EntreContos

Literatura que desafia.

A Margem (Antonio Stegues Batista)

margem

Sentado à beira-mar, eu tento ler um livro, na leitura me concentrar.

O mar está sereno, as ondas vêm sonolentas, beijar a areia.

Sob o céu plúmbeo, ao longe vejo uma silhueta indistinta na paisagem.

Não estou seguro o que seja. Nessa plena incerteza, abro o livro e começo ler.

Ao meu ouvido sopra a Musa. Desperto da leitura e volto a olhar a imagem que se aproxima.

Está mais perto. Agora vejo com clareza. É ela!

Aquela a quem espero a vida inteira e dela não posso fugir.

Olho a figura encapuçada que se próxima lentamente, decidida e implacável!

Mas, com seu andar cadenciado, ela passa bem perto, segurando displicente, a FOICE sobre o ombro.

Sorri e segue adiante.

_Ainda não é tua hora!

Disse ela, e foi embora.

Aliviado, o meu livro volto a ler.

_ Qualquer dia eu te levo!

Ecoou a voz.

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60 comentários em “A Margem (Antonio Stegues Batista)

  1. Harllon
    29 de janeiro de 2016

    Um texto lento e sereno, que expurgua todo o peso dramático que a morte possa representar. A foice, nem mesmo, parece ser algo mortal.

  2. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ A Margem (Mathusalem)

    ஒ Estrutura: Um toque poético sem se esquecer da simplicidade. Esse é o estilo de Mathusalem. Narrativa limpa e leve, captura o leitor no início.

    ஜ Essência: Um breve encontro com a morte de forma prematura. Quantas vezes ao longo de nossas vidas isso não aconteceu?

    ஆ Egocentrismo: Gostei da leitura, apesar de ser apenas mais um microconto. Não pareceu brilhar por conta própria.

    ண Nota: 8.

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Oi. Gostei muito, achei um conto poético. Fiquei lembrando um pouco de A menina que roubava livros, mas é normal.
    Parabéns, essa imagem de a pessoa estar à beira-mar ficou muito nítida e bonita na minha cabeça.

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    A Margem (Mathusalem)
    1. Temática: Morte.
    2. Desenvolvimento:
    3. Texto: Encapuzado. Existem muitos parágrafos que deveriam estar num só – isso daria mais charme ao texto.
    4. Desfecho: Final arrepiante…
    O autor conversou com a morte! Calma, amigo, um dia ela volta… E nos levará a todos nós. Rs.
    Bom!

  5. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Pode parecer muita chatice, mas a vígula mal empregada logo na primeira frase já me atrapalhou a leitura. Depois as rimas – não é sempre que a prosa poética funciona – e por fim a história em si, que não mostra nada alémde uma alegoria do medo da morte. Mas acho que tem potencial para agradar a outros leitores.

  6. Swylmar Ferreira
    28 de janeiro de 2016

    Enredo interessante. O conto está bem escrito e apesar se der um tema batido, o autor soube dar um diferencial importante e fazê-lo criativo.
    Parabéns.

  7. Kleber
    27 de janeiro de 2016

    Olá!

    Gostei da ideia. Otima ideia, pena que não foi bem executada. Tinha tudo para ser um dos “mais mais”. Achei a FOICE desnecessária. O “sorriso” de apenas uma arcada dentária descarnada também destoou do restante. Pena.

    Sucesso!

  8. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Esse conversou com a morte! Calma, amigo, um dia ela volta… E nos levará a todos nós. Rs. Bom!

  9. Pedro Luna
    26 de janeiro de 2016

    Nossa, como eu queria ver esse conto escrito sem essa forma poética. Dei risada da cena da morte passando e falando com o incrédulo personagem, mas não achei bem construído. Tenho certeza que esse texto tem mais potencial escrito de outra forma.

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Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .