EntreContos

Literatura que desafia.

Os Irmãos da Família Galvão (Marco Piscies)

Três irmãos habitavam a casa da família Galvão. Eram eles, em ordem de nascimento: Gabriel, Igor e Daniel. Contando com os seus pais, cinco almas chamavam o lugar de lar mas, há poucos meses, apenas quatro lá viviam. Gabriel, ainda na adolescência, envolvido com drogas e álcool, fugira de casa e, empoleirado em alguma boca de fumo, não fazia questão de ser encontrado, para o desgosto dos pais.

Em uma tristonha tarde de Domingo, os pais saíram para fazer as compras da semana. Não havia necessidade de levar os filhos que, apesar das últimas semanas conturbadas, já sabiam se comportar. Afinal, Igor havia acabado de completar dez anos de idade e Daniel, sete.

Na casa, Igor manipulava o barbante com grande lentidão, para compensar os dedos trêmulos.

– Por favor me perdoa. Por favor me perdoa…

Ele repetia o mantra por entre os lábios quase fechados; sussurros jogados ao vento em tom tão baixo que apenas ele sabia o que falava. Imaginava que Bella fosse a única ali a ouvi-lo e, sendo uma gata, jamais o entenderia. Mas insistia em repetir o mantra ao passo que enrolava o barbante ao redor do pescoço do animal de estimação, sem estar ciente dos olhos atentos do irmão mais novo que o observava do alto da escada.

– Por favor me perdoa. Por favor me perdoa…

O nó da forca estava firme. Bella ronronava com os olhos cerrados, sem suspeitar do que acontecia. A outra ponta do barbante já estava amarrada ao lustre da sala – Igor havia tomado o cuidado de não deixar que a gata pudesse se agarrar a alguma superfície, anulando assim suas chances de se salvar do enforcamento.

Levou Bella até o centro da sala nos braços e largou-a sem pestanejar. A criatura arregalou os olhos e, ao descobrir que não havia encontrado o chão, começou a se debater desesperada em uma confusão de pelos brancos e bem cuidados. Sua mãe abriu a porta da casa dez segundos depois. Ao ver a cena largou as sacolas de compras que carregava – quebrando dois vidros de milho em conserva – e soltou um grito de horror.

A gata, assustada e confusa, viu-se salva segundos depois, aconchegada nos braços da sua estimada mãe, que chorava copiosa, ajoelhada no chão. O pai se apressou em acudi-la. Igor permanecia imóvel – os braços pendentes ao lado do corpo, os olhos sem vida fitando a cena.

– Eu não aguento mais esse demônio. Eu não aguento mais! O que aconteceu com você? – Sua mãe vociferava, apertando Bella ao peito – O que diabos aconteceu com você, seu retardado? Não, eu não quero mais ver ele na minha frente. Tire ele daqui!

Os gritos da mãe ecoavam nos seus ouvidos, mas Igor tentava sufocá-los ao continuar repetindo o seu mantra entre dentes. Sentiu a orelha queimar quando o pai o segurou por ali e o carregou até o seu quarto. No caminho, notou os olhos flamejantes do irmão espiando-o pela fresta da porta semiaberta do banheiro.

O pai jogou o filho de qualquer forma quarto adentro, caminhando a passos largos até a televisão.

– Eu vou tirar os cabos do seu videogame. Você vai ficar aqui de castigo, pensando no que fez. Mas que droga Igor! Você quase matou a Bella! Onde você estava com a cabeça?

Igor, ciente de que o silêncio era mais perturbador do que uma resposta malcriada, permaneceu calado. Sentou-se na cama quando ordenado, assistindo o pai fazer o mesmo.

– O que deu em você, ein? Não bastasse o seu irmão, que parecia um demônio, agora você que parece ter o capeta no corpo! Você nunca foi assim, tão malvado!

O filho não esboçou reação. Com um suspiro frustrado, o pai e se retirou do quarto, chaveando a porta por fora.

Igor não se importava com a falta do videogame, desde que o pai não descobrisse a faca que escondera debaixo do travesseiro. Deitou-se na cama e tateou o metal afiado para confirmar sua presença ainda ali, então pôs-se a esperar: os olhos fixos na janela aberta para o céu, o rosto adornado pela indiferença que o dominava há algumas semanas. Por vezes sua boca estremecia e sua visão tornava-se aquosa, mas nenhuma lágrima desceu-lhe pelo rosto. Se assim o fizesse, poria tudo a perder. Não havia segundas chances para o seu plano.

Não notou quando caiu no sono, mas lá fora o sol já se escondia por trás das montanhas que circundavam o condomínio.

********

Acordou assustado. Lembrava-se de um pesadelo, mas não dos detalhes. Quando abriu os olhos, deparou-se com outra escuridão, que não conseguia dizer se era pior ou melhor do que manter os olhos fechados: alguém havia apagado a luz do seu quarto, tornando tudo sombras e tons azulados da luz da lua que se esgueirava pelas frestas da janela, por onde um vento frio uivava.

Em meio a sempre-presente música noturna de grilos e cigarras, um som lento e moroso se fez ouvir. Um chinelo se arrastava no assoalho de madeira. Eram passos cansados mas constantes e, agora que Igor prestava atenção, estavam lá desde que acordara, alguns momentos atrás. Conforme os chinelos traçavam o seu caminho pelo corredor lá fora, seu som tornava-se mais nítido. Aguçando os ouvidos, Igor pôde distinguir um som baixo que os acompanhava. Sentiu-se ouvindo algo que não deveria ouvir: um resmungo ao fim de um passo; uma praga ao fim de outro.

Igor divisou sombras do outro lado da sua porta, iluminada tão levemente de azul pela luz do luar. O que quer que caminhava lá fora decidiu que ali era o seu objetivo final. As sombras pararam de se mover – duas manchas negras e largas, paradas diante da sua porta, como se esperassem que ele a abrisse e as convidasse para entrar.

Em um átimo, soube quem estava no outro lado. Era ela. Finalmente. Pôs a mão sob o travesseiro procurando a lâmina que já havia se habituado a sentir antes de dormir. Seu corpo inteiro gelou quando não a encontrou lá. Ouviu – e então viu – a maçaneta da porta girar em um movimento lento e trêmulo. Podia jurar que o seu pai havia trancado o quarto, mas a porta já se abria, e agora ela projetava uma das suas pernas quarto adentro.

Igor retomou a busca com fervor. Pôs as mãos sob a colcha, então desceu e se agachou especulando que, por motivos desconhecidos, a faca havia encontrado o seu caminho para debaixo da cama. Não a encontrou lá mas, de onde estava, notou as duas pernas envelhecidas, agora completamente dentro do quarto. Calçavam sandálias que o lembravam da sua falecida avó. O vestido descorado – um pano costurado de qualquer forma para fazer as vezes de roupa – terminava no meio das canelas.

Sem faca e sem esperanças, Igor levantou devagar, até conseguir ver a criatura na sua totalidade. Diante dele – ali, do outro lado da sua cama – uma velha o fitava com olhos de crocodilo, pronta para julgá-lo. Era idosa do pescoço para baixo, e crocodilo do pescoço para cima; a pele enrugada cedendo desnivelada para as escamas verde-musgo que lhe cobriam a face. Uma barriga flácida se projetava para frente sob o vestido malfeito e, sobre ela, dois seios se espalhavam para os lados. A criatura falou entre os inúmeros dentes afiados que adornavam a sua extensa boca reptiliana.

– Uquê cê tá procurano, fio? Perdeu águma coisa?

A voz era humana, apesar do tom agudo peculiar, e em nada combinava com o seu rosto cheio de escamas e com seus olhos verdes e fendidos. Quando a velha notou que Igor não respondia, tratou de arrastar novamente os chinelos na direção do menino, traçando uma volta lenta ao redor da sua cama.

– Ôce sabe quem sô eu?

– Sim. Você é a Cuca.

Ele respondeu, enfim, surpreso por não ter gaguejado. Notou que a porta do seu quarto permanecia aberta, mas suas pernas não ousavam se mover.

– E ocê sabe uquê eu vim fazê aqui?

– Você veio me buscar.

Ela o alcançou. Agachou-se, nivelando o seu rosto de crocodilo com o rosto assustado do rapaz na sua frente. Quando abriu a boca, Igor pôde sentir o hálito ocre de saliva e sangue.

– E purquê eu vim ti buscá?

– Por que eu fui uma criança má. Por que eu desobedeci a minha mãe.

Alguns músculos no rosto da Cuca se moveram, como se ela tentasse sorrir. O rosto impassível de crocodilo se afastou do dele, e Igor viu sua mão cadavérica estendida na sua direção.

– Intão num tenho qui mi explicá. Venha. Ôce vai tê uque merece.

– Eu quero fazer uma troca.

O garoto não segurou a mão enrugada e, pela primeira vez, ousou fitá-la nos olhos. Podia ver apenas um dos olhos da Cuca que, com o rosto virado de lado, mais expressava curiosidade do que irritação.

– Ocê qué fazê uquê?

– Uma troca. Eu quero que você me leve, mas que traga o meu irmão de volta.

– Ô seu irmão?

– Sim. Minha mãe falou que ele se comportava muito mal, e que a Cuca levou ele para um lugar muito longe. E que eu não ia mais ver o meu irmão. Só que minha mãe ficou muito triste com isso. E meu pai também. Eles não estão nem aí para mim, mas gostavam muito do Gabriel. Eu também gostava dele. Ele era o meu melhor amigo. O meu único amigo.

Um silêncio sepulcral se seguiu, que nem grilo nem cigarra ousaram quebrar. Os olhos da Cuca agora inspiravam seriedade, e Igor jurava poder ver ali também um tom de ódio.

– Pegue minha mão, garoto. Vô te levá pru teu irmão.

Igor relutou.

– Você vai me deixar ver o Gabriel uma vez antes de trazer ele de volta?

A cuca se agachou novamente, virando o rosto de lado mais uma vez, aproximando os olhos fendidos dos olhos da criança.

– Ô muleque. Ôce tava tão preocupado cô atazaná a sua mãe, que nem notô as coisa direito. Não é cô Gabriel qui ocê tem que se preocupá. – E, levantando-se e estendendo novamente a mão, continuou – Tu se preocupô cô irmão errado. Agora vem. Tu vai tê o tempo que fô pra falá cô Gabriel.

Resignado, Igor segurou a mão da velha, deixando-a levá-lo pela porta que, por costume, fechou ao sair.

********

Na manhã seguinte, pai e mãe foram ter uma longa conversa com o filho malcriado. Ao abrir a porta, encontraram Daniel sentado sobre a cama de Igor, segurando uma faca que pendia esquecida nas suas pequeninas mãos. O quarto havia adquirido uma tonalidade vermelha, com todo o sangue respingado nas paredes e no chão, e acumulando-se em uma poça na cama. O corpo inerte de Igor dormia logo atrás dele, perfurado incontáveis vezes.

Em meio ao grito e ao desespero, ninguém ouviu o mantra que o garoto repetia entre dentes.

– Ele tava deixando a mamãe triste. Ele tava deixando a mamãe triste…

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80 comentários em “Os Irmãos da Família Galvão (Marco Piscies)

  1. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: talvez, o pseudônimo seja uma homenagem ao mestre do terror. Talvez, eu tenha me borrado um pouco ao ler esse conto. Essa atmosfera pesada, mística, foi mantida com maestria do início ao fim, com uma reviravolta digna do mestre King. A solidez da narrativa é realmente impressionante.

    Apelo: acho que já pode supor que gostei muito do conto. Passei da metade das leituras e foi, até então, o melhor conto do certame para mim. Prova que é possível explorar o que o exterior já criou de bom, mas mantendo os pés na origem, na canção de ninar mais icônica da nossa terra tupiniquim.

    Conjunto: uma bela amostra do terror nacional.

    Parabéns e boa sorte.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Obrigado Wender! Posso ter ficado pessimamente colocado neste desafio, mas seu feedback já valeu ter escrito esse conto : )

      E sim, meu pseudônimo foi uma tentativa de homenagear Alan Poe e Stephen King rs sr rs.

  2. Pedro Luna
    31 de março de 2017

    O conto tem um clima macabro muito bem construído. Desde a terrível cena do enforcamento do gato, que me revirou, até o final, com o assassinato, ele não perde esse clima. Eu gostei bastante da entrada da Cuca. Nesse momento fica clara a intenção de Igor, e do seu sacrifício para chamar a atenção da Cuca. Massa. Só que fiquei boiando quanto a atitude de Daniel. Não peguei sua motivação. Ele foi influenciado pela Cuca? O conto é bom, mas eu teria gostado mais se tivesse seguido o caminho místico proposto quando cuca leva Igor pela mão. O final surpresa foi chocante, mas não teve muito impacto porque não compreendi muito bem o que levou o menino a fazer aquilo. No geral, foi uma boa leitura, de um texto bem escrito.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Pois é Pedro. Eu achei isso também, agora que releio o conto, e alguns dos meus leitores de teste também sentiram isso: que o final ficou meio “gratuito”.

      Na verdade, o que eu quis dizer com o conto foi que o real psicopata da história era o irmão caçula, o Daniel. O Gabriel havia saído de casa, e Igor era muito amigo dele. A mãe de Igor falou que a Cuca levou Gabriel para longe, então Igor começou a se comportar muito mal para chamar a atenção da Cuca e fazer uma troca.

      Só que o Daniel odiava que o irmão estivesse chateando a mãe e, certa noite, resolveu matá-lo. Na minha cabeça, toda a cena com a cuca foi ” a ida dele ao outro mundo”. Naquele instante, ele morria esfaqueado pelo irmão.

      Geralmente eu não explico tudo em miúdos assim para os leitores por quê gosto de cada um colocando a sua opinião ao texto, mas este, não sei por quê, me senti tentado a explicar, rs rs.

      Obrigado pelo feedback!

  3. jggouvea
    30 de março de 2017

    Nesses contos que eu deixei para ler por último o grande pecado é o didatismo, mesmo, o ar de professor explicando matéria: “Três irmãos habitavam a casa da família Galvão. Eram eles, em ordem de nascimento: Gabriel, Igor e Daniel.”

    Como diz o Téo José, diante do artilheiro que perde o gol: “Não, Allan King, não é asssiiiiiim”

    Ainda bem que o narrador se recupera desses tombos estilísticos e desenvolve uma narrativa excelente depois, que me envolveu pela sua simplicidade e pelo plot twist ao final, que ME SURPREENDEU. Em vez de uma história previsível, o autor sacou da cartola uma coisa muito bem arranjada e terminou em grande estilo. Com algumas revisões de linguagem e umas emendas na introdução esse conto tem potencial para ficar ótimo mesmo. Uma boa dica é começar “in media res”. Ponha o menino enforcando a gata como primeira cena, daí o castigo, então na conversa dele com a Cuca recapitule o que precisar e então parta para o desfecho. Isso costuma funcionar muito.

    Vamos às notas:

    Média 8,84
    Introdução: 4,0
    Enredo: 10,0 — parabéns por inserir a Cuca em uma história que preste.
    Personagens: 10,0 — parabéns por tornar a ridícula Cuca algo a se temer, e parabéns pela construção complexa do Ígor, que eu arrisco a qualificar de MELHOR PERSONAGEM DESSE DESAFIO, o único cujas motivações não são imediatamente transparentes e que possui um desenvolvimento ao longa da narrativa.
    Cenário: 10,0
    Linguagem/forma: 8,0 — perdeu pontos pelo didatismo no início
    Coerência: 9,0 — perdeu pontos pela introdução.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Eita, essa introdução te incomodou mesmo ein? rs rs.

      Ela me incomodou no início também, mas depois me acostumei. Ela não existia antes, quando fiz o conto pela primeira vez, mas eu não sabia mais o que cortar do conto (que já passava das 3 mil palavras), então cortei uma série de trechos onde eu explicava tudo o que havia acontecido na casa antes da história e resumi tudo em um parágrafo inicial.

      Eu, como escritor, não me incomodei tanto com esse início por quê me baseei em uma serie de contos (e até mesmo romances) com inícios no estilo: “Aconteceu em 1875, na cidade de Londres, onde morava um homem nobre que …” ou “Fulano era um advogado que possuía um escritória na rua X, onde trabalhava há alguns anos…”.

      Mas há de se esperar que esse tipo de introdução não agrade a todos =)

  4. mitou
    30 de março de 2017

    o conto deixou o suspense para o fim e fechou com chave de ouro. a aparição da cuca foi pertinente e não foi forçado, percebi um erro de pontuação ou outro , mesmo assim o conto ficou incrível, parabéns

  5. Marsal
    30 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: sim, mas somente no final percebemos isso, após o aparecimento da Cuca
    b) Enredo: O enredo e’ bastante pesado. Achei a ideia muito boa. O conto e’ bem trágico e o autor conseguiu manter os suspense ate o fim.
    c) Estilo: gostei do estilo do conto, achei-o simples mas bem escrito
    d) Impressão geral: A impressão foi boa. Gosto de contos que misturam elementos folclóricos com um cenário contemporâneo e tipicamente urbano. Boa sorte no desafio!

  6. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    Gostei muito do início do conto. O garoto, metódico, se prepara para enforcar a gata. Suspense bem construído, paulatino, passo a passo, como convém, ganhando o leitor a cada linha. O comportamento psicótico do menino me lembrou “Precisamos falar sobre o Kevin”. O desenvolvimento mantém a pegada e chega ao fim com uma reviravolta que, se não foi brilhante, arrematou bem a narrativa. Confesso que não estava esperando esse comportamento do caçula, mas quando reli o conto, agora com essa perspectiva, as peças acabaram se encaixando. Enfim, um ótimo conto. Parabéns!

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Valeu Gustavo! É, muita gente achou estranho o comportamento do caçula. Acho que acabei deixando a desejar nessa parte, devido ao limite de palavras. Eu fiz uma explicação do conto para o Pedro Luna lá em cima, qualquer coisa dá uma lida, rs rs rs.

  7. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    Uma boa história de terror, na qual o elemento de folclore (a Cuca, no caso) entrou como detalhe – poderia ser um dementador, um cavaleiro que diz ni, qualquer coisa. Só por isso, não ficará entre os meus preferidos. Mas, mesmo assim, desejo boa sorte.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Obrigado Daniel =)

      Achei que a Cuca tinha certo papel importante no conto por ela ser toda a motivação de Igor realizar todas as maldades que realizava. Na cabeça dele, só chateando muito a mãe e contradizendo ela diversas vezes que ele conseguiria “invocar” a cuca. O mesmo não seria verdade com dementadores e cavaleiros que dizem Ni, rs rs rs.

  8. Bia Machado
    28 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (2/4) – É, pra mim o texto não fluiu. Culpa da falta de suspensão da descrença, principalmente naquele diálogo bem pouco verossímil entre o filho e a Cuca.

    Construção das personagens: (1/3) Fraco. Personagens sem força, que não me conquistaram.

    Adequação ao Tema: (1/1) – Acredito que esteja adequado, sim, embora o mito me pareça meio forçado ali. Podia ser qualquer fantasma/demônio/espírito maligno, sei lá…

    Emoção: (0,5/1) – Desculpa, mas não deu pra gostar do texto.

    Estética/revisão: (1/1) – OK, embora a estética não tenha sido tão pensada, tão elaborada, não parece haver a preocupação de se cuidar bem do texto, entende? é uma narrativa e apenas isso. O conto foi narrado e só.

    Desde já, me desculpo pela avaliação, mas foi exatamente o que senti com essa leitura. De qualquer forma, boa sorte.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Bia, agradar a todos é habilidade só do Gustavo Araújo. Eu tento, mas é complicado quando não se nasce com o dom, hahahah!

      Obrigado pelo feedback!

      • Bia Machado
        3 de abril de 2017

        E quem disse que você não tem o dom? Mas veja, ao menos você conseguiu enviar um texto. E só por isso me deu uma invejinha, hahahah! 😉

  9. Cilas Medi
    27 de março de 2017

    Por ordem de leitura, a primeira morte sangrenta no folclore, parecendo mais um conto de terror. Mas a criatividade superou essa barreira de querer estigmatizar sobre um único prisma e considerei um excelente conto e respeitando o desafio, mesmo parcialmente.

  10. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    Palavras colocadas com clareza e oportunidade, história instigante e fluida. A atenção do leitor vive presa imaginando coisas que existem, não existem e existem de novo. A descrição do ser é simples e eficaz, e seus maneirismos trazem aos olhos a imagem viva do monstro. A ambiguidade da vida real e do folclore é muito bem colocada. Ao final da trama, a mente fica livre para conjecturar o que quiser sem perder a magia da história e da narrativa.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Que bom que gostou Rafael!

      Eu acabei tirando essa “mente livre para conjecturar” neste conto, em uma explicação da trama que fiz para o Pedro Luna lá em cima. Hahahah!

  11. rsollberg
    27 de março de 2017

    Então, King!
    Achei legal você levar o conto para o terror, combinou com o folclore escolhido.

    A escrita é competente, de fácil assimilação e sem travas.
    Os diálogos são protocolares, telegráficos, mas não contribuem muito para a história, nem para os personagens.
    O conto se consolida através das cenas, ou seja, é muito visual e pautado nas ações. Penso que seria interessante o autor mesclar essa pegada com um pouco de carga dramática psicológica. Creio que iria gerar mais impacto para o final. Aquele choque bem dado pelo Allan e pelo King.
    Enfim, uma história interessante com méritos.

    Parabéns e boa sorte

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Obrigado pelo feedback Sollberg!

      Pois é, eu gosto muito do estilo terror, mas não treino muito esse tipo de escrita. Geralmente, estou mais envolvido com Ficção Científica e Fantasia, então quando me aventuro no terror dá isso. Mas sempre tento seguir os exemplos dos mestres Alan e King. Um dia vai ! =)

  12. Vitor De Lerbo
    27 de março de 2017

    Um competente conto de terror, com suspense na medida certa e um bom drama. Achei interessante a releitura de que a Cuca é a morte.
    Boa sorte!

  13. Bruna Francielle
    26 de março de 2017

    tema: adequado

    Pontos fortes: olha, eu gostei bastante do seu conto. Realmente me interessei pela história a medida que ia lendo. Conseguiu prender a atenção. Montou uma Cuca interessante, sombria, é um personagem que tinha tudo pra ser cômico e até meio patético, com os diálogos com a fala errada, mas conseguiste dar um ar de terror nela e até mesmo esses diálogos não soaram nada ridículos. Boa narrativa, impressão é que o autor teve bastante paciência para ir descrevendo as cenas. Ficaram bem claras e detalhadas.

    Pontos fracos: A tentativa de assassinato da gata pareceu ser algum tipo de ritual, pelo mantra, por Igor aparentemente não querer matá-la. Ou parecia que estava sendo forçado a isso, e no final, a conclusão que ficou é que ele fez isso porque quis mesmo, o que ficou um tanto incoerente com o que estava sendo demonstrado. Os 3 irmãos eram simplesmente maus? Todos meio psicopatas ? A Cuca era uma espécie de… ceifadora? Quanto a essa última pergunta tudo indica que sim. Enfim, ficaram algumas perguntas sem respostas, o que deixou algumas das ações relatadas meio sem sentido.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Oi Bruna. Obrigado pelo comentário e fico feliz que você tenha gostado da leitura, apesar da confusão hehehehe.

      Eu fiz uma explicação do conto lá em cima em resposta ao comentário do Pedro Luna.

  14. Ricardo de Lohem
    26 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Finalmente um conto no qual o tema foi utilizado de forma bastante satisfatória. O elemento folclórico (Cuca) foi bem integrado em um drama familiar regado a psicopatia e loucura. Ficou com menos folclore do que o desejável, a meu ver, mas mesmo assim foi um conto bastante bom se comparado com a maioria. A surpresinha do desfecho também foi boa, esse conto foi acima da média, gostei! Parabéns, o seu conto é bom, desejo para você muito Boa Sorte no Desafio!

  15. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    Impactante. Este é um conto em que posso usar esse adjetivo com segurança. A narrativa flui, a apresentação do conflito idem e igualmente as personagens. A introdução do folclore pode até ser prevista, mas eu não diria previsível. A cuca surge aqui no melhor estilo de assombração e causadora de males inexplicáveis que dialoga muito bem com os leitores dos dias atuais. Conto muito bom. Mereceu 10!

  16. Iolandinha Pinheiro
    25 de março de 2017

    Nossa, que família! O texto tem muito clima no início. Prometia bastante. Adoro suspense e o conto estava indo bem nesse caminho no evento da gata Bella. Aí o menino vai para o quarto trancado pelo pai, tem um evento com a Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo e no fim das contas era só uma droga louca que ele tinha usado, porque a Cuca era o irmão mais novo, psicopata. Se o Igor não era o irmão assassino, por que foi ele que tentou matar a gata? E a troco de que? Só estava entediado ? E o lance da Cuca que na verdade era o irmão, ela só apareceu para ter um personagem folclórico no conto? Acho que me perdi no meio destas informações. Fiquei no vácuo. Uma pena, estava gostando. Abraços e boa sorte no desafio.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Que pena Iolandinha =)

      Coloquei uma explicação do conto como resposta ao comentário do Pedro Luna, lá em cima. Dá uma olhada, se quiser entender o conto. Pena que o meu texto não foi claro para você =(

      Abração e obrigado pelo comentário!

  17. Anderson Henrique
    24 de março de 2017

    Um bom conto, mas que precisa de um pouco de polimento na voz narrativa, que às vezes parece um pouco burocrática ou excessivamente didática. “Em uma tristonha tarde de Domingo” veja que nesse trecho o narrador está afirmando que a tarde é tristinha, mas não há qualquer indício que confirme tal afirmação (por que a tarde é tristonha?). Se for por conta do incidente com o gato, acho que tristonha não é a melhor palavra. “Sem faca e sem esperanças, Igor levantou devagar, até conseguir ver a criatura na sua totalidade.” Esse é um exemplo da burocracia que falei. Nesse ponto do texto, já entendemos que ele estar sem a faca é algo terrível. Dizer que estava sem esperanças é um tanto desnecessário. Resumindo: um bom conto, mas que precisa de um pouco de apuro para deixá-lo ainda melhor.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Obrigado pelo comentário sincero, Anderson.

      “A tarde de domingo tristonha” me remetia, como escritor, mais ao fato de que a família andava triste como um todo, dada a recente saída do filho mais velho e seu envolvimento com as drogas.

      Obrigado pelas exortações ; )

  18. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Allan,
    Tenebroso esse conto. E bem contado e escrito. O folclore se insere nele de uma forma sutil. Gostei de como a Cuca vem para resgatar Igor – pelo menos entendi que esse seria uma forma de resgate – enquanto a realidade tomava outra forma.

  19. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Olá.

    Seu conto mostra uma sucessão de mortes entre família com a Cuca no meio para fazer a coisa toda acontecer da forma mais terrível possível. Uma ótima ideia!

    A descrição da Cuca ficou realmente tenebrosa… dava até para ver sua pele escamosa e asquerosa. Só o final que não me impressionou muito… sei lá… esperava, talvez, um retorno do irmão mais velho.. mas isso é mais meu lado leitor falando… de resto, tudo ok.

  20. Olá, Allan,

    Tudo bem?

    Seu conto é muito bem conduzido e carrega o leitor por uma série de emoções. No início, nos deparamos com essa criança que parece querer se suicidar, em seguida, somos invadidos por pavor e raiva ao ver um menino tentando matar um gato. A revelação daquilo que leva o pequeno a fazer maldades carrega uma tristeza profunda que nos enche de piedade pelo caçula da família, e por aí vai.

    Sua recriação (homenagem) à figura da Cuca, também é muito boa. A velha pavorosa, ao passo que também piedosa, lembra a imagem da morte.

    E a revelação final do irmão assassino foi usada com maestria. Uma carta na manga do escritor(a) hábil e consciente do que faz com sua escrita.

    Parabéns pelo belo trabalho e boa sorte no certame.

    Beijos
    Paula Gianninin

  21. Elisa Ribeiro
    23 de março de 2017

    Um conto de terror com uma personagem do nosso folclore e um final que, apesar das pistas, surpreende. Gostei. Esperava encontrar mais contos com essa pegada de terror no desafio, afinal nosso folclore é rico em figuras malvadinhas. A narrativa me prendeu do início ao fim. Não vi problemas com a gramática. Parabéns pelo conto! Sucesso!.

  22. Evandro Furtado
    22 de março de 2017

    Resultado – Good

    A história é sensacional, bem amarradinha. Finalmente, um personagem novo por aqui. Gostei do tom que o autor deu à Cuca, inovou respeitando a lenda. Os diálogos também são interessantes.

  23. Rubem Cabral
    22 de março de 2017

    Olá, Allan King.

    Achei interessante a inserção da Cuca na história, que me pareceu mais um relato inspirado em psicopatia.

    O conto é bem escrito, os diálogos emulam bem o discurso oral. Senti falta somente de uma narração um pouco mais inspirada, de uma adesão do elemento folclórico maior também.

    Nota: 7.5

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Obrigado pelo feedback Rubem. É, eu usei a Cuca como motivação do personagem principal, mas ela mesmo aparece de forma “metafórica” e, definitivamente, não é o tema principal da história. Faz sentido o que você falou.

  24. Olisomar Pires
    21 de março de 2017

    Boa história.

    Entretanto, a condução deixa a desejar na primeira parte da mesma. Algo meio forçado e sem ritmo.

    Na última e terça parte a coisa melhora, talvez por causa dos diálogos que ocultam a dificuldade narrativa.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Você não é o primeiro a não gostar da minha introdução. Vou dar uma atenção especial a ela. =)

      Obrigado pelo comentário Olisomar!

  25. Fabio Baptista
    21 de março de 2017

    Bom conto, retratando a Cuca de um modo bem macabro. Aliás, a história toda tem um climão macabro, então acho que o autor obteve sucesso nesse aspecto.

    Eu tive que fazer uma releitura para entender melhor o que estava acontecendo (me perdi um pouco com os nomes dos irmãos) e mesmo assim não consegui captar muito bem o trato de Igor com a Cuca… no final, me pareceu que ela não cumpriu o acordo, ou, na verdade, que não houve acordo algum.

    Enfim, independente desse detalhe, foi uma boa leitura.

    Abraço!

    NOTA: 8,5

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Valeu Fábio!

      Eu deixei uma explicação do conto lá em cima, em resposta ao comentário do Pedro Luna. Acho que espremi demais uma trama um pouco mais longa em apenas 2 mil palavras, rs.

      Mas obrigado pelo comentário!

  26. Felipe Rodrigues
    20 de março de 2017

    Eu gostei da leitura da Cuca como velha agourenta, o que combinou com a história que, até certo ponto, era um suspense que nada revelava, deixando o leitor apreensivo. Eu achei o final OK, mas é que tinha gostado tanto da ideia da troca, da preocupação da Cuca com o garoto, que fiquei na expectativa da personagem folclórica humanizar-se, levando o garoto para uma espécie de Cracolandia, onde estaria o irmão drogado. Um bom conto, gostei.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Caramba Felipe, esse final que você imaginou era praticamente o final do meu conto, inicialmente. Quando o escrevi pela primeira vez, a Cuca levava Igor até o irmão. Depois achei meio estranho (já que a Cuca deveria ser uma criatura feita para assustar crianças, e não ajudá-las), então escrevi uma segunda versão do conto onde a Cuca aceitava o acordo e Igor perdia a vida, mas Gabriel, o irmão perdido, acabava voltando para casa.

      Depois, não sei por quê exatamente, acabei voltando ao conto e mudando tudo, escrevendo uma terceira versão, que é a que você leu. =)

  27. Matheus Pacheco
    20 de março de 2017

    Cuca tal qual a pisadeira mexe com a cabeça das pessoas, mas esse terror ao estilo de Poe ou de Lovecraft, com o terror sabiamente escrito desde o começo ao fim.
    Um abração ao autor.

  28. Roselaine Hahn
    19 de março de 2017

    Ah Mister King, lembrei de você, concurso para Antologia da Arte do Terror, vai nessa mermão: https://www.facebook.com/notes/a-arte-do-terror/a-arte-do-terror-volume-4-edital/

  29. Eduardo Selga
    19 de março de 2017

    Pelo que sei da lenda da Cuca, ela se ocupa em sequestrar crianças que insistem na desobediência aos seus pais, ou que não gostam de dormir nas horas determinadas. O segundo caso evidentemente não se aplica ao conto, mas o primeiro também não, pois o comportamento do personagem Igor (e também de seu irmão) é muito mais uma psicopatia do que uma desobediência. Não é que a mãe lhe tenha dito algo como “não enforque a Bella” e ele o fez porque teimoso. Pode ser que a versão midiatizada da personagem, tornada popular pelo programa televisivo “Sítio do Pica-pau Amarelo”, tenha dado azo à Cuca na condição de punidora de criança sob qualquer pretexto, mas se isso aconteceu e se vier daí a utilização dela no conto, é preciso lembrar que é uma versão da indústria cultural, distante do folclore.

    É grande a quantidade de erros gramaticais, o que prejudica muito a coesão e até a coerência. Alguns casos:

    Em “[…] cinco almas chamavam o lugar de lar mas, há poucos meses […]” a posição da VIRGULA está errada: deveria vir antes e não depois de MAS.

    O mesmo tipo de erro acontece em “não a encontrou lá mas, de onde estava […].

    Em “mas que droga Igor!” deveria haver uma VÍRGULA antes de IGOR.

    Em “[…] assistindo o pai fazer o mesmo”, por uma questão de regência, o correto seria AO PAI.

    No trecho “em meio a sempre-presente música noturna de grilos […]” o A é CRASEADO.

    Em “Ô seu irmão?” o correto seria O, porque ao acentuar a vogal com circunflexo o som se fecha, dando a ideia de chamamento ao invés de definição do substantivo.

    Em “[…] Igor pôde sentir o hálito ocre de saliva e sangue” a palavra OCRE não faz muito sentido, por tratar-se de uma cor, o que não se coaduna com saliva. Possivelmente a intenção foi escrever ACRE (odor forte).

    Em “[…] o pai e se retirou do quarto, chaveando a porta por fora” a presença de E faz o trecho ficar sem sentido. Possivelmente está faltando uma palavra.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Oi Selga. Obrigado pelo comentário sincero. Concordo com todas as suas correções gramaticais. Vivendo e aprendendo. Que bom que temos você aqui par anos guiar no caminho correto!

      Acho válida a sua opinião sobre o uso da Cuca no meu conto, mas acredito que cada leitor assimila este papel da sua forma. Para você, o que fiz foi um pecado grave. Para mim e para outros, foi um uso interessante da lenda. Muitos autores neste desafio subverteram o uso “padrão” de uma lenda folclórica, emprestando ao personagem folclórico sua própria leitura. Fiz o mesmo aqui =)

      Obrigado novamente!

  30. Priscila Pereira
    18 de março de 2017

    Oi Allan, que história terrível, no bom sentido… Mesmo sendo sobre a Cuca, não é nada para crianças. Está bem escrita, é bem interessante e original. Tem um tom de suspense bem legal… Está bem desenvolvida e bem apresentada, explorou o tema com criatividade. A primeira de terror que vi nesse desafio…Muito bom. Parabéns!!

  31. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    Uma família um pouco desajustada, não? Talvez os meninos herdassem isso da mãe que, ao invés de tentar se inteirar do que acontece, ou mesmo saber se o filho não está doente, ela fala coisas que nunca uma mãe zelosa falaria. Não consigo imaginar de outra maneira, com exceção do pai, todos eram doentes. Boa sorte.
    Destaque:” Mas insistia em repetir o mantra ao passo que enrolava o barbante ao redor do pescoço do animal de estimação, sem estar ciente dos olhos atentos do irmão mais novo que o observava do alto da escada.
    – Por favor me perdoa. Por favor me perdoa…”

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Neusa, seu comentário me fez pensar em uma propaganda de filme de sessão da tarde da globo:

      “Essa família é muito desajustada! Mas os garotos vão aprontar muitas confusões!”

      Rs rs rs.

      Obrigado pelo comentário. A meu ver, a mãe de Igor já estava desesperada por ter que aguentar o filho repetindo malvadezas atrás de malvadezas, e ainda ter outro filho mais velho fugindo de casa, então estava muito sobrecarregada emocionalmente. O pai, na situação que eu narrei, acabou tomando para si as rédeas da situação.

      Abração!

  32. Antonio Stegues Batista
    17 de março de 2017

    Poderia até ser um conto de fadas com terror. a Cuca seria a bruxa.A escrita é regular, o enredo até que não é ruim, mas as ações dentro dele não são novidades, o fim não me surpreendeu. O irmão mau que se comporta como bonzinho e inocente, não é novidade.

  33. G. S. Willy
    17 de março de 2017

    A escrita está no rumo certo, o folclore está bem inserido, a voz da cuca está realmente muito boa, a reviravolta final foi uma surpresa, mas, como sempre tem um mas, acho que a história está muito crua. As informações são passadas de forma displicente, os fatos são mostrados de uma forma direta, quase didática. Talvez se estivéssemos dentro da mente de Igor, conhecendo os fatos conforme ele fosse pensando neles, talvez então teríamos uma história de suspense excelente aqui. Aquela velha história de mostrar e não contar…

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Você não é o primeiro a citar o didatismo do meu conto. Acho que, na tentativa de exprimir uma história maior em poucas palavras, pequei muito para este lado.

      Como sempre, meu complexo de “criar histórias maiores do que caberiam no limite de palavras” acabou comigo =/

      Obrigado pelo comentário!

  34. marcilenecardoso2000
    17 de março de 2017

    Quanta criatividade! O menino Igor ficou o tempo todo a se passar por mau para ser levado pela Cuca em troca do irmão Gabriel! O outro irmão, o Daniel matou o irmão Igor por causa da mãe, sem entender os motivos dele. Achei muito estranho e deslocado o pedido de desculpa do Igor no começo da estória, mas depois tudo fez sentido. O(a) autor(a) interligou os três irmãos com maestria e ainda conseguiu incluir de forma soberana o ente folclórico na trama. Estou maravilhada com tanta habilidade… Queria dar nota 1000, mas a máxima é 10.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Uau, obrigado Marcilene! Comentários como o seu são o que me motiva a continuar escrevendo! =)

      Você pescou tudo o que eu quis dizer no conto, sem exceção. Muito legal saber que gostou.

      Obrigado pelo comentário!

  35. Roselaine Hahn
    16 de março de 2017

    Allan King, parente do Stephen, o seu conto me deu arrepios, não se faz isso com quem é mãe. Bastante original a ideia de inserir a Cuca malvada (não tem como não lembrar do Sítio do Picapau Amarelo) em meio a uma família serial killer kids. Gostei mais da 2a parte do texto, tive a sensação de que vc estava mais à vontade no teclado, no seu chão, destilando ação e terror; na 1a. parte, mais descritiva dos personagens e ambientação, pareceu-me mais formal o texto, como se não fosse o seu estilo, assim meio trabalhos forçados. Siga em frente lapidando a escrita amigo King, buuuu!

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Hahahah obrigado pelo comentário Roselaine. Sim, recebi muitos comentários neste conto sobre a primeira parte ser ruim e a segunda ser um tanto melhor. Este problema está no meu radar. Vou tentar não repetir =)

  36. catarinacunha2015
    16 de março de 2017

    Esta Cuca está fascinantemente assustadora. Coisa de traumatizar criança para o resto da vida. Digno de nota o cuidado com o suspense, o cultivo do medo e da culpa. O (a) autor (a) tem o domínio da técnica do conto de terror. Achei a última parte desnecessária. Já sabíamos que o capetinha era o caçula. Esse “Na manhã seguinte…” tirou toda a beleza do terror subtendido. Gostei muito do conto, então vou considerar seu fim em “fechou ao sair.”. Sinto-me melhor agora.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Hahahaha sério Catarina? Eu acho que, se não tivesse escrito a cena final, não teria como saber que o irmão caçula teria aquela reação diante das travessuras do irmão mais velho.

      Mas é bom ouvir sua opinião, como sempre. Obrigado pelo comentário!

  37. M. A. Thompson
    16 de março de 2017

    Olá “Allan King”. Parabéns pelo seu conto. A nota foi dada pelo critério do gosto pessoal. A história atende ao que se espera de um conto, embora a referência folclórica pudesse ser melhor explorada, foi um conto que eu gostei mais ou menos. Abçs.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Obrigado Thompson. Sim, a Cuca aqui não é o tema principal. Seu comentário é bem válido.

      Abraço!

  38. Fheluany Nogueira
    15 de março de 2017

    Alan Wake é um jogo de ação e aventura de terror psicológico; tem ritmo e estrutura, semelhante a uma série de televisão de suspense, com episódios que contêm reviravoltas e cliffhangers (recurso utilizado em ficção, que se caracteriza pela exposição do personagem a uma situação limite, precária, tal como um dilema ou o confronto com uma revelação surpreendente).

    O autor best-seller Stephen King foi uma das principais inspirações para Alan Wake. A junção dos dois nomes para compor o pseudônimo explica toda a trama criada. Excelente thriller: terror, suspense, reviravoltas, psicopatia e folclore, tudo na dose certa.

    Notei um pequeno deslize: “Eram passos cansados mas constantes” — O uso da vírgula antes do “mas” será obrigatório quando essa conjunção ligar orações em um mesmo período. Nesse caso, o “mas” marcará uma oração coordenada adversativa, indicando relação de oposição entre as unidades ligadas.

    Mais um favorito. Parabéns pela ideia e execução. Abraços.

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Obrigado Fheluany! Que bom que gostou =)

      Sim, o erro que você apontou é problema meu mesmo. Este conto está cheio de erros com vírgula, como apontado pelo Selga mais acima.

      E o “Allan” do meu pseudônimo foi inspirado em “Alan Poe”… será que o título do jogo “Alan Wake” também não foi inspirado no antigo mestre? Hehehe

      Abração!

  39. angst447
    15 de março de 2017

    Um pequeno conto de terror. Medo do irmão-Cuca, viu?
    Bom, a lenda da Cuca apareceu por aqui, mesmo que apenas na imaginação ou sonho do menino Igor. Agora, um menino de dez anos acreditando na Cuca? Difícil, hein.
    Gostei do clima de suspense e até do finalzinho de terror. Bem construída a trama. Só achei que sobraram pontas soltas, como o destino do irmão Gabriel.
    Um bom ritmo emprestou à leitura agilidade.
    Poderia ter deixado em suspense o que aconteceria com a gata. Não precisava ter antecipado, revelando a intenção do garoto.
    Algumas falhas escaparamà revisão:
    Por favor me perdoa. > Por favor, me perdoa.
    o pai e se retirou > o pai se retirou/o pai retirou-se
    Sentiu-se ouvindo algo> isso ficou estranho – Ouviu algo, percebeu que ouvia algo
    Por que eu fui > Porque eu fui…
    deixando-a levá-lo pela porta > deixando que o levasse pela porta
    O corpo inerte de Igor dormia> O corpo inerte de Igor jazia ( ele não dormia, estava morte, né?)
    🙂 Boa sorte!

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      Boas correções. Todas anotadas. Vou implementar todas =)

      Obrigado pelo comentário Roberta! Eu não explorei o destino do irmão mais velho (Gabriel) propositalmente. Não era a intenção aqui. E a gata também: era apenas um meio para um fim. Não vi sentido em explorar a situação, que era apenas um trampolim para o final da trama.

      De qualquer forma, novamente, obrigado!

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .