EntreContos

Detox Literário.

Noite dos Afogados (Paula Giannini)

algas

Pegou a vara. E lambendo a ponta da linha, cacoete que aprendera com a irmã, enfiou a isca na extremidade pontiaguda. Agora era só esperar.

Ficar quietinha, meditativa. Deixar as correntes passarem por ela enquanto flutuava.

À espreita.

A respiração suspensa e o coração batendo devagarzinho para não assustar a presa.

Eles viriam.

Era noite de mar iluminado. Não tanto pela lua, mas pelo raro espetáculo das algas fluorescentes reluzindo na arrebentação.

Fenômeno assim, só em ocasiões especiais. Sinal de sorte. Era hoje. Ela capturaria seu homem, e provaria a todas que era sim, enfim, uma Sereia de verdade.

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169 comentários em “Noite dos Afogados (Paula Giannini)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Caraca gostei, nunca eu ia esperar que ela fosse uma sereia, gostei bastante do conto. Parabéns e boa sorte no desafio.

  2. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Outro conto, cujo título me levou a uma linha de pensamento e, de repente, pow!,
    Uma sereia diferente, que trocou o seu cantar por uma vara e uma linha… Muito criativo. Só uma ressalva: o brilho fosforescente* (azul) é sinal de poluição.
    Aconteceu aqui no litoral santista.
    Apreciado!

    *O plâncton e a Noctiluca se tornam mais abundantes quando o nitrogênio e o fósforo de escoamentos agrícolas aumentam. Créditos: G1 globo.

  3. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Um bom conto. Uma leitura leve e prazerosa. Gostei da ambientação e da foto. Parabéns pelo texto.

    Bom desafio.

  4. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Outro conto que me surpreendeu, que me enganou direitinho, como tem acontecido com tantos outros textos aqui. Nada de peixe-peixe, hein? Uma sereia à procura do seu par. Muito bem desenvolvido e com um desfecho na média.Abraço e boa sorte comotraaho

  5. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Putz, eu estava curtindo muito o conto. Gosto muito de pescar e o seu texto me lembrou de uma macabra noite quando estava pescando e vi uma luz verde acender no fundo do mar. Até hoje acho que era um submarino. Beleza, estava legal até surgir esse lance da sereia. Não gostei desse rumo. Queria que tivesse continuado com os pés no chão. Apenas minha opinião. Mas no geral, foi uma boa leitura.

  6. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Gostei bastante do conto. Eu gosto bastante de sereias em geral e gostei bastante do conto, sobretudo da ideia de “pescar um homem”. Eu sei que, na maioria das lendas, sereias são criaturas cruéis que seduzem os homens através da sua voz, mas o fato do texto apresentar todo um contexto de pesca mesmo aproximou a criatura mística da nossa realidade. Muito bacana a inversão, parabéns.

  7. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Existe uma releitura da lenda, onde a sereia pesca com vara.
    Essa é uma boa sacada pois subverte o que conhecemos.
    O impacto no final não foi tão grande, pois no inicio ela diz que aprendeu a técnica com a irmã, já dando fortes indícios do que estava por vir.
    De qualquer modo uma história criativa, bem escrita.
    Parabéns e boa sorte

  8. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    Gostei das imagens criadas, narrativa fluída, apenas, por questão de gosto, evitaria rimas, não tirou a beleza, mas infantilizou.
    Não é só peixe que morre pela boca. rs

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      1 de fevereiro de 2017

      Querida Lee, não sei se você colou o comentário no local errado ou algo assim, pois o conto não tem rimas. Talvez uma cacofonia no final, mas rimas não.
      Obrigada por sua leitura carinhosa.
      Beijos
      Paula Giannini

  9. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Náufrago,

    achei tua obra boa.

    Temos uma escrita leve, cadenciada e bonita.

    A reviravolta no final não foi arrebatadora, mas cumpriu o trabalho.

    Gostei.

    Parabéns.

  10. Felipe Teodoro
    25 de janeiro de 2017

    Conto bem feito, a reviravolta no fim apesar de ficar muito explicada, funciona bem. Eu gostaria de pelo menos alguma sinalização ou dica a mais no início do conto, para em uma segunda leitura pensar: Poxa, tá tudo aqui mesmo. Já que esse primeiro parágrafo com “Pegou a vara” acaba levando a gente pra um lado totalmente diferente. Ainda assim, um trabalho bom, com uma escrita segura e bem pensado. Parabéns!

  11. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Naufrago,

    Tudo bem?

    Certa vez assisti à uma matéria sobre afogamento e fiquei com essa mesma sensação de como seria o peixe pescando o homem. No caso aqui a mulher.

    A inaptidão da Sereia para cantar leva-a à usar isca e anzol. Mas afinal, quem de nós, de certa forma, não “pesca” na sedução?

    Outro ponto a ser considerado é a frase “eles viriam” ao invés de “ele viria”, isso significaria que para ela, Sereia, o importante era a captura em si e não o(um) homem especificamente.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  12. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    O texto nos leva a crer que se trata de uma outra situação, completamente diferente da ideia inicial, e isto é excelente. Fiquei vidrada quando cheguei ao final do conto e fui surpreendida quase na última palavra, dando aquele baque agradável que só boas histórias trazem.

    Depois de muito pensar, acho que consegui visualizar como a sereia pescava os homens, e devo isso ao título do conto. Imagino que ela apenas conseguiria “pescar” os homens afogados, que flutuariam na superfície, enquanto a sereia ficaria imersa, meio que pescando ao contrário (pra cima, na direção da superfície).

    Se essa pescaria for algo mais metafórico, então imagino que a cena existe para traçar um paralelo com pescaria, e levar o leitor a pensar que se trata exatamente disto e apenas isto. Aí no caso seria apenas uma jogada do autor, mas sem muito sentido pra trama. Então fico com a minha primeira interpretação.

    Excelente conto!

  13. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    surpreendente, não só o final mas também todo o conteúdo do texto, muitos parabéns

  14. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    A linha saía de ponta cabeça com que tipo de isca? ficava na superfície? Estranha colocação, mesmo que imaginativa, ficou confusa. Logo eu, o mestre da confusão? Pois é…. depois desse começo foi tudo bem conduzido. Uma pena.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      1 de fevereiro de 2017

      Olá, Mestre da Confusão,
      Tudo bem?
      A ideia de que a isca fica ao contrário surge apenas no final do conto, após a revelação de quem é a personagem ou de que se trata a narrativa. Me surpreendi por você ter “visualizado” já no início.
      Obrigada por ler e comentar com carinho.
      Beijão
      Paula Giannini

  15. Rubem Cabral
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Náufrago.

    Bom conto! Bem interessante a reviravolta de expectativas ao final. Boa a escrita também: passou com correção o clima de pescaria e a beleza de uma maré de algas fluorescentes.

    Nota: 8.5

  16. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Ótima quebra de expectativa. No princípio acreditei ser alguém em meio a uma pescaria normal. O fato de ser uma sereia me surpreendeu. E a forma como escreveu, como descreveu o cenário tão lindo, foi perfeita. Texto muito bem construído, parabéns.

  17. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Meu caro autor (e aqui, vou chutar, é uma autora – e bastante conhecida nossa): sua micro-história me encantou não só pela habilidade nas imagens do cenário e na preparação do desfecho, mas principalmente pelo contexto construído, tanto da história pregressa (aprenderia a ser uma Sereia) quanto à curiosidade quanto ao que aconteceria com ela. Acima de tudo, uma belíssima metáfora da construção da feminilidade. Parabéns, merece o pódio, na minha opinião!

  18. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Gostei muito da forma. A surpresa do final também funciona bem. O conto todo parece ir na direção de alguém esperando peixes. O “flutuava” da indícios, mas pensei primeiro em um barco.

    Muito bom!

    Parabéns.

  19. Leo Jardim
    24 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): existe um ponto de virada ao sabermos que é uma sereia em busca de um homem e não uma pescadora querendo um peixe. Não entendi, porém, a que alegoria se refere o anzol e isca.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, cria expectativa e deixa a história fluir.

    💡 Criatividade (⭐⭐): uma reviravolta criativa.

    ✂ Concisão (⭐▫): o texto se estende um pouco mais que o necessário. O clima de pescaria já tinha sido obtido e continuou um pouco além da conta.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): Uma boa reviravolta, mas que depois gerou mais confusão que surpresa.

  20. Lohan Lage
    24 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, o título casa bem, há um jogo de ideias interessantes aí… o lance do “capturar o homem”, trazendo um bocado de realismo a um universo mais fantástico. Valeu!

  21. Renato Silva
    24 de janeiro de 2017

    Hahaha, muito bom. Quando falou em “capturar seu homem”, me veio a ideia de que essa serei estava buscando um marido ou, no mínimo um parceiro sexual (será que elas precisam de homens para se reproduzir?)

    O início fez parecer que era uma simples pescaria e somente no último parágrafo tudo fica claro, esse elemento surpresa rende uns pontos ao seu conto. O modo como as sereis veem os humanos. Parece que houve uma certa inversão de papéis, senti que nós, homens, estamos em situação de vulnerabilidade perante o poder das sereias. Que seres perigosos!

    Boa sorte.

  22. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    O conto me agradou bastante, tanto pelo enredo quanto pela forma como você construiu o cenário, ambientando o leitor aos poucos, mostrando todo um processo cuidadoso. Só fiquei curiosa quanto à isca. O que as sereias colocam na vara para atrair homens?

    A escrita está muito boa. Só houve uma leve cacofonia nesse trecho, no final: “…era sim, enfim…”.

  23. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    Em poucas palavras, conseguimos perceber a importância desse momento pra protagonista. As partes descritivas estão ótimas e o final é surpreendente.
    Parabéns e boa sorte!

  24. Leandro B.
    23 de janeiro de 2017

    Oi, Náufrago.

    Achei o conto bem bacana. Interpretei todo o texto de forma bem literal, o que dá a entender que o autor não apenas utiliza o mito da sereia, mas o reconstroi.

    Aqui, capturar um homem parece um ritual de passagem e as sereias, de alguma forma, não me parecem as belas figuras mitológicas. Acabei pensando em um ser bizarro, utilizando bonecas para atrair homens. Enfim, um bom mini.

  25. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Admito que tomei um susto com o final, não o esperava mesmo. No quesito surpresa, o melhor dos contos… Parabéns pela condução da narrativa

  26. catarinacunha2015
    23 de janeiro de 2017

    MERGULHO leve e flutuante. Eu estava tão encantada com a construção das palavras que o maior IMPACTO foi descobrir o tipo de pesca que ela praticava. Achei uma finalização tão decepcionante e machista que, por ter me causado asco, valorizei mais ainda o afogamento. A gente vai envelhecendo e perdendo a capacidade de se surpreender então, mesmo que negativamente, quando acontece é inquestionável valorizar o momento.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      1 de fevereiro de 2017

      Olá, Catarina,

      Tudo bem?

      Confesso que quando li seu comentário quase abandonei o desafio. Fiquei bastante impactada por seu comentário negativo. Não por você não ter gostado. Ao contrário, isso é algo que não me perturba, afinal estamos no jogo para isso, para receber críticas de quem mais entende do assunto. Mas veja, ao comentar SABEMOS que por trás de cada conto há um amigo escritor, então a palavra ASCO soa forte e acaba balançando o autor, que no final das contas é o verdadeiro alvo de nossas críticas.

      Sobre o conteúdo que você julgou machista, discordo. A Sereia faz suas escolhas, ainda que possam ser equivocadas, pois só quer se enquadrar em sua “sociedade”. Mas é ela quem “caça”. É ela quem mata (e assim que o mito reza), ainda que usando a sedução para tanto. Porém, ainda que o conto fosse de fato machista, me responda: Qual o problema? Literatura deve ser politicamente correta? Panfletária? Creio que não. E essa é a minha escolha.

      Bom, é isso. Resolvi responder por aqui para não “causar” no grupo. Continuo admirando seu trabalho. A Rosa foi o meu segundo lugar. Por isso usamos pseudônimos. Estar incógnita causa boas e más surpresas. No caso foi boa. Aprendemos com todas as lições, não é?

      Beijos e até o próximo desafio.

      Paula Giannini

  27. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Bem legal essa inversão de perspectivas. Quando li, senti o começo como uma calmaria, indicando que aconteceria alguma reviravolta – revelada na parte em que cita a captura do primeiro homem. Particularmente, o conto poderia acabar ali e eu ficaria com a imagem da sereia da mesma forma, mas compreendo a opção por tornar isto uma certeza – mesmo sacrificando um pouco da mágica da insinuação.
    Parabéns e boa sorte.

  28. Jowilton Amaral da Costa
    23 de janeiro de 2017

    Bom conto. Bem conduzido e nos surpreende no final mostrando que a narradora é uma sereia. Bacana. Boa sorte.

  29. Cilas Medi
    23 de janeiro de 2017

    A fantasia e o encanto da lua em um micro conto de ilusão e paixão. Gostei bastante da forma e da orquestração dessa fantasia. O final romântico. Dessa vez o título me enganou totalmente. Parabéns!

  30. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Que coisinha mais fofa e gostosa a sua história! Quase uma animação muito delicada. Redondinho, arrumadinho, o final, embora previsível lá pelas tantas, foi contado com muita graça. O parágrafo “Era noite de mar iluminado.. na arrebentação.” é muito lindo. Só achei um pouquinho menos onírico todo o trecho “E lambendo a ponta da linha …extremidade pontiaguda”, sendo que “cacoete que aprendera com a irmã” me pareceu um detalhe desnecessário…

  31. Lídia
    22 de janeiro de 2017

    Ela era a isca? Pelo o que entendi, sim…
    Gostei da forma em que você representou a sereias sem aquela hiperssensualização que aparece com frequência…
    Conto bem escrito, aberto, objetivo… Gostei bastante.
    Boa sorte!

  32. Fil Felix
    22 de janeiro de 2017

    De início me lembrou outro conto do desafio, relacionado a peixes. Mas ele se revela uma outra coisa, o que é muito bom e se torna uma leitura surpresa! Gostei da sereia, mas o início meio que confunde o fim, pela história de pescar (e não cantar) o homem. Acho que não consegui encaixar bem um ao outro. Mas a cena criada é ótima!

  33. Thayná Afonso
    21 de janeiro de 2017

    Fiquei muito tentada a interpretar que se trata de uma mulher querendo demonstrar que é capaz, talvez usando a pescaria como meio de conexão com o homem que deseja. Mas as analogias foram boas demais e o final surpreendente demais para eu me limitasse a enxergar dessa maneira tão crua. A descrição do ambiente também foi bastante prazerosa. Ótimo conto, parabéns!

  34. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Meu questionamento com o conto é: por que ela pesca os homens, em vez de cantar para atraí-los? Dá para pensar em muitos motivos, e isso é muito bom! Sua ideia chegou a ser divertida, eu imaginei bem a sereia na segunda leitura. Desculpa, mas foi bem ao estilo de Ariel, rs. 😉

  35. Juliano Gadêlha
    21 de janeiro de 2017

    Bastante original. Bom ver algo diferente nesse desafio. Não consegui ver como a vara e a isca se encaixam no desfecho, se é uma metáfora, sei lá, mas a reviravolta foi surpreendente e o texto bem escrito. Parabéns!

  36. Thiago de Melo
    21 de janeiro de 2017

    Muito legal!!!!

    Nossa, vc conseguiu me enganar até bem pertinho do final do conto!

    Eu estava lendo e pensando, está interessante, mas está acabando o texto: como esse autor vai concluir esse texto que mais parece um preâmbulo de uma história muito maior em tão pouco espaço… E vc vai lá e PAAAHH!!! Com apenas algumas palavrinhas, já no apagar das luzes do conto (e do limite de palavras) consegue arrematar o texto E AINDA apresentar uma reviravolta. Excelente! Parabéns!

  37. Anderson Henrique
    20 de janeiro de 2017

    Gostei muito do conto, exceto pela parte em que a sereia está colocando a isca no anzol e na vara de pescar. Esse trecho serve para “despistar” o leitor da conclusão, mas não vi como se conecta com o restante, a menos que seja algo metafórico, o que não me pareceu. A sereia está pescando homens com vara e anzol? A imagem me pareceu estranha. Perdoe se entendi errado. De qualquer forma, é um ótimo conto.

  38. Douglas Moreira Costa
    20 de janeiro de 2017

    É um conto bastante surpreendente, eu realmente imaginava que seria alguma metáfora ou algo do tipo. Estava ali, observando de cima do barco, um mar fluorescente e, de repente, sou jogado ao fundo do mar e, na verdade, estou observando tudo ao lado de uma sereia dentro de um mar cintilante. A ideia foi muito boa, tem uma sacada excelente. Você conseguiu surpreender bastante em apenas um linha. Parabéns.

  39. Amanda Gomez
    19 de janeiro de 2017

    Olá,

    Um conto bem criativo…Mas a execução ficou confusa, as descrições não fizeram muito sentido, a primeira parte. Mesmo com algumas ressalvas gostei do texto, foi inesperado o final ficou bem diferente é agradável. Não imaginei que seria uma fantasia. Ganha postos pela originalidade.

    Uma seria pescado, ou… Tentando mostrar que pode. Ficou bacana.

    Boa sorte no desafio.

  40. waldo gomes
    19 de janeiro de 2017

    Boa tensão sexual com “pegou a vara” e “lambendo a ponta”, mas depois se vê que é uma sereia com graves problemas de auto-estima e uma inteligência reduzida.

    Bem escrito, boa condução, embora seja meio forçado com essa coisa de pescar homens no mar com vara de pescar.

  41. Gustavo Castro Araujo
    19 de janeiro de 2017

    Bastante criativo o texto. Fiquei com a impressão de tratar-se de um momento típico de pescaria, noturna talvez, descrita de modo poético, cadenciado, bonito até – não que eu tenha experiência nessa atividade, rs Essa primeira parte me fisgou (desculpe o trocadilho infame) e o fato de o conto ter-se revelado uma fantasia, demonstrando tratar-se de uma sereia, manteve o pique, ainda que mudando o rumo. Uma boa reviravolta. Parabéns.

  42. Matheus Pacheco
    19 de janeiro de 2017

    Nossa, realmente eu não esperava por um final como esse, mas eu não achei que fosse realmente uma sereia esperando a próxima embarcação para seduzir suas presas, e sim uma mulher aproveitando o evento natura para se encontrar com um algum amor.
    Um abraço ao escritor e boa sorte.

  43. Marco Aurélio Saraiva
    19 de janeiro de 2017

    Gostei da originalidade, abordando um personagem inusitado: uma sereia que, como as lendas, pesca homens. A introdução do conto me deixou um pouco confuso, já que, pelo que entendi, ela não pegou nenhuma vara literal e nem colocou isca nenhuma no anzol. É que este parágrafo foi escrito com tanta atenção (narrando até o detalhe da lambida na ponta da linha) que me parece literal. Levando para o lado mais metafórico da interpretação, a isca seria ela mesma. O problema é que “vara”, além de ser uma palavra um tanto masculina (meio fálica, algo assim), usada aqui junto com “lamber a ponta da linha”, confunde para caramba. Teria um significado mais sexual caso ela já estivesse com uma “vítima” ao seu lado, mas se ela ainda esperava o homem que seria pescado, não sei interpretar esse trecho.

    Tirando este primeiro parágrafo, todo o resto do conto foi muito bem escrito, com palavras corretas e encaixas em frases bem pensadas, criando uma boa imagem da narrativa da mente do leitor.

    Parabéns!

  44. Luis Guilherme
    18 de janeiro de 2017

    Olha, gostei das descrições, principalmente das algas e tal.

    O conto ficou bonito e ganhou em estética.
    Achei legal também as metáforas referentes ao jogo da conquista.

    Mas achei que o plot twist não funcionou bem. Sei lá, uma serei pescando homens não me pareceu algo natural hahaha.

    De qualquer forma, é bem gostoso de ler.

    parabéns e boa sorte

  45. Eduardo Selga
    18 de janeiro de 2017

    A sereia desse conto pretende capturar homens. Ora, diz a lenda que as sereias levam homens à morte, o que não deixa de ser uma captura. A diferença, e aí levando em consideração o título, é que eles seriam afogados, ou seja, espíritos de homens já falecidos. Digo “espíritos” porque corpos afogados não significariam risco de se assustarem, o que é uma preocupação da personagem.

    No entanto, vejo uma incoerência. As sereias mitológicas eram animais fabulosos do mar, não espíritos marinhos. O que uma criatura assim, digamos “concreta” iria querer com um espírito? A menos que também ela seja diáfana, mas isso não está exposto no conto.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      1 de fevereiro de 2017

      Oi Eduardo,
      Tudo bem?

      Respeito muito sua opinião, sempre. Mas aqui, acho que você se perdeu um pouquinho. rsrsrs

      Veja bem: Noite dos Afogados, não quer dizer que eles já estejam lá mortos e boiando. Não. Ao contrário, eles ainda irão se afogar. Eu não poderia escrever: A Noite em que Eles se Afogarão. Seria um título horrível, você não acha?

      Agora, quanto à lenda, pense. Qual a Sereia que não mata? Ainda que ela só disfrute do corpinho do pobre homem e depois o rejeite, o que ela fará será apenas transforma-lo em nada mais que um espírito, não?

      Beijos e obrigada por seu comentário gentil e cuidadoso.

      Paula Giannini

  46. Davenir Viganon
    18 de janeiro de 2017

    A ideia de trocar a perspectiva do pescador para a sereia foi interessante mas não consegui visualizar uma sereia segurando uma vara. [ou conquistando um pescador com uma vara kkkkk] Ainda assim gostei da personagem, como uma sereia iniciante na arte da caça de pescadores desavisados.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      1 de fevereiro de 2017

      Engraçado como os homens tiveram dificuldades com a imagem da vara, não? Será que ela era uma Sereia de verdade? Ou um Sereio? kkkk
      Beijos
      Paula Giannini

  47. Fheluany Nogueira
    18 de janeiro de 2017

    Acredito que a narrativa deve ser interpretada como um jogo de sedução, construído por metáforas: a sereia, a isca, “eles viriam”, mas ela vai ficar só com um. Ambientação criada com esmero, boa ideia, linguagem sem problemas, reviravolta interessante. Parabéns, abraços.

  48. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2017

    Uma sereia pescando um homem com uma vara me causou um impacto comum em contos de terror. No fim, não consegui imaginar a sereia como um ser bonito, de voz hipnotizante para relatam os textos mais comuns. Imaginei que ela fosse um monstro tadinha, assim como todas as sereias do contexto do conto.

    Mas ela, ali, estava tentando provar algo. Talvez por alguma peculiaridade ela não conseguia atrair homens através do seu canto e, em uma tentativa inocente, resolveu, pescá-los. Infelizmente não temos como saber se é isso, mas deixou o conto muito interessante.

    Boa sorte!

  49. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    18 de janeiro de 2017

    Super interessante metáfora. Adorei o final! Um ar romântico… Parabéns!

  50. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    Bastante interessante! Gostei da personagem com bastante personalidade e convicção e um toque de Medeia no coração. O final é surpreendente. Conseguiu trabalhar um tema banalizado e transformá-lo numa boa sequência de imagens.
    Parabéns e boa sorte!

  51. Luiz Eduardo
    17 de janeiro de 2017

    Belas imagens, boa escrita, final inesperado. Não.sou muito de histórias fantásticas mas acho que você conseguiu se superar. Parabéns e boa sorte!

  52. Bruna Francielle
    17 de janeiro de 2017

    Bem, se eu for imaginar algo a ver com o título do conto, fica bem legal!
    Homens afogados que seriam fisgados pela sereia, depois de já mortos !
    Agora, se for imaginar como mais um conto da história comum das sereias.. daí já não gostei tanto, pela repetição, também chamada clichê nessas histórias !
    Queria mais indicativos caso fosse a primeira opção !

  53. Tatiane Mara
    17 de janeiro de 2017

    Olá…

    Texto sobre uma sereia com problemas de auto-estima.

    Bem escrito, apesar de um pouco forçado, somente na última linha a estória se revela, o que é positivo, mas dá uma sensação de que algo está errado com todo o texto.

    Boa sorte.

  54. Iolandinha Pinheiro
    17 de janeiro de 2017

    Um conto onde as imagens trazidas pelo autor são muito belas. Também achei legal a condução do leitor de modo a enganá-lo. Não gostei da sereia ter usado vara, linha e isca para pegar seu homem. Sereias pegam homens cantando e usando a própria beleza, ficou esquisito ver um homem nadando até um anzol e o abocanhando. Foi nesta parte que o conto foi para o brejo. Mas vejo que muita gente gostou. Sorte no desafio.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      1 de fevereiro de 2017

      Oi, Iolandinha,
      E se ela não fosse dona da beleza ímpar que toda Sereia deveria possuir? O que faria? Quais seriam suas armas?
      Se você der uma olhada no mito das Sereias (não romantizadas) pelo mundo, verá que são bem feias, monstros até.

      Beijos e até o próximo desafio.
      Paula Giannini

  55. Sabrina Dalbelo
    17 de janeiro de 2017

    Náufrago,

    Se eu fixar meu entendimento na literalidade, isto é, na inversão dos papeis entre homens e peixes – e aí as sereias/peixes pescando homens – eu não gostei. Ficou sem surpresa, sem magia. Tudo muito simples.

    Agora, se eu não fixar meu entendimento pensando que essa história é 100% metalinguística, isto é, sobre o jogo de atração entre homens e mulheres, por exemplo, eu gostei muito.

    Vou fixar na segunda e gostar muito do texto, prometo.

  56. mariasantino1
    17 de janeiro de 2017

    Mas olha só que conto safadinho! Me enganou de jeito 🙂

    Olá, autor(a)! Gostei muito pelo inusitado. Se imagina uma pescaria comum e, apesar da poesia, das belas imagens, seguimos sem alarde até próximo do fim. Lá, no fim, bang! Eis que você puxa o tapete e insere o inusitado. Muito bom! Uma grata surpresa neste desafio.
    Durante a leitura percebi que a sereia não canta como o esperado, então imagino que a pescaria seja, de fato, pescar mesmo. O homem como um peixe concretamente e isso mexe com as referências que temos acerca de sereias. É ousado. É ousado.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  57. Evandro Furtado
    17 de janeiro de 2017

    O balanceamento da escrita é tão bom que eu estava pensando: esse(a) cara realmente vai ser capaz de escrever um bom conto sobre pescaria? A única coisa boa de pescaria que eu conheço vem do Hemingway, então, responsabilidade lá em cima. Certo, talvez não tenha sido nenhum Ernest, mas a plot twist final foi realmente interessante. A brincadeira da inversão é uma estratégia pra lá de interessante e foi muito bem empregada aqui.

    Resultado – Good

  58. Vanessa Oliveira
    17 de janeiro de 2017

    Uma sereia pescando, haha. Que ideia! Acho que todo mundo já imagina uma coisa: é uma pescadora. No entanto, o final surpreende bastante. Jamais imaginaria uma sereia, se não fosse dito. Só não entendi muito bem a “isca”; fora isso, conto bem legal e fluido. Boa sorte!

  59. Fabio Baptista
    17 de janeiro de 2017

    Outro conto na estrutura de descrever um ambiente, conduzindo o leitor a pensar que é uma coisa (uma pescaria convencional) e daí no final fazer a revelação surpresa, nesse caso, sobre a natureza da pescadora (acho que seria melhor “caçadora”, mas daí o conto perderia a ambiguidade que o sustenta).

    Foi interessante o ponto de vista da sereia, mas não me trouxe muito impacto.

    Abraço!

  60. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Que original! Gostei muito. E a escolha de palavras foi precisa.

  61. Antonio Stegues Batista
    16 de janeiro de 2017

    Primeira vez que leio uma historia de sereia pescando homem. Nos surpreende no final. Um texto bem escrito, estrutura e construção de frases e a ambientação ficou legal. Mas, seria mesmo uma sereia? A irmã ensinou? E qual, ou o que, era a isca?

  62. Priscila Pereira
    16 de janeiro de 2017

    Oi Náufrago, eu gostei muito do seu conto, tão sutil, nos pega de surpresa, assim como a sereia queria mesmo… é tão gostoso e bonito de se ler. Parabéns e boa sorte!!

  63. juliana calafange da costa ribeiro
    16 de janeiro de 2017

    excelente poder de síntese, o conto ficou bem redondo, bonito, o leitor se sente flutuando junto e o final é uma grata surpresa! Parabéns!

  64. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Legal. Diferente. Enredo apoiado no mito das sereias. Fazia tempo que não aparecia folclore por aqui. A grande jogada está em enganar o leitor, achando que se tratava de um pescador em busca de peixes, quando era a sereia em busca de homens. – 9,0
    O: A inversão do ponto de vista causa um bom impacto. É um fato bem simples, mas tem nuances bastante originais, a começar pela imagem que traz uma sensação de “sozinho ao léu”. – 9,0
    D: Tem parágrafos curtos demais, mas entendo que a maioria tinha de ser assim para causar maior impacto. Mas de longe dá a impressão de algo sobrando, mesmo estando bem escrito. Mas é algo muito pequeno para desconstruir o texto. – 8,8
    Fator “Oh my”: gostei por trazer um ar de novidade e folclore embutido.

  65. elicio santos
    16 de janeiro de 2017

    Texto bem construído e com final inusitado. Poderia deixar mais subtextos para o leitor desvendar, mas é um bom microconto. Boa sorte!

  66. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Que fuga magnífica do lugar comum. E eu, ingênua, esperava por uma pesca normal. Gostei da maneira como você mostrou o lugar, as algas, as correntes, enfim, me vi pescando.
    Parabéns!

  67. Anorkinda Neide
    15 de janeiro de 2017

    Ohh..que legal… mulheres entenderão! haiuha
    Muito feminino, sutil e pára hein.. revela nossos segredos, não faça isso, há homens olhando.
    Gostei da metáfora, desde a lambida na linha. Se levarmos ao pé da letra, podemos pensar q sereias nao precisariam de anzois, mas…é poesia e escrita por quem tem intimidade com ela.
    parabens
    realmente, ‘eles viriam’, no plural e depois o desfecho ‘pega’ um homem só, acho q poderia deixar em aberto que depois dele, viriam outros mais.. hehe
    abraço

  68. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2017

    Um conto surpreendente e que tem o seu valor. Romântico na medida certa, e fantástico no ponto.

    -Originalidade(10,0): A ideia da sereia pescando foi sensacional e inusitada.

    -Construção(10,0): Seu conto foi lindo de se ler, eu pude imaginar todas as cenas, desde o início ao fim, e fui absorvido pela história pouco a pouco. O clímax foi arrebatador e inesperado, o que contou muitos pontos.

    -Apego(9,5):Maravilhosa a sereia e a ambientação.

    Parabéns pelo conto!

  69. Tiago Volpato
    15 de janeiro de 2017

    Bem bacana o conto. Deu uma boa virada do meio pro fim e no final não era o que esperávamos. Parabéns!

  70. Miquéias Dell'Orti
    15 de janeiro de 2017

    Cara, por uma feliz coincidência, fiquei com a mesma impressão do Virgílio. Depois da metade da história comecei a pensar “mas caramba, não vai ter uma surpresa, uma reviravolta, nada?”, Para no final a gente se surpreender. Isso, ao meu ver, é uma coisa muito difícil de conseguir, mais ainda com pouquíssimas palavras. Temática bonita e romântica na medida certa. Parabéns.

  71. José Leonardo
    15 de janeiro de 2017

    Olá, Náufrago.

    Não temos somente uma simples inversão de papeis, mas uma insólita. Uma grande metáfora sobre a conquista feminina, a paciência, os elementos externos que são vistos como “sinais”… Sinceramente, a escrita me captou mais do que o mote, pois se alcançou a eficiência na simplicidade das palavras.

    Boa sorte neste desafio.

  72. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Gostei! É o peixe pescando o homem. No começo, estranhei o fato de duas mulheres pescadoras (a personagem e sua irmã). Mas fez todo sentido no final. Surpreendente, parabéns!

  73. Guilherme de Oliveira Paes
    14 de janeiro de 2017

    Gostei muito da abertura do conto, é romântica, bonita, bem definida. Não gostei tanto do rumo que a história tomou, no entanto; acho que perdeu um pouco do encanto ao tirar o foco do real, da pescaria, e investir no lírico, no metafórico.

  74. Givago Domingues Thimoti
    14 de janeiro de 2017

    Não é muito comum uma sereia protagonista, o que foi uma grata surpresa. Como abordado acima, é uma maneira diferente de ver a conquista de alguém. Muito bem escrito.
    Boa sorte!

  75. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Um conto legal com essa sereia Pos Moderna. Gostei da maneira como foi me conduzindo para surpreender-me ao final. Achei que ficaria melhor se usasse também o singular, ao invés do “eles viriam”. Ficaria mais compatível com a “presa”. Parabéns pelo seu interessante conto e abraço de sucesso.

  76. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Original,um desfecho surpreendente.Boa sorte.

  77. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    Bom conto. Bem escrito, tranquilo, com uma bela surpresa ao final.

    Talvez e porém, o primeiro parágrafo não coaduna com o restante, a não ser que seja uma metáfora, mas se fosse isso deveria ter sido deixado mais claro, pois que as menções ao cacoete que aprendera com a irmã não combinam com uma metáfora. Não creio que seja uma metáfora e portanto, está totalmente deslocado do resto.

    Por que uma sereia havia de querer uma vara de pescar, com linha e isca e tudo para conseguir homens ? Todos sabem que a “isca” da Sereia é sua beleza e voz melodiosa.

    Gostei do conto, mas esse iniciozinho não me sai da cabeça e atrapalha muito.

    • Paula Giannini - palcodapalavrablog
      1 de fevereiro de 2017

      Oi, Olisomar.

      Que bom que leu e comentou.

      Você imaginou uma bela Sereia. Mas e se ela fosse feia e sem voz? Como pescaria? Você sabia que o mito das Sereias foi romantizado no ocidente? Para os japoneses, por exemplo, esses seres seriam terríveis criaturas.


      Beijos
      Paula Giannini

  78. Renata Rothstein
    13 de janeiro de 2017

    Muito bem escrito, gostei bastante das imagens, me envolvi em cada linha, mas, curiosamente, não me surpreendi com o final. Talvez pelo título, talvez pela bela frase “Ficar quietinha, meditativa. Deixar as correntes passarem por ela enquanto flutuava.’, que sugerem “algo mais” do que uma pescaria.
    Bom, acredito que se trate mesmo de uma sereia (eu acredito em sereias!).
    Ótimo conto.
    Boa sorte!

  79. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Interessante. O conto foi chegando ao fim e pensei “caramba, que sem graça, não terá surpresa”, mas você conseguiu. Parabéns, ótimo trabalho.

  80. Glória W. de Oliveira Souza
    13 de janeiro de 2017

    Me surpreendeu a narrativa. Tudo aponta para uma pescaria tradicional. No desenvolvimento do texto, há boa descrição. Ao final, de cunho ‘sonhadoiro’ de determinadas moças que sonham com príncipes encantados, a personagem atinge finalmente o seu ritual de passagem.

  81. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Eu gostei demais de como a narração foi me levando para dentro da história. Gostei demais do final! Estava bem distraída quando li a palavra sereia. Eu abri um sorriso. Ele está muito bem escrito e, embora simples, muito cativante.

  82. Keynes Aynaud
    13 de janeiro de 2017

    Bem, é uma forma diferente de ver a conquista de alguém que ama. A ambientação foi muito bem valorizada e dá apoio para a imaginação para ver o final. Bom trabalho. Boa sorte com o desafio.

  83. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Texto fechado, descaracterizando o microconto, se houvesse dito a parte do pescar homem de outra forma, não se intitulando sereia, seria magnífico! Contudo o texto nos deixa em suspense até o final, o que é fantástico! Muito bem engendrado e escrito. Muito bem bolado! Gostei pacas!

  84. angst447
    13 de janeiro de 2017

    Puxa, consegui me ver ali junto da protagonista vendo o espetáculo das algas fluorescentes. Afinal, eu assisti a isso aqui em Santos no ano passado. Claro que não sou uma sereia nem fisgo homens (muito menos com uma vara…rs.).
    Achei interessante o desfecho surpreendente, pois esperava uma moça pescadora, não uma sereia a capturar seu homem.
    Bonita composição com boa caracterização do ambiente e personagem.Não encontrei erros.
    Boa sorte!

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .