EntreContos

Detox Literário.

Só isso – Crônica (Ana Maria Monteiro)

A sua presença fazia-se anunciar pela voz, antes dele próprio. Cantava e tocava e a voz emitia toda uma música que era outra, que era sua. Os versos que lhe … Continuar lendo

15 de abril de 2021 · 21 Comentários

Microcontos 2021 – Valquíria (Ana Maria Monteiro)

[A1] A menina esperava na praça, não sabia o que esperava, apenas estava ali – esperando. Foi então que uma estrela brilhou mais forte e ela compreendeu que esperar é … Continuar lendo

28 de março de 2021 · 33 Comentários

Uma mulher normal (Ana Maria Monteiro)

“Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo? Não, nem em … Continuar lendo

8 de novembro de 2020 · 35 Comentários

Meu nome é Alma, talvez porque não a tenha (Ana Maria Monteiro)

Dizem, “com o tempo se esquece”, Mas isto não é verdade, Que a dor real endurece, Como os músculos com a idade. O tempo é o teste da dor, Mas … Continuar lendo

24 de agosto de 2020 · 15 Comentários

Os Vampiros (Ana Maria Monteiro)

Os vampiros, sedentos, invadiram a cidade dos homens, apagando toda a luz. Os homens, roídos pelo medo, entregaram o poder aos vampiros. Os vampiros sugaram tudo aos homens: esperança, vontade, … Continuar lendo

19 de janeiro de 2020 · 71 Comentários

Farsa do Filho da Mãe (Ana Maria Monteiro)

Local: Lisboa, Portugal, 2018 Personagens: O filho da mãe, monólogo. Época: Primeira metade do século XXI   ATO ÚNICO Um café, taberna, na obscuridade. O cenário é lúgubre, o mobiliário … Continuar lendo

19 de março de 2018 · 90 Comentários

Conta-me uma história (Ana Maria Monteiro)

(Nota prévia: texto escrito em Português PT. A ortografia, conjugação verbal e pronominal, estrutura narrativa e demais regras gramaticais seguem as normas de Língua Portuguesa oficial em Portugal) O primeiro … Continuar lendo

6 de dezembro de 2017 · 78 Comentários

Cansaço – Conto (Ana Maria Monteiro)

Sinto-me velho. Não é de espantar, estou mesmo velho. Velho, usado, gasto, cansado. Sei que o meu fim se aproxima, literalmente, a passos largos. Dentro de dias não serei mais … Continuar lendo

8 de setembro de 2017 · 5 Comentários

O noivado (Ana Maria Monteiro)

Nasci mudo. A condição é algo rara, mas não inédita. É aborrecido, acreditem. Mas ao menos não tive que aprender a estar calado, o que é uma grande vantagem – … Continuar lendo

5 de agosto de 2017 · 45 Comentários

O Javali e eu (Ana Maria Monteiro)

Não me recordo bem do acidente. Foi tudo muito repentino. E depois parecia que o mundo tinha desabado. “Será que acabou?” Acordei nesta espécie de floresta tendo ao meu lado … Continuar lendo

20 de maio de 2017 · 67 Comentários