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Detox Literário.

Fórmula (Rubem Cabral)

formula

TPM, fazia um calor-de-maçarico-flambando-as-bolas-de-Lúcifer, trânsito-de-formigueiro-sob-bombardeio-de-cera-de-vela-de-criança-sádica. Duas semanas pro casamento, exames pré-nupciais: cada um, convenientemente, num canto remoto da cidade. Dúvidas mil: “ele me amará pra sempre?”.

Chegou descabelada ao ginecologista, cuspindo marimbondos. O médico a chamou e quando ela entrou, ele riu alto: “Viajou de ônibus com a cabeça fora da janela, menina?”. O doutor era um típico septugenário-dentes-de-mentex-propaganda-de-casa-de-repouso-em-paraíso-tropical-bebendo-drinks-com-guarda-chuvas-e-flores, e isso a desarmou. Ela gargalhou junto e, em meio a assuntos aleatórios, segredou o medo de casar. “Haveria receita certa para a felicidade?”, suplicou.

Ele sorriu, era um raro “quarenta-e-tantos-anos-de-matrimônio-feliz”. E lhe revelou, tim-tim por tim-tim, sua fórmula fabulosa.

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86 comentários em “Fórmula (Rubem Cabral)

  1. Rubem Cabral
    28 de janeiro de 2017

    Olá.

    Obrigado ao pessoal que leu e comentou.

    Esclarecendo o que eu quis passar:

    A moça chega irritada ao consultório médico, mas a doçura e aparência do ginecologista a fazem rir junto com ele. Ela está cheia de dúvidas quanto ao casamento e o médico é um senhor casado há muito e feliz.

    E a fórmula?

    A fórmula, de certa forma a moça já conhecia: rir de si mesma, achar graça da vida, evitar explodir de raiva mesmo quando irritada, querer que as coisas deem certo. Eu não quis insinuar nada de sexual no desfecho.

    Abraços!

  2. Lohan Lage
    28 de janeiro de 2017

    Divertidíssimo!
    Fechou com chave de ouro minha sessão de leituras aqui.
    Boa sorte, querida! 🙂

  3. Roselaine Hahn
    27 de janeiro de 2017

    Muito bom Beremiz, o seu conto até aliviou a minha TPM. Rolou uma empatia de cara, pois uso bastante as referências “hifienizadas”; me diverti pacas com o seu texto, linguagem atual, se não for para o Top 20, merece menção-mais-do-que-honrosa-do-tipo-assim-você-é-fera.

  4. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Haha gostei do conto, finalmente um conto que não seja de morte, ficou bom. Boa sorte e parabéns pela criatividade.

  5. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Ufa! Até que enfim algo divertido em meio a tanta morte, a tanto assunto pesado. Linguagem leve, sem pretensões. Medo do desconhecido, menina? Mande ver! Agradou, por ser um oásis em meio a tanta realidade. Criativo, bem escrito, espontâneo.

    Apreciado.
    Ps: também queria saber sobre essa fórmula fabulosa…

  6. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Um conto divertido que deixa uma curiosidade no final. A narrativa é competente. Mais um sobre casamento e os medos e reflexões sobre o tema. Um bom conto.
    Bom desafio!

  7. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Beremiz.
    Segundo conto sobre casamento que leio aqui, e também aborda as dúvidas diante do pacto.

    Gostei da atmosfera irritadiça, mesclando clima e dúvida, o que combinou com o truque bem humorado com o controle das palavras.

    Me desagradou um pouco o final, que achei meio morno. Não produziu impacto, reflexão ou fechamento do texto sob meu pov.

  8. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Poxa, Beremiz! Eu comecei curtindo muito essa sua meta-gíria-linguagem. Fui me empolgando com a micro-mega-questão-sobre-o-será-que-ele-me-ama, e até achei q ia rolar uma despedida de solteira com o “quarenta-e-tantos-anos-de-matrimônio-feliz”, mas… brochei com essa fórmula “secreta”, que me pareceu mais uma escapada de quem não-sabe-como-terminar-a-história-ou-acabaram-se-as-99-palavras… rsrs Foi um bom trabalho, mesmo assim. Parabéns!

  9. Victória
    26 de janeiro de 2017

    Gostei bastante da escrita em si, das imagens utilizadas, dos recursos e do jeito divertido que tem o conto. A história, em si, não tem nada demais, mas foi muito bem executada. Parabéns

  10. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Gostei, muito divertido.
    Em certo momento me remeteu ao David Foster Wallace e todas as suas descrições caóticas e frenéticas! E isso é o que mais chama atencão, o ponto forte do texto, essa estrutura supera inclusive o mistério da fórmula.
    O diálogo entre aspas no meio do texto corrido funciona, compondo bem a narrativa. A parte visual também tem sucesso, pois o leitor consegue projetar a imagem completa da cena em sua mente.
    Parabéns.

  11. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    Um bom conto. Divertido e inteligente. Gostei bastante da expressão quarenta-e-tantos-anos-de-casamento-feliz.. Foi a melhor de todo o conto. O final é bom, um desfecho que complementa todo o texto, deixando no ar qual seria a tal fórmula da felicidade matrimonial.

  12. Pedro Luna
    26 de janeiro de 2017

    A segunda manobra de hifens soou bem melhor que a primeira. Visualizei legal. Quanto ao conto, foi engraçado pois hoje mesmo estava comentando na fisioterapia sobre os tipos de médicos, e você descreveu um dos tipos perfeitamente. O final me fez imaginar sacanagem, mas talvez possa haver outro destino… só não sei qual. kk

    No geral um conto divertido e que gostei.

  13. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Beremiz,

    TPM é assunto habitual em meu trabalho. Sou autora de Casal TPM e TPM – Terapia para Mulheres, ambos, comédias teatrais. Por isso, o tema me é simpático. Eu poderia ter escrito isso.

    Seu artifício de unir palavras pode parecer um truque para burlar a falta de palavras determinada pelo desafio, mas, cá entre nós, as palavras-unidas poderiam ter sido substituídas, todas, por qualquer uma outra, um sinônimo. Então, não encaro esse excesso como um “roubo” às regras, mas sim, pelo que entendi, um modo irritante de dizer as coisas. Algo que tem uma íntima relação com a TPM.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  14. Lídia
    25 de janeiro de 2017

    Eita… que fórmula é essa?
    Lembrou-me bastante daqueles casos de médicos que abusavam sexualmente suas pacientes que apareceram na mídia por um tempo (e continuam a existir, né?).
    Pobre moça…
    Boa sorte no concurso!

  15. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    excelente texto, muito bem humorado e que deixa um final muito livre para, certamente, algumas mentes verem sacanagem. Muitos parabéns

  16. Felipe Teodoro
    25 de janeiro de 2017

    Esse Doutor faz bem o tipo mesmo de que tem um casamento feliz. Kkkk

    Bom, achei a narrativa bem construída, em poucas linhas o autor consegue impor um estilo e a leitura flui muito bem. É engraçado e um tanto trágico se parar para pensar. Gostei do resultado, a pessoa que escreveu manda muito bem.
    Parabéns mesmo.

  17. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de janeiro de 2017

    Beremiz,

    é um bom conto. Engraçado, de verdade. A escrita, que é aquilo que muito me atrai, é bem competente. No entanto, embora não considere de maneira nenhuma como uma trapaça, as palavras compostas por hifens foram utilizadas de uma maneira muito recorrente. A primeira vez que vi, sorri; na seguinte, sorri novamente. Na terceira, sorriso sumiu. E na quarta, virou muxoxo…

    Entretanto, é uma obra de peso.

  18. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    O texto foi bastante divertido e interessante. Só não gostei de ter usado esse subterfúgio para alongar o texto. Se fosse usado uma ou duas vezes, talvez, mas me pareceu estar em excesso. Fora isso, um texto muito bom. Parabéns.

  19. Renato Silva
    25 de janeiro de 2017

    Não gostei dessa “malandragem” que você usou para esticar o conto. Até gostei da primeira expressão, ficou engraçada. Se tivesse feito isso uma vez, tudo bem. O teu “jeitinho” até seria compreensível, mas acho que você exagerou nas demais linhas e isso perdeu a graça lá para o final.

    Uma pena, já que você escreve bem e poderia ter colocado todas as suas ideias nas 99 palavras simples. O conto é engraçado, mas pra mim pegou mal o exagero das expressão, sendo que este desafio tem um limite tão pequeno de palavras.

    Boa sorte.

  20. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Esperteza. Não tem outra palavra para descrever a “chicana” das palavras artificialmente compostas, mas, infelizmente, no mau sentido. Apesar de coerente, essas palavras esticam os limites do desafio, por isso não acho justo dar a mesma chance que os outros tiveram. Mas o autor merece receber o feedback, e portanto digo que gostei da premissa e do desenvolvimento do texto. Só ficou no ar o que o médico lhe receitou/ensinou. Se não fosse septuagenário, diria que ela poderia ter sido seduzida por ele. Ou não?

  21. Douglas Moreira Costa
    24 de janeiro de 2017

    Não acredito que foi uma forma de burlar o limite de palavras, acredito que tenha sido mais uma escolha muito intrigante e engraçada de se descrever certas coisas. E eu gostei muito dessa forma de descrição, é bastante original e nos traz realmente uma descrição muito caricaturizada das coisas. O tal doutor um típico septugenário-dentes-de-mentex-propaganda-de-casa-de-repouso-em-paraíso-tropical-bebendo-drinks-com-guarda-chuvas-e-flores é a melhor parte kkkkkk. Imaginei ele sorrindo para ela com o típico sorriso-branco-que-brilha-uma-luz-bastante-branca-de-modelo-de-caixa-de-pasta-de-dente.
    O conto no geral não me agradou tanto, mas esse ponto me conquistou muito.

  22. Fil Felix
    24 de janeiro de 2017

    Num primeiro momento pensei ter lido receita para a “fidelidade” e aí o conto terminava com os dois se pegando. Mas era felicidade e o final fica como sugestão. Não foi dos meus preferidos, não achei legal a junção das palavras pra burlar o sistema de contagem das mesma, ficou meio estranho e poluído.

  23. Lee Rodrigues
    24 de janeiro de 2017

    Nooossssaaaaa…mãe de Deus! Não, melhor tirar Deus e a mãe disso!
    Eu ri, valei-me como ri.

    E vou acabar fazendo coro, gostei muito da criatividade na exposição dos acontecimentos, e claro, contados de forma hilária obedecendo às leis da causalidade e temporalidade.

  24. Srgio Ferrari
    24 de janeiro de 2017

    Eu gosto muito do estilo que vc botou aê, mas sabe qual foi seu erro? E foi imenso… Não ter botado em primeira pessoa. Apenas….

  25. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    A narrativa é boa, a forma é boa, mas o conteúdo é fraco, pra mim.
    O fim da a entender que ela transou com o senhor ginecologista. Um clichê de filme porno. Outro é a ideia que relacionamentos só funcionam com traição, senso comum vagabundo.

    Desculpe a agressividade, são juízos meus de valor sobre a minha interpretação do conteúdo.

    Mas a forma é muito boa, a leitura flui muito bem. Tem uma leveza, que sobressai em contraste com os contos pesados predominantes no desafio.

    Parabéns.

    Abraços.

  26. Eduardo Selga
    24 de janeiro de 2017

    Em minha opinião o conto sugere erotismo, o médico com cara de estampa publicitária seduz a paciente. Não é um fato indiscutível, está apenas sugerido, o que depende de interpretação, mas um entendimento literal da “fórmula fabulosa” faz pouco sentido, ao menos para mim.

    A título de curiosidade: o recurso usado pelo(a) autor(a) de hifenizar uma série de elementos não resulta, em seu todo, em vocábulo: trata-se de encadeamento vocabular, ou seja, palavras unidas -e não dicionarizadas como palavras compostas-, com o intuito de transmitir um sentido específico. Isso significa que expressões como “calor-de-maçarico-flambando-as-bolas-de-Lúcifer” não são palavras, embora o sentido pretendido esteja claro.

  27. Wender Lemes
    24 de janeiro de 2017

    Olá. Gostei bastante. A própria maneira de narrar já é descontraída, e expõe o episódio sem se ater às adjetivações mais comuns, criando imagens bem legais na mente do leitor.Talvez, a fórmula da felicidade (grande mistério aqui) seja justamente essa: levar menos a sério os padrões e deixar a criatividade guiar.
    Parabéns e boa sorte.

  28. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO numa reconfortante banheira de espuma com sais aromáticos. O martelar incessante do estilo, marcando a tônica do dia estressante da personagem, deu força para o texto crescer até o IMPACTO do final escancarado. O que esperar mais de uma escritora com TPM? Só chute na porta.

  29. Thayná Afonso
    23 de janeiro de 2017

    Conto divertido e com uma dinâmica bem legal, consegui sentir perfeitamente a atmosfera de correria pré-casamento e questionamentos acerca da vida a dois. Bem diferente dos outros que li até agora, parabéns!

  30. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    É divertido, mas ,pessoalmente, achei as expressões um tanto desnecessárias. Parece que acabaram poluindo o texto, fazendo o leitor se distrair. Foi bom, poderia ter sido excelente

  31. Leo Jardim
    23 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): o texto conta uma história bem simples sobre uma mulher em dúvida dias antes do casamento, mas faz isso de maneira elegante e engraçada. Qual é a fórmula?

    📝 Técnica (⭐⭐▫): ainda não sei se usar adjetivos com hífen é uma ideia genial ou uma baita trapaça, mas é fato que deu um ar muito bom de ler no conto.

    💡 Criatividade (⭐⭐): a cena é super cotidiana, mas os adjetivos usados são muito criativos

    ✂ Concisão (⭐▫): só falou a fórmula e ainda “roubou” no uso das palavras.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐): estou me achando tão rabugento nesse desafio, mas esse texto me trouxe um largo sorriso. Já é um dos melhores impactos que tive e sem precisar chorar 😀

  32. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2017

    Divertidíssimo. Finalmente um texto alegre, compondo magistralmente, no meio da loucura das prévias para um desastre total (ironia) que é o casamento e a vida a dois. As expressões criadas ditaram corretamente o ânimo da personagem, com imagens surreais da sua agonia para cumprir todos os rituais. Completou melhor ainda com a sabedoria de quem sabe o que está falando, depois de muitos anos de matrimônio feliz. Está na lista e será uma das primeiras. Parabéns! Boa Sorte!

  33. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Leve, gostoso, criativo, divertido, um jeito rapidinho de escrever, mas que deixa perceber o trabalho do autor na escolha das palavras e imagens. O tema pode não ser muito original; a maneira de contar é que é. “Cuspindo marimbondos ” poderia ser cortado, não só por conta do lugar comum, quanto por não me parecer refletir o que a noiva estaria sentindo naquele momento. E também confesso que não entendi muito bem a utilidade de explicar que os exames estavam sendo feitos em cantos opostos da cidade, embora isso não atrapalhe em nada. Seria apenas um detalhe desnecessário? …

  34. Fabio Baptista
    21 de janeiro de 2017

    Só eu pensei putaria aí nesse final? HAUAHUHAUHA

    Bati o olho bem rápido nos comentários e não vi ninguém comentar sobre isso rsrs.

    O conto é ótimo, divertido e criativo. Não vejo de forma alguma o recurso dos hífens como trapaça. As palavras fazem parte de uma descrição única. (bom, eu mesmo já utilizei isso no desafio de 1000 palavras, então talvez esteja advogando pra me defender também hauahua).

    Muito bom!

    Abraço.

  35. Amanda Gomez
    21 de janeiro de 2017

    Olá,

    No final o que chama atenção aqui não é a formula da ” felicidade” e sim a forma como foi contado esse conto.

    Um cotidiano de uma noiva tensa pelas vésperas do casamento. Me lembrou uma mocinha de livros de comédia romântica, atrapalhada, bem humorada carismática. Estava tudo dando errado aquele dia, os medo e ansiedade. O lance dos exames pré nupciais me remete a uma relação já meio controladora, imaginei um homem rico e uma sogra terrível.

    A visita ao ginecologista acaba se tornando um papo entre estranhos amigos, onde ela está tão desesperada pelas incertezas, aceita de bom grado a tal formula, mesmo que ela ão exista, ou seja apenas uma receita que por mais que vc siga, pode ficar sem sal ou sem açúcar.

    Gostei do texto, da personagem e de todo o resto, não é um conto arrebatador, mas chama a atenção. A artimanha do autor para conseguir mais palavras é no mínimo curiosa. Não tenho uma opinião formada pra dizer até quando isso é uma trapaça.

    Boa sorte no desafio.

  36. Givago Domingues Thimoti
    20 de janeiro de 2017

    Em minha humilde opinião, top 10 fácil. É um texto que provoca reflexões no leitor, já que é difícil de não imaginar a fórmula. Além disso, o autor usou uma técnica de escrita que joga, quem lê, para dentro da história.
    Está pouco ou quer mais?
    Parabéns e boa sorte!

  37. Marco Aurélio Saraiva
    20 de janeiro de 2017

    Estranho, o conto me parece ter sido feito apenas para demonstrar a técnica secreta de burlar-a-contagem-de-palavras-usando-travessões, rs rs rs.

    É um conto diferente, que fala sobre uma pergunta comum a todos nós: existe fórmula da felicidade? A leitura é agradável e divertida, com uma atmosfera cômica ao descrever o stress pré-casamento da personagem.

    Gosto quando o casamento é levado a sério em histórias. Acho que isso falta muito nos dias de hoje, e os raros “quarenta-e-tantos-anos-de-matrimônio-feliz” têm ficado cada vez mais raros.

  38. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2017

    Eu fiquei vasculhando por entre esses hífens pra decidir se eu achava que era um recurso estético interessante ou uma trapaça no desafio. Certo, não vou chamar exatamente de trapaça, porque a palavra é muito forte, mas os hífens não eram necessários no contexto. Não fosse o limite de palavras, não creio que os teria utilizado.

    Resultado – Average

  39. Bia Machado
    20 de janeiro de 2017

    Que fofa essa fórmula-da-felicidade! “Add beans”, esse é o “X”-da-questão! Então, moço ou moça (pra mim está mais pra moça), eu gostei do conto. E não me incomodou a fórmula não ter sido explicada pelo médico. Já que felicidade não é algo exato, quem-quiser-que-crie-a-sua, não é mesmo? Da minha eu retiro os feijões, heheheh! Parabéns, foi uma leitura-muito-boa-antes-de-dormir. 😉

  40. waldo gomes
    19 de janeiro de 2017

    Conto “vou-enganar-os-trouxas” onde uma mulher com medo do casamento se consulta.

    O tema é piada velha de buteco: É só beber que passa.

    Bem escrito, bem humorado, mas as construções longas tiraram o brilho.

  41. Fheluany Nogueira
    19 de janeiro de 2017

    E qual a fórmula? Texto divertido, bem-humorado, fluente, sem problemas estruturais ou gramaticais, a não ser o excesso de hifens. A preocupação às vésperas de casamento é assunto corriqueiro na Literatura, mas aqui ganhou roupagem nova e criativa. Parabéns! Abraços.

    O pseudônimo Beremiz Samir é homenagem ao personagem principal do livro “O Homem que Calculava”, de Malba Tahan?

  42. mariasantino1
    19 de janeiro de 2017

    E qual era, parça? Sacanagem guardar pra si, hein?

    Em primeiro lugar, autor (a), eu gostei bastante de como você usou as palavras para ganhar mais. Não achei que houve regras burladas, porque as sentenças podem ser substituídas sem perder o cerne. É isso aí, grande! No amor e no EC vale tudo.
    Em segundo lugar, esse lance de exames pré-nupciais me fez pensar que o casamento em questão está mais para contrato do que união por vontade, ou amor. Meio que foi só para inserir a conversa com o médico, e acho que quando se percebe isso o texto perde a naturalidade.
    Mas gostei do conto. Do lance de fórmula do amor e dúvidas quanto os sentimentos do outro e pelo outro.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  43. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    O excesso de adjetivos não me conquistou e aquele clichê de cuspir marimbondos quase enterra o conto a sete palmos. O conto sobre a tensão da moça em razão do casamento, mesmo com o recurso utilizado dos adjetivos unidos por hífen, não deixa um caminho para o leitor seguir, ele entrega as respostas, menos na última frase que dá asas a quem lê. O ginecologista foi um bom personagem e resgatou meu interesse pelo texto, mas o conjunto da obra não mereceu estrelinha. Vá em paz. Sorte.

  44. Juliano Gadêlha
    19 de janeiro de 2017

    Que malandro! hahahaha Ah, foi bacana, pois o amontoado de adjetivos não está aí à toa e é um dos atrativos do conto. Muito criativo e diferente, apesar de não trazer nada de muito novo no tema. Pra ser chato, faltou só um “a” em septuAgenário. Mas, no geral, temos aqui um bom texto. Parabéns ao autor!

  45. Vitor De Lerbo
    19 de janeiro de 2017

    Maneira original de escrever, que prende a atenção e dá mais força para as palavras entre os travessões.
    Mais certa que a fórmula não apresentada aqui pelo doutor, só a fórmula que o mundo usa para constantemente nos fazer ter compromissos “convenientemente” em cantos remotos da cidade.
    Boa sorte!

  46. Laís Helena Serra Ramalho
    19 de janeiro de 2017

    No geral, gostei da narrativa: consegui enxergar a voz da personagem, apesar de ser em terceira pessoa. Gostei das descrições-separadas-por-hífen.

    Mas me incomodaram as duas “falas” da personagem. A primeira é claramente um pensamento, então não vejo problema em estar no mesmo parágrafo que o resto da narrativa. Mas a segunda foi verbalizada, então talvez devesse estar em um novo parágrafo precedida de travessão (ou entre aspas mesmo, mas aí seria legal se o pensamento estivesse em itálico, para diferenciar).

    Ainda sobre essa fala, ela é formal demais. Destoou do tom descontraído da personagem apresentado antes (e mesmo as pessoas que não são descontraídas não falam desse jeito).

    Em relação ao enredo, fiquei decepcionada por no fim a fórmula não ter sido revelada. Acho que você perdeu uma oportunidade de dar ao leitor algo completamente inesperado. Além disso, o conto se chama “Fórmula”, então é de se esperar que ela seja a parte mais importante.

  47. Luis Guilherme
    18 de janeiro de 2017

    Adoro subterfúgios! hahahah

    Assim, adorei o modo como burlou o limite de palavras usando as famigeradas-palavras-mega-compostas-com-vários-hifens-que-acabam-contando-como-uma-só.

    Gostei da imagem, também.

    O conto é divertido e agradável!

    Parabéns e boa sorte.

  48. Andre Luiz
    18 de janeiro de 2017

    Um conto corajoso e singelo, que brinca com o leitor.

    -Originalidade(9,0): Você conseguiu ousar em um cenário praticamente imóvel, em que os adjetivos parecem vir ao leitor como se fossem uma palavra só. Isto mostra, talvez, a impaciência da moça no momento, algo que o narrador parece ter absorvido.

    -Construção(8,0): A trama teve acertos, certamente. Eu gostei de como você utilizou esta construção com hifens e também seu jeito de descrever a situação. Apenas achei que foi criada uma expectativa para o final não se revelar muito.

    -Apego(7,0): Conforme disse acima, senti falta de um algo a mais.

    Boa sorte!

  49. Matheus Pacheco
    18 de janeiro de 2017

    A criatividade de usar o hífen para melhorar mais a descrição foi GENIAL.
    E eu vou ser sincero, eu tive que abrir meu word para conferir se havia 99 palavras porque eu não sabia que o hífen fazia uma palavra só ou não separava..
    Boa sorte e um abração.

  50. Gustavo Castro Araujo
    18 de janeiro de 2017

    Um texto bacana e por que não dizer, corajoso. Bacana porque aproveita muito bem o enredo com a imagem escolhida, abordando a famosa e eterna questão: qual o segredo (ou a fórmula) da felicidade? Isso num contexto de palavras bem colocadas, ou melhor, bem montadas, bem construídas, de modo a erigir metáforas interessantes. É nesse ponto que reside a coragem – e nem me refiro àqueles que possam considerar o uso dos adjetivos compostos como uma maneira de fugir ao limite imposto pelo regulamento – mas porque as palavras-unidas-por-hifen terminam por desviar a atenção do leitor do enredo, que deveria, a meu ver, prevalecer, eis que acima da média. De todo modo, é um belo trabalho. Parabéns. Ah, da próxima vez, vê se reduz a fórmula para nós 😉

  51. Thiago de Melo
    18 de janeiro de 2017

    Amigo Autor,

    Parabéns pelo seu texto. Gostei bastante. A sacada de burlar o limite de palavras ficou legal e tornou o conto ainda mais divertido (foi uma piadinha interna muito boa).

    Gostei também de como você foi levando a narrativa de forma leve, apesar da irritação TPMística da personagem. A piada de vir com a cabeça pra fora do ônibus foi ótima.

    CONTUDO, não tenho como concordar com uma parte do seu texto. Fiz anos de observações empíricas e posso afirmar, com nível de certeza de lei da física, que uma mulher de TPM JAMAIS faria isso aqui: “isso a desarmou. Ela gargalhou junto”. Jamais. Mas vou deixar como licença poética. Talvez utopia, quem sabe hehehehehe.

    Abraço!

  52. Miquéias Dell'Orti
    17 de janeiro de 2017

    Oi,

    Boa sacada essa de burlar o limite de palavras. O texto flui bem mesmo com esses adjetivos. Uma história leve e gostosa de ler. O final super aberto deixar uma grande dúvida: existe mesmo uma fórmula fabulosa para a felicidade?

  53. Thata Pereira
    17 de janeiro de 2017

    “Ainda encontro a fórmula do amor…” ♫♪♫♪
    Me apresenta o doutor, porque tô precisando.

    Mas ficou minha dúvida no ar: o que ele ensinou para ela?? Estou tentando não determinar coisas descritas nesse desafio, mas aqui eu adorei a brincadeira.

    Conto super divertido, brincadeira dos hifens ficou bacana, pois o conto é engraçado e não atrapalhou em nada.

    Só casou as intenções.

    Boa sorte!!

  54. Davenir Viganon
    17 de janeiro de 2017

    Alguém seguiu minha dica, que deixei lá no grupo do EC no Facebook, de fazer um personagem maluco-que-fala-tudo-junto-mesmo para burlar o sistema de contagem de palavras. Conseguiu burlar sem ficar desonesto pois fez sentido para a personagem. Somando isso as construções divertidas e a situação engraçada, deixou em aberto o final. Minha interpretação é de que não existe essa fórmula mas que o médico ia tentar resolver o problema na conversa mesmo.
    Gostei pra caralho!

  55. rubemcabral
    17 de janeiro de 2017

    Olá, Beremiz.

    Achei o texto muito divertido. Fiquei rindo de “dentes de mentex” e imaginei o médico com uma dentadura exagerada e muito branca. Gosto de ler o diferente!

    Nota: 9

  56. Priscila Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Oi Beremiz, seu conto é bem interessante, ousou burlar o sistema…
    Me identifiquei com a personagem, tem horas que também me sinto cuspindo marimbondos. Gostri também da tal fórmula para um casamento feliz existir (afinal quase ninguém acredita hoje em dia). Parabéns e boa sorte!!

  57. Brian Oliveira Lancaster
    17 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Um texto que tem uma premissa bastante interessante. Transformar o cotidiano em algo substancial, utilizando-se de linguagem simples e certas malandragens digitais. Ganha pontos pela ousadia. – 9,0
    O: Enredo bastante comum, que inova pela forma. A resposta final está na própria figura sem sentido. As metáforas e comparações conseguem criar um cenário especifico na mente do leitor, mesmo sob o manto de humor disfarçado. Não há um fim definitivo, apenas uma passagem na vida de duas pessoas. Mas a estética é bastante interessante. – 8,0
    D: Burlar o sistema foi uma grande jogada. Ainda bem que o autor não abusou desse fato e utilizou somente nos adjetivos. Se-quase-todoo-texto-fosse-assim-seria-bastante-cansativa-a-leitura. A criatividade falou mais alto. – 8,0
    Fator “Oh my”: por um lado, gostei da ousadia. Por outro, fica aquela sensação de gato por lebre.

  58. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Gostei da zoeira hahahaha não vejo nenhum problema na escrita e nem na história. Achei regular.

  59. Luiz Eduardo
    16 de janeiro de 2017

    Parabéns tanto pela originalidade da forma quanto pela qualidade da história. Uma forte concorrente com certeza. Boa sorte!

  60. Tatiane Mara
    16 de janeiro de 2017

    Olá…

    Uma boa idéia prejudicada com tantas composições, tornaram o texto meio entediante.

    Boa sorte

  61. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    16 de janeiro de 2017

    Bacana, criativo. Cena bem descrita. Consegui enxergar tudo. Boa sorte!

  62. Sabrina Dalbelo
    16 de janeiro de 2017

    Fugi de todos os comentários porque pra mim tô-nem-aí-que-se-rale-o-que-eles-pensam…

    Eu adorei. Um dos que mais gostei, sem dúvidas.
    Ele fala sobre muitas coisas, mas não foge de nada do que ele narra.
    Eu vi uma menina bem doidinha, muito espirituosa e bem-humorada, mesmo diante das dificuldades e das dúvidas da vida.
    Talvez o(a) autor(a) seja assim…[adorei! quer ser meu amigo(a)?]

    O conto é engraçado, bem-humorado, é sutil, é interessante.

    Parabéns. Top 10!

  63. Antonio Stegues Batista
    16 de janeiro de 2017

    A fórmula de construir as palavras não é nova e aqui elas foram mal escolhidas, a não ser a primeira que forma algo engraçado e completo. Parece ser algo original, mas se você examinar cada palavra em separado, verá que ela não é adequada. ao momento da ação, muito menos forma uma metáfora. O que cera de vela de criança tem a ver com o trânsito? As palavras foram escolhidas aleatoriamente que formam ideias diferentes.

    • Beremiz Samir
      16 de janeiro de 2017

      Olá, Antonio.

      A expressão sobre a vela não é aleatória: ela compara o trânsito a um formigueiro bombardeado por pingos quentes de uma vela nas mãos de uma criança sádica. É uma variação da “brincadeira” com lente de aumento e outras, feito encher um formigueiro com água, etc.

      Abraços.

    • Antonio Stegues Batista
      17 de janeiro de 2017

      Agora entendi, obrigado.

  64. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Tua narrativa fugiu do lugar comum. Eu quero é a fórmula, criatura! Me dá! 😀
    Muito bom.
    Tem a velocidade da moça correndo para não perder a hora do gineco.
    Parabéns!

  65. Glória W. de Oliveira Souza
    15 de janeiro de 2017

    Uma narrativa diferente para um tema simples: casamento. A hifenização de palavras na formação das frases é interessante. Formam pensamentos rápidos. E verbalização muito mais apressada ainda. O ritmo é ágil. Mas falta dramaticidade cênica. O drama está na velocidade da narrativa. Final sem impacto, mesmo com toda a hifenização, que agrada. Um texto diferente. Atrativo.

  66. Tiago Volpato
    15 de janeiro de 2017

    Texto escrito com maestria. Merece entrar no top 10. Não encontrei nenhum ponto negativo. Boa sorte!

  67. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Diferente. Boa sorte, Beremiz.

  68. Vanessa Oliveira
    15 de janeiro de 2017

    Qual a fórmula? Me diz! hahaha. TPM, calor, dúvidas matrimoniais, tudo favorável para deixar alguém puto da vida. A história é legal, e deixa em aberto a tal da fórmula para um casamento belo, moral e do lar. Ficamos curiosos para saber o que o senhor vai dizer, e se a moça vai casar mesmo, no fim das contas. Curti bastante, parabéns! Boa sorte!

  69. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    Muito visual sua narrativa,parece uma charge dissolvida em palavras,tal a riqueza da descrição em espaço tão limitado.Um dos raros contos bem humorados que li até agora (sem desejo de diminuir quem optou por tons mais sombrios).Parabéns e boa sorte.

  70. José Leonardo
    15 de janeiro de 2017

    Olá, Beremiz Samir.

    Fiquei pensando se o título faz referência à fórmula de um casamento longevo (à qual não temos acesso) ou à fórmula de burlar o limite gustavo-araújico de 99 palavras… Brincadeiras à parte, eu ficaria bem triste se fosse o segundo.

    Mesmo tendo achado demasiado longas, gostei das expressões. David Foster Wallace construía umas fantásticas, “momentos-adjetivos”, se podemos chamar assim. O enredo pode parecer corriqueiro, mas a forma com é conduzido, as pressões internas espelhadas pelas pressões externas, alheias, ante a iminência da cerimônia, foi competente.

    Boa sorte neste desafio.

  71. elicio santos
    14 de janeiro de 2017

    Criativo, fluido e com final diverso. O microconto fugiu dos lugares comuns e mostrou a que veio. Parabéns!

  72. Bruna Francielle
    14 de janeiro de 2017

    Bem, eu confesso que não gostei do uso de travessões para juntar as palavras. Vi como um jeito de driblar o limite de palavras, além de estar gramaticamente errado, até onde sei!
    Achei estranho ela ir a um ginecologista pedir conselhos sobre casamento, penso que se fosse um terapeuta ou psicologo teria mais verossimilhança.
    A fórmula não foi revelada no conto, apesar do nome. No final apenas diz que ele revelou pra ela… e ??
    Enfim, eu não gostei muito do conto.
    Tem uma longa introdução, falando do calor, do trânsito, e pouco a ver com o título, que no final nem chegou a se realizar.

  73. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Quando cheguei fiquei feliz pelo pseudônimo, pois “O Homem que Calculava” é um dos meus livros favoritos! Porém, achei exagerado as hiper-expressões. A ideia é boa, mas poderia ser um pouquinho mais simples. O final ficou meio vago. Deu a impressão de que ele ia ensinar para ela como ter um casamento feliz a seduzindo. Será isso? Sendo ou não sendo, ambas as hipóteses não me cativam.

  74. angst447
    14 de janeiro de 2017

    Ficou interessante essa junção de palavras para caracterizar a situação e personagem. Forma diferenciada, diria até ousada.
    Conto bem escrito, passou o seu recado com propriedade. Não trouxe grandes surpresas, nem um forte impacto, mas funcionou bem.
    E me conte, qual é essa fórmula fantástica?
    Boa sorte!

  75. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Gosto do formato, gosto do uso do hífen a separar as palavras fazendo crescer ainda mais o sentido de calor infernal, no início, e depois na maneira como faz a descrição do médico. Gostei do conteúdo. Pareceu-me um conto de fadas pós-moderno, o que significa que crítico e irônico no qual as fórmulas mágicas não necessariamente são verdadeiras, necessitando serem questionadas na capacidade de poderem levar a um “e viveram felizes para sempre”. Parabéns pelo belo conto. Sucesso.

  76. Andreza Araujo
    14 de janeiro de 2017

    O texto é divertido, e as palavras unidas com hífen criaram cenas engraçadas, mas talvez o artifício pudesse se usado menos vezes exatamente por se tratar de um microconto, ficou repetitivo. Não é um texto profundo nem nada… ele diz o que precisa, conta uma história, e no fim é revelado a fórmula-misteriosa-de-sucesso-para-casamentos-vitoriosos, embora o leitor fique de fora deste conhecimento. Seria relevante pro leitor saber? Ah, não, não é esse o caso. Mas aí a história é basicamente sobre alguém que tinha medo de casar e de repente descobre os segredos para um matrimônio feliz numa consulta com seu ginecologista. É bonitinho, mas achei meio sem graça a história, apesar de ter me divertido nas passagens cômicas.

  77. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    As coisas sobram nesse conto, inclusive suspeito que as palavras também, ainda que ligadas por hífen, deve haver muito mais de 99 palavras no texto.

    Em todo caso, a técnica ficou maçante, apesar da idéia ser boa com ótimo final para o “segredo” cínico de 40 anos feliz: cachaça.

    Entretanto, apesar da criatividade, não é um conto que contagie, algo pra se ler, rir e esquecer. Lamento.

  78. Guilherme de Oliveira Paes
    14 de janeiro de 2017

    Gostei bastante do uso de substantivos compostos; talvez tenha havido algum exagero, mas nada que prejudique o conto. Há humor, feito de maneira inteligente. Bem estruturado, leva o leitor sem sobressalto até a ótima conclusão, que confere mais profundidade ao conto.

  79. Zé Ronaldo
    14 de janeiro de 2017

    Conto fechado, não deixa o leitor quebrar cabeça para encontrar o final. Muito bem trabalhado o excesso de substantivos compostos, foi bom, não há o que reclamar, foi uma sequência vigorosa, forte e bem metafórica. Bacana mesmo. O final de suspense (essa dúvida da qual todo mundo está te pedindo a fórmula) ficou joia, podes perceber que sim, pois todo mundo tá querendo saber qual é o segredo.

  80. Anorkinda Neide
    13 de janeiro de 2017

    O texto é bom, simpático, traz sorrisos, tudo muito inteligente, gostei de pensar na formula para um longo casamento com aquela imagem ali bem simploria.. huahiua
    mas, o uso dos hifens.. humm sacanagem
    achei desleal e se eu fosse a coordenadora aqui, desclassificaria teu conto.

  81. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    E qual é a fórmula? Diga! Quero saber. Mas eu gostei dessas palavronas compostas aí, enfeitando o texto e confundindo a minha leitura hahaha Mas gostei da maneira meio caótica que tudo acontece. É um movimento atrás do outro até o final. Gostei!

  82. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Estou aqui pensando, pensando… e com medo de que a fórmula tenha ligação com a especialidade médica do senhor. Mas se não for isso, o conto não tem final. Estranho… estranho.. Será que sou muito vulgar por achar isso? Ou era essa a intenção do(a) autor(a)? Boa sorte no desafio.

  83. Keynes Aynaud
    13 de janeiro de 2017

    A história está bem clara e utiliza uma forma interessante de descrever os ambientes, mas achei que ficou excessivo. Me pergunto o que seria essa fórmula para a felicidade… Boa sorte com o desafio.

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .