EntreContos

Literatura que desafia.

A Lenda da Vitória-Régia (Marcilene Cardoso)

lenda

-Mãe, que flor mais linda é aquela?

-É a Vitória-Régia, minha filha.

-Que nome mais estranho! Porque ela tem esse nome?

Andirá, uma menininha de seus cinco anos, com seus longos cabelos negros como a noite, muito sapeca e curiosa.  Estava fazendo uma visita ao Museu Paraense Emílio Goeldi com sua mãe. Maria, uma mestiça de trinta anos, era uma estudiosa da cultura indígena, dava ênfase ao tupi-guarani por ser o tronco de origem de sua bisavó paterna. Desde criança se interessou pelos costumes dos índios.

– A lenda da Vitória-Régia é uma das mais lindas que existe no Brasil. Quer ouvir?

-Mas o que é lenda?- Perguntou a menininha com os olhinhos brilhando de curiosidade. A mãe sorriu e explicou:

-Lenda é uma história que passa de pessoa pra pessoa só de boca, só falando, explicando coisas misteriosas, muito interessantes, especiais, misturando o que aconteceu com o que eles acham que aconteceu. Por isso, cada pessoa que conta muda um pouquinho.

Andirá começou a dar pulinhos e bater palmas de ansiedade:

-Conta, mamãe, conta logo!

– Só mais um pouquinho, princesa. Daqui a pouco vamos pra casa, você vai tomar um banho bem gostoso, um lanchinho, e vai pra cama. Aí te conto tudo, tudo.

Deu um beijo estalado na testa da menina e seguiram para casa.

Andirá estava tão curiosa que tomou seu banho rapidamente, pegou um copo de suco de laranja com uma fatia de bolo de fubá e engoliu tudo sem piscar. A mãe chamava a atenção:

-Acalme-se, minha filha, eu não vou fugir.

-Mas estou muito curiosa, mamãe!

Deitou-se, a mãe jogou um lençol até sua cintura, e após sentar-se na poltrona ao lado da caminha:

‘ Há muitos anos atrás, a Lua, que os índios chamavam de Jaci, era uma deusa que amava muito as jovens da tribo. Tinha um carinho todo especial por elas. Quando surgia no céu à noite, beijava suas faces, abraçava-as e fazia seus rostos brilharem. E escolhia algumas pra serem transformadas em estrela, pra prolongar o brilho que lhes dava pra sempre. Tinha uma mocinha chamada Naiá que morria de vontade de ser escolhida pela Lua, mas nunca era. As pessoas mais velhas da tribo conversavam com ela aconselhando:

-Naiá, se a Lua escolher você, acabou-se sua vida e seus planos, você vai deixar de ser uma moça e vai virar estrela. Ela vai levar você pra brilhar no céu. Acabará assim a sua caminhada aqui.

Mas nada fazia com que mudasse de ideia.  Saia todas as noites para procurá-la, subia as montanhas e ficava esperando, esperando. Não conseguia nem comer mais, não dormia, parou de fazer tudo que gostava para ficar à espera da Lua. Emagreceu muito, tinha cara de doente. Ficava horas e horas olhando pra Lua, admirando sua beleza. As outras moças a chamavam para passear à beira do rio, para colher frutas, mas ela não tinha vontade de nada, só de namorar a Lua à noite.

Um dia, cansada de tanto andar, fraca por dias sem comer, Naiá parou na beira do rio para descansar um pouco. Olhou para a água, e como a Lua estava muito bonita e brilhante, acreditou que o céu tinha mandado a Lua vir buscá-la. Sem pensar atirou-se na água com toda vontade. Quando entendeu que não era a Lua e sim a imagem dela, tentou voltar mas não conseguiu e morreu afogada.

A Lua ficou muito triste com a situação e, para homenagear o amor que Naiá sentia por ela, transformou-a em uma estrela da água, a Vitória-Régia. Por esse motivo essa flor linda só se abre à noite.’

Quando a estória terminou, a menininha estava dormindo com um sorriso nos lábios.  E sonhava que era uma grande flor branca de pétalas macias e brilhantes no meio de um rio…

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42 comentários em “A Lenda da Vitória-Régia (Marcilene Cardoso)

  1. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: há certa teatralidade nas cenas descritas, como em um daqueles programas mais educativos da TV Cultura para crianças (particularmente, gostava muito deles). Funciona como uma maneira de enfatizar a mensagem que está sendo passada. A lenda da Vitória-Régia é motivo e foco do conto, que não ousa muito mais que descrevê-la.

    Apelo: creio que seja um bom conto, mas não a melhor opção para o desafio. A questão nem seria a extensão diminuta da narrativa, pois há contos que não chegaram nem perto do limite de palavras e mostraram muito bem a que vieram. Acho que a principal ressalva seria a simplicidade exacerbada com que os dois únicos eventos transcorrem.

    Conjunto: espero que não se chateie com minha crítica. Acredito que também tive o mesmo problema de adequação do conto ao destino neste desafio, é complicado perceber isso só depois, mas faz parte da evolução.

    Parabéns e boa sorte.

  2. Pedro Luna
    30 de março de 2017

    Outro conto que considero ingênuo. Desde o diálogo meloso entre mãe e filha, até a parte em que o escritor escolhe deixar a trama de lado para contar a lenda. Na minha opinião, uma escolha errada, pois quando o texto retorna a trama, ela simplesmente acaba, com o sono da garotinha. Não gostei muito pois não vi história que justificasse um conto, me desculpe dizer. Também enxerguei problemas de pontuação que deixam a leitura travada, além de detalhezinhos que melhorariam a leitura, como:

    “Andirá, uma menininha de seus cinco anos, com seus longos cabelos negros como a noite, muito sapeca e curiosa”

    Acredito que poderia ter um ERA, antes de muito sapeca. Do jeito que está, ficou estranho. Enfim, só um toque em pequenas construções.

  3. felipe rodrigues
    30 de março de 2017

    mais um conto que trouxe essa lenda muito rica da vitória régia, desta vez com uma abordagem mais simples é diferente, gostei, mas somente porque gosto do folclore, pois o conto mesmo não trouxe nenhuma história, nenhum personagem interessante ou algo do tipo.

  4. jggouvea
    30 de março de 2017

    Vamos aos detalhes, que neles a gente peca. Se a mãe da menina era uma estudiosa da língua tupi-guarani, então o autor também tem que tentar saber um pouco para não fazer feio. Primeiro não existe a língua tupi-guarani, existem dois grupos de línguas razoavelmente parecidas, o tupi, de um lado (do qual o mais significativo exemplar é o tupinambá, do qual se derivou a “língua geral”, ou “tupi de branco”, e também o tupi moderno, ou “nheengatu”) e o grupo guarani, do outro (do qual o mais significativo é o “avanheém” (guarani paraguaio). A mãe estudiosa teria que saber disso, pelo menos. E, claro, não daria à filha o nome de morcega. Porque é isso que significa “Andirá”. Mas pelo menos a menina não se chama “Anhangá” (demônio)…

    Outro problema do texto é o “excesso de cor local”. Toda a cena inicial “no museu Emílio Goeldi” é totalmente supérflua. Nada contribui para a história.

    A história, em si, carece e originalidade, é apenas a repetição da lenda da vitória régia, que se pode achar em vários lugares da web. Nesse mesmo concurso tem outro conto que é sobre a mesma história e faz com muito mais competência.

    Enfim, vai ficar na metade inferior da minha planilha.

    Vamos às notas.

    Média 4,68
    Introdução: sem nota, porque a introdução não se relaciona com a história.
    Enredo: 5,0 — porque é genérico e pouco desenvolvido.
    Personagens: 5,0 — porque são muito padronizados e sem humanidade.
    Cenário 5,0 — porque ele não contribui muito
    Forma 5,0 — por não desenvolver o tema além da pesquisa básica
    Coerência 6,0 –penalizada pela desconexão da introdução com o resto.

  5. Marsal
    29 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: obviamente sim
    b) Enredo: bem simples, direto e singelo
    c) Estilo: bastante tranquilo e bem escrito. Fiquei com a impressão de que o autor (a), embora com grande talento para escrever, fez um trabalho sem grandes ambições, apenas interessado em contar uma estória do jeito mais leve possível.
    d) Impressão geral: um conto suave. Simples, mas bom. Boa sorte no Desafio!

  6. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    O conto é simpático, exatamente o tipo de história que se lê para crianças. Mas é só isso. Trata-se de uma reprodução fiel, quase uma cópia, da lenda original. Creio que o propósito do desafio era dar novas leituras aos mitos tipicamente brasileiros, instigando o leitor e surpreendendo com fatos novos e alternativos. Ao manter-se nos exatos limites da lenda, esta versão não trouxe nada de novo. Ou seja, é bacana, mas faltou (muita) ousadia.

  7. Marco Aurélio Saraiva
    29 de março de 2017

    Um conto “fofo”, rs rs rs. Muito bonito, escrito com carinho e atenção. Ele peca por ser nada mais do que a transcrição da lenda da vitória régia, sem tirar nem por, contido em uma cena onde a mãe conta a história para filha antes de dormir (um tanto clichê). Não há enredo, apenas uma fábula, que já é conhecida.

    De qualquer forma, você escreveu tudo muito bem e sem erros. Foi um texto legal de ler, e rápido. =)

  8. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    Um conto infanto-juvenil, simplesmente. Para os meus olhos, não trouxe uma surpresa, um alumbramento qualquer. Sinto muito, realmente não me fascinou. Como dica, acho que eu colocaria um elemento mais mágico no sonho da menina.

  9. Matheus Pacheco
    28 de março de 2017

    CARACA, eu acho que esqueci de comentar esse conto…
    Nesse exato momento eu acabei de enviar as notas, e eu acho que esqueci esse…
    Perdoe-me por favor, mas saiba que eu li seu texto antes, e eu achei ele impressionante e muito bonito, me deixou muito triste o final, mas não fugiu a lenda.
    Me desculpe novamente e um abração ao autor…

  10. Cilas Medi
    27 de março de 2017

    Crtl C e Crtl V direto do Google. Sem mais comentários, porque não se pode avaliar algo copiado com historieta simples antes da cópia, vinda direta do https://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda_da_vit%C3%B3ria-r%C3%A9gia.O desafio era de um conto com uma quantidade de palavras que sequer chegou à “metade”. Portanto, não estou vendo talento, criatividade e muito menos disposição para a escrita.

    • marcilenecardoso2000
      3 de abril de 2017

      Obrigada por suas dicas, muito rico seu comentário. Aprendi com ele. Para sua informação, meu texto não foi apenas copiado, consultei outros sites. Não sou contista, mas sou poetisa e estudante de Letras. Ora, qualquer estudante de Letras jamais copiaria e colaria assinando a obra, visto que sabe que isso é crime, né? Não escrevi muito, não cheguei nem sequer à metade da quantidade de palavras que tinha disponível, porque não sei escrever conto. Só quis participar, exatamente para conhecer o espaço e aprender com vocês. Estou desafiando a mim mesma, por isso você ainda me verá por aqui com minha falta de talento e de criatividade. Porém, disposição para a escrita, desculpe contrariar seu ponto de vista, tenho, sim. obrigada pela atenção que me dispensou.

  11. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    História deveras simplista. Com uma narrativa boa e um enredo comum, não chama muito a atenção, só conta uma história, sem originalidade, e o fim é apático.

  12. Evandro Furtado
    27 de março de 2017

    Resultado – Weak

    Eu não tenho certeza de qual foi o propósito aqui. Simplesmente inseriu-se a lenda? A narrativa não apresenta nada de novo, mesmo a trama não propõe nada diferente.

  13. Iolandinha Pinheiro
    27 de março de 2017

    Conto muito bonito sobre a vitória -régia. Gostoso e fácil de ler, sem problemas gramaticais evidentes. Um conto simples, tranquilo, e suspeito que não tenha tido quase nenhum acréscimo à história original pelo autor. Talvez este seja o problema. Um conto sem personalidade, sem a marca do autor. Fácil demais. E embora eu tenha gostado da leitura tranquila, imagino que a proposta é criar algo, e foi isso que faltou. É isso. Um abraço e sorte no desafio.

  14. Ricardo de Lohem
    26 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Uma versão excessivamente infantil e assexuada da Lenda da Vitória-Régia. É uma dessas tantas versões que escondem o jogo, não deixando clara a natureza do amor de Naiá por Jaci. Prefiro a outra versão publicada no presente desafio, vocês sabem qual, é chato falar.. Fiquei com a impressão que a lenda foi copiada de algum site sobre lendas do Brasil e depois ligeiramente editado, um trabalhinho meio feito às pressas só pra não dizer que não participou do desafio. Tudo termina rápido demais, deixando um certo vazio. Aceitável como conto infantil, desde que seja para crianças que não exijam muito. Desejo Boa Sorte!

  15. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    Outro exemplo de autor(a) que não quis arriscar. O conto é um bolo de quem seguiu à risca uma receita de família e isso ficou ainda mais crítico pelo uso dos lugares-comuns da mestiça que conta a história para uma inocente criança cheio de sonhos. É um conto competente, no fim das contas, mas nada que nos arranque da realidade.

  16. mitou
    24 de março de 2017

    o conto está bem escrito e de acordo com as normas cultas da linguagem , contudo , tem uma história muito pobre , sem muitos desenvolvimento da trama ela apenas descreve uma lenda. O autor tentou colocar a história da menina para complementar um conto mas sinceramente , só serviu para alongar algo que não é muito interessante.

  17. Rubem Cabral
    24 de março de 2017

    Olá, Flor de Maio.

    Então, penso que você apenas criou um subterfúgio muito tênue para recontar a lenda, sem praticamente alterações da lenda mais conhecida. A escrita da trama que envolve a lenda, da menina Andirá e sua mãe, é bastante simples também.

    Nota: 6

  18. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Flor,
    Está bem escrito. Acredito que tenha faltada alguma coisa além de apenas contar a lenda para uma criança dormir. Talvez pudesse ter sido feito uma releitura dela, ou ter a lenda como pano de fundo para outra história. Mas é minha humilde opinião.

  19. Bia Machado
    24 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (2/4) – Para mim a narrativa não fluiu por se tratar de alguém contando a lenda dentro do conto. Isso me decepcionou um pouco.

    Construção das personagens: (2/3) – Não houve um trabalho mais elaborado. Acredito que o autor/a autora não pensaram na força que poderia ter dado à mãe, filha e às personagens do mito dentro do conto…

    Adequação ao Tema: (0,5/1) – Posso estar enganada, o mito está aí, mas não consigo ver como um conto em sua estrutura, não da forma como ele poderia ter sido contado, menos informativo e mais literário…

    Emoção: (0/1) – Não me agradou em seu formato.

    Estética/revisão: (0,5/1) – A forma como foi escrito o conto não me animou. Algumas coisas que passaram na revisão também, poucas, mas estão aí.

  20. Vitor De Lerbo
    23 de março de 2017

    Assim como o conto anterior, esse texto basicamente reconta a lenda, sem muitos elementos novos ou outras tramas. Bem escrito.
    Boa sorte!

  21. Olá, Flor de Maio,

    Tudo bem?

    A lenda aqui abordada é uma das mais belas do folclore brasileiro. Já montei um espetáculo utilizando a lenda. Na peça, eu era a indiazinha apaixonada pela lua e a contadora da história.

    Você optou por uma estrutura de conto quase didática. Uma abordagem voltada para o público infantil, mais ao estilo de educar o leitor, incentivando-o a amar a literatura, as histórias, as lendas, a cultura popular.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  22. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Olá,

    Infelizmente achei que sua narrativa, apesar de se enredar no ponto de vista de uma mãe contando um história para a filha, somente reescreveu exatamente a história da lenda.

    Para mim, não há um conto aí. Me desculpe.

  23. Jan Santos
    22 de março de 2017

    Poderia ter ousado mais com a narrativa, a lenda da Vitória-Régia é contada quase à risca. No entanto, o faz de forma singela, uma boa adaptação para contos de cabeceira.

  24. Elisa Ribeiro
    21 de março de 2017

    O conto apenas contou a lenda da vitória-régia tal como a aprendi na infância. Faltou inovar um pouco, por exemplo, engordando ou modificando a lenda ou inserindo-a em algum contexto. Boa sorte!

  25. Fabio Baptista
    19 de março de 2017

    Bom, não dá pra negar que o conto é fofo, com uma pegada infantojuvenil que deu uma arejada no desafio.

    Cada um que conta muda um pouquinho da lenda, como a mãe disse pra filha. Infelizmente aqui esse pouquinho foi muito pouco mesmo. Cativou pela doçura, mas faltou mais “sustança” ao conto.

    Abraço!

    NOTA: 7

  26. Bruna Francielle
    19 de março de 2017

    Tema: adequado

    Pontos fortes: a facilidade da escrita. Simples, eficaz, entendível. Contou o que queria sem precisar enrolar ou se esticar, o que é positivo.

    Pontos fracos: Porém, faltou um tanto de emoção e originalidade. Mas ficou um conto sobre uma lenda, o que era o pedido para o desafio.

  27. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    Meigo… Mas não tem nada de novo, apenas uma mãe contando pra sua filha a lenda de Jaci e Naiá. Eu conheço essa história do tempo da escola primaria, isso a mais de cinquenta anos.
    Boa sorte.
    Destaque: “-Lenda é uma história que passa de pessoa pra pessoa só de boca, só falando, explicando coisas misteriosas, muito interessantes, especiais, misturando o que aconteceu com o que eles acham que aconteceu. Por isso, cada pessoa que conta muda um pouquinho.”

  28. rsollberg
    17 de março de 2017

    Poxa, flor,
    infelizmente não curti, a história está muito crua. Os personagens aparecem apenas como escada para a lenda, que é contada quase como um verbete da Wikipedia, não há emoção nenhuma, não desperta sensações; ódio, empatia, raiva, alegria…
    Pelo início do conto, achei que o nome do museu teria mais relevância para o andar da história, bem como o fato de ser estudiosa do Tupi e do tronco da familia materna. Porém , tudo isso ficou pelo caminho.
    No fundo, ficou parecendo uma cena do telecurso 2000.
    Diria que é uma participação protocolar.
    De qualquer modo, boa sorte com os outros leitores.

  29. G. S. Willy
    16 de março de 2017

    O conto é leve e bem narrado, porém, contou apenas uma lenda já bem conhecida e difundida, e não uma releitura do nosso folclore, ou uma visão sob alguma luz diferente e nova. Para fazer justiça aos outros contistas aqui, que escreveram suas histórias basicamente do zero, a nota não poderá ser muito alta. Se essa linguagem e calma fosse usada de uma outra forma, com uma história original, por assim dizer, com certeza estaria entre os meus favoritos…

  30. Anderson Henrique
    16 de março de 2017

    História bonitinha, bem contada (apesar do parágrafo que descreve Andirá precisar de melhor conexão com o diálogo inicial). Uma conto bacana para ser lido para um filho ou sobrinho antes de hora de dormir.

    Obs:
    Saia ou saía? —> “Mas nada fazia com que mudasse de ideia. Saia todas as noites para procurá-la, subia as montanhas e ficava esperando, esperando. “

  31. M. A. Thompson
    16 de março de 2017

    Olá “Flor de Maio”. Parabéns pelo seu conto. Foi prazeroso fazer a leitura e avaliação. É um conto bem construido e que poderia figurar em um livro infantil, para o deleite da garotada.

  32. Roselaine Hahn
    14 de março de 2017

    Flor de maio, o seu conto é lúdico, uma gracinha, bem contado. A questão é essa, foi muito contado, e não mostrado. Eu lhe entendo, já fiz muito isso. Talvez a sua intenção tenha sido essa, mas é que a escrita fica muito mastigada, não dá ao leitor sensações, emoções, os conflitos, o espanto, o êxtase com a leitura. Com a técnica show don´t tell, ou mostre, não diga, a gente aprende que o leitor deve tirar as suas conclusões, imaginar, entrar no mundo fantástico da nossa mente. Coloque os personagens em ação, em situações estressantes, dramáticas, absurdas e no meio disso, mostre a história deles, e ao mostrar vc. vai encontrar a sua voz de escritora, que vai se diferenciar das vozes comuns. Ah, e a pontuação dos diálogos da mãe misturou-se ao narrador da história. É isso. Siga em frente!

  33. Eduardo Selga
    14 de março de 2017

    Vários autores têm optado por um caminho legítimo, mas pouco criativo: reproduzir o essencial da lenda, com pouca ou nenhuma alteração. Essa preocupação em reproduzir a oralidade tem mais a ver com o folclorista que com o escritor que, assim entendo, deveria usar a lenda ou o mito enquanto pretexto para criação do enredo.

    Nesse sentido, o presente conto é bom, mas é pouco.

  34. Priscila Pereira
    13 de março de 2017

    Oi Flor, o seu conto é basicamente a lenda, sem quase nenhum enredo. Ficou bonitinha, mas muito fácil de ser executado, não é? Ficaria bem melhor se você caprichasse no enredo, contasse a lenda de um modo mais original, não sei… Boa sorte no desafio e até mais!!

  35. juliana calafange da costa ribeiro
    13 de março de 2017

    Flor de Maio, vc começou o conto ao estilo clássico, com o narrador apresentando o tradicional “vou te contar uma história”… e aí vc contou a história da lenda da Jaci. Que realmente é uma das mais lindas lendas q temos no nosso folclore. Mas isso já tem na Wikipédia… Você não fez nada além de reproduzir a história da lenda, não criou nada de novo. Vc mesma deu uma dica q poderia ser interessante, o nome da flor, Vitória Régia, q significa Rainha Vitória. Vc sabe por que? Era isso q eu esperava q vc contasse, já q foi o mote e o título da sua história, mas não… Não acontece nada no seu conto a não ser a reprodução da lenda, e nem isso vc desenvolveu bem, ficou tal e qual poderíamos ter tirado de um “dicionário de folclore”. Sugiro trabalhar mais esse conto.

  36. catarinacunha2015
    13 de março de 2017

    A narrativa simples e delicada facilita a leitura infanto-juvenil. Uma forma bonita de contar uma lenda sem tirar e nem por; exatamente neste detalhe reside o problema. Não houve desenvolvimento da trama além de recontar a história. No título já sabíamos todo o conto, pois apenas os personagens externos são inéditos e não interferem em nada.

  37. Antonio Stegues Batista
    12 de março de 2017

    Há um erro na frase: ” Há muitos anos atrás a lua que os índios…” Há muitos anos já está dizendo que é atrás, que já passou, houveram anos. O certo é Há muitos anos, ou, alguns anos atrás. O conto é a própria lenda. Uma mãe que conta para a filha a lenda da Vitória Régia e é só. A autora não inseriu a lenda numa história inventada, criada por ela mesma. Não posso avaliar o conto como uma história da autora, pois é a própria lenda que ela escreveu contada pela personagem.

  38. Fheluany Nogueira
    12 de março de 2017

    A leitura flui bem, a temática está bem conduzida, prende a atenção, os diálogos são naturais, mas seguiu o padrão de toda apresentação de lenda; é didática, como em Monteiro Lobato, como em Simões Lopes Neto e outros folcloristas. É um texto muito bom, em formatação clichê.

    Notei dois deslizes gramaticais:

    • “Porque ela tem esse nome?” — Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”: por que;
    • “fazer tudo (DE) que gostava para ficar” — No sentido de achar bom, ter afeição, aprovar, “gostar” é transitivo indireto e exige a preposição “de”.

    Parabéns pela participação. Abraços

  39. Olisomar Pires
    11 de março de 2017

    Bem… é bastante didático e meigo.

    Não tenho certeza se temos um conto aqui, parece-me que a lenda foi contada em sua forma original, as personagens são simples ferramentas para o ensino da matéria.

    Em todo caso, o texto ficaria muito à vontade num livro infantil sobre folclore.

  40. angst447
    10 de março de 2017

    Ao que me parece,o autor aqui recontou a lenda da Vitória-Régia a sua maneira. Utilizou os personagens mãe e filhinha apenas para dar um pano de fundo, uma base para narrar a lenda. Ficou bem didático, didático até demais. Funcionaria bem em um livro escolar para crianças, mas receio que como conto não se desenvolveu o suficiente.
    O autor respeitou o tema proposto pelo desafio.
    Há pequenas falhas que escaparam à revisão:
    Porque ela tem esse nome? > Por que ela tem esse nome?
    (…) é uma das mais lindas que existe > (…) que existem
    o que aconteceu com o que eles acham … > incoerência quanto ao sujeito da frase. Eles quem? Antes o sujeito era pessoa.
    Há também um conflito de tempos verbais. Seria interessante usar o Pretérito mais que perfeito para narrar algo que aconteceu primeiro, antes do que o Pretérito Perfeito. Ex.: Paulo estava sem sono, pois dormira(ou havia dormido) algumas horas antes.
    Enfim, o conto pareceu-me um experimento criativo, bastante válido. Continue a buscar novas formas de expressar suas ideias e não desista da missão. 🙂

  41. Fernando Cyrino
    10 de março de 2017

    Meu Deus, você aí com a faca e o queijo na mão, com uma bela de uma lenda a me contar e fica presa somente ao que eu já conhecia desse lindo folclore? Sim, está bem contado, mas como se fora por algum guia do Museu Emílio Goeldi. Desculpas por dizer assim, mas é que eu esperava mais, sabe? História bem contada, o trivial, mas literatura é ir mais além, mais fundo, mais alto. Pudesse lhe sugerir algo lhe diria para criar em torno da história. a gastar mais de uma noite ao lado da cama da criança a lhe narrar mais coisas, a inventar mais da lenda, a extrair mais belezas e mistérios… Abraços.

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .