EntreContos

Detox Literário.

Refluxo (Jefferson Lemos)

Los siete pecados capitales - Otto Dix - 1933

Os finos braceletes de sangue escorriam na solidão do manto noturno. Pela fresta da janela, a luz entrava e incidia sobre o penitente. Agachado, segurando um chicote, a arma estalava de tempo em tempo. Os sussurros chorosos na noite morriam ali dentro, sendo endereçados a uma entidade que ouvia até mesmo o silêncio.

Estralava cada vez mais forte, mantendo a voz em um mesmo ritmo, nunca fraquejando. Havia paixão, dor e devoção naquelas palavras. Falavam sobre a descida do escolhido e a morte dos impuros.

Eu pequei, Pai.

E o chicote chiou mais alto, criando um vergão maior na carne viva das costas. A cabeça raspada brilhava ao refletir a lua. Seus braços magros e sujos compeliam-se a continuar, açoitando sem parar, cada vez mais forte. As lágrimas contidas durante todo o processo começaram a surgir. Eram lágrimas de culpa, de fervor. Um choro arrependido, que era chorado noites e noites seguidas. Doloroso para o corpo, mas um alívio para a alma.

Pedia ao Criador que limpasse as impurezas, que removesse o mal de sua carne. Punia-se por não se forte o suficiente. Seus olhos castanhos e pequenos encaravam o escuro, enquanto seu corpo sustentava o castigo, quando sentiu o refluxo.

Uma dor lancinante cruzando o estômago e subindo como um gêiser. Largou o chicote na hora, levando os braços ao abdômen e apertando. Caiu para trás, com a carne se esfregando no chão poeirento de pedra, deixando marcas vermelhas por onde passava. Sentia dores constantemente, mas não se equiparavam a um terço do que sentia agora.

Algo se remexia. Algo sujo e doloroso que queria sair. Ainda deitado, começou a rolar e se contorcer. Rodopiou por todo o aposento, batendo nos poucos móveis que o ocupavam e criando certo alvoroço. Abriu a boca de forma sobrenatural e começou a emitir um som engasgado. A agonia que parecia não poder piorar, aumentou, e algo se remexeu. A onda disforme caminhou por sob a pele, subindo em direção à cabeça. O maxilar se arreganhou em um ângulo impossível, e uma gosma começou a escorrer pela boca. Massa negra deslizou para fora em um fluxo constante, caindo com um baque no chão e se aglomerando.

No meio da sujeira, surgiu uma criatura, pequena e redonda. Tinha olhos miúdos e brancos. A boca era todo seu corpo, que ela abria e fechava como se sentisse a necessidade de mastigar. A gula não se movia, ficava apenas ali. Observando o monge se retorcendo, andando de quatro pelo aposento, tentando fugir. A pasta viscosa ainda escorria de sua boca, criando um rastro por onde passava.

Ao lado da primeira criatura, uma segunda surgiu, na trilha do vômito. Esquelética, com a pele grudada aos ossos, ela brotou. Os olhos nervosos buscavam por todo o quarto. Correu em direção ao colchão e levantou a palha. Avareza tirou de lá algumas moedas gastas e correu para um canto mais afastado, admirando-as com idolatria.

O monge nada via, apenas continuava em sua penitência, engasgando vez ou outra, sentindo a falta de ar. O estômago pressionado começava a ceder à pressão. O esôfago se alargava com a força exercida sobre ele, quando o fluxo parou. O homem tossiu, cuspindo o gosto ruim da boca, e olhou para trás. Sentia-se debilitado e apenas sentou, fitando as cenas que se desenrolavam a sua frente.

Dessa vez as criaturas que surgiram eram belas. Duas mulheres, em miniatura, que se agarravam e se beijavam. Luxúria em sua forma mais pura. Seus movimentos sensuais incitaram certo calor no monge, que desviou os olhos e começou a orar.

Escutou um som forte, de esguichos e algo que se assemelhava a gritos. Olhou uma monstruosidade de olhos vermelhos e insanos, amassando as duas mulheres que se enroscavam, criando uma pasta sanguinolenta. Era pura e mais inconsciente ira. Enquanto ao lado, o outro ser que surgiu observava absorto. Tinha pernas curtas e desiguais, seus pés eram virados em ângulos indecifráveis e seus olhos continham a vontade avassaladora. Inveja desejava ser aquele que possuía a força, e a fome. Olhou para o canto escuro e desejou ter as moedas para si.

O homem rezava. Não sentia mais os ferimentos que agora se comprimiam contra a parede, sofrendo pela força que ele fazia para se afastar. O conclave de aberrações ainda estava ali, gerando mais membros. Dessa vez o monstrinho demorou mais tempo para se solidificar. A gosma se remexeu lentamente, esticando para um lado e para o outro, levando certo tempo para se solidificar. E da forma que veio ela permaneceu. Deitada sobre os braços enormes, olhando para o monge com os olhos sonolentos. Uma preguiça como nunca vista antes.

A ira desprendida contra as mulheres terminara, deslocando-se para o próximo, que mastigava sem parar. Enquanto isso uma última criatura surgiu, materializando-se rapidamente. Trazia consigo um pedaço de vidro, que refletia tudo aquilo que o tocava. E nada era mais belo do que sua própria vaidade.

A luz da lua tornou-se mais forte, atraindo a atenção dos monstros nascidos nas trevas. Olharam absortos para o clarão que entrava pela janela, e aos poucos desapareceram. Gritavam e berravam, amaldiçoando, invejando, sentindo a raiva…

A poeira se dissolveu no ar e desapareceu, deixando o som de moedas tilintando para trás. O monge engatinhou até a luz, e olhou para o céu. Sentiu a compreensão das coisas que haviam passado e das que estavam por vir. Os olhos que fitavam com tanto amor tornaram-se turvos, revirando-se diversas e diversas vezes.

Parou, e assim permaneceu.

Abaixou a cabeça, procurando o chicote e o encontrou. Arrastou-se até ele, tomou-o nas mãos, e segurou firme.

Perdoe-me, Pai, pois eu pequei. Os pecados expurgados retornaram, pois não há homem capaz de viver na inocuidade.

Chicoteou as feridas mais uma vez, e assim continuou até o pio da coruja. Naquela noite tentou se livrar de suas fraquezas, mas isso não lhe foi permitido. Uma força maior lhe impôs essas vontades, e assim ele permaneceu. Pois um homem sem máculas não precisava de Deus.

47 comentários em “Refluxo (Jefferson Lemos)

  1. Sidney Muniz
    23 de fevereiro de 2015

    Um excelente conto, diga-se de passagem.

    Um dos primeiros que li, e um dos que se salvou dentre esses, pois a homogeneidade da narrativa me agradou demais ao decorrer da estória.

    Trama interessante e acredito que o texto poderia terminar em “e assim ele permaneceu.”

    Trama(1-10)=10
    Narrativa (1-10)=10
    Personagens (1-10)=10
    Técnica (1-10)=10
    Inovação e ou forma de abordar o tema (1-5)=5
    Título (1-5)=5 Achei excelente o título!

  2. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    Bom, o tema eram os sete pecados, e, de todos, este me pareceu o mais pecaminoso. Há um questionamento religioso teosófico, e brilhante, do qual eu nunca tinha ouvido falar: Deus impõe o pecado ao homem para que ele precise de Deus. Fantástico! Pelo menos na Idade Média a Igreja desenvolveu um comércio parecido. Aliás, lembrei-me muito do livro “Demian” de Hermann Hesse, um livro altamente “herético” que marcou minha adolescência. Muito bem, Athelstan. (se não leu, leia Demian, acho que você vai gostar muito mesmo).

  3. Jowilton Amaral da Costa
    22 de fevereiro de 2015

    A leitura fluiu bem, mas, as imagens descritas dos pecados não me agradaram muito. Não percebi erros. O conto escrito todo em caixa alta não ficou legal, inclusive, se não estou enganado, é motivo de desclassificação em alguns concursos literários, não é o caso aqui, mas, aconselho a não escrever desta forma, fica estranho esteticamente. Boa sorte.

  4. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    Frase de efeito muito boa no final. Melhor aceitarmos nossos pecados, caso de ser religioso, mas também nos aceitarmos com nossos defeitos, ademais, o ponto é conciliar a existência com o pai que segue, seja ele um deus ou a lei. Ficou bem legal a explicação da expulsão temporária dos pecados, o belo vômito.

  5. Alexandre Leite
    21 de fevereiro de 2015

    Original e bem estruturado. Um bom texto que se encerra em tom filosófico.

  6. Leandro B.
    21 de fevereiro de 2015

    Oi, Athelstan.

    Estou um pouco dividido com o conto. Se por um lado achei que você fez um belo trabalho personificando os pecados, por outro acho que o conto ficou um pouco limitado a isso.

    Contudo, teve um trecho que não gostei muito na construção da cena:

    “Abriu a boca de forma sobrenatural e começou a emitir um som engasgado.”

    Me incomoda um pouco quando leio algo como “forma sobrenatural”. Isso porque parece que o autor está pegando uma imagem um pouco clichê do cinema de terror e usando como referência para o leitor. Uma “forma sobrenatural” pode ter, na verdade, inúmeros significados, e acho que vale muito mais a pena uma descrição detalhada.

    Mas de toda exposição, essa foi a única parte que me incomodou. Como disse, achei o trabalho muito bom nesse sentido.

  7. Lucas Almeida
    20 de fevereiro de 2015

    Achei bem criativo fazer o personagem vomitando, literalmente, seus pecados, mas acredito que o texto brilharia mais se os pecados agissem nele mesmo ele se auto flagelando. Muito bom, Boa sorte. 🙂

  8. Leonardo Jardim
    20 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (3/5) interessante, mas esperei um pouco mais. Os pecados são expurgados e não fazem muita coisa. Queria ter os visto tocando o terror rs

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, descreve tudo com muita clareza e fluidez.

    ➵ Tema: (2/2) muito dentro

    ☀ Criatividade: (2/3) os capetinhas dos pecados não é nada novo, mas gostei de sua abordagem.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei, mas queria mais.

    Problemas encontrados:
    ● Punia-se por não se forte o suficiente (ser)
    ● Dessa vez as criaturas que surgiram eram belas (vírgula depois de “vez”)
    ● Dessa vez o monstrinho demorou mais tempo para se solidificar (vírgula depois de “vez”)

    Obs.: Ficou fora de minha lista pelos critérios de desempate, no caso logo no primeiro: “emoção/impacto”.

  9. Pedro Luna
    20 de fevereiro de 2015

    Gostei. Criativo o lance com o refluxo de pecados. Uma boa sacada. Bem escrito também. O autor soube trabalhar com o limite curto de palavras. O último parágrafo ficou excelente. Gosto de contos que trabalham o último parágrafo. Ficou poético e bonito. Parabéns.

  10. Swylmar Ferreira
    19 de fevereiro de 2015

    Conto bem interessante onde o autor mostra o caráter estético da obra por intermédio da imaginação. A linguagem usada e a narrativa estão boas assim como a conclusão. Parabéns pelo conto que prende o leitor.

  11. alexandre cthulhu
    19 de fevereiro de 2015

    pontos fortes:
    Texto escrito pelas mãos de alguém experiente e com muitas horas frente a um teclado ou maquina de escrever. Possivelmente escrevinhou este conto para o desafio. È sem duvida, um dos mais originais que já li aqui.
    Pontos a melhorar:
    Intervalar as descrições com alguns pensamentos do personagem.
    parabéns e continue a escrever

  12. Bia Machado
    18 de fevereiro de 2015

    Nossa, que conto horrível! No bom sentido, claro, rs! As imagens que visualizei no início no conto foram terríveis, de dar agonia mesmo. Se era essa a sua intenção, conseguiu, embora o excesso de adjetivos tenha me incomodado, confesso. Não gostei muito, pra dizer a verdade, por não ser o tipo de texto que me chama a atenção. Mas está de parabéns pelo “climão” que criou com o seu texto.

  13. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    17 de fevereiro de 2015

    Muito bem. Desculpe, não sei falar seu nome. Você deu conta de tudo muito bem, bem até demais, e pecou nos últimos dois parágrafos que pareceram “lição de moral”. Ficaria massa, demais, top, only the best, se você os diluísse no meio do texto, sem fazê-los desaparecer.

  14. Rodrigues
    17 de fevereiro de 2015

    Eu não,gostei, mas esse conto é bom. Explico. A técnica utilizada foi muito consistente no que se refere aos personagens e cenário, a aparição das bestas – não de forma gratuita, mas intrinsecamente aliada ao personagem – foi bem feita e a relação final do monge com deus terminou com uma frase classuda. Eu só não gostei porque sei lá, não me agradou, mesmo, mas isso não tira o mérito do conto. Às vezes a gente não gosta de alguém e nem sabe o porquê.

  15. Maurem Kayna (@mauremk)
    17 de fevereiro de 2015

    A alegoria de todos os pecados usa de metáforas até adequadas, mas pensando em um conto como o entendo (uma situação de conflito que se resolve seja por clímax ou anticlímax), nada encontro aqui. Algo mudou no penitente após a alucinação ou situação fantástica? Não me pareceu…

  16. Gilson Raimundo
    16 de fevereiro de 2015

    Um enredo cheio de emoções, as evocações dos pecados criam cenas por vezes hilárias porém muito bem definidas. Realmente no mundo não há aquele capaz de viver sem pecados.

  17. Eduardo Selga
    14 de fevereiro de 2015

    O conto usa uma ferramenta que costuma render bons frutos narrativos, a personificação de sentimentos, no caso, dos pecados capitais, emprestando ao texto uma ligeira atmosfera de fábula. Digo “ligeira” porque se temos ao fim a “verdade moral”, característica do gênero (“[…] um homem sem máculas não precisava e Deus”), a antropomorfização não se dá com animais ou objetos, e sim, no mais das vezes, com monstro, algo que não é humano mas também não é animal, como ele é entendido. O monstro é muito mais um habitante de mitologias e de ficções, do que exatamente um animal.

    Considero eficaz, do ponto de vista narrativo, a ideia de os monstros dos pecados capitais se originarem a partir do sangue do religioso, que se autoflagela para libertar-se deles. No entanto, o conto perde intensidade em função da escolha do(a) autor(a) em elencar todos os pecados. Ou seja, diluiu-se a potência dramática do texto, ao narrar um evento para cada pecado. Como o espaço é curto e a ideia muito boa, teria sido mais produtivo se a trama se desse em função de apenas um dos pecados saídos do sangue. A partir daí seria possível enriquecer a cena com detalhes importantes à consolidação narrativa. Também há uma grande dramaticidade no ato de autoflagelar-se que não foi devidamente aproveitada, o que poderia ter ocorrido se houvesse espaço para isso, excluindo alguns pecados. O aspecto dramático ocorreu, porém ficou mais latente do que patente.

    Quanto à construção textual, é preciso tomar cuidado com os gerúndios. No sétimo parágrafo, por exemplo, a quantidade de vezes em que eles ocorrem é exagerada, causando “cansaço sonoro” quando da leitura. Isso deve ser observado em todas as formas nominais do verbo (gerúndio, infinitivo e particípio), pois suas terminações são muito fortemente marcadas, podendo o excesso causar sensação desagradável. Num parágrafo relativamente longo como é o sétimo, deveria ter havido equilíbrio entre o gerúndio e as outras formas nominais ou até mesmo usá-lo junto a formas conjugadas.

  18. Cácia Leal
    13 de fevereiro de 2015

    Muito criativo. No entanto, o desenrolar não me agradou muito. A luta entre o bem e o mal, o pecado e o perdão… o modo como foram colocados os pecados foi interessante. Talvez a culpa seja ainda maior que todos os pecados juntos, no caso do monge…

  19. rsollberg
    13 de fevereiro de 2015

    O Autor tem o mérito de ter inserido todos os pecados em uma ideia bem interessante.

    Um monge em autoflagelo vomitando seus pecados um a um é, sem dúvidas, bem original. O texto é bem descritivo, e a meu ver, até em excesso algumas vezes. Identifiquei-me de cara, pois também costumo usar muitos adjetivos em meus contos (uma coisa que preciso melhorar)

    Gostei muito do final, pois nos apresenta um conclusão que nos leva a reflexão.
    Também apreciei bastante o título, pois o refluxo da uma noção de compulsão, engolir apesar do mal que irá sentir, quase uma obsessão.

    Um bom conto!
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  20. Thata Pereira
    11 de fevereiro de 2015

    Gostei bastante do conto. Principalmente da forma como ele segue até o fim, como posso dizer… linear? O mesmo cuidado com as palavras, o mesmo “tom”. O final não foi corrido, apensar do limite. Explorar os pecados capitais assim poderia ser um risco muito grande com esse limite, sem focar em um específico. Mas o(a) autor(a) sabia muito bem o que estava fazendo.

    Boa sorte!

  21. Claudia Roberta Angst
    11 de fevereiro de 2015

    O conto está bem escrito, com notável cuidado do autor a selecionar suas descrições. Não me prendi muito à leitura,mas creio que por uma questão de gosto mesmo.
    Conto um pouco sóbrio demais para o meu gosto, mas bastante contaminado pelos pecados. Um penitente atormentado, julgando ser capaz de expurgar toda mácula de seu ser. Gostei da conclusão final de que um homem sem máculas, sem pecados não precisa de Deus.
    Sugestões:
    “Um choro arrependido, que era chorado noites e noites seguidas.” Choro chorado? Não foi uma boa escolha…
    Simplifique: (…) Seus olhos castanhos e pequenos.. > Seus pequenos olhos castanhos
    Boa sorte!

  22. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    Gostei das excelentes descrições, principalmente da gula. Nunca tinha imaginado um ser dessa maneira. Agora tô até com medo de continuar cometendo esse pecado hhahaha

  23. williansmarc
    11 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 10
    Técnica: 8
    Impacto: 6
    Inovação: 8

    Minha opinião: Achei interessante essa metáfora do penitente “colocando pra fora” todos os seus pecados e sentido-se nojento. Esse conto trouxe uma visão diferente do pecado, mesmo que use o clichê de pecador se confessando. O autor(a) inicia o texto com boas frases/construções e diminui um pouco a qualidade ao longo do conto, principalmente após os pecados começarem a aparecer. Enfim, gostei.

    Não encontrei falhas de revisão.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  24. Gustavo Araujo
    10 de fevereiro de 2015

    Essa ideia da autoflagelação expurgando literalmente os pecados ficou bem interessante. No entanto, não há muito mais do que isso. Como são sete os pecados capitais, o leitor meio que já fica esperando os outros brotarem, o que torna o texto previsível e cansativo. As descrições, contudo, conseguem manter o interesse aceso, ainda que se saiba, lá pela metade que não haverá grandes surpresas. Enfim, um conto de médio para bom, mas que padece do pecado de girar em torno de si mesmo.

  25. Gustavo Aquino dos Reis
    9 de fevereiro de 2015

    Gostei das descrições e da prolixidade do conto. A idéia de regurgitar os pecados ficou muito boa.

  26. mariasantino1
    8 de fevereiro de 2015

    Oi, tudo bem?
    Gostaria mais que ficasse claro que não eram reais as formas, as criaturas, que houvesse mais subjetividade, que ele delirasse vendo determinadas materializações (isso tá escrito certo? rsrs), e não que fosse de verdade o surgir dos pecados da forma que foi, porque fica fantasioso demais (para mim). O propósito do conto e atitude do clérigo, é bom, real, se sustenta, mas sugiro que insira flashs da vida dele para cativar o leitor, porque da forma que está, por mais que se sinta o sofrer, não se comove. No meu caso, fiquei um pouquinho agoniada, mas não importava muito que ele morresse ou não.
    Parabéns por algumas boas descrições “A cabeça raspada brilhava ao refletir a lua.” (isso me deixou ligadona). Queria ter gostado mais.
    Abraço!

  27. Gustavo de Andrade
    8 de fevereiro de 2015

    Este conto não pecou na gramática ou até na construção do texto, mas o “baile” de pecados não foi convincente, não promoveu uma narrativa. Foi mais uma constatação e descrição de signos referentes aos pecados do que uma sucessão real de acontecimentos decorrentes da atuação desses signos. Assim, ao invés de nos depararmos com personagens e cenários que interagem entre si, vimos certos aspectos vagos como “ira”, “preguiça” etc. se manifestando conforme a visão de quem escreveu sobre tais pecados, tornando o texto preso e engessado. Não há muitas críticas pontuais pois não há cronologia, ações, reações e interações factíveis. O texto termina como começa: sem muito propósito de ser.

  28. Luan do Nascimento Corrêa
    8 de fevereiro de 2015

    Excelente conto! Gostei muito da materialização dos conflitos internos do monge e do que foi dito no último parágrafo. O conto foi muito bem escrito e o enredo foi bem elaborado. Parabéns!

  29. Anorkinda Neide
    8 de fevereiro de 2015

    Encontrei uma reflexão profunda aqui…
    Pois um homem sem máculas não precisava de Deus.

    Todo o conto traz um simbolismo muito pertinente ao desafio pecados capitais e foi executado com eficiência.
    Pode ter uma coisinha ou outra pra ajustar no texto e na aparição e desaparição das criaturas.. mas, de verdade, este conto é filosófico! hehehe
    Parabens e obrigada pela leitura!
    (é daqueles q vou salvar nos meus arquivos 😉 )
    Abração

  30. Thales Soares
    7 de fevereiro de 2015

    Já sei quem é o autor deste conto! O estilo bate completamente com um cara bastante habilidoso na escrita (e que diz não possuir um estilo), e que vem evoluindo mais a cada desafio que se passa. O nome desse cara tem duas letras (é uma abreviação na verdade). C e J, não necessariamente nessa ordem. Acertei?

    Bom, em relação ao conto…
    Devo dizer que este desafio está me decepcionando pra caramba! Até agora eu li exatamente 18 contos (contando com este). Gostei de apenas 3 (contando com este tbm). A galera está seguindo o tema (pecados capitais, que é bastante interessante) pelo caminho errado, e os contos estão caindo na mesmice. Não gosto disso. Gosto de ler coisas diferentes. Histórias alucinantes onde a imaginação corre solta. Gosto de ver e sentir universos fantasiosos criados pela mente criativa dos escritores. Esse conto abordou o tema de forma bastante agradável.

    Eu adoro essa sensação de quando coisas que são totalmente abstratas ganham forma e saem por aí andando e falando, personificadas em seres bizarros e fantasiosos. A leitura fluiu muito bem, o autor cumpriu bem seu papel nessa parte. Só acho uma pena que o limite pequeníssimo de palavras deste desafio tenha impedido que os monstros do monge saíssem por aí e aprontassem pra valer! A formatação do texto foi toda feita com muito esmero. Gostei inclusive do título e da imagem de exibição.

  31. Mariana Gomes
    7 de fevereiro de 2015

    Ótimo conto! E desesperador o que acontece com o monge, o final foi uma boa conclusão pra esse sofrimento, fora a escrita de qualidade! Parabéns e boa sorte!

  32. Andre Luiz
    6 de fevereiro de 2015

    Olá, caro Athelstan!

    A)O que, de início, chamou-me a atenção, foi a fonte utilizada. Muito inteligente a escolha! O lirismo e a inovação chegam a todo momento, e o texto flui em uma perspectiva “nonsense” que faz delirar. Todos os pecadinhos tais quais criaturinhas demoniadas atormentando ao Frei formaram uma ótima combinação.

    B)O único erro que pude salientar é a lentidão da narrativa. Seria bem legal agilizar o inicio e o final do conto, limpando alguma palavra. Mesmo assim, parabéns e sucesso!

  33. Pedro Coelho
    6 de fevereiro de 2015

    Foi bem,texto cativante e curioso. Uma visão interessante dos pecados e suas devidas materializações e personificações,da nossa condição e do papel de deus. Começou um pouco confuso, mas depois se encontrou e seguiu assim até o fim.

  34. Luis F. T.
    6 de fevereiro de 2015

    Conto forte, flertando com o estranho e o surreal. Bem escrito. Descrições complexas e bastante trabalhadas, a mensagem do conto é nítida, mas tenho a impressão de que a história em si ficou rasa. Como se fosse uma cena ou um capítulo de uma história maior esperando para ser contada. Talvez seja só impressão. De qualquer forma, é um bom conto! Parabéns!

  35. Brian Oliveira Lancaster
    6 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.

    Essência: com certeza toda ela está aí. Nota – 10,00.

    Gosto: lembrou-me da primeira fase do anime Fullmetal Alchemist e, talvez por isso, agradou-me as incontáveis referências. O jeito como foi contado e o cenário escolhido combinam muito bem com as explicações. Nota – 10,00.

    Unidade: não notei nada fora do padrão. Nota – 10,00.

    Adequação: dando literalmente vida aos tipos, conseguiu atingir o objetivo. Nota – 10,00.

    Média: 10,00.

  36. Pétrya Bischoff
    5 de fevereiro de 2015

    Bueno, nota-se que o autor tem familiaridade com a escrita, que não apresenta erros (que eu tenha notado) e a narrativa conduz bem o leitor pelo texto. Mesmo as descrições fomentam imagens bem vívidas. Gostei, principalmente, de toda a narrativa do autoflagelo e das cousas que saíam do cara. No entanto, penso que não havia necessidade de citar todas os pecados, a mim soa como uma obrigação em apresentar todo os elementos. De qualquer maneira, boa sorte.

  37. Sonia Rodrigues
    5 de fevereiro de 2015

    Português
    Sugestões:
    Um choro arrependido, que era chorado … “choro chorado” Ficou repetitivo, poderia dizer um choro que persistia… ou um choro que se prolongava…
    Simplifique, pois o texto está muito confuso, por exemplo: “A onda disforme caminhou por sob a pele, subindo em direção à cabeça. O maxilar se arreganhou em um ângulo impossível, e uma gosma começou a escorrer pela boca.” Todo este malabarismo com as palavras para dizer que o personagem vomitou?
    Trama: pelo que entendi, o personagem é um penitente que se flagela e tem delírios com três pecados que ele teme cometer. O personagem quer ser santo.
    Então o conto e sobre o sofrimento que atinge as pessoas que negam sua humanidade e querem ser perfeitas. Fica sofrendo só em pensar no pecado que nem cometeu.
    Não consegui sentir interesse nem simpatia pelo personagem, porém reconheço que a trama foi tecnicamente bem desenvolvida.

  38. rubemcabral
    5 de fevereiro de 2015

    Gostei bastante: achei criativas as criaturinhas e o jeito de conto de fadas do texto. A escrita também está bastante segura, com boas descrições.

  39. Tiago Volpato
    5 de fevereiro de 2015

    Exato. Um homem sem pecados não precisa de Deus, é tão simples e eu nunca tinha pensado nisso. De que adianta esse sofrimento diário de auto flagelo para expiar os pecados se eles sempre voltam? Não é melhor deixar juntar um montão e pagar tudo no fim do ano?, para usar as palavras do grande Seu Madruga.

  40. Alan Machado de Almeida
    4 de fevereiro de 2015

    Conto muito bom, mas um que tem um certo tom poético que invejo. O uso de palavras mais rebuscadas em momentos bem colocados é um ponto positivo. Mas não foi isso que me atraiu. Foi a história que curti bastante

  41. Virginia Ossovski
    4 de fevereiro de 2015

    Uau! Muito bom, foi o que melhor conseguiu unir os sete pecados em um único conto: “pois um homem sem máculas não precisava de Deus”. Não vi erros na técnica, li tudo de uma só vez. Sucesso no desafio !

  42. Ricardo Gnecco Falco
    4 de fevereiro de 2015

    Bem escrito. Porém, achei que ficou didático demais. Como um curto roteiro de viagem cujas cidades a serem visitadas fossem marcadas, uma a uma, no decorrer da estrada. Achei que faltou vida, recheio, identidade. Talvez inspiração. Mas está bem escrito. Valeu a leitura.
    Boa sorte! 😉
    Paz e Bem!

  43. Lucas Rezende
    4 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a).
    Não vi erros, mas foi só isso. Senti falta de mais “floreios” no conto.
    O conto é muito interessante, gostei das criaturas formadas de acordo com o pecado que representam (faltou uma eu acho). O final me soou um pouco como lição de moral, sei lá, não me agradou.
    Boa sorte!!!
    May the force be with us…

  44. Leonardo Stockler
    4 de fevereiro de 2015

    A imagem que você criou é bela, e me lembrou, não sei porquê, o homúnculo do Fausto, do Goethe. Essas atmosferas pesadas de lugares fechados. É uma cena de expiação, e talvez fosse melhor ideia focar-se num pecado só, e aprofundá-lo. Sei que o limite permite pouca coisa, mas é que seria mais interessante do que apenas desfilar com os outros pecados, e te permitiria, talvez, descrever um pouco mais o ambiente e dar cores mais vivas à coisa.

    • Leonardo Stockler
      4 de fevereiro de 2015

      Esqueci de falar, mas gostei também de como você associou tudo isso a um processo fisiológico, o da indigestão.

  45. Fabio Baptista
    3 de fevereiro de 2015

    Olá,

    Achei legal a ideia de transformar os pecados em pequenas criaturas. Lembrou um pouco o conceito dos Perpétuos do Sandman. Infelizmente não havia espaço para o desenvolvimento das características de cada um e todos ficaram com “a mesma cara”.

    A escrita está muito carregada nos adjetivos e isso deixa o texto pesado, arrastado de ler em alguns momentos.

    Veredito: não gostei muito.

  46. Alan Machado de Almeida
    3 de fevereiro de 2015

    Nesse desafio não vi nenhum conto até agora que não me agradou. Tá difícil.

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Informação

Publicado às 3 de fevereiro de 2015 por em Pecados e marcado .