EntreContos

Literatura que desafia.

A última tentação de J.C. (Cláudia Roberta Angst)

Esta não é mais uma história de amor, nem mesmo um drama que mereça atenção. Seria trágico se não fosse cômico.  

Tudo começou na internet. Tinha de ser, não é mesmo? Tempos modernos, relações afobadas. Só quem tiver riscado algumas décadas no calendário, entenderá o porquê do meu engano. Os jovens que me desculpem, mas experiência é essencial para rir da piada no momento certo.

Eu deveria ter desconfiado assim que li o nome José Cristóvão. O sobrenome também não ajudava muito: Oliveira Pinto. Mas o tédio faz maravilhas com pouco material e age muito mais rápido do que vodca.

J.C. e eu nos esbarramos em uma dessas salas de bate papo, divididas em categorias: por idade, intenção e localização. No fim das contas, tudo se resume a uma busca. Uns procuram por amor (sim, sou uma romântica sem escrúpulos) e outros tantos (são tantos!) por sexo casual, estilo fast food.

− Difícil encontrar uma mulher de verdade por aqui, viu?  

− É mesmo? Não sabia disso. Também, esta é a segunda vez que entro nesta sala.

Menti, claro. Os homens têm uma predileção por ineditismo, algo relacionado às cavernas, à descoberta da roda. Quem sou eu para estragar a brincadeira?

Depois de muita conversa, trocamos fotos (nada de nudes) e resolvemos nos conhecer pessoalmente. Marcamos o encontro para a semana seguinte.

Segui o protocolo sugerido pelas amigas mais experientes: marcar o encontro em um lugar público, avisar a família e os amigos, cercando-me do máximo de segurança possível. Marquei na agenda com tinta vermelha: entrar na dieta, imediatamente.

Imaginei uma bela cena em uma charmosa cafeteria:  eu vestida de branco e uma rosa vermelha entre as páginas de um livro. Tudo bem, eu roubei a ideia daquele filme Mensagem para Você. Mas quem nunca quis ser a Meg Ryan do tal Fox? J.C. não gostou da minha sugestão. Disse que seria melhor nos encontrarmos mais próximo de sua casa. Ih, que falta de cavalheirismo, pensei. Mas aceitei.

Com a proximidade do encontro, J.C. mostrou-se ávido por mais detalhes sobre mim. Enviei novas fotos e contei sobre minhas experiências anteriores. Descobrimos que tínhamos muitos conhecidos em comum. A maioria deles, amigos do meu pai. Sim, eu sei, segunda dica do universo e continuei sem dar a mínima atenção.

Resolvemos falar pelo celular. Afinal, já haviam inventado o aparelho há um bom tempo e nós, ali, teclando como se não houvesse amanhã. A voz de J.C. era, digamos, peculiar. Considerei música aquela sensualidade instalada nas cordas vocais como rouquidão grudenta. Terceira dica e eu passei adiante. A quarta veio logo em seguida e sutil como um tapa na cara.

− Olha, tem uma coisinha que eu não te contei. – Pausou a fala criando suspense. – Eu uso bengala, tudo bem?

Enquanto ele discorria sobre a razão da necessidade de um apoio, eu busquei na memória a imagem do enigmático Dr. House. A sigla AVC nem fez cócegas no meu entendimento.

− Sem problemas. – Respondi ingênua e delirante. – Dá até um certo charme.

Marcamos o encontro para a noite seguinte. Como quinta dica, os céus enviaram uma chuva daquelas.  

Para completar, houve um acidente qualquer numa das principais avenidas da cidade e o caos se instalou. Minha rua virou pista de duas mãos, com motoristas fugindo sabe-se lá do quê.  

Pensei em desistir, aliás, ensaiei um discurso de “deixa pra lá”. José Cristóvão foi irredutível e, diante da minha hesitação, disse que me buscaria em casa.

– Não se deixa para amanhã o que se pode fazer hoje.

Sabe quando as mães zelosas alertam suas filhas para não entrarem em carro de desconhecidos? Pois é, ignorei o conselho. Pouco antes da hora combinada, lá estava eu, na entrada do meu prédio, rezando para o tempo melhorar e chutando a intuição que zombava do meu arranjo noturno. Meu estômago roncava e nada das tais borboletas.

O celular tocou. Era J.C. avisando que o trânsito estava horrível e que seria melhor me pegar na esquina da rua de trás. Concordei, pois a chuva havia cedido um pouco.

Lá fui eu, sem guarda-chuva, mas vestida para matar. Ora, todos sabem que preto emagrece e eu não uso branco nem em véspera de ano novo. Sem livro, sem rosa, apenas a ansiedade a me acompanhar.  

Dez minutos depois, parou um carro prata, comum, sem alarde.  Um senhor acenou de dentro do veículo. Comecei a desconfiar que esperar alguém em uma esquina não tinha sido muito inteligente.

– Madalena?

Sim, a encrenca era mesmo comigo.

Não me perguntem por que, mas eu entrei no carro. Talvez pela vergonha de estar ali esperando por Richard Gere e dar de cara com o Papai Noel.   

Entrei, disse oi, afivelei o cinto, olhei para frente. Senti minha alma despregar do meu corpo. Chovia novamente e o olhar de J.C. pesava sobre mim. Reparei na bengala ali, largada ao lado do câmbio. Madeira de lei com detalhes em prata? Claro que não!  Um artefato ortopédico sem o menor glamour. Gregory House desapareceu ali mesmo.

− Então, me achou muito diferente da foto?

Engoli em seco e amaldiçoei a boa educação recebida. Algo me impedia de ser sincera naquele momento. Compaixão? Masoquismo?

− Não muito. E eu?

Ele parou aproveitando o sinal fechado e me observou com dedicada atenção. À esta altura, minhas unhas crivavam o couro da bolsa escolhida para a grande noite.

− Igualzinha às fotos, moça.

Sorri, fixando o olhar no painel do carro. O que eu estava fazendo ali? Calculei as minhas possibilidades de fuga. Pela idade avançada e debilidade denunciada pela tal bengala, deduzi que quem corria maior perigo ali era ele. Um simples empurrão e J.C. tombaria.

– E o meu beijo?

Dei uma risada nervosa e destrambelhei a falar. Comentei sobre o jogo do São Paulo. Sabia que isso o afastaria da minha boca por um tempo.

– Jogão, né? Pena que o seu time não foi lá muito bem…

O silêncio instalou-se entre nós. Relaxei um pouco e consegui respirar. Até ele quase bater em dois carros em menos de um minuto.

– Viu como me viro bem? Dirijo melhor do que muita gente, né, moça? – Disse ao fechar um terceiro carro. O motorista fez um sinal que me pareceu bastante adequado para a ocasião.  

Meus pensamentos fluíam feito diarreia sem trégua. A fome embotava ainda mais minhas ideias. Depois de minutos enfrentando um engarrafamento sem sentido, chegamos a um prédio alto, com fachada moderna e uma guarita que lembrava um forte apache. J.C. acionou o controle remoto e abriu o portão da garagem.

– Chegamos ao meu castelo.

O carro foi mal, muito mal, estacionado em uma vaga próxima aos elevadores. Livrei-me do cinto, sai e fechei a porta com uma lentidão quase calculada. Foi aí que constatei o estado real daquele carro. A lateral encontrava-se bem amassada e vários riscos adornavam ambas as portas.

– Vamos…

J.C. saiu do carro com a agilidade esperada de um bicho-preguiça acometido de pressão baixa. Escorou-se na coluna mais próxima e apoiou o braço direito na já familiar bengala. Sim, rir daquilo seria politicamente incorreto, portanto eu me segurei.

O espelho do elevador denunciou o próximo ato da tragicomédia: uma mulher ainda nos seus anos de guerreira e um cavalheiro que há muito resistia estrelar nas colunas do obituário. O contraste era gritante e a sensação era de profundo constrangimento. Eu realmente precisava beber algo.

– Aqui estamos. Entre e fique à vontade.

Foi dar o primeiro passo no carpete gasto da sala para sentir que eu não estava no paraíso. Um misto de bolor com urina impregnou minhas narinas. Dica número… Ajuda aí, perdi a conta.

Sentei-me no sofá encostado à parede oposta da porta. Ele, um tanto exausto pelo esforço, acomodou-se na cadeira giratória que ficava logo na entrada. Um velho notebook jazia sobre a escrivaninha roída pelo tempo e, possivelmente, por uma família de cupins.

– Quer alguma coisa? Acho que tenho sorvete de manga.

– Talvez um copo de água. – Precisava afogar minha fome.

– Vá lá, moça, pode pegar o que quiser. Mi casa, su casa, como dizem os amigos paraguaios.

A cozinha era bem pequena e cheirava a pinho, desinfetante barato, o que já era um consolo. Resolvi procurar por algo que pudesse acalmar meu estômago. Nada nos armários, além de louça lascada e copos descombinados.

Minha respiração provocou eco quando abri a geladeira. As grades gastas, mas aparentemente limpas, ostentavam a frugalidade de um eremita. Solitária, uma maçã descansava sua casca lisa e verde sobre a prateleira mais alta. Olhei para aquela fruta e quase chorei. Entendi o sentido da vida naquele instante. Era o frescor preservado em um mundo frio. Verde e jovem. Pronta para uma mordida. Não tive coragem de devorá-la ali, temperada de lágrimas.

Tomei um copo de água, ainda sob o efeito da visão da maçã. A fome cedeu um pouco.

De volta à sala, encontrei J.C. fumando. Pensei em alertá-lo sobre os malefícios do vício para a sua saúde. Mas eu era lá algum Drauzio Varella? Ao invés disso, tentei ganhar tempo, conversando sobre assuntos diversos. Sempre olhando para a prateleira acima da cabeça de José Cristóvão, onde várias garrafas de conteúdo etílico mostravam uma boa camada de poeira.

Vimos um pouco da novela, eu no sofá, ele sem se levantar da sua cadeira-trono. Minha mente fervilhava, procurando uma maneira de sair dali, sem ofender J.C.

– Não vou poder ficar muito tempo. – Disse, soltando um suspiro. – Deixei meus filhos sozinhos em casa.

– Você não me falou que tinha filhos.

– Não falei? – Forcei o tom de surpresa– Os gêmeos completam cinco anos mês que vem e o mais velho está com dez. São a luz da minha vida! Vai adorar os meus filhotes.

Caprichei no olhar de mãe perturbada que larga os filhos para conhecer um sujeito qualquer em uma noite chuvosa. Ei, não me olhe assim! Nunca pari criança alguma. Só estava fazendo cena para o bem do velhinho. Bom, a parte da perturbada-que-sai-numa-noite-chuvosa-para-conhecer-um-sujeito-qualquer  era verdade. Mas quem pode me julgar?

José Cristóvão tossiu com mais vigor. Por um momento, pensei que ele não fosse recuperar o fôlego.

– Bom, moça, acho melhor você voltar para casa.

– Ah, sem pressa, amore. O pai dos gêmeos ficou de passar lá para pegar uns bagulhos que deixou comigo.

J.C. apagou o cigarro inacabado, esmagando-o no cinzeiro.  

– Madalena, eu realmente acho que… – pausa para uma longa tossida – que você deveria ir agora.

– Bom, se você faz questão…

Levantei do sofá, alisando meu vestido e fingindo uma certa decepção. Peguei minha bolsa em cima da mesa, que estava mais bamba do que eu.

J.C. lançou um olhar em direção à porta. Trêmulo, sacudido pela tosse e as revelações recentes, levantou-se, apoiando as duas mãos na escrivaninha. Ostentou um ar que dizia – você não é mulher para mim. Doeu, não vou negar. Afinal, eu estava sendo descartada como uma fruta podre. E a maçã verde, ali, à espera de uma Branca de Neve que não seria eu.

– Bom, foi um prazer, Zé. Quando puder, me liga. Podemos combinar um passeio com as crianças, quem sabe?

Ele curvou-se em mais um acesso de tosse. Preciso ir embora antes de matar o velho, pensei.

– Claro, claro.. Depois, nos falamos.

– Abre a porta, senão eu não volto, hein? Melhor não arriscar, né, Zé?

Ele escancarou a porta, reunindo as últimas forças que pareciam abandonar seu corpo. Restava-me ainda o golpe final de misericórdia. Fechei os olhos e beijei sua face esquerda. Sorri e disse, muito docemente:

– Boa noite, vovô.

As palavras saíram mais rápido da minha boca do que ele merecia. Sem dizer mais nada, escorreguei para dentro do elevador.

A viagem rumo à liberdade durou menos de um minuto. Minha alma finalmente se encaixou e, juntas, fomos embora.

Sem guarda-chuva, alcancei a calçada que começava a ser lavada pela tempestade. Meu vestido estava molhado e meus sapatos ensopados, mas eu me sentia feliz como nunca.  

Uma risada incontrolável me impulsionou a atravessar as ruas quase dançando. Se não fosse pela fome, eu cantaria. Devia ter comido aquela maçã.

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50 comentários em “A última tentação de J.C. (Cláudia Roberta Angst)

  1. anaribt
    4 de setembro de 2017

    Parabéns, Cláudia! Adorei, você está ficando boa nessas narrativas! Talento evidente! Beijos

    • angst447
      4 de setembro de 2017

      Obrigada, minha querida. Uma honra ter meu conto lido por você. Beijos.

  2. Ana Maria Santos da Silva
    3 de setembro de 2017

    Amei! Claudia, escreve muito bem…gostei da escolha de palavras, do humor, do tema e do final..costumo ter problemas em nao aceitar o final..mas amei este!!

    • angst447
      4 de setembro de 2017

      Obrigada pela leitura e gentil comentário, Ana. Beijos.

  3. Marco Aurélio Saraiva
    1 de setembro de 2017

    Caramba ein! Essa Madalena é uma figura! Como pode isso? Falar no celular com um vovô caquético, e nem notar? ok ok… mas ver o vovô no carro e ENTRAR nele? E daí… subir pro apartamento dele?

    Na verdade, eu estou falando estas coisas porque era tudo o que pensava durante toda a leitura. Sério. Cada parágrafo que eu lia eu pensava “como assim? COMO ASSIM? Ela é louca!”. Daí ela, já dentro do apartamento do senhor, pensa em uma “forma de sair dali sem ferir os sentimentos do velhinho”. Fizesse isso lá na esquina do prédio dela, falando “Não senhor, não me chamo madalena não!” e indo embora! Agora que está no apartamento… fica! Rs rs rs rs

    Isso me incomodou tanto na verdade que eu não consegui rir muito durante a leitura. As decisões de madalena são tão loucas, e tão inverossímeis, que eu me pegava mais indignado com ela do que rindo pela situação que ela passava.

    Sobre a sua técnica: excelente. Não há o que falar sobre ela, senão que você escreve demasiadamente bem. O parágrafo do encontro da maçã verde na geladeira foi tão bem escrito que fiquei até com inveja. Quero ser que nem você como crescer!

    “As grades gastas, mas aparentemente limpas, ostentavam a frugalidade de um eremita. Solitária, uma maçã descansava sua casca lisa e verde sobre a prateleira mais alta.”

    Todo este parágrafo é bom, mas esta parte que destaquei é ainda melhor.

    Pena que o enredo, ao meu ver, foi bem fraquinho.

    Abraço!

  4. Vitor De Lerbo
    31 de agosto de 2017

    Ótima protagonista!! Inteligente e soube lidar muito bem com a situação, saindo da enrascada sem ser grossa com o velhinho.

    A história gera identificação com o leitor; quem nunca teve um encontro horrível e totalmente diferente do esperado?

    A maneira com que foi conduzida, em primeira pessoa e com tiradas inteligentes, deixa a trama ainda melhor.

    Boa sorte!

  5. Pedro Luna
    29 de agosto de 2017

    Bom, analisando ao maior propósito, que foi contar sobre esse encontro, o conto diverte. Que grande roubada se meteu essa personagem. Ri muito dos dois assistindo a novela. Quanto ao cidadão usar bengala, lembrei de uma moça que conheci no Tinder que também usava uma. Hahaha. Deu ruim também, mas não zoei a moça, como sua personagem faz cruelmente..kk.

    É um texto bem escrito, que cumpre o papel de entreter, mas quando chega ao fim, ele morre no ponto final. Esse é o ponto fraco, o texto não tem muita carga para deixar o leitor pensando nele depois. Retrata um encontro e ponto. O simbolismo da maçã também não acrescentou muito, a meu ver. Mas enfim, foi uma leitura satisfatória. Parabéns.

  6. Rubem Cabral
    28 de agosto de 2017

    Olá, Maria Madalena.

    Gostei do conto, mas em partes. A construção da narradora e do José foi muito bem feita. As reflexões dela foram muito boas tbm. A qualidade da escrita é ótima e não notei erros por acertar.

    O conto abre uma série de possibilidades, contudo, o final apenas frustra, com um balde de gelo de realidade dura e anticlimática, não? Pensei primeiro que Madalena poderia ser confundida com uma prostituta e levada por engano por um cliente que teria combinado o mesmo lugar de encontro. A possibilidade de mal entendidos seria hilária. Mas o conto nos ofereceu um real encontro “furado” entre uma mulher na casa dos 40 anos (?) e de um senhor bem mais velho e de saúde frágil.

    Então, como texto que provocaria graça, o conto falhou um pouco: achei a história triste, na verdade.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  7. Rsollberg
    27 de agosto de 2017

    Haha

    Então, Maria. Penso que a grande virtude deste conto está em sua agilidade, é fácil e gostoso de ler. Algumas observações do narrador são ótimas, possuem sagacidade e humor,”Menti, claro. Os homens têm uma predileção por ineditismo, algo relacionado às cavernas, à descoberta da roda. Quem sou eu para estragar a brincadeira?”

    As analogias funcionaram a maior parte do tempo, essa no entanto, não se encaixou no contexto “Meus pensamentos fluíam feito diarreia sem trégua.”
    Diferentemente desta outra que faz sentido na voz da protagonista “J.C. saiu do carro com a agilidade esperada de um bicho-preguiça acometido de pressão baixa”

    A história em si se resume ao encontro que não deu certo, típico das comédias românticas, contudo, neste género, esse causo seria apenas um estopim para uma história maior, um preâmbulo antes do primeiro ato. Ou seja, na minha opinião ficou faltando a reviravolta, a lição nesse personagem cínico e tão crítico.

    De qualquer modo, boa sorte.

  8. Jorge Santos
    27 de agosto de 2017

    Conto que brinca com algumas referências bíblicas e que alerta para os perigos das redes de encontros tipo Tinder e afins. Bem contado, com ritmo e comédia. O fim é esperado, a vontade de comer uma maçã na casa de um desconhecido fecha a trama de uma forma interessante.

  9. Lucas Maziero
    27 de agosto de 2017

    Opinião geral: Mais um conto de que gostei bastante.

    Gramática: Irreprimível. Está muito bem escrito.

    Narrativa: Leitura prazerosa, conseguida pela correção e esse estilo leve, sem firulas.

    Criatividade: Uma boa ideia. Um fato corriqueiro nos dias atuais transformado em ficção, e em ficção verossímil, o que nos ajuda a mergulhar completamente na história. Apesar de a ideia de a pessoa que conhecemos virtualmente ser diferente do que ela é na realidade ser batida, aqui não desagradou e ganhou novas cores.

    Comédia: O bom humor da personagem é o que me ganhou neste conto. Ela, toda viçosa como a maçã verde, permaneceu incólume, como a fruta, até o fim, assim eu entendi.

    Parabéns!

  10. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    É muito bom seu conto, Madalena! Uma situação que deve acontecer costumeiramente pelos Tinders da vida. Vc descreve a situação de forma hilária e magistral, a protagonista é muito bem trabalhada, o J.C. também! O final também é ótimo, redentor, arremata bem a trama. Parabéns!
    P.S.: Percebi q Tb sou J.C…. rs

  11. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Olá, Madalena,

    Tudo bem?

    Você nos trouxe um conto com um incrível toque de contemporaneidade e elementos do cotidiano capazes de criar uma grande empatia no leitor. Quem nunca? Ou ao menos, quem não conhece alguém que entrou em uma cilada na net? Certamente a maioria de nós, sim.

    Gostei muito do modo como o(a) autor(a) conduziu o texto. Optando, em primeiro lugar, por situar o leitor de modo que este entenda que certas piadas poderão, eventualmente, soar meio retrô. Em seguida, a estrutura do texto denuncia um(a) escritor(a) consciente e que sabe bem onde quer chegar, preparando o leitor para a “piada final”, através de algumas subdivisões que assim nomeia como “avisos”.

    É comédia certeira, com o leitor pensando: minha nossa, no que Madalena irá se meter? E, tornando-se cúmplice do(a) autor(a), ao adivinhar/saber algo que Madalena ainda não entende. Ela irá se encontrar com um senhor de terceira idade.

    Outro ponto forte foi a piada “secundária” que é o modo como a protagonista dispensa o pobre senhor, assustando-o com uma máxima recorrente sobre o que mais poderia apavorar um homem, mas que funciona perfeitamente dentro da estrutura do conto.

    Muito bom. Ri aqui sozinha. 😉

    Parabéns.

    Sucesso no certame.

    Beijos

    Paula Giannini

  12. Evandro Furtado
    25 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Não estou muito certo em relação ao cômico, mas a história é instigante. A forma como o texto se desenvolve, criando tensão e levantando questionamentos acerca do que vai acontecer em seguida, torna a leitura mais prazerosa. Uma pena que, no final, falte justamente aquele encaixe no tema do desafio.

  13. Olisomar Pires
    23 de agosto de 2017

    Escrita: muito boa. Fluida e envolvente.

    Enredo: Moça marca encontro com desconhecido em idade avançada.

    Grau de divertimento: médio – ! É um texto triste, não pela escrita e montagem da narrativa. É triste por ser dolorosamente comum.

    A superficialidade, a violência, as ameaças, o não-dito, a maldade, a inocência, as mentiras, a vida que acaba, uma vida acabada. Tudo tão lágrima.

    Sempre é possível rir de tudo, até mesmo do sofrimento.

  14. Roselaine Hahn
    23 de agosto de 2017

    Maria Madalena, um contaço, arrancou-me as primeiras risadas com a obturação do incisivo à mostra. O “Entendi o sentido da vida naquele instante” foi uoóoo. Um texto moderno, daria um belo monólogo, enfim, tem muito o que falar não, pobre J.C. Escrita precisa, enxuta, “horrivi de bonita”. Vai pro trono. Parabéns, abçs.

  15. Eduardo Selga
    23 de agosto de 2017

    Um dos muitos preconceitos sociais que povoam nossa sociedade é o que sustenta, muitas vezes camuflada de “brincadeirinha” (uma característica da prática preconceituosa no Brasil), que profundas diferenças de idade entre duas pessoas interditam a possibilidade de haver amor entre elas porque esse sentimento está (ou estaria) necessariamente relacionado à prática sexual, e o sexo seria uma impossibilidade absoluta para pessoas de terceira idade. Não obstante as contribuições da ciência médica e da mudança comportamental que se verifica recentemente nessa população no sentido de vitalizar o corpo.

    O preconceito está no fato de que se o amor sensual não prescinde da prática sexual, a idade não necessariamente inviabiliza as coisas. Logo, é injusto generalizar e incluir todos os possíveis casais em semelhante situação no mesmo balaio.

    O que provoca o desejo de um pelo outro é o que este outro tem de desejável, certo? Sim, mas isso, numa sociedade profundamente sexualizada, passa muito, porém não exclusivamente, pela “qualidade da carne”. Ora, o “belo”, o “gostoso”, não são naturalidades, como a sede e a fome, e sim construções sociais organizadas a partir de questões ideológicas, míticas e outras.

    Assim sendo, e porque a juventude é tida como um valor primordial em nossa sociedade que hipervaloriza o sexo, quem é jovem entende de um modo geral que a beleza e a gostosura do outro estão na “carne fresca”. Belos olhos, inteligência, bom humor e outros atributos são importantes, porém satélites em relação a essa gostosura da carne, muitas vezes.

    Tudo isso posto, o comportamento da personagem do conto mostra um de nossos preconceitos mais naturalizados, a ponto de nem sempre ser visto como tal. No texto ainda há outro detalhe fundamental para a compreensão de até que ponto a narrativa reflete um comportamento social: a personagem também está em busca de sexo casual, embora indique que isso seja típico de “outros tantos”. Essa informação é meio escondida no texto, mas no começo ela diz ser “uma romântica sem escrúpulos”. O que seria isso? É possível amar verdadeiramente alguém e não ter escrúpulos para com ela? Em minha opinião, esse trecho é o melhor indício de que também ela pretendia o sexo “fast food”.

    A personagem é jovem, mas não adolescente, como demonstram os trechos “só quem tiver riscado algumas décadas no calendário, entenderá o porquê do meu engano” e “[…] uma mulher ainda nos seus anos de guerreira”. Mesmo assim, na casa do sujeito ela se depara com um elemento que pode ser visto como um símbolo do amor imaturo ou do amor que na verdade é apenas tesão, a maçã verde. Nesses sentidos, entendo ser uma bela manipulação da imagem por parte do(a) autor(a). Quando a personagem, também narradora, afirma que lhe faltou coragem para devorar a fruta, “temperada de lágrimas” (metáfora da baixa temperatura da geladeira), não o fez porque, embora com fome de sexo, ainda que disfarçado de amor romântico, ela viu-se a si mesma, simbolicamente. Se comesse equivaleria a um suicídio, naquele momento.

    No entanto, posteriormente, no desfecho, ela diz para si mesma, fora da casa do homem, feliz da vida, que “se não fosse pela fome, eu cantaria. Devia ter comido aquela maçã” (o amor imaturo). Por que mudou de ideia? Porque estava livre de um grande incômodo, um “[…] profundo constrangimento”, como ela mesma diz, que era o homem de bengala. Ele, por ser velho, de certa maneira a rebaixava, a desqualificava sexualmente, pois se ainda estava nos “anos de guerreira” (meia idade) sua alma era jovem e estava como separada do corpo quando a personagem estava no apartamento do homem. Por isso ela diz, liberta, “a viagem rumo à liberdade durou menos de um minuto. Minha alma finalmente se encaixou e, juntas, fomos embora”. Vontade de devorar o amor imaturo ela sente quando sabe que não haverá mais chance de esse amor estar diante dela.

    Ao fim, o que ambos os predadores querem é fazer do outro sua presa, carne para saborear. É um jogo de caça, em que as presas são abandonadas antes da devoração: ele, vendo a possibilidade de haver algum compromisso, por causa dos supostos filhos, imediatamente a dispensa; ela, percebendo que a qualidade da carne não é a pretendida, dá graças a Deus por se ver livre. Quando ela diz “afinal, eu estava sendo descartada como uma fruta podre”, num ligeiro tom de vitimização, é apenas meia verdade: ela faz o mesmo com ele, e já queria fazê-lo desde o início.

    Como construção narrativa, um primor. Funcionaram muito bem os breves direcionamentos do discurso ao leitor, como em “ei, não me olhe assim! Nunca pari criança alguma. Só estava fazendo cena para o bem do velhinho”, tentando fazer de quem lê mais do que um leitor: um cúmplice.

  16. Fheluany Nogueira
    22 de agosto de 2017

    A sátira critica o ridículo do namoro pela internet. O alvo é a falsidade da aparência física criada na rede, mostra a velhice de forma constrangedora e a decepção no encontro pessoal, o foco, então, passou a ser os sentimentos e situação da protagonista.
    A leitura foi divertida, manteve um bom ritmo, o texto está bem equilibrado, com personagens reais e construídos coerentemente. O jogo de palavras (JC, o pseudônimo, a última tentação, a maçã) criou uma sugestão interessante.
    Parabéns por passar para a segunda fase. Abraços.

  17. Ana Maria Monteiro
    22 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Não costumo rir nem chorar a ler, mas tenho emoções e sentido de humor. O seu conto está uma delícia e gostei muito. Caprichou na escrita, na revisão, em tudo (só dei por falta de dois acentos, nada mais). O enredo está muito bem montado, imaginativo, pontuado de humor em cada pequeno detalhe. Comédia pura. Tudo na dose certa, claro que gostei de ler, foi um momento bem divertido.

  18. Brian Oliveira Lancaster
    21 de agosto de 2017

    J: Não sei como encarar esse texto. É uma tragicomédia do início ao fim, tem seus momentos engraçados, outros constrangedores, mas a tristeza impera – até pela atitude da personagem ao fim. Dá pena, mas ao mesmo tempo é algo que poderia acontecer mesmo. Engraçado? Talvez. Fica mais melancólico do que bem-humorado ao seu término. – 8,0
    A: Bem que ela podia dar uma chance para o velhinho né? Não no sentido amoroso da coisa, mas sair com ele, passear, sei lá. Acho que o texto poderia ter uma reviravolta maior próximo ao fim, mais inusitada. A personagem não tinha culpa, mas suas atitudes fazem a gente começar gostando dela e acabar a odiando na conclusão. É um ótimo texto de situações, mas ainda estou em dúvida quanto à adequação. – 8,0
    C: Os dois personagens têm carisma de sobra. O cotidiano está bem descrito. – 9,0
    U: Escrita suave, tranquila, sem erros, com boas divisões de pensamentos. – 9,0
    [8,5]

  19. Gustavo Araujo
    21 de agosto de 2017

    Ótimo conto! A começar pela premissa. Quem nunca… Pois é, volta e meia esse tipo de coisa acontece com a gente mesmo – em situações que se não são idênticas, acabam se parecendo bastante – ou com alguém que a gente conhece. A antecipação, a expectativa, a ansiedade, a maneira como idealizamos alguém na esperança de que se trate daquele ou daquela que irá preencher o nosso vazio interior (às vezes, literalmente). Sim, o texto trata de maneira hábil de algo complicado, que é a carência. Revela, em especial, como a ausência de companhia se abate sobre gente de qualquer idade, credo, condição física ou habilidade automobilística. Gostei da maneira como isso foi tratado no texto, sob uma capa de aparente simplicidade, de maneira lúdica até. A metáfora da maçã, aliás, não deixa dúvidas de que o texto trata de solidão, apesar da comicidade empregada e das piadinhas aqui e ali. Só o que me incomodou foi o final porque durante todo o desenvolvimento vemos uma Madalena até certo ponto sonhadora, preocupada com a situação e com a maneira de lidar com a frustração de que seu príncipe imaginado não era exatamente tudo aquilo; no fim, porém, vemos até mesmo um certo sadismo de sua parte, culminado com o “adeus, vovô”, que ela mesma considera como o golpe de misericórdia. Para mim, esse arroubo de crueldade (concebido, talvez, para provocar graça no leitor) não combinou com natureza ingênua da moça, que durante toda a narrativa se mostra alguém adorável, alguém por quem torcemos e com quem nos identificamos. Assim, cara autora, deixo a sugestão para que você pense se realmente é o caso de, no final, tornar a nossa heroína na antítese de si mesma. De todo modo, parabéns pelo conto.

  20. Pedro Paulo
    20 de agosto de 2017

    É um conto no qual a expectativa se mantém desde o começo, na narração bem-humorada da protagonista, cuja sinceridade quanto à situação encanta e faz sorrir. Uma breve introdução situa o leitor no que está para vir e nesse trecho podemos tanto entender a trama como simpatizar com a insegurança da personagem principal, cujas expectativas fantasiosas divertem e reforçam um suspense sobre o encontro com o misterioso J.C. Quando o sujeito enfim aparece, a trama segue em uma sucessão de momentos desconfortáveis sobre os quais Madalena reflete com humor e comparações bem-humoradas que a dividem entre o desespero de querer sair dali e manter a boa educação. Então, como a própria narradora descreve, é mesmo uma história cômica, mas enquanto com uma intenção humorística, não é tão original e, portanto, assim que se percebe que o J.C frustra totalmente as expectativas da protagonista, não resta nenhuma expectativa para o humor poder surpreender o leitor e a trama se torna previsível, havendo comédia mais no estilo narrativo no que na própria história em si, algo repetido nos demais contos que li para o desafio.

  21. werneck2017
    20 de agosto de 2017

    Olá, Maria Madalena!

    O texto cativa a tenção do leitor desde seu início, muito criativo, muito envolvente nas peripécias de uma protagonista que nunca parece se dar bem. Nem para comer a maçã, símbolo do pecado. Desse pecado ela se livrará. Muito bem escrito, muito espirituoso, passando credibilidade no imbróglio que se desenvolve. O enredo conciso, enxuto, parágrafos bem construídos, coeso e coerente. Muito bom.

  22. Davenir Viganon
    20 de agosto de 2017

    O texto é cômico e me causou uma aflição, vergonha alheia, sorriso amarelo e desconforto. Pela capacidade de causar tantas emoções eu achei seu conto excelente e a situação simples do encontro/roubada foi muito bem montada.

  23. Bia Machado
    19 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 2/3 – O conto tem um ritmo que me fez ler do início ao fim e não sentir que era algo enfadonho, porém cheguei ao final dele com a sensação de que “era só isso?” Podia ter trabalhado mais o final. Aquela parte dela entrar no carro assim, tão fácil, pode achar estranho, mas não engoli…

    Personagens – 2/3 – Pouco desenvolvidos. A Madalena mais que o J.C., mas não me senti envolvida pela narração dela.

    Gosto – 0,5/1 – Uma leitura ok, mas que não vai ficar muito tempo na memória.

    Adequação ao tema – 1/1 – Sim, está adequado, a intenção é de fazer rir, porém pra mim não funcionou. Achei engraçadinhas umas duas piadinhas, mas nada que me fizesse esboçar um sorriso ao menos.

    Revisão – 1/1 – Não notei nada que atrapalhasse minha leitura.

    Participação – 1/1 – Parabéns por ter chegado até aqui.

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  24. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    18 de agosto de 2017

    *poderiam ter sido melhor executados e com

  25. Thiago de Melo
    18 de agosto de 2017

    Olá Maria,

    Muito legal o seu conto. Cheguei a ficar apreensivo com você evitando tantos sinais assim dos céus. Muito arricado! Kkkkk Mas, coitadinho, o velhinho estava mesmo nas últimas.
    Achei que você conseguiu ambientar bem o seu texto e eu acompanhei o desenrolar da história ávido por saber o que iria acontecer. Muito bom. Não foi, como você deve imaginar, o texto mais engraçado que eu já li, mas o tom descontraído da narradora foi muito bem colocado. Parabéns!

  26. Jowilton Amaral da Costa
    18 de agosto de 2017

    Achei o conto médio. Está bem escrito, não percebi erros, mas, a estória não me pegou. Achei bem inverossímil a Madalena continuar o encontro quando encontrou com o velhinho de bengala. e ainda mais ir para o apartamento dele. A parte da maçã na geladeira rendeu boas frases. Chegou uma hora que ele ficou um pouco enfadonho para meu gosto. Boa sorte.

  27. Amanda Gomez
    17 de agosto de 2017

    Olá, Maria Madalena!

    Seu conto é muito bom. Estou meio impressionada com o tédio dessa mulher, que fez tudo o que não se deve fazer em um encontro as escuras, ainda mais com uma pessoa que conheceu pela internet, que ainda por cima usa bengala e tem uma voz rouca pela velhice! k, Olha só quantos sinais vermelhos ela avançou, comecei a achar que o conto se tornaria trágico. Mas você optou por outra resolução, eu gostei.

    O título brinca um pouco com a imaginação, a gente já entra pensando uma coisa. A narrativa está ótima com várias tiradas e frases bem legais, que faz rir e se identificar, trata-se de um autor, na verdade deve ser uma guria, que numa conversa soltaria várias frases articuladas, com referências bem pertinentes.

    A personagem, apensar de louca é carismático, o JC é tudo aquilo que não se espera, eu pensei que a casinha estava armada pra ela, tudo levava a crer nisso, mas o velho se mostrou um homem típico, que não quer compromisso, só pegação, e ainda se apavora se a mulher tem filhos. kk quem diria!! ( Quando ele fala no carro ” cadê meu beijo”, meu estomago revirou shauhs) se for levar em conta que eu achava que ele era um sociopata e tals. =/

    A parte da maça achei meio…sei lá, no fim talvez eu esperasse por algo mais, bem mais. Mas isso não apaga o brilho do conto, que estará na próxima fase, de certo.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  28. Leo Jardim
    17 de agosto de 2017

    A última tentação de J.C. (Maria Madalena)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): é bastante simples, sem grandes acontecimentos ou reviravoltas, mas é bem executada, dá pra sentir bem o perrengue que ela se meteu. Faltou o velhinho se assanhar mais, ir pra cima dela, depois de uma pilulazinha azul. A saída mesmo assim foi boa e bem sacada.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): achei muito boa, totalmente transparente, daquelas que faz o texto correr que é uma beleza. Algumas metáforas e comparações também foram bem usadas principalmente para fazer humor.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): é uma cena corriqueira, mas cheia de personalidade, daquelas que vai pra lista de derrotas divertidas do nosso dia a dia.

    🎯 Tema (⭐⭐): totalmente adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): o conto me fez rir de mostrar os dentes no metrô, logo teve seu efeito certeiro em mim.

    🤡 #euRi:

    ▪ “Talvez pela vergonha de estar ali esperando por Richard Gere e dar de cara com o Papai Noel” 😄

    “Bom, a parte da perturbada-que-sai-numa-noite-chuvosa-para-conhecer-um-sujeito-qualquer era verdade” 😃

    “Boa noite, vovô” (sacanagem) 😁

    ⚠️ Nota 8,5

  29. Anderson Henrique
    17 de agosto de 2017

    Tragicômico e está de acordo com o desafio. Gostei. Não simpatizei tanto com a protagonista (ninguém tem nada com isso), mas ela é bem construída. “Mas o tédio faz maravilhas com pouco material” ótima frase. Gostei também do arremate. Sorriso de cantinho no final da leitura.

  30. Anderson Henrique
    17 de agosto de 2017

    O texto tem cadência, está bem escrito, mas ele se apoia em terras já visitadas. O embate entre criador e criatura não é novidade. Há uma graça aqui e ali. Foi leve a leitura, boa, sem percalços. Mas acho que é um texto sem grandes recursos ou experimentações. Bom texto.

    • Anderson Henrique
      17 de agosto de 2017

      Comentei o texto errado. Ignore, pf.

  31. Wender Lemes
    16 de agosto de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.
     
    ****
     
    Aspectos técnicos: o conto foi bem organizado e revisado, partindo sem grandes pretensões de um mote relativamente comum (um encontro às escuras) e proporcionando uma boa comédia cotidiana. Visto por esse lado, o humor está contido nas desventuras dos protagonistas, nas imperfeições com as quais acabamos nos identificando.
     
    Aspectos subjetivos: achei a construção de Madalena bem interessante. Apesar de ela ter todas as limitações de comportamento em sociedade de uma pessoa normal, a narrativa na primeira pessoa a mantém extremamente nítida aos olhos do leitor – como se ela não soubesse que alguém tomaria conhecimento de seus pensamentos, ou simplesmente não se importasse.
     
    Compreensão geral: o ponto forte dessa narrativa, ao meu ver, é o fato de criar personagens tão humanos (apesar de o título e metade do conto induzirem ao entendimento justamente do contrário). Cria-se a expectativa de um encontro moderno entre Jesus Cristo e Madalena, e esse pensamento se desfaz de maneira bem agradável.

    Parabéns e boa sorte.

  32. Priscila Pereira
    16 de agosto de 2017

    Olá Maria Madalena.
    Este comentário não serve como avaliação, é só minha opinião sobre o seu texto!
    Seu título me enganou… pensei que seria alguma zoação com religião… foi um alívio perceber que não!! Gostei bastante!!Achei divertido, fluido, gostoso de ler e muito bem escrito… Tenho uma suspeita da autoria…kkk Muito simpático seu texto. Parabéns e boa sorte!!

  33. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    16 de agosto de 2017

    Madalena,

    que conto interessante. Gostei da forma como você conduziu a escrita e tenho a impressão que você domina o riscado com grandeza. A sacada do encontro com um senhor de idade foi bem pensada, mas, na minha opinião, não muito bem executada. J.C e Madalena, creio, poderia ter sido melhor executados com mais abrangência nos diálogos. Acho que faltou mais tridimensionalidade neles.

    No entanto, é um conto bom. Com um humor sútil que me agradou.

  34. Renata Rothstein
    15 de agosto de 2017

    Oi, Maria Madalena, tudo bem?
    Conto muito bem estruturado, escrito todo corretamente, eu até sorri e vi realmente um potencial para comédia excelente na história, mas fiquei sem entender (e talvez seja a graça da comédia, o “não ter explicação) o afastamento de J.C.
    Gostei, nota 8,5
    Abraços!

  35. Fernando.
    13 de agosto de 2017

    Um conto que me fez rir muito. Uau, que legal a sua narrativa, Maria Madalena. Você soube construir a história de forma tal que fui entrando dentro dela e rindo da cena e da “moça” que não dá atenção aos sinais e parte em rumo a um encontro com um desconhecido. A cena dela se desvencilhando de JC está hilária e algumas frases que você usa realmente deram um toque todo especial ao enredo. Por exemplo ri demais com esta: “uma mulher ainda nos seus anos de guerreira e um cavalheiro que há muito resistia estrelar nas colunas do obituário.” Tadinho do idoso. Um único ponto me fez ficar aqui a pensar com meus botões… O título achei que não casou plenamente com a história, sabe? Deu-me a impressão de ter batido na trave. Puxa, um grande conto. Parabéns.

  36. Cilas Medi
    11 de agosto de 2017

    … sofá encostado à parede oposta da porta = … encostado na parede….
    Duas melhores frases, foi o que consegui tirar desse conto:
    1. J.C. saiu do carro com a agilidade esperada de um bicho-preguiça acometido de pressão baixa.
    2. Devia ter comido aquela maçã – em alusão ao fato e não ao conteúdo.
    Enfim, nada para rir. O personagem age, fala, se emociona, se irrita e define que o melhor é uma gargalhada no final. O leitor? Quem? Eu? Estou tentando sorrir, diferente do desafio que vislumbrava e desafiava para nos fazer rir.

  37. Higor Benízio
    10 de agosto de 2017

    O conto flui muito bem. Sua escrita é tranquila e bastante agradável. Acabar encontrando um vovô num site de encontros poderia ter rendido situações mais cômicas, principalmente no apartamento dele. Fiquei esperando o climax da piada, mas ele não veio. No geral é um bom conto.

  38. Cláudia Cristina Mauro
    9 de agosto de 2017

    Os encontros após contato na internet são temas atuais, mas o tema atual perde força entre a enormidade de clichês. Há muitas pausas através de vírgulas que não tinham necessidade, o que atrapalha a fluidez do texto. Tem passagens que tentam ser cômicas e não conseguem. A personagem do senhor poderia ter sido mais desenvolvido, mas se curva ao clichê do “velho chato”. Ele não tem presença marcante na narrativa, deixando à personagem principal toda a responsabilidade. Porém é difícil se envolver na história da personagem.
    Nota 5.

  39. talitavasconcelosautora
    9 de agosto de 2017

    Crianças, não façam isso em casa! Rs

    Esse foi um dos melhores conto que li nesse grupo, muito engraçado e bem concluído. Com cara de chick-lit, divertido e com uma situação pra lá de constrangedora. Saia justa mandou lembrança! E o jogo de cintura, também. Simplesmente amei.

  40. iolandinhapinheiro
    8 de agosto de 2017

    Método de Avaliação: IGETI

    Interesse – O conto é muito bom e bem escrito. Não gostei da frase clichê “seria trágico se não fosse cômico”, mas foi apenas um deslize. A história é interessante e a gente quer continuar lendo, então neste quesito, você tirou nota máxima.

    Graça – Foi o primeiro que eu ri alto – naquela parte do bicho preguiça. Seu conto é muito bem descrito e faz a imagem surgir na cabeça, e eu pensei no velhinho erótico doido para se dar bem (e depois para se livrar na garota) várias vezes. A cilada em que a moça cai vai se delineando paulatinamente e com muita competência pelo autor ou autora que utiliza um humor irônico muito gostoso.

    Enredo: Pois bem, o conto é a história de um encontro arquitetado através do mundo virtual, e como todo mundo sabe, geralmente estas coisas terminam em decepção. Não é um enredo original, mas o autor (que eu acho que é uma autora) soube fazer as coisas tornando o texto leve e divertido. As cenas foram coerentes, os personagens foram muito bem construídos e resumidos ao mínimo necessário. Nada sobrou ou faltou. A gramática é tranquila. Não morri de rir, mas ri.

    Tente Outra Vez – Só não gostei da mulher que se dizia tão cuidadosa, ter ido no primeiro encontro à casa do cara. Ele era vovozinho, ok, mas podia fazer parte de uma gangue de estupradores/assassinos que estivesse esperando no apartamento.

    Impacto: muito bom, o texto marcou a tabela inteira. Teve fluidez, estava bem escrito, engraçado, e sem erros. A ideia não era original mas o modo como foi escrito fez dele um conto marcante. Boa sorte no desafio.

  41. Anorkinda Neide
    7 de agosto de 2017

    Gente!!!
    Eu não costumo gostar quando desprezam velhinhos haihaua
    Mas, cara foi o único conto que ri com vontade até agora! 🙂
    Conto muito bem conduzido, com firmeza, destreza.. conseguiu ser engraçado em forçar a barra e nem pisar no freio.
    As situações q se apresentavam foram hilárias, sem precisar que o autor fizesse malabarismos linguísticos ou metafóricos.
    O véio enviou fotos falsas pra moça, hein? Pq fotos dos tempo de moço seriam bem antiquadas hahua mas a moça era bem desatenta mesmo!
    Muito bom Muito bom!!
    Abraços e muitas risadas!

  42. Luis Guilherme
    6 de agosto de 2017

    Boa tarrrde. Tudo bao? Desculpa se sair meio zoado o coment, sou ruim de digitar no c3l. Vamos ao q interesse:

    A cena tragicomica ate q prende. Qm nunca passou por uns maus bocados com encontros marcados pela net, ne? Vc construiu uma situaçao que pega tds os riscos de um encontro desses e reuniu numa unica situaçao. Apesar de ter sacado q a mina tava desesperada, achei um pouco exagerada a cena. O cara era zoado demais pra ela entrar no carro.

    Mas nao perdi a curiosidade, pois esperava um desfecho que fechasse td legal.

    Infelizmente nao veio. Nao gostei mto da conclusão?, achei rapida e sem graça, destoante do resto.

    Sua linguagem flue bem e tem um tom divertido, achei q o conto merecia um desfecho a altura.

    Enfim, uma historia divertida e meio absurda, q gera interesse, mas que deixou a desejar no desfecho.

    Parabens e boa sorte!

  43. Regina Ruth Rincon Caires
    6 de agosto de 2017

    Entendi perfeitamente o texto tragicômico! Confesso que já risquei muitas décadas no calendário. Muitas situações idênticas acontecem no mundo, mas, por respeito à decepção que causam, poucas são reveladas. Enredo bem construído, emocionante a descrição do conflito travado internamente por Madalena (nome fatídico, né?). Conflito que trabalha com a decepção, a generosidade, a censura, o arrependimento. A solidão provoca atitudes impensadas. É possível perceber a consciência de que tudo daria errado e a necessidade de viver aquilo. Tudo conspirou contra. O que sobrou de positivo, ao final, foi a sensação de liberdade. Maria Madalena do céu! Suei, arrepiei, senti os cheiros, desviei do beijo, tive enjoo, andei na chuva… Parabéns pelo texto!

  44. catarinacunha2015
    6 de agosto de 2017

    Uma comédia do cotidiano costurada, com exímias agulhas de tricô, por quem desenvolveu grande intimidade com personagens. Humor elegante e muito sensorial.

    Frase auge: “Os jovens que me desculpem, mas experiência é essencial para rir da piada no momento certo.” – Com sabedoria, o autor induz o leitor a prestar mais atenção aos detalhes da trama.

    Sugestão: Retirar todo o primeiro parágrafo, uma introdução sem sentido que parece rotular a obra.

  45. Jose bandeira de mello
    6 de agosto de 2017

    Otimo conto. Escito de forma clara, rapida e correta. Muito agradavel de ler. O humor..ou o bom humor aparece o tempo todo, o que demonstra que o texto nao precisa arrancar gargalhadas para ser engraçado ou ter um bom astral. A tensao da heroina ao aguardar alguem onde o sucesso desse encontro poderia ser uma incognita, eh transformada em alivio e felicidade quando a protagonista passa de um papel de passiva a ativa na historia. O retrato rico da geladeira vazia com uma unica maça verde, deixou-me na duvida de ser uma analogia ao velho solitario ou a mulher de cor vibrante. Percebe-se uma grande habilidade da autor(a) na escrita, dando o peso certo para prender o leitor a essa otima comedia de situaçao.

  46. Fabio Baptista
    5 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    O conto é permeado por um humor sutil, que acaba se revelando cruel no final. Fiquei na expectativa de uma tirada que me fizesse gargalhar, mas

    acabou não acontecendo.

    Achei que a autora perdeu uma ótima oportunidade para tornar o texto mais engraçado ali quando a moça está dando as desculpas para ir embora.

    Pegou leve demais ao apenas citar os gêmeos e os “bagulhos” que o ex iria buscar.

    – Mas quem nunca quis ser a Meg Ryan do tal Fox?
    >>> quem nunca? kkkkk

    – Meu estômago roncava e nada das tais borboletas.
    >>> ah, essas borboletas!

    – Ora, todos sabem que preto emagrece e eu não uso branco nem em véspera de ano novo
    >>> boa!

    – Então, me achou muito diferente da foto?
    >>> essa foi a parte que eu mais dei risada. Essa frase evoca experiências pessoais e também a lembrança de causos engraçados contados pelos

    amigos. Invariavelmente a resposta é “sim, achei diferente pra caralho!” hauhaua

    – cavalheiro que há muito resistia estrelar nas colunas do obituário
    >>> boa!

    – Boa noite, vovô.
    >>> que crueldade!!! 😦

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    A qualidade da escrita e a situação inusitada conseguem prender a atenção durante todo o tempo.
    E, afinal, quem não gosta de ver uma boa desventura amorosa? rsrs

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Os elementos são bem encadeados, todas as ações da personagem/narradora são coerentes e verossímeis.
    É criada a expectativa para o encontro e seguimos nessa linha, curiosos pelos desdobramentos.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    A narradora apresenta várias facetas durante a narrativa: ela é doce, irônica e cruel. Ou seja, uma mulher perfeitamente verossímil.
    J.C. também é bem crível (o famoso “velho babão”) e carismático a seu modo, causando um misto de asco e pena.

    As cenas são bem descritas e a descrição do ap. do velho, convincente.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************

    Aqui, o ponto alto. Escrita realmente muito boa, belas construções de frases e boa escolha das palavras.

    – Mas o tédio faz maravilhas com pouco material e age muito mais rápido do que vodca.
    >>> Boa!

    – algo relacionado às cavernas, à descoberta da roda
    >>> literalmente, dependendo do contexto…

    – sutil como um tapa na cara
    >>> aqui a autora poderia criar uma metáfora melhor, menos… batida (com o perdão do trocadilho)

    – Comentei sobre o jogo do São Paulo
    >>> Pô, falar sobre tragédia logo no primeiro encontro? rsrs

    – engarrafamento sem sentido
    >>> esse “sem sentido” ficou estranho… não era por causa da chuva?

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Adequação total.

    NOTA: 8,5

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Informação

Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 2, Comédia Finalistas e marcado .