EntreContos

Literatura que desafia.

Ideology (Bruna Francielle)

imagemconto

Não tinha certeza do que eram aqueles rabiscos no canto esquerdo, em cima. Se olhasse para o quadro ligeiramente de lado, pareceriam aviões, se olhasse de frente, poderiam ser mariposas. Pensando bem, pelo contexto da obra: uma plantação de trigo com um céu azul, deveriam ser mariposas. Ou talvez borboletas. Faria mais sentido; não haveria porquê haver aviões naquele cenário. Bem, tanto faz, Matheo Retchild achava aquele quadro horroroso, de todo jeito.

Comprou por dois motivos; Um era que aquele artista de rua, de cabelos caracóis dourados e cheios de caspa, estava atormentando-o demais, e esperava que ele parasse de abordá-lo, insistentemente, cada vez que saia à rua. O segundo é que o quadro lembrava-o de sua recém falecida mãe, talvez porque ela jamais permitiria um quadro de um artista desconhecido de rua ornamentando um escritório da empresa.

Um aviso anunciou que a reunião estava prestes a começar. Um estalo de dedos e um telão desceu do teto.

– Iniciar transmissão ao vivo.

Logo apareceram diversos membros da alta cúpula governamental européia, separados por quadros, juntamente com o diretor da ala neurocientífica da empresa, localizada em Londres.

– Boa tarde, senhores e senhoras. – disse Francine Thelier, direto do Palais de l’Élysée, Paris, mesma cidade em que Retchild encontrava-se. Ele, porém, do principal escritório da megacorporação New Order Technology (apenas uma de suas empresas, diga-se de passagem).

– Boa tarde.

– Pois bem – continuou Francine – Irei direto ao assunto. Apenas esta semana, identificamos três membros de ao menos duas células terroristas, que foram capazes de esquivarem-se do controle do governo sobre a comunicação e pensamentos.

Fotos de dois homens e uma mulher foram mostradas na tela. Uma daquelas fotos fez Retchild engolir em seco. Um homem de expressão fechada com uma longa barba ruiva, totalmente descuidada, e miúdos olhos azuis. Já tinha visto ele em algum lugar.

As fotos saem da tela. Francine estava com o rosto levemente virado, como se ouvindo algo no pequeno aparelho que levava em seu ouvido. Logo, voltou o olhar novamente para a câmera.

– O conhece, sr. Retchild? – perguntou, surpresa.

Ela estava a par de seus pensamentos, graças a um chip fabricado por sua própria corporação.

– Hum… Já o vi em algum lugar. – respondeu. – Mas não tenho certeza de onde. Pode ter sido em qualquer lugar. – em seguida, limpou a garganta. – Preferia que deixasse minha privacidade em paz, sim? Não esqueça-se de quem sou e do que eu e minha família já fizemos pelo governo.

Francine não respondeu. Mehmed, de Istambul, tomou a vez.

– Voltemos ao que interessa, sim? Os terroristas…

– Certo. – complementou Retchild, e questionou: – Conseguiram extrair algo deles?

– Apenas da mulher. – respondeu Francine. – Ela entregou outro terrorista. Os outros dois tem se mostrado fortes na recusa em entregar seus companheiros.

– Como trapacearam o chip? E como vocês descobriram?

– Estamos averiguando como conseguiram. Descobrimos, como fazemos com todos os que conspiram contra o governo. – explicou Francine. – Como sabem, a maioria dos pensamentos são inofensivos, apenas exprimem alguma reclamação ou revolta. Apenas uma minoria representa uma ameaça, como iniciar planos de oposição e associar-se a outras pessoas. Geralmente, paramos a ameaça no início. Mas estes três estavam num estágio bastante avançado. Conseguiram ocultar por bastante tempo sua oposição ao governo, mas em algum momento falharam e acabaram pensando nisso claramente, de forma que nossos filtros detectaram a ameaça.

– E é aí que entram vocês. – disse Mehmed. – Precisamos que façam um upgrade no sistema, para que isso não volte a acontecer.

– Certo. – disse o diretor da ala científica. – Para isso, precisaremos saber mais sobre como trapacearam o chip.

– Mandaremos a prisioneira para vocês estudarem. Ainda estamos trabalhando para extrair informações dos outros dois. – disse Francine. – Lembrem-se de mantê-la em segurança. A qualquer oportunidade, essas pessoas estão dispostas a suicidarem-se para proteger a célula terrorista. Teremos nova reunião dia 22 de novembro, para atualizações sobre o andamento dos processos. Até lá.

Despediram-se e a reunião terminou. A descoberta dos planos dos terroristas poderia acontecer a qualquer momento. Retchild não queria nem pensar nos métodos que usavam para extrair informações.

Lançou uma última olhada ao quadro pavoroso e saiu.

 

No caminho para casa, observava a cidade pela janela. Pessoas maltrapilhas usavam drogas à luz do dia, outras procuravam comida no lixo. Alguns faziam suas necessidades no meio da rua, sem o menor pudor. Crimes aconteciam a todo momento, desde furtos a tortura e estupros. Policiais serviam unicamente para prender conspiradores contrários ao governo. A cidade estava em cacos. Vidros quebrados, paredes pichadas, lixos espalhados pelas ruas, prédios queimados. O retrato da nova Paris era o de pobreza, sujeira e doença.

As pessoas, assim como em todo Ocidente, eram etnicamente distintas. Grande parte parecia ter raízes na África subsariana, outros na Índia ou no Médio Oriente, poucos eram brancos e uma minoria, oriental.

Pouco antes da implantação do chip, pequenos grupos fugiram para lugares inóspitos e longínquos, como a Antártida, e possivelmente estariam muito melhor lá agora.

O governo controlava tudo. A desigualdade era aterradora. Retchild, cujo tamanho total da fortuna ele próprio tinha receio em saber, já quisera fazer grandes doações mas o governo não permitiu. Tudo deveria ser distribuído igualmente e somente pelo governo. A maioria das pessoas não trabalhava e vivia de benefícios sociais. Conseguir um emprego era como ganhar na loteria, mesmo que nem todos quisessem isso. Os sortudos viviam um pouco melhor que a grande massa, em troca tinham preocupações escabrosas quanto à criminalidade. E ninguém podia se rebelar.

A situação era a mesma em todo Ocidente. Alguns países asiáticos, como Japão e Coréia, fecharam suas portas a qualquer empresa ou imigrante ocidental, por medo de terminar em desgraça. Viviam muito melhor lá. Retchild, assim como a cúpula do governo e todo o resto, era persona non grata nesses países, e sabia que pelo menos ele merecia isso. Não conseguia não se sentir culpado quando andava pelas ruas de Nova York, Montevidéu ou qualquer outra cidade. O cenário era sempre o mesmo, sem perspectiva de melhora, principalmente graças ao chip de controle da mente. Quem tinha coragem de ser rebelde, geralmente era detido e nunca mais aparecia.

Só os que viviam bem era o 1% mais rico e os altos membros do governo. O 1% mais rico foi quem bancou a revolução e era parceiro do governo, sendo os únicos com grandes posses e acesso a coisas que outros nem poderiam sonhar, desde coisas simples como a Bíblia – que foi proibida, com inúmeros livros, mesmo que isso fosse desnecessário, visto que o número de analfabetos aumentava gradualmente – a jogos de videogame de última geração. Havia um mercado exclusivo de ricos para ricos, onde a manutenção do conforto e lazer eram primordiais e a maioria do trabalho era realizado por máquinas, sendo necessário pouco capital humano.

Logo iria chegar ao seu condomínio de luxo, onde apenas sete famílias viviam numa área de 6km². Uma delas era a de Francine, cuja mansão ficava distante da de Retchild. Ele quase nunca a via, com exceção de encontros ao acaso no portão de entrada.

Localizado quadras antes, estava o mendigo loiro vendedor de quadros. Quando viu o carro de Retchild, acenou.

– Pare o carro. – ordenou ao motorista.

Abriu a janela, deixando um odor podre invadir o veículo.

– E então, senhor, gostou do quadro? – o jovem perguntou, deixando a mostra a podridão amarela e preta de uns dentes restantes.

– Tens quantos mais para vender?

– Hmm.. 86. – o rapaz respondeu prontamente.

– Ótimo. Quero todos. Vou mandar alguns de presente para uns amigos e outros para decorar minhas filiais. – disse Retchild, sorrindo. – Mandarei um homem vir acertar contigo. Que horário ele pode vir?

– As três e quinze da tarde. Quanto irás pagar?

– 21 dólares e onze cents cada.

“Um ato de caridade”, pensou. Fechou a janela e partiu.

 

Dias depois…

 

“Será que valerá a pena?”, “Será que dará certo?”, “Será que vão descobrir que eu plantei o trigo?”, essas perguntas não deixavam-no dormir. Ligou a TV para distrair-se e evitar pensamentos. Só havia um canal e nele só passava programação do governo. Naquela hora da manhã, repetiam o discurso do governante da região russa, Koloshov. Nele, ele falava um pouco sobre questões pertinentes como a luta por um mundo melhor e igual para todos, e como a revolução estava caminhando a passos largos para isso. Também criticava conceitos já quase abolidos pela população, tais como propriedade privada, fronteiras e moralidade. Uma pequena multidão gritava concordando enquanto agitava bandeirinhas com a foto de Koloshov.

“Quanta bosta.”, pensou Retchild, “e pensar que minha família ajudou a financiar isso”. Resolveu passar o tempo jogando vídeo game.

Amanheceu o dia 21 de novembro e Retchild levantou-se da cama dolorido. Não pregou o olho.

– Como vão as entregas? – perguntou a um funcionário.

– Chegarão como solicitado, sr. Todas ao mesmo tempo, às quinze horas.

– Há garantias de que todos irão recebê-las?

– Sim.

– E quanto as ratoeiras?

– Estão aqui.

 

Às três horas, um embrulho chegou ao Palais de l’Élysée, juntamente com um cartão.

“Por mais arte em nossa vida. Com amor. Retchild”. O nome do remetente fazia com que o embrulho passasse em qualquer lugar. Francine recebeu-o de má vontade.

Desembrulhou insatisfeita e só conseguiu dizer: “Que mau gosto”, antes de jogar o quadro de uma plantação de trigo no lixo. Pensou por um momento que Retchild poderia ficar decepcionado caso aparecesse e não visse o quadro pendurado. E não haveria porque decepcionar um bilionário.

– Guarde essa coisa, e quando Retchild vier aqui, pendure-a em algum lugar, depois que ele for embora, tire. – disse a uma funcionária.

Diversos membros do governo e também as filiais da New Order Technology receberam o quadro no mesmo momento.

 

Quinze minutos depois, um som foi ouvido em diversas cidades do Ocidente, que havia sido agrupado sob um único governo. Um segundo depois, Francine, Mehmed, e outros membros da alta cúpula não existiam mais. Nesse mesmo segundo, as filiais responsáveis pela transmissão de dados dos chips estavam seriamente comprometidas. Nesse mesmo segundo, a transmissão de um pequeno cogumelo de fumaça começou a ser transmitida ao 1% mais rico, que por não governarem diretamente não receberam nenhum embrulho, mas estavam de sobreaviso. Nesse mesmo segundo, todos os cidadãos eram livres para pensar o que quisessem, incluindo Retchild, que passou os últimos dois anos tomando cuidado com o que pensava e utilizando palavras com significados diferentes dos que estava exprimindo, e, com extrema dificuldade, manteve contato com um grupo oposicionista cujos membros estavam espalhados em cidades-chave, cada um com um trabalho e todos tomando os mesmos cuidados.

Mas a luta havia apenas começado. O governo contava com inúmeros militantes e idólatras de seus líderes, que literalmente tratavam governantes como Koloshov e Francine como deuses e tinham na ideologia do ex-governo uma religião.

 

Retchild agora dispunha de muitas armas, e não precisava mais referir-se a elas como “ratoeiras”. As três e quarenta e cinco da tarde, um grupo de pessoas chegou no portão de entrada do condomínio. Retchild ordenou que abrissem.

 

Recebeu na sala de estar a figura de um rapaz sujo, com cabelos caracóis dourados que costumava vender quadros perto dali, juntamente com dezenas de outras pessoas, muitas também em mau estado.

– Olá… – disse o rapaz, meio encabulado. – Então?

– A princípio, parece ter funcionado, apesar de não ter como obter muitas notícias. Talvez tenhamos que esperar uns dias para saber mais. – respondeu Retchild. – Se me permite uma curiosidade, qual seu nome?

Nunca teve a oportunidade de saber o nome do rapaz, pois nunca tiveram uma conversa direta. Era sempre por meio de códigos e charadas, em encontros falseados.

– Jó. – respondeu o outro.

– Muito bem, Jó. Agora é hora de preparar-mo-nos. Tenho algumas armas aqui, outras, enviei aos endereços que o ruivo passou-me. Ah, ele foi preso, sabia?

– Suspeitei. Ele sumiu. Bem – disse Jó aos outros membros do grupo – ainda não é hora de aproveitarmos nossa liberdade. Precisamos lutar para tê-la definitivamente. Temos de tomar o Ocidente inteiro, cidade por cidade.

– Certo. Comecemos pelas prisões. – disse Omar, um dos funcionários de Retchild que ajudou com as “ratoeiras”. – A maioria está abandonada, temos de ativá-las para prender os governistas. E soltar todos os presos políticos que encontrarmos.

– Se é que encontraremos algum.

– Ou será melhor matar os trastes? – repensou Omar.

– Alguns morrerão, inevitavelmente. Mas matar a todos? Não seria muito radical? – questionou Jó.

– Vocês conhecem-os. A única coisa que sabem fazer é destruir e puxar-nos para baixo. Qualquer coisa que construirmos tentarão destruir, qualquer coisa que nos faça avançar, eles tentarão impedir.

– Bem, acho que a princípio, devemos apenas prendê-los, e cuidar para que não nos atrapalhem. – disse Jó, e comentou: – Nossa, ainda estou estranhando articular as coisas livremente. Certamente é muito mais rápido que comunicação por códigos.

– E quando re-construirmos nossa civilização, você irá fazer uma visita a algo chamado “dentista” – riu-se Retchild.

– Dentista? O que é isso?

– Por enquanto, algo que está apenas nos livros. Mas quando nossas Universidades forem restauradas, isso voltará a existir. Juntamente com as Igrejas, comércios, entre outras coisas. Vocês tem muito o que aprender. – e pediu: – Traga as armas, Omar.

 

Nesse momento, uma solicitação de vídeo transferência interrompeu a reunião. Retchild aceitou. Era Virgílio, outro bilionário.

– Eu não posso acreditar, Matteo. – ele começou dizendo – O que fizeste? Estás louco da cabeça?

– Não. – respondeu Retchild, um tanto apreensivo.

– Recebi seu infame videozinho. Ameaça?

– Não, apenas um aviso. Nós não aceitaremos mais nenhuma opressão de nenhum governo.

– “Nós” quem? Você e essa meia dúzia de mendigos?

Antes que Retchild respondesse, Virgílio cortou a imagem para uma de suas fábricas. Nela, apareciam cinco pessoas ajoelhadas, com armas apontadas para suas cabeças. Virgílio continuou:

– Então conseguiste contrabandear algumas de minhas armas para si, não é? Pois bem, descobri os ladrõezinhos que decidiram entrar em seu devaneio fantasioso.

O coração de Retchild disparou. As armas que havia conseguido eram da empresa de Virgílio, que abasteciam o ex-governo. E só conseguiu as armas graças a esses aliados que estava conhecendo agora em uma péssima situação.

– Seus amiguinhos terroristas aqui tem apenas uma chance de viver. E você sabe qual é. Desista desse devaneio.

O grupo entreolhou-se. Jó foi o primeiro a falar:

– Todos que entraram no esquema estavam cientes dos riscos. Sabiam que a morte era uma possibilidade quase certa. Conseguimos um grande avanço, não podemos recuar agora.

– O que tens a ganhar com isso, Retchild? Vivíamos tão bem. Porque queres destruir tudo? – perguntou Virgílio, ignorando Jó. – Pense bem, amigo. Não precisamos disso!

Retchild demorou-se a falar, refletindo.

– E o que ganhamos com essa gente vivendo pior do que na Idade da Pedra? Porque és tão egoísta? Além do mais, tolhiam nossa liberdade também. Não estávamos livres do controle mental.

– Isso não era problema pra mim, e o resto não é problema meu.

Lágrimas escorriam dos rostos dos prisioneiros.

– Você não precisa matá-los. – pediu.

– Pelo visto, não vais mudar de ideia. O sangue está em suas mãos, Matteo. – em seguida, ordenou aos capangas: – Mate-os.

– Espera!

– O quê? A única forma de eles viverem, é você desistir dessa pataquada e entregar-se. E outra, não tens nenhuma empresa no ramo bélico. Eu sim. O que contrabandeou de mim não representa nem 5% do meu arsenal.

– O que isso significa? Que pretendes tentar me impedir de restaurar a ordem e o desenvolvimento?

Dessa vez, foi Virgílio quem demorou-se a responder.

– Fale a verdade, amigo. O que queres é ser o imperador do mundo, não é? Por isso exterminou as autoridades: para roubar o lugar delas! Se for isso, eu entendo e até entro no jogo. Podemos dominar o mundo, eu e você!

– Nada disso. Realmente quero mudar o mundo, quero liberdade.

– Então prepare-se para entrar na terceira guerra mundial, amigo. Achas que o povo está do seu lado? Tolinho! Tens suas marionetes, – Retchild interrompeu-o dizendo que os oposicionistas não são suas marionetes. – e eu logo terei as minhas. Usarei os apoiadores do governo como bonecos descerebrados que são para destruir a você e sua trupe criminosa. Queres mudar o mundo sem conhecer a humanidade? Eles não querem mudanças nem melhorias! Pare de ser idiota! Lutaram muito para conseguir implantar essa merda na qual vivem!

– Em parte, é verdade. Mas há muitos que não concordam e que querem liberdade. Não via-nos porque não podíamos aparecer, mas agora com o fim do controle e do governo, viremos a tona com tudo.

– Pois, desejo sorte. Sabe, talvez tenhas feito um bem. Talvez eu me torne o imperador do Ocidente, depois de destruir vocês. E saiba que o povo irá me apoiar enquanto come restos de comida no lixo. Vocês que estão aí, com Retchild, vejam o que acontecerá com vocês se não mudarem de lado!

As imagens dos prisioneiros sendo abatidos e caindo mortos no chão foi transmitida, e a sessão de vídeo encerrou-se. Retchild levou as mãos a cabeça.

– Precisamos de mais aliados. Aliados poderosos. – disse, por fim. – Entrarei em contato com os outros ricos e tentarei trazê-los para nosso lado. Sei que Virgílio fará o mesmo. E vocês, arrumem aliados dentre as pessoas comuns. Temos de ser rápidos. O sangue dos governantes e dos nossos aliados foram só as primeiras gotas derramadas de uma guerra sangrenta!

– Certo. Agora não é hora de desistir. Vamos lutar, irmãos e irmãs, pela liberdade, pelo nosso futuro e por nós! – finalizou Jó.

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43 comentários em “Ideology (Bruna Francielle)

  1. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): achei que as motivações do protagonista não ficaram muito claras. Por que ele fez isso tudo? O conto diz, mas não me convenceu. O sistema de governo adotado nessa parte do mundo também ficou um tanto nebuloso: seria uma distopia de esquerda? Ficou parecendo que esse elemento “socialista” foi introduzido só por motivo ideológico e não influenciou em nada a trama (se fosse uma distopia militar de direita não o texto funcionaria exatamente da mesma forma). Por fim, a revolução que o cara teve o maior trabalhão para realizar parece não ter surtido muito efeito, né? Para não dizer que falei só de defeitos, a tecnologia de leitura de pensamentos dá muito material para histórias e a forma como conseguiram burlá-la ficou bem legal.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): é boa, narra com eficiência e constrói cenas nítidas na nossa mente. Só destaco que deveria corrigir a pontuação no diálogo e esse probleminha que anotei:

    ▪ As fotos saem da tela (saíram)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): essa ferramenta de leitura de mentes não é novidade, mas a forma aplicada e o golpe dado pelo protagonista merecem destaque nesse quesito.

    🎯 Tema (⭐▫): assim como grande parte dos contos desse desafio, é um texto sci-fi, mas não tem o clima punk. Talvez teria se focasse mais na vida dos menos favorecidos.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): a reviravolta dos quadros ficou bem legal, mas o que veio depois acabou murchando a história, porque terminei o texto com a impressão de que o golpe não funcionou.

    ⚠️ Nota 6,0

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, sugiro essa leitura: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  2. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Bom enredo, bem escrito. Mais um conto-prólogo, que deixa o leitor curioso para ler o resto da estória. Confesso que deu risada quando penso no mendigo Jó, desdentado, empunhando uma arma e gritando palavras de ordem e pró-revolução. Retchild tem que dar uma dentadura primeiro para os seus revolucionários, para que não fiquem lembrados pela História como uma bando de banguelas lutando por um “mundo melhor”. Brincadeira à parte, boa sorte no desafio.

  3. Pedro Luna
    16 de dezembro de 2016

    Achei um conto bem utópico. Ricos se unindo para acabar com a opressão e libertar os mais pobres? Só em conto mesmo. Excluindo a minha desconfiança a respeito da mensagem da história, achei o conto bacana. Gostei da sacada de Retchild de usar os quadros para acabar com seus inimigos e torci o nariz pra “ratoeira” só para depois sorrir ao descobrir que era um código. Havia esquecido que os pensamentos eram controlados. É isso, conto bacana, mas com detalhes bem improváveis e meio forçados. Enfim, tudo pode acontecer, não é? Fiquei pensando no personagem. Será que se ele fosse mesmo declarado imperador do mundo, continuaria com tanta vontade de ser bom e ajudar os necessitados? rs

  4. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Desculpe, mas não gostei. Não consegui ter o envolvimento necessário com a narrativa, o enredo, as personagens… Há muito, muito diálogo, em certo momento me incomodou. Além disso, faltou revisão, tem bastante coisa para mexer e isso atrapalhou ainda mais a minha leitura. Finalizando, uma ideia boa, mas da forma como está não funcionou.

  5. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    20. Ideology (Médici): Nota 7,8
    Amigo Médici,

    Parabéns pelo seu texto. Gostei da ambientação e fiquei intrigado com o controle mental que o seu governo central conseguiu implantar. Chega a ser um passo adiante em relação ao filme Minority Report.
    Contudo, achei que ficou um pouco forçado o cara ter conseguido explodir todo mundo e acabar com o controle mental usando os quadros. Já ouviu falar do caso da carta-bomba endereçada ao presidente da OAB? Quem morreu foi a secretária (e a mesa dela, com um buraco enorme, está em exposição até hoje). E isso aconteceu lá nos perdidos anos 70/80. Então, no seu futuro distópico, o mais provável seria a morte de 86 secretárias, o que não mudaria muita coisa no status quo do poder.
    De qualquer forma, parabéns pelo seu texto e boa sorte!
    Abraço.

  6. Fil Felix
    16 de dezembro de 2016

    GERAL

    Gostei da primeira parte do conto, até chegar na explosão. Particularmente, acho que poderia ter acabado ali e ser a trama principal, mostrando como o protagonista tenta esconder seus pensamentos, trocando palavras e tramando contra o governo, podendo até enganar o leitor (como usou na “ratoeira”), finalizando pela entrega dos quadros do Basquiat X-Punk e a explosão. A ideia das telas ficou muito boa! Depois disso, acho que caiu na trama dos governos totalitários, as revoltas sangrentas e crises ideológicas.

    O X DA QUESTÃO

    Chips de controle mental serão uma realidade, mesmo? Porque o que teve pelo desafio, não é brincadeira! A trama (um grupo se reúne pra derrubar o governo) foi algo bem comum nos contos, por isso comentei sobre focar no diferencial.

  7. mariasantino1
    16 de dezembro de 2016

    Oi!

    Legal o lance de controle de pensamento por chips (controle não, melhor dizendo, revelação de pensamento). Achei legal ser libertador e tals e não achei assim tão didático, mas meio que cansa um pouquinho. Não digo a narrativa, ela é boa e clara, mas a ideia em si de revolução, liberdade e igualdade da forma que foi repassado foi meio mais do mesmo.

    Gostei do texto, mas sinto que poderia ter gostado mais.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 8

  8. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: há algumas falhas gramaticas no conto, mas não são suficientes para atrapalhar o fluxo narrativo. Em relação à coerência das ideias, fiquei um pouco cismado apenas com o início, em que se diz que ele compra o quadro para que Jó deixe de importuná-lo – seria um pensamento induzido para enganar o chip? Quanto ao tema, está bem encaixado no CyberPunk.

    Criatividade: primeiramente, fora Recthild. Foi golpe. Brincadeiras à parte, percebe-se a inspiração ideológica do conto, a trama é mais uma justificativa para a defesa do ponto de vista. Há uma série de livros chamada “A Revolta de Atlas” que tem um viés parecido, mas a autora usa argumentos menos explícitos, convencendo o leitor sem que ele se dê por convencido. Aqui, acredito que a defesa tenha sido tão visível que não foi possível deixar de notar também os aspectos negativos daquilo que estava propondo como melhor.

    Carisma: tenho certeza de que muitos chamarão o conto de “panfletário”, mas há também uma trama razoável o embasando, com personagens cativantes.

    Parabéns e boa sorte.

    P.S.: o relógio ao fundo da imagem me lembra o olho de Sauron, só para constar.

  9. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Olha, tenho opiniões controversas sobre seu conto. Por um lado, gostei bastante dos conceitos apresentados. Em especial, me agradou bastante a frase “E saiba que o povo irá me apoiar enquanto come restos de comida no lixo.” Conseguiu transmitir claramente o grande problema que encontramos na sociedade, dos dominados defendendo até a morte os dominantes.
    Por outro lado, não gostei muito da dinâmica e fluência do conto. Achei um pouco cansativo e arrastado.
    Enfim, tem bons conceitos e ideias, mas acabou não me prendendo.
    De qualquer forma, parabéns pela obra!

  10. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    Rapaz, o gancho é muito bom, mas acho que não houve uma boa condução da história – as coisas meio que se precipitaram, ficou inverossímil, sei lá.

    Lamento.

  11. rsollberg
    15 de dezembro de 2016

    Ideology (Médici)
    Caro (a), Medici
    Os dois primeiros parágrafos foram ótimos, digo isso porque fugiram do óbvio e criaram uma cena superinteressante. Você não falou do clima, da paisagem, nem de todas essas coisas que costumam iniciar os contos. Falou de um quadro, de como o personagem vê esse quadro, e ainda fez uma conexão com o passado do protagonista. Ou seja, tudo muito bem aproveitado, nada gratuito,
    Porém, o problema é que o resto do conto, infelizmente, caiu no mesmo lugar comum dos outros textos; governo totalitário, terrorista e revolta. Não que não possa usar esse tripé, logicamente pode, e deve. Mas quando ocorrer deve vir com uma roupagem diferente, estrutura ousada e originalidade nos detalhes.
    Não consegui criar conexão com conto, creio que faltaram frases mais apuradas e passagens mais inspiradas. Nesse sentido, penso que o autor pode usar mais as elipses e trabalhar melhor os personagens e os diálogos. O escritor não precisa cativar somente através da história em si, é possível também despertar interesse na forma como narra Destaco esse trecho, que parece preguiçoso – não desmerecendo o esforço, mas apontando a importância da estrutura, vejamos; “(apenas uma de suas empresas, diga-se de passagem).”
    Bem, espero que os outros colegas tenham percepção diversa da minha. De qualquer modo, parabéns e boa sorte!

  12. Rsollberg
    15 de dezembro de 2016

    Ideology (Médici)
    Caro (a), Medici.

    Os dois primeiros parágrafos foram ótimos, digo isso porque fugiram do óbvio e criaram uma cena superinteressante. Você não falou do clima, da paisagem, nem de todas essas coisas que costumam iniciar os contos. Falou de um quadro, de como o personagem vê esse quadro, e ainda fez uma conexão com o passado do protagonista. Ou seja, tudo muito bem aproveitado, nada gratuito,

    Porém, o problema é que o resto do conto, infelizmente, caiu no mesmo lugar comum dos outros textos; governo totalitário, terrorista e revolta. Não que não possa usar esse tripé, logicamente pode, e deve. Mas quando ocorrer deve vir com uma roupagem diferente, estrutura ousada e originalidade nos detalhes.

    Não consegui criar conexão com conto, creio que faltaram frases mais apuradas e passagens mais inspiradas. Nesse sentido, penso que o autor pode usar mais as elipses e trabalhar melhor os personagens e os diálogos. O escritor não precisa cativar somente através da história em si, é possível também despertar interesse na forma como narra Destaco esse trecho, que parece preguiçoso – não desmerecendo o esforço, mas apontando a importância da estrutura, vejamos; “(apenas uma de suas empresas, diga-se de passagem).”

    Bem, espero que os outros colegas tenham percepção diversa da minha. De qualquer modo, parabéns e boa sorte!

  13. Leandro B.
    14 de dezembro de 2016

    Olá, Medici.

    Escreveste um texto provocativo, cuja mensagem discordo bastante do ponto de vista político, mas que, apesar disso, recuperam discussões atuais e importantes na atualidade.

    Sobre o texto, achei bem escrito, embora alguns detalhes sejam um pouco difíceis de engolir, como uma conspiração p dominar um governo que tem acesso ao pensamento das pessoas .

    Achei o diálogo final um pouco caricato, um tanto raso, com um personagem que é simplesmente mau p realçar como o herói é bom. Acho sempre uma boa ideia humanizar um pouco mais os personagens, para fugir de certos estereótipos.

    Por fim, parabéns por trazer a tona essas discussões políticas e boa sorte!

    • Leandro B.
      14 de dezembro de 2016

      *Suprimir o “atuais e”

  14. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Prezado Médici, meus critérios têm sido:
    PREMISSA:Terroristas, milionários revoltados, corporações, governo totalitário, crianças usando drogas… bem punk, sem dúvida.
    DESENVOLVIMENTO: o texto algumas vezes se solidifica em partes explicativas para tentar contextualizar a situação. Para mim, prejudicou um pouco o ritmo.
    RESULTADO: no geral, um texto quase de intriga internacional, espionagem, com razoável sucesso.

  15. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Colocação incorreta do pronome átono: 1) lembrava-o (o lembrava); 2) Não esqueça-se (não se esqueça): 3) não deixavam-no (o deixavam); 4) Não via-nos porque (Não os via ou víamos porque); 5) passou-me (me passou); 6) Vocês conhecem-os (os conhecem);
    Palavras inexistentes: 1) prepara-mo-nos (prepararmo-nos); re-construirmos (reconstruirmos);
    Concordância verbal: 1) Vocês tem muito (Vocês têm muito); 2) terroristas aqui tem (terroristas aqui têm)
    Fiz questão de salientar os erros, acima, mais para chamar a atenção para uma boa revisão, imprescindível na apresentação de um trabalho. Vamos ao conto: Bem fundamento e escrito, mas sem o cuidado com a gramática e uma mistura de texto entre o popular e o clássico, fazendo com que o conto perdesse o ritmo e o interesse. O final, mais ainda, prejudicado e com a sensação que está faltando uma continuidade (e deve ter sido feita), porque dá a impressão que ao contar as palavras para atender os ditames do desafio, extrapolou o limite, terminou o conto. Nota 7,0.

  16. Ricardo de Lohem
    13 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Mais uma história de rebelião contra governo opressor. Não detectei nem 0,01% de punk no conteúdo. O que mais me chamou a atenção foi uma infinidade de erros de colocação pronominal: você devia estudar mais isso, aqui vai um exemplo.”Não esqueça-se de quem sou”. Errado, porque depois de palavras de sentido negativo, como : não, nunca, ninguém,jamais, se usa próclise. Alguns parecem achar que o uso excessivo de ênclise tornaria o texto mais refinado, o que é um erro. A história segue todas as regras da Cartilha da Literatura Distópica, com torturas, opressores malvados e rebeldes nobres. Resumindo, o conto é um sub1984 que não me convenceu nem por um segundo. Boa Sorte.

  17. angst447
    11 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Antes de mais nada, devo esclarecer que não levarei em conta a adequação ou não do conto ao tema proposto. Não me considero apta para tanto.

    Há falhas de revisão (citarei apenas algumas):
    não haveria porquê haver > não haveria porque existir
    européia > europeia
    tinha visto ele > tinha o visto
    Não esqueça-se > Não se esqueça
    Os outros dois tem > os outros dois têm
    Só os que viviam bem era o 1% mais rico > eram o 1% mais rico
    preparar-mo-nos.> prepararmo-nos

    A linguagem empregada é bastante simples, clara, mas esbarra em algumas repetições e entraves. Com isso, o ritmo perde a fluidez.

    A ideia do conto é boa, mas poderia ser melhor desenvolvida, deixando mais clara a linha de raciocínio do narrador. Precisei reler alguns parágrafos para compreender melhor a história.

    O personagem chamar-se Jó causou-me uma boa estranheza. Paciência de Jó?

    O final ficou estranho, como se o autor tivesse o papel arrancado de suas mãos antes de poder chegar à conclusão do conto.

    Boa sorte!

  18. Jowilton Amaral da Costa
    11 de dezembro de 2016

    Achei o conto médio. A narrativa é fria, muito “didática”, como muitos outros contos do certame. Os diálogos não me passaram emoção. Deu pra sacar que os quadros eram bombas. Está bem escrito, não percebi nenhum erro de revisão. Boa sorte no desafio.

  19. Anorkinda Neide
    9 de dezembro de 2016

    Muito bem! Um conto coxinha! Gostei muito.
    Não por demonstrar a ideologia de esquerda como que é e onde nos levaria ou levará, quem sabe.. mas porque o texto está bom mesmo.
    A história prende. O lance de falar e pensar por códigos, muito interessante! eu captei o dia 21/11, no preço dos quadros haha isso pra mim é uma vitoria visto q sou bastante burrinha.
    Tem alguns erros, como crases faltando e algumas frases meio engasgadas. E as falas em segunda pessoa, pq? achei q deu um requinte para os interlocutores.
    Parabens pelo texto. Boa sorte, abração

  20. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    Penso que se esta história não fosse tão longa ganharia mais impacte. Texto panfletário que transmite uma ideologia deste o titulo até à última palavra. Bom texto mas, na minha opinião, faltou algo que mexesse, interagisse, com o leitor. No final só disse gosto ou não gosto, faltou algo que obrigasse a refletir.

  21. Rubem Cabral
    8 de dezembro de 2016

    Olá, Médici.

    Então, sendo bem direto, não gostei muito do conto. Precisa de uma boa revisão, os diálogos não estão bons, o enredo é muito “plano” e há muito “contar” e pouco “mostrar”.

    Talvez o autor seja iniciante, não sei. É normal que em textos de FC haja um tanto de parágrafos informativos, o famoso “infodump”, mas, em linhas gerais, isso é um recurso que se deve evitar.

    Considerando pós e contras, darei nota 5.

  22. Marco Aurélio Saraiva
    8 de dezembro de 2016

    Há pouca novidade neste conto. A ideia principal – governo totalitarista; fim total da privacidade; uma parcela ínfima de ricos vivendo às custas de uma maioria esmagadora de miseráveis – já foi abordada à exaustão em dezenas de filmes, livros e contos. Em contrapartida, gostei de como o socialismo virou o jogo e passou a dominar o mundo, e como agora os capitalistas são os que lutam para sobreviver.

    O problema deste texto é o infame “conta muito e mostra pouco”. Uma série de parágrafos no conto são simples relatos do que havia acontecido com o mundo e como as coisas andavam na época de Retchild. Este tipo de narrativa não incita a imaginação e não ajuda na ambientação do leitor.

    Algo que gostei muito foi a forma dos revolucionários se comunicarem. O pouco que foi mostrado foi muito interessante. Senti falta de um pouco mais disso: queria ver mais “charadas” entre os revolucionários e talvez um momento onde Retchild passasse por alguma saia justa (o único momento de tensão de Retchild foi no início quando Francine pergunta se ele conhece o ruivo, mas não acho que foi o suficiente).

    Enfim, me parece que o texto tem bastante potencial mas que foi mal explorado.

    Boa sorte!

  23. Amanda Gomez
    7 de dezembro de 2016

    Olá,

    No geral, gostei do seu conto principalmente a mensagem que ele passa. O temor que muitos vivem sobre a ideologia política em um contexto geral. Eu senti que foi uma crítica clara, e de certa forma me identifiquei com ela, pode haver controvérsias, mas é uma realidade, doa a quem doer.

    O primeiro parágrafo ficou confuso, não achei uma boa maneira de começar. Talvez a descrição não tenha sido muito feliz. O texto se passa quase todo através de diálogos deixando um tom meio didático, mas que me agradou, tornou a leitura mais rápida. Sua escrita é agradável, tem alguns erros e expressões que não combinaram muito, dando uma travada na leitura, mas nada que atrapalhe o desenvolvimento.

    Falando de adequação ao tema…. Eu não sei até que ponto o seu conto é X-Punk…a parte tecnológica é apenas lembrada, mesmo que o peso do chip seja a questão x dos problemas apresentados. Acho que o conto é mais político que qualquer outra coisa, posso estar interpretando errado, mas nessa primeira leitura foi o que senti. A sutileza com a qual tratou isso foi adequada, achei inteligente. Sem forçar barra.

    A história é boa e abrange um futuro interesse de se conhecer. Como eles conseguirão vencer não só a guerra física, mas a psicológica? Pois isso é o X da questão aqui.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  24. catarinacunha2015
    7 de dezembro de 2016

    Nada contra o viés panfletário, eu também jogo nessa área. Mas creio que um conto ideológico exige uma profundidade argumentativa não encontrada aqui. A trama é frágil e o punk passou como uma brisa.

  25. Davenir Viganon
    6 de dezembro de 2016

    Olá Médici (o papa ou o ditador brasileiro?)
    O título é revelador. A ideia é falar de ideologia mesmo, fiquei na expectativa de que se tratar-se de um debate maduro sobre o assunto, mas o conto se prendeu em exposições simplistas, apenas um lado, e deixou pouco espaço para a estória. A parte do quadro estava bem interessante mas ficou nublada pelos outros aspectos.
    Acho que o conto acabou caindo nos mesmos problemas que em outro conto, no desafio passado, que de um uma polêmica danada [não sei se o autor(a) está inteirado do assunto]. Enfim, essa ideologia desceu quadrado no meu estômago esquerdo e, no fim das contas, não foi feito para ele mesmo, né?

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?”
    [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Existe um conto muito bom do Philip K. Dick, chama-se “A Fé de nossos pais”, que fala de uma ditadura comunista que doutrina as pessoas pela televisão e tem uns rebeldes que usam uma droga que faz ver quem o “grande líder” é na verdade. Algo me diz que você ia gostar. 😉

  26. Fabio Baptista
    5 de dezembro de 2016

    Assim como boa parte dos contos do desafio, o texto retrata uma distopia, governo totalitário, etc.
    Essa questão de controlar pensamentos é sempre complexa, apesar de o conto descrever uma falha no chip lá no começo, sempre me fica a impressão de que se um dia conseguissem de fato esse tipo de controle, não haveria mais nada a ser feito. Seria impossível armar uma revolução como essa dos quadros e ratoeiras.

    Outra coisa que me parece inverossímil (tudo isso são apenas elucubrações pessoais, claro) é um futuro com tamanha disparidade social. Não vejo até que ponto essa massa ociosa seria interessante para o tal governo. Enfim… o texto está com escrita ok, com um leve sotaque português em algumas partes, que não atrapalhou em nada na fluidez da leitura. No final a cena com os reféns conseguiu gerar uma boa tensão.

    Na trama, mais do que os pontos mencionados, o que me incomodou mesmo foi que no desfecho descobrimos que tudo isso é apenas o prólogo de uma história maior, quebrando aquele encanto de conto.

    – não haveria porquê haver
    >>> esse porquê deveria ser sem o ^

    – Descobrimos, como fazemos com todos os que conspiram contra o governo.
    >>> esse diálogo ficou um tanto didático.

    – E quanto as ratoeiras
    >>> às

    NOTA: 7

  27. Sick Mind
    5 de dezembro de 2016

    A quantidade de problemas estruturais afetou gravemente a qualidade do texto, principalmente por não conseguir estabelecer conexões entre os personagens, suas ações e o resultado delas. Os erros de pontuação logo no começo são desencorajadores. Os clichês enterram completamente trama. O uso de artifícios violentos para descrever a situação mundial não é eficaz, maior exemplo disso foi descrever “torturas e estupro” a luz do dia como algo normal, condicionando a população a mero animais, para logo depois dizer que essas pessoas vão ajudar a combater numa revolução. Apesar disso, é impossível não notar a alusão aos tempos atuais de crise política no Brasil, mas mesmo aí há erros estruturais. Pelo menos o conto se manteve dentro da proposta do concurso.

  28. Gustavo Castro Araujo
    5 de dezembro de 2016

    O conto é instigante na medida em que propõe ao leitor a reflexão sobre temas atualmente em voga, como a manipulação das massas em prol de interesses particulares. Não é difícil imaginar de onde o autor tirou inspiração para a trama, já que os protagonistas são, em maior ou em menor grau, corruptos, controladores, e não hesitam em mudar de lado. Enfim, um retrato fiel do cotidiano brasileiro. Aqui, com as devidas adaptações, as classes menos favorecidas, doutrinadas por um aparato estatal sufocante, articulam-se para tomar o poder com a utilização de quadros pintados por um sujeito a princípio marginalizado, mas que, ao que parece, terá papel fundamental numa eventual continuação da trama. Isso porque o conto não se esgota, deixando clara a ideia de uma sequência. Há um argumento interessante aí, como eu disse, mas receio que a execução foi um pouco prejudicada pela falta de revisão, tendo em vista os erros gramaticais, de concordância e de ortografia. Os personagens me pareceram um tanto estereotipados, com exceção do jovem pintor – talvez porque sua descrição enquanto pessoa, aliada à descrição do quadro que pinta, remetam imediatamente a Van Gogh. O que quero dizer é que, sem as amarras do desafio, este conto poder ser desenvolvido de modo mais generoso, focando nas características pessoais daqueles que o protagonizam, conferindo-lhes defeitos e qualidades. Além, claro, da continuação. De todo modo, parabéns pelo trabalho.

  29. Eduardo Selga
    4 de dezembro de 2016

    Um conto assumidamente ideológico, a começar pelo título. Fico me perguntando acerca do motivo e da necessidade de estar escrito em inglês. Talvez tenha sido uma referência à ideia de domínio, representada hoje pelos Estados Unidos e sua cultura, mas como no texto não vi referência direta a esse país, a opção pelo inglês me pareceu um tanto deslocada.

    O enredo chama a atenção. Sugere a ideia, um tanto ingênua, de que é possível um sujeito instalado na elite socioeconômica de uma sociedade envidar esforços reais no sentido de inviabilizar o regime político que sustenta a elite a qual ele pertence, visando à instalação de outro sistema, contrário a ela. Esse tipo de apoiamento, essa ideia meio Robin Hood, na “vida real” só ocorre se, de alguma forma, essa mudança significar, na verdade, manutenção dos mesmos privilégios ou ampliação, por meio de uma capa que sugira exatamente o oposto.

    Mas essa ideia, no conto, pode ser apenas uma sugestão, uma ingenuidade que se desfaz à medida que a narrativa se aproxima do fim, pondo na mesa uma ideia que encontra fartos exemplos na história humana, em seus vários períodos: a manipulação das classes populares em prol de um projeto individual de poder. Digo isso porque é possível inferir que entre o protagonista e o personagem Virgilio há um acordo implícito, após a execução dos rebeldes.

    A dedução é possível unindo dois momentos. Primeiramente, quando Virgílio diz “por isso exterminou as autoridades: para roubar o lugar delas! Se for isso, eu entendo e até entro no jogo. Podemos dominar o mundo, eu e você!”; em segundo lugar, quando Retchild diz: “precisamos de mais aliados. Aliados poderosos. – disse, por fim. – Entrarei em contato com os outros ricos e tentarei trazê-los para nosso lado. Sei que Virgílio fará o mesmo”.

    A última oração do exemplo dado (“sei que Virgílio fará o mesmo”), contudo, é ambígua. Fará o mesmo o quê? Refere-se a Virgilio entrar em contato com os outros ricos e fazer deles aliados da causa do protagonista, ou Virgilio vai tomar as mesmas providencias, mas em prol de sua causa? A resposta só aparentemente é simples, dado a afirmação de que ele, Virgilio, poderia fazer parte da causa de Retchild, e porque este ficou profundamente abalado com o assassinato dos rebeldes que o ajudaram, abalo representado pelo ato de ele levar as mãos à cabeça após assistir ao vídeo, o que pode indicar uma mudança de posição política, concordando com Virgílio (o acordo implícito de que falei antes).

    Outra questão colocada é a população como massa de manobra, ou seja, a existência de uma elite política a comandá-las. Seja à direita, seja à esquerda. De um lado e do outro são chamados militantes pelas forças que os conduzem, e de fato é amplamente possível encontrar na população defensores de ideias de ambos os lados do espectro político. Não robôs, e sim pessoas que, politizadas, escolheram a esquerda ou a direita. Mas também são fartamente encontráveis os “maria vai com as outras”, e é disso que o conto trata (“usarei os apoiadores do governo como bonecos descerebrados que são para destruir a você e sua trupe criminosa”).

    Também trata de um assunto caro à Filosofia, e que não encontra resposta unânime em suas correntes: a “natureza humana”. Existirá isso? Seremos naturalmente egoístas ou altruístas, do mesmo modo que lobo uiva para a lua, bastando para isso que ela esteja cheia? Há quem diga que não. O personagem do conto, entretanto, pensa diferente: “queres mudar o mundo sem conhecer a humanidade? Eles não querem mudanças nem melhorias!”.

    Considerei inteligente a homenagem ao pintor Van Gogh e ao seu quadro “Campo de trigo com corvos”, por meio de um personagem que vive na pobreza, como ele também viveu. E é esse personagem, Jó, quem faz, ao término da narrativa, uma convocação política, com palavra de ordem e tudo. Isso me parece muito interessante do ponto de vista simbólico porque vivemos um tempo em que as classes populares e média-baixa cada vez mais usam a arte e a cultura como instrumentos de expressão política.

    Triste é perceber que um bom enredo, com bons personagens e farta camada simbólica fica prejudicado por um sem-número de erros gramaticais, principalmente quanto ao uso do pronome oblíquo. Alguns casos:

    Em “O conhece, sr. Retchild?”, o oblíquo está erradamente empregado, porque ele não pode começar oração.

    Em “não esqueça-se” o correto é NÃO SE ESQUEÇA, porque o advérbio de negação puxa para si o PRONOME.

    Em “[,,,] essas pessoas estão dispostas a suicidarem-se […]” o correto é A SE SUICIDAREM.

    Em “agora é hora de preparar-mo-nos”, o uso da MESÓCLISE não cabe, porque para isso seria preciso que o verbo estivesse no futuro do presente ou do pretérito.

    No segundo parágrafo, erros de pontuação. Onde tem ponto e virgula é dois pontos; onde tem ponto (exceto o ponto final) é ponto e virgula.

    Em “Retchild, cujo tamanho total da fortuna ele próprio tinha receio em saber […]” o correto é RECEIO DE.

    Em “mas matar a todos?” NÃO EXISTE O A.

    Em “[…] questões pertinentes como a luta por […]” há uma VÍRGULA APÓS PERTINENTES.

    Em “bem, acho que a princípio, devemos apenas prendê-los, e cuidar para que não nos atrapalhem” a posição das vírgulas está errada. Ou se escreve: “bem, acho que, a princípio, devemos apenas prendê-los, e cuidar para que não nos atrapalhem”, ou “bem, acho que a princípio devemos apenas prendê-los e cuidar para que não nos atrapalhem”.

    O trecho “tenho algumas armas aqui, outras, enviei aos endereços que o ruivo passou-me” está mal pontuado e com o oblíquo usado de maneira errada. Sugiro “tenho algumas armas aqui; outras, enviei aos endereços que o ruivo me passou”.

    Em “e quando re-construirmos nossa civilização” o RE com HIFEN não existe.

    Em “estás louco da cabeça?” há um PLEONASMO inaceitável. Toda loucura está relacionada à cabeça. Se o coloquialismo fosse uma constante no conto, tudo bem, mas tal não ocorre.

    Em “pelo visto, não vais mudar de ideia. O sangue está em suas mãos […]” há uma incoerência. Ou se usa VAIS/TUAS ou VAI/SUA.

    E mais uns tantos erros que não vou citar.

    Coesão textual: muito prejudicada pelos erros assinalados e outros, não
    mencionados.

    Coerência narrativa: muitos dos erros de coesão afetaram a coerência.

    Personagens: bons. O “Van Gogh” quase rouba a cena. Se a narrativa continuasse talvez isso acontecesse.

    Enredo: muito interessante, em função das muitas questões levantadas.

    Linguagem: eficiente. Os diálogos estão bem construídos e neles há muito do caráter de cada personagem.

  30. Evandro Furtado
    4 de dezembro de 2016

    Gênero – Good

    O texto possui elementos de gênero bem definidos, no entanto, fica demasiado preso a eles, sem arriscar algo diferente.

    Narrativa – Average

    A narrativa em terceira pessoa possui alguns probleminhas, sobretudo em relação à uniformidade verbal, além de questões ortográficas que passaram na revisão. Os diálogos, apesar de não possuírem problemas gritantes, poderiam ser melhor bem estruturados.

    Personagens – Average

    Não tem grandes falhas mas, tampouco, possuem grandes méritos.

    Trama – Average

    A reviravolta na história trava em um detalhe bem específico do enredo. Em determinado momento Retchild afirma que vai comprar os quadros de Jó para que ele o deixe em paz – o que é contado por meio de discurso livre indireto que, por consequência, transmite uma ideia exata – e logo em seguida, traz-se à tona que ele é, na verdade, um dos membros da revolução comandada por Retchild. Parece bobagem, mas são detalhes como esse que impedem o plot twist de causar algum impacto.

    Balanceamento – Weak

    Pautado em uma trama morna, com furos no enredo, o texto falha ao não arriscar coisas diferentes.

    Resultado Final – Average

  31. Pedro Teixeira
    3 de dezembro de 2016

    O conto é até bem escrito, mas traz vários dos problemas que vi em outros textos do desafio; há explicações demais, muito “contar” e pouco “mostrar”: descrever mais por meio de cenas e sensações o ambiente seria mais efetivo, e manteria certo grau de estranheza, algo importante na ficção científica. Também não vi muitos elementos punk: há distopia, mas não há personagens marginais, ou concentração de poder nas corporações num nível superior ao de governos.Sobraria a exploração da mente, na figura dos implantes, que também serve mais como instrumento do governo distópico, como em 1984, do que como elemento cyber.

  32. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    1 de dezembro de 2016

    Olá, Médici,

    Tudo bem?

    O sonho de libertação de uma sociedade com governo totalitário e castrador é uma premissa forte. Você criou um universo com uma série de questões, diferença de classes sociais, o modo de vida de uma sociedade no futuro, o domínio de armamentos pela indústria, enfim. Muitos ingredientes para um conto com 3 mil palavras. Ainda assim, você se saiu bem. Consegui visualizar espaços, personagens e até os quadros de Jó, que à princípio (campos e cachos dourados) imaginei ser Van Gogh.

    O que me intrigou, no entanto, foi sua opção por criar um conto com final aberto demais. A fala final, insuflando os companheiros para a luta, deixa, para mim, o desfecho vago demais. A impressão que tive foi que faltou palavra, já que havia um limite.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  33. Priscila Pereira
    28 de novembro de 2016

    Oi Médici, eu gostei do seu conto, bem fácil e rápido de ler. A ideia é muito boa e está muito bem escrito. Só me pareceu que não tinha acabado.. que faltou o final… podia ter muito mais coisas… mas eu gostei mesmo assim. Parabéns!!

  34. Tatiane Mara
    28 de novembro de 2016

    Não me empolgou, mas tem uma linha muito boa. Acho que os personagens não foram suficientemente trabalhados, o que tira a empatia.

    É bom de acompanhar, mas falha na conquista.

    É isso.

  35. Fheluany Nogueira
    28 de novembro de 2016

    O título e o pseudônimo já indicavam que seria uma narrativa de fundo político, com a luta frequente entre classes sociais, a disputa pelo poder, os bem e os maus intencionados, a miséria do povo sofredor. O tema do Desafio aparece sutilmente nas descrições do quadro que é a forma de contato entre o líder rico e os rebeldes, das vestimentas, dos personagens e em elementos da ambientação.

    Algumas cenas me pareceram infantilizadas e sem função na narrativa, como a que a do “dentista”.Quanto à linguagem, o texto está bem escrito, mas é necessário rever o emprego e posição de pronomes em algumas construções frasais (“Não via-nos ” – a partícula negativa atrai o pronome: “não nos via”, um exemplo.)

    Apesar de não me trazer maiores emoções, gostei de todo. Parabéns pela participação. Abraços.

  36. Brian Oliveira Lancaster
    28 de novembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: Conceito interessante, mas arriscado. A distopia pesou um pouco mais que os núcleos cyberpunks, como diferença de classes e governos totalitários. Sei que são bem parecidos, mas tem uma diferença enorme de ideais. Os chips foram uma boa sacada, mas depois são deixados de lado. – 7,5
    R: Uma história que lembra muito o filme V de Vingança. A parte dos quadros e o uso de pessoas aparentemente inocentes foi uma escolha acertada. Dá um ar de novidade ao enredo. Mas o final ficou aberto demais, em minha opinião. Não sei como poderia resolver os eventos de outra forma, mas “abraçar” um enredo mundial tem esses problemas. Talvez se focasse apenas na ação/reação, deixando uma lacuna depois das bombas, quem sabe, o final teria mais efeito. – 8,0
    E: Flui bem. Começa com um evento cotidiano, passa para uma reunião, volta ao cotidiano e parte-se para a resolução. Está bem dividido. Somente a parte em que os líderes conseguem a informação pareceu um pouco nebulosa, pois é mencionado um prisioneiro e depois ele é esquecido pela trama. – 8,0
    M: Nada me incomodou. Tem certo sotaque embutido (como “podes”, “deves”, “fazes”), mas é marca de estilo. Algumas pontuações precisam ser revistas, mas tirando isso, é uma leitura tranquila. – 8,0
    [7,8]

  37. olisomar pires
    27 de novembro de 2016

    Tecnologia, personagens opositores ao sistema, corporação mundial: confere.

    O texto vai bem, traz uma premissa interessante com o negócio do quadro e a reunião dos líderes, depois volta para o lugar-comum da traição infiltrada.

    Poderia ter sido mais definitivo, o final abre margem para continuações quase infinitas. Boa sorte.

  38. Zé Ronaldo
    27 de novembro de 2016

    A ideia é boa, bem pensada.
    O texto é intrincado, arrastado, as ações não se desenvolvem a contento.
    As personagens poderiam ter sido mais trabalhadas um pouquinho, mas acabam servindo ao intuito para o qual são empregadas.
    O final é interrompido bruscamente, igual redação de adolescente que está cansado de escrever (estou apenas comparando o texto, não estou chamando ninguém de adolescente não, ok!).
    Achei bem infantil o desfecho também. O texto ia muito bem até chegar no final.

  39. Dävïd Msf
    27 de novembro de 2016

    como sempre, manda quem pode! :-S é a regra do mundo humano…

  40. Evelyn Postali
    25 de novembro de 2016

    Oi, Medici,
    Assim como os outros contos, é um bom conto. Eu gostei dos personagens e da ambientação – os personagens são bem distintos e pude visualizar mentalmente onde é que aconteciam as cenas. Não percebi erros de grafia ou gramática ou de construção que me fizessem parar de ler, então, isso é positivo.
    Também como outros, não sei se ele se enquadra no desafio.
    Parabéns pelo conto.

  41. Zé Ronaldo
    25 de novembro de 2016

    Texto bom, interessante a perspectiva do desfecho.

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Publicado às 25 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .