EntreContos

Literatura que desafia.

A dor no dedo do meu pé não tem mais cura (Evandro Furtado)

– Tem certeza disso, Diego?

– Claro. – deu-lhe dois tapinhas nas costas. – Não tem como dar errado.

– Não sei. Não tô gostando disso.

Permaneciam abaixados, ambos, atrás da frágil cerca. Espiavam pelas frestas entre os pedaços de madeira parcamente pregados juntos. Observavam a casa, gigantesca, estilo colonial. Na varanda havia uma longa mesa feita de madeira de lei com várias cadeiras cujos encostos eram feitos de bambu e amarrados de forma artesanal.

– Vamos repassar o plano. – disse Diego. Tinha os ombros largos e a cabeça grande. Somados à estatura pequena, conferiam a ele um aspecto carrancudo e atravancado. Ao seu lado, Luís era a antítese disso. Alto, magro e desengonçado, mal conseguia esconder os dentes protuberantes na boca sempre aberta. – A gente corre até o galinheiro. Passa pela passagem que tem no telhado e que leva até a casa. Eu entro, pego o que encontrar, e passo para você. Depois a gente… – ele se deteu quando os olhos, subitamente, se dirigiram ao chão, mais precisamente aos pés de Luís. – Você veio de chinelo? – perguntou, visivelmente consternado.

– É que eu suo muito.

– Soo. – corrigiu Diego.

– Você também? Então por que veio de tênis. Devia ter pegado aquele Crocs que sua mãe te deu e…

– Fica quieto! Vamos lá. Você entendeu o plano?

– Que plano?

– O plano que eu acabei de contar!

– Plano? – Luís coçou o topo da cabeça por alguns instantes. Então sua expressão denotou que havia finalmente entendido. – Ah, tá. Lembrei.

– Certo. Então vamos. – Diego saiu por detrás da cerca e seguiu em direção à casa. Então uma mão agarrou seu ombro e puxou-o de volta.

– Espera! – disse Luís.

– O que é? O que foi? – Diego olhou ao redor, preocupado que alguém pudesse tê-los visto.

– Tô com medo.

Diego bateu ambas as mãos nas coxas em sinal de revolta.

– Eu já não te disse que não tem como dar errado?

– Eu sei. – respondeu Diego enquanto balançava a cabeça. – Mas e se eles tiverem uma tartaruga?

– Eu já te disse que… O que foi que você disse?

– Uma tartaruga.

– Qual é o problema de ter uma tartaruga?

– É que se ela morder o dedão do seu pé só solta quando dá um trovão.

Diego parou, olhando sem acreditar para o outro. Sem dizer nada virou e seguiu em direção à casa. No meio do caminho ouviu Luís chamando seu nome.

– Diego!

– O que foi? – perguntou de volta.

– Se você não for usar, posso ficar com seu Crocs?

Esgueiraram-se até o galinheiro. Chegando lá, as aves começaram a cacarejar num volume insuportável.

– Cala a boca, desgraça! – gritou Diego e jogou uma pedra nas galinhas.

– Não faz isso. – reprovou Luís. – E se uma delas come a pedra pensando que é milho?

– Que galinha vai comer uma brita?

– Você não sabe o que é uma fome, Diego.

– Fica quieto e me ajuda aqui. Tá vendo aquele caixote ali?

– Sim.

– Pega ele.

Luís foi até o canto do galinheiro onde um punhado de caixotes feitos para colocar ovos estavam empilhados. Ele pegou um deles e foi em direção a Diego. O outro rapaz esticou a mão para pegar o objeto, mas Luís já havia se distraído com as galinhas e olhava para outro lado.

– Ahamm. – Diego limpou a garganta para ver se o outro desconfiava.

Quando Luís virou, viu a mão esticada.

– Olá, como vai você? – disse enquanto apertava a mão do amigo.

– Me dá isso aqui. – Diego puxou o caixote com a outra mão. Colocou no chão e subiu, mas ainda não era suficiente para alcançar a abertura no alto da parede do galinheiro. – Vai lá e pega mais dois pra mim.

Luís virou e seguiu em direção a pilha de caixotes. Enquanto isso Diego tentou olhar com mais cuidado para a abertura. Parecia que passaria sem problemas.

– Ai!!! – ouviu o outro gritar do outro lado do galinheiro.

– O que foi? Uma galinha te bicou?

– Não. Arranquei o tampão do dedo.

– Falei pra não vir de chinelo. Vai logo com esse caixote. – voltou a virar-se para a parede. – Acho que não vai ser muito difícil. O buraco parece ser largo o suficiente e…

– Ai!!!

– Que foi dessa vez?

– Arranquei o outro tampão!

Quando Diego olhou para o pé de Luís, viu que estava em carne viva. Sem se importar muito, empilhou os caixotes e subiu.

– Segura isso pra não escorregar.

Dessa vez, ele conseguiu alcançar a abertura. Já havia se agarrado com as duas mãos e começava a erguer o corpo quando ouviu um som vindo de fora do galinheiro.

– Droga! – praguejou.

– O que foi? – perguntou Luís.

– Acho que chegou alguém. – desceu rapidamente dos caixotes e seguiu em direção à entrada do galinheiro. – Droga, droga! Chegaram antes da hora. Anda, se esconde.

– Mas, onde?

– Em qualquer lugar. Embaixo da palha.

– Mas, tem cocô de galinha.

– Não interessa. Vai.

Mal haviam se escondido, alguém havia aberto a porta do galinheiro.

Um homem de suspensórios e bigode grosso colocou a cabeça pra dentro e amaldiçoou.

– Esses filho de uma cabrita abre a porta e num fecha. Na hora que as galinha fugi tudo… – então fechou a porta e saiu.

Diego ainda permaneceu escondido por alguns minutos, por segurança. Quando saiu, olhou pelo buraco da fechadura.

– Droga. O carro ainda tá aí.

– E agora? – perguntou Luís, saindo do meio da palha.

– A gente vai ter que dormir aqui hoje. Você dorme ali em cima, eu ficou aqui perto dos caixotes. Amanhã cedo, enquanto ele estiver tirando leite, a gente entra na casa e pega o que tiver que pegar.

– Mas e se ele vier pegar ovo?

– Não. Ele só vem no galinheiro de tarde. Agora vai dormir que amanhã a gente começa logo cedo.

De madrugada, Diego ouviu Luís chamando por seu nome.

– Vai dormir. – respondeu. Virou de lado, tentou voltar a dormir.

– Diego!

– Vai dormir, desgraça! – gritou dessa vez.

– Não dá.

– Por que não.

– Tem um rato aqui.

– E qual o problema?

– Ele tá roendo a cabeça do meu dedo.

Quando Diego acordou, pela manhã, Luís já estava de pé. Levantou, rapidamente, indo em direção à abertura na parede do galinheiro.

– O cara já levantou? – Diego perguntou enquanto puxava um dos caixotes para subir.

– Sim. – respondeu Luís. – Ele desceu pro curral.

– Ótimo. Agora a gente pode… – ele colocou o pé em um dos caixotes e sentiu algo estralar sob seus pés. Quando olhou para baixo, notou que estava pisando em um caixote cheio de ovos. – Luís! – chamou.

– Quê?

– Por que você encheu o caixote de ovo?

– Ah, tava muito espalhado. Alguém podia pisar em um deles.

Diego olhou para ele, o olhar de incredulidade não o abandonava. Procurou por um caixote vazio e escalou até a abertura.

– Me ajuda aqui. – pediu ao outro. Luís se aproximou e foi empurrando-o para dentro da abertura. Quando finalmente conseguiu entrar no buraco disse ao outro. – Sobe em cima dessa pilha e vai pegando as coisas que eu for te passando.

– E onde eu coloco?

– Sei lá. Dentro de um desses caixotes.

E assim foi. Tudo de valor que encontrava, Diego ia passando para Luís que colocava, um a um, dentro de um caixote. Quando haviam enchido-o com vários objetos de valor, Diego voltou pela abertura e desceu de volta ao galinheiro.

– Que idiotas. – disse. – Quem é que deixa uma abertura que nem essa em um galinheiro que vai direto pra casa?

– Pois é, né rapaz. Vai que uma galinha entra na casa e bota um ovo lá dentro.

– Esse é o maior problema que você vê?

– Claro. Imagina a sujeira se alguém pisa no ovo.

– Para de falar besteira e presta atenção. Eu vou sair e dar uma olhada. Quando eu gritar, você pega o caixote e vem correndo.

– Tá bom.

Diego abriu a porta do galinheiro, olhou ao redor e saiu em disparada. Quando alcançou um lugar no qual podia se esconder, vasculhou para ver se havia algum sinal do fazendeiro. Quando teve certeza de que não havia ninguém por ali, gritou para Luís. O outro veio correndo, todo desengonçado, carregando o caixote nas mãos. Quando o alcançou, os dois saíram correndo dali.

– Ha, ha. – gargalhou Diego. – Eu disse que ia dar certo. – estava deitado no chão. Nunca havia se sentido tão relaxado em toda sua vida.

– Eu não sei. – lamentou Luís. – Acho que foi muito arriscado.

– Não importa, cara. A gente conseguiu.

– Não sei se valeu a pena.

– Fica quieto e me passa o caixote, quero ver o que a gente conseguiu.

– Você acha mesmo que isso vai render algum dinheiro? – perguntou Luís enquanto passava o caixote. Quando Diego olhou para seu conteúdo, seus olhos encheram-se de lágrimas. – Quero dizer, quanto é que tá a dúzia do ovo?

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43 comentários em “A dor no dedo do meu pé não tem mais cura (Evandro Furtado)

  1. Bia Machado
    1 de setembro de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 3/3 – Essa narrativa é bastante segura e envolvente. Embora eu não curta histórias do tipo, não sosseguei enquanto não soube como ia acabar essa história.
    Personagens – 3/3 – Ri muito com esses dois. Parecia que estava vendo uma cena dos Trapalhões, dos programas mais antigos, até de antes de eu nascer. Dos programas dessa época, quando eu via a reprise, morria de rir.
    Gosto – 1/1 – Gostei mais do que achei que iria gostar. Foi uma boa diversão.
    Adequação ao tema – 1/1 – Sim, adequado. Dei boas risadas, principalmente com a ingenuidade de um e com a falta de paciência do outro, rs.
    Revisão – 1/1 – Algumas coisas na parte da estrutura, como a pontuação, mas isso são detalhes técnicos, como por exemplo antes do travessão no meio da frase, que não necessita de ponto final, na grande maioria dos casos.
    Participação – 1/1 – parabéns pelo texto!

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  2. Pedro Paulo
    1 de setembro de 2017

    A maioria da história é diálogo e, inclusive, começa com uma conversa entre dois amigos, onde rapidamente apreendemos a personalidade de cada um e a situação em que eles se encontram. Enquanto o plano deles é colocado em prática, podemos observar a dinâmica cômica entre os dois, em algo bastante “Pink e Cérebro” ou “Kenan e Kell”. Não é um conceito novo, os dois indivíduos bastante diferentes que são amigos, mas ainda é engraçado e segue durante todo o conto. Todo o conto. Esta é a vantagem e o defeito da história, uma vez que as conversas são bem engraçadas, de fato, mas também são repetitivas, o Luís sempre um empecilho para o Diego e este sempre raciocinando pela melhor alternativa. O final do conto também é resultado dessa dinâmica, onde o agente estabanado acaba frustrando tudo em uma reviravolta que realmente me fez rir com o Diego cheio de lágrimas, mas que foi um tanto previsível.

  3. Rsollberg
    31 de agosto de 2017

    haha

    Fala, Arlindo.
    Curti muito o pancado das ideias, ele tem um estilo natural, sem o humor forçado, uma coisa meio “três patetas”, meio “chapolim”. Legal.
    No entanto, o texto em alguns momentos está um pouco travado. Há um excesso de descrições, pormenores que não ajudam muito ao estilo do conto. Do mesmo modo que ocorre uma marcação exacerbada nos diálogos, não existe necessidade de pontuar tanto com Diego e Luis. Nessas horas é melhor atribuir uma característica peculiar que irá atuar desta maneira, ou seja, pontuando os diálogos sem que precise usar “disse fulano, perguntou sicrano”.

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte!

  4. Vitor De Lerbo
    31 de agosto de 2017

    Essa dupla é digna da expressão “Ladrão de Galinhas”, pela falta de habilidade na coisa. Ao melhor estilo dos bandidos molhados do Esqueceram de Mim, desde o princípio da trama já sabíamos que, qualquer coisa que tentassem, daria errado, o que já tira um pouco de suspense da história.

    Alguns momentos são engraçados, outros nem tanto, mas a história foi bem escrita e, no geral, é divertida, com bons momentos nos diálogos.

    Boa sorte!

  5. Davenir Viganon
    29 de agosto de 2017

    Não vi muita graça, me desculpe. O conto foi bem escrito, só não me conquistou. Os personagens parecem aquela dupla padrão de comédia. Tipo didi e dedé. A estória gira em torno do assalto ao galinheiro e infelizmente não passou disso.

  6. Rubem Cabral
    28 de agosto de 2017

    Olá, Arlindo.

    Achei o conto simples em termos de enredo. A escrita está boa, fora os “.” sobrando nos diálogos (– Soo. – corrigiu Diego.), só vi um outro erro em “eu ficou aqui “.

    A cena do roubo e a troca dos caixotes ficou um pouco confusa. A passagem entre o galinheiro e a casa ficou tipo uma conveniência de enredo.

    A história é simpática. O Luís, com sua inocência, é engraçado. Penso, no entanto, que o conto poderia “entregar” mais, que apesar de pequeno ficou um tanto corrido.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  7. Jorge Santos
    27 de agosto de 2017

    Estória bem contada sobre dois ladrões que assaltam um galinheiro. Um fica ferido, mas no final ficam felizes por terem conseguido roubar ovos, uma referência clara ao custo de vida no brasil. Lembrei—me de várias referências, desde a Porta dos Fundos ao Laurel and Hardy. Mas creio ser uma homenagem ao famoso metralha azarado, o 1313. O conto tem ritmo, alguma graça e erros gramaticais.

  8. Lucas Maziero
    27 de agosto de 2017

    Opinião geral: Um conto singelo, envolvi-me com a leitura.

    Gramática: Não está ruim, porém há alguns errinhos de sintaxe. Um dos exemplos: “Já havia se agarrado com as duas mãos e começava…”. Ele agarrou a si ou agarrou algo para poder subir?

    Narrativa: Leitura fácil.

    Criatividade: Nada de novo no mundo dos contos. Dois caipiras, um baixinho e suposto esperto, e o outro alto e meio imbecil. Gostei da interação entre os dois, contudo achei meio contraditório o Luís se sair com uma bela piadinha final, pois em todo o conto ele se mostrou um pateta.

    Comédia: Engraçado. Luís me lembrou o Chaves (embora este fosse baixinho), pelas atitudes bestas e inocentes.

    Parabéns!

  9. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    O conto é ótimo, Arlindo! Entre ‘O Gordo e o Magro’ e ‘Os Trapalhões’, passando por ‘Pink e Cérebro’! As cenas são muito bem escritas, tudo com muita simplicidade e eficiência. Vc é bom mesmo nesse gênero!
    Tem alguns pequenos erros de revisão, nada grave. Fiquei na dúvida só no início do conto, na passagem:
    “– Você veio de chinelo? – perguntou, visivelmente consternado.
    – É que eu suo muito.
    – Soo. – corrigiu Diego.
    – Você também?”
    A piada é boa. Minha dúvida é se o Diego corrige erradamente o Luis mesmo, ou se isso foi um pequeno deslize do autor na revisão do texto. Verbo ‘suar’ (transpirar) – eu suo. Verbo ‘soar’ (ecoar) – eu soo.
    O título Tb podia ser mais caprichado, mas no geral, o conto é muito bom!
    Boa sorte e parabéns!!!

  10. angst447
    25 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Quase ouvi o som da abertura de Os Trapalhões ao ler o seu conto. Gostei do humor simples, tipo de palhaço, sem pretensões maiores. Deu o seu recado e pronto: desafio cumprido.
    Não encontrei falhas de revisão que pudessem atrapalhar a leitura. Achei engraçado você trocar “suo” por “soo” – geralmente, a gente corrige ao contrário, mas dado o QI dos comparsas, tudo se encaixa.
    O ritmo da narrativa é muito bom, agilizado pelo constante diálogo da dupla.Técnica simples que favoreceu e muito a compreensão e apreciação do seu texto.
    Aqui prova-se que menos é mais. Deu certo o seu jogo.
    Boa sorte!

  11. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Oi, Arlindo,

    Tudo bem?

    Roubar galinhas (e ovos) é tema recorrente no imaginário popular. Ladrãozinho de galinhas é como chamamos o meliante que subtrai coisas pequenas. Desprovido, talvez, de inteligência para planejar golpes mais elaborados, que seriam planos dos grandes gênios do crime, o ladrão de galinhas, além de roubar coisas de pequeno valor, ainda se atrapalha, deixando pistas, quebrando coisas, machucando-se durante a ação ou, como no caso de seu conto, atrapalhando-se na hora da ação e levando consigo apenas ovos.

    Arrisco-me aqui, e enquadro sua comédia no subgênero besteirol. Que é como se chama o humor que trabalha o riso pelo riso, pela pura e simples ideia de que “rir é o melhor remédio”. No teatro isso funciona muito bem e há até uma máxima do público em geral que costuma ir às salas de espetáculo dizendo que “de triste ou complicado, já basta a vida”.

    Parabéns por sua participação.

    Beijos
    Paula Giannini

  12. Roselaine Hahn
    23 de agosto de 2017

    Olá Arlindo, então, o seu conto pareceu-me quase uma fábula, tem o seu valor, bem contadinho, os diálogos precisos, porém o enredo em torno do dedão pareceu-me um tanto desproporcional, estranho mesmo, uma aventura de dois meninos meio atrapalhados, que por mais que estivessem fazendo algo errado, ilegal, e estavam mesmo, a personalidade deles não foi mostrada nesse sentido. Houve uma concentração de energia no texto em torno do dedo, acho que ficaria bacana se explorasse a moral dos garotos, de uma forma engraçada, é claro, já que essa é a proposta do desafio. Sobre a história dos dois há apenas a descrição no 2o. parágrafo da fisionomia deles, e tb. acho que poderia ter sido inserida no decorrer do texto, ficou muito descritivo, entende? De qualquer forma o texto tem seus méritos, está entre os finalistas, foi bem escrito. Desejo a vc. sorte no desafio, abçs.

  13. Eduardo Selga
    23 de agosto de 2017

    Luís, o personagem cômico, é um truão. A antítese entre os personagens, desde o início dita pelo narrador em se tratando da compleição física, espraia-se pela inteligência. Ao menos aparentemente. Lembra muito, nesse sentido, a dupla cinematográfica O Gordo e o Magro.

    O Magro era um tanto abobalhado, e o Gordo se achava muito inteligente. Neste conto, se está claro que Luís tem problemas cognitivos ou apenas é alguém de uma inocência infantil, Diego não é tão esperto o quanto pode parecer e pretende ser. Se fosse realmente não teria Luís como cúmplice de um roubo. A diferença básica, creio, é que enquanto em O Gordo e o Magro nenhum dos dois era especificamente personagem-escada para o outro, aqui Diego é escada para Luis, ou seja, o protagonismo na cenas de comédia (e quase todas são) é de Luís e Diego funciona como um caminho para isso.

    Todas as atitudes de Luís sugerem alguém desconectado do que realmente importa, como ele não estivesse de fato entendendo causas e consequências. Por isso a preocupação com a existência de tartaruga na casa ou no galinheiro, com a possibilidade de alguma galinha engolir brita, com os ovos bagunçados etc. sugere-me, inclusive, um comportamento do espectro autista.

    Logo na parte inicial da narrativa foi cometido um erro que prejudicou o efeito humorístico, a menos que a intenção tenha sido causar humor pela falsa correção, hipótese na qual não creio. Eis o trecho:

    “– É que eu suo muito.
    – Soo. – corrigiu Diego”.

    Ao tentar corrigir o colega, Diego erra. O correto é, de fato, “suo”, do verbo SUAR; “Soo” é do verbo SOAR.

    Em “Você também? Então por que veio de tênis.” o ponto final deveria ser substituído por ponto de INTERROGAÇÃO.

    Em “eu já não te disse”, o pronome adequado seria LHE.

    Em “[…] eu ficou aqui perto dos caixotes” certamente a forma verbal escapou à revisão, pois deveria ser FICO.

  14. Gustavo Araujo
    22 de agosto de 2017

    Sou suspeito para falar porque esse tipo de humor pastelão – no melhor estilo “Os Trapalhões” – sempre me conquista. As piadas são óbvias, repletas de clichês, mas ainda assim eu me pego rindo que nem uma criança que ouve mesma piada pela décima vez. Sim, porque a história de ladrões atrapalhados já foi vista e revista pela literatura e principalmente pelo cinema um sem número de vezes. Tratando-se de ladrões caipiras, então, a potência é elevada em uns dez mil haha Mas como eu disse, gosto disso. Tem aquele apelo de sessão da tarde – “grande aventuras e muitas confusões com essa galerinha aprontando todas ” – que me faz assistir repetidas vezes, sempre com o mesmo sorriso bobo na cara, quase babando kkkk Enfim, apesar de tudo ser clichê, eu acabei gostando, até porque mesmo os clichês demandam trabalho no desenvolvimento. Parabéns.

  15. Marco Aurélio Saraiva
    22 de agosto de 2017

    Gostei! Um conto bem divertido de ler. A premissa lembra muito um episódio de Os Trapalhões, com um personagem esperto e o outro a soma de tudo o que é mais estúpido. O final começou a ficar bem previsível no momento que Diego pede para Luís colocar tudo o que era de valor em uma das caixas: ficou óbvio que ele trocaria as caixas no final.

    Mas mesmo assim, foi um conto legal. A leitura é leve, de fácil entendimento e sem erros. Sua técnica é muito boa! Você usa palavras convidativas e frases sucintas, deixando boa parte da trama se desenrolar através dos diálogos entre os personagens.

    O final soou corrido, como se você estivesse lutando bravamente contra o limite de palavras. O dia virou noite, que virou dia de novo sem muito aviso. Achei justo, e não atrapalhou muito a leitura, mas comparado ao clima inicial, houve uma leve mudança; uma pequena afobação.

    De qualquer forma, parabéns!

  16. Fheluany Nogueira
    21 de agosto de 2017

    Trama bem conduzida. Não é um fato original a situação envolvendo garotos que, procurando aventuras, acabam passando por dificuldades, um mais esperto e líder, o outro trazendo a surpresa final. O ritmo aplicado, os diálogos, o paralelo entre os dois amigos convence o leitor a esperar o desfecho. Sem problemas gramaticais ou estruturais que prejudiquem o texto — é um bom trabalho, porém, como comédia, falta-lhe algo mais.
    Parabéns pela final. Abraços.

  17. Brian Oliveira Lancaster
    21 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Bastante singelo por focar na infância de um “ladrão de galinhas”. Tem carisma pela situação mais infantil. Tem seus probleminhas, mas conquista pela sinceridade. – 8,0
    A: A situação e as contra-respostas são bem divertidas. É um cotidiano bem comum, mas com uma leveza implícita, pois quase não há conflito na história. Não gera gargalhadas, mas diverte acima de tudo. – 8,0
    C: Os personagens têm personalidades bem distintas, mas o texto pedia uma marcação maior no quesito diálogos. A troca não acontece de forma alternada. Me peguei várias vezes pensando “quem está falando agora?”. Também, no meio do texto, antes de adormecerem, não ficou bem claro se já haviam entrado ou não no galpão. Pareceu que eles dormiram dentro. Mas, ao amanhecer, eles estavam lá fora. Tirando isso, cativa pela simplicidade. – 8,0
    U: Está bem revisado, mas senti a falta da interrogação em certas frases. Não tem grandes construções, mas combina bem com a história contada. É suave e lembra contos de livros infanto-juvenis. – 8,0
    [8,0]

  18. Pedro Luna
    20 de agosto de 2017

    O final salvou o conto para mim. Tipo, eu entendi a pegada dele. Trata-se de um texto esquete, uma cena que poderia estar em qualquer quadro dos trapalhões, com um Didi esperto (Diego) e um Zacarias burro (Luís), por exemplo. Gostei da interação entre os personagens,o que é necessário para a esquete funcionar, mas as piadas não foram o forte. O lance do sapato – chinela crocs e tal, não sei, não funcionaram comigo.

    Mas o final é bom, e condizente com a trapalhagem de Luís. Quem mandou Diego escolher um parceiro tão burro pra roubar? kk Acho que o autor soube camuflar o lance da caixa de ovo, pois ela aparece um pouco antes, e retorna no final, e pelo menos para mim, foi uma surpresa. Não tinha pensado nesse final, que ele iria confundir as caixas, apesar de ser bem sugestivo que ele fizesse isso.

    No geral, um texto médio, com um bom final que o faz ganhar pontos.

  19. werneck2017
    20 de agosto de 2017

    Olá, Arlindo!
    Seu texto é espirituoso e a estória desses dois trapalhões é contada de maneira simples, mas efetiva, lembrando realmente um daqueles episódios cheio de humor ingênuo dos Trapalhões. A estória é contada de forma coerente, com coesão e parágrafos bem construídos e que deixa para o final o clímax, o punchline que funciona muito bem. O leitor se sente compelido a acompanhar a travessura dos dois personagens, num enredo bem construído. Vi apenas alguns erros gramaticais, tipo:
    eu ficou aqui perto dos caixotes > eu fiquei aqui;
    Quando haviam enchido-o com > quando o haviam enchido com

  20. Olisomar Pires
    20 de agosto de 2017

    Escrita: Boa, sem entraves, fluida.

    Enredo: Dupla de ladrões atrapalhada, bem ao estilo pastelão, comete o “crime”.

    Grau de divertimento: muito bom. Boas tiradas que lembravam a dupla “Didi e Dedé” ou ” O gordo e o magro”. Os diálogos estão bem montados. É preciso aceitar o nonsense da coisa, senão fica forçado. Bom texto.

  21. Ana Maria Monteiro
    20 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: O seu conto está bem escrito, mas um pouco confuso. Reli para tentar entender a história do dedo do pé, mas não há nada que justifique a sua origem e tudo se vai baseando nisso e na ingenuidade infantil dos dois protagonistas, terminando na situação patética de tanto trabalho para apenas conseguirem roubar uns ovos. Não notei problemas de maior a nível de revisão, gramática ou ortografia. O enredo é original e criativo. Não se pode dizer que não se adequa ao tema. Resumindo: não tendo nada de negativo a apontar, também não encontro nada que lhe acrescente um valor mensurável. Leu-se bem, pode ser ligeiramente divertido, mas não é propriamente comédia.

  22. Thiago de Melo
    18 de agosto de 2017

    Arlindo,

    Muito divertida a sua história. A parte que gostei mais foi a da tartaruga kkkkk. Muito engraçado! Achei que a sua história foi divertida, simples e engraçada, para minha surpresa, algo que faltou em muitos textos desse desafio. Só achei que a cena do rato roendo o dedo do cara ficou meio deslocada, sem contribuir para a história e sem ser engraçada também. Achei que o desfecho final ficou um pouco previsível, mas ainda assim gostei do seu texto. Parabéns!

  23. Leo Jardim
    17 de agosto de 2017

    A dor no dedo do meu pé não tem mais cura (Arlindo)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): no início fiquei confuso quanto a geografia da fazenda e do galinheiro. Quando o homem de bigode veio e trancou ele, fiquei tentando entender onde eles haviam sido trancados. Só fui entender de verdade quando eles pularam para a casa e Diego estranhou (e eu também) a existência de uma abertura do galinheiro para a casa. Se essa abertura tivesse sido explicada antes, acho que minha confusão seria resolvida. Outra coisa: achei Luís muito bobo, como personagem de filme, e as reações de Diego aos furos dele um tanto inverossímeis. Sabendo que o amigo era lelé, por que o levou ao roubo? Acho que as pessoas costumam reagir de forma mais irritadiça a um comportamento tão idiota. Por fim, várias partes do texto estão sobrando, sem utilidade para a trama (por exemplo, o fato do rato estar roendo o pé dele). Já tinha dado para entender que Luís era tapado na terceira piadinha, depois dali caiu no mais do mesmo.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): achei um tanto crua, daquelas que focam unicamente e narrar as cenas sem se preocupar com a forma ou beleza da narrativa, um erro bastante comum em novos autores (todos os meus primeiros textos são assim, e às vezes até uns mais recentes). Enfim, basta trabalhar um pouco mais a linguagem, ler em voz alta e pensar no texto como uma peça e arte e não uma sucessão de fatos.

    ▪ ajustar pontuação do diálogo

    ▪ por que veio de tênis *interrogação*

    ▪ Eu sei. – respondeu *Diego* enquanto balançava a cabeça (não era Luís?)

    💡 Criatividade (⭐▫▫): infelizmente não achei muito criativo, pois repete uma fórmula de um personagem idiotizado sem grandes novidades. Se criasse, por exemplo, um background maior para os amigos, teríamos algo com mais personalidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): é um texto de comédia.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): a piadinha do final acabou sendo meio óbvia, pois eu já tinha previsto que era o que ia acontecer. As outras piadas ao longo do texto geraram aquela sensação de “piada boba”, pois não me pareceram muito verossímeis, foi como se só estivessem ali para fazer graça (e piadas soltas assim não são as minhas preferidas).

    🤡 #euRi: infelizmente não ri nesse conto 😕

    ⚠️ Nota 5,5

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, sugiro essa leitura: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  24. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    17 de agosto de 2017

    Arlindo,

    é uma típica história com um viés humorístico onde a dupla (no caso Luís e Diego) faz besteiras para ganhar o público. Achei que seria um conto ruim, mas não é. A escrita é fluída e funciona. Não tem nada de excepcional na narrativa, apenas uma sequência de burradas e idiotices por parte de Luís. Como se fosse o Gordo e o Magro.

    Enfim, a escrita do conto é boa; mas, em termos de enredo e originalidade, ele foi mais do mesmo.

  25. Priscila Pereira
    17 de agosto de 2017

    Oi Arlindo.
    Este comentário não serve como avaliação, é só minha opinião sobre o seu texto!
    Gostei bastante. O texto é quase todo em diálogos, o que é muito legal, dá muita fluidez. Parece um versão de os três patetas, só que com dois patetas…kkk Simples, despretensioso e divertido!! Parabéns e boa sorte!

  26. Amanda Gomez
    16 de agosto de 2017

    Ah, eu gostei do seu conto, simples e bem humorado. Feito todo através de diálogos, deixou a leitura bem no clima do que os personagens estavam vivendo.

    Gostei dos dois, cada um com sua personalidade que foi bem explorada, deu a ideia de que fosse uma história de décadas passadas, pelo menos foi como senti, e gostei.

    Ri em algumas partes, o autor soube explorar bem os diálogos nas situações. O final fechou como eu esperava, aquilo não ia dar certo como Diego planejou, talvez eu esperasse uma sacada maior.. algo mais engraçado, mas nada que mude minha impressão com o seu conto.

    Achei uma boa estratégia optar pela simplicidade, muitos estão se perdendo por buscar o contrário.

    Parabéns.

  27. Wender Lemes
    16 de agosto de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.
     
    ****
     
    Aspectos técnicos: pude perceber falhas de ortografia intencionais (uma vez presentes nas falas dos personagens) e algumas que pareceram ter passado no filtro mesmo (um “deteu”, por exemplo). De qualquer maneira, nada que prejudicasse realmente o conto. A organização das ideias é bem clara em torno da tentativa de furto.
     
    Aspectos subjetivos: seus dois protagonistas são muito cativantes – principalmente o Luís com sua paspalhice. Fiquei impressionado com a quantidade de piadas distribuídas no decorrer do conto, é perceptível o cuidado para manter constante o nível do humor.
     
    Compreensão geral: lendo o conto, tive a sensação de rever um quadro dos “Trapalhões” em seus bons tempos, principalmente por essa intenção cômica que se faz presente a cada parágrafo e pela reviravolta final com a troca dos caixotes (ainda que previsível, muito bem sacada). Gostei.

    Parabéns e boa sorte.

  28. Anderson Henrique
    16 de agosto de 2017

    Sabe, tive dificuldade de “comprar” a tontice do Luís. Lá pro meio do texto me deixei levar, mas o fato dele ser tão tonto deixou o final meio previsível. Estava na cara que ele ia fazer alguma bobagem. Em relação ao texto, impecável, fluido, fácil de ler. Em dois momentos seu texto me deixou aflito. O primeiro foi o tampão do dedo sendo arrancado e depois o rato roendo o tampão. Se a ideia era deixar o leitor agitado, conseguiu. Minha única crítica é mesmo em relação à personalidade do Luís, que me pareceu um tanto batida. Fora isso, tudo certo.

  29. Jowilton Amaral da Costa
    16 de agosto de 2017

    Achei um bom conto, bem divertido, só o final que me decepcionou um pouco, porque ficou meio na cara que o grandão iria pegar a caixa errada. A narrativa é boa, sagaz e fluida. A amizade dos personagens me lembrou o livro Ratos e Homens de John Steibenck, que conta a estória de dois amigos, um baixinho e esperto e outro gigante e com a mente de uma criança, que vagam pelo interior da califórnia procurando trabalho em fazendas. Boa sorte no desafio.

  30. Cláudia Cristina Mauro
    15 de agosto de 2017

    O texto apresenta muitos verbos de ação, deixando cada ação muito demarcada, perdendo a naturalidade, a fluidez.
    A ingenuidade caipira de Luís em vez de causar uma identificação, uma aproximação com o leitor, parece uma caricatura. Estava difícil ter uma empatia por Luís. O texto todo parece que foi criado sobre ele, enquanto outros personagens, cenário, trama, ficaram em segundo plano.
    Diego não encontra a sua força e parece funcionar apenas como o contraponto aguçado do ingênuo Luís.
    Nota 5.

  31. Renata Rothstein
    15 de agosto de 2017

    Arlindo, tudo bem?
    Ótimo seu conto, engraçadíssimo e leve, li num fôlego só, até o fim, e morrendo de rir com as desventuras de Diego e Luís.
    Luís, o pior comparsa que um ladrão de galinhas mereceria ter hahahaha
    Parabéns, nota 10!

  32. iolandinhapinheiro
    14 de agosto de 2017

    Método de Avaliação IGETI

    Interesse: O conto só não teve uma fluidez maior pelo excesso de palavras em alguns momentos, especialmente quando fala do pé e do rato que estava roendo o pé. Achei esta parte desnecessária, não acrescentou nada à trama, ainda que tenha justificado o título.

    Graça: Seu conto tem aquele tipo de humor ingênuo que me fez lembrar o personagem do Mazaroppi, o Jeca Tatu. A dupla de ladrões convence, e o Luís é uma comédia. Não morri de rir, mas, sem dúvida, o conto atende à exigência da adequação ao tema.

    Enredo: Dois ladrões entram por um galinheiro para furtar os objetos de valor de uma casa. O plano é simples, mas um dos ladrões é tão perdido que estraga tudo. O brilho do conto está nas atitudes, pensamentos e esquecimentos de Luís.

    Tente Outra Vez: Extraia do seu conto a parte do dedo, e ele vai ganhar agilidade e fluidez. Corrija a oração “Ele se deteu” ( o certo é “Ele se deteve).

    Impacto: Gostei. Um humor bem explorado que funcionou comigo.

  33. Fernando.
    13 de agosto de 2017

    Meu caro Arlindo, cá estou eu, nessa segunda-feira fria no Rio de Janeiro, enquanto aguardo os participantes de uma reunião (na empresa deles, eis que me chamaram para que os ajudasse em algumas questões de gestão) e como se encontram atrasados, aproveitei para reler o seu conto. Acho que tergiverso, não é? Pois bem, vou direto ao ponto: Não o achei assim engraçado, conforme mesmo o título me sugeria. Acho que as cenas não ficaram tão engraçadas assim. Do bobão senti pena, uma dó danada inclusive quando ele reparou que o tampão perdido no dedão do pé estava sendo molestado por ratos. Bem, o problema é meu, amigo Arlindo. Releve essa minha falta de jeito para entender o humor. Seu conto está muito bem escrito, a história é interessante e eu conheço umas duas piadas a este respeito, mas você, nesse quesito conseguiu me surpreender. Grande abraço.

  34. Luis Guilherme
    13 de agosto de 2017

    Falaaa amigo, blz?

    Cara, gostei! Uma comédia estilo deby e loyde, não tem como dar errado (quando bem executada, afinal, deby e loyde 2 foi uma nhaca, né?)

    Aliás, gostei da homenagem.. eu realmente sou meio burrinho hehehe

    Bom, vamos ao que interessa: o conto é divertido do começo ao fim. Digna comédia, e isso tá meio raro por aqui. Logo, um dos melhores que li, e só faltam mais 2 desse grupo. Você deve passar tranquilo de fase.

    O enredo é leve e agradável, passei a leitura toda sorrindo e rindo. Os personagens sao bem construídos, física e psicologicamente, e acabaram se tornando carismaticos, inclusive o pobre Luis.

    A situação é boa e engraçada. Apensar de previsível, o final foi abrilhantado pela frase final: “Quero dizer, quanto é que tá a dúzia do ovo?” .. aqui você matou a pau, parabéns!

    A linguagem é clara e rápida, os diálogos são bons.. enfim, muito bom, parabéns!

  35. Cilas Medi
    11 de agosto de 2017

    – ele se “deteu” quando = – ele se “deteve” quando
    enchido-o = tem explicação?
    O que é Crocs?
    Conseguiu um arremedo de sorriso no inusitado, surpreendendo, na confusão final, a caixa com ovos. Um texto simples, com erros de tratamento e que confunde o leitor, tira um pouco a dramaticidade ou, nesse caso, o riso. Cumpriu, minimamente, o desafio. Uma situação onde o título diz tudo o que irá acontecer, tira a vontade de esclarecer o porquê dele.

  36. Higor Benízio
    11 de agosto de 2017

    As duas piadinhas do texto, tanto a final quanto a de por ovos dentro da casa, me dão a sensação de que mais momentos divertidos como estes poderiam ocorrer durante o conto. Luís poderiam brilhar muuuuito mais. No mais, bom trabalho

  37. Catarina Cunha
    11 de agosto de 2017

    Uma legítima comédia bem no estilo O Gordo e o Magro. Bela homenagem. Taí um exemplo de comédia simples, direto, boboca, mas que me fez rir muito. Construção primorosa e despretensiosa.

    Auge: “– É que eu suo muito.
    – Soo. – corrigiu Diego.” – Com um amigo assim para ensinar quem precisa de inimigo?

    Sugestão:

    O fim do título (não tem mais cura ) entrega parte da graça da trama.

  38. Anorkinda Neide
    11 de agosto de 2017

    Hahaha
    Engraçado!
    É uma piada aumentada! sempre o louco bocó fica engraçado, tadinho dele…
    os lances com o dedão do pé foi pra encher o texto, mas não ficou desfocado e muito menos cansativo, só fez criar mais empatia com o pobre… ❤
    Parabéns pelo texto
    Abraços e sorrisos

  39. Fabio Baptista
    11 de agosto de 2017

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    O texto é gostoso de ler, mas risada mesmo, só de leve, nos dois pontos abaixo.

    – É que se ela morder o dedão do seu pé só solta quando dá um trovão.
    >>> ok, isso aqui foi golpe baixo… apelou ao saudosismo. Mas funcionou.

    – Claro. Imagina a sujeira se alguém pisa no ovo.
    >>> Essa foi boa

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    A leveza do texto e a inocência das situações acabam tornando a leitura rápida e a atenção não se desvia.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Uma linha reta, simples, mas bem executado.
    O mote de dois ladrões idiotas já deve ter sido explorado um milhão de vezes, mas pode continuar rendendo boas histórias.

    O final, apesar de previsível, foi bacana.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Ficou muito boa a ambientação na fazenda/galinheiro.

    A dupla desastrada (e azarada) também tem lá seu carisma. Ficou bom.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************

    Aqui a trama não pedia muita elaboração na escrita, então passou a contento. 90% do conto é baseado em diálogos e isso também ajudou a disfarçar a simplicidade da técnica.

    – Claro. – deu-lhe dois tapinhas nas costas
    – Soo. – corrigiu Diego.
    >>> Se colocou o ponto, deveria iniciar o “deu-lhe” com maiúscula

    – ele se deteu
    >>> deteve

    – ouviu o outro gritar do outro lado
    >>> poderia ter evitado essa repetição de “outros”

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    É um humor inocente, eu diria. Mas, certamente se enquadra no tema.

    NOTA: 8

  40. José Bandeira de Mello
    9 de agosto de 2017

    História bem simples, leve e bem conduzida pelo autor (a ). Obviamente tem humor porém nada me deixou marcado. Bons diálogos que me colocaram na cena. Não vi erros na redação que fossem relevantes. Por ser Luis cem por cento idiota em todas as falas e atitutes, nao concebo Diego nao escolher um outro par1ceiro para suas empreitadas. Acho que Luis deveria ter ao menos um reação que nos desse a ideia de tratar-se de um menino normal.

  41. talitavasconcelosautora
    9 de agosto de 2017

    Kenan & Kel, são vocês? Rs

    Conto engraçado e bem desenvolvido. Dois personagens caricatos, o esperto e o burro, uma fórmula que nunca falha.

  42. Regina Ruth Rincon Caires
    7 de agosto de 2017

    Texto que prende pela ingenuidade do parceiro de trapaças. O desfecho, para o mentor do “crime”, deve ter soado como humor negro. A escrita merece uma certa revisão, caso não haja propósito no erro. Enredo bem amarrado, narrativa fluente. Interessante a clareza na descrição e na fala que mostra a “lerdeza” do companheirinho. Tem um toque de doçura, algum gotejar de delicadeza nas entrelinhas. Leitura prazerosa. Parabéns, Arlindo!

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Informação

Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 2, Comédia Finalistas e marcado .