EntreContos

Literatura que desafia.

A Última Traquinagem do Saci-Pererê (Fabio Baptista)

invisivel

Numa floresta cheia de belezas, mistérios e mosquitos, reuniram-se os personagens do folclore brasileiro. Primeiro, veio Tupã, o anfitrião, organizador do encontro. Logo em seguida, Curupira, Lobisomem e Homem do Saco. Vieram também Saci, Caipora, Mula sem Cabeça e os outros que ninguém conhece. Foram chegando e, por algum tempo, ficaram ali, conversando, relembrando histórias, contando vantagens e anedotas.

— Pisadeira, que saudaaaade, amiiiiga!!! – disse Matinta Pereira, com uma espontaneidade de encher os olhos.

— Tintinhaaaaa!!! – gritou Pisadeira, como se acabasse de reencontrar a irmã gêmea desaparecida na maternidade. – Meu, como você tá magra! Tá tomando Coscarque? Herbalife? Me conta, miga!!!

— Fala aí, Saci, meu camarada! Porra, pensei que tu não vinha mais, merrrmão! – disse Lobisomem, abraçando o velho amigo.

— Ah, ziminino-lobizómi, quase que o Sacizin num vem memo – respondeu Saci. – Que lonjura esse matagal! Sacizin só veio pruquê o ziminino-cacique prometeu comida pra nóis comê e tabaco pra nóis pitá até o fiofó fazê bico! Hahahaha.

As conversas continuaram, em meio ao alarido das aves e ao arrastar de pernas dos grilos no cio. Quase no limite de tolerância do horário, chegou o Boto e, cinco minutos depois dele, Iara Mãe d’Água – ambos com o cabelo molhado (detalhe captado pelos olhos de ave de rapina fuxiqueira da Matinta). Tupã começava a ficar inquieto, consultando o relógio a cada dois segundos. Jaci não havia acreditado muito nessa história de reunião e prometera lhe cortar os bagos caso demorasse ou, principalmente, caso ficasse de papinho furado com “aquela oferecida da Iara”.

— Alguém saber onde estar Boitatá? – o grande índio perguntou, com voz de trovão.

— Óia, ziminino-cacique… a única cobra que o Sacizin sabe onde tá é preta, num é vremeia, não – respondeu Saci. Todos caíram na gargalhada e Iara mostrou-se interessada em saber mais sobre o assunto.

— Bom, sendo assim – Tupã interrompeu a risadaria –, vamos começar. Mim precisar voltar cedo para resolver assuntos importantes – explicou-se, pensando na faca afiada de Jaci. – Primeiro, mim quer saber como andam coisas. Começar por você, Curupira-mirim. O que ter feito de bom?

— Curupira não vai mentir pra cacique – o indiozinho ruivo começou a falar, um pouco constrangido. – Curupira tenta fazer trabalho, mas homem branco ser mais rápido pra destruir do que mim ser rápido pra proteger.

— Vai vê é prucausa desses pézin virado pra tráis, ziminino-curumim, hahahaha – disse o Saci, escancarando a boca cheia de dentes.

— Pelo menos mim ter duas pernas – retrucou Curupira. Todo mundo ficou com cara de “Noza, Gurupira… #pegouPesado”.

— Repete isso, ziminino, repete isso e o Sacizin enfia esse cachimbo no teu olho que fica virado pros dedão dos pé!

— SILÊNCIO – a voz de trovão retumbou na clareira. – Nós não estar aqui pra brigar. Vamos continuar. Você, Lobisomem, como andar coisas?

— Porra, Tupã, agora sabe que tu tocou num assunto delicado? – Lobisomem respondeu, desviando o olhar e coçando a cabeça. – Porra, eu até tento dar um sustinho aqui, outro ali de veixiz em quando, mas a verdade merrmo é que eu tô mais parado que Saci de patinete, tá ligado? – deu um tapa nas costas do amigo, que lhe estendeu gentilmente o dedo médio em resposta. – Porra, aí… muito tiroteio lá onde eu moro, não dá pra ficar nessa de se transformar em lobo, não.

— Bah-guri-tri-capaz… mas não é só bala de prata que te mata? – perguntou Salamanca do Jarau (é… essa não é das mais famosas).

— Porra, minha filha, tu tá sabendo que eu moro no Rio de Janeiro? Ali tem bala de chumbo, bala de prata, bala de tudo quanto é caralha de fuzil, submetralhadora, AR-15 e a porra toda. Não dá pra ficar dando mole, não. Além do mais, depois dessa moda de Crepúsculo, Lua Nova e o cacete, esse lance de lobisomem tá numa outra vibe, tá ligada? Tô deixando até o abdômen trincado, saca só – Lobisomem mostrou a barriga tanquinho para Salamanca, mas foi Mãe d’Água quem quis conferir mais de perto.

— Isso!!! Isso, Lobisomem-mirim-guaci! Era justamente nesse ponto que mim queria chegar! – Tupã animou-se por um instante. – Nós estar perdendo identidade. Nós estar sendo trocado por lendas estrangeiras. Nós estar perdendo moral, não assustar mais ninguém, não ser respeitado por mais ninguém! Isso precisa mudar!

Seguiu-se um silêncio de repartição pública em emenda de feriado. Depois, começou um burburinho que foi aumentando e aumentando, até se tornar balbúrdia generalizada. Quando a clareira estava mais zoneada do que protesto pacífico de Black Bloc, Tupã pediu silêncio novamente e, quando os ânimos esfriaram, uma voz miúda se fez ouvir:

— Tu sabes que muito te respeito, Tupã – disse o pequeno Sanguanel, empoleirado num galho. – Mas não acho que estamos perdendo o respeito assim como tu dizes, não.

— Você ser uma das lendas mais importantes do folclore brasileiro e mim respeitar muito sua opinião, Saci! – respondeu Tupã.

— Obrigado, Tupã – disse Sanguanel, confuso. – Mas eu… eu não sou o Saci.

— E nem ser lenda importante do folclore brasileiro! HUAHUAHUA – Tupã berrou com satisfação. – Agora cala a boca, Pikmin! Como mim ia dizen…

— Mim também achar exagero dizer que estamos perdendo respeito – Curupira tomou coragem e interrompeu, dizendo o que pensava (raramente uma boa ideia, seja numa reunião de condomínio, da empresa ou de seres mitológicos).

— Curumim ter certeza? – Tupã perguntou, sarcástico. – Pois foi por sua causa que mim resolveu fazer reunião.

— Por minha causa? – Curupira ficou mais perdido do que calcinha em lua-de-mel.

— Por causa de desenho que caras-pálidas fizeram. Antes, na visão de homem branco, Curupira temido, demônio da floresta. Hoje em dia…

— Que desenho ser esse, grande Tupã? – o indiozinho perguntou, apreensivo.

— Esse aqui! – Tupã estendeu o celular na direção do Curupira que, horrorizado, observou a tela.

sacizin

— E Tupã reagir com “Haha”? – Curupira não sabia se estava mais indignado ou envergonhado.

— Na ocasião, mim achar engraçado. Mas, depois de pensar bem, mim concluir que não pode ficar assim. Temos que fazer alguma coisa para caras-pálidas lembrarem que nós não estar pra brincadeira. Pregar boa peça neles, retomar respeito de outras épocas.

— Olha, Tupã – disse o Boto –, tudo isso que você está falando até que faz algum sentido, mas, tipo assim: quem te nomeou o manda-chuva da parada? Na boa, mas nem fazer parte do folclore você faz. Acho que a gente precisava de um líder assim, mais inteligente, carismático, bonitão e tal, tipo… eu.

— Boto poder invocar raio do céu e fazer peixe fora d’água virar churrasquinho?

— Ãhn… invocar raio, não, mas…

— Quando Boto puder, Boto será líder. Até lá, líder sou eu. Agora, sem mais conversa fiada. Jaci estar esperando e mim ainda precisar comprar pão. Nós se encontrar aqui de novo, daqui um ano. Recuperem honra!

Todos foram embora, pensando no que poderiam fazer.

***

Um ano depois, estavam todos lá de volta outra vez.

As caras de paisagem denunciavam a falta de êxito na empreitada. Olhavam para as árvores, para as folhas e para as flores. Olhavam para todos os lugares, menos para os olhos de Tupã. Conforme ia perguntando sobre os feitos de cada um, a decepção se avolumava. Boto arrastou mulheres para a água. Iara, homens. Sanguanel levou crianças para a árvore e lhes deu mel, Matinta agourou casas, Pisadeira não fez quase nada, pois, depois da invenção do Luftal, seu trabalho fora dificultado um bocado. Nada de novo. O único empolgado parecia ser Curupira:

— Vieram caras-pálidas com serra-elétrica. Mim imitar animal feroz, caras-pálidas ficar com medo. Mim assoviar, e caras-pálidas perdidos na floresta! Antes, mim deixar eles lá, pra encontrar saída depois. Mas agora, depois de desenho, mim não ser tão bonzinho. Mim assoviar e gritar e conduzir caras-pálidas até árvore onde onça-pintada esperava, faminta. Aqueles caras-pálidas nunca mais cortar árvore…

— Aqueles, não – ponderou Tupã, num longo suspiro. – Mas, e os outros?

— Outros voltar com espingarda e mais serra-elétrica. Matar onça e cortar árvores. Mim assoviar e gritar e imitar animal, mas não adiantar nada. No final, mim só assistir e chorar – o indiozinho abaixou o olhar, deixando escapar uma lágrima.

— Mais alguém querer contar o que fez? – Tupã perguntou para cumprir tabela, já resignado.

— Eu tava queto pruque num gosto de ficá me agabando, mas o Sacizin fez uma traquinági das boa, ziminino-cacique – disse o Saci, pitando o cachimbo com olhar matreiro. – Sacizin fez curso de informática, hackeô o Facebook e o Zap-Zap, e vazô a senha de todo mundo!

O furdunço foi instantâneo. Todo mundo suando frio e entrando apressado nos aplicativos para apagar conversas e posts comprometedores. Lobisomem foi o único que achou graça e parabenizou o companheiro:

— Porra, Saci! Tu é foda, merrmão! Porra, era pra fazer uma traquinagem, não pra começar a terceira guerra mundial, parceiro! Caaaaralho, maneiro!

— É mentira! Num foi essa a peça do Sacizin, não! Hahahaha – o Saci ficou um bom tempo gargalhando e os outros queriam matá-lo, ao mesmo tempo em que respiravam aliviados. Quando recuperou o fôlego, ele disse: – A traquinági foi isso aqui, ziminino – do bolso do calção, tirou uma pedra preciosa, radiante como um sol azulado.

— Onde Saci conseguir essa pedra? – Tupã perguntou, com um receio nada peculiar transparecendo na voz.

— Ziminino-cacique se alembra da bruxa Yago-Baba-Baratuxa? – Saci perguntou, soltando fumaça e se deliciando com o medo causado pela simples menção daquele nome. – Uma vez ela perdeu (ou alguém perdeu pra ela), uma varinha mágica. Toda feita de ouro e pó de estrela, coisa bunita como só ixistia antigamente, ziminino. O Sacizin ajudou ela a achá. Faz tempo, mas o Sacizin alembrava. E ela também. Num sô de cobrá favor, ziminino, mas dessa vez, num teve jeito. Fui lá, na sétima cachoêra que nasce na sétima montanha antes do fim do mundo. Pedi o que precisava. E tô aqui cá pedra.

— E o que… e o que pedra fazer, Saci-guaci?

— Essa é a pedra do esquecimento, ziminino-cacique. Ela vai apagá a gente dessa realidade…

— Porra, Saci! Tá maluco? Era pra aprontar pra cima duixiss humanuixiss, não da gente, porra! – Lobisomem se desesperou. Os outros permaneceram num silêncio incrédulo.

— Eles num vão se alembrá mais da gente. Vão isquecê que um dia ixistiu magia aqui pertin, nessa terra boa, e vão sonhá cada vez menos. Vão se apegá cada vez mais nas coisa estrangera, e achá que só é bom o que vem de fora.

— Porra, Saci… então pra eles não vai mudar porra nenhuma, caralho!

— Por isso a gente precisa ir’imbora, ziminino-lobizómi. Esse mundo num é mais pra gente. Insistí em continuá é pregá peça na gente memo, todo dia. Eu sei que todo mundo qué que volte a sê como era antes, mas isso é sonhá com passarinho. Num vai acontecê, ziminino. O melhor é nóis voltá pro nosso lugar. E dexá isso aqui pro asfalto e pro concreto. O azar é deles.

— Magia já estar feita, Saci-Guaci?

— Ainda não. Pra ativá o feitiço, precisa todo mundo sigurá a pedra e despois vim um raio bem forte, desses de fazê churrasquinho. Sabe do que eu tô falando, né? A decisão é sua, ziminino-cacique…

***

Juliana assustou-se com o clarão que veio repentino, iluminando o apartamento com a intensidade de um milhão de holofotes. E assustou-se ainda mais quando, logo em seguida, um trovão de apocalipse fez tudo tremer feito terremoto. A energia acabou e Gabriela começou a chorar no berço. Juliana tomou a filha nos braços e teve o ímpeto de contar uma história para acalmá-la – a história que escutara da avó, havia muito tempo, sobre um negrinho peralta que fumava cachimbo e pulava numa perna só. Mas, por algum motivo, não conseguia se lembrar, por mais que tentasse. A luz só voltou de madrugada, quando mãe e filha dormiam um sono sem sonhos.

No dia seguinte, o mundo pareceu um pouco mais cinza para todos.

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41 comentários em “A Última Traquinagem do Saci-Pererê (Fabio Baptista)

  1. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: o conto visa claramente construir um tom humorístico, com diálogos caricatos, supervalorizando supostos sotaques e estereótipos de algumas culturas ou regiões. Em dado ponto, é efetivo nisso, a montagem ficou legal e algumas das piadas são bem criativas. Como alguns outros, resolveu explorar uma mistura das lendas que ajudam a compor o folclore, mas com a peculiaridade de atualizá-las para um contexto moderno.

    Apelo: costumo separar esse espaço para o meu gosto subjetivo, que não afeta tanto a avaliação. Não sou exatamente fanático pela comédia pastelão, então já ganhou pontos por me fazer curtir boa parte do conto. Achei engraçadas algumas passagens, como “bala de chumbo, bala de prata, bala de tudo que é caralha de fuzil”.

    Conjunto: o final do conto cria uma contradição que destoa do restante, quebrando o conjunto. De repente, o humor superficial abre espaço para a reflexão de que as lendas acabariam por cair em desuso, ou por se transformarem a ponto de não podermos reconhecê-las. Não seria a superficialidade dos personagens uma constatação disso?

    Parabéns e boa sorte.

  2. Marco Aurélio Saraiva
    30 de março de 2017

    Eita! Conto todo comediante e descontraído, para terminar num tom melancólico e triste. Decida-se!

    Ri muito com o conto, especialmente com a imagem do facebook e com a frase “mais parado que saci em patinete”. Hahahahaha!

    O conto é muito engraçado, então acho que atingiu o objetivo. Quanta referência! Não vi erros crassos na escrita, que é fácil de ler por estar despretensiosa e extremamente informal.

    A única coisa ruim mesmo que vi foi esse final todo melancólico, que quebrou bastante o sorriso que o conto estava gerando durante toda a leitura até ali.

  3. Pedro Luna
    30 de março de 2017

    Um conto que foi uma montanha russa. Começou mal para mim. Não fui muito com a cara da reunião das criaturas, falando como malandros cariocas, com gírias, nessa pegada divertida que achei forçada. Bom, nesse primeiro momento não gostei das piadas, com exceção da do Lobisomem carioca, com medo dos tipos de bala..kk.

    A partir da imagem do facebook, as coisas melhoram. Achei criativo. A cena onde eles decidem zoar sem limites para voltar a terem moral também é muito boa. Me divertiu. O final achei muito dramático, destoando do restante, mas valendo a crítica com o estrangeirismo. Então, é isso, achei o começo horrível, mas depois melhorou muito. No geral, gostei.

  4. Marsal
    29 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: obviamente adequado
    b) Enredo: Gostei muito do seu conto. O enredo e’ simples e surreal, mas conseguiu me prender desde o titulo ate a ultima frase. Dei muitas risadas enquanto lia, e achei extremamente criativa a mistura de personagens folclóricos com cultura pop e a critica e a ironia dirigidas a social media e a influencia da cultura estrangeira. O final, por outro lado, vem como um soco no estomago, traduzindo exatamente o contraste deixado pelo desaparecimento dos personagens folclóricos.
    c) Estilo: O estilo de narrativa e bastante simples e direto. Não vi grandes rebuscamentos. A leitura flui bem.
    d) Impressão geral: Com certeza, um dos meus favoritos. Boa sorte no Desafio!

  5. Iolandinha Pinheiro
    29 de março de 2017

    Mim não gosta de conto que mistura assombração e coloca saci para usar o zap. Mim não se empolgou com o conto, mas tem que admitir que criar várias falas e personalidades deve ter dado um trabalhão. Mim achou legal a introdução daquela conversa no facebook com perfis das entidades, mim até ficou pensando se vc criou cada um daqueles perfis para criar o diálogo ou pescou de um grupo de doidos, só por isso a sua nota vai ser melhorzinha do que os contos que seguiram a linha do seu. Mim é justa. Abraços.

  6. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    Muito bom o conto. Ri muito aqui com as conversas dos personagens. Aliás, depois dessa, é bom pensar num desafio de comédia; acho que estamos precisando rir um pouco mais (ainda que eu seja péssimo nessa vertente). Voltando ao texto, gostei demais da maneira como você conferiu características peculiares a cada um, o que se reforçou com a excelente imagem de facebook dos protagonistas – nessa hora, o saci ficou muito bem representado, especialmente quando lembramos da piada da cobra hahaha Bacana ver esse lado cômico, com eles se sacaneando, exatamente como ocorre em qualquer tipo de assembleia (tá, nem todo tipo), mas mantendo o foco num substrato sério, num problema sério. Aqui, isso se traduz na constatação de que o mundo ficou moderno demais e sem espaço para as nossas lendas mais tradicionais – a propósito, é interessante notar que mesmo eles se tornaram reféns dessa modernidade, acessando o face via celular. Por isso, a última traquinagem do sacizin é sim a derradeira e não a mais recente, como a leitura do título pode sugerir. Num momento, todos conjuram e em seguida, estão esquecidos. Uma ideia muito boa para encerrar essa Fábula com “F” maiúsculo. Se posso sugerir alguma coisa, é que altere o final. O penúltimo parágrafo talvez ficasse melhor se Juliana simplesmente contasse para a filha a história de Harry Potter depois de olhar a floresta, sem a necessidade de mencionar que não conseguia se lembrar direito do negrinho com a perna só. A última frase, então, deve ser limada, sem dó nem piedade, eis que confere ao texto um final piegas que destoa totalmente do desenvolvimento. No geral, portanto, é um trabalho muito bom. Parabéns!

  7. Evandro Furtado
    29 de março de 2017

    Resultado – Outstanding

    Cara, que final triste! Mas isso é muito bem feito, porque o autor caracterizou muito bem os personagens, concedendo à história um tom cômico que a perpassa por inteiro para, finalmente, dar o fechamento trágico. Realmente, muito bom.

  8. jggouvea
    28 de março de 2017

    Eu estava comentando e perdi tudo, não sei porque…

    Esse conto tem um começo bastante fraco (para variar), mas um conceito muito interessante, que melhorar à medida que avança, apesar do tom caricato das falas prejudicar muito.

    O conceito é, inclusive, parecido com o da Serra do Aterrador, um cenário de ficção fantástica que eu estou há anos trabalhando e que um dia virará uma espécie de Senhor dos Aneis tupiniquim… hehehe Quem quiser ter uma palinha da Serra do Aterrador, há três contos que a mencionam em minha coletânea “Mythos Mineiros” (https://www.amazon.com.br/dp/B01M1R580N), especilamente “Tempo de Semear, Tempo de Colher” e “Aonde Pousam os Sonhos dos Loucos”.

    Feito meu merchan, vamos às notas:

    Média 8,37
    Introdução 8,0 – para variar
    Enredo 10,0 – por ser tão original
    Personagens 7,0 – por serem tão caricatos
    Cenário: 7,0 – porque soa genérico demais
    Forma/Linguagem 8,0 – por causa do falar dos personagens
    Coerência 10,0 – por não se perder no desenvolvimento.

  9. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    Um conto bem humorado, quase farsesco. Ainda acho que a construção dos personagens ficou um pouco forçada, mas no geral, foi um texto bastante divertido de ler. O final, moralista, também não me agradou, especialmente. Abraço!

  10. Bia Machado
    28 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (2/4) – Er, mais um conto com um monte de mito reunido em meio ao capitalismo selvagem dos dias atuais… Esse não fluiu tão bem pra mim. Achei meio forçado, os mitos um tanto estereotipados. Se for índio tem que dizer “mim ser”, “mim vai fazer” etc.? E o Saci fala de uma forma com os mitos e no Facebook usa outro linguajar? Comigo não funcionou, apesar de achar a ideia até criativa.

    Construção das personagens: (2/3) – Meio forçadas para fazer humor, a meu ver. Achei meio forçado e não consegui ver muita graça.

    Adequação ao Tema: (1/1) – Sim, adequado.

    Emoção: (0,5/1) – Poderia ter gostado muito, mas comigo não funcionou na forma como está.

    Estética/revisão: (1/1) – Manteve o tom de humor durante quase o conto todo, mas como achei algumas partes forçadas acabou mais me incomodando do que funcionando. O final meio que explicativo, pra mostrar o que tinha acontecido, em minha opinião destoou um pouco. Não vi problemas com a revisão, nada que incomodasse.

  11. Cilas Medi
    27 de março de 2017

    Criativo. Palavreado estranho e um pouco de política não faz mal a ninguém, onde, em um conto, uma verdade constante, agoniante e agonizante de ver a nossa cultura se esfacelar aos poucos. Um bom conto.

  12. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    Muito divertido. Apesar de problemas gramaticais, descontex
    tos e um mundo um tanto juvenil, a história, faz rir e diverte bastante. Enredo de conto simples, mas eficiente em captar a atenção de uma geração menos ligada em livros e folclore. O final um pouco triste, discrepante do tom cômico e descontraído da história.

  13. Ricardo de Lohem
    26 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! É, parece que um monte de gente teve a mesma ideia: fazer uma salada folclórica com todas as lendas brasileira que pudesse googar, e, neste caso em particular, temperar tudo com um humorzinho besta, meio sem graça, que o brasileiro parece gostar tanto. Eu não sou chegado nesse tipo de humor tosco e óbvio, por isso não pude apreciar a obra em todo seu esplendor. O final, que dá a razão do título do conto, até que é legalzinho. Desejo Boa Sorte!

  14. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    Este conto foi uma bela surpresa. Já estava me perguntando se continuaríamos no mais do mesmo quando vejo uma leitura contemporânea do folclore nacional. A regionalização das personagens, a exposição do conflito em tom irreverente e os recursos visuais da edição deram um tom único ao trabalho. O interessante é que a história como um todo é triste, muito triste e tudo que acontece antes do final serve como um escape cômico que não nos prepara para o derradeiro fim. Depois de rir muito, terminamos o conto de coração partido. Um 10 merecido!

  15. Rubem Cabral
    25 de março de 2017

    Olá, Sacizin.

    Cara, aposto que sei quem é o autor deste aqui: FB!

    O conto é divertido, os sotaques, principalmente do lobisomem carioca, hilários. A montagem do post no Facebook ficou ótima também. Só o final, que ficou meio com jeito de Peter Pan e aquela coisa das crianças baterem palmas para as fadas, me decepcionou um pouco. O sotaque do Tupã ficou meio estranho também, lembra mais índio norte-americano de filmes de faroeste.

    Nota: 8.5

  16. felipe rodrigues
    24 de março de 2017

    O tom do humor ora me agradou e ora me desagradou, mas no geral eu consegui dar umas risadas aqui. A reunião dos seres foi muito interessante e há diálogos ótimos, mas a quantidade deles me fez ficar bem perdido em certos momentos. A atualização das lendas para o cotidiano marcado por tecnologia e dominação cultural estrangeira foi bastante natural e a inserção das próprias figuras em avatares da tela de um celular ficou hilária e, ao mesmo tempo, de uma fina ironia crítica.

  17. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Sacizin,
    Como a maneira de contar é livre, envolver todos os personagens, ou alguns importantes, de nossa mitologia não me pareceu algo muito complicado, mas precisa ser envolvente e eu não me senti envolvida pela história.
    Acredito que tenha faltado algo para me cativar ao longo da leitura.
    Está bom em termos de escrita e a construção dos diálogos está aceitável.

  18. Vitor De Lerbo
    23 de março de 2017

    A discussão levantada pelo conto é muito pertinente. Curti a ironia com que o texto foi trabalhado e a modernização da linguagem das lendas fez muito sentido. Boa história!
    Boa sorte.

  19. Eduardo Selga
    23 de março de 2017

    Creio ser o terceiro conto que faz uso da ideia de plenário, de modo a poder mencionar vários personagens folclóricos, com um detalhe: esse foi particularmente infeliz ao mostrar a luta entre a tradição e o aculturamento. O tema é muito bom, é uma das frentes de batalha do mundo globalizado, mas a condução do enredo e a construção dos personagens trabalharam no sentido de emprestar a esse embate um caráter jocoso, como se a mitologia de um povo fosse algo do tempo das cavernas, quando na verdade qualquer povo lida com suas mitologias diariamente, das mais variadas maneiras.

    Os mitos são elemento central na constituição de um povo, e quando este abre mão daqueles por causa de outros, que muitas vezes sem disfarçam, não têm cara de mito (tecnologia ser sinônimo imediato e inevitável de progresso, por exemplo), esse povo certamente entra em decadência.

    No conto, é o mito quem abre mão do povo, cansado que está de ser ignorado. E ao fazer isso, há um grande conformismo, como se vê na fala do Saci (“esse mundo num é mais pra gente”), e a ideia de que existe um lugar do mito que é diferente do lugar da vida contemporânea, quando na verdade ambos caminham juntos, mesmo que não seja perceptível de imediato (“o melhor é nóis voltá pro nosso lugar. E dexá isso aqui pro asfalto e pro concreto”).

    Ora, o mito não abre mão do povo que o criou, uma vez que lhe é intrínseco. É o contrário. Claro, estamos num texto ficcional não em um artigo de sociologia ou antropologia, e na ficção as lógicas nem sempre são as mesmas do real empírico. No entanto, o ficcional influencia a percepção do real, e ao optar por esse caminho, o(a) autor(a) por um lado sugere que a cultura ancestral brasileira é “fraca”, portanto facilmente descolável de seu povo; por outro, tira a responsabilidade desse mesmo povo pelo abandono de suas raízes.

    A construção dos personagens é muito estereotipada, no intuito óbvio de causar humor. Tupã, por exemplo, fala como se fosse um índio dublado de filme norte-americano (“mim precisar voltar cedo para resolver assuntos importantes”), usando verbos sem conjugação e os oblíquos no lugar dos pronomes pessoais do caso reto. O índio brasileiro, ao falar português, não se expressa assim. É claro que a prosódia é outra, mas não é Tarzan conversando com a Jane.

    A certa altura o Curupira diz: “vieram caras-pálidas com serra-elétrica”. A expressão CARA-PÁLIDA não pertence ao linguajar indígena brasileiro. É, novamente, Hollywood. Os índios brasileiros usam a expressão HOMEM BRANCO ou simplesmente BRANCO.

    A ideia de urbanizar alguns mitos me pareceu interessante, como a Pisadeira, que fala paulistanamente “meu, como você tá magra!”, e o Lobisomem carioca (“mermão”, “maneiro” e “vibe”). Neles, a oralidade é forte quando se refere à gíria.

    Agora, vejamos o caso do Saci, pegando como exemplo o trecho “insistí em continuá é pregá peça na gente memo, todo dia”. Nele o(a) autor(a) pôs a oralidade não na gíria, e sim na fala “errada” de palavras. Voltando ao Lobisomem ou à Pisadeira, eles não falam “errado”, não engolem o “r” dos verbos no infinitivo e nem consoante no meio de palavra. Só o Saci faz isso. Por quê? A oralidade fica aonde? Se for para reproduzi-la, é preciso ter coerência. Há uma fala do Lobisomem em que ele diz: “porra, era pra fazer uma traquinagem, não pra começar a terceira guerra mundial, parceiro!”. Não seriam TRAQUINÁGI, FAZÊ, COMEÇÁ e PARCEIRU? No caso da Pisadeira, referindo-me ao mesmo trecho dela antes citado, não seria “meu, COMU CÊ tá magra!”?

    Ao mesmo tempo em que Tupã se queixa de perda de identidade, ele mobiliza para tentar conter esse processo um grande número de personagens folclóricos que já perderam parte de sua identidade e até não concordam com a posição “radical” de Tupã. Ou seja, é tarefa fadada ao malogro. Acaba tendo uma função simbólica: o povo brasileiro não percebe o abismo em que está se metendo pela descaracterização cultural e por isso não ouve certas vozes de alerta.

    Se observarmos a representação das personagens femininas, chegamos a mais estereótipo: ou é a futilidade da Pisadeira (“tá tomando Coscarque? Herbalife? Me conta, miga!!!”) ou é ninfomania da Iara.

  20. Olá Sacizin,

    Tudo bem?

    O que eu gostei em seu texto foi a defesa que você fez da importância da preservação da memória do folclore nacional. Achei interessante ver os mitos debatendo a necessidade de um plano de ação para que sua existência no imaginário popular não se perca em meio aos apelos da vida contemporânea.

    Colocar o Saci como o responsável pelo esquecimento de tais mitos foi uma grande sacada.

    A imagem com o Facebook do Saci me fez rir muito.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  21. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Cara… a foto do saci e do lobisomem no face me fez rir por uns dez minutos aqui. Ainda bem que estava em casa, na rua eu ia passar uma puta vergonha hahahah.

    Muito boa a sua narrativa. Aquela montanha russa de sentimentos quando a gente lê, saca? Começou leve, cômico (muito cômico), uma comédia que me tirou risadas diversas vezes. Daí no final você surpreende a gente e entra com um desfecho triste para cacete, quase chorei kkk.

    Criatividade 10 para você. Parabéns.

  22. Jan Santos
    22 de março de 2017

    Acho que tentou experimentar, o que é bem válido, só não sei se curti a execução. Tem algo de cômico em tratar os sotaques, por exemplo, que não me deixou comprar a história, pois beirou a zombaria. Ou pode ser só chatice minha em cima de um conto infantil.

  23. Elisa Ribeiro
    21 de março de 2017

    Eu me diverti lendo a sua história. Gostei da sua abordagem irônica do tema. É triste ver algumas tradições da nossa cultura desaparecerem. A alocação das criaturas às diferentes regiões do país e a imitação dos modos de falar regionais ficou bacana, deu mais graça ao texto. Lá pelo meio da segunda parte fiquei um pouco cansada e penso que talvez tenha sido por a história ter se encompridado mais do que deveria. Também me soou um pouco estranha a parte final, meio desarmônica com o texto. Desconfio que o fato de você nominar as personagens foi a causa dessa estranheza. O ponto alto do seu conto pra mim foi mesmo a criatividade no tratamento do tema, Sacizin! Sucesso!.

  24. mitou
    20 de março de 2017

    particularmente não é meu tipo de conto, minha maior critica foi o autor usar muitos esteriótipos um pouco deturpantes, principalmente se tratando da fala de tupã, você tem um otimo conhecimento do folclore brasileiro mas devia descrever mais , porque não são todos que conhecem as formas dos mitos e isso daria uma riqueza ao texto.

  25. Anorkinda Neide
    19 de março de 2017

    OOww o final ficou triste… reescreve isso aqui, tá pensando que é Logan, o último mutante?
    Muito bem divertido o texto, embora uma reunião sobre os feitos de cada um nao seja uma ideia tão original. As piadas sao boas, por isso mesmo, o final nao poderia ser triste… to de mal cocê, autor(a)
    Mas parabens pelo texto mesmo assim.. rsrs
    abração

  26. Bruna Francielle
    18 de março de 2017

    Tema: adequado

    Pontos fortes: São muitos ! Gostei de várias coisas, do humor, da animação que não deixou com que eu bocejasse durante a história, rsrs’, da criatividade. Da imagem do conto, da apresentação dos personagens. Enfim, como eu gosto de comédia, sou suspeita pra falar. Mas está mesmo muito bom!

    Pontos fracos: achei que ficou legal sim falar sobre como as pessoas valorizam mais outros folclores que não o brasileiro, porém, na verdade acho que ninguém acredita mesmo em vampiros, e seilá mais o que de outros folclores. Acabam sendo famosos por causa de Hollywood que explora esse assunto e por produtos americanos de entretenimento serem muito consumidos. Mas acreditar, acho que acreditam tanto em vampiros quanto em sacis pererés.

  27. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    Legal mesmo, dei boas risadas. Mas no final bateu uma grande tristeza… O folclore Brasileiro não pode ser esquecido e é exatamente isso que está acontecendo. Devemos insistir mais.
    Ótimo conto. Parabéns.
    Destaque: “— Porra, Tupã, agora sabe que tu tocou num assunto delicado? – Lobisomem respondeu, desviando o olhar e coçando a cabeça. – Porra, eu até tento dar um sustinho aqui, outro ali de veixiz em quando, mas a verdade merrmo é que eu tô mais parado que Saci de patinete, tá ligado? – deu um tapa nas costas do amigo, que lhe estendeu gentilmente o dedo médio em resposta. – Porra, aí… muito tiroteio lá onde eu moro, não dá pra ficar nessa de se transformar em lobo, não.”

  28. Matheus Pacheco
    16 de março de 2017

    CARA, QUE GENIAL.
    a parte mais engraçada foi a foto do facebook, por mais que seja uma sacanagem com o curupira, não é nada menos que ele merece…
    Mas muito legal que no final era tudo uma tentativa de fazer uma criança dormir durante uma trovoada.
    Abração ao autor.

  29. marcilenecardoso2000
    16 de março de 2017

    Interessante, atual, fluido. Linguagem simples, o que torna a leitura agradável. Personagens divertindo-se e divertidos. Mas a ideia central do texto é assustadora: como seria o mundo sem a fantasia do folclore? Seria no mínimo triste viver sem essas crenças, uma parte do povo se vai com ela. o conto é uma ótima reflexão sobre o assunto. nota 9,5(nove e meio)

  30. G. S. Willy
    16 de março de 2017

    A ideia do conto é bem interessante e real, lembrando Deuses Americanos de Gaiman, é claro. A linguagem também é fluída é fácil de acompanhar.

    Agora a abordagem ficou um pouco exagerada para mim, começando pelo uso excessivo de piadas de duplo sentido, uso de hashtags no meio da história, e o uso de esteriótipos, principalmente o do carioca, que pode ser ofensivo para alguém, enfim. Ter os seres do nosso folclore ambientado no nosso mundo digital é algo que gostaria de ver nesse desafio, mas não assim tão simplista…

  31. M. A. Thompson
    16 de março de 2017

    Olá “Sacizin”. Parabéns pelo seu conto. Achei a narrativa muito bem construida, a trama bem resolvida e foi um dos melhores contos entre as participações. Parabéns mesmo. Abçs.

  32. Anderson Henrique
    15 de março de 2017

    Gostei da história. Ótimos momentos, divertida, nonsense. Foi ao tema e esculhambou tudo. Só não gostei tanto do final, que trocou o tom bem-humorado por um encerramento mais cinza. Mas valeu a viagem. Gostei da brincadeira.

  33. rsollberg
    15 de março de 2017

    Uma assembleia de todos os mitos folclóricos é uma ideia sensacional. O encontro marcado para discutir a invasão das outras lendas e a perda da identidade/respeito me parece ser a escolha mais acertada. Porém, essa excelente escolha me parece ter ficado em segundo plano e detrimento de algumas piadas forçadas. Não sou contra o humor, ao contrário, creio que foi o tom ideal para esse tipo de história, ocorre que o limite de palavras poderia ser melhor aproveitado. Nesse sentido, a história só avança quase no final. O prólogo se estende sobremaneira e soa apenas como uma esquete divertida do zorra total. Nada contra, creio que isso é escolha do autor, mas me desapontou um pouco pois a ideia despertou uma expectativa muito grande. Até a traquinagem do Saci, que dá título ao conto, ficou ofuscada pelo ritmo diverso da estória, que privilegiou piadocas.

    Contudo, não achei o texto sem graça, algumas piadas e observações são divertidas; “Quase no limite de tolerância do horário, chegou o Boto e, cinco minutos depois dele, Iara Mãe d’Água – ambos com o cabelo molhado (detalhe captado pelos olhos de ave de rapina fuxiqueira da Matinta)” e “Noza, Gurupira… #pegouPesado”. O recurso visual foi bacana, divertido, atual e zombeteiro.

    Em suma, uma história que poderia ter humor mais afiado e reflexão, se enveredou por um caminho da simples anedota. Deixando claro que essa é apenas minha perspectiva. A escolha do autor é sempre soberana.

    De qualquer modo, muito criativo. Poderia facilmente ter ido para o 10, mas no meu entendimento ficou no 7.
    Parabéns e boa sorte.

  34. Roselaine Hahn
    14 de março de 2017

    Toca aqui Sacizin, vc. me pegou pela perna, uma só. Temos algo em comum. Adorooo sátiras, humor nonsense, a la Monty Phyton, Douglas Adams. Foste mt criativo ao inserir personagens do folclore numa reunião de condomínio. kkkk. Saci de patinete foi o óooo, ri litros. Os literatos dirão que faltou drama, densidade, emoção, e daí, sobrou humor, criatividade, tecnologia, modernidade. Os seus diálogos foram mt bem estruturados e não deixaram a peteca cair, o meu prêmio de melhor personagem vai para o Lobisomem , ducaralho! Tenho vários contos na mesma linha, sátira ao filme crepúsculo, aos filmes do Tarantino, se quiser depois trocamos figurinhas. Vai pro pódium! abçs.

  35. Fheluany Nogueira
    12 de março de 2017

    Com certeza, esse será um dos contos mais divertidos do Desafio. Estilo e linguagem se casaram muito bem na construção dos personagens e nos diálogos informais, convencem e mantêm o interesse na estória.

    O ritmo está muito bom e o tom da narrativa traz certo frescor, um ar de novidade. Foi uma leitura prazerosa, divertida e diria até reflexiva na mescla do hodierno e tradicional, na perda da memória; afinal é uma crítica severa à sociedade atual, bem compreendida no epílogo.

    O texto é criativo, com cenas caricatas e engraçadas, apresenta diversas figuras folclóricas e as caracteriza com precisão. O recorte de Facebook e o desenho do Curupira quebraram a mesmice dos textos.Gostei do trabalho. Parabéns. Abraços.

  36. catarinacunha2015
    12 de março de 2017

    A crítica sobre a crescente perda de nossa identidade cultural foi sutil como um elefante verde andando de bicicleta. Gosto disso, do bizarro engajado. Algumas piadas desconexas na trama me soaram como gordura no texto e os diálogos um pouco truncados. Sugiro lê-los em voz alta e perceberá. O fim ficou melancolicamente belo.

  37. Antonio Stegues Batista
    11 de março de 2017

    O conto é uma história engraçada. Uma abordagem diferente em tom de comédia. Gostei porque ri de monte! Sem dúvida uma boa ideia, narrativa bem escrita, diálogos muito bons. Uma história engraçada, mas com uma crítica bem séria. Gostei.

  38. Olisomar Pires
    11 de março de 2017

    Texto irônico e bem escrito.

    As falas dos personagens não condizem com suas supostas origens, entretanto, dá-se um crédito em virtude do aspecto caricato da coisa.

    Mas então gera-se um problema, se os personagens são apenas caricaturas, a solução do esquecimento é incompatível com a estória, veio algo sério para concluir um conto non-sense. Não bateu.

    Acredito que se tivesse seguido a linha “fantasiosa” teria sido melhor, é como se de repente num filme de comédia escrachada, os personagens partissem para um drama sisudo, de repente.

  39. Priscila Pereira
    10 de março de 2017

    Oi Sacizin, eu achei bem legal a sua ideia de juntar todos os personagens das lendas em uma “convenção”, cada personagem estava bem marcado, com suas peculiaridades. Foi bem interessante… só não gostei do final… sei lá, me pareceu meio forçado… Até mais!

  40. angst447
    10 de março de 2017

    Conto gostoso de ler, leve e divertido. A leitura flui fácil, sem entraves e mantendo um ritmo ágil. Uma versão folclórica da reunião dos bichos na floresta.Tupã lugar do leão, o rei dos animais.
    A narração abusa da informalidade e das piadinhas irônicas. Eu acho isso bom, de verdade.
    O tema proposto pelo desafio foi desenvolvido de maneira ampla, explorando várias figuras do folclore brasileiro. Tudo junto e misturado.
    Ri em algumas passagens, confesso.
    Não encontrei falhas de revisão, levando em consideração que o discurso dos personagens segue o tipo de linguagem particular de cada um. Talvez, o autor poderia ter se preocupado menos com os sotaques, etc.
    Um mundo sem lendas ou figuras do folclore?Que mundinho chato,hein?
    Bom trabalho!

  41. Fernando Cyrino
    10 de março de 2017

    Gostei da sua criatividade. Das modernidades sendo inseridas no meio da história. da reunião dos nossos heróis na floresta. O primeiro parágrafo, que acho ser muito importante, achei-o excelente. Parabéns. Essa tirada da primeira frase está bacana: “Belezas, mistérios e mosquitos”. Outra coisa é que tenho dificuldades com falas estereotipadas, tipo índio não flexionar os verbos, malandro com sua fala específica, o capiau… Achei mesmo que tenha ficado um tanto artificial. Acho que não funcionou tão bem quanto você imaginou. Mas por favor, amigo/amiga, releve esta parte, eis que se trata de dificuldade pessoal minha. Tivemos uma reunião, o “conselho de justiça do folclore todo reunido e de, repente a fantasia se mistura com o real lá no décimo andar (por minha conta) do prédio da Juliana. Achei bem bacana esta interação, bem como também o uso do facebook lá no meio da história. Parabéns pela sua criação.

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .