EntreContos

Detox Literário.

Vitória-Régia – A Verdadeira História (Ricardo de Lohem)

Existem muitas e muitas versões desta história. Esta, que vocês vão ler agora, é a verdadeira, a que descreve o acontecido tal e como se deu. Eu tenho certeza que esta é a verdadeira história, pois é a que meu pai me contou. E ele sempre diz a verdade.

 

Flutuando nas águas do rio, As imensas folhas, verdes como esmeraldas, brilhavam à luz do luar. Entre elas floresceram flores brancas de selenítica beleza. Um pássaro caminhava sobre as folhas, atentamente, como se procurasse alguma coisa.

Ou alguém.

🌑 🌒 🌓 🌘 🌕 🌖 🌗 🌘

 

Essa história se passou há muito tempo. Querem saber quanto exatamente? Não poderei lhes dizer, pois o tempo em histórias é diferente, não se mede em anos nem segundos, se mede em quantos histórias antes de nossa História se passou a história, coisa difícil de se medir. O fato é que há muitas histórias para trás havia uma aldeia na floresta amazônica, e nela vivia a jovem índia Naiá, a mais bela da tribo, filha do cacique Anajé. Quando Naiá chegou na idade de casar, todos os belos rapazes da tribo dela e das tribos vizinhas vieram pedir sua mão, e a todos ela rejeitou.

– Não me casarei de repente, só por casar – disse ela –, sou filha do chefe, posso escolher com calma aquele que será meu futuro marido.

O pai respeitou a vontade da filha. Afinal, não havia tanta pressa.

 

🌑 🌒 🌓 🌘 🌕 🌖 🌗 🌘

 

Uma noite, Naiá foi tomar banho sozinha no rio. Tinha acabado de entrar na água, quando viu uma outra jovem no raso. Era uma moça muito bela, de cabelos negros com reflexos azuis. Naiá falou com ela, a moça olhou e sorriu, mas não respondeu. A filha do cacique fez muitas perguntas, quem ela era, de qual aldeia, quem eram seus pais, mas não obteve nenhuma resposta: a moça sorria, e às vezes ria, os dentes brancos brilhantes, os olhos misteriosos. Naiá nadou até a moça, que fugiu, de repente sumiu.

Desde esse dia, Naiá passou a ir todas as noites ao rio. A moça sempre estava lá, e nunca respondia nenhuma pergunta, só sorria, ria e nadava. Às vezes, a moça acenava para Naiá, mas quando ela tentava nadar para perto dela, a jovem do rio nadava para longe. A moça nunca dizia nada, nem uma palavra, apenas sorria e olhava para Naiá. Elas ficaram nesse jogo, todos os dias, e a filha do cacique foi ficando cada vez mais fascinada com aquela moça.

Duas semanas depois da jovem ter aparecido, Naiá estava louca de amor por ela; seu coração não era mais seu, ele agora pertencia à moça desconhecida. Ela estava amando, e tinha se tornado uma escrava desse amor. Como bem sabem todos que já amaram e amam, o amor é um tipo de escravidão do qual nunca queremos nos libertar.

O coração da filha do cacique se tornou escravo do amor que ela ardia pela bela moça do rio: todos os seus pensamentos eram para ela, todo seu afeto e ternura, a filha do cacique só respirava, só vivia, só existia para a moça misteriosa.

O pai de Naiá bem que notou um novo brilho nos olhos da filha. Ele ficou todo entusiasmado, pensando que ela já tinha escolhido um marido, mas sua alegria durou pouco, pois o tempo passava e a moça nunca que contava o nome de seu escolhido, o pai não entendia o que estava acontecendo, não sabia que alegria silenciosa era aquela, que amor era aquele que não ousava dizer seu nome.

Um dia, chegou um rapaz querendo falar com o cacique. Era Pité, um conhecido guerreiro e caçador de uma aldeia não muito longe dali. Mais um pretendente querendo se casar com a filha do chefe da aldeia. Mas esse era diferente dos outros: mais garboso, belo, forte, bem-educado, parecia o melhor candidato que já havia aparecido.

– Uma vez vi a filha do senhor de longe. Na hora soube que tinha que ter por esposa. Nunca mais moça nenhuma ocupou meus pensamentos. Juro que vou fazer ela a mulher mais feliz de todo o mundo.

Naiá foi chamada, conversou com gentileza com o rapaz, mas disse que não podia casar com ele.

– Não é o fim, Naiá – falou Pité, magoado –, não vou desistir até você aceitar casar comigo.

Depois de dizer isso, ele partiu da aldeia, com o coração magoado.

O pai ficou furioso, quis uma explicação para a decisão da filha.

– Esse foi o melhor rapaz de todos, por que você o rejeitou?

Ela pensou um pouco, então respondeu:

– Ele tem pernas compridas demais. E pés muito compridos também – acho isso esquisito, não gosto de homem assim.

 

🌑 🌒 🌓 🌘 🌕 🌖 🌗 🌘

 

O tempo passou, mais e mais candidato apareceram, e todos Naiá recusou, com todos os pretextos possíveis: alguns eram altos demais, outros muito baixos, outros tinham um olhar pouco inteligente, ou pareciam demasiado espertos para serem maridos. Esses e muitos outros motivos ela alegou para não se casar com nenhum de seus pretendentes, e muitas vezes ela simplesmente não deu motivo nenhum. Nenhum homem era bom o bastante para ele, e o pai foi perdendo a paciência – mesmo a filha do chefe não podia demorar tanto, nem ser tão exigente, dezenas e dezenas de candidatos já haviam sido rejeitados. A situação tinha se tornado insustentável.

– Naiá, se você não escolher logo um marido, eu escolho pra você. Minha paciência está se esgotando, decida de uma vez!

A filha de Anajé não queria dizer que seu coração já tinha escolhido um amor, mas um que não poderia dar netos a seu pai.

No dia seguinte a jovem índia tomou coragem, foi até seu pai e disse, decidida:

– Pai, eu já fiz minha escolha.

Essas palavras transformaram Anajé no mesmo instante: ele passou da raiva e preocupação para o alívio e alegria de sentir um imenso problema ser retirado de seus ombros.

– E quem é o jovem rapaz que conquistou seu coração?

– Nenhum. Eu amo uma moça. Todas as noites, quando vou tomar banho no rio, eu me encontro com ela.

No início foi um choque; depois, a fúria.

– Quem é essa mulher? Qual é o nome dela? – quis saber o pai, sacudindo a filha.

– Eu não sei o nome dela, ela nunca fala nada. Só sei que é ela que eu amo, é com ela que quero me casar.

A raiva de Anajé aumentou ainda mais.

– Minha filha não vai se casar com mulher nenhuma. Me leve até essa moça sem nome.

De noite, a contragosto, Naiá levou o pai até o rio, com medo do que o pai faria quando visse a sua amada, já que ele levou um tacape consigo. Logo que os dois chegaram, a filha do cacique avistou a moça perto da margem do rio e correu para ela, gritando:

– Corra! Meu pai quer te matar!

A moça da água não aparentava estar com medo nenhum; ela sorriu para Naiá, que correu até ela. E pela primeira vez, a moça deixou que Naiá a tocasse. Ela tocou as mãos da jovem misteriosa, e sentiu seu calor e maciez. E pela primeira vez, a moça do rio falou.

– Meu nome é Jaci.

E Jaci deu um rápido beijo em Naiá. Um beijo muito leve, suave como o roçar das asas de uma borboleta, e rápido como a picada de uma serpente, mas poderoso como um raio ateando fogo a uma árvore. E foi assim mesmo: aquele beijo ateou o fogo da paixão na alma da filha de Anajé; que, esquecida do pai, tentou abraçar a moça, mas ela se soltou e fugiu nadando.

– Com quem você estava falando? – perguntou o pai.

– Com ela, ela estava aqui há pouco – respondeu a filha.

– Não tem ninguém aqui, só você. Ficou louca, minha filha?

– Ela estava aqui, ela disse que se chama Jaci.

– Jaci? – exclama o pai, surpreso –, Você não sabe quem é Jaci?

Naiá fez que não.

– Jaci é a Deusa da Lua. Então é esse o seu grande amor? Uma mulher, e ainda por cima uma deusa? Isso não vai te levar a nada! Vamos voltar pra casa e esquecer isso tudo.

– Seu pai tem toda a razão.

Era a voz de Pité.

– Seu pai está certo: isso não vai levar a nada. É só um sonho, uma paixão irreal, fruto de um delírio. Eu sou real, estou aqui na sua frente, e o que mais quero na vida é me casar com você. Vamos ser felizes juntos, eu imploro, Naiá!

A proposta de Pité deixou Anajé muito satisfeito. O pai olhou para a filha, viu que ela parecia confusa e infeliz, e resolveu falar por Naiá.

– Aceitamos sua proposta, Pité. O casamento será dentro de três dias. Vamos embora!

A filha de Anajé queria ficar, ver se Jaci voltava, mas o pai e o noivo praticamente a arrastaram para casa. Na primeira noite, ela ficou trancada para não fugir, do lado de fora, Pité ficou tomando conta. No dia seguinte, Naiá mudou de tática, fingiu que concordava com tudo. Quando a noite chegou, ela fugiu.

Naiá foi até a o rio, e lá estava Jaci, à sua espera. A filha do chefe entrou na água, foi até a deusa, segurou suas mãos com paixão e a beijou nos lábios. Jaci sorriu e disse:

– Naiá, eu te amo. Vamos ficar juntas para sempre!

Jaci abraçou Naiá e voou com ela na direção da Lua.

– Naiá, pare, Não!

Pité gritou desesperando quando viu a mulher que amava mergulhar no rio. Ele se jogou na água atrás dela. Nadou até o fundo onde estava o reflexo da Lua, bem onde ela tinha mergulhado, mas não achou nenhum sinal de Naiá; estranho, porque a água não era muito funda ali. Isso não fez o bravo rapaz esmorecer: Pité estava determinado a não desistir até achar sua amada. Ele começou a procurar mais fundo no rio, e foi cada vez mais longe e mais fundo, indo até onde nunca tinha ido. E tão fundo foi Pité, que não conseguiu mais voltar.

 

🌑 🌒 🌓 🌘 🌕 🌖 🌗 🌘

 

Naiá se transformou na Vitória-régia, planta aquática cujas imensas folhas flutuam nas águas do rio. Pité se transformou em um pássaro, o Jaçanã, que, com suas longas pernas dotadas de dedos também muito compridos, caminha pelo rio andando sobre as folhas da vitória-régia, indo e vindo sem descanso, sempre em busca da moça que ama, sem perceber que ele está caminhando sobre Naiá.

Há noites nas quais a flor da vitória-régia se abre; uma flor branca como a lua. Nessas noites Naiá retorna à forma humana, e também Pité. Assim que vê sua amada, o rapaz corre para ela, mas em vão, pois logo surge Jaci, abraça Naiá e a leva pelos ares, até o prateado disco da lua. Pité, que nada pode fazer para impedir o encontro das amantes, fica suspirando de saudade até o retorno da dona de seu coração. Quando ela volta, Pité novamente tenta correr atrás dela, mas de novo não consegue alcançá-la, pois logo ela se transforma novamente na Vitória-régia, e ele no Jaçanã.  

Depois dos encontros com Jaci, Naiá engravida de sua amada, e flor muda de branca para rosa, a cor do amor. Naiá dá então origem ao fruto da Vitória-régia, que espalha sementes que originam novos pés da planta.

A folha da vitória-régia, quando jovem, é parecida com um coração, símbolo vivo do amor infinito entre a bela índia Naiá e a Deusa da Lua, Jaci.

🌑 🌒 🌓 🌘 🌕 🌖 🌗 🌘

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40 comentários em “Vitória-Régia – A Verdadeira História (Ricardo de Lohem)

  1. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: o narrador, ou a narradora, inicia o conto com certa necessidade de se justificar perante
    o leitor, inclusive dialogando com ele e tentando torná-lo parte ativa da história. Isso se desfaz em seguida, dando espaço para a trama que realmente deseja contar. A narrativa é bem coerente – houve apenas um momento em que notei uma “discrepância”: Pité surge do nada, quando o pai tenta convencer Naiá a não se envolver com Jaci.

    Apelo: gostei das analogias que construiu entre os personagens humanos e as lendas que se tornaram. A pegada mais poética, indireta, também dá um toque legal à narrativa, que cresce quando quem narra abre o espaço necessário.

    Conjunto: foi uma leitura agradável, acima de tudo, pela “recapagem” que conseguiu atribuir à lenda.

    Parabéns e boa sorte.

  2. mitou
    31 de março de 2017

    o conto foi muito bonito, a história de amor foi contada com destreza , porem ainda acho que devia ter uma linguagem mais romântica, o final do conto ficou apenas um relato da lenda. foi interessante ,embora poderia ter uma interpretação maior da lenda

  3. jggouvea
    30 de março de 2017

    Uma das primeiras coisas com que eu encuquei enquanto lia o texto foi com a imagem da ‘deusa lua’, porque eu tinha a impressão de que Jaci era deus… Foi preciso pesquisar antes de comentar, para não passar vergonha, e revisar meus conhecimentos de etimologia do tupi. Uma das dificuldades de se estudar uma língua sem tradição escrita é que a etimologia e a morfologia ficam obscurecidas. Agora usando a ortografia “científica” do tupi, Îasy é um termo composto incluindo a palavra mãe (“sy”). Havia outras possibilidades morfológicas, inclusive a possibilidade de ser uma palavra raiz. De forma que só fiquei tranquilo de que o/a autor/a não tinha mudado o sexo da divindade quando confirmei em vários dicionários de tupi online e também na wikipedia.

    Isto dito, parabéns a autora e vaias para mim.

    A história está muito bem escrita, apesar de lhe faltar poesia.

    Talvez o leitor de meu comentário se surpreenda, visto que o tema é tão poético, mas poesia não é falar de coisas bonitas, poesia é dar beleza ao que se fala. O texto é formalmente exato, mas soa como uma aula ou como um manual de máquina agrícola. Vou dar exemplos do/a narrador/a “professorando”:

    “Existem muitas e muitas versões desta história. Esta, que vocês vão ler agora, é a verdadeira, a que descreve o acontecido tal e como se deu”

    “Essa história se passou há muito tempo. Querem saber quanto exatamente? Não poderei lhes dizer, pois o tempo em histórias é diferente”

    “A folha da vitória-régia, quando jovem, é parecida com um coração, símbolo vivo do amor infinito entre a bela índia Naiá e a Deusa da Lua, Jaci.”

    Em outros momentos o texto oferece trechos de uma pobreza vocabular irritante:

    “Entre elas floresceram flores” — considerando que a única coisa que naturalmente floresce são flores, daí a palavra, inclusive, isso soou mal para caralho enquanto eu lia. Ficou como um “nóis vai” numa poesia parnasiana.

    “Ela estava amando, e tinha se tornado uma escrava desse amor.” — a associação de amor e escravidão é um clichê que ficou desgastado mais ou menos em 1870. O movimento romântico acabou justamente porque esse tipo de metáfora cansou.

    Outra coisa estranha é como esses índios empregam em sua fala conceitos totalmente anacrônicos (delírio, por exemplo, na fala do Pité).

    Outro problema que notei é que tanto a introdução como o desfecho estão desconectados do resto. A introdução poderia ser mais breve e mais vinculada na narrativa. Possivelmente reescrita e movida para o meio. Quanto ao final, ele deve ser mais breve, porque seguir com a história depois que ela acabou é como continuar batendo na mula depois que ela morreu.

    Enfim, um texto bem estruturado e narrado, mas que padece pela linguagem empregada, por uma conclusão falha e por alguns anacronismos.

    Vamos às notas:

    Média 8,58
    Introdução 8,0
    Enredo 9,0
    Personagens 8,0
    Cenário 10,0 — em grande parte essa nota é merecida pela bela sacada de contar o passado em “histórias” em vez de anos. Isso ecoa o conceito grego de “idades” e é um tipo de linguajar que estaria na boca de um povo pré-alfabetizado
    Linguagem 8,0
    Coesão 8,0

  4. Bia Machado
    30 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (3/4) – Ok, o conto fluiu, não foi difícil e nem torturante de ler, mas não passou muito além disso.

    Construção das personagens: (2/3) – Gostei deles, mas a construção se mostrou fraca a meu ver, não há um cuidado maior na composição deles.

    Adequação ao Tema: (1/1) – Sim, adequado à temática.

    Emoção: (0,5/1) – Gostei em partes do texto. Um pouco chateada, por não ousar mais, não fazer o texto brilhar mais.

    Estética/revisão: (0,5/1) – Não é uma escrita que se destaca. E em certas partes, no início, principalmente, há uma forma muito clichê de conceituar o que é o amor, por exemplo. O final achei desnecessário o tom informativo. Destoa da parte literária.

    Não vi necessidade dessa montagem feita na foto. para quem assistiu ao filme “Azul é a cor mais quente”, aliás, a gente começa a leitura com uma ideia bem diferente e quando lê, até se decepciona um pouco, pensa “me enganou direitinho”, pois a imagem leva a pensar que haverá um tom de paixão avassaladora no texto, que eu queria até ver como é que poderia ser aplicado à lenda de Jaci e da vitória-régia e não aconteceu. Talvez o autor/a autora possa ter tentado isso, até, mas sem conseguir.

  5. Marsal
    30 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: sim, com certeza
    b) Enredo: simples e direto, sem grandes surpresas. O conto e’ bastante original na maneira como retrata a historia de amor entre Jaci e Naiá. A relação das duas parece-me muito pouco platônica e bastante física. Como o próprio autor (a) comenta, há muitas versões desta lenda, e achei esta a mais ousada que já li, mas sem exageros.
    c) Estilo: a escrita e’ clara, o foco narrativo esta bem escolhido e a leitura flui bem. Não há um excesso de metáforas.
    d) Impressão geral: Um conto bem escrito e original. Boa sorte no desafio!

  6. Pedro Luna
    30 de março de 2017

    Olá, o conto tem todo o climão de lenda, e só por isso o leitor pode deixar passar os furos e fragilidades da história. Isso porque sabemos que em lendas as coisas são como são, e não como deveriam ser. Como construção da trama, me incomodou a simplicidade de tudo e clichês. A personagem misteriosa que surge do nada, a paixão altamente improvável que nasce, o “príncipe” bravo que aparece, o pai que quer casar a filha a força. Falando em Pité, o personagem protagoniza cenas que não gostei, como quando ele se materializa do nada na cena entre o pai, Naia e Jaci, e depois quando ele mergulha para salvar Naia, o que me deixou meio assim, pois o texto não me convenceu que o amor dele era tão grande a ponto do cara se matar.

    Enfim, vi muitos problemas, mas é como disse, encarando a construção como lenda, os problemas ficam menores. É uma história até bonita. Eu não teria escolhido essa imagem. No geral, não gostei muito.

  7. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    É um conto competente naquilo a que se propõe: uma peça de entretenimento juvenil, ou mesmo infantil. Pude imaginar a voz de uma velha professora do primário contando essa lenda para os alunos atentos, pernas cruzadas e bocas abertas em espanto. Aliás, acho que eu mesmo vou contar às minhas filhas. Digo tudo isso por conta do tom didático da narrativa, algo fechado, de fácil compreensão, sem direito a delongas ou a construções mais elaboradas, inverossímil como toda lenda deve ser, mas ainda assim crível, fazendo sentido. Há trechos bacanas: “como bem sabem todos que já amaram e amam, o amor é um tipo de escravidão do qual nunca queremos nos libertar”; outros nem tanto: “Às vezes, a moça acenava para Naiá, mas quando ela tentava nadar para perto dela, a jovem do rio nadava para longe” – ela, dela, nadar, nadava… De todo modo, achei bacana essa versão da vitória-régia que trata da homoafetividade sem fazer disso uma bandeira. No geral, portanto, um bom trabalho.

  8. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    A narrativa é bastante fabulária, bem convencional e correta na escolha dos termos. A meu ver, o primeiro parágrafo, à guisa de aviso ao leitor, pareceu bem dispensável. Não foi um texto que me tirou o fôlego, mas sua premissa ficou bem registrada na memória. Boa sorte no desafio!

  9. Cilas Medi
    27 de março de 2017

    Uma bela história, apropriada para o desafio. Um modo encantador de recontar uma fábula de nosso folclore, correta e feliz, apesar do desencontro de um apaixonado guerreiro.

  10. Rsollberg
    27 de março de 2017

    Fala, Hipólita!
    Interessante que mais de uma pessoa tenha escolhido esse tema. No outro, a coisa toda ficou sem sal, quase como um recorte acadêmico. Vamos a esse…

    De inicio, já posso afirmar com certeza que esse foi melhor trabalhado, a história tem inicio, meio e fim, Nesse sentido, foi feliz em passar a jornada da protagonista e, consequentemente, a origem da lenda.
    Contudo, é perceptível que se trata de um autor em formação. Alguns pequenos vícios que retiram um pouco da agilidade do texto.
    Creio que a repetição da palavra “verdade” no prólogo poderia ser evitada, seja através de algum sinônimo ou de alguma construção diferente. O mesmo acontece com “história” “moça” e outras mais..Além disso, é possível suprimir sem qualquer prejuízo vários “ele” e “ela”.
    Os diálogos funcionaram.
    No epílogo o conto perde um pouco de força, fica com cara de wikipedia, sobra até um paralelismo.
    De qualquer modo é um conto bastante curioso, com uma lenda não tão conhecida. Nesse sentido, parabéns e boa sorte no desafio.

  11. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    Conto no formato clássico, excelente para passar adiante a história. Narrativa simples e interessante, apesar de gramaticalmente repetitiva

  12. Marco Aurélio Saraiva
    27 de março de 2017

    Uma bela fábula! Uma história um tanto original, contada com certo tom de fábula infantil, mas com uma atmosfera ao mesmo tempo sonhadora e adulta. Gostei da visão da vitória régia e de toda a mitologia que você criou por trás dela.

    A estrutura do conto está muito boa. A presença de uma narradora (engraçado como que, apesar de você não ser específico, aqui fica claro que o narrador é uma narradora) ajuda a criar o clima de fábula. Ela não tem papel nenhum a não ser deixar claro que esta é uma história contada de geração em geração durante séculos. A cena inicial também gera certa expectativa no leitor, criando curiosidade sobre o que há por vir. O resto da narrativa segue de forma linear, sem se deter em certa cena ou detalhe, contando muito e mostrando pouco.

    Sua escrita me parece uma escrita de transição. Falta muito pouco para a sua técnica chegar naquele brilho que torna a leitura deleitosa. Você fez uma revisão muito boa, já que o texto está sem falhas. O que mais me incomodou na leitura foi a repetição constante de fonemas ou palavras inteiras, como “história”, “moça”, “nada”. De resto, sua escrita conjura imagens muito bonitas, mas carece de uma gama maior de palavras para se expressar de forma ainda melhor.

    Parabéns pelo excelente conto!

  13. Vitor De Lerbo
    27 de março de 2017

    Gostei da releitura da lenda. Nunca fez muito sentido, pra mim, a Lua ser representada por um deus ao invés de uma deusa.
    O texto é cheio de ternura, leve como um Jaçanã. O conto apresenta diversos elementos necessários em um triângulo amoroso: paixão, ciúme, possessividade e persistência.
    Boa sorte!

  14. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    Este é um conto complicado de se comentar nos dias de hoje e nem vou me alongar para não correr riscos. Parece que toda a aposta da autora para inovação foi no tema homossexual e a história como um todo acabou sendo apenas uma caminhada por tudo o que já temos. Talvez tenha sido essa a ideia da autora, mas em termos de contribuição ao folclore, não acho que tenha sido instigante.

  15. Iolandinha Pinheiro
    26 de março de 2017

    Bonita lenda essa sua. Linguagem muito simples e direta, fácil de ler. Talvez simples demais. Faltou algo de seu, de peculiar, mas não é um conto ruim. Acho que faltou a surpresa, aquele detalhe que faz todo a diferença. No mais é um conto muito honesto, bonito, o folclore está perfeitamente inserido. Fora o relacionamento homoafetivo, não há nada de extraordinário, parecia que eu estava assistindo uma aula de educação moral e cívica no quarto ano do primário. Gosto disso, acho fofo, mas esperava mais. Cumpriu bem o seu papel, mas não passou disso. Parabéns pela beleza do conto e boa sorte no desafio.

  16. Anderson Henrique
    24 de março de 2017

    História bonitinha. Eu já conhecia o mito e fui pesquisar um pouco mais depois da leitura (acho que já é o segundo conto que buscou esse lenda). O texto é de fácil leitura e flui rápido, mas achei que ele é um tanto didático e se resume a contar a história do mito, sem acrescentar grandes detalhes ou trazer uma releitura.

    Quantas, certo? —> “”se mede em quantos histórias antes””. Aliás, essa frase não é muito boa, tem história d+ aí: “”Não poderei lhes dizer, pois o tempo em histórias é diferente, não se mede em anos nem segundos, se mede em quantos histórias antes de nossa História se passou a história””.

    Repetição de adjetivos (belo/bela), deve ser evitada: “”a mais bela da tribo, filha do cacique Anajé. Quando Naiá chegou na idade de casar, todos os belos””.

    Particularmente eu não gosto de construções como “”Como bem sabem todos que já amaram e amam, o amor é um tipo de escravidão do qual nunca queremos nos libertar.”” Esse primeiro trecho “”Como bem sabem todos que já amaram e amam”” parece uma tentativa do narrador em fazer o leitor comprar aquele aforismo. Eu tiraria todo esse trecho e iria direto para “”o amor é um tipo de escravidão do qual nunca queremos nos libertar””. Vai direto pra máxima, sem justificativas, sem pedir esmola ao leitor. Propõe a tese e pronto. 🙂

  17. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Hipólita,
    Então… Eu gostei da nova roupa da lenda. Gostei das mudanças sutis no contar a lenda. Gostei de como você juntou Naiá e Jaci, de como descreveu. E tadinho de Pité. Roteiro ok, Gramática ok. É um conto bacana mesmo.

  18. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Olá.

    Apesar do conto recontar a história da lenda e no começo me dar a impressão de mais do mesmo, achei o final bastante interessante. Essa visão sobre a lenda da Vitória-Régia e de alguns paradigmas não expostos na história original.

    Infelizmente, alguns erros gramaticais e de digitação fizeram o texto perder força para mim 😦

  19. Fabio Baptista
    23 de março de 2017

    Do que eu me lembro da lenda, não mudou muito em relação a essa “verdadeira história”.
    A escrita está ok, mas a trama não trouxe o ar de novidade que, de certa forma, foi prometido pelo título.

    Tudo isso seria relevado se o conto conseguisse passar mais emoção. Infelizmente, isso não ocorreu… acabou ficando um relato muito frio, sobretudo nessa última parte, quase didática, explicando sobre as características do pássaro e da flor.

    – quantos histórias
    >>> quantas

    – o amor é um tipo de escravidão do qual nunca queremos nos libertar.
    >>> boa frase!

    – escravo do amor que ela ardia pela bela moça
    >>> “ardia” não foi empregado corretamente nessa frase

    – Jaci é a Deusa da Lua
    >>> outras nulheres não poderiam se chamar Jaci em homenagem à deusa?

    – e flor muda
    >>> a flor

    Abraço!

    NOTA: 7,5

  20. Olá, Hipólita,

    Tudo bem?

    O mito da Vitória-Régia, tratado do ponto de vista GLBT, mais que isso, de um triângulo amoroso com seus encontros e (desculpe o clichê) desencontros, é uma ótima premissa.

    Já havia dito aqui no desafio, que esta é uma das minhas lendas preferidas no folclore nacional, inclusive, já fui Naia no teatro, no espetáculo “Mil Histórias de Clara e Ana”.

    Gostei de sua abordagem, delicada, romântica e cheia de homenagens aos simbolismos próprios da tradição.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  21. Elisa Ribeiro
    23 de março de 2017

    Gostei da sua versão da lenda da Vitória-Régia. Acho que uma pitadinha de humor/ironia talvez a tornasse ainda mais saborosa. O texto está bem escrito e a narrativa fluiu agradavelmente do início ao fim. As luas separando as partes do texto ficaram muito fofas. Parabéns!

  22. angst447
    21 de março de 2017

    Uma versão diferente e criativa da lenda da Vitória-Régia. Lembro que no colégio fiz um trabalho em grupo sobre essa lenda. Parece que foi ontem, mas… décadas se passaram.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com sucesso. Foi bom imaginar uma outra história para a jovem índia.
    O conto deixou uma impressão de ser uma historinha narrada para uma criança. Tudo bem que o amor de Naiá e Jaci seja inesperado, mas achei bem singelo. O ritmo da narração é um tantinho lento, demorou um pouco para engatar.
    Não encontrei erros de revisão importantes, exceto:
    em quantos histórias > em quantas histórias
    desesperando > desesperado
    Boa sorte!

  23. Olisomar Pires
    21 de março de 2017

    Então… a primeira parte do texto é truncada, não empolga.

    No restante não se nota a preparação para o clímax, apenas a repetição do que já se sabia anteriormente.

    O final não surpreende.

    Enfim, não é um texto ruim, mas comum.

  24. Rubem Cabral
    21 de março de 2017

    Olá, Hipólita.

    O conto me pareceu ser uma variação da lenda, embora com alguns elementos interessantes. Achei estranho, no entanto, o choque do pai, já que a homossexualidade é em geral aceita com naturalidade entre os índios brasileiros.

    Penso que faltou um pouco mais de enredo, ou mais do que apenas acrescentar um pouco mais à lenda.

    A escrita, embora segura, foi simples, sem construções ou metáforas que enriquecessem o conto.

    Nota: 7.5

  25. Evandro Furtado
    21 de março de 2017

    Resultado – Average

    Há uma questão interessante na narrativa do texto. Há momentos de descrições sólidas e escrita consistente, mas são permeados por erros tolos seja de ortografia, seja de pontuação. Talvez seja um problema de revisão. A trama segue por um caminho simples sem muitos riscos até o final que ganha um pequeno toque dramático.

  26. Matheus Pacheco
    20 de março de 2017

    Linda historia, exatamente como a lenda que me contaram, da india que queria tocar a lua.
    Mas esse não é o único milagre de Jaci, pois ela já salvou a embarcação do indio Boi-Chavante transformandoa em uma piroga de cristal.
    Abração ao autor e excelente conto.
    Obs: desculpe se está mal comentado, estou utilizando o telemóvel.

  27. Eduardo Selga
    20 de março de 2017

    Ao que me parece, o(a) autor(a) tentou uma adaptação das duas versões mais conhecidas da lenda da vitória-régia. Resultou criativo, principalmente a parte final, mas existem alguns problemas no discurso. O principal deles é que a narrativa se dá a partir de uma perspectiva eurocêntrica, pois nas sociedades indígenas, de um modo geral, não faria sentido um trecho como este: “a filha de Anajé não queria dizer que seu coração já tinha escolhido um amor, mas um que não poderia dar netos a seu pai”. A reprodução da linhagem, a vaidade do patriarca em se ver de algum modo refletido num jovem macho, a própria ideia de família como exposta, são valores relativos à manutenção da propriedade privada, algo que era completamente estranho à cultura indígena.

    Na mesma toada, não faria sentido o pai da personagem ficar chocado e logo depois furioso com o fato de sua filha declarar-se apaixonada por uma mulher, porque na cultura indígena era comum e até estimulada a homoafetividade, seja masculina, seja feminina. Há casos, inclusive, de travestismo.

    O fato de a índia ser disputada por vários pretendentes, como em certas estórias típicas do Romantismo (movimento literário nascido na Europa) e o pai ver tanta necessidade de ela casar-se a ponto de aceitar por ela o pedido de casamento (como nos matrimônios arranjados do Ocidente) também são dois atos relacionados ao eurocentrismo.

    Há um problema no modo de encarar Jaci. Segundo a lenda, Jaci, que é a própria lua, é uma deusa; pelo conto, ela é uma “deusa DA lua”. São coisas distintas, pois no primeiro caso lua e deusa são uma coisa só, espiritualmente viva; no segundo, a lua não tem vida e Jaci é uma espécie de protetora dela. Por isso não faz sentido essa frase: “Jaci abraçou Naiá e voou com ela na direção da Lua”. Ora, se Jaci é a própria lua, ela não pode ter ido em direção a si mesma.

    Em “[…] segurou suas mãos com paixão e a beijou nos lábios” há um CACÓFATO (COM PAIXÃO – COMPAIXÃO). O mesmo vício de linguagem se dá no trecho “[…] bem onde ela tinha mergulhado […]” (ELA TINHA – É LATINHA).

    Em “[…] não se mede em anos nem segundos, se mede em quantos histórias antes de nossa História se passou a história […]”, na segunda ocorrência do verbo conjugado MEDE deveria haver depois dele (não antes) o pronome oblíquo SE. Além disso deveria ser QUANTAS HISTÓRIAS. Outro inconveniente é a quantidade de vezes em que a palavra HISTÓRIA e derivadas se repete.

    Em “mais um pretendente querendo se casar com a filha do chefe da aldeia” o correto seria CASAR-SE, por causa do verbo do infinitivo.

    Em “[…] e das tribos vizinhas vieram pedir sua mão, e a todos ela rejeitou” o correto seria E TODOS ELA REJEITOU, a mesma estrutura que foi corretamente usada em “o tempo passou, mais e mais candidato apareceram, E TODOS NAIÁ RECUSOU […]”.

    Em “flutuando nas águas do rio, As imensas folhas […]” o AS deveria ser com inicial minúscula.

    Em “[…] ateou o fogo da paixão na alma da filha de Anajé; que, esquecida do pai, tentou [….]” o PONTO E VÍRGULA deveria ser substituído por VÍRGULA.

  28. Felipe Rodrigues
    19 de março de 2017

    Isso é lindo. A história folclórica – nascida da natureza – lembrou-me do sofrimento de Sísifo, só que na forma de um amor inacabado que perdura pela eternidade. Seria uma história com origem no imaginário indígena, aliada à simples observação da natureza? É tão simples e tão bela que somente surgiria de algo assim, mostrando que o folclore nacional é muito rico e vem sendo explorado de forma sensacional por aqui. Meus sinceros parabéns a quem escreveu.

  29. Priscila Pereira
    18 de março de 2017

    Oi Hipólita, seu conto ficou muito bonitinho, mas não mudou quase nada da lenda original… você poderia ter explorado melhor o tema.. no título diz que é “a verdadeira história”, mas está igualzinha a lenda original… claro que é apenas a minha opinião, mas eu esperava alguma coisa a mais, uma outra história sobre o surgimento da Vitória Régia, mas está bem escrito e envolvente. Boa sorte!!

  30. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    Linda história. Foi realmente uma maneira diferente de contar a lenda de Jaci e Naiá – a deusa lua – e tem de quebra a lenda de Pité que se transformou no pássaro Jaçanã, sempre procurando por sua amada. Parabéns, bom conto.
    Destaque: “O coração da filha do cacique se tornou escravo do amor que ela ardia pela bela moça do rio: todos os seus pensamentos eram para ela, todo seu afeto e ternura, a filha do cacique só respirava, só vivia, só existia para a moça misteriosa.”

  31. Antonio Stegues Batista
    17 de março de 2017

    O conto é praticamente a lenda da vitória régia criada pelos indígenas, com um minimo de variante. Não é uma historia com a lenda e sim a lenda como historia. Se fosse verdadeira seria diferente da lenda, ou uma história diferente com a lenda..

  32. G. S. Willy
    17 de março de 2017

    Bem, a escrita está precisando de uma boa lapidada. Há diversos erros ao longo do texto. Logo no segundo parágrafo, por exemplo, temos a troca de quando por quanto, a repetição da palavra história, o incorreto uso de há e discordância de gênero. As descrições dos eventos são bem simples, nada elaboradas, e tudo parece que foi escrito numa pressa incrível, de uma vez só.

    E talvez tenha sido mesmo, já que há diversas repetições de ideias ao longo do texto, e é bem difícil de acreditar que um índio ou índia não conheça Jaci, muito menos uma filha do cacique.

    O ponto positivo aqui é o folclore, tema central do conto, e não algo em segundo plano, ou apenas mencionado. Mesmo sendo uma lenda conhecida, e com poucas variantes…

  33. Roselaine Hahn
    16 de março de 2017

    Hipólita, vc. me ganhou na frase “Essa história se passou há muito tempo. Querem saber quanto exatamente? Não poderei lhes dizer, pois o tempo em histórias é diferente, não se mede em anos nem segundos, se mede em quantos histórias antes de nossa História se passou a história, coisa difícil de se medir.”, pressenti que estava diante de uma história que seria bem contada. A sua escrita é fluída, tens habilidade para a contação de histórias, manteve a minha atenção até o final.Muita criativa a foto do filme Azul é a cor mais quente. De certa forma, esperava a apresentação da lenda às avessas, uma paixão LGBT moderna. Não conhecia, ou não lembrava da lenda da Vitória Régia. Bom, daí detectei um probleminha, a meu ver, que foi a explicação da lenda no final, muito explicadinho, tal e qual os anais da história. Um outro detalhe foi a voz dos diálogos, todas iguais, ou seja, todos os personagens falavam da mesma forma, seria interessante diferenciar, inserir cacoetes de linguagem, tipo you Tarzan, mi Jane. No mais, um belo conto. Siga em frente lapidando a sua voz de escritor.

  34. marcilenecardoso2000
    16 de março de 2017

    Bem além do que se lê normalmente sobre essa lenda. uma versão criativa e interessante. A lenda da vitória régia é particularmente a minha favorita. Texto limpo, bem narrado, coeso.

  35. catarinacunha2015
    16 de março de 2017

    Ai, que delícia de lenda. De uma delicadeza ímpar, provavelmente o conto mais sensível e feminino do desafio. A plasticidade das cenas são muito vivas. Eu normalmente implico com contos explicativos, mas aqui a leveza da narrativa e o encanto foram mantidos até o fim.
    Cabe uma revisão. Exemplo: “Nenhum homem era bom o bastante para ele”, seria “para ela.” Nada que comprometa a qualidade do conto.

  36. M. A. Thompson
    16 de março de 2017

    Olá “Hipólita, Rainha das Amazonas e do Amazonas”. Parabéns pelo seu conto. é sempre arriscado reinventar lendas do folclore brasileiro, mas você conseguiu fazer isso com maestria e está aí um conto que eu gostaria de ver publicado em um livro infantil. Sucesso!

  37. Fheluany Nogueira
    15 de março de 2017

    Conto com leitura tranquila, clima nostálgico, tem triângulo amoroso e homossexualismo. Achei a narrativa um pouco simples, sem grandes pretensões, bastante didático, como pegando na mão do leitor, sobretudo na introdução que se delonga.

    A divisão em partes está estranha para um conto curto, apesar da ideia ter sido boa. Foi bem escrito e com um bom desenvolvimento, sem trazer nada de novidade no conteúdo ou na execução.

    Ocorrem alguns problemas de digitação: “mais e mais candidato(S) apareceram”; “Nenhum homem era bom o bastante para ele (ELA) e posição pronominal: “segundos, se mede em quantos (QUANTAS) histórias” — não se inicia oração com pronomes átonos.

    Parabenizo pelo conto e sorte no Desafio.

  38. Thayná Afonso
    11 de março de 2017

    Ok, vamos lá. Embora eu aprecie muito a representatividade e costume me causar grande empatia , não consegui me sentir envolvida com seu conto. Eu te aconselharia a apostar mais nos períodos de edição, esse “enxugar” e rever certos pontos da história, algumas palavras e frases ficaram muito repetitivas e normalmente isso é resolvido nas revisões… Pra mim, a narrativa ficou um pouco carente de personalidade e não consegui engolir esse trecho: “Depois dos encontros com Jaci, Naiá engravida de sua amada, e flor muda de branca para rosa, a cor do amor. Naiá dá então origem ao fruto da Vitória-régia, que espalha sementes que originam novos pés da planta.”. Já estava implícito que elas se amavam e tendo se transformado numa flor, logicamente acabaria gerando sementes, não precisaria dessa explicação divina de Jaci ter engravidado Naiá, na minha opinião, foi completamente desnecessário. Enfim, boa sorte no desafio!

  39. Bruna Francielle
    10 de março de 2017

    Tema: adequado à proposta

    Pontos fortes: escrita fácil, fluída. O leitor não se cansa. Texto bem construído e claro. A conversa entre o narrador e o leitor de forma bem-humorada, deu certa leveza a trama.

    Pontos fracos: a história está bastante similar à lenda original, com a mudança mais notável sendo a opção sexual da índia. Por este motivo, confesso que não achei muito criativo nem original. Também houve o encaixe do índio apaixonado, mas não me surpreendeu, na verdade me pareceu um tanto clichê o triângulo amoroso. Também fiquei curiosa para saber como Naiá engravidou de Jaci, talvez tenha faltado uma explicação.

  40. Fernando Cyrino
    10 de março de 2017

    uau, um recontar pós moderno e bem criativo da lenda. Um amor homo afetivo entre Naiá e Jaci. Parabéns pela sua ousadia e criatividade em me narrar desta maneira a sempre bela história da Vitória Régia. A narrativa flui bem e não fossem pelos problemas do texto teriam corrido ainda mais limpidamente. Sugiro dar uma revisada no conto. No meu modo de perceber, há inclusive um pleonasmo (logo no segundo parágrafo). abraços de parabéns.

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .