EntreContos

Detox Literário.

A Fábula de Todos os Tempos (Sidney Muniz)

 

– Bem, a vovó irá lhes contar uma história, a última história que ouvi de meu pai, de uma lenda que ele ouviu do meu avô, e o bisavô de vocês escutou do pai dele e assim por diante, mas o que importa é que hoje essa história será de vocês, só de vocês.

Os olhinhos miúdos de Felipinho e de Aninha se iluminaram, enquanto sentados ao lado da cama miravam a avó, ansiosos por mais uma de suas historietas.

 

……………………………………………………………………………………………………………………………………

 

Gustavo, o pai deles, ouvindo a tudo, sorriu, absorto numa alegria quase sem graça. Saiu, deixando a porta entreaberta, não antes de fotografar com os olhos aquela imagem dos pequeninos com a avó. Permaneceu do lado de fora, o dorso apoiado à superfície lisa da madeira, os ouvidos cautelosos, pois queria ouvir aquela história mais uma vez, só uma última vez.

Num vislumbre recordou-se do pai, o Sr. Salomão, que também iria querer escutar aquela voz, talvez ele estivesse escutando de algum lugar…

 

……………………………………………………………………………………………………………………………………

                                                               

Foi quando ela começou…

 

 – ERA UMA VEZ, há muitas eras atrás, bem antes dos dinossauros, aqueles bichos grandes – ela fez pausa para observar a reação dos netinhos – que tenho certeza que já ouviram falar, não é mesmo?…

– Sim… sim… – Eles concordaram.

 … Num tempo em que tudo era controlado por seres poderosos e mágicos – as mãos rugosas de Isabel dançavam no ar quase em câmera lenta, a voz macia e pausada de quem por anos falara a frente de uma classe continuava soando com a mesma parcimônia e intensidade de quem sempre amara o que fazia – Havia três criaturinhas que tinham o poder de manipular o Interminável, elas eram chamadas de “Os três pretéritos”.

 – Vovó, eu já vi um dissonaulo – Interrompeu, Felipinho, invertendo as letras como sempre e tirando um riso bobo da avó.

– Felipinho, se diz di-nos-sau-ro. Entendeu? – o netinho de apenas cinco anos concordou com a cabeça, ajeitou os óculos de lentes espessas, cada lente semelhante a um fundinho de uma garrafa KS transparente de refrigerante, piscou um dos olhinhos e depois continuou:

– Mas eu vi, vozinha – a cabeça, por meio de gestos, para cima e para baixo concordava consigo mesmo – vi na tevelisão.

– Te-le-vi-são, bobinho.

– Deixe a vovó contar, Lipe – Pediu Aninha, que tinha sete anos, mas também olhou ressabiada para a avó e sem poder resistir perguntou – Mas o que é o interminável, Vó Isabel?

– Boa pergunta, espertinha! – Como a adorava. Gostava ainda mais de ver naquela pequena a filha que nunca pôde ter. Como sonhou ter uma menininha, para fazer as tranças, pintar as unhas, costurar um vestido e um laço de fita, para mimar feito uma boneca – Sabe, o interminável é aquele que acaba para nós e continua para os outros, é aquilo que cada vez mais temos e cada vez menos teremos. Quando compreenderem isso saberão do que a vovó está falando – e eles, mesmo sem entender, se faziam de entendidos – Pois bem, se tivesse um gato aqui ele morderia a língua de vocês dois, seus baixinhos curiosos… Será se posso prosseguir?

– Sim, vovó, pode! – ambos concordaram.

– Os três seres eram donos de personalidades diferentes. Havia o Pretérito Perfeito que se dizia incomum, o ser ideal, em perfeito equilíbrio, acreditava que não precisava de ninguém. Também havia o Pretérito Imperfeito, esse já se achava comum demais, era triste, pensava ser aquele que não tinha nada a oferecer, um solitário e até depressivo que acreditava que sozinho não era nada. Ah, mas havia também o mais convencido de todos, aquele que julgava ser o que veio antes de qualquer outro dos dois. Sim, era o mais velho, mas também o mais vaidoso, o Pretérito Mais que Perfeito. Era assim que ele se chamava.

– Que nomes istlanhos, vovó Isa!  

– Sim, eu concordo, Lipinho, nomes estranhíssimos. Juntos eles formavam a Sociedade do Passado, três irmãos com a missão de construir e armazenar memórias. Esses seres, os Pretéritos, estavam aqui antes mesmo de existirem as leis do mundo. Quando a vida ainda se criava, as plantas ainda eram apenas sementes, os animais ainda nem eram vivos. Há muito, muito tempo mesmo, num tempo que as coisas se formavam com estalos, trovões e grandes estouros.

– Mas não foi o papai do céu que fez o mundo? – Questionou, Aninha.

– Sim, querida, dizem que sim. Mas ele fez o mundo que conhecemos, não o que ele conheceu antes desse, pois este foi criação do Interminável.

– Ohh… O inteminável era o papai dele, vó? – perguntou, Lipe. – A avó riu, e também tossiu, uma, duas vezes… Tomou ar, piscou os olhos, os dois ao mesmo tempo, colocou a mão sobre a boca, tossiu novamente – Ahh, vocês me tiram o ar – Coçou a garganta como pôde, engoliu seco e arranhou – Rum… Rum… – Então voltou a falar.

– Não que fosse o pai, era o que havia antes, assim como a terra que engole a sementinha, e devolve a plantinha, assim era o Interminável, e assim se formavam as coisas antes das coisas que temos hoje. Os pretéritos se alimentavam de sonhos. Eles sonhavam, sonhavam e assim viviam.

– Nossa, que legal! Eles precisavam dormir para comer? – Perguntou, Aninha

– Não, eles se alimentavam dos sonhos do amanhã, e quanto mais sonhavam mais fortes ficavam.

– Que legal, vovó – Disse, Lipe.

– Eu também acho, Felipinho. Mas sabe, certo dia, um ser muito poderoso chegou a esse mundo, e com sua chegada os Pretéritos começaram a ficar mais fracos. O nome dessa força implacável e quase invisível aos olhos nus era “Senhor Futuro”, assim era chamado o destruidor de quase tudo o que existia na sociedade do passado. Conhecido por outros por ao mesmo tempo trazer sempre algo novo, como se cada coisa que ele levasse criasse outra nova.

– Nossa, Vó. Como ele era? – Aninha perguntou mostrando os pequenos fios de metal entre os dentes, enquanto os olhos de Lipe permaneciam arregalados, as orelhinhas de pé como um cão de caça, atento para cada detalhe.

– Ele não aparecia na mesma forma, sabe, Aninha. Para cada um ele se fantasiava de algo diferente, sempre sedutor, calmo, tinha uma voz suave, um toque quente, afável, era doce e mortal. Era um ser hipnotizante, para alguns; assustador, para outros; um ser mágico.

– Vozinha, mas e como eles podiam vencer ele?

– Devem que tinha um helói, sua bobinha!

– Tinha, vó? – Aninha também quis saber.

– Calma, chegaremos lá. A verdade é que um a um, eles foram enfraquecidos pelo Senhor Futuro. A simples presença dele os afetava diretamente. Mas numa coisa eles estavam errados, eles se achavam fortes por se alimentar de sonhos, mas na verdade a maior força deles era outra.

– Eles vão vencer, vovó? Não quero que eles morram.

– Eu tamém não, vovó – Disse, Lipinho.

– Vencer… perder… Essa é uma história de aprendizado, meus pequeninos. O Senhor futuro não era um vilão, ele não os venceria até ter certeza de que era hora de conquista-los, pois é isso que ele fazia. Os convencia a desistir de ser eternos. Só o Interminável é eterno. Eles precisavam compreender isso para que assim pudessem descobrir como vencer o Senhor Futuro.

– Então ele não venceu os três, vovó?

– Então quem é o helói, Vovó Isa?

– O Herói? – Tosse – Pegue um copo de água para mim, Aninha, por favor, a vovó está com sede – Isabel lembrou naquele momento de como conheceu aquela história. Recordou-se do clima frio daquele inverno peculiar, do sorriso quase morno de seu pai, da mãe lhe abraçando com ternura incontida, lembrou-se da sensação de paz. Os olhos arderam numa vontade de derramar lágrimas. Segurou-se como pôde.

– Claro, vovó.

– O que aconteceu é que eles estavam tão exaustos, cansados de tanto lutar contra o poderoso Senhor Futuro, que se aproximava cada vez mais. Lutavam sozinhos: O Perfeito achando que poderia vencer sem ajuda. O Mais que Perfeito achava que lutar contra o futuro não era necessário, pois ele já tinha convicção de que era mais forte e perfeito que seu inimigo e a luta não provaria nada. Já o Imperfeito acreditava que nenhum deles iria ajuda-lo e como ele poderia ajudar eles sendo alguém tão comum e fraco?  Assim eles foram caindo um a um, perdendo seus poderes e deixando de ter sonhos, se enfraquecendo. Vivendo apenas de passado foram adoecendo.

– Que triste, vovó – Aninha exclamou.

– Mas, calma, querida. Havia uma forma de vencerem e o imperfeito, por ser aquele que tinha mais medo, também era o único que sabia que seria juntando suas memórias e formando um único ser, tão poderoso quanto o futuro que teriam a chance de vencer.

– Vocês não podem me vencer – o Futuro disse, pronto para acabar com os pretéritos de uma vez por todas.

– Foi então que o os três deram as mãos, e de frente ao Senhor Futuro, quase no fim, uniram o poder do coração dos três. O tempo parou por um mero instante e um raio de luz brilhou com intensidade irreconhecível para todos que ali estavam. Isso ocorreu exatamente às 0hs:00min daquele dia, quando os três ponteiros se alinharam e o Presente nasceu, o único com poder sobre o tempo. Aquele que conhecia o passado, seja ele quem fosse, e o único que tinha o poder de fazer do Senhor Futuro um ser bom o bastante.

– Era o Super Plesente, vovó? Ele é o helói?

– Super? Não sei se ele é super, mas ele é aquele que vocês têm que abraçar quando olharem para trás e se lembrarem do vovô e da vovó. Quando entenderem que lá na frente precisarão estar juntos e viver bem e ser fortes para fazer coisas boas – Ela parecia estar cansada –  me deixem orgulhosa, queridos!

– Vovó, ele pode ser o Incrível Presente? Tipo em Os Incríveis.

– Ele pode ser o que vocês quiserem, Aninha – Ela disse, quando a voz quase não saiu.

 Gustavo entrou no quarto hospitalar, a mãe estava na cama, cansada demais. O Senhor futuro estava ali, bem perto. Ela se unira aos dois pequenos, eram o presente, estavam juntos. Gustavo desejava que o pai estivesse ali também, queria ser mais forte, mais perfeito, muito mais que perfeito.

– Crianças, está na hora de deixarem a vovó descansar.

– Papai, a vovó nos contou uma história tão legal!

– É papai, do Inclível Plesente – Ele confirmava.

Gustavo olhou para Dona Isabel, uma professora que amara seu filho, sua profissão, seus netos e que agora precisava descansar. Caminhou até a mãe, segurou-lhe a mão, beijou-lhe a face e disse:

– Você é tão perfeita, mamãe!

– E você, meu filho, é muito mais que perfeito – Os olhos dela piscaram, uma, duas vezes… E assim ela adormeceu.

Fim.

20 comentários em “A Fábula de Todos os Tempos (Sidney Muniz)

  1. Gabriel Bonfim
    15 de junho de 2019

    RESUMO:
    O conto narra o relato de uma avó no leito de morte, contando uma história para os netos sobre o passado, presente e futuro.
    CONSIDERAÇÕES:
    No meu ponto de vista, é uma simples história com foco no diálogo e uma lição interessante e emocional. O autor/a consegue concluir de uma forma satisfeita e desenvolver a história em um ritmo interessante, minha única nota é uma falta de conflito ou clímax que prenda o leitor. Ótimo trabalho!

  2. Benjamim Nkadi
    15 de junho de 2019

    Dona Isabel conta uma lenda sobre os Pretéritos, o Presente e o senhor Futuro para Aninha e Felipinho.

    Considerando a finalidade de toda estória infantil, que deve sempre estar acompanhada de uma lição para os mais novos, o texto foi muito bem conseguido nesse sentido. A estória vem com uma lição de união; ensina-nos que devemos estar sempre unidos (no presente) se quisermos moldar o futuro.
    Ah, e um trecho encantou-me bastante: “Esses seres, os Pretéritos, estavam aqui antes mesmo de existirem as leis do mundo. Quando a vida ainda se criava, as plantas ainda eram apenas sementes, os animais ainda nem eram vivos.”

    Só acho que o autor(a) devia ter mais cuidado com a linguagem, uma vez que um dos personagens (Felipinho) tem apenas cinco anos de idade.

  3. Renan de Carvalho
    12 de junho de 2019

    Uma avó conta aos netos uma fábula sobre o tempo. Do lado de fora o filho também ouve aquela história, antes já ouvida. E de maneira primorosa a avó os ensina que é necessário viver o presente, sem deixar que o futuro o amedronte ou o seduza, nem se amarrar, sofrer ou se orgulhar em demasia do passado.

    Gostei muito do conto e pretendo contá-lo aos meus netos um dia. Apenas um trecho considerei uma perda de continuidade no diálogo, onde confundi o travessão do neto e da avó.

  4. Estevão Kinnek
    11 de junho de 2019

    Resumo: Avó conta uma fábula aos netos sobre os tempos do pretérito, presente e futuro.

    Comentário: Não gostei muito da narrativa, achei cansativa e a história dos tempos verbais não me empolgou. Se há algo a mais subentendido, que pena, eu não percebi. É singela, bem contadinha, mas a mim não me encantou. Se é para ser um conto infantil, não sei, tenho minhas dúvidas a respeito se as crianças se interessariam muito por essa narrativa. Li aqui para uma sobrinha, pois de repente o problema é comigo, mas ela não se interessou muito, me pareceu que faltou alguma conexão, algo a mais. Ela tem 10 anos… Enfim, bem escrito e singelo, mas não senti qualquer empolgação quanto ao enredo. Muito boa sorte pra você e espero ser exceção.

  5. Amanda Gomez
    10 de junho de 2019

    Olá, Professora.

    A história de uma mulher já no fim da vida que decide se despedir dos netos com uma história, mas na verdade era uma belíssima lição de vida. Um presente que ela deu ao filho e agora dava aos netos.

    É um conto com aqueles com ” moral da história” típicos dos infantis, tem um ar de fábula, um encanto juvenil. Gostei de como foi contada, das coisas por trás, da alusão ao passado, e principalmente das metáforas. O que a professora conta é algo real, que nos atinge de imediato. Uma bela forma e ensinar aos pequenos.

    O texto tem uma boa fluência, bem escrito e dosado.

    Parabéns!

  6. Elisabeth Lorena Alves
    9 de junho de 2019

    Resumo:
    No hospital uma avó conta aos netos uma história sobre o Passado, Presente e Futuro. As crianças ficam atentas, descobre as fraquezas dos irmãos Pretéritos, o encontro com o senhor Futuro, uma espécie de Antagonista, que acaba por mudar a forma como os três preteritos estão postos no mundo.

    Comentário:
    A fábula de todos os tempos – Professora Isabel
    História Infantil

    História bem apresentada. Um texto com o uso de metalinguagem: o código – Conto, explica como a avó, conta a história (código) para seus netos = espectadores/ouvintes/leitores. Para o leitor cria-se a ideia de que há dois mundos, um presente, onde os códigos estão sendo decodificados e o Passado que é o lugar em que a fábula se deu, porém, há uma incógnita que se cristaliza com o sono (?) da contadora ao final. Isso porque, há uma informação aparentemente desnecessária no início da atividade “contar”:
    “vovó (Presente) irá lhes contar uma história, a última história que ouvi de meu pai, de uma lenda que ele ouviu do meu avô, e o bisavô de vocês escutou do pai dele e assim por diante (Passado), mas o que importa é que hoje essa história será de vocês, só de vocês (Futuro).”

    Com o início da história da avó, que manipula a atenção dos netos, fazendo-os crer que estão participando da fábula, mais uma das características da Metalinguagem, fazer com que o outro – interlocutor – acredite que está interagindo com o emissor. Aqui com a intenção de conseguir atenção e evitar ruído – divagações comuns à faixa etária dos netos na janela de atenção de ambos.
    A Narrativa é bem delineada. As personagens são reais – a família, e imaginárias, as que compõem o núcleo da história contada por Isabel.
    A ação, que é o relato em si, é bem desenvolvida, sem surpresa.
    O Narrador, na terceira pessoa, onisciente: “Num vislumbre recordou-se do pai, o Sr. Salomão, que também iria querer escutar aquela voz, talvez ele estivesse escutando de algum lugar…”
    É uma história bem contada, mas falta o conflito ou uma maior visibilidade dele.
    A tensão é mínima. Tanto na história narrada quanto no quadro que o narrador cria ao final, brincando com os significados: “Crianças, está na hora de deixarem a vovó descansar”. (…) “E assim ela adormeceu”.
    Apesar de bem construída, não consigo percebê-la como um Conto, por sentir falta de suspense, da mudança da narrativa. Deixa muito para o subjetivo, sem riscar saídas possíveis.

  7. Thiago Barba
    5 de junho de 2019

    Avó conta aos netos uma história sobre o tempo, numa alegoria ao passado, presente e futuro. Uma história passada a gerações na família. Ao final mostra o término de mais um ciclo.
    O conto tem alguns erros gramaticais como falta de acentuação em alguns verbos (“ajudá-lo” por exemplo) e nomes próprios (Senhor Futuro, Interminável, Imperfeito…) escritos algumas vezes com letra minúscula.
    O início do conto não me segura muito, é uma fórmula que existe em muitas histórias infantis.
    A linguagem também não me traz novidades ou grandes interesses.
    A história é ótima. A brincadeira com o tempo e família também é ótima, o que faz da história, minha favorita desse certame.

  8. André Felipe
    25 de maio de 2019

    Uma avó conta uma fábula para os netos. A história é sobre o começo do mundo onde os tempos verbais do passado temem o futuro. No final eles se transformam no presente e assim vencem o futuro.
    ***
    Eu gostei muito. A relação da fábula com os acontecimentos da família é o que faz o texto ser bom. E a noção da passagem e medo do tempo está presente desde o começo. Assim mostra como foi bem construído e amarrado. Muito bom.

  9. jetonon
    25 de maio de 2019

    A FÁBULA DE TODOS OS TEMPOS
    RESUMO
    A Vó Isabel conta uma estória aos netos; se diz aos pretéritos (gramática); aparece o futuro e por fim o presente, que é o principal; o pai relembra quando ouvia esse conto de seus avós quando ele ainda era criança tal qual seus filhos agora..

    COMENTÁRIOS
    O conto é bem legal. é uma forma de se ensinar com o lúdico. Contar estórias para crianças é uma forma saudável de ensinar e remeter-lhes ao passado com muita satisfação quando na idade adulta. As recordações boas enriquece o intelecto do indivíduo e o deixa mais preparado para o futuro, elas, as crianças, se sentem amadas. Tanto que o texto apesar de pequenino trás isso.

  10. Adauri Jose Santos Santos
    25 de maio de 2019

    Resumo: Uma senhora conta uma estória para os netos pequenos, seu filho ouve também. A estória que a vovó conta fala sobre os três pretéritos. O Senhor Futuro, um ser mágico ameaça os pretéritos. Várias vezes, durante a narrativa, a vovó tossia. Vovó termina a estória e seu filho entra no quarto, segura sua mão até que ela adormece.

    Considerações: Achei uma boa estória, gostei como os tempos verbais são usados como personagens, bem criativo! O enredo é interessante, tem linearidade e é bem construído. Não vi terror explícito, mas como se propõe o tema, é uma estória realmente infantil. Quase nenhum problema de revisão.

  11. Tiago Volpato
    23 de maio de 2019

    Resumo:
    A avó conta para os netos como os passados lutaram contra o futuro e criaram o presente. Depois morre (provavelmente só dormiu mesmo, porque é um texto infantil).

    Originalidade:
    A história tem vários elementos que já foram bastante utilizados e ao mesmo tempo ela é bem original, a ideia dos passados contra o futuro achei muito bem bolado. Você conseguiu construir uma história diferente.

    História:
    A história é bem simples. Pessoalmente eu não sou muito fã de histórias sobre alguém contando história, mas atendeu as expectativas. Foi um recurso utilizado para se aproximar do público infantil e fazer as crianças se identificarem. É uma história que seria lida para os pequenos.

    Manja das letras:
    Sim! O texto está muito bem escrito e construído. Segue um raciocínio lógico e agradável. As frases fluem tranquilamente, sem ‘firulas’.

    Leria pro filho?:
    Leria, achei um pouco complexo para uma criança, talvez precisaria explicar um pouco das coisas que acontecem no texto. O final interpretei de forma macabra, com a morte da avó, talvez ela só tenha dormido mesmo. Acho que o texto funciona mais para crianças maiores,uns 12 anos, mais ou menos, ou não.

    Veredito final:
    Ótimo texto, muito bem feito. Eu gostei de ler, apesar de ter torcido um pouco o nariz no final pra vitória estilo ursinho carinhosos, mas ei, é um conto infantil. Na minha opinião o autor acertou em cheio no alvo. Muito bem!

  12. Carolina Pires
    22 de maio de 2019

    RESUMO: Uma senhora conta para os netos (Felipinho e Aninha) uma lenda que é passada de pais para filhos na família. É a história dos três pretéritos (Imperfeito, Perfeito, Mais Que Perfeito). Ela conta que eles viviam antes de tudo, até mesmo dos dinossauros, onde quem formava as coisas era o Interminável, e que esses três pretéritos se alimentavam de seus próprios sonhos até a chegada do Senhor Futuro, que começou a destruir os três pretéritos, os quais conseguiram juntos resolver o problema, dando vida ao presente (“o único com poder sobre o tempo”), que nasceu deles. No final, o pai das crianças, filho da avó, entra no quarto (que descobrimos ser o leito de um hospital) e se despede da mãe, que fecha os olhos e adormece.

    CONSIDERAÇÕES: Trata-se de um conto interessante por tratar da questão do tempo de maneira bem lúdica, fazendo com que o leitor encare o passado, presente e futuro, dentro do universo do conto, como uma completude natural da vida. A mensagem passada pela avó, de mostrar aos netos a importância que devem atribuir à vivência do presente, é também uma das mais belas mensagens do conto. Um conto dentro de outro conto. Três gerações formam os personagens. Gostei da experiência da leitura. Um conto leve e que traz uma mensagem “atemporal”.

  13. Tiago Volpato
    20 de maio de 2019

    Resumo:
    A avó conta para os netos como os passados lutaram contra o futuro e criaram o presente. Depois morre (provavelmente só dormiu mesmo, porque é um texto infantil).

    Originalidade:
    A história tem vários elementos que já foram bastante utilizados e ao mesmo tempo ela é bem original, a ideia dos passados contra o futuro achei muito bem bolado. Você conseguiu construir uma história diferente.

    História:
    A história é bem simples. Pessoalmente eu não sou muito fã de histórias sobre alguém contando história, mas atendeu as expectativas. Foi um recurso utilizado para se aproximar do público infantil e fazer as crianças se identificarem. É uma história que seria lida para os pequenos.

    Manja das letras:
    Sim! O texto está muito bem escrito e construído. Segue um raciocínio lógico e agradável. As frases fluem tranquilamente, sem ‘firulas’.

    Leria pro filho?:
    Leria, achei um pouco complexo para uma criança, talvez precisaria explicar um pouco das coisas que acontecem no texto. O final interpretei de forma macabra, com a morte da avó, talvez ela só tenha dormido mesmo. Acho que o texto funciona mais para crianças maiores, 12 anos, sei lá. Não sou especialista no assunto 😛

    Veredito final:
    É um bom texto. Foi bem feito. Eu gostei de ler, apesar de ter torcido um pouco o nariz no final para vitória estilo ursinho carinhosos, mas ei, é um conto infantil. Na minha opinião foi um ótimo texto que acertou no alvo.

  14. Antonio Stegues Batista
    18 de maio de 2019

    Uma história muito bonita que só os avós sabem contar e inventar.. Minha avó cantava versos, versos muto antigos que eu escrevi num caderno. Já faz alguns anos, infelizmente alguém o pegou e nunca mais devolveu. Era realmente um tesouro.

  15. Fernando Cyrino
    13 de maio de 2019

    nossa, gostei dessa sua história do tempo, Miranda. Que bacana que ficou a vovó, já no final da vida, sendo o passado, vivendo o presente contando a história dos verbos para o futuro, as duas crianças. Você contou muito bem. Ficou bem bacana mesmo. Parabéns, Miranda. Receba o meu abra;o fraterno, Fernando.

  16. Tom Lima
    7 de maio de 2019

    Resumo:
    Uma senhora conta aos netos uma história que passa pela família há algumas gerações. A história é sobre três pretéritos, que, ao se confrontarem com o futuro, acabam por criar o presente. Uma espécie de mito de criação sobre o instante presente e sobre a continuidade inerente a vida. Há ainda uma história sobre quem conta essa história, e o fato de Isabel estar numa cama de hospital a beira da morte, contando para seus netos uma história sobre passado presente e futuro.

    Comentários:
    A ideia aqui é um conto infantil, mas a pessoa que escreveu tomou uma decisão arriscada. A estrutura do conto em si não é bem uma história para crianças, porém a personagem principal conta uma história de crianças. Bem contada, por sinal. Ouvimos a história infantil dentro do conto, este não tanto infantil, mas tudo bem. Foi uma escolha que funcionou muito bem para mim. A história dentro da história também é muito interessante e, o que mais gosto, é como ela se relaciona com a história. O fato de quem conta a história estar em um hospital e a histórias sobre os pretéritos ser algo que diz, de forma bela, sobre a morte foi de uma sutileza maravilhosa.

    Conclusão:
    Muito gostoso de ler, belo, com emoção. É uma escrita de qualidade, bem amarrada, mas, aqui no desafio, caiu algumas posições no meu ranking por não ser de fato uma história infantil. Isso não me incomoda nem diminui a qualidade do texto, é só que, no desafio, preciso julgar de alguma maneira. A história dos pretéritos é muito boa, e gostaria de conta-la para alguma criança por aí.
    Parabéns.

  17. Higor Benízio
    5 de maio de 2019

    Resumo: uma senhora conta aos seus netos uma história sobre as questões humanas que envolvem o tempo, fazendo alusões aos tempos verbais. No fim do com ela vem a falecer.

    Sobre o conto: particularmente não gosto de histórias dentro de histórias, porque tudo fica com cara de relato (o conto “A Lenda do Urso Polar”, deste mesmo grupo, faz o mesmo). Por que não mudar de núcleo, e fazer a história acontecer? Entende? Escrever apenas a história dos pretéritos diretamente, sem “vovós” contando nada. Ou, o que seria ainda melhor, excluir toda essa coisa de vovó contando história, e nos mostrar o mundo dos Pretéritos diretamente, desde o princípio até a batalha contra o Futuro. Isso iria enriquecer muito o trabalho, minando dele o “clichê”, e deixando as reações para as crianças de verdade.
    Bom desafio!

  18. neusafontolan
    5 de maio de 2019

    Resumo = Uma senhora, professora, sentindo que seu tempo está acabando, conta uma história aos netos. História essa que foi passada por gerações em sua família.

    Comentário = Gostei da forma que ela pretende amenizar o sofrimento das crianças, isso quando ela partir. Eles têm que abraçar o presente, sempre, e que o passado seja apenas uma boa lembrança.
    Seria bom se todos nós fossemos perfeitos assim, né.

  19. Uma avó conta para os dois netos uma história. É uma narrativa sobre como os três pretéritos enfrentaram o Senhor Futuro. Cada pretérito, com sua especificidade, era vulnerável ao poder do Sr. Futuro, até que, unidos, eles se tornam mais fortes.

    A/o autor (a) constrói um conto em que a história contada pela avó e a situação (dois netos junto a sua avó no hospital) se entrelaçam a todo momento. O diálogo entre as crianças e a idosa é constante, mostrando a ingenuidade dos pequenos através de suas interações. Há méritos narrativos, o clímax é bem trabalhado e a história, de fato, é infantil (consigo imaginar crianças se interessando pelo conto). Por outro lado, uma revisão da linguagem talvez fosse importante. Percebo que a autora, ou autor, teve o cuidado de deixar o texto adequado ao público alvo, mas acredito que alguns termos/ palavras tenham escapado.

  20. Pedro Teixeira
    2 de maio de 2019

    Olá, autor(a)! Resumo: avó desenganada pelos médicos conta para seus netos fábula que ensina a importância do presente.
    Bom conto. Bem escrito, com boas descrições e um ritmo adequado, além de passar uma bela mensagem. Não é meu estilo preferido, mas foi uma leitura agradável. Parabéns e boa sorte!

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Informação

Publicado às 1 de maio de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 2, Série C - Final, Série C1 e marcado .