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Detox Literário.

Natural (Pedro Luna)

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Estava prestes a saltar da cobertura do edifício quando percebeu um homem de terno timidamente a se aproximar.

– Ei – gritou. – Esse lugar já é meu.

– Por favor – suplicou o sujeito. – Podemos ir juntos? Não suporto a ideia de pular sozinho.

O primeiro refletiu e perguntou:

– Você tem motivos? Se forem maiores que os meus, tudo bem.

– Acho que não tenho motivos.

– Câncer? Morte na família? Falência? – o primeiro quis ajudar.

– Nada disso – negou o homem. – Eu só… só quero morrer, sabe?

– Mas você tem razões para viver?

O homem de terno sorriu ao responder.

– Muitas.

E foi ali que se entenderam.

– E quais são os seus motivos? – agora era o de terno quem perguntava.

Apontando com o queixo a cidade vivente lá embaixo, o primeiro suspirou.

– E quem disse que eu preciso de um?

Deram as mãos e foram.

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60 comentários em “Natural (Pedro Luna)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ Natural (Abel)

    ஒ Estrutura: Conto escrito de forma simples, mas com estética bela que realça a lindeza da situação. A narrativa é tão natural quanto o título do microconto.

    ஜ Essência: A velha questão do sentido da vida. Precisamos de um motivo para viver? Precisamos de um motivo para morrer? Bem, um dia chegaremos nessa questão.

    ஆ Egocentrismo: Gostei bastante do conto. Pela leveza da abordagem, e pela situação surreal.

    ண Nota: 10.

  2. harllon
    29 de janeiro de 2016

    Consegui visualizar muito bem a cena peculiar demonstrada de forma singela no seu conto. O otimismo presente no conto é realmente muito interessante.

  3. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Natural (Abel)
    1. Temática: Morte. Suicídio em dose dupla.
    2. Desenvolvimento: Diálogo estranho, gente esquisita… Em ações de tentativas de suicídio, já participei de algumas, como oficial do Corpo de Bombeiros, o diálogo é essencial, mas a persuasão é noutro sentido.
    3. Texto: Gostei da apresentação do texto.
    4. Desfecho: Tragédia dupla! O que era para ser terrível ficou mais ainda. Particularmente, essa temática não me atrai – já expressei isso noutros textos com as mesmas feições. Viver é bom – a morte é feia!

  4. Pedro Luna
    29 de janeiro de 2016

    Infelizmente não gostei muito. Não me comprou a ideia do suicídio sem motivos. De ponto positivo, a ambiguidade no final e o certo ar de estranheza na relação dos personagens. : /

  5. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Apesar do final ambíguo me agradar, faltou consistência na discussão em torno do suicídio. É crível que alguém queira simplesmente morrer, para que sentir isso com verdade teria de saber um pouco mais dessa pessoa. Um terno e o medo de ir sozinho não me bastaram.

  6. Tamara Padilha
    28 de janeiro de 2016

    É bom, você escreve bem mas achei o estilo… muito direto, não me deixou nada para imaginação, nem na escrita e nem no menredo. Boa sorte.

  7. Swylmar Ferreira
    28 de janeiro de 2016

    O texto esta bem escrito, mas a trama é muito utilizada. Isso comprometeu a criatividade.
    Boa sorte.

  8. Kleber
    27 de janeiro de 2016

    Abel, meu nobre.

    Toda e qualquer coisa que tenha a ver com suicídio não é nem um pouco legal para mim. A ambiguidade se apresentou no final, é verdade. Mas, cara, pra mim não deu.
    Seja como for, voce escreve bem e creio que será feliz em diversos outros desafios que participar.

    Sucesso!

  9. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Essa temática do suicídio nunca me apeteceu. Boa sorte!

  10. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Oi Abel, e aí? Posso comentar? Então, vai:

    TEMÁTICA: o absurdo do suicídio – mesmo juntos, é difícil entender por que os dois decidem por esse extremo, sem motivação convincente.

    TÉCNICA: boa, o diálogo deu agilidade, apesar de carecer de profundidade. Pelo absurdo, não era de se esperar que fosse um diálogo realista mesmo, mas poderia ser mais desenvolvido.

    TRANSCENDÊNCIA: justamente a forma de apresentação do absurdo me pareceu bastante impressionante. Faltou espaço, e aí entra a limitação de palavras, para construir melhor os dois personagens e suas histórias de fundo.

  11. Thales Soares
    25 de janeiro de 2016

    É, achei o conto bom, apesar de não ter me conquistado. Quero dizer… eu não detestei, não achei chato, e nem ruim. Achei bom. A forma como ele foi construído, sendo regido por diálogos, a ambiguidade e duplo sentido do final.

    A princípio, o conto parece apenas uma espécie de auto ajuda. Um texto positivo, dizendo que a vida é bela. Mas o final interessante mostra que a história é mais que isso. O motivo por eu não ter me apaixonado pela sua obra…. bom, eu não sei exatamente. A história não me tocou, mas foi muito bem construída.

    Parabéns.

  12. Lucas Rezende de Paula
    24 de janeiro de 2016

    A solução do conto em diálogo ficou legal, mas a história não me convenceu. Tenho caso de suicídio na família e julgo ser algo de uma mente perturbada e extenuada ao extremo. Não creio que seja algo a ser encarado de maneira tão simples e corriqueira. Os personagens não me convenceram em suas motivações vazias.
    Boa sorte.

  13. Mariana G
    23 de janeiro de 2016

    É um conto interessante.
    Mesmo com um tema forte como suicídio consegui ver um final feliz, que só aconteceria se os dois fossem embora juntos ou não, a morte é algo bastante subjetivo.
    Boa sorte!

  14. Laís Helena
    22 de janeiro de 2016

    Não gostei do conto: os suicídios sem motivação não me convenceram. O diálogo foi até instigante, me fazendo esperar uma revelação inesperada sobre o motivo de ambos procurarem a morte, entretanto, isso não aconteceu. Num conto como esse, eu também esperaria ver um pouco mais do psicológico dos personagens.

  15. Piscies
    22 de janeiro de 2016

    Não é um conto agradável. A mensagem do suicídio gratuito não foi legal. O que foi isso? “Ah, quero morrer por que quero e dane-se todo mundo”? Não entendo como possa funcionar. Geralmente, até onde sei com a pouca experiência de vida que tenho, suicidas costumam ter justamente o oposto: milhões de razões para se matar, e nenhuma para ficar vivo.

    O conto passa uma sensação de que os personagens estão cansados da vida. Pode ser. Mas, mesmo assim, isto não foi explorado. Por que estão cansados? E, novamente, se estivessem, teriam encontrado motivos infinitos para realizar o ato. Ao menos em suas cabeças.

    Enfim.. achei o texto superficial. A escrita agrada – simples, prática e direta. O que não pegou foi a trama.

    Boa sorte!

    • Piscies
      22 de janeiro de 2016

      Lendo os comentários, percebi algo no texto que não havia notado antes: o final um tanto ambíguo. Isto não anula o meu comentário anterior, mas notar que existe a possibilidade dos dois terem se entendido e, talvez, desistido do ato renovou um pouco a minha visão sobre o texto.

      Afinal, quanta gente faz que irá se matar apenas para saber os limites de sua coragem, ou apensa para afirmar seus motivos para ficar?

      O final onde eles não se jogam passa esta mensagem. Que eles estariam ali apenas para entender a si mesmos. O destino, neste caso, jogou um pouco mais e fez com que se encontrassem. A tentativa de suicídio gerando um novo amor – interessante!

  16. Miguel Bernardi
    21 de janeiro de 2016

    E aí, Abel. Tudo bem?

    Gostei do que vi aqui. Bem escrito, e gerou um certo estranhamento. Essa sensação é muito preciosa, é um indicativo de que estou vendo algo novo. Obrigado por trazer este texto original, querido(a) autor(a). Os diálogos são primorosos, especialmente “Quem disse que eu preciso de um (motivo)?”.
    Poxa, que conto bom. É interessante demais, a empatia na morte frente aos mais diferentes motivos (ou falta deles)!

    Um grande abraço e boa sorte!

  17. Marcelo Porto
    21 de janeiro de 2016

    Pularam ou não pularam?

    Os diálogos são ambíguos e contribuem para essa dúvida, normalmente não curto histórias de suicidas, mas essa pode não ser uma dessas. E por isso achei bacana.

    Parabéns!

  18. Wilson Barros Júnior
    21 de janeiro de 2016

    Achei bem parecido com “Dois corpos que caem” do João Silvério Trevisan, até mesmo nos diálogos filosóficos. O conto aqui presente também fluiu muito bem nos diálogos, como um flash da convivência urbana. Bem estruturado e com ritmo, agradável de ler.

  19. Renato Silva
    21 de janeiro de 2016

    “Deram a mão e foram.” Para onde?, pergunto.

    Diálogo bacana, fechando com uma frase que deixa uma dupla interpretação. Só no começo do diálogo me confundi quem estava falando. Só consegui entender numa segunda leitura.

    Este trecho me lembra uma cena do primeiro filme da quadrilogia “Máquina Mortífera”, onde o policial com tendências suicidas, interpretado pelo Mel Gibson, tenta “ajudar” um homem que está prestes a cometer suicídio, do modo como descrito no seu conto. Cena muito divertida, por sinal. Penso se eles pularam juntos e encontraram uma cama inflável para salvá-los…

    Boa sorte

  20. Fil Felix
    20 de janeiro de 2016

    Gostei da ambiguidade que o autor levanta, gerando essas interpretações mil. Viajando no clima fantástico, prefiro acreditar que os dois deram a mão e um passo a frente, ao infinito. Todo o visual criado é bem interessante e o pseudônimo (Abel), dá um tom meio bíblico a narrativa. O homem de terno pode ser um anjo (ou um demônio), foi o que imaginei logo de cara, aumentando esse clima bacana.

    Mas alguma coisa no formato de narrar me incomodou um pouco, principalmente quanto aos diálogos. As vezes me perdi em quem estava falando o quê.

  21. Jef Lemos
    20 de janeiro de 2016

    Olá, Abel.

    Um texto bem diferente dos que se apresentaram aqui. A ambiguidade do final é o charme da trama. Afinal, pularam ou não? Gostei e os diálogos rápidos e naturais ajudaram na leitura fluida.
    Pra morrer basta estar vivo. E para esses dois é o suficiente. Ou não.

    Parabéns e boa sorte!

  22. mariasantino1
    19 de janeiro de 2016

    Oi, tudo bem?

    Esse conto por ser edificado em diálogos passa com a velocidade da luz. É bom, quebra as expectativas, é rápido, insólito. Me demorei no título do conto e quis saber por que do Natural? Era natural deles querer o suicídio, ou se suicidaram ao natural¿ Não sei, mas me veio na mente a imagem de lemings saltando para a morte por instinto quando percebem superpopulação da espécie, ou seja, é instintivo, natural deles. Não encontro uma resposta, mas o que importa é que seu miniconto é interessante e sagaz. Gostei bastante dos diálogos, eles são bem naturais 😛

    Boa sorte.

  23. Jowilton Amaral da Costa
    19 de janeiro de 2016

    “Deram as mãos e foram’. Na primeira leitura tive certeza absoluta que eles pularam do prédio para a morte. A segunda leitura, a leitura para o comentário, já não tive tanta certeza. Penso que era exatamente isto que o autor queria ocasionar quando construiu o conto, deixar a dúvida. Gostei.

  24. Anorkinda Neide
    19 de janeiro de 2016

    Um texto que requer várias releituras, pq o insólito em diálogos é muito difícil de se apreender.. aprendi isso hj, aqui.. rsrrs
    .
    Acho que, sim, o homem de terno é um mediador que salvou o rapaz do suicídio. Ponto.
    A primeira imagem que nos vem à cabeça é deles dois pulando juntos, sqn!
    Eu acho que todo o enredo ‘maluco’ leva, sutilmente, à narração de q na verdade, aquela conversa ‘maluca’ foi um despiste para se convencer um suicida a não pular.
    .
    Posso estar errada, mas a interpretação é minha e ponho ela onde eu quiser! kk posso até saltar junto com ela! Ou não? 😛
    .
    Vc foi muito hábil com os diálogos e com esta charada aberta que vc deixou em nossas mentes. Cruel!
    Parabéns!

  25. Tom Lima
    19 de janeiro de 2016

    Gostei, mesmo com (talvez por causa do) desconforto do fim.

    Amo diálogos, e quando escrevo tenho que tomar cuidado pra eles não tomarem conta do texto. Aqui a situação inesperada da espaço para um ótimo.

    Muito bem construído, fácil e bom de ler, mas com um certo choque no fim. Como assim não tem motivos?

    Isso torna o texto bom. Parabéns!

  26. rsollberg
    18 de janeiro de 2016

    A premissa do conto me lembrou muito um filme chamado “Uma longa queda”, onde quatro suicidas solitários se encontram por acaso no terraço de um prédio, ou seja, um atrapalhando o plano do outro.

    Bem, as semelhanças cessam logo em seguida, pois nesse conto, apesar de bem mais curto que o longa, a profundidade é bem maior. Os diálogos funcionaram perfeitamente, respondendo e criando novas perguntas.

    Na minha opinião, o conto é bom pq não se propõe a explicar uma situação que normalmente exige isso. Ele rompe o clichê das motivações e trata de forma natural o que pode ser encarado como absurdo. Bebe do improvável e fecha de uma maneira bacana.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  27. vitormcleite
    18 de janeiro de 2016

    pareceu-me uma história cheia de humor negro, gostei muito, bem estruturada, e bem desenvolvida. O insólito da tua história ajuda a agarrar o leitor, mas ao re-ler o texto, parece-me que a tua escrita contribui para esperarmos o desfecho da história.

  28. Murim
    18 de janeiro de 2016

    O melhor dos (muitos) contos de suicídio que apareceram por aqui. Deixou de lado uma inútil pretensão de realismo e, apelando ao insólito, nos fez questionar os motivos que levam alguém a se matar. E mais, levam a nos questionar não apenas quais os motivos que temos para viver mas o que estamos fazendo com a vida que temos. É uma mensagem de reflexão para os vivos.

  29. Eduardo Selga
    18 de janeiro de 2016

    UM CONTO QUE CLARAMENTE pertence ao discurso do insólito, mas se é fantástico, realismo mágico ou outra vertente estética desse discurso é impossível discutir aqui, infelizmente. Ele realiza muito bem sua “função estética”: faz o leitor perguntar-se se aquilo que ele considera normal é de fato normal. Digo isso em cima de uma pergunta que faço: podemos mesmo afirmar que o diálogo no conto é inverossímil? Dentro do racionalismo, talvez, mas a lógica do conto escapa a ela. O enredo nos fala de um outro modo de sentir e de pensar, no qual o suicídio parece ser uma trivialidade. Tanto que o que se questiona não é o ato prestes a se consumar, e sim o lugar ocupado por um dos personagens na cobertura do edifício diante da possível consumação do ato. E, cá entre nós, olhemos em nosso entorno. A morte, em quaisquer de suas tantas modalidades, está banalizada em nossa sociedade. Então, voltando à pergunta: será mesmo inverossímil o diálogo? Dentro do insólito, nem um pouco; no real empírico, nem tanto.

    Embora o eficiente diálogo seja condutor do efeito de insólito, este surge fundamentalmente por causa de nossa formação cristã, na qual a morte é considerada um tabu. Ela apenas discursivamente é condenada, mas na prática é muito louvada. Veladamente, é claro. Com essa formação, nós, leitores, nos assustamos com a secura com a qual a possibilidade de suicídio é colocada desde o início do conto.

    O Cristianismo também provoca outra estranheza em muitos leitores desses conto, certamente. A presença súbita e inexplicada do homem, evitando o suicídio, aproveita-se de uma narrativa que está entranhada nos leitores: a existência de anjos. Imediatamente a figura do conto pode ser associada a esses personagens, ainda mais reforçada pela inteligente ambiguidade final. Quando o narrador diz “deram as mãos e foram”. há que se perguntar: para onde? Para baixo? Houve desistência e o suicídio não se efetivou? Ou, uma hipótese que se coloca em função do que eu já disse, o primeiro personagem é levado para cima pelo outro, anjo travestido?

    Quando o personagem diz no fim do conto “e quem disse que eu preciso de um [motivo para viver]?” logo após apontar a cidade “VIVENTE lá embaixo”, o personagem está sendo fortemente irônico. É como se dissesse: “com uma vida dessas você ainda quer mais um motivo? Ou seja, a cidade é uma espécie de inferno, e aí caímos novamente na narrativa cristã.

    O conto é, portanto, excelente.

  30. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Não sei se captei a mensagem direito. Entendi o ar cômico, mas achei a finalização um tanto confusa. Se o primeiro não precisava de motivos, então por que se deu ao trabalho de perguntar? – 8
    O: Escrita tranquila, fácil de assimilar. Simples, mas eficiente. – 9
    D: O ar trágico permeia o enredo desde o início, apesar de ocasionais sacadas de humor aqui e ali. Não encontrei a mensagem/objetivo central. É apenas uma cena, apesar de bem escrita. – 7,5
    E: É um evento micro, com final já esperado. O que se sobressai é a ironia da situação. – 8

  31. Daniel
    18 de janeiro de 2016

    Achei o conto excepcional! Apesar da tristeza do acontecimento, a história se passa de uma maneira comum, cotidiana, quase inocente. A maneira que o autor trata o tema principal do conto (o suicídio) é o melhor aspecto do texto. Parabéns!

  32. Matheus Pacheco
    18 de janeiro de 2016

    Olha, por favor entenda esse comentário, apesar de estar muito bem escrito, acho que você anda escutando muito Super-Combo

  33. Andre Luiz
    17 de janeiro de 2016

    Você conseguiu produzir eufemismo em algo tão grave quanto o suicídio, algo que de uma forma muito peculiar e literalmente “incomodadora”, me cativou e me fez refletir sobre a existência e a vida como ela é. Para mim, “Mas você tem razões para viver?” é o ápice da beleza do conto, pois é um tapa na cara de muitos e muitos leitores rasos. Boa sorte!

  34. Evandro Furtado
    17 de janeiro de 2016

    Fluídez – 7.5/10 – há uma pequena quebra de diálogo no final, o que prejudicou a integridade do texto, acho que você percebeu porque tentou consertar com um “agora era o homem de terno quem…”;
    Estilo – 10/10 – me lembrou de um mangá que li uma vez: O Enigma da Falha de Amigara. Traz o mesmo tom weird pra mim;
    Verossimilhança – 10/10 – inconsistente. Mas pense no seguinte: Dali e seu surrealismo eram inconsistentes pra caramba;
    Efeito Catártico – 10/10 – estranhamento, é essa a palavra. Suicidio maluco, mas que ficou esquisito da maneira certa.

  35. Antonio Stegues Batista
    16 de janeiro de 2016

    Narrativa bem estruturada, mas o motivo dos dois personagens para morrer, ou a ausência dele, torna a estória fraca e inútil. Não há nada, não me despertou nenhuma emoção, pum, pá,fim!

  36. Bruno Eleres
    16 de janeiro de 2016

    A atmosfera do conto é leve, quase como se estivesse nas trilhas de um final cômico – que não veio.

  37. Leonardo Jardim
    16 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): intrigante e fechada. Mas realmente não entendi o motivo dos dois se matarem… Talvez o texto flerte com o insólito…

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa e com ótimos diálogos.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): a novidade fica por conta de suicídios sem motivos.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): me fez pensar e isso é bom, mas não chegou a causar muito.

  38. José Leonardo
    16 de janeiro de 2016

    Olá, Abel.

    (Abel, irmão de Caim, significando injustiça? Injustiça da sociedade para com o indivíduo? Uma leitura que caberia muito bem aqui.)

    Então: se mataram ou desistiram? A impressão é que se mataram juntos, como encaminha um parágrafo, mas não está suficientemente claro. Era intenção do autor deixar tal ambiguidade no desfecho? Bem possível. Reação ao mundo excludente ou fazer questão de se contrapor a tal mundo só para ser o “do contra” ou “fazer pirraça”? Mas alguém chega ao cúmulo de se matar somente para dar esse “gostinho” do quanto odiou o mundo? Kírillov, um personagem de Dostoiévski, tem um pouco disso. Um pouco.

    Sucesso neste desafio.

    • José Leonardo
      16 de janeiro de 2016

      *”Se mataram juntos” é uma construção estranha, mas creio que o autor captou o sentido do comentário.

  39. Gustavo Castro Araujo
    16 de janeiro de 2016

    É um conto que oferece diversas possibilidades de interpretação. Mataram-se? Desistiram? Tudo me parece possível. Sim, a situação, o diálogo, é inverossímil, mas é nessa inverossimilhança que reside o aspecto filosófico que torna o conto interessante. Quem precisa de motivos para viver? É algo que se pode perguntar, já que não há, por outro lado, razão direta para que se queira morrer. Em suma, um conto interessante que joga com filosofia. Gostei do resultado.

  40. Cilas Medi
    15 de janeiro de 2016

    Aprecio o diálogo e personagens interagindo. Foi com esse espírito de “ir junto” que me cativou. Excelente. Parabéns e ótima sorte!

  41. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    Gostei do diálogo e da ideia em geral, mas a situação toda ficou meio estranha para mim, não consegui ter uma “suspensão de descrença” suficiente para gostar mais.

    Abraço!

  42. Rogério Germani
    15 de janeiro de 2016

    A loucura encontrando brechas nas almas humanas…
    O interessante, além dos diálogos precisos, é que a morte pareceu um simples salto de bungee jumping.

  43. Marina
    15 de janeiro de 2016

    Contos com diálogos bem escritos. Adoro. Eu só acho que a frase “E foi ali que se entenderam.” foi desnecessária. O próprio diálogo já tinha mostrado isso, não precisava falar. Gostaria muito que não houvesse aquela frase, mas gostei do conto.

  44. elicio santos
    15 de janeiro de 2016

    Gostei. A intenção suicida dos personagens ganha um tom, entre cômico e insólito. Não há o típico clichê de quem deseja morrer para fugir de algum problema sem solução. O trabalho narrativo realizado em forma de diálogo dá uma maior fluidez ao texto. Claro, objetivo e atípico. Parabéns!

  45. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Simples e profundo ao mesmo tempo. Há um sarcasmo na sua escrita que o torna bem atraente para quem ler. Boa sorte!

  46. catarinacunha2015
    15 de janeiro de 2016

    INÍCIO objetivo, já partiu para o principal. FILTRO azeitado e ESTILO simples, mas que amarra a TRAMA com maestria. Os PERSONAGENS são, no começo, muito diferentes um do outro e, sutilmente, se tornam iguais no FIM.

  47. Pedro Henrique Cezar
    15 de janeiro de 2016

    Gostei dos diálogos, muito bem escrito e até cômico! Muito bom mesmo! Parabéns!

  48. Bia
    14 de janeiro de 2016

    O título casou bem com o texto e nossa, como foi rápido de ler! Deu para ler umas três vezes, para me acostumar com essa naturalidade toda, rs. No começo, me incomodou isso, esse “não ter motivo” para pular. Mas depois tive que concordar! Muito bom!

  49. Simoni Dário
    14 de janeiro de 2016

    Então encararam a coisa de forma bem natural mesmo. Acabou o conto e tive que rir, dois loucos de mãos dadas fazendo o que deu na telha. Simples assim. Você colocou, a meu ver, uma ironia num momento difícil e que pros protagonistas foi como pular numa piscina em dia de verão. Como se diz por aí, seria cômico se não fosse trágico. Muito bom. Parabéns! (rindo ainda)

  50. Claudia Roberta Angst
    14 de janeiro de 2016

    Um conto tão curto com diálogo fica mais ágil ainda. Nem dá para sentir a leitura.O tom escolhido pelo autor deixou o texto leve, quase divertido, apesar do tema mais pesado.
    Dois homens de mãos dadas pulando da cobertura de um edifício. Morte acompanhada. E a cidade como fria testemunha.
    Teve impacto, sem dúvida.
    Boa sorte!

  51. Leda Spenassatto
    14 de janeiro de 2016

    Se é bom vivermos juntos, há de ser melhor ainda morrer a dois heheheheh.
    Gostei da posse de território, de não ter motivo algum para morrer, da cena que vislumbrei duas pessoas saltam juntas do alto de um edifício, de mãos dadas. Parece mórbido, mas é quase inusitado.
    Boa Sorte!

  52. Ricardo de Lohem
    14 de janeiro de 2016

    Adoro histórias que se baseiam em diálogos. Essa é bastante boa, explora bem um tema – suicídio – que geralmente funciona bem em narrativas curtas. Criou diálogos bem interessantes, mesmo tendo tão pouco espaço para trabalhar. Muito bom conto.

  53. Sidney Muniz
    14 de janeiro de 2016

    Achei demais esse!

    Excelente como você consegue passar tanto dos personagens, de dois deles em tão poucas palavras!

    Você nos faz rir, há o momento sério, e também tem a parte que nos leva a pensar, pensar no porquê do sofrimento ou das escolhas. Estamos sempre nos queixando, a vida é mesmo assim, “tenho tudo nas mãos e não tenho nada”… Mundo cão esse!

    “Não suporto a ideia de pular sozinho” achei isso sensacional.

    Meus parabéns pela excelente ideia e perfeita execução!

    Boa sorte!

  54. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Abel, show de bola, meu querido! Show de bola! Apesar de falar sobre algo tão fúnebre, mas muito bem escrito. Parabéns. E eu estava ouvindo “Seasons” de Chris Cornel. Foi como uma trilha. Parabéns.

  55. Rubem Cabral
    14 de janeiro de 2016

    Olá.

    Gostei do conto: é ágil, tragicômico e tem um final bem bolado e simples. É bem escrito tbm. Segue com perfeição a “fórmula” de bons minicontos.

    Abraços e boa sorte.

  56. Thata Pereira
    14 de janeiro de 2016

    Fantástico! haha’

    “Podemos ir juntos? Não suporto a ideia de pular sozinho.”, expressa a necessidade humana de depender de outras pessoas (até na hora de morrer!). A disputa pelo território também foi algo que achei bastante interessante. Final lindo!

    Boa sorte!

  57. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    Ah os diálogos… demoraram a aparecer e a espera valeu a pena.
    A situação é insólita, mas tem uma leveza que me deixou com a pulga atrás da orelha. Bom conto!

  58. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    No início achei insólito, mas, relendo, cheguei à conclusão de que deve acontecer assim, e muito. Muito bom!

E Então? O que achou?

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .