EntreContos

Detox Literário.

Elvis Não Morreu (Henri du Cavagnac)

Na primeira vez em que o vi eu tinha apenas oito anos e corria em ziguezague tentando escapar das pedras que passavam zunindo por mim. Em 1957 eu morava na zona rural de uma cidade pequena e precisava andar bastante para vencer o trajeto entre o grupo escolar e o sítio onde morava com meu pai.

Naquele dia, assim como em muitos outros, eu percorria esta distância como um velocista, correndo para fugir de um menino chamado Patrick e dos seus comparsas.

Não era sempre que vinham atrás de mim, e, quando vinham, geralmente desistiam logo de me caçar antes do meio do trajeto, mas desta vez parecia que estavam determinados a me arrancar uns dentes sem anestesia.

Para dificultar o intento dos meus perseguidores, saí da rodovia e disparei pela mata, sumindo na vegetação espessa da margem do caminho. O capim arranhava minhas pernas e os galhos enganchavam na minha pasta colegial, mas ainda resistia em mim a patética esperança de escapar ileso. Podia ouvir os gritos dos meninos, o som das plantas batendo em suas pernas enquanto corriam. Virei a cabeça para vê-los e acabei tropeçando em uma raiz saltada, coberta pela gramínea. Já ia me levantar para voltar a correr quando ouvi uma voz me chamando.

– Ei menino, fica aí mesmo… não faça nada, eles não vão te ver.

Olhei em volta e não vi ninguém. Então me agachei e controlei minha vontade de correr. Fiquei ali parado com a respiração suspensa e os olhos fechados, imaginando que aquele seria o último dia da minha vida.

Os garotos logo me alcançaram, mas, como se de fato não me enxergassem, passaram direto e continuaram correndo e gritando ameaças. Deixei que se afastassem até uma distância segura e me virei na direção de onde a voz havia vindo.

– Onde está você?

A moita de capim se moveu ao meu lado e de dentro dela saiu um cachorro grande e amarelo. Fiquei olhando para o cão esperando que o dono surgisse atrás dele, mas meus pensamentos foram cortados pela mesma voz que havia falado comigo.

– Por favor, não grite.

– Você fala?

Era o tipo de pergunta que não precisava de resposta. Ainda assim, talvez sensibilizado pela minha perplexidade, foi me explicando tudo sobre o seu planeta, a missão que o trouxera aqui e de como acabara ficando perdido na Terra. Deixado para trás pelos de sua espécie. Falava estas coisas às vezes animado e noutras triste. Devia sentir saudade.

Elvis. Esse era o nome que ele havia escolhido para si mesmo. Era fã do cantor e me contou que assistia, sempre que dava, os shows que passavam na televisão. Perguntei quem era o seu dono e ele me lançou um olhar decepcionado.

– Não tenho donos.  

Senti-me mal diante da minha pergunta. Aquele não era um cachorro qualquer, mas um visitante intergaláctico em missão ao nosso planeta. Eu precisava me acostumar a esta realidade não para cometer outras gafes.

Enquanto andávamos Elvis me perguntou se na minha casa havia televisão. A pergunta foi feita com alguma relutância pois eu não o havia convidado ainda para ficar lá, e Elvis conhecia bem as regras de etiqueta.

– Tem sim, fica na sala. Respondi rápido para diminuir o seu constrangimento.

Ele olhou para mim, sorrindo. Imaginei que planejava encontrar uma casa onde pudesse ver o seu xará famoso na TV. Eu já não me importava mais com nada. Que ele falasse, que ele sorrisse, ou que me deixasse invisível… Nunca tinha tido um bichinho, e aquele seria todo meu. Fiz o trajeto para casa saltitando de felicidade e acenando para todos que conhecia para que vissem meu cão.

Quando chegamos em casa, papai estava na garagem deitado embaixo do Buick Electra do meu professor de história. Havia outros carros sob as árvores esperando conserto. Meu pai era o melhor mecânico da cidade, só não tinha mais clientes por causa da história da minha mãe.

Avisei que havia chegado e que trazia um amigo. Queria mostrar o Elvis para ele e dar risadas com a cara que ia fazer quando o cachorro começasse a falar. Mas no momento em que papai se levantou limpando a graxa do rosto com uma estopa, o meu novo amigo tinha desaparecido. Devia estar fazendo o truque da invisibilidade novamente, pensei.

Procurei Elvis por toda parte, mas ele só foi reaparecer quando ligamos a televisão depois da sopa. Não ficou no tapete sob os meus pés como seria o esperado para um cachorro comum, mas sentou muito empertigado na poltrona que mamãe costumava usar e começou a diminuir enquanto sua pele fazia ondulações assustadoras. Quando o processo de transformação terminou ele havia virado um “hamster” cinza claro e foi se alojar no meu colo. Então dormiu.

Aquilo tudo aconteceu com papai sentado conosco na sala. Desde a chegada do Elvis à poltrona, passando pela sua estranha mutação, meu pai não deixou um segundo de assistir a um programa de perguntas e respostas que ele adorava. No último ano não conversávamos muito, e era raro vê-lo interessado em qualquer coisa que não fosse motores de carros, então eu o deixei lá, fazendo o que gostava. No dia seguinte eu o apresentaria ao meu novo amigo.

Quando acordei, Elvis estava pousado na janela. Soube que era ele porque o pequeno pássaro me deu bom dia. Perguntei se ele podia me transformar também. Ele fez sim com a cabecinha azul. Cheguei ao parapeito da janela e fechei meus olhos esperando o milagre. Quando os abri continuava apenas um menino, mas Elvis estava diferente. Sua densidade havia diminuído drasticamente, tanto que era possível enxergar as coisas através do seu corpo.

– Estou há muito tempo aqui, garoto. Meus poderes estão enfraquecendo. Chegou a hora de voltar para casa.

Naquele dia ele ficou muito fraco pela tentativa em me transformar também. Coloquei seu levíssimo corpo de passarinho numa caixa acolchoada e deixei que dormisse o dia inteiro.

Pensei o resto do dia em minha mãe. A hora em que mais sentia falta dela era quando ia dormir. Ela sempre vinha ao meu quarto para me cobrir com um lençol cheiroso, me beijar e fazer comigo a oração do anjo da guarda. Dizia que se nunca mais abrisse os olhos o anjo me levaria voando até o céu. Mas uma noite eu fechei os olhos e quando acordei soube que ela havia partido.

Nunca tinha visto o meu pai chorar até aquele momento. Alguns vizinhos se espalhavam pelos nossos cômodos. O carro novo havia sumido também, assim como as roupas dela. Demorei a entender toda aquela confusão e por qual motivo as pessoas falavam sobre o homem do banco. Eu olhava para o armário aberto com um lado todo vazio e pensava se havia feito alguma coisa errada para que aquilo acontecesse.

Era jovem demais para saber que minha mãe havia fugido com o seu amante, o pai do Patrick, mas senti na carne os efeitos desta decisão. As surras na escola, o desprezo das pessoas pelo meu pai, os carros esvaziando no pátio, o dinheiro mais curto. Mas nenhuma destas coisas me fazia ficar com raiva dela, eu só queria que ela voltasse para nós.

Na noite em que jogaram pedras nas janelas de nossa casa, papai começou a formular planos para irmos embora. Eu não queria ir, mesmo com a situação que estávamos vivendo, pensava estar em nosso sítio para receber mamãe se ela voltasse. Mas às vezes sonhava com uma casa nova com quintal, onde pudéssemos viver sem passado e sem pedras. Contei os planos de meu pai para o Elvis. Meu amigo apenas me olhava, calado e paciente, sem querer atrapalhar todo aquele fluxo de entusiasmo pueril.

– Não posso ir com vocês.

– Por que? Papai não se importa. Você vai gostar, Elvis.

– No dia em que a nave partiu eu estava na mata onde você me encontrou.  

Então ele se calou e olhou para o céu, e naquele olhar expressou a imensidão de sua saudade. Também me calei pela falta de qualquer argumento. O céu para ele era como a minha mãe para mim, não podia pedir que ele fosse conosco.

A cada dia que passava eu via o meu amigo ficar mais fraco, ainda assim ele fazia questão de me acompanhar pela floresta até um ponto bem perto da escola, quase no mesmo lugar onde nos vimos pela primeira vez, e depois ficava esperando, pacientemente, que a minha aula terminasse para que voltássemos ao sítio.

A vida seguia calma. Elvis se aproximou de papai, mas nunca usou nenhum de seus superpoderes para impressioná-lo. Ao contrário, agia como se fosse um cachorro absolutamente comum, e até permitia que papai passasse os pés no pelo de suas costas quando se deitava na frente do sofá da sala. Aprendeu a gostar dos programas de perguntas e respostas, mesmo ficando um pouco frustrado por saber quase todas e não poder responder.

As pessoas pareciam ter começado a esquecer da traição da minha mãe, e até chegavam mais carros para meu pai consertar, as coisas se ajustavam e papai falava cada vez menos em ir embora. No domingo, quando chegamos da missa, Elvis mal podia se conter para falar comigo. Pediu que eu o acompanhasse até os fundos da casa e apontou para uma estrela exatamente igual a todas as outras. Fiquei lá olhando sem entender até que ele me explicou:

– Olha, George! Ali! E tentava fazer um triângulo com suas patinhas felpudas. – Ali está a minha nave, olha! Estão voltando!

Eu continuava sem conseguir distinguir a nave dele no meio da miríade de estrelas que cobria o céu como um bordado brilhante. Mas isso pouco importava, Elvis estava radiante e sua alegria me fazia sorrir.

Poucos dias depois, assim que terminei a lição da escola, Elvis veio me avisar que estava tudo combinado. Havia feito contato com os tripulantes da nave e viriam busca-lo no dia seguinte.

– Mas, já? Perguntei um tanto aflito com a iminente partida do meu melhor amigo. Pensava que, afinal, este dia jamais iria chegar.

– Nossa tecnologia é muito mais avançada do que a do seu plan… Não chegou a completar a frase pois percebeu que estava sendo rude. Sorri para mostrar que não havia me chateado.

No dia seguinte fizemos como o habitual: fui à escola e na hora da saída andei até o lugar marcado para o encontro dele. Ia tão distraído pelas emoções que não percebi que estava sendo seguido. Mal havia sentado ao seu lado num galho caído e os garotos apareceram nos cercando. Não acreditei que via a minha frente aquela cara feia do Patrick e seus amigos idiotas. Elvis se levantou imediatamente, rosnando.

– Então é com este vira lata que você tem andado? E a vadia da tua mãe, tem notícia dela?

– Pergunta para o teu pai, Patrick!

Patrick era um menino covarde. Era muito mais velho que eu e só andava em bando para não dar chance de defesa às suas vítimas. Eu olhava ao meu redor tentando me preparar para o iminente ataque. A raiva me fazia tremer. Sabia que ia apanhar muito, mas a adrenalina me deixava corajoso. Parti para cima de um deles que não esperava a minha atitude. Segurei o garoto pelos ombros e dei uma joelhada bem no meio de suas pernas. Os outros demoraram alguns segundos olhando para o amigo rolando de dor no chão, mas antes que eu pudesse fugir, dois deles me agarraram puxando meus braços para trás.

Foi tudo muito rápido. Patrick foi para cima de mim, mas não teve a chance de me socar na barriga, Elvis saltou sobre o menino derrubando-o no chão e apertando os dentes em sua garganta.

Eu me debatia enquanto os meninos me seguravam, e sem que eu pudesse fazer nada vi quando um deles deu um chute na cabeça do meu cachorro.

Aproveitando a fraqueza momentânea de Elvis, um deles tirou o suspensório da calça e enlaçou o pescoço do cão, usando o elástico como uma coleira. Levei vários socos naquele dia. Murros, chutes, pés pisando o meu rosto, mas nada doeu tanto quanto ver aqueles monstros arrastando Elvis para trás das árvores e ouvir seus ganidos enquanto estraçalhavam seus ossos.

Antes de desaparecer arrastado pelos meninos ele virou o rosto em minha direção e sussurrou uma frase que só eu entendi.

– Vai ficar tudo bem.

Mas ele e eu sabíamos que não ia ficar. Havia aflição naqueles grandes olhos cor de mel, havia frustração por não poder fazer nada, e o desespero de estar tão perto de voltar para sua casa e ver toda a sua esperança ser destruída por aqueles moleques cretinos e sem serventia alguma para o universo.

Apaguei por algumas horas. Quando acordei já era o começo da noite. Mesmo cheio de dor procurei Elvis no local onde o haviam levado, chorando e gritando o seu nome, mas sem ter uma lanterna ou alguém para ajudar, não tive nenhum sucesso. Fui andando devagar até chegar em casa e cair sobre os degraus da porta da frente.

Passei vários dias no hospital. Pedi ao meu pai para que fosse procurar o nosso cão. Ele e alguns vizinhos fizeram várias buscas, mas ninguém encontrou seu corpo. De certa forma isso me dava alguma esperança. Pensava que talvez tivesse sido resgatado pelos seres do planeta dele, ou que tivesse conseguido se transformar em um bicho pequeno antes que o tivessem matado.

A polícia entrou na história e os meninos sumiram para evitar que fossem mandados para alguma instituição correcional.

Nunca mais vi Patrick ou seus amigos, e também nunca deixei de pensar em Elvis e na possibilidade de um dia reencontrá-lo. No fim daquele ano meu pai finalmente cumpriu sua palavra e nos mudamos para uma cidade grande.

Mamãe e o homem com quem fugiu não voltaram mais para a nossa cidade, mas acabamos sabendo onde estavam morando, e que eles tinham tido uma filha. Ela nunca me procurou e eu resolvi seguir a minha vida apesar desta saudade.

Não segui os passos do meu pai: fiz faculdade, terminei jornalismo e dava aulas na universidade pública da cidade onde morava. Geralmente às sextas eu saía com os outros professores para beber nos bares do centro. Estava no estacionamento me preparando para ir ao encontro deles quando senti alguém perto de mim.

Era um cachorro, não qualquer cachorro. Um grande e amarelo com ar de nobreza e uma cicatriz bem marcada na cabeça. Ficamos nos olhando por um tempo sem nada falar. Em todos aqueles anos vi muitos grandes cães amarelos e nos olhos de cada um deles não encontrei o brilho que distinguia o meu de todos os outros. Entrei no meu carro, abri a porta do lado do passageiro e bati a mão de leve no banco. O cão pulou com toda confiança no assento ao lado do meu. Fechei o carro e partimos.

– Porque demorou tanto, Elvis?

Ele olhou para mim e sorriu. Teríamos muito tempo para conversar.

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55 comentários em “Elvis Não Morreu (Henri du Cavagnac)

  1. iolandinhapinheiro
    17 de dezembro de 2017

    Olá, Henri.

    Vou te confessar uma coisa. Estava evitando ler o seu conto, sabe? Esses textos que envolvem maus tratos a animais mexem muito comigo. Assim quando vejo manchetes, vídeos e coisas relativas a este tema eu nem abro o arquivo.

    Aqui, infelizmente, foi inevitável. Afinal o seu conto faz parte do concurso e eu me vi na obrigação de ler.

    Como eu previa, seu conto me fez chorar. Não faz muito tempo que eu perdi meu cãozinho e não me recuperei (acho que jamais conseguirei) desta dor. Ainda que tenha me feito lembrar de dias tristíssimos, eu achei seu conto lindo. Vc escreve de modo envolvente, direto, simples e bonito. Gosto disso de não forçar metáforas elegantes para o conto parecer rico. Dentro da simplicidade do texto, eu encontrei a beleza.

    Parabéns. Agradeço pelas emoções que me proporcionou.

    Um grande abraço.

    Iolanda.

    • Henri Explicativo.
      17 de dezembro de 2017

      Fica assim não. Depois que terminar o desafio a gente conversa, tá?

  2. Sigridi Borges
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Henri!
    Gostei muito do seu conto. Fiquei presa do início ao fim.
    Sei que uma animalzinho sempre é um ponto positivo.
    Claro que, nesse caso, todo o seu talento na escrita foi o que mais me tocou.
    A ideia de fazer com que Elvis se tornasse invisível e também se transformasse em outro animal foi uma ideia genial.
    Fiquei chocada quanto aos maus tratos com Elvis. Quase chorei.
    Parabéns!
    Gostei muito do final também.
    Obrigada por escrever.

    • Henri Explicativo.
      16 de dezembro de 2017

      Que comentário lindo! Feliz aqui!

  3. Mariana
    16 de dezembro de 2017

    Cachorrinhos são um golpe baixo, ainda mais simpáticos como o Elvis. Um conto com a pegada Conta comigo do Stephen King, aliás, as crianças estão dominando no desafio. A fluidez da escrita é elogiável, a empatia criada também. Gostaria foi saber mais sobre a mãe e os motivos do abandono, bem como sobre os verdadeiros sentimentos do protagonista em relação ao caso, autor tem material para um segundo conto. Parabéns e boa sorte no desafio

    • Henri Explicativo.
      16 de dezembro de 2017

      Olá, Mariana. A ideia era falar mais sobre o romance da mãe, a fuga com o cara mais rico da cidade (pai do Patrick) e falar sobre o alienígena, que assumiria a forma verdadeira. Infelizmente eu não tive como aprofundar estas vertentes do conto dentro do limite de 2500 palavras. Eu, inclusive, usei exatamente 2.500 palavras. Mas eu gostei da sua sugestão. O conto merece crescer. Abraços e obrigado pelo comentário.

  4. Fheluany Nogueira
    16 de dezembro de 2017

    Superpoder: O menino teve o poder de conquistar a amizade do cão-alien e este tinha o dom da invisibilidade e transformação.

    Enredo e criatividade: Sabor sessão da tarde, uma história repleta de ternura, com cão e criança, indicada para qualquer idade. Os subtemas do bullying, abandono da mãe geram solidariedade do leitor. Como não conquistar? O nome do alien foi boa sacada e pode usar como título a famosa frase. O regresso de Elvis foi outra sacada interessante porque mostra gratidão e sinceridade tocando ainda mais a sensibilidade do leitor.

    Estilo e linguagem se casam com o assunto, em abordagem fácil, agradável e ritmo fluente. Diálogos naturais. Pequenos deslizes gramaticais na pontuação e um excesso de informação não prejudicaram a leitura e o entendimento do texto.

    Apreciação:
    Parabéns pelo trabalho! Gostei da ideia e da execução. Abraços.

    • Henri Explicativo.
      16 de dezembro de 2017

      Fátima. =)

  5. Givago Domingues Thimoti
    15 de dezembro de 2017

    Olá, Henri

    Tudo bem?

    Cachorros são seres magníficos, “fofíneos”. Quem teve ou tem sabe do que estou falando.

    Gostei da história. Foi simples e tocante. A leitura foi rápida e envolvente.

    A única questão negativa que encontrei foi alguns erros gramaticais. Em minha opinião, faltou algumas vírgulas em vários pontos do texto.

    Parabéns pelo texto e boa sorte!

  6. angst447
    14 de dezembro de 2017

    Olá, Henri, tudo bem?
    Um conto fofinho/chub que poupa as criancinhas e o cãozinho (era o Elvis mesmo no final, né?). Como não amar?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com sutileza de um filme da sessão da tarde. O conto tem até o poder de arrancar lágrimas dos mais sensíveis, mas não de mim, né ..sniff…rs
    A leitura flui sem problemas, do começo ao fim, mantendo um ritmo agradável. O abandono da mãe nem precisava de maiores explicações. Só dizer que ela se foi e pronto. Aí a raiva do povo poderia ter sido provocada pela suspeita de maus tratos sofridos pela mulher e que o responsável pelo seu sumiço era o pai do menino.
    Faltaram algumas vírgulas e pelo menos um acento (busca-lo > buscá-lo), mas nada grave.
    Boa sorte!

    • Henri Explicativo.
      15 de dezembro de 2017

      =) Era o Elvis mesmo no final.

  7. Estela Goulart
    14 de dezembro de 2017

    Olá, Henri. Antes de mais nada, confesso que chorei. Sei que parece meio besta, mas desde quando li a introdução e associei com a imagem percebi que esse conto me conquistaria, afinal amo animais. E o enredo não decepcionou, embora faltasse mais explicações sobre o Elvis.. Ah! Ele deve ser muito demaaaaais! Sério.. Pena que tinha limite de palavras. Enfim.. eu amei. A escrita flui, não tem tantos erros, se adequa ao tema. Parabéns e boa sorte.

    • Henri Explicativo.
      15 de dezembro de 2017

      Os cachorros que inspiraram o Elvis fariam você chorar muito mais.

  8. Miquéias Dell'Orti
    13 de dezembro de 2017

    Oi,

    Poxa, que história bacana!

    A relação do menino com o alienígena (que não era um cão, obviamente) acabou por ser uma história sobre amizade bastante bonita.

    Os diálogos estão bem construídos… na verdade, a narrativa como um todo está muito bem construída. Não há pontas soltas, a escrita é ótima, o ritmo nos faz terminar rápido, e com um sorriso no rosto, afinal.

    No fim, Elvis salvou o garoto se sacrificando (ou não? Não consegui chegar a uma conclusão sobre isso) e voltou anos depois para visitá-lo. Enfim, tentando não ser clichê, mas já sendo, uma amizade que ultrapassa as fronteiras do universo 🙂

    Parabéns pelo ótimo trabalho!

    • Henri Explicativo
      14 de dezembro de 2017

      Acertou tudo, Miquéias! Elvis se sacrificou, mas ele sabia que os companheiros de seu planeta o restaurariam. Ele voltou muitos anos depois para rever o menino, que agora era um homem. Havia uma sintonia forte entre os dois por isso ele só manifestava seus poderes na frente de George, e também se ele fizesse isso na frente de todos descobririam que ele era um alienígena. Adorei este seu comentário. Abraços!

  9. Catarina
    13 de dezembro de 2017

    Henri, você resolveu fazer dupla com o seu vizinho Foster? Dois contos ternurinha de mãos dadas. E ambos cheios de clichês e muito piegas, mas também muito bons. São até parecidos.

    “Elvis não morreu, voltou pra casa” (última cena de MIB) e “ET, minha casa” (fala principal do extraterrestre dedudo e simpático do Spielberg); estas frases ficaram na minha cabeça o tempo todo em que lia o conto e acho que foi proposital: mensagem subliminar das boas.

    Criança + cão + fantasia = felicidade e sucesso no EC, embora eu ache que deu uma encerada desnecessária na trama, poderia ser mais ágil.

    Por favor, Henri Explicativo, não precisa explicar.

  10. Luis Guilherme
    12 de dezembro de 2017

    Ola, amigo, td bem??

    Qur conto bonito! Retrata muito bem a amizade sincera que é possível se criar entre homem e cao. Eu, apaixonado porr cachorros, logo me envolvi e identifiquei com a relacao de carinho e cumplicidade da dupla. Entendi sua história mais como uma metáfora doq como um conto de superpoder (o que nao descaracteriza o tema de forma alguma).

    Me pareceu uma bela metafora da amizade.

    Fiquei o tempo todo na duvida se tudo aquilo acontecia ou era fruto da imaginação do garoto. Ainda bem que nao era; acho q ficou melhor assim.

    A cena da briga me causou mto mal estar! Sou sensivel aos maus tratos a animais! hahaha

    Ainda bem q ele sobreviveu, e o fim acaboy sendo bem legal.

    Parabens e boa sorte!

    • Luis Guilherme
      12 de dezembro de 2017

      6ah, acabei de perceber q o titulo faz todo sentido no fim.. hahahaha mto bom!!

    • Henri Explicativo.
      12 de dezembro de 2017

      Era essa reação que eu queria ver. A de uma pessoa que gosta tanto de cachorros como eu gosto. Valeu, cara. Somos amigos!

  11. Amanda Gomez
    12 de dezembro de 2017

    Olá! 🐕

    Pra seu alívio, em nenhum momento Achei que o cachorro fosse fruto da imaginação do menino, Isso seria frustante e diminuiria consideravelmente a parte mais interessante do conto.

    Eu gostei muito da história, você narrou tudo muito bem, sem entraves, particularmente lembrei do filme Up!

    A história do cachorro falante alienígena estava tão boa que no decorrer do texto eu fiquei meio frustrada por esse não ser o foco principal, e sim os problemas familiares do menino, carregando uma história que não acrescenta muito , como o abandono da mãe o preconceito da vizinhança e etc, qualé, é um cachorro alienígena falante!!! É Claro que queremos saber muito mais sobre ele ( pelo menos eu)

    Aceitando que essa parte mágica seria mais uma forma de levar o crescimento do personagem que qualquer outra coisa, desencanei e passei a prestar mais atenção nisso. A construção do enredo, o carisma do menino, a presença tímida do pai e o abuso dos garotos perseguidores foram muito bem contados, as emoções foram trabalhadas com competência.

    Quando vejo que tem um cachorro na historia a gente já imagina que será algo pra cair algumas lágrimas, na parte do ” levar pra moita é quebrar os ossos” ( não exatamente com essas palavras, eu fiquei preocupada que você tivesse estragado o texto só pra causar comoção no leitor, mas você se saiu bem.

    Tenho ressalvas quanto a esse final… E a falta de resposta, mesmo a gente imagina o que aconteceu, talvez tenha demorado tempo demais e agora é um momento na vida do personagem que não há mais necessidade…ou não…
    É um belíssimo conto, divertido e carismático.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

    • Henri Explicativo.
      12 de dezembro de 2017

      Oi, Amanda. Muito feliz com o seu comentário. As meninas do Entrecontos nunca me decepcionam. Olha, eu só queria saber como vc coloca este gatinho amarelo no texto, rs. Beijão e vamos para a frente.

      • Amanda Gomez
        12 de dezembro de 2017

        Magina! Você fez um ótimo trabalho.

        Bah, na verdade é uma cachorrinho em homenagem ao Elvis rsrs. Tô respondendo pelo celular, então tem como colocar emotions! 🐩

      • Henri Explicativo
        12 de dezembro de 2017

        Vou tentar: 🐕. Olha!!! Deu certo!!!

  12. Rubem Cabral
    11 de dezembro de 2017

    Olá, Henri.

    Gostei do conto: o texto é muito simpático e terno. Em termos de estilo é simples, mas tem narrador-personagem, o que o justifica. Há alguns clichês e pequenas falhas (Elvis já se apresentou como “Elvis” no dia em que eles se encontraram e acabara de ser abandonado por sua nave, mas já era fã de Elvis a ponto de adotar o nome, por exemplo), mas o todo é muito bom.

    Resumindo o enredo: menino que sofria bullying encontrou cachorro que era um alienígena nos anos 50 nos USA (?) e se tornaram grandes amigos.

    Abraços e boa sorte no desafio.

    • Henri Explicativo.
      11 de dezembro de 2017

      Leia novamente, por favor. O alienígena (cachorro e outras formas era apenas um disfarce) havia chegado há vários anos à terra. Leia estes trechos, por gentileza: “Elvis. Esse era o nome que ele havia escolhido para si mesmo. Era fã do cantor e me contou que assistia, sempre que dava, os shows que passavam na televisão” , “– Estou há muito tempo aqui, garoto. Meus poderes estão enfraquecendo. Chegou a hora de voltar para casa.” Em muitos anos que alguém passa em um lugar é perfeitamente natural que essa pessoa se habitue com os costumes e gostos locais. Sabe, na pressa de ler muitos textos às vezes acontece de se ler sem atenção para alguns trechos e encontrar falhas que não existem. O pior é que não sei se vai ler a minha resposta e talvez acabe avaliando o texto considerando um problema que o conto não tem. É frustrante isso.

      • Rubem Cabral
        11 de dezembro de 2017

        Olá, Henri.

        É verdade, o Elvis já poderia ter estado na Terra por algum tempo. É que li sobre o abandono dele por seus companheiros justo no dia em que ele encontrou o menino, e associei que talvez – feito no filme “E.T.” – seus companheiros teriam fugido com pressa, para evitar o contato com os humanos, deixando então o Elvis para trás.

        Acho que numa versão estendida do conto você poderia detalhar o pq dos outros alienígenas terem deixado Elvis para trás.

        Abraços.

      • Henri Explicativo.
        11 de dezembro de 2017

        Errata: Onde se lê “O alienígena (cachorro e outras formas era apenas um disfarce)” leia-se “O alienígena (cachorro e outras formas ERAM apenas disfarces)”.

  13. Regina Ruth Rincon Caires
    10 de dezembro de 2017

    Texto lindo, envolvente. Enredo inocente que até mesmo o abandono da mãe é descrito com suavidade. Bonita a comparação da saudade que sentia da mãe com a saudade que o alienígena sentia dos seus. A amizade é tratada e contada de maneira encantadora.
    A narrativa proporciona uma leitura fluente, leve. É um conto bem estruturado, mesclado com a realidade difícil da vida do menino com a “verdade” fantasiosa do amigo alienígena. Tocante.

    Parabéns, Henri du Cavagnac!

    Boa sorte!

  14. Paula Giannini
    10 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    O que escreverei aqui é a minha leitura sobre o seu texto. Combinemos, então, que após escrito, o texto não seja mais do(a) autor(a), mas do leitor e sua imaginação. Só assim, afinal, a obra se completa. Você não acha?
    Bem, vamos lá. Claro que li os comentários e suas respostas, gosto de fazer isso, assim aprendo mais e mais. Então, já sei que para o(a) autor(a) o cachorro e seus superpoderes interplanetários eram de fato reais. Uma obra de FC, digamos assim. Não entendo bem essas divisões de gêneros e muitas vezes não concordo com elas.

    Para mim, como leitora, porém, a história foi um pouquinho além. Li seu conto imaginando que todos os poderes e dons do cão seriam, não imaginação do(a) escritor(a), mas sim do personagem. Explico-me. Para mim, sim o cão era real. Mas não, ele não possuía superpoderes, exceto na imaginação de seu amigo menino. Para a criança, tudo o quanto ocorre com o cão é uma maneira infantil, lúdica e muito bela de encarar o mundo com seus problemas e desilusões, bem como com o abandono. Assim, seu cão, para ele, é mais que especial. Ele surge das estrelas, encolhe quando deita em seu colo para ver TV, aguarda pelo resgate (nada mais pertinente para um cão abandonado na rua e de fato resgatado pelo rapazinho), assim como é levado para longe pelos meninos do bullying e reencontrado anos mais tarde, com a velha e boa fidelidade canina agindo para que o cachorro entrasse imediatamente no carro. O que colaborou para minha interpretação, foi o fato de Elvis não mostrar seus poderes diante do pai.

    Gosto a interpretação acima e creio que ela não elimine a de que os poderes fossem reais. Visto que o eram, na imaginação da criança.
    Quanto ao preconceito sofrido por pai e filho, entendi perfeitamente. Realmente, as pessoas se afastam quando não estamos passando por boas fases na vida e vice-versa, não é?

    Aqui também vejo um belo conto de formação para jovens e novos leitores. Uma ótima porta de entrada para quem quer se apaixonar pela leitura, como já disse em outro comentário por aqui.

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Henri Explicativo.
      10 de dezembro de 2017

      O leitor pode ter a interpretação que quiser, claro. E se para vc ficou mais interessante assim, então que seja assim. Beijos, Paula.

  15. Neusa Maria Fontolan
    9 de dezembro de 2017

    Lembrei do filme ET.
    Um bom texto que fala da amizade entre um menino e um ser de outro planeta.
    Gostei, só achei que o cão foi uma presa muito fácil para os meninos espancadores. Porque ele não usou de seus poderes para se defender e proteger o menino?
    Eu cortaria tudo que fosse relacionado a mãe do menino, ela foi embora e ponto. (mas isso sou eu, né. O conto é seu e você escreve o que quiser).
    Parabéns e obrigada por escrever.

    • Henri Explicativo.
      9 de dezembro de 2017

      Não sei se vc vai ler minha resposta, mas ele fala no texto que estava perdendo os poderes porque estava há muito tempo na terra.

  16. juliana calafange da costa ribeiro
    9 de dezembro de 2017

    Conto belo, bem escrito e emocionante. Segue com maestria a ‘trajetória do heroi’, mantendo o leitor preso à história até o fim.
    Eu sou apegadíssima aos animais e foi bem difícil ler a parte do clímax, quando os garotos maus maltratam o cão. Então torci – como todos, imagino – para este final redentor que vc criou: que Elvis não tivesse morrido (com ou sem trocadilho, tanto faz).
    Sem falar q muitas vezes eu me sinto como esse cachorro: tendo sido esquecida aqui pela nave-mãe, torcendo pra que ela volte pra me buscar um dia. Rsrs A esperança é a última q morre.
    Só notei um pequeno erro de revisão, logo no início:
    “Eu precisava me acostumar a esta realidade não para cometer outras gafes.” – Acho q as palavras ‘não’ e ‘para’ estão de lugar trocado, não?
    No mais, um conto muito bom, parabéns, Henri!

    • Henri Explicativo.
      9 de dezembro de 2017

      Agradeço, Juliana. Também amo muito os animais e chorei escrevendo a parte da “morte” de Elvis.

  17. Antonio Stegues Batista
    9 de dezembro de 2017

    Gostei do conto.Tem alguns probleminhas sem muita gravidade. Na frase: “viver sem passado e pedras”, acho que você queria escrever perdas, não é? A história de um cachorro alienígena, que tem o superpoder de se transformar em outros animais. Fico imaginando, como seres como cães, podem manipular elementos para criar uma civilização com aquelas patas de dedos curtos? O bicho Homem tem cinco dedos longos, se não tivesse não poderia segurar um martelo, por exemplo, para fazer uma roda, primeiro mecanismo que deu início ao progresso da Humanidade, metaforicamente falando, é claro! Mas como em ficção tudo é possível e permitido, inclusive cães alienígenas, acho que Elvis usou outro de seus superpoderes, a força da mente para construir uma astronave e visitar a Terra. Boa sorte.

    • Henri Explicativo.
      9 de dezembro de 2017

      O Elvis não era um cão no planeta dele. Ele era um cão aqui no nosso planeta. Ele usou estas formas de animais para se misturar. Um animal não precisa ter documentos, um animal pode transitar onde quer sem explicar nada. Entendeu? Ele tinha a forma dele de ET, mas não a usava na Terra. Já pensou se ele chegasse aqui com a aparência dele real? Espero ter ajudado.

  18. Pedro Paulo
    9 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Este é um belo conto sobre amizade. O autor soube desenvolver uma relação de lealdade e carinho entre o protagonista e Elvis, com a escrita em primeira pessoa favorecendo o conto ao nos imergir na psique de um rapazinho de oito anos, que confronta a violência e o abandono de forma inocente, mas astuta. Ao mesmo tempo, parabenizo por demonstrar um bom controle de informações, desenvolvendo a amizade entre menino e alienígena e depois nos esclarecendo do contexto em que o garoto se encontra, a situação em sua casa, o abandono pela mãe e a motivação da perseguição que sofre. Mergulhado em tanto sofrimento, a amizade entre ele e Elvis ficou ainda mais preponderante na história, pois deixou de ser só uma relação entre os dois para ser o refúgio para duas personagens abandonadas.

    A temática do superpoder está bem integrada ao conto, representada na personagem do Elvis e no contexto de ficção científica que é trazido com as menções pertinentes ao planeta distante e à nave dele. Talvez coubesse um aprofundamento melhor nesse sentido. Realmente dá para ter noção das saudades que ele sente do seu planeta, principalmente no trecho “o céu para ele era como a minha mãe para mim”, mas, ainda assim, fico pensando se não seria interessante ter incluído um monólogo de Elvis explicando do que ele sentia falta, exatamente, dando mais substância à sua natureza alienígena.

    Há dois diálogos em que o travessão poderia ter separado a fala de ação e um momento em que o protagonista se refere a Elvis como “meu cachorro”, o que estranhei por ter para mim que a relação deles não era nesse sentido. O final também pareceu um pouco apressado, com o grande pulo da infância à fase adulta e à docência universitária, cortando um pouco clima e deixando meio óbvio que o autor queria chegar de um ponto a outro, no caso, o reencontro dos dois. Ainda assim, houve mesmo um impacto com os dois se revendo, algo que se deve à importância mútua, pré-estabelecida ao longo do conto.

  19. Priscila Pereira
    8 de dezembro de 2017

    Super poder: ficar invisível e mudar de forma.

    Oi Henri, eu gostei do seu conto! Uma estoria muito fofa, com o protagonista bem desenvolvido, o cãozinho alienígena também é bem desenhado. O título foi uma boa sacada e também um spoiler né. Foi bem gostoso ler seu conto, a estória é delicada e juvenil, muito bem escrita, e o melhor foi o final feliz!! Parabéns e boa sorte!!

    • Henri Explicativo.
      8 de dezembro de 2017

      Priscila você é uma leitora atenta que percebeu tudo. Boa sorte neste desafio.

  20. paulolus
    8 de dezembro de 2017

    É um conto bonitinho, suave e de fácil entendimento, mas para por aí. Não me convenceu. Como história é um tanto fantasioso. As situações são sobrepostas com muita facilidade. Não há um mínimo de sentido verossímil. Entretanto, bem escrito, sem percalços gramaticais.

    • Evelyn Postali
      9 de dezembro de 2017

      Ué… Mas superpoderes não são coisas fantasiosas? Não era esse o propósito? Qual é o superpoder que faz realmente sentido se pensarmos em termos humanos? Acho que você não pegou o espírito da coisa.

      • Henri Explicativo.
        9 de dezembro de 2017

        Uma pena mesmo é aqui não ter o recurso da carinha dando gargalhadas. Quando terminar este desafio quero fazer amizade e vou dar um abraço em vc, Evelyn.

  21. Bianca Amaro
    6 de dezembro de 2017

    Olá! Tudo bem? Parabéns pelo texto.
    Foi um bom texto. Bonitinho, um bom uso da gramática e a amizade entre Elvis e o menino é bem legal. Me lembrou um pouco o filme E.T – O Extraterrestre. Bem legal.
    Mas eu achei que foi meio exagerado a quantidade enorme de ódio que as pessoas tinham contra o garoto e seu pai. final, quem traiu foi a mãe, não é? As pessoas não deveriam odiar a mãe? Por que descontar tudo no pai e no filho? Afinal, eles foram somente vítimas, não é mesmo? Talvez provocar essa irritação foi o propósito. O leitor normalmente sente mais, digamos, amor pelo personagem quando ele sofre de injustiças. Provavelmente essa foi a estratégia usada. E eu nem tenho que dizer que conseguiu fazer com que gostemos mais do personagem, rs.
    O título combinou com o texto, apesar de dar um spoiler do final. A imagem combinou perfeitamente também.
    Sua narração foi boa também, envolvente.
    Novamente, parabéns pela sua história, e boa sorte!

  22. Evelyn Postali
    6 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Pela foto, já pensei: esse é um conto que vai me fazer chorar com certeza. Não que eu não goste de me emocionar, de me lavar em lágrimas com um texto, ou de perder o fôlego com risadas, mas normalmente nos envolvemos e valorizamos a emoção, esquecendo-nos da construção, de como tudo foi organizado para chegar ao final. E não deu outra. Eu me emocionei. Mas não foi só a emoção. Foi porque o texto é primoroso. Ele pega a gente de mansinho e vai nos levando para o final sem que queiramos fugir. Gostei de tudo nele. Gostei de como você me fez deslizar pelas palavras e chegar ao final sorrindo, porque é um final feliz a seu modo, meio agridoce, mas é mais feliz do que triste. Afinal, o alienígena voltou e puderam encontrar-se novamente, apesar de eu pensar na partida como se fosse para sempre. Eu ia escrever que tem uns clichês aí, bem disfarçados, mas fazer o quê? Não dá para ser 100% inédito nesse mundo onde já se escreveu de tudo. Personagens bem construídos, poucos e precisos diálogos. Queria muito esse superpoder do alienígena. Fato.
    Boa sorte no desafio!

    • Henri Explicativo.
      6 de dezembro de 2017

      Sorrindo fiquei eu com este comentário lindo. Você não apenas leu o meu conto, você me leu. Meus pensamentos, minhas dores, meus lutos. Obrigado, Evelyn.

      • Evelyn Postali
        7 de dezembro de 2017

        Caro(a) Autor(a),
        De nada!
        Eu esqueci de dizer que também gostei desse conto porque é uma ficção científica, né? E eu tenho uma certa queda por isso.

      • Evelyn Postali
        7 de dezembro de 2017

        Esqueci de acrescentar…
        Você poderia ter feito o personagem apenas como um amigo imaginário, fugindo da FC, mas não ia funcionar bem nessa história. O alienígena alavancou outras relações na leitura.

  23. Angelo Rodrigues
    6 de dezembro de 2017

    Caro Henri du Cavagnac,

    há alguns dias precisei, num conto meu, falar de barbas e descobri Henri du Cavagnac, o general de Napoleão que deu nome ao atual cavanhaque. A despeito de o termo vir do francês, somos o único país do mundo que chamamos o cavanhaque de… cavanhaque. De onde você desenterrou essa figura?

    Bem, mas vamos ao conto.
    Gostei do seu conto.
    Bem escrito, como o conto anterior (O Livro da Salvação), é um texto feito para emocionar, embora não apele em demasia.

    Tem um fino caráter psicanalítico do menino que, perdendo a mãe, fia-se no amigo imaginário como forma de compensação. Após as coisas voltarem ao equilíbrio, o amigo imaginário está pronto para desaparecer, que é o que acontece.
    Nesse ponto há uma “chave” emocional curiosa: sem mais nem menos, já superadas as dificuldades, o amigo imaginário retorna.

    Fiquei me perguntando o porquê de ele haver retornado e não encontrei um motivo. Como finalização para o conto, talvez tenha ficado bom, embora sob o ponto de vista dos arquétipos humanos, ele não devesse aparecer nunca mais, pois a vida ganhou um rumo onde o amigo imaginário havia se tornado prescindível.

    E a nave para resgatá-lo? Não veio? Por que o menino, agora homem, precisou do amigo imaginário?
    Bem, mas o conto é seu.

    Encontrei algumas frases que achei que mereceriam alguns retorques, embora não estejam erradas. Reporto duas:
    “… não faça nada, eles não vão te ver.”
    Por que o menino não poderia fazer alguma coisa, dado que não poderia ser visto? Imaginei que apenas dizer que eles – os vilões – não pudessem ver o menino bastaria.
    “… de onde a voz havia vindo.” Uma frase com cacofonia que talvez pudesse ser alterada para “… de onde vinha aquela voz.”

    A questão da presença do superpoder me pareceu limítrofe.

    O texto está bastante legal.
    Boa sorte.

    • Henri Explicativo.
      6 de dezembro de 2017

      Henri de Cavagnac era o pseudônimo de um amigo jornalista (já falecido) quando ele escrevia sobre suas desventuras familiares numa matéria domingueira. Quis homenageá-lo. Ao que me parece todas as pessoas que lerem este conto acharão, equivocadamente, que o nosso cão Elvis era um ser imaginado pelo George. Achei que com as transformações do alienígena que ocorriam conforme suas necessidades (emocionais e físicas) já conferissem a ele um identidade real, mas até agora cada um dos comentaristas pensou a mesma coisa. Mea culpa. Elvis era um extraterrestre, não existia apenas na imaginação do garoto, se fosse um amigo imaginário não poderia ter sido espancado pelos meninos (reais) que perseguiam o protagonista. No conto os meninos atacam os dois no dia em que a nave viria resgatar Elvis, então depois que os meninos foram embora ele foi levado para o seu planeta e ficou lá por muitos anos, e depois resolveu voltar para a Terra para rever George. Simples assim. Na hora que ele falou para o menino não fazer nada, era para que o menino não continuasse correndo, o que seria desnecessário, uma vez que o cão o havia tornado invisível. O superpoder não é limítrofe. O cão não é imaginário. Espero ter respondido às questões levantadas.

  24. Fabio Baptista
    6 de dezembro de 2017

    Um conto simpático, gostoso de ler. Lembrou um pouco o clima do excelente “Pop-Art” de Joe Hill – a inocência da infância misturada com os problemas da entrada na adolescência, a ambientação interiorana, a amizade inesperada com uma criatura fantástica (lá o menino balão, aqui o cachorro falante).

    Ao ver a imagem, já pensei que o conto era daqueles de fazer chorar e com isso sempre me vem o receio de que o autor exagere no drama, pesando a mão para tentar despertar emoções. Felizmente isso não chegou a acontecer, mas, em compensação, alguns pontos acabaram prejudicando o texto.

    Há excesso de informações e eventos para um espaço tão curto. Uma história mais direta ao ponto funcionaria melhor. Por exemplo, o cachorro diminuir não teve qualquer função para a história. Tive até que ler de novo para assimilar as aspas e concluir que ele não havia de fato se transformado num hamster. A traição/abandono da mãe também não funcionou muito bem… achei um pouco estranha a reação das pessoas da cidade a esse evento, fazendo parecer que o marido e os filhos eram culpados. Seria melhor (minha opinião só, é claro) ter “matado” a mulher e pular toda essa parte, focando mais nos problemas do garoto com os valentões até o combate derradeiro.

    O reencontro de finalzinho Disney já era esperado, mas gostei.

    Abraço!

    • Henri Explicativo.
      6 de dezembro de 2017

      Você não sabe como as pessoas ignorantes odeiam os homens traídos. Como não podiam se vingar da esposa, perseguiam a família.

      • Henri Explicativo.
        6 de dezembro de 2017

        O cachorro não era imaginário ¬¬, as transformações eram reais.

  25. Olisomar Pires
    6 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: escrita leve, fluida e bem conduzida. Uma boa estória, sem dúvida.

    Pontos negativos: não atende ao tema do desafio, em minha concepção do que seriam “superpoderes”. Elvis pode ser a representação psicológica do garoto em função do medo e abandono sofrido. Um cão normal. Um garoto com problemas.

    Impressões pessoais: um bom conto, bem emotivo e com todas as nuances que muitos apreciam (criança, cachorro, dor). O autor está de parabéns pelo belo texto.

    Sugestões pertinentes: Se o garoto tivesse dado uma surra nos meninos, talvez ficasse caracterizado a transmissão ou mesmo a existência de poderes .

    E assim por diante: adotei como regra nesse desafio e outros, enquadrar todos os contos que por ventura não se integrassem ao tema na mesma nota, independente da qualidade da escrita ou do enredo. O texto está muito bom e foi um prazer sua leitura, parab[ens pela bela construção.

    • Henri Explicativo.
      6 de dezembro de 2017

      Boa tarde, Olisomar. Nem era a minha intenção responder aos comentários feitos pelos leitores mas me vi na obrigação em relação ao seu. Ao contrário do que você interpretou, o cachorro era um alienígena sim, e tinha superpoderes sim. Não conseguiu se defender do ataque das crianças porque estava extremamente fraco na ocasião da surra. O tempo em que esteve ausente e não envelheceu, foi o tempo que passou no planeta de origem. Faça o obséquio de não enquadrar o meu conto nos contos de poderes imaginados. Estes eram reais. Agradeço pelos elogios à escrita.

      • Olisomar Pires
        6 de dezembro de 2017

        Olá, Henri. Grato pela explicação.

        Você há de convir que o texto permite a interpretação que segui, certo?

        Entretanto, também permite a que você explicita, se fizermos um esforço.

        Assim, vou considerar sua defesa procedente, pois alienígenas são bem vindos na literatura de ficção. E em todo caso, “in dubio, pro reo”

        Boa sorte !

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Publicado em 6 de dezembro de 2017 por em Superpoderes.