java. Achei um pouquinho forçado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o diálogo tem pontos divertidos e o final foi divertido pra mim. A previsibilidade da trama, porém, atrapalhou o impacto.

  49. Fabio Baptista
    22 de maio de 2017

    Eu gostei bastante do diálogo, tudo soou natural, inclusive as intervenções chamando o garçom e tal. Isso deixou a leitura bem fácil o que, nesse desafio colossal, é ótimo. Aliás… é sempre ótimo.

    A trama pra mim foi bem previsível. Quando começou o papo de traição eu já me liguei que era o amigo. Isso gerou a dúvida… o cara ficou dissimulando o tempo todo? A reação dele não me soou natural, instigando o pobre “corno” a dar porrada até. Pareceu que ele pegou a mulher do amigo sem saber de quem se tratava… o que seria estranho também.

    A explicação sobre o Java ficou didática em demasia. Eu trabalho com essa linguagem há 15 anos e tentei não entrar em méritos técnicos, mas não consegui… a tal da recuperação na lixeira “usando Java” ficou forçada. Fiquei com a mesma sensação de quando li “Fortaleza Digital” do Dan Brown, tipo “não é bem assim que funciona”. Mesma sensação no código que encerra o texto que, do ponto de vista literário (foco aqui do desafio) não acrescentou muito.

    O comentário foi rabugento, mas eu gostei do conto. Só não poderei dar uma nota melhor em virtude desses pontos e também pelo tema, que passou meio batido.

    Abraço!

  50. elisa ribeiro
    21 de maio de 2017

    Oi Autor. Você contou muito bem sua história por meio de diálogos bem construídos. A história tem começo, meio, fim, climax, desfecho e funcionou bem. O código java no final valorizou o seu conto. Sobre os personagens, faltou sentir um pouco mais de perturbação no Fernandes e nervosismo no Ezequiel, uma tensão crescente entre os dois talvez valorizasse o desfecho. Sobre o aproveitamento do tema, você usou sua criatividade para fugir daquela figura difícil, usando a linguagem java como personagem. Para mim, está valendo. Boa sorte no desafio! Abraço.

  51. angst447
    21 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do conto foi uma homenagem ao EC? Com isso, deu a ideia de que tudo não passou de um devaneio, que aconteceu apenas na imaginação de alguém.
    Quanto à adequação ao tema proposto pelo desafio, acho que o javali ficou meio capenga. Tudo bem que fez a brincadeirinha do Java, mas bicho mesmo, só o Fernandes chifrudo.
    Claro que adorei esse diálogo todo, deixando a leitura ligeirinha, ligeirinha. Ficou bacana isso. Ritmo muito bom, sem entraves. Final destacando o código Java.
    Deixou em aberto porque os dois homens se encontraram, talvez em um bar cheio, sem outro lugar pra sentar? Outra coisa que despertou minha curiosidade foi a tal mala. Tudo bem que no final, a gente fica sabendo que Fernandes sacou a arma de lá, mas eu já imaginei que o corpo da mulher estivesse dentro da mala. Já que ele fala que a moça não ia mais fazer aquilo (trair) com ele. Esclareça-me este ponto, por favor.
    Erros mesmo, eu não notei. Nada que tenha me impedido de continuar a ler.
    Boa sorte!

  52. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    Hahahha nao entendi… o cara nao sabia q tava pegando a mulher do outro?
    Amei esta frase aqui: ‘Chifre é que nem futebol: quem não faz, leva. E, se tá levando, tem a obrigação mínima de empatar o jogo!’
    hahahahaha obrigação mínima!
    Bem, o texto só com diálogos é ótimo,gostei pra caramba, ate dos codigos eu gostei!
    mas kd o javali?
    😦
    codigo Java não é javali
    e pq o nome do conto é o mesmo da antologia do EC?

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .