EntreContos

Literatura que desafia.

A Flautista (Marco Piscies)

aflautistacapa

Rheinland-Pfalz, Alemanha. 1953

A temperatura caía junto com a noite. Empoleirada ao relento no terraço de um dos prédios da base militar alemã, Libby não conseguia controlar a tremedeira. Sentia como se o vento ignorasse as penas de ganso das roupas especiais que usava, acariciando sua pele nua. Estar parada, aguardando instruções, não ajudava em nada. Não conseguia dizer se o pé batia inquieto ao chão por frio ou por nervosismo. Olhou para o lado e viu Lucille: pistola em mãos e olhos vigilantes. Tinham que estar alertas: se algum soldado alemão encontrasse duas inglesas infiltradas em uma de suas bases militares, não haveria operação de resgate que as livrasse das consequências.

 

Deserto de Błędów, Polônia. Oito horas antes.

O Queen’s Eyes – aeronave primeira do MI6 – era o que existia de mais avançado na indústria dos Zepelins. A grandiosa máquina voadora atingia os 420 quilômetros por hora através de quatro propulsores a vapor, e contava com 170 mil metros cúbicos de gás hélio para se manter nos céus. Apesar do tamanho, naquela viagem a bela nave carregava consigo apenas oito tripulantes armados e uma passageira curiosa demais para ficar longe de uma janela.

Os olhos de Libby varriam a vastidão de terreno arenoso que se estendia em todas as direções. Era desapontador: quando foi chamada para a viagem, esperava as nuvens e o azul do céu. Mas em uma missão militar como aquela, era necessário voar baixo para não serem detectados em território inimigo. Como consequência, era comum assistir ao bater de asas de aves que, por vezes, acompanhavam o construto por quilômetros. Libby se contentava com aquilo: as criaturas transmitiam uma paz frágil e ligeira. Uma paz que ela sabia estar perto do fim.

Um pássaro diferente cruzou seu campo de visão. Sua aparência enganaria o observador destreinado, mas um pouco de atenção revelaria as engrenagens que faziam as asas de bronze baterem em intervalos precisos. O pássaro-mensageiro voou até outra janela do Zepelim, onde foi recebido por um oficial de comunicação. Um minuto depois, como esperado, Lucille batia à porta. Como Libby não respondesse, tentando agarrar-se à paz que fugia, a capitã da aeronave abriu a porta e permaneceu sob o batente.

— Acabamos de receber uma mensagem do Barão. Ele está a caminho. É bom colocar alguma roupa.

Libby olhou para si mesma. Vestia uma camisola, exibindo os ombros e as coxas; um contraste chocante com a estátua de capitã impecável na entrada do seu quarto. Não pôde segurar o sorriso.

— Claro. Estarei lá.

A jovem não conseguiu disfarçar o tom frustrado. Lucille assentiu, mas desistiu de fechar a porta do quarto. Ao invés disso, andou até a cama da garota, sentando-se a uma distância segura.

— Olha, eu entendo. Nada disso parece certo. Para muitos, soaria como hipocrisia. Uma desculpa no estilo “os fins justificam os meios”.

— Ele é um criminoso de primeira, Lucille.

— E o que você faria no meu lugar?

Os olhos da jovem fugiram do olhar da capitã. Lucille se levantou.

— Não julgue o que você não pode entender. É tarde demais para voltar atrás.

Com um sorriso de pura formalidade, os lábios colados um no outro, Libby assentiu.

— Eu vou me arrumar.

A capitã do Queen’s Eyes retirou-se do quarto.

 

 

Minutos depois, quando chegaram à Sala Comum, o criminoso mais procurado da Europa as esperava. O Barão Vermelho trajava uma cartola listrada e um ilustre fraque da cor do seu nome. Ele as recebeu com um longo sorriso no rosto, enfeitado por um cavanhaque perfeito.

— Lucille. É um prazer conhecê-la pessoalmente – O sotaque alemão era quase imperceptível. Ele tomou a mão da capitã, levantando-a para que a beijasse.

— Agradeço a pontualidade. Esta ao meu lado se chama Libby.

Refazendo a mesura, o Barão beijou a mão da jovem. Teve que inclinar-se um pouco mais, dada a diferença de tamanho.  A reunião a três aconteceu com todos de pé.

— Não temos muito tempo, Barão. Vamos repassar a estratégia. Nada pode…

— Perdão madame, mas eu tinha a impressão de que teríamos esta conversa na presença do ilustre flautista.

Lucille não lidava bem com interrupções. O sorriso no rosto do Barão absorvia as faíscas que fugiam dos olhos da capitã.

— Tenho que admitir que estou um tanto curioso para conhece-lo – Arriscou adicionar.

— A flautista – Lucille respondeu, enfatizando o artigo feminino – está bem aqui, ao nosso lado. Você beijou a sua mão ao chegar.

O Barão fitou Libby, contendo a incredulidade como podia.

— É uma criança.

— Não sou criança – Ela respondeu ríspida – só sou baixa demais para a minha idade.

— Quantos anos você tem?

— Dezenove.

As rugas na testa do Barão denunciavam sua raiva. Lucille não esboçava surpresa alguma.

— Você me prometeu um flautista!

— Ela é o que nós precisamos, Barão.

Os olhos do homem percorriam confusos as feições da capitã, procurando ali alguma dica de que tudo não passava de uma grande brincadeira.

— Ela não tem experiência!

— Eu tenho experiência…

— Já chega. – Bradou Lucille – A menina tem experiência na academia. Foi onde descobriu as suas habilidades.

O criminoso acariciou o cavanhaque sem disfarçar a frustração. Afastou-se, traçando uma rota errática pela sala. Bufava de tal forma que Libby tinha a impressão de ver a fumaça fugir das suas narinas.

— Então você já controlou algo do tamanho de um Colosso antes? – Ele perguntou, sem interromper a andança.

Sim – Ela respondeu, mas a sua voz falhou.

— Sim ou não?

— Sim. Eu disse sim. Já controlei massas até mesmo maiores do que um Colosso.

— Em que academia você teve contato com um Núcleo de Hawking?

— King Harold Academy, em Southshire…

O Barão interrompeu o caminhar. Suas pupilas eram chamas vivas. Os lábios de Libby continuaram a falar sem que ela os controlasse.

— … no c…curso de… mecânica industrial.

O criminoso fuzilou os olhos azuis de Lucille. Altiva, a capitã retomou a palavra.

— Assunto encerrado, Barão?

— Ela é uma civil.

— Afirmativo. Podemos continuar?

Em silêncio, o homem dirigiu-se até uma das janelas do Zepelim, onde o céu iniciava uma pintura de nuvens alaranjadas. Permaneceu ali por algum tempo: olhos perdidos, mãos para trás, lábios cerrados. Após o que pareceu uma eternidade, a voz do Barão soou repentina.

— Tenho que pensar a respeito. Onde estão os meus aposentos?

— Por aqui – Um dos soldados se ofereceu para guiá-lo. Sem despedida, o criminoso seguiu o seu caminho.  Libby somente voltou a respirar quando o homem sumiu nos corredores do Queen’s Eyes.

— Acho que a conversa não foi como esperado, não é?

— Está brincando? – A capitã respondeu, com um surpreendente sorriso fino no rosto – Ele disse que ia pensar. Considero isso uma vitória.

 

Rheinland-Pfalz. Oito horas depois

“Aceito o trabalho, desde que tudo seja feito exatamente como eu mandar”.

Estas foram as palavras do Barão ao terminar sua reflexão. Tudo havia sido feito como ele exigira, o que os levou até o topo de um prédio naquela base militar, apinhada de soldados inimigos, sem serem detectados. Agora esperavam novas instruções do criminoso, que havia saído para realizar um reconhecimento da área.

Como tudo naquela empreitada, o local onde aguardavam não era arbitrário. Dali eles tinham acesso a quatro dos doze hangares presentes na base. Cada hangar escondia uma monstruosidade de aço e bronze, conhecida pelo mundo inteiro como Colosso. Quatro dos mais poderosos e inacessíveis armamentos bélicos do mundo, exclusivamente alemães, dormiam a poucos metros delas.

— Você está sentindo eles agora, não está? Digo, o núcleo deles. É isso que vocês flautistas fazem, não é? – A voz de Lucille quebrou o silêncio.

— Sim. Eu os sinto. – Libby mentiu. Não era bem assim que funcionavam os seus poderes.

Lucille, que parecia vagar em pensamentos diversos, apenas sorriu.

— Vai chover em breve. – A capitã acrescentou.

“Era o que faltava”. Libby suspeitava que morreria de hipotermia se começasse a chover. Perguntava-se onde estava o maldito Barão. Não conseguia parar de pensar na possibilidade de traição: que dali a alguns minutos o Barão voltaria seguido de soldados alemães.

— Por que você acha que o Barão está nos ajudando? – Ela perguntou em tom baixo – A guerra acabou e nós perdemos. Qual a vantagem de ajudar o lado perdedor?

— Não há lado perdedor nem lado vencedor para gente como ele, Libby. Só há o lado que paga mais.

—E o que te leva a acreditar que ele não está sendo pago dos dois lados?

A voz do Barão, em resposta, soou alta em comparação ao tom da conversa.

— Por que é ruim para os negócios.

Sem sua cartola listrada e com um uma indumentária mais apropriada para a ocasião, o Barão apresentava-se muito menos excêntrico e tanto mais eficiente. O rifle de precisão preso às costas, todo de cobre, emprestava ao criminoso certo ar de profissionalismo. Ele falou, escolhendo ignorar a conversa que entreouvira.

— A nossa melhor opção será o hangar dois. Contei apenas cinco guardas por lá. Ao menos três deles sairão para reforçar as defesas externas quando o ataque francês começar. Eu cuidarei dos outros dois. Quando o ataque começar, calculo que teremos no máximo um minuto até que os pilotos entrem nos seus respectivos Colossos. Julgo que seja tempo o suficiente para que você entre em harmonia com o gigante, coloque-nos lá dentro e fuja em segurança, correto?

— Certo. – Libby respondeu.

O som de uma sirene ruidosa arrastou-se lento por todo o batalhão. Atingiu o pico quase ensurdecedor e então voltou, igualmente lento, ao silêncio. Então reiniciou.

O Barão removeu o rifle das costas e andou agachado até a borda do terraço com a arma em mãos, esticando o pescoço para espiar a movimentação lá em baixo.

– São os franceses. O ataque começou. Espero que esteja pronta, garota. Vamos.

As duas inglesas apertaram o passo atrás do Barão. Uma voz alemã iniciou uma série de instruções através das caixas de alto-falantes distribuídas no topo de postes pela base, instruindo os soldados a tomarem suas posições para defender o local do ataque francês.

O MI6 havia interceptado os planos franceses há muito tempo. A França cobiçava o segredo da criação dos Colossos e, para isso, estavam dispostos a declarar guerra. A Inglaterra era mais cautelosa: graças à Libby, eles poderiam aproveitar o ataque francês para roubar um Colosso sem serem detectados. Como o Flautista de Hamelin guiava ratos pelas ruas, raríssimas pessoas como ela tinham o poder de controlar mentalmente qualquer maquinário munido de um Núcleo de Hawking como fonte de energia.

Quando o Barão abriu a portinhola que dava acesso às altas passarelas do hangar, Libby notou o quanto não estava preparada para aquilo.

Os olhos do Colosso estavam voltados diretamente para eles. As duas esferas vazias pareciam dilacerar a sua alma. Libby abafou um grito entre as mãos. Por sorte, o Barão estava ocupado demais munindo-se de um monóculo para que acertasse seus alvos a distância. Apenas Lucille observou a cena, puxando-a pelo braço.

— Lembre-se – ela sussurrou – é tarde demais para voltar atrás.

O primeiro tiro do Barão acertou o guarda em cheio. O segundo homem caiu antes de entender o que acontecia. O Barão puxou uma ampulheta do bolso, preenchida com uma areia vermelha que escorria rápido demais.

— Vai!

O coração de Libby retumbava na sua garganta. Fechou os olhos e os punhos, controlou a respiração e tentou não pensar na areia da ampulheta que, naquele instante, era a sua pior inimiga. Em algum lugar ali havia um Núcleo de Hawking. Bastava se concentrar que o acharia facilmente.

Mas não importa o quanto tentasse, não encontrava nada.

— LIBBY! – Lucille bradou.

— Vamos lá, faça essa coisa se mexer! – Gritou o Barão.

A jovem abriu os olhos. Faltavam apenas poucos grãos de areia para o fim.

— Eu não encontro! Não consigo encontrar o núcleo!

— Não há núcleo – Lucille concluiu, apontando para o nível do solo. – Este Colosso estava em manutenção. Por isso haviam tão poucos guardas por aqui.

Incrédula, Libby esticou o pescoço para confirmar o relato. O Núcleo de Hawking jazia desligado em um canto. Estupefata, a jovem não notou que uma nova leva de soldados já havia avistado os invasores.

— Temos que sair daqui!

O Barão tomou-a pelo braço com mãos fortes. Os gritos dos soldados lá fora ficaram abafados quando o trio entrou por uma porta que os levou até uma escadaria que descia em espiral.

— Para onde estamos indo? – Libby perguntou. Lá em cima, uma porta foi aberta. O som dos soldados alemães descendo logo ao seu encalço era aterrorizante.

— Acabou Libby. Vamos sair daqui. – Lucille respondeu.

— Essa é uma saída auxiliar. Nós vamos sair em uma clareira, a vinte metros da floresta. Uma corrida breve.  – O Barão cuspia as informações, ao passo que chegava ao fim da escadaria e abria a porta que os levaria para a segurança. – De lá nós poderemos…

Seis soldados alemães corriam pela clareira, parecendo tão surpreendidos em encontrar o inimigo ali quanto eles.

Lucille sacou sua pistola, mas antes que pudesse apertar o gatilho sentiu uma saraivada de balas atravessar o seu corpo. O Barão fechou a porta e a trancou por dentro, bem a tempo de evitar o restante dos tiros. Libby gritava por Lucille, batendo na porta em vão.

O criminoso abateu os dois soldados que desciam as escadas e puxou Libby pelo braço novamente, através de um corredor paralelo. A garota o acompanhava em prantos. O Barão abria portas e seguia corredores a esmo, sempre evitando locais óbvios, até que uma das portas os levou para o pátio externo, onde uma chuva fina e as estrelas os receberam. Um soldado, não tão rápido quanto o Barão, perdeu a vida antes que pudesse reagir. Um sem-fim deles encontrava-se mais adiante, iniciando um novo tiroteio. A dupla se escondeu atrás de uma grande despensa de lixo.

A chuva se apressava em tornar-se tempestade, lavando as lágrimas da flautista. A troca de tiros continuava.

Uma sirene diferente – como o vapor incandescente fugindo através dos cilindros de um órgão musical – fez-se ouvir, seguida de um impacto tão violento que fez o chão tremer.

— Esse som – o Barão falava, tentando recarregar seu rifle sem sucesso debaixo da chuva que molhava a pólvora – é chamado de Trombeta do Armagedom. É o som que o Colosso faz quando é ligado. Esse tremor… – e, como se a terra o ouvisse, um novo tremor fez a espinha de Libby congelar – são os passos do gigante que está indo varrer as tropas francesas.

Com um resmungo, o Barão jogou o rifle no chão e sacou uma seringa. A garota gritou de horror, observando o Barão injetar o líquido azul na própria veia antes de continuar o seu discurso.

— Atrás desse prédio está um Colosso. Essa é a nossa última chance, garota. Eu não tenho mais para onde ir.

— Eu não posso. – Libby tremia os lábios em desespero – Não consigo. Eu menti. Nunca fiz isso antes. Eu só controlei pequenos Núcleos de Hawking, nada tão grande quanto um Colosso. Não sei fazer isso sem contato visual, e nem sei se conseguiria controlar um Colosso que já está sendo pilotado por outra pessoa.

A gargalhada do Barão vinha do fundo da sua alma.

— Você está dizendo que sua mente é pior do que alavancas e botões? Por que é isso que eles usam para controlar aquela espelunca.

O homem sacou duas pequenas pistolas dos seus bolsos infinitos e respirou fundo.

— Eu vou lutar até morrer agora – o sorriso maníaco no rosto dele não condizia com a situação – Acho que é uma boa hora para você descobrir se é boa nisso ou não.

Com um brado de guerra, o Barão correu na direção dos inimigos.

Libby estava sozinha agora. Cercada pelas paredes dos prédios militares e um latão de lixo, não havia mais o que fazer, nem para onde correr. Só havia o tempo, que escorria pelo seu corpo junto com a chuva, rápido demais para ela acompanhar. Só havia a tentativa antes do fim.

Fechando os olhos e os punhos, concentrou-se no Núcleo de Hakwing do outro lado do prédio. Era impossível alcançá-lo. As camadas de alvenaria e concreto que a separavam dele eram demais para a sua mente inexperiente. Ela sentia a sua presença agora, mas não havia como tocá-lo. Estava longe demais.

Ignorante às balas de chumbo que resvalavam ao seu redor, Libby tentou novamente e mais uma vez, até que a chuva a ajudasse.

A epifania veio como todas as epifanias: gloriosa e esclarecedora. Libby sentia a chuva, e a chuva sentia os núcleos. Não apenas aquele que se encontrava logo ali, após o prédio, mas todos os onze núcleos dos Colossos que marchavam pelo batalhão. Libby era a água que escorria na lataria do gigante; era o vapor que gritava nos cilindros do Colosso. Ela era todos os Colossos dos alemães, e nenhum piloto entendia por que as alavancas não funcionavam mais.

 

 

Mais adiante, com uma bala alojada entre as costelas e outra em uma das coxas, o Barão gargalhava ensandecido. Sete soldados alemães jaziam mortos ao seu redor, mas dezenas de outros brotavam de todos os cantos. Os disparos tiravam lascas da parede atrás da qual o Barão se escondia, recarregando suas armas. Foi quando ouviu o grito da garota.

Primeiro, achou que era um grito de dor. Imaginou como seria conhecer a morte sendo tão jovem. Depois entendeu: Libby estabelecera uma conexão direta com um dos Colossos. Um enorme braço metálico atravessou o prédio vizinho, varrendo o chão e nocauteando soldados alemães a torto e a direito. Eles não estavam prontos para aquilo. As balas das suas armas não tinham serventia contra seus próprios Colossos. Outro gigante entrou em cena, pisoteando os inimigos que encontrava. A última vez que o Barão viu Libby foi na palma da mão de um dos construtos, como uma boneca de pano sendo levada para longe.

Aproveitando o ensejo, o criminoso liberou um pássaro-mensageiro, que voou apressado para longe dali. Então tratou de fugir.

 

 

Dias depois, o episódio que ficou conhecido como “O Êxodo dos Colossos” era retratado nos maiores jornais do mundo. Onze Colossos de um batalhão de infantaria alemão fugiram durante uma batalha. Franceses e alemães trocavam ofensas. Uma nova guerra tinha início.

Mas desta vez a Inglaterra estava preparada.

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85 comentários em “A Flautista (Marco Piscies)

  1. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): muito bem trabalhada, apresentação dos personagens, idas e vindas no tempo, tudo funcionou muito bem, de forma redonda. A discussão das mulheres com o Barão e toda a cena no zepellin, embora muito boa, pareceu grande demais e talvez pudesse ser um pouco reduzida para dar mais espaço para a cena final. Essa cena ficou um pouco corrida. Cenas de ação geralmente ocupam muito espaço.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐⭐): um texto profissional, com ótimas descrições de cena, personagens bem desenvolvidos e narrativa perfeita.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): os flautistas são o elemento criativo, embora muito da ambientação seja da base steampunk.

    🎯 Tema (⭐⭐): steampunk na veia! Gostaria de ter visto mais textos nessa ambientação.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): gostei muito mesmo do texto, é um dos meus preferidos do desafio. Só não ganhou cinco estrela aqui porque o fim não chegou a impactar tanto. As mortes do fim, com um pouco mais de espaço e carga dramática na dose certa, teria coroado esse grande conto.

    ⚠️ Nota 9,5

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Seus comentários são sempre muito legais de ler Leonardo. MUITO OBRIGADO pela nota.

      O que mais valeu a pena foi ler o “Um texto profissional”. Aí fico até lisonjeado, hahahah! Abraço!

      • Leonardo Jardim
        18 de dezembro de 2016

        Que isso, você é fera e sabe disso.

  2. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Gostei bastante do conto, está entre os meus favoritos neste desafio. Lembrou-me um pouco um longa de animação chamado “O gigante de ferro”. Achei interessante a o conceito do Núcleo Hawking enquanto fonte vital dos “colossus”. A trama misturou tecnologia com poderes extrassensoriais numa junção muito feliz e com excelente resultado.

    O que vou falar aqui é apenas uma opinião ideológica e em que nada interfere no meu julgamento sobre o conto. Estou um tanto saturado de ver os britânicos/franceses/estadunidenses (enfim, os Aliados) como heróis na 2ª Guerra Mundial e os alemães como os únicos vilões de todos os males causados. Uma sugestão, se me permite, caso pretenda expandir esse universo: evite o maniqueísmo, podendo, sempre que possível, mostrar que ambos os lados podem ter boas a más intenções. A verdade é que a maioria dos soldados não passavam de jovens paus mandados, idealistas e que acreditavam lutar por algo honroso e valioso em suas vidas.

    Boa sorte.

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Oi renato, obrigado pelo comentário!

      Pois é, no meio do conto eu também me vi no meio de um grande clichê. Mas o prazo curto não me deixou divagar muito. O conto se apresentou assim pra mim (provavelmente por que assisto muitos filmes hollywoodianos, rs) e o escrevi de uma vez.

      Mas senti o mesmo que você sentiu. Vou manter isso em mente!

  3. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Começo arrastado, que me fez deixá-lo de lado por mais de uma vez. Dessa vez foi e gostei bastante, mais da segunda metade. Personagens cativantes, envolvendo a História, bacana demais. E acho que é um texto que poderia ser desenvolvido em forma de romance, eu leria, rs. Só o que acho que seria bom se trabalhasse um pouco mais são as falas, os diálogos, não senti a emoção na leitura deles.

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Vou me esforçar pra melhorar os diálogos. O seu não foi o único comentário sobre eles por aqui

      Brigadão Bia!

  4. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    16. A Flautista (O Barão): Nota 9,0

    Amigo Barão, Parabéns! Que texto!
    Alguns textos desse desafio seguem arrastados, mas esse não é o caso do seu. Eu fui acompanhando a sua história e ela fluiu muito bem. Chego a pensar que 3 mil palavras foi pouco para a aventura que você conseguiu criar. Gostei muito.
    Registro que também gostei do estilo que você colocou, com zeppelin e máquinas movidas a vapor, ao mesmo tempo em que temos máquinas controladas pela mente. Muito legal esse contraste.
    Tenho certeza de que o seu texto ficará entre os primeiros do desafio.
    Parabéns!

  5. Fil Felix
    16 de dezembro de 2016

    GERAL

    Adoro esses colossos. Tem um que de Mechas mas com pegada retrô. A narrativa é boa, consegue nos colocar no centro da pancadaria. Um ponto interessante é a tomada de partido da guerra, colocando e dando nome aos países que estão a frente ou deixados para trás. Apesar da dualidade do “cara mau”, não há muita briga ideológica de esquerda x direita como apareceu em muitos contos.

    O X DA QUESTÃO

    Um steampunk a moda antiga, naves, vapor barato e gigantes de metal e madeira. Visualmente, um belo conto. Impossível não lembrar de jogos como Shadow of the Colossus. Ainda sai um pouco da tecnologia e abarca poderes ocultos, como sentir e controlar este tal núcleo.

  6. Pedro Luna
    16 de dezembro de 2016

    Gostei bastante. O conto tem personagens muito carismáticos, como o Barão (o velho mercenário charmoso que rouba a cena) e Libby, que é a típica personagem em formação que irá despertar os poderes. Apesar dos clichês, esses personagens funcionam. A trama também é boa e as cenas de ação são legais e descritas. Aqui destaco Libby controlando os colossos. Essa cena ficou bem desenhada em minha cabeça e me lembrou X-Men. Queria que o autor ou autora respondesse se ele pensou nos Colossos ao ver essa imagem ou bolou o conto e só depois foi atrás da ilustração. O único ponto negativo é que o parágrafo final soa como um desfecho apressado. Enfim, gostei bastante

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Oi Pedro.

      Pois é, quando enviei o conto pro Entre Contos e, depois de alguns dias, voltei pra relê-lo já publicado, achei o último parágrafo muito corrido também. =(

      Eu pensei nos colossos desde que escrevi a primeira linha do conto. Geralmente, só pego a imagem da ilustração no final. Na verdade eu não imaginava os colossos exatamente como a imagem da capa, mas uma vez que a vi os colossos “tomaram a forma” da ilustração na minha mente, e isto geralmente é um caminho sem volta, rs.

      Abração e obrigado pelo feedback!

  7. mariasantino1
    16 de dezembro de 2016

    Oi, tudo bem?

    Gostei do conto e de como vc demarcou a ambientação, porque eu vi as cenas e me senti neste lugar. Achei interessante o lance dos colossos e todas as passagens de guerra e ação foram passadas com clareza e calma ( e isso é bom). Vc não corre na narrativa e ela não mistura palavras rebuscadas com comuns, mas, em certas partes achei explicadinho e distante (uma observação, somente). Senti falta também de sentimentos, mas curti as personagens e o Barão.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 9,5

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Oi Maria. Obrigado pelo comentário =)

      É uma luta constante, essa de dar mais sentimentos aos personagens e à narrativa. Eu também, como leitor, noto estes mesmos detalhes (ou a falta deles) sempre que leio um conto.

      O lance é continuar refinando a técnica. Uma dia a gente chega lá.

      Abração!

  8. angst447
    15 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Antes de mais nada, esclareço que não levarei em conta a adequação ou não do conto ao tema proposto. Não me considero apta para tal.

    Não encontrei erros de revisão que chamassem minha atenção, além de:
    conhece-lo > conhecê-lo

    Fiquei um tanto confusa entre os personagens e o Zepelim, além de toda a ação com franceses, ingleses, alemães.Sim, terei de ler novamente algumas passagens.

    O Barão Vermelho é um personagem interessante, não sei se baseado em Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen, piloto de caça alemão na Primeira Guerra Mundial.

    Libby,fingindo-se de perita em algo que apenas conhecia o fundamento, não sei porque ela me fez pensar em todo um clima de cabaré. De repente visualizei Marlene Dietrich, mesmo sabendo que Libby era uma inglesa infiltrada.Já no final, eu a imaginei como a garota nas cenas finais de King Kong.

    Confesso que me perdi um pouco quando a batalha começou. Vou reler para captar a essência – o êxodo dos Colossos. De qualquer forma, a narrativa foi bem trabalhada, costurando bem as referências e procurando manter o ritmo para não atravancar a leitura.

    Boa sorte!

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Oi Claudia. Xi, fui muito confuso? Foi mal. Meus textos tendem a ficar confusos mesmo, por causa dos cortes. Eu escrevi esse originalmente com 6 mil palavras, e tive que cortar METADE pra caber no limite do desafio. Isso acaba gerando uma “compressão de ideias” tão grande que pode confundir a galera. Tenho que aprender a ser menos megalomaníaco e escrever contos menores.

      O Barão Vermelho foi inspirado sim no Richthofen. Na versão inicial do conto eu narro um pouco do seu passado como ás da aeronáutica alemã, mas que perdeu o rumo após a guerra, tornando-se um bandido. Mas tive que tirar isso do conto pra poder caber nas 3 mil palavras, rs rs rs.

      Obrigado pela correção e pelo comentário sincero. Abração!

  9. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: notei aqui uma técnica bem apurada ao trabalhar o suspense no decorrer da narrativa. A opção pelo flashback me parece bem oportuna nesse sentido, visto que, enquanto estamos aguardando as oito horas anteriores se desenrolarem, ficamos com aquela dúvida incômoda sobre o que está ocorrendo no “presente”.

    Criatividade: conseguiu ser muito criativo e explorar com maestria os elementos propostos pelo tema. A ideia dos Colossos metálicos me lembrou um pouco um mangá chamado “Attack on Titans”, que também é ambientado em um cenário punk até certo ponto. Foi muito interessante o modo como a flautista se revela overpowered após ser tão depreciada pelo Barão.

    Carisma: é um dos contos que mais me agradaram até o momento, apesar de o final ter se mostrado um tanto abrupto. Na verdade, não sei se é justamente pelo modo como acabou, ou porque gostei bastante, mas tive a sensação de que se tratava de parte de uma história maior.

    Parabéns e boa sorte.

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Obrigado Wender!

      Eu tenho esse péssimo hábito de escrever histórias grandes demais. Aqui temos mestres em contos concisos (como o campeão Gustavo Araújo). Tenho muito o que aprender com eles.

      Abração!

  10. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Uaau, que contaço! O melhor até agora, sem dúvida!
    A história ta super cativante e gostosa de ler, não da vontade de parar, apesar de não querer que termine logo, rsrs.
    Tá completo, mesmo. Tem enredo, tem suspense, tem lógica, tem desfecho, tem clímax, tudo em um conto enxuto.
    Olha, nem tenho o que falar, nota 10.
    Ah, só queria destacar o melhor trecho do conto: “A epifania veio como todas as epifanias: gloriosa e esclarecedora. Libby sentia a chuva, e a chuva sentia os núcleos. Não apenas aquele que se encontrava logo ali, após o prédio, mas todos os onze núcleos dos Colossos que marchavam pelo batalhão. Libby era a água que escorria na lataria do gigante; era o vapor que gritava nos cilindros do Colosso. Ela era todos os Colossos dos alemães, e nenhum piloto entendia por que as alavancas não funcionavam mais.” Perfeito!
    Parabéns!

  11. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    Muito bom, aventura e narrativa muito boas, gosto desse estilo, sem muito mimimi e mais pacabá…. sensacional, um dos melhores até agora…

    Parabéns

  12. Amanda Gomez
    14 de dezembro de 2016

    Olá!

    Um enredo que dificilmente daria errado. Tem os elementos que já desperta a atenção de imediato, como o conflito aparente, um suspense e uma artimanha – como voltar um tempo depois da primeira cena.

    Gostei do conto, foi bem rápido, bem descrito e contou com personagens interessante, cada um do seu modo. Ficou uma aura meio X-man até.. A garota com dons, os colossos, a guerra. Elementos usado de uma forma bem legal, a referência ao conto do flautista foi certeira também.

    É um conto redondinho, eu diria, não tenho muito o que falar além de que gostei, que me instigou, torci para a guria conseguir usar seus poderes, para que o barão não morresse e tudo mais. Gostei de se passar em uma época da história, fundir a ficção com a realidade. O final deixa muita coisa pra imaginação, e a vontade de ler algo maior sobre esse universo.

    Tenho minhas duvida quanto a adequação ao tema.

    Parabéns, sorte no desafio.

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Oi Amanda, obrigado pelo feedback. Que bom que gostou!

      Me esforcei ao máximo para encaixar o conto no Steampunk. Ainda bem que você curtiu mesmo tendo as dúvidas sobre a adequação ao tema, hehehe.

      Abraço!

  13. Leandro B.
    14 de dezembro de 2016

    Ola, Barão.

    Adorei o texto. O ritmo, os personagens (Todos personagens VIVOS), a história, o uso do steam… Até agora é de longe o meu favorito no desafio. Poderia ler paginas e mais paginas dessa história.

    Estranhei um pouco apenas a disposição do barão para o que pareceu um sacrifício final, mas claro que essa é só uma interpretação. Sua ação poderia ter sido apenas o que ele viu como mais apropriado para ganhar tempo.

    Enfim, ótimo texto. Se um dia virar um romance serei o primeiro a comprar.

    Parabens!

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Obrigado Leandro!

      Na minha imaginação, o Barão não tinha alternativa senão encarar os soldados até morrer. Para um criminoso como ele, ser capturado não é opção: especialmente sendo um traidor alemão. Mas é claro que ele foi na frente esperando que Libby conseguisse usar os poderes dela na última hora. Eu vejo como um “estou fazendo um ataque final suicida, mas rezando pra não morrer”, rs rs.

      Abraço!

  14. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Meu caro Barão, eis então minhas “observâncias”:
    PREMISSA: gostei da premissa de uma realidade histórica alternativa com elementos de steam, mas ainda achei que faltou um punk aqui.
    DESENVOLVIMENTO: a história é bem narrada, e envolve como aqueles livros de espionagem que a gente comprava em banca de revista.
    RESULTADO: apesar de bem engedrada, a história foge dos princípios do desafio. Um bom conto, mas que não tem como ser comparado aos outros por falta de aderência à proposta.

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Você não é o primeiro que fala isso, Daniel. Acho que tinha que ter me inteirado melhor no esquema X-Punk pra escrever. Vivendo e aprendendo, hehehe!

      Obrigado pelo feedback!

  15. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Prevalece essa segunda nota.
    Uma narrativa forte, detalhada, nervosa e impactante. Um colosso. Nota 9,0.

  16. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Uma narrativa forte, detalhada, nervosa e impactante. Um colosso. Nota 9,0.

  17. Ricardo de Lohem
    12 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Desta vez não me decepcionei, é um conto X-Punk, mais especificamente um Mechapunk. Moças chamadas de “Flautistas” (uma referência clara ao Flautista de Hamelin) têm um superpoder que lhes permite controlas imensos robôs de guerra pilotáveis, mechas militares chamados Colossos. Fiquei pensando o que seriam exatamente um Núcleo de Hawking, você poderia ter dado uma breve explicação desse ponto, não é preciso deixar tudo para a imaginação do leitor. Esse tema é muito bom, percebo aqui bases sólidas para se criar um universo incrivelmente rico e excitante, até parece um mangá/anime, sem dúvida seria um excelente argumento para um. Pensei que já tinha lido todos os contos bons, e me aparece essa grata surpresa, sem dúvida vou dar uma alta nota e colocar entre os primeiros, pelo menos para mim, conte com isso. Acho mesmo que esse argumento devia ser desenvolvido num romance ou série de contos, é um mundo muito rico pra morre aqui, num conto de 3 mil palavras de um desafio. Parabéns! O conto ficou muito bom, desejo para você muito Boa Sorte no Desafio!

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Uau! Agradar o Rich Dan não é coisa fácil. Só o seu comentário já valeu o desafio, hahaha! Que bom que gostou!

  18. rsollberg
    12 de dezembro de 2016

    A Flautista (O Barão)

    Caro (a), Barão.

    Pontos positivos: Ótimo entretenimento. A mistura de um clássico, com uma atmosfera meio X-Men e uma escolhida (fórmula de sucesso desse novos best sellers). Um conto apoiado em ações frenéticas e boas referências Bem visual, com descrições bem competentes. Ao menos dois personagens bem desenvolvidos, em especial o Barão Vermelho.

    Pontos negativos: Passagens bem mastigadas, não há espaço para o leitor fazer suas próprias conexões; “Como o Flautista de Hamelin guiava ratos pelas ruas, raríssimas pessoas como ela tinham o poder de controlar mentalmente qualquer maquinário munido de um Núcleo de Hawking como fonte de energia.”

    Os diálogos são mecânicos e não contribuem. “— Eu vou lutar até morrer agora – o sorriso maníaco no rosto dele não condizia com a situação – Acho que é uma boa hora para você descobrir se é boa nisso ou não.” Penso que o problema não é o clichê, mas o jeito que a ideia se apresenta. Nesse caso acima citado, poderia ser usado algo mais elaborado, algo que mostrasse a personalidade do personagem. Sei lá, “Um piloto nunca abandona seu posto… e essa é a hora de saber se você realmente soprar uma flauta” ou, “se você não desafina”. Ou seja, aproveitar as referências usadas no próprio conto.
    Bem, essa é apenas uma opinião.

    De qualquer modo, um conto divertido e com bom ritmo.
    Parabéns e boa sorte.

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Valeu Rafael.

      Não foi só você que falou dos diálogos. Tenho que melhorar esse ponto. E gostei da sua observação sobre “mastigar demais” o texto. Vou levar essas coisas em consideração.

      Engraçado como o seu comentário sobre “seguir a fórmula dos bestsellers” me pegou mais do que qualquer comentário por aqui até agora. Sempre achei terríveis os livros “enlatados”, e sempre tentei fugir deles. Por isso, notar que a minha história segue os “enlatados” me afetou bastante. Será que tenho lido muito os bestsellers que seguem as fórmulas? Não queria ser igual a todo mundo.

      Seu comentário me fez refletir bastante. Obrigado!

  19. Jowilton Amaral da Costa
    12 de dezembro de 2016

    Bom conto. Achei do meio para o fim melhor que o início, a leitura fluiu melhor a partir da metade do conto. Achei que a ambientação ficou um pouco a desejar. As cenas de ação foram bem narradas. Eu imaginei que ela dominaria os colossos tocando realmente uma flauta, kkkkkkkkk. Mas, ficou legal o poder da garota. Boa sorte no desafio.

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Ainda tenho muito a aprender com os mestres. Usar 3 mil palavras pra descrever bem o ambiente, desenvolver os personagens e um enredo decente não é pra qualquer um. Sempre deixo a desejar em um destes pontos.

      Bem, ninguém falou que seria fácil né?

      Valeu pelo feedback Jowilton!

  20. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    História bem contada, ficção agarrada ao passado, mas boa de ler, parabéns. Gostei e a espaços tem, na minha opinião, pontos de muito interesse literário, como a ampulheta de areia vermelha. Só não me localizei muito bem no tempo, mas isso é um pormenor sem importância para o texto.

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      A história acontece alguns anos depois da segunda guerra mundial, mas em um mundo “quase igual ao nosso”, rs rs.

      Obrigado pelo feedback Vitor!

  21. catarinacunha2015
    7 de dezembro de 2016

    Temos aqui um exemplo de narrativa de ação criativa e competente, mas sem a profundidade da personificação dos personagens. Não há vida entre as linhas exímias. Mais uma vez opino, pode ser estilo. Dependendo do público alvo, sucesso absoluto ou sono profundo nas prateleiras.

    • Marco Aurélio Saraiva
      17 de dezembro de 2016

      Tenho que aprender muito ainda com a galera que manda bem por aqui, Catarina. Dar vida às linhas é o meu maior anseio. O Rafael lá em cima, no comentário dele, falou que segui a linha dos bestsellers. Não tem coisa pior. Não quero ser aquele autor que escreve “o que todo mundo quer ler”.

      Obrigado pela sinceridade!

  22. Davenir Viganon
    6 de dezembro de 2016

    Olá Barão
    Gostei muito da sua aventura. Retrofuturismo do Steampunk numa guerra mundial na Europa e, claro, com muitos colossos. O toque de fantasia com os poderes da menina foi bem vindo. O barão vermelho mais velho e mercenário aventureiro ficou bacana e o conto, de uma forma geral ficou despretensioso [talvez despretensioso demais, mas depende do dia que você me perguntar].

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?” [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Como temos um conto Steampunk, não indico contos do PKD. Então te indico, caso já não tenha lido, “A Máquina Diferencial” do Bruce Sterling e Wiliam Gibson que além de uma estória cheia de ação tem uma estética muito apurada, não é a toa que o subgênero caiu no gosto após esse livro.

  23. Anorkinda Neide
    6 de dezembro de 2016

    Que texto bonito!
    O único até agora q reli por puro prazer!
    Frases lindas, bem construídas, até mesmo nas cenas de ação. os personagens marcantes! Este Barão ficou sensacional, parece vivo.. e a sensibilidade de Libby.. nossa.. que texto!
    só nao sei se está dentro do tema rsrs
    vou consultar os universitarios!
    boa sorte, abraços

  24. Bruna Francielle
    5 de dezembro de 2016

    Tema: Não seria um punk clássico, mas acho que dá para se passar por punk

    Pontos fortes: – a utilização de “Colossos”,que me parece algo pouco usado no geral.
    – a morte da Lucile. Achei legal colocar um personagem que morreu, pois se estavam em guerra, mortes são comuns.
    – a personalidade dos personagens, foi criada e mantida, cada um com suas especifidades, dando caráter a cada um

    Pontos fracos: – repetição exaustiva de “criminoso” para se referir ao Barão. Contei aqui, 9 vezes a palavra foi utilizada em curto espaço de tempo. Creio que não era preciso repetir tantas vezes, 2 poderia ser o suficiente para entender que se trata de um criminoso.
    – Demorou para “engrenar”. A história só começou a ter ação e fluidez na parte final, a inicial demorou para passar.
    – Extremamente óbvio. Mesmo com as partes em que Libbie parecia não conseguir mexer com o colosso, estava óbvio que no final ela conseguiria. Creio que essa receita já foi usada tantas vezes em histórias que ficou sem emoção..

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      Olá Bruna.

      A repetição exaustiva de “criminoso” passou desapercebida. Vou prestar mais atenção da próxima vez.

      Você não foi a primeira que falou que o conto foi “devagar demais”. Pra mim o ritmo foi bom, mas acho que muita gente não gosta deste tipo de narrativa, hehehhe.

      Obrigado pelo comentário!

  25. Rubem Cabral
    5 de dezembro de 2016

    Olá, Barão.

    Gostei do conto: é bem narrado, há muito ritmo e aventura, fora a boa ideia de mesclar personagens históricos num steampunk tão frenético.

    A escrita está muito boa, idem a ambientação. O desenvolvimento das personagens está bom, embora pudesse ser um pouco melhor.

    Considerando prós e contras, darei nota 9.

  26. Gustavo Castro Araujo
    4 de dezembro de 2016

    O conto está muito bem escrito e apóia-se em uma trama bastante desenvolta, ágil e fluida. Gostei bastante da ambientação e do fato de ter-nos trazidos duas protagonistas mulheres. Bem criativa a ideia de domínio mental dos colossus e do poder que isso representa. Só torci o nariz (e isso é absolutamente pessoal e não influenciará na nota) para o papel do Barão Vermelho na história. Tenho o famoso aviador numa espécie de hall sagrado de velhos combatentes, pelas façanhas que ele protagonizou na I Guerra Mundial, quando os aviões eram feitos de papel, literalmente. Um homem de coragem, Richthoffen ganhou admiração de seus inimigos a ponto de merecer um placa no museu na Royal Air Force, em Londres. Por isso não curti muito o papel de vilão dele. Talvez fosse preferível um Hermann Goering, que afinal acabaria sendo o Comandante da Luftwaffe na II Guerra. Mas isso tudo é só especulação de minha parte. Como disse, o conto no geral está bom e a narrativa deve agradar bastante a galera que curte tramas dinâmicas. Pessoalmente, senti falta de desenvolvimento dos personagens – apenas Libby ganha aprofundamento – de modo que fica tudo muito ligeiro, como se assistíssemos às cenas da janela de um trem em alta velocidade. De todo modo, está de parabéns pela inventividade.

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      Pois é Gustavo. Ainda tenho que descobrir como você faz pra desenvolver mais de um personagem em um limite tão pequeno de palavras. Dá vontade de me transformar no “Sylar” do Heroes, abrir a sua cabeça e entender como ela funciona, hahahah!

      Sobre o Barão Vermelho: eu comentei lá em cima que quando terminei o conto, a primeira versão tinha 6000 palavras. Tive que cortar metade do conto para que ele coubesse no limite. Na primeira versão eu dou uma pincelada no passado do Barão: em como ele foi um herói na guerra mas após o seu fim entrou em um espiral de depressão e alcoolismo, tornando-se um mercenário para tentar resgatar os sentimentos patriotas do passado e, no fim, acabando por se tornar um criminoso.

      O meu grande problema é esse: tenho MUITA dificuldade de pensar em histórias curtas e concisas. Resultado: meus contos acabam ficando corridos e sem me aprofundar tanto quanto gostaria.

      Um dia eu aprendo.

      Obrigado pelo comentário!

  27. Sick Mind
    4 de dezembro de 2016

    O conto nos joga em meio a uma guerra inexplicada que parece inspirada no filme Pacific Rim. O comportamento do Barão não é convincente, pois pessoas que se enriquecem com guerras não fazem parte da linha de tiro. Apesar de não ser um erro (pois se trata de um universo próprio do autor), a data escolhida seria melhor retratada com um dieselpunk. A conclusão apressada deixou muito a desejar, detalhando mal as mudanças trazidas pelo episódio retratado.

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      Nunca assisti Pacific Rim, Sick. Mas não era sobre álienígenas?

      De qualquer maneira, obrigado pelo comentário!

      • Sick Mind
        20 de dezembro de 2016

        Relendo meu comentário, percebi que errei ao comparar a guerra ao filme, ao invés de a guerra aos robôs gigantes. Eu poderia ter usado outra referência para falar de robôs gigantes, mas essa foi a mais atual que me lembrei.

  28. Eduardo Selga
    3 de dezembro de 2016

    O conto é um dessas narrativas que tratam de guerra, ligeiramente adaptado ao steampunk, portanto muito preocupado com o que é potencialmente menos estético em um texto, a ação. Personagem, linguagem e ambientação espaço-temporal são elementos a partir dos quais o autor pode dar um peso estético ao texto. Não necessariamente tornando-o denso, mas com uma identidade estética. Não é o que acontece, aqui. O(a) autor(a) abre mão de, por meio de personagens e enredo, trabalhar questões importantes nos diversos campos a existência humana para valorizar aquilo para o que o homem é mero coadjuvante a –a ação. Sim, o homem na ação bélica é sempre coadjuvante dela.

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      Profundo. Gostei da sua visão. No final, não abordei questões importantes para reflexão. Foi mais uma “aventura” do que uma obra literária complexa.

      Vou guardar suas palavras com carinho e pensar nelas. Obrigado Selga!

  29. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    1 de dezembro de 2016

    Olá, Barão,

    Tudo bem?

    Seu conto foi construído em alicerces sólidos e toda sua descrição é muito coerente e crível.

    A história é quase um épico, muito bem elaborado mesmo com o número reduzido de palavras proposto para o Desafio. Talvez a história mereça uma narrativa de mais fôlego.

    A homenagem ao Barão Vermelho é muito bem justificada, assim como o cenário dos Colossos e a brincadeira com o Flautista de Hamelin.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  30. Evandro Furtado
    1 de dezembro de 2016

    Gênero – Good

    O texto possui bons elementos de cyberpunk, com uma ambientação bacana e personagens bem próprios a ela.

    Narrativa – Good

    O ponto alto do texto é o fato de que o autor sabe contar uma história. As cenas narradas são muito vívidas e passam como um filme na frente dos olhos. É possível compreender onde cada personagem está na cena, qual sua expressão corporal, seus movimentos, etc.

    Personagens – Average

    Gostaria de ver mais sobre esse Barão. Me parece um personagem bastante interessante. Os outros tiveram pouco tempo de desenvolvimento.

    Trama – Average

    A história é bem contada mas, em si, não é tão boa. A superação da menina passa meio apagada, seu conflito não é forte o bastante. Acho que a história funcionaria melhor como parte de algo maior.

    Balanceamento – Average

    Apesar da excelência narrativa, o conto se suporta sobre uma história fraca e sem apelo.

    Resultado Final – Average

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      Realmente Evandro, como tenho falado nos comentários aqui, minha grande dificuldade é escrever contos mais concisos e fechados. Meus textos sempre deixam aquele sentimento de que “fazem parte de algo maior”. Estou tentando me policiar quanto a isso.

      Obrigado pelo feedback!

  31. Pedro Teixeira
    1 de dezembro de 2016

    Um conto muito bom, com ação e diálogos na medida certa, e imagens precisas. A narrativa flui que é uma beleza a maior parte do tempo, mas algumas frases soaram deslocadas, como em “Como o Flautista de Hamelin guiava ratos pelas ruas, raríssimas pessoas como ela tinham o poder de controlar mentalmente – a frase ficou estranha,eu cortaria o “raríssimas”, ou inverteria a ordem da frase.
    “Só havia o tempo, que escorria pelo seu corpo junto com a chuva, rápido demais para ela acompanhar” – entendi que é uma figura de linguagem, mas não me pareceu adequada: a água não era algo que ela quisesse acompanhar ou reter. Bem, fora as ressalvas, gostei bastante, é um recorte preciso e bem adequado ao limite de palavras e ao formato conto, diverte e é muito bem escrito.

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      Interessante sua visão quanto a metáfora da água da chuva. O que eu quis dizer na verdade foi que ela não tinha poder nenhum sobre a água que caía sobre ela, assim como tempo. Não havia como parar ambos.

      Obrigado pelo comentário!

  32. Fabio Baptista
    28 de novembro de 2016

    O texto apresenta um bom cenário e boas cenas de ação. Achei bem interessante a ideia dos Colossos e da flautista que poderia comandá-los. Fiquei imaginando algo no estilo Círculo de Fogo (Pacific Rim), com cenas épicas em meio às tempestades.

    O excesso de diálogos, porém, jogou contra o andamento do conto em muitos momentos, deixando certas passagens meio confusas e quebrando o ritmo. Gostei de Libby, mas não tanto do Barão (me pareceu só um mercenário genérico). A cena em que encontram o Colosso desligado é muito boa.

    O final ficou com cara de “continua…”. Normalmente não gosto disso num conto, mas nesse caso específico achei que ficou legal.

    NOTA: 7

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      Você é o segundo que fala de Pacific Rim. Nunca vi o filme, hahaha! Mas se fosse pra pensar em robôs gigantes, eu pensaria em Evangelion (que, aliás, tem uma certa dose de “ligação psíquica” entre piloto e máquina).

      Você também não é o primeiro a falar sobre os diálogos. Mandei mal neles dessa vez. Vou ter que reler o conto e entender o que saiu de errado.

      Obrigado !

  33. Priscila Pereira
    28 de novembro de 2016

    Oi Barão, Muito bom o seu conto!! Consegui entender e visualizar bem as cenas. Está muito bem escrito e a ideia é muito interessante e original. Gostei muito!! Parabéns!!

  34. Brian Oliveira Lancaster
    28 de novembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: Atmosfera excelente. Uma espécie de releitura do filme “Pacific Rim”, mas com engrenagens e vapor. Foi adicionado uma pitada de fantástico ao steam (a magia da flautista), mas de forma bastante homogênea, intrigante. – 9,0
    R: Particularmente, gostei do núcleo da história. Tem aquela pegada de clima britânico e lembrou alguns filmes antigos de espionagem. A resolução não chega a “explodir a cabeça”, mas funciona como um catalisador para novas histórias. – 9,0
    E: O desenvolvimento transcorre e flui de forma tranquila. Começar com um pedaço do fim, depois explicar, e então voltar atrás, atiça a curiosidade. O corte que passa direto para a ação foi um tanto brusco, mas não chega a retirar o leitor do núcleo da história. – 9,0
    M: Notei algumas rimas não intencionais e certas palavras repetidas logo em seguida, mas tirando isso, foi uma escrita fluida, competente em transmitir o cenário e situações. – 8,5
    [8,9]

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      Valeu brian!

      CARAMBA TODO MUNDO ESTÁ FALANDO DE PACIFIC RIM! Rs rs rs.

      Ok, tenho que assistir essa joça. Vou ver se faço isso hoje.

      Obrigado pelo comentário!

  35. Fheluany Nogueira
    27 de novembro de 2016

    Aventura e suspense, uma TRAMA complexa de espionagem pós Segunda Guerra, bem adaptada ao TEMA punk, pela ambientação, pelo vocabulário e pela presença de máquinas fantásticas.

    Texto bem escrito, sem deslizes gramaticais, LEITURA fluente e PERSONAGENS construídos com cuidado. Amei o Barão. O elo com a história infantil do Flautista enriqueceu a narrativa. As cenas de ação, como a fuga da construção, a troca de tiros, o resgate dos Colossos ficaram bem verossímeis e podem ser visualizadas como um filme ou HQs. Enfim, gostei muito do conto que é um dos meus favoritos.

    Parabéns pela participação e pela criatividade. Abraços.

  36. Dävïd Msf
    27 de novembro de 2016

    história parecendo fazer parte de um conto maior, mais complexo, e não um conto completo…

  37. Zé Ronaldo
    26 de novembro de 2016

    Esse texto (mais um deles) me remeteu à uma das ações de Babydoll em Sucker Punch (não que seja plágio), mas toda a atmosfera do conto, o cenário e as personagens me levaram a isso.
    O texto é fluente por si só, leitura fácil.
    Os diálogos são bem trabalhados e dão movimento ao texto.
    A ideia é ótima sendo muito pitoresca.

  38. Tatiane Mara
    26 de novembro de 2016

    Ótimo conto. Bem escrito, fluido e contagiante.

    Os personagens interagem muito bem, apesar do Barão estar meio deslocado na história, a meu ver.

    Geralmente não gosto de contos de permitam explicitamente uma continuação, mas esse ficou bem legal.

    É isso.

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      É o meu ponto fraco Tatiane. Tenho que aprender a escrever contos mais fechados.

      Obrigado pelo feedback =)

  39. olisomar pires
    26 de novembro de 2016

    Muito, muito bom. O início ficou meio morno, mas a ação da coisa compensou tudo. Poderia ter havido uma descrição melhor do Colosso, ficou subentendido, mas seria interessante, entendo que o limite de palavras não permitiu.

    Parabéns pelo conto.

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      Isso mesmo, Olisomar. Eu tive que cortar tantas palavras pro conto caber no limite que tive que contar que a imagem do colosso ficaria na cabeça dos leitores através da imagem de capa do conto, hahahahah!

      Você não foi o primeiro a dizer que o início do conto estava morno. Foi proposital: achei que ia agradar, mas não agradou a muita gente. Vivendo e aprendendo =)

      Obrigado pelo comentário!

  40. Zé Ronaldo
    25 de novembro de 2016

    Caramba, rapaz, que texto bom! Muito bom mesmo, steampunk de primeira.

  41. Cilas Medi
    24 de novembro de 2016

    Emoção, instigante, prazeroso ao ler, despertando a curiosidade sobre os Colossos e a maneira pela qual a pequena, indecisa e inexperiente soube controlar a emoção e encontrar a solução – que achei correta – dentro do turbilhão que é estar no meio de uma guerra. Faltou melhor descrição dos locais, não despertando, em mim, conseguir visualizar, mas conseguir acompanhar a ação, rápida e desconcertante. Nota 8,0.

  42. Evelyn Postali
    24 de novembro de 2016

    Oi, O Barão,
    Primeiramente…
    Uau!
    Eu gostei muito desse conto. Porque mergulhei dentro do momento e me senti lá, com Libby e com o Barão, enfrentando a lataria. Gostei da maneira como construiu o cenário todo, e de como a história foi crescendo e crescendo até o momento final. Gostei dessa linguagem que usou, da maneira como usou e dos diálogos. Gosto de contos com diálogos.
    Esses dois personagens me prenderam na história.
    Parabéns pelo conto.

    • Marco Aurélio Saraiva
      18 de dezembro de 2016

      Puxa Evelyn, que bom que você gostou. Você captou bem o que eu queria passar. É sempre uma vitória quando alguém fala que conseguiu “mergulhar dentro do momento”, como você falou. Muita gente aqui não conseguiu essa imersão (culpo apenas a mim por isso).

      Obrigado pelo comentário!

  43. Dävïd Msf
    24 de novembro de 2016

    Dá a impressão de ser só um pedaço de alguma história bem maior. Não parece um conto com início, meio e conclusão bem definidos…

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Publicado às 24 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .