EntreContos

Detox Literário.

O Sonho de Yago (Ricardo de Lohem)

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No final do século 10101 – 21 em binário – o mundo mudou. Neste novo mundo tudo se pode ser. Ou quase tudo. E tudo se pode curar. Ou quase tudo.

“Mãe, já decidi o que quero ser quando crescer!”

Fala um menino de oito anos, bonito e alegre. Ele é de família rica e nasceu numa era de alta tecnologia. Esse casamento perfeito quer dizer que ele será o que quiser.

“Já decidiu? Que bom! Conta pra mamãe!” exclama Cynthia.

O medo no rosto do menino faz a mãe olhar para frente. Diante deles, um rapaz alto e forte, vestindo uma roupa velha e suja. O homem é um nóia alucinado que balbucia coisas sem nexo, enquanto aponta para o smartwatch no pulso da mulher

Instintivamente a mãe coloca o filho atrás de si para protegê-lo. Sua intenção é entregar tudo que tivesse. Mas o bandido interpreta o gesto protetor como um “gesto brusco”.

Ele atira: uma, duas, três vezes, quatro vezes.  As balas atravessam a barriga da mãe e atingem em cheio a cabeça do menino atrás dela.

 

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Todos os tipos de câncer, todas as infecções virais; todas as formas de paralisia, tudo isso ficou no passado da humanidade. Quase tudo pode ser curado.

Cidade de Neoneon. Na zona oeste há uma imensa área ocupada por construções modernas cercadas de jardins. Um conjunto fantasticamente imponente de prédios, um ziggurate moderno dedicado ao Deus da tecnologia biomédica, um Deus capaz de curar todos os males que atormentam o ser humano.

Ou quase todos.

O Complexo Hospitalar Universitário Irmãs Wachowski (CHUIW) é um centro de referência mundial. Tudo que há de mais moderno em medicina pode lá ser encontrado. Os laboratórios do CHUIW são responsáveis por linhas de pesquisa pioneiras. Tudo pode lá ser curado. Perdeu uma parte do corpo? Basta fazer uma cópia numa impressora 3D. Não ficou boa? Não faz mal, basta fazer um membro ou órgão artificial, vai funcionar melhor ainda; muitos até preferem partes biônicas. Lesão no cérebro? Chips implantados podem deixá-lo como novo. Tudo pode ser curado. Ou quase tudo. Bom, se você não puder ser curado no CHUIW, você não pode ser curado. Só isso.

 

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O menino acorda. Quando abre os olhos, se vê cercado de pessoas olhando para ele. Não só pessoas: robôs também, é claro. À direita um homem alto e sério, vestindo uma roupa verde de médico. Do lado dele, um outro mais baixo, vestido da mesma maneira. Entre eles um cybercirurgião. Esse robôs tem um corpo pequeno, que durante as cirurgias fica pendurado numa haste metálica, enquanto seus oito braços realizam as operações. Parece até uma aranha pendurada por um fio de seda. À esquerda do menino há uma mulher vestida como os homens, provavelmente médica também. E duas enfermeiras que logo ele percebeu serem robôs. As enfermeiras têm um design antropomórfico. Entre as enfermeiras e a médica, um terceiro homem. O menino reconhece o rosto daquele homem: os olhos dele olham atentamente para o menino, parecendo alguém observando um pássaro, tomando todo o cuidado para ele não voar de repente.

Pai!

“Fale com seu filho,” diz o médico mais alto, entusiasmado, sorrindo com os olhos arregalados.

O pai toma fôlego, como se fosse fazer um enorme esforço,

“Yago?” diz ele, lentamente, como se não quisesse assustar o menino.

“Pai, que aconteceu?” pergunta o menino, aturdido e aflito.

O Pai fica congelado, como se não soubesse o que dizer. O médico alto fala por ele:

“Yago, escute: você esteve doente, e ficou muito tempo aqui no hospital se curando. Você dormiu o tempo todo, por isso não lembra. Agora você ficou bom!”

“Fiquei bom?” pergunta o menino, meio assustado.

O médico alto faz que sim.

“Sim, você está bem, logo vai pra casa.”

“Fiquei bom, pai?” fala o menino. O pai faz que sim. “Vamos pra casa, pai?” pede Yago, em tom de súplica.

Um murmúrio percorre a sala: são conversas, risos, sussurros, sorrisos. O menino olha em volta, e percebe que tem muito mais pessoas no quarto do que ele pensava. Dezenas, talvez. E robôs também. O quarto em si é esverdeado, com diversas mesas cheias de máquinas e aparelhos estranhos.

“Dr. Ryker, ele pode ir pra casa?” pergunta o pai.

“Não vejo por que não, Dr. Nikolas!” responde Dr. Ryker, mais entusiasmado do que antes, quase em êxtase. “Só precisamos fazer alguns exames, e pronto!”.

São feitos todos os exames imagináveis. No dia seguinte, quando tudo termina, Yago exclama, todo alegre:

“Pai, vamos embora!”

Yago senta numa cadeira de rodas, o pai vai levá-lo até o carro. O pai empurra a cadeira pelo corredor do hospital que leva à saída. Enquanto eles passam, uma multidão formada por médicos e funcionários do hospital olha para eles, alguns apontam para o pai e o filho e falam coisas: uns murmuram baixinho, outros conversam com euforia. Quase todos sorriem para o menino quando ele passa, muitos acenam, alguns até com as duas mãos. Na saída, todos batem palmas.

Perto do carro, o menino levanta da cadeira com a ajuda do pai.

“Vamos pra casa,” diz Nikolas.

Yago faz cara de preocupado e diz:

“Pai, tem alguma coisa errada!”

“Errada? Como assim?” questiona o pai, assustado.

“Não lembro como que é em casa. Não lembro de nada! Lembro só do senhor e da mamãe. O resto tudo é um branco na cabeça!”

O pai se agacha para falar com o filho olhando ele nos olhos.

“Yago, sua memória vai voltar aos poucos. E mesmo que não volte, isso não importa.”

“Não importa? Como que não?”

O pai sorri.

“Se as suas memórias não voltarem, isso não importa, sabe por quê? Porque memórias você sempre pode conseguir outras.”

Nikolas pensa um pouco. Depois fala.

“Sabe o que você deve fazer?”

“O que, pai?”

“Você deve guardar novas memórias pra preencher esse branco. Quando uma coisa boa acontecer, guarde tudo na sua cabecinha, bem guardado, pra não esquecer mais. Quando você tiver colecionado um monte de belas memórias, esse branco vai ter sumido.”

O menino fica muito pensativo, e depois de um longo momento acaba sorrindo.

“Gostou da ideia do papai?”

Ele faz que sim com a cabeça, freneticamente.

Eles entraram no carro e bastou o pai dizer: “Vamos pra casa!”. Tudo automático, só dirige quem quer.

O carro ia seguindo pela rua, o menino olhando curioso pela janela, quando Nikolas teve uma ideia.

“Yago, quer dirigir um pouco?”

O menino balança a cabeça em sim.

Em frente ao bancos não há volante ou botões: apenas uma chapa inclinada, como uma bancada. O pai dá uns toques e surge a imagem de um volante. Ele calibra a segurança em “máxima”: assim Yago só poderá inclinar o carro para direita e esquerda ligeiramente, não vai ter perigo. Ele empurra o volante virtual para o lado do menino.

Yago se diverte dirigindo, ri alegre, como se o carro fosse seu videogame. De repente, o veículo não responde mais: a AI assume controle total.

Eles entraram na Nóialândia, uma região próxima ao centro onde se reúnem os viciados loucos. Hoje em dia há todo tipo de drogas: Bluhell, um cristal azul hiperestimulante que faz você se sentir um híbrido de Goku com Superman; Kickbrain, uma pílula transparente cujo princípio ativo atende pelo nome de NZT-64. Kickbrain é uma estranha droga que supostamente aumenta a inteligência, mas leva à dependência e todo tipo de distúrbios mentais. Alguns se tornam esquizofrênicos, outros psicopatas. Os efeitos terríveis dessa droga parecem variar muito de pessoa para pessoa. Outra bastante popular é a Neuroína, muito popular entre os viciados, uma droga que, contraditoriamente, reúne os efeitos da cocaína e heroína numa mesma substância. E ainda existem muitas outras drogas.

Na Nóialândia multidões de punks viciados se reúnem para usar drogas, roubar passantes e se prostituírem. Eles tentam se aproximar do carro, mas a IA é hábil: o veículo acelera e faz um ziguezague, escapando do local sem nenhum incidente.

O veículo entra num bairro nobre, cheio de belas casas. Eles chegam finalmente a uma charmosa casa que parece ser de madeira, mas na verdade é material sintético. São recebidos por um robô humanoide chamado Martin, um mordomo. Ele os leva até a sala de estar.

Yago sorri, os olhos brilham.

“MAMÃE!”

E vai correndo até Cynthia. Antes que ele consiga abraça-la, ela segura seus ombros e olha o menino nos olhos com frieza e indiferença assustadoras. Cynthia empurra de leve o menino, que quase cai. Depois ela se vira e sai da sala, como se nada tivesse acontecido. Nikolas a segue até um escritório onde há uma TV 16K de 60 polegadas.

Cynthia fica assistindo um vídeo sem nada dizer.

“Yago é nosso filho, Cynthia!” exclama Nikolas em tom de desespero.

Ela pausa o vídeo e se vira para ele.

“Meu filho se chamava Adam, e morreu há quase um ano. Eu não tenho outro filho.”

Nikolas replica:

“Eu achei que uma criança nesta casa poderia ajudar…”

“Ajudar? Ajudar a esquecer Adam? Fingir que ele nunca existiu? É essa a solução pra você, substituir o nosso filho?”

“Não! Não é substituir! Eu nunca vou esquecer Adam, nunca! Mas eu achei que a gente precisava fazer alguma coisa. Yago precisa do nosso amor, dê uma chance pra ele.”

Ela abre outro vídeo. Cynthia andando na rua com Adam.  Eles conversam. De repente, os tiros. As balas atravessam Cynthia e atingem Adam na cabeça. Pedaços do cérebro saem voando pela nuca.

Hoje em dia se pode consertar tudo. Tudo, menos quando se perde o cérebro. Se o seu cérebro for destruído, nada pode ser feito.

“Apague esse vídeo!” implora o marido, chocado. “Ele está de deixando louca!”

Uma câmera de segurança registrou todo o crime.

“Esse é o último vídeo de Adam,” diz ela.

Cynthia volta o vídeo para as últimas palavras do filho.

“Mãe, já decidi o que quero ser quando crescer!”

“Eu queria saber…” fala ela, baixinho.

“O quê” pergunta Nikolas.

“O que ele queria ser quando crescesse. Eu nunca vou saber.”

Um silêncio angustiante oprime a sala.

Cynthia fecha o vídeo e fala:

“Amanhã Adam faria nove anos.”

Nikolas balança a cabeça em sim.

“Ah, eu tinha esquecido,” diz a mulher, cheia de amargo sarcasmo. “Isso não tem mais importância pra você, agora que tem um filho novo pra cuidar.”

“Cynthia, não é nada disso!”

“Sai daqui!” grita a mulher. “Eu quero ficar sozinha.”

Ele sai do quarto. Cynthia fica só. Ela tira uma caixa de uma gaveta. Da caixa ela tira um revólver .600 HiperMag, um mamute das armas portáteis. Na caixa há também 6 balas. Eu só preciso de uma. Uma só. Pego uma bala e a introduzo no tambor do revólver. Lentamente ergo o revólver e o aponto para minha cabeça.

Não. Agora não. Já estou morta. Quem já está morto não tem pressa de morrer. Posso esperar um dia.  Só mais um dia. Quero cantar parabéns para meu filho pela última vez.

 

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Quando Nikolas volta para a sala, encontra Yago esperando por ele. O menino parece triste e assustado.

“Yago, vem comigo, eu tenho uma coisa pra te mostrar.”

Ele leva o menino até uma sala ao lado. No chão, um pacote de presente com uma fita vermelha.

“É pra você!” diz o pai.

O menino sorri e salta sobre a caixa e arranca a fita e o papel. Yago levanta a tampa e e cai para trás quando um cachorro salta para fora.

Um cachorro robô. O canino cibernético corre e o menino atrás dele até apanhá-lo. O cão-robô lambe a cara de Yago feito um de verdade.

“Um cachorrinho! Pai, obrigado!”

O cão-robô é do tamanho de um cão médio-pequeno, é marrom e tem um revestimento macio, bom de se abraçar. É nitidamente um robô, já que essa linha de cyberdogs não foi feita para emular com perfeição a aparência de um animal real.

“Qual é o nome dele?” pergunta o menino.

“O nome dele?” fala alto o pai, que não havia pensado nisso. “O nome dele é…. Dognybble!”

Yago sorri.

“Dognybble! Senta, Dognybble!”

O cyberdog obedece; afinal, ele já vem com 8192 comandos pré-configurados de fábrica. Nikolas leva o menino e cão-robô pro quintal e todos brincam: jogam coisas pra Dognybble apanhar, correm atrás dele, ensinam novos truque para o canino robótico, e mil outros jogos e brincadeiras.

“Tive uma ideia!” diz Nikolas. Ele pede pro menino esperar, vai pra dentro da casa e volta com dois pares de óculos.

Agora eles estão prontos para brincar de perseguir e capturar criaturinhas virtuais chamadas Exumons.  Elas ficam principalmente nas encruzilhadas, e capturá-las e treiná-las faz parte de um jogo bastante popular, o “Exumon Go”. Dognybble vai junto: ele não precisa dos óculos para enxergar as criaturas. Os três se divertem o dia inteiro, depois vão pra casa comer.

 

 

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“Mamãe não vai comer com a gente?” quer saber Yago.

“Não…” diz o pai, lentamente. “Hoje não.”

O menino olha pra baixo, meio chateado. Depois fala:

“Pai, o que vou ser quando crescer?”

“O que você vai ser quando crescer? O que você quiser, meu filho!” diz o pai, rindo e passando a mão na cabeça de Yago.

O menino pensa por um instante, então pergunta.

“O que será que o Adam queria ser?”

“Você ouviu a conversa?”

Yago faz quem sim.

“Pai, eu quero ser o que o Adam queria, pra mamãe me amar.”

Nikolas suspira profundamente e fala:

“Yago, você não é Adam, você não tem que ser ele. Ele tinha os sonhos dele, e você vai deve ter os seus. Você sabe o que é um sonho?”

“Sonho,” responde o menino, “é quando a gente dorme e vai pra outro lugar e faz um montão de coisas, e depois a gente acorda e não aconteceu nadinha daquilo.”

O pai ri da resposta.

“Isso é sonho também. Mas existe outro tipo de sonho. É um tipo que a gente tem acordado. É quando a gente descobre que precisa muito conseguir uma coisa, senão a gente não vai se sentir completo, não vai se sentir inteiro. Um dia você vai descobrir qual é seu sonho, e ir atrás dele. E seja qual for, eu vou te apoiar sempre, meu filho. E mamãe vai melhorar, e você vai ver que ela te ama, e ela também vai apoiar o teu sonho, seja ele qual for.”

Yago sorri.

“Pai, quando eu descobrir qual é o meu sonho, venho correndo contar pro senhor!”

“Combinado!” responde o pai.

Eles terminam de comer e Nikolas então leva o menino até um quarto de criança bem decorado. Lê uma história pra ele, até que Yago dorme; Dognybble dorme a seus pés. Bom, Dognybble não dorme de verdade: entra em stand-by.

 

 

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Sentada na mesa de seu escritório, Cynthia canta “Happy Birthday To You” diante de um bolo de aniversário.  À esquerda do bolo, uma caixa. Ela corta o bolo e serve uma fatia bem diante dela. Uma fatia que jamais será comida. Depois se serve e come devagar.  Pela última vez Cynthia assiste o último vídeo de seu filho.

“Mãe, já decidi o que quero ser quando crescer!”

Ela congela a imagem no último sorriso. A melhor última coisa que os olhos de uma mãe poderiam ver é o sorriso de seu filho.

A porta é arrombada violentamente.

“Cynthia, vamos conversar.”

É Nikolas. Ela olha um instante para o marido, então pega o revólver.

“NÃO!”

O grito é inútil: Cynthia olha para o rosto do filho na tela, aponta a arma para a própria cabeça e aperta o gatilho.

Um click: nada mais. Ela tenta mais duas vezes, mais dois clicks. Cynthia solta a arma e, exausta, começa a chorar. Viva. Por que tenho que viver, se não estou viva? O marido corre para ela. Nikolas tira uma seringa do bolso e injeta um medicamento em sua esposa.

Da porta, Yago tudo observa, com seu cão-robô.

“Vamos, Dognybble!” diz o menino.

Correm para o quintal, lá chegando, o menino manda:

“Cava, Dognybble!”

Dognybble cava, até formar um buraco.

O menino então tira do bolso seis balas. Ele joga as balas no buraco e diz:

“Tapa o buraco, Dognybble!”

O cão-robô obedece, Yago o abraça.

“Boa, cachorrinho! Agora a mamãe nunca vai achar!”

Yago volta pra casa com Dognybble. Ele procura Nikolas, mas não o encontra. Vai procurar no quarto do pai. Não tem ninguém, o menino deita na cama. Yago passeia os olhos despreocupadamente quando vê uma coisa grudada no lado da escrivaninha. O menino desgruda um pequeno retângulo flexível. Parece um origami. É um foilete, um laptop dobrável. Yago começa a mexer no computador.  Fica surpreso quando acha uma pasta chamada “Yago”, dentro dela, um monte de arquivos.

 

 

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Nikolas aparece de repente. Quando vê o foilete nas mãos do menino, por um instante ele fica branco, parece entrar em pânico, mas logo se acalma. Nikolas deita na cama, ao lado do filho.

“Pai.”

“Fala, filho.”

“É por isso que a mamãe não gosta de mim?”

“Mamãe vai gostar de você, filho. Quando ela ficar melhor, tudo vai ser diferente, eu prometo.”

O menino levanta da cama, vai até seu próprio quarto. O pai o segue, mas depois de olhá-lo por um minuto, acha melhor deixá-lo sozinho.

Yago deita na cama, fecha os olhos e pensa. Ele pensa e repensa, o rosto tenso e retenso. Depois de um tempo sua expressão relaxa, ele fica sereno, até sorri. É isso! Meu sonho. Agora sei qual é meu sonho. Cheio de alegria, ele levanta da cama e vai correndo pra sala.

“Pai, pai!” grita Yago.

“O que foi, filho?”

“Pai, já decidi o que quero ser quando crescer,” diz Yago, eufórico.

“O quê?” quer saber o pai.

Yago sorri.

“Eu quero ser Humano.”

O menino se joga nos braços do pai, que o abraça com lágrimas nos olhos. Yago murmura, falando uma vez mais.

Eu quero ser Humano.

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41 comentários em “O Sonho de Yago (Ricardo de Lohem)

  1. Iolandinha Pinheiro
    17 de dezembro de 2016

    Olá, Ricardo. Acabei de ler seu conto. Eu gostei dele. Acho que vc foi muito bem sucedido na intenção de mexer com as emoções do leitor. Em toda a minha vida, só chorei em filmes umas cinco vezes, mas inteligência artificial me fez chorar do começo ao fim. Acho que quando a gente tem filhos fica mais sensível para certos assuntos. Pois bem. Gostei da execução do conto. Achei bom ter poucos personagens e cada um deles ter sido aprofundado de maneira eficiente e envolvendo o leitor. Eu me senti envolvida. Agora entendi porque um colega nosso achou sua história parecida com o meu estilo. Acho que é porque ele só leu Uma Prece para Maria, que é um conto em que eu investi pesadamente no sentimento. Então neste aspecto eu concordo com ele. Eu poderia ter escrito mesmo este conto. A única coisa que não gostei foi a Noialândia, mas isso não tirou o brilho de seu conto. Um conto muito bom. O que eu tenho visto em você é uma grande evolução. parabéns pelo conto, parabéns pela sensibilidade. Sucesso.

  2. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): é boa, mas bastante previsível. Ainda assim, a execução foi boa e causou certa emoção. O fim não trouxe um grande clímax, pois já imaginava que ele era um robô e qual o sonho dele desde cedo. Como era tudo meio óbvio, acho que poderia ter focado o final no drama da mãe com o menino robô e não no seu sonho.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫▫): é boa, mas a escrita é muito roteirizada, um acontecimento atrás do outro. Estar no presente ajuda ainda mais a passar essa percepção. Prefiro textos narrados no pretérito, pois parecem mais com alguém contando uma história. Encontrei uns probleminhas leves, mas só consegui anotar esse aqui:

    ▪ Esse (esses) robôs tem (têm) um corpo pequeno

    💡 Criatividade (⭐▫▫): desculpa, mas esse tema é bastante comum. Cito IA como exemplo, mas já vi e li muitas histórias do tipo. Nada contra reescrever temas batidos (eu mesmo faço muito isso), mas precisa de algo mais para parecer diferente.

    🎯 Tema (⭐▫): É sci-fi, mas não é Cyberpunk. Seria se, por exemplo, focasse a história nos habitantes de noialand.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): como já adiantei, o texto consegue emocionar, mas acabou centralizando demais seu foco no sonho do menino-robô. Queria ter visto mais do drama dessa família. Acho que emocionaria ainda mais.

    ⚠️ Nota 6,5

  3. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Como sou um grande fã de robôs, acabei gostando desse conto e já imaginava que Yago era uma máquina. Sinto grande empatia por essas máquinas quase humanas e me deu pena do “garoto” ao ser rejeitado por sua “mãe”, mas também não tem como não entender seu intenso sofrimento. O conto conseguiu me fazer sentir tudo isso. Lembrei do filme Inteligência Artificial. Muitos não gostaram, mas eu gostei bastante do filme e seu clima melancólico. Este conto me deu a mesma sensação de melancolia e pessimismo. Apesar de tudo, faltou a “pegada” do cyberpunk, estando mais para um conto asimoviano de robôs.

    Boa sorte.

  4. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Gostei da narrativa em grande parte. O que não gostei foi da sensação de me lembrar do filme “A.I.” o tempo todo. O conto precisa de uma revisão em sua estrutura. Está no tempo presente, em terceira pessoa, mas em determinada parte no meio do conto e lá no final aparece uma primeira pessoa, foi apenas um deslize? Foi de propósito? Parece também que o conto foi escrito meio que na correria, há pontuação faltando, erro bobo de concordância etc. Talvez o que tenha me prendido foram as descrições de coisas que estarão no futuro, as máquinas, o tal do Exumon Go, haha, achei divertido. Seria interessante rever as falas, me pareceram um tanto forçadas, sem a naturalidade que poderiam. Talvez o limite do desafio tenha prejudicado um pouco, no sentido do autor fazer uma ambientação com tantos detalhes. No começo achei desnecessária a explicação a respeito do século 10101, quebra um pouco o começo da leitura. E também prefiro que o escritor explique o menos possível pra mim. Enfim, boa sorte.

  5. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    19. O Sonho de Yago (Cogito Ergo Sum): Nota: 8

    Amigo Descartes,

    Que maravilha de texto! Meus parabéns!
    Gostei demais mesmo. Tenho certeza de que vão dizer pra vc que essa é a história do filme IA, do Spielberg, mas eu não ligo. Gostei muito de como vc foi levando a história dando o seu toque.
    Fiquei paralisado na hora em que a mãe ia atirar, e eu não esperava que o Yago tivesse pegado as balas. Foi uma surpresa pra mim.
    Também gostei de ver que vc dividiu os capítulos com o nome Yago escrito em binário. (Sim, eu chequei isso tmb, e gostei. Parabéns!)
    Contudo, o final ficou meio previsível por causa do filme, o que tirou um pouco da emoção da leitura.
    além disso, infelizmente, acho que seu conto fugiu um pouco do tema. A sua é uma ótima história de ficção científica, mas não senti nada de punk nela.
    Gostei também do seu pseudônimo. Se o menino robô pensa, ele existe? Mas, se ele pensa, ele é humano? São questionamentos interessantes, inclusive, em parte, questionei isso no meu conto tmb.
    Só não estou te dando 10 porque achei que seu texto está um pouco fora do tema e pq acabou ficando um pouco previsível em algumas partes. Ainda assim, meus parabéns. Foi uma história muito bem contada.
    Boa sorte.

  6. Pedro Luna
    16 de dezembro de 2016

    O conto é interessante, me fazendo lembrar do filme Inteligencia Artificial quanto ao trato com uma nova criança inserida em um seio familiar. É triste também, apesar de que senti certa superficialidade nos diálogos em certos momentos, forçando uma carga dramática. Novamente, de ponto fraco, digo o que já disse em outro conto.

    O tom sério, triste e sóbrio da maior parte do texto entra em conflito com alguns trechos, como:

    “híbrido de Goku com Superman;”

    Não achei legal esse tipo de referencia em um conto tão denso. Desconecta o leitor do clima.

  7. Fil Felix
    16 de dezembro de 2016

    GERAL

    Pegando a onda do Black Mirror, um conto bonito que me lembrou do episódio do namorado morto substituído por um androide. A história é tranquila de ler, gostosa, mas um pouco “calma”. Segue o modelo Pinóquio, bem estruturada, com seus dramas e conflitos entre pai x filho x mãe x filho.

    O X DA QUESTÃO

    Apesar de mostrar um androide, poucos contos no desafio trataram essa questão do “quero ser humano”, então é um bonus ter sido diferente, apesar da história ser comum no gênero. Gostei de como tratou o universo do “pode ser”. Em alguns parágrafos, o narrador se mistura com a voz da mãe. Não sei se proposital ou foi erro, mas ficou estranho.

  8. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: ora, ora, temos um conto emotivo aqui. O texto foi bem revisado e não sofre de problemas em relação à coerência. Acho que seria mais F.C. do que qualquer punk, mas não estou elevando muito esse tipo de detalhe na avaliação. A trama é bem montada e não deixa pontas soltas ou pulgas atrás da orelha.

    Criatividade: percebi certa semelhança com “A. I. – Inteligência Artificial”, não sei se foi a intenção. Algumas estratégias foram muito legais (como o nome do garoto em binário pela ASCII), outras já um pouco batidas (o drama de quem sofre uma perda drástica e não consegue se recuperar, ou a reflexão sobre a efemeridade da vida).

    Carisma: no final das contas, é um conto com bem mais qualidades que defeitos. Ao meu ver, cativa mais pela qualidade que pelo emocional.

    Parabéns e boa sorte.

  9. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Cara, que conto lindo! Adorei mesmo. Carregado de sentimentos e profundo. A leitura flui muito facilmente, os diálogos são muito bem construídos, e o desfecho é emocionante. Parabéns!
    Que agonia me colocar no lugar da mae, de nunca saber qual seria o fim da frase do filho.
    Um conto belo e singelo, sem dúvida emocionante.
    Parabéns!

  10. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    Bem escrito, uma linha dramática com tema surrado, não me emocionou, lamento.

    Temos talento aqui, talvez com um pouco mais de paciência e menos pressa surja alguma coisa realmente boa.

  11. Leandro B.
    14 de dezembro de 2016

    Oi, Cogito.
    O texto me lembrou bastante o filme A. I.

    Bom, de modo geral acho que a narrativa não ficou muito boa. Desde o início até o final há diversos momentos em que a história é suspensa para apresentar alguma informação do universo. Isso dificulta um pouco a crença na realidade do texto. É uma lembrança um tanto fria de que é apenas uma história arquitetada por alguém. Enfim, acho que seria bacana se essas passagens mostrassem o que o autor imaginou e não simplesmente informassem. Aqui, por exemplo :
    “Fala um menino de oito anos, bonito e alegre. Ele é de família rica e nasceu numa era de alta tecnologia. Esse casamento perfeito quer dizer que ele será o que quiser.”

    Acho mais interessante mostrar a alta tecnologia e a riqueza da família ao invés de apenas dizer, ou passar isso mesclado ao pov de algum personagem.

    Achei a repetição do “quase tudo” um pouco cansativa. Alguns erros passaram na revisão, mas o que mais chamou minha atenção foi esse:

    “Ele sai do quarto. Cynthia fica só. Ela tira uma caixa de uma gaveta. Da caixa ela tira um revólver .600 HiperMag, um mamute das armas portáteis. Na caixa há também 6 balas. Eu só preciso de uma. Uma só. Pego uma bala e a introduzo no tambor do revólver. Lentamente ergo o revólver e o aponto para minha cabeça.”

    Achei essa troca de narrador estranha.

    Enfim, o conto consegue transmitir parte da carga emotiva que pretendia, mas acho que ficaria mais eficiente com um pouco mais de polimento

  12. mariasantino1
    14 de dezembro de 2016

    Olá!

    Ah, puxa! A ideia desse conto é bacana e lembra A.I. ( o lance com o Pinóquio também). As passagens tecnológicas não deixaram a desejar e acho que elas são a cereja do bolo do seu texto. Todas as explicações, nesse sentido, são críveis e claras, porém a narrativa esbarra em algumas repetições de palavras em curto espaço (sobretudo os nomes) e também na mistura do tempo verbal (passado com presente em uma mesma sentença). Isso, claro, não impede de entender o ocorrido, mas causa certa irritação no leitor e retira o brilho do texto.

    Sobre a conduta, acredito que poderia haver mais subjetividade. Retirar um pouco a intromissão do narrador onisciente e algumas descrições que não acrescentam à trama (como quem disse o quê) e deixar mais nas entrelinhas, para o leitor decifrar. Gostei de parte do conto, mas ele como num todo ficou meio-a-meio.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 7,5

  13. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Prezado autor cartesiano, seguem minha tentativa de análise:
    PREMISSA: Inteligência Artificial é imediatamente o que vem à memória.
    DESENVOLVIMENTO: O elemento x-punk é uma passagem por Noialândia – fora dali, o universo é cheio de possibilidades. Portanto, a história não se desenvolve no ambiente punk, somente passa a caminho de seu desfecho. E depois fica mórbido, mas não punk, com o impulso suicida da mãe.
    RESULTADO: Sinceramente, a tentativa de manipular o leitor pela emoção ficou muito, muito óbvia. Cachorro, criança, suicídio. Me fez desgostar do resto.

  14. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Palavra retenso não existe, mesmo entendendo a intenção. A contração informal na dissertação como nos diálogos atrapalha e deixa o texto pobre na expressão. O autor deve se preocupar nesse sentido, fazendo somente e, quando couber, nos diálogos, no caso mais, entre pai e filho. Pra e pro para todos os gostos. O conto é sério, dinâmico, didático e emocional. Nota 8,0.

  15. rsollberg
    12 de dezembro de 2016

    O Sonho de Yago (Cogito Ergo Sum)

    Caro (a), Ces. (05)

    O começo do conto tem um negócio meio Caetano, ou não. Durante o texto você consegue entender o motivo “do quase tudo” embora acredite que não havia necessidade de tantas advertências. Acredite mais no leitor. Ademais, também é possível perceber a repetição de palavras em curto espaço, como por exemplo; “gesto”, “vezes”.

    No que diz respeito ao estilo, na verdade o conto mais parece um roteiro audiovisual – explicações e ações no presente, didático e visual.
    Nesse trecho é possível perceber bem isso: “O menino acorda. Quando abre os olhos, se vê cercado de pessoas olhando para ele. Não só pessoas: robôs também, é claro. À direita um homem alto e sério, vestindo uma roupa verde de médico. Do lado dele, um outro mais baixo, vestido da mesma maneira. Entre eles um cybercirurgião. Esses robôs tem um corpo pequeno, que durante as cirurgias fica pendurado numa haste metálica, enquanto seus oito braços realizam as operações. Parece até uma aranha pendurada por um fio de seda. À esquerda do menino há uma mulher vestida como os homens, provavelmente médica também. E duas enfermeiras que logo ele percebeu serem robôs. As enfermeiras têm um design antropomórfico. Entre as enfermeiras e a médica, um terceiro homem. O menino reconhece o rosto daquele homem: os olhos dele olham atentamente para o menino, parecendo alguém observando um pássaro, tomando todo o cuidado para ele não voar de repente.” Repare que em determinado momento, ele narra que uma pessoa é “provavelmente médica” como se estivesse lendo a cena antes de uma gravação.

    Talvez em razão do formato, a história não tenha despertado qualquer emoção em mim. Tudo muito mecânico.

    Espero que outros leitores tenham impressão diversa. De qualquer modo, parabéns e boa sorte.

  16. angst447
    12 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Antes de mais nada, esclareço que não levarei em conta a adequação ou não do conto ao tema proposto. Não me considero apta para tal.

    O conto está bem escrito e segue uma linha emotiva. Se eu fosse de chorar, teria chorado no final. Achei comovente, embora um tantinho piegas.

    O ritmo da narrativa é bem agradável, facilitando a fluidez dos parágrafos. Os diálogos agilizam a leitura. Assim, o conto não cansa em nenhum momento. Ponto para o autor.

    Alguns lapsos de revisão:
    Em frente ao bancos > em frente aos bancos
    abraça-la > abraçá-la
    Ele está de deixando > ele está te deixando
    você vai deve ter os seus > você vai ter os seus

    Boa sorte!

  17. olisomar pires
    12 de dezembro de 2016

    As lágrimas me impedem de escrever direito…rsrsrs

    Bom conto, bem escrito, estilo melodramático, lembra o filme Inteligência Artificail.

    Trama bem manjada, mas sempre interessante.

    Boa sorte.

    P.S. Obrigado pelo lembrete, à administração do certame.

  18. Jowilton Amaral da Costa
    11 de dezembro de 2016

    Um conto médio. A narrativa é boa. Uma história triste, mas, que dá pra saber qual será o desfecho. Para mim não houve surpresa depois que foi revelado que o menino não era o mesmo que havia levado um tiro no início do conto. Daí para intuir que o outro garoto era um robô foram dois palitos. Boa sorte no desafio.

  19. Anorkinda Neide
    8 de dezembro de 2016

    óoo que amor, o Pinoquio-punk!
    Olá, autor! Eu achei os diálogos artificiais e foram bastante, hein! De todo modo deu um fôlego a trama evitando de ficar cansativo.
    Achei desnecessária a descrição de Noialandia e das drogas, pois elas nada contribuíram para a historia.
    Achei meigo tb o Pinoquinho ter salvado sua mãe, escondendo as balas.
    A historia é boa, mesmo eu nao gostando dos robôs, estes me conquistaram, apenas o texto não me conectou, tem um tom morno ae, que nao me marcou, sabe como é?
    Mas gostei, gostei tb de ficar uma boa parte do texto lendo sem saber q o menino tratava-se de um robô e nao do proprio menininho humano q levou o tiro, achei bem elaborada esta parte.
    Boa sorte! abraços

  20. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    Texto bom de ler, consegues criar uma ambiente que acreditamos existir algures, só lamento a falta de revisão do texto, contei três gralhas, não impossibilitam a leitura mas perturbam. Gostei do ambiente que desenhaste, penso que tens aqui uma bom argumento para avançares para um texto maior e mais ambicioso.

  21. Amanda Gomez
    7 de dezembro de 2016

    Um conto muito bonito, o autor pareceu se esforçar para deixar essa aura mais emotiva e delicada. Impossível não se lembrar do filme AI, eu não gosto de ficar fazendo essas comparações, mas até o Menino imaginei com a aparência do filme.
    A tecnologia apresentada é padrão, é o que se espera de um Sci-fi. As drogas apresentadas dão um ar mais rebelde, mas não chega a ser Punk… inclusive o trecho em que fala dos desgarradas punks e suas rotinas fora da lei, não conseguiu demonstrar o tal X da questão. Parece que foi jogado aleatoriamente justamente fim essa intenção… jogar um verde Punk. rs

    os personagens são bons, gostei do pai de Yago e sua vontade de seguir a vida é tentar aplacar o sofrimento que a dor da perda do filho causou. A ingenuidade do menino robô é contagiante e torcemos para que tenha um final feliz.

    A parte tensa vem com relação a Mulher, revive os momentos de angústias de quando assisti o filme e o menino foi rejeitado, e não queria de forma alguma ter que acompanhar ele lutando pelo amor da mãe por milênios. Aqui a coisa fica no ar… não sabemos o que virá. A cena em que ela tenta se matar foi forte, achei que ia conseguir e que o marido mais tarde também o rejeitaria por causa de mais essa dor. Não ocorreu por astúcia do menino. Gostei disso.

    Resta saber o que virá dali em diante. Espero que ela amoleça o coração e que o futuro possa proporcionar um futuro de esperança para o sonho de Yago, mesmo que saibamos que isso não seja possível.

    A parte em que observa o deus da tecnologia como o deus desta era achei bem interessante. Ele dar tudo, cura tudo. Talvez essa passagem seja a que mais exprime como é essa nova realidade.

    Mas acho que alma, eles ainda não fabricam.

    Faço algumas observações quanto a narrativa do conto, que me pareceu meio crua, com várias repetições de palavras em um mesmo parágrafo que travaram a leitura. Além de ter achado as descrições meio aquém. O uso do tempo verbal no presente ficou….inseguro, não sei como explicar. Os diálogos no entanto, gostei bastante.

    Parabéns pelo conto, e sorte no desafio.

  22. catarinacunha2015
    7 de dezembro de 2016

    Um dramalhão digno de Charles Dickens, lacrimoso e com certa dose de inocência forçada. Estilo conciso e objetivo. Tem talento para retratar as dores da vida, mas precisa trabalhar melhor o uso de clichês.

  23. Davenir Viganon
    6 de dezembro de 2016

    Olá Cogito
    Não consegui me envolver com o conto pois é parecido demais com o início do filme “Inteligência Artificial” e fiquei esperando algo diferente acontecer. Os clichês do cyberpunk estão todos lá, punks, implantes, drogas sintéticas, tecnologia avançada mas a serviço de uma estória que é clichê do drama.

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?”
    [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Vou te indicar, “Ah, ser um bolho!” porque junta FC com dramas familiares, algo que é acho muito difícil de aliar devido a FC estar ligada a ação, aventura ou terror. A estória é de um veterano de uma guerra contra alienígenas de Ganimedes, chamados “bolhos”, que parecem uma ameba gigante. Então, esse veterano atuou de espião e sofreu uma mutação em “bolho” para se infiltrar nas fileiras inimigas. O governo não conseguiu reverter totalmente o processo e agora ele é bolho metade do dia e humano na outra. Então o médico faz uma ponte com uma espiã dos “bolhos” que também é bolho metade do dia e humano na outra. Ai eles se casam e… tem que ler o conto, mas era ai que eu queria chegar tem uns dramas familiares por causa das formas deles. 🙂

  24. Marco Aurélio Saraiva
    6 de dezembro de 2016

    Um conto tocante, com um belo enredo dramático. Yago é um bom personagem, muito bem trabalhado. Cynthia também. Você trabalhou o enredo de forma interessante, fazendo com o que eu imaginasse que, a princípio, Yago era Adam.

    Gostei de ler esse conto. Ele passa uma mensagem interessante e uma atmosfera intrigante. Lembra muito o filme “Inteligência Artificial”.

    A escrita é, no mínimo, peculiar. A leitura é muito simples e didática, quase como um texto infantil. Por vezes informal demais. O resultado final não agradou muito, por quê as palavras usadas são apenas as necessárias, sem emprestar profundidade às imagens. É como ler o roteiro de um filme.

    O que mais me incomodou na leitura foram os momentos “comédia” no meio de um drama tão intenso. “Exumon Go”; “Uma droga que faz você se sentir uma mistura de Goku com Superman”; “Um Nóia” e uma “Nóialândia”; “Complexo Hospitalar Universitário Irmãs Wachowski (CHUIW)”. Todas esses nomes têm um quê cômico que não combina em nada com o enredo desenvolvido. Acaba atrapalhando a imersão.

    Algumas anotações que fiz durante a leitura:

    => “…ensinam novos truque para o canino robótico,..>” – “truque” aqui deveria estar no plural.

    => “A porta é arrombada violentamente. “Cynthia, vamos conversar.”” – Uma sentença estranha. Nikolas ARROMBOU a porta violentamente? Isso soa como desespero; como se alguém tivesse morrido ou estivesse para morrer. Ele fazer isso apenas por que desejava “conversar com a esposa” soa um tanto exagerado.

    Enfim, um conto emocionante. Parabéns e boa sorte!

  25. Rubem Cabral
    6 de dezembro de 2016

    Olá, “Penso, logo existo”.

    Gostei do enredo: é muito terno. Há alguns clichês típicos de filmes, feito a cena de morte, que lembra Batman, e outros que lembram I.A., mas o todo é bem agradável de se ler.

    No entanto, o conto tem mais elementos de FC do que exatamente x-punk. Não há os elementos típicos dos subgêneros: o retrofuturismo do steam, as corporações malvadas do cyber, etc.

    A narração é simples, porém segura a maior parte do tempo. É estranho, contudo, quando o narrador passa da 3a para a 1a pessoa no trecho em que a mãe examina o revólver.

    Considerando prós e contras, minha nota é 7.

  26. Gustavo Castro Araujo
    5 de dezembro de 2016

    A impressão que tive foi que o autor tomou o roteiro de “Inteligência Artificial”, do Spielberg, e acrescentou alguns itens a marteladas, de modo a caracterizar um universo cyber ou bio-punk. Digo isso porque o conto em nada perderia sem alusões cansativas e óbvias, como a Noialândia ou à maneira como o carro se desloca sem motorista. No mais, o conto trata da necessidade de um menino-robô em ser aceito e amado pela mãe – exatamente como em I.A – tendo como companheiro não um urso eletrônico, mas um cachorro eletrônico. Ao contrário do filme, porém, a superficialidade dá a tônica, não havendo digressões, conflitos psicológicos ou maiores obstáculos de ordem filosófica, que certamente tornariam a narrativa mais atraente. Porém, apesar disso tudo, eu gostei do conto – talvez pela lembrança do bom filme que evoca. A leitura fluiu com naturalidade (mesmo com o abuso da narração no presente) e as cenas foram fáceis de imaginar. Alguns diálogos – especialmente do pai com o menino – ficaram ótimos. Por fim, ver que foi Yago quem descarregou o revólver foi uma surpresa bacana. Em suma, um conto que, se não pode ser chamado de original (já que não faz a mínima força para disfarçar a fonte em que bebe), pelo menos é bem estruturado e entretém com competência.

  27. Bruna Francielle
    5 de dezembro de 2016

    Tema: Bem, creio que punk não é bem isso. A aparição de viciados chamados de punks não tornou o enredo punk, até porque eles fazem parte da figuração, o foco da história é um drama que não envolve revoltas, perseguições ou outro elemento que deixe “Punk”. Está mais para ficção científica.

    Pontos fortes: – Realmente uma história emocionante. Bastante dramática e com sentimento.
    – A história termina com os pontos fechados.
    – Boas Reviravoltas
    – O autor soube instigar o suspense e a curiosidade, na parte em que jogou mistério sobre quem era Yago, e porque todos estavam tão estranhos com ele.
    – Está muito bem escrito
    – Instigante, leva o leitor interessado até o fim.
    – Fluido
    – Criou um bom drama.
    – Cenas criativas, como a inicial.

    Pontos fracos: Fugiu do tema.
    – Certas partes estão bem apelativas, é como se fosse um doce, doce demais. Tinha que diminuir um pouco o açúcar. Como na parte do finalzinho.
    – E aqueles números 001010101010 separando os parágrafos? São isso, apenas separações? Achei desnecessário para a história, pois nada acrescentou, apenas ficou parecendo que poderia ser alguma coisa, significar algo, mas no fim não era nada.
    – Excesso de repetições no começo, sobre “conserta tudo. Ou quase tudo”. “faz tudo. Ou quase tudo.” Imagino que tenha sido para deixar marcado mesmo, mas fora muitas repetições seguidas.

  28. Eduardo Selga
    4 de dezembro de 2016

    Relativamente ao conto “Esfera 8” eu disse que “a linguagem é telegráfica, muitas vezes com muitas orações curtas e do tipo coordenada, em detrimento de um tipo que poderia render construções mais ricas: a subordinada”. O mesmo cabe aqui, uma narrativa em que a linguagem é pouco trabalhada, em que a palavra é mero instrumento de condução do enredo, quando na verdade ela precisa ser muito mais do que isso em um texto que se pretenda literário.

    Não bastasse, há um tom um pouco piegas, e um indicativo de dramalhão que surge em “o grito é inútil: Cynthia olha para o rosto do filho na tela, aponta a arma para a própria cabeça e aperta o gatilho”, mas felizmente não se desenvolve.

    A presença do discurso mais direto, como o utilizado aqui, costuma dar ensejo a uma narrativa ágil, mas nesse conto nem sempre funcionou. A cena do hospital, por exemplo, esticou-se além do necessário, ou melhor, algumas falas mostraram utilidade apenas no sentido de esticar a cena, não no sentido de acrescentar dados dramáticos relevantes.

  29. Evandro Furtado
    4 de dezembro de 2016

    Gênero – Good

    Sem dúvidas o texto é bem localizado. O autor lida com questões éticas que, nessa sociedade, não estão bem resolvidas. Há elementos satíricos, inseridos no texto muito inteligentes. O humor de referências é bem utilizado. Há semelhanças demais com AI do Spielberg, o que atrapalha um pouco a experiência.

    Narrativa – Weak

    Eu alertaria o autor para alguns aspectos, sobretudo na narração – os diálogos estão muito bem construídos. Sobretudo, eu tomaria cuidado com os aspéctos sintáticos, com o uso dos verbos e com o vocabulário. Algumas vezes a leitura fica “informal” demais.

    Personagens – Good

    Os três personagens principais são muito bem construídos, cada um com seus próprios conflitos e sua personalidade muito bem definida. A relação entre eles também é bem construída, baseada, sobretudo, nos bons diálogos.

    Trama – Good

    O texto é amarradinho. A primeira reviravolta tem o impacto exato planejado. A história vai se desenrolando naturalmente, no compasso certo. O autor tem plena consciência do que está fazendo. Só lamento um pouco o final, que ficou previsível e sem o impacto esperado. Isso impediu a nota máxima nesse quesito.

    Balanceamento – Good

    Apesar de alguns problemas na narrativa, o texto se sustenta em sua trama até o final que é um pouco decepcionante.

    Resultado Final – Average

  30. Sick Mind
    4 de dezembro de 2016

    Recheado de referências, o texto deixa de seguir um trajeto original e acaba caindo no óbvio. O ritmo frenético facilita a leitura.

  31. Pedro Teixeira
    2 de dezembro de 2016

    Confesso que achei o texto em si um pouco monótono, com as estruturas de frases pequenas se repetindo muito, além da repetição de “fez que sim” com a cabeça, que acaba sendo prejudicial por ser um texto curto. As referências ficaram meio bobinhas – exumon – e as explicações em excesso tiram o certo nível de estranhamento que se espera de um FC. Faltaram elementos punks também: protagonistas marginais e/ou niilistas, as corporações concentrando poder, etc O único elemento mais “punk”( no sentido literário, que inclui subgêneros como cyber, pós-cyber,steam) foi a distopia, o resto está mais pra FC tradicional mesmo.
    Por outro lado, o enredo traz ideias muito, muito boas: a reviravolta no fim foi interessante e as surpresas, bem guardadas. Também gostei demais da definição de sonho do pai. Infelizmente isso não foi o suficiente para torná-lo realmente um texto bom( na minha opinião), senti falta de mais descrições e personagens mais bem-construídos( além de uma maior adequação ao tema). Mas há muito potencial aqui, e acho que você deveria reescrever o conto, considerando as opiniões dos colegas; pode ser um exercício interessante e render algo muito bom.

  32. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    1 de dezembro de 2016

    Olá, Cogito,

    Tudo bem?

    Seu conto tem tudo para dar certo. Uma mistura de emoção, boa premissa, personagens carismáticos, pontos de virada, um final impactante e triste.

    Sua história me remeteu imediatamente ao filme “Inteligência Artificial”. Sei que recriações literárias e artísticas de um modo geral estão na moda, e que lançar um novo olhar sobre algo é sempre legal. Eu gosto disso. Não vejo problemas. Senti a necessidade de comentar, pois, como escritores, precisamos tomar cuidado com a linha delicada que divide o clichê da reconstrução.

    A premissa do robô que sofre e quer ser humano é sempre forte. O resultado é bom. Quase escorregou para o piegas, mas você segurou bem, firme.

    Gostei da estrutura e dos códigos binários entrecortando o conto e a “cabeça” do narrador/personagem.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  33. Fabio Baptista
    28 de novembro de 2016

    O texto carece de uma revisão mais apurada. Não tem nada muito grave, mas algumas concordâncias passaram batido, como em “novos truque”. A narrativa no presente (sempre um risco) deu uma escorregada nos tempos verbais lá no começo, mas se manteve sólida na maior parte do tempo. O que me incomodou mesmo foi a parte onde a mulher pega o revólver e o texto fica em primeira pessoa de uma hora pra outra. Felizmente foi só ali naquele pedacinho.

    Tirando esses detalhes, a história e o jeito de contar a história (que ganha ares de novela em alguns pontos) conseguem prender bastante a atenção e despertar curiosidade, apesar de ser um baita clichezão. Isso conta bastante.

    E Exumon GO foi engraçado kkkkkkkk.

    NOTA: 7,5

  34. Priscila Pereira
    28 de novembro de 2016

    Oi Autor, eu gostei muito do seu conto… é claro que você tirou a ideia do filme A.I. Inteligência Artificial (bem, pelo menos eu lembrei dele de cara), está bem escrito, tirando uns errinhos de digitação. É muito emotivo, muito fofo, gostoso de ler. Eu amei o “exumon go” kkkk muito boa sacada… Parabéns!!!

  35. Tatiane Mara
    28 de novembro de 2016

    Lembra-me o filme Inteligencia Artificial e aquele garotinho fofo, sempre choro com textos assim e agora não foi diferente.

    Bem escrito e feito pra nos tocar, não percebi erros graves ou falhas da narrativa, que aliás evolui tranquila.

    É isso.

  36. Brian Oliveira Lancaster
    28 de novembro de 2016

    T: Um texto bastante peculiar e meigo. Tem umas pitadas de cyberpunk, como as trocas de corpos comuns por robóticos e periferias ao redor de uma área nobre. O restante transcorre como um sci-fi normal, um cotidiano ao estilo Inteligência Artificial (filme), mas sem tanto peso na trama. A parte da explicação das drogas ficou sobrando. Mas é leve e não tão opressivo. – 7,5
    R: Um texto bom de se ler, apesar de algumas travadas (apontadas abaixo), mas com um enredo bastante singelo. Acho que se a mãe descobrisse que também era um robô, o final ficaria mais interessante e não tão trágico. Do jeito que ficou, parece que o marido nem se importava muito com ela. Mesmo não tendo uma reviravolta inesperada, o final convence e deixa uma sensação otimista. – 8,0
    E: O tempo presente sempre me afasta/desloca como leitor. Parece alguém lendo uma chamada de uma notícia. Lá perto do fim, inclusive, houve uma troca de ponto de vista, sem aviso. Poderia ter utilizado itálicos para diferenciar essa parte. O texto flui, mas certas cenas precisariam de mais conexão entre si. No entanto, as divisões iniciais estão excelentes e o “branco” do que aconteceu com a mãe e o filho é preenchido pelo que vem em seguida. Neste caso realmente não precisava de explicação adicional. Senti isso mais para o fim, pois algumas partes poderiam ser enxugadas. – 8,0
    M: Escrita simples, mas eficiente. Só o tom didático incomoda um pouco. – 8,0
    [7,8]

  37. Fheluany Nogueira
    27 de novembro de 2016

    Uma história super emocionante e verossímil. A TRAMA da busca de superação de uma família após a perda de um filho não é original, mas aqui está colocada de com um formato novo, que atende ao TEMA proposto e agrada pela fluidez da LEITURA. Ia deixar para comentar amanhã, comecei a ler e não consegui parar.

    Gostei muito do estilo e da LINGUAGEM com os jogos de palavras. (“.. tudo se pode ser. Ou quase tudo. E tudo se pode curar. Ou quase tudo.”) , do nome Yago ( “aquele que vem do calcanhar”, “que Deus o proteja”ou personagem da peça “Otelo” de Shakespeare), do pseudônimo usado, do latim, “penso, logo existo” – que refere-se ao desejo do menino em ser humano. Assim seu texto está em harmonia total, tudo bem amarrado. Somente não gostei muito das reações da mãe, bem pouco receptiva.

    Acho que há um equívoco de digitação na frase:”Ele está de deixando louca!” e observe a mistura de pessoas gramaticais no emprego de pronomes e conjugação de verbos.

    Parabéns. Abraços.

  38. Zé Ronaldo
    27 de novembro de 2016

    Outro texto que me remeteu a filme “AI”, como eu revi o filme nesse conto!
    Personagens fortíssimas, bem talhadas e impactantes.
    Trama bem engendrada, perfeitamente trabalhada e concluída.
    O texto flui que nem água escorrendo pelos dedos de tão bom e fácil que é lê-lo. O desfecho é espetacular, digno de ser filmado.
    A ideia é perfeita e muito bem explorada.
    Texto que eu gostei muito.

  39. Dävïd Msf
    27 de novembro de 2016

    quando a individualidade se tornar uma vaidade inútil, sem função, a imortalidade a seguirá? pra que existir para sempre? ainda que o possamos fazê-lo? não acabaríamos nos cansando de nós mesmos? nos cansando de existir? e surgirá então a questão fundamental: a quem interessa de verdade nossa permanência dentro do mundo dos existentes? a nós mesmos, ou apenas às pessoas que nos rodeiam, que são incapazes de aceitar que nos fomos? não temos o direito de escolher a respeito de nossas próprias existências? se queremos mesmo prolonguá-las (caso tenhamos capacidade de decidir isto) ou se preferimos seguir o caminho natural, e acabarmos num momento desconhecido como todo ser vivente do planeta?

  40. Evelyn Postali
    25 de novembro de 2016

    Oi, Cogito Ergo Sun,
    Esse conto me lembrou A. I.
    Talvez seja só em alguns aspectos, mas isso atrapalhou minha leitura porque não consegui largar a memória do filme. Está bem escrito, mas assim como em alguns outros, não consegui relacionar os elementos do x-punk. Eu vi muito mais ficção científica do que x-punk. Também porque eu não sei direito onde esses sinais habitam.
    Outra coisa que me incomodou foi o fato de a mãe estar viva sem explicação. Ou eu devo ter perdido algo em algum lugar, não é? Eu pensei que ela tivesse morrido, mas devem tê-la salvado.
    Então, é isso.
    Parabéns pelo conto.

  41. Zé Ronaldo
    25 de novembro de 2016

    Putz…eu tô sem palavras….começou me lembrando Akira….depois AI…mas é muito lírico, bicho, é tocante….isso é maravilhoso, rapaz! Que biscoito fino!! Aplaudindo de pé, aqui!!

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Publicado às 25 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .