EntreContos

Detox Literário.

História de morte contada com amor e veludo vermelho (Carlos Henrique Gomes)

“Sábia é a pureza sem pudor
Nosso universo é lindo
Meu amor”
Motorocker

 

Como morremos? Você quer mesmo saber? Morremos tendo o melhor orgasmo de nossas vidas! Foi mais maravilhoso que todos os outros juntos!

Estávamos na funerária escolhendo um caixão para a vó Luíza e quando vimos aquela obra de arte, com forro de veludo vermelho, realizamos nosso sonho! Era para ser só uma rapidinha, mas o destino nos presenteou com mais possibilidades. Calma amor, já chego lá… ela quer que eu conte logo que estávamos pelados dentro do caixão, fazendo amor, sentindo nossos corpos no pouco espaço do veludo vermelho quando…

Como assim estranho? Ele achou estranho a gente transar dentro do caixão, amor! Vê se pode! Boa idéia.  Já que achou estranho, vou contar desde o começo!

Nascemos juntos, de pais diferentes, que se conheceram na maternidade e ficaram amigos, muito amigos.  Quando não estávamos com meus pais, estávamos com os dela e não era raro uma mãe ou a outa amamentar nós dois juntos, cada boquinha em um peito. Tomávamos banho na mesma banheira, frequentávamos a mesma creche, tínhamos os mesmos amiguinhos, os mesmos gostos, brincávamos sem brigar, brigávamos e nos abraçávamos depois.

Com sete anos nos tocamos pela primeira vez, intrigados pela nossa diferença central: por que a sua coisinha é para dentro? por que o seu coisinho é para fora? E nossos dedinhos, com olhos nas pontas, foram tentar ver por quê. O quê? É mesmo! Já chego lá, amor! Depois disso, quando brincávamos de casinha, continuávamos a investigação. E era delicioso sentir o medo de sermos pegos fazendo coisa errada; sem saber se era errado ou não.

Agora sim, amor, vou contar: no nosso aniversário de dez anos, pedi ela em casamento. Foi a primeira vez que nos beijamos na boca. Também foi a primeira vez que nos tocamos com carinho, sem curiosidade, só a sensação das penugens do corpo todo se arrepiando.

Entramos na adolescência juntos e presenciamos as mudanças físicas e de comportamento um do outro. Caímos na besteira de ignorar o que aconteceu conosco aos dez anos e fomos procurar as delícias inspiradas pelos hormônios com outras pessoas e acabamos machucados, mas com um mínimo de conhecimento. Foi o suficiente para iniciarmos um período de experiências deliciosas: começamos a namorar.

Olha só, amor! Agora ele tá se interessando… É isso mesmo; não vamos contar mais nada da nossa pureza sem pudor. O quê? Não, não vamos contar nada, nem da nossa primeira vez!

Você lembra, amor? Foi lindo, né! Pena que depois a gente “tentou colocar tudo a perder” de novo! É que queríamos saber como era namorar outras pessoas. Quantos anos tínhamos? Mais de vinte. Cheguei a morar com uma namorada e ela com um namorado.

O problema era que… era que… nem sei se era problema. Quando não fazíamos amor numa cama proibida, fazíamos em outra também proibida. Não teve jeito; resolvemos nos casar.

É claro que vou contar, amor! Acha que eu ia deixar essa de fora? Nós fugimos no dia do casamento! Foi aí que tomamos gosto por fazer amor em locais perigosos. Entramos no Cadilac conversível de colecionador do tio dela e pegamos a estrada de Santos. O ar fresco da Serra do Mar, você sentada no meu colo, sem calcinha, minha calça aberta, os beijos apaixonados, a estrada esbranquiçada por trás do seu véu de noiva… quase não deu certo! Tivemos que parar o carro para terminar o que começamos, lembra?

Como eu poderia esquecer? Eu te disse: “Sempre serei seu, meu amor!” e você respondeu: “Sempre serei sua, meu amor!” Sempre foi assim, né amor? Também te amo!

O quê? Foi fácil de resolver: casamos de verdade no dia seguinte. O tio dela, dono do Cadilac, amante da excentricidade, acalmou quem estava nervoso: padre e dono do bife. Alguns ficam calmos com dinheiro… cada qual com seu gosto ou necessidades, né amor?

Só não vou continuar contando nossos pecados porque acho que seu ectoplasma não vai aguentar. O nosso já tá quase virando água! Mas vamos em frente; você quer saber como morremos, então ouve aí!

Tínhamos o sonho de fazer amor dentro de um caixão, ainda vivos, é claro! Sobrou para nós cuidar do funeral da vó Luíza e nos deparamos com a possibilidade real de realizarmos esse sonho. Um caixão lindo, com forro de veludo vermelho, uma obra de arte! Nossas pernas tremeram, a saliva engrossou, ficamos vermelhos e quentes, ofegantes, aquele medo delicioso…

Tiramos as roupas e pulamos para dentro. Entrei primeiro, sentindo o veludo nas costas, você entrou depois e começamos a fazer amor. A sombra do vermelho escuro refletido nos seus seios… nunca vou esquecer… a sua pele mais lisinha que quando éramos criança, suas carnes delicadas, os lábios saborosos, doce na ponta da língua, nossa respiração se misturando, nosso suor escorrendo juntos para o veludo vermelho. A tampa se fechou sozinha. Paramos por meio segundo, mais excitados! Continuamos. Tivemos a sensação que o caixão balançava, tremia, fazia barulho de rodinhas na cerâmica. Seu corpo delicioso mais grudado ao meu, nós dois mais suados. Barulho de móvel pesado sendo arrastado, porta de carro batendo, motor ligando, carro andando…

Ficamos um pouco assustados, só um pouco. Tentei abrir a tampa e vimos que estava trancado. Achamos a brincadeira deliciosa e continuamos fazendo amor e fomos ficando cada vez mais excitados, mais ofegantes, mais suados e mais excitados, mais ofegantes, mais suados… O carro parou, o caixão tremeu, fez mais barulhos estranhos e lá dentro fazíamos amor quase sem ar.

Ouvimos barulho de coisas caindo na tampa e nos apressamos. Na real, estávamos quase desmaiados e excitados como nunca! E não deu mais para segurar… nem respirar…

Sufocados, apertando com força monstruosa o que estivesse em nossas mãos, o ar não entrava mais… gozamos com uma intensidade jamais sentida ou imaginada, né amor? É verdade, temos certeza que morremos de olhinhos virados, como se diz por aí.

Para sempre serei seu também, meu amor!

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48 comentários em “História de morte contada com amor e veludo vermelho (Carlos Henrique Gomes)

  1. Thata Pereira
    23 de fevereiro de 2015

    Beeem melhor que 50 tons de cinza rs’
    Eu já havia comentado esse conto, mas por algum motivo meu comentário não computou. Reli ele para recordar das partes que mais gostei e lembro que chegando no fim fui sentindo um desespero tremendo na primeira leitura. Foi faltando o ar e eu achei isso um máximo!

    Boa sorte!!

  2. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    Você escreve em um estilo moderno, parecido com o de Luisa Geisler. Gostaria que acrescentasse mais literatura em seus contos, podem ser citações, ou frase suas mesmo, ficaria muito bonito. Seu conto lembra as obsessões de Poe com enterrados vivos e catalépticos. O enredo é muito interessante, original, ao estilo tragicomédia shakespeariana. Não encontrei erros. Graças à maneira com que você estruturou o conto, ele ficou muito agradável, como se fosse uma conversa com o leitor. Mas de qualquer forma a maneira como você escreve me parece interessante, e erótica. Só uma coisa me pareceu estranha: o conto é escrito de uma maneira suave e delicada, em primeira pessoa, mas o personagem que narra é o homem? Pareceu-me, sinceramente, que era uma voz feminina.

  3. Jowilton Amaral da Costa
    23 de fevereiro de 2015

    Pô, e os caras que estavam levando o caixão não perceberam que havia gente ali dentro transando? E levaram um caixão de uma loja funerária direto para o cemitério e o enterraram, sem nem saber quem estava dentro? Tirando estes furos até que a estória é boa. Boa sorte.

  4. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    Bom, a história tem seu charme sensual, uma conversa com o leitor e um final insólito, pois não posso consentir que eles não foram/não quiserem ser ouvidos, e mais… a velha estava no caixão também? Isso sim seria impressionante!

  5. Alexandre Leite
    21 de fevereiro de 2015

    Texto passa a emoção da ideia que se comprometeu a desenvolver.

  6. Leonardo Jardim
    20 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (2/5) simples, não gostei muito.

    ✍ Técnica: (3/5) boa, mas incomodou um pouco o diálogo constante e exagerado com o leitor…

    ➵ Tema: (2/2) luxúria (✓).

    ☀ Criatividade: (2/3) fica a impressão que já ouvi essa história.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) o conto não me pegou…

    Único problema que encontrei:
    ● por que a sua coisinha é para dentro? por que o seu coisinho é para fora? (Por que)

  7. alexandre cthulhu
    19 de fevereiro de 2015

    Pontos fortes:
    O texto é sem duvida muito original e com laivos de humor negro – Gostei!
    Pontos a melhorar:
    Começa bem, dizendo logo o que vai acontecer, isso é uma estratégia boa, para “segurar” o leitor, e confesso que fiquei excitado com o episódio erotico/ necrofilico contudo,quando começa a contar a a historia do casalinho, narra-o como se fosse uma biografia – aí comecei a arrefecer. 😦
    Assegure-se que assim que “prende” o leitor, nao o solta mais!

  8. Lucas Almeida
    19 de fevereiro de 2015

    Muito bacana seu texto, adorei essa ideia de onde a luxuria pode levar as pessoas a fazer, não é. Processem essa empresa funerária que não verifica o interior do caixão antes de enterrá-lo, mesmo que o morto não possa ir a lugar algum rsrsrs
    Apenas aquela citação antes de começar o conto que achei que não acrescentou nada a história.
    Boa sorte 🙂

  9. Swylmar Ferreira
    19 de fevereiro de 2015

    Texto muito bem escrito, o enredo bacana. A linguagem não é cansativa, e está muito bem narrado. Pena que a conclusão foi óbvia.

  10. Pedro Luna
    18 de fevereiro de 2015

    Bizarro. Achei um pouco forçado o final dos dois. Como assim ninguém ouviu barulho vindo do caixão? rs.. mas gostei do texto.

  11. Bia Machado
    17 de fevereiro de 2015

    Não gostei. Na tentativa de escrever um texto com humor, ficou inverossímil. Como alguém pode transportar um caixão, com duas pessoas dentro, sem se dar conta disso? Afinal, tem outra coisa: em funerárias os caixões ficam na vertical até serem escolhidos. Ninguém ia suspeitar disso na hora de ir lá buscar o caixão? E as roupas, estariam onde? Dentro de algum outro caixão? Bem escondidinhas atrás dele? Olha, desculpe, mas pra mim não funcionou. A escrita é boa, a técnica de narrar, como se estivesse contando pra gente em uma reunião de amigos eu gostei, mas o enredo, pra mim, ficou forçado.

  12. Maurem Kayna (@mauremk)
    17 de fevereiro de 2015

    É uma história divertida, embora a técnica de narrativa como conversa entre os fantasmas x fala direta ao leitor não tenha funcionado 100% para mim.

  13. Leandro B.
    16 de fevereiro de 2015

    Oi, Sinner.
    O conto não funcionou muito bem comigo.

    O principal motivo foi o uso da interlocução entre personagens e, principalmente, entre personagem e leitor.

    Existe muita presunção por parte do personagem:
    “Como assim estranho? Ele achou estranho a gente transar dentro do caixão, amor!”

    Ou,

    “Olha só, amor! Agora ele tá se interessando… É isso mesmo; não vamos contar mais nada da nossa pureza sem pudor. O quê? Não, não vamos contar nada, nem da nossa primeira vez!”

    Acho que o conto precisaria de uma segurança MUITO maior para arriscar esse tipo de coisa, porque coloca em um plano muito delicado a relação do leitor com os personagens.
    Se eu não achei assim tão estranho eles dormirem num caixão, ou se simplesmente não tomei como algo particularmente importante (lemos muitas coisas estranhas) parte da mágica que você tentou construir desaparece.

    Aliás, por que o personagem identifica curiosidade no leitor e decide, simplesmente, não contar o que ele quer ouvir? A personalidade que montei de ambos foi a daqueles que gostam de viver experiências estranhas e chamar a atenção das pessoas por elas. Então por que motivo, quando ele supõe conseguir essa atenção, o personagem passaria para outro assunto?

    “você quer saber como morremos, então ouve aí!”
    Aqui, por exemplo, ele supõe a curiosidade e por isso entra no assunto.

    Sobre a história… eles estavam na funerária e pularam no caixão? O corpo da avó não estava ali? Ou tiraram antes de pular? Nesse caso, o pessoal não achou estranho enterrar o caixão sem um corpo?

    O que quero dizer: provavelmente não tem um corpo fora de um caixão em algum lugar?

    Bom, é isso. Não reparei em nenhum erro ortográfico. Só não foi muito meu estilo de narrativa mesmo.

    Boa sorte!

  14. Pedro Coelho
    16 de fevereiro de 2015

    Foi est[eticamente criativo, com um estilo de narrativa diferente, bem dinâmico. Mas a estoria em si é bem fraquinha, sem sal, sem emoção nenhuma. A sugestão inicial é comprovada ao final. Ficou sem graça. No estilo utilizado com uma estória mais forte, formaria um bom conto.

  15. Rodrigues
    16 de fevereiro de 2015

    Hahaha, legal o conto. Gostei da naturalidade como foi narrado, uma boa história contada de forma simples. Pode-se ou não embarcar na viagem final, eu fui um dos que não exigiu muita explicação, muitos meandros, gostei dos dois sendo levados para baixo da terra enquanto transavam, mas eu cortaria a frase final! Belo conto!

  16. rsollberg
    12 de fevereiro de 2015

    Cara, essa vó Luiza tá com tudo!
    Um neto arrancava cabeças e guardava no congelador, o outro é um tarado sexual! Será que é a mesma?

    A estória é interessante, mas achei a narrativa um pouco enfadonha. Penso que o recurso usado para contar deixou o texto um pouco arrastado, todo o tempo pedindo confirmação do seu “amor”. Aliás, “né amor” foi repetido em exaustão, especialmente num desafio de 1000 palavras.

    Como ponto positivo, destaco a linguagem direta e coloquial. Penso que o autor acertou o ritmo nos parágrafos finais, quando abandonou um pouco o recurso do inicio.

    Sei que muitos autores regulares aqui do E.C não gostam muito de um narrador morto, mas particularmente não vejo qualquer problema, Bem, na ortografia, só peguei uma minúscula depois de um ponto de interrogação.

    Um bom conto, parabéns.

  17. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    Excelente! Muito bom mesmo. Tanto a história contada desde a infância como o fim trágico deles me manteve interessado durante todo o tempo. Parabéns por colocar tanta informação interessante em tão poucas palavras.

  18. Gustavo Araujo
    10 de fevereiro de 2015

    Achei bacana o ar despojado dos narradores — se bem que essa coisa do “conta logo” ficou meio over. De todo modo, não deixa de ser curioso ver um conto sobre luxúria escrito desta forma. Não gostei muito do fim. Embora o loop se complete, ficou um pouco forçada a cena do casal sendo enterrado vivo enquanto davam linha na pipa — ô caixão grande esse, hein? Enfim, um conto despretensioso, que entretém, mas que fica nisso.

  19. Willians Marc
    9 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 10
    Técnica: 7
    Impacto: 6
    Inovação: 7

    Minha opinião: Achei o conto razoável. É um pouco confuso as vezes, por que o narrador conversa ao mesmo tempo com sua esposa e com o leito, sendo que não há nenhuma marcação gráfica disso.

    Como a trama se passa em um período muito longo, acho que o conto poderia ser melhor desenvolvido com mais palavras disponíveis, algo que o limite desse desafio não proporciona.

    Não encontrei falhas de revisão.

    Boa sorte no desafio.

  20. Gustavo Aquino dos Reis
    9 de fevereiro de 2015

    Bom conto. Erotismo puro, em todos os detalhes. Apenas achei um pouco forçado o fato dos personagens serem enterrados vivos.

    No mais, adorei!

  21. Cácia Leal
    7 de fevereiro de 2015

    Adorei! Bastante diferente o modo como foi abordado. Um pouco hilário, mas prende o leitor. É uma história de amor fúnebre. Me pareceu bastante interessante o modo como a história é contada post mortem

  22. Luan do Nascimento Corrêa
    7 de fevereiro de 2015

    O enredo foi bem trabalhado e a forma como foi apresentado está bastante divertida e muito bem escrita. Gostei muito do conto!

  23. mariasantino1
    7 de fevereiro de 2015

    Hey, ninguém está afim de saber das tretas amorosas de ninguém, mas esse lance de lugares insólitos… hum… deixa quieto 😛

    Temo ser chata demais nesse comentário, mas… O fato foi que não gostei mesmo. Desculpa 😦
    Não curto esse tipo de narrativa, acho chatinha, metida a engraçadinha sem descrições e repasses de sentimentos honestos para o leitor. Me incomodou bastante, BASTANTE as repetições da palavra “amor” — né amor? Calma amor, já chego lá, amor, …
    Fora isso, acho que o conto só pecou (em minha opinião isolada, tenho certeza) pela falta de verossimilhança. Tipo, cabe duas pessoas dentro de um caixão fechado se movimentando com toda volúpia do ato e tals? (sugiro sinalizar que a vó era gorda o suficiente para caber o casal). E outra, se eles sentiram as rodinhas correr, porque não se mostraram? Por que a tampa estava vedada? Houve alguma inimizade aí que não peguei? Não achei motivo para o casal ser enterrado vivo, não consigo imaginar dois corpos dentro de um caixão devido ao espaço, mas parabenizo você pelas imagens bacanas demais com veludo vermelho contrastando com os corpos desnudos (isso foi show!).

    Boa sorte no desafio.

    • mariasantino1
      7 de fevereiro de 2015

      ops* a fim de saber… Ah! Ideia não tem mais acento.

      Buona fortuna!

  24. Anorkinda Neide
    7 de fevereiro de 2015

    Fantasia no caixão? tem de tudo..kkkk
    Como humor funcionou…pq a parada é muito doida.
    Mas na verdade este é um conto sobre o romance do casal protagonista, não vejo como sendo específico no mote pecados.
    abração

  25. Mariana Gomes
    6 de fevereiro de 2015

    Esse conto não me agradou muito. A narração feita como se o personagem estivesse conversando com o leitor não me deixou mais intima das situações(engraçadas em certos momentos, principalmente no fim) ou dos personagens. Tchau e boa sorte!

  26. Andre Luiz
    6 de fevereiro de 2015

    Olá, caro Sinner!

    A)Primeiramente, sua citação inicial é impressionante. Simplesmente amei! A introdução foi inusitada, com cenas interessantes e de certa forma hilárias, retratando bem as descobertas da puberdade e as “brincadeiras de criança”. Ao redor do texto, há uma deliciosa confusão sobre o narrador: Estaria ele conversando com uma difunta? Contudo, o final é surpreendente, uma surpresa atrativa que nos faz prender à trama. O autor soube brincar com o tema morte e produzir um ótimo texto. Há também um erotismo bem mascarado que apetece os sentidos.

    B)A única coisa a salientar é a passagem brusca do tempo presente para o passado em algumas partes, causando estranheza. Eu entendi perfeitamente, mas isso pode dificultar um pouco a fluidez da leitura. Mesmo assim, parabéns e sucesso no concurso!

  27. Luis F. T.
    6 de fevereiro de 2015

    O conto é bom. Bem redigido e estruturado. Mas confesso que não é o tipo de narrativa que mais me apetece e nem o tipo de história. Ainda assim, eu gostei. Parabéns!

  28. Gilson Raimundo
    6 de fevereiro de 2015

    Muito bacana as intervenções da namorada, deu um tom meio lúdico a trama.Achei improvável as coincidências que levaram ao óbito, como poderiam enterrar uma pessoa sem cerimonia, ainda mais num caixão tão luxuoso. Os milagres da literatura. Felicidades.

  29. Brian Oliveira Lancaster
    6 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.

    Essência: Está toda aí. Nota – 10,00.

    Gosto: A quebra da quarta parede foi uma bela jogada e acertou em cheio cada ponto de interesse do leitor no texto. A escrita leve e fluente cativa. Nota – 10,00.

    Unidade: Apenas no quarto parágrafo encontrei um “outa” em vez de outra. Nota – 9,00.

    Adequação: De forma criativa e bem humorada atingiu o objetivo. Nota – 10,00.

    Média: 9,8.

  30. Thales Soares
    5 de fevereiro de 2015

    Sempre que eu leio uma história eu tento imaginá-la como se fosse um filme. Eu sei, todo mundo faz isso. Mas às vezes tem umas coisas que incomodam um pouco de se imaginar, como uma cena de violência brutal como uma chacina, ou uma cena de sexo nojenta, envolvendo animais ou crianças. Bom, aqui há uma… masturbação em dupla… com duas crianças. Eu sei, é natural, e inocente. Mas é uma cena que eu não gosto de assistir, ler ou sequer imaginar.

    A forma como a narração seguiu foi diferente e bacana. Não houve nenhuma surpresa no final, pois o leitor já aguardava isso desde o primeiro parágrafo, mas o texto se desenvolveu com uma boa forma. Bem leve, e gostoso de ler.

    Uma coisa que me deixa intrigado é como as pessoas ADORAM luxúria. Sim, sexo é legal. Mas… tem outros 6 pecados a disposição da galera, e tá todo mundo escrevendo sobre luxúria! Os autores por aqui estão também com a tendência de serem muito trágicos. Tudo termina em morte! Pecou? Morreu!

  31. rubemcabral
    5 de fevereiro de 2015

    Conto divertido, mas é preciso uma boa dose de suspensão de descrença para acreditar no relato do casal defunto:

    – um enorme caixão onde cabem duas pessoas;
    – um caixão, que teoricamente estaria vazio, ser enterrado apesar do casal batendo e/ou fazendo ruídos libidinosos do lado de dentro.

  32. Tiago Volpato
    5 de fevereiro de 2015

    Meu Jovem, não achei estranho o fato de você e sua garota fazerem amor dentro de um caixão. Também não achei estranho o ato de sufocamento como prazer sexual. Seria esse o sinal de que não tenho boa sanidade mental?

  33. Sidney Muniz
    5 de fevereiro de 2015

    A trama é muito boa, em alguns momentos o “né amor” soou cansativo, mas o propósito é realista e coerente. Gostei de como em poucas palavras você conseguiu dar tanto para o leitor sobre seus personagens. Talvez o mais eficaz até aqui nessa tarefa. Meus parabéns pela excelente ideia!

    Nascemos juntos – Não seria melhor, nascemos no mesmo dia, ou na mesma hora? Bem, achei que ficou estranho esse “Nascemos juntos”

    mãe ou a outa – outra

    Repetição de juntos

    frequentávamos a mesma creche – frequentávamos não ficou legal para a narrativa, sugiro que use um sinônimo.

    brincávamos sem brigar, brigávamos e nos abraçávamos depois. – sem brigar, e de repente brigavam? Ficou incoerente.

    por que o seu coisinho é para fora? Por que – maiúsculo – gostei da forma que escreveu… Coisinho! Ficou muito bom.

    Trama (1-10)=10
    Técnica (1-10)=9
    Narrativa (1-10)=10 extremamente original
    Personagens (1-10)=10
    Inovação e/ou forma de abordar o tema (1-5)=5
    Título (1-5) =5

  34. Alan Machado de Almeida
    5 de fevereiro de 2015

    Esse conto me conquistou pela sua originalidade em mostrar uma luxúria diferente. Um fetiche por cachões. Essa para mim é nova, mas como tem doido para tudo deve existir. Eu não encontrei nenhum erro, mas não sou especialista.

  35. Ricardo Gnecco Falco
    4 de fevereiro de 2015

    Literalmente, morreram fazendo “aquilo”. 🙂
    A primeira pessoa do narrador (são dois? se alternam? fiquei na dúvida..) me incomodou um pouco, principalmente devido aos diálogos cuja outra voz não escutamos “do lado de cá”.
    Mas achei bem interessante a história e o inconveniente inicial transforma-se em intimidade com a(s) personagem(ns).
    Parabéns! Boa sorte!
    Paz e Bem!

  36. Lucas Rezende
    4 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a).
    Não vi erros no texto. Gostei de como a história foi contada, pelo defunto. Com algumas interrupções de sua esposa.
    A trama não me agradou, não por ser mais uma vez sobre luxúria, mas por me parecer totalmente inverossímil. Mesmo em histórias de fantasia, com seres impossíveis, é preciso fazer o leitor acreditar no que se conta. Um caixão ser enterrado com duas pessoas transando sem que ninguém perceba é muita “forçação de barra”.
    Não gostei.
    Boa sorte!!!
    May the force be with us…

  37. Virginia Ossovski
    3 de fevereiro de 2015

    Eita… kkk esse estilo não me é estranho! Conto muito divertido de ler… destacou-se entre os vários que abordaram a luxúria. Sucesso no desafio !

  38. Claudia Roberta Angst
    3 de fevereiro de 2015

    Então, autor, achei seu conto até criativo,mas não consegui me fixar à narrativa. Isso se deve, talvez, ao fato de não ter sido capaz de imaginar os dois fazendo amor dentro de um caixão. Há espaço suficiente para um mínimo de movimento? Bom, se for um dormitório de vampiro extra-extra-large quem sabe? Enfim, entendi que o apelo da luxúria foi muito mais poderoso do que o instinto de preservação. O casal preferiu morrer a ter de interromper a realização de uma fantasia sexual. Ao invés de uma “rapidinha” preferiram uma eterna. Meio macabro, ao estilo Edgar Allan Poe, mas um bom teto, sem dúvida. Boa sorte!

    • Claudia Roberta Angst
      11 de fevereiro de 2015

      … mas um bom TEXTO sem dúvida.

  39. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    3 de fevereiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Bom, não sei se gostei ou não. Essa coisa do narrador conversando com o leitor não é muito de meu gosto. Porém, o conto é bem narrado. Conseguiu contar muito bem com as poucas palavras.

    Sobre o enredo.
    Essa luxúria está em todas! Achei muito bom o fato como você dispôs os acontecimentos e soube dividi-los bem no decorrer da trama. E que jeito mais estúpido de morrer. hahaha

    Parabéns e boa sorte!

  40. Sonia Rodrigues
    3 de fevereiro de 2015

    Gramática quase correta. Tem um “dono do bife” muito engraçado aí no meio.

    Trama original. Tem humor.
    Problemas: o começo conta o final. Parar no “Quer saber como morrermos? Você que mesmo saber?” e passar para “Estávamos na funerária…” vai deixar o leitor curioso. O que esses dois estavam fazendo na funerária? Do jeito que está, já se percebe o que os dois estavam fazendo lá. Do meu ponto de vista, poderia ter ficado no tempo presente. Toda aquela recordação da história passada do casal é irrelevante, só serve para criar um clima de excitação que desvirtua o caráter literário do conto e resvala para a subliteratura. E o conto não precisa disso, poderia carregar mais no humor do tipo “tínhamos o sonho de fazer amor dentro de um caixão…ainda vivos”, o leitor se veria em um imaginário tipo família Adams, Mortiça e o marido dançando tango e bebericando champagne entre morcegos no meio dos esquifes, este tipo de coisa.
    O problema deste conto é que não vi pecado nele. Vi é uma incongruência total. Alguém lacra o caixão da vovó e enterra, sem a vovó dentro? Ou os dois se embolaram por cima do cadáver? De qualquer modo, se assim fosse, haveria um velório e pessoas em volta, então, perdeu totalmente a credibilidade.
    Fazer sexo em lugares estranhos é pecado? Nas tábuas da lei mosaica não consta. E na lei civil, desde que não se cometa atentado ao pudor, não é crime.
    De modo que, a menos que o autor identifique sexo com pecado, o conto não se enquadra no tema.

  41. AJ Paes
    2 de fevereiro de 2015

    Achei que faltou mais surpresa, o final foi previsível.

  42. Pétrya Bischoff
    2 de fevereiro de 2015

    Então, a escrita é despreocupada e a narrativa apresenta informalidade. Penso que o autor tenha tentado passar essa proximidade de confissão, mas não funcionou comigo. Achei desnecessário contar essa estória de vidas (tão intimamente!) cruzadas, visto que não senti nada mais profundo que o próprio sexo, entre eles. Também, não me convenceu a ideia de que levariam um caixão da funerária direto para a cova (O.O), ou mesmo que o casal não fosse notado ali. Penso que o autor poderia ter focado no ato sexual com mais veemência e explorado melhor a narrativa. De qualquer maneira, boa sorte.

  43. Gustavo de Andrade
    2 de fevereiro de 2015

    “Calma amor, já chego lá… ela quer que eu conte logo que estávamos pelados dentro do caixão, fazendo amor, sentindo nossos corpos no pouco espaço do veludo vermelho quando…” — se “ela” quer que cê conte e você tá dizendo que já “chega lá”… percebeu que já está contando?

    “Como assim estranho? Ele achou estranho a gente transar dentro do caixão, amor! Vê se pode! Boa idéia. Já que achou estranho, vou contar desde o começo!” — Ele? Só homem pode ler esse texto? Acho bom se sanar pra não cair nas armadilhas do português, uma delas sendo esta: a de não querer se referir a “ela” e achar o.k. se referir a “ele” para englobar homens e mulheres.
    Muita enrolação do casal! Só tão contando coisas ~irreverentes~ mas não parece ter um enredo original na história deles, só uns fatos legais.
    ” padre e dono do bife” — não entendi. Não seria “buffet”? Ou “bifê”?
    Achei a história sem graça, embora inventiva. Não me importei nada com a morte deles, nem com qualquer fato da vida do casal. Talvez porque tentou construir em tão curto tempo uma personalidade destoante dos dois, não vi sucesso.

  44. Alan Machado de Almeida
    2 de fevereiro de 2015

    Gostei da história. Parabéns. Amor mórbido.

  45. Eduardo Selga
    2 de fevereiro de 2015

    Muito interessante a ideia de haver vozes subentendidas durante a narração, mas acredito que o texto se perde um pouco na tentativa de alcançar certo nível de originalidade. Digo isso por dois motivos, basicamente.

    Primeiramente, e se entendi bem, o narrador, quando o conto se aproxima de sua porção final, abandona a interlocução com o “terceiro ectoplasma” e passa a se dirigir exclusivamente à sua parceira, sem haver explicação para isso. Algumas marcas desse fato: “[…] você entrou depois e começamos a fazer amor”; “[…] a sua pele mais lisinha que quando éramos criança, suas carnes delicadas”; “Seu corpo delicioso mais grudado ao meu”. É possível que o narrador tenha se voltado à sua parceira e depois tenha aditado um tom impessoal, mas isso não está claro.

    Uma segunda questão está no trecho que segue. Nele, eu senti certa confusão de vozes narrativas. No fim de um parágrafo o narrador diz: “Tivemos que parar o carro para terminar o que começamos, lembra?”, e no início do imediatamente a seguir está escrito: “Como eu poderia esquecer? Eu te disse: ‘Sempre serei seu, meu amor!’ e você respondeu: ‘Sempre serei sua, meu amor!'”. Esse parágrafo parece resposta à pergunta anterior, mas nesse caso teria de ser ela a responder, mas é ainda ele a narrar. Aliás, é ele quem narra até o final, com as interferências subentendidas.

    Essa narrativa deve ser entendida a partir dos protocolos que regem o insólito, uma vez que é um espírito a narrar. No entanto, esse universo (o insólito) só é válido para os três personagens, por causa da condição espiritual deles. Quando se trata de narrar fatos “em vida” os protocolos são outros. Digo isso porque se a existência de fantasmas numa narrativa insólita não é nada inverossímil, o fato de, no mundo “real” empírico, nenhuma das duas pessoas não se alarmar com o fato de estarem fechados num caixão, é muito inverossímil. Não há sensação de prazer que impeça esse alarme. Até porque quem pratica atos sexuais em local onde pode haver flagrante sempre fica em estado de alerta.

    A respeito do trecho “[…]acho que seu ectoplasma não vai aguentar. O nosso já tá quase virando água!” entendo haver uma incoerência. Considerando que o ectoplasma é substância supostamente produzida por certa categoria de médiuns (portanto criaturas encarnadas), o espírito narrador do conto não pode se referir a outro usando essa expressão. A não ser que o interlocutor fosse uma pessoa viva, o que não me parece. A palavra “ectoplasma” talvez tenha sido usada como sinônimo de espírito, mas ainda assim é equivocado, porque nesse caso o “seu ectoplasma” estaria se referindo ao “ectoplasma de um espírito”, algo mais ou menos equivalente a “espírito de um espírito”.

    Não consegui entender o trecho “O tio dela, dono do Cadilac, amante da excentricidade, acalmou quem estava nervoso: padre e dono do bife”. O padre estava nervoso e era dono do bife? Que bife?

  46. Fabio Baptista
    1 de fevereiro de 2015

    Oi, amor… digo… autor!

    Olha, não gostei de quase nada no seu conto, infelizmente.
    Essa repetição de “amor, né amor, olha só amor” etc. fica cansativa logo no começo.

    Essa jogada de mudar o foco do narrador, ora conversando com o leitor, ora com o fantasma ao lado, também não foi muito bem executada, na minha opinião. Ficou meio confuso em algumas partes.

    A trama também não traz nenhum atrativo… logo de cara já entrega o que aconteceu e os flashbacks só ficam no “mais do mesmo”.

    Gramaticalmente está bom, notei apenas um bife, que provavelmente era bufê e um erro leve de concordância em: “nosso suor escorrendo juntos”.

    Veredito: não gostei, desculpe.

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Publicado às 1 de fevereiro de 2015 por em Pecados e marcado .