EntreContos

Literatura que desafia.

Voz do sopro (Vitor Leite)

Fugir.

Sim isso, estava decidido, acabou! chega! e nem olhou para trás. Mochila às costas e partiu.

Não posso contar nada da viagem até que parou num monte sobre um manto de nevoeiro. Parecia um filme noir, bem assustador. Tudo muito cinzento e aparecia, naquele nada um pequeno seio verde. Digo seio, porque o seu corpo em pé, ali no alto daquele pedaço de terra, o topo do mundo, bem redondo, não era mais que um mamilo bem duro. Um corpo não sei se de homem ou mulher, uma cabeça sem qualquer pelo, um pescoço enorme e bem delgado. Umas omoplatas de desportista, mãos pousadas nos quadris. Cintura bem delgada, de mulher certamente. Pernas afastadas, qual soldado fazendo guarda a um morto. Então, mulher ou homem? Hoje, que importa? Um corpo feito mamilo em cima de um monte redondo. Um mamilo.

O olhar perdido naquele horizonte, sempre à espera de passar essa linha castradora. Estaria a vigiar o seu território? Aguardaria a chegada de alguém? Ou simplesmente deixava os seus olhos andarem nessa corda bamba, essa linha do horizonte, muito direita, uma curva perfeita.

Sou um sopro de vento, sei o que é isso de uma curva perfeita. Uma curva de um corpo, de uma sombra, uma curva de um suspiro lançado bem perto da nossa orelha. A perfeição de um sonho, mesmo sem cor.

Passo e regresso àquele corpo hirto, consigo ouvir os seus pensamentos, ou imagino que sim, sou como as velhas atrás das cortinas das janelas, das histórias dos inícios dos dois mil, anos idos, passados e acabados. Sou o que quiser, não me prendes, ninguém o faz, tu, homem ou mulher, sou vento, vou onde quero, vou e até te embrulho sem me veres. Tu, nada és. Carne para enterrar, alimentação de minhocas, vais morrer por dentro quando te disserem que já não vives mais. Primeiro por dentro e depois por todo o lado, e, morto, nada és. Adubo e nada mais.

Ouço, dentro daquela cabeça um desejo, não, desculpem, mas é algo mais interessante, está a rever o seu passado! Outro corpo que tem dúvidas da sua existência. Ah!… Não tenho paciência para mais questões existenciais, seu… sua… bem, afinal que és tu? Dou mais uma volta junto daquele corpo imóvel, guardião de qualquer coisa. Tem músculo e curvas, mas é tão andrógino, tão irreal. Pouso no seu olhar, branco, isso, a sua pupila ocular, preta rodeada por um círculo branco. Sou vento e sinto um arrepio.

Lá dentro, entre as orelhas, aquele ser pensa nos corpos que construiu, numa sala branca, repleta de luz fria, pedaços de corpos, como os destruídos por uma bomba lançada por engano, pernas para um lado, braços noutro, carne viva a escorrer uma pasta vermelha e um chão branco reluzente. Em volta daquele… banquete? Pode ser, palavra bonita que lembra o Natal e a família, e os sorrisos e a magia.

Magia é o que fazem aquelas pessoas em volta de pedaços perdidos de um qualquer corpo, que deixa de ser humano, tiram o que não querem e fazem um corpo novo com pedaços de outros corpos ou até construídos na China, segundo um modelo de uma qualquer página da revista. Escolhe-se e vê-se o preço. O dedo indicador direito diz, quero esse!, o pulso esquerdo paga com uma passagem de uma luz verde. Tão indolores estes novos pagamentos, nem som nem toque, e no final sempre deixam uma fragrância no ar, podendo ser ar marítimo ou feno produzido a mais de quatro mil metros de altura e regado diariamente com água de nascente antes do nascimento do sol.

O corpo mamilo estava fugido daquele mundo perfeito? Aquele Novo Deus parecia estar a fugir… mas porquê? Dores de amor? Necessitaria de descarregar adrenalina? Puro engano, então, neste novo mundo já ninguém sente isso do amor nem adrenalina nem vontade nem desejo nem nada. Rio-me por ser vento e poder falar assim rápido, sem vírgulas, sem… sem atilhos a obrigar o corpo a fazer o normal. As coisas físicas, escolhes na tela é só deixar o indicador direito falar, e plim! Passados três segundos por vezes cinco, estala os dedos e as coisas caem no colo.

Aqui têm tudo! Todos com corpos esculturais, mas não há isso de homem e mulher. Confuso como eu? Não há sexo, têm prazer mas é algo não partilhado, fecham os olhos e engolem uma pastilha, azul ou rosa, conforme o querer e dormem, pronto, já está. Crianças? Não nascem, compram-se. Fabricadas numa máquina onde o vento não chega. Não trabalham, isso é para os corpos não trabalhados na mesa, gente inferior, sem língua nem orelhas, e, com óculos para ver mal e só em frente. Esses, nunca os vejo, fechados e longe do ar, como que não existem, não contam.

De repente aquele corpo abre os braços como se quisesse abraçar o sol, no preciso instante diário quando aparece por entre o céu cinzento. O sol limita-se a ser um disco luminoso, que não chega a ser amarelo, mais cinzento, como se houvesse sempre uma atmosfera rodeada de lenços finos de seda a filtrar os raios solares. Vejo a boca a abrir e como sou um bom vento, corro a ver aquela pequena caverna. Perfeita!, diria, fosse eu dentista. Tento entrar mais naquele corpo, mas sempre tive pânico da escuridão e corro para trás o mais rápido que consigo. Ficou imóvel de braços e boca abertos, sem acontecer nada.

Rodeio a perfeição onde nada acontece. Sinto tédio, não só o meu mas também vindo daquele corpo. Longe vai o início deste segundo milénio e ainda não resolveram esta história do tédio, esta falta constante de qualquer coisa. Falta de tempo falta de amor falta de vida interior falta de faltar falta de viver falta de abrir a janela e gritar. Devo estar cansado, queria dizer tudo isso mas ainda mais rápido, vou repetir. Isso, falta repetir, mas a uma velocidade estonteante. Falta eu ser um turbilhão, falta eu ir daqui para ali no mesmo instante, falta haver falta de coisas. Falta acabar o mundo perfeito.

Os braços abertos fizeram um movimento de pássaro e o corpo ergueu-se, o mamilo levantou voo, desceu por entre o nevoeiro, ganhou velocidade até aparecer no vale deserto, com um penhasco lá ao fundo, parede enorme que acabava no céu, que era um autêntico cenário pintado para um filme de um cavaleiro americano. Já não há chapéus, agora somente capacetes coloridos e vidro escuro. O voo continuava em direção a essa parede, tive que correr muito para não descolar do voador. Passaram doze, talvez vinte segundos, meio minuto e aquele corpo voava de um modo muito determinado contra a parede. Aquele mundo perfeito acabou ali, sem qualquer arrependimento, numa massa vermelha que deslizou parede abaixo. Mais tarde pássaros reais viriam, eu afastei-me levando o odor da morte para os chamar.

Fiquei sem saber se era homem ou mulher, se isso ainda existe, enganei-me ao pensar numa grande história, acabou por ser mais uma vida insignificante, longe da perfeição que, apesar dos anos passados, ainda não se encontra resolvida. Continuarei a minha corrida de sopro de vento, darei mais notícias.

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41 comentários em “Voz do sopro (Vitor Leite)

  1. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): Entendi a ideia das pessoas construídas, do narrador ser o vento, mas o texto filosofa demais e entrega trama de menos. Sou daqueles que acreditam que um conto deve contar alguma coisa e, por isso, a rama é um dos quesitos mais importantes que analiso. Esses textos em que o narrador filosofa, mas não conta uma história dificilmente me agradam. Para mim, são mais ensaios que contos.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): é boa, o autor demonstra saber escolher bem as palavras e monta praticamente uma prosa poética. O tempo verbal deu uma oscilada em algumas frases e percebi uns problemas de pontuação, nada graves, exemplificados abaixo:

    ▪ Não *posso* contar nada da viagem até que *parou* num monte (mudança da pessoa verbal)

    ▪ Tudo muito cinzento e aparecia, naquele nada *vírgula* um pequeno seio verde (essa ausência atrapalha a compreensão)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): utiliza esse elemento comum de filosofia de constructos e alma, mas o vento traz um elemento novo.

    🎯 Tema (⭐▫): mais um caso onde há muito sci-fi, mas pouco X-Punk. Precisaria mostrar mais o lado marginal dessas novas tecnologias para estar mais adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): não me apeguei muito à narrativa e a ausência de ao menos um um fino fio de trama me deixou perdido. Definitivamente não sou público alvo desse texto.

    ⚠️ Nota 6,0

  2. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Apesar do texto bem escrito, do bom domínio das palavras, o conto pareceu fugir do tema “x punk”, mas parecendo uma obra de fantasia, onde o próprio vento narra suas “maldades”. Não apresentou mais nenhum personagem,faltaram referências sobre o cenário político-social, sobre a tecnologia e ficou apenas nas reflexões de um vento que acabou de matar uma pessoa da qual nem se sabe o sexo. Olha, posso estar fazendo a interpretação errado, então peço que me desculpa. Mas após ler por duas vezes, foi o que entendi. Enfim, boa sorte neste desafio.

  3. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Um conto com o qual simpatizei. Simpatizei com a ideia, com o jeito com o qual foi narrado, com a coragem do autor/autora em mandá-lo para um desafio x-punk sem os elementos necessários para tal, creio eu. Mas eu gostei! Me vi envolvida nesse turbilhão que foi esse sopro, fazendo com que ler seu texto fosse agradável em alguns momentos e até perturbador em outros. Não entendi porque começou a narrativa em terceira pessoa e depois mudou para primeira, foi proposital? Enfim, há algumas coisinhas a acertar, mas parabéns.

  4. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    18. Voz do sopro (Minuano): Nota 5
    Amigo(a) Minuano,
    Sinto dizer, mas seu conto, apesar de curto, foi difícil de ler. Foram muitos pensamentos soltos e sem muito nexo. Não dava para entender direito o que vc estava narrando. Aliás, é difícil dizer que você estava de fato narrando alguma coisa, ou se apenas pensando em peitos, mamilos e asas.
    Imagino que a sua intenção era apresentar um fluxo de pensamento cheio de mensagens misturadas e que o leitor conseguisse identificar naquele meio o fio da história que você estava tentando contar, mas infelizmente não rolou pra mim. Além disso, tenho dúvidas se a sua história se encaixa mesmo no tema proposto para esse desafio. De qualquer forma, parabéns pela coragem e boa sorte no desafio.
    Abraço

  5. Pedro Luna
    16 de dezembro de 2016

    Interessante acompanhar o ponto de vista do vento, que está em tudo e tudo está. O texto tem veia poética, que às vezes o deixa meio confuso. A história traz os sentimentos do personagem, que no fim acaba por se suicidar. É através desses sentimentos que entendemos o mundo e a realidade social, além de detalhes (compra de crinças, escolha de membros) da época que o conto se refere. Interessante essa manobra, mas ela acaba por não capturar o leitor, devido a falta de interação no conto. Pelo menos aqui, temos um narrador observador, que nos conta o que vê. Se fosse apenas fluxo de consciência, teria ficado bem chato.

    Bom, apesar de não trazer nada de novo em termos dramáticos, não foi uma leitura ruim. Mas também não foi empolgante. Ficou no meio a meio.

  6. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: um conto estruturado sem diálogos, com base no surreal. Sem dúvidas, muito inovador para o desafio, mas também muito arriscado. Demonstrou um ótimo domínio técnico, ainda que talvez tenha se exacerbado no domínio dos leitores e na adequação ao tema.

    Criatividade: se há um quesito incontestável aqui, seria esse. A cena parece ter saído de um dos quadros do Picasso – o que é um elogio. Se entendi, o narrador seria uma brisa, o que transforma seu ponto de vista em algo ainda mais inesperado.

    Carisma: aqui entra a parte que eu falei do domínio do leitor. Ainda que seja um trabalho excelente em termos técnicos, corre o risco de sobrecarregar o leitor. Fugir muito do esperado às vezes também é uma forma de se sabotar, infelizmente.

    Parabéns e boa sorte.

  7. mariasantino1
    15 de dezembro de 2016

    Poxa! Sinto muito mas não compreendi bem o que você quis repassar com o seu conto. Tentei ler, tentei ver, mas fracassei todas as vezes. Travei, retornei, me perdi e me frustrei, porque quando estava já no meio do conto, me perguntava o quê e por que, e lá retornava algumas linhas.

    Vergonhosamente escrevo este comentário sem ter compreendido nada.

    Desejo que os colegas tenham mais sagacidade que eu e prometo voltar aqui para ver os comentários ou sua explicação.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 7

  8. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Adorei! Acho que é da Anorkinda, hehehe
    Poético na medida certa, com um enredo legal, ótimos conceitos.
    Acho que a perfeição é um porre, no fim das contas, ne? Pra mim, a imperfeição é a essência da vida, e sem ela, a vida perde o rumo.
    Gostei MUITO do mamilo.. hahaha
    Um mamilo num conto poético, isso é lindo.
    Enfim, tá bem gostoso de ler. Parabéns!

  9. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    Cara, entendi patavinas, mas tudo bem, não é por isso que o conto seja ruim.

    É ruim porque é confuso, é um nada com coisa nenhuma, palavras bonitas e belas imagens que no final vira caixa de parafusos.

    Eu, hein, !

  10. Leandro B.
    14 de dezembro de 2016

    Oi, minuano.

    Achei o textoo bem escrito. Como ponto alto destaco a originalidade na escolha do narrador, o que pode permitir um pov bastante diferente do que costumamos ler.
    Por outro lado, acho que faltou certa ousadia no aspecto formal do conto e imagino que era essa a proposta, pelo narrador escolhido.

    Veja, o próprio narrador afirma que fala sem vírgulas por ser vento, em um trecho cercado de pontuações. Apenas em outro trecho notei de fato um impacto na forma do conto, mas achei pouco.

    Sobre a história em si, há pouco a se falar. O vento nos conta sobre os avanços sombrios da ciência, mas pouco sabemos sobre o suicida p estabelecer empatia. Enfim, a história se baseia na opção do vento enquanto força narrativa e traz algumas ótimas passagens, mas gostaria de ter visto outras mudanças acompanhando essa opção.

    No mais, parabens. É um texto gostoso de se ler, por propor algo diferente, fora o cuidado na escrita.

  11. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Estimado Minuano, aqui estão minhas percepções:
    PREMISSA: não compreendi essa história, para mim é uma prosa poética com leve tempero punk, pero ma non troppo…
    DESENVOLVIMENTO: não desenvolvido. Texto confessional, belo em alguns momentos, sensual em outros, mas totalmente fora da proposta do desafio.
    RESULTADO: apesar de admirar a técnica, não gostei do quadro. Sinto muito.

  12. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Concordância verbal: um desejo, não, desculpem, (um desejo, não, desculpe,). Construção da frase com pontuação em seu meio, destacando, diferenciando e exclamando, de uma forma inusitada, os acontecimentos. Uso incorreto de vírgula em três ocasiões antes do, mas, simples atenção.
    Sobre o conto: Tentei, mas não consegui me situar no conto. Elucubrações de ida e vinda, repetições e nada com objetivo definido. Ao mesmo tempo, não considero que seja um dentro do que se espera de um desafio punk, nas explicações do site. Nota: 6,0.

  13. Ricardo de Lohem
    13 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao… ao… o quê? Bom, vamos a isso. Acho que eu não preciso dizer que essa história não tem NADA de X-Punk, nada mesmo. Minha lista de compras que levei pro supermercado ontem tem mais punk que isso. Um conto poético, falando de uma morte ou algo assim, alguém morreu numa viagem, e o vento narra tudo, ou talvez seja só uma metáfora do vento, sei lá. Esse tipo de texto foge totalmente da proposta do desafio, acho que não preciso me alongar sobre isso, é um texto nota 1(um), pois não apenas ignorou o tema, como nem se preocupou em contar uma história de modo coerente. Até a próxima, tenha Boa Sorte.

  14. rsollberg
    12 de dezembro de 2016

    Voz do sopro (Minuano)
    Caro (a), Minuano.

    Infelizmente não consegui captar a essência do texto. Achei a coisa toda confusa, ainda que em alguns momentos essa confusão tenha fomentado reflexão.
    Percebi a repetição de palavras em curto espaço. Corpo, corpo, corpo. Desculpe-me, mas não creio que tenha sido proposital, como o delgado 2x, e nesse sentido, a leitura fica um pouco mais arrastada.
    Também percebi certo paralelismo verbal em um ponto do texto.

    No mais, o texto tem boas frases, como essa; “Passo e regresso àquele corpo hirto, consigo ouvir os seus pensamentos, ou imagino que sim, sou como as velhas atrás das cortinas das janelas, das histórias dos inícios dos dois mil, anos idos, passados e acabados. Sou o que quiser, não me prendes, ninguém o faz, tu, homem ou mulher, sou vento, vou onde quero, vou e até te embrulho sem me veres. Tu, nada és. Carne para enterrar, alimentação de minhocas, vais morrer por dentro quando te disserem que já não vives mais. Primeiro por dentro e depois por todo o lado, e, morto, nada és. Adubo e nada mais.” Passagem muito inspirada, grande acerto.

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte.

  15. Fil Felix
    12 de dezembro de 2016

    GERAL

    Acho que não estamos mais no Kansas? A sensação de ler o conto foi como estar no meio do furacão do Mágico de Oz. Um monte de coisa passando, mas sem conseguir visualizar com muita nitidez. A narrativa não é truncada, dá pra ler tranquilamente, mas muitas frases são atropeladas, as vezes no tempo verbal ou na pontuação. Como em um trecho do narrador, não dá pra saber onde é proposital e onde é erro, mesmo. Apesar disso, gostei do estranho ser que pousa numa montanha. Algo cravado em nosso imaginário, desde os homens pré-históricos entrando em contato com o monólito.

    O X DA QUESTÃO

    Mais um conto difícil de avaliar em relação ao tema. Não consigo ver algo de muito “punk” ou marginal, rebelde, opressor ou algo assim, mesmo ocorrendo no futuro. Mas há a questão da ficção científica, da máquina ou ser extraterrestre. Gostei do conto, mesmo assim.

  16. Jowilton Amaral da Costa
    11 de dezembro de 2016

    Achei o conto mediano. Têm uns erros que atrapalham um pouco a leitura, sobretudo no início. A narrativa parece confusa em alguns momentos. Tem algumas passagens bacanas, no entanto, o tema do desafio não apareceu em nenhum momento, ao meu ver, claro. Boa sorte no desafio.

  17. Gustavo Castro Araujo
    7 de dezembro de 2016

    À primeira vista, este conto não se amoldaria à proposta do certame, eis que inexistente qualquer abordagem X-Punk. À primeira vista. Olhando detidamente, porém, vê-se que há, sim, elementos afetos à cultura cyberpunk, especialmente quando se critica a busca pela perfeição, algo que ocorre atualmente e que vai muito além de mera ficção científica. Nesse contexto, o conto agrada, pois por meio de digressões sucessivas, nem sempre relacionadas umas às outras, passa ao leitor a percepção que o escritor possui da realidade. Ao optar por um narrador abstrato, etéreo, consegue elevar a noção de onisciência a novos patamares. Contudo, não há só críticas aos valores mundanos no texto; há também devaneios poéticos como no momento em que descreve geograficamente os cenários comparando-os a elementos corpóreos, permitindo uma visualização surreal mas ao mesmo tempo condizente com a proposta. Enfim, embora não haja uma trama, um enredo de A para B, o texto faz pensar, o que para mim é essencial, é o que mais conta em qualquer peça literária.

  18. Amanda Gomez
    7 de dezembro de 2016

    Esse foi difícil… muito. Um conto narrado pelo vento…ou os filhos de vento…um sopro apenas, dos que passam entre as orelhas das pessoas. Sinistro.

    É tem a história do mamilo… Olha, eu tentei visualizar as coisas descritas aqui, mas posso ter falhado miseravelmente. Também vou logo dizendo que não gostei muito da experiência de lê-lo.

    A mudança de narrativa, os tempos verbais, todos os elementos que ajudam como uma bússola, o leitor a se guiar entre as palavras estavam uma bagunça. Acredito que propositalmente. Passei a relaxar só mais perto do final, onde as coisas ficaram mais nítidas e a prosa poética que eu gosto ficou mais presente. O começo foi… sofrível. Um parágrafo que certamente me faria desistir da leitura, caso eu não precisasse terminar.

    Agora vamos ao X da questão. O enredo…o tema… não sei novamente, assim como em outros contos como avaliar este.
    Dá pra visualizar um mundo em que há perfeição, bizarrices e tudo mais que alguma tecnologia proporcionou para a humanidade. O mundo em que intervenções estéticas ganharam um outro nível, um tempo em que até mesmo combinações genéticas tornou humanos irreconhecíveis.

    Ou pode ser só a visão de um ser inanimado diante da vida humana como ela é: Franca, bela e brutal. Não sei. Acho que rolou um suicídio e o sopro acompanhou o corpo do homem até seu fim. ( Estou viajando???)

    Basicamente o conto não funcionou muito bem pra mim. Tem os elementos que me faziam gostar, mas eles vieram bagunçados demais. Não sei, desculpe. 😐

    É novamente vem aquela questão: Tem uns que tentam se adequar ao tema, outros conseguiram… e tem aqueles que mandaram da forma que bem quiserem só pra não ficar de fora.

    Pode isso, Arnaldo?

    Boa Sorte no desafio!

  19. catarinacunha2015
    7 de dezembro de 2016

    A ousadia do experimental, abraçada a uma técnica apurada, me encanta e limpa meus rancores do cotidiano. Há vida pulsando entre dedos e teclados nesta nova era caótica, conservadora e robotizada de literatura pré-fabricada. O último parágrafo escorregou no quiabo da necessidade de explicar a criação. Antes mantivesse a ousadia até o fim.

  20. Anorkinda Neide
    7 de dezembro de 2016

    Olá, meu amigo!
    Teu texto faz um brainstorm, um pensamento q leva a outro que leva a outro e a outro… gosto disto. Mas em doses pequenas.
    O que temos aqui é que voamos tanto, eu e voce, que perdemos a historia. Nao respondo as perguntas: quem era a pessoa? o q era este mamilo? rsrs
    Entendi que a humanidade estava formada por seres transformados, como monstros do frankenstein e a pessoa essa a quem o vento observa foi a responsável por estas experiencias e se matou?
    bem dificil de acompanhar o fio da meada, meu caro, infelizmente.
    boa sorte ae e abraço

  21. Davenir Viganon
    6 de dezembro de 2016

    Olá Minuano
    Gostei da escrita e da viagem, ainda que tenha ficado muito pesado nas metáforas. Então o personagem/narrador/observador encontra uma criatura de laboratório que nunca viu prestes a cometer um suicídio? Não sei se entendi direito a estória. Não consegui tirar muita coisa.

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?”
    [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Vou te indicar “A Segunda Variedade” pois tem muito dessa estranheza com encontros entre seres diferentes entre si. No conto existem drones que se camuflam de seres humanos. Acho que vais gostar!

  22. Rubem Cabral
    6 de dezembro de 2016

    Olá, Minuano.

    É um conto muito bonito, com construções típicas da prosa poética, feito as frases sem vírgulas.

    Percebo que foi uma ideia feliz ter um narrador vento: incorpóreo, capaz de rapidamente ir de um ponto a outro e de colher impressões curiosas por sua natureza não-humana.

    Contudo, por outro lado, o conto resultou um bocado etéreo: é difícil precisar em detalhes o que acontece ao redor, o que o vento exatamente nos conta.

    É certo que pessoas com boas condições financeiras vivem agora em corpos moldados ao padrão de beleza e perfeição desejado, que há uma classe de subalternos que apenas trabalha, contudo, a cena do possível suicídio não ficou muito clara, ou como as coisas chegaram a ser o que são.

    Quanto à escrita, há certa variação temporal em algumas frases, feito em “Não posso contar nada da viagem até que parou…”. O uso de verbos no presente e passado deixou a frase estranha, em especial pq o vento já havia começado a narrar no passado: “Sim isso, estava decidido, acabou!”.

    Considerando prós e contras, minha nota é 8.

  23. Bruna Francielle
    5 de dezembro de 2016

    Tema: Não há sequer um enredo definido, então, não considero punk. Pois não dá para identificar a história, parece nem haver uma propriamente dita.

    Pontos fortes: Não achei cansativo de se ler
    – há muitas coisas escritas corretamente, crases corretas, uso de “-se” correto, contrastando com erros que aparentemente foram intencionais.
    – Considero uma forma interessante de escrever, porém..

    Pontos fracos: – Escrever “qualquer coisa” e dizer , isso é um conto, isso é uma história, para mim não ”cola”. Talvez seja um texto experimental.
    – Acredito que não haja um enredo definido, nem uma história concreta por trás disso. A sensação é a de que realmente, o autor achou que certa frase soaria bonita, soaria bem, e pode ser que realmente soasse, sendo assim, ele colocou no texto, mas não há nenhuma ligação aparente com uma possível história.
    – Como disse nos pontos fortes, eu admirei um bom português presente no texto, mas há erros que parecem intencionais, e, apesar de achar que pode ser legal fugir das ‘regras’ uma vez ou outra, creio que não é indicado. As regras existem por um motivo. Apenas imaginei como seria se cada um resolvesse escrever da forma que bem lhe conviesse, sem se preocupar com nenhuma regra de gramática. As pessoas teriam que decifrar tudo que as outras escrevessem, ou até mesmo nem conseguiriam entender. Seria um caos.

  24. Sick Mind
    4 de dezembro de 2016

    Simplesmente não se encaixa no concurso…

  25. Eduardo Selga
    3 de dezembro de 2016

    Os grandes destaques desse conto, que pretende muito mais criar uma atmosfera do que propriamente contar uma estória dentro dos ditames do manual (algo acontece com alguém num certo lugar, de determinado modo), seus grandes destaques são decididamente o personagem e, em primeiro lugar, a linguagem. O domínio dela não está perfeito, assim entendo, o que provocou algumas lacunas, mas o efeito conseguido com os acertos é louvável. Aliás, sinto falta, nos Desafios, de maior quantidade de trabalhos que, como esse, experimentem a linguagem, mesmo que se corra o risco de má classificação. Dizer também é como se diz, não apenas o que se diz.

    O início do conto dá a sensação de haver um conflito de tempos verbais (“não posso contar nada da viagem até que parou num monte sobre um manto de nevoeiro”), que é desfeito quando percebemos que é o personagem, um “sopro de vento”, falando sobre outro personagem. Por uma questão de estratégia narrativa, acredito que no início esse tipo de trato verbal deveria ser evitado, porque ainda não estão postas todas as condições necessárias para que o leitor não trate o trecho citado como um erro. Ele ainda não visualizou a situação narrada e a postura do narrado, que se considera a si mesmo atrapalhado ou impreciso (“confuso como eu?”).

    O incompleto domínio da linguagem narrativa utilizada gerou uma situação curiosa. Inicialmente o narrador diz sobre o personagem: “cintura bem delgada, de mulher certamente. Pernas afastadas, qual soldado fazendo guarda a um morto. Então, mulher ou homem?”, estabelecendo uma dúvida. Contudo, mais adiante afirma: “todos com corpos esculturais, mas não há isso de homem e mulher”. Considerando o segundo trecho, que é afirmativo, a dúvida do primeiro não caberia.

    Assim como em “Biscoitos de queijo”, há uma falta de precisão quanto ao espaço ficcional, mas não quanto à ambientação. Tanto nesta quanto naquela narrativa os personagens meio que flutuam enquanto o enredo se desenrola, o que nos dois casos resultou muito positivo por causa da linguagem. Entretanto, enquanto no “Biscoito” o espaço fluido se dá em função de valorizar o humano, aqui ocorre acentuada desumanização, mas não no sentido de bestialização e sim no de ausência de caracteres humanos. Dois indicativos disso: o personagem do morro e as pessoas do universo demonstrado pelo conto não têm gênero definido, e a androginia, de certa maneira, funciona como desindividualização; o personagem-narrador é um “sopro de vento”, não é a representação de uma pessoa.

    A desumanização, nos termos aqui colocados, também ocorre pela presença de algo que em nosso “mundo real” tenta descaracterizar-nos enquanto seres dialéticos. Um instrumento tipicamente humano, portanto: a alienação do sujeito quanto ao meio social, como se pode ver em “não trabalham, isso é para os corpos não trabalhados na mesa, gente inferior, sem língua nem orelhas, e, com óculos para ver mal e só em frente. Esses, nunca os vejo, fechados e longe do ar, como que não existem, não contam”.

    Quero destacar, do ponto de vista estilístico, a utilização de dois recursos que funcionaram de modo a causar a sensação de agonia: o assíndeto e a anáfora, respectivamente a omissão de conjunção substituindo-a por vírgulas e a repetição de palavras. No primeiro caso, temos “passo e regresso àquele corpo hirto, consigo ouvir os seus pensamentos, ou imagino que sim, sou como as velhas atrás das cortinas das janelas, das histórias dos inícios dos dois mil, anos idos, passados e acabados. Sou o que quiser, não me prendes, ninguém o faz, tu, homem ou mulher, sou vento, vou onde quero, vou e até te embrulho sem me veres”; no segundo, propositalmente sem vírgulas, “falta de tempo falta de amor falta de vida interior falta de faltar falta de viver falta de abrir a janela e gritar”.

    Outra figura de linguagem, cuja denominação agora eu não me lembro, está em “rodeio a perfeição onde nada acontece”, um ótimo trocadilho envolvendo RODEIO e ODEIO.

    Coesão textual: Um pouco prejudicada, por alguns erros bem pontuais.

    Coerência narrativa: um pouco desarticulada no início, além da questão do gênero da personagem do morro .

    Personagens: excelentes, principalmente o que também é narrador.

    Enredo: muito bom, com o ar de indefinição.

    Linguagem: é o pilar do conto, por vezes poética.

  26. Evandro Furtado
    2 de dezembro de 2016

    Gênero – Average

    Faltam elementos para que se encaixem dentro do tema, ainda que confusão seja tamanha que talvez eles estejam por aí.

    Narrativa – Average

    A prosa poética é interessante, mas exagerada. E sua qualidade muitas vezes se perde em um emaranhado de problemas de ortografia e sintaxe.

    Personagens – Average

    Se há algum, não é palpável. E faz falta no panorama geral.

    Trama – Average

    Confusa, carrega consigo o peso de uma composição pesada que não é tão bem executada e acaba por se perder.

    Balanceamento – Very Weak

    Um texto com grande potencial narrativo que se perde em uma trama pra lá de confusa.

    Resultado Final – Weak

  27. Pedro Teixeira
    2 de dezembro de 2016

    A escrita é muito boa, sentenças que criam imagens precisas, e há uma carga sensorial interessante.A única frase que destoou disso foi a que se refere a um “clima de filme noir”. No entanto, a expectativa de ver uma trama se desenrolando é frustrada: há um fiapo de enredo, que não chega a cativar; o mistério em torno do ser é um bom mote, mas pra mim carece de desenvolvimento. O elemento punk aparece fracamente no parágrafo sobre a construção de corpos, de resto há alguns traços, mas muito difusos. Enfim, acho que funcionou melhor como poesia do que como conto, pelas mesmas razões expostas acima, e tenho a impressão de que fugiu bastante ao tema.

  28. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    1 de dezembro de 2016

    Olá, Minuano,

    Tudo bem?

    Você compôs um conto lírico, com a voz do vento como narrador. Ficou muito interessante e me lembrou a música “Resposta ao Tempo” de Nana Caymi.

    O texto também tem um quê de Lacan. E a imagem da figura assexuada em busca de si mesma sobre a montanha é bem interessante. Gostei.

    Parabéns por seu trabalho.

    Boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  29. Marco Aurélio Saraiva
    1 de dezembro de 2016

    Uma prosa poética interessante, mas com uma escrita um tanto confusa e informal, que muitas vezes atrapalha a leitura. Me parece mais uma enxurrada de pensamentos do que um texto fechado e escrito em ordem.

    Não há enredo e também não há adequação com o tema. O texto é um momento triste narrado de forma poética e rápida, e só. Um estilo diferente, respeito, mas que poderia ser melhor trabalhado.

    Gostaria de falar mais sobre o conto, mas não vi espaço para tal. Deixaria aqui as minhas sugestões, mas quem sou eu pra botar dedo no estilo dos outros? Acho que o máximo que posso falar é que, para mim, a escrita está informal demais, com vírgulas estranhas em lugares estranhos e corrida além do adequado.

    Boa sorte!

    • Marco Aurélio Saraiva
      1 de dezembro de 2016

      Aliás, já vi personagens como personificação de diversas coisas, mas do vento foi a primeira vez. Ponto para a criatividade!

  30. Fabio Baptista
    28 de novembro de 2016

    O texto é um fluxo de consciência que parece mais poesia do que conto, pois dá impressão que se preocupa mais com buscar a beleza da combinação de frases do que com contar uma história em si.

    Em muitas partes, essa beleza foi alcançada e a leitura seguiu sem entraves. Porém, no quesito trama, o texto falhou. Mesmo numa segunda leitura, onde alguns detalhes interessantes ficam mais evidentes, esse aspecto do enredo deixa a desejar.

    Mas foi uma leitura interessante, que ganha pontos pelo jeito peculiar de narrar.

    NOTA: 7,5

  31. angst447
    28 de novembro de 2016

    Olá, autor!

    Antes de mais nada, devo esclarecer que não levarei em conta a adequação ou não do conto ao tema proposto pelo desafio. Não me sinto capacitada para tal missão.

    Não há de fato um enredo neste conto. Está mais para uma reflexão, um diário de viagem, algo que pede menos ação e mais descrição. O monte homem/mulher, o mamilo perdido no tempo e no espaço, representa o enigma de uma grande história.

    Não há muito o que arrumar em termos de revisão, mas a voz do narrador ficou confusa em alguns momentos. Parece que o autor ficou indeciso entre a primeira pessoa e a terceira pessoa do singular. Ou terá sido proposital?
    > Não posso contar nada da viagem até que parou > ficou muito estranho isso!

    Enfim, o conto segue o tom da prosa poética e se revela mesmo como um sopro do vento, um respiro entre tantos contos de temática mais pesada.

    Boa sorte!

  32. Priscila Pereira
    28 de novembro de 2016

    Oi Minuano… Não sei se entendi direito o seu conto… Quem conta a história é o vento que presencia um suicídio? É isso? Infelizmente não consegui apreciar a leitura… É uma pena… Até mais!!

  33. Brian Oliveira Lancaster
    28 de novembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: Uma prosa poética intrigante. Tem certo fluxo de consciência e é possível notar alguns detalhes de ficção científica pinçados aqui e ali, mas não tem a força que o tema exige. A forma é interessante mesmo assim. Tem quase um tom de ‘New Weird’, mas quase não senti os “punks” exigidos pelo cenário. – 6,0
    R: O estilo é muito bom. Me interessei por essa “consciência viva” sem rumo, buscando corpos para habitar – isso deixa o leitor curioso, apesar de não definir ao final do que realmente se tratava (uma consciência/alma penada?). As rimas são bem colocadas, de forma intencional, pois desde o início notamos essa característica, ou seja, não foram ao acaso e são bem pensadas. Só tenho uma ressalva quanto ao final. O início dá a entender que a “força” acompanha muitas coisas ao mesmo tempo, mas no encerramento ela habitava um corpo só? – 8,0
    E: Após o primeiro e segundo parágrafo, o texto se torna único. Por isso seria interessante separar a primeira parte. As muitas informações jogadas nas mesmas frases atrapalharam um pouquinho a experiência lisérgica. Precisava ser mais cadenciado. Mas entendo a urgência apresentada. – 8,0
    M: Diferente. Pelo que entendi, as primeiras frases se referem a um diálogo alheio. Seria melhor se estivesse em itálico, para diferenciar do restante. O fluxo a seguir é mais fácil de se acompanhar, mas quase tiram o fôlego do leitor devido ao excesso de vírgulas. No entanto, as rimas funcionam. – 8,0
    [7,5]

  34. Fheluany Nogueira
    27 de novembro de 2016

    São citados, no texto, vários elementos punk, inclusive a ambiguidade sexual, portanto, está dentro do TEMA proposto.

    Não há um ENREDO, trata-se de uma prosa poética intimista, da exposição das emoções diante do desconhecido. Algumas partes estão confusas, talvez pela mistura de pessoas gramaticais ou pela LINGUAGEM figurativa. Alguns companheiros até vão pensar que o texto é meu. Será?

    O conto é bem escrito, a poesia nele não o faz pedante. O LEITURA é mais ou menos fluida. Não sei o que escrever sobre PERSONAGENS.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  35. Tatiane Mara
    27 de novembro de 2016

    Conto lindo, bem poético e cheio de possibilidades, infelizmente não acho que tenha atendido ao tema, em todo caso, é bem escrito e envolvente, fica a dúvida sobre o suicídio da máquina rsrsrs..

    É isso.

  36. olisomar pires
    27 de novembro de 2016

    ai, ai …

    O texto é bom, embora esteja totalmente deslocado neste desafio.

    Só isso mesmo.

  37. Zé Ronaldo
    27 de novembro de 2016

    Outro texto com forte carga lírica em si, prosa poética. Essa mescla, quando bem trabalhada, dá ao texto um aspecto instigante, pois, às vezes, não é de fácil compreensão.
    Tem uma pitada de fluxo de consciência que ficou bem bacana no texto.
    O narrador-personagem é ponto chave e bem trabalhado, pois só podemos confiar na sua perspectiva, já que é a única testemunha do ocorrido no texto.
    É o tipo de texto que, ao meu ver, o mais importante e interessante é como se conta a história e não a trama em si.

  38. Dävïd Msf
    27 de novembro de 2016

    Aquilo que se repete o tempo todo, por mais absurdo que pareça, se torna o normal.

  39. Evelyn Postali
    25 de novembro de 2016

    Oi, Minuano,
    Primeiramente… Uma revisão. Mas por pouca coisa. Nada grave de me fazer parar de ler.
    Seu texto é reflexivo. Muitas perguntas. Questionamentos fundados, creio, naquilo que já nos assusta no tempo de hoje.
    Gostei dele, mas senti falta algo mais. Não sei definir. Talvez diálogos, ou outros personagens, para não parecer apenas uma reflexão diante da realidade do personagem se apresenta.
    Parabéns pelo conto.

  40. Zé Ronaldo
    25 de novembro de 2016

    Maravilha! Fluxo de consciência que escorre por entre os dedos…leitura prazerosa. Maravilha!

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Publicado às 25 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .