EntreContos

Detox Literário.

O Livro da Salvação (Givago Thimoti)

“Estereótipo”. Aprendi essa palavra no início desse ano. Acho a definição do dicionário muito ruim. Para ser sincero, nem precisa de muita explicação para entender essa palavra. Basta um sinônimo e você entende o que é; tipo.

Nós somos encaixados em tipos, especialmente no colégio. Você pode ser um popular, nerd, valentão, atleta, artista…

Mas, em minha opinião, isso não passa de uma besteira. Se pensar bem, ninguém tem um único talento. É verdade. Para quê se encaixar em algo assim? Não sei dizer o que sou. Acho que nem adultos sabem se definir, para ser sincero.

Uma das perguntas mais difíceis para eu responder é “qual super-poder você gostaria de ter?” Fico em dúvida, sempre, entre o vôo e a telepatia. Voar bem ao lado de um avião deve ser mágico. Mas, saber exatamente o que se passa dentro da cabeça de alguém?  Tão fantástico quanto.

Meu irmão, Danilo, discorda de mim. Ele diz que você não precisa de telepatia para saber o que alguém está pensando. Basta ver a linguagem corporal dela e saberá tudo o que precisa. Nunca entendi muito bem o que isso significa.

Se bem que o poder do Danilo é legal também. Assim como eu, ele não se encaixa completamente num tipo. Ele é alto, gordinho e bom atleta. Como se não bastasse, tem notas altas, uma namorada inteligente e sempre tem compromisso com amigos no final de semana. O superpoder dele não é força, nem beleza ou inteligência. O grande talento do meu irmão era controlar o tempo. Mesmo com todas essas coisas para cuidar, Dani ainda tinha tempo para jogar videogame comigo, a única atividade que tínhamos em comum.

Somos diferentes. Não temos a mesma mãe. Sou mais escuro que ele, além de ser péssimo com qualquer atividade física, não ter muitos amigos e, óbvio, nenhuma namorada. Minhas notas eram boas, exceto em Matemática. Eu até gostava (não tenho ideia para saber o que sinto por ela. Sei que não é raiva) de uma garota tímida lá da sala, a Marcela, mas não tinha coragem de falar com ela.

Estudávamos no mesmo colégio. Danilo estudava de manhã, no segundo ano do Ensino Médio, enquanto eu começava o sexto ano do fundamental. Minhas aulas eram à tarde e ele ainda dava um jeito de me ver.

Os professores sempre diziam:

– Olhem para os alunos do Ensino Médio como exemplos e sigam!

Eu sabia bem que tinha uns que não eram flor que se cheirasse. Mas meu irmão era um cara legal e, por mais que não soubesse o motivo, eu queria ser igual ao Danilo.

No segundo mês das aulas, as Olimpíadas seriam realizadas. Uma semana sem aula. Enquanto eu estava feliz pelo fato de não ter que ir para a escola por uma semana, Danilo iria jogar vôlei e lutar no judô.

Por mim, eu não iria ver o Danilo nos Jogos. Entretanto, meu pai me obrigou a ir para o colégio estudar, já que minhas notas em matemática, para variar, iam de mal a pior.

Resolvi enrolar para estudar. Por isso, às 8h, lá estava eu, encolhido num canto da arquibancada, com frio e tentando ler o meu livro sobre mitologia grega. Era a vez do ano do meu irmão entrar. As torcidas do primeiro e terceiro ano se calaram.

Dizem que, antes de uma tempestade acontecer, o sol brilha mais forte. Nunca entendi aquilo até aquele momento.

Primeiro, uns dois caras seguravam uma espécie de folder com um lobo azul desenhado. Então, correndo, os alunos do segundo ano rasgaram no meio o papel. Meu irmão estava atrás de um menino estupidamente forte, com o rosto pintado e contorcido de fúria.  Em cima das suas costas, Renata, a namorada de Danilo, tocava uma “vuvuzela”. Eles gritaram e começaram a puxar o canto de guerra, acompanhado dos restantes, que pintaram o rosto metade branco, metade azul.

Eu estava boquiaberto. Meu irmão parecia um guerreiro espartano um pouco fora de forma que marchava com seus colegas para a batalha final contra o seu inimigo. Aos meus olhos, Danilo estava forte, poderoso, intocável. Resumindo, invencível.

Uma vontade esquisita me fez ficar para assistir o primeiro jogo dele.  Seria no vôlei: Segundo x Terceiro. A torcida azul urgia ao ver Danilo sacando. De longe, ele era o melhor jogador da quadra.

No meio do primeiro set, o jogo estava empatado; 14 a 14. A bola dos verdes estourou no bloqueio azul. Meu irmão correu com uma velocidade impressionante e alcançou a bola, jogando de volta para o meio da quadra. Algo prendeu o meu olhar no Danilo, ao invés da jogada.

Tudo aconteceu muito devagar. Dani parou, de costas para a quadra, e colocou as mãos nos joelhos. Então, cuspiu algo que parecia sangue. Meu herói, em seguida, caiu de cara no chão.

Não lembro bem o que aconteceu depois. Acho que tentei correr até o meu irmão, mas a multidão não deixou. Ou foram os médicos que não deixaram. Tudo foi tão estranho.

Minha primeira memória depois daquele caos todo era ver minha mãe, chorando, com a cabeça entre as pernas, enquanto papai a abraçava de lado. A namorada do meu irmão andava de um lado para o outro. Eu não entendia o que acontecia, mas sabia que era sério.

Queria ficar até o médico chegar, mas não me deixaram. Eu sempre quis ter uma conversa de adultos. Meu pai disse que aquilo não era lugar para criança ficar. Os pais da Renata me levaram para a casa deles. Comi biscoito, salgado, sorvete, bolo, mas não estavam tão gostosos assim. Peguei no sono no sofá, assistindo desenho.

Na manhã seguinte, visitei meu irmão. Ele estava pálido, fraco. Não parecia nada o herói do dia anterior. Papai e mamãe estavam abatidos.

Tive minha primeira conversa de adulto. Por mim, poderia ter sido a última.

Danilo, com a voz cansada, porém calma, segurou na minha mão e disse:

– Allan, eu estou com Leucemia. Sabe o que é isso?

Sim, sabia o que era. Foi a mesma coisa que matou a mãe do Danilo, a primeira esposa do papai.

Nunca desejei tanto ter um poder, especialmente o da cura. Eu sentia uma obrigação de ajudar o meu super-herói favorito, que nem um parceiro, tipo Batman e Robin. Mas, como enfrentar um vilão com um nome tão estranho e que nunca vi?  

É, foi duro entender que não podia ajudar. Os médicos falavam de uma quimioterapia, mas eles não descartavam a possibilidade de uma cirurgia que tinha um nome muito complicado de entender. Óbvio que era coisa de adulto. Somente adultos são tão complicados assim.

Fiquei irritado, não vou negar. Quando eu não entendia algo, sempre me zangava.

Eu sentia minhas orelhas queimando o tempo todo e uma vontade incontrolável de gritar, chorar, socar, chutar e arranhar. Geralmente, perto do Danilo, estava tudo tranquilo. Mas com aquele vilão silencioso pairando, o desejo de fazer algo idiota não passava.

Um dia, Danilo me chamou para jogar videogame. Deitei na cama com ele. Meu irmão, que costumava ser tão bom quanto eu, perdia o tempo todo. Algo único acontecia ali; eu o carreguei a partida inteira.

Para mim, aquilo foi a gota d’água. A Leucemia simplesmente não podia ganhar do meu irmão até no videogame.

As lágrimas, que segurei por tanto tempo, escaparam. Tentei esconder, passando a mão nas bochechas e limpando a garganta. Em vão. Notei o quão certo meu irmão esteve. Sim, o corpo entrega o que você está pensando.

– O que houve, Allan?

– Você vai morrer?

Meu irmão sorriu. Não sei como um herói solta um sorriso enquanto o vilão o derrota, lentamente. Acho que é coragem. Ou loucura. Talvez seja deboche.

– Não se você me ajudar.

– Como eu posso te ajudar? – Por que ele não falou aquilo antes? Quem, em nome do todo poderoso Batman, demora três semanas para falar que tem uma salvação, um antídoto?

– Quero que você me faça um livro.

– Livro?

– Sim. Escreva um livro para mim.

– Mas, como isso vai te ajudar?

Meu irmão olhou para os lados, como se a Leucemia estivesse por perto. Depois, ele se aproximou de mim. Estava cansado, sem dúvidas.

– Qual o meu super poder, Allan?

– Ora, você controla o tempo. Se quiser, pode viajar para o passado ou para o futuro.

– Quê mais?

– Claramente, você pode frear a passagem do tempo, até parar.  Ou acelerar se quiser.

– Bom. Allan, enquanto você escreve o livro, eu irei frear o tempo, sim?

– Mas, Dani, você está fraco! Você não pode gastar muita energia.

– Maninho, eu prometo que serei forte suficiente. E você?

– Eu também prometo.

Estiquei a mão e Danilo apertou. A promessa estava selada.

De imediato, meu irmão se concentrou. Fechou os olhos, abriu o sorriso, e perguntou:

– Está sentindo?

Não consegui responder. O tempo diminuiu consideravelmente. Somente uma palavra podia descrever aquilo:

– DE-MAIS!

Uma rotina se instalou em minha vida. Todo dia, eu acordava cedo, fazia o mais rapidamente possível meus deveres de casa. Então, pegava um caderno antigo que nunca usei para escrever a história. Por volta do almoço, parava para ir ao Colégio.

Na escola, eu também escrevia. Os horários mais fáceis para fazer isso eram Artes, Inglês, História e o recreio. Nas vezes que tentei em outras aulas, os professores acabavam me pegando e dando bronca.

O projeto acabou me afastando mais ainda dos meus colegas. Uns idiotas da minha sala, liderados pelo Lucas, começaram a pegar no meu pé. Davam tapinhas na minha cabeça, me chamavam de “autista”, “retardado” ou “esquisitão”. Odiava isso, mas eu tinha que ignorar. Era um sacrifício necessário para salvar meu irmão.

Fingir que não acontecia nada parecia ser uma especialidade dos outros. Ninguém se levantava para me apoiar. E, por um tempo, eu desenvolvi essa habilidade. Respirava fundo, contava até dez e, pronto, Lucas e seus trogloditas me esqueciam. Dava certo e melhor que revidar.

Até que um dia, não deu certo. Senti algo gelado no topo da minha cabeça. A água escorreu e caiu no meu caderno, onde eu escrevia o livro do meu irmão. Me virei e vi os idiotas rindo.

– Olhem, nem molhou o cabelo! – Lucas apontou para mim, rindo.

Antes que me segurasse, corri na direção deles e soltei toda a minha raiva. Se eu fosse o Hulk, os cinco estariam esmagados. Mas, não. Eu sou apenas o Allan. Fui derrubado e espancado facilmente.

Claro que alguém chegou para apartar a briga. Meus lábios estavam inchados e meu olho estava roxo. Meu pai olhava feio para mim, mas isso nem me constrangia, para ser sincero. O pior era ver os cinco intactos e saírem impunes.

Quando voltei para casa, notei que esqueci o caderno no colégio. A frustração e o desespero me abraçaram. Pela primeira vez, senti que meu irmão não estava diminuindo o tempo como antes. A situação começava a ficar critica.

No dia seguinte, procurei por todo o lado, mas não achei. Pedia aos céus pelo meu caderno. Estava prestes a desistir, quando senti uma mão no meu ombro. Quando me virei, vi que era a Marcela, a garota nerd e tímida da minha sala.

Ela não disse nada. Agradeci, aliviado, com um abraço.

– Você não sabe o quanto eu preciso dele.

Não achei que ela fosse responder. Não vou negar, me surpreendi ao ouvir a voz fininha dela:

–  Gostei da história. – Não sabia o que responder. Marcela continuou falando. – Acho que você precisa revisar, para não deixar erros.

– Eu não sou tão bom em português.

– Se quiser, posso te ajudar.

Fizemos um trato. Eu escrevia a história enquanto Marcela revisava e digitava. Quando minha nova amiga soube que era para o meu irmão doente, dobrou os seus esforços; começou a trazer, toda semana, o nosso trabalho digitado.  Não sei o porquê e nem como, mas ela acreditou na minha história.

Nos fins de semana, geralmente no sábado, nos reuníamos para uma revisão mais apurada. Agora eu já estava melhor em perceber os erros.  

Os meses passaram e o livro foi ficando pronto. Infelizmente, Danilo estava ficando mais fraco a cada dia.  A tal da quimio não fazia tanto efeito. Ele precisava de uma cirurgia. A sorte é que meu irmão aproximava-se, cada vez mais, do transplante de médula.

Um dia, cheguei da escola e minha mãe me disse que o Danilo havia sido internado, já que não tinha mais condições de ficar em casa. A batalha final chegava.

Foram sete meses escrevendo. Se não fosse Danilo, Marcela e eu não teríamos nem dois meses. O esforço deixou meu irmão magro, careca e pálido. Mas ele ainda estava vivo.

Quando minha amiga chegou na quinta-feira, com aquele pacote em mãos, senti que a luta valeu a pena.

– Abre, Allan.

– E se o Lucas…?

– Ele não vai tocar nisso. Eu te protejo.

Sorri, totalmente agradecido. Somente um amigo de verdade faria o que a Marcela fez por mim.

Com cuidado, abri o pacote e, lá estava; o Livro da Salvação. Minha amiga até desenhou uma capa. Do lado esquerdo, nosso herói partia em direção ao cetro , que estava no centro do desenho e salvaria a vila das garras do inimigo, com a lança azul em punhos. O vilão vermelho e verde imitava o movimento do herói. Parecia um choque de Titãs.

Danilo, mesmo cansado, cobrou o livro. A cirurgia estava marcada para o dia seguinte. Meus pais já haviam falado com Dani. Deixaríamos ele com a Renata. Depois, voltariam para não deixar meu irmão sozinho.

Entreguei o livro. A boca dele se abriu, emitindo um “UAU!” fraco.

– Vou ler hoje para ele. – A namorada do meu irmão pegou o livro e me deu um abraço.

– Cumpra sua parte, Dani. – Respondi.

Meu irmão esticou a mão e disse:

– Vou cumprir.

A batalha final durou mais do que esperado. Pensei que sábado à noite eu iria ver o meu irmão, mas ele ainda estava lutando. Não sei o porquê, mas resolvi reler o meu livro, no computador, mesmo sabendo a história de cor e salteado. Acho que eu estava esperando papai e mamãe anunciarem o vencedor.

Pelas 3h da manhã, terminei o livro. O herói triunfou, assim como o sono me venceu.

Assim como no primeiro dia de preparação para esse confronto, não me lembrei quando e nem como cheguei no hospital. Sei que eu estava lá.

Usei, mais uma vez, os ensinamentos do meu irmão. A voz de Danilo ressoava na minha cabeça: “O seu corpo diz tudo!”

Papai chorava, mas era de alivio. Renata e mamãe se abraçavam, de comemoração.

Algumas horas depois, encontrei Danilo.

– Foi seu livro, irmão.

– Foi seu esforço. – Respondi, abraçando o meu irmão com todas as minhas forças.

– Gostou do final?

– Claro. Quem diria Olinad e a vila seriam salvos pelo Nalla? – Eu ri. – Sabe qual o seu poder, Allan?

A imaginação.

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50 comentários em “O Livro da Salvação (Givago Thimoti)

  1. Fil Felix
    30 de dezembro de 2017

    Outro conto que retrata o tema do desafio de maneira abstrata, sendo o poder dele o da imaginação e coisa e tal. Particularmente, não vejo como sendo um poder, de fato, mas uma liberdade poética do autor em retratá-lo. Mas okay. É uma história bonita, em cima da amizade entre os irmãos, culminando num câncer. Temas envoltos em câncer e a “batalha” contra ele já possui uma estrutura meio básica que todos já estamos habituados, que apelam pro sentimental. Aqui não foge tanto da regra, mas incluir a questão do livro, que ficou bem interessantes. Felizmente, o final é feliz e condiz com a pegada mais alegre e otimista do conto, combinando bem. Só senti falta de algo mais fantásticos, pra suprir a questão do “super”.

  2. Edinaldo Garcia
    30 de dezembro de 2017

    O Livro da Salvação (Foster)

    Trama: Garoto escreve livro sobre super-herói a pedido o irmão mais velho.

    Impressões: É um conto que traz uma carga dramática em todos os parágrafos. Numa relação fraternal de companheirismo bastante única e rara. O autor sobe bem trabalhar o drama em cada cena, criando carisma no personagem e nos fazendo torcer por um final feliz. Me incomoda o fato de todos os personagens se encaixarem em certos estereótipos retratados em filmes estadunidenses, talvez não seja um defeito, apenas meu gosto, embora a narrativa tenha tentado driblar isso referindo-se ao irmão do protagonista.

    Linguagem e escrita: É boa sim. Necessita de uma revisão para ficar ainda melhor. Tomei notas de algumas coisas, mas temo ser repetitivo.
    .
    Veredito: Um bom conto.

  3. Pedro Luna
    30 de dezembro de 2017

    O texto é bem escrito, e a relação dos irmãos é bem explorada. Me incomodou um pouco os clichÊs de personalidade escolar, como os esportistas perfeitões, o loser, a nerd tímida, mas ainda bem que não focou apenas nisso. Inserir a leucemia era a tacada certeira para emocionar, algo que vem sendo muito usado nesse desafio, não estou curtindo muito. Eu não me emocionei mas dificilmente o faço, mas admito que aqui o câncer foi usado de modo sábio, sem parecer muito uma apelação. Digo isso porque ele é o estopim para o lance da escrita do tal livro, que é a grande sacada da trama. O tema está meio deslocado também, pelo menos para mim.

    Gostei do conto. A trama não foi o forte, mas ele é bem escrito e tenho que dizer que foi uma boa leitura.

  4. Fabio Baptista
    30 de dezembro de 2017

    Belo conto, escrito de forma competente, com personagens muito bem trabalhados (ponto alto da história). A leitura é gostosa e instiga a curiosidade durante quase o tempo todo. Apenas as partes de bullying que eu não curti muito, achei que ficaram meio forçadas na história, foi um elemento que não agregou muito à trama, na minha opinião.

    Apesar de todos os pontos positivos, confesso que terminei um pouco decepcionado. Tanto no grupo do Face quanto no Podcast que gravamos sobre o desafio, esse conto foi hypado e eu acabei criando muitas expectativas de me emocionar, o que, infelizmente, acabou não acontecendo. Mas isso é mais um detalhe de bastidores do que qualquer outra coisa.

    Também, não tenho muita certeza quanto à total adequação ao tema (todos os poderes era imaginados, correto?).

    Apesar desses pontos negativos que tenho que destacar para (tentar) manter a coerência nas análises, a leitura foi uma das mais agradáveis.

    Abraço!

    • Givago Domingues Thimoti
      1 de janeiro de 2018

      Olá, Fábio Baptista!

      Eu fiquei surpreso com a repercussão que o conto teve. Quando alguns chutaram que o conto podia ser seu ou do Gustavo, bateu aquela vontade de saber o que vocês iam comentar. Uma pena que você acabou não curtindo tanto. Enfim, parabéns pelo seu 4 lugar!

  5. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    12. O livro da salvação (Foster):
    O apelo do menino com o irmão com câncer no hospital – uma ambientação meio recorrente nesse desafio – dá lugar a um poder vinculado à escrita – a imaginação. Seria essa a essência da PREMISSA – a sobrevivência de Danilo dependia da imaginação dele ou do irmão? Isso não fica claro para mim, me pareceu mais uma coincidência a cura e a leitura do livro. Quanto à TÉCNICA, lembrou na construção o Apanhador no Campo de Centeio, mas sem tanto diálogo entre o narrador e o leitor. Como APRIMORAMENTO, acho que o poder da imaginação poderia ser mais espetacular no tratamento. Mas isso é questão de opinião, ok? Abraço!

  6. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá, Foster. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    Gostei muito do seu conto, foi uma leitura suave e plena de emoção. Uma linguagem própria duma idade ainda tenra, os sentimentos dos irmãos muito bem delineados, tal como a sua relação. Você está de parabéns. Claro que no que toca à adequação ao tema, vai ter críticas (é verdade, num certo momento você deixou passar esta palavra, crítica, sem o acento) mas achei adequado, uma vez que é algo muito mencionado no conto. O tema é superpoderes e não super-heróis, então, sim, está adequado. Aqui, o único poder que realmente se manifestou foi a resiliência tão própria dos jovens de boa cepa e o da medicina, cada dia mais capaz de salvar vidas. Mas o conto está muito bom, bem escrito, doce q.b., e no final abre a janela da esperança. Gostei. Parabéns pelo seu trabalho e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  7. Amanda Gomez
    28 de dezembro de 2017

    Olá, Foster!

    Seu conto é perfeito do jeitinho que ele é, simplicidade por incrível que pareça não é uma coisa “simples”, escrever desta forma e, ao mesmo tempo ser tão rico é de se admirar.

    Você tem todos os méritos, soube conduzir cada pedacinho do texto de forma competente, dosando bem as emoções, brincando com o leitor em certos pontos em que a gente questiona a veracidade dos poderes.

    Os personagens são muito bem construídos, Danilo foi apresentado inteiramente pela imaginação do irmão, a gente só pode supor que de fato ele é assim mesmo. A ideia do livro aproxima a nós que gostamos de escrever ainda mais da história.

    O desfecho poderia ser a pior ou a melhor coisa do conto, ainda bem que foi a melhor, eu gosto de clichês, mas se ele tivesse perdido a batalha eu teria ficado muito decepcionada.

    Gostei do paralelo que você construiu, de um lado os fatos reais,de um jovem lutando contra o câncer… Do outro este mesmo jovem veste a capa e para o tempo para que o irmão consiga salvá-lo.

    Enfim, parabéns pela bela e cativante história!

    Boa sorte no desafio!

  8. Bia Machado
    28 de dezembro de 2017

    – Enredo: 0,8/1 – Mais um conto com bullying no enredo, mas ainda bem que esse traz mais coisa, há um tema central diferente do bullying, além da linguagem mais bem empregada que me conquistou e fez com que terminar de ler o conto não fosse algo enfadonho, aborrecido.
    – Ritmo: 0,8/1 – Li de uma vez só, porém sentindo uma “queda” na narrativa em um momento ou outro.
    – Personagens: 1/1 – Eu gostei bastante dos irmãos, o autor/a autora foi feliz na concepção deles.
    – Emoção: 0,8/1 – Não foi uma leitura maravilhosa do início ao fim, mas foi bem agradável. E ainda bem que o final não foi diferente.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Sim, adequado, embora eu ache que não foram muito bem utilizados, foi a sensação que eu tive.
    – Gramática: 0,5/0,5 – Nada que me incomodasse.

    Dicas: O texto é bom, é um infanto-juvenil que é bom de ler, só precisa de ajustes na narrativa. Revisar/reestruturar sempre é bom, aproveite então as dicas dadas aqui para só melhorar.

    Frase destaque: “A voz de Danilo ressoava na minha cabeça: ‘O seu corpo diz tudo!’”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  9. Ana Carolina Machado
    27 de dezembro de 2017

    Oiii. Achei esse conto muito bom. O que mais gostei foi a forma como mostrou a visão da criança sobre tudo que ocorria, sobre a doença do irmão. Crianças não enxergam o mundo da mesma forma que nós e pra mim o melhor do conto foi mostrar a forma que uma criança encara uma situação tão dolorosa, de como a imaginação foi o escudo dele para o proteger, seu superpoder secreto. Também gostei de como a amizade do Allan com a Marcela foi construída. Ela foi de grande importância para a realização do livro. Um detalhe interessante que notei no diálogo final é que o nome dos heróis é o nome dos irmãos ao contrários: Nalla(seria o Allan)e Olinad(seria o Danilo). Parabéns. Boa sorte!

  10. eduardoselga
    25 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    Narrativas com enredo infanto-juvenil não raro tendem a certa pieguice com a descoberta do amor e o exercício de arquétipos humanos, como o do herói. Este conto não escapa a essa tendência, com a sugestão dada ao leitor de que o livro escrito pelo protagonista foi elemento essencial para que seu irmão não morresse, o que se configuraria num ato de heroísmo, embora não premeditado. O(a) autor(a) toma cuidado de no desfecho permitir certa dúvida, mas o título do conto indica a intenção autoral de associar a elaboração do livro à vida de Danilo.

    Os parágrafos iniciais têm uma coloração muito interessante de crônica, com as reflexões em primeira pessoa do protagonista. Claro que tal característica não poderia dominar em cem por cento do texto, pois seria outro gênero, mas haveria um ganho de qualidade se vez por outra – ou ao menos no desfecho – ela retornasse. A mistura de gêneros, sempre que possível, tem potencial para funcionar muito bem.

    A respeito do início cronístico, há uma reflexão estranha acerca do estereótipo. O personagem-narrador, ao comentar a impropriedade da rotulação das pessoas como sendo isso ou aquilo, afirma: “Para quê [QUE sem acento] se encaixar em algo assim?”. O problema é que, de um modo geral, as pessoas não se encaixam por conta própria em algum estereótipo: elas são encaixadas por grupos sociais.

    Outra incoerência, se bem entendi, está no fato de o personagem Danilo desacelerar o tempo. Se ele o faz, a sensação do protagonista deveria ser de que o tempo aumentou, mas o que temos é “Não consegui responder. O tempo diminuiu consideravelmente. Somente uma palavra podia descrever aquilo”.

    Há problemas gramaticais e de construção.

    Em “Basta um sinônimo e você entende o que é; tipo” o PONTO E VÍRGULA deveria ser substituído por DOIS PONTOS.

    Em “Ele diz que você não precisa de telepatia para saber o que alguém está pensando. Basta ver a linguagem corporal dela e saberá tudo o que precisa” o DELA é uma má escolha vocabular, porque se refere, aparentemente, à palavra ALGUÉM. O problema é que a contração DELA (DE + ELA) não funciona bem com ALGUÉM. Ou usa DELE ou substitui ALGUÉM por outra palavra como PESSOA, por exemplo.

    O trecho “Então, pegava um caderno antigo que nunca usei para escrever a história” está mal construído. Pode-se entender que o caderno antigo nunca foi usado para coisa alguma e passa a sê-lo para que a estória seja escrita ou, por outro lado, que o caderno antigo nunca foi usado para o fim específico de registrar a estória, sugerindo que para outras funções o caderno já fora usado, o que desmonta a primeira interpretação.

    Em “A torcida azul urgia ao ver Danilo sacando” não seria RUGIA ao invés de URGIA?

    A regência do verbo ASSISTIR no sentido de ser espectador está mal aplicada nos trechos “[…] assistir o [AO] primeiro jogo dele” e “[…] assistindo [AO] desenho […]”.

    Em “[…] Quê mais?” deveria ser QUE.
    Há uma repetição desnecessária da palavra ASSIM nos trechos contíguos “[…] assim como o sono me venceu” e “Assim como no primeiro dia […]”.

    A palavra VOO perdeu o circunflexo na reforma ortográfica de 2009.

  11. Gustavo Araujo
    24 de dezembro de 2017

    Há vários contos com temática infanto-juvenil neste desafio. Este aqui, sem dúvidas é o que melhor aborda esse gênero. A narração é verdadeira, quer dizer, dá para acreditar no personagem-narrador como se tudo o que ele disse tivesse acontecido realmente daquele jeito. Acho que é o que se pode chamar de escrita honesta. Não há arroubos metafóricos de tirar o fôlego, nem construções frasais que arrebatem o leitor, mas sim o apego a uma linha direta de comunicação com quem lê, o aproxima o texto de um segredo confessado em uma roda de amigos. A amizade e a admiração entre os irmãos foi muito bem concebida, assim como o ambiente escolar – nada de descrições artificiais. Claro, não deu para fugir dos clichês – o bullying e a garota tímida por quem o protagonista se apaixona – mas mesmo assim a história cativa, dada a maneira como a história foi concebida. E para completar, temos um final feliz, mesmo quando tudo se encaminhava para algo diverso e triste. Enfim, um ótimo trabalho! Parabéns ao autor e boa sorte no desafio.

  12. Sigridi Borges
    23 de dezembro de 2017

    Olá, Foster!
    Você me surpreendeu no final.
    Pensei que o irmão voltaria no tempo para poder se salvar da leucemia.
    Pensei até que voltaria ainda para salvar a mãe.
    O poder da imaginação é mesmo incrível, não?
    Você soube usá-lo de uma forma simples e instigante.
    Parabéns!
    Seria bom se todos os irmãos pudessem ter essa relação de amizade. Pena não ser sempre assim.
    Obrigada por escrever.

  13. Rafael Penha
    22 de dezembro de 2017

    Olá, Foster

    Seu conto é uma excelente história de amor e amizade. Um conto inspirador.

    1- Tema: Se adequa perfeitamente nos parâmetros do desafio, mesmo que, na cabeça de um criança.

    2- Gramática: Algumas vírgulas fora do lugar e algumas partes um pouco truncadas que sinceramente, não consegui entender, mas nada que afetasse a história como um todo.

    3- Estilo – Estilo simples e direto. Alguns clichês me incomodaram, mas a história me pareceu muito natural.

    4- Roteiro; Narrativa – A história narra de forma simples a saga de irmãos comuns. A naturalidade entre as relações, como amor, inveja, tristeza são muito reais e palpáveis. A meu ver, o irmão mais jovem não precisava ser um “outsider” para a narrativa funcionar. Não gosto dos elementos de bullying, que não levam a história pra frente, mas a amizade com a menina é justa.

    Sem dúvida, gostei do conto. Um dos melhores até agora. Uma história humana, palpável e inspiradora. Com um final inesperado (achei que ele fosse morrer). Numa linguagem simples e interessante.

    Grande abraço!

  14. Fernando Cyrino.
    22 de dezembro de 2017

    Ei, Foster, puxa, você me puxou forte pelo lado da emoção. Gostei do superpoder que você me apresenta ser, nada mais nada menos do que a imaginação. Achei que você foi mesmo muito criativo em tratar o tema dessa maneira. Essa criatividade eu senti falta no conto em si. Na minha opinião ele ficou linear demais. Plausível demais, se é que me faço entender. Uma escrita competente e singela. Bacana. Abraços.

  15. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Uau… grande surpresa, este conto. Perfeito, bem contado, elegante. Esconde uma boa surpresa no final, com uma mensagem poderosa, que diz muito a quem escreve. Gostei do realismo da evolução da doença e deixava o desafio de transformar o conto em livro, para eventualmente ser usado em grupos que trabalhem com crianças e jovens doentes.
    Parabéns.

    • Foster
      21 de dezembro de 2017

      Opa, Jorge, me desculpa pelo joinha negativo! Esbarrei no lugar errado, obviamente. Como não gostar de um comentário como o seu???

      Obrigado pelo comentário!

  16. Thata Pereira
    21 de dezembro de 2017

    Será que esse conto é do Gustavo? Porque geralmente é nos contos dele que eu choro kkkk’ Mas acho que não, vamos ver qual autor vai me surpreender dessa vez.

    Acho que nem todos contos precisam de finais tristes ou que despertem aquele ápice de emoção capaz de te fazer comentar “caralhooooooooo”. Esse conto foi bom por conta da emoção que despertou. Pelo menos em mim. A escrita é simples, mas acho que nada ali pedia algo sofisticado. Dava um filme essa história. Aliás, dava um bom filme essa história.

    Vamos gravar? 😉

    Boa sorte!!

  17. Higor Benizio
    21 de dezembro de 2017

    Salvo o final, bacana, o conto soou muito “pedinte”. Não gosto muito quando valores são colocadas da superação da crítica do outro, criticando o outro. Enfim, prefiro narrativas que superem isso, como aconteceu apenas no final. Eu reescreveria da parte que a idéia do livro é proposta para trás, trocando todo aquele mimimi por situações que abordassem o tema de forma menos, de novo, “pedinte”. Uma boa dica de leitura, para destacar o que estou falando, é o conto Robbie de Isaac Asimov, que também recomendei em outro conto do desafio que tem o mesmo problema.

  18. Hércules Barbosa
    20 de dezembro de 2017

    Saudações

    O conto explora bem o ambiente escolar e a proximidade entre irmãos, mesmo com uma diferença significativa de idade. A doença do mais velho os aproximou mais e, diante da possibilidade da morte de Danilo (uma exemplo a ser seguido pelo irmão mais novo, de acordo com o próprio), o esforço de atender o último pedido de Danilo, mesmo diante das adversidades provocadas por permeia de forma eloquente pela trama. A escrita simples que o conto apresenta é bem adequada para o período vivenciado pelo narrador, então uma criança de 11 para doze anos. O controle do tempo é um poder, arrisco a dizer, que muitos queriam possuir para que algum momento de nossas vidas pudesse ser “corrigido”.
    Como mencionei anteriormente a linguagem é simples, mas não simplória, e isso foi importante ser feito porque o personagem principal não tinha idade e conhecimento linguístico suficiente para elaborar frases complexas; como o próprio Alan diz no texto, ele não era tão bom em português e teve a valiosa ajuda da amiga Marcela para auxiliar na revisão do livro.
    O super poder da imaginação. Esse conto o sentimento aflora, ficando evidenciado no acompanhamento de Danilo na sua luta contra a Leucemia. Como experiência literária essa foi muito válida.

    Sucesso e Parabéns pelo trabalho

  19. Marco Aurélio Saraiva
    20 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Porra.. calmaí. Vou ali enxugar as lágrimas, já volto.

    Pô não faz isso não. Tem que avisar antes. História assim é sacanagem, quase covardia, rs rs rs.

    Seu conto é fenomenal e tem, sem sombra de dúvidas, a primeira nota máxima que dei neste desafio. Uma história instigante, inspiradora, emocionante… foi uma leitura incrível, que realmente me abalou um pouco. Engraçado como você conseguiu escrever tanto em tão pouco espaço!

    Você aborda os super-poderes de forma muito criativa. Não literal, mas subjetiva. E você emula a imaginação e a linha de raciocínio de uma criança muito bem.

    Gostei muito do final. Eu estava preparado para a morte de Danilo, mas lá estava ele, superando o câncer. O “sidekick” do herói salvou o próprio herói, dessa vez! Robin salva Batman!

    Gostei muito de como Marcela apareceu repentina. Como Allan, ela não era muito visível. Era nerd e não deveria ter muitos amigos, por isso o leitor não chega a conhecê-la muito bem, tirando uma breve citação no início do conto. Então, subito, lá está ela, tornando-se uma personagem fundamental: a companheira do nosso verdadeiro heróis, Allan.

    Putz, que contaço!!!

    =====TÉCNICA=====

    Sua escrita é muito boa. Você não se perde em construções elaboradas demais ou metáforas complexas demais. Antes, a sua escrita é bem direta, com descrições interessantes, paralelos bem feitos e uma linguagem muito acessível, dando um ritmo bem legal à leitura. Avistei um ou outro erro de digitação, mas nada muito grave. Uma ou outra revisão tira tudo isso.

    Você está de parabéns!!!!

    Destaque para a frase: “Fingir que não acontecia nada parecia ser uma especialidade dos outros. Ninguém se levantava para me apoiar.”. Ela é boa por quê não é aplicável apenas ao bullying na escola: nas ruas, no nosso dia-a-dia, mesmo adultos, vemos isso diariamente. A especialidade das pessoas parece mesmo ser fingir que nada acontece ao seu redor.

    • Givago Domingues Thimoti
      1 de janeiro de 2018

      Olá´, Marco! Tudo bem?

      Não sei se tu vai ver essa resposta (caso não veja, te mando por mensagem mesmo no Facebook), mas queria agradecer pelo comentário superbacana que você escreveu. Fico feliz que você tenha gostado, já que foi um baita desafio escrever esse conto. Tive que cortar palavras, mudar parágrafos, mas o trabalho deu resultado!

      Enfim, obrigado pelo comentário atencioso!

  20. João Freitas
    20 de dezembro de 2017

    Olá 🙂

    Um conto emocional de escrita simples e corrida. Eu gostei do conto, ainda que tenha ficado com a sensação que o mesmo não nos ofereceu algo “fresco”. Pareceu uma daquelas histórias que já conhecemos de algum lado.
    A relação entre os dois irmãos inspira e o final feliz tranquiliza. É um bom conto, talvez não seja o melhor desta edição do Entrecontos, mas talvez tenha a fórmula certa para ser o de maior sucesso comercial, caso fosse esse o seu objetivo. 🙂

    Parabéns pelo conto!

  21. Andre Brizola
    19 de dezembro de 2017

    Salve, Foster!

    Gostei bastante do conto! Aliar a luta dos irmãos contra a doença com a criação de um livro foi uma forma muito criativa de lidar com um tema triste e bastante real.
    Ter o ponto de vista de Allan, somente, poderia ter sido um problema. Mas achei que você dominou muito bem o texto, sem deixar que ele “escorregasse” para uma visão mais dramática do que poderia ser a de uma criança perto de perder seu irmão, seu melhor amigo e seu herói. Embora o conteúdo seja sim dramático, Allan tem uma perspectiva um tanto prática, e isso foi bem traduzido no texto.
    A questão da temática do superpoder é um tanto relativa. Não vi de fato nenhum superpoder realmente existente nos personagens. Mas, como trata-se da visão de Allan, e ele narra a história como se o irmão tivesse realmente o superpoder, creio que isso habilita o conto para o desafio.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  22. Renata Rothstein
    18 de dezembro de 2017

    Oi, Foster!
    Seu conto é muito bom, aborda assuntos reais na vida de pessoas reais que enfrentam as batalhas do dia a dia, e precisam estar aptas, ou adquir “super poderes”, para seguir e vencer (ou não).
    Allan é um jovem (provavelmente pré-adolescente) que sofre bullyin, e vê no irmão mais velho o exemplo, o herói, alguém, nas palavras dele – totalmente diferente dele.
    edanilo é atleta e repentinamente descobre estar gravemente doente, com leucemia.
    Daí vem o desenrolar do super poder, eda busca por algo que dê razão para lutar, para vencer, ou até mesmo para passar o tempo.
    Vejo aqui um clichê, mas que vc abordou de forma muito, muito boa.
    Achei o desenrolar da doença um tanto quanto superficial em narrativa, mas me desculpe, isso é coisa de quem já viu (muita) gente em UTI e hospital e a luta é árdua e não tão simples qto mostrado aqui, embora dirigido a um público jovem seja o ideal.
    No final, não sei se é coisa da minha cabeça, fiquei na dúvida se Danilo realmente sobreviveu, uma vez que este menciona para Allan que o seu super poder era o da imaginação.
    Vi algumas coisinhas que necessitam de revisão, os tempos verbais precisam de uma arrumação,mas, enfim, gostei muito mesmo do seu conto.
    Parabéns

  23. Leo Jardim
    16 de dezembro de 2017

    # O Livro da Salvação (Foster)

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫):

    – o conto é lindo, mas a trama é um tanto simples: um menino introvertido com irmão doente resolver escrever um livro de super-herói acreditando que isso possa salvá-lo
    – se encerra bem num final feliz, mas um pouco previsível; o menino escreveu o livro, portanto só poderíamos ter dois finais: ou o irmão é salvo ou morre de qualquer forma; o segundo não combinava com o estilo do conto, mas talvez funcionasse para mostrar ao menino que na vida real as coisas são mais complicadas

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫):

    – muito boa, não se destaca por si só, mas carrega a trama e a deixa muito fluída
    – tem por grande mérito conseguir convencer pela narração feita por um protagonista criança (isso não é fácil)
    – Para *quê* (que) se encaixar em algo assim?

    💡 Criatividade (⭐▫▫):

    – muitos elementos comuns: bullying, doença, relações familiares, etc.

    🎯 Tema (⭐▫):

    – os superpoderes são usados de maneira metafórica; isso é uma abordagem válida e sabia que seria muito utilizada, mas ainda assim não está totalmente adequado ao tema do desafio na minha opinião

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫):

    – é um conto muito emotivo e faz isso muito bem
    – ainda não li os demais comentários, mas creio que deve ter feito sucesso
    – o conto parece ter sido escrito com único objetivo emocionar (irmão legal, a velha doença maldita que todo mundo já teve contato, o mundo pelos olhos de uma criança, etc.), mas confesso que, mesmo pensando assim, me emocionei e fiquei feliz pela história e esse é seu maior ponto forte: cumprir o objetivo com bastante sucesso

  24. Fheluany Nogueira
    15 de dezembro de 2017

    Superpoder: A imaginação e a capacidade de organizar o tempo são os poderes expressos na narrativa, mas deduzido pela leitura está a força do amor, da amizade entre irmãos.

    Enredo e criatividade: personagens e cenas bem trabalhados, trama bastante organizada, cativante e emotiva.Certa dose de suspense, enfim boa habilidade na condução do texto.

    Estilo e linguagem: A narrativa em primeira pessoa na visão de uma criança dá-lhe mais credibilidade e verossimilhança, conquista a simpatia dos leitores e permite uma linguagem mais simples, do bom-uso-comum, próxima da fala. Rever o trato com os tempos verbais.

    Apreciação:
    Gostei muito da ideia e de execução. Parabéns pelo trabalho! Abraços.

  25. angst447
    15 de dezembro de 2017

    Olá, Foster, tudo bem?
    O conto respeitou o tema proposto pelo desafio. Não são superpoderes costumeiros, mas estão aí para o leitor apreciar.
    A linguagem é simples, ágil, sem artifícios desnecessários. A leitura flui fácil, prendendo a atenção do leitor. Com isso, o ritmo ganha velocidade e quando percebemos, já estamos no último parágrafo.
    Um final feliz nem sempre agrada a todos, mas é bom saber que eles também existem.
    Não encontrei lapsos de revisão que mereçam atenção. Se houve uma falha ou outra, será bem simples contornar o problema.
    Leitura infanto-juvenil que cativa.
    Boa sorte!

  26. Iolandinha Pinheiro
    15 de dezembro de 2017

    Olá, Foster. Seu conto falando sobre a amizade entre irmãos é bonito. Uma escrita muito juvenil, natural, sem rebusques. Pensei que era coisa de autor iniciante, mas acho que foi um truque para deixar a leitura simples e gostosa. Não há nada de surpreendente no texto, apenas um acordo entre irmãos em que um escreve e assim fazendo acha que está ajudando o outro, mas aí é que está a beleza, esta força interior que leva as pessoas à superação ainda que não haja, de fato, poder algum, mas está tudo em sua mente.

    Sobre os problemas eu vi um excesso de “Meu irmão” por todo o texto. Mas acho que era um maneira de expressar a admiração do mais novo pelo mais velho, porque ele sentia um grande orgulho de Danilo ser o seu irmão. Sei como é isso, quando eu era pequena achava a minha irmã mais velha o máximo, ainda acho e ela é mesmo.

    É isso, amigo. Sorte no desafio.

    Abraços.

    Iolanda.

  27. Felipe Rodrigues Araujo
    14 de dezembro de 2017

    A história é simples, o enredo daria um bom livro infanto-juvenil. A relação entre os irmãos é algo bastante interessante, um defendendo o outro com seu super poder. A linguagem está muito jornalística, parece que estamos lendo uma notícia, recomendo ao escritor aprofundar-se mais em descrições de sensações, características dos personagens, das coisa, pra tirar um pouco da palidez do texto.

  28. Miquéias Dell'Orti
    13 de dezembro de 2017

    Olá,

    Gostei! Uma história emocionante e bonita, que conta de forma muito clara a vida do garoto Allan e de seu irmão.

    A sacada de, digamos, “reduzir” o poder à imaginação de uma criança foi uma ótima ideia e coube enormemente bem no enredo que você criou.

    Só achei que Marcela entrou na coisa e não participou tanto quanto eu esperava. Talvez em uma versão maior daria para trabalhar mais a relação dela e de Allan.

    Parabéns.

  29. Catarina
    13 de dezembro de 2017

    Nossa, que gracinha de conto! Acho que caiu um cisco enoooorme no meu olho…

    Gostei da narrativa em primeira pessoa na visão de uma criança, deu um ar de crônica e – bom truque – aumenta a empatia com o personagem.
    Superpoderes superterrenos.
    Se é piegas? Sim, muito. Têm clichês? Sim, muitos. Mas são clichês piegas de primeira qualidade. Não é minha praia, mas um banho de lágrimas, com final feliz de vez em quando, é muito bom.

  30. Luis Guilherme
    12 de dezembro de 2017

    Caramba! que conto lindo! Me emocionou bastante, li o conto todo com um nó na garganta. Parabéns!

    Dificilmente me emociono com leituras ou filmes, mas doença é meu ponto fraco, rsrs. Já viu aquele filme “My sister’s keeper” (nao lembro o nome em portugues, confundo entre “uma lição de amor” e “uma prova de amor”).. enfim, é com a Cameron Dias. Muito bom, recomendo.

    Mas vamos ao conto, afinal, aqui é o EntreContos, e não o Filmow, né? rsrs

    é um conto maravilhoso! Muito emotivo e bem construído. Posso estar enganado, mas algo me diz que é uma história real, ou pelo menos baseada em fatos reais, to certo?

    Os personagens são habilmente construídos, o que contribui na construção da emoção. Parabéns! Preciso aprender a fazer isso rsrs.

    Quanto ao superpoder, eu tava meio decidido a não aceitar muito superpoderes da vida real, mas nesse caso abro exceção. Sei la, ficou tão singelo e delicado que nem vou entrar nesse mérito.

    Enfim, um conto maravilhoso, muito bem escrito e que me tocou profundamente. Parabéns e boa sorte!

    • Foster
      12 de dezembro de 2017

      Olá, Luis!

      Tudo bem?

      Casos de câncer são, infelizmente, um pouco recorrentes na minha família. Como moro um pouco distante dos meus familiares, não sou tão ligado assim com eles, mas isso não me impede de, pelo menos, sentir o peso que a doença traz.

      Fico muito feliz por você ter gostado. Obrigado pela leitura!

  31. Regina Ruth Rincon Caires
    10 de dezembro de 2017

    Vou começar o comentário pelo tema proposto no desafio. Cumprir ou não o tema é um fio de prosa que estica, encurta, enrola…
    SUPERPODER: além do humano, além do natural.
    Assim sendo, uma força misteriosa, mística, vindo de uma divindade, da natureza cósmica, da crença, da fé, do além, de onde quer que seja, dá para aquele que a consegue, uma dádiva do superpoder. No caso deste texto, a força emanou de um propósito. Ouvi, faz muito tempo, que a doença (de maneira especial: o câncer) é a melancolia das células. Nem todos conseguem vencê-lo. Além das drogas necessárias que são ministradas ao paciente, há um remédio que o próprio enfermo produz: o amor incondicional pela vida, sentimento de apego sublime. E este amor, mesmo nos momentos mais críticos do quadro evolutivo da doença, desabrocha feito flor, trazido não se sabe por quem. Esta força não é humana, não é cientificamente comprovada. É etérea, fluida. É uma dádiva de um superpoder. Poucos a conquistam.
    Após a leitura deste texto emocionante, percebi que a doença de Dani foi vencida por esta força maior, materializada num propósito de aguardar a escrita do livro. Texto muito bom, com poucos deslizes, bem estruturado, criativo.
    Narrativa fluente que leva o leitor a se tornar “torcedor” da cura do menino.
    Parabéns, Foster!
    Boa sorte!

    • Foster
      12 de dezembro de 2017

      Olá, Regina!

      Tudo bem com a senhora? Ou senhorita?

      Obrigado pelo comentário. Fiquei muito feliz por ter lido sua opinião e concordo plenamente com sua fala sobre o câncer. Fiquei tão bobo que mandei para um monte de amigo. Kkkkkk

      Particularmente, acredito que têm coisas em nossa existência que não possuem uma explicação. Ou talvez tenham, mas a mente humana não está preparada, ainda, para entender.

  32. Paula Giannini
    10 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    A admiração entre irmãos, o mais novo pelo mais velho, é uma belíssima premissa. Histórias realmente muito emocionantes podem partir dessa ideia, tanto na literatura, quanto na vida.

    Você optou por trabalhar o tema do desafio, calcando a ideia de superpoderes baseada, justamente, nessa admiração mútua, somando a isso, o imaginário de uma criança, bem como sua maneira de lidar com as dificuldades que o mundo vai lhe apresentando. No caso de seu conto, uma doença capaz de abalar a estrutura de toda a família, quem dirá a de um pequeno garoto.

    O modo como o(a) autor(a) conduz o texto é instigante e traz o leitor a seu lado, torcendo pelo protagonista e, mais que isso, deixando um pouco de lado a necessidade da análise literária, esperando que a escolha do(a) escritor(a) seja a de um final feliz. Assim foi. Embora na vida real, saibamos que o transplante de medula seja apenas o início de uma nova batalha, entendemos e suspiramos aliviados pois o fim dessa história aqui, foi feliz. Ao menos assim foi para mim.

    Quanto à opção narrativa, acredito que o conto funcione muito bem como um “conto de formação”, literatura para jovens e como porta de entrada para aqueles que querem se iniciar e se apaixonar pelo mundo da leitura.

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  33. juliana calafange da costa ribeiro
    9 de dezembro de 2017

    Uma história bonita, de coragem, superação e amizade. Mesmo que as situações e o final sejam um pouco previsíveis, o conto não deixa de ser comovente.
    A mensagem é muito bacana. Parece filme de aventura juvenil. Curti bastante! Sugiro apenas uma atenção maior aos tempos verbais. Ora no passado, ora no presente:
    “a única atividade que tínhamos em comum.”
    “Somos diferentes. Não temos a mesma mãe.”
    Parabéns e boa sorte!

  34. Neusa Maria Fontolan
    9 de dezembro de 2017

    A amizade e o amor entre irmãos. O mais novo idolatrando o mais velho como a um super-herói. Nada além do normal até uma doença terrível acabar com a paz.
    Gostei da forma que o irmão mais velho, Danilo, conduziu o seu amado irmão, Allan, a escrever o livro. Sendo assim o pequeno ficou com a mente ocupada e essa foi uma forma de afastá-lo um pouco de tudo que estava acontecendo.
    Parabéns e obrigada por escrever.

  35. Pedro Paulo
    9 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Que história emocionante! Eu fiquei genuinamente preocupado com o destino do Dani, algo que me foi transmitido pelo narrador-personagem da história, o Allan. Desse modo, vê-se que o autor teve a habilidade não só de nos criar uma personagem cativante, mas também de assumir a sua perspectiva de forma convincente, sem deixar tocar em outros aspectos da vida da personagem, como o bullying com fundos de racismo, o tratamento que ele levava dos pais e como ele fica abalado ao ver o irmão tão fragilizado, dando consistência à admiração que ele dizia sentir. Ao final, percebe-se que o autor se utilizou da trama – a missão de Allan de salvar o irmão com o livro – para puxar a temática proposta pelo certame. Mais de uma vez os superpoderes são referenciados na história, não de forma material, mas casual ou integrando o modo como o protagonista vê as coisas que estão acontecendo. Mesmo com a referência no final, descrevendo o poder dele como sendo a “imaginação”, não é justo que eu tome essa história como adequada ao tema do desafio. Tomo superpoder como uma capacidade para além do que é natural de um ser humano, o que fica muito indireto na sua trama. Dizer que a determinação de Allan é um superpoder seria uma distorção do tema e, apesar de ser um conto envolvente, não é um que se faça valer dentro deste desafio.

  36. Antonio Stegues Batista
    8 de dezembro de 2017

    A história de dois irmãos, um deles com leucemia. Uma cirurgia resolveu o problema. O enredo faz alusão a superpoderes, mas a fé é um deles. Não ha muito o que comentar, não vi nada de original na história. Escrita boa, sem erros. Sem grande mistérios, sem grandes revelações literárias. Boa sorte.

  37. Priscila Pereira
    8 de dezembro de 2017

    Super poder: a imaginação!

    Oi Foster, eu amei o seu conto! Dá pra ver que você escreveu com a intenção de ganhar os leitores, de emocionar. E você fez isso muito bem, explorou a ligação entre irmãos, a doença, o medo, a fé, o poder da imaginação e o final feliz. Tudo escrito de forma simples e doce. Realmente um ótimo conto que deveria ser lido por muitas pessoas!! E acho que o super poder em questão é muito válido, está em falta hoje em dia. Parabéns pelo excelente texto e boa sorte!!

  38. Estela Goulart
    6 de dezembro de 2017

    Grande amigo filósofo Foster. Para começar, o conto é simplesmente genial. Não achei que teria uma leitura tão envolvente, que faz o leitor não querer parar de ler simplesmente pela fluidez e simplicidade da argumentação e da escrita. É um conto fácil de entender, leve. Encontrei apenas mínimos erros na parte da gramática, um ou dois acho, mas nada, sem dúvida, nada que impeça a compreensão. O final é muito legal, encaixa com o contexto. Gostei bastante. “Boua sorti!”.

  39. Mariana
    6 de dezembro de 2017

    O conto é muito bonito e emociona, apresentando as questões que são comuns na adolescência: bullying, primeiro amor etc. A escrita é limpa e sem problemas. Confesso que achei o final açucarado, mas é uma questão minha – a qualidade da leitura é inegável. O conto está dentro da temática superpoderes, mesmo sem possuir uma abordagem tradicional. Parabéns e boa sorte no desafio.

  40. Bianca Amaro
    6 de dezembro de 2017

    Olá autor(a), tudo bem? Sinceramente, MEUS PARABÉNS por essa bela história.
    Sinceramente, foi um texto muito bonito, gostoso de se ler, além de ser muito emocionante. O modo que trata a relação dos dois irmãos é muito legal. E você não consegue parar de ler após começar, pois a escrita é envolvente, e o jeito que as coisas andam… Você fica pensando “será que o irmão dele vai sobreviver?”.
    Gostei muito de ter um final feliz. Muito lindo. Sério.
    O modo que encaixou no tema superpoderes foi impressionante. Muito criativo, mostrou um outro lado desse tema que pode ser aproveitado. Não são superpoderes de super heróis, como voar e coisas do tipo. São os poderes que nós vemos no dia a dia. Muito legal isso, nos aproxima da história. E, no final, colocar que o superpoder do personagem principal é a imaginação… Meu… Foi impressionante.
    O modo que tratou sobre os esteriótipos também foi muito legal.
    Parabéns!!!!! Boa sorte!

  41. Evelyn Postali
    6 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a),
    A relação entre os irmãos, na vida real, muitas vezes, é complicada. Na infância não se tem muita noção das coisas. Vai se aprendendo com a vida, com os tombos, com os abraços. Porque, creio, é mesmo assim. Vamos nos debatendo para nos entender, até que lemos o mundo e construímos relações que nos deixam mais flexíveis e abertos para as diferenças. Eu gostei de como a relação, no conto, evoluiu e criou um aspecto positivo em meio a tantas coisas negativas dessa vida real que temos. Gostei dos personagens e também da trama, embora ela não tenha grandes conflitos, ou o conflito encontrado não tenha sido tão tenso na leitura. Está bem escrito e isso já me agrada muito. Tive uma leitura limpa, tranquila.
    Boa sorte no desafio!

  42. Paulo Ferreira
    6 de dezembro de 2017

    Belíssimo conto, simples e grandioso em sua forma de abordar o real poder de uma mente superdotada, a inteligência. Este sim é o verdadeiro poder do homem. Não os fantasiosos poderes, os quais não passam de charlatanice, ou na melhor das hipóteses, cinema e literatura de entretenimento. Os superpoderes de fato, estiveram em mentes privilegiadas como foram: Einstein, da vinci, Bill Gates, Chaplin e tantos outros de mesma grandeza e os demais que por ventura virão. O resto são mirabolices e invencionices de mente em busca de fantasias quiméricas.
    Enredo muito bem desenvolvido, de uma escrita fluída e sem entraves gramaticais.

  43. Angelo Rodrigues
    6 de dezembro de 2017

    Caro Foster,

    gostei do seu conto. A linguagem é fluida, os termos adequados ao enredo, e teve o dom de emocionar.

    Fiquei com a impressão, por decorrência das minúcias, que você viveu, de alguma forma, o problema que relatou.

    Um conto onde tudo termina bem. Que bom que seja assim, porque parece que tudo por esse mundo parece terminar de forma ruim.

    Achei um pouco descasado o fato de o menino Allan ser construído nos parágrafos iniciais como alguém de pouca idade e – surpresa! -, ele aparece capaz de escrever um livro com tanta propriedade (foi o que me pareceu). Se algo cabe a recomendar, seria rever (se eu estiver com razão) a construção inicial, dando ao menino Allan um pouco mais de idade de modo a fazê-lo capaz de escrever com desenvoltura alguma coisa.

    Grande habilidade narrativa. Você não perdeu o tom, do princípio ao fim.

    Confesso, entretanto, que senti dificuldades em perceber o superpoder de que fala o certame, talvez uma grande habilidade de os irmãos Danilo e Allan interagirem com um mesmo objetivo.

    Havendo ou não fidelidade ao desafio, o conto é bem legal.

    obs.: conheci, de verdade, uma menina que se chamava Nalla, filha de um Allan (Kardec)

    Boa sorte.

  44. Rubem Cabral
    6 de dezembro de 2017

    Olá, Foster.

    Um conto bonito, escrito de forma simples, como o narrador pedia, e com personagens bem desenhados dentro do espaço possível.

    Gostei do Allan e do Danilo. A história é linear e “normal”, com um final feliz, mas a relação dos irmãos foi plausível, assim como a fantasia dos poderes.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  45. Olisomar Pires
    5 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: escrita bem mimetizada na figura do narrador. Leitura leve, fluida. Construção da trama de forma envolvente.

    Pontos negativos: não se adapta ao tema proposto no desafio (pelo menos no que eu penso que seja o tema “superpoderes” vinculada à imagem representativa escolhida).

    Impressões pessoais: no início pensei tratar-se de um principiante escrevendo, tamanha a naturalidade da escrita na voz de um jovenzinho. Parabéns ao autor por isso.

    Sugestões pertinentes: talvez mostrar uma visão diferente da do narrador, fazendo um contraponto da realidade, além das características físicas contraditórias do irmão mais velho.

    E assim por diante: um bom conto ao estilo doce e meigo muito apreciado em vários círculos. Congratulo o autor, novamente, pela habilidade da narrativa.

    Parab[éns.

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Publicado às 5 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .