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Detox Literário.

Flores de Vênus (Rubem Cabral)

venus

É fácil criarem-se poemas sobre o belo: rosas, dias ensolarados, lindas borboletas. Rimar flor com amor, e não com dor. Júlia, minha ex-mulher, gostava de poemas assim; até lia alguns para nosso filho quando ele era pequeno. Coisinhas pegajosas como jujubas lambidas. Contudo, esse nunca foi o tipo de poesia que me toca. Faltam-lhes os esses de sangue, sêmen e saliva. Faltam vergões, desespero e chatos, por isso é tão chato… A sarjeta teria muito a ensinar aos pretensos poetas do limpinho, que certamente rabiscam seus textos assépticos com as mãos enluvadas em látex, que nunca foram ao urologista mijando pus, ou morreram de ansiedade ao esperar o resultado dum exame de sangue.

Tais ideias transitaram por minha cabeça na noite passada, quando escondido num arbusto no Aterro do Flamengo, por volta das onze da noite, eu gozei na boca de um rapaz desconhecido e observei o brilho da Lua cheia, que se espremia dentre as copas das árvores, ceder textura nacarada – de tom quase azul-claro – à minha porra que lhe descia pelo queixo. As sombras úmidas, o odor de bosta de cachorro e dum pé de abricó-de-macaco, o qual indiferente testemunhara àquela baixaria, os olhos escuros e cheios de malícia do talvez “de menor”, o gemido dele quando logo a seguir também semeou a terra, com uma das mãos apoiada a mim, agarrada aos meus pentelhos. Versos: nós escrevemos juntos naqueles efêmeros instantes estrofes da mais pura sujeira poética, e não testemunhei na vida algo mais bonito.

 

Meu vício é antigo. Normalmente o frisson começa a me consumir às cinco da tarde, mesmo tendo descascado uma no banheiro da empresa, logo depois do almoço. É quando chega a hora de planejar meticulosamente o trajeto de volta pra casa. Trabalho em Botafogo, vivo em Niterói, do outro lado da poça. O percurso é um campo minado, cheio de hot points difíceis de ignorar. Passaria talvez na academia aqui perto, malharia já pensando nos chuveiros depois. Ou talvez seguiria ao cine podrão com dupla dose de pornôs. Ou ao shopping e seus reservados tão populares. Ficaria tarde então; o tempo necessário para a troca de turno no Aterro: bateriam cartão os aposentados com seus cãezinhos, as babás e as crianças, e sob o lençol de escuridão os sôfregos, os gatos vagabundos, retomariam seus territórios. Os passivos transitando de um lado pro outro. Os ativos, feito eu, parados, fumando, eretos sob as calças. A polícia dando duras, arrancando uns caraminguás dos frequentadores, para aliviar os flagrantes de atentado ao pudor. Aquele velho teatro. Depois, eu correria para não perder a barca na Praça XV. Sentaria nos fundos da banheira velha, sem me incomodar com o afrodisíaco odor de urina que emanaria de suas entranhas encharcadas, e observaria o movimento, e ficaria de olho nos raros seguranças controladores da moral e dos bons costumes, e escolheria o momento estratégico de penetrar. Meia-noite e quinze chegaria ao meu apartamento, tomaria um banho longo – lavou, tá novo – e ainda conseguiria sonhar com mais sexo.

 

Tentei tratar-me, estive mais de uma vez num desses grupos de apoio, mas só consegui ganhar um condiloma de outra frequentadora do grupo, o qual soterrou de vez meu casamento. Minha ex voltou a Resende, onde moram seus pais, e já faz uns dez anos que não a vejo ou ao Pedrinho. É a vida. Não se pode ter tudo. Ou você é “de família” ou é “do mundo”, ou é Disney ou Lars von Trier. Na “Sessão da Tarde” nunca exibiram Querelle ou Saló.

 

Enfim, minhas preocupações recentes são outras e são bem mais triviais. Fiz quarenta e quatro no mês retrasado, mas não aparento. Eu me cuido e tenho a sorte de naturalmente parecer mais jovem; dão-me no máximo trinta, trinta e dois. Há uma semana, praticamente todos os dias, quando pego a barca eu esbarro com ele: o garoto de olhos verde-aguados. Ele é lindo, um anjo: tem a pele lisa e leitosa, como a de um albino ou alguém que nunca tomasse sol. Os cabelos nos ombros, aloirados, e olhos de um tom esquisito, feito o limo revirado do fundo de um lago de águas estagnadas. Uma mescla de beleza e tristeza, uma poesia ambulante, do tipo que aprecio. Há malícia em seu caminhar, ele exala pecado enquanto fuma sensualmente e sopra anéis de fumaça pela janela da embarcação. O jovem é blasé, parece sempre enfadado, tal qual se o mundo fosse incapaz de lhe prover novidades dignas de sua atenção.

O problema? Ele me esnoba, ignora meus avanços e olhares, e isso nunca me aconteceu. Sou bonito, másculo, tenho um físico invejável e me visto bem. Sempre fui disputado e jamais recusado. Envelheci, finalmente… Talvez eu seja, feito dizem os paulistas, um tiozão, e deveria ter vergonha na cara e buscar meus iguais, e não adolescentes lascivos que se acham a última Coca-Cola do deserto. Mas como resistir? Ele é o prêmio máximo, e sei que apronta com putos muito menos desejáveis do que eu. Por que conformar-me com prêmios de consolação?

Noite após noite, eu o desnudo com meu olhar, mordo os lábios, faço sinais indiscretos, e só vejo desprezo nos pântanos de suas íris, onde eu gloriosamente gostaria de me afogar. Isso, até hoje, até a grande chance finalmente pintar…

O garoto – deve ter uns dezenove – cortou o cabelo e parece bêbado ou drogado. A barca não balança, mas ele tem dificuldade de caminhar. Eu o olho fixamente e por fim ele devolve-me um meio sorriso que eu interpreto como convite.

Sigo-o até os mictórios e o encontro agachado num dos reservados. O fedor de urina faz meus olhos lacrimejarem. Abro a braguilha.

— Já nos conhecemos? – Eu indago, curioso.

— Voltei pra Niterói faz um mês, tô usando lentes. Digamos que há dezoito anos eu nadava aqui dentro… – ele aperta meu escroto. — Acho que herdei seus genes ruins, seu veado desgraçado!

Ele me acerta os testículos com um soco violento e me abandona chorando, ajoelhado naquela imundice, compondo, involuntariamente, outro poema espúrio.

49 comentários em “Flores de Vênus (Rubem Cabral)

  1. Andre Luiz
    23 de fevereiro de 2015

    Olá, caro Marquis!
    Seu conto simplesmente me saltou aos olhos desde a primeira frase. Gostei de tudo desde a forma de narração até os personagens e o desfecho da trama. Seu conto, além de críticas sutis em “A sarjeta tem muito a ensinar aos poetas do limpinho”, propõe uma reflexão sobre a poesia suja, com o sexo e a pornografia escrachada(algo que não foi bem visto na onda exagerada de livros e textos eróticos dos últimos tempos, com o ápice no aclamado/odiado 50 Tons de Cinza), indicando que não é o sexo que torna um texto bom; não é a sacanagem que faz algo ser interessante ou legível, mas é a forma como encaixar isto dentro de uma trama completa, viciante e praticamente perfeita; exemplificada muito bem pelo seu conto. O início é lancinante! O final então, nem se fala… É incrível! É como se o garoto de olhos azuis sentisse nojo do protagonista, sendo ele apenas um mero abusador, pedófilo, garanhão cujo ódio fez criar no garoto; ou então o próprio pai pelo qual ele sentia nojo. Enfim… Depois deste imenso comentário, tenho apenas que dizer que em minha lista dos dez melhores você ficou em primeiro, uma posição merecidíssma e que foi muito bem defendida pelo meu comentário acima. PARABÉNS!!!

  2. Sidney Muniz
    23 de fevereiro de 2015

    Um conto que vinha de maneira excelente, mas tipo “o final” putz, perdeu a linha pra mim.

    Não uma linha de respeito ou algo do tipo, mas a linha da narrativa que se seguia muita bem. Estava adorando.

    Bom, a qualidade do auto(a) é algo palpável. Diante disso e de minha impressão num todo só posso desejar sorte na próxima.

    Trama (1-10)=6,5
    Técnica (1-10)=9
    Narrativa (1-10)=9,5
    Personagens (1-10)=9
    Inovação e ou forma de abordar o tema (1-5)=5
    Título (1-5)=5

  3. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    Um conto um pouco sádico, como já indicava o pseudônimo do autor. O início lembra o metapoema “Antiode” de João Cabral: “Poesia, te escrevia: /flor! Conhecendo/ que és fezes./Fezes como qualquer,”. Essa intertextualidade é sempre benéfica, pois evoca reminiscências aos leitores do gênero. Na verdade, todo o conto, embora originalíssimo, lembrou-me Johann, do conto das “Noites na Taverna” de Álvares de Azevedo. Gostaria de recomendar-lhe este último livro. Você conseguiu construir uma atmosfera sombria, de vício, mas acho que há um pouco de exagero na insistência escatológica. A construção das frases está muito boa, criativa, assim como as imagens, os flashes de memória. Achei suas descrições muito nítidas. Bom, são essas as considerações e sugestões, boa sorte na sua carreira.

  4. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    Ah, sim, como eu digo para mim mesma, o podre me conquista, não adianta. Boa história, conto bem construído, os detalhes da barca fedida e a rotina de vícios, cada um com o seu. Poesia não tem que ser apenas rima de amor com flor, não, tem que ser de doer e foder também. Parabéns.

  5. Alexandre Leite
    21 de fevereiro de 2015

    Original, ousado e desafiador. Texto de qualidade.

  6. Leandro B.
    20 de fevereiro de 2015

    Oi, Sade.

    Olha, estava gostando bastante. Acho que você conseguiu apresentar um mundo e um personagem bem crus. Reais como o mundo pode ser na ficção. Gosto de leituras assim. Achei a apresentação do personagem muito bem feita. O problema foi a história em si, ou a falta dela.

    Me parece e, aqui é um grande parece, que o limite de palavras te deu algumas opções diferentes: Personagem ou enredo. Você optou pelo primeiro, o que é bastante válido, mas tenho certeza, e aí é certeza mesmo, que um conto ampliado funcionaria muito melhor aqui.

    O acontecimento que deveria segurar o conto é muito frágil. Talvez pela exposição pequena do filho anteriormente ou talvez porque tudo ocorreu rápido demais na barca, mas simplesmente não senti o impacto que deveria ter seguido a revelação e mesmo sendo uma descoberta forte, simplesmente não parece fazer jus ao poema sujo que é o mundo apresentado (talvez não tanto pela revelação em si, mas pela maneira como ela foi feita).

    Acho que é isso. Tenho absoluta certeza que pode ser um ótimo conto se expandido. Isso, claro, sem querer parecer presunçoso, afinal, pode funcionar para muita gente como está.

    Boa sorte!

  7. Leonardo Jardim
    20 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (4/5) podre, muito bem localizada no Rio de Janeiro (frequentei muitos desses lugares citados), gostei bastante.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, conduziu a história muito bem, aumentando nosso desprazer com os acontecimentos.

    ➵ Tema: (2/2) luxúria do jeito certo (quero dizer, do jeito errado rs)

    ☀ Criatividade: (3/3) bem criativo.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) senti nojo e várias outras emoções, ou seja, gostei muito 🙂

    Único problema:
    ● os gatos vagabundos, retomariam seus territórios (sem vírgula)

    ╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌
    Classificação: ❸ º (Teve nota 17 e empatou com outros quatro. Aplicando os critérios de desempate, ainda ficou empatado com “Locupletação”, ficando na frente deste depois de uma difícil decisão pessoal).

  8. Lucas Almeida
    20 de fevereiro de 2015

    Achei sensacional seu texto cheio de luxúria, escolhas erradas, e a presença do filho do final fechou com chave de ouro a trama. Não sei se é pecado dizer que queria que a punição no personagem/narrador fosse mais severa, mas seu texto brilha de qualquer forma. Parabéns.
    E Boa sorte 😀

  9. Pedro Luna
    20 de fevereiro de 2015

    Com um começo tão cheio de detalhes, o final parece abrupto, mas ao mesmo tempo ficou bom demais. Acho que não mudaria nada. A revelação no fim, do filho do cara, é chocante e engraçada. O autor sabe o que faz. Parabéns. Gostei do conto.

  10. Swylmar Ferreira
    19 de fevereiro de 2015

    Desculpe!
    A linguagem apresentada no texto é objetiva …

  11. Swylmar Ferreira
    19 de fevereiro de 2015

    A linguagem apresentada no texto apresenta é objetiva, mas cansativa, perdendo-se em detalhes e descrições. A trama é confusa. Mas a conclusão, apesar de abrupta é surpreendente o que ajudou bastante o conto.

  12. alexandre cthulhu
    19 de fevereiro de 2015

    pontos fortes:
    Bem este texto é pólvora. Tem cheiro, tem sabor, tem toque, tem visão, tem tudo. Você mexeu com os meus sentidos todos com o que escreveu. Parabéns por nao hesitar em contar uma historia narrada por um gay na 1ª pessoa ( aqui não importa se é ou não), a questão é que foi convincente e o poema que fez dentro desse conto é uma obra prima!
    Pontos a melhorar: Continue escrevendo!
    esta no meu top 10!!!

  13. Bia Machado
    18 de fevereiro de 2015

    Um final surpreendente! Ao menos eu não imaginava que isso fosse acontecer, embora estivesse esperando por algo que me surpreendesse. Fiquei pensando: nesses dez anos, o cara não procurou, não viu sequer uma foto do guri? Um conto bem escrito, de leitura até fácil para quem já encarou outras leituras do tipo, e apesar das cenas imaginadas durante a leitura eu gostei da sua habilidade com as palavras.

  14. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    17 de fevereiro de 2015

    Caaaraca muléqui! Era o Pedrinho? Um enredo perfeito, uma trama que deixa o leitor curioso e um último parágrafo que poderia ser só o soco no saco!

  15. Maurem Kayna (@mauremk)
    17 de fevereiro de 2015

    A introdução falando de poesia ruim se estende, aparentemente, além do necessário. Embora cumpra certa função no final da história. Tem excesso de descrições, mas a história é contundente e o final funciona bem, com surpresa mas com bom alicerce.

  16. Pedro Coelho
    14 de fevereiro de 2015

    Bem escrito, literatura crua. Explorou bem a personagem da “estabilidade” até sua decadência, bom final. Explorou bem o submundo do sexo e abordou psicologicamente bem o protagonista.

  17. rsollberg
    12 de fevereiro de 2015

    Pqp, brabeira pura!

    Ótima história, narrativa formidável e ambientação perfeita do Rio “decadente”.
    Um texto maldito, com a pegada de Miller, Bukowski e, pq não, de Sade e Gregório de Matos. (ok, de um outro ângulo)

    O ritmo é muito ágil e as frase muito bem construídas. Vários trecho saltaram aos olhos, um dos que mais gostei é esse “Não se pode ter tudo. Ou você é “de família” ou é “do mundo”, ou é Disney ou Lars von Trier. Na “Sessão da Tarde” nunca exibiram Querelle ou Saló.”

    O final é, verdadeiramente, um chute na virilha e uma cabeçada no nariz. Chocante e cru, insólito, mas verossímil.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  18. Rodrigues
    12 de fevereiro de 2015

    Achei o conto interessante, essa ideia da criação literária atrelada a situações intensas, a sujeita virando poesia na boca dos excluídos, essa é uma temática que me agrada e foi aqui bem apresentada e desenvolvida. As descrições dos personagens, principalmente o garoto do final, estão bem feitas, assim como os diálogos. A trama em si não me agrada, achei que faltou algum elemento que desse o clímax para a história.

  19. Thata Pereira
    11 de fevereiro de 2015

    Eu estava gostando do conto, das descrições, mas acho que uma reviravolta tão grande como esta, do final, foi muito corrida – sim, levei em consideração o limite de palavras. Aqui, o(a) autor(a) cuidou do meio do conto, descreveu de uma forma bonita e poética as cenas. Esperei que o final fosse descrito com o mesmo cuidado. O limite não deixou, mas, nesse caso, eu daria prioridade ao fim, eliminando outros parágrafos. Mas essa é a minha ideia e de forma alguma o(a) autor(a) tem a obrigação de acatá-la.

    Boa sorte!

  20. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    Pelo nome do autor, já imaginei que não viria uma coisa “limpa”, e foi isso o que aconteceu. A narrativa me agradou e o final foi bastante surpreendente. Parabéns!

  21. Gustavo Araujo
    10 de fevereiro de 2015

    Inegavelmente bem escrito. Caprichado nas descrições, no emprego de metáforas e na abordagem do lado psicológico do narrador. O conto desperta uma sucessão de sentimentos conflitantes — ora o leitor se pega admirando a habilidade de quem escreveu, ora acha que, bem, talvez uma ou outra expressão tenha sido usada de forma exagerada. O fato é que não dá para passar incólume por este texto. O problema — já estou convencido disto — é a limitação, que impede um maior desenvolvimento da trama, dando a sensação de algo incompleto. Em meu próprio conto sofri disso. Creio que em contos curtos é preciso ir direto ao ponto. A questão é que muitas vezes esse ponto não é do agrado de quem lê. E, como não há tempo nem espaço para conquistar o leitor, o texto fica com essa característica de ame ou odeie.

  22. williansmarc
    10 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 10
    Técnica: 8
    Impacto: 6
    Inovação: 6

    Minha opinião: O autor(a) escreve muito bem, conduziu o texto de forma bem interessante, principalmente na primeira metade, além de usar algumas boas frases. Mas a trama retratada não me agradou muito, apesar do final ter sido criativo, trazendo para o protagonista uma provável versão mais nova de si mesmo(seu filho) como seu maior prêmio sexual.

    Não encontrei falhas de revisão.

    Boa sorte no desafio.

  23. mariasantino1
    8 de fevereiro de 2015

    Hum… Que tara! Hehehe!
    Várias sensações me apareceram aqui, duas referencias fortes, vim ver o que era Querelle e… UI! Depois vim checar o Saló e cheguei ao Marquês de Sade (Sim, Dããã! Eu não conhecia). Temo que nenhuma das boas sensações permaneceram por muito tempo (e isso é ruim). Li e reli para não ser injusta, mas não gostei tanto desse conto quanto deveria, afinal, está bem escrito, tem uma surpresinha no fim e construções bacanas. Se assemelha um pouco a narrativa do livro “Morangos Mofados”, aquela desilusão…um não sei quê que acaba cativando… mas achei que foi escrachado quando deveria ser subjetivo e subjetivo depois de já ter sido escrachado demais.
    Sei que os colegas irão gostar mais que eu.
    Abraço!

    • mariasantino1
      13 de fevereiro de 2015

      Oi, autor(a)
      Sabe de uma? Eu voltei porque algumas coisas fluíram na minha mente de uma hora para outra. Não estava nem pensando no texto quando algo daqui surgiu “Ele é o prêmio, por que tenho que me contentar com menos?” Outra é que é meio doentio pensar nisso —>>> “Noite após noite, eu o desnudo com meu olhar,” Pow! O garoto virou um PUTO, ligado a sexo da mesma forma que o pai (por assim dizer) —>>> “herdei seus genes ruins.” Incutir a tragédia do pai deitar-se com o filho já mostra toda a ousadia do texto.
      Se pudesse apagava meu outro comentário, porque não olhei além como deveria (será que foi o narizinho da flor? :P)

      Reitero que parece mesmo com os contos do Livri Morangos mofados.

      Abraço!

      • mariasantino1
        13 de fevereiro de 2015

        Quis dizer* fazer imaginar a tragédia que seria o pai deitar-se com o filho (Aff! Eu não consigo falar TRANSAR. AHAH!). Mais abraço!

  24. Gustavo de Andrade
    8 de fevereiro de 2015

    Um conto sujo. “Os passivos transitando de um lado pro outro. Os ativos, feito eu, parados (…)” –> sensacionais essas frases.
    Gostei mais deste que do último conto sujo que me vem a cabeça, Filme de Rola, pois pareceu mais sincero e bem-resolvido, além de entregar um final estilo Trainspotting: acaba e pronto, foda-se. Embora tenha achado o desfecho incompleto em um sentido: faltou pancadaria do filho no pai, talvez até morte no mictório da barca. Não sei tecer outras críticas além dessa, e tenho certeza de que se Dona Sônia está participando certamente se encarregará das crítica mais incisivas.
    Boa escrita 😉

  25. Luan do Nascimento Corrêa
    8 de fevereiro de 2015

    Certamente um texto que se contrapõe ao belo, enraizando-se no baque de sentimentos outros que não os mainstream e criando poesia em prosa. Muito bem escrito, parabéns!

  26. Anorkinda Neide
    8 de fevereiro de 2015

    Um puto culto! Gostei dos dois primeiros parágrafos e da finalização deles : Versos: nós escrevemos juntos naqueles efêmeros instantes estrofes da mais pura sujeira poética, e não testemunhei na vida algo mais bonito.
    Muito bacana, muito forte.
    Mas o restante do conto nao me agradou mais… já havia bastante ‘peso’ sujeira no início e foi pesando cada vez mais até chegar na revelação final. Confesso que nao gosto de carregar tanto peso! 😛
    O estilo (posso falar pq está fechado o comentario) me lembrou deveras o conto Eu, Helen.. algo assim… portanto desconfio fortemente da autoria.
    Terás uma boa sorte no desafio, certamente!
    abraço

  27. Cácia Leal
    7 de fevereiro de 2015

    Interessante a maneira como escreve, descontruindo a poesia. Não faz o meu estilo. A ideia do pai apaixonar-se pelo filho é bastante criativa. A visão meio simbolista, meio pré-modesnista de escrever, de procurar chocar o leitor é buscada por muitos autores. É a negação do belo (sei que o conceito é subjetivo, mas me refiro ao conceito socialmente aceito). Não sei se é o seu estilo ou se você o utilizou apenas para este conto, mas foi uma leitura interessante.

  28. Luis F. T.
    6 de fevereiro de 2015

    É um conto bruto, sórdido e com um final inusitado. Bem escrito, sem dúvida. O único “defeito” é que o narrador não é uma pessoa agradável, o que afeta a narrativa em primeira pessoa. Mas foi proposital e acredito que este seja o efeito desejado pelo autor. Parabéns!

  29. Thales Soares
    6 de fevereiro de 2015

    Bom… a análise que farei aqui será quase idêntica a que fiz em outro conto que acabei de ler, que também tinha uma temática bem parecida com este.

    Não sou homofóbico, mas este tipo de história não me chama em nada a atenção. Não consigo me conectar com o enredo, por ser algo distante da minha realidade.Todavia, todo o conto foi escrito de forma espetacular! O autor domina completamente a escrita, e é capaz de fazer arte com as palavras. Parabéns.

    Achei o final meio estranho, não me agradou.

  30. Brian Oliveira Lancaster
    6 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.

    Essência: Apesar de estar sendo comum abordar o tipo escolhido, cumpriu bem a tarefa. Nota – 10,00.

    Gosto: Não curto este estilo visceral, mas vou avaliar o que mais me chamou a atenção: o início poético e sarcástico, contrastando com o meio que nos deixa curioso e a reviravolta surpresa do final. Nota – 7,00.

    Unidade: os itálicos foram bem utilizados e tirando o parágrafo colado que costuma me incomodar, não notei nenhum ajuste à mais. Nota – 9,00.

    Adequação: texto certeiro. Nota – 10,00.

    Média: 9,00.

  31. Gilson Raimundo
    5 de fevereiro de 2015

    Muito criativo o conto, uma narrativa eloquente de um Édipo e Jocasta as avessas onde o pai se interessa sexualmente pelo filho. Nisto é que dá o abandono por mais viciante que seja os prazeres mundanos uma hora a gente se dá mal.

  32. Pétrya Bischoff
    5 de fevereiro de 2015

    Caaaaaralho! Ótimo conto! Nem passou pela minha cabeça que seria o filho dele até o guri se manifestar. E ele se enebriou por uma pessoa que continha muito dele próprio; ô vaidade!
    A narrativa é deliciosa e a escrita é muito boa.
    Concordo acerca desses poetas limpinhos, adorei a frase “Faltam-lhes os esses de sangue, sêmen e saliva.”
    Está de parabéns, boa sorte!

  33. Jowilton Amaral da Costa
    5 de fevereiro de 2015

    Bom conto. O fim foi o melhor. Algumas cenas me deixaram bem desconfortável. Provavelmente era o que o autor(a) queria. Eu escreveria viado entre aspas na fala do filho, penso que ficaria mais verossímil do que veado, já estou tão acostumado do uso do “i” para o xingamento, que quando leio com o “e” me vem imediatamente na cabeça a imagem do bicho, do animal. Não percebi erros e achei muito bem conduzido. Boa sorte.

  34. rubemcabral
    5 de fevereiro de 2015

    Um conto repugnante e profundamente amoral. O personagem-narrador é muito bem construído, o final tem impacto…

  35. Tiago Volpato
    5 de fevereiro de 2015

    Um texto bastante forte, um verdadeiro ‘soco no estômago’. Você conseguiu passar as sensações desejadas parabéns.

  36. Alan Machado de Almeida
    5 de fevereiro de 2015

    Violentamente realista nas descrições, gostei disso. Me lembrou o estilo de China Mieville no seu livro Rei Rato que mostra uma Londres bem suja e dá destaque ao imundo. Parabéns. Curti esse conto.

  37. Gustavo Aquino dos Reis
    4 de fevereiro de 2015

    Gostei muito do conto, de verdade. Me lembrou a sujeira de um Bukowski, a escrita visceral, nua e deliciosamente podre, de um Pedro Juan Gutierrez. Porém, autor, o final – e olha que ele é inesperado – ficou aquém da grandeza de seu trabalho. (minha opinião). Parabéns.

  38. Virginia Ossovski
    4 de fevereiro de 2015

    Nossa! Gostei, muito bem escrito. Tem outro conto sobre um homossexual, mas esse é bem diferente, destacou bem o lado pecador do personagem. Isso de reencontrar o próprio filho me deixou de boca aberta! Sucesso no desafio.

  39. Ricardo Gnecco Falco
    4 de fevereiro de 2015

    Não é “o meu tipo” de história. Mas tem lá o seu estilão, digamos… Desbotado de ser.
    Um Arco-iris cinzento.
    Só pra rimar amor com cor… 😉
    Boa sorte!

  40. Lucas Rezende
    4 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a).
    A escrita é demais, muito boa mesmo. Sem comentários. Adorei as descrições.
    Não reclamarei de ter mais uma vez a luxúria como tema central, pois a história é muito boa e o final coroa o ótimo conto. Gostei do ar sujo e repugnante que teve o conto.
    Parabéns.
    Boa sorte!!!
    May the force be with us…

  41. Alan Machado de Almeida
    3 de fevereiro de 2015

    Curti bastante esse conto, tá no topo da minha lista até o momento

  42. Fabio Baptista
    3 de fevereiro de 2015

    Não há muito o que falar sobre a técnica, que beira a perfeição.

    A luxúria foi muito bem explorada, bem como a vaidade (em menor escala).

    A história consegue ser ainda mais suja e nos conduzir por lugares ainda mais “peculiares” que “Filme de rola”, um ótimo conto que fez sucesso recentemente aqui nos desafios.

    Sei que talvez pareça só uma chatice para botar defeito, mas garanto que não é – infelizmente o final ficou previsível. Na verdade… eu já li um conto com solução bastante parecida (no caso, era uma menina que tornou-se prostituta e acabou se “vingando” do pai ao prestar-lhe serviços e depois revelar sua identidade). Quando o Pedrinho foi mencionado, automaticamente me lembrei dessa outra história.

    O último terço do conto também soou apressado. Sei que o limite de palavras foi curto… sofri do mesmo mal e acho que o meu desfecho ficou um pouco apressado também, mas enfim.

    Veredito: ótimo conto.

  43. Eduardo Selga
    3 de fevereiro de 2015

    O conto trabalha com o maniqueísmo típico da sociedade ocidental, que tem muitas dificuldades em enxergar a enorme gama de entretons existente entre o preto e o branco; que ser ou não ser não é a questão: a questão é conseguir ver que muitas vezes uma pessoa é e não é, simultaneamente.

    Assim, o(a) autor(a) estrutura o discurso do conto em torno do masculino e do feminino, essas duas mundividências que são vendidas pelo discurso dominante como antagônicas. Ao fazer isso, ele (ela?) sustenta parte do estereótipo e rompe com outros.

    Cotidianamente ainda vemos associações simplistas quanto a populações que estão fora do discurso privilegiado, como ocorre, por exemplo, no caso da mulher. todo mundo já ouviu, leu e talvez até reproduza tolices do tipo “poesia é coisa de mulher”, e isso também vale para tudo o que denotar sensibilidade. O conto, ao menos em seu início, aceita esse discurso quando o personagem-narrador diz que sua ex-mulher gostava de “poemas sobre o belo: rosas, dias ensolarados, lindas borboletas. Rimar flor com amor, e não com dor”. Esta é a imagem que fica dessa mulher, uma criatura bem dentro do padrão romântico que foi construído discursivamente para se mirar como exemplo e seguir.

    É claro que existem mulheres assim, bem como existem mulheres de todo o tipo. O que estou a dizer é que a representação da mulher ainda segue o discurso dominante.

    E não deveria? É algum pecado capital mostrar uma mulher romântica? Decerto que não. No entanto, quando nos atentamos para a construção do personagem-narrador, percebemos que o tratamento é outro, muito mais instigante.

    Mas o início do conto também é uma ironia em relação à chamada “belas artes”, a literatura higienizada, sem pústulas ou cancros, a literatura cheirosa para madame ler de bunda pra cima e sob o ar-condicionado, em contraponto á literatura periférica, o texto “feio”, que põe os dedos nas feridas e cospe na cara dessa madame.

    Como todo bom personagem (não estou falando de tipo, que é um personagem absolutamente plano) o deste conto atravessa discursos, ou seja, apresenta várias facetas interligadas e que escapam ao senso comum. Primeiro, nós temos um forte traço de sensibilidade à arte, a percepção da vida como um fato estético, ao lado do traço, supostamente masculino, da objetividade e de “pé no chão” (“Contudo, esse nunca foi o tipo de poesia que me toca. Faltam-lhes os ‘esses’ de sangue, sêmen e saliva.”).

    Ele, que se diz ativo, se insinua para o jovem da barca, em várias passagens o descreve com carinho e desejo, e nisso há grande feminilidade pois demonstra querer mais que a carne: quer trocar carinhos. A masculinidade (e ele se diz ativo) é o princípio predador, o instinto de caçar para comer, sem preocupações estéticas do tipo “Ele é lindo, um anjo: tem a pele lisa e leitosa, […]. Os cabelos nos ombros, aloirados, e olhos de um tom esquisito, feito o limo revirado do fundo de um lago de águas estagnadas. Uma mescla de beleza e tristeza, uma poesia ambulante, do tipo que aprecio”.

    Ao mesmo tempo, numa postura conservadora, ele se considera uma anomalia, embora não afirme isso taxativamente. Mas quando diz “Meu vício é antigo.” e “Tentei tratar-me, estive mais de uma vez num desses grupos de apoio […]” esse lado antagônico do personagem se mostra. E o final é, simbolicamente (leitura literária é leitura de símbolos), a podridão em que ele julga viver. Vejamos o trecho do conto: “Ele me acerta os testículos com um soco violento e me abandona chorando, ajoelhado naquela imundice, compondo, involuntariamente, outro poema espúrio”.”Naquela imundície” não é a sujeira do mictório: é “esta imundície”, a sujeira que ele pensa ser sua vida, ainda que “inconscientemente”. E o uso da palavra “espúrio” é muito revelador. Ela é sinônimo de “ilegítimo” ou “bastardo”. Tanto se refere ao seu poema (metáfora para se referir à sua vida) quanto ao rapaz que o agrediu, seu filho.

    Ou seja, no frigir dos ovos (!) o personagem carrega consigo ambas as dimensões do gênero humano, de maneira mais ou menos equilibrada.

    Há algumas passagens textuais que são realmente muito bem construídas. Nem tanto pelo uso de linguagem figurada. O(a) autor(a) não parece ser adepto de muita imagem, mas consegue criar uma comparação inusitada em “Coisinhas pegajosas como jujubas lambidas”, uma bela ironia em “A sarjeta teria muito a ensinar aos pretensos poetas do limpinho […]” e a metáfora em “[…] o gemido dele quando logo a seguir também semeou a terra […]”.

  44. Mariana Gomes
    3 de fevereiro de 2015

    A escrita e boa e o personagem convence bem com toda sua melancolia, e esse final foi muito bom!! Parabéns e boa sorte!

  45. Sonia Rodrigues
    3 de fevereiro de 2015

    Entre a literatura e a pornografia, o limite é tênue. Discussão polêmica que evitarei aqui.
    O texto erótico tem arte. Sade filosofava na alcova. Baudelaire tinha uma postura social hipócrita a combater. Como em todo gênero, não importa o que se fala e sim como se fala, e, se tem arte ou porquê, fica.
    Eu não tenho nenhum interesse e ler descrições de relações sexuais promíscuas, muito menos relações entre homens promíscuos. Se há um autor brasileiro que não faz o meu gênero, é Nelson Rodrigues. Li, estudei, participei de oficinas teatrais sobre ele, se puder evitar, não vejo. Entre o sexo “animal” e a ternura humana, fico com a ternura. Questão de opção.
    Vamos ao texto. Abuso de lugares comuns, inclusive palavras estrangeiras desnecessárias: hot spot, frisson, físico invejável, a dicotomia ser do mundo ou ser família, controlador da moral e dos bons costumes. Talvez a intenção do autor fosse mesmo dar um ar de caricatura a seu personagem. Será?
    Ponto positivo para o começo. Promete destruir uma certa atitude meio “Poliana” de certos nichos de nossa sociedade, notadamente o católico. Falo com conhecimento de causa, porque circulo por alguns. Senhoras corpulentas de 70 anos revirando os olhos e declamando “ai como são lindas as flores de primavera!” A gente não sabe se chora ou se ri. Em que mundo essas alienadas vivem? Gosto, sim, de literatura engajada, política, mas o texto não seguiu por aí.
    A linguagem chula eu não perdôo. Falar de cheiro de urina, de excrementos de cachorro, parece que o autor quer chocar, “épatér le burgeois” – E se for esse o caso, está alguns anos atrasado. O complexo de Portnoy já foi escrito e filmado, e outros do mesmo gênero já abriram as portas da censura. Hoje todo mundo lê os 50 tons de cinza se quiser onde quiser.
    Enfim, esta técnica de mostrar o desagradável e o marginal está gratuita, sem sentido, já que nada acrescenta ao conto.
    Nunca entendi muito esta necessidade de mentir. Quer ser bi assumido, seja, em nosso século pode e tem gente que aceita o convívio. Já essa necessidade de mentir e fazer algo escondido, nunca entendi. Talvez os psiquiatras expliquem. Se todos souberem, perde a graça? Doença mental, em minha opinião. O sujeito foi até em grupo de apoio e não aprendeu a usar camisinha? Merece.
    O filho ir procurar o pai e colocar-se nessa situação constrangedora, não convence, é exagerado. Todo filho tem uma certa parecença, um ar de família, podia até ser parecido com a mãe, e esse truque da lente de contato não pegou mesmo. Que lente é essa que torna os olhos tão maravilhosos? Pois justamente a cor dos olhos é que parece atrair o personagem como um fetiche.
    Enfim, se o final pretende ser um “castigo”, ficou realmente pobre.
    Seria interessante se a descoberto de que o rapaz era filho fosse feita a posteriori, talvez ignorada pelo rapaz. Esse filho desejoso de se vingar do pai ficou meio no ar, afinal, nada sabemos do menino, a não ser que foi criado longe, com a mãe, e nada faz supor que ela não tenha sido uma mãe atenta e amorosa.

    Enfim, me parece uma sucessão gratuita de cenas repugnantes com o único intuito de chamar a atenção. Faltou sutileza. Há textos eróticos lindos, criativos, envolventes; não foi o caso aqui.

  46. Claudia Roberta Angst
    3 de fevereiro de 2015

    Conto muito bem escrito com a dose adequada de “sujeira” ao tema proposto. Imagens muito bem construídas e o ritmo acertado das ações culminam em uma leitura prazerosa (não tanto quanto às pecaminosas noites do protagonista). O final foi elaborado para dar um desfecho entre melancólico e surpreendente ao leitor. No entanto, lá pelos derradeiros parágrafos, a ideia já me surgiu como possível clímax. Isso pode acontecer com qualquer tiozão (com passado familiar) que resolva brincar com garotões no cair da noite. Pecou bonito. Parabéns!

  47. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    3 de fevereiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Impecável! Mais um que sabe o que faz. O texto é muito bem narrado e nos passa um bocado de informação nesse espaço curtíssimo.

    Sobre o enredo.
    Nada contra quem curte, mas meio nojento. hahahah
    Porém, o final foi um soco nos testículos. Muito bom e inesperado.

    Parabéns e boa sorte!

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Publicado às 3 de fevereiro de 2015 por em Pecados e marcado .