EntreContos

Literatura que desafia.

Como Matar o Presidente Americano (Leonardo Jardim)

bushcollor

Domingo, 31/05/1992.

— Como assim matar o Bush?! — Ricardo perguntou aos gritos.

— É uma longa história — eu respondi emendando um suspiro.

— Então conte! Ou vou achar que você tá ficando doido.

Eu já tinha vivido esse momento várias vezes. Sabia que se contasse a história verdadeira desde o início ele não entenderia e passaria o resto dos meus dias num hospício. Também havia tentado fazer tudo sozinho, mas eu ainda era muito novo nessa época — tinha apenas treze anos. Precisava de alguém mais velho e Ricardo, meu irmão, — dezoito — era o principal indicado para a tarefa.

— Eu vim do futuro e me apossei do corpo do seu irmão. — Por mais absurda que essa tese fosse, era a que ele aceitava. — O presidente americano, George H. W. Bush, fará um discurso na conferência de clima Eco-92 — quanto mais informações passadas de forma mecânica, melhor funcionava, pois não parecia algo que um garoto da minha idade diria. — Sua fala será responsável por uma cadeia de eventos que resultará, daqui a trinta anos, na extinção de noventa por cento da humanidade — exagerei bastante dessa vez.

— Rafa, você andou mexendo nas minhas gavetas? — ele perguntou incrédulo.

— Rafael não responde mais por este corpo até o fim da missão — respondi mantendo o tom mecânico. — E, caso não pare de usar aquilo que esconde nas gavetas, viverá pobre e triste até o fim dos seus dias. — Precisava também salvar a vida do meu irmão de alguma forma.

— Como vou saber que está falando a verdade? — ele me inquiriu.

— Porque eu sei coisas que seu irmão não teria como saber. Ligue na Rádio Globo, por favor — pedi.

Ele ligou o aparelho grande que tínhamos no quarto e possuía rádio AM, FM e toca-fitas, sintonizando na estação solicitada. José Carlos Araújo, o Garotinho, narrava com emoção característica o jogo do Flamengo contra Internacional, válido pelo Campeonato Brasileiro de 1992:

— E confira comigo no placar: Flamengo-go-go-go, zero. Inter-ter-ter-ter, também zero.

— Aos 37 minutos do primeiro tempo, Junior vai fazer um gol de falta e Zinho fechará o placar aos 14 do segundo tempo — disse.

— Sério? Vamos pras finais? — Flamengo, nosso time, precisava da vitória para chegar na fase classificatória, mas muitos torcedores estavam descrentes com o time.

— E será campeão brasileiro! — disse, abrindo um sorriso e quase estragando o disfarce. Sorte que ele estava tão animado com a possibilidade que não percebeu o deslize.

Ricardo então ouviu com atenção redobrada o restante da partida. Olhava o relógio a todo tempo, meio que torcendo internamente para eu estar errado.

— 35 minutos — ele disse em um determinado momento. Eu retribuí com um sorriso sincero.

— Falta! gritou Garotinho no mesmo instante. — Falta perigosíssima na entrada da área. Junior, o capitão do Flamengo, pegou e bola e vai bater. — Ricardo ficou alguns instantes sem respirar, o rosto cada vez mais vermelho.

Correu, bateu, entrou! Goooooooooooooooooool, do Flamengo! Junior, o craque da camisa número seis. — Ricardo olhou para mim assustado. Não estava mais vermelho, havia perdido toda a cor como se tivesse visto um fantasma. — Quando eram jogados 37 minutos do primeiro tempo, o rubro-negro carioca abriu o placar. Flamengo 1, Internacional, zero.

— Não é possível — ele balbuciou. Eu me mantive em silêncio, com um sorriso no canto da boca. Já havia vivido esse momento várias vezes, mas era sempre saboroso observar como a mente humana reage ante o absurdo.

Não trocamos mais nenhuma palavra até o fim do jogo. Ele estava tão assustado com a situação que não conseguia verbalizar. E eu apenas aguardava. Próximo aos 14 minutos do segundo tempo, ele olhou novamente no relógio e para mim. Aproximou-se do rádio com confiança, quase encostando o ouvido na caixa de som. Quando o narrador anunciou o gol do Zinho, num rebote da zaga, ele abriu um largo sorriso.

— Como você fez isso? — ele perguntou ao fim do jogo.

— Já disse: eu vim do futuro.

— Que maneiro! — gritou. — Achei que isso era só coisa de filmes. O que mais você sabe?

— Muitas coisas — cortei. — Mas agora vamos dormir porque amanhã iremos conversar sobre o plano assim que voltarmos da escola.

— Amanhã não dá — ele respondeu rápido. — Marquei de passar o dia com a Patrícia.

— Conversamos na terça então — respondi, tentando esconder minha chateação.

Patrícia era a menina que eu estava apaixonado. Tinha quinze anos e, por isso mesmo, nunca daria bola para um menino de treze. Meu irmão, sem saber de nada, acabou, numa dessas ironias do destino, namorando ela. Essa era uma das partes mais chatas de ter que reviver eternamente a minha vida.

Não lembro quando começou, qual foi a primeira vez. Só sei que sempre que eu morro, nasço de novo. Revivo toda a minha vida desde o início, com todas as memórias das vidas anteriores — quase todas, na verdade, porque depois de um tempo as coisas começaram a se misturar. Não é como reencarnar, é voltar a viver a minha vida de novo desde o útero até a morte. A parte legal disso é que, a cada vez que eu vivo, eu posso tomar decisões diferentes e mudar levemente ou radicalmente o restante.

No início, eu aproveitei bastante para experimentar. Pilotei aviões, atirei com uma metralhadora, lutei artes-marciais, pintei, toquei e cantei para uma multidão. Aprendi quase tudo que eu gostaria de aprender e experimentei praticamente tudo que queria ter experimentado. Morri de muitas formas também e essas são memórias que infelizmente nunca somem. Nada, porém, é pior que repetir incontáveis vezes a experiência de perder aqueles que amo. Em algumas vidas, morri antes que meus pais, mas na maioria eu estava lá quando deram seu último suspiro. O único acalanto era a certeza que os veria novamente na próxima vez — desde o início.

 

Terça-feira, 02/06/1992.

— Pronto, Rafa, me diga: como, nós dois, sozinhos, vamos conseguir matar o presidente mais bem protegido do mundo? — Ricardo me perguntou quando nos reunimos novamente na terça-feira seguinte.

— Não se preocupe, pois eu vou matar o Bush — respondi secamente. — Você é apenas uma parte importante do meu plano. — E continuei: — Primeiro precisamos passar na farmácia que aquele seu amigo trabalha para comprar alguns produtos.

— Que produtos?

— Já disse para confiar em mim — enfatizei. Precisava passar confiança, mesmo que eu não estive tão confiante assim. Afinal, aquela não era a primeira nem a segunda vez que tentávamos aquilo.

Falhar em um plano era sempre muito frustrante, pois só poderia tentar novamente vários anos depois. Mesmo que eu me matasse, o que eu nunca tive coragem de fazer — exceto por omissão —, ainda teria que voltar ao útero da minha mãe, aguardar pacientemente a gestação, o nascimento, a infância, refazendo todas as ações diárias de forma a não mudar muito o futuro para chegar novamente àquele ponto. Não é um dom, acredite em mim, está mais para uma angustiante maldição.

 

Sexta-feira, 12/06/1992.

Chegamos ao Rio Centro, onde ocorria a conferência, perto da hora do almoço. O movimento era muito grande, pois cerca de 170 chefes de estado estavam presentes na conferência. A segurança, como previsto, era muito forte. Homens das forças armadas patrulhavam todo o local. Nós estacionamos numa avenida de acesso, a alguns quilômetros e aguardamos.

Pontualmente às 12h45, um homem passou por nós caminhando com uma quentinha na mão esquerda e assoviando uma música dos Titãs. Vestia o uniforme padronizado da equipe de apoio e ostentava o crachá de faxineiro pendurado no peito. Não era muito diferente do meu irmão e, por isso, havia sido escolhido. As coisas que não dependiam da minha ação para ocorrer, sempre se sucediam exatamente da mesma maneira, com impressionante precisão. Eu era a única variável navegando naquele imenso oceano de constantes.

Ricardo aguardou meu sinal e interceptou nosso amigo, dando-lhe uma cacetada na nuca com um taco de basebol. Já tinha tentado abordagens mais diplomáticas e não havia funcionado. Essa era infelizmente a única alternativa. Roubamos sua roupa e credenciais, colamos um venda em seus olhos, silver tape na boca, mãos e pés e colocamos o pobre coitado no porta-malas do carro. Voltamos para casa exaustos após cumprir a primeira — e mais fácil — tarefa do plano.

 

Sábado, 13/06/1992.

Esse era o grande dia. Ricardo me questionou, após o café da manhã, sobre algumas notícias do jornal que dizia que o presidente Bush não viria ao encontro, mas eu o assegurei que ele estaria aqui — sempre estava.

Nossa mãe estranhou a movimentação e os assuntos estranhos, mas a despistamos dizendo que estávamos em um projeto estudantil — como sempre, essa era a opção que mais a agradava. Nosso pai havia nos abandonado há cinco anos e desisti de tentar mudar isso, pois ele sempre fazia minha mãe sofrer.

O problema, na verdade, era Patrícia. Quando saímos de manhã para dar água e comida ao faxineiro que ainda mantínhamos preso no carro, a namoradinha do meu irmão apareceu.

— Bom dia, meninos — ela disse toda sorridente. — O que vamos fazer hoje?

— Oi, amor — Ricardo respondeu apreensivo levando-a para longe do carro, pois o porta-malas começou a sacudir. — Eu e Rafael vamos sair pra comprar algumas coisas praquele projeto que eu te falei.

— Posso ir com vocês? — ela pediu com aquele rostinho suplicante. Meu irmão me olhou nervoso esperando que eu respondesse.

— Me-melhor, não, Patrícia — eu respondi gaguejando. Essa era a parte mais complica do plano para mim. — Iremos comprar muitas coisas e vamos ocupar todo o porta-malas e os bancos de trás. — Ela sempre me olhava com aquela cara de quem não estava acreditando.

— Tá bom — ela disse, meio chateada, meio brincalhona. — Os meninos querem ficar sozinhos.

— Não, não é isso — Ricardo tentou contra argumentar.

— Não tem problema. Vocês precisam mesmo passar um tempo juntos. — Ela olhou confusa sobre nossos ombros para o carro, que estava se mexendo.

— É uma máquina que estamos construindo — eu justifiquei.

— Depois quero ver esse projeto de vocês, hein — ela saiu depois de dar um beijo caloroso no meu irmão.

— Então, vamos? — Eu disse assim que ela se afastou um pouco.

Abrimos o porta-malas e encontramos nosso prisioneiro se debatendo.

— Já disse: não vamos te machucar, cara — Ricardo tentou acalmar ele.

Enchemos a garrafa com canudo que havíamos colocado na véspera para ele beber e oferecemos um sanduíche de queijo e presento. Não tiramos a venda para que ele não reconhecesse nossos rostos. Ele se contorceu um pouco, mas acabou aceitando o lanche e se acalmou. Nós achávamos aquilo ruim, mas infelizmente era necessário. O importante era que o trauma dele não fosse maior que o mínimo que uma pessoa que ficasse dois dias amarrado num espaço apertado e escuro teria.

Entramos no carro e partimos para o Rio Centro. Ricardo vestiu, no estacionamento, o uniforme e colocou o crachá. Repassamos o plano e ele entrou no centro de convenções. Eu aproveitei o tempo pra me preparar. Vesti uma roupa social que coubesse em mim. Era uma criança, mas precisava chamar menos atenção. Faltava só uma coisa: peguei uma caneta no porta-luvas e coloquei no bolso da camisa.

Às 11h35, saí do carro e caminhei por fora da cerca até os fundos do pavilhão. Uma multidão de manifestantes acampava no local, muitos com cartazes e cantando palavras de ordem. Bush, que era contra os acordos importantes que estavam sendo definidos na conferência, era o principal alvo dos protestos. Essa era uma ótima cortina de fumaça para o crime que eu estava prestes a cometer. Sem dúvidas, os ambientalistas seriam os principais suspeitos.

Circulei ainda mais até outro pavilhão distante do evento, um local com menos movimento. Havia li um uma grade de proteção e uma porta que costumava estar sempre trancada e era usada para retirada de lixo. Observei à distância um segurança patrulhando o local. 11h50, como previsto, ele saiu correndo com objetivo de resolver um tumulto programado que meu irmão estava causando. A outra tarefa de Ricardo, além de causar a confusão, era “esquecer” o portão aberto um pouco antes. Era a minha deixa: corri, entrei no centro de convenções e fui me esgueirando rapidamente em direção ao pavilhão principal.

Meus passos eram todos calculados seguindo o relógio. Precisei de muitas vidas até saber exatamente a hora de me esconder de um segurança, abaixar para amarrar um sapato ou perguntar a algum transeunte onde ficava o banheiro. Dessa forma, evitando todos os obstáculos no caminho, consegui finalmente chegar no salão principal às 12h48. Era fácil perceber que Bush estava perto, dado o número absurdo de homens do serviço secreto americano, com ternos pretos e fones com fio espiral nos ouvidos.

Nesse momento eu comecei a suar frio. Eu já havia chegado aqui em outras tentativas, mas nunca consegui matar o presidente. Na última vez, tinha matado uns seguranças e só fugi por sorte. Eu dispunha de dois tiros e não podia errar dessa vez. Não queria ter que viver mais uma vida de fracasso.

O presidente Collor chegou ao salão trazendo consigo um enxame de repórteres. Ele caminhava a passos largos para cumprimentar o meu alvo. Eu teria uma janela muito curta. Peguei a caneta esferográfica e retirei o cartucho de tinta, transformando-a numa prática zarabatana. No bolso esquerdo, enrolado em papel de bala, minhas duas munições: pequenos dardos envenenados. Coloquei o primeiro na caneta, posicionei na boca, como se fosse o tique, e aguardei. Todos olhavam na direção do encontro do presidente do país anfitrião com o mais importante Chefe de Estado do mundo. Foi então que Bush surgiu no meu campo de visão e eu soprei.

O dardo voou pelo ar, mas uma mão de um agente do serviço secreto se moveu inesperadamente e protegeu, de forma involuntária, o presidente. Droga!, esbravejei. Precisava agir rápido, antes que o agente caísse morto. Coloquei o segundo dardo na boca e disparei. Os líderes estavam pousando para as fotos, quando Bush sentiu uma pequena pontada no rosto, próximo à boca.

Imediatamente eu saí dali. Não vi, mas ouvi quando o agente caiu morto no chão. A partir daquele momento tudo era novidade. Eu nunca havia conseguido chegar tão longe. Mas ainda precisava fugir. Limpei a caneta com a roupa para remover qualquer impressão digital e joguei no lixo no meio do caminho. O tumulto era grande na direção o incidente e eu caminhava no sentido inverso. Usei a confusão a meu favor. Outra arma era minha idade. Simulei um desespero e choro e corri para o estacionamento. Ricardo me esperava, já sem o uniforme, com o carro ligado.

— Você conseguiu? — ele perguntou, eufórico, já sabendo a resposta.

Conseguimos abandonar o Rio Centro ainda antes de anunciarem nos rádios a morte do presidente americano em solo brasileiro. Antes de ir para casa comemorar, porém, precisávamos cumprir a última parte do plano. Seguimos para Vargem Grande, em um local bastante ermo, e deixamos o faxineiro no acostamento. Assim que chegamos em casa, ligamos para a Polícia com objetivo de avisar onde ele estava. Ele foi entrevistado e virou subcelebridade, pois era a única pista do assassinato. Nunca prenderam ninguém, mas a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos durou muito, muito tempo.

E, a partir daquele dia, eu teria pela primeira vez em séculos, uma vida nova, diferente de tudo que eu já havia vivido até então. Poderia finalmente sentir aquele frio na barriga ao navegar rumo ao desconhecido.

 

Domingo, 12/06/2022.

— Ricardo, me conta. Por que demorou tanto a voltar — perguntei, enquanto bebíamos na sala. Na TV, que ocupava quase toda a parede, Flamengo jogava um jogo decisivo contra o São Paulo pela Copa do Brasil.

— Ah, Rafa, você sabe. Estava muito bem lá. Casado e com bom emprego.

— Uma pena que vocês se separaram.

— Você sabe como eu sou, né? Não consigo ficar muito tempo preso a uma pessoa só — sorriu.

— E, só agora, lembrou que ainda tinha mãe e irmão? — perguntei. Ele havia saído do país pouco depois do incidente e passou quase trinta anos fora. — Mamãe sentiu muito a sua falta.

— É, ela sempre me ligava…

— Você não voltou por medo do que fizemos? — finalmente perguntei. A vida que eu levei após o assassinato do presidente era realmente nova para mim. Uma vida comum.

— Tá bom, confesso: eu fugi do país por causa disso. — Bebeu um gole da cerveja. — Você se lembra de tudo o que aconteceu naqueles dias?

— De tudo — respondi.  — Mas ele cumpriu a promessa. Foi embora depois do ocorrido. Voltei a ser eu. Queria que estivesse aqui pra comemorar o Penta comigo — desconversei, apontando para o jogo na TV.

— Não estava nem no Penta nem no Hexa, 17 anos depois — ele sorriu, sem graça.

— Nós salvamos o mundo! — eu exclamei, sorrindo, para quebrar o clima.

— Ele disse que ocorreria neste ano. Mas não disse que dia.

— Eu acho que funcionou. Senão ele teria voltado — tive que manter a mentira sobre o viajante do tempo até o fim.

— Faz sentido — ele disse e logo mudou de assunto: — Fiquei triste de não estar aqui no seu casamento.

— Também sentimos a sua falta.

— O mundo dá voltas mesmo, né? — ele sorriu. — Quem diria que você acabaria se casando com a Patrícia.

— Você ficou longe muito tempo. Ela me ajudou a terminar aquele projeto estudantil que usamos de desculpa. Ficamos muito amigos depois de sua partida.

— Eu sei, não se preocupe — ele me respondeu, mas eu sabia que no fundo estava chateado.

Eu queria poder contar para ele que nossa operação foi responsável por salvar a vida dela. Eu sempre a amei, mas nunca a tive. Mesmo vivendo e revivendo minha existência inúmeras vezes, ela inevitavelmente morria no World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001. Aqueles anos que vivi com ela eram, sem dúvidas, os que me fizeram mais feliz. É por isso que não me arrependo. É por isso que toda vez que morro com ela segurando a minha mão, eu volto e faço tudo exatamente igual para tê-la novamente. É por isso que não me arrependo de ter que estragar a vida do meu irmão, prender um homem no porta-malas de um carro e matar um agente e o presidente americano todas as vezes depois daquela. Faço tudo isso por ela, sempre.

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38 comentários em “Como Matar o Presidente Americano (Leonardo Jardim)

  1. Thomás
    3 de junho de 2016

    George,
    bom texto, que cresce e ganha corpo.
    Fácil e gostoso de ler.

    Achei algumas partes meio esquisitas: por exemplo, quando abordam o funcionário do evento. O cara é espancado, colocado num carro por dois dias… e tá tudo bem. Embora o contexto torne tudo verossímil, ficou meio forçado.

    Obs1: Gostei muito do finalzinho, quando ele explica a motivação

    Obs2: Citar os títulos do Mengão abrilhantou sua obra.

  2. Fábio D'Oliveira
    3 de junho de 2016

    Uma trama complexa e envolvente. Quem lê o título não se impressiona, de início, mas ao longo da leitura, percebe o potencial do autor em escrever grandes romances. Sim, provavelmente essa é a área mais indicada para ele.

    Sem grandes falhas, a leitura flui de forma natural e a história realmente surpreende.

    E o melhor é o RHA, extremamente bem elaborado e interessante, aproveitando uma teoria conspiratória bem famosa.

    Parabéns!

  3. Wilson Barros
    3 de junho de 2016

    Conto de muita ação e muito denso. Além dos filmes de retorno, e da volta para o futuro, há muitos contos interessantes sobre o tema. Um dos melhores é “Pelos Cordões de suas botas”, do livro “A Ameaça da Terra”, de Robert Heinlein. Existe um campo imenso para contos de viagens no tempo, desde que explorem ângulos inéditos, como foi o caso de presente conto. Parabéns, excelente entretenimento.

  4. Virginia Cunha Barros
    3 de junho de 2016

    Oii… Nossa, muito legal teu conto, fácil de ler e faz a gente torcer pelo Rafael até o final.. não sei bem se é fantasia ou ficção científica a “maldição” dele, nunca tinha ouvido falar, achei muuito interessante. Ah, e gostei também do romance que finalmente deu certo do Rafa com a Patrícia, por essa eu não esperava. Parabéns pela criatividade.

  5. Gustavo Aquino Dos Reis
    2 de junho de 2016

    Um trabalho genialmente descambado para o insano.

    Porém, muito bem orquestrado.

    A sacada do redivivo que sempre retorna para o início e se mantém ali até o cumprimento de sua jornada ficou genial. Embora, claro, algumas coisas tenham ficado – digamos – juvenis demais.

    Gostei da escrita leve, despretensiosa, cotidiana. Tudo muito bem encaixado, enxuto.

    Parabéns e muito boa sorte no desafio.

  6. vitor leite
    1 de junho de 2016

    Gostei muito do teu texto, muitos parabéns, resultou um conto de fácil leitura, com um enredo interessante e um desenvolvimento que agarra o leitor do principio ao fim da história. Nada de mal a apontar.

  7. Catarina
    1 de junho de 2016

    Cumpriu, com excelência, a principal função do COMEÇO de um conto: instigar a leitura, despertar curiosidade. O FLUXO cinematográfico e a TRAMA, genialmente absurda, nos proporcionou uma ALTERNATIVA totalmente convincente. Eu já estava satisfeita com o resultado, até tropeçar na palavra “mentira”. Como assim? Este FIM surpreendeu; o que, infelizmente, é raríssimo me acontecer. Grata.

  8. Eduardo Selga
    1 de junho de 2016

    A ideia de retorno para reviver a mesma história, num constante videoteipe ao qual se inclui uma ou outra mudança a cada nova “versão” me parece muito interessante, e daria um ótimo conto se dependesse apenas da ideia. É que a execução dele falha em verossimilhança. Tentemos explicar.

    Apesar de o retorno estar no terreno do insólito, o conto é todo regido pela relação realística de causa e consequência, por isso quando algo escapa a essa lógica fica muito perceptível. Não seria assim se toda a trama estivesse filiada ao fantástico, ao realismo mágico ou outra estética similar. Nesse caso, a verossimilhança a ser cobrada seria a interna, ou seja, com vistas apenas a lógica do texto em relação ao seu gênero, ao invés de comparar os eventos narrados à realidade factual.

    Soa estranho que alguém de apenas treze anos tenha conseguido aproximar-se tanto do “presidente mais bem protegido do mundo” num evento polvilhado de agentes de segurança e de autoridades de muitos países. Mais ainda, que tenha conseguido assassinar a autoridade com uma arma improvisada. Outra coisa é o jovem terrorista comentar com seu irmão sobre o atentado como se fosse qualquer coisa, e este receber a informação com muita tranquilidade, como se assassinar um presidente fosse coisa corriqueira.

    Penso que a parte inicial, quando a narrativa focaliza o jogo de futebol entre Flamengo e Internacional, teve o intuito de criar uma ambientação masculina unindo dois irmãos, mas o espaço que essa parte ocupou me pareceu demasiado e sem muita função narrativa. A demonstração de que o terrorista já conhecia os fatos poderia ter acontecido de outra forma, de maneira que ficasse mais unida ao enredo.

    Há muitas falhas na construção textual. Algumas delas:

    “Patrícia era a menina que eu estava apaixonado” (POR QUEM EU ESTAVA APAIXONADO).

    “Primeiro precisamos passar na farmácia que aquele seu amigo trabalha para comprar alguns produtos” (EM QUE SEU AMIGO ou ainda NA QUAL SEU AMIGO).

    “Nossa mãe estranhou a movimentação e os assuntos estranhos” (ESTRANHOU e a palavra ESTRANHOS ficam redundantes).

    “Ricardo tentou acalmar ele” (ACALMÁ-LO).

    “Ela me ajudou a terminar aquele projeto estudantil que usamos de desculpa (COMO DESCULPA).

    “Eu sempre a amei, mas nunca a tive” (há uma cacofonia em A TIVE).

  9. Thiago de Melo
    1 de junho de 2016

    Graaande Georginho, você não morre mais! (Dum, tum, tsss!) Hehehhe

    Cara, achei muito legal a sua ideia de conto para esse desafio. Achei que o forte do seu conto foram os diálogos (quando o menino está falando com voz de robô eu me peguei lendo com voz de robô na minha cabeça! Hehhehe Muito bom)
    Concordo com outros comentários que li aqui sobre ser “um pouco” improvável um menino de 13 anos matar o POTUS com uma zarabatana.

    Ah! A propósito, vc sabe que esse seu conto vai ser lido e catalogado pela CIA né? (Será que eles vão gostar do conto? Hehhehehrh)

    Eu sei que vc tentou dar uma dramaticidade no conto falando que a menina morre no 9/11, mas, pow, será que não dava pra trancar ELA dentro do porta-malas de um carro no fatídico dia?

    Resumindo, achei divertido, a ideia foi bem elaborada para a quantidade de palavras que vc tinha para usar, mas tem sempre como melhorar um pouco.

    SUGESTÃO: Algo mais inexorável que morrer no world trade center seria alguma doença incurável, um câncer por exemplo, e o camarada passaria séculos estudando sozinho e buscando a cura do câncer para salvar a vida da amada. Ele poderia chegar próximo do objetivo, mas conseguir ter apenas mais um dia inteiro com ela, e isso fazer valer séculos acumulados de estudo. (daí o Nicolas Sparks te acha e te processa hehehhehhe)

    Bom conto! Parabéns!

  10. Wender Lemes
    31 de maio de 2016

    Olá, George. Este é o décimo quinto conto que avalio.

    Observações: há pouquíssimas falhas de revisão, que não atrapalham a leitura em nada. Os diálogos funcionam de forma providencial na construção dos personagens. Não gostei muito da personalidade do protagonista, mas não por uma falha do autor, acho que nascer tantas vezes e ter ciência de tudo que ocorrer o tornou arrogante.

    Destaques: foi uma bela ideia essa de um personagem que vive a mesma vida várias vezes, proporcionando a RHA intrinsecamente. Lembrou-me dois personagens da DC que sempre renascem e tomam conhecimento de suas vidas passadas, exceto que o tempo não retrocede para eles e este conhecimento das vidas passadas não é imediato.

    Sugestões de melhoria: o texto está bom, só senti falta de mais descrição sobre o que ocorreu com os Estados Unidos após a morte do Bush e como isto afetou o Brasil. A única noção que temos é dos atentados de 2001 não acontecendo.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  11. Gustavo Castro Araujo
    31 de maio de 2016

    Muito mais do que “Feitiço do Tempo”, este conto me lembrou o ótimo “Novembro de 63”, do mestre Stephen King. Sim, a maldição sofrida pelo Bill Murray no Dia da Marmota está lá, com os retornos eternos, mas o que conduz o presente texto é a tentativa de assassinato de Bush Pai. Em seu livro, SK levou quase 900 páginas para contar a história de Jake Epping, o professor que volta no tempo para evitar a morte de John Kennedy. Aqui, caro autor, você teve meras três mil palavras para tratar de algo parecido — de um personagem que não busca evitar a morte, mas sim efetivá-la. De fato, é muito pouco para dar conta de um enredo tão instigante. Mesmo assim, o conto me prendeu. Na hora em que Rafa está ali, lutando com fatos vividos e revividos à exaustão, e finalmente consegue atingir o alvo, pude sentir a tensão e o alívio — um clímax muito bem construído.

    Contudo — sempre há um contudo — o texto pode ser aperfeiçoado. Refiro-me, primeiro ao convencimento. Um jogo de futebol não seria suficiente, a meu ver, para convencer o irmão a assassinar o presidente americano. A prisão do rapaz no porta-malas, porém, foi o mais difícil de engolir. O cara aceitar a alimentação… o barulho… enfim, não ficou legal. A zarabatana soou infantil demais — sim, é possível, mas creio que se pensarmos bem, haveria outros meios, mais eficientes e discretos, para dar cabo da vida de alguém em 1992.

    De todo modo, acredito que esta é uma narrativa em que vale a pena investir. Sugiro ao autor que leia o “Novembro de 63”, se já não o leu (há resenhas desse livro aqui no EC), para ter uma ideia de como seria possível encorpar a trama, incluindo a revisão dos pontos citados como passíveis de aperfeiçoamento.

    A história aqui tratada tem tudo para ser empolgante. Apesar de usar um enredo batido, é certo que muita gente apreciaria ler algo mais extenso a esse respeito. Eu me incluo nesse público, rs

  12. Daniel Reis
    31 de maio de 2016

    Prezado escritor: para este desafio, adotei como parâmetro de análise um esquema PTE (Premissa, Técnica e Efeito). Deixo aqui minhas percepções que, espero, possam contribuir com a sua escrita.

    PREMISSA: Voltar no tempo e alterar o passado é sempre uma viagem muito interessante. Ainda mais quando você tem a chance de matar várias vezes a Besta do Apocalipse. Mas o eterno retorno da reencarnação parece uma maldição, não um dom.

    TÉCNICA: escrita YA (jovens adultos), sem pretensões literárias grandiosas. Diversão garantida. Texto limpo e muito fácil de acompanhar.

    EFEITO: Apesar dos méritos, a história não capturou minha imaginação, continuou sendo improvável demais um garoto de 13 anos ter acesso e matar o presidente mais protegido do mundo com uma caneta-zarabatana. Sem falar que o título já entrega o desfecho, e só sobra para o leitor tentar saber como isso aconteceu.

  13. Pedro Teixeira
    31 de maio de 2016

    Olá, George! Achei o conto divertido, com uma boa trama e diálogos convincentes.O que me incomodou um pouco foi a falta de uma explicação para essas mortes e renascimentos, o surgimento disso, e a falta de aprofundamento dos personagens, que ficaram um tanto rasos. Também fiquei curioso com as implicações dessa morte, que poderiam ter sido exploradas na metade final. Apesar disso, é uma narrativa que funciona bem. Parabéns e boa sorte no desafio!

  14. Pedro Arthur Crivello
    31 de maio de 2016

    o conto apresenta falhas na linguagem e algumas palavras erradas, porem ainda sim é coeso e fácil de ler. você entrega tudo logo no começo e não deixa um impacto muito grande , exceto quando diz que a morte de Bush era só para salvar a mulher amada, que podia ser evitada de outra forma mas em fim. foi um bom conto e usou boas referencias de viagem no tempo, mas algo na execução ainda não está completo. foi muito fácil matar o presidente o que deixou a historia pouco verossimil

  15. JULIANA CALAFANGE
    29 de maio de 2016

    Matar o Bush é uma ótima ideia, em qualquer tempo que seja, na minha opinião… rsrs. Mas acho q vc não devia entregar o crime logo no título, cria uma expectativa no leitor e pode acabar estragando a viagem. No começo eu gostei bastante, a coisa de provar a teoria maluca de possessão por um viajante do tempo através do resultado do jogo é engraçada. Mas penso q foi muito fácil. Sei q o limite de palavras atrapalha, mas me parece que seria necessário mais texto pra ficar verossímil. Essa sensação me acompanhou por toda a leitura, na pausa de um dia para o irmão poder sair com a Patrícia, no faxineiro no porta-malas por 2 dias, na zarabatana feita com caneta Bic… Foi ficando cada vez mais difícil embarcar na trama. E o final, mesmo fofo e surpreendente, foi tb muito corrido. Ficou muita coisa no ar pro leitor preencher e o resultado pra mim foi decepção. O que eu gostei foi da leveza do texto, dos poucos erros de revisão, e, por que não, dessa coisa de final (dane-se se é “piegas”, ora bolas!) ao melhor estilo “o amor é capaz de tudo”! Parabéns!

  16. Swylmar Ferreira
    28 de maio de 2016

    Um conto de amor, é o que se descobre no final. Então não teve ataque aos EUA em 21 de setembro?
    Meu caro George, a trama é muito boa, apesar de ser complexa. A adequação ao tema é inegável, Gramática não prejudica a obra e o enredo é muito bom, usa os diálogos magistralmente.
    Parabéns meu caro e boa sorte.

  17. Evandro Furtado
    27 de maio de 2016

    Ups: Trama super bem desenvolvida, com personagens muito bem colocados. Em vários momentos fiquei confuso com aspectos pontuais, mas logo em seguida você os explicou e facilitou as coisas.
    Downs: Há alguns deslizes de escrita. Além de uma revisão mais profunda, seria bacana buscar um vocabulário diferente e uma construição menos oralizada. De repente uma pontuação que permita um texto menos corrido também cairia bem.
    Off-topic: essa foto ficou fantástica.

  18. Fabio Baptista
    25 de maio de 2016

    Até pouco mais da metade esse vinha sendo um dos meus preferidos do desafio. Apesar do plot lembrar muito “Feitiço do Tempo” e “No Limite do Amanhã”, achei a abordagem muito interessante. Lembro-me que pouco depois da morte do Ayrton Senna (evento que me marcou bastante, pois parecia que tinha morrido alguém da minha própria família), certa vez eu pensei, nessas insanidades que às vezes a gente pensa antes de dormir – “bem que eu podia voltar no tempo, para avisar o Senna”. Mas, logo em seguida veio a questão – “como diabos eu conseguiria convencer as pessoas? Como convenceria alguém da tragédia prestes a acontecer e como faria para isso chegar aos ouvidos do Ayrton?”…

    Enfim, o começo do seu conto, apesar de um pouco confuso (depois fica claro, mas na hora que começa a falar as idades e dizer que veio do futuro eu dei uma travada), me lembrou essa questão, sobre como convencer os outros e tal.

    Daí vem o plano para matar o presidente e apesar de mencionar que ele seria responsável por muitas mortes no futuro, não fica muito claro o real motivo dessa ambição. O plano é simples até demais e soou inverossímil, principalmente os dardos envenenados atirados com caneta (moleque virou McGyver kkkkk), mas foi empolgante. A fuga é igualmente simples e igualmente inverossímil, assim como libertar o cara no porta-malas, avisar a polícia e ninguém chegar aos garotos depois disso. Mas ok.

    O problema mesmo, que acabou me decepcionando, foi esse epílogo… o reencontro dos irmãos foi muito artificial e a revelação do motivo da morte foi meio “putz… então era isso? Tá… beleza…”. Resumindo, infelizmente decaiu demais no final e nas revelações.

    – Eu o assegurei
    >>> Eu assegurei a ele

    – Um venda
    >>> uma venda

    – Queijo e presento
    >>> presunto

    – para o crime que eu estava prestes a cometer
    >>> essa confiança destoou da incerteza apresentada antes, afinal, nesse momento ele ainda não sabia que o crime daria certo.

    – Limpei a caneta com a roupa para remover qualquer impressão digital e joguei no lixo no meio do caminho
    >>> Acho que chamaria menos atenção simplesmente recolocar a tinta e andar com ela no bolso

    – Não estava nem no Penta nem no Hexa, 17 anos depois
    >>> essa frase ficou extremamente artificial por causa desse “17 anos depois”

    – Flamengo jogava um jogo decisivo contra o São Paulo pela Copa do Brasil
    >>> Fodeu! Vai dar Flamengo. São Paulo não ganha essa Copa do Brasil nem com reza brava! kkkkkkkkkkk

    Abraço!

    • George H. W. Bush
      1 de junho de 2016

      Dear Fabio,

      I’m sad. Gostaria que o conto tivesse continuado sendo um dos seus preferidos. But, concordo com grande parte de suas observações.

      A parte do real objetivo do meu assassinato era para ter ficado para o final mesmo, como um plot twist. Como já disse em outros comentários, eu vejo como um motivo mais egoísta que romântico, mas parece que o Rafael conseguiu passar mais a visão romântica que ele possui.

      Sobre o meu assassinato, parece que a inverossimilhança é quase unânime. A ideia era que ele já havia testado várias opções e aquela era a mais fácil que tinha funcionado. Creio, porém, que a forma que Rafael narrou pode não ter convencido os leitores disso. Let me tell you a secret: acho que essa cena foi a última que ele escreveu, já bem próximo ao fim do prazo de envio…

      Best regards.

  19. angst447
    19 de maio de 2016

    Olá, autor! Desta vez, resolvi montar um esquema para comentar. Espero te encontrar no pódio.

    * Título – Quando li o título, pensei que seria um conto voltado para comédia. Chama a atenção e entrega a ideia do plano do personagem, mas só isso.

    * Enredo – Idas e voltas, um reviver sem descanso. O rapaz apaixonado resolve impedir a morte trágica da amada no futuro. Falha várias vezes, até que encontra no irmão o cúmplice ideal e posterga a sua perda (porque uma hora ela ia ter que morrer, né?). Uma boa ideia!

    * Tema – O conto abordou o tema proposto no desafio.

    * Revisão – Não percebi nenhum erro grave ou que valha a pena comentar.

    * Aderência – A narrativa desenvolve-se bem, sem entraves, flui facilmente. Os diálogos agilizam a leitura e a ação segura bem o ritmo. Não me identifiquei muito com a trama, mas curti o conto como um filme da sessão da tarde. Foi agradável acompanhar a aventura dos dois rapazes. Bom trabalho!

    • George H. W. Bush
      1 de junho de 2016

      Dear Cláudia,

      Thank you for your comment. É a segunda vez que falam em “sessão da tarde” aqui. Ainda estou considerando isso um elogio.

      I liked your new comments schema.

      Best regards.

  20. Andreza Araujo
    19 de maio de 2016

    Olá, George!
    Vou começar pelo que eu não gostei.
    Primeiro, o título entrega muito a história e não me despertou o interesse de imediato, mas esta é uma observação puramente pessoal.

    E o final… Tipo, que bom que existia um motivo para o protagonista querer matar o presidente, porque num dado momento eu pensei que você simplesmente iria omitir esse detalhe tão importante. Mas eu achei um tanto… sem graça. O amor é sempre um bom motivo, o problema é que não me convenceu, não enxerguei durante o texto (ou mesmo no final) o quão apaixonado o mocinho estava pela mocinha. Ficou raso o romance.

    Outra coisa: o final acontece trinta anos depois, certo? E somente trinta anos depois o mocinho explica pro irmão como ele “roubou” a namorada dele? E somente no futuro o Ricardo explica por que foi para os EUA e por que ficou lá tanto tempo? Achei bem inverossímil, dada a cumplicidade entre os irmãos. Não entendi esse final, porque o próprio Ricardo pergunta, eufórico, se o Rafa tinha matado o presidente. Euforia, pra mim, é sinônimo de alegria. Então por que ele fugiu? Não ficou claro o transtorno dele, pra mim essa desculpa ficou bem incoerente com as cenas narradas na parte anterior.

    Esse final ficou muito corrido, meio largado. A impressão que tive foi que acabou o seu tempo e você escreveu a conclusão apenas para ter uma conclusão, contrastando com o excelente trabalho que você fez no resto do conto.

    Agora vamos ao resto do conto… Olha, é um conto excelente. Tem ritmo, prendeu minha atenção do início ao fim. A narrativa convence (lembrando que estou falando de todo o conto, exceto o final kkkkk), o fato de ele reviver sua vida sempre é interessante e até angustiante. Fiquei com pena dele. Imagina só… viver tudo de novo apenas para chegar naquele fatídico dia e dar tudo errado… Ou então tentar outras abordagens e ver que também não tiveram o efeito esperado.

    Ao contrário dos filmes com a mesma temática, o seu não é enfadonho, porque segue uma linha únida de ação. Digo, você não repete a cena mil vezes até o mocinho acertar, apenas cita em alguns casos o que deu errado de modo bem direto. Ou seja, mil pontinhos positivos pra você.

    Sua narrativa é simples, mas perfeita. Não faz firula, não poetiza, vai direto ao ponto, mas também é rica em detalhes e observações do narrador-personagem.

    Sobre a adequação ao tema, não tenho dúvidas sobre ter acertado.

    Concluindo, é um texto muito, muito bom, mesmo estranhando aqueles detalhes na parte final.

    Abraços!

    • George H. W. Bush
      1 de junho de 2016

      Dear Andreza,

      Thank you so mutch for your comment. Que bom que disse que é um “conto excelente”, porque em determinado momento, achei que tinha odiado (I’m old and I can joke, right? 🙂 ).

      Vamos comentar um pouco os pontos que não gostou:

      A ideia do fim é ser algo totalmente diferente do que estava sendo dito, like a plot twist. Todos estão interpretando como uma visão romântica, mais eu tenho uma interpretação diferente: ele me matou e fez uma bagunça na vida das pessoas por motivos puramente pessoais e egoístas… :/

      Sobre o reencontro dos irmãos, parece que Ricardo, após cair a ficha sobre o que fez (depois da eforia do sucesso), resolveu fugir do país e a relação dos irmãos afundou (eles não mantiveram o contato), fato que fica exposto no texto pela forma como eles conversam (não comemoram os títulos do time juntos, ele não veio no casamento, etc.). Coloque-se no lugar dele: seu irmão foi “possuído” por um homem do futuro. Você ia conseguir conviver com ele novamente como se nada disso tivesse acontecido?

      Concordo, porém, que Rafael poderia ter explicado tudo isso melhor. You’re maybe rigth, parece que o limite de palavras e o prazo para envio atrapalharam um pouco…

      Best regards.

  21. Anorkinda Neide
    19 de maio de 2016

    Eu me diverti bastante com essa viagem toda.
    Não consigo apreender como nascer de novo e de novo sempre no mesmo ‘tempo’, enfim um looping além de minha capacidade mental, mas um conto ótimo, cumpriu a que se propôs e ainda foi ‘chub’ ao se revelar o motivo de tanto desvelo em matar Bush! Fofo demais..é o amor!! ❤
    rsrs
    Parabens, abração!

    • George H. W. Bush
      1 de junho de 2016

      Dear Anorkinda,

      Gostei too much do seu comentário. Amor (e ódio) é o que move a humanidade desde sempre. Eu acabei vendo o final com outros olhos (me matar e fuck other people por motivos pessoais), but é uma realidade alternativa…

      Best regards.

  22. Simoni Dário
    16 de maio de 2016

    Olá George.
    “Eu era a única variável navegando naquele imenso oceano de constantes”- essa frase resume o desafio.
    Um conto ao estilo “No Limite do Amanhã” com Tom Cruise. Sem dúvidas, um conto bem escrito, criatividade ímpar e desperta no leitor, pelo menos em mim, uma vontade muito, muito forte de acreditar que seria possível matar o Presidente dos Estados Unidos assim, assim, assim! E foi a parte do conto que não convenceu, mas, num cenário de idas e vindas através dos tempos isso é o de menos. Bacana o menino querer salvar a namorada, acho que seria mais fácil impedir Patrícia de viajar aos Estados Unidos naquele ano dos atentados, ou ter matado os terroristas que jogaram os aviões pra cima das Torres, já aproveitava e poupava um monte de vidas daquela tragédia, mas você já quis cortar o mal pela raiz, ou muitos males pela raiz, e quando me dei conta disso, tudo ficou mais divertido.
    Se você não é profissional da escrita está quase lá, sem sombra de dúvida. Excelente. Parabéns!

    • George H. W. Bush
      1 de junho de 2016

      Dear Simoni,

      Estou feliz que tenha gostado do conto. A ideia no assassinato era que várias (too many) alternativas tenham sido utilizadas e aquela que Rafael narrou foi justamente a única que funcionou, mesmo sendo um tanto simples e talvez forçada.

      Sobre ele precisar fazer isso tudo para salvar ela, ele disse que havia vivido inúmeras vidas e inevitavelmente ela morria naquele terrível atentado contra meu país. Não nos explica direito, mas dá a entender que talvez tenha tentado essas opções que você falou (quem sabe ela tenha vindo para a América muito cedo e não tenha se convencido com o papo de “viajante do tempo” e evitar dois aviões de bater numa torre num país diferente é um plano muito mais elaborado). Enfim, talvez só o Rafael saiba de todas essas possibilidades e, depois de tanto fracassar, decidiu “remover o mau pela raiz”. Não que eu me considere esse “mau”, but… it’s literature.

      Best regards.

  23. Davenir Viganon
    16 de maio de 2016

    RHA: Presidente Bush pai é assassinado no Brasil.
    “Feitiço do tempo”, foi a primeira coisa que veio a minha cabeça quando fica explicito que o protagonista não estava de zoeira com o irmão. Difícil, ler sem comparar ao filme. A RHA está bem delineada, pois a mudança na história é um plano do protagonista, mas o desenvolvimento do personagem acabou deixando o personagem raso e tudo ficou muito romântico e adolescente. Tudo é bem amarrado e explicado no final, de forma contada demais, mostrada de menos. Daria uma boa sessão da tarde. Boa sorte no desafio.

    • George H. W. Bush
      30 de maio de 2016

      Dear Davenir,

      Não gostaria que tivesse ficado muito adolescente, pois Rafael era um idoso num corpo de um adolescente. Era para ter algo mais adulto. Ele deveria ter passado mais isso no texto. He realy shoud.

      O final contado foi um problema de word limit. Vou receber o “boa sessão da tarde” como elogios, embora I’m not sure about that.

      Best regards.

  24. Pedro Luna
    16 de maio de 2016

    Olá. Esse tipo de personagem que revive os mesmos dias quando morre já foi utilizado em muitas obras, mas nessa, o autor não teve pena do coitado. Morrer e precisar nascer de novo? Céus, quanto tempo esse maluco precisou esperar, inúmeras vezes, até chegar a 1992? Haha. Cruel um destino desses.

    Enfim, o conto é bacana e bem escrito. A parte do atentado é meio forçada, precisa de um esforço do leitor para aceitar, mas considerando a pegada leve do conto, não é preciso esquentar a cabeça com isso. A motivação também é aceitável.

    No geral, bacana. Parabéns.

    • George H. W. Bush
      30 de maio de 2016

      Dear Pedro,

      Thank you for your comment. Está adiantado this time, huh?

      A parte do plano ser forçado, concordo contigo, mas foi a solução que o Rafael conseguiu depois de tentar inúmeras vezes (parece que foram muitas mesmo, coitado). As ações simples cujo resultado conhecemos são melhores que as muito elaboradas, I think.

      Best regards.

  25. Brian Oliveira Lancaster
    16 de maio de 2016

    LEAO (Leitura, Essência, Adequação, Ortografia)
    L: Outro contexto romântico “disfarçado”. Aprecio esses tons melancólicos e viagem no tempo parece funcionar bem para esse tipo de história (apesar de que talvez seja um tanto comum nesse desafio). O início é meio confuso, mas com a explicação seguinte facilita o entendimento. Achava que ele havia enviado apenas sua consciência para o passado, mas ele renasce. O desenrolar também não deixa muito claro onde eles estavam – somente depois entendi que se tratava de uma conferência por essas terras.
    E: A atmosfera de suspense caiu bem, assim como a desculpa para as facilidades (já fizera aquilo vários vezes). A história tem um tom de urgência desde o início, mas senti falta de uma conexão maior com os personagens, apesar da cena do futebol ser eficiente em repassar a sensação de cotidiano.
    A: Na verdade são várias histórias alternativas que culminam no objetivo do personagem principal. Entendi esse conceito. Mas o que aconteceu com o restante do mundo? Você quis deixar o tom mais intimista, mas não senti o “sentido pleno” do tema. Mesmo assim, a história consegue cativar pela sua simplicidade e emoção final.
    O: Escrita leve e fluente, sem grandes floreios, mas eficiente.

    • George H. W. Bush
      30 de maio de 2016

      Dear Brian,

      A parte de conexão com personagens, no limite imposto, foi trabalhada mesmo na relação dos irmãos com futebol e da namorada. Pena não ter funcionado tão bem contigo.

      About the rest of the world, realmente não foi o foco principal do conto, ficou para a imaginação um mundo sem a minha presença. Parece que, por um motivo que desconheço, os atentados de 11 de setembro não ocorreram…

      Best regards.

  26. Olisomar Pires
    15 de maio de 2016

    RHA: Assassinato do presidente americano após diversas tentativas.

    Idioma: Tom casual, não há falhas graves.

    Trama: Para salvar a vida da amada é preciso matar o presidente Bush, por um misterioso evento, o personagem principal “reencarna” diversas vezes, porém sempre dentro do mesmo período de tempo, ou seja, um looping completo.

    Ritmo e desenvolvimento: Muito bom o ritmo, apenas no inicio fiquei ansioso sobre onde iria dar a conversa, mas foi rápido e o conto me envolveu. O desenvolvimento é bom, talvez a idade do personagem para eliminar o presidente, aprender dirigir aviões, usar metralhadoras, meio que destoa ou inviabiliza essas ações, o plano tbm é muito simples, mas são detalhes à parte, estória é muito bem contada.

    Conclusão: Conto muito bom, despretensioso, leve, mas com uma mensagem forte: foco e objetivo. – o tema do retorno é interessante sob vários aspectos porque permite ousadias sempre, gostei bastante, parabéns !

    • George H. W. Bush
      30 de maio de 2016

      Dear Olisomar,

      Thak you for your comment. O texto pode não ter deixado claro, mas ele não aprendeu a pilotar aviões e usar metralhadoras com treze anos. Ele havia aprendido em outras vidas, com diferentes idades. Com treze ele teve a única oportunidade que encontrou para me matar, mas com o conhecimento acumulado de inúmeras vidas anteriores. This is the point.

      I’m glad you liked the story.

      Best regards.

  27. Ricardo de Lohem
    15 de maio de 2016

    Oi, como vai? Vamos ao conto! Quando vi o título e a foto, pense: “Lá vem alguma bobagem”, mas estava enganado: foi uma das melhores histórias até agora. Gira em torno de um tema não muito explorado o chamado “Eterno Retorno”, que consiste em repetir um mesmo período de tempo um número indefinido de vezes, frequentemente uma vida inteira. É um dos temas favoritos do filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900). Um ponto fraco é que o plano de assassinato perfeito, que ele elaborou ao longo de muitas vidas recorrentes, é inverossímil demais… Mas tudo bem, pra isso é só usar um pouco de suspensão de descrença e se concentrar nos pontos fortes do texto. O conto explorou o tema do Eterno Retorno originando um RHA muito bem, e teve começo, meio e fim, qualidade que está um pouco difícil de encontrar. Parabéns, é uma história muito boa, desejo para você muito Boa Sorte!

    • George H. W. Bush
      30 de maio de 2016

      Dear Ricardo,

      Thanks pelos elogios. Conheço seu background, logo receber um bom comentário seu é sempre bem-vindo.

      A parte do assassinato ficou um pouco corrida devido ao /word limit/, apenas gostaria que tivesse ficado mais claro que Rafael havia tentado diversas vezes, portanto sabia exatamente o que funcionava e o que não funcionava. Eu acho que ele poderia ter contado com menos confiança nessa parte, maybe.

      Best regards.

  28. Olisomar Pires
    14 de maio de 2016

    Muito interessante, divertido, um desfecho bom, gostei.

E Então? O que achou?

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Publicado às 14 de maio de 2016 por em Realidade Histórica Alternativa e marcado .