EntreContos

Literatura que desafia.

Porcos de Guerra (Victor O. de Faria)

Heitor mantinha o rifle de cano duplo próximo à muralha. Observava com calma a Travessia, quieta e enigmática como sempre. Atirou a esmo, a fim de testar a nova tecnologia experimental. Ajustou a mira automática com apenas um toque e bocejou. Se não tivesse sido reprovado no teste de aptidão genética, poderia estar lá fora, explorando, assim como seus irmãos. Sacudiu a cabeça. O portal mais distante precisava de um espantalho. Ninguém utilizava aquela velharia desde que o elemento Zero tornou-se abundante. O minério, dotado de propriedades termodinâmicas e descoberto por acaso nas profundezas de Orwell, era capaz de gerar uma ruptura temporária no tecido espacial. Algo desinteressante para Cícero, seu amigo de infância, responsável por trazer suprimentos e um estoque invejável de baboseiras sem fim. Pelo menos, tinha com quem conversar.

— Tudo tranquilo, Heitor? Quantos voadores já abateu?

Heitor não tirava os olhos da Travessia. Respondeu, a contragosto.

— Três… Ei, Cícero. Notou algo estranho quando você entrou no campo?

— Tirando você, não. – E devorou um sanduíche improvisado.

— “Muito” engraçado. Ainda morro de rir… Mas, falando sério, acho que vi uma distorção. – Completou, revirando o alforje em busca de algo suculento.

A resposta não demorou a vir. A pequena muralha em que se encontravam estremeceu. Ao longe, atravessando o campo em meio a oscilações, uma onda de choque monocromática sacudiu as estruturas. Cícero derrubou toda a comida no chão. Heitor livrou-se do alforje e ajustou o zoom.

— Está vendo isso, Cícero?

Seu amigo não respondeu. Estava mais preocupado em juntar as coisas e sair dali o mais rápido possível.

— Alto lá! Você fica! Não se lembra do “Código”?

Cícero conhecia bem o protocolo militar. Os artigos e incisos obrigavam a qualquer combatente permanecer no local de um possível Contato, quando este ocorresse. Vários registros mencionavam a manifestação pandimensional (fenômeno que haviam presenciado) e outras instruções técnicas que a maioria ignorava.

— Não acontece nada por esse lado há séculos! Tinha que ser justo no meu turno! – Chutou as bolsas.

— Anotado. Olha isso! – Heitor calibrou a tela, tocando no projetor holográfico. — O que você vê?

— Um borrão. – Disse Cícero, de má vontade.

— Ajusta o zoom, criatura!

Durante alguns instantes, o silêncio se fez presente.

— Parece o general… Trazendo alguma coisa junto, presa de maneira firme, junto ao seu corpo. Não dá pra identificar. Espera! Tem um objeto quadrado. É uma espécie de mala. – Concluiu Heitor.

— Não é um aparato comum. – Cícero constatou.

À primeira vista, o casacão de couro, os óculos escuros e o estranhíssimo objeto cônico pendurado, realmente pareciam de origem desconhecida, alienígena. Quem se vestia daquele jeito? Felizmente, a corrente estava bem presa à criatura. Não teriam de se preocupar com isso; por enquanto. Contudo, o horizonte cinzento e o borrão característico de uma viagem recém-empreendida, causavam um misto de espanto e admiração. Aquele efeito anacrônico duraria uma semana até que a floresta se recuperasse por completo. Em cada ocasião em que o fenômeno se manifestava, a matilha de lobos galácticos, de apetite voraz, utilizava a Travessia para atacar sem aviso as colônias distantes. Sabiam que seu verdadeiro trabalho havia recém começado.

— O general parece nervoso. – Disse Heitor, coçando as orelhas.

— Culpa daquele animal acorrentado. Aliás, não dá pra saber se aquilo é realmente um animal… Você devia dar um tiro de aviso. – Sugeriu Cícero.

— Tá maluco? E correr o risco de ricochetear?

— E se a “coisa” for um Espacial? – Cícero desenhava no chão.

— Um Espacial? Das estórias de terror? Já passamos da idade de acreditar nisso, meu amigo.  – Heitor desdenhou.

— Você já viu um, por acaso? Pode ter qualquer forma. Até essa coisa bizarra aí. – Cícero não queria admitir, mas ainda tinha medo do escuro.

A discussão foi encerrada assim que a maleta encontrou o chão. Seus instintos naturais falaram mais alto. Calafrios, suor e sobressaltos transmitiram a incômoda sensação de fragilidade. A patrulha não passaria por ali tão cedo. Como poderiam adivinhar que o próprio general utilizaria aquela relíquia? Ensaiaram uma aproximação. Com receio, e a passos lentos, deixaram a muralha para trás. A segurança dependia deles, de qualquer forma.

— A criatura precisa de um codinome. – Sugeriu Cícero, enquanto embrenhava-se no matagal.

— Pra quê? – Retrucou Heitor, empurrando os aparelhos de forma desajeitada. Mas a ideia, como todas as outras de seu irrequieto amigo, pareceu irresistível. — Que tal “Joseph Jacobs”?

— Que raio de nome é esse?

Cícero levantou os olhos. Um objeto cilíndrico, de efeito hipnótico e cheio de luzes azuis, adicionou novas cores à paleta monocromática. A maleta estava aberta e o que havia dentro valia uma vida! Devido à distração intencional, as correntes afrouxaram. A criatura se desvencilhou de forma impressionante. Heitor, ao presenciar tamanha demonstração de força e agressividade, ativou a montagem dos gatilhos e ajustou a mira.

— Atira logo! – Insistiu Cícero.

— Mas é o primeiro Espacial que encontramos! – Salientou o outro, num breve momento de compaixão.

— Ah, agora é um “Espacial”… Danem-se os protocolos! Eu quero é voltar pra casa!

No entanto, não medir as consequências naquela situação poderia resultar numa guerra futura. Queriam mesmo começar daquele jeito? A criatura corria de forma desajeitada. Parecia maior e mais forte ao se aproximar. Quando o artefato ao fim da corrente lançou uma descarga elétrica no próprio general, seu destino estava selado. Heitor marcou o alvo. A arma emitiu um clarão ao concentrar um terço de energia solar, como um diamante riscando outro. O solavanco os empurrou para trás. Uma pequena esfera brilhante acertou em cheio a testa do inimigo. Não havia qualquer chance de fuga. O Espacial tombou, sem vida. “Joseph” estava oficialmente fora de combate.

— Quem são vocês? – Gritou o general ao longe, ofegante, desfazendo-se das correntes imantadas.

— Heitor Magnavox da Divisão 82, senhor!

— Cícero Veritex da Divisão 19, senhor!

A autoridade se sacudiu e se aproximou, ainda zonzo.

— O que faziam aqui? A Travessia não estava sob quarentena?

— Fui alocado há alguns meses para cá, meu comandante! – Respondeu Heitor. — Mas é a primeira vez que vejo acontecer algo significativo.

— Agradeço o que fez, soldado. Mas perdemos um recurso valioso. É uma pena, pois ele tinha uma série de artefatos que nos interessava muito. Por isso o mantinha sob custódia. – Bufou.

— Peço perdão pela minha curiosidade senhor, mas aquele era um Espacial? – Indagou Cícero.

— Das estórias infantis? – Ponderou. — Era… Com seu cheiro insuportável, rosto achatado e grunhidos estranhos. Achei esse perdido no quadrante Alfa, onde ocorreu o Primeiro Contato. Desastroso, por sinal. Agora que abatemos um, eles voltarão com tudo.

— Se me permite a pergunta, general, o que é aquela coisa brilhante, dentro da mala? – Heitor voltava a respirar.

— Aquilo, meu jovem, é um artefato que levará nossa raça a um novo patamar científico! Uma verdadeira revolução!

O general apontou às luzes e fez um gesto no ar. Esmagou o ser imaginário no chão. Encheu o peito de orgulho e encerrou a conversa.

— É um circuito elétrico mata-insetos. Imagine como será a vida das colônias! As moscas gigantes nunca mais vão nos atazanar!

E ao dizer isso, derrubou uma maçã da árvore mais próxima e a colocou na boca do Espacial, como um símbolo de vitória.

— O churrasco de hoje será por minha conta! – Bradou o General Prático.

Seus rostos se iluminaram. Um “óinc” retumbante de três javalis soldados, evoluídos ao ponto de valer-se de tecnologia tátil, ecoou pela floresta de Orwell. O homem estava morto. Festejariam pelo resto da semana, até que se lembrassem de um detalhe incômodo, inconveniente e amplamente divulgado entre os seus… Carne vermelha aumentava o colesterol.

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51 comentários em “Porcos de Guerra (Victor O. de Faria)

  1. Lee Rodrigues
    23 de junho de 2017

    Caro autor, você criou um cenário que eu não consegui me situar, fiquei meio perdida no espaço. No final fiquei me perguntando, caramba, e o conflito? Contudo, a solução do churrasco foi boa rs

    O autor usou o diálogo para evitar parágrafos inteiros de exposições, onde se observa quanta coisa um diálogo pode realizar, contudo, algumas conversas se perderam, deixando de fornecer elementos importantes para o desenvolvimento da trama.

    O lobo mau e os três porquinhos?
    Não,”pera”!

    O Homem Mau e os três Javalisinhos! 😃

  2. Pedro Luna
    23 de junho de 2017

    Olá, achei bacana. A reviravolta, apesar de um pouquinho forçada, funciona. Também gostei da relação dos dois sujeitos: um mais covarde e o outro não necessariamente corajoso, mas mais ciente do dever. Depois que descobri que não eram gente, a imagem se quebrou mas o conto já tinha terminado, então tudo bem..kk. O único ponto que achei fraco é a ambientação, pois uma hora achei se tratar de algo medieval, depois achei que era algo futurista, e no fim acabei sem visualizar o local que a trama se passava.

  3. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Porcos de Guerra (Ozzy)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: existe, na aparição do Espacial.

    ASPECTOS TÉCNICOS: Na parte de premissa e enredo, muita criatividade e distopia. Porém, na parte técnica, algumas frases ficaram bem estranhas. Exemplifico: “uma onda de choque monocromática”, “Aquele efeito anacrônico duraria uma semana”. Acho que os diálogos poderiam ser mais trabalhados. Digo isso porque tenho dificuldade também com esse ponto, e como é difícil colocar no papel uma conversa significativa sem a tornar exagerada nem corriqueira (este último, o caso aqui).

    EFEITO: Mad Max encontra Dança com Lobos.

  4. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    O pseudônimo, o cãozinho do filme, mostra que o autor adora “chubs”, como diz a Anorkinda. Interessante os porquinhos matarem o próprio autor da história infantil, Joseph Jacobs. Esses contos que retomam as fábulas infantis são sérios candidatos a tornar o autor rico. Boa sorte, e como diz o Gustavo, publique o conto na Amazon.

  5. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Ozzy,
    Sinto que, depois de ler o seu conto, estou passando por mudanças. Talvez eu esteja meio paranóico, mas seu texto me lançou dentro do vazio.
    Brincadeiras à parte, achei seu conto interessante. Fiquei um pouco perdido com as muitas referências internas que você usou para montar o ambiente da narrativa, mas não chegou a explicar direito… (elemento zero, quadrante alfa, etc).
    Achei um texto interessante, curto, simples, mas gostoso de ler. Sem dúvida está dentro do tema proposto para o desafio. Parabéns.

  6. Felipe Moreira
    21 de junho de 2017

    Hey, Ozzy.

    O conto é muito bem escrito, cuidadoso, por assim dizer. Fui desconfiando que haveria uma reviravolta justamente com o cuidado de algumas colocações descritivas e aplicações de diálogos, que aliás, estão muito bons. Não verifiquei qualquer erro gramatical e a adequação ao tema é satisfatória. O único problema foi o encaixe da ambientação do texto, a atmosfera. Por ser literatura e não cinema. demorou mais tempo pra que me sentisse inserido no mundo criado. Isso aconteceu na leitura de outro conto nesse desafio, com uma pegada de fantasia.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  7. Raian Moreira
    20 de junho de 2017

    Que referencias em, War Pigs é uma das melhores musicas da historia. O conto está muito bem escrito, não notei erros que pudesse apontar. A narrativa ficou muito bem feita, me prendeu do início ao fim.
    Os personagens são interessantes, mas creio que poderiam ser melhor desenvolvidos, mas o desafio impõe limites, e fica difícil mesmo.
    Participe dos próximos desafios, boa sorte !

  8. Iris Franco
    18 de junho de 2017

    Olá Ozzy, tudo bem?

    Sua criatividade é inquestionável e o final do conto foi muito bom.

    O português está muito bom também.

    Entretanto tenho duas criticas:

    a) Trata-se de um cenário criado por sua imaginação, então, ninguém faz muita ideia de como é. Não sou uma pessoa que adora trabalhar com descrições por achar bem difícil, mas neste conto, faltou. Digo que faltou porque você elaborou um cenário extremamente complexo, por conseguinte, existem trechos que deixam o leitor confuso.

    b) Faltou emoção. Você escreve bem, muito bem, mas não conseguiu passar algo que instigasse a ler o texto, uma dramatização, um suspense. Faltou trabalhar mais isso.

    Faço as críticas para te ajudar, pois vejo potencial: com esta imaginação você vai longe!

    Boa sorte! 🙂

  9. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    17 de junho de 2017

    Gostei do conto, gostei do tratamento dado aos personagens reinventados da fábula. Aqui tudo se conectou de modo apropriado, temos até a matilha de lobos galácticos e os Espaciais (homens), até então considerados como pertencentes às histórias da carochinha. Em alguns trechos fiquei confuso, e não consegui imaginar como seria a tal da Travessia e qual a sua utilidade. Quanto ao estilo, também gostei, e a gramática está muito boa.

    Só uma coisa destoou: pelo fato de os javalis considerarem os Espaciais (homens) pertencentes às estórias/histórias infantis, ao mesmo tempo em que as incursões deles, os homens, em naves (insetos gigantes) serem algo que acontecia muito, portanto um fato para não se atribuir a historinhas.

    O final ficou joia, encerrando de modo redondinho o conto.

    Parabéns!

  10. Bia Machado
    15 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Criativo, só lá quase no final me dei conta de quem eram Cícero, Heitor, Prático, particularmente gosto dessas subversões de histórias infantis, trabalho muito com isso em sala de aula. Algumas partes são meio confusas, fiquei tentando imaginar os artefatos, mesmo com a descrição no texto não consegui, mas tudo bem. A ambientação também foi meio complicada, pelo menos pra mim me vi meio que sem saber como ambientar a coisa na minha mente. O que ficou mais certo foi a muralha.

    Personagens: Interessantes, mas poderiam ser mais bem desenvolvidos, ou não me cativaram o suficiente para que eu achasse isso deles. Achei os diálogos um tanto fracos também, não empolgam como poderiam em grande parte do conto.

    Emoção: Gostei, no geral, mas devido às partes confusas quebrou um pouco o meu ritmo de leitura, precisei voltar e dar uma relida em certos trechos, pra ter certeza da minha avaliação.

    Tema: Sim, para mim está adequado.

    Gramática: Não peguei nada que atrapalhasse a leitura.

  11. M. A. Thompson
    15 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: houve sim.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): algumas palavras estranhas, mas pode ser um estilo do autor e ponto final.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): boa.

    * Enredo (coerência, criatividade): boa, parabéns.

    De modo geral foi um conto muito bom e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  12. Wender Lemes
    14 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: o tema aqui é reinterpretado de uma maneira menos comum: o javali guia o homem, e não o contrário. Não encontrei problemas de ortografia, embora a inserção de tantos termos exclusivos tenha truncado um pouco a leitura. Apesar disso, essa estética futurista combinou bem com a abordagem que escolheu para o tema.

    Aspectos subjetivos: a criatividade aqui é indiscutível, tanto em termos de proposta, quanto em execução (técnica). Não é um conto que visa o apelo emocional de um jeito convencional, aparentemente. O interessante é que a troca de perspectivas nos faz criar certa empatia com os javalis enquanto pensávamos que eram humanos.

    Compreensão geral: explico aqui como funcionou o conto para mim. A narrativa seguiu entremeada por momentos em que precisei parar para imaginar os objetos que estavam sendo narrados (um elemento Zero aqui, uma onda monocromática acolá). Isso me proporcionou alguns lapsos na primeira leitura, como se os personagens pulassem de uma cena para outra. Ao reler, essa transição de cenas fluiu melhor, pois já tinha os objetos e os ambientes “pré-visualizados”.

    Parabéns e boa sorte.

  13. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Vou exagerar: deslumbrante, mas está fadado ao sucesso por nos enganar totalmente quanto ao fato. Logo quando escreve sobre um ser espacial, acreditei ser o javali, lembrando da foto e, no final, era o homem o sacrificado. Muito bom. Cumpriu com classe o desafio. Parabéns!

  14. Fil Felix
    13 de junho de 2017

    Gostei bastante da estrutura do conto e de como foi levando o leitor ao grande “plot twist”, soltando algumas referências pelo caminho. É o segundo conto do desafio que bebe um pouco da Revolução dos Bichos, mas achei interessante a inclusão dos nomes dos Porquinhos, mas sem ficar com cara de fábula. A ideia da troca ou inversão de papéis foi legal, deu uma identidade diferente ao texto, só achei o último parágrafo muito didático pra essa explicação. Depois de terminar, a gente fica “ah, então é assim”. Talvez fosse mais empolgante se colocasse só mais uma dica pra ficarmos “peraí, então quer dizer…”. Alguns pontos mais cômicos, como o inseticida, achei ótimos!

  15. maziveblog
    13 de junho de 2017

    Achei mundo bem o(a) autor(a) descrever o cenário a medida que o trama avança. O problema é que estamos perante um cenário desconhecido, pós apocalíptico, e isso exigia descrições muito mais detalhadas. O(a) autor(a) não dá uma única informação sobre a causa daquele estado das coisas.
    Sobre a trama, muito fraca. Dois soldados rasos agem por sua conta e não lhes acontece nada.

  16. Fabio Baptista
    13 de junho de 2017

    A história está muito bem escrita, sem falhas gramaticais (pelo menos não notei nenhuma). Mas infelizmente acabou se perdendo em muitos detalhes técnicos, tornando as coisas um pouco confusas e, em certos pontos, enfadonhas, como, por exemplo, no diálogo entre Cícero e o amigo, que apesar de soar natural pareceu ter se estendido além da conta.

    Fiquei meio perdido a hora que apareceu o general, pensei “de onde diabos esse puto saiu?”. E mesmo relendo o parágrafo agora essa parte ainda ficou meio obscura.

    Enfim… a reviravolta no final é um recurso meio manjado, mas que sempre funciona! Gostei! Kkkkkkk

    Abraço!

  17. Givago Domingues Thimoti
    12 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Bem adequado.
    Criatividade: Alta
    Emoção: Confesso que achei o texto confuso, principalmente no final do conto. Acho que eu poderia ter gostado muito mais.
    Enredo: É uma ficção-científica muito bem construída. Os elementos humorísticos são bons.
    Gramática: Não percebi nenhum erro

  18. Evandro Furtado
    12 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O autor faz uma mistura de guerra com ficção científica com uma boa ambientação. O conto traz uma impressão de sujeira marrom da terra, ao mesmo tempo faz imaginar um céu cinzento com pontos azuis brilhantes espalhados pelo horizonte.

    C: A reviravolta final é interessante, apesar de a história que a antecede não ser tão cativante a ponto de criar no leitor o efeito desejado.

    F: A escrita é decente, com bons diálogos e uma narrativa consistente.

  19. Leo Jardim
    12 de junho de 2017

    Porcos de Guerra (Ozzy)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): esse é um daqueles textos que tem uma reviravolta tão forte que exige que voltemos ao início para ler de novo. Apesar da boa reviravolta é uma história simples recheada de termos e explicações complicadas que pouco agregam à trama.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): é boa, sem erros e descreve bons diálogos. Algumas cenas e imagens não se formaram totalmente na minha mente, como o tal efeito monocromático da viagem intergalática e o artefato saindo da mala.

    💡 Criatividade (⭐⭐⭐): sem dúvidas, criatividade é uma grande qualidade desse conto. Esse planeta (o nome Orwell, quando as peças se encaixaram, se mostrou sensacional) habitado por javalis evoluídos foi muito fora da caixa.

    🎯 Tema (⭐⭐): cena descrita conforme a imagem-tema. O legal é que o tempo todo achava que o Espacial era o javali 🙂

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): reviravolta de dar nó na cabeça e enjoos no estômago. Como assim????, foi a reação que tive antes de ter que ler tudo de novo com outra ótica. Parabéns por isso, mesmo que tenha talvez sido um pouco forte demais pra mim 😥

  20. Victor Finkler Lachowski
    8 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    Seu conto é bem criativo, javalis evoluídos que estão em guerra, fazendo referência ao título e, propositalmente, a música do Black Sabbath.
    A narrativa se desenrola bem, leitura fluida e agradável, diálogos convincentes e com bastante ironia e humor.
    O único ponto que achei que dava pra melhorar é a explicação final, poderiam ter mais pistas ao longo do texto quanto a eles serem javalis, a explicação toda no final tira o impacto e a graça do conto.
    Um conto muito bom, boa sorte e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  21. Marco Aurélio Saraiva
    8 de junho de 2017

    Estou confuso… não sei se fico feliz ou triste com o final, hahahah!

    ===TRAMA===

    Muito boa… bem bolada, interessante. Levanta dúvidas na cabeça do leitor, e as sana no final de forma comediante.

    Admito: fui devidamente enganado. Imaginei um cenário pós-apocalíptico perfeito, muito bem descrito por você. Até, de certa forma, sombrio. Os últimos parágrafos, porém, adicionaram um tom jocoso inexistente no conto até então, o que me deixou confuso, até entender o que você queria dizer. Por isso não sei se fico triste, por entender que o cenário não era tão maneiro quanto eu imaginava, ou feliz, por ser enganado de forma perfeita por você! rs rs rs

    Acho que o final foi mais positivo que negativo. Era o seu intuito desde o início, e foi muito bem formulado. Eu escolho ignorá-lo – para mim, o general ainda é o homem de barba, e os soldados ainda são dois jovens humanos chamados Heitor e Cícero. HAhahahha!

    ===TÉCNICA===

    Muito boa! Sem erros, e me enganou direitinho, com todas as escolhas corretas de palavras, rs rs rs. A leitura ficou um pouquinho confusa, com algumas cenas difíceis de imaginar, mas nada muito sério. Parabéns!

    ===SALDO===

    Muito positivo!

  22. Rubem Cabral
    8 de junho de 2017

    Olá, Ozzy.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    O conto tem todos os elementos da imagem-tema: homem encasacado, mala, javali.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O conto está muito bem escrito, não notei erros que pudesse apontar.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O conto é bem desenvolvido e a escrita é muito boa. Os personagens não tiveram muitas nuances. Os diálogos foram bem feitos e soaram naturais.

    Enredo (coerência, criatividade):
    Penso que houve um tanto de infodump excessivo no começo do conto, preferiria se o mundo fosse apresentado de forma mais orgânica. O texto é muito criativo, mas quase que o cenário é o próprio enredo: não houve muita história contada, muitos ganchos ficaram em aberto também.
    A ideia, contudo, dos portais pandimensionais, das criaturas metamórficas e tudo mais, foi muito imaginativa.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  23. Claudia Roberta Angst
    7 de junho de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título dá uma ideia vaga sobre o panorama em que se dará a narrativa, mas claro que o leitor não imagina que haverá a inversão dos papéis.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado de forma bastante criativa. Temos três javalis/três porquinhos (Heitor, Cícero e Prático), a mala, o homem. Só trocaram de lugar. E cadê o lobo mau? Era o homem na coleira?
    O conto está bem escrito. O ritmo apresenta oscilações, ora é mais lento, ora acelera um pouco. Algumas passagens fluem melhor do que outras, mas pode ser implicância minha.
    Não encontrei erros que me chamassem a atenção. O autor domina bem a escrita.
    O ponto alto é mesmo o final, com o clímax inesperado. Mesmo com o risco de aumentar o colesterol…rs.
    Boa sorte!

  24. Gilson Raimundo
    7 de junho de 2017

    Orwell – Joseph Jacobs – Magnavox – Veritex são nomes que me parecem desnecessários ao conto, nomes estrangeiros ou espalhafatosos não engrandecem a escrita, pelo contrário, a torna caricata. Heitor e Cícero são bem mais apropriados, temos que deixar de lado está cultura de querer fazer fantasia importada. Tirando isto, o conto é bem criativo, cheio de mistério em meio ao prelúdio de uma guerra que parecia ter sido esquecida. A reviravolta final me surpreendeu, não esperava pela identidade do general, me enganou de verdade. Parabéns.

  25. Sick Mind
    7 de junho de 2017

    Quanta criatividade. A inversão dos papéis foi o mais marcante na história e, para mim, ficou totalmente válido dentro da proposta do concurso.

    Tenho de ser contrário a alguns comentários que li aqui, já que sou um blogueiro de FC e achei algumas opiniões sem mto embasamento. Acho que o autor(a) pode ficar tranquilo quanto a ficção científica dentro da proposta do concurso. É possível sim criar um universo com poucas palavras, apresentá-lo sem ter mil “parafernálias” tecnológicas e/ou conceitos, e sem a necessidade de trabalhar em cima da ideia de outros autores, como acontece frequentemente com as leis da robótica de Asimov, por exemplo.
    Na minha opinião, a dosagem dos elementos especulativos ficaram bem tranquilas, indiferentes de serem científicos ou pseudo-científicos. Geralmente, o pessoal que está iniciando a escrever FC se empolga e coloca mta informação desnecessária. Tal fato não vi ocorrer nesse conto. Isso, talvez, seja um indicativo de que o autor(a) já domina essa noção ao criar conteúdo.
    Acredito que a intenção do autor(a) não era criar algo cientificamente comprovável, mas entreter. E dentro dessa circunstância o conto está bem agradável.

    O que mais me incomodou foi a previsibilidade dos acontecimentos finais. Não me pareceu haver hesitação suficiente nos personagens que me tirasse da cabeça o que iria acontecer. Também queria ter visto um pouco mais de ação, pois a chegada de um Espacial pareceu prometer muita coisa a princípio. Porém a trama fica atrelada a Heitor e Cícero, ofuscando a chegada do general. Como a narrativa é em terceira pessoa, ela pode se expandir tranquilamente. Por fim, os diálogos entre os três javalis soldados poderiam ter sido um pouco menos didáticos, para parecerem mais naturais, pois da maneira que estão deram a impressão de que o autor(a) queria apenas explicar algo.

  26. Catarina
    6 de junho de 2017

    Título forte. As divagações no primeiro parágrafo não interferem na trama, o que deu lentidão ao INÍCIO; depois melhora com os diálogos. A TRADUÇÃO DA IMAGEM ficou meio confusa, mas acredito que era essa a intensão. Embora bastante criativo e com boas referências, o estilo não causou o EFEITO emocional desejado.

  27. Gustavo Araujo
    5 de junho de 2017

    O conto ganha pontos pela criatividade. De todos os textos que li até agora, este é o que melhor se utiliza da imagem-tema para criar um universo em torno dela, isto é, não a usa como mero adereço ou dela extrai personagens descartáveis. Gostei da ambientação, das descrições, dos diálogos e do desenvolvimento. Apenas o final é que ficou um pouco corrido, com certo humor forçado, em nível diferente do restante do texto. Confesso que já imaginava o plot twist, mas isso não estragou o conto para mim. Acho até que fiquei aliviado, rs Enfim, um bom trabalho que se destaca pela originalidade.

  28. Evelyn Postali
    5 de junho de 2017

    Oi, Ozzy,
    Gramática – Eu não percebi erros gritantes. Sequer os sussurros, porque a leitura foi corrida e agradável e prendeu minha atenção até o final. Ponto para as construções de frases.
    Criatividade – Gostei da inversão. Quando li o nome Heitor e Cícero sabia que estávamos com inversão de papéis. Depois, veio Orwell e eu tive certeza de que era uma daquelas histórias carregadas de inventividade. Acho que a ficção científica é leve e sutil, e me agrada muito isso.
    Adequação ao tema proposto – Talvez não se perceba a adequação ao tema pela inversão de papéis, mas a interpretação da imagem é livre. Sendo assim, considero aceita, não com toda a honra e glória, mas eficaz a ponto de não me afastar do texto.
    Emoção – Não tem muita emoção para mim, não. Depois de fazer a relação dos nomes com a figura de javalis, tudo aconteceu de forma tranquila, sem surpresas, porque o sujeito a se aproximar só poderia ser outro javali. Estando eles em uma guerra ou em um estado de alerta, não poderia ser um humano a conduzir o javali, mas o contrário.
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

    • Evelyn Postali
      5 de junho de 2017

      Acabei esquecendo de copiar sobre o Enredo…
      Enredo – Começo, meio e fim sem percalços. Tudo certinho, entrelaçado.

  29. Priscila Pereira
    5 de junho de 2017

    Oi Ozzy, eu achei sua estória bem legal… por causa do título, já imaginava que os soldados eram os javalis, achei muito interessante e bem contada, com tão poucas palavras você fez um universo totalmente novo. Muito bom. Parabéns!!

  30. Elisa Ribeiro
    4 de junho de 2017

    Olá autor. O texto está muito bem narrado e revisado, mas confesso que me dispersei algumas vezes durante a leitura. Talvez seja o gênero SciFi, difícil de caber em contos de 2000 caracteres. Claro que só entendi no final, ai voltei para reler, mas nem precisava, já que o encantamento do seu conto está mesmo no final: plot twist, humor, piadinha, Orwell e três porquinhos (só percebi quando pelo nome do general). Gostei bastante. Sucesso! Abraço.

  31. Fernando Cyrino
    4 de junho de 2017

    Um conto de ultra ficção científica e lhe relato, caro amigo, que cheguei a me perder algumas vezes no meio da história, tendo que retornar para amarrar de novo o fio da meada. Conto-lhe também que achei bem bacana essa mudança de perspectiva. Ficou bem interessante esse olhar novo que você me trouxe no desafio. A partir desse novo ângulo senti fazer mais sentido um certo peso que você põe nos diálogos javalinos. Não conheço o que estão dizendo outros comentaristas, mas creio que os adeptos da ficção científica devem estar se extasiando com sua história. Abraços

  32. Olisomar Pires
    2 de junho de 2017

    1. Tema: Adequação inexistente.

    2. Criatividade: Muito boa. Inversão de papéis entre animais e homens.

    3. Enredos: A trama está bem conectada em suas partes.

    Dupla de vigilantes vigia algo e se depara com aparição insólita de um seu comandante trazendo um prisioneiro, sendo que no caso, o prisioneiro seria o homem e não o animal, conforme se depreende do último parágrafo, motivo pelo qual entendo que o tema não foi obedecido.

    4. escrita: Muito boa: Não notei erros que travassem o deslizar do texto.

    5. Impacto: Alto.

    Realmente uma pena que não se tenha obedecido ao tema em minha opinião.

  33. Afonso Elva
    2 de junho de 2017

    Como o conto é curto, as menções feitas aos aspectos desse mundo futurista, meio que atrapalharam a construção de algumas cenas. Ouve um excesso de conceitos pouco apresentados. Fica a dica de leitura do conto Robbie de Isaac Asimov, que contorna bem essa coisa, chegando até a gerar empatia ao invés de estranheza. No mais o conto está bacana, só não gostei da história do “colesterol”, enfim…
    Forte abraço

  34. Fátima Heluany AntunesNogueira
    1 de junho de 2017

    Uma narrativa de muita imaginação: Planeta dos Macacos (pela inversão dos papéis da imagem-tema), Os três Porquinhos (Javalis), aparatos futuristas, toda a trama bem amarrada, cheia de dicas e coerente.

    Gostei da ironia da última frase — “Carne vermelha aumentava o colesterol” — lembrando que a carne do javali é possui menos calorias, gordura quase zero e mais proteínas. Portanto, o conto ainda traz informações úteis.

    O pseudônimo é uma homenagem ao estilo do cantor Ozzy Osbourne com as histórias impressionantes que o seguem?

    No todo, é trabalho muito inventivo, bem humorado, sem entraves gramaticais, leitura prazerosa. Parabéns pela participação. Abraços.

  35. Iolandinha Pinheiro
    1 de junho de 2017

    Eu sinto pena de todo mundo que quer fazer ficção científica em contos, porque é difícil demais traçar um cenário totalmente novo, mostrar este cenário para o leitor, esperar que ele, além de compreender, ainda fique conectado ao conto com tanta “tralha” para se familiarizar. Acho que funciona mais com os fãs de FC porque comigo, na maior parte das vezes, só me distancia da trama. Mesmo assim, a sua história tinha boas referências: O Planeta dos Macacos, Os Três Porquinhos, George Orwell, o final teve um bom plot twist, os diálogos são interessantes… Imagino que num conto maior vc poderia investir mais nos personagens e aí o conto me cativasse, ainda assim eu quero te parabenizar pela criatividade. Abraço.

  36. Antonio Stegues Batista
    1 de junho de 2017

    Gostei do enredo, das descrições técnicas científicas de acordo com o tema sifi. O começo engana o leitor e o final foi uma surpresa, uma revelação que vale a leitura, porcos alienígenas de uma galáxia bem, bem distante, capturam um ser humano que para eles, é claro, não passa de um animal irracional. A escrita é simples, mas a história é muito boa.

  37. Luis Guilherme
    30 de maio de 2017

    Boa noiteeee, tudo bão por ai, amigo?

    Olha, cara, infelizmente não consegui me envolver com a história. FC não é muito a minha, mas isso não é culpa sua. Porém, o problema não é nem a temática em si. Acho que foram inseridos muitos conceitos muito rapidamente e sem uma contextualização, o que me deixou perdido. Logo, já não sabia mais o que era o que, os aparelhos, os quadrantes, as armas, e todo o resto.

    Isso acabou me tirando um pouco o interesse.

    Porém, por outro lado, os diálogos são bons e a história tem um belo toque de humor. Pontos por isso.

    Também gostei da conclusão! Me pegou de surpresa!

    Enfim, não me envolvi muito, acho que por gosto pessoal até, e acabei me distraindo um pouco pelo excesso de conceitos colocados rapidamente. Mas tem qualidade, sem dúvida!

    Parabéns e boa sorte.

  38. juliana calafange da costa ribeiro
    30 de maio de 2017


    https://polldaddy.com/js/rating/rating.jsEu gosto de FC e de histórias fantásticas. Boa a idéia a sua de inverter os papéis da imagem –tema, bem criativo. Até onde pude notar, não há incoerências na sua história, o que não é fácil quando se trata de FC. Reconheci as referências que vc utilizou, como os nomes dos 3 porquinhos, o Orwell etc. Mas eu não consegui me conectar com a sua historia. Não me emocionou, não me gerou expectativa, enfim, não funcionou comigo. Mesmo assim, reconheço o seu mérito pelo conto, pois está bem escrito, bem estruturado e coerente, como um bom conto deve ser. Não dá pra agradar todo mundo, né? Boa sorte e parabéns!

  39. Roselaine Hahn
    30 de maio de 2017

    Olá Ozzy, muito bom o seu conto, fluído, bem humorado. Ficção científica não é a minha praia, confesso que tenho a tendência a me dispersar, sou da era paleolítica, rsrs, mas isso é problema meu, vc. mandou ver, deu o seu recado muito bem. Surpreendente o final, a inversão dos papéis, não tinha me dado conta. Alguns parágrafos alongados, me dispersei um pouco, mas retomei na sequencia. Go ahead, sucesso no desafio.

  40. Sabrina Dalbelo
    29 de maio de 2017

    Olá autor(a),

    Eu gostei.
    Como não leio os comentários antes de escrever o meu, creio que possam ter falado que o conto lembra a história do Planeta dos Macacos, mas na versão planeta dos javalis.
    Achei super criativo. Não senti dificuldades na leitura.
    E realmente não presumi, até chegar ao final do conto, que os papeis estariam inversos (ainda que o nome do planeta – Orwel) tenha me dado dicas.
    O conto ganha pontos por conseguir retratar uma atmosfera alienígena, distópica, com um bom encaixe no tema.
    Tem algumas partezinhas meio que “viagem demais”, mas isso é devido à grande inventividade do autor(a).
    Bem legal.
    Um abraço,

  41. Jowilton Amaral da Costa
    29 de maio de 2017

    Diria que um conto simpático. Não percebi erros e está bem escrito. Uma mistura de FC com estória infantil. O conto tem várias referências: Orwell, sobrenome do escritor de 1984, uma distopia, mas também o escritor de A Revolução dos Bichos, um romance fábula satírico, aqui não vi muito da sátira, só mesmo a fábula, os porcos de guerra tem os nomes dos três porquinhos, a muralha lembrou GOT. Os termos científicos deram um toque a mais, nesta história que é bem simples. Boa sorte.

  42. Ricardo Gnecco Falco
    28 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    O texto está muito bem escrito. Não percebi nenhum entrave na leitura. Parabéns!

    – CRIATIVIDADE
    Muito boa. ‘Transgredir’, recriando as histórias infantis por todos sabidas, é o mote deste trabalho. Com a mudança de paradigma, que só ocorre (ou pelo menos se fecha) ao final, o autor mostrou um trabalho altamente inovador.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    120% (estou dando 20% de ‘bônus’ para todos os autores que ousaram se libertar das amarras constantes na foto-tema do Certame). Mandou bem!

    – EMOÇÃO
    Mediana. Por estar muito bem escrito, a história prende a atenção do leitor. Contudo, talvez pela limitação espacial do Desafio, penso ter faltado um pouco mais de emoção para causar no leitor um apreço mais consistente em relação às personagens. Contudo, a retirada do véu na cena final, muito bem feita, é o ápice da leitura e funcionou para sanar qualquer distanciamento que houvesse ainda por parte do leitor. Parabéns!

    – ENREDO
    Um conto infantil muito conhecido que, contado sob a perspectiva oposta, e misturando alguns elementos de ficção científica, cria uma nova história, cujo final atende perfeitamente à regra mais básica, fundamental, necessária e sempre esperada por qualquer leitor de contos: a surpresa. Bom trabalho!

    *************************************************

  43. Neusa Maria Fontolan
    28 de maio de 2017

    A história dos três porquinhos as avessas? O caçador na verdade era a caça.
    Boa história, e está muito bem contada.
    Meus parabéns
    Sucesso no desafio.

  44. Olá, Ozzy,
    Tudo bem?
    Em primeiro lugar gostaria de comentar aqui sobre os personagens. Cícero, Heitor e Prático, os três porquinhos do imaginário infantil, transportados para o centro do ponto de vista da narrativa. Muito bom.
    Colocar os personagens imaginando como seria a figura do tal ser por trás das histórias infantis também foi uma grande ideia. Logo no início, identifiquei o nome do porquinho e pensei, puxa, muitos falaram em “Pumba”, mas todos (ao menos até onde li) se esqueceram dos porcos da infância de todos nós. Nesse momento imaginei um homem conversando no meio do nada com seu javali de estimação, em seguida percebi que aquele que eu pensava ser humano, também tinha nome de suíno. E é aí que reside o grande charme de seu conto. Você vai entregando a história aos poucos, ao passo que narra a tal guerra entre mundos e fronteiras distantes e desconhecidas. Guardando a grande revelação para o momento certo.
    O final foi uma surpresa. Ao menos para mim. Não creio que o título entregue a trama, pois (também até onde li nos comentários) ninguém matou a charada só por ter lido o título. Você fez uma escolha consciente, utilizando uma técnica que agrada em cheio seu leitor.
    Também gostei da ideia dos insetos como sendo as naves dos homens. E da piada na última frase.
    Sua narrativa é muito “saborosa” de se ler e fez com que eu acompanhasse tudo o que mostrava, sem perder o ritmo ou o interesse em momento nenhum.
    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  45. Jorge Santos
    27 de maio de 2017

    Conto numa das áreas da minha preferência, a da ficção científica. Consegue manter a coerência, o que é difícil no género, e ao mesmo tempo o suspense. O fecho poderia ser menos expectável se o texto não fosse o nome das personagens uma alusão clara ao conto infantil, ao nome do autor desse mesmo conto (Joseph Jacobs) e a Orwell. Estas referências poderiam ter sido evitadas, tal como algumas construções frásicas. Um exemplo é “novo armamento experimental”. Se é experimental deve ser novo. De resto, nada a apontar. Conto bem escrito, com introdução, desenvolvimento e conclusão. O humor é inteligente e a leitura um verdadeiro prazer.

  46. Vitor De Lerbo
    25 de maio de 2017

    Muito bom! Gosto bastante de ficção científica, ainda mais quando é bem escrita e inteligente como essa.

    A inversão do final é a cereja do bolo de um texto que já vinha consistente.

    Boa sorte!

  47. Milton Meier Junior
    25 de maio de 2017

    Um conto muito divertido, bem escrito e com um final surpresa muito engraçado. Ótima leitura. Dos melhores que li até agora. Parabéns!

  48. Ana Monteiro
    24 de maio de 2017

    Olá Ozzy. A ficção científica é um terreno desconhecido para mim e, como tal, um pouco incómodo de comentar. Até porque se é desconhecido, isso significa que não sou apreciadora. Mas li tudo a percebi que está bem escrito e bem montado. O final tem o efeito surpresa que quase sempre funciona bem e aqui cumpriu o papel a dobrar, ou seja, houve duas surpresas: a inversão algo inesperada de papéis (se bem que houve um momento, quase no final, em que me soprou uma suspeita que logo se esfumou mantendo a crença no objetivo inicial) e a tirada final que, obrigatoriamente, nos deixa a rir. Não é nada provável que não gostemos do que nos faz rir. Por fim e embora isso não vá alterar o voto, acho que o título foi mal escolhido (se nos lembrarmos dele enquanto lemos, percebemos o que você não quer que se perceba antes do final). Vou continuar longe da leitura de FC, mas gostei bastante do seu conto. Boa sorte.

  49. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    Olá!!
    Vc deve tá cansado de saber q eu nao curto FC, mas…
    (e desta vez o mas é bom)
    A leitura fluiu que foi uma beleza, fiquei intrigada e me diverti .
    Entendi quase tudinho!! em se tratando de FC, isso é incrível! rsrs
    E o final deu um nó no meu cérebro, fiquei um tempao olhando para o parágrafo pra conseguir inverter tudo o q imaginei hauhiuha
    Eu nao tinha me dado conta antes e agora pensando.. o titulo entrega né… acho q o titulo nao foi feliz :p
    Parabens pelo conto, bem cotado, sem dúvida!
    Abração

  50. Andreza Araujo
    21 de maio de 2017

    Alguns pontos do seu texto me fascinaram. O primeiro foi a própria narrativa, muito bem feita, me prendeu do início ao fim. O segundo foram os diálogos, achei bem verossímeis, nem todo mundo sabe narrar diálogos, e os seus foram bem convincentes. Por fim, o fato de ser FC me cativa hahaha é o tipo de história que a gente não sabe o que esperar porque foge do óbvio.

    Infelizmente, o ponto alto do seu texto, o final, foi algo que não me emocionou, porque num desafio passado (RHA) um amigo nosso usou exatamente a mesma ferramenta para o plot twist, “transformando” os protagonistas em animais, quando passamos todo o tempo acreditando que fossem humanos. Então me deu aquela sensação de “já vi isso”. Uma pena porque o seu texto é muito bom hahhaa mas pode deixar que esse detalhe não vai afetar sua nota, mas eu gostaria de ter apreciado mais o seu final, de ter sido pega pelo elemento surpresa.

    Alguns pontos do texto eu não entendi exatamente o significado que criaste, por se tratar de uma realidade de FC, mas nada que tenha me incomodado, só gostaria de ter compreendido um pouco melhor o seu mundo, mas pro limite do desafio, acho que você deu conta do recado com maestria. Você deixou uma leitora feliz. Abraços.

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .