EntreContos

Literatura que desafia.

Adágio de Santino (Felipe Moreira)

Um acontecimento insólito rompeu para sempre o mundo de Santino, esta cidadezinha cujo nome homenageia o santo padre que aqui chegou há tantas décadas, montado num jegue e acompanhado do amigo aguadeiro, após um estirão de anos que os trouxe até esta verde planície entre uma colina e também um rio sem pressa que ia desaguar no oceano de todo o resto. O aguadeiro confortava-se na primavera delicada sobre aquela terra fofa, quando revolveu-se o padre dizendo, Este é o plano de Deus, então construíram a igreja para glorificar o Senhor e atrair as pessoas que traçassem o mesmo estirão.

Com a igreja de pé realizando missas para tantas cabeças que ainda cabiam num só daqueles bancos, Santino decidiu erguer também a praça em homenagem ao amigo aguadeiro, sucumbido tragicamente antes que a própria igreja tivesse seu sino vindo de tão longe instalado. O sino marca o tempo, dizia Santino por vezes sozinho, Meu amigo morreu antes do tempo, antes d’O Princípio, Que princípio, padre, perguntou a mulher que seria um dia a primeira velha beata da cidade, Falo do Nascedouro do mundo, mulher. E esta mesma mulher, futura primeira beata, de nome apenas Risomar, uma vez que ali ainda não era necessário mais que o primeiro nome, preocupada com o padre, pôs seu filho mais velho Gedeon, muitíssimo interessado pelas questões de Deus, como sacristão no encalço do padre, logo atormentado por sonhos e visões que ele descrevia nas missas e no único confessionário da igreja. Nas datas religiosas que a aldeia se reunia na praça, Santino pairava ao lado da estátua do seu amigo aguadeiro pela noitinha, alertando o povo do perigo que morava no bosque subindo o caminho do rio. Que perigo é esse, perguntavam, O Diabo, ele respondia, deixando alguns preocupados com a demência, outros estupefatos com a epifania.

Houve um tempo em que apenas Gedeon fazia as funções do sacerdote, tão dedicado às escrituras sagradas, dedicado no que achava ser o latim e aos cuidados da aldeia que crescia além das estacas feito o orgulho da mãe que o pusera em tamanha função. Cuidava também do velho Santino, já cego, mas que dizia ver coisas o tempo todo. Certa vez Gedeon o levou para molhar os pés no rio e Santino revelou espanto ao encontrar o mesmo homem entre as árvores do bosque com roupas alienígenas, falando uma língua musical anterior ao princípio do mundo e trazendo na corrente um javali escandaloso, gigante. Com ambos os pés dentro d’água, o velho padre ria como quem distancia-se do bom senso, sussurrando, O sujeito é coroado de espinhos, Feito Cristo, questionou Gedeon, Não, ele respondeu, e ficaram em silêncio até que Santino admitisse, Eu não consigo dormir com o barulho do javali. O jovem Gedeon, nutrido de toda coragem possível, trilhou o caminho do bosque subindo pelo rio até misturar-se nas árvores. Com algo de fé, o nosso jovem sacerdote notou que havia mais do que amáveis criaturas morando lá, pois havia também um homem, o Demônio como dizia Santino, mas não idêntico nas descrições, tal homem que andava com javali gorducho preso na correia, de caninos enormes. Gedeon esperou que o homem cantasse, mas nada ele disse, nem foi necessário dizer para provar que vivia ali antes mesmo de toda planta do campo brotar da terra pelo querer divino, quando, num simples gesto de abrir a boca, o homem fez que o sacerdote dissesse, Estou aqui porque pequei.

O que se sabia além disso é o abismo, a triste noite que levou alguns gritarem pelos cantos, Padre Santino morreu, padre Santino morreu. Enterraram-no bem ao topo da colina, ainda acima do túmulo do aguadeiro um tanto castigado pelo tempo, debaixo dum sol que parecia multiplicado e preces que ecoavam no mais fundo poço da alma de Gedeon, que presenciava este momento como quem lia o que já estava escrito nas tábuas do destino. Eis que o mundo girou muitas vezes nesta dança do universo que num entardecer de chuva fina, nosso sacerdote, feito padre, sucessor de Santino e representante de Deus neste canto da Terra, recebeu a caravana de mercadores que com encanto muito ouviu sobre este lugar, e quando perguntado por um deles como se chamava a cidade, Gedeon apontou para a cruz branca no topo da colina, dizendo que se chamava Santino.

Então é isso, aqui chegamos ao insólito acontecimento, sós, inevitável e de toda parte parecendo chegar o segredo de Deus e do Diabo, sob um céu cinzento que durava semanas e a luz de nenhum astro próximo ou distante conseguia penetrar. Foi aí que o padre Beirão, conduzindo o cortejo fúnebre de mais uma vítima da praga, intoxicou-se pela cólera de Deus e exigiu naquele mesmo dia fatídico, fogueira para o matemágico em plena praça do aguadeiro. Tais palavras relampejaram pelo centro e o populacho interrompeu a procissão que levava o recém-morto para a colina. Veja, o matemágico era em verdade figura mal-encarada em Santino, acreditavam que fosse descendente do povo do bosque apadrinhado por Gedeon naqueles tempos mesmo, conforme a lei narra nos autos. Muitos padres sucessores tentaram quebrar esta lei, mas falharam miseravelmente no tribunal dos coronéis. Era polêmico tratar disto porque parte do povo, até mesmo alguns adeptos da igreja em segredo, buscavam conselhos de toda sorte com o matemágico, sempre acusado de feitiçaria e mestre de demonologia. Beirão acreditava ser ele o responsável pela praga que matava um por dia. Santino rachou ao meio, isto é por conta daqueles que afirmavam que o matemágico de fato era inocente deste crime e ainda por suas fórmulas amenizava o sofrimento do que estivesse condenado, assim separando as duas metades da cidade com o caixão do morto que demarcava a linha do caminho do cemitério na colina, até surgir um dos coronéis sobre seu cavalo branco e espingarda no colo. É possível atribuir isso ao destino, mas quem escolheu o protagonista desta história que rompeu Santino foi esse mesmo coronel, atirando para o alto e chamando um de seus oficiais de polícia. Ele ordenou, Iván, leve o matemágico até a praça do aguadeiro. O oficial preveniu-se com armas e subiu pela margem do rio Moroso até o bosque, onde do alto era possível enxergar a cidade em guerra por causa daquele sujeito misterioso acusado pelo padre de ser o causador de tantas mortes desnecessárias, inclusive a morte de Amparo, coincidentemente a noiva do nosso oficial protagonista. Talvez o destino tenha manipulado o coronel para que Iván, coadjuvante por toda vida feito o rio Moroso, viesse a protagonizar o rompimento desta história.

Enfim encontrou-se com o matemágico, que passou com o javali pela bruma que cobria a vista feito espírito que atravessa uma parede, quem ele nunca tinha visto, embora dissesse aos conhecidos o contrário para parecer mais viril do que realmente era, até lembrar-se de uma noite remota em que lutava para conquistar o amor de Amparo, e mentiu ao dizer que encarou o matemágico inúmeras vezes no coração do bosque além da última estaca. Neste instante, algo o incomodava na espinha, o aguilhão da estranheza, ele não era nada do que Iván tinha imaginado, nem mesmo parecido com o que as pessoas haviam descrito, Estava te esperando, disse o misterioso morador do bosque, Como sabia que eu viria, perguntou Iván pondo o indicador no gatilho do revólver olhando mais para o javali do que para ele, Estava te esperando antes mesmo de Santino chegar aqui, confirmou então o que se supunha nesta história sobre o efeito celestial que chamamos de destino. O matemágico, falador como nunca antes, mostrava-se realmente entusiasmado com este encontro, o tempo que aguardou para realizar o que já estava escrito, não nos autos daqueles que repetem a história, mas nos números que compõem o universo, deixando Iván mais confuso que sua natureza modesta sem grandes desvarios, prevenindo-o dos detalhes insólitos de tal missão. Ele perguntou ao oficial, Sabia que dentro deste mundo há outro mundo, o dos mortos, Iván embasbacou-se, E apenas você, continuou, Apenas você pode abrir esta fenda que separa nossos mundos e trazer todos que foram de volta, desde o primeiro que pisou neste lugar, são muitos mesmo, Acalme-se, homem, por que apenas eu posso abrir esta porta, Porque é tua noiva que a aguarda na entrada, Iván tremeu, sentou, de certo chorou, nem é por fraqueza, mas por amor. Talvez o destino costurasse nisso uma história de amor que ultrapassa barreiras como o tempo e a própria morte, pois o caminho que se seguia não tinha luz ou qualquer aspecto de vida presente, então o matemágico ofereceu-lhe de bom grado seu roupão para o frio aterrador e disse, O javali vai te levar até o portal, nesta mala contém a chave da porta, Existe uma chave para a porta do mundo dos mortos, Iván perguntou sem realmente acreditar, Sim, ele respondeu, e está trancada, ora. Gritos podiam ser ouvidos, mas não eram de dentro e sim da trilha que vieram, os homens do coronel obviamente, pela necessidade de tensão ao que a ocasião merece.

Convencido de que esta empreitada se provaria fatal, Iván rezou todas as rezas que lembrava e até os pescotapas que levava da mãe por não rezar direito nas missas de padre Beirão, entrava cada vez mais no que era o mundo antes que Deus providenciasse a luz, congelante, mas havia uma mistura de cheiros difícil de decifrar, e o grunhido insistente do javali que ecoava pelas paredes escuras de mundo nenhum, quando indicava na verdade que o animal tentava avisá-lo, à sua própria maneira, que haviam chegado. Iván tomou a chave da mala e pelo tato buscou a porta deste outro mundo mágico em que os que não respiram e não padecem pela carne habitam, qual não foi sua surpresa ao abrir a porta, nada surgiu, nem físico ou sobrenatural, apenas um bafo quente de algo oco com cheiro insuportável de bosta, que o fez tossir compulsivamente e voltar com o javali na correia.

O regresso no bosque mostrou ninguém, tampouco o matemágico. Iván desceu pela margem do Moroso, sob o mesmo céu cinzento, pesado que cobria Santino, que parecia um grande fantasma onde apenas edifícios se mostravam na vista. Diante do oficial, era como se o arrebatamento prometido pelas escrituras e ameaçado por Beirão tivesse acontecido, naquele instante minúsculo em que se embrenhara no nada com o javali. Nenhum humano, nem mesmo os animais dos pastos, as criaturas amáveis, as aves, a água do Moroso, todos evaporados.

Tudo era um grande silêncio. Na praça do aguadeiro, no meio de uma Santino sem cor, restava só o resto do tronco enegrecido pelo fogo destinado ao matemágico, mas via-se apenas as cinzas do corpo que caíam do céu sobre Iván como uma chuva de miúdas maldições. Até entender, que naquele vazio, o javali não era mais o único capaz de enxergar ou sentir, pois Iván, o único, deixou escapar dos lábios a canção que fez suspirar, Amparo.

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51 comentários em “Adágio de Santino (Felipe Moreira)

  1. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Adágio de Santino (La Cruz)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: só aparece em “Santino revelou espanto ao encontrar o mesmo homem entre as árvores do bosque com roupas alienígenas, falando uma língua musical anterior ao princípio do mundo e trazendo na corrente um javali escandaloso, gigante.” Frase que parece deslocada do contexto regionalista da história.

    ASPECTOS TÉCNICOS: a linguagem “criada” pelo autor, incluindo os neologismos, não contribuem para a compreensão da história, mas não atrapalham a leitura. Às vezes parece um efeito fácil, outras vezes simplesmente faz com que o castelo de cartas da compreensão do leitor desabe e ele tenha que voltar o parágrafo inteiro para tentar pegar o fio da meada novamente. Mais para o final, isso fica ainda mais difícil.

    EFEITO: cansativo. Sinto muito.

  2. Andreza Araujo
    22 de junho de 2017

    Eu estava apreciando a narrativa até pouco mais da metade do conto, mas a partir do parágrafo que começa com “Enfim encontrou-se”, esta leitora aqui enfim perdeu-se. Os parágrafos são muito longos, e comecei a viajar nas suas palavras, com dúvidas sobre o que era real e o que era sentido figurado (entre outras confusões na minha cabeça), ou seja, eu perdi o fio da meada e o resto desandou.

    Parece-me que o(a) autor(a) domina a técnica da escrita, entendo que a escolha do estilo foi opção unicamente sua, mas infelizmente nem todos os leitores irão apreciar de igual maneira. Precisei ler alguns comentários para me ajudar a entender melhor o final e passei a gostar mais do conto hehehe mas ainda acho que faltou mais clareza aqui. Abraços!

  3. Raian Moreira
    22 de junho de 2017

    Mais um texto confuso. Além de toda a história maluca (que não é problema), o texto peca nos parágrafos gigantescos com frases enormes, com vírgulas no lugar de ponto, letras maiúsculas se sentido. Além disso não há pausa para o leitor tomar fôlego e assimilar o que estava acontecendo.
    O conto está bem escrito apesar de tudo, e a construção dos personagens ficou excelente.

  4. Wender Lemes
    22 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: este é o tipo de estilo em que penso que os padrões gramaticais merecem ser desconsiderados em prol da beleza da forma. Os parágrafos longos, a ausência de uma marcação mais explícita dos diálogos, tudo isso lembra um pouco Saramago – e o faz de uma forma muito agradável, pois não se exime de propor também um enredo interessante.

    Aspectos subjetivos: a narrativa viaja pelo tempo, transitando também pelos personagens. Essa, talvez, seja uma das fragilidades que o conto apresenta. Senti que não tive tempo suficiente para me afeiçoar aos personagens como eles mereciam. A criatividade está presente em conteúdo, mas muito mais em forma.

    Compreensão geral: apesar da estética diferente, a história da cidade de Santino me pareceu clara até o final do conto, em que realmente derrapei na interpretação. Ainda não tenho certeza de Iván liberou a morte sobre o mundo quando abriu aquela porta. Com a cidade vazia, tive a impressão de que o protagonista tivesse viajado no tempo e voltado muito depois de todos morrerem. Entretanto, a hipótese de que a morte havia passado ali recentemente como uma onda faz mais sentido, uma vez que as cinzas do matemágico ainda ocupavam lugar específico – e nem cinzas resistiriam muito num lugar só.

    Parabéns e boa sorte.

    P.S.: o nome Amparo para a noiva morta combina muito bem com o final. Ao voltar à cidade e não encontrar viva alma, não poderia imaginar alguém mais “desamparado” que Iván.

  5. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amiga La Cruz,
    Percebi que vc, intencionalmente ou não, escreveu no mesmo estilo de José Saramago: parágrafos enormes que misturam narração, falas e pensamentos de diversos personagens ao mesmo tempo, além da temática religiosa.
    Foi uma tentativa interessante e Saramago tem uma grande legião de fãs, mas eu não sou um deles, infelizmente.
    Apesar de a escrita à lá Saramago merecer aplausos, achei que o seu texto ficou muito confuso, mas em função do enredo, não da escrita. Achei que a imagem do aviador com o javali apareceu meio “de graça” na narrativa, meio sem mais nem porquê.
    Vc tem um excelente potencial, eu só não sou o seu leitor ideal para o estilo, e a técnica narrativa precisa ser aperfeiçoada um pouco. Um abraço.

  6. Wilson Barros
    21 de junho de 2017

    Mais um dos inúmeros contos que homenageiam minha amiga Maria Santino. O estilo é barroco, filigranado, cultivado, religioso. É outro estilo forte, que dispensa diálogos. Eu entendi como um mundo oco sertanejo, com seres tolkenianos surgidos de outros mundos paralelos, a desbravar o interior de Pernambuco. Muito divertido, parabéns.

  7. Bia Machado
    21 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Quando comecei a ler, pensei: “epa, aquele jeito do Saramago e alguns outros narrar, valei-me! Fui com a cara e a coragem. E gostei do desenvolvimento, ainda assim precisei de duas leituras, uma para me acostumar a ver bem quais eram as falas, compreender que “aqui e ali” era uma pergunta ainda que sem a pontuação que denotasse isso, enfim, só então parti para uma leitura mais fluída. E só posso te parabenizar pela coragem, porque realmente não é um texto que flui logo de primeira.

    Personagens: Fui simpatizando aos poucos, conforme me aventurei mais na narrativa e conseguindo definir melhor cada um deles, ou ao menos a maioria. E posso dizer que me cativaram, todos. Renderiam outros textos, porém desenvolvendo-os um pouco mais, explorando mais.

    Emoção: Gostei, saldo muito positivo. Acho até que vou encarar um livro do Saramago outra vez. Quero muito ler Ensaio sobre a Cegueira, mas e a disposição para encarar o estilo narrativo? Você me animou a isso.
    Tema: Para mim está adequado, cumpriu com o que precisava.
    Gramática: No meio disso tudo, a pontuação poderia ser mais bem cuidada.

  8. Rubem Cabral
    21 de junho de 2017

    Olá, La Cruz.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Estão no conto todos os elementos da imagem-tema: homem, mala, javali.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O conto está bem escrito. Subverte a pontuação/marcação clássica por um estilo como o de Rubem Fonseca e Saramago.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O conto tem boas descrições, os diálogos foram naturais. Há figuras de linguagem interessantes. O desenvolvimento de personagens, contudo, ficou um tanto prejudicado: não há muitas camadas, há muitos personagens e o leitor não logra criar empatia por estes.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O enredo é muito bom, tem um quê de realismo fantástico a la García Marquez. Contudo, penso que o formato compacto forçado pelos limites do desafio cobrou seu preço: aconteceu coisa demais, houve gente demais, num espaço muito reduzido. Numa noveleta ou num conto com maiores dimensões, penso, haveria mais tempo para respirar, para dar luz e atenção às personagens, etc.
    Foi, apesar de um pouco difícil, um conto muito diferente e bom de se ler.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  9. Fil Felix
    20 de junho de 2017

    É um conto que eu gostaria de ter curtido mais. Toda a narrativa parece um fluxo de pensamento, vindo sentença sobre sentença. Sem tempo para respirar, sem tempo nem para separar os diálogos, que são seguidos por vírgulas. De início foi interessante, mas os parágrafos super grandes deixaram a leitura mais cansativa, além dos personagens que vão brotando sem tempo do leitor assimilar. Em alguns momentos me peguei perguntando “mas quem é esse, agora?”. A história da cidade, do “feiticeiro” e sua mascote foi legal, trouxe aquele gostinho de interior do Brasil. Inclusive quando ameaça trazer os mortos, me lembrei de Incidente em Antares. Essa coisa louca e surreal, sou muito fã. Por isso gostaria de ter curtido mais. Mas tenho tique com organização e o texto, esteticamente, me pareceu um emaranhado. Um emaranhado planejado pelo autor, claro (percebe-se pela atenção ás letras maiúsculas dos diálogos), mas que me deu uma afastada.

    • Sabrina Dalbelo
      20 de junho de 2017

      Olá autor(a),

      Eu comumente não leio os comentários antes de ler, mas tive tanta dificuldade de entender o teu conto que fui me albergar em alguma das boas cabeças que temos no nosso grupo.
      Acho que o Fil falou e disse.
      Foi exatamente assim que me senti: lendo um fluxo de pensamento em que personagens iam aparecendo sem pistas.
      Eu achei que a trama iria ser algo do tipo suspense em um ambiente árido, mas não sei, descambou para alguma coisa que não entendi, que não sei classificar.
      Eu não sei se as pessoas gostam dessa forma de dispor os diálogos, conjuntamente ao texto, sem nenhuma marcação. Tem que ser muito bom para fazer isso. Eu não sou. Acho que tu também não se saiu tão bem.
      Mas quero dizer que vejo uma grande criatividade aqui e um rico vocabulário.
      Um abraço,

  10. Marcelo Milani
    20 de junho de 2017

    Como ja foi dito fiquei meio perdido na narrativa. O enredo da história promete mas acho que ficou devendo pelos parágrafos grandes e a leitura pesada. Não desista dos próximos contos, sei que aprendeu muito com os detalhes aqui apontados. Grande abraço!

  11. M. A. Thompson
    18 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: forçada.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): boa, nada que eu tenha percebido ou que comprometa a leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): o autor (ou autora) tem qualidades, mas neste conto se perdeu.

    * Enredo (coerência, criatividade): fraquíssimo, apesar do talento com as palavras. Talvez não teve inspiração dentro do prazo e mandou o que deu.

    De um modo geral foi conto que não valeu a leitura.

    Boa sorte no Desafio!

  12. Antonio Stegues Batista
    18 de junho de 2017

    A falta de virgulas em algumas frases me incomodaram, exemplo; …que a própria igreja tivesse seu sino vindo de tão longe instalado(…tivesse seu sino, vindo de tão longe, instalado). Estranhei também, alguns aspectos da linguagem, parece que não é português brasileiro. A falta de travessão para indicar os diálogos, também atrapalhou, mas gostei do enredo e da estrutura que lembra textos antigos. Creio que se reformular a escrita, corrigir os problemas, a história ficará mais clara (compreensível) e bonita. Pois, pelo que consegui entender, é um bom enredo.

  13. catarinacunha2015
    18 de junho de 2017

    O INÍCIO, ainda “de cara” me pareceu uma história de época interessante com ambientação forte e boa premissa. Começou a complicar depois da TRADUÇÃO DA IMAGEM e vários personagens foram surgindo que nem formiga no açúcar. Aí eu me perdi na viagem. Tive a impressão que uma pessoa começou o conto e outra terminou. Uma experiência dantesca que nós aqui no Entre Contos já ousamos fazer e espero não repetir.
    EFEITO viagem de ácido com Deus e o Diabo na terra de Santino.

  14. Victor Finkler Lachowski
    17 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    O estilo do seu conto, inspirando em quinhentismo e gêneros daquele período, é muito diferente, bem interessante e escrito, mas sinto que o autor não sabia muito bem o que queria, a história é confusa e inconclusiva, cansativa em certos pontos.
    A questão mágica e assombrada funcionam bem, mas não tem seus papéis bem definidos.
    Um conto muito bem escrito, mesmo quando não sabemos direito o que estamos lendo.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  15. Priscila Pereira
    15 de junho de 2017

    Oi La cruz, é uma pena eu não ter entendido o seu conto, porque foi interessantíssimo de ler… no começo me pareceu que o autor não sabia escrever direito, mas depois percebi que era um estilo, diferente, que depois de me abituar, achei muito legal. Mas não consegui compreender o enredo. Boa sorte!!

  16. Lee Rodrigues
    14 de junho de 2017

    Caro autor, nos primeiros parágrafos fui confortada com a imagem de um lugarzinho afastado, carente de irrigação. O início de um povoado alicerçado na fé, enlaçado na amizade de dois homens bem diferentes, mas que abraçaram a mesma causa.

    Um começo difícil, um elo de amizade rompido antes do tempo, uma morte prematura, um sentimento saudoso que se edificou numa praça.
    A mudança de comportando do padre, a prontidão do Gedeon e aquela dúvida bacana se Santino estava de fato perdendo o juízo, ou se era o juízo do que estava por vir.
    Também vi graça quando o Iván aparece na trama e seus meios na conquista da Amparo. E parece que ficou mesmo desamparado.

    ***

    “vivia ali antes mesmo de toda planta do campo brotar da terra pelo querer divino, quando, num simples gesto de abrir a boca, o homem fez que o sacerdote dissesse, Estou aqui porque pequei.”

    De início até pensei se tratar de uma confissão, por estar constrangido diante de uma presença santa. Mas antes do querer divino brotar sobre a terra, havia o abismo, e nele a terça parte dos anjos expulsos dos altos céus.

    Percebi também o cuidado na escolha do nomes:
    Gedeon variante de Gideon = juiz
    Amparo, a que dá socorro.
    Risomar, variante de Guioma = glória de Deus
    Iván é a forma russa para o nome João que tem origem no hebraico Iohanan que é tem origem nas palavras: Yah “Javé, Jeová e Deus” e Hannah que significa graça.

    E depois desse passeio todo, não me faço de rogada, o que diabos aconteceu? Queimaram o cara e a aldeia sucumbiu? Não vai me dizer que ele representava Jesus e o povo a igreja, porque desenhei ele na cabeça como o capiroto.

    Agora, por favor, me diga, qual é o provérbio de Santino?

    Não estou certa quanto aos acontecimentos, e isso não foi culpa da sua narrativa, acho que é falha minha, então, se viajei demais, me desculpe.

    Quanto a estruturação do seu conto, olha, eu sou a cretinice em escrever frases longas, faço isso sem perceber, até que recebi apontamentos, não um, vários, e tentarei limar esse vício.

    Os parágrafos ficaram longos não pela quantidade de linhas, é porque você desenvolveu várias ideias dentro de um só. Quando você faz a separação por ideias, fica bem mais claro para o leitor.

    Quanto ao estilo de narrativa, não sei se essa é a sua identidade ou apenas se aventurou. Não há nada de errado nela, é que a gente acaba torcendo o nariz para aquilo que nos pede um pouco mais do que costumeiro; em contrapartida, também de você, se faz mister um pouco mais de atenção, porque a organização de parágrafos e a adequada pontuação, principalmente no caminho que você escolheu, são a verdadeira problemática em relação ao entendimento.

  17. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Um leitor assíduo de Saramago? Um escritor com um estilo parecido, colocando no mesmo parágrafo o diálogo, expressado através de letra maiúscula e destacando corretamente toda a cena, as imagens e os fatos dentro de um roteiro corretíssimo. Sempre é bom lembrar que na escrita devemos superar os limites do que é tradicional para resgatar o direito do leitor em exigir explicações depois que foi tirado do conforto, devido a habilidade do autor em saber contar histórias. Muitos bons os neologismos “pescotapas e matemágico”.

  18. Pedro Luna
    13 de junho de 2017

    Olá, ultimamente ando lendo muitos livros com ousadias de pontuação e descobri que sim, é possível por diálogos no meio do texto, esticar as frases, e ficar tudo bem. Mas é preciso ser feito de um modo que não prejudique a leitura. Entenda, muitos vão achar estranho, mas se der para ler de boa, demandando apenas um pequeno esforço a mais, é válido, mas aqui existem realmente algumas frases muito longas e pequenos trechos confusos,e aí nem quem gosta do estilo fica muito a vontade, pois fica muito fácil se perder e vaguear. Então acho que é uma questão de mais prática para você desenvolver melhor esse estilo. Sempre tendo em mente em não deixar as coisas muito truncadas.

    Quanto a trama, ela começa meio desinteressante, fazendo um resumão de acontecimentos, mas quando entra o pobre coitado Ivan na história, melhora, e o final achei bem sinistro, com ele nesse outro mundo solitário. Me lembrou um sonho terrível que tive, onde todo mundo sumia.

  19. Brian Oliveira Lancaster
    13 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Texto bastante carregado. Tem traços de regionalismo nas entrelinhas, mas com palavras e metáforas fáceis de serem assimiladas. Pareceu-me uma mistura de folhetim, causo e prosa poética. Carrega uma aura notável.
    G: Gosto de coisas diferentes e textos experimentais. E sei que o autor é alguém experiente. Tem sua marca ali. Infelizmente, acho esse tipo de narrativa um tanto cansativa, apesar da excelente construção e escrita. É questão de gosto pessoal, assim como sempre ouço, há dois anos, que a maioria não gosta de FC. Eu não gosto de textos complexos. Gosto da construção, da mensagem por trás, nas entrelinhas. Mas quando começa a embaçar a vista, complica. É excelente em sua essência. Mas não é para todos. Difícil de digerir.
    O: Senti falta de aspas em várias passagens, mas entendi que é marca de estilo. Esse texto é uma obra de arte lindíssima, mas impressa em fax.

  20. maziveblog
    13 de junho de 2017

    A crítica que faço a este conto é a mesma que fiz a muitos que li até agora: as primeiras linhas despertam atenção, as que vem a seguir são igualmente interessantes, mas lá pelo fim do conto o autor introduz artificialmente o javali. Dito doutra forma, a história é boa até entrar o javali.
    Indo concretamente ao texto, a escrita lembrou-me, com agrado, José Saramago, e isso foi suficiente para a leitura valer a pena.

  21. Leo Jardim
    12 de junho de 2017

    Adágio de Santino (La Cruz)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): inventiva, mas com alguns problemas: o protagonista é apresentado só no final e seu amor pela noiva morta não nos é mostrado, apenas dito. Quando Iván assume o texto, mesmo não entendendo tudo, eu fiquei preso à narrativa, curioso por saber sobre a porta para o mundo dos mortos, mas não entendi o desfecho: o que aconteceu afinal?

    📝 Técnica (⭐▫▫▫▫): muitos erros de pontuação e alguns outros ortográficos dificultaram a leitura, ao ponto de quase me fazer desistir. O autor encadeia as ideias separando frases com vírgulas e sem coesão. Os diálogos, também são feitos dessa forma, dificultando mais ainda. Acho que uma leitura nesse artigo pode ajudar: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o conto tem alguns elementos comuns (mentor, enviado dos deuses, recuperar a amada do mundo dos mortos, etc.) e outros criativos (a parte da porta, a própria cidadezinha…).

    🎯 Tema (⭐⭐): apesar do matemágico ser daquele formato só para se adequar ao desafio (ele podia ter qualquer forma e qualquer animal), não estou descontando pontos por isso.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): o texto é muito cansativo no início, na parte que descreve a cidade e vários personagens com pouco utilidade para a trama. Quando foca em Iván, fica melhor, mas não resolve bem o final, fiquei sem saber o que aconteceu. E isso tudo diminuiu o impacto.

  22. Givago Domingues Thimoti
    12 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Adequado
    Criatividade: Média
    Emoção: O texto não teve muito impacto em mim por causa das situações bizarras
    Enredo: Muito confuso. O estilo de narrativa tornou a leitura e cansativa, principalmente para quem nunca leu algo parecido com o estilo
    Gramática: Alguns erros de acentuação.

  23. juliana calafange da costa ribeiro
    10 de junho de 2017

    Amei seu conto. Vc se vira bem nesse formato “saramagueano” de narrativa. Mesmo sendo longas, as frases são muito bem construídas e a pontuação impecável (eu não reparei em erros). Não perdi o fio da meada em momento algum. Isso é difícil quando se escreve nesse estilo.
    Gostei da perspectiva que vc deu à imagem-tema, um guardião de dois mundos, e Tb um guardião de verdades que incomodam alguns e encantam a outros. Guerra de poder entre crenças e o poder das crenças. E costurando isso, o amor. Um final surpreendente, triste, porém plasticamente belo. Coisa de profissional! Parabéns!

  24. Afonso Elva
    9 de junho de 2017

    Olha, o texto está bem confuso. A leitura não flui e cansa. Confesso que não fosse a exigência do desafio, teria largado o texto. Acredito que a confusão não se dá pelo fato do estilo, em “O Conto da Ilha Desconhecida”, de Saramago, por exemplo, temos estruturas bem parecidas. Paragrafos grandes, sem pontos, falas misturadas etc. Mas a leitura do conto de Saramago é fácil, o que compensa e não deixa o conto perder fluidez, diferentemente do que vemos aqui.
    Forte abraço

  25. Ana Monteiro
    9 de junho de 2017

    Olá, La Cruz. Vamos primeiro pelos parâmetros de avaliação. Gramática: diferente, sem que no entanto incorra em grandes erros; Criatividade: apresenta criatividade, é uma história de amor contada de forma original; Adequação ao tema: a adequação existe mas é insuficiente; Emoção e enredo: o enredo existe e a emoção está lá. Está lá, mas não chega cá. Ou seja nem todos somos leitores de longos parágrafos, o que é problema de cada um. Mas aqui, enquanto leitora, deparo-me com vários senões: religião (contra ou a favor, não interessa, evito ler sobre ou em torno de); parágrafos longos; pontuação pouco usual; história fora do domínio do real. Então não vou comentar pois há quem, com tanta ou mais razão do que eu, goste do que não aprecio. Como isto não é um concurso de popularidade, irei pontuar de acordo com os 4 parâmetros que defini no início. Boa sorte no desafio!

  26. Claudia Roberta Angst
    8 de junho de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título pareceu-me poético e me fez pensar na Maria Santino, claro.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado, mas parcialmente, de forma peculiar.
    O estilo adotado provoca estranhamento pelos parágrafos enormes com frases que não terminam nunca e exigem um fôlego de atleta.
    Por ser parte do estilo de escrita, a pontuação empregada não se encaixa no padrão formal. Sendo assim, não levarei em conta como algo errado. No entanto, não posso negar que isso causou prejuízo na fluidez da leitura. Foi um tanto cansativo acompanhar esta narrativa.
    De qualquer forma, parabéns pela coragem de enveredar por um caminho tão árido e diferente.
    Achei interessante a figura do matemágico (matemático + mágico?)
    Boa sorte!

  27. Jowilton Amaral da Costa
    8 de junho de 2017

    Um conto de médio para bom. O texto tem um estilo bem diferente, se não me engano, Saramago escrevia dessa forma. com diálogos dentro das frases e a troca dos travessões pelas vírgulas, de repente no deparamos com letras maiúsculas depois de vírgulas. A narrativa peculiar atravanca a leitura e até pegarmos o ritmo demora um pouquinho. A trama é interessante e o desfecho nos deixa na dúvida. Será que realmente ele estava no mundo dos mortos? Boa sorte.

  28. Iolandinha Pinheiro
    7 de junho de 2017

    Foi um desafio ler o seu conto. No começo eu achei que havia encontrado uma história que ia me prender. Mas depois de alguns parágrafos os erros de pontuação e a narração arrastada roubaram a minha paciência. Só terminei a leitura porque é regra do desafio ler até o fim e comentar. Acho que vc tem talento e tem uma intimidade com palavras desusadas, mas colocou tudo a perder com a confusão que criou. Espero que não se aborreça com minha opinião. Penso que vc tem potencial para melhorar e confio que vai apresentar trabalhos mais organizados, doravante. Abraços e boa sorte.

  29. Fheluany Nogueira
    7 de junho de 2017

    Notei neste conto um esforço na exploração de recursos próprios para produzir um discurso incomum, diferenciado, mas que acaba resvalando para Rosa ou Saramago, para falar somente de autores em língua portuguesa. É evidente que a originalidade absoluta não existe, pois um texto não rompe radicalmente com o sistema linguístico do grupo. O mal em usar essas formas está no simplismo e na gratuidade, sem convencer. A técnica trabalha com o fônico, o mórfico, o sintático e o semântico, tudo totalmente entrelaçado ao assunto e à mensagem. É complexo e exige muito domínio.

    Foi ousada e corajosa esta tentativa e quase se chega lá. Cenários e personagens foram bem construídos, a imagem-tema está bem explorada, a narrativa ficou interessante e apresenta mais de um plano significativo. Talvez os entraves da leitura sejam mais um problema desta leitora desprevenida do que do escritor. Desculpe.

    É um bom trabalho. Parabéns pela participação. Abraços.

  30. Luis Guilherme
    6 de junho de 2017

    Olá, amigo, tudo bem?

    Olha, sinceramente, não gostei da escrita do conto. Tudo confuso, problemas de pontuação excessivos, frases muito longas se tornando cansativas. Não sei se foi proposital, mas não me ganhou.

    Achei bastante cansativa a leitura.

    Por outro lado, o enredo é bem bom. To tentando entender o que de fato aconteceu no fim, ainda, e acho que vou dar uma bisbilhotada nos outros comentários pra pegar dicas.

    O enredo tinha potencial, mas a escrita me cansou e me fez perder o interesse.

    Desculpa, não me ganhou.

    Ainda assim, boa sorte e parabéns!

  31. Fernando Cyrino
    5 de junho de 2017

    Um exercício interessante e bastante arrojado de estilo você me apresentou. Um conto que mostra estar por trás um autor ousado e corajoso. Pena que o resultado me pareceu haver ficado aquém das expectativas. Fiquei com a impressão de que o exercício precisa ser mais depurado, apurado, peneirado para que haja uma nova apresentação. Todos os grandes experimentadores viveram isto. Relembro de três aqui: Joyce, Rosa e Saramago. Pareceu-me também que você bebeu nessas três fontes. Uma narrativa profunda e interessante, mas que careceu de clareza e de boas amarras. Acho que precisa voltar à história e trabalhá-la mais, seria o que iria lhe dizer caso pudesse lhe dar alguma dica. Bem, tratam-se aqui das minhas impressões parciais, como são todas as impressões. Não sei o que os demais comentadores estão dizendo da sua história. Bem poderá ser que o problema de compreensão se deu somente comigo… Nesse caso, vá em frente. Abraços de parabéns pela sua coragem e ousadia.

  32. Elisa Ribeiro
    4 de junho de 2017

    Olá autor. Não sei se entendi muito bem o enredo da sua história, mas sua forma de narrá-la, pela peculiaridade do estilo, fez da leitura uma experiência instigante e diferenciada. Aos poucos fui me acostumando com a sua escrita e da metade para a frente já não me causava mais estranheza. Talvez em uma história mais longa o estilo de escrever rendesse mais. Em um conto, entretanto, a dificuldade de decifrar o enredo acaba comprometendo o impacto da história. Boa sorte! Abraço.

  33. Roselaine Hahn
    4 de junho de 2017

    La Cruz, a sua escrita é forte, sem dúvida, ótimas frases naufragando num mar de informações um tanto confusas. Caso quebrasse a narrativa em parágrafos mais curtos tornaria a leitura mais atrativa, entendo ser um recurso estilístico seu, mas como a história contada é complexa, vários personagens e elementos inseridos, isso dificultou a vida do leitor. Mas o que importa é que aqui é um bom laboratório para entendimento da percepção do leitor, o que agrada ou não; repito, a sua prosa é boa, não é das mais comuns, invista na estruturação do enredo e siga lapidando a pena! Abçs.

  34. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    4 de junho de 2017

    É um conto diferente, um estilo diferente. Não posso dizer que agradou ou que desagradou, mas dizer que tentei apreciar, isso sim. Tentei. É o segundo conto que leio hoje em que a concatenação das ideias está algo confuso. A cada parágrafo que lia, tive que reler para poder apreciar sem ser injusto. A minha impressão é a de que o homem com o javali não convence, esse símbolo não oferece nada que possa endossar o poder sobrenatural conferido a eles. O que entendi, se entendi corretamente, é que Ivan era um tipo de escolhido (fez o ritual de passagem, abriu a porta para um lugar com cheiro de merda e depois retornou). Mas retornou com que propósito, simplesmente para ser o único?

    Fez-me lembrar de Spekkio, o ser único em The End of Time, do jogo Chrono Trigger.

    Parabéns!

  35. Neusa Maria Fontolan
    2 de junho de 2017

    O que aconteceu aqui? Se eu entendi, não sei se entendi, o Matemágico, enganou Iván trocando de lugar com ele, sendo assim ficou com tudo que antes era de Iván, casa, vila e inclusive sua noiva.
    O mundo morto, o mundo solitário, agora tinha um novo Matemágico, Iván.
    Parabéns pela escrita.

  36. Vitor De Lerbo
    1 de junho de 2017

    A história é criativa e o texto tem algumas frases ótimas. O destaque do conto é, de fato, o estilo narrativo.

    Porém, na minha concepção, o estilo é tão arrojado e diferente do usual que acaba por confundir o leitor. Não absorvi tudo o que poderia dessa história surreal por conta disso.

    De qualquer forma, estilo é pessoal, tanto para escritores quanto para leitores. Sabendo-se usar a técnica e estando feliz com ela, não há problema.

    Boa sorte!

  37. Olá, La Cruz,
    Tudo bem?
    Você fez uma escolha ousada, principalmente em se tratando de um desafio. Mas quem está procurando por facilidades, não é? Por aqui temos a oportunidade de ser lidos por escritores. Onde mais poderíamos colher impressões de leitores que, mais que isso, são conhecedores da arte de escrever?
    Bem, vamos ao conto.
    Gostei de sua busca pela estética do texto. Lembrou-me Saramago e seu “Ensaio Sobre a Lucidez”, brincando com a pontuação ou a falta desta.
    Por outro lado, a fluência das palavras me lembrou algo que está mais para um estilo brasileiro regionalista, porém sem regionalismos marcantes pontuando um determinado local. Uma trama de palavras que me agrada o ouvido. Gosto disso. Gosto da ideia de se escrever “de ouvido”, parafraseando Clarisse Lispector.
    Junto a esse “ar brasileiro”, meio nordestino talvez, você trouxe a figura do homem que, mais tarde descobrimos ser “o Matemágico” (uma transição meio súbita para mim), e que me lembrou o emblemático Antônio Conselheiro em Canudos.
    Tudo isso permeando uma história que, acredito, teria fôlego para uma narrativa mais longa e que, talvez, tenha-se visto tolhida pelo número de palavras ao qual o desafio nos obriga.
    Acompanhei seu conto com grande interesse. Confesso, porém, que algumas lacunas na trama me deixaram com a sensação de ter perdido algo no caminho. Algo importante para o enredo em si. Você faz uma introdução detalhada da criação da cidade, prometendo um grande evento. Esse evento, no entanto, acaba não acontecendo propriamente e os acontecimentos se tornam algo difusos, ao passo que igualmente fantásticos. O padre morre meio sem que se saiba como, o Matemágico vira o Matemágico e deve ser incendiado repentinamente, o romance entre o protagonista e sua amada é quase um flerte. O portal de cocô que se abre, exterminando toda a cidade e que, provavelmente seja o tal evento peculiar prometido no início, é interessante, mas parece ter faltado fôlego (ou palavras) para se chegar a ele como prometido.
    Ainda assim, sua verve é incrível e não creio que um texto seja apenas para ser entendido. Lembrou-me um pouco “Saramandaia”. A novela mesmo. A primeira, de meus tempos de menina, com seus eventos quase à Garcia Marques, passeando surrealistas, forte e quase (também) sem sentido, mas com algo que “nos convida a ficar”.
    Parabéns.
    Boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  38. Evandro Furtado
    31 de maio de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O ponto forte do texto é ambientação. A atmosfera é bacana e tem lá seus requintes de realismo fantástico.

    C: A história é confusa, apesar de haver certas passagens que podem ser decifradas.

    F: O maior problema do texto é a narrativa, e por causa dela fica difícil apreciar todo o restante. A falta de pontuação, não separando os diálogos da narrativa propriamente dita, faz com que o leitor tenha que parar a todo instante para tentar identificar o que está acontecendo. Além disso, dentro das próprias sentenças há problemas dessa ordem. Soma-se os parágrafos muito longos e sem pausas que tornam a leitura cansativa.

  39. Milton Meier Junior
    30 de maio de 2017

    o autor optou por uma narrativa bastante inusitada, que não deixa de ser interessante à princípio, e tem frases muito boas no meio do texto, mas que cansa o leitor. os parágrafos enormes, as sentenças longas e a falta de pontuação tornam o texto arrastado e a leitura pouco prazerosa. e confusa também. tenho certeza que o autor sabe escrever bem, mas nesse caso não conseguiu cativar este leitor. boa sorte.

  40. Marco Aurélio Saraiva
    30 de maio de 2017


    https://polldaddy.com/js/rating/rating.jsRapaz… pessoal tá inspirado na confusão neste desafio! Dá-lhe surrealismo!
    ===TRAMA===
    Entendi a trama… no sentido de entender o que aconteceu. Agora, os motivos de cada acontecimento estão além do meu entendimento. Por quê Iván deveria abrir a porta para o mundo dos mortos? Por quê todos sumiram? Não estavam lá, desde o início? Era só ele em Santino, e sua amada Amparo e, quando ela morreu, levou um choque de realidade e descobriu que toda a população da cidade vivia apenas na sua imaginação?
    Se sim… por quê perder tanto tempo no início do conto explicando a origem de uma vila onde não vivia ninguém?
    Confuso. Muito confuso.
    ===TÉCNICA===
    Leitura muito arrastada e intimidante. Cada parágrafo um bloco de texto enorme, o que desanima o leitor. A falta de pontuações prejudica ainda mais a leitura. Por fim, intercalar falas com parágrafos descritivos, negando até mesmo o uso da interrogação, acaba de vez com a experiência desta leitura.
    Para dizer a verdade, com o tempo acostumei com a sua escrita. Acabou que, da metade até o final, consegui ler tudo sem grandes interrupções. Mas a leitura é incômoda de qualquer forma, muito difícil tanto de entender como de engolir.
    ===SALDO===
    Negativo. Entendo a escolha por um estilo diferente e “rebelde”, mas o conto em si não se faz entender, o que prejudica tudo.

  41. Gustavo Castro Araujo
    28 de maio de 2017

    Por óbvio é um conto diferente. O estilo me lembrou do Saramago, com suas subversões às regras gramaticais, misturando diálogos com descrições. De fato, gera um tanto de desconforto, mas depois de um tempo a gente se acostuma. O conto, a meu ver, flerta com o insólito, mas não o abraça em definitivo. Tudo parece irreal, mas em verdade só o que se vê é a realidade cotidiana de uma cidade do interior, com suas lendas e fantasmas. Os personagens foram bem construídos, embora surjam e desapareçam sem maiores vestígios. No final, tudo se foi, todos se foram. Pensando bem, o insólito talvez se apresente aí, nessa espécie de viagem no tempo experimentada por Ivan (e pelo javali), uma metáfora da própria voda. Vê-se que o autor sabe bem o que está fazendo, que aposta num estilo próprio de narrar e que não está muito preocupado em agradar este ou aquele leitor. Há, de fato, certo virtuosismo na maneira de utilizar o vernáculo, algo que traga o leitor para esse furacão de crendices e (ir)realidades. Todavia – e aqui entra minha impressão como leitor – o conto não agrada. Sim, é bem escrito, tem personalidade, mas nenhum dos personagens que aparece termina por cativar. Admira-se a construção, mas não se afeiçoa aos pedreiros, algo que, para mim, resulta numa impressão mediana. De todo modo, parabéns pela verve e principalmente pela coragem em expô-la assim. Um abraço!

  42. Anorkinda Neide
    28 de maio de 2017

    Olá!
    Olha, texto difícil de ler.. rsrs
    Mas eu gostei bastante dos quatro primeiros parágrafos. Ok, que o texto é truncado pelo estilo que o autor(a) escolheu, mas tem frases bacanas ali, gostei dos personagens Santino, Gedeon e apareceu o cara da imagem, sim..era o demônio do bosque!
    Mas no quinto parágrafo começa uma bela confusão, não entendi quem erao matemágico, custei a absorver a existencia de Amparo, que afinal era importante, pois só para revivê-la é q o ‘demônio do bosque’ esperara por longo tempo pela chegada de Ivan.
    E ao final, ele encontra Amparo? eu nao vi isso, mas o Ricardo viu.. haha entao deduzo q sim, nao havia nada nem ninguem apenas Amparo, Ivan e o javali ao final da historia, estou certa?
    É o paraíso de todos os apaixonados… hahha
    Bem, eu acho q optando por um estilo mais ‘normal’ vc se sairia muito melhor, mas se queres continuar praticando, tente ser um pouco mais simples, como fora nos 4 primeiros parágrafos. É o meu olhar sobre o caso! :p
    Boa sorte ae e abraços

  43. Jorge Santos
    27 de maio de 2017

    Texto excessivamente denso, composto por frases longas onde o discurso directo se mistura. É fácil o leitor se perder na sua leitura, o que resulta num texto algo entediante. Se fosse uma obra de maior dimensão, o mais provável teria sido desistir da sua leitura, não só pela densidade da linguagem como pela confusão que fica da sequência da narrativa onde as personagens aparecem como que atirados para o meio do texto para desaparecerem logo de seguida. Embora esteja correcto em termos gramaticais, aconselha-se uma revisão da pontuação – há vírgulas a meu ver desnecessárias.

  44. Sick Mind
    26 de maio de 2017

    Parágrafos longos, principalmente no início, são desanimadores, ainda mais acompanhados de frases longas. Sei que isso tudo faz parte de um estilo, inclusive a escolha de representar diálogos sem marcações. O regionalismo também não me agrada, assim como dicotomias. Então, esse é o tipo de texto do qual costumo passar longe. Mas como me propus a opinar nos contos, tenho que tentar ser justo, não?
    O enredo parte de uma premissa simples, que vai se desenvolvendo ao evento “insólito”. A maneira como os personagens surgem foi o que mais me incomodou. Simplesmente aparecem, nada se sabe deles e pouco é contado após surgirem. Isso não me deixa estabelecer uma conexão com qualquer um deles. As mortes, que deveria ser a causa de toda a compreensão do Mal na história, não me pareceram claras o suficiente a ponto de justificar a presença do Mal na cidade.
    O final sem um clímax tbm não me instigou, já que os acontecimentos que levaram o conto até ali já não haviam me cativado. Mas ler que Iván abriu uma maleta e sentiu cheiro de bosta, não tem preço!
    Sobre a adequação ao tema, para mim pareceu OK, apesar de não ser estritamente fiel a imagem, utilizou de seus recursos mto bem.

  45. Olisomar Pires
    24 de maio de 2017

    1. Tema: mal se nota.

    2. Criatividade: Boa.

    3. Enredo: foi preciso fazer um pequeno roteiro:

    – Surge a cidade Santino em função da construção de uma igreja;
    – Aparece Gedeon como sacristão do padre Santino que parece estar meio caduco;
    – Gedeon vê ou pensa ter visto o diabo no bosque. Ele tem um javali (o diabo);
    – Padre Santino morre e Gedeon assume seu lugar;
    – Aparece o Padre Beirão acusando um tal de Matemágico de feitiçaria e causador da doença que mata muitos na região;
    – Aí vem um coronel que manda seu oficial, Ivan, buscar o Matemágico – detalhe: a noiva do Ivan, Amparo, também morreu em decorrência da praga;
    – Ivan encontra o Matemágico. Este diz ao oficial que somente ele poderia trazer os mortos à vida ou algo assim, por meio de um portal;
    – Ivan com ajuda do javali do Matemágico encontra o portal, abre-o, mas nada acontece ou parece não acontecer.
    – Então ele, Ivan, volta à cidade Santino que está abandonada, sem viva alma.
    – Fim.

    Leitura difícil. Nem sei se consegui apreender tudo. O simbolismo é a chave, logo, não é texto que agrade imediatamente.

    4. Escrita: Vários erros de pontuação ou talvez não sejam erros em função da ocorrência frequente, mas que, em todo caso, dificultam e travam a compreensão do conto.

    Como disse antes, é um texto para ser lido e relido até que haja uma extração do significado.

    Arrisco dizer que é a história simples do Homem, sem sentido ou mistério oculto, apenas a aceitação do destino.

    Achei que o termo “pescotapas” está meio incoerente com o personagem e tempo do texto.

    5. Impacto: baixo.

    Em função do exposto, é possível que daqui a algum tempo o impacto sobrevenha aliado a um melhor entendimento, por enquanto resta a sensação de que se perdeu algo.

  46. Gilson Raimundo
    24 de maio de 2017

    Gosto deste tipo de linguagem, que faz o leitor pensar e as vezes até perder o fôlego. Não é um conto simples, pode ser interpretado de diversas maneiras, para mim se trata da narrativa do romance entre Ivan e Amparo que se vale da história da fundação da cidade de Santino, usando está fundação e a importância do padre para emcorpar o texto. A alusão a muitos personagens confunde o leitor que fica desejoso de saber mais sobre um e outro, as vezes se frustra com isso. Tem algumas repetições, mas não me apeguei a isto. Textos não lineares obriga o leitor a pensar, talvez ler novamente, num certamente com tantos inscritos pode ser uma escolha temerária, pois o tempo é curto. A figura proposta apareceu mas não foi o centro da trama.

  47. Evelyn Postali
    24 de maio de 2017

    Oi, La Cruz,
    Gramática – A questão de escrever parecido com Saramago é fazer o texto fluir do mesmo jeito que o escritor que já morreu, mas que continuará vivo eternamente nos leitores que cativou, fazia. Não é difícil de ler até você pegar o jeito, mas demora.
    Criatividade – Esse embate me lembrou algo de Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do Sol, ou O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro.
    Adequação ao tema proposto – Eu creio que a imagem do desafio ficou diluída a ponto de não ser vista ou ser percebida como deveria.
    Emoção – Gostei do que li. Talvez, se estivesse escrito de forma ‘normal’ isso pudesse causar mais impacto em mim. Em outros, talvez não.
    Enredo – Começo, meio e fim conectados.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  48. Ricardo Gnecco Falco
    23 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Problemas com acentuação. Mas não sabemos se trata-se de estilo do/a autor/a, portanto não serão levados em consideração. Contudo, tal feito levou a uma leitura dificultada, não fluida, e tirou um pouco da imersão na história.

    – CRIATIVIDADE
    Boa. Temos uma história de amor, contada de forma não linear; personagens de uma cidade do interior (e a própria cidade trata-se de uma personagem), padres, bênçãos e maldições. Um vilão que parece não ser deste mundo e um embate entre o Bem e o Mal, os vivos e os mortos.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    Pouco notado. Temos alguns elementos, porém nada nítido como na foto-tema do Desafio.

    – EMOÇÃO
    Mediana. Devido a escolha por parte do/a autor/a em utilizar-se de uma escrita pouco usual, o leitor não consegue se aproximar como se esperaria da história. A ida e o retorno do ‘mundo dos mortos’ não remeteu a nenhum sentimento e o final (momento máximo de uma narrativa curta), com o encontro do grande amor do protagonista, ficou… Digamos… ‘Sem vida’. Porém, contudo, no entanto… rs! Devo ressaltar que o/a autor/a escreve muito bem, independente de utilizar-se de um estilo não peculiar em sua narrativa. Parabéns!

    – ENREDO
    A história de uma cidade e seus personagens, desde os primórdios. Primórdios da cidade, e dos Tempos…

    *************************************************

  49. Fabio Baptista
    22 de maio de 2017

    Olha, sendo bem sincero e direto… achei o texto uma confusão só e não consegui apreciar em nada.

    Em parte, acredito, isso foi causado pela profusão de nomes que aparecem e situações bizarras (ou insólitas, como descrito). Mas principalmente pela escrita sem pontuação adequada… são parágrafos gigantescos com frases enormes, com vírgulas no lugar de ponto, letras maiúsculas brotando do nada e sem pausa para o leitor tomar fôlego e assimilar o que estava acontecendo.

    Acho legal ter um estilo de narrativa. Mas esse estilo, na minha opinião, deve jogar a favor da história, não contra, como foi o caso aqui.

    Abraço!

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .