EntreContos

Literatura que desafia.

Medonha (Priscila Pereira)

– Medonha, medonha, vai morrer sozinha!

Medonha ainda ouvia as crianças gritando ao longe. Gritavam e corriam, nunca ficavam para ver o que essas palavras provocavam na moça. Seu nome de batismo era Simone, mas desde pequena foi apelidada de medonha, e o pior é que estavam todos certos.

Sua pele era salgada, tinha os olhos vesgos e os dentes tortos, cabelos de palha de aço e pernas finas.

Chorava muito, todos os dias. Era romântica e dedicada, amorosa com a família, preocupada com a comunidade. Sonhava em viver um grande amor, ter filhos. Tudo em vão, ela sabia, então ia para a beira do rio e chorava mais ainda.

Não sabia que era observada chorando sozinha na beira do rio todos os dias. Ignorava que em pouco tempo sua vida mudaria.

A festa junina se aproximava e Medonha se aprontava, procurava o vestido mais bonito, o chapéu mais florido, se perfumava e aguardava.  Teria sorte se dançasse com mais de um senhor ainda jovem e solteiro. Ela sabia e não se importava, queria dançar, se divertir e esquecer que era feia.

No dia da festa foi para o rio bem cedo, sentou e chorou todas as lágrimas, imaginou mil amores e fez ainda mais promessas e juras.

Quando a noite chegou estrelada e fria, Medonha estava animada e contente, iria dançar, nem que fosse sozinha.

No meio da festa, já tinha dançado com todos os senhores idosos e com um ou outro jovem com má vontade. Não ligou. Viu se aproximando o homem mais bonito da festa, todo vertido de branco, sapato, terno e chapéu.

Aproximou-se lentamente e a convidou para dançar, foi um perfeito cavalheiro, charmoso e sedutor. Dançaram a noite toda. Pela primeira vez na vida, Medonha era o alvo da inveja de todas as moças da cidade. Nada mais embriagava tão profundamente do que essa sensação.

No final da noite foram os dois até a beira do rio. Amaram-se até o amanhecer. Medonha nunca havia sentido nada igual. Guardaria aquela noite na memória para sempre.

O sol já raiara quando o amante de Medonha se despediu dizendo que ela nunca mais ficaria sozinha, em seu ventre um bebê cresceria e aquela noite de amor para sempre teria. Com um último beijo ele pulou no rio e desapareceu. Medonha nunca mais o viu.

Nove meses depois ela carregava nos braços o bebê mais lindo que já se viu e mesmo sendo mãe solteira, era respeitada e invejada por todas as moças da cidade, afinal, ela era a única a ter um filho do boto naquela região.

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86 comentários em “Medonha (Priscila Pereira)

  1. Priscila Pereira
    1 de abril de 2017

    Caros amigos do Entre contos, queria me desculpar pelo texto, embora muitos tenham gostado, todos disseram que não me aprofundei muito na estória e é verdade. Eu nunca gostei do folclore e torci o nariz pra esse tema, tentei escrever sobre a lenda da mandioca mas não saiu nada, escrevi um texto sobre a mula sem cabeça que não me agradou de todo e só mandei esse para participar mesmo, confesso que poderia ter feito muito melhor, me perdoem, vocês mereciam maior esforço da minha parte. Agradeço a todos que gostaram. Espero o próximo desafio com ansiedade!! Até mais!!

    • Marco Aurélio Saraiva
      3 de abril de 2017

      EC não é lugar pra pedir desculpas. Se eu fosse pedir desculpas por cada texto que escrevi aqui que a galera não gostou, estaria lascado! Hahahah!

      Aqui é lugar pra aprender e botar a cara a tapa, e você fez justamente isso. Vivendo e evoluindo! =)

  2. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: um pequeno recorte cotidiano, sutil e bem feito. Em poucas palavras, é possível se apegar à figura da protagonista, que de medonha só tem o exterior. Em dado momento, notei certa semelhança com “Carrie, a estranha”, mas também foi uma boa opção não se enveredar por esse lado. A menina feia que dá o troco acaba sendo um clichê, mas foi desconstruído, uma vez que a grande transformação dela ocorreu depois de ter conquistado o boto.

    Apelo: gosto quando um conto ousa mais, desafia o leitor. Não é o foco aqui, ao que me parece. Nota-se a busca pela simplicidade, a ânsia por atingir o leitor pelo caminho mais curto – a empatia. Nesse sentido, funciona muito bem.

    Conjunto: o conto é doce igual mel – duas gotas, pra não enjoar.

    Parabéns e boa sorte.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Wender, gostei demais do seu comentário!

  3. Ricardo de Lohem
    30 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! História muito curta apressada, que me dei conta, já tinha acabado, fiquei com uma sensação de vazio. Por que a protagonista tem que ser tão feia? Me pareceu ser porque se não fosse isso, não teríamos quase enredo, pois o pouco que o conto nos oferece se baseia totalmente ma bruaquice da moça. O final é bem esquisito, ilógico dentro do contexto da lenda: ela era invejada por ter tido um filho de Boto? Nas versões que eu li me pareceu que um filho de Boto na família seria considerado mais uma maldição do que uma bênção… Bem, deve ser só uma piada de autor. Desejo para você Boa Sorte.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Ricardo, pelo comentário impertinente de sempre. 🙂

  4. Marsal
    30 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: claro!
    b) Enredo: Simples mas envolvente. Conseguiu me prender ate o momento em que Medonha encontra o homem de branco. Daquele ponto em diante, o enredo fica bastante previsível.
    c) Estilo: A narrativa flui bem, e consegui sentir o clima de quermesse em cidade do interior (talvez influenciado pela ilustração). Achei que tudo aconteceu um pouco depressa demais, quando começamos a nos envolver mais com medonha e suas desventuras as coisas rapidamente mudam.
    d) Impressão geral: um bom conto, mas acho que poderia ser um pouco mais desenvolvido, especialmente a primeira parte. Boa sorte no Desafio!

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Marsal, pelo comentário gentil.

  5. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    É uma história simpática, mas que peca por ser muito simples. Temos uma protagonista interessante, mas que é abordada de maneira apenas superficial. O mesmo ocorre com o rapaz bonito. No final, eles ficam juntos e o sujeito era o Boto. Tudo muito linear, tudo muito rápido, sem direito a conflitos nem digressões. Para uma história ser marcante, é preciso que haja obstáculos, que os personagens sejam humanos (no sentido de terem defeitos e qualidades). Infelizmente não é o que ocorre aqui. Tudo é reto, direto ao ponto e por isso não há como cativar o leitor. O lado bom é que se percebe que a autora tem cacife para avançar mais, para ousar mais. Basta se libertar.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Gustavo, pelo comentário encorajador!

  6. Marco Aurélio Saraiva
    29 de março de 2017

    Um conto ligeiro e sucinto. Engraçado como que fica fácil notar a origem da lenda do boto, especialmente agora com todos esses contos no desafio sobre o personagem. Antigamente a quantidade de mulheres grávidas de viajantes passageiros que nunca mais veriam deveria ser exorbitante! No desafio em voga já teve boto tradicional, boto homossexual, e agora boto que gosta de mulher feia. Tem boto pra tudo! rs rs.

    O presente conto é bom de ler, pois seu estilo é claro, simples e direto. Não há erros de português, o que denota uma revisão muito bem feita. A leitura é fluida. Mas o conto não tem muto brilho: é uma fábula simples e um tanto óbvia. Carece de criatividade e algo que desperte real interesse no leitor.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Marco, pelo comentário realista.

  7. jggouvea
    29 de março de 2017

    Esse é um texto de autor ainda incipiente, que carrega certa ingenuidade. Fica nítida sua pouca familiaridade com o tema e o apoio restrito na pesquisa. Porém, mais do que isso, fica evidente uma falta de compreensão do mito, que é reimaginado de uma maneira muito rasa. Apesar disso,a autora consegue extrair, a fórceps, um conceito interessante, de que, talvez, o boto possa ser um personagem romantizável.

    Agora vamos às notas:

    Média: 6,21
    introdução: 6,0
    Enredo: 6,0
    Personagens: 6,0
    Cenário: 6,0
    Forma: 6,0
    Coerência: 7,0

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada José Geraldo, pelo comentário clarividente.

  8. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    Uma das histórias que tem mais característica de conto popular, enquanto lenda. Trata de uma justiça extraordinária, uma compensação de outro mundo à protagonista. Narrativa enxuta, em poucas palavras mesmo, que consegue conduzir a história.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Daniel, pelo comentário certeiro.

  9. Pedro Luna
    28 de março de 2017

    Desculpe, mas achei um conto um pouco ingênuo. No início, a situação de Medonha nos aproxima com a personagem e nos faz querer saber o que vai acontecer, porém quando o sujeito bem vestido chega na trama, já se sabe que é o boto. Ainda assim, esperamos por algo, mas o que acontece é o mais previsível. Assim como em muitas histórias, ela tem o filho do boto. Sim, e aí? No fim fica a sensação de que não lemos uma história bem construída.

    Acredito que teria sido melhor desenvolver mais a trama. Por exemplo, é dito que o boto a observa no rio durante o pranto, então poderia ser explorado essa intenção do boto. O que ele sentia? Pena? Para se aproximar na festa da mulher mais feia? Ficou no ar.

    No geral, não achei um bom conto. Desculpa.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Pedro, pelo comentário sincero.

  10. Cilas Medi
    27 de março de 2017

    Singelo, simples, direi criativo, mas não cumpriu totalmente com o desafio pelo número de palavras. Uma história bastante conhecida do boto iludindo e satisfazendo as moças enamoradas pela sua beleza, com uma outra forma de apresentação.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Cilas, pelo comentário gentil. O número de palavras no desafio é demarcando o máximo e não o mínimo, então o texto está perfeitamente dentro do limite.

  11. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    Bem escrito e narrado, por alguns momentos nos leva a crer que Medonha seja algo mais. Mas não é. O Boto surge de forma previsível e se vai da mesma forma que chegou. História linear e sem pontos emocionantes, o desfecho me pareceu um pouco anticlímax, e talvez aquém da realidade.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Rafael, pelo comentário sucinto.

  12. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    Conto tímido em que o(a) autor(a) preferiu a tranquilidade de um enredo conhecido. A história flui bem e é curta, chegando até a despertar um pouco de empatia pela Medonha. O final é competente e fecha bem o conflito da protagonista.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Elias, pelo conentário gentil.

  13. Iolandinha Pinheiro
    26 de março de 2017

    Um conto simples mas muito bonitinho. Gostoso de ler e cativante. Eu gostei. Pena que sendo, assim, tão bom de ler, ele terminou muito cedo, não existiu conflito, ou pelo menos, só existiu um conflito inicial, dela com a sua autoestima, então a sensação que eu tive foi de ler algo pela metade, como se uma pessoa me contasse um história super interessante, mas no meio do papo se lembrasse de algo urgente a fazer, e resumisse a conversa no final para poder ir embora. Ainda assim adorei a fluidez do seu conto. Boa sorte no desafio.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Iolandinha, pelo comentário carinhoso, amei!

  14. mitou
    24 de março de 2017

    o conto começou com uma estrutura muito interessante , senti falta de um final mais elaborado. penso que ficou curto , tive mais curiosidade para saber sobre a vida da garota, e os acontecimentos finais foram muito pouco descritivos e me decepcionou, mas tudo por que você começou muito bem.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada, pelo comentário motivador.

  15. Evandro Furtado
    24 de março de 2017

    Resultado – Average

    Curtinho, não diz muita coisa. Naquilo que se propõe é competente, mas não se arrisca. Personagens bem desenvolvidos no tempo que lhes foi concedido, trama até bacaninha, mas é só isso.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Evandro, pelo comentário good.

  16. Vitor De Lerbo
    24 de março de 2017

    História simples, bem contada e bela. Nos leva a crer que Simone se encaixaria em alguma lenda, o que gera surpresa nos dois últimos parágrafos.
    Boa sorte!

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Vitor, pelo comentário generoso.

  17. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Arroz,
    É um conto simples, que conta a lenda, mas não inova em nada, apesar de, para mim, ter certa moral. Está bem escrito, sem erros, usando a gramática correta. Contudo, com relação à criatividade, não me mostrou algo que fosse cativante.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Evelyn, pelo comentário puxão de orelha.

  18. Bia Machado
    24 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (3/4) – Narrativa fluida por ser simples. Poderia ter desenvolvido melhor, com mais dramaticidade.

    Construção das personagens: (2/3) – Personagens pouco desenvolvidos. Poderia ter acrescentado diálogos, pensamentos, dando mais vida a elas.

    Adequação ao Tema: (1/1) – Sim, adequado ao tema.

    Emoção: (0/1) – Não me cativou. Foi apenas uma leitura, simples e rápida.

    Estética/revisão: (0,5/1) Por ser um conto curto, a estética podia ter sido mais bem aproveitada, mais enriquecida. A leitura vai perdendo força. Faltou ousadia.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Bia, pelo comentário didático.

      • Bia Machado
        3 de abril de 2017

        Por nada, e desculpe qualquer coisa. Às vezes gostaria de ser mais passional, seria até mais fácil, mas ser didática me ajuda porque não há muito como fugir daqueles critérios que estabeleci. E é mania de professora também. 😉

  19. rsollberg
    23 de março de 2017

    Então, arroz doce.

    Infelizmente o conto não me comoveu ou despertou qualquer sensação mais extrema. A história é simples, a escrita até agradável, mas nada além disso. O texto não traz qualquer novidade, na estória ou na própria escrita. Não possui uma construção mais apurada ou alguma referência.
    Por fim, creio que não sobrou espaço para o leitor viajar, bem fechado.
    È a famigerada lenda do inicio ao fim.

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrrigada Rafael pelo comentário sincero.

  20. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Olá,

    História bonita de uma moça feia por fora mas linda por dentro, e que queria somente ser amada.

    Total adequação ao tema, mas, indo para meu lado de leitor, não me cativou, talvez eu tenha sentido falta de um pouco mais de profundidade na personagem.

    No demais, a narrativa tem uma leitura fluida e gostosa. Boa sorte.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Miquéias, pelo comentário gentil.

  21. Olá, Arroz Doce,

    Tudo bem?

    Sua maneira de escrever é muito “visual”. Você conseguiu me transportar para os salões de dança onde as moças disputam o melhor e mais bonito dançarino, para a infância da personagem sofrendo bullying, para a cidade criada, e tudo o mais.

    Gosto muito da lenda do Boto e creio que esta foi uma bela escolha. Porém, o que mais me chamou atenção em seu trabalho foi para o aspecto social da lenda dentro da vida real do povo da região. Pesquisei um pouco sobre o assunto e encontrei relatos dos “filhos do boto” e das “mães de filhos do boto”. As mães solteiras e os filhos de pais desconhecido, obviamente. Você abordou esse aspecto com muita sutileza ao mencionar a inveja que todas tiveram de “Medonha” deste dia em diante, trazendo um aspecto positivo à lenda.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  22. Jan Santos
    22 de março de 2017

    Uma abordagem tradicional do conto do boto, mas feita de forma concisa e sólida, nos lembrando das raízes originais de tais histórias.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Jan, pelo comentário.

  23. Elisa Ribeiro
    22 de março de 2017

    Um conto curtinho, que reconta a lenda do boto. Há um certo ritmo na sua prosa o que para mim valorizou o seu conto. Gostei da referência à pele salgada na descrição da personagem. Também gostei do título, despertou a curiosidade. Boa sorte!

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Elisa, pelo comentário gentil. 🙂

  24. Rubem Cabral
    22 de março de 2017

    Olá, Arroz doce.

    Então, o conto é bonito, mas é simples como um conto de fadas contado a crianças: a personagem Medonha tem poucas nuances e a narração é igualmente simples.

    Apenas a ideia do Boto ter escolhido a moça feia trouxe algo interessante ao texto… Mas mesmo esse encontro, que poderia ter rendido algo muito bonito, foi resolvido em três parágrafos somente.

    Nota: 6

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Rubem, pelo comentário gentil.

  25. Anderson Henrique
    20 de março de 2017

    O texto foi meio arroz-doce mesmo. Não é tão gostoso, mas até que é bom. O conto tem jeitão de fábula. Fiquei o tempo todo esperando você dizer que Medonha era a Cuca, mas a lenda correu pro lado do Boto. Não encontrei problemas no texto, mas talvez tenha faltado ousadia ao narrar.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Anderson, pelo comentário divertido.

  26. Fabio Baptista
    19 de março de 2017

    Conto curtinho e fácil de ler. Achei que que inovou de certa forma, porque, pelo que me lembre, o boto buscava as mulheres mais bonitas e as arrastava para a água.

    Ao ler, não pude deixar de pensar na patrulha politicamente correta atacando o fato de dizer que a mulher era medonha e tal hauauha. Eu achei engraçado.

    Sem grandes destaques, mas cumpriu o papel de entreter.

    Abraço!

    NOTA: 7,5

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Fábio, pelo primeiro comentário elogioso seu em um conto meu. Gostei. 😉

  27. Thayná Afonso
    19 de março de 2017

    Embora tenha sido breve, gostei do conto… Fiquei curiosa para saber o que Simone era além de “medonha”, talvez pudesse ter aprofundado um pouco mais nos aspectos da personalidade e rotina dela antes do desfecho, mas mesmo assim acredito que o conto tenha cumprido seu propósito. Parabéns e boa sorte!

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Thayná, pelo comentário generoso.

  28. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    O conto é curto, simples, sem complicar, conta os fatos e pronto. A história de uma moça feia que ninguém queria, e o Boto se compadeceu ao vê-la chorando na beira do rio.
    Parabéns
    Destaque: “Pela primeira vez na vida, Medonha era o alvo da inveja de todas as moças da cidade. Nada mais embriagava tão profundamente do que essa sensação.”

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Neusa, pelo comentário sincero.

  29. G. S. Willy
    16 de março de 2017

    Achei o conto curto demais, simples demais. a história do boto é conhecida e não trouxe nada de novo. A caracterização da personagem ficou bem feita, o ambiente também. Talvez se o(a) autor(a) tivesse prolongado mais, criado uma história com começo, meio e fim de verdade, o conto poderia figurar entre os primeiros, mas infelizmente não é o caso…

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Willy, pelo comentário encorajador.

  30. Olisomar Pires
    16 de março de 2017

    Bom conto. Talvez a personagem tenha ficado muito superficial, seria necessário ganhar mais o leitor em favor da Medonha, foi muito rápido.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Olisomar, pelo comentário direto.

  31. marcilenecardoso2000
    16 de março de 2017

    Conto curto, a estória pede mais conteúdo, a lenda do boto é uma das mais conhecidas e polêmicas que existe. O(a) autor(a) poderia ter explorado mais a emoção dos leitores com mais aparições do boto, mesmo na vida da Medonha. Ele podia até ter se apaixonado por ela. Por causa do tanto de coisas negativas que ela enfrentou, ficaria interessante um final assim.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Marcilene, pelo comentário pertinente.

  32. M. A. Thompson
    16 de março de 2017

    Olá “Arroz Doce”. Parabéns pelo seu conto. Apesar de curto, achei bem construído, relacionando diferentes símbolos do folclore de forma muito natural para a narrativa. Gostei muito. Sucesso.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada M.A., pelo comentário generoso.

  33. Roselaine Hahn
    15 de março de 2017

    Arroz doce, a foto do seu conto não é medonha, é linda, amei! Engraçado esse negócio de dar pitaco no conto dos outros, mas acho que essa é a graça da coisa, eu te ajudo com o seu, vc. ajuda no meu, e todo o mundo fica feliz. Buenas, vamos ao seu conto. Acho que sobrou espaço para inserir mais história; a questão de contar e não mostrar, tira do leitor o prazer de imaginar os personagens, como são, o que fazem, o destino que podem vir a ter. Seria interessante ter deixado que o leitor concluísse que ela era medonha por ser feia, e não entregar de cara a descrição da personagem. A técnica show don´t tell ou mostre, não diga, nos ajuda a entender esse processo, de colocar a história na mente do leitor, e não descrevê-la. Vc. trouxe as festas regionais do folclore para o desafio, uma boa escolha de tema. Go ahead!

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Roselaine, pelo comentário instrutivo.

  34. catarinacunha2015
    15 de março de 2017

    A estratégia utilizada aqui foi perfeita. Jogou o leitor para uma direção, colocando a Medonha como protagonista, e só no fim temos a consciência de ser Simone coadjuvante. Técnica difícil, trabalhosa num texto enxuto e profundo. Belo exemplo de concisão sem perder a beleza e fluidez.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Catarina, pelo comentário perfeito. Já disse que sou sua fã, e ver um comentário desse e o seu 10, pra mim já valeu o desafio. Amei!

  35. Felipe Rodrigues
    14 de março de 2017

    A história é simples e a lenda escolhida é uma das que mais gosto, o conto é de leitura de um só fôlego, fluido, mas achei que faltou um pouco mais de imersão na própria lenda do boto, mais características, etc. Resumindo, boa escrita, forma bacana de contar, mas poucas referências.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Felipe, pelo comentário gentil.

  36. Eduardo Selga
    14 de março de 2017

    Escrever um conto em tom de causo não pode dar a sensação de mera reprodução da oralidade, caso contrário é como se o texto não cumprisse sua função estética, e orbitasse apenas a função referencial, ou seja, a objetividade da mensagem. Em se tratando de conto, gênero narrativo e literário, parece-me pouco.

    Entendo ter sido esse o caso. Um desperdício de personagem, pois Medonha,a começar pelo nome, teria muito a render. O fato de uma mulher feia chamar a atenção do boto mereceria maior atenção do(a) autor(a), pois contraria de modo bem interessante uma parte da narrativa mítica que garante ele ter preferência por mulheres bonitas.

    Alguns escorregões gramaticais:

    Em “[…] queria dançar, se divertir e esquecer que era feia” o correto seria DIVERTIR-SE, por que o verbo no infinitivo exige o pronome oblíquo após ele.

    Em “viu se aproximando o homem mais bonito da festa […]” o correto seria APROXIMANDO-SE, por causa do verbo no gerúndio.

    Em “[…] todo vertido de branco […]” parece ter havido um erro de digitação e revisão. Suponho seja VESTIDO, se bem que VERTIDO, no sentido de transformado, faz sentido metafórico, linguagem pouco usada pelo conto.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Eduardo, pelo comentário tão detalhado e instrutivo.

  37. Fheluany Nogueira
    14 de março de 2017

    Nesta versão, o Boto nem precisou seduzir a moça para engravidá-la, ao contrário, ele fez o papel de incluí-la na comunidade, porque depois do caso, a feiosa deixou de ser discriminada.

    Narrativa simples, sem grandes pretensões, sem uma força maior,o conflito é limitado, não há um aprofundamento psicológico para dar um pouco mais de força para as emoções dos personagens, mas ainda assim, bem narrado e de leitura fluída.

    De qualquer forma, foi uma leitura agradável e um texto sem deslizes gramaticais. E, gostei do pseudônimo: um prato folclórico dos saborosos.

    Abraços e boa sorte!

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Fátima, pelo comentário generoso.

  38. Antonio Stegues Batista
    14 de março de 2017

    Um conto simples, a lenda do boto que se transforma em um belo rapaz para seduzir as moças e foi o que aconteceu nessa história e não houve nenhuma novidade, sem nada mais que surpreendesse. O enredo deveria ser diferente da lenda. Deveria ser uma história com a lenda e não a lenda como história.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Antônio, pelo comentário instrutivo.

  39. Bruna Francielle
    13 de março de 2017

    Tema: adequado

    Pontos fortes: eu gostei bastante da história. Já li algumas antes dessa, mas acho que até agora este conto foi o que eu mais simpatizei. Não se alongou desnecessariamente, soube comunicar sua ideia de forma simples e eficiente, demonstrando habilidade com a língua. A história e personagens foram cativantes. Também gostei da imagem de ilustração.

    Pontos fracos: Porém uma história simples às vezes é bom, mas, naturalmente, faltou um certo aprofundamento e mais elementos elaborados como reviravolta, surpresa, etc. Também estranhei as moças invejarem ela ser mãe sozinha de um filho de um boto, como se isso fosse algo bom. Porém, essa parte apesar de estranha deu um certo brilho a narrativa, não chegando a ser um ponto muito fraco.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Bruno, pelo comentário tão gentil. Gostei bastante.

  40. angst447
    11 de março de 2017

    A narrativa apresenta o tema proposto pelo desafio.Um conto curto que dá conta do recado,mas que poderia ter se desenvolvido um pouco mais.
    Não encontrei lapsos de revisão. A leitura flui fácil, sem entraves, e mantém um ritmo equilibrado.
    Logo imaginei que o conto abordaria a lenda do boto e gostei.Quase escolhi esse personagem também. E a narrativa ainda termina com um happy end para Medonha.
    Adorei a imagem selecionada, o quadro naif combina bem com o tom singelo do seu texto.
    Boa sorte!

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Claudia, pelo comentário tão generoso. Amei!

  41. Fernando Cyrino
    10 de março de 2017

    Que legal, me reencontrar aqui com a lenda do boto. Achei legal a sua maneira de narrar a história. Achei bem bacana que tivesse mudado a história. Na versão que conheço o boto buscava a donzela mais bela. e aqui ele buscou a medonha. Uma recompensa pela feiura, inclusive ao lhe dar o filho mais lindo. Por outro lado senti que poderia explorar um pouco mais a lenda. Quem sabe ampliar a trama um pouco mais, estender o conflito. Pudesse lhe sugerir lhe diria isto. Outrossim, dê uma última olhada no seu texto. Tem umas coisinhas a serem acertadas na minha opinião. abraços.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Fernando, pelo comentário tão gentil e pela dica valiosa.

  42. Matheus Pacheco
    10 de março de 2017

    Viu? Beleza é relativa e nesse exato momento podemos perceber que o boto é um cara com gostos muito peculiares…
    Mas muito bom esse conto, muito bom mesmo.
    Um abração ao escritor.

    • Priscila Pereira
      1 de abril de 2017

      Obrigada Matheus, pelo comentário tão generoso.

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Informação

Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .