EntreContos

Detox Literário.

Tirana (Antônio Stegues Batista)

 

Quando ela nasceu, nada de anormal aconteceu para dar sinal de que seria uma rainha. Somente o grito da mãe ecoando pelos montes, anunciou a sua chegada. A seriema cantou e o curiango arregalou os olhos de espanto.

A menina caiu nas mãos da parteira que lhe deu um tapa nas nádegas. Chora que a vida não é fácil! Logo em seguida foi abençoada pelas águas. A mãe queria que se chamasse Maria, o pai, o nome da avó, Deolinda. Discussão vai, discussão vem, para contentar as partes, o escrivão juntou os dois nomes e escreveu Marlinda no livro de registros de nascimento. Com o tempo, passaram a chamar a menina de Linda, que linda era. Assim foi, assim ficou.

Linda cresceu de pés descalços, pisando no pó da terra ocre. No pó nasces-te, no pó viverás. Corria como onça. Estudou o bê-á-bá, fez vacina contra varíola. Cresceu, floriu. Quando passava pela rua, os rapazes a seguiam com os olhos ávidos e depois iam descascar banana. Ela parecia prometer o céu e mais alguma coisa, na conjunção da carne, na obrigação de seguir a lei de Deus; amai-vos, sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a Terra.

Os pais morreram de repente, num dia de forte temporal. Caíram com carroça e tudo num despenhadeiro. Um acidente, disseram na investigação. Sem condições de cuidar das terras que o pai deixou, ela as vendeu para o coronel Tibúrcio Miranda. Ficou sozinha, mas não por muito tempo. Namorou João Sereno, funcionário da prefeitura e decidiu se casar com ele, pois já era adulta e dona de si. Uma cerimônia simples, porque ainda estava de luto. Parecia que seriam um casal feliz. Parecia. João não cumpriu as promessas que fez diante do altar. Não levou dois anos, tornou-se distante, ignorando os anseios da esposa. A cama não foi feita só para dormir.

De vez em quando João chegava tarde do trabalho. Dizia que estava fazendo serão na prefeitura. Linda começou a desconfiar que os serões eram outra mulher. Decidiu vigiar o marido. Foi a um brechó, comprou uma calça, camisa e chapéu. Assim, disfarçada de homem, ficou escondida perto da prefeitura. Ao entardecer, quando João deixou o trabalho, ela o seguiu e o viu entrar na casa da viúva Josefina. A viúva, desprezando o luto e o recato, mal o marido morreu já estava com outro homem na cama! Que bruaca!

Bufando de raiva, Marlinda foi a sua casa, pegou a espingarda do falecido pai e voltou. Entrou por uma janela dos fundos e chegando ao quarto, encontrou os amantes na cama. No bem bom. Dois disparos e a honra estava lavada. Depois voltou para casa, pegou uma trouxa de roupas e se embrenhou sertão a dentro. Era uma mulher decidida, forte e selvagem, porém mortal. Dias depois, seguia pela caatinga com as alpercatas dilaceradas pelas pedras do caminho, os pés sangrando. Com sede e fome. Acima, os urubus planavam no ar quente seguindo o vulto moribundo, esperando a vida esvair-se para atirar-se ao banquete. Esgotada, sem mais esperança, sem mais ilusão, Linda/Marlinda, deixou-se cair no pó do ermo. Ao pó voltarás.

****

Jesuíno nasceu de mãe solteira. Nunca soube quem era seu pai. A mãe sofreu desilusões de menina-moça. Enganada por um Dom Juan, ficou sozinha, embuchada. Tornou-se fria e turrona. Enterrou  passado. Fugia do assunto como quem foge de um fantasma.

Jesuíno tinha 23 anos quando conheceu Vitalina, mais conhecida como Vitinha. Ela era mais velha que ele e era casada com um guarda-livros chamado, Gumercindo dos Reis. Bonita, sensual. Femme fatale. Ela lhe prometeu mundos e fundos se ele a levasse embora daquela cidade. Casara-se por conveniência. Agora, arrependida, achava que estava perdendo tempo e a juventude naquele lugar insípido. Ansiava por uma vida nova, longe dali. Antes que eu me torne velha e ainda mais infeliz.

Fez o rapaz se apaixonar por ela e o convenceu a roubar as economias da mãe dele, que era doceira. Numa madrugada mormacenta, fugiram, pegando carona na estrada. Os primeiros dias na cidade grande foi difícil. Mas logo arranjaram emprego, se estabilizaram. Parecia que tudo seria um mar de rosas para Jesuíno.  Oito meses depois, ao chegar em casa, encontrou um bilhete de Vitinha sobre a mesa. Foi bom esses meses com você. Te gosto, mas não posso mais ficar contigo. Sem mais explicações, Vitinha sumiu de casa e da vida dele.

Desiludido, Jesuíno continuou com seu emprego modesto na padaria. Envolveu-se com uma prostituta e tornou-se gigolô. Viveu algum tempo na zona do meretrício. Um dia envolveu-se numa briga e acabou baleado na barriga. Quase morreu. Quando ganhou alta do hospital, decidiu mudar de vida. O tempo em que ficou no leito do hospital, pensou na mãe, na cidade onde nasceu e tentou imaginar como seria sua vida se tivesse ficado lá. Resolveu visitar a terra natal. Será que a mãe vai me perdoar?

Ao chegar na cidade, viu que pouca coisa havia mudado. Andando pelas ruas, não percebeu que estava sendo seguido por um velho barbudo, de olhar macilento. Ao dobrar a esquina o homem agarrou-o por trás. Era Gumercindo dos Reis, empunhando uma faca. O ex marido de Vitinha o reconheceu e queria se vingar, matar o ladrão que roubou sua mulher. Mas Jesuíno foi mais rápido, puxou do punhal e deu três estocadas. O homem desabou. A rua estava deserta e ninguém viu o ocorrido. Jesuíno puxou o velho para um beco e escondeu o corpo num monte de lixo. Decidiu sair logo da cidade. Se arrependeu de ter vindo. Antes de ir, foi visitar a mãe, saber como estava. Queria pedir perdão por ter ido embora.

Escurecia quando ele chegou na casa. Estava a mesma coisa. Pintada de branco, com um jardim na frente. A mãe gostava de flores. Ela o recebeu com frieza e nem o convidou a entrar. Como a senhora está? Rosa não respondeu e começou a fechar a porta. Mas parou, voltou a olhar para ele. O nome dele é Gumercindo Reis.

Ele não entendeu, mas levou um choque ao ouvir o nome. Teu pai se chama Gumercindo Reis. Não era isso que querias saber?

Ele saiu da cidade tonto, aperreado. Penetrou no ermo, como cão sarnento fugindo de tudo e de todos. Mas quis o Destino que encontrasse alguém. Uma mulher desfalecida, caída na orla da caatinga. Uma sombra. Talvez um espírito errante. Porém muito bonita, tão bela quanto a flor do mandacaru.

Encontrando aquela mulher desfalecida, apressou-se a ajudá-la dando-lhe água do seu cantil e comida do seu embornal, rapadura com farinha de mandioca.

Recuperando-se, Marlinda agradeceu ao seu salvador e os dois conversaram por longo tempo, a sombra de um umbuzeiro. Ela contou a sua triste história. E ele a dele. Disse, que em suas andanças nos meios marginais, soube que o coronel Tibúrcio Miranda mandou atirar um casal de velhos num grotão. Quando tu falaste que teus pais caíram numa ribanceira, achei que seriam os tais velhos.

Marlinda ficou agoniada. Sentiu a dor parada no peito, quase esquecida, como brasa sob cinzas, se reacendendo num fogaréu. Com anseios de vingança. Nunca havia pensado que a morte dos pais, poderia não ter sido acidente. O coronel Tibúrcio sempre quis comprar as terras, mas seu pai se negava a vender. O coronel mandou matar os velhos para poder comprar a propriedade por um preço baixo, já que ela não tinha condições de cuidar. Com tanta magoa, decidiu se vingar.  Jesuíno prontificou-se ajudá-la, logo que ela se recuperasse, que ganhasse forças. Saco vazio não para em pé.

****

Certo dia, a noite chegou mais cedo em Brejo Grande. Nuvens negras cobriram o céu e uma ventania repentina assobiou nas cumeeiras das casas. Um trovão abalou os ares e foi sumindo, ecoando pelas escarpas dos montes.

A porta do Bar do Chico Cambota abriu-se de repente e uma silhueta de chapéu e capa esvoaçante, destacou-se ante os relâmpagos lá fora. Os quatro homens no estabelecimento se arrepiaram, imaginando ser um mau espírito transportado pela tempestade. O dono do bar atrás do balcão e os três homens que jogavam cartas numa mesa, respiraram aliviados ao ver o rosto da criatura quando se adiantou para a luz dos lampiões. Era apenas um homem, um rapaz aprumado, de sorriso cativante. Engano deles, era a Morte chegando.

Logo após o forasteiro, entrou uma mulher usando roupas de vaqueiro e um chapéu largo na cabeça. Uma mulher de beleza selvagem e aspecto ameaçador. Seus olhos negros perscrutaram o ambiente e localizando seu alvo na mesa do carteado, sacou dois revolveres Colt 45.

O coronel Tibúrcio Miranda reconheceu Marlinda e ao vê-la armada, pressentiu que ia morrer. Ainda tentou puxar a pistola Luger do bolso interno do jaquetão, mas foi lento demais. Levou um balaço na testa e outros três no peito. O homem rodopiou, desabou sobre a mesa e rolou para o soalho. Quando caiu já estava morto, bem mortinho. Que a terra lhe seja leve! Feito o serviço, a dupla arribou, sumindo na poeira da estrada.

****

Marlinda e Jesuíno se afeiçoaram um pelo outro, tanto pela simpatia quanto pela necessidade de preencher o vazio de suas vidas. Roubar em dois era melhor do que em um e os dois roubaram um banco, pois precisavam de dinheiro para se manter. Se tornaram cangaceiros. Outros desajustados na vida se uniram ao casal e foi assim que o bando liderado por uma mulher, ganhou fama.

Marlinda passou a ser chamada de Tirana. Tal nome passou a ser temido, era sinônimo de desgraça no sertão.

Algumas pessoas julgavam que Marlinda e Jesuíno eram amancebados, mas estavam enganados. Entre os cangaceiros havia romance sim, casais apaixonados, amores não correspondidos. Felício gostava de Belinha, por sua vez Belinha gostava de Tião, que amava Marlinda, que não amava ninguém.

Tanta ilusão perdida, tanto amor em vão, um dia estoura como um trovão! Pois, Felício, azougado de ciúme, matou Belinha causando rebuliço. Por ordem de Marlinda, Tião matou Felício e depois matou outro colega, o mulato Carrapato, que o chamou de cachorrinho da patroa. A morte de Carrapato desagradou a Marlinda e ela expulsou Tião do grupo. Desiludido com a vida e desgarrado do bando, Tião desprezou a cautela. Bêbado, foi pego pela polícia e covarde que era, entregou o paradeiro dos ex companheiros.

Assim, numa tarde, quando a rolinha cantava, cantaram os fuzis dos soldados ensandecidos, alucinados com a ideia de ganhar fama por matarem a rainha dos cangaceiros. Pegos de surpresa, o bando sucumbiu ao tiroteio. Marlinda, ainda tentou fugir, mas foi varada pelas balas de uma submetralhadora Bergmann.

Esta é a história de Marlinda, que foi Linda, que foi Tirana. O resto é lenda.

FIM

19 comentários em “Tirana (Antônio Stegues Batista)

  1. Givago Domingues Thimoti
    23 de dezembro de 2018

    Olá

    Tudo bem?

    O conto é muito bom. Principalmente por conta de todo o espaço descrito pelo(a) autor(a). A técnica de escrita é tão boa que consegue levar o leitor para dentro do sertão, acompanhando as histórias de Marlinda “Tirana”. Uma narrativa que prende a nossa atenção e nos faz querer que a história continue ininterruptamente.

    Entretanto, qualquer história precisa de um fim no tempo certo. E, na minha opinião, nesse conto, a história esticou um pouco além da conta. Senti que os últimos parágrafos acabaram sobrando na história. Eles quebraram o ritmo bem legal que você conseguiu aplicar na narrativa.

    No mais, é um bom conto!

    Parabéns!

  2. Priscila Pereira
    22 de dezembro de 2018

    Tirana, que nasceu Marlinda, menina linda e selvagem que quando jovem enterrou seus pais e vendeu suas terras a um coronel. Casou-se com um rapaz da região que depois de algum tempo a traiu com uma viúva, Marlinda descobriu e matou os dois depois fugiu. Jesuíno nasceu de mãe solteira, nunca soube quem era seu pai. Foi seduzido por uma moça mais velha que o levou a roubar as economias da mãe e fugir com ela para a cidade grande, logo a moça o deixou e ele resolveu voltar para sua cidade. Chegando lá é interpelado pelo ex marido da moça com quem ele fugiu. Lutaram e Jesuíno acabou matando o sujeito, que em uma visita a mãe, descobriu ser o seu pai. Ele também fugiu e encontrou Marlinda a beira da morte, cuidou dela e contou que o coronel mandou matar seus pais para poder ficar com suas terras, ela então resolveu se vingar e matou o coronel, iniciou então um bando de fugitivos e desajustados. Ficou famosa como a Tirana, acabou atraindo a ira da polícia que matou Tirana e dispersou o bando.

    Bem, como mostra o pequeno resumo, essa estória é longa demais para caber no formato estipulado pelo desafio, o final ficou muito corrido. demais… O enredo é bem bolado e merecia um limite muito maior, digo até que merecia a ausência de limites. A linguagem apesar de regionalista é fluída e sem entraves, os personagens são bem estruturados, mas faltou espaço para eles brilharem mais. Um ótimo conto que merecia ser executado com calma. Parabéns e boa sorte!!

  3. Paula Giannini
    19 de dezembro de 2018

    Olá autor(a).
    Tudo bem?

    Resumo
    A trajetória de transformação de Marlinda, desde o nascimento, até o momento em que é morta como Tirana, a Rainha dos Cangaceiros.

    Meu ponto de vista

    Com uma forte vocação para o agreste, o conto nos traz um Brasil rústico e muito verdadeiro.

    A trama, do modo como se apresenta, cheia de revelações e reviravoltas, soa até como uma espécie e “faroeste caboclo”, não a música (mas também), mas em alusão a uma espécie de estilo aqui utilizado.

    O conto parte de uma personagem forte e constrói a narrativa a partir dessa figura, assim, mais que protagonista título, a personagem é a própria premissa que conduz a trama.

    Parabéns autor(a).
    Desejo sorte no campeonato.

    Beijos
    Paula Giannini

  4. Regina Ruth Rincon Caires
    19 de dezembro de 2018

    Resumo do Conto: Tirana (Corisco)

    Duas histórias que se desenrolam paralelamente e desembocam num mesmo epílogo. A jornada sofrida de Marlinda (Linda) e de Jesuíno. Da mesma terra, estradas diferentes e convergiram para o “reencontro” fatídico. Linda ficou órfã, precisou vender a fazenda a um “senhor de terras”, casou ainda novinha com um funcionário da prefeitura. Não foi feliz, armou uma emboscada para matar o marido e a amante, depois, fugiu da cidade indo sem rumo pelo agreste. Jesuíno, filho de mãe solteira, namorou Vitinha que era mulher casada com Gumercindo dos Reis. Os amantes fugiram dali e foram para a cidade grande. Logo Vitinha o abandonou. Desiludido, enveredou pelos maus caminhos e acabou baleado. Depois que se recuperou, quis voltar para a casa da mãe. Na volta, foi seguido pelo ex-marido de Vitinha e antes que ele o matasse, esfaqueou Gumercindo até matá-lo. Escondeu o corpo no meio do lixo. Procurou a mãe, que estava contrariada por ele ter fugido com Vitinha, e ela contou a Jesuíno que o pai que ele insistia em conhecer era Gumercindo dos Reis. Jesuíno, percebendo que acabara de matar o próprio pai, saiu desarvorado. Embrenhou-se pelo agreste. Depois de muito andar, encontrou Marlinda desfalecida. Contaram suas histórias, Linda ficou sabendo que os pais foram mortos pelo coronel Tibúrcio Miranda, o comprador da fazenda. Enfim, Marlinda e Jesuíno passaram a ter uma vida juntos. Voltaram à vila, tempos depois, e Linda atirou no Coronel, tirando-lhe a vida.
    Linda e Jesuíno tornaram-se cangaceiros. Linda era conhecida como a temida Tirana, tornou-se a rainha do cangaço. Tião, um dos cangaceiros, amava Linda. Ele era matador, e, por um desentendimento, Linda o expulsou do grupo. Bêbado, foi preso pela polícia e entregou o paradeiro do grupo. E assim, tomados de surpresa, os cangaceiros foram dizimados. Inclusive a amada Merlinda.

    Comentário/Avaliação do conto: Tirana (Corisco)

    Mesmo com constantes deslizes na escrita, o conto possui uma trama bem amarrada, uma construção elaborada. A inserção de “falas populares”, particularmente, quebra um pouco o encanto da narrativa. Mas, mesmo assim, a história prende a atenção do leitor. Ainda mais tendo como “pano de fundo” a intrigante história do grupo de Lampião, com ênfase ao traidor “Tião”. Marlinda (Tirana) é o coroamento da narrativa. Não há como desviar os olhos do texto, o leitor quer chegar ao desfecho. Há necessidade de uma revisão gramatical detalhada.

    Parabéns pela cadência da narrativa, pelo “casamento” perfeito das duas vertentes.

    Portanto, diante da decisão que me cabe, tendo no páreo: “Lena” (De Sica) e “Tirana” (Corisco), o meu voto vai para “Tirana” (Corisco).

    Boa sorte!

    Abraços…

  5. Wilson Barros
    16 de dezembro de 2018

    A História de Marlinda, que teve os pais assassinados em uma disputa de terra pelo Coronel Tibúrcio Miranda, casa com João Sereno e o mata por crime passional, forma uma dupla cangaceira com Jesuíno e finalmente é morta por soldados,” varada pelas balas de uma submetralhadora Bergmann”.
    Um conto magnífico, misturando o estilo regionalista, gauchesco, aventuresco; melhor que li até agora, cheio de emoções. Sem erros de português, esmerado, cuidadoso. Parece ter mais de duas mil palavras, de uma densidade hemingwayana. De leitura compulsiva, graças às aventuras, parece Júlio Verne em duas mil palavras, rs. Parabéns

  6. Leandro Soares Barreiros
    16 de dezembro de 2018

    O conto narra a vida de Deolinda e de Jesuino, apresentando-os como espécie de miseráveis que acabam se tornando mestres do crime. Ao longo da narrativa, percebemos as reviravoltas da vida de ambos, bem como acabaram ficando juntos.

    Gostei da história. Há algumas revisões para serem feitas. Certas passagens achei um pouco estranhas, como esta :

    “Era uma mulher decidida, forte e selvagem, porém mortal.”

    Por que porém? Ser forte, decidida e selvagem são atributos esperados de alguém mortal, então não há exatamente uma ideia de oposição.

    O texto, em si, é bastante convincente no que diz respeito aos personagens. Lendo me lembrei de algumas histórias do Gabo.

    A causa da morte dos pais de linda me pareceu ao mesmo tempo telegrafada de menos e de mais. Não tem surpresa, embora aparentemente fosse esse um desejo do autor. Sugiro, humildemente, que ou abra o jogo logo de cara preparando a vingança ou crie um mistério humanizando mais o coronel…

    O gênero do texto parece um western brasileiro meio biográfico e funcionou muito bem. Uma boa história, gostei bastante.

  7. Virgílio Gabriel
    16 de dezembro de 2018

    O conto narra a história de dois personagens: Primeiro Merlinda/Linda, que teve os pais mortos por um coronel interessado nas suas terras, e fugiu da cidade após matar o marido com uma amante; e depois, conta-se a história de Jesuíno, que fugiu com a mulher do pai – só veio a descobrir a paternidade depois -, e o matou para se defender. Após sua mãe revelar que ocorrera, foge e encontra Merlinda.

    O Casal passa a cometer crimes, e se tornam famosos. Até que um dia são traídos por um antigo membro do grupo, e Merlinda é morta pela polícia.

    Olha, eu gostei bastante. É muito difícil amarrar histórias com essa precisão, sem soar forçado. O linguajar, uma mistura de clima nordestino com português contemporâneo é interessante. Porém, percebi um ponto negativo, pelo menos para mim. Se a história foi claramente dividida em dois personagens, porque o autor acreditou que só nos interessaríamos pelo desfecho da Merlinda? E mais que isso, só ela consta no título. No meu ver, isso deveria ser melhor explorado. Talvez um título: “Tiranos”.

    A história do Jesuíno é tão cativante como a da Merlinda, mas parece que não o suficiente para o Autor.

    De qualquer forma, é um belo trabalho, dos melhores que li até agora. Parabéns.

  8. Jowilton Amaral da Costa
    9 de dezembro de 2018

    Conto mostra a estória de Marilinda uma mulher traída, que matou o marido e amante dele, e que se juntou com Jesuíno, um homem que matou o próprio pai, para se tornarem cangaceiros.
    Achei o conto bom. O início é muito melhor que o final. As primeiras estórias, a de Marilinda e de Juvêncio contadas separadas, ficaram bem boas. Depois que eles se encontram e viraram cangaceiros acontece uma queda muito grande na qualidade da condução da história. Ao meu ver ficou corrido demais, como se o autor não soubesse como fazer para terminar dentro do limite de palavras. Achei bem escrito e uma boa criatividade. Boa sorte no desafio.

  9. Ana Maria Monteiro
    7 de dezembro de 2018

    Observações: esta história dava um filme. Gostei bastante desta história que se conta e cumpre como uma sina, um desígnio.
    Prémio “Bonnie & Clyde”

  10. Amanda Gomez
    5 de dezembro de 2018

    História que narra a vida de dois personagens, Marlinda que mais tarde seria conhecida como Tirana e Jesuíno. Marlinda nasceu no sertão, filha de pais simples que morreram quando ainda era jovem num acidente. Marlinda era bonita, para cuidar de si vendeu as terras dos pais e casou-se. Tempos depois descobriu que o marido a traia e matou ele e a amante. Se embrenha no sertão e fica a ponto de morrer.

    Jesuíno filho de mãe solteira já estava cansado daquela vida, conheceu uma mulher casada e com ela fugiu para buscar uma vida melhor longe daquela pobreza. Tempos depois ela o abandona e ele acaba se envolvendo com negócios do submundo. Depois de quase morrer resolve mudar de vida, volta a cidade para encontrar a mãe. Lá ele é reconhecido pelo marido da mulher com quem fugiu. Matando-o. Encontra a mãe e descobre que o homem que matou era seu pai.

    atordoado foge e encontra Marlinda no caminho, os dois fica juntos e ele a ajuda numa vingança ao saber que os pais foram assassinados. O tempo passa e eles se tornam o terror do sertão, até que encontram seu destino com a morte.

    ———————————————

    Nossa, tem contos difíceis de fazer resenha curta..
    Gostei do seu conto, Corisco. É instigante, gosto de história regionais.. se é que essa é a classificação correta. Apesar de uma narrativa rápida no que diz respeito aos acontecimentos os dois personagens foram bem trabalhados, personalidades, história de vida, não faltou nada nesse sentido. Do meio pro final me senti um tanto perdida, tudo se acelera ainda mais, entendi que formaram um cangaço, vieram outros personagens, outros amores, mas senti esse final muito corrido, pouco desenvolvido se for comparado ao cuidado com o começo. Mas não tira o mérito no geral do trabalho, é um bom conto, acredito que vai longe. Claro, dependendo do concorrente hehe.

    Parabéns!

  11. rsollberg
    4 de dezembro de 2018

    Fala, Diabo Louro!

    Storyline: A incrível e surpreendente história de Linda, Marlinda, do nascimento até a primeira morte, da vingança até o descaminho. A jornada do herói, ou melhor, da heroína, até se tornar uma lenda.

    Conto muito bem escrito. Com um ritmo alucinante, cuspindo acontecimentos e histórias a cada duas frases. Me impressionou muito uma jornada deste tamanho caber em 2000 mil palavras, tanta história em tão pouco espaço. Um faroeste caboclo lampião em cinco minutos ao invés de nove. A habilidade do autor em dizer tanto em pouquíssimas palavras pode ser ilustrada bem construído trecho “Corria como onça. Estudou o bê-á-bá, fez vacina contra varíola. Cresceu, floriu. Quando passava pela rua, os rapazes a seguiam com os olhos ávidos e depois iam descascar banana.” Cada palavra é aproveitada, nada é gratuito. Um conto que não enche linguiça em nenhum momento. Habilidade ímpar de sintetizar grandes acontecimentos.

    Porém, como a policia também está de pé, vou fazer apenas um pequeno apontamento no final. No derradeiro trecho a qualidade de suma não conseguiu alcançar o resto do conto. No meu entendimento, ficou corrido. A introdução de inúmeros personagens me desconectou, ainda que tenha entendido a proposta do autor.

    De qualquer modo, parabéns pelo grande trabalho.
    Confronto durissimo.

    Boa sorte

  12. Pedro Paulo
    4 de dezembro de 2018

    RESUMO: Se estivesse com pressa, poderia dizer que o conto é sobre a ascensão e a queda de um bando cangaceiro liderado por uma mulher. Tudo é tratado com muita agilidade se iniciando verdadeiramente no encontro de dois personagens, Marlinda e Jesuíno, cada qual com sua jornada individual relatada pelo autor. É no encontro deles que temos respostas a situações anteriores e então vemos se formar o bando e, depois, acabar-se numa emboscada. O resto é lenda.

    O CONTO: Terei que fazer um comentário de forma mais breve, então começarei meu elogio ao lado técnico, pois é notório que além de um domínio da linguagem que empregou para dar um sutil tom regionalista à leitura, soube escrever de forma muito bem articulada, apresentando uma sucessão de fatos com fluidez, deixando tudo gostoso de se ler, ao mesmo tempo em que adiantava a história até onde queria chegar. Portanto, ao tratar de duas histórias completamente diferentes para chegar em uma, conseguiu prender o leitor. É mérito de uma boa escrita!

    Quando ao enredo, conhecendo um pouco o cangaço e então compreendendo como geralmente se dá a trajetória desses indivíduos das brenhas sertanejas, apreciei a maneira como conseguiu imbuir a questão de honra e vingança, típicas do cangaço, dentro de uma perspectiva feminina, apresentando uma personagem cativante que desde o começo mostrou traços de sua “brabeza”. Da mesma maneira, achei pertinente ter apresentado a dinâmica dentro do próprio grupo de linguagem e vi graça ao se utilizar do que Drummond fez em seu texto “Quadrilha”. Mesmo que breve, é um exemplo da escrita inteligente que se encontra em todo o texto. Dessa dinâmica é que veio o conflito que procedeu na emboscada e no extermínio do grupo. Pensando bem, seguiu da mesma maneira como geralmente ocorria aos bandos e aí coloco uma crítica.

    Contou uma ótima história de um bando de cangaço, do seu início ao fim, enfático em duas personagens e dando a novidade de uma líder mulher. Infelizmente, essa acaba sendo a única inovação e a narrativa acaba um pouco previsível. Penso que o autor poderia ter dado mais atenção ao impacto de uma líder feminina num universo amplamente dominado por homens. Óbvio que meu pedido não é por um conto de “lacre”, puro “girl power”, mas penso que implicações reais, mesmo dentro da tendência veloz do conto, poderiam ter sido exaltadas. Além disso, a emboscada pareceu apenas uma consequência comum, sem muito impacto, justamente por seguir o “tradicional” das histórias mais famosas do cangaço (porque sei que me lembro de verdade de poucas delas).

    Um ótimo conto. Parabéns!

  13. Ana Carolina Machado
    30 de novembro de 2018

    Oiiii. Um conto sobre uma moça chamada Marlinda e que era uma moça realmente linda. Começa com a fase inicial da sua vida, morte dos pais, que mais tarde iremos descobrir que não foi acidente como parecia e o casamento que não terminou muito bem para nenhum dos envolvidos. Marlinda ao se ver traída atira no marido e na amante e se coloca em uma caminhada pela caatinga depois que considera ter lavado a sua honra. Após esse momento inicial entra na história o Jesuíno. Rapaz criado somente pela mãe e que devido a uma paixão foge levando as economias da mulher. As coisas na cidade não saem como o esperado e ele se ver deixado pela Vitinha e envolvido no mundo da prostituição vira gigolô, porém novamente as coisas dão errado e ele para no hospital, lembra da mãe e da cidade. Resolve voltar. A mãe o recebe com frieza e para seu choque e dor revela o nome do pai do rapaz. As histórias de sofrimento de Marlinda e Jesuíno se cruzam quando ele encontra a moça caída e decide a ajudar, tanto a alimentando como na vingança que ela desejava contra quem matou os pais dela. Ela consegue o que quer e na verdade consegue bem mais do que isso. Vira rainha dos cangaceiros e é conhecida como Tirana, mas a história dela não tem um final feliz, morre por causa de uma traição de Tião que entregou o paradeiro deles. Um conto muito bem narrado e ambientado que acompanha toda a trajetória de Marlinda desde o seu nascimento até o fim da sua vida. Parabéns pelo conto. Abraços e boa sorte no desafio.

  14. Sidney Muniz
    28 de novembro de 2018

    Resumo:

    Aqui temo a historia de Marlinda, que após descobrir a traição mata o marido e a amante e daí então entra numa jornada onde encontra Jesuíno e ambos vão juntis formar um bando, roubar bancos… e aí história caminha até o dia em que Marlinda é morta depois de ser dedurada por Tião.

    Bonita, sensual. Femme fatale. – Femme fatale para mim não funcionou, quebrou de forma abrupta a narrativa.

    Critério nota de “1” a 5″

    Título: 4 – É bom, mas…!

    Construção dos Personagens: 4 – Não achei excelente devido a termos personagens demais e falta de espaço para que entendamos melhor a presença de alguns e até mesmo a própria Marlinda que em geral acaba sendo um pouco rasa demais.

    Narrativa: 4 – Em alguns pontos me desconectei, mas no geral é muito boa.

    Gramática: 5 – Não vi nada de mais!

    Originalidade: 3 – Achei que o texto fez um pouco de alusão a Maria Bonita e Lampião; e a referência não me deixa dar uma nota maior, por mais que hajam as discrepâncias, não é algo novo.

    História: 3 – Achei que um pouco depois do meio do conto para frente o autor(a) por medo de não dar tempo de entregar o conto ou por pressa não fechou bem a história.

    Agora fiquei pensando que esse também pode ser o conto da Iolanda… Algumas coisas me lembraram a escrita dela… Será? Caçapava!

    Mas voltando… Bom conto, porém o desenvolvimento final dele decaiu em minha opinião.

    Total de pontos: 23 pts de 30

  15. Júlia Alexim
    28 de novembro de 2018

    O conto trata da história de Marlinda seu nascimento, morte de seus pais, seu casamento, o episódio em que ela mata o marido. Conta também a história de Jesuíno que, seduzido por Vitalina, rouba as economias da mãe e foge da cidade. Abandonado por Vitalina, Jesuíno volta a sua cidade, encontra Gurmecindo, exmarido de Vitalina e o mata. Jesuíno vai ver sua mãe e descobre que Gurmecindo é seu pai. Jesuíno e Marlinda se encontram vivem juntos como cangaceiros. Marlinda se torna a rainha dos cangaceiros e é morta. O conto tem belas descrições e nos faz pensar no sertão. Poderia, contudo, ser um romance, muitos fatos e personagens. Acaba por faltar um acontecimento um ponto de tensão.

  16. Das Nuvens
    26 de novembro de 2018

    Caro Corisco,

    Resumo: duas histórias que se entrelaçam, a de Linda e a de Jesuíno. Formando um casal saem pelo sertão fazendo arruaças, roubando e matando gente.

    Comentários: história meio faroeste meio cangaço, com cenas de duelos e homens jogando cartas em um “saloon”. Quem saca mais rápido? Linda com dois Colt 45 é mais rápida que a lugger do coronel (mais adiante uma metralhadora Bergmann rola suas balas no grupo cangaceiro). Bonnie & Clyde (?).
    Uma história que não é nova, contada mais uma vez. Parece um pouco a história de Lampião (mais ao final) com sinal trocado. Não é mal, mas, como disse, não é nova.
    Tem alguns pecados narrativos. Um deles é o uso frequente de palavras dissonantes ao ritmo do conto, tais como “orla”, “femme fatale” ou “perscrutaram”, fazendo o narrador oscilar entre culto e caipira durante o relato.
    Um drama com assassinatos e duelos com um ritmo bom.

    Boa sorte no desafio.

  17. Fheluany Nogueira
    24 de novembro de 2018

    “Esta é a história de Marlinda, que foi Linda, que foi Tirana” — a rainha dos cangaceiros. A trama é composta por duas histórias em paralelo: Marlinda, vítima de uma disputa por terra e, mais tarde da traição do marido e Jesuíno, outra sacrificado da opressão e da miséria. Assim, na terceira parte, o encontro dos protagonistas entrelaça as narrativas, misturando os destinos que no final, pelo que entendi, eram iguais. Na quarta divisão do texto, é relatada a formação de um bando liderado por Marlinda, mas que, por condições banais, acaba se desintegrando. São como pecinhas de um quebra-cabeças: menos importa o método escolhido para montá-lo; o mais importante é encaixá-las perfeitamente para que no final elas façam sentido juntas, revelando a motivação de cada personagem e a busca da vingança.

    A estrutura da narrativa é simples, é a combinação básica de duas parcelas, na qual duas histórias separadas são contadas consecutivamente, uma após a outra para se combinarem no clímax, na resolução do conto. Pelo sotaque nordestino da linguagem, pela ambientação, pela apresentação dos personagens, pareceu-me uma releitura da história de Lampião e Maria Bonita.

    O ritmo com que as histórias se misturam e a inteligência com que se aborda uma e outra subvertem a construção linear, constroem a tensão textual, desvendando os mistérios e convidando o leitor a experimentar nova e agradável possibilidade. Apesar de que, penso, faltaram mais ação e diálogo na narrativa, elementos integrantes do “mostrar”, ao invés de “contar”. Descrever serve para colocar o leitor na pele da personagem, provocar-lhe as mesmas sensações narradas, porém a personalidade dos protagonistas ficou desenvolvida, faltou algo mais.

    A escrita valoriza o contexto, a oralidade é o tom discursivo de toda a narrativa, e é oportuna em função do estrato social apresentado. Interessante o uso das frases-feitas, ditos populares e a alusão ao poema “Quadrilha” de Drummond, que colaboram na construção e enriquecem o texto. Estilo e conteúdo se amarram bem.

    Há algumas falhas no uso da vírgula, acentos e emprego de pronomes ou tempos verbais, mas nem vou citar quais as ocorrências, já que em nada prejudicaram o texto.

    Parabéns pelo trabalho. Abraço.

  18. Miquéias Dell'Orti
    22 de novembro de 2018

    RESUMO:

    O texto conta a história do encontro de Marlinda e Jesuíno, duas pessoas que, cada qual a sua forma, tiveram as mesmas experiências de vida que acabaram por moldar seu caráter: uma desilusão amorosa e um assassinato (ou dois, no caso de Marlinda) por motivos passionais.

    Após o encontro, tornaram-se cangaceiros e começaram a roubar para subsistir. Com o tempo formaram um bando, Marlinda se tornou a líder e foi apelidada de Tirana.

    Desse bando, Felício (um cabra que amava Belinha, que amava Tião, que amava Marlinda, que não tinha nada com Jesuíno, por incrível que pareça) matou a amada por não correspondência, fazendo com que Marlinda mandasse Tião matar o infeliz Felício.
    Problema: Tião matou o “Infelício”, mas matou também um tal de Carrapato que zombou dele.
    Resultado: Marlinda expulsou Tião matador, que era um bunda mole lá no fundo e entregou o paradeiro do bando. No fim, a polícia invadiu o esconderijo da Tirana e rasgou ela a tiro com uma Bergmann.

    MINHA PERCEPÇÃO:

    Gostei do conto. A história de vida de Marlinda é triste, mas interessante. Mulher forte e de fibra. Felício não fica atrás nesse quesito. A desilusão e o assassinato do marido traído trazem potência ao personagem.
    Gostei das citações no decorrer do texto, como “Chora que a vida não é fácil!” ou “A cama não foi feita só para dormir.”. Deram um toque especial ao conto.

    Minha única observação: a história possui início e desfecho satisfatório, mas parece que faltou algo no recheio. Jesuíno é um ótimo personagem, mas some definitivamente na parte final, dando espaço para uma porção de gente que não havia sido apresentada antes. Acho que faltou dar uma atenção para ele, só pra não ficarmos com a impressão de que ele foi apagado do mapa no final.

    É isso. Um ótimo conto. Parabéns!

  19. Fabi
    21 de novembro de 2018

    Texto arretado de bom que nos remete ao sertão do Brasil e a aridez da vida nesta região do Brasil. O texto narra e descreve dois personagens centrais que tem suas vidas pautadas em traumas de dramas humanos baseados no coronelismo local. É interessante, me pareceu inédito, mas ao mesmo tempo clichê.

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Publicado às 20 de novembro de 2018 por em Copa Entrecontos e marcado .