EntreContos

Literatura que desafia.

O Lobisomem do Pau Miúdo (M. A. Thompson)

Em outubro de 1965 saí do Rio de Janeiro para morar em Salvador, na Bahia. Sem trabalho e sem dinheiro para o aluguel, a única moradia que consegui foi uma palafita no Alagados, construída com restos de madeira recolhidos em Água dos Meninos.

Nesta época, Salvador estava crescendo: cada um construía onde e como queria, resultando em ruas tortas e sinuosas, muitas das quais resistem até hoje.

Por esse motivo, a ideia do prefeito, já que não dava para impedir as invasões, era torná-las ordenadas e criar ruas paralelas de calçadas alinhadas, como devem ser.

Foi numa dessas que conheci Cesar, um sujeito que até hoje é meu amigo. Foi ele que me avisou sobre o prefeito Nelson de Sousa estar distribuindo lotes para evitar a ocupação desordenada da cidade.

Cesar era motorista do prefeito e tinha um caso com a filha do homem. Não foi difícil incluir meu nome na lista dos “sorteados”. Foi assim que fui parar no bairro do Pau Miúdo em Salvador, onde conheci o lobisomem.

Morei lá por vinte anos, tempo o suficiente para ver um casal de vizinhos ter sete filhas mulheres e um oitavo filho homem. Nem passou pela minha cabeça que essa combinação resultaria em lobisomem, que até então eu só conhecia de um filme em preto e branco de 1941.

Para falar a verdade, também não desconfiei da palidez e da magreza da criança, o Guilherme, ao vê-lo com a mãe, dona Shirley, quando coincidentemente subimos juntos a ladeira do Pau Miúdo.

O tempo passou e quando Guilherme fez treze anos, na primeira sexta-feira de lua cheia após o aniversário, coisas estranhas começaram a acontecer no bairro, como o aparecimento de porcos e galinhas mortos e estraçalhados, além de uivos que lembravam lobos. Recusávamo-nos a crer em lobos no Pau Miúdo, e sugeríamos entre nós que, assim como os gatos, os cães também poderiam ficar histéricos durante o cio.

É certo que há coisas no mundo que fogem a nossa compreensão. Por mais que queiramos achar que não existem, estão lá para nos mostrar que certas lendas são reais e que a intenção dos antigos era nos alertar, não assustar as crianças como pensávamos.

Quem chamou minha atenção para a possibilidade de o Guilherme, o filho da dona Shirley, ser um lobisomem, foi dona Zilda, outra vizinha, uma viúva que morava só com o filho e criava porcos para vender perto do Natal. Ela morria de medo de o lobisomem atacar seus porcos, coisa que nunca acontecera, ainda.

Certo dia, enquanto voltava para casa após a meia-noite, me dei conta de que era lua cheia. Não sei se por medo ou se realmente vi, mas notei alguém ou alguma coisa me seguindo.

Assustado, corri em direção a uma casa que estava para alugar. Forcei a entrada pela porta de madeira e assim que entrei ouvi o ruído das garras do lobisomem querendo entrar também e acabar comigo.

“Tô fudido”, pensei.

Essa situação durou a noite toda e o que mais me indignou é que nenhum vizinho aparecia para socorrer. Com o dia quase amanhecendo, olhando por uma das frestas vi dona Zilda no quintal cuidando dos porcos, duas casas depois dessa que eu estava. Em um ato de egoísmo não a alertei sobre o lobisomem. Na minha cabeça, se ela o atraísse ele me deixaria em paz e eu sairia dali vivo. Se era para alguém morrer, que não fosse eu. Morresse dona Zilda ou seus porcos, comidos pelo lobisomem.

A estratégia pareceu dar certo. Consegui ver quando o lobisomem avistou dona Zilda e, passando por trás da casa onde eu estava, seguiu em direção ao quintal da velha.

Foi nessa hora que senti remorso e me arrependi. Tomado por um ato de heroísmo estúpido, peguei um pedaço de pau que eu julgava forte o bastante para bater no bicho e saí da segurança do abrigo.

Corri em direção da casa para tentar socorrê-la e qual não foi minha surpresa ao deparar-me com o filho de dona Zilda se esfregando na lama do chiqueiro, enquanto voltava a se transformar em gente.

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43 comentários em “O Lobisomem do Pau Miúdo (M. A. Thompson)

  1. M. A. Thompson
    1 de abril de 2017

    Quero agradecer a todos que comentaram o conto “O Lobisomem do Pau Miúdo”.

    Sou iniciante como autor de ficção e estas observações vão contribuir enormemente tanto para a reescrita deste, como para futuras produções. A propósito, o bairro Pau Miúdo existe (pergunte ao Google) e se em algum momento o título sugeriu algo diferente o crédito é do leitor. 🙂

    Esta foi a minha primeira participação em um evento literário desse tipo e outra coisa que aprendi com vocês é a forma (técnica) de avaliar o conto alheio. Antecipo minhas desculpas por eventual falta de qualidade nas minhas reciprocas avaliações.

    Abraços a todos e até a próxima!

    http://www.fb.com/marcoaureliothompson

  2. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: não tenho certeza se o trocadilho infame do título era intencional, devo confessar que ele me sugeriu uma comédia soft porn sem muitos escrúpulos, no estilo Zorra Total. Foi uma surpresa ver que se tratava de um conto mais “sério”, menos ousado, embora ainda me questione se a outra opção não seria mais interessante.

    Apelo: o texto é bem conciso, não chega a questionar por muito tempo a existência da lenda (para o narrador, ela é real desde o começo). Acredito que faltou algo que fizesse a narrativa se destacar de alguma forma. A reviravolta final, ao menos para mim, não teve força suficiente para sustentar o conto.

    Conjunto: havia um lobisomem, mas não era quem pensávamos.

    Parabéns e boa sorte.

  3. mitou
    30 de março de 2017

    você entregou muito cedo o mistério do lobisomem , podia ter dado um pouco mais de mistério antes do climax do conto. Gostei da linguagem simples que você utilizou junto com a narrativa em primeira pessoa , porem acho que podia ser melhor trabalhado , foi interessante mas não o bastante para arrancar um suspiro

  4. Bia Machado
    30 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (3/4) – Fluiu, mas não como eu gostaria. É curto, mas em alguns momentos me desconcentrei da leitura.

    Construção das personagens: (2/3) – Me pareceu que foram criadas com pouco cuidado. Havia como tê-las caracterizado um pouquinho melhor.

    Adequação ao Tema: (1/1) – Ok, adequado.

    Emoção: (0,5/1) – Não gostei tanto. Foi uma leitura Ok.

    Estética/revisão: (1/1) – O conto tem um ritmo que não dá para classificar como ágil, mas como apressado… E o final também foi meio corrido. Algumas coisas a acertar na revisão.

  5. jggouvea
    30 de março de 2017

    Texto curtinho e excessivamente econômico, que se perde mais construindo uma ambientação do que realmente narrando, e que termina de forma abruta, com um plot twist carpado que era até bem óbvio.

    Porque o lobisomem não é o oitavo filho depois de sete mulheres, ele é o sétimo filho, se for homem.

    Um aspecto interessante dese conto, porém, é a utilização do “nosso” lobisomem, que não é o monstro temível dos filmes de horror, mas um pobre bicho amaldiçoado que corre as ruas nas noites de lua cheia, com a inglória missão de matar galinhas, comer bosta de vaca e rolar em chiqueiros. Mais canino do que lupinho. Mais Viralatosomem do que uma fera licantropa.

    Vamos às notas

    Média 8,66
    Introdução 9,0
    enredo 8,0
    Personagens 8,5
    Cenário 10,0
    Linguagem/Forma 9,0
    Coesão 7,5

  6. Marsal
    30 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: claro, com certeza.
    b) Enredo: O enredo e’ simples. A estória em si e’ boa mas senti um pouco de falta de um pouco mais de suspense. O conto em si não e’ cômico mas o titulo permite uma dupla interpretação que faz com que você comece a lê-lo esperando algo diferente…demorou um pouco para eu para de rir e entrar no ritmo do conto.
    c) Estilo: O foco narrativo em primeira pessoa permitiria uma descrição melhor dos sentimentos e emoções do protagonista, mas o autor parece ter preferido se focar em contar a estória em si, enfatizando apenas os fatos
    d) Impressão geral: A impressão foi boa. Gosto de contos que misturam elementos folclóricos com um cenário contemporâneo e tipicamente urbano. Boa sorte no desafio!

  7. Pedro Luna
    29 de março de 2017

    O filho de Zilda era um lobisomem ou era o porco?

    De início eu estava gostando muito, o texto é escrito de uma maneira fácil de ler e fiquei empolgado, contando a trajetória do personagem, mas aí as coisas acontecem rápido demais. O narrador conta sobre a família, os filhos que nasceram, e da suposição de que haveria um lobisomem comendo os bichos. Mas como esse povo chegou a essas conclusões bizarras? O conto não passa misticismo nos personagens para que estes sejam supersticiosos assim. Daí vem a cena em que o personagem, convenientemente, anda na rua em plena lua cheia. rs. E o próprio personagem perde a força que tinha no começo, quando inicia contando sua história. Infelizmente não gostei muito do conto. Achei sua construção um pouco fraca.

  8. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    O conto está bem escrito e revela um autor cuidadoso. A história, porém, é fraca. Tem jeitão de causo, o que é bom, e um protagonista bem construído, com qualidades e defeitos, aproximando-o do leitor, favorecendo, assim, a identificação. Todavia, o texto cai na armadilha de querer surpreender o leitor com uma reviravolta no final, algo desnecessário, já que o texto foi concebido com um suspense paulatino e eficiente. Nesse aspecto, me parece claro que o autor poderia ter utilizado melhor o limite do desafio, ousado mais, criado mais. Ao contrário, buscou refúgio na zona de conforto, o que é uma pena, já que, como eu disse, trata-se de alguém com ferramentas para avançar mais.

  9. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    Um conto com sabor de crônica, pela coloquialidade. Apenas não ficou claro, para mim, se o lobisomem e o porcomem se encontraram no final… A inversão da expectativa foi o ponto alto dessa história. Parabéns.

  10. Cilas Medi
    27 de março de 2017

    Um conto didático, sem surpresa e que considero não ter atendido ao desafio pela quantidade de palavras e por sentir uma sensação de descaso nas frases, tentando encontrar roteiro para finalizar de uma maneira banal e antecipadamente conhecida, já que são poucos os personagens e a distração para o oitavo filho e suas características antever que não seria o dito cujo. O título também leva a outra interpretação, de sentido inadequado. Enfim.

  11. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    Conto simples e rápido, com uma boa ambientação e gramatica sem grandes malabares e objetiva. Bom enredo. O ataque ao personagem principal pareceu um tanto abrupto, e o desfecho da história, apesar de simples, foi interessante

  12. Marco Aurélio Saraiva
    27 de março de 2017

    Um conto pequeno e sucinto, que não tem muito o que contar. Praticamente uma versão narrada da lenda do Lobisomem, sem tirar nada e adicionando pouca coisa.

    Sua escrita está muito boa e sem falhas. Ela não peca em nada a não ser, talvez, a falta de brilho. O conto, por sua vez, peca por não ter muita originalidade. Os personagens são rasos. Na verdade, não deu tempo de conhecer nenhum deles.

    Vendo o título do conto e seu pseudônimo, achei que seria um texto de comédia. Mas até que o título faz sentido, afinal, o lobisomem era uma criança, rs.

  13. rsollberg
    27 de março de 2017

    Pô, Poetamaldito!

    Cara, tava curtindo muito a história, você tem um jeito gostoso de narrar. As linhas passam verdade, tudo parece muito crível. Mas ai,,, Acabou!
    O texto tinha potencial. Mas a participação ficou protocolar. O final abrupto, sem surpresas. Os personagens foram pouco explorados. Apenas mais uma história comum de lobisomem, sem nada de novo no front!
    De qualquer modo, é possível ver a habilidade do autor e deu para divertir.
    O título é muto bom!

    Parabéns e boa sorte.

  14. Vitor De Lerbo
    27 de março de 2017

    O título chama bastante a atenção. A história é boa e simples; a surpresa é bem guardada até a última frase do conto.
    Boa sorte!

  15. Ricardo de Lohem
    26 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Curto e tosco, como o membro viril do lobisomem do título. Aliás, a sem-gracice do duplo sentido do título já prenuncia o que virá a seguir. Um lugar chamado Pau Miúdo? Engraçadíssimo isso. Uma coisa que prejudicou o conto foi essa divisão em miniparágrafos sucessivos, como num estilo taquigráfico, o que costuma dar em histórias dinâmicas e vigorosas, o que não se deu, pois a história parece um tanto lenta, apesar de ter adotado esse estilo rápido. O miúdo plottwist do desfecho não consegue salvar nada, mas pelo menos foi uma tentativa. Realmente não há muito o que comentar. Desejo Boa Sorte.

  16. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    Eis aqui um conto em que o autor poderia ter recorrido à facilidade do template do caipira conversando com o citadino instruído, no entanto, ele nos brinda com um protagonista com um pé em cada um desses mundos. Com a seriedade de quem presta um depoimento, nosso protagonista faz um relato frio e cru do seu contato com o fantástico, sem juízo de valores ou esforço para parecer convincente. Ele conta o que viu e essa sinceridade é de causar grande empatia neste ótimo conto. Foi 10!

  17. Iolandinha Pinheiro
    25 de março de 2017

    Poxa, o conto começou tão bem! Suspense sertanejo, lenda do lobisomem, bairro com nome engraçado, ambientação boa, personagens verossímeis, tudo perfeitinho e quando o lobisomem aparece, a gente não sente um fiapo de medo, de nada. Eu só pensava nos porcos da dona Zilda, a embusteira, jogando a culpa da maldição na família vizinha. Meio que me senti bem frustrada. Parecia que não tinha um monstro do lado de fora da casa, mais parecia um domingo na hora do programa do Faustão. Essa pegada corriqueira matou o conto, que poderia ter tomado caminhos mais interessantes. Ainda assim, um começo promissor. Boa sorte. Abraços.

  18. Anderson Henrique
    24 de março de 2017

    Conto curtinho. A trama é bem linear e não apresenta grandes recursos estéticos ou narrativos. A reviravolta não final não me causou impacto, talvez por não estar envolvido com os fatos contados. Acho que faltou sedução no texto, faltou empenho em conquistar o leitor. Fui passando, passando e o texto acabou.

    “Em outubro de 1965 saí do Rio de Janeiro para morar em Salvador, na Bahia.” Eu removeria o “na Bahia”. É de conhecimento geral. E se a pessoa não conhecer, não faz tanta diferença. E por que não faz diferença? Porque logo na sequência dois outros lugares são mencionados (que eu não conheço) e isso não fez a menor diferença para o entendimento do texto.

  19. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Poetamaldito,
    Tão curtinho. Fiquei pensando que fosse acontecer algo muito grande e não aconteceu coisa alguma. Então, frustrou minha expectativa. Acho que faltou um pouco de emoção? ação? para dar um fechamento melhor para ele.

  20. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Oi.

    O título do conto intrigou kkk.

    Quando descobri que Pau Miúdo é um bairro de Salvador, ri de minha própria malícia.

    A narrativa está adequada ao tema, tem um tom bem leve e deixa a leitura fácil e gostosa. Parabéns.

  21. Olá Poetamaldito,

    Tudo bem?

    Seu conto flui de forma agradável, instigando o leitor a partir para a próxima linha, o próximo parágrafo, mantendo viva a tensão e a curiosidade.

    A escolha por uma ambientação urbana é ótima. Principalmente por sua opção de colocar a história dentro de um universo de dificuldades como é o de Alagados.
    Dessa forma, você afastou a questão da crendice do meio rural, mas manteve a ideia sociológica de um determinado extrato sócio cultural a manter esse universo “vivo”.

    Para mim, no entanto, a trama se encerrou de forma um tanto quanto abrupta.

    Cheguei a voltar a ler, pois achei que havia perdido algo no caminho. Mas não. Por aqui ficou a sensação de “quero mais”. 😉

    Parabéns por sua verve e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  22. Elisa Ribeiro
    23 de março de 2017

    Uma brincadeira no título e uma história despretensiosa narrada com leveza. Não vi problemas com a gramática. Parabéns pelo conto!

  23. Fabio Baptista
    22 de março de 2017

    Pelo título e pela imagem, pensei que fosse uma comédia e criei certa expectativa com isso.
    O conto não é ruim, mas é muito simples. Eu gosto de simplicidade, de tramas lineares sem grandes malabarismos e tal, mas aqui ela veio em excesso. É um relato muito rápido, não dá tempo de muito envolvimento com a história.

    – “Tô fudido”, pensei.
    >>> aqui eu dei risada, pois teria pensado a mesma coisa! kkkkkkkk

    Abraço!

    NOTA: 7,5

  24. Olisomar Pires
    21 de março de 2017

    Então… conto direto, sem espaço para divagações ou suspense.

  25. Rubem Cabral
    21 de março de 2017

    Olá, Poetamaldito.

    Então, não gostei muito do conto. O narrador-personagem até funcionou, mas a história, o enredo, é muito tênue.

    A escrita, correta em linhas gerais, não traz muitos atrativos, apenas relata com certa eficiência. Para piorar, no entanto, o final é bastante fraco.

    Nota: 6

  26. Evandro Furtado
    21 de março de 2017

    Resultado – Weak

    O texto todo é construído para se chegar ao plot twist final. O problema é que o autor não insere, ao longo do texto, elementos para construir esse plot twist. Há apenas uma menção ao filho antes do final e ela passa tão desapercebida que é preciso voltar para ver se está lá mesmo.

  27. Matheus Pacheco
    20 de março de 2017

    Ainda bem que o Pau Miudo era um lugar, eu tava esperando, não sei por que, que seria algo tipo 50 tons do folclore.
    Alem que temos que admirar a coragem do protagonista que foi dar pauladas no lobo.
    Excelente conto e um abração ao autor.

  28. Priscila Pereira
    18 de março de 2017

    Oi Poeta, legal sua história do lobisomem, curtinha, com cara de causo, está bem escrita, fluída e interessante. Só estranhei uma coisa: “Tô fudido” existia essa gíria em 1965?? kkkk Boa sorte!!

  29. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    Eita que não era Guilherme, o oitavo filho de dona Shirley, o lobisomem!
    Sacanagem esse título! Fui crente que ia ler sobre um lobisomem com um pênis pequeno. Boiei legal kkkkkkkkk
    O conto é bom, curto, bem escrito e cumpriu com as regras. Parabéns
    Destaque: “Quem chamou minha atenção para a possibilidade de o Guilherme, o filho da dona Shirley, ser um lobisomem, foi dona Zilda, outra vizinha, uma viúva que morava só com o filho e criava porcos para vender perto do Natal. Ela morria de medo de o lobisomem atacar seus porcos, coisa que nunca acontecera, ainda.”

  30. Antonio Stegues Batista
    17 de março de 2017

    Essa história de lobisomem é muito fraca. O lobisomem pertence à mitologia grega, mas nós o importamos e agregamos ao nosso folclore. Muito bem, mas não tanto para o enredo,que é mais fraco que café aguado. Uma historia simples, com um fim previsível e, só…

  31. Roselaine Hahn
    16 de março de 2017

    Poetamaldito, ri litros do título do seu conto, que por si só, gerou enormes expectativas no leitor. Confesso que senti-me um tanto frustrada, havia espaço de palavras para trabalhar mais o texto, o drama do lobisomem, enxertar mais ação e conflito. O final achei um tanto conformista, poderia ter explorado um embate entre o protagonista e o lobo, ou ter pego o bichano na cama da dona Zilda, ela aos berros de desgosto por ter caído em propaganda enganosa vendida no pet shop da cidade, sei lá. O que sei é que é fácil meter a colher no texto dos outros, não se perde nada com isso, mas do outro lado, tem alguém que escreveu algo preconcebido na sua imaginação, e sabemos que cada linha, cada vírgula tem uma razão de ser. A questão é: como saber o que se passa na cabeça do autor ao escrever determinada história, enquanto leitor, e o que se passa na cabeça do leitor, enquanto autor. Como saber o que o leitor espera da nossa história? Escrevendo, escrevendo, errando e escrevendo de novo. Esse é o nosso ofício. Um dia a gente acerta. Segue daí, que eu sigo daqui. Go ahead!

  32. G. S. Willy
    16 de março de 2017

    O conto é bem escrito, descritivo na medida certa, com uma boa caracterização do personagem principal. Porém faltou história, digo, algo com o que se preocupar durante a leitura, esperar pelo final, e somando a isso faltou também uma resolução. Mesmo com a surpresa do fim, de quem realmente é o lobisomem, fica o questionamento do que poderia acontecer depois e nos desdobramentos da descoberta…

  33. marcilenecardoso2000
    16 de março de 2017

    Título cômico, acho que o humor é um ingrediente muito bem vindo nos contos folclóricos. Inteligente a jogada de deixar o leitor pensando até o fim que o lobisomem é o filho da dona Shirley, quando na verdade é o da dona Zilda. O(a) autor(a) deu voltas desnecessárias tornando o conto cansativo.

  34. Felipe Rodrigues
    16 de março de 2017

    Desde o começo, o conto apresenta informações e explicações demais, o que acaba por cansar o leitor. Se havia mistério no título ou na propria historia do Lobisómi, tudo vai por agua abaixo quando o nome da cidade é apresentado e logo é contada a história dos filhos da vizinha, algo bastante didático. A aparição do lobisomen tbm nao causou impacto, nao gostei.

  35. catarinacunha2015
    16 de março de 2017

    Esse título me deu a esperança de ser uma comédia safadinha. Só que não. Embora seja um texto bem escrito, criativo e enxuto encontrei um problema difícil de solucionar: não há suspense na trama. Logo sabemos quem é o lobisomem e aguardamos seus peculiares hábitos noturnos. E tudo se passa como o esperado.

  36. Fheluany Nogueira
    15 de março de 2017

    Um texto bem escrito e que funciona tipo “pegadinha”, todas as dicas nos levam a uma direção, mas tudo deságua em outra; isto acontece desde o título, hein!?

    Nos primeiros parágrafos há uma preparação de terreno que cansa um pouco, informações desnecessárias que não têm nenhuma influência na trama. A narrativa traz uma reviravolta interessante, contrariando a lenda do lobisomem ser o oitavo filho, depois de sete mulheres. As descrições funcionaram muito bem e me diverti muito imaginando as situações.
    Notei alguns problemas com o uso das vírgulas e posição dos pronomes, como na frase: “Certo dia, enquanto voltava para casa após a meia-noite, me dei conta de que era lua cheia.“ — não se inicia oração com pronomes átonos.
    Um trabalho de grande qualidade, sem dúvida. Parabéns e boa sorte no desafio!

  37. angst447
    14 de março de 2017

    Conto curto e de acordo com o tema proposto pelo desafio.
    Não encontrei lapsos de revisão.
    O ritmo da narração segue a linha econômica do texto. O autor (se bem que desconfio de que seja uma autora) não se perdeu em parágrafos desnecessários.
    A história do lobisomem de Pau Miúdo, contada com agilidade e muita habilidade com as palavras.
    O final chega a surpreender um pouco, mas sem grande impacto.
    Bom trabalho!

  38. Eduardo Selga
    13 de março de 2017

    O texto é competente enquanto narrativa ficcional, o inesperado está bem posto, mas carece de brilho, seja na forma, seja no conteúdo. Curiosamente, o personagem do folclore brasileiro escolhido, o lobisomem, é rico em variantes, mas o texto limitou-se a provocar uma surpresa no leitor.

    Não encontrei grandes falhas gramaticais, mas em “[…] duas casas depois dessa que eu estava” o correto seria EM QUE EU ESTAVA.

  39. Bruna Francielle
    11 de março de 2017

    Tema: adequado

    Pontos fortes: a ideia de reviravolta foi bacana. Também gostei do cenário escolhido, e da descrição da cidade na época, com os detalhes do prefeito,da invasão, e tudo mais.

    Pontos fracos: como disse, a ideia foi boa, mas a execução foi fraca. Não teve impacto! Tivesse feito doutra forma, talvez isso não aconteceria. O próprio narrador-personagem conta a história de forma completamente monótona. Chega na reviravolta, o leitor não está nem um pouco embalado e não consegue (ou mal consegue) expressar ou sentir alguma reação. Diria que faltou ambientação de “clima” da história.

  40. Fernando Cyrino
    10 de março de 2017

    Um lobisomem baiano e que me pegou a partir do título, fazendo-me rir agora aqui. A história contada de forma bastante simples, linear. Na verdade há muito mais do que eu já sabia e muito menos de novidade. No meu modo de perceber a literatura, faltou abertura para a sua criatividade propor um refazer da história. No meu modo de ver haveria muito a ser explorado e que ficou deixado de lado. Um conto que não me faz brilhar os olhos, apesar de bem escrito. abraços.

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .