EntreContos

Detox Literário.

Indefectível (Ricardo Falco)

indefectivel.jpeg— Ele não está me olhando nos olhos.

Priscila observa André girar a tampa da garrafa de cerveja que agora lhe devolve.

— Onde ele está? — o rapaz pergunta após sentar-se de frente para ela, na poltrona ao lado do frigobar.

— Saiu.

— Saiu? — estranha. — Vocês brigaram?

— Não foi bem uma briga… — Priscila abaixa os olhos.

— O que foi que houve, então? — insiste.

A jovem eleva a garrafa que retém nas mãos, mas só após encontrar em sua mente as palavras certas é que dá o gole.

— Acho que ele não gostou de uma coisa que eu fiz… — diz então.

André sente o nervosismo de Priscila contaminar-lhe e vira-se na direção da pequena geladeira, ao seu lado, de onde retira uma garrafinha contendo alguma bebida alcoólica a refletir o brilho de seus atentos olhos.

— E o pior é que eu gostei! — Priscila dá outro gole na cerveja, desta vez mais rapidamente.

Ela só não percebe ainda o estado de plena excitação no qual o rapaz se encontra, absorvendo todas as informações daquele momento.

O quarto de André ficava no mesmo andar que o de Priscila e Rafael; no final do corredor. O restante da produção estava alojado dois pisos acima. Era um hotel de luxo, localizado na zona nobre de São Paulo, onde passariam toda a semana do evento.

André solta, de repente:

— Priscila… Desculpa, mas eu não estou me sentindo à vontade com você aqui no meu quarto… — o rapaz não a encara. — Acho que eu saquei sobre o que você está tentando me contar… Você sabe que eu pego essas coisas bem rápido, né? E acho que o que não vai pegar muito bem é a gente ficar aqui; só nós dois aqui dentro, uma hora dessas… Isso não vai pegar muito bem, Priscila…

A jovem assusta-se, como se repentinamente percebesse algo. Algo estranho, forte… Indefectível.

— Que isso, André! A gente é amigo… O Rafa sabe que eu gosto de conversar com você. Não entendi qual foi desse estresse… Não tem porque ninguém ficar pensando nada… — Priscila ajeita uma mecha do cabelo que caía sobre seu rosto e dá mais um longo gole na cerveja. — Isso é viagem! Nada a ver!

O amigo fica em silêncio, como se discordasse dela.

— André…? — Priscila insiste.

Ele aproveita a deixa:

— Sabe… Você sempre vem conversar comigo sobre esses assuntos mais “íntimos”, saca? Só que eu sou homem, Priscila! — esbraveja o amigo. — E o Rafael também! Certamente ele não vai gostar de saber que você está aqui no meu quarto, enquanto ele está fora; e ainda por cima me contando o que está me contando…

Priscila pensa por um tempo, ainda confusa, mas permanece em silêncio. André é direto:

— Você já parou para pensar nas coisas que você me conta?

— Ué, então eu não conto mais! — diz a jovem, que começa a ficar na defensiva. — É que eu não tenho ninguém para conversar sobre o que eu estou sentindo. E, se você quer saber, o Rafael está cada vez mais distante de mim. Nunca foi de conversar mesmo, mas desde que comecei a desfilar…

Priscila não termina a frase; parece desnorteada. André a olha nos olhos:

— Não; sério… Por exemplo, isso que você me contou agora há pouco… — André continua a encará-la. — Que o Rafael está bolado com você pelo fato de você ter feito “uma coisa” que ele não gostou. Mas, que você “adorou” fazer! Francamente…

Priscila pela primeira vez sente-se envergonhada diante de André, como se estivesse indefesa, entregue. Como se estivesse…

— Nossa… Você colocou as coisas de uma forma…

Como se estivesse…

— Mas não é verdade? — André exalta-se. — Vamos dar nome aos bois aqui… Sobre o que você estava falando, Priscila? O que foi que você fez que ele não gostou?

— F-foi… — A jovem fica sem ação.

Como se estivesse…

— Não foi exatamente isso que você sabe que eu estou pensando agora? — André joga a pergunta, olhando no fundo dos olhos dela.

Como se estivesse…

Priscila nem acredita na singeleza com a qual balança a cabeça, concordando com o rapaz.

… Nua.

Ela gostava dele. Na verdade, ela não sabia de ninguém mais parecido com seu namorado do que André. Certa vez até pensou em comentar com Rafael alguma coisa a respeito dessa impressão de mistério que André lhe causava. Mas, ainda em tempo, lembrou-se de que, antes de começarem a namorar, ela achava o mesmo de Rafael. Aliás, fora por esse mesmo ar misterioso que Rafael também lhe transmitia que, de início, Priscila sentira-se atraída.

André ri, sujeitando Priscila a fazer o mesmo, ainda admirada com a naturalidade com que conversava com ele.

— Mas você bem que gostou disso, não é Sr. André? — Priscila solta a pergunta, influenciada por algumas imagens que escapam de sua mente.

… Tão rápidas quanto a resposta do amigo:

— “Adorei”! — brinca, imitando-a.

Ela ri, pois agora era André a sentir-se constrangido. Ou a fingir-se como…

— Priscila… — o amigo adota então o sarcasmo — Volta para o seu quarto, volta… Vai lá treinar para o seu desfile. — pede.

Os dois riem compulsivamente, numa cumplicidade de fazer inveja a irmãos gêmeos.

Siameses.

— E se eu não voltar? — a jovem resolve brincar também, já bem mais leve, como a garrafa vazia que ainda retinha nas mãos.

André a olha; profundamente.

Incestuosamente.

Priscila percebe a pressão na linha que está prestes a romper, cedendo aos poucos ao empirismo daquele momento perigoso.

— O que quer dizer este olhar, André?

Perigoso e tentador.

— Você decide…

O rapaz levanta-se do sofá em frente e para diante da jovem, segurando outra garrafinha que retirara do frigobar, no caminho. Estica então o braço na direção de Priscila, sentada a observá-lo, calada, e diz:

— Isso é vodka russa…

A amiga continua em silêncio, tentando, inutilmente, dar fim à batalha que é travada em seus mais secretos pensamentos.

— Quer um gole? — ele oferece a ela.

Ao pegar o vidro da mão de André, Priscila dirige num rápido movimento sua atenção para um insinuante ponto mais à frente, convidativo, fixando ali seu já entorpecido olhar.

— Quero…

Irremediavelmente atraída.

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93 comentários em “Indefectível (Ricardo Falco)

  1. Ricardo Gnecco Falco
    25 de fevereiro de 2015

    É. minha ruivinha preferida do EC… O alkorrol tem desses poderes! 😉
    Valeu pelo feedback!
    Abração!

  2. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    Você escreveu um conto erótico, com linguagem coloquial e informal. Seu estilo é fluente e claro, e você revelou, neste conto, talento para escrever contos, e principalmente, romances, neste gênero, já que o conto parece o capítulo inicial de um longo livro. O público alvo da modalidade, ao que parece, é o maior que já se interessou por ler, portanto você deve levar isso em conta. Eu, no seu lugar, continuaria, já que você, inequivocamente, domina o gênero. Sua história transpira erotismo do começo ao fim. Em relação ao seu estilo, notei uma afinidade com clichês (tipo “dar nome aos bis”, “adorei”). Embora, em contos literários isso seja um defeito, se você estiver optando por literatura erótica de massa, isso é até desejável. È tudo uma questão de gênero. Outro exemplo: o “amigo” da Priscila ressente-se de ela ir conversar assuntos “íntimos” com ele. Na maioria dos contos aqui, em que o sexo é tratado às vezes com uma total depravação, isso não teria sentido, mas faz sentido dentro do gênero literário que você escolheu. Não encontrei erros de português, e apreciei muito seu conto. Sugiro a leitura de “O Amante de Lady Chatterley”, de D. H. Lawrence.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Obrigado pelo comentário tão ricamente estruturado e pela sugestão de leitura. Aliás, parabéns por todos os seus comentários, em todos os trabalhos dos colegas também; sempre atenciosos, embasados e repletos de simpatia! Você ajudou bastante a aumentar a qualidade do que todos nós, escritores, sempre buscamos encontrar por aqui, no EC.
      Volte sempre, “pai da Virgínia”! 😉
      Abraços,
      Paz e Bem!

  3. Jowilton Amaral da Costa
    22 de fevereiro de 2015

    Fiquei curioso pra saber o que a garota fez que seu namorado não gostou, e ela sim. Também não saquei qual foi o pecado capital narrado aqui. É um conto simples, gostei dos diálogos, achei naturais, mas, a estória não me surpreendeu em nada. Boa sorte.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Eu também fiquei curioso, Jowilton! (rs!) Mas, a malandrinha da Priscila também não quis me contar… 😉
      Quem sabe depois de uns drinks ela não acabe revelando…
      Abrax, parceiro!

  4. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    Melhor beber e engolir tudo, sem derramar. A construção do conto ficou interessante, mas o diálogo, creio que não me conquistou muito. Esse assunto de ser homem é uma boa desculpa para segundas intenções, que assim seja, amém. Abraços.

  5. Alexandre Leite
    21 de fevereiro de 2015

    Diálogos bem desenvolvidos que sustentam um texto eficiente.

  6. Leonardo Jardim
    20 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (2/5) achei simples, uma passagem comum na vida de duas pessoas.

    ✍ Técnica: (3/5) boa. Diálogo bem conduzido. Só não gosto muito de contos no tempo presente…

    ➵ Tema: (1/2) luxúria, mas muito contida.

    ☀ Criatividade: (1/3) existem várias histórias de amigos que se apaixonam.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) esperei mais do final, talvez salvasse essa sensação de mais do mesmo.

  7. Lucas Almeida
    20 de fevereiro de 2015

    Achei um pouco clichê sua história por se tratar de de um casa que briga, ai tem o amigo que sempre gostou da moça mas só ficava de longe invejando a relação dos outros etc. Provavelmente, depois que ela fizer sexo com ele se pensarmos numa continuação para isso, ela volta para o outro e finge que nada aconteceu, e imaginar isso não me prendeu ao seu texto. Porém, tem potencial, acho que uma insinuação mais forte do pecado da luxuria pode ofuscar o clichê do texto.
    Boa sorte. 🙂

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Lucas… Lucas… Lucas… Acho que ainda não tinha lhe visto por aqui, parceiro! Obrigado por compartilhar comigo suas impressões sobre a leitura!
      Seja bem-vindo! 🙂
      Abração!

  8. Leandro B.
    19 de fevereiro de 2015

    Oi, Nikolai.
    Sempre acho estranho ler um conto no presente.

    Bom, achei a história um pouco morna. Consegui acreditar na existência de ambos os personagens, mas o drama da vida deles não chegou a me fisgar. Talvez se conhecesse um pouco melhor André ou Priscila a coisa pudesse ser diferente, mas da maneira que está não me causou muito envolvimento.

    Não tenho muito o que dizer aqui. Parece de fato um recorte do cotidiano de alguém, mas não acho que esse tipo de texto funcione se não tornarmos um pouco mais complexos os pensamentos que envolvem os personagens durante esses acontecimentos, e as mil palavras parecem uma restrição que o conto não conseguiu ultrapassar.

    Mas achei bem escrito, fluido. A narrativa é boa, e por isso ganha pontos.

    Boa sorte!

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Grande Leão… Digo, Leandro! 🙂
      Obrigado pelas impressões compartilhadas, parceirão! Realmente, curto bastante deixar as possibilidades bem “abertas” para incentivar a imaginação da galera!
      Agradeço os elogios tb!
      Abrax,
      Paz e Bem!

  9. alexandre cthulhu
    19 de fevereiro de 2015

    pontos fortes:
    Texto bem estruturado, que fala sobre bloqueios entre amigos que querem ser mais do que aquilo que são.
    Pontos a melhorar: Achei os diálogos muito infantis
    O texto é um pouco vazio de conteúdo.
    O tema do desafio ( pecados) passou um pouco ao lado.
    Julgo tratar-se de um jovem autor, portanto se assim é, tem um vida pela frente para desenvolver e evoluir
    Continue!

  10. Swylmar Ferreira
    19 de fevereiro de 2015

    Texto muito bem escrito, a trama apresenta personagens bem escritos, e o autor coloca o tema de modo muito perspicaz. A linguagem não é cansativa, além, e o conto bem narrado com timing perfeita, a conclusão fica a critério do leitor. Excelente caro Nikolai.

  11. Luis Felipe Takano
    19 de fevereiro de 2015

    Depois de uma segunda leitura, com a cabeça mais fresca, acho que compreendi o conto, rs.

    Acho que um dos problemas é a narração, especialmente, lá do meio pro fim do conto. É bastante interessante essa intercalação entre narração “neutra”, narração baseado no pensamentos dos personagens e os diálogos, mas isso acabou atrapalhando um pouco. O que foi exacerbado pelo fato de eu não ter compreendido o final logo de cara.

    Aliás, eles são irmão gêmeos não? Diz que sim. Por que, se não forem, não entendi seu conto mesmo. E se é esse o caso, não sei se essa informação precisava ser guardada pro final pra dar aquele impacto/twist na história. Talvez desse pra contar logo de cara que eles eram irmãos e deixar a relação incestuosa como a grande surpresa. Isso se eles forem irmãos mesmo, senão ignore esse comentário, hehe.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Rs!
      Pow, Takano… Eles não são irmãos, não… Rs!
      Mas tá tranquilo; não vou fazer você ler essa bodega pela terceira vez, né! (rs!)
      😀
      Valeu pela(s) leitura(s)!
      Quem sabe no próximo Desafio eu diga sim! 😉
      Abração!

  12. Rodrigues
    18 de fevereiro de 2015

    Eu gosto de contos que não revelam nada de cara, deixam o leitor em gradativa curiosidade até o final. Porém, nesse conto achei desnecessário pois a revelação não é nada de mais, acho que inclusive o autor podia chafurdar nesse aspecto, contar meandros, detalhes, ou até mesmo colocá-los como memórias entre as linhas. A técnica é ótima, está bem escritor, só achei que faltou mais entrega.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Safadinho esse Rodrigues, hein… (rs!)
      Deixa pra Priscila chafurdar/entregar porque, afinal de contas, a protagonista é ela! 😛
      Valeu pelo comentário, Brô!
      Abrax!

  13. Pedro Luna
    18 de fevereiro de 2015

    Não gostei. Sei lá, moça infiel e amigo filho da p***, mas ficou só nisso. Fora que do nada o amigo muda a atitude. Não me convenceu.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Hey! O André não é um… Um… Um…
      Ok.
      É sim. 😦
      Mas, beleza… Você é o campeão desse Certame, então pode detonar o… O…
      O…
      Enfim… Você me convenceu. 😉
      Abrax, parceiro!

  14. Bia Machado
    18 de fevereiro de 2015

    Bem, gostei da narrativa leve, mas a mim parece que ficou faltando algo, um aprofundamento das ideias, terminei a leitura como se não tivesse conseguido chegar ao ponto onde o autor talvez gostaria que eu chegasse…

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      ‘Ce preocupa não, Bia… Deixa a profundidade para a Priscila; esse negócio de chegar ao ponto é com ela! 😉
      Obrigado pela leitura e comentário!
      Abração!

  15. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    17 de fevereiro de 2015

    É fóda ser o amigo confidente para esses assuntos! Boa a levada suave do texto, sem forçar a barra e a cena que ela pega a vpdka é perfeita!

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Valeu, Carlos! Como (muito bem) disse uma colega nossa mais acima… “Melhor beber e engolir tudo, sem derramar.” 😛
      Obrigado pelo feedback, parceiro!
      Abrax!

  16. Maurem Kayna (@mauremk)
    17 de fevereiro de 2015

    Se havia algo além de uma pulada de cerca começando, eu não pesquei. O diálogo é confuso e se pretendia insinuar coisas, o faz sem a tensão ou intensidade que teriam dado graça à coisa.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Foi mal aê, Maurem! Quem sabe na próxima eu consiga ser mais intenso! Obriado pela leitura e feedback! Abração!

  17. Pedro Coelho
    15 de fevereiro de 2015

    Apostou bastante nos diálogos e deixou o texto mais dinâmico, tratou os pecados de forma bem sutil, e ficou legal. Não tentou forçar um clímax nem um desfecho surpreendente para tornar um texto apelativo. Gostei das sutilezas gerais do conto.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Valeu, Pedro! Sutileza foi meu sobrenome neste texto… Mas tá em Russo. 😛
      Abração!

  18. rsollberg
    12 de fevereiro de 2015

    Boa estória…
    ´
    Mas, não é tão simples construir um conto em diálogos, algumas partes funcionaram, outra não. Percebi alguns equívocos no uso do travessão, o que é muito mais grave em um conto com essa estrutura. “— André continua a encará-la. — Que o Rafael está bolado com você pelo fato de você ter feito “uma coisa” que ele não gostou. Mas, que você “adorou” fazer! Francamente…
    “— Não foi exatamente isso que você sabe que eu estou pensando agora?
    — André joga a pergunta, olhando no fundo dos olhos dela.” (o pós fala aparenta ser uma nova fala)

    Penso que o autor ao colocar palavras solitárias entre parágrafos, acertou e errou em igual proporção. Ou seja, umas caíram bem, outras não.

    Como ponto positivo destaco a agilidade do texto, e o tom coloquial dos diálogos – que soaram bastante naturais.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  19. Thata Pereira
    11 de fevereiro de 2015

    Não entendi a intenção do(a) autor(a) aqui. Até tentei, lendo duas vezes, mas a historia não me atraiu. É até estranho ser tão vaga assim, peço desculpas ao autor por isso. Talvez o limite tenha, realmente, limitado sua criação.

    Boa sorte!

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Valeu, Thatá! Na verdade, fico até feliz que você não tenha entendido. (rs!)

      Se é que você me entende… 😉

      Abração, menina!

  20. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    Fiquei preso pela narrativa, mas no final, parando pra pensar, vi que faltou algo. Não sei bem o que foi, mas eu esperava por algo mais explosivo no desfecho, por toda a tensão criada anteriormente. Parabéns e boa sorte!

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Rodrigo… Posso quase te garantir que rolou uma explosão.
      …Depois.
      😉
      Obrigado pela leitura e pelo comentário!
      Abrax!

  21. Gustavo Araujo
    10 de fevereiro de 2015

    Bacana esse diálogo repleto de desejos subentendidos. As conversas sobre sedução giram assim — pelo menos é assim que eu me lembro, rs. Achei muito verossímil a conversa. O autor sabe como construir diálogos sem parecer teatral ou artificial. Uma pena — e novamente há que se culpar o limite de palavras — que o conto se resuma a essa cena.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Ah, tá bom, Anfitrião! Vou fingir que eu acredito nesse “pelo menos é assim que eu me lembro”! (rs!)
      😉
      Abração e, mais uma vez, parabéns pela ótima criação que apresentou neste Desafio. Fui assistir hoje (ontem) o “Sniper Americano” no cinema e lembrei da sua linda (e triste) história!

  22. williansmarc
    9 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 9
    Técnica: 6
    Impacto: 6
    Inovação: 6

    Minha opinião: Mais um sobre luxuria. Achei os diálogos um pouco diretos demais e isso deixou o ritmo do texto acelerado.

    Houveram alguns parágrafos onde faltou travessão.

    Enfim, a trama não me conquistou.

    Boa sorte no desafio.

  23. Gustavo Aquino dos Reis
    9 de fevereiro de 2015

    Gostei do conto. Mas, achei um tanto quanto raso. Os diálogos são muito bons. Porém, senti seriamente a falta de um enredo mais elaborado.

    Parabéns.

  24. Anorkinda Neide
    7 de fevereiro de 2015

    Um conto juvenil, bem ao estilo de uma pessoa ae… hehe
    Muito bacana, perfeitinho!
    mas novamente, eu acho q foge do tema pecados.. pois to avaliando assim, toda e qualquer historia caberia no mote pecados, visto que contamos aventuras humana e todas vem recheadas de pecados…
    eu acho q o proposito do desafio era evidenciar um ou todos os pecados, mas jogar o holofote nele, no pecado. Não acho q isso aconteceu aqui, com essa paixao entre André e Priscila.
    Boa sorte ae!

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Sério que você SEMPRE me reconhece nas entrelinhas, dona Neide…? Vamos parar com isso, hein! Já é assédio literexual! 😛
      Agora sério… Eu concordo com o seu propósito. Mas, tenho que confessar, eu escrevo os textos para mim mesmo (rs!). Me divirto escrevendo, imaginando… O que mais curto é o processo de criação. Depois que termino, fico lendo e relendo e relendo… Aí enjoo. E vomito o que sobra pros outros. Mas o caldinho mais saboroso fica sempre comigo. 🙂
      Pronto. Acho que já pequei demais nesta resposta, não? 😀
      Abração e obrigado pelo feedback!
      Paz e Bem!

      • Anorkinda Neide
        25 de fevereiro de 2015

        kkkkkkkk assédio literosexual?!

        Eu acho isso de eu te descobrir muito bom, pq revela que vc tem o seu estilo e está desenvolvendo ele em toda oportunidade que tem e se firmando um ótimo autor juvenil 🙂

        Desejo sucesso pra vc, sempre!

  25. Luan do Nascimento Corrêa
    7 de fevereiro de 2015

    Achei a trama um pouco forçada e os diálogos muito artificiais. Para além, o conto foi bem escrito, não encontrei nenhum erro que atrapalhasse a leitura.

  26. Cácia Leal
    7 de fevereiro de 2015

    O conto é bom, mas achei bastante confusa a história. O pecado capital fica subentendido apenas, foi o que me percebeu. Ela traiu o namorado ou não? Não me cativou muito, mas pode ser uma questão de gosto pessoal.

  27. mariasantino1
    7 de fevereiro de 2015

    Ops² Achei que esse conto é o menor… (menor no sentido de curto, claro)

  28. mariasantino1
    7 de fevereiro de 2015

    Olá!

    Achei que ele é o menor de todos, o mais com toque de lampejo. Isso não tem nada a ver com os caracteres, é devido a narrativa. Você descreve um local e o que oferece por fora não faz criar imagens da moça e do rapaz (minha opinião). Tem um miniconto aqui que se chama Caída, onde se sente que há algo por trás, uma trama antes, bem antes. No seu conto eu não senti isso, infelizmente não me cativou.
    Gostei da sensação de flerte prestes a cometer um ato libidinoso que se pode completar na mente algumas coisas, só faltou construir os personagens, mais algumas descrições do caráter da moça, assim como o do rapaz.

    Desejo sorte.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Valeu, Mary! 😉
      Não tem nada por trás, mesmo… Tá tudo bem na frente da moça.
      Simples assim. 😛
      Bessos!

  29. Mariana Gomes
    7 de fevereiro de 2015

    O conto foi enrolado no começo e corrido no fim, mas ainda obedeceu ao tema. Continue tentando e boa sorte!

  30. Andre Luiz
    6 de fevereiro de 2015

    Olá, caro Nikolai!

    A)Inicialmente, adorei sua introdução, você soube chamar atenção do leitor para seu conto, com diálogos bem construídos em cima da “amizade colorida” de André e Priscilla, tornando tudo leve e verossímil. Algumas palavras soltas no meio do texto acabaram se encaixando perfeitamente, linkando a estória de tal forma que me espantou. Além disso, o tema é totalmente inesperado, que envolve uma traição de amigos QUASE irmãos, então uma espécie de incesto extraordinário. Estonteante!

    B)Apenas daria uma agilizada no enredo como um todo, limpando algumas palavras principalmente no meio. Parabéns e sucesso no conto!

  31. Gustavo de Andrade
    6 de fevereiro de 2015

    Estrutura e narrativa:
    Esse “insiste” no começo acho que pode ser suprimido. Pelo teor da frase já se desprende que é uma insistência no assunto que ela não faz tanta questão de abordar.
    Essa chatice dele de se rebelar contra a amiga porque ele foi sexualmente ignorado por ela é meio High School Musical demais, classe média sofre, os choradores de friendzone. Não me convenceu a revolta dele e, principalmente, o jeito como ela “cedeu”.
    O “André joga a pergunta” também se faz desnecessário nesse contexto. Afinal, fica claro que ele está perguntando.
    “Na verdade, ela não sabia de ninguém mais parecido com seu namorado do que André.” –> Achei esquisito. Pois: ela não briga direto com o namorado? O fato do amigo ser parecido com o namorado não iria repeli-la dele, principalmente num pós-briga?
    Novamente, não traz muita verossimilhança a “entrega” dela ao sr. André Friendzone. Não parece algo que aconteceria de fato.
    O conto é legalzinho, escrito de uma maneira até instigante, mas a narrativa poderia ter muito mais brilho com essa técnica se esta fosse empregada num enredo mais original, ou mais real.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Você tá muito cri-cri, Gustavo! (rs!) Vamos sair e tomar umas pra você relaxar…
      😉
      Brincadeirinha, parceiro! Obrigado pelo feedback!
      Abração!

  32. Luis F. T.
    6 de fevereiro de 2015

    Talvez seja o cansaço, mas não consegui compreender bem a história. O conto, contudo, está bem escrito, sem erros e bastante coeso. Mas, dependendo de quão acessível quer o autor que seja o seu texto (por exemplo, para os mentalmente desgastados como eu, rs), talvez devesse deixar as coisas menos implícitas.

  33. Gilson Raimundo
    6 de fevereiro de 2015

    Sou um péssimo leitor, este diálogo insinuante atrasou minha compreensão do texto, estava louco por um desfecho abrupto, o personagem que diz sacar logo as coisas, ainda parece mais lento que eu. Mulher no meu quarto, tem que ser minha irmã ou então muito feia pois nem do teste do João Kleber iriamos precisar.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Gilson deve ser o famoso personagem daquela célebre piada: “Mulher de amigo meu é que nem cebola… Mando pra dentro chorando!”
      😛
      Valeu pelo comment, parceiro!
      Abração!

  34. Brian Oliveira Lancaster
    6 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.

    Essência: Um texto bem sutil, mas agradável de ler. Nota – 08,00.

    Gosto: O escritor(a) conseguiu criar um ótimo clima, sem pender para baixarias ou clichês. Foi um momento cotidiano e cheio de sentimentos. Nota – 9,00.

    Unidade: Alguns diálogos incomodaram um pouco, mas pode ser a formatação do blog. No geral está muito bem escrito, com as trocas de frases e continuações bem acentuadas. O tempo presente não me agrada muito, mas aqui caiu bem. Nota – 8,00.

    Adequação: Apesar de o acontecimento ficar suprimido no final, o clima todo leve a crer e adivinhar o que vai sair dali. Está implícito, embora não muito claro. Nota – 7,00.

    Média: 8,00.

  35. Thales Soares
    5 de fevereiro de 2015

    É bem bacana o formato como a narração se desenvolveu na forma de um diálogo. As falas provocativas e as indiretas sutis ficaram bem aplicadas. O conto todo está bem escrito e bem desenvolvido.

    No entanto, a história não me fisgou. Ela se encerra de forma meio abrupta, achei que faltou um “chan” no final. E a trama toda não faz bem o meu estilo de leitura, mas isso é uma opinião bastante pessoal da minha parte.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Valeu, Thales! O “chan” rolou, parceiro… Tenho quaaaase certeza. Só que só rolou DEPOIS que as cortinas se fecharam…
      Desculpaê por ter apagado as luzes! 😛
      Abrax!

  36. rubemcabral
    5 de fevereiro de 2015

    Hummm, eu achei mediano. Está bem escrito, os diálogos estão ágeis, mas o enredo é bem ralo, feito a fumaça da imagem que ilustra o conto.

    Então, achei so-so; faltou uma história mais instigante.

  37. Tiago Volpato
    5 de fevereiro de 2015

    Gostei do texto. Tá muito bem escrito e agradável de ler. Só achei um pouquinho ‘sem história’ faltou alguma coisa pra dar mais movimento pro texto. Mas ainda assim gostei bastante.
    Abraços!
    BF4?

  38. Sidney Muniz
    5 de fevereiro de 2015

    Bem,

    O conto é legal, mas o enredo pobre não me agradou. Tem um ar juvenil, quando e um desenrolar muito enrolado, se é que me entende. Tudo é muito óbvio, queria uma surpresa no final.

    Os pós diálogos são muito explicadinhos, sem necessidade pois parte é deduzível. A gramática não é ruim, mas algumas frases precisam de uma reformulação.

    Trama: (1-10)=6
    Narrativa(1-10)=7
    Personagens(1-10)=8
    Técnica (1-10)=7
    Inovação e ou forma de abordar o tema(1-5)=5
    Título(1-5)= 3 Não gostei do título, pouco chamativo.

  39. Alan Machado de Almeida
    5 de fevereiro de 2015

    A história é bem simples, não tem muitas palavras rebuscadas. É direto. Eu costumo fazer contos assim também e já fui criticado por isso. Então, acho que tem que melhorar nesse ponto (você e eu)

  40. Virginia Ossovski
    4 de fevereiro de 2015

    Está bem escrito, consegui visualizar a conversa, o clima se formando entre os dois amigos. Não descobri que “coisa” foi essa que a Priscila fez e o Rafael não gostou, apesar de ter relido o texto. Fiquei achando que era o desfile, mas acho que estou errada. De qualquer forma, parabéns e sucesso no desafio!

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Valeu, Virginia!
      Não, não era o desfile… Mas essa “coisa” que ela fez fica por conta da imaginação de cada leitor/a! Sinta-se à vontade, Vi! 😉
      Abração!
      PS: Seu pai arrasou nos comentários! Dê meus parabéns para ele, please!
      🙂

  41. Ricardo Gnecco Falco
    4 de fevereiro de 2015

    Esse eu não vou comentar…
    🙂

  42. Lucas Rezende
    4 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a).
    Gostei do discorrer da história contado apenas nas entrelinhas, sem nada dito explicitamente.
    (Confesso que já estou injuriado de ler contos sobre luxúria, mas prometo ser imparcial).
    A história não me agradou, apesar da boa técnica usada, a trama não me prendeu por ser fraca.
    Boa sorte!!!
    May the force be with us…

  43. Claudia Roberta Angst
    3 de fevereiro de 2015

    Bueno, como diria a Pétrya, tive de reler o conto para tentar entender. Por mais que eu disfarce minha loirice com tinta acobreada, acho que não funcionou desta vez.
    Dois amigos em um quarto> ela confidenciando sua intimidade ao rapaz que sente tesão por ela e … O que ela fez de tão diferente que desagradou o namorado? Tem a ver com a bebida,com a garrafa (Madonna surgiu agora na minha mente), com o amigo confidente?
    Vodka russa me fez pensar em roleta russa. Por que ela não se mata logo e para com essa conversa só insinuante. Desculpe o desabafo, foi pura identificação pela questão dos rodeios. Oh, meus sais, como devo ser chata…rs.
    Vou reler novamente, quem sabe eu entenda agora? Talvez se eu abrir uma garrafa de vodka russa… Boa sorte!

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Você é Ariana, né Claudinha…? 😉
      Pelo menos um ascendente, uma lua, um vênus… 😛
      Bjs!

  44. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    3 de fevereiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Achei estranha. A narração no presente deixa tudo muito mecânico, não-natural… Os diálogos dão bastante agilidade ao texto, mas a narração poderia ser um pouco mais clara.

    Sobre o enredo.
    Comum, mas legal. Como falei no texto anterior, a luxúria está em alta no desafio. Nessas horas que vemos quem são os pervertidos. hahahaha
    Relações incestuosas também estão em alta. Gostei do conto, apesar do fato que citei sobre a narração, o diálogo pareceu real, fugindo da superficialidade da narração.

    Parabéns e boa sorte!

  45. Sonia Rodrigues
    3 de fevereiro de 2015

    Gramática correta.
    Trama fraca. Um triangulo amoroso com personagens planos, sem elaboração. Não chega a haver um conflito. Identificado o desejo, André esboça uma fraca reação pró-forma “volta para o seu quarto” e em seguida joga um “você decide”. Ou seja: sentiu desejo, sinaliza que está a fim e pronto. Cadê o conflito? Nenhum remorso, nenhum raciocínio sobre as consequências, nenhum pensamento sobre os sentimentos do amigo, nada que pudesse transformar este desejo em uma trama. Os diálogos estão pobres, monossilábicos e cheio de chavões: “você já parou para pensar”, “vamos dar nome aos bois”.
    Começa com cerveja e acaba com vodka. O leitor sente que passou na porta de um bar e encontrou gente bebendo, como seria de se esperar. Não há surpresa em nenhum momento.
    Sugestão: usar um tema de conversa absolutamente neutro, personagens sóbrios, descrever a linguagem corporal de um sedutor consciente de que está seduzindo, e do outro lado um seduzido bravamente resistindo e capitulando ao final. Essa seria uma das maneiras de fortalecer o foco na traição. Por outro lado, essa abordagem de um assunto neutro deixaria o leitor em dúvida, será que está rolando mesmo um clima, ou pode ser outra coisa? Haveria a tensão, será que o seduzido vai resistir ou capitular? Ou vão se descobertos?

  46. Eduardo Selga
    3 de fevereiro de 2015

    Considero que um conto precisa ser muito menos uma grande trama do que o labor com as palavras para organizar essa trama num texto literário. Nesse sentido, mesmo os contos a respeito dos quais costumamos dizer que “não acontece nada” podem ser ótimos textos se houver esse trabalho que, no mais das vezes, redunda em limar muito do já escrito.

    Digo isso porque, do ponto de vista da técnica narrativa, o conto sugere vagamente incesto, se entendi bem, o que é um ótimo ponto de tensão, mas tive a nítida sensação de que o(a) autor(a) estava sem muito a dizer de modo a deslanchar essa ideia. Assim, o texto se arrastou em diálogos o mais das vezes inócuos, o que costuma ser fatal num conto, dado sua curta extensão e,portanto, a impossibilidade de recuperar o mal momento.

    O uso reiterado da expressão “Como se estivesse…” foi um bom recurso para causa expectativa no leitor, mas o resultado dessa sequência não correspondeu às possibilidades implícitas na cena. Nem tanto pela expressão “…Nua”, que também não gera certeza da nudez da personagem naquele instante e diante do outro personagem: muito mais porque, depois disso, a estória continua a se arrastar e assim vai até o final.

    Parece-me, então, que o(a) autor(a) pretendeu mais sugerir uma estória do que exatamente contá-la. O que eu acho ótimo como intenção, e eu mesmo gosto de escrever nebulosidades. Porém, a névoa precisa ter alguma consistência e, principalmente, trato com a palavra, pois é ela que vai provocar os efeitos necessários (não me refiro aos excessos que o texto pesado). Isso, muito mais do que a estória, deveria ser a razão de se escrever qualquer conto, mas tal elemento eu não enxerguei no texto.

    Gramaticalidades

    No trecho “Priscila observa André girar a tampa da garrafa de cerveja que agora lhe devolve” há um problema no mau uso do pronome relativo QUE. Do modo como está redigido há uma ambiguidade textual: foi a garrafa de cerveja que devolveu a ela. isso “se resolve” pelo contexto (só pode ser o André a devolver a tampa), mas isso não anistia a má construção.

    O trecho “A jovem assusta-se […]” deveria ser “A jovem se assusta” porque JOVEM equivale à terceira pessoa gramatical ELA, que chamam para si os pronomes oblíquos (SE).

    No trecho “Ou a fingir-se como…” o problema é a regência do verbo. Quem se finge SE FINGE DE, não SE FINGE COMO. Outra possibilidade seria apenas FINGIR-SE.

    No trecho “[…] cedendo aos poucos ao empirismo daquele momento perigoso” o emprego da palavra EMPIRISMO está completamente equivocado. o significado dela não se encaixa na oração.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Eita… A análise ficou maior do que o próprio conto! (Nem merecia isso tudo!)

      Sério que a frase que eu mais gostei de escrever não posso utilizar?

      “Priscila percebe a pressão na linha que está prestes a romper, cedendo aos poucos ao empirismo daquele momento perigoso.”

      Vou ter que apelar para a licença poética, então! 🙂

  47. Fabio Baptista
    2 de fevereiro de 2015

    A escrita começou um pouco travada, com algumas frases meio truncadas, tipo: “alguma bebida alcoólica a refletir o brilho de seus atentos olhos.”

    Depois melhorou, transmitindo bem a intimidade e a tensão sexual do momento.

    A trama porém é quase inexistente. Nada de fato acontece durante a narrativa, fica tudo nas entrelinhas. Às vezes isso é bom, mas aqui me deu a sensação que faltou algo.

    Veredito: boa escrita, mas enredo muito raso.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      Ah… Olha ele aqui…! 🙂 O autor metido que disse que eu ia chorar… (rs!)

      Aqui… Só entre nós… Acho que você devia ter levado o troféu nesta, meu camarada. De verdade! 😉
      Mas, enfim…

      Sobre a profundidade… Deixei essa bola para o André. 😛

      Abrax e, mais uma vez, parabéns pelo seu ótimo conto!

      • Fabio Baptista
        25 de fevereiro de 2015

        Todos na torcida para o André exorcizar essa Friend-Zone!! rsrs

        Abraço! Muito obrigado.

  48. Pétrya Bischoff
    2 de fevereiro de 2015

    Bueno, penso que há alguns erros de digitação, na ortografia e na pontuação. Senti, também, que a escrita, com vontades de lirismo, soou forçada. Há, sim algumas construções boas, como em “Os dois riem compulsivamente, numa cumplicidade de fazer inveja a irmãos gêmeos. Siameses. (…) Incestuosamente.” Mas, de maneira geral, penso que houve uma mudança abrupta quando ela fica embriagada e “tudo fica mais leve e insinuante”. No início, ele pareceram-me apenas amigos/conhecidos, e, de repente, ficam tão próximos. De qualqer maneira, boa sorte.

    • Ricardo Gnecco Falco
      25 de fevereiro de 2015

      É, bloodhair… O alcohol tem muito dessas paradas aê…
      Valeu pelo comment, parceirinha!
      Abrax!
      🙂

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Publicado às 2 de fevereiro de 2015 por em Pecados e marcado .
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