EntreContos

Detox Literário.

Matéria Prima (Paula Giannini)

Caminhavam em círculos. E quem os visse assim, lado a lado, certamente diria que companheiros no mais cúmplice dos silêncios. Não fosse pelo ruído sob seus pés, nada. Apenas folhas secas. O outono era a artimanha da natureza para ensinar aos próprios filhos que a morte é natural. Que é coisa certa. E que é também o alimento desta, e que, talvez por isso, também ela, de algum modo, igualmente, vida. Em tudo isso pensava, apesar de Javalina, e de seus olhos juntos, e do pelo grosso, e da presa única que lhe restava, a lhe emprestar aquele ar de bestial criatura. Sim, pensava. Ao contrário do que talvez você, um leitor desavisado, desacostumado quem sabe, ao convívio com essas coisas de bichos e de feras poderia imaginar, ela pensava. Meditava sobre a vida, a própria, e o frio, e a noite a se avizinhar, e aquele cheiro inebriante de trufas sob as raízes dos carvalhos, e o caminho que, adivinhava, parecia não ter um fim. O que ainda não poderia supor, porém, era o seu. Súbito como o de qualquer um de nós. Tão inesperado quanto aqueles olhos culpados, quase a lhe pedir perdão e a se lançar sobre ela na encruzilhada. Ferozes. Em estocada certeira e única. No peito. Em círculos. E no ato último de piscar os olhos, encarou a escuridão, antecipando o que, já era certo, viria. E por pura sorte (ou azar), não teve tempo para testemunhar o homem a rasgar suas carnes e, afastando as costelas, arrancar dali o seu, ainda quente, coração.

***

Dissimulou a náusea. Aqueles Pesadelos estavam lhe tirando o juízo. Precisava esquecer. Trabalhar.

Abriu a tampa. Selado com pirão de farinha de mandioca, o utensílio de barro permitia cozer a iguaria à perfeição. Ali, os pratos eram servidos com requinte. Uma casa cara, onde tudo era nobre. Clientes, temperos, talheres, as carnes fartas, e até ela. A aspirante à vaga de aprendiz. Aspirante. Aqui repito a palavra sem medo de errar, pois, desde que Branca fora aceita como estagiária naquela cozinha, sua vida parecia ter sido transportada para o centro exato de um olho de furacão. E seus planos, todos, eram agora apenas sonhos em suspenso, boiando à deriva no caldo quente daquele barreado.

Sentia enjoos. E suores frios, desproporcionais aos quarenta graus que teimavam em castigar os que precisavam de ônibus para chegar ao trabalho. Cinco da manhã. E já levantava correndo como se o tempo fosse um ladrão que se persegue a fim de se recuperar o que outrora seu. Assim, sem mais nem menos, ganhara dez quilos. E ela que embora amasse os prazeres da boa comida, sempre fora frugal, devorava agora o que via pela frente, com um apetite de porco-bravo. Tentava evitar o sono. Outro gatuno a assaltá-la, sempre acompanhado daqueles terríveis pesadelos. O dinheiro era pouco. O namorado evaporara​. E, para piorar, havia ele. Aquele bicho suplicante. Aquela coisa medonha bem no meio da cozinha. Aquela tarefa com a qual não contaria nem no mais pavoroso de seus sonhos.

***

Na pedra. Assim se amolava a lâmina. E em movimento quase ritualístico, a retirada do couro todo se fazia. Íntegro. A pele, então, era raspada de sua gordura e banhada em água limpa e sabão neutro, para retirar daquilo que há pouco era vida, aquele cheiro que teimava em exalar. A tudo isso assistia a alma da Javalina. E um leitor outro que não este que agora lê, inadvertido ainda, poderia pensar que não. Um animal não possui uma alma. Mas as feras as têm. Posso, com a mais pura das certezas, lhes assegurar que já não sofria o espírito da delicada Javalina ao entender que o odor da morte era um subterfúgio da vida para mostrar aos seus que não mais habitava aquela pele. E flutuava, alheia ao próprio cérebro cozido com um copo d´água grande. O suficiente para que o órgão se rompesse formando a sopa homogênea que seria, em seguida, esfregada ali, onde antes haviam pelos, a fim de curtir, assim, o próprio couro esticado em um varal.

***

Javali. A palavra que temia ouvir todos os dias ao abrir o restaurante. No Floresta se servia barreado. O mais tradicional dos pratos paranaenses. Nada de novo até ali. Nada que justificasse a febre que atraía gentes como formigas às mesas só abertas com reserva e com muitos meses de antecedência, não fosse pelo fato de o criador do cardápio preparar o ensopado com inusitadas carnes exóticas. A cada dia uma surpresa estrelava o menu. Jacarés, Faisões, Capivaras.

Javalis.

O grunhido do bicho tirou Branca de sua concentração. Por sorte, a carne do dia seria outra. Virou-se em um reflexo deixando cair o copo. Vidro quebrado. Agora dera para sustos e vertigens. Talvez devesse procurar um médico. Um psiquiatra.

Abaixou-se para catar os cacos. Sempre tão ágil, a posição agora lhe parecia um martírio. Estava gorda. Era fato. A barriga protuberante dificultava movimentos antes naturais. Ficou de quatro, paninho na mão, com cuidado para não se cortar. E ergueu a cabeça. Lá estava ele. O focinho grudado a seu nariz. Farejando tudo quanto sentisse. Seguindo-a com os olhos, os pés, a fome e, a curiosidade inata das crianças​. Mas o que estava dizendo? À sua frente não havia criança alguma. Apenas um bicho, enorme, quase em ponto de, mais dia menos dia, ser cozido junto ao cominho e as folhas de louro. E era ela, a estagiária, a responsável pelo abate. Simples assim. Triste assim. Pavoroso. Ao menos para ela.

***

Três camadas. Retirou a terceira. Impermeabilizante proteção contra as intempéries, o frio, que, mesmo extremo, era incapaz de conter o suor escorrendo pelo esforço quase animal. Três camadas. Precisava arrancar a segunda. A que oferecia calor. Logo tudo estaria terminado. Três camadas. Só então extraiu a primeira. Uma espécie de segunda-pele, transferindo o suor para fora, a fim de conservar o corpo seco. Três camadas. Como cebola. Assim se vestia aquele homem que agora ali se descascava deixando a vulnerabilidade da pele eriçada à mostra. Três camadas. Exatamente como a sua crina de Javalina, já matéria prima para a confecção de pincéis, escovas de cabelo. Suspirou. Talvez voltasse reencarnada, como a terceira-camada de uma mulher tentando parecer mais bela. Preferia assim. Já se imaginava grande. Assim como lhe havia parecido o caçador, antes de se descascar. E diante do inimigo, sonhou-se bela. Em uma outra vida. Em um casaco de mulher.

***

Acordou suando. Os sonhos eram quase reais. Um pouco mais e poderia sentir o cheiro do sangue respingando no travesseiro. O engraçado era o rosto do caçador. Sabia que já o vira. Mas onde? Talvez o namorado, o ex. Quem sabe o chefe, especulava.

Era melhor levantar. Preparar-se para o longo dia, torcendo para não ler na lousa, em giz, e agora acordada, o nome do pior de seus pesadelos. Javali.

Abriu a geladeira. Mais um dia impune a seu suplício. O cardápio seria coroado por carne de queixada. Cortes previamente embalados em bandejas de alumínio, esperavam por sua habilidade. Sim, era uma especialista e por isso fora contratada. Marinava carnes com a maestria da chef que um dia sonhava ser. Sim, comia carne sem remorsos ou pudores. Então, por quê? Por que havia sido sequestrada por aquela pena danada consumindo seus dias através dos olhos daquele imenso suíno?

Colocou a bandeja na bancada. Embalado à vácuo, o corte suculento e impessoal, nem de longe lembrava à cozinheira, que um dia já fora vida. A seu lado, dispôs duas bolotas. A época de trufas lotava o restaurante com bolsos cheios e paladares ávidos por descobertas. Aquela, no entanto, não serviria à mesa alguma. Aquela seria dividida com ele. Seu companheiro de toda manhã. Aquele que, com gracinhas e amor (Sim, amor), conquistara o que nela havia de melhor.

Enfiou uma bolota na boca. E com a outra, alimentou o amigo na palma da mão. Estava vencida. Sabia que jamais poderia voltar atrás. Que arriscaria seu emprego, o status de boa profissional. Mas era tarde. Já dera nome ao bicho. Seu coração pertencia irremediavelmente àquele olhar que lhe agradecia. Sem palavras. E sem sequer imaginar o dilema no qual ela se lançava, o javali arruava inocente pedindo por mais.

***

Com canivete, viu o homem esculpir a figura em sua presa. Por que ainda permanecia naquela encruzilhada? Por que não partia? O que jazia sobre as folhas secas já não era nada senão a carcaça da morte mergulhada em água quente para que os dentes se soltassem. “É um homem tolo”. Pensou a Javalina antes de dizer adeus à matéria daquilo que um dia fora. Em água quente a dentição perderia minerais. Já não importava. Se fosse macho, seus colmilhos valeriam mais. Troféus transformados em joias adornadas em ouro. Mas não. Deteve-se ainda para observar seus caninos se metamorfoseando aos poucos em mãos esculpidas por outras mãos. “Uma obra prima”. Sorriu. Sua presa permaneceria no mundo na forma da delicada figa. Talvez um amuleto protegendo uma jovem vida. E sentindo-se evaporar lentamente, partiu sem ter tempo de olhar para trás ou para o rosto do caçador.

***

Chegou cedo. Em um gesto automático, deixou a mochila no armário e lavou as mãos. Só então apanhou a maçã e dirigiu-se ao quadro de avisos.

Javali.

Seis letras brancas desenhadas pareciam selar caprichosamente o destino de Javardo.

Ou o de Branca.

Decisões. Todos os dias nos deparamos com elas. A cada minuto. Escolhas são o processo cognitivo de seleção de uma única opção entre as várias outras alternativas possíveis que a vida nos apresenta. O que comer? Por qual caminho seguir? sim ou não?

Matar o Javali e poupar Branca do vexame?

Ou poupar o bicho, lançando a personagem a um destino de mãos e carteira limpos?

Ser ou não ser? É aqui que autor(a) e personagem se unem em encruzilhada única. Um terrível dilema nos ata. Uma apavorante resolução nos separa. Quisera eu, houvesse um modo de abandonar-me e, assim, deixar a você leitor, a inglória tarefa de sujar as mãos com o sangue de nossa matéria prima. Ou com flores. Mas flores não sujam. Flores perfumam embora sejam elas, colhidas, também um irônico tipo de morte.

E foi nesse estado que Branca abriu a gaveta e apanhou o cutelo. Seu estômago fazia voltas junto ao liquidificador onde já preparava a marinada.

Abriu a portinhola que dava acesso à cela onde o animal era mantido inerte para que não se endurecessem suas carnes. Animal, melhor tratá-lo assim. Nada de Javardo, ou bolotas e cafunés, nada de olhares cúmplices nos quais, tinha certeza, ele a entendia como nenhum ser jamais.

Deteve seus pensamentos. Sabia que deveria ser feito. Sabia o quê deveria. Dominava o método. Seria rápida. O bicho não sofreria. Em suas mãos, teria não só uma morte digna, como seria consumido com honras de um prato gourmet.

Na cozinha, o porquinho parecia conhecer seu destino, guiado, talvez, pela memória de seu DNA ancestral. Porquinho não. Javali. Fera que, no dicionário, é sinônimo para bruto, selvagem, imundo. A nomenclatura deveria ter a função de facilitar o assassinato ao(a) autor(a).

Branca, porém, já tinha vida própria. E, naquela manhã, permitia-se escolher seu caminho. Procurava não encarar o animal. Não sabia mais o que fazer. O que queria.

Só então percebeu o chefe a seu lado. O rosto destripando a Javalina nunca lhe pareceu tão real. E disfarçando seu transtorno, estendeu a maçã de todas as manhãs a Javardo. Precisava ganhar tempo. Coragem.

E, de relance, sem querer, cruzou com os olhos do javali. Só então compreendeu. Era ela o caçador na encruzilhada dos pesadelos. Era o algoz. Não a vítima, como queria supor.

Tomar decisões significava se responsabilizar pelas escolhas. E escolher implicava em perder coisas.

Jogou o uniforme na bancada. Era cozinheira, não açougueira. Não assassina. Exagerava talvez. Quem sabe um restaurante vegano lhe desse chance. Não queria pensar nisso. Nesse instante, seu problema era outro. Precisaria convencer seu porteiro que Javardo era igual a um cachorro. Ou quase.

………………………………..

Texto atualizado em 25/06/2017

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114 comentários em “Matéria Prima (Paula Giannini)

  1. marilia rydlewski
    26 de junho de 2017

    Muito bem escrito, muito emocionante, o amor aos animais, deixou de ser carnivora virou vegana, por não ser açogueira, não era assassina, só seria cozinheira, muito legal, adorei ❤

  2. Pedro Luna
    23 de junho de 2017

    Inegavelmente bem escrito, mas a história não me pegou pelo emocional. Não fui captado pelo drama de Branca, e do Javali que aguardava a incerteza. Esse mote não me empolgou e por isso, os trechos que falam sobre a vida e morte, as faces da existência também seguiram o mesmo caminho. Fariam mais sentido para mim ler um conto nesse tom existencialista, se os personagens realmente estivessem passando por um drama mais pesado ou palpável, e a meu ver, pelo menos, Branca não soou tão complexa e sua relação com o bicho ficou meio fantasiosa, principalmente na condição dela de artista da cozinha.

  3. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Matéria Prima – O(A) Autor(a)
    ADEQUAÇÃO AO TEMA: só tem o javali. Pouquíssima conexão com a imagem.

    ASPECTOS TÉCNICOS: A linguagem escolhida, misto de prosa poética e reflexões filosóficas, sofre com as reviravoltas (síndrome do “acordando dos sonhos”). Na técnica, que classificaria como descritiva confiante, algumas vezes a construção das frases me pareceu empolada. Acho que a reescrita, com eventuais ajustes de rota, poderiam ajustar esse ponto. Não me agradou, também, a fonte vermelha destacando as palavras, de uma forma que não contribui com a história, apenas distrai.

    EFEITO: uma escrita que me conduziu até o final para saber o que aconteceria, mas que em alguns pontos me deixou até cansado com as frases entrecortadas. Boa sorte!

  4. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    Bom conto, com frases bem escritas, filosóficas, nietzschianas. Muito interessante as palavras em vermelho formarem um outro conto. Mais interessante ainda o conto ser baseado no episódio do caçador e branca de neve, um detalhe tão esquecido e trazido à tona pelo autor. A dualidade vida/morte que permeia todo o conto ficou bem representada em um conto perfeito, moderno, literário.

  5. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Prezado(a) Autor(a),
    Desculpe, mas seu texto acabou ficando um pouco confuso para mim.
    Achei que os fluxos de consciência, misturados a digressões do narrador falando com o leitor, acabaram complicando um pouco mais do que embelezando o seu texto.
    Acho que seu conto está dentro do tema proposto para o desafio, mas foi um pouco difícil para mim acompanhar como a história, em si, estava se desenrolando. Não chego a dizer que está ruim, acho que está bem escrito e que você tem talento para a escrita, mas acredito que eu não seja de fato o leitor ideal para a sua história.
    Um abraço.

  6. Felipe Moreira
    20 de junho de 2017

    Mais do que a escrita em si, que não apresentou um fluxo muito agradável, a ideia é muito bem aplicada. O conflito entre essas perspectivas e nisso numa leitura deveras rápida torna a coisa um turbilhão. Achei muito bem empregado, talvez nem fosse necessário utilizar esse vocabulário, mas compreendo. A brincadeira com uma mensagem dentro do texto foi ok. Lembrei vagamente dum filme do Ben Stiler, Walter Mitty, que lança mensagens desse teor em shots panorâmicos.

    No geral, é um ótimo conto. Branca é uma personagem forte, e assim o foi até o desfecho. Forte em sua presença no texto também.

    Parabéns pelo trabalho.

  7. Sabrina Dalbelo
    20 de junho de 2017

    Olá autor(a),

    Gostei da tua narrativa, muito sensível e humana.
    No início o texto não foi tão atrativo para mim, pelo excesso de fragmentação, com muitas vírgulas e frases curtíssimas.
    Depois ele foi ganhando vida e eu comecei a amar Branca e o javali.
    As palavras em destaque deram um adereço especial, pois nos levam a pensar na ligação que elas têm com o texto. Boa!
    Teu vocabulário é bastante rico.
    Eu entendi que a imagem do desafio foi trazida no teu conto de duas formas: com as atitudes do chefe que matava o javali; com a conclusão de branca, que se viu como um algoz em relação ao javali, seu protegido.
    Para mim, cumprida a tarefa.
    Um abraço,

  8. Raian Moreira
    20 de junho de 2017

    Conto curto e bem trabalhado. Muito bem escrito, embora cause confusão em algumas partes.
    Sou ansioso e gosto de jogo rápido, coisa que seu conto não é, então acabei não me encantando tanto. Houve uma quebra de ritmo no final, mas acho que tudo bem, só causou uma certa estranheza. Ah, também houve alguns erros gramaticais que atrapalharam a fluidez do texto, mas nada que uma revisa não resolva.
    Boa sorte, participe dos próximos desafios.

  9. Marcelo Milani
    19 de junho de 2017

    Caramba, esse texto me lembrou o silêncio dos inocentes… teu conto com o texto dentro do texto me fez viajar… ta no meu top dez.

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Marcelo,
      Obrigada pela leitura e pelo top 10.
      Pena que se retirou do certame…
      Beijos
      Paula Giannini

  10. Iris Franco
    18 de junho de 2017

    Olá Autor, tudo bem?

    Bom, o seu estilo lembrou muito, muito, muito, Ilha das Flores.

    Não sei se assistiu o curta, mas é muito parecida sua narrativa. Começar com coisas pequenas depois descrevê-las e por aí vai.

    Gostei muito do jeito que você escreve.

    Não sou muito de falar do português porque o meu não é um dos melhores. Todavia, a colocação das vírgulas me incomodou, de todas, a que mais chamou a minha atenção foram as colocadas antes e depois do “e”.

    Sei que o conto é comprido e pelo jeito que foi escrito acredito que foi distração.

    Mas, nada que prejudicou a minha leitura.

    A história está muito legal, boa sorte! 🙂

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Iris,
      Obrigada pela leitura.
      Assisti o curta sim. Amo “Ilha das Flores” e sua linguagem.
      Beijos
      Paula Giannini

  11. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    17 de junho de 2017

    Sem dúvida, um conto inteligente. Depois da releitura, entendi o lance de intercalar as passagens do caçador com a estagiária, criando um dualismo interessante, como se o caçador fosse o mal e a cozinheira o bem.

    A leitura foi arrastada, o estilo com que foi escrito o conto não é lá muito do meu agrado. Porém, tem lados positivos o suficiente para ser considerado um conto muito bom. E é o que achei. E foi o último que li nesse desafio.

    Parabéns!

    Obs.: Também achei bem bolado as palavras em vermelho formando frases.

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Lucas,
      Obrigada pela leitura e pelo carinho.
      Beijos
      Paula Giannini

  12. Bia Machado
    16 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Que conto bonito! Torturante em sua lentidão, nos detalhes que vão sendo passados ao leitor, nas palavras escritas com alma, até no emprego das vírgulas em profusão no primeiro bloco de texto, como se assim quisesse adiar tanto a morte do bicho como o final do texto. Foi essa a sensação que me passou. E eu gostei muito, inclusive do final, como torci! 😉

    Personagens: Que dupla maravilhosa. Como não amar? Nem sei o que dizer, só sei sentir, rs. Cativantes no nível hard extreme, rsss… Me desculpe pelo comentário raso, mas acho que ainda estou afetada pela ternura que emana dessa história.

    Emoção: Nem preciso dizer o quanto gostei e o quanto o texto me emocionou.

    Tema: Para mim, adequado ao tema, ainda que não retrate fielmente a imagem. Este foi o texto que surgiu inspirado na visão que você teve da imagem, então… Mais que válido!

    Gramática: Coisa bem pouca, que deve ter passado na pressa de concluir, talvez, mas nada que uma revisão mais atenta não dê jeito. Parabéns! Agora vou dormir, feliz. E essa sensação que tive ao ler seu texto não tem preço. Obrigada!

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Bia, querida,
      Sempre generosa.
      Obrigada pela leitura análise.
      Beijos
      Paula Giannini

  13. Elisa Ribeiro
    15 de junho de 2017

    Olá autor. Muito bom o seu conto. Bastante criatividade no tratamento do tema. Muito bacana a forma como você personalizou os javalis, o macho corpo, a fêmea alma. Os detalhes do abate, do preparo da carne, do aproveitamento do couro, das presas, a sobrevida da javalina, tudo muito caprichado e cinestésico. Também gostei da referência aos elementos de contos de fadas. Muita riqueza na sua história. A linguagem é muito boa também, poética sem exageros. A narrativa embora não linear, fluiu com tranquilidade. Gostei das palavras destacadas. Meu senão fica por conta do final. Minha sugestão é que você reescreva o último parágrafo. A frase sobre o restaurante vegano é dispensável. Idem a história de convencer o porteiro. Na minha modesta opinião essa ironia não combinou em nada com o texto. Anotei alguns itens para revisão: 1) no primeiro parágrafo, me parece que ficaria melhor : “E que é também o alimento daquela” (já que pelo que entendi a intenção foi dizer que a morte (esta) e o alimento da vida (aquela); 2)Me parece que faltou uma crase em pertencia irremediavelmente àquele olhar; 3) implicava perder coisas ao invés de implicava em. Parabéns pelo trabalho! Abraço.

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Elisa,
      Obrigada pela leitura e pelas dicas carinhosas.
      Beijos
      Paula Giannini

  14. Andreza Araujo
    15 de junho de 2017

    Gostei das figuras que o texto traz, pois não se trata de um simples conto, a história nos faz refletir. Foi redigida de maneira bem peculiar, deixou um ar de fábula do século passado, e digo isto como um elogio, só para ficar claro hehehe

    O começo com excesso de pontos e vírgulas foi um cadinho difícil de digerir, mas depois a narrativa ficou mais solta (ainda que seja uma leitura um pouco carregada pelas figuras criadas, exigindo atenção e interpretação do leitor).

    No final, as palavras destacadas forma a frase “a morte é a matéria-prima da vida”, mas não seria o contrário? Hahaha tô viajando aqui, liga não. Esse lance Branca (de neve) e o caçador transformado em Branca (de neve) “é” o caçador foi uma jogada genial. Tinha até maçãs no texto, acho que sua inspiração foi clara. Apesar de uma premissa simples, o texto é diferente e bem estruturado.

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Andreza,
      Obrigada pela leitura atenciosa.
      Sobre sua pergunta, lá vai. “a morte é a matéria-prima da vida”, mas não seria o contrário? Sim e não. Pense nisso como um ciclo. Uma alimenta a outra, que alimenta a outra.
      Beijos
      Paula Giannini

  15. M. A. Thompson
    15 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: indireta.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): umas palavras cortadas incomodaram (chace no lugar de chance por exemplo).

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): excelente. Acredito que seja autora e escreve como profissional.

    * Enredo (coerência, criatividade): excelente.

    De modo geral foi um excelente conto e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  16. Wender Lemes
    14 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: conto bem coerente. O tema não é explorado ao pé da letra, mas a abordagem que criou é incomum de um jeito agradável (penso que o propósito da imagem é servir de base, e isso ocorreu aqui). Acho que tentou usar o excesso de vírgulas como ferramenta estética. Isso funcionou em algumas partes, mas acabou prejudicando em outras (há passagens em que quase se perde o sentido da frase).

    Aspectos subjetivos: a princípio, achei que a parte emocional do conto não me fisgaria. Quando cheguei ao final, estava cruzando os dedos para que o javali não fosse sacrificado. Pensei até que a protagonista fosse assassinar o patrão para não perder o amigo suíno. Felizmente, não chegamos a este extremo.

    Compreensão geral: Matéria Prima é um título muito adequado. O conto explora justamente a essência de que é feita a protagonista. Em certo momento, cheguei a pensar que ela seria realmente a encarnação da javalina, e talvez seja, por isso a dificuldade em sacrificar seus “semelhantes”. O fato de que sonhava ser o animal não exclui a possibilidade da vida passada. Afinal, a alma, essa coisa que resiste à vida, não é também a matéria prima de tudo que vive? De acordo com o(a) autor(a), parece que é.

    Parabéns e boa sorte.

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Wender,
      Obrigada pela leitura e pelas dicas carinhosas.
      Beijos
      Paula Giannini

  17. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Palavras erradas que perturbaram a fluidez da leitura: conssumido; chace. Denotou um pouco de descuido que não aconteceria com uma revisão. Mas consegui ler nas entrelinhas e achei fantástica a mensagem subliminar em um texto bem estruturado e de simples leitura, ótimo para o leitor. Completou com louvor o desafio.
    Em vermelho:
    a morte é alimento da vida.***
    todo animal possui um cérebro grande. O suficiente para curtir o próprio couro.***
    o animal eriça a crina para parecer grande diante do inimigo.***
    a morte a matéria prima da vida.***

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Cilas,
      Obrigada pela leitura e pela crítica atenta.
      Beijos
      Paula Giannini

  18. Fil Felix
    13 de junho de 2017

    O começo do conto não me fisgou tanto por conta da quantidade de vírgulas, que estão sobrando e vão pausando a leitura. Mas depois engatou. Gostei da ideia de intercalar sonho e realidade, é o tipo de estrutura que ajuda a facilitar o entendimento, além de criar uma estética mais agradável, algo que as vezes falta em alguns textos, deixando-os mais confusos. O grande ponto aqui é a moral entre matar ou não o javali, apesar de achar um pouco improvável a criação de um javali num restaurante e ser abatido pelo cozinheiro, mas entrei na magia. Pra mim foi diferente comentar (assim como foi ler) porque sou vegetariano e é uma questão que estou diretamente ligado. É muito bom ver essa tomada de consciência da personagem, em se perguntar sobre assassinar ou não o animal e optar, depois, por criá-lo. Outro ponto interessante foi que, mesmo ela estando com dó do javali, continua a preparar outros pratos com carnes. O que mostra uma dualidade típica do ser humano e também outra questão bastante pertinente em relação ao vegetarianismo e aos protetores de animais: a empatia é seletiva; e quase sempre estética/social. Também é uma leitura leve, com final feliz (para o javali) e não cai no campo panfletário, comum nessas situações. Um outro contra-peso, digamos assim, que surge na história (e que leva o título) são os produtos que seriam derivados da morte do javali, mostrados no sonho, que poderiam justificar sua morte (para um bem maior) ou entregando o quanto estamos impregnados de produtos, tanto dentro quanto fora do corpo, derivados de sofrimento animal (humano incluso). O final deu umas escorregadinhas na revisão, mas não compromete.

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Querido, Fil,
      Obrigada pela leitura e pelas dicas carinhosas.
      Também sou vegetariana e a cada dia acredito mais na necessidade de um maior entendimento do que significa o respeito à vida.
      Beijos
      Paula Giannini

  19. maziveblog
    13 de junho de 2017

    O autor ou autora procurou contar uma história simples de uma forma complexa. A cozinheira tem que escolher entre fazer o seu trabalho (matar o javali) e deixar-se levar por sentimentalismos.

  20. Gustavo Araujo
    12 de junho de 2017

    Muito bom o conto. Excelente a ideia de intercalar a história de Branca com a preparação culinária de um javali, o tipo de estratégia que traz sinestesia ao conto (se bem que funcionaria melhor com um peixe, talvez). De todo modo, essa proposta é de fato inovadora e deve ser elogiada. Aparentemente secundária, a trama de Branca se destaca pelo dilema moral que a domina paulatinamente. Nesse aspecto, o suspense criado foi extremamente eficaz. Eu me vi avançando no conto, ao final, louco para saber o que ela faria – se daria cabo do porquinho ou se jogaria tudo para o alto. Legal que foi um final feliz, pois não tem como não torcer pelo bichinho haha A abordagem do tema proposto – a imagem – requer certa flexibilização, pois com o foco no javali não sobra muito espaço para o aviador/óculos/mala. Em qualquer caso, o conto se destaca pela criatividade já mencionada e pelo fato de despertar interesse, empatia e emoção na dose certa. Uma receita infalível. Parabéns pelo trabalho!

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Gustavo,
      Obrigada pela leitura e pelas dicas carinhosas.
      Beijos
      Paula Giannini

  21. Givago Domingues Thimoti
    12 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Confesso que eu não vi a imagem proposta.
    Criatividade: Altíssima
    Emoção: Não é um texto fácil de ler. Deu para identificar a encruzilhada da personagem.
    Enredo: Achei fantástico, beirando a perfeição. A ideia de destacar algumas palavras em vermelho, evidenciando a mensagem entre-linhas foi fantástico. Sabe aquela batata-frita crocante e salgada no ponto certo? Pois é…
    Gramática: Eu vi um deslize… Aquele que escapa até da mais minuciosa revisão

    Parabéns!

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Givago,
      Obrigada pela leitura e pelo carinhoso.
      Beijos
      Paula Giannini

  22. Evandro Furtado
    11 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O conto desperta um certo incômodo no leitor, justamente por sua estranheza. A ambientação é adversa, hostil, escura e esconjurável.

    C: A história, em si, é simples. O segredo está em como é adornada. É como se fosse um quadro, nem tão bem pintado assim, mas cuja moldura transforma aquilo em uma verdadeira obra de arte.

    F: A escrita é invejável. O recurso de inserir um segundo texto dentro do conto contribui para a estranheza e a qualidade do conto. O narrador participativo funciona quase como uma voz etérea, consciência do leitor, guia, meio Virgílio para que esse Dante não se perca nesse mundo nebuloso.

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Evandro,
      Obrigada pela leitura.
      Suas críticas sempre agregam muito por aqui.
      Beijos
      Paula Giannini

  23. Victor Finkler Lachowski
    8 de junho de 2017

    Olá auto/a.
    Seu conto é bem denso na escrita, narrativa pesada e bem escrita, uma ideia original para abordar a questão de amor e defesa dos animais. Belas descrições e uma escrita que torna ambientes corriqueiros em opressivos.
    Os únicos pontos negativos na minha opinião: a narrativa confusa no início, demorei até entender o que acontecia, não sei se foi proposital, mas me senti frustado nessa parte. E a parte de falar com o leitor perto do final, foi muito anúncio, quebrou o ritmo pra dar lição, não ficou bacana.
    Fora esses pontos achei seu conto excelente.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  24. Marco Aurélio Saraiva
    8 de junho de 2017

    Maravilhoso!

    ===TRAMA===

    O conto brilha pela originalidade, por abordar um tema que não é recorrente por aqui, e de forma muito única. Foi um conto que tinha tudo para ser panfletário, mas não foi nem um pouco. A mensagem da preservação da vida animal está aí, óbvia, mas organicamente inclusa na história de Bela.

    É muito fácil nos identificarmos com ela e com os seus pesadelos ao antecipar o abate de um animal que se tornou um amigo.

    O conto é cheio de camadas, com mensagens boas em todas elas. Há também uma reflexão nas mensagens em vermelho, com o tom de que, afinal, a morte é uma parte essencial da vida. Ela é necessária. O que nos faz pensar que Bela não estaria errada se abatesse Javardo; afinal, os humanos precisam comer.

    O que absorvi na leitura foi que ambas as escolhas são boas e verdadeiras, cada qual com as suas virtudes. O animal aceita a sua morte, ao assistir, desencarnada, a si mesma sobre a mesa do matadouro, refletindo sobre a utilidade que teriam os seus membros e partes decepadas. Mas o humano pode também escolher não matar e cuidar, nutrindo amizade. Ambas devem ser respeitadas.

    Há também a condenação à tortura animal. Enquanto o animal, nos sonhos de Bela, aceita a sua morte por um caçador, onde cada parte do seu corpo foi utilizada, e onde sua morte foi “justa” e “limpa”, Javardo, por outro lado, é um animal de cativeiro, mantido em prisão para amaciar a carne. E é justamente este animal que Bela resolve salvar, refletindo que era “cozinheira e não açougueira”, usando o primeiro termo de modo enaltecedor (o cozinheiro prepara o alimento para a sobrevivência da espécie) e o segundo de modo pejorativo (ligando o açougueiro à tortura). A ideia que ficou é que, live-arbítrio a parte, a tortura nunca será aceitável.

    ===TÉCNICA===

    Linda. Poética. Precisa. Foi uma leitura gostosa… que demorou um ou dois parágrafos para que me acostumasse com o estilo mas que, assim que me acostumei, fluiu como água.

    Notei dois erros grosseiros de digitação que passaram pela revisão, que em nada denigrem o todo da obra e a sensação que ela gera no leitor.

    ===SALDO===

    NOTA DEZ!

    • Marco Aurélio Saraiva
      8 de junho de 2017

      Esqueci de falar sobre outras coisas que me chamaram muito a atenção: a sua audácia em inovar em diversos aspectos.

      O uso de cores diferentes para passar mensagens inclusas no texto foi uma delas, feita com perfeição. A outra audácia foi quebrar a quarta parede de forma bem hábil, o que acho difícil de fazer, mas que você demonstrou genialidade em executar.

      Parabéns mesmo!

      • Paula Giannini
        11 de julho de 2017

        Oi, Marco,
        Obrigada pela leitura e pela linda crítica.
        Parabéns pela dedicação ao comentar.
        Beijos
        Paula Giannini

  25. Rubem Cabral
    8 de junho de 2017

    Olá, O(a) Autor(a).

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    O conto tem alguns dos elementos da imagem-tema nos sonhos de Branca e outros em sua vida real. Não existe a cena da foto, mas penso que o conto atenda ao tema.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O conto está muito bem escrito: há pouco o que acertar, feito “chace” e outras distrações já citadas por outros leitores.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    A escrita é muito peculiar, cheia de sinestesia e evocação dos sentidos. A personagem Branca é cheia de camadas e é muito bem desenvolvida. Ela está grávida?

    Enredo (coerência, criatividade):
    É preciso um tanto de suspensão de descrença em alguns pontos. Nunca soube de algum restaurante que abatesse seu próximo menu, salvo lagostas e caranguejos. Gritos e cheiro de sangue não atraem a freguesia. Acredito que nem sequer seria permitido, em especial por se tratar de animal de grande porte.

    Ser estagiária e ainda uma especialista em marinadas e a responsável pelos abates é uma combinação um bocado estranha. Penso que você confundiu bolota (fruto do carvalho) com trufa (cogumelo subterrâneo). Considerando o custo das trufas, que nos pratos caros aparecem em lâminas ou raspas, Branca não poderia partilhar a iguaria com Javardo.

    Contudo, entrando numa “vibe” mais onírica, descendo pelo torvelinho de palavras que evocam cores, cheiros e sabores, o texto encanta. O final feliz deixou-me igualmente.

    Abraços e boa sorte no desafio.

    • Paula Giannini
      11 de julho de 2017

      Oi, Rubem,
      Obrigada pela leitura e comentários generosos.
      Beijos
      Paula Giannini

  26. Claudia Roberta Angst
    7 de junho de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do conto não prepara o leitor para o que virá em seguida.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado em parte, a outra parte dá pra cavucar bastante e achar os elementos da imagem.
    A linguagem empregada trouxe para mim uma sensação de familiaridade, de identificação. Gosto das frases curtas.
    Pequenos erros escaparam da revisão e já foram apontados pelos colegas. Nada demais…Só o Javali ter cinco letras é que gritou mais.
    A leitura flui muito fácil e prazerosa, mantendo um ritmo constante e tranquilo. Nota-se a habilidade do autor com as palavras.
    Branca de Neve e o caçador eram então a mesma pessoa?
    Boa sorte!

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhorita Claudia,
      Grato(a) por sua leitura.
      Pensei mais na culpa de “Branca de Neve”. Imagine a cena. O caçador a manda embora pois poupará sua vida e arrancará o coração de um javali para enganar a Madrasta. Não que isso seja o texto em si, mas tentei trabalhar com essa culpa. Somos todos culpados. Assassinos ou cúmplices.
      No caso aqui, foquei tudo isso em nossos hábitos alimentares. Comer carne seria o mesmo que matar o animal?
      Agora, o 5 foi, no mínimo, uma prova de minha dislexia.
      Abraços fraternais
      Autor(a)

  27. Sick Mind
    7 de junho de 2017

    Se por ventura, ainda que correto, de forma inversa e por um longo período, eu começasse a falar assim, você atenção prestaria no que digo? – Tirando esse excesso de inversões no começo e alguns erros gramaticais, foi mto bom ter lido esse conto.
    Gostei da interação visual com cores, achei isso um diferencial para o texto, além de um desafio para montar algo a partir de palavras unidas de forma coesa.
    Sobre a adequação ao tema, tenho gostado de ver a quantidade de adaptações com a mesma imagem. No caso desse conto, ainda que com dificuldade, consegui enxergar os elementos.
    A quebra da quarta parede junto do pseudônimo escolhido, foi por demais bem pensado. Parabéns.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhor Sick Mind,
      Seu comentário pegou-me por aqui, respondendo a outros.
      Grato(a) por sua leitura.
      Sobre a inversão. Testei esse formato dessa vez. Em minha defesa digo que não se escreve como se fala e que a arte da literatura também pode, e deve, transgredir de vez em quando.
      Que bom que gostou das mensagens em vermelho.
      Forte abraço
      Autor(a)

  28. Autor(a)
    7 de junho de 2017

    *Simpático

  29. Catarina
    6 de junho de 2017

    INÍCIO belíssimo. Estilo marcante e profundo. Gostei muito da TRADUÇÃO DA IMAGEM, as partes com os pensamentos do javali e essas frases em vermelho. Gosto de quem sai da zona de conforto. Alguns erros crassos, daqueles que cegam a gente e fazem valer a inglória profissão do revisor: Conssumido? Javali 5 letras? Estagiária especialista profissional? E outras coisinhas que não tiram todo o brilho do conto, mas tiram pontos pela falta de cuidado.
    Eu arrancaria, à fórceps e sem anestesia, todo o parágrafo que começa com “Ser ou não ser? (…)”. Tirou o ritmo, fragilizou a narrativa e nada acrescentou.
    EFEITO positivo porque texto com erro se conserta, mas talento como o seu é raro.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhorita Catarina,
      Sou um(a) de seus fãs e seu comentário me deixou mais que feliz.
      Considerarei suas sugestões. O S sobrou em meu teclado, e sobre o 5… Bem, eu poderia vir com a desculpa de que MORTE tem 5 letras. Mas não posso e nem devo aqui tirar seu mérito de leitora tão atenta e certeira. O que posso dizer em minha defesa? Sou péssimo(a) em matemática. Mesmo a básica. Sou distraído(a)? Muito. Só tenha uma certeza, não faltou cuidado, houve até excesso deste. Tão logo nosso anfitrião permita, farei todas as modificações necessárias.
      Que bom que esses deslizes não tiraram sua boa impressão de meu singelo conto.
      Forte abraço
      Autor(a)

      • Catarina
        8 de junho de 2017

        Sei que o “cuidado” é muito relativo. Passei a ver o mundo diferente depois que escrevi numa redação que ouvia com todo o meu corpo, o professor escreveu no quadro minha frase como exemplo de erro crasso: ” Ouso com todo o meu corpo” e explicou tim-tim por tim-tim em que eu tinha errado. Endendi, enquanto a turma ria, perfeitamente ele ter me tirado pontos. Esse mesmo professor me inscreveu em um concurso naciona de poesia que ganhei aos 17 anos e nunca mais parei de escrever e de errar. Rsrsrsrs.

  30. Brian Oliveira Lancaster
    6 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Texto bastante sentimental e singelo. Tem uma mistura estranha (mas funcional) de história comum e prosa poética. Pena que o narrador se intromete às vezes, dando explicações – isso me desconectou em certas partes. Um cotidiano bem diferente, apimentado com sonhos e divagações, com um final esperançoso. A essência está presente, mas senti falta de mais participação do aviador.
    G: Diferente, no mínimo. Esse jogo de palavras destacadas fora do texto já fiz uma vez num conto chamado “Epifania”. Funciona, mas devo confessar que a letra vermelha me incomodou algumas vezes. Não havia outra forma, eu sei (maiúsculo ficaria estranho). Assim como há três camadas de Javali, há três camadas de texto. Gostei, mas as mensagens em destaque não chegam a acrescentar muito à história, apenas à meditação do leitor. Mesmo assim, só a história da moça já se sustenta sozinha, pois cativa.
    O: Só vi um “chance” escrito errado no final, mas o restante flui maravilhosamente bem.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhor Brian,
      Grato(a) por sua leitura atenta. Grato(a) por seus comentários gentis.
      Também pensei no negrito, mas achei que não ficaria tão evidente que havia uma mensagem ali. Depois, imaginei o vermelho como o óbvio sangue.
      Os comentários me ensinam muito por aqui.
      Abraços
      Autor(a)

  31. Afonso Elva
    5 de junho de 2017

    Gostei da forma como o autor(a) assume o ser o detentor das rédeas da historia. Eu sempre tenho a ideia, enquanto escrevo, de que apenas reproduzo imagens que vem de algum lugar, sem muito controle. Alguns parágrafos estão confusos, talvez por excesso de figuras e pouca descrição. No que diz respeito ao enredo, acho que faltou a figura tema do desafio. Temos o javali, é verdade, mas existem outros aspectos marcantes na imagem que poderiam ser aproveitados.
    Forte Abraço

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhor Afonso,
      Grato(a) por sua leitura e comentário.
      Desorganizei a imagem mas está tudo aí. Branca=Homem/Caçador, Pele curtida=Couro=Mala, Levar para casa de coleira=Corrente.
      Fico feliz em saber as impressões dos leitores. O senhor, como todos aqui, me ajudou muito.
      Abraços fraternais.
      Autor(a)

  32. Evelyn Postali
    5 de junho de 2017

    Oi, O(A) Autor(a),
    Gramática – Nada de erro, nada de coisas que atrapalhassem a fluidez. A leitura foi agradável.
    Criatividade – Eu entendo esse sentimento. E sim, bichos têm alma, ou espírito, como queira chamar. Eles têm o sopro da vida, portanto, sim, tem o que se chama de alma, mas não exatamente igual à nossa. Alguns afirmam que é puramente instinto, então, como explicar a lealdade, a amizade, a convivência, o entendimento do outro tão bem? Também devo apontar a mensagem das letras vermelhas.
    Adequação ao tema proposto – Talvez para alguns ele possa ter fugido do tema. Eu senti essa pequena fuga, mas está perfeitamente adequado, ao meu ver, diluído nas entrelinhas.
    Emoção – Sim, muito. Porque fiquei torcendo até o fim por um final feliz e ele veio, finalmente! Se eu fosse inquilina do prédio onde ela mora, não teria problema em me colocar ao seu lado para explicar que o javali é parecido de um cachorro.
    Enredo – Começo, meio e fim entrelaçados pelo sonho, ou pesadelo e parte da emoção ficou ali, na descoberta de que ela fazia parte do pesadelo. Ela era o carrasco.
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhorita Evelyn,
      Grato(a) por seu comentário minucioso. Coisa para quem entende do assunto.
      Forte abraço
      Autor(a)

  33. Fernando Cyrino
    4 de junho de 2017

    Um conto rico, um drama existencial e universal profundo e que tive que voltar algumas vezes para entender melhor o sentido que o autor/autora queria dar à sua história. Criatividade legal, mas achei que a dose de hermetismo da linguagem ficou um ponto acima do que seria aceitável ao meu nível de entendimento. Queria ter entendido o simbolismo das palavras grafadas em vermelho. Também não alcancei isto e, confesso, senti e estou sentindo muita vontade de conhecer o que os outros comentaristas disseram sobre a sua história. Os erros não comprometem o conjunto da boa obra. Um belo e profundo conto.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhor Fernando,
      Grato(a) por seus comentários e leitura. Obrigado(a) pelo belo e profundo. Fico feliz.
      As letras em vermelho trazem mensagens como uma terceira camada. Basta ler na vertical.
      Abraços
      Autor(a)

      • Fernando Cyrino.
        7 de junho de 2017

        uau, basta ler na vertical e eu não o fiz. obrigado, bem bacana.

  34. Olisomar Pires
    2 de junho de 2017

    1. Tema: Adequação Inexistente.

    2. Criatividade: boa. cozinheira “apaixona-se” pela comida.

    3. Enredo: Um conto muito bonito, de extremo bom gosto, com saborosas pitadas de reflexão profunda sobre nosso envolvimento com a vida e morte sobre aquilo que nos alimenta em sentido maior.

    Numa sopa de sensações muito bem aquecida ao toque de leves e incessantes torções somos levados a crer que existe sentido em algo sem sentido.

    Infelizmente, não vi o tema o desafio, mesmo abrindo o cardápio de alterações possíveis.

    4. Escrita: Muito boa. Um ou outro errinho de digitação.

    5. Impacto: médio.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhor Olisomar,
      Muito grato(a) por seus comentário. Não sei o senhor sabe, mas é uma celebridade em nosso grupo no Facebook. Muito se fala sobre seus comentários. Junte-se ao grupo por lá!
      Sobre o tema inexistente, terei de defender meu humilde conto. Não costumo fazê-lo, mas experimento dessa vez.
      Branca é o caçador dos sonhos na floresta (homem conduzindo o animal). O Javali está presente o tempo todo. A corrente é a coleira com a qual ela terá de levá-lo para casa. A mala está no couro, curtido com o próprio cérebro do animal.
      Talvez pareça fragmentado demais. Porém, creio que o desafio seja contar a todos qual a história por trás da imagem. Quais as sensações do(a) autor(a) ao olhar para a cena.
      Em todo caso. Fico feliz com suas impressões.
      Forte abraço
      Autor(a)

      • olisomar pires
        15 de junho de 2017

        Olá, caro autor (a),

        Sim, eu notei o tema “fragmentado” como você classificou.

        Infelizmente não consigo vincular a imagem-tema com o restante do conto.

        Provavelmente, a falha é minha e não sua.

        Depois do seu comentário, reli o conto e novamente, considerei que é muito bonito e bem escrito, muito agradável de se ler, mas outra vez não vi a imagem-tema do modo que entendo deveria existir (mesmo permitindo variações, como aconteceu em outros contos).

        Um belo texto, sem dúvida alguma, mas lamento por minha dificuldade.

        Quanto ao facebook, tenho uma página, mas esta não me permite interações.

        Fiquei curioso com esse negócio dos meus comentários. Procuro ser fiel ao que sinto ao ler o texto dentro do meu curto conhecimento literário. Muitas vezes fico totalmente perdido e me socorro em comentários mais profundos dos colegas muitas vezes mais experientes que eu e com os quais tenho aprendido bastante.

        Às vezes, sei que tenho soado rude, mas foi no calor do combate, sem nenhuma intenção de agredir, apenas expressar o que me foi passado pela leitura. Espero que ninguém tenha se magoado ou se ofendido. Se assim aconteceu, por favor, transmita minhas mais sinceras desculpas.

        Um abraço fraterno a todos.

  35. Jose bandeira de mello
    2 de junho de 2017

    Conto extremamente bem escrito, onde o autor(a) tem a proposta de mesclar frases lindissimas em cenas de carnificinas…e momentos de lirismo em passagens dentro de uma cozinha com animais selvagens. Esse estilo e essa capacidade fazem com que qualquer coisa escrita por esse autor(a) ganhe peso e classifique bem o seu trabalho.
    Entretanto, passado o baque maravilhoso de estarmos na frente de algo diferenciado, podemos ver algumas complicaçoes no enredo, provocadas por flash backs em.demasia, sonhos, lembranças e encarnaçoes. Tudo isso seria melhor compreendido , se o autor(a) monitorasse essas nuances de forma a facilitar as coisas pra quem esta lendo, ou mais do que isso, fazer com que sua mensagem seja plenamente acolhida na compreesao do leitor. Eh um vicio de muitos autores, deixar lacunas, portas abertas em.seus textos para que quem.se proponha a le-lo possa elucida-lo como quer ou mesmo, que se permita construi-lo como.se parceiro do autor fosse. Se esse artificio nao for bem medido, pode-se tornar perigoso, pois a maior satisfaçao que um autor pode ter nao eh que todos gostem de seu texto, mas que todos o recebam com a plenitude do entendimento. Precisei ler algumas vezes esse conto e ainda nao sei se o entendi tao bem como deveria… E tambem nao me interessa discutir quem esta na pele de quem.. Quem eh quem.naquela cozinha…quem matou quem. Mas levo as frases maravilhosas que nele estao abrigadas. Sucesso pra vc.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhor José Bandeira,
      Grato(a) por suas palavras, por sua leitura cuidadosa, por sua generosidade.
      É muito importante conhecer a impressão dos leitores e por aqui aprendo muitíssimo.
      Um forte abraço
      Autor(a)

  36. Iolandinha Pinheiro
    1 de junho de 2017

    Se alguém me perguntasse do que mais eu amei neste conto, sinceramente, não poderia responder. Javalina, Javardo, Branca, Caçador, Coração, Floresta. Ah, tantos corações em jogo! Especialmente o meu. Não sei do que gostei mais, mas, seguramente, sei a sequência desta paixão. Primeiro foi a profundidade dos personagens: Javalina e Branca, cada uma em seu ponto de vista, contanto duas histórias que colidem. Sem Javalina, Branca não teria seus embates morais. Javalina alçada à condição humana, com sentimentos, pensamentos, alma. Branca com seus pesadelos que, aos poucos, elucidam a trama, revelam a sua personalidade, trazem à tona seus medos. Mas não para por aí, me apaixonei pelo apuro das técnicas, da caça, de como tratar o animal morto, da cozinha. O mais valioso, porém, é a mistura disso tudo, pois nada escapa a esse mix de emoção com perícia, e o mistério que, no fim, é revelado. Magistral, emocionante, lindo, perfeito. Senti tantas coisas! A maior delas foi a vontade de te dar um dez, na falta da possibilidade de ser um 11. Lindo. Minha admiração.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhorita Iolandinha,
      Gratíssimo(a) por palavras tão generosas e superlativas. A senhorita fez o meu dia muito mais feliz. Estou quase a pedir sua mão em casamento (na leitura, claro).
      Para um(a) autor(a), não há recompensa maior que o total entendimento de sua obra.
      Fortíssimo abraço
      Autor(a)

  37. Gilson Raimundo
    1 de junho de 2017

    Muito antes do fim ela já tinha se afeiçoado ao bicho travando uma enorme batalha em seu coração. Como leitor, foi uma tortura partilhar das dúvidas e medos da Branca, senti como se fosse eu a tomar a decisão, gostei das coisas terem dado certo.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhor Gilson,
      Grato(a) por seu comentário e empatia.
      Sim, as coisas só poderiam dar certo. Concordo.
      Abraços
      Autor(a)

  38. Fátima Heluany AntunesNogueira
    1 de junho de 2017

    Percebi duas tentativas de encaixar a imagem-tema, logo nas primeiras frases do texto e quando a protagonista diz que teria de convencer o porteiro de que o javali era como um cachorro (Ela o puxaria pela corrente). Não se trata precisamente da imagem-tema proposta, portanto não é dez, mas o texto é ótimo e, com certeza ficará muito bem classificado. O texto é mais apreciado pelo formato do que pelo enredo.

    No todo, é trabalho muito inventivo, boa ideia, bem executado, sem entraves gramaticais maiores, leitura prazerosa, em alguns trechos, um pouco cansativa pelas inversões. As referências a contos infantis enriqueceram a narrativa. Gostei da inovação das letras em vermelho e tive o trabalho de montar as quatro frases com elas; fizeram todo sentido. Ah! se a moda pega…

    Parabéns pela participação. Abraços.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhorita Fátima,
      Grato(a) por sua leitura atenta, percebendo as camadas de meu singelo conto.
      Que bom que percebeu a alusão aos contos infantis. Contos que, aliás, são quase histórias de horror em sua origem, não é?
      Um forte abraço
      Autor(a)

  39. Antonio Stegues Batista
    1 de junho de 2017

    Se o conto for lido em voz alta, com tantas frases curtas e repetidas, soa muito chato. É um estilo que não gosto, não me agradou, muitas frases com vários sentidos para uma só coisa, cansa a leitura. Três camadas. Três camadas.Repetições chatas, mecânica. Algumas confusas, quebra a harmonia. Talvez mudando algumas palavras, faça um melhor sentido, mais lógico.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhor Antônio,
      Grato(a) por sua leitura.
      Quem ama o feio, bonito lhe parece. Gosto muito desse recurso de repetição. Como um tambor a dar o ritmo da “fala”.
      Porém, fico feliz em conhecer a impressão dos leitores. Aprende-se muito por aqui.
      Abraços fraternais.
      Autor(a)

  40. Priscila Pereira
    1 de junho de 2017

    Ola autor(a), seu conto é muito interessante, alternar pesadelos com a realidade ficou muito bom. Só uma coisinha me causou estranhamento… existe algum restaurante que guarda animais vivos em sua cozinha?? Chefs não costumam abater os animais, não em seus restaurantes… mas tudo bem… não deixou de ser um ótimo texto! Parabéns!!

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhorita Priscila,
      Grato(a) por sua leitura atenta.
      Sobre o abate, o chefe de meu restaurante guarda. O da história, claro. Em sonhos e literatura, tudo é possível, desde que o leitor “compre” a ideia. Vou levar o seu “tudo bem” como um sim. Obrigado(a).
      Abraços
      Autor(a)

  41. Roselaine Hahn
    31 de maio de 2017

    Olá Autor(a). No início, quando tu falou do barreado, imaginei que fosses do Paraná, mais adiante tive a certeza; provei essa iguaria no Madalozo em Morretes, confesso que achei bem sinistra, rsrs. Quanto ao seu conto achei o 1o. parágrafo majestoso, muito criativo dar vida aos pensamentos da Javalina, e começar bem um texto, que prenda o leitor, é tarefa das mais árduas. Reli várias passagens, e confesso, sem vergonha, de que colei o entendimento dos nossos colegas comentaristas. Daí reli de novo. A minha racionalidade para entender a história tirou um pouco o quesito emoção, o que não desmereceu a ótima escrita, e frases marcantes, aliás, um dos contos que li até agora com frases de maior peso, como ” O outono era a artimanha da natureza para ensinar aos próprios filhos que a morte é natural”. Supimpa! Não entendi por que a marcação das palavras em vermelho, no meu caso, foi mais um fator que atravancou a emoção, mania de querer racionalizar tudo. A criatividade e a densidade são pontos altos do seu texto. Parabéns. Abçs.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhorita Roselaine,
      Grato(a) por seu comentário tão generoso. Bem como, por sua leitura atenta e dedicada.
      Quanto à origem do autor(a), não poderei revelar, ainda.
      Forte abraço
      Autor(a)

  42. Luis Guilherme
    30 de maio de 2017

    Oiee, amigo (a), tudo bão?

    Olha, seu conto me deixou na dúvida. Pq? Pq comecei achando tudo muito confuso e bagunçado. Tava meio que certo de que não gostaria. Mas o enredo começou a ser super bem conduzido, e me gerou curiosidade.

    Quando uma história gera curiosidade, ela prende, né? Então fiquei preso até o fim, querendo saber que escolha a Branca faria. O conto me gerou empatia, pois sou vegetariano. Imagino o olhar do coitado sabendo que iria morrer.

    O conto abordou a questão das escolhas e da moral, colocando o leitor no lugar da personagem. Totalmente empático, parabéns.

    Só tenho uma ressalva: achei que alguns problemas de pontuação atrapalharam o conto, deixando bastante confuso em alguns momentos. Acho que valeria a pena dar uma trabalhada maior na gramática.

    Enfim, belo conto, parabéns!

    • Luis Guilherme
      30 de maio de 2017

      Ah, esqueci de comentar.

      Não entendi o motivo das letras vermelhas e da imagem, hehehe.

      Se puder esclarecer isso (e quiser), agradeço!

      • Autor(a)
        7 de junho de 2017

        Senhor Luis Guilherme,
        Grato(a) por sua leitura cuidadosa. Fico feliz com sua empatia. Também sou vegetariano, o que não é nada fácil em nosso mundo atual.
        As letras em vermelho formão frases. A terceira camada, como a da pele de um javali.
        Forte abraço.
        Autor (a)

      • Autor(a)
        7 de junho de 2017

        Esqueci de contar que a imagem é uma foto minha. Trata-se de um autêntico dente de javali, sobre pele de animal. A figa é esculpida em marfim. Ou seja, “Matéria Prima”. O que achou?

  43. juliana calafange da costa ribeiro
    30 de maio de 2017


    https://polldaddy.com/js/rating/rating.jsGostei muito do seu conto! A linguagem meio atravancada é claramente proposital e, pelo menos pra mim, proporcionou uma certa estranheza que a natureza do conto exige. Eu entendi que Javalina é Branca no sonho. Ser morta, assistir sua dissecação e ver o algoz esculpindo sua presa é o pesadelo recorrente de Branca. Pesadelo talvez provocado pela iminência de ter que sacrificar o Javardo. A maneira como vc constrói a mensagem que vc quis passar ao leitor é bárbara, pois que é lenta, gradual e eficaz. Acho que vou parar de comer carne depois dessa! Rsrs. Percebi a tentativa de inserir a imagem-tema no finalzinho do texto, quando vc diz q Branca terá de convencer o porteiro de que Javardo é como um cachorro. Deduz-se que ela vai tentar levá-lo numa coleira. Não é exatamente a imagem-tema do desafio, então acho que vc vai perder uns pontos nesse quesito, mas o conto é muito bom e deve figurar nas primeiras posições. Parabéns!

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhorita Juliana,
      Grato(a) por sua leitura carinhosa. Suas palavras generosas fizeram meu dia mais feliz.
      Ainda bem que alguém entendeu a figura da coleira como corrente.
      Quanto a comer carne. É um difícil desafio em nossos dias, não? Mas vele a reflexão.
      Forte abraço
      Autor(a)

  44. Jowilton Amaral da Costa
    29 de maio de 2017

    Um bom conto. A narrativa é um pouco atravancada e tem algumas inversões de estrutura frasal que dificultaram a fluidez da leitura. A trama é interessante. Achei desnecessário a apresentação de frases em vermelho dentro dos parágrafos, mas, enfim, teve seu charme. O final foi o esperado, o javali foi salvo. Boa sorte.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhor Jowilton,
      Grato(a) por seus comentparios. É sempre bom conhecer as impressões dos leitores. Me ajudou muito.
      Forte abraço
      Autor(a)

      • Autor(a)
        7 de junho de 2017

        *Comentários

  45. Neusa Maria Fontolan
    28 de maio de 2017

    Muito bom esse conto. Todos os pesadelos de Branca são frutos de uma mente que sente culpa antecipada. Ela sabia que um dia teria que matar javardo, um animal que se afeiçoou e era seu amigo. Branca fez muito bem em jogar a toalha, neste caso o avental.
    Gostei bastante
    Parabéns
    sucesso no desafio.

    • Autor(a)
      7 de junho de 2017

      Senhorita Neusa,
      Grato(a) por seu carinho.
      Um forte abraço
      Autor(a)

  46. Leo Jardim
    27 de maio de 2017

    Matéria Prima – O(A) Autor(a)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): senti uma inspiração espírita ou espiritualista, pois entendi que a Branca é a reencarnação da Javarda. Achei que a trama se estendeu um pouco de mais no dilema da cozinheira matadora e da “limpeza” do corpo da javali. Em algum momento cansou, acho que daria para reduzir uma ou duas inserções de cada uma que não mudaria muito.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): apesar dos problemas anotados abaixo, achei boa, sem comprometer a trama. Os textos destacados formando frases não chegam a novidade, mas dão um destaque a mais no conto. A metalinguagem costuma me incomodar, mas nesse texto funcionou.

    ▪ frase muito travada, com excesso de vírgulas: “E que é também o alimento desta, e que, talvez por isso, também ela, de algum modo, igualmente, vida.”

    ▪ nem de longe lembrava *à* cozinheira (sem crase)

    ▪ Seu coração pertencia irremediavelmente *aquele* olhar (àquele = pertencia a+aquele)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): uma javali morta vendo a decomposição de seu corpo a gente não vê todo dia.

    🎯 Tema (⭐▫): temos o javali, mas o tema era a imagem, que incluía além do bichano, o homem e a mala.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): preciso confessar que, desde que entendi o conflito do conto (ela estava na dúvida se devia ou não matar o javali), já havia previsto o final. Torci para ser diferente, mas infelizmente não foi. Acabou que fiquei com a sensação de que enrolou muito para chegar ao final previsto…

  47. Jorge Santos
    27 de maio de 2017

    Em Matéria Prima estamos perante o dilema quase Shakespeariano da personagem principal: “Matar ou não matar”. Assistimos às suas dúvidas e cogitações. O desfecho é algo previsível, mas satisfaz o leitor. A escrita é simples, se bem que algo repetitiva, principalmente no início. Apresenta alguns elementos inovadores, como as mensagens subliminares inseridas a cor diferente no texto, ou o diálogo com o leitor – um expediente que em teatro tem o nome do derrubar da quarta parede, aquela divisão imaginária que separa o palco do público. Gostei. Identifiquei-me com o dilema da personagem – entre matar e não matar a minha escolha pessoal já foi tomada há muito. Prefiro o bicho mal passado, mas quem nunca se encantou com o olhar meigo de uma vaca?

    • Autor(a)
      6 de junho de 2017

      Senhor Jorge,
      Grato por seu comentário.
      Matar ou não matar? Ser ou não ser?
      Diante de sua confissão sobre as carnes malpassadas, assumo-me vegetariano(a).
      Ou quase.
      Forte abraço.
      Autor(a)

  48. Ricardo Gnecco Falco
    27 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Nada que atrapalhasse a leitura. Só dois pequenos deslizes aqui (certamente de digitação): “…seria conssumido com honras…” e “…lhe desse chace.”

    – CRIATIVIDADE
    Muito boa. Não apenas no desenvolvimento do tema do Certame (já estou chegando ao final das leituras e análises dos trabalhos postados e ainda não tinha visto nenhum conto com esta temática gourmet), mas também na forma escolhida para contar a história, colocando o leitor como contraponto na trama. Ficou bem bacana.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    120% (estou dando 20% de ‘bônus’ para todos os autores que se permitiram quebrar, com sucesso, as correntes impostas pela ilustração temática do Certame).

    – EMOÇÃO
    Boa. O leitor fica como testemunha da história. Somos chamados lá na delegacia, para olhar através do espelho especial e apontar, dentre as demais opções, o verdadeiro culpado ou causador do suposto ‘crime’ a ser cometido. Talvez, por isso mesmo, acabamos torcendo e nos identificando com a protagonista.

    – ENREDO
    Ajudante de cozinha, trabalhadora e com aspirações ambiciosas na área, enfrenta profundos questionamentos internos, a obrigando a tomar uma decisão que decidirá os rumos de sua carreira.

    *************************************************

    • Autor(a)
      6 de junho de 2017

      Senhor Ricardo,
      Seu novo método de avaliação está muito bom. Nota 10 para a introdução.
      Grato(a) por sua leitura cuidadosa e gentil.
      Vou considerar o 120% como um outstanding. Não acabe com as ilusões de um(a) pobre autor(a).
      Abraço fraternal.
      Autor(a)

  49. Olá, Autor (a),
    Tudo bem?
    Dialogar com o leitor diretamente é uma experiência que mostra o quanto a literatura pode ser interativa. Não apenas em textos que quebram a quarta parede, lembrando ao público quem ele é e onde se situa na narrativa, mas, também em textos onde essa interatividade se dá pela identificação deste com o conteúdo da história, o personagem, os conflitos, enfim. Gosto muito dessa técnica.
    “Deixar” que a personagem tome a própria decisão mostra o quanto nossas criações tomam vida e agem independente daquilo que planejamos no começo. Comigo ao menos, sempre é assim. Escrever é quase um ato de esquizofrenia consciente. rsrsrs
    Percebi dois errinhos que parecem ser de digitação. Mas não creio que isso não deva prejudicar a qualidade do conteúdo de forma alguma. Não à toa, as editoras revisam textos à exaustão antes de publicá-los e, ainda assim, erros passam. Me deparei com esse tipo de deslize na grande maioria dos contos.
    Falar de um animal, no caso aqui o Javali, abordando-o como matéria prima. A pele, a carne, o pelo, os dentes, é uma premissa interessante e que nos lembra que, quase tudo que consumimos um dia já foi vivo. Uma ótima premissa para um escritor, não?
    As letras ocultas em vermelho funcionam como uma camada a mais.
    Interessante perceber como a imagem do desafio mexeu com todos nós. Contos muito interessantes apareceram por aqui, nos mais diversos estilos, todo vindos de algum lugar recôndito de nosso eu criador.
    Parabéns e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

    • Autor(a)
      6 de junho de 2017

      Senhorita Paula,
      Também acho que escrever seja obra para uns tais esquizofrênicos auto assumidos.
      Grato por ler e comentar sobre meu Javali dissecado em três camadas.
      Abraços.
      Autor(a)

  50. Vitor De Lerbo
    26 de maio de 2017

    Gosto do narrador que participa da história e sabe que o leitor também está participando.

    Em diversos momentos achei a narrativa confusa, o que talvez tenha sido o objetivo do(a) autor(a).

    É uma pena que diversos erros ortográficos tenham passado; nesse tipo de enredo, em que o leitor deve ficar totalmente submerso no texto e no subtexto, essas falhas de escrita acabam nos trazendo de volta ao mundo real.

    As referências a Branca, caçador e maçã são elementos que enriquecem a história.

    Boa sorte!

    • Autor(a)
      6 de junho de 2017

      Senhor Vitor,
      Grato por sua leitura e comentários.
      Experimentei o narrador ativo dessa vez. Feliz por saber que para o senhor, funcionou.
      Quanto aos erros, não deprima um(a) pobre autor(a). Os erros são apenas 3. (1 S a +) (1 N a -) = (um 5 que deveria ser 6).
      Uma equação que corrigirei tão logo nosso anfitrião permita.
      Se encontrou outros deslizes, por favor aponte para que eu os corrija.
      Forte Abraço
      Autor(a)

  51. Milton Meier Junior
    25 de maio de 2017

    Muito bem escrito, embora cause certa confusão em alguns momentos. mesmo assim a história prende o leitor até o final. Não conectei muito o conto à foto do certame, mas isso não muda o fato de que é uma boa história. A sacada das palavras em vermelho é muito criativa. Parabéns!

    • Autor(a)
      6 de junho de 2017

      Senhor Milton,
      Grato por sua leitura e comentários.
      Quis criar um texto visual dessa vez, com o vermelho a manchar o conto, como o sangue do javali que está aí de corpo e alma.
      Abraços
      Autor(a)

  52. Ana Monteiro
    24 de maio de 2017

    Olá Autor/a. Diferente e por cima. Não quero perder-me em pormenores que neste conto parecem até mesquinhos, mas tem um erro, provavelmente de digitação, que, imagino, você queira retirar depois – “conssumido” (consumido). O conto em si é fantástico, apesar de que por vezes, um pouco confuso. Adorei as mensagens entremeadas a vermelho, nota máxima em criatividade. A adequação ao tema também é relativa. Tem enredo e emoção mais que suficientes. Ternura e crueza. Proximidade e distância. Excepção feita a um pouco mais de clareza, tem todos os ingredientes de um bom conto. Está muito bom.

    • Autor(a)
      6 de junho de 2017

      Senhorita Ana,
      Agradeço muito por seu comentário e por ter percebido os segredos ocultos em vermelho.
      Sobre o S que sobrou, foi um erro de digitação. Tão logo nosso anfitrião libere, consertarei aquilo que está sujando meu conto.
      Abraços brasileiros.
      Autor(a)

  53. Lee Rodrigues
    23 de maio de 2017

    Caro autor, fui forçada a segunda leitura, não pela falta de entendimento, é que na primeira li esfomeada, como quem chega da faculdade e encontra na cozinha uma bela massa; na segunda, já com aquela cara de preguiça e satisfação, li como uma dama se comporta à mesa, degustando em pequenas porções o sabor da iguaria.

    O fio condutor da história foi o foque na memória sensorial salpicada por analogias – Branca, caçador, Floresta, maça, coração – o valor desse tipo de narrativa é justamente a aproximação oral, porque ela tem o poder de despertar o imaginário, permitindo ao leitor a liberdade de fazer o seu retrato, e eu fiz o meu.

    Também gostei de ver a Prolepse trabalhada nos sonhos, justificando a Protagonista na rejeição das experiências antagônicas, onde ela – numa mensagem subliminar do autor – procura construir sua visão de mundo a partir da sua própria ótica.

    A narrativa está bem estruturada, segue uma sequência lógica, permiti-nos a localização, e claro, a empatia por ambas, tanto a caça, quanto “o caçador”.

    *** conssumido/Consumido

    Permita-me ser bem melosa: Caí de amores!

    • Autor(a)
      6 de junho de 2017

      Senhorita Lee,
      Honradíssimo(a) com seu comentário. Também caí de amor por ele. Só posso agradecer tamanha generosidade.
      Sobre o S que sobrou, em minha defesa tenho o erro de digitação. Maldito S metido aí no meio da palavra, sujando o meu conto.
      Logo que nosso anfitrião liberar, farei a correção.
      Forte abraço.
      Autor(a)

  54. Fabio Baptista
    22 de maio de 2017

    Já comecei a comentar esse conto umas três vezes… hauhaua.

    Ele me deixou meio sem saber o que dizer e isso é bom. Já adianto que não foi dos meus preferidos (sempre acabamos no gosto pessoal), mas ele tem várias qualidades que garantirão boa nota.

    O jeito de contar é bastante peculiar… ao mesmo tempo que torna algumas passagens meio confusas, sem uma referência exata entre as transições, também transforma a leitura num desafio (de um jeito bom)… tudo é meio sonho, meio delírio, realidade, se misturando nos pontos de vista da javalina morta.

    Gostei da quebra da quarta parede quando o narrador apresenta a bifurcação à frente de Branca no desfecho.

    Algumas frases ficaram estranhas, mas não sei se foi intencional ou não:

    – certamente diria que companheiros
    – recuperar o que outrora seu
    – E ela que embora amasse os prazeres da boa comida
    – que um dia já fora vida

    – vegano lhe desse chace
    >>> chance

    Abraço!

    • Autor(a)
      6 de junho de 2017

      Senhor Fábio,
      Grato(a) por sua leitura tão atenta. Grato(a), também, por seus comentários.
      Assim que nosso anfitrião liberar, corrigirei esse e outros erros.

      Mas fica a dúvida:
      Qual é o valor de N, sabendo que N letras A e 2 letras B, formam-se 36 permutações diferentes?
      Sou péssimo(a) em matemática, mas sei que um N pode alterar completamente uma palavra.
      Espero ter uma chaNce no desafio.

      Quanto ao resto, optei por essa linguagem peculiar dessa vez.
      Vamos ver no que dá.
      Abraços.

  55. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    hahaha show!
    outra frase supimpa com javali q está no final do conto e por isso nao vou levá-la ao topico das melhores frases, por enquanto, por ser o ápice do conto.
    Achei tudo simpático, os sonhos, a javalina, o drama em sua consciencia se manifestando em sonhos, a doçura do javali comendo na mao dela, e a decisao final.
    o texto é bem escrito e cativa.
    parabens!
    abraços

    • Autor(a)
      6 de junho de 2017

      Senhorita Anorkinda,
      Simpatico foi o seu comentário.
      Cativá-la não tem preço.
      Abraços.
      Autor(a)

      • Autor(a)
        7 de junho de 2017

        *Simpático

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .