EntreContos

Literatura que desafia.

Resultados do Desafio X-Punk

alextimmermans1

Caros EntreContistas,

Um dos desafios mais exigentes que já tivemos por estas bandas. Quarenta contos inscritos e apenas três desclassificados, abordando as diversas faces do universo punk, em suas versões cyber, steam, bio, glitter e… café. Haja criatividade e haja polêmica! Mais de 1600 comentários revelando toda a dedicação e paixão de nossos participantes. Muitos parabéns, como diz a Voz do Sopro.

A tabela abaixo contém os títulos dos contos, os pseudônimos e os nomes verdadeiros de cada participante:

autorias

Abaixo vê-se o quadro de comentários:

votacao

E, por fim, o quadro de pontuação:

notas

Como vencedor, “O Gatilho de Borges“, de Gustavo Araujo, com 342 pontos e média de 9 pontos cravados:

” Abriu a foto novamente. Milhares de pixels se uniram para construir a mesma imagem. Deteve-se, a respiração suspensa. Examinou com vagar os olhos do rapaz, o nariz e o queixo quadrado e protuberante. Daniel Goliadkin era idêntico a ele, Afonso Salvador. Não à sua versão atual, por óbvio, já que se aproximava dos sessenta anos, mas à sua versão jovem. As mesmas imperfeições, os mesmos detalhes, as mesmas marcas de nascença.

Em segundo lugar, com 320,5 pontos e 8,434 de média, “O Catador Tunado“, de Rubem Cabral:

— Tem backup na nuvem, não me faça essa cara de camelô que viu o rapa, garoto. Todo ImpMem oficial faz um todo dia, é a lei. Deixa eu ver, comprei um seminovo no mês retrasado pra canibalizar os componentes, um conhecido do IML fez negócio comigo por trezentos créditos e um iPhing Xing-Ling. Ah, tá aqui: modelo XBrain II da SouthKorean, com 10 petabytes, duzentos núcleos refrigerados com hélio líquido, uma belezura de primeiríssima linha! A gente zera ele, baixa o teu backup e você usa por um tempo, até consertar ou trocar essa sua velharia. Depois então você me devolve. É só um empréstimo, veja lá..

Completando o pódio, com 315,3 pontos e média de 8,297, “A Flautista“, de Marco Piscies:

— Vai chover em breve. – A capitã acrescentou.

‘Era o que faltava’. Libby suspeitava que morreria de hipotermia se começasse a chover. Perguntava-se onde estava o maldito Barão. Não conseguia parar de pensar na possibilidade de traição: que dali a alguns minutos o Barão voltaria seguido de soldados alemães.

— Por que você acha que o Barão está nos ajudando? – Ela perguntou em tom baixo – A guerra acabou e nós perdemos. Qual a vantagem de ajudar o lado perdedor?

Lembrando que o campeão receberá em casa, livre de custos, um exemplar de “Vinte Mil Léguas Submarinas”, de Julio Verne.

Uma vez mais parabenizamos todos os participantes pela preocupação que demonstraram em dar o melhor de si, tanto na elaboração dos próprios contos, como principalmente nos comentários realizados. Agradecemos em especial à Amada Gomez e ao Sick Mind, que comentaram e avaliaram todos os contos mesmo não participando como autores.

Mais do que isso, agradecemos aqueles que dedicaram horas preciosas para analisar os contos postados, que perceberam que este espaço só funciona porque todos se ajudam.

A partir de agora os comentários estão liberados.

Até 2017 com novos desafios!

Equipe EntreContos.

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26 comentários em “Resultados do Desafio X-Punk

  1. mariasantino1
    25 de dezembro de 2016

    Hey!

    Primeiramente– Parabéns aos primeiros colocados, muito merecido mesmo.
    Segundamente– Putz, que chato a minha participação como contista. Gosto do tema, me interessa, atrai e por esse motivo (e claro, pelo alto nível dos trabalhos) o certame propiciou uma leitura muito prazeirosa e em determinados momentos (CTRL X, POR UM FIO DE MEMÓRIA, O CAÇADOR TUNADO, BISCOITOS DE QUEIJO) algo viciante, inovador, provocativo… Comecei a escrever o texto e a princípio ele seria uma espécie de cangaço, mas meus diálogos ficaram pouco naturais (uma merda), mudei as coisas em cima da hora, cortei os cangaceiros e tinha vontade de inserir algo místico com alguma aura de “A Carne” (romance de Júlio Ribeiro), mas fracassei mais uma vez pois cortei passagens de feitiçarias e explicações. Por fim, quando vi o que fiz (falha na trama, única falta que acho decisiva em um conto) e tudo o que deixei passar na revisão, pedi para o texto ser retirado antes do fim do certame. Bem, já foi, já passou e a gente vai levando.
    Gostaria de reforçar o pedido de bom senso e respeito aos trabalhos dos colegas. Não vejo motivo de se afetar com um conto é falar como um professor que ensina e ensina um aluno e o bronco não segue a risca o que o mestre lhe mostrou. Acredito que o ponto certo é não ser arrogante e nem bajulador, uma vez que esses extremos não somam, e o espírito desse espaço é a troca de experiências, pareceres, dicas…, então as aulinhas e piadinhas são totalmente desnecessárias.
    Parabéns a todos e a ADM (obrigada pela paciência comigo) e desejo um 2017 sensacional e cheio de razões para criar.
    BEIJOCAS.

  2. Davenir Viganon
    22 de dezembro de 2016

    Gostei demais desse desafio. Gosto do tema e, ao contrário da maioria, não me é estranho. Isso deveria facilitar as coisas, não é?! Talvez, mas minhas dificuldades com a escrita não tem muito a ver com o tema escolhido. Fiquei satisfeito com o meu resultado e das avaliações sinceras e generosas do pessoal. Eu aprendo devagar mesmo.

    Em relação ao conto, desde o fim do desafio “Fantasia” queria voltar a trazer a cultura ioruba. Fiz um esboço para escrever uma estória de fôlego (com fichas de personagens, inclusive). Então, veio o desafio e eu tirei uma parte dessa estória que esbocei. É ai que deve ter começado o problema que alguns de vocês apontaram nos comentários em relação ao ritmo, atropelado no final. Esse final foi uma referência consciente ao “Vingador do Futuro” (mais ao conto que ao filme) e achei que seria uma opção melhor que inicial daquele esboço em virtude do limite de palavras. Acho que não surtiu o efeito esperado e acabou confuso, como temia.

    A estória se passar em Marte foi coincidência pois no conto o personagem não vai a Marte. O Eduardo Selga observou bem, utilizei os orixás para construir os personagens Mãe Bibica/Oxum e Tiago/Ogum. Ogum, orixá guerreiro, é uma analogia a Marte, deus guerreiro romano. Enfim, esse foi o conto que mais gostei de escrever até aqui e o que mais me dediquei, até então.

    Em relação a minha participação como leitor, cabe um momento de autocrítica: devo admitir que o comentário que deixei no conto “Café” foi muito desleixado, no mínimo. Aproveito este espaço para pedir desculpas a autora e aos colegas por isso.

    Um abraço a todos, parabéns aos vencedores.
    E que venha o próximo desafio!

  3. Catarina
    22 de dezembro de 2016

    Só estapeada de gente grande! Agradeço, mais uma vez, esta oportunidade ímpar de participar e aprender. Tenho memória seletiva e não esquecerei a postura ética deste site e a criatividade da galera.

  4. EntreContos
    18 de dezembro de 2016

    O trabalho como moderador é de certa forma ingrato. Ao mesmo tempo em que permite vislumbrar aspectos a que a maioria dos autores não têm acesso, também obriga a intervenção constante. Neste desafio, como em outros, conversamos com participantes no intuito de recordar o compromisso moral que temos aqui, de ler e analisar com profundidade os contos alheios. Se queremos ter nossos textos examinados à exaustão, é imprescindível que façamos o mesmo pelos outros.

    Alguns desses autores ficaram pelo caminho. Como vimos, foram três os desclassificados, mas do ponto de vista da moderação, digo que embora a maioria esmagadora tenha se empenhado em comentar e analisar os contos alheios, ainda houve quem o fizesse de modo pouco produtivo, recorrendo a frases simples, isoladas e irônicas, sem fundamentação adequada. A rigor, poderíamos desclassificar esses participantes, mas não é a intenção adotar interpretações draconianas das regras do desafio.

    No fundo, o que a gente espera é que todos tenham arraigados o sentimento ético de estar fazendo o melhor na hora de analisar o conto dos demais. Claro, ninguém precisa ser tão abrangente e profundo como o Eduardo Selga, mas há um mínimo de respeito a ser dedicado aos textos alheios. A desculpa normalmente dada “não sei analisar” não procede porque aqui todos somos ao menos pretensos escritores, de modo que ao examinar um texto, é necessário, sim, escrever.

    Evidentemente, não se pode ultrapassar o texto de modo a atingir de modo pessoal aquele que o concebeu. Nesse sentido, deu para perceber que alguns participantes exageraram no momento de criticar os contos alheios. Em temos simples, faltou educação, faltou maturidade, faltou inteligência. Embora preservemos a liberdade de expressão por estes lados, não podemos negar que houve, sim, quebras de limites, algo que nos levará a rever conceitos e a adotar providências daqui por diante.

    Não é necessário aludir a nomes – seja no que tange aos comentários ‘econômicos’, seja nos comentários sem educação –, já que não é difícil encontrá-los. De todo modo, o recado fica dado.

    Por fim, para que não fique no ar aquela sensação de “bronca da professora”, quero dizer que os casos acima são pontuais. A imensa maioria dos autores presentes no EC é de gente séria, engajada, combativa e que mantém a educação em alto nível sempre. São vocês que fazem deste espaço algo sem igual, já que procuram melhorar a cada desafio, seja ao escrever, seja ao se dedicar à análise dos contos alheios. Estamos longe da perfeição, mas a mera vontade em melhorar já nos torna um grupo. A estrada é longa, mas estamos juntos.

  5. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    18 de dezembro de 2016

    Queridos amigos,
    Estou muito feliz, como sempre, em participar desse “clube”.
    Parabéns aos vencedores (merecidíssimos) e aos participantes.
    A diversidade mostrada neste desafio só prova o quanto a literatura brasileira contemporânea é boa.
    Adorei e já estou esperando a próxima.
    Quanto aos bastidores do conto, “Biscoitos de Queijo” foi escrito pensando no estilo SteamPunk, mas, inseri nele um quê a mais, ao introduzir a ideia da receita, que é meu próximo projeto literário (receitas-conto). Quanto ao epistolar, devo isso ao Thiago Melo, que lançou a ideia no grupo.
    A receita é de família e minha avó (Geny), costumava servi-la quando a visitávamos. Nem preciso contar que Ignácio é o nome de meu avô, não é?
    Beijos a todos.

  6. Gustavo Castro Araujo
    17 de dezembro de 2016

    Oi, pessoal,

    Quero agradecer àqueles que se dedicaram a ler “O Gatilho de Borges” e também os comentários recebidos. Confesso que não sabia direito sobre o que escrever para o desafio, já que a temática punk, em qualquer vertente, me é estranha, não passando dos clichês do gênero. Mas, enfim, desafio é isso, não é? Sair do sofá macio e encarar a chuva lá fora.

    Por uma dessas coincidências da vida, eu estava zapeando alguns artigos na internet quando me deparei com um texto fantástico (cuja autoria se perdeu nos labirintos da minha memória) sobre a questão do “Duplo” na literatura. À primeira vista, não parece ser algo muito específico, mas Borges, Dostoievsky, Saramago, Poe e Stevenson em algum momento dedicaram-se a ela. Mais do que mera curiosidade, esse tema traz a lume questionamentos filosóficos, psicológicos e existenciais irresistíveis. Quem, em sã consciência, não se sentiria atraído pela ideia de encontrar a si mesmo? De questionar-se, de corrigir erros, de incentivar-se?

    Acendeu-se a fagulha. Depois foi só pensar na trama tendo como contexto a proposta do desafio. Implantes memoriais e governos totalitários são alicerces do universo cyberpunk, ainda que não exclusivos. Para mim, sustentaram a narrativa cujo propósito era justamente colocar o leitor na mesma posição de Afonso Salvador e seu alter ego Daniel Goliadkin.

    A imagem que ilustra o texto é de um quadro chamado “Double Man”, ou Homem Duplo, do artista americano Keith Haring. Quanto aos personagens, todos são referências às obras que trataram do gênero “Duplo”, como muita gente percebeu. Tertuliano Afonso é o protagonista de “O Homem Duplicado”, de Saramago; “Goliadkin” é o sobrenome do personagem condutor de “O Duplo”, de Dostoievsky. E claro, há Borges em todos os poros do conto simplesmente porque é dele um dos textos mais perturbadores nessa vertente: “O Outro”, publicado em “Livro de Areia”, cujo título original, em castellano, mantive na narrativa por uma questão de fidelidade reverencial, servindo como gatilho para as lembranças que assombrariam Afonso Salvador cada vez que terminasse de ler a obra – uma sanção por ter desafiado o Estado na juventude.

    Enfim, quero agradecer uma vez mais pelas análises dedicadas e profundas, pelas críticas bem embasadas – e até pelas que são fruto de insegurança infantil –, pelos erros apontados e pelas sugestões de melhoria. Escrever para um universo como o que temos no EC é um privilégio. Não são todos os lugares em que se têm leitores exigentes, de cultura elevada e de dileto senso literário. Muito obrigado.

    • Gustavo Castro Araujo
      18 de dezembro de 2016

      Complementando, quero parabenizar o Rubem pela volta ao pódio, com o excelente “Catador Tunado”. Também merece aplausos o Rafa Sollberg pelo incrível “Uísque, Rainha e um punhado de Colhões” e o Leandro Barreiros, por “A Condição Humana”, sofrido, belo e de torcer o coração. Não há como não aludir ao conto do Piscies, “A Flautista”, que manteve o alto padrão de sempre, à Paula Giannini com o adorável “Biscoitos de Queijo”, e ao Léo Jardim, com o ótimo noir-punk “Lula Molusco”.

      Parabéns mais do que especiais ao Daniel Reis, cuja verve criativa assombrosa de Ctrl-X colocou esse conto no panteão das memórias do EC – um conto que ninguém vai esquecer tão cedo. Parabéns ao Eduardo Selga, tanto pelo provocativo conto “Lupercio e o Príncipe Encantado”, como pelas análises que são, para todos, um verdadeiro tesouro.

      Por fim, parabéns à Catarina Cunha, cuja coragem e inteligência ao escrever o imersivo “Café” só não são maiores do que a educação demonstrada pelo não sucumbir a provocações oligofrênicas.

      • Leonardo Jardim
        18 de dezembro de 2016

        Obrigado pela citação, chefe. E mais uma vez parabéns pelo ótimo conto.

      • Daniel Reis
        18 de dezembro de 2016

        Obrigado, Gustavo, sem dúvida o merecido campeão e modelo de técnica e emoção na escrita, creio que para todos nós. Aos demais citados, concordo em gênero, número e grau, e digo que as notas não refletem necessariamente o valor de cada obra. O que vale é a aprendizagem que temos desenvolvido juntos, aqui no Entrecontos.

  7. Bianca Machado
    17 de dezembro de 2016

    Parabéns a todos, aos que aceitaram a tarefa de escrever algo punk e aos que comentaram visando a trazer ao autor algo de coerente sobre a leitura realizada. Parabéns aos que estão no pódio, bom trabalho! Obrigada pelas notas que recebi no meu conto, algumas altas demais para um texto escrito às pressas para participar. Prometo que é a última vez que faço essa loucura, ano novo, vida nova rs.

  8. Pingback: Resultados do Desafio X-Punk — EntreContos | Cyber Cultura

  9. Leonardo Jardim
    17 de dezembro de 2016

    Olá, pessoal.

    Em primeiro lugar, parabéns aos primeiros colocados. Gatilho de Borges só podia ser do chefe Gustavo e tinha mesmo cara de campeão. A Flautista foi um dos meus preferidos e fiquei feliz de vê-lo no pódio, parabéns Marco Pisces. Catador Tunado eu chutaria Victor Faria, mas era do Rubem, muito bom! Control X é um conto bem polêmico que gostei, apesar de não ter dado nota tão alta, mais por falta de uma trama, mas que mereceu a posição pela ousadia (um feito e tanto). Fiquei chateado pelo ótimo Uísque do vizinho Rafael Sollberg, que foi minha única nota dez, não estar nas cabeças. Era outro com autoria fácil, e de humor incomum.

    Foi um desafio e tanto, um dos mais complicados pra mim. Quase desisti dele por várias vezes, desde a escrita do conto até o último comentário, e foi uma vitória pessoal terminá-lo.

    Nem preciso dizer o quanto estou feliz pelo meu conto (Lula Molusco) ter ficado em quinto lugar! Pretendo escrever sobre os bastidores dele em um outro post, mas já adianto aqui que escrevi sem nenhuma pretensão, só queria mesmo me divertir com um dos gêneros que mais gosto. Bom que agradou tanta gente.

    Por fim, parabéns a todos nós entrecontistas, já disse e digo de novo: isso aqui que estamos fazendo vale ouro. Abração.

  10. olisomar pires
    17 de dezembro de 2016

    Parabéns a todos, desculpem os comentários mais rudes, como vcs sabem, não é nada pessoal.

    Aprendi tanto desde que entrei aqui que me sinto um tolo por achar que sabia escrever alguma coisa antes.

    Para aqueles que possam dizer ou pensar :”- ué, mas vc escreve mal pra caramba até hoje”, garanto que eu era pior.

    Obrigado pela ajuda de todos e feliz Natal, ótimo 2017, com fé em Deus e nobres propósitos sempre.

    Um abraço a todos !

  11. Sick Mind
    17 de dezembro de 2016

    Não estou surpreso com o vencedor, O Gatilho de Borges foi um ótimo conto. Parabéns ao autor e a equipe do Entre Contos. Posso não ser um especialista em crítica literária, mas se tem algo que conheço bem, é o Cyberpunk. Não me assustou saber nos comentários, que muitos autores que participaram não tinham intimidade com esse subgênero da ficção científica e seus derivados. Esse tipo de literatura ainda é coisa de nicho no Brasil, existem poucas traduções de autores clássicos do cyberpunk, assim como também existem poucos trabalhos nacionais publicados desse subgênero. Li muita coisa equivocada sobre “ser ou não ser punk” em algumas avaliações, por isso acho que é fundamental dizer que não existem limites intocáveis dentro dessa literatura, ela é mais ampla do que consta na Wikipédia.
    O mais subversivo texto do concurso foi o conto CTRL-X. Quando o cyberpunk surgiu na década de 80, ele causou o mesmo impacto: chocou seus leitores e os levou a se questionarem, assim como ocorreu ao se perguntarem se ele seria ou não um conto. Mesmo o movimento musical punk passa por questionamentos, pois assim como o cyberpunk, ele deixou de ser contracultura e se tornou parte integrante da cultura pop. Quem se interessar em buscar mais informações sobre o cyberpunk, deixo aqui o link para o meu blog, que é o mais (se não único) ativo dos blogs sobre cyberpunk em língua portuguesa: https://cyberculturabr.wordpress.com/
    Sobre o método de avaliação, quero dizer que foi difícil estabelecer notas de 0 a 10, pois é uma escala muito grande. O ideal seria de 0 a 5. Não falo apenas por falar, passei um tempo estudando a tabela de notas e pude “contar nos dedos” a quantidade de notas dadas abaixo de 5 que não foram minhas. Ou seja, 50% do método de avaliação está obsoleto. Isso só seria aceitável se todos os contos tivessem apresentado um nível mínimo de qualidade. Fato que não aconteceu. Acredito que é complicado votar e fazer comentários com seu nome verdadeiro, pois sua avaliação pode não agradar o outro participante. Uma escala de 0 a 5 também tornaria isso menos desagradável.

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Oi Sick.

      Nós não temos muita pretensão ao profissionalismo no que toca o quesito “avaliação”. Como os contos são abertos e todos os participantes são obrigados a tecer seus comentários e redigir uma avaliação, sempre optamos por deixar que cada um crie o seu próprio critério.

      Eu, assim como muitos aqui, adoto o critério “nota mínima 5,0”. Mas tem gente, como você, que não usa esse conceito. Por isso acho que as notas de 0,0 a 10,0 são amplas e atendem a maioria.

      Quanto a comentar com o nome verdadeiro: a opção de é de quem comenta. Você decidiu por não mostrar o seu nome, mas a maioria aqui não se importa. Somos uma espécie de “clube literário”. Muita coisa aqui nos ajuda a nos preparar para o mundo literário, se algum dia decidirmos nos aventurar na publicação de um livro ou coisa que valha.

      Seja Bem Vindo ao Entre Contos!

      • Sick Mind
        17 de dezembro de 2016

        Olá Marco, obrigado pelas boas-vindas.
        Bem, na verdade eu não decidi esconder meu nome, eu apenas aproveitei o fato de já ter um perfil wordpress para comentar. Nem mesmo cogitei a ideia de participar do concurso, mas se o tivesse feito, usaria meu nome verdadeiro.
        Já sobre essa questão de critérios, o simples fato de existir mais de uma forma de avaliação diferente, cria inconsistência de dados, isso acaba influenciando no final. Penei um pouco para distribuir as notas, já que além de fazer sentido dentro do tema proposto, ainda tinha toda uma questão literária. Então, encontrar uma nota pro conjunto da obra de 40 contos, sendo todos eles diversos em vários aspectos, fez uma escala de 0 a 10 ser complicada. Na verdade, até mesmo avaliar Solarpunk e Cyberpunk no mesmo concurso é difícil, já que o primeiro tende a ser utópico. Nessa hora, a qualidade do texto falou mais alto.

    • Leonardo Jardim
      17 de dezembro de 2016

      Também apoio com bastante afinco limitar o intervalo de notas, seja de 0 a 5 ou, como prefiro e muitos já fazem, de 5 a 10.

      Como cada autor utiliza um intervalo diferente, acaba ocorrendo que os usam 0 a 10 ficam com peso maior na decisão final.

      • Bianca Machado
        17 de dezembro de 2016

        Eu sou uma das que opta por colocar as notas entre 5 e 10, porque de 0 a 10 acho uma distância grande demai… De 0 a 5 não, mas de 1 a 5 seria justo, ao menos 1 ponto pela participação, por ter escrito e mandado o conto, né? 😉

      • Bianca Machado
        17 de dezembro de 2016

        *demais

    • Daniel Reis
      18 de dezembro de 2016

      Agradeço a leitura atenta e o elogio ao CTRL-X, Sick Mind. Também foi a minha primeira experiência com o gênero, e fique bastante satisfeito em causar desconforto, mais do que unanimidade. Quanto à escala de notas, eu venho pregando isso no deserto há vários desafios. Até pensei, neste, em fazer uma ponderação, dando a nota primeiro na escala 7-10 de suficiência e 5-7 de parcialmente, e depois normalizando a curva entre 0 e 10, para mostrar como impacta no resultado. Mas depois vi que não era necessário. Seja bem-vindo e obrigado pelas leituras. Grande abraço!

  12. Marco Aurélio Saraiva
    17 de dezembro de 2016

    Cadê os troféus? hahahah!

    De cara precisamos de um troféu pra Neusa e o seu “conto resumo do desafio”, e um troféu de originalidade pro CTRL-X!

    rs rs rs

    • angst447
      17 de dezembro de 2016

      Concordo com você, Marco. Neusa merece um belo de troféu pela criatividade e agilidade do seu resumo. Daniel Reis, realmente, surtou na originalidade quando criou o CTRL-X. Outro troféu merecidíssimo.

    • Daniel Reis
      18 de dezembro de 2016

      Obrigado a vocês, amigos. E o conto da Neusa foi publicado só no Face, tinha que ser publicado aqui no EC também!!!

  13. Brian Oliveira Lancaster
    17 de dezembro de 2016

    Bem, como é de praxe, tenho de parabenizar os vencedores, que também estiveram na minha lista de preferidos. Só queria que “Alice” ou “Indignação” também estivesse aí, pois trouxeram a atmosfera de uma forma bastante completa. De resto, continuamos na luta e vendo sentado no sofá, com pipoca ao lado, o Gustavo tentando (e conseguindo) destronar o Fabio Baptista – briga saudável, literapunk.

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Publicado às 17 de dezembro de 2016 por em X-Punk e marcado .