EntreContos

Literatura que desafia.

Ô, Seu Moço (Evandro Furtado)

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Ô, seu moço, vamo chegá. Ocê tá bão? Pode i entrano. Vamo assentá? Ocê aceita um pãozim de queijo, um cafezim, uma broa de mi? Tá quentim, cabô de saí do forno. Isso, prova um. Eu num sabia que ocê vinha não, senão tinha feito umas coisa diferente. Mas, fala, como é qui tá a famía? Sua muié tá boa? E as criança? Deve di tá tudo crescido, né? Qui bão. Ah, eu ando meio doente. É uma tar duma tosse qui pareceu e num qué sumi. Uai, eu num provei não, é bão? Vô tentá. Não, o qui eu tomo é chá cum as foia do limão. Minha vó qui dizia qui era bão. Não, num tem ninguém pra fazê companhia mais. As criança cresceu tudo e foi-se embora. Depois que a Dulcinéia morreu eu fiquei sozinho. Às veiz bate aquela sodade que aperta o peito dum jeito, seu moço, qui ocê nem imagina. Eu gostava era dimais daquela muié. Mas ocê já terminô o café? Não, toma mais um poco, sô. Ocê qué leite? Tem leite isquentano, ocê qué? Pera qui eu vô buscá. Uai, qui isquisito. Esse trem num tá bão não. Óia procê vê, deixei o trem aqui isquentano e já azedô. Num tá certo isso não. Ocê acha qui foi Saci? Ah, ocê num credita nessas coisa? Mais eu credito qui eu já vi. Num ti contei não? Faiz tempo. Eu era piqueno ainda, morava lá pras banda da Rosêra. Era uma casa grandona, tinha um terrerão assim na frente, bonito qui ocê tinha que vê. Era. Era dum primo. Tinha chegado época de coiê café, i como era só ele sozinho, custumava chamá o povo pra ajudá. Naquele tempo a gente ficava ino de um lugá pro otro atrás de serviço. Chegava di noite, juntava aquela povaiada pra prozeá na varanda. Tinha um véio preto qui o povo dizia qui era bruxo. Mais o homi quando danava di bebê, pegava uma viola e cantava uns modão bunito, qui todo mundo cantava junto. Ah, era bão dimais. Mais, essa veiz já tava di noite. E era época de coresma. Eu alembro qui tinha poca gente na varanda, acho qui o povo tinha ido na missa. A gente tava prozeano quando passô uma ventania forte qui o trem balançô teiado, balançô arvre, i era cavalo qui curria num disispero só. Quando vê, o Zé Bento juntô num cavalo, cum medo do bicho machucá, e gritava dum lado e batia do otro, mais o bicho num sussegava. Nisso eu oiei assim por trais duns matinho e vi o trem oiano de lá pra cá. Naquela iscuridão ocê só via era a toca vermeia e o sorrisão marelo. Eu sei qui do memo jeito qui veio, o trem foi imbora. E era rabo de cavaco trançado, e era leite azedo, uma bagunça danada. Ah, o povo ficô num susto só. Num sei se viro não, mais eu vi. O trem era feio dimais. Ocê já terminô de comê? Não, come um cadim mais. Óia, a broa tá uma delícia, prova. Tem quejo tamém, qué? Eu que fiz hoje di manhã. Tá bão sô, prova. Mais, falano nesses assunto, ocê orviu a história da fia do seu Arfredo? Não? Uai, diz qui ela tava isperano o ônibus pra i pra cidade i um trem correu atrais dela. Ela fala qui tinha uns óio vermeio, uns cabelo meio tingido, um trem meio isquisito. Caipora? Eu num sei, já orvi já. Uai, ele contô memo. Disse qui orviu um baruio di porco gemeno e foi oiá, tava o bicho lá, mamano o leite da porca. É, uai. Eu num gosto dessas coisa não. Mais o trem é feio. Procê vê, conteceu a mema coisa cu Tião. O Tião da Rosa. O Tião, sô, fi do véio Arlindo. Aquele qui mora perto do miarar. É. Ele tava tocano gado di noite, época de coresma. Eu já tinha falado pra ele: “Tião, ocê para cum isso qui isso num é época di ficá mexeno cum essas coisa”. I ele ficava provocano. Ainda respondia: “Esses trem num existe” e dava uma golada naquelas pinga dele. Aí, dessa veiz ela tá tocano gado, quando vê, ele viu uma coisa branca perto do mata-burro da Carmelina. Como o bicho é meio cego, teve qui proximá pra vê direito. Nisso ele falô qui era uma noiva, tudo vistida di branco. Como ele num credita nessas coisa, ele foi perguntá pra vê si num tava perdida. Diz qui a muié foi entrano pro meio da mata, e o Tião gritano pra ela, e ela ino imbora. Nisso o Tião entra pro meio do mato e escuta ela chorano lá pro meio. Anda prum lado e pro otro e quem diz qui acha esse trem? A muié sumiu. Uai, ocê num ficô sabeno não. Teve um carro qui capotô aqui uns tempo pra trais qui tava levano uma muié pro casamento dela. Só pudia sê. Quem via muito dessas coisa era o Zacaria. Aquele meio doido qui custumava andá cum saco nas costa. Esse. Mais esse num tinha medo não. O povo falava qui ele custumava pará e ficá lá cunversano cus ispirito. Uai, ele ficava andano nessas istrada di terra era di madrugada memo. Di veiz im  quando, ele dormia pra essas berada di barranco. Tinha medo não. O povo qui às veiz assustava cum ele achano qui era assumbração. Uai, uma veiz a gente tava na venda do Joãozinho, quando ele chegô, pidiu uma cachaça i cumeçô a contá umas história. Ah, quando ele cumeçava a contá, o povo tudo parava pra orvi. Eu alembro qui ele contô duma veiz qui ele tava ali no trevo do Sítio das Abelha, quando bateu sono. Ele incostô ali naquela tapera véia qui tem ali e foi pra durmi. Nisso qui ele incostô, veio um trem i impurrô ele. Ele abriu os óio i nada. Depois o trem vortô i impurrô di novo. Ocê acredita qui ele teve qui saí di lá e i durmi nu barranco qui o trem num deixo ele ficá lá? Ah, o povo conta qui morava um véio lá qui num gostava di visita. Não, morreu já faiz uns cinquenta ano. Às veiz ele tá lá ainda. Às veiz ele ainda num gosta di visita. Lobisome? Já vi já. Não, vi memo eu num vi, eu já orvi. E num era cachorro não qui eu cunheço uivo di cachorro. Eu tava vortano da venda do Joãozinho, e tava ali na artura do Barrero, quando orvi aquela rosnação, aquela uivação. Eu achava qui era cachorro memo no começo. Aí eu cumecei a catá umas pedra qui tava no chão. Eu pensei: “Si esses trem avançá eu taco pedra”. Mais na hora qui eu parei pra iscutá direito, seu moço… Ah, num era cachorro não. Era uns uivo assim grosso, misturado cum gemido de gente, um trem isquisito qui ocê tinha di vê. Aí eu oiei pru céu e vi qui era lua cheia. Arrumei uma carrera desse Barrero inté aqui. Uai, as barra da carça rasgô foi tudo. Butão da camisa num tinha mais, qui ficô preso prus gaio. Ah, se aquele trem resorve corrê atrais di mim, ia sê só istória. Ummm? O quê? Ah, não, esse trem di sereia num tem não. Mula sem cabeça também nunca vi. Curupira o povo fala qui é outra coisa. É. Num tem pé virado pra tráis não, tem é uns pé di cabrito e dois chifre na cabeça. Diz qui ele corre atráis das minina qui anda sozinha di noite.  Uai, será qui num foi esse trem qui correu atráis da fia do Arfredo? Vô perguntá pra ele depois. Ocê já terminô? Uai, não, pera, num vai inda não, a prosa tá tão boa. Dexa eu só contá uma urtima istória. Ocê já tá cum medo? Não, essa cunteceu nessa casa. Foi. Eu tava durmino quando um trem me acordô na cuzinha. Eu levantei pra vê o que qui era. Cheguei lá, tinha uma véia fazeno café. Eu acho qui era a véia qui morava aqui antes. Diz qui ela nasceu i morreu nessa casa. Di veiz in quando eu iscuto uns baruio pra cuzinha, pro banhero. Não, ela dormia no quarto qui era das criança. Di veiz in quando, antes di durmi, eu iscuto ela rezano. É. Ocê ficô cum medo? Vai imbora já? Ocê num qué posá não? Já tá iscuro. E é lua cheia. E é tempo de coresma tamém. Ocê pódi ficá no otro quarto se ocê quisé. A véia? Será qui ela num vai gostá? Ocê pode durmi na sala intão. Si bem qui ela custuma andá pela casa di noite. Uai, intão tá bão. Mais, ocê toma cuidado na hora di i imbora que o povo anda falano di um padre qui anda pareceno pra essas banda. Agora, si ocê vê a mãe do oro, ocê num isquece di perguntá. Quarqué coisa a gente dividi. Ocê tamém. Vai cum Deus, seu moço!

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44 comentários em “Ô, Seu Moço (Evandro Furtado)

  1. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: o conto explora bem o sentimento de cidade pequena do interior, onde ainda se pode ter um gostinho do que representou, talvez um pouco menos marcado do que o que representou. O senhorzinho que interpreta o monólogo é cativante, mas a quantidade de causos acabou sobrecarregando um pouco a narrativa, não sei bem se era a intenção – parece que até o visitante acaba dando no pé por causa disso.

    Apelo: meu lado mineiro raiz foi fisgado. Meus avós tinham essa mania de puxar a visita pra tomar um café, fritar uns bolinhos e ficar conversando a tarde inteira. Eu me cagava de medo de algumas prosas também. Na verdade, quando começavam a falar de lugares eu ficava perdido, mal conhecia meu próprio bairro, mas a essência da história eu pegava. Eu tinha a impressão de que era mais comum criar lendas quando as famílias moravam mais afastadas umas das outras. Se a porteira rangia de madrugada, já se tinha uma lenda e ninguém pra provar o contrário.

    Conjunto: o lado nostálgico foi muito bom de apreciar, a narrativa toda em um parágrafo só ficou puxada. Há maneiras de contornar isso… um conto próximo ao seu, que optou pelo mesmo esquema de monólogo, inseriu algumas cantigas no decorrer do conto – funcionou bem como uma quebra de ritmo. É um bom conto, apesar disso.

    Parabéns e boa sorte.

  2. Marco Aurélio Saraiva
    31 de março de 2017

    Acho que foi uma tentativa válida de tentar transformar uma prosa bem carregada de regionalismo em um conto sobre o folclore, mas sem muito sucesso. De primeira, o conto já assusta por ser um único parágrafo. Não tem uma quebra de linha sequer. Só de olhar isso, já senti preguiça de ler. Mas vá lá, quando comecei, vi que não era uma leitura cansativa. Você usou muito regionalismo no conto inteiro, mas isso não atrapalhou *muito* a leitura (mas sim, atrapalhou um pouco).

    A trama é inexistente. O conto nada mais é do que o conjunto de resumos de diversas lendas folclóricas, e fim. Nada demais. Não assusta, como parece que era o esperado. O homem falando “já vai imbora moço? Já tá cum medo?” e eu querendo respondeu “ahnn.. não?”

    Ganha alguns pontos pela originalidade, mas a verdade é que o conto não agradou muito.

  3. Rubem Cabral
    31 de março de 2017

    Olá, Zé.

    Então, a reprodução do falar ficou boa, o contador de causo é mais que simpático e as histórias são interessantes, mas penso que o conto pecou talvez por ter desfilado alguns mitos, mas sem se aprofundar muito ou desenvolver um enredo mais denso.

    Nota: 7.5

  4. Pedro Luna
    30 de março de 2017

    Gostei. Esse estilo de texto, onde o narrador responde como se o outro personagem estivesse fazendo perguntas, é bem bacana quando bem feito, e aqui foi o caso. Dessa forma, o personagem conta sobre vários causos (passando por várias lendas), enquanto interrompe o passo para oferecer uma comida ou perguntar algo. Simples e direto. A linguagem interiorana usada poderia deixar tudo cansativo, mas não foi o caso. A todo momento fiquei lembrando do Tio Barnabé, sei lá, o conto passou uma sensação boa de familiaridade. Gostei do conto.

  5. Iolandinha Pinheiro
    29 de março de 2017

    Monólogo mineiro onde uma criatura mentirosa fala pelos cotovelos e ao longo do discurso, e ainda responde as falas ocultas de seu interlocutor. É uma saraivada discursiva tão sem interrupção que o texto é um bloco só, sem parágrafos. Alguns dirão que é genial, outros dirão que é criativo, eu diria que gosto desta linguagem e que a execução seria mais proveitosa se se tratasse de um causo, mas este desenho me cansou, e me fez perder várias vezes o interesse no texto. Acho que o leitor tradicional do entrecontos está muito à frente de mim, porque não consigo gostar destes contos estranhos, com significados ocultos, e raciocínios indiretos, ou um conto como o seu que investe neste formato diferente e eu não consigo encontrar a beleza que há nele. É uma pena, mas por enquanto só consigo julgar as coisas pela minha perspectiva atual. Não curti.

  6. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    Gostei do narrador simpático. Me senti de verdade como o “moço” a quem ele se refere, refém de sua hospitalidade, singeleza e simplicidade na maneira de falar. Aliás, é essa transcrição do modo de se expressar do caboclo que rouba a cena, chamando mais a atenção do que os causos que o velhinho relata. É assim que o imagino, um homem velho, porque é esse tipo de gente que emenda uma história na outra, mas que está sempre preocupada com o conforto do interlocutor. É um texto bastante competente dentro do que se propõe, mas falha um tanto a meu ver pela ausência de uma história fechada, de uma narrativa de A para B. Temos, é verdade, um personagem muito cativante, mas que se limita a fazer um apanhado de lendas folclóricas. Por evidente, se estivesse o velho homem falando de futebol ou pescaria, o resultado teria sido igualmente interessante. O que quero dizer é que o folclore é irrelevante para que nos afeiçoemos a ele, o protagonista, eis que o que atrai é seu modo peculiar de se expressar. Em suma, o folclore ficou em segundo plano. De todo modo, é um texto que me agradou muito. Parabéns pela bela construção regionalista.

  7. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    O texto está fundamentado na contação de causo – e no uso da linguagem oral como elemento “realista”, para dar veracidade à lenda. É um caminho interessante, que eu não tenho muito jeito para seguir. Admiro quem tem. A única coisa que realmente me incomodou foi a sensação de – “mas como fala esse velho!”.

  8. Cilas Medi
    27 de março de 2017

    Uma boa narrativa, fluente, coerente e que me fez ver o matuto mineiro proseando. Mas, meu erro, é não gostar de contos onde não há movimento, descrição, mesmo parcial, do local e diálogo.

  9. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    Apesar da forma inculta da fala do personagem, e da ausência de pausas, a leitura é interessante e não dá cansaço. O final é bem assustador apesar do tom casual da prosa. Maneirismos e situações aparentemente bem demonstradas. Excelente

  10. Ricardo de Lohem
    26 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Uma história contada no estilo causo, uma coisa meio Guimarães Rosa. Parece uma boa ideia, só que é difícil fazer ficar interessante, rapidamente o processo narrativo se estagna e vem o tédio. Aqui foi assim também: começou parecendo que ia ficar bem interessante, mas foi ficando cada vez menos até o vazio. A ideia de citar um monte de lendas no conto parece ter ocorrido com muito aqui, mas o resultado não foi muito bom, já que essa salada de frutas precisaria de cuidados especiais para não virar uma gororoba indigesta de mitos mal agregados. O desfecho, sem plot twist, me frustrou: pensei que o narrador fosse um dos monstros folclóricos dos quais falava. Isso também teria sido um clichê, só que muito mais divertido. Um conto quase bom, desejo para você Boa Sorte!

  11. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    O cliché do caipira foi escolhido, como entre muitos outros contos do desafio e confesso que, para mim, essa é uma fórmula já saturada, que só faz boa parte da população distanciar-se do folclore nacional. Há uma quase quebra da quarta parede, sugerida pela ausência do interlocutor e apesar de parecer interessante à primeira vista, ao final do conto eu já estava distanciado do texto por não me ver sentado em dois dedinhos de prosa com o protagonista.

  12. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Zé,
    Senti bastante dificuldade em ler o conto pela linguagem bem regional, mas gostei da maneira como inseriu as lendas dentro da fala do personagem. Uma das coisas negativas talvez seja essa maneira corrida de escrever. Um único paragrafozão, desse jeito, assim, meio lembrando minha visita à Macondo. Teve vezes que eu precisei parar. Eu me perdi na leitura. Sem estresse, não é? Não quis dizer que ficou ruim o parágrafo desse tamanho, não, mas interferiu na minha leitura. Um ponto positivo foi esse segundo personagem que sequer falou, mas que estava presente.

  13. Bia Machado
    23 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (2/4) – Então, achei o conto interessante em forma de diálogo, na variação linguística do homem simples, do sertão, isso ajudou a ir até o final por me trazer curiosidade pra ver onde é que isso ia dar. Só que essa forma de narrar, pra mim, acabou se revelando uma faca de dois gumes, ao mesmo tempo em que se mostrou interessante, também em certos momentos cansou um pouco. Faltou dosar um pouco mais o estilo, quebrar parágrafos ou inserir a fala da outra personagem pra contrapor.

    Construção das personagens: (3/3) – Bem construídas. Inclusive a outra personagem, da qual nem aparecem suas falas. Acho que houve um equilíbrio e caracterizou bem.

    Adequação ao Tema: (0,5/1) – Sim, a temática está aí, no entanto achei que exagerou abordando tantos mitos. Ficasse o foco em apenas um, seria menos cansativo do que foi.

    Emoção: (0,5/1) – Li até o final, me interessou, mas nada que me impactasse. É agradável.

    Estética/revisão: (1/1) – Bem adequada à temática a estética que foi utilizada, embora canse um pouco (mas não descontei ponto porque o cansaço pode ser culpa minha, rs), de revisão nada de muito relevante.

  14. Olá, José de Arimateia,

    Tudo bem?

    Gostei de sua opção pela voz do narrador em primeira pessoa. Eu fiz a mesma opção em meu conto (Rsrsrs). Gostei de sua coragem, ao optar pela linguagem que o povo fala, sem fazer parecer algo estereotipado ou caricatural.

    A abordagem de várias lendas, como em uma contação de causos, também é bem interessante e mostra o aspecto da perpetuação dos mitos dentro de uma visão sociológica. As lendas só se perpetuam através da narrativa oral e, mais que isso, são aos poucos transformadas por essa oralidade. Quem conta esses causos não só acredita no que narra, mas também usa um certo tom de provocação, tentando instigar o medo no ouvinte.

    Me peguei pensando. Com quem seu narrador fala? Com o leitor? Ou com uma terceira pessoa? José de Arimatéia colhendo histórias para uma pesquisa? Além da figura bíblica, sei que seu pseudônimo é muito recorrente como nome, principalmente no Nordeste e há, também, um pesquisador de folclore com esse nome.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no certame.

    Beijos

    Paula Giannini

  15. Miquéias Dell'Orti
    22 de março de 2017

    Olá,

    A forma como o morador da roça conta as histórias como “causos” do dia-a-dia deixou a narrativa com uma estrutura muito legal.

    O fato do narrador ser em segunda pessoa é algo ousado e incomum e se não houver o cuidado necessário, pode ser um problema quanto à interpretação do autor. No seu caso, a forma casou muito bem com o conteúdo. Por causa dessa escolha de voz, lembrei, quando li seu conto, do livro do Camus, A Queda, em que um juiz fica conversando com um desconhecido. Parabéns.

  16. Elisa Ribeiro
    20 de março de 2017

    O ponto alto do seu texto é a reprodução da fala interiorana do sudeste do país. Ficou muito convincente. Como leitora, confesso que a linguagem associada à ausência de pausas mais longas (parágrafos) e a narrativa na forma de monólogo me cansaram um pouco. Senti falta também de um pouco mais de criatividade no enredo. Boa sorte!

  17. Fabio Baptista
    19 de março de 2017

    O autor foi bem sucedido nessa emulação da linguagem falada e o conto ficou gostoso de ler. É possível “ouvir a voz” do mineirin contador de causo e isso é muito bom.

    Algumas coisas prejudicaram uma melhor apreciação, porém. Primeiro um detalhe que pode parecer bobo, mas faz diferença para o conforto do leitor na leitura: quebra de parágrafos. Tudo assim num bloco só torna a leitura mais cansativa do que deveria ser.

    Entrando no mérito do conto em específico, acho que o maior defeito foi misturar muita coisa… provavelmente teria um resultado melhor se fosse focado em apenas uma lenda. Acabou ficando muito corrido.

    Abraço!

    NOTA: 7

  18. Thayná Afonso
    19 de março de 2017

    Além do que eu consideraria coragem, gostei do conto principalmente pela verdade que há nele. E uma verdade inegável é que não deve existir grandes rodeios nos diálogos, é preciso verdade, clareza, sinceridade… E apesar de você ter escrito o conto basicamente na forma de um monólogo, fez isso muito bem. Parabéns e boa sorte.

  19. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    Como fala esse homem! E ainda por cima fica botando medo na gente com essa assombração da véia andando pela casa. O moço ta perdido. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
    Boa narrativa, abordando vários personagens do folclore. Parabéns.
    Destaque: “Não, essa cunteceu nessa casa. Foi. Eu tava durmino quando um trem me acordô na cuzinha. Eu levantei pra vê o que qui era. Cheguei lá, tinha uma véia fazeno café.”

  20. Vitor De Lerbo
    16 de março de 2017

    Histórias narradas em primeira pessoa costumam me prender mais, justamente pela naturalidade com que a prosa é contada. Isso é elevado ainda mais quando os vícios de linguagem mantém uma constante e são bem trabalhados, como nesse conto. Fica verossímil.
    A ideia de que o senhor não quer que o visitante fique em sua casa e contou todas essas histórias só para ele ir embora é engraçada.
    Por abranger diversas lendas brasileiras, acaba que a história não tem aprofundamento em nenhuma delas, e o que lemos são pequenos casos padrões sobre o folclore brasileiro.
    Boa sorte!

  21. mitou
    16 de março de 2017

    seu conto teve uma ideia interessante de colocar tudo na fala popular ,porem não foi uma ideia pratica. alguns momentos gera cacofonia (“conteceu a mema coisa cu Tião.”) outras partes deixa a compreensão difícil.
    sem contar que o texto não tem nenhum paragrafo, nenhum tempo para o leitor respirar o que torna a leitura muito difícil.
    ultima critica : o formato pareceu muito mais cronica do que conto , pois é uma pessoa contando vários “causos”.

  22. Eduardo Selga
    16 de março de 2017

    No conto, o interlocutor do personagem está subentendido em uma estrutura que formalmente não é um diálogo, mas o é enquanto efeito discursivo. Algo como uma pessoa observando outra falando ao telefone, ou seja, a fala do outro lado da linha fica implícita. Considerando que é um conto centrado na linguagem oralizada, mais do que nos curtos casos de assombração, tornar patente o interlocutor é desnecessário, na função que ele exerce no conto: escada para o protagonista.

    A escolha pela reprodução da oralidade em todo o texto é uma estratégia arriscada, porque muitas vezes mesmo sem querer escrevemos de acordo com a norma padrão, saindo da escolha textual. Por exemplo, na oralidade os vocábulos terminados em “O” tônico são transformados em “U”, mas não é isso o que acontece, por exemplo, em “tá quentim, cabô de saí do forno. Isso, prova um”, em que deveriam estar grafados “DU FORNU” e “ISSU”. Algo similar ocorre com as palavras terminadas em “E” tônico, que na fala é pronunciado como se fosse “I”. Em “[…] senão tinha feito umas coisa diferente. Mas, fala, como é qui tá a famía?”, deveria estar grafado “DIFERENTI”, assim como está grafado “QUI”.

  23. marcilenecardoso2000
    16 de março de 2017

    Texto leve, divertido, um retrato do folclore: coisas que várias pessoas viram, ninguém viu, todo mundo conta, ninguém tem certeza. Minerim, minerim, mesmo que o(a) autor(a) não seja mineiro(a), senti o gosto das Gerais bem intenso. algumas palavras caíram fora do contexto, como sozinho(sozim), noite(noiti). Nota 9,5 (nove e meio)

  24. M. A. Thompson
    16 de março de 2017

    Olá Zé do Arimatéia. Parabéns pelo seu conto, mas devo dizer que não caiu no meu gosto. É praticamente um monologo e a formatação em um único parágrafo tornou a leitura uma tortura, sem trocadilho.

  25. G. S. Willy
    15 de março de 2017

    A linguagem do conto foi bem escolhida e bem apresentada. O caipira/mineiro já é quase mesmo um lenda do nosso folclore, e seu modo de falar, embora pareça estranho no começo, trás lembranças da infância de quando encontrava pessoas humildes com pouco estudo e muita sabedoria contando todo tipo de história, principalmente as de terror. Senti falta apenas de um final mais elaborado, uma reviravolta, algo como se ele se mostrasse uma das lendas no fim. No mais, escrita corajosa e fluída…

  26. jggouvea
    15 de março de 2017

    Não gostei nem um pouco. O texto é muito curto e atira para muitos lados. Faltou coerência e faltou foco. No começo menciona-se o saci, depois um lobisomem e termina com um fantasma, além de também mencionar um preto velho e uma rezadeira. Além de deixar sugestões de uma possível mula sem cabeça. É muito “folclore brasileiro” para uma história só.

    A formatação sem parágrafos, à la Guimarães Rosa, não me pareceu uma boa ideia para a internet, e o conto peca pela falta de estrutura: é apenas um personagem caricato mencionando assombrações para um interlocutor desconhecido.

    Introdução: 4
    Enredo: 3
    Personagens: 3
    Cenário: 4
    Forma: 3,5
    Coerência: 4

    Média (ponderada): 3,6

  27. Jan Santos
    14 de março de 2017

    O uso da variação oral dá uma espécie de gosto no texto. Achei muito natural como você vai amarrando as histórias, como utiliza o contexto linguístico para dar fluidez ao conto. Meus parabéns, achei bem divertido, e o finalzinho dá um certo incômodo, especialmente por estar lendo na cozinha.

  28. juliana calafange da costa ribeiro
    13 de março de 2017

    Incrível o domínio q vc tem da linguagem. Eu fui lendo e pegando o sotaque do personagem, como se eu estivesse lá, ouvindo ele falar In loco. Mesmo sem parágrafos, o texto não é cansativo. Vc fez um bom apanhado geral do nosso folclore, parabéns!

  29. Anderson Henrique
    13 de março de 2017

    Ô seu Zé. Gostei d+ da prosa. Fui lendo, lendo e lendo e chegou o fim. E foi leve e foi bom. Ótimo ritmo dessa caipira que imaginei ser de Minas por conta do pão de “queis”. Senti falta apenas de um pouco de conteúdo na história, que pareceu mais um apanhado de várias lendas do que um conto com início, meio e fim. Valeu pela forma, pelo ritmo e regionalismo. Ficou devendo um pouquinho pelo conteúdo.

  30. Marsal
    12 de março de 2017

    (Nota: acredito que eu tenha antes postado uma revisão referente a outro conto, por engano; por favor, desconsidere minha revisão anterior)
    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: com certeza adequado.
    b) Enredo: Não parece haver um enredo em si, o conto e formado por vários “causos” contados por um homem simples, da roca, a um visitante. Gostei bastante do final, não aceitaria dormir naquela casa nem que me pagassem…:)
    c) Estilo: a escrita e bastante pitoresca. O autor (a) parece ter um grande domínio da língua portuguesa e, ainda assim, conseguiu se policiar e manter toda a narrativa utilizando um jargão regionalista muito bem trabalhado. Senti um pouco de falta de parágrafos, em alguns momentos parecia me sentir inundado, como se precisasse parar um pouco de ler para recuperar o folego mas tinha receio de faze-lo e acabar perdendo o fio da narrativa.
    d) Impressão geral: e’ difícil não gostar deste conto, a simplicidade do narrador em si e’ extremamente cativante. Boa sorte no Desafio!

  31. Marsal
    12 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: extremamente adequado, uma overdose de folclore.
    b) Enredo: Tive dificuldade em identificar um enredo propriamente dito. Não conhecia a lenda da Cumacanga e precisei recorrer a Internet para aprender um pouco mais sobre ela depois da minha primeira leitura. Então, li o conto novamente e me pareceu que as coisas fizeram mais sentido
    c) Estilo: O conto e’ extremamente estiloso e a escrita bastante peculiar. Acho que eu chamaria de prosa poética. Não e’ bem meu estilo favorito de leitura, tive muita dificuldade em me manter atento a narrativa em si enquanto lia, pois a narradora vai despejando uma quantidade enorme de conteúdos (alguns na forma de perguntas) e não da muito tempo para o leitor tirar suas conclusões ou digerir os conteúdos, já vindo com novas perguntas e afirmações. Por outro lado, gostei muito da alternância de rimas infantis com a narrativa em si
    d) Impressão geral: como expliquei acima, não e o meu estilo favorito de conto, mas com certeza um texto de alta qualidade. Boa sorte no Desafio!

  32. Antonio Stegues Batista
    11 de março de 2017

    A narrativa em linguagem caipira ficou legal, nas historias que o personagem conta sobre seres mitológicos. As falas de quem o ouve não aparece e nem é necessário, há indicações na fala do outro. Como as histórias são contadas por um homem simples do campo, isso não quer dizer que é coisa de gente ignorante.
    Sem mesmo saber se é verdade o que o caboclo conta, o visitante prefere ir embora. Eu faria a mesma coisa. O enredo é simples, a escrita parece chata, mas não é, dá valor ao conto.

  33. Roselaine Hahn
    11 de março de 2017

    Ô, seu moço, ocê apresentou de forma criativa a contação de lendas do nosso folclore. A foto escolhida é encantadora e remete muito bem ao narrador da história, lembrei do Jeca Tatu e, não sei porque, do Biotônico Fontoura.
    – Gramática: Conseguiu levar a narrativa até o final na escrita caipira, com raros deslizes ao misturar a língua culta ao caiporês. Para narrativas mais longas, como a do desafio, corre-se o risco do leitor se cansar, e confesso que em determinado momento me perdi na leitura, mas retomei o fôlego. Acredito que foi um risco assumido, e pela ousadia já merece o meu respeito. Pontuação impecável.
    – Criatividade: Como já disse, considerei criativa a forma escolhida para apresentar os causos, apesar de não ter sido apresentado um conto com uma história a ser contada, início, meio e fim, e sim várias histórias, o que de certa forma, tirou a expectativa de um final.
    – Adequação ao tema: O conto é um desfile de lendas inseridas no folclore popular, de acordo com o desafio proposto.
    – Emoção: No início do conto já presume-se que será uma contação de histórias curtas do imaginário do caboclo, senti empatia pelo texto, porém sem maiores arrebatamentos.
    – Enredo: gostei da maneira criativa com que o conto foi apresentado, da prosa com o amigo; por outro lado, a escolha por contar pequenos causos, sem o personagem em ação , enfraqueceu a trama. De qualquer forma trata-se de um delicioso conto, e as broas de mi me deu água na boca (adoro broas). Fiquei com dúvidas quanto ao uso da palavra trem, talvez eu desconheça a palavra na linguagem das lendas, mas o termo foi usado em vários contextos diferentes durante o conto. Depois me explica.

  34. catarinacunha2015
    11 de março de 2017

    Todo o charme do conto reside no vocabulário matuto, coisa difícil de reproduzir com fidelidade; aqui alguns deslizes com o uso correto da língua e depois o coloquial: “de” depois “di”, por exemplo. Um trabalho delicado e corajoso no uso da primeira pessoa em voz corrida. Um balaio de lendas em uma rápida visita. O aprofundamento de alguma das lendas, com uma trama original, daria mais força à narrativa.

  35. Fheluany Nogueira
    11 de março de 2017

    O autor criou um texto interessante em dialeto caipira, tão bem reproduzido que me trouxe saudades da “Vó Mariquinha”. Ela falava deste jeitinho, insistia com a comida, enquanto fumava em cachimbo de barro e tecia tapetes de retalhos. Eu deveria ter escrito sobre ela, isto sim.

    A técnica empregada aqui, em parte, lembrou-me “Grande Sertão: Veredas”, texto construído como uma narrativa oral sobre experiências, costumes, crenças do protagonista; este se dirige a um interlocutor cuja fala nunca aparece.

    A questão é que o monólogo ficou um pouco atropelado com excesso de informações; pareceu-me que foram resumidos todos os mitos, os costumes, a filosofia de vida da região. Assim, faltou uma trama, um conflito propriamente dito. Além disso, os espaçamentos entre as linhas a paragrafação e outros problemas de formatação entravaram a leitura, que acabou por tornar-se meio cansativa.

    Parabéns pela ideia e execução. Abraços.

  36. Bruna Francielle
    11 de março de 2017

    Tema: adequado

    Pontos fortes: gostei da narrativa, escrita de forma ”oral”, apesar de achar muito trágico alguém não saber falar o idioma (é quase como não ter um idioma certo), há quem fale assim e gostei dessa representação. Foi meio que uma salada de lendas, algumas eu acho que foram inventadas pelo autor, e não são do folclore, mas não tenho certeza. Porém, abordou personagem mais conhecidos, vários inclusive. Isso foi bom porque a história não foi cansativa ou prolongada desnecessariamente, em poucas frases o personagem conta cada história de forma completa e abrangente. Eu particularmente queria ouvir mais histórias do Zacarias, gostei dele.De certa também inovou na narrativa e na forma do conto, o que é positivo.

    Pontos fracos: exagerou nos “É.”, “Foi”, pra dar a ideia de conversação. Poderia ter usado algum outro artifício, este repetiu muito e perdeu o efeito.

  37. Sandra Godinho Gonçalves
    10 de março de 2017

    Muito criativo no uso da faça coloquial mineira, o que dá veracidade para o protagonista. Muito espirituoso também, com um humor leve.

  38. Matheus Pacheco
    10 de março de 2017

    GENIAL, GENIAL, parece as historias que minha vó costumava contar quando eu era criança, fazendo a escrita igualzinho o jeito que ela falava, com toda a modéstia do trabalhador rural.
    Um abração ao escritor, e um ótimo conto.

  39. Fernando Cyrino
    10 de março de 2017

    Olá, cá estou eu às voltas com esse seu passeio “ecumênico” pelas nossas tradições folclóricas. Bacana ter um conto que abarque assim as várias manifestações culturais da nossa gente. Pelo menos as que me parecem ser mais difundidas. Começo por lhe dizer que sinto um certo desconforto, um tanto de incômodo com essa maneira de grafar a fala do capiau. Ela me soa um tanto artificial e me gera bloqueios. Até porque a considero exagerada, apesar de nem saber de onde é este contador de histórias. Sou nascido no sertão mineiro e pelo menos duas vezes por ano fico uns dias na fazenda em contato com os matutos e acho que essa forma está um tanto quanto estereotipada por demais. Você usa várias vezes a expressão “trem” bem como também o nosso “uai” e daí presumi que pudesse ser um meu conterrâneo. Mera presunção. Releve. Outra coisa é que esse escrever, que parece simples, torna-se altamente sofisticado, eis que necessita um grande cuidado para se manter a norma criada pelo autor. Dou exemplos. Em alguns lugares você usa o e pelo i (maioria). Na verdade acho desnecessário porque mesmo na norma culta muito pouca gente fala “ê”. Todo mundo diz i mesmo. A questão é que você tem horas que usa o e, onde, pela sua norma deveria aparecer o i. Como em “e grita de um lado e batia… “. Achei que o e só fosse aparecer em início de frase, como maiúscula, tal como em “E é a lua cheia”. Gostei da escrita em um parágrafo só. Ficou bem bacana. Parabéns. Também achei que sítio das abelha deveria ter sido grafado sítio das abeia. Capiau assim não falaria esse abelha, não acha? Desgostei desse “com” virar cu. Deu cacófato. Achei desnecessário e mais na frente cus. Teve uma hora no conto em que me bateu uma dúvida: Tião “tem coragem” e logo em seguida me vem a história do Zacaria e deste você diz que “mais (sic) esse não tinha medo”. Sugiro rever pois que há a possibilidade desse mas atuar em relação ao primeiro personagem, o Tião. Os dois sendo corajosos achei estranho. Explica pra mim esse “rabo de cavaco trançado”. Não seria rabo de cavalo trançado? Anotei mais uns trens aqui. mas acho já ser suficiente, né? Receba o meu abraço imaginando daqui o trabalho que teve em redigir dessa forma. Parabéns.

  40. Priscila Pereira
    10 de março de 2017

    Oi Zé, deu um trabalhão pra eu acompanhar o seu trem aí sô… kkk eu sou mineira, mas nunca vi ninguém falar assim…kkk a falta de parágrafos me incomodou bastante…foi muito ruim de ler tudo junto assim. Você juntou um monte de lendas em um monólogo. Ficou bem interessante e criativo. Mesmo que esteja quase tudo escrito errado, dá pra ver que a estrutura e os pontos estão certos. Só faltou os parágrafos mesmo. Boa sorte. Até mais!

  41. Felipe Rodrigues
    10 de março de 2017

    O conto é marcado pelo regionalismo e o jeito marcado do sotaque deu ritmo à narrativa. Essa conversa de fim de tarde me pareceu muito bacana e é neste ponto, mais do que nas lendas citadas, que achei que o conto homenageou o Brasil, o cafézinho e o papo jogado fora. No entanto, achei q a mistura de lendas urbanas e lendas do folclore não combinou.

  42. Olisomar Pires
    10 de março de 2017

    Trama: caipira contando seus “causos” em linguagem tida como popular.

    Numa espécie de devaneio, o personagem passeia por diversos tipos de folclore, tentando assustar seu ouvinte ou apenas aproveitando a companhia.

    O modo de falar é interessante até um pouco e depois cansa, principalmente, quando se percebe que não sairá daquilo mesmo.

    Aguarda-se uma reviravolta, uma surpresa, que não houve.

    Parece-me que a força do conto estaria no modo de falar do protagonista e como disse antes, fica cansativo depois de algum tempo, portanto, não encontro detalhes de realce.

  43. Rsollberg
    10 de março de 2017

    O Conto usa um artificio comum em monólogos, ele caminha respondendo perguntas que não são ouvidas pelo leitor e assim vai avançando na atmosfera criada, e na própria história.

    O personagem principal é bem construído, não demora muito e já conseguimos visualizá-lo em seu ambiente. A história em si é ordinário, o que se destaca é justamente o estilo.

    O ponto forte do conto, também é o próprio calcanhar de aquiles. A escolha da voz no narrador é muito interessante, mas aos poucos, começa cansar o leitor, vez que não há qualquer alternância para aliviar a leitura. Nesse sentido, a ausência total de parágrafos só reforça essa percepção.

    Por fim, resta claro o cuidado o autor em criar quase um vernáculo e respeitá-lo durante todo o texto, ou seja, criando algo absolutamente uniforme, quase que como uma idioglossia regional.

    Parabéns e boa sorte!

  44. angst447
    10 de março de 2017

    Olá, autor!
    Divertida a sua prosa, viu? O bom é que nem precisei verificar se havia falhas de revisão. Deve ter sido muito difícil manter o estilo da linguagem caipira o tempo todo. Parabéns.
    O conto é bem simpático e sem dúvida alguma, aborda o tema proposto pelo desafio. No entanto, embora eu tenha curtido a narração do senhorzinho, acho que você exagerou um pouquinho. Acredito que teria sido melhor ainda, se não tivesse juntado tantos elementos do folclore em uma prosa só. Claro que uma coisa puxa a outra, o saci chama curupira, mas no final, ficou um pouco forçado. Pouca coisa, nada que tenha arrastado a leitura.
    Ótimo ritmo de narrativa, a leitura flui bem fácil, sem entraves.
    Boa sorte!

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .