EntreContos

Detox Literário.

Conta-me uma história (Ana Maria Monteiro)

(Nota prévia: texto escrito em Português PT. A ortografia, conjugação verbal e pronominal, estrutura narrativa e demais regras gramaticais seguem as normas de Língua Portuguesa oficial em Portugal)
  1. O primeiro encontro.

Há muitos, muitos anos, vivia na Pérsia uma menina de grande beleza e inteligência chamada Xerazade. O seu pai era o Vizir (uma espécie de primeiro-ministro) do rei Xariar que, após ter sido traído por sua esposa e de a ter morto a ela e ao amante, ficou possuído por uma fúria assassina contra as mulheres em geral e decidiu casar com uma nova todos os dias e que ela seria morta na manhã seguinte ao casamento para que a traição não se repetisse.

Xerazade vivia profundamente contristada com esta situação, que não conseguia aceitar e contra a qual nada podia fazer. Tinha por hábito ir passear para o campo todos os dias, isolando-se em contemplação da natureza e tentando, em vão, urdir um plano que pusesse fim ao massacre que o rei estava a levar a cabo.

Foi durante um desses passeios que conheceu Aladim. Aladim era um jovem garboso e bonito que ela nunca vira antes e lhe pareceu meio deslocado naquele ambiente, como se estivesse num mundo que não era o seu. E estava mesmo. Os dois jovens começaram a conversar e ele contou-lhe a sua história.

 

  1. Ele conta a sua história.

Aladim era um jovem chinês de famílias modestas. O pai era alfaiate, mas Aladim não queria seguir o seu ofício, preferindo brincar e divertir-se a aprender alguma profissão. Certo dia foi procurado por um feiticeiro que lhe pediu ajuda, prometendo-lhe em troca uma grande fortuna; a tarefa era simples e, para Aladim, mais uma aventura que de boa vontade teria aceite sem pedir nada em troca: tratava-se de entrar numa gruta e de lá trazer uma lamparina que entregaria ao feiticeiro. Aladim não hesitou em aceitar o encargo, mas o feiticeiro era desonesto e Aladim acabou encurralado dentro da gruta com a tal lâmpada. Aflito e assustado por ver-se aprisionado e sem saber como sair dali, começou a esfregar a lâmpada num movimento de nervosismo que se revelou de grande utilidade pois, ao fazê-lo, despertou um génio que vivia preso lá dentro e lhe ficou profundamente agradecido pela libertação, tendo-se oferecido para lhe satisfazer três desejos. Mas Aladim queria apenas uma coisa – sair dali; e assim pediu ao génio que lhe permitisse deslocar-se para qualquer sítio instantaneamente e sem entraves. O génio ficou impressionado com a sensatez e inteligência do rapaz e acedeu de boa vontade ao seu pedido. Antes, porém, advertiu-o de que aquele poder seria limitado e recomendou que dele fizesse bom uso.

— Só poderás viajar cem vezes e a última viagem será diferente de todas as outras, por isso deverás ponderar bem se quererás ou não fazê-la. Depois de feita, não poderás voltar atrás.

— Vou conhecer o mundo. — Disse o rapaz, decidido a nem fazê-las todas, após ter tentado, em vão, que o génio o esclarecesse quanto ao que ocorreria na última viagem.

O génio tentou, em vão, convencê-lo a que estudasse, mas acabou por desistir e despediu-se dele dizendo-lhe: — Vai então conhecer o mundo. Aproveita para aprender o mais que puderes, não há melhor escola que a experiência diversificada. És inteligente e sensato, acredito que farás escolhas criteriosas.

 

  1. Ela conta a sua história.

Xerazade ouviu maravilhada a história de Aladim. Esta era a sua quinta viagem e ele já estivera na Síria, na Índia e em sítios que ela nem sabia que existiam.

— Conta-me mais histórias. — Pediu-lhe.

— Fá-lo-ei de bom grado, mas quero saber mais a teu respeito. — Respondeu-lhe ele.

O rapaz estava fascinado por ela e pela sua imensa beleza e pressentia que o seu interesse era correspondido. Não se enganava.

Xerazade contou-lhe então a história do seu reino e da vingança que o rei levava a cabo.

— Não é possível, tanta crueldade! — Foi a reação de um Aladim incrédulo.

— Não é apenas crueldade, Aladim, é dor, sofrimento, medo, revolta. Sentimentos com que não sabe lidar, que lhe nasceram da traição e ele não suporta em si, acha-os indignos de um rei. E é o poder. Ele pode. E ninguém se atreve a tentar chamá-lo à razão, nem o meu pai. O poder isola, sabes? Um homem tão poderoso não tem que ouvir ninguém, faz o que quer. Não se pode contestá-lo ou desobedecer-lhe. A única maneira de o mudar é prendendo a sua atenção e ir manejando os factos até que a mudança nasça naturalmente dentro dele e a aceite como sua. Penso nisso todos os dias, mas não encontro forma. Teria de casar com ele para me aproximar, mas depois precisaria de tempo, e nenhuma das suas mulheres vive por mais de um dia. Conta-me outra história. Gostei muito da tua. E já viste tantas coisas.

E Aladim contou.

 

  1. O desenrolar.

Xerazade adorava as histórias de Aladim, que lhe permitiam evadir-se da sua tristeza e sonhar com outros mundos. Escutava-o com os olhos muito abertos e brilhantes, como se bebesse cada uma das suas palavras, que a fascinavam; bandidos, ladrões, homens bons e maus, tapetes que voavam, todo um mundo de possibilidades inimagináveis. O rapaz partia e regressava sempre com novas histórias. Estavam cada dia mais apaixonados e ele temia o momento em que o seu poder de teletransporte (a palavra ainda não existia na época) se esgotasse, mas Xerazade continuava a pedir mais e ele decidira que, enquanto pudesse, regressaria sempre para junto da sua amada e a ajudaria proporcionando-lhe o conforto e a evasão de que ela tanto necessitava. Nem todas as histórias eram verdadeiras, inventava muitas; isso poupava-lhe viagens e Xerazade adorava todas.

Um dia encontrou-a exultante, mais bela que nunca, o olhar em fogo.

— Já sei como acabar com a chacina do rei! — Disse-lhe de imediato, sem nem lhe dar tempo a que a cumprimentasse. E contou-lhe o seu plano.

— Estás louca! É morte certa!

— Não. Com a tua ajuda serei capaz. Já me contaste tantas histórias. E vais contar-me ainda mais.

— Nem pensar, Xerazade! Nunca contribuirei para a tua morte.

— Tenho a certeza de conseguir, Aladim. E todos temos de morrer um dia; se não for capaz, terei morrido por uma boa causa. Poderei ser a última devido à posição do meu pai, mas acabará por chegar a minha vez. Todos os dias o rei escolhe uma nova esposa e já não somos assim tantas.

A discussão prolongou-se, mas Aladim acabou por ceder. Era impossível resistir à firmeza de vontade daquela mulher.

E continuou em busca de mais e mais histórias para lhe contar.

 

  1. Despedidas.

Chegou o dia da nonagésima nona viagem. Se viajasse para ver Xerazade, não saberia o que sucederia no regresso. A menos que não regressasse, mas isso estava fora de causa; Xerazade tinha o destino marcado e ele não queria ficar para a ver morrer no dia seguinte ao casamento, ou assistir impotente à sua continuidade.

Fez a sua última visita a Xerazade. Não lhe contou nenhuma história. Ela compreendeu que havia chegado o temido momento da separação. Passaram o dia juntos, calados, em perfeita comunhão e harmonia. Tristes, mas agradecidos por se terem conhecido e pelo tempo que haviam usufruído da companhia um do outro.

Na hora do adeus, beijaram-se pela primeira e única vez. Foi um beijo cósmico, um beijo com a intensidade de todos os beijos que nunca dariam, do imenso amor que nunca fariam, de todo o medo pelo que se seguiria.

Não se despediram.

 

  1. O que sucedeu depois.

Ao regressar desta última viagem, Aladim deslocou-se também no tempo e surgiu na França de finais do século XVII onde todos lhe chamavam Antoine, Antoine Galland. O seu corpo era outro e a família, não sendo a mesma, não lhe era estranha. Levou algum tempo a adaptar-se a tanta modernidade. Os pais, humildes camponeses, não se aperceberam de nada. Tornou-se um bom estudante e, com quinze anos acabados de fazer, foi estudar para Paris no colégio de Plessis, onde aproveitou para aprender Árabe.

Não conseguia esquecer Xerazade. Precisava saber o que lhe tinha sucedido. Fez-se um estudioso da sua época. Tornou-se escritor. Conseguiu trabalho como secretário dum marquês e, nessa qualidade e agora pelas vias normais da época, viajou e visitou Constantinopla, a Grécia, a Síria e a Palestina. Procurava tudo o que pudesse trazer-lhe novas informações, coleccionou manuscritos e objetos. Emocionou-se ao encontrar relatos de algumas das suas histórias, muitas delas alteradas pela imaginação de Xerazade. O seu coração rejubilou de felicidade por descobrir que o seu plano resultara. Em 1704 começou a publicar os livros da sua maior obra, As Mil e Uma Noites. Acrescentou algumas histórias, incluindo a sua e imortalizou, nas primeiras páginas, a história que todos conhecemos do que foi a vida de Xerazade após a sua última viagem.

Guardou para si o segredo do seu amor, que manteve até ao final dos seus dias em 1715 e, com o passar dos anos, habituou-se a ser apenas Antoine Galland – o pequeno Aladim vagando nas brumas da sua memória. A sua obra, ainda que criticada por muitos, foi bem recebida pelo público francês e mantém-se popular até aos nossos dias, sendo um clássico da literatura mundial.

 

  1. Notas finais.

Peço desculpa aos protagonistas por ter revelado a sua verdadeira história, mas acredito que, caso fossem vivos, gostariam de saber que o mundo veio a conhecer o seu amor. Um amor sem tempo nem espaço, sem antes nem depois. Um amor maior que eles próprios e que qualquer um de nós. Uma história que, acredito, todos gostaríamos de ter vivido.

 

Génio da Lâmpada

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Texto atualizado em 06/01/2018

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78 comentários em “Conta-me uma história (Ana Maria Monteiro)

  1. Ana Maria Monteiro
    6 de janeiro de 2018

    Olá a todos.
    Obrigada pela vossa leitura e comentários, pelo tempo que me dispensaram, por alguns apontamentos valiosos que fizeram, enfim, por terem sido uma vez mais “compagnons de route” em mais este desafio.
    Tinha intenção de responder a cada um individualmente e peço desculpa por não o fazer, mas creio que já passou muito tempo e poucos iriam ler. Então, respondo no geral. Houve alguns reparos mais ou menos alargados a alguns de vós. Houve quem achasse estranha a nacionalidade chinesa de Aladim mas, ao que pude averiguar, na história original ele era chinês. Várias pessoas se manifestaram contra a suposta retirada de protagonismo a Xerazade; não houve essa retirada, este conto situa-se no tempo anterior à história que ela efetivamente protagoniza e em que é, supostamente, a criadora das histórias que conta ao rei com vista a manter-se viva. Então, se é certo que passei para Aladim alguma da criatividade de Xerazade, não é menos certo que ela ganhou em termos humanos, não apenas porque viveu um amor verdadeiro, como também porque se torna mais palpável ao ter um “antes”; muitos repararam que fui omissa no que toca ao esclarecimento da última viagem – e fui; por fim, bastantes manifestaram estranheza pela forma como Aladim viaja no tempo, passa a ser francês e ninguém se apercebe de nada.
    Nesta versão alterada que agora aqui fica, espero ter ido ao encontro das exigências de todos.
    No que toca à utilização do idioma, não há nada a fazer. O português de Portugal, fala-se e escreve-se de forma e com normas completamente diferentes do português brasileiro. A estranheza é mais que natural; nem imaginam como me “arranham” certas grafias, expressões e, sobretudo, a vossa forma de conjugar os verbos, mas nisso reside a riqueza da diversidade.
    Espero que gostem mais assim. A versão que aqui fica não é a verdadeira forma final do conto, essa vai para o meu perfil pessoal no facebook, melhorada pelas vossas sugestões, mas a meu gosto. Aqui, desejo que esta vá ao encontro das vossas expectativas.
    Um grande abraço a todos e Feliz Ano Novo.

    • Bianca Machado
      6 de janeiro de 2018

      Obrigada pela devolutiva, Ana! feliz Ano Novo de ótimas escritas! 😉

  2. Pedro Luna
    30 de dezembro de 2017

    Então, o meu conhecimento a respeito de Xerazade,mil e uma noites, aladim, é muito pouco e senso comum. Conheço o que todo mundo conhece, incluindo o filme da disney. Por isso não tenho tanta certeza do que direi, mas aqui você subverteu algumas coisas? Não era ela quem contava as histórias? Se sim, massa. Eu gostei bastante do texto, ele é interessante, tem uma pegada antiga e mágica que agrada. Ele brinca com essa fluidez no tempo, já que ao final a trama passa para o futuro, e o mais legal é que não me incomodou tamanha virada. Só não gostei muito da nota no final do conto, acho que destoou a intromissão do autor.

    • Génio da Lâmpada
      30 de dezembro de 2017

      Obrigado pelo seu comentário, Pedro. Vou contar-lhe um segredo: depois de ver o texto publicado também achei que teria ficado melhor sem o post scriptum.
      Feliz e mágico 2018.

  3. Felipe Rodrigues
    30 de dezembro de 2017

    Gostei do texto como uma homenagem â história tão viva e rememorada das 1001 Noites, o autor demonstra grande capacidade intertextual e sabe amarrar bem as idéias. No entanto, faltou algo que ultrapassasse as duas, colocando nelas algo que viesse do universo do autor, o que enriqueceria o trabalho.

  4. Paula Giannini
    30 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Você nos trouxe um texto baseado em outro e outro mais. Um trabalho claro de pesquisa e intertextualidade, inserindo a criação da história por trás da história e, mais que isso, criando para ela sua própria versão, em uma bela e super homenagem.

    Confesso que dei uma torcidinha de nariz, ao ver o protagonismo da criação das histórias se afastar de Sharazade. Mas foi coisa rápida. Estou virando uma velhinha simpatizante do feminismo e a palavra protagonismo também acabou me pegando de jeito. Rsrsrs

    No entanto, após entender o quanto o texto foi amarrado, pensado, pesquisado, rendi-me a seus 1001 encantos. Gosto de ver o trabalho por trás do conto. A pesquisa, o planejamento, o suro do autor, e aqui, obviamente, há muito amor. 😉

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Génio da Lâmpada
      30 de dezembro de 2017

      Boa noite, querida Paula. Que fazer? A história só poderia funcionar assim. mas se o contador original fosse Aladim, teria feito exatamente o mesmo e passaria o protagonismo mais para Xerazade. Então não vejo nada de especial nisso. Não faço diferença entre homens e mulheres. Se uma coisa pode ser feita a um homem, pode sê-lo a uma mulher e, de igual forma, se está mal para uma mulher, então estará também para um homem.
      Aqui, aparentemente, Xerazade perdeu em protagonismo, mas Aladim perdeu a sua magia de ser quase imaterial. Qual perdeu mais? Quanto a mim, nenhum, pois ambos ganharam o amor.
      Mas compreendo a sua reação que,aliás, não foi única. Só me parece que essa é uma boa deixa para as pessoas se interrogarem a si mesmas: não estarão a trocar uns preconceitos por outros?
      Sou seu fã e aprecio muito as suas críticas e ainda mais os seus contos. Até já experimentei receitas suas 🙂
      Desejo-lhe um 2018 repleto de tudo o que mais deseje.

  5. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    17. Conta-me uma história (Génio da Lâmpada):
    A história, uma recriação de Xerazade misturada com Aladim, trouxe algumas dissonâncias cognitivas – muito estranho saber que “Aladim era um jovem chinês”. Na PREMISSA, encontrei pouco ou nenhum superpoder. Na TÉCNICA, a narrativa simples, linear e sem surpresas não me atriu muito – o autor tem uma escrita leve, com um sotaque lusitano, mas ainda assim senti falta de uma coerência interna na história ou de uma surpresa. Isso é que eu gostaria de recomendar como APRIMORAMENTO – quem sabe, transcender os personagens de uma história já conhecida para criar um contexto diferente.

  6. Edinaldo Garcia
    29 de dezembro de 2017

    Conta-me uma história (Génio da Lâmpada)

    Trama: Uma estória de amor das arábias (sério, eu preciso parar com esses resumos ruins).

    Impressões: Um enredo ingênuo, quase infantil – se não fosse uma citação sobre fazer amor (!) Até acho que este trecho poderia ser removido para o conto ser destinado às crianças. O texto carrega uma boa leveza. A releitura de uma estória que todos nós já conhecemos de cor e salteado.

    Primeiramente é dito e repetido que Aladim não quer estudar, trabalhar e tal, e ainda assim o gênio o chama de “inteligente e sensato”. Como assim? Para mim soou bastante inverossímil.

    O fato de Aladim ser chinês também, ficou no mínimo estranho (até jogado como se quisesse agradar alguém), e ainda mais passar despercebido em plena Europa renascentista (???)

    Linguagem e escrita: Uma linguagem despretensiosa, até infantil eu diria. Como se estivéssemos a ouvir dos lábios de um grande contador de estórias e não lendo um texto. Esse tom infantil não me desagrada desde que esteja adequado ao tema, como já disse citar “fazer amor” não soa bem para um texto infantil. Há também falhas gramaticais a serem revisadas. Muitas delas. Eu havia lido tão interessado na trama que nem as anotei, mas vi que você pediu a outro comentarista para citá-las, então comecei a reler e desisti devido ao curto tempo. Peço desculpas. Há também repetição exagerada de palavras.

    Só alguns exemplos.

    de a ter morto – cacofônico esse trecho. Tê-la matado, assassinado enfim. Erro no pronome e na conjugação verbal.

    teria aceite – aceito

    desobedecer-lhe – o verbo desobedecer quando se refere a alguém e não alguma coisa é transitivo direto, ou seja, desobedecê-lo. Desobedecer-lhe nem existe pois o “lhe” se refere apenas a pessoas e não a coisas onde seria a transitividade indireta do verbo, exemplo: Desobedecer às regras, desobedecer aos critérios etc. Aqui no Brasil dizemos “Eu te amo”. Todo mundo sabe que é erro gramatical, mas ainda assim falamos, pois falar é diferente de escrever, e os erros apontados por mim estão na voz do narrador.

    Veredito: Um conto e entretém bem.

    • Génio da Lâmpada
      30 de dezembro de 2017

      Olá, Edinaldo. Obrigado pela sua leitura, lamento apenas que não tenha reparado que o texto está escrito em português de Portugal, pelo que todas as regras que você enumera não se aplicam à nossa gramática, bem diferente. Esclareço que “aceite” é uma palavra neutra, tal como “entregue” e muitas outras. Também a colocação pronominal é completamente diferente da vossa e a maioria das palavras que vocês acentuam com acento circunflexo nós acentuamos com agudo. De igual forma, existem inúmeras palavras com grafias distintas. Então, imagino que em muitas outras coisas terá reparado, sem que mesmo assim se desse conta de que estava a ler português, sim, mas de outro país (são dez, os de língua oficial portuguesa, e cada usa-a com diferentes regras e normas). Muito estranho, isso, mas enfim.
      Quanto ao facto de Aladim ser chinês, sim, nem todos sabem, mas ele era mesmo chinês.
      Por fim, nem todos pensaremos de igual forma, mas a sensatez não é património de jovens que gostem de estudar e/ou trabalhar. Um jovem que não gosta de escola pode perfeitamente ser sensato, já conheci alguns que o são.
      Desejo-lhe um feliz 2018.

  7. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá Génio. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    Gostei muito desta viagem ao universo por detrás das 1001 noites. Infelizmente, para quem não conheça a história, o conto pode ficar algo incompleto ao não dizer qual o plano da Xerazade (contar uma história ao rei todas as noites, interrompendo-a a meio para manter o interesse e garantir que se mantém viva) e o seu destino (cumprir o seu plano). Nota-se que partiu do princípio de que todos sabiam – como vê pelos comentários, enganou-se. Uma pena. Gostei do conto, simples e sem pretensiosismos, bem narrado e amarrado. A viagem no tempo surge, aparentemente, do nada, sem uma introdução prévia e, porque a história está muito sequenciada, isso nota-se. Não notei deslizes na revisão. Gostei e será dos poucos que não vou esquecer já amanhã. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  8. Bia Machado
    28 de dezembro de 2017

    – Enredo: 0,8/1 – Enredo interessante, que brinca com personagens já existentes. A leitura, porém, não foi fluída. Não sei se posso atribuir isso ao fato das duas personagens serem por mim conhecidas e eu não conseguir encaixar aqui a
    imagem mental que tenho das duas ou, talvez, seja o fato de não saber, enfim, o que foi que Xerazade planejou, seria muito bom se essa parte do texto tivesse sido mostrada para nós, leitores, penso eu. Essa coisa de “P.S.” também achei desnecessária.
    – Ritmo: 0,8/1 – Como disse no item anterior, o ritmo de leitura foi prejudicado pelo que já apontei e por certa inverossimilhança que senti ao ler o texto.
    – Personagens: 1/1 – Gostei deles, mas é uma pena que Aladim tenha se sobressaído, Xerazade me despertou muito mais curiosidade, daí o motivo até de eu querer saber como é que ela conseguiu.
    – Emoção: 0,8/1 – Esse é aquele texto que eu bem queria ter gostado mais do que gostei.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Sim, adequado.
    – Gramática: 0,5/0,5 – Se havia algum erro, não me incomodou.

    Dica: Fica a dica de desenvolver mais a “parte” da Xerazade. Ou, de repente, escrever um conto sob a perspectiva dela.

    Frase destaque: “Aproveita para aprender o mais que puderes, não há melhor escola que a experiência diversificada.”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  9. Juliana Calafange
    27 de dezembro de 2017

    Caro Gênio da Lâmpada,
    Divertido seu conto, que faz de Aladim o amor secreto de Sherazade (ou Xerazade). Até onde sei, Antoine Galland alterou uma versão original árabe das Mil e Uma Noites e incluiu também algumas histórias, que ele escutou verbalmente de um árabe, e publicou na Europa no séc. XVIII. O seu conto (um verdadeiro ‘Samba do Gênio Doido’) brinca de forma divertida com esse enredo.
    A trama é muito bem narrada. Acho que não precisava dos subtítulos. Nem do Post Scriptum. A partir das “Despedidas”, o conto corre um pouco e ‘força uma barra’ enfiando-nos o teletransporte no tempo também. Como se fosse encaixado ali só pra dar um desfecho à trama. Senti falta de uma melhor explicação para essa mudança no superpoder de Aladim. Também ficou faltando, a meu ver, mais informações sobre o que levou Aladim a acreditar que o plano de Xerazade deu certo. “Emocionou-se ao encontrar relatos de algumas das suas histórias” me parece pouco para convencer o leitor.
    Parabéns e boa sorte!

  10. Higor Benízio
    27 de dezembro de 2017

    O conto começa bem, mas acho que depois se perde um pouco. Viajando por propostas diversas: “experiências e vida de Aladim”, e a “história de grande amor” o conto acaba não desenvolvendo de forma satisfatória nem um e nem outro. Talvez estende-lo um pouco buscando um dos dois direcionamentos funcionasse melhor. No geral é um bom trabalho.

  11. eduardoselga
    25 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    Tem-se a interessante sensação, ao fim e ao cabo, de que Aladim e Xerazade que conhecemos não são, na verdade, personagens ficcionais: eles foram ficcionalizados posteriormente, após o supostamente “real” Aladim passar a ser o criador do Aladim ficcional, ou o tradutor das estórias do Oriente nas quais ele surgia, Antoine Galland. ~

    É uma inversão interessante, sobretudo porque o Galland do conto não perde a consciência de ser o Aladin e porque o trabalho intertextual uniu, sem forçar a mão, dois personagens de narrativas diferentes, embora pertencentes a uma mesma coletânea organizada por Galland, “As mil e uma noites”.

    A estória está muito bem narrada. Ponto. Mas, em função de os personagens centrais serem fartamente conhecidos, talvez fosse mais interessante que não houvesse apenas a fusão das duas narrativas às quais eles pertencem. Os personagens, se tivessem alteradas algumas de suas características, ou acrescidas outras, faria com que a narrativa ficassem ainda melhor. Entretanto, parece-me que a ideia foi de não fugir muito do conhecido, como uma homenagem ao “As mil e uma noites”.

  12. Gustavo Araujo
    24 de dezembro de 2017

    Um conto muito simpático, que oferece novas versões sobre as Mil e Uma Noites. Não deixa de ser interessante conhecer os bastidores, ainda que inventados, desse clássico atemporal. Creio que o autor foi muito feliz na recriação, inclusive no tom de fábula que permeia a trama, pois a leitura flui bem, é agradável e tem lá seu pontinho de suspense. Senti falta, porém, de uma explicação melhor a respeito do plano de Xerazade, esse que ela havia concebido para enganar o rei maldoso. Isso porque ela e Aladim, depois de se separarem, deve tê-lo posto em prática. Só que nós, leitores, só tivemos informação do destino de Aladim, com sua chegada à França. Dela, Xerazade, só há informações indiretas. Creio que, sendo intenção do autor burilar este conto, seria interessante acrescentar um capítulo sobre esse fato que, no geral, ficou obscuro. Bom trabalho!

  13. Rafael Penha
    23 de dezembro de 2017

    Olá , Gênio da lâmpada,

    1- Tema: Se adequa, mas forma imprecisa. O poder parece provir do gênio, e se diz teletransporte, mas acaba sendo mais viagem no tempo, que é coisa bem diferente.

    2- Gramática:. Não há erros que me chamem muita atenção, mas algumas palavras parecem estar escritas errado ou sendo usadas de forma pouco usual (nesse caso, é um ponto positivo) O autor precisa ficar mais atento a isso.

    3- Estilo – Acho as construções de algumas frases um pouco brutas, sem muito esmero. Em contrapartida, há passagens que são lindas de se ler como: ” Foi um beijo cósmico, um beijo com a intensidade de todos os beijos que nunca dariam, do imenso amor que nunca fariam”. O autor tem bons lampejos de criatividade com as palavras.

    4- Roteiro; Narrativa – Não me agradou. Trazer história já conhecida, com personagens já conhecidos. Todos já sabem quem são e o que acontece com eles. Xerazaded teve muito tempo para conversar com Aladin antes de se tornar noiva do Rei, algo estranho. Aladin diz que usa teletransporte, mas faz viagens no tempo, coisas diferentes. Ele tem um gênio da lampada que só lhe serve para criar novas histórias? O final é poético e bonito, mas o desenrolar tem muitas pontas soltas.

    Resumo: Infelizmente, não gostei. Mais pela falta de originalidade, ao usar contos e personagens já conhecidos e com suas histórias já batidas. O uso do superpoder foi confuso e despropositado. A história em mais da metade se limita a narrar as histórias das mil e uma noites, o que de novo, demonstra a falta de originalidade. O autor tem bom insight e aparentemente, boa sensibilidade para criar um bom romance, mas podia ser mais original.

    Grande abraço!

  14. Hércules Barbosa
    23 de dezembro de 2017

    Saudações

    A ideia de mesclar personagens do clássico as Mil e uma noites é corajosa e saudável, mas necessita de um amplo conhecimento do trabalho que se tem como referência para que não pareça uma simples caricatura do original. Xerazade e Aladim amantes apaixonados eu achei interessante, mas creio que com um maior desenvolvimento da história, para que não fique tão próxima da original e tenha uma característica própria, ela pode oferecer melhores resultados.

    Sucesso e parabéns pelo trabalho.

  15. Fernando Cyrino.
    22 de dezembro de 2017

    Gênio da Lâmpada, que gostoso reviver o encanto das mil e uma noites nesse seu recontar criativo. Para mim, só faltou aqui a música de fundo do Rinsky Korsakov que acho maravilhosa. Bacana e aí achei também legal que tenha investido no (desconhecido à época) tele transporte para criar o tal do superpoder. Você sabe contar histórias e ela está muito bem desenvolvida. Um português de além mar, sem ter entrado na reforma ortográfica (também não sou a favor dela), que está muito claro. Somente incomodou-me o excesso de uso do nome “Aladim”. Sim, eu reparei que foi uma maneira que encontrou para frisar o personagem, mas isto me soou um tanto infantil. A questão é que, pelo menos para mim, o artifício não funcionou. Abraços.

  16. Thata Pereira
    22 de dezembro de 2017

    Conto simples, mas que revela uma história muito bem amarrada. Gosto dessas histórias que misturam a ficção com a realidade, sobretudo nesse caso, no qual o próprio personagem torna-se alguém do nosso mundo. Já ouvi falar, mas não conheço o livro e não assisti o filme das Mil e Uma Noites, mas confesso que fiquei mais curiosa sobre, após ler o conto.

    Sobre a estrutura escolhida, gosto desse modo diferente de escrever. Fui abaixando a rolagem aos poucos e confesso que esperava que o conto terminasse na despedida. Ainda sim, seria uma história agradável de ler. As partes que se seguem transformam o conto e agradam mais ainda.

    Apenas não me agradou o último parágrafo, eu encerraria nas notas finais. Mas isso é uma opinião bastante pessoal.

    Boa sorte!!

  17. Marco Aurélio Saraiva
    22 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Estou com sentimentos conflitantes quanto a este conto. Gostei da ideia de narrar a origem das famosas mil e uma histórias contadas por Sherazade, mas achei ruim o fato do conto inteiro se apoiar na obra de outrem. Há originalidade, mas esta está inclusa em um cenário pré-construído. É possível considerar fanfic algo escrito no cenário de uma fábula com mais de 300 anos? Não sei dizer. Talvez por isso eu esteja um pouco confuso: as mil e uma noites já quase fazem parte do subscinsciente coletivo.

    Há outras coisas a considerar também. O tema principal do seu conto é a relação de Aladim com Sherazade. Um amor que surge repentino e único. O superpoder aqui parece ter sido adicionado “apenas para fazer juz ao tema do desafio”. Afinal, Aladim não precisava ter superpoder nenhum para conhecer e se apaixonar por Sherazade. Ele poderia ser simplesmente um homem com histórias de vida; alguém que costuma viajar pelo mundo.

    Há outras premissas estranhas no conto. Por exemplo, em momento nenhum Aladim foi proibido de continuar com Sherazade. Não havia regras quanto a sua estadia em lugar algum: apenas havia uma regra de certo limite de vezes que ele poderia viajar. Se ele amava Sherazade, por quê não ficou? Ele não era obrigado a ir embora.

    Por fim, a viagem no tempo que ele fez foi introduzida de forma muito brusca, sem motivo ou premissa. Ele simplesmente viajou no tempo? Muito estranho. O leitor não “fisga” ou não “engole” esta intervenção “Deus Ex-Machina”. É repentina demais.

    Mas fico confuso por quê, afinal, é um bom conto! Daqueles que me fez sorrir no final. Ficaram algumas dúvidas no final, como qual era a identidade do narrador (questão que não era relevante até ele pedir desculpas aos personagens… como se os tivesse conhecido pessoalmente), e o que diabos aconteceu com o gênio e os seus outros dois pedidos jamais realizados por Aladim.

    =====TÉCNICA=====

    Há algumas falhas na revisão. Nada de muito incômodo, mas o texto pede uma releitura mais cuidadosa.

    Isso, é claro, é eclipsado por uma escrita agradável. Não sei se o seu estilo é esse, mas ao menos neste conto sua escrita tem um ar de fábula muito bem moldado. Você usa uma narrativa bem detalhada, com reflexões, construção de personagem e diálogos, e a intercala com um ar meio mágico, etéreo, dando certeza ao leitor que tudo o que ele lê é mesmo uma fábula mas ainda, de alguma forma, criando nele a empatia pelos personagens.

    Em outras palavras: você escreve bem pra caramba. Parabéns!

    • Génio da Lâmpada
      22 de dezembro de 2017

      Olá Marco. Obrigado pela sua leitura e comentário. Quantas perguntas! Era bom se tudo na vida tivesse explicação, mas não é assim. Mas você quer saber pormenores que em minha opinião não melhoram a história e eu dou-lhos. O narrador sou eu, o génio, e optei por desenhar a cena em que entro porque me pareceu melhor assim e não sinto necessidade de protagonismo. Esta história não é fanfic, é apenas o que ficou em segredo. O superpoder não foi adicionado para se adequar ao tema, ele era necessário para que Aladim saísse da caverna e também (porque ele era mesmo chinês) para que pudesse viajar, descobrir o mundo, a Pérsia de Xerazade e, mais tarde, conhecer factos para lhe contar e ela transformar em histórias para o Vizir. Ele não podia ficar com Xerazade, o destino dela era ser mulher do Vizir e o dele, encontrar histórias para ela. Com o génio não sucedeu mais nada além de testemunhar o que se passou e de perder a sua bendita lâmpada. Por fim, os dois pedidos; eles não ficaram por realizar, é dito no início que ele apenas queria uma coisa, sair dali, não pediu mais nada.
      A terminar, uma pergunta minha: quais as falhas que encontrou na revisão? não as vejo. Tem a certeza que não são apenas grafias diferentes? Há vários países onde se escreve em Português e cada um tem a sua. Mas no caso de haver realmente falhas, fico muito grato caso as aponte a fim de que possa emendar o que não estiver bem.
      Queria conceder-lhe sorte no desafio, mas sei que você não precisará da minha ajuda e, como disse, perdi a lâmpada e tornei-me num pobre génio reformado e sem nada que me distinga em particular (além da idade secular).

      • Marco Aurélio Saraiva
        23 de dezembro de 2017

        Mas você ainda pode conceder desejos? Se sim, me manda seu whatsapp! Hahahahahah!

        Como SEMPRE tem alguém na sessão de comentários que aponta todas as falhas de digitação e revisão, acabou que não anotei tudo o que vi. Vou ver se consigo um tempo para reler e anotar e te passar.

        Abraço!

  18. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Estamos perante um dos melhores contos do desafio. Está bem estruturado. Instiga à curiosidade e a Wikipédia fornece os elementos em falta. Sem dúvida que o autor terá feito o mesmo percurso. O único ponto que achei irrelevante foi o facto de Aladim ser chinês. Não me parece possível que ele passasse despercebido na França daquela época. De resto, gostei da estrutura não linear e do desfecho. No entanto, duvido que o leitor menos curioso consiga apreender todo o sentido do texto, a menos que esteja familiarizado com a obra das 1001 noites. O partir do princípio poderia ter prejudicado o texto.

  19. Mariana
    21 de dezembro de 2017

    Temos aqui um crossover hehehe Um interessante conto, brincando sobre como as histórias das Mil e uma noites foram escritas. O conto é gostoso e fluido, a grafia portuguesa não atrapalha. Legal mesmo, parabéns e boa sorte no desafio

    • Mariana
      21 de dezembro de 2017

      Ah, o teletransporte é uma sacada para adequar o conto ao tema do desafio e adorei a imagem.

  20. Renata Rothstein
    21 de dezembro de 2017

    Olá, amigo(a) lusitano(a Gênio!
    Realmente é genial a sacada de (re)contar as aventuras de Aladim unidas com as Xerazade , e a revelação, também mágica, de que Antoine a estava narrando.
    Técnica perfeita, criatividade mil, gostei muitíssimo, fiz uma volta à infância, aqui.
    Obrigada!
    Boa sorte e abraço!

  21. Leo Jardim
    20 de dezembro de 2017

    # Conta-me uma história (Génio da Lâmpada)

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫):

    – no princípio fiquei com aquela sensação de que conheço os personagens, mas não sei o que o autor resolveu mudar e o que está na história original (que eu não li)
    – na parte do gênio eu já percebi que era uma releitura da história e fiquei satisfeito em acompanhar de forma diferente aqueles personagens de nome conhecidos
    – a ideia é bem boa, mas acho que a conclusão poderia ter sido melhor, pois acaba por não concluir o plot da Xerazade e o salto no tempo acabou sendo muito abrupto e mal explicado
    – entendi que ele acabou virando o autor das mil e uma noites, só não entendi como, poderia ter trabalho melhor nisso
    – os diversos fins acabaram me incomodando um pouco e não revelaram o mais importante: qual foi o destino da pobre Xerazade?

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫):

    – achei muito boa e, apesar de algumas acentuações lusitanas (génio), achei tudo muito bonito e bem descrito, de fácil compreensão

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – uma releitura interessante de uma história conhecida

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – teletransporte adquirido por um desejo do gênio da lâmpada (✔)

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫):

    – o texto é bem legal de se ler e, depois de passado o estranhamento de conhecer alguns personagens, ficou muito bom
    – mas algumas pontas soltas e o salto não bem desenvolvido no tempo deixou o fim confuso e um pouco frustrante

  22. angst447
    20 de dezembro de 2017

    Olá, Gênio, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado de forma lúdica, bem humorada e criativa.
    Não encontrei lapsos de revisão, levando-se em conta que o(a) autor(a) é, sem dúvida, um colega português.
    A linguagem empregada revela um toque lusitano. As frases são bem elaboradas e tornam a leitura leve e fluída. Portanto, o ritmo da narrativa corre através de compassos bem simétricos e harmônicos.
    Muito interessante essa troca de personagens, parecendo ser uma confusão a princípio e se desenrolando em uma grande brincadeira de fazer de conta. O que terá acontecido à princesa persa?
    Boa sorte!

    • Génio da Lâmpada
      20 de dezembro de 2017

      Salve, ilustre comentarista, obrigado por seu comentário. O que sucedeu a Xerazade a partir daí é de domínio público, não poderia eu escrevê-lo pois não seria inédito, nem, e muito pior, foi de minha autoria.
      Obrigado de novo.

  23. João Freitas
    20 de dezembro de 2017

    Olá Génio da Lâmpada,

    Pena que ainda não tenha lido “As Mil e uma noites”, que certamente me ajudaria a desfrutar mais do seu conto.
    Foi fácil localizar-me na Pérsia, o seu conto transporta-nos (ou teletransporta-nos?) fácilmente para lá.
    Escrita fluída e de fácil leitura, que não deslumbra mas também não compromete.
    Não morro de amores por passagens como esta: “poder de teletransporte (a palavra ainda não existia na época)”, que nos “acorda” da leitura, por assim dizer.

    Obrigado por ter escrito. 🙂

    • Génio da Lâmpada
      20 de dezembro de 2017

      Olá, João. Obrigado pelo seu comentário. Concordo consigo, também não aprecio passagens, como a que refere, que nos “acordam” da leitura. Aliás, ela não consta da versão final; mas ao escrever, pensei que como era para o EC e sempre apontam esse tipo de coisas ou pedem esclarecimentos, era melhor referir que a palavra veio depois (coisa que toda a gente sabe,é certo, mas repare que até perguntam o que sucedeu com Xerazade.) Uma vez mais, obrigado.

  24. Iolandinha Pinheiro
    19 de dezembro de 2017

    Olá, Gênio!

    Gosto tanto de As Mil e Uma Noites que além de ler a versão original, ainda comprei a versão para crianças para presentear meu filho. Aladin, sendo uma das muitas histórias que Sherazade conta ao sultão Shahriar, em seu delicioso conto aparece como protagonista e o verdadeiro contador das histórias que a moça repassa ao sultão assim escapando da morte. Mesmo não sendo o que ocorreu, explica como uma moça que passa a vida inteira num único lugar podia ter tantas informações para criar todos os enredos para as tramas que contou ao marido.Gostei da viagem no tempo, e de como Aladin virou o primeiro tradutor do livro. Um conto muito bom que prendeu a minha atenção e me levou para lembranças maravilhosas. Obrigada. Beijos.

  25. Estela Goulart
    18 de dezembro de 2017

    Olá, Gênio da Lâmpada. Seu conto é bastante curioso, afinal você buscou do clássico Aladim para recriar sua história. O início é bom, mas ao final foi bem confuso. Não sei aonde foi parar Xerazade, muito menos o que aconteceu aos poderes de Aladim. Enfim, é uma boa ideia que, quando revisada, será tão genial quanto seu pseudônimo. Parabéns e boa sorte.

  26. Andre Brizola
    17 de dezembro de 2017

    Salve, Gênio!

    É um conto que se mostra simples até Aladim se transformar em Antoine Galland, momento em que ele mostra seu verdadeiro objetivo, e transforma as partes anteriores. Foi uma boa sacada traduzida em um texto fácil de ler, mas que não se furta de acrescentar certo requinte.
    Entretanto, essa transformação de Aladim é um tanto quanto confusa. Acho que faltou informação (ou há informação sobrando). Não entendi a menção aos pais de Aladim. Eles não notaram o que houve com seu filho, ou não notaram que foram parar na França, em outro século? Outra coisa é a utilização do poder de teletransporte. Aladim simplesmente se descobriu no limite de sua utilização?
    No geral é um conto agradável, mas que precisa aparar algumas pontas soltas.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  27. Pedro Paulo
    16 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    O conto tem mais de um mérito: desenvolver uma história de amor comovente dentro de um limite de palavras pequeno e trazer uma reviravolta dentro de uma trama que por si só já é surpreendente, na medida em que nos apresenta uma história já conhecida de um modo diferente, ainda adaptado ao tema. Portanto, a trama é bastante criativa, certamente um rumo que não verei em outros contos (e muitos outros também são criativos, mas em suas próprias formas) e atende à proposta do desafio.

    O autor sabe escrever. Em certos pontos, sua concisão ficou quase expositiva, como no parágrafo introdutório e na parte do “no que se sucedeu”, explicando o destino de Alladin em sua última viagem. Nessa parte, partilho da confusão de Catarina, pois não entendi se os pais foram com ele e também achei estranho um chinês se passar por um francês. Mesmo que surpreendente, pareceu uma reviravolta forçada demais para deixar a história totalmente ligada às “Mil e uma Noites”. Mesmo assim, o domínio com as palavras ficou bastante evidente nos trechos em que lemos sobre as conversas de Alladin e Xerazade. Ali, o autor conseguiu nos demonstrar a existência de uma ligação forte entre ambas as personagens, partindo o meu coração quando eles tiveram que se separar e romper aquela paixão da qual nunca haveria igual. Nisto, destaca-se que ele escrevia sempre exaltando como um enxergava o outro, nos fazendo sentir junto com os personagens a paixão que tiveram e, mais do que isso, fez doer quando eles tiveram que se separar. Parabéns!

  28. Fheluany Nogueira
    16 de dezembro de 2017

    Superpoder: teletransporte no tempo e no espaço, concedido pelo gênio a Aladim.

    Enredo e criatividade: paráfrase dos contos maravilhosos de “As mil e uma noites” e que acaba por explicar a compilação realizada por Antoine Galland. Texto criativo, fluente e curioso. Senti necessidade de um desenvolvimento maior e notei algumas incoerências em relação à última viagem na terra de Xerazade e a ida para o século XVII. Não entendi, também, o lance dos pais camponeses (Os chineses? Outros?).

    Estilo e linguagem: fluentes, lógicos, sem entraves, bem a gosto de um público mais jovem, até com um romance platônico que venceu o tempo. Gostei muito da ideia e da execução. Bom trabalho. Parabéns pela participação! Abraços.

  29. Givago Domingues Thimoti
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Génio da Lâmpada

    Tudo bem?

    Nunca li As Mil e uma Noites. Ainda está na longa lista de livros que tenho para ler. Por isso, um texto com certa ligação à obra é estranha para mim. O início estava bom, porém, do meio para o final, achei o texto confuso.

    No início do texto, a repetição do nome Alladin saltou um pouco aos meus olhos. Acho que dava para cortar uns.

    Boa sorte no Desafio!

    • Givago Domingues Thimoti
      16 de dezembro de 2017

      Algo que esqueci de escrever. Faltou um maior desenvolvimento dos personagens e, bom, da trama em si. Se isso fosse feito, acredito que me levaria a compreender melhor a história

  30. Catarina
    15 de dezembro de 2017

    Poucos escritores conseguem ser tão objetivos, concisos e prender a atenção logo no primeiro parágrafo. Você conseguiu. Texto gostoso de ler. Encantador.

    BUG: Ué? O poder não tinha se esgotado no capítulo 5? Voltou mais forte no capítulo seguinte, viajando no tempo? Ele foi transformado em outra pessoa ou transportado para Paris do século XVII já com os pais camponeses? Desculpe-me, não entendi essa parte. Sou muito ligada na trama e essa parte ficou muito abrupta. Sugiro dar uma envernizada nessa passagem.

    Gostei muito da ideia de misturar personagens clássicos e dar outro destino para eles. Até porque a arte é isso: a soma de sucessos e fracassos cotidianos reinventados.

    • Génio da Lâmpada
      17 de dezembro de 2017

      Obrigado por seu comentário, Catarina. Por ser um génio antigo, caio em duas armadilhas: a primeira deriva de ter milhares de anos (a idade não perdoa!) e leva-me a esquecer certos pormenores; a segunda tem a ver com a experiência e leva-me a acreditar demasiado no poder das palavras revelarem em si mesmas os seus conteúdos e intenções, ou seja, acredito na magia de não dizer tudo. Então, o que esqueci: esqueci de dizer que quando entreguei o poder ao Aladim lhe disse também que ele sentiria a aproximação da última viagem e decidiria se devia ou não fazê-la, pois seria diferente das anteriores; O que pensei estar implícito: que ao viajar no tempo ele vai entrar directamente noutra sua pessoa futura, noutro local, com outro corpo, diferente família, etc… digo apenas que ele depressa se habituou e os pais (os novos, ou mais recentes, como se prefira) nem se aperceberam da mudança.
      No final do desafio, lamentando o acréscimo de palavras, acrescentarei esses pormenores.
      Uma vez mais agradeço o seu comentário e leitura atenta.
      Sou seu fã e só não lhe ofereço um desejo porque, sabe?, escondi o raio da lâmpada e não consigo recordar-me onde.

      • Catarina
        31 de dezembro de 2017

        Muito obrigada, Ana Maria, entendi melhor agora. Também sou sua fã incondicional. Desculpas por não ter entendido as estrelinhas. Beijos.

  31. Amanda Gomez
    14 de dezembro de 2017

    Olá Gênio!

    Olha, você foi muito criativo nesse conto, muito mesmo, foi gostoso ir sacando as referências e vendo como você as transformou, subverteu de uma maneira ” genial”

    Eu particularmente gosto muito de alguns contos de Mil e uma noites, e já li algumas várias histórias, releituras mesmo deles, um mais interessante que o outro, tenho um na minha cabeceira atualmente, então foi uma grata surpresa encontrar a sua.

    Tem uma linguagem diferente no começo, e um provável ” sotaque” luso, acredito que isso deu um toque a mais no seu conto.

    Alandim sendo Galland foi uma ótima idéia, e você trabalhou muito bem isso.

    Eu senti falta de mais conflitos, um maior desenvolvimento dos personagens. Ficou um pouco corrido.

    Li bem rápido, sem entraves a escrita está boa.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  32. Miquéias Dell'Orti
    13 de dezembro de 2017

    Oi,

    Sabe, eu li pouquíssimos contos do Mil e uma Noites, se não me falha a memória, somente as histórias de Simbad, mas lendo seu conto fiquei com uma vontade enorme de devorar as outras histórias dessa obra magnifica.

    Por ser leigo quanto ao Mil e Uma Noites, não sei ao certo se a história de Aladim é realmente uma relação amorosa entre ele e Xerazade, mas, pelo sim pelo não, de qualquer forma achei seu trabalho fico excepcional.

    Gostei muito da abordagem ao tema superpoderes, usando o gênio como fonte do poder e também curti seu estilo, simples, claro, sem as verborragias a que estamos acostumados quando lemos algumas traduções de clássicos por aí.

    Parabéns pelo trabalho!

    • Ana Maria Monteiro
      5 de janeiro de 2018

      Olá Miquéias. Obrigada pela sua leitura e comentário. Esclareço: a história de Aladim nada tem a ver com a de Xerazade. Esta história foi toda inventada e colocada no tempo imediatamente anterior àquele em que começa a história das 1001 noites, tal como contada por Antoine Galland, alguns séculos mais tarde.
      Introduzi-lhe pequenas alterações. Um grande abraço.

  33. Luis Guilherme
    13 de dezembro de 2017

    Ola, amigo (a), tudo bem por ai?

    Caramba, belo conto!

    De cara devo arriscar se tratar de um autor luso, to certo?

    Pra começar, a estética do conto é muito bela. Lê-lo foi prazeroso e fluente, como se as palavras surgissem naturalmente. Deu a impressao de que você escreveu sem nenhum esforço, não sei explicar.

    As construções frasais são belas e agradáveis. A divisão por tópicos foi super bem sucedida, recurso que eu mesmo gosto de usar.

    O superpoder tá presente, apesar de não ser o foco da trama, e sim algo secundário que serve de base pro desenrolar da historia.

    Agora, o ponto alto é a criatividade com que você uniu os personagens e recriou historias famosas. Tudo ficou bem casado e adorável!

    O desfecho é ótimo, também.

    Notei algumas passagens que não soaram bem, seja gramaticalmente, seja estruturalmente, mas como já foram citadas por outros comentaristas, não vou entrar em detalhes.

    Enfim, um conto muito gostoso de ler. Você tem talento. Parabéns e boa sorte!

    • Ana Maria Monteiro
      5 de janeiro de 2018

      Olá, Luís. Obrigada pelo seu comentário. Adorei ler. Você é uma pessoa fantástica. Já enviei uma segunda versão revista ao Gustavo. Deverá online em breve. Um grande abraço.

  34. Ana Carolina Machado
    12 de dezembro de 2017

    Oiii. Achei interessante a forma como a história foi narrada e como juntou o Aladim com a Xerazade. Lembro que eu li mil e uma noites, um trecho na verdade, para fazer um trabalho quando eu tava na oitava série, seu conto me deu uma certa nostalgia dessa época, lembrei que na versão que li o nome dela se escrevia Sherazade, mas lembro que o nome pode ter até três variáveis . Uma sugestão que dou é quanto a participação da Xerazade, acho que poderia ter sido um pouco maior, poderia ter narrado um pouco mais sobre a história dela com mais detalhes da história original, mas é apenas uma sugestão porque eu gosto muito da história de mil e uma noites . Gostei de como encerrou o conto. Parabéns pelo conto. Abraços.

    • Ana Maria Monteiro
      1 de janeiro de 2018

      Olá, Carolina. Obrigada pela sua leitura e comentário. Sim, Xerazade pode escrever-se corretamente de 3 formas diferentes e adotei a que mais me agrada. Quanto a falar mais sobre ela, isso era algo que não poderia fazer pois estaria a repetir a história original que não é minha, ou a alterá-la,o que não deveria. Se reparar, tudo foi mantido na história dela, e limitei-me a acrescentar os acontecimentos anteriores ao momento em que ela é dada a conhecer ao público, depois ela levou o seu plano avante (o plano é conhecido de quantos leram as 1001 noites) e tudo se passou tal e qual é narrado por Antoine Galland, no livro original. Em todo o caso, dentro de dias enviarei uma versão revista para o site e nessa altura informo lá no grupo. Se quiser reler, está convidada. Desejo-lhe um excelente 2018.

  35. Fabio Baptista
    12 de dezembro de 2017

    Foi um conto bem gostoso de ler. Algumas construções me soaram estranhas como por exemplo “após ter sido traído por sua esposa e de a ter morto e ao amante”, mas acredito que seja só característica do português lusitano.

    Eu confesso que não conheço bem a história das mil e uma noites e a princípio pensei que fosse praticamente uma transcrição literal, até me dar conta que “péraí.. o Alladim era dessa história?” kkkkk. Sinceramente eu não sei dizer o que faz parte da história original e o que foi inventado (bom… a parte do Alladin viajar no tempo certamente foi inventada… hauhaua), mas eu curti o resultado final.

    Não sei se está 100% adequado ao tema (tenho certa relutância a encarar dons concedidos por magia como superpoder), mas vou considerar.

    Abraço!

    • Ana Maria Monteiro
      1 de janeiro de 2018

      Olá, Fábio. Obrigada pela sua leitura e comentário. Começo pela parte inventada: com excepção do 1º parágrafo e dos pormenores da vida de Antoine depois de adulto, tudo, absolutamente tudo, foi inventado.
      Em relação à adequação ao tema, superpoderes, penso que este terá sido um dos primeiros contos que você leu no desafio, já que na maioria dos outros você não encontrou superpoderes inatos; como seria de esperar, ou eles foram conseguidos de alguma forma, ou concedidos, ou não explicados de maneira alguma, ou até mesmo inexistentes. Nesse quesito, penso que terá posto de lado a sua relutância a meio do desafio.
      Além de que, quanto a mim, para ser adequado ao tema, bastaria que se manifestassem de alguma forma. Mas você até considerou adequado, melhor ainda.
      Aproveito para lhe dar os parabéns pela sua criatividade e capacidade para contar histórias. Gostei imenso do seu Capitão. Desejo-lhe sinceramente que o seu 2018 seja maravilhoso. Um beijo.

  36. Antonio Stegues Batista
    11 de dezembro de 2017

    Notei no texto, dois tipos de linguagem, uma antiquada no início, quando Aladin e Xerezade contam suas histórias e outro tipo mais contemporâneo, o que parece não ter importância. Aladim e a Lâmpada Maravilhosa é um conto árabe que foi incluído no conto As Mil e Uma Noites, no qual, Xerazade, ou Sherazade, faz parte. O autor misturou as duas historias,ou, os dois personagens acrescentando outros fatos. A história corria bem, parecia legal, mas do meio para o fim,se tornou confusa e sem graça. Não ficou lega. Foi o que eu achei. Boa sorte.

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Olá, António. Obrigada pela sua leitura e comentário. Irei acrescentar dois ou três parágrafos ao conto para que ele fique mais coeso aos olhos do leitor. Avisarei no grupo quando enviar a versão final do texto e creio que irá apreciar mais então. Para já, desejo-lhe um 2018 repleto de felicidades. Tudo bom para si e para os seus.

  37. Paulo Ferreira
    11 de dezembro de 2017

    Muito bem, sr. Gênio da Lâmpada, mui bem explicadinho.Um tanto surpreso pela real identidade Lusitana. Grato pela atenção!

  38. Rubem Cabral
    11 de dezembro de 2017

    Olá, Génio da Lâmpada.

    Seu “mix” de histórias e mais uma outra sobre a possível origem do Galland foi bastante criativo. A junção dos contos das mil-e-uma-noites resultou num novo conto de fadas bem interessante.

    Senti um tanto de falta, contudo, de um pouco mais de desenvolvimento. A passagem em que Aladim transporta-se à França ficou um tanto corrida. Ele aparentemente “reencarnou”, nasceu em uma nova família, e esse poder não ficou claro quando o gênio deu-lhe a capacidade de teletransporte.

    Quanto à escrita, ela é boa e clara, sem muitos floreios, como contos de fadas devem ser.

    Abraços e boa sorte no desafio!

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      olá, querido Rubem. O seu comentário foi muito bom e agradeço-o. Confesso que desenvolver mais o conto me parece desnecessário, mas acrescentar alguns pontos é algo que farei. Particularmente a viagem no tempo e o aparecimento em França. Depois avisarei lá no grupo quando enviar a versão final. Espero que 2018 lhe proporcione tudo o que mais deseja e seja muito bom para si (faz parte deste meu desejo, que venha até Portugal e possa conhecê-lo pessoalmente. Beijos.

  39. Regina Ruth Rincon Caires
    10 de dezembro de 2017

    Que delícia de leitura! Um conto cheio de fantasia, uma leitura prazerosa que nos leva à infância. O autor brinca com o superpoder que o gênio concedeu a Aladim: capacidade de teletransporte no tempo e no espaço.
    Uma narrativa bem escrita, sem erros. Trama perfeita, conto bem estruturado.
    Parabéns, Gênio da Lâmpada!
    Boa sorte!

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Regina, que dizer? O seu comentário foi um dos mais agradáveis e encorajadores. Agradeço-lhe muito por isso e desejo-lhe sinceramente um novo ano repleto de felicidade e sucesso. Beijos, querida amiga, distante só no espaço.

  40. paulolus
    10 de dezembro de 2017

    O conto é muito bom. Uma narrativa fluente e agradável de ser ler, com certo sabor juvenil. O que me desagradou foi o fato do autor (autora), o que eu duvido que seja) ter quebrado o encanto da grande Xerazade, com sua fabulosa e imaginária perspicácia e intuição feminina, transportando estes valores para o Aladim. Mesmo sabendo ser o Antoine Galland o real transportador dessas histórias para o ocidente. Entretanto bem criativo em sua trama. Quanto à gramática, um tanto correta, exceção de um deslize percebido: “Aladim era um jovem chinês, de famílias modestas”. (Quantas famílias ele tinha?) Pode ter sido descuido de digitação. No mais, um belo conto.

    • Génio da Lâmpada
      10 de dezembro de 2017

      Obrigado pelo seu comentário Paulolus. É normal em Portugal falarmos em boas ou más famílias; usamos muito o plural para falar em família quando se fala da família de outra pessoa e se pretende caracterizar as suas origens, sem no entanto as conhecer muito bem. “É de boas famílas”, “É de famílias modestas”, é assim que dizemos.
      Enquanto génio, vi-me na necessidade de sacrificar um pouco a imaginação de Xerazade para lhe dar identidade humana e a possibilidade de viver um grande amor antes de cair nas garras do rei Xariar; mas depois o Galland/Aladim emocionou-se ao encontrar as suas histórias alteradas pela imaginação dela.Tentei assim devolver-lhe a sua magia.
      Mais uma vez, obrigado.

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Olá, Paulo. O génio tomou-me a dianteira e respondeu-lhe, então nada mais tenho a acrescentar além de lhe desejar um ano muito feliz. Beijos.

  41. Fil Felix
    10 de dezembro de 2017

    Boa tarde! Gostei e não gostei de alguns pontos deste conto, cujo superpoder está na habilidade do Aladim de se teleportar no tempo e no espaço, adquirido pelo gênio da lâmpada. Gostei de como uniu a história do Aladim com a própria Xerazade, ampliando o contexto dos dois, porém acho que perdeu um pouco do forte da Xerazade, que foi levar o Rei nas suas histórias, sendo aqui apenas uma cópia do que o Aladim estava fazendo, perdendo a força da personagem. O tema do desafio surge de maneira discreta, talvez por isso optou por reforçar no último capítulo, pra ninguém questionar, mas pra mim ficou meio fora da curva essa parte. Há um tom bem juvenil no modo de contar, o que é bem legal, ampliando os leitores por ser de fácil de leitura.

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Olá, Fil. Obrigada pela leitura e comentário. O teletransporte por si só parecer-me-ia mais que suficiente para adequar ao tema, sabe? A viagem no tempo surgiu a meio da escrita do conto e aí esqueci de ir atrás e mudar o discurso do génio,mas ela serviu para transformar Aladim em Antoine e não para que os superpoderes fossem inquestionáveis. Não perdeu nada de Xerazade; se ela não inventou completamente todas as histórias, não deixou de as enriquecer alterando-as, como o conto refere, e toda a sua história se mantém como no original escrito por Galland. E ganhou em protagonizar uma história de amor, algo que se lhe desconhecia. Na realidade,ao escrever, tentei emprestar-lhe mais humanidade, já que ela era apenas uma inteligente contadora de histórias e nesta versão tornou-se mulher. Ainda assim,gostei muito de ler o seu comentário e vai ter uma segunda versão com pequenas alterações. Quando a escrever aviso lá no grupo. Para já, desejo-lhe um ano de 2018 muito feliz. Beijos.

  42. Neusa Maria Fontolan
    9 de dezembro de 2017

    Legal essa história sobre histórias.
    Narrativa muito boa.
    Muito esperto esse Aladim com seu pedido. Genial!
    Fiquei um pouco confusa na parte em que ele se deslocou no tempo e foi parar na França. Os pais se deslocaram também?
    Parabéns e obrigada por escrever.

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Olá, querida Neusa. Obrigada pela sua leitura e comentário. Que bom que gostou.Eu não expliquei na versão original da história mas, por si e por outros que também ficaram confusos com a viagem no tempo, talvez altere esse ponto com a explicação que me foi clara quando escrevia,mas percebo que talvez não seja assim tão óbvia: Ao viajar no tempo, Aladim muda de época e também de corpo (como poderia esse acompanhá-lo?). Leia a versão final dentro de dias, creio que ficará mais satisfeita com ela. Avisarei no grupo, quando enviar e for publicada. Desejo um ano de 2018 repleto de felicidades. Um beijo.

  43. Sigridi Borges
    9 de dezembro de 2017

    Olá!
    Gostei do texto, de sua ideia criativa de explicar as identidades das personagens.
    A mistura, os encontros e desencontros deu leveza à trama.
    Quanta imaginação!
    Remeteu-me à infância e às história que ouvia…
    Achei interessante também, a divisão do texto.
    Parabéns!

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Olá Sigridi. Obrigada pela sua leitora e comentário. Fiquei feliz com o que escreveu. Espero que o próximo ano lhe proporcione as experiências mais maravilhosas. Beijos.

  44. Angelo Rodrigues
    9 de dezembro de 2017

    Caro Génio da Lâmpada,,

    superpoder do teletransporte no tempo e no espaço.

    Gostei do conto. Linguagem simples, na medida certa para um conto que conta uma história (subvertida) das Mil e Uma Noites.

    Há uma história subliminar no texto. Não sei se proposital ou não, fala da inclusão da história de Aladim nos Livros das Mil e uma…

    Antoine Gallard, o primeiro tradutor das Mil e uma… para o francês, fez efetivamente uma péssima tradução do árabe. Ninguém ligou a isso, dado que era a primeira tradução e não havia muito com o que comparar. Mas, o mais interessante de tudo, foi o fato de Gallard haver inventado a história de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e a incluído nos Livros das Mil e uma… Talvez uma das mais festejadas histórias, de Gallard-Aladim, como escrito no conto. Isso foi bem legal.

    Como curiosidade:
    Em 22 de junho de 1977, numa conferência sobre As Mil e Uma Noites, Jorge Luís Borges deu por encerrado qualquer desvalor que se possa imputar a Gallard dizendo que ele, Gallard, tinha tanto direito quanto os confabulatores noturni de inventar uma história e acrescê-la ao livro que vertia para o francês. E quem ousaria discordar de Borges? Outra história linda.

    Parabéns pelo conto e boa sorte no certame.

    • Génio da Lâmpada
      9 de dezembro de 2017

      Obrigado pelo seu comentário preciso e atento, caro Ângelo. Sim, foi proposital. Se reparar, na quinta parte, isso é especificamente mencionado ao dizer que Galland “Acrescentou algumas histórias, incluindo a sua.” E a sua, como tive a ousadia de revelar, é de Aladim. Obrigado, uma vez mais.

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Olá, Ângelo.Uma vez mais obrigada pela leitura e comentário. O génio já lhe respondeu e tal como eu o faria. Então,resta-me desejar-lhe um ano de 2018 repleto de tudo o que o faça feliz. Um abraço.

  45. Priscila Pereira
    9 de dezembro de 2017

    Super poder: teletransporte

    Oi Gênio, que conto gostoso de ler!!
    Quanta imaginação unir Aladim e a Xerazade… Como você pensou nisso?
    A estória ficou muito fofa, bem juvenil, o relato de um amor puro e eterno. Com certeza todos gostaríamos de uma experiência assim!!
    O conto está bem escrito e bem amarrado, bem revisado. Parabéns e boa sorte!

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Olá, Priscila. Obrigada pela sua leitura e comentário. Foi bom saber que gostou. Espero que 2018 seja um ano muito bom para si e que receba o que mais deseja. Lá estaremos nas Contistas. Beijos.

  46. Evelyn Postali
    7 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    A história por trás da história é sempre muito intrigante. E por fim descobri a verdadeira identidade de Aladim. Gostei muito da princesa persa Xerazade ou Scheherazade, ou Sherazade ou seja lá como se escreve. O importante é que tudo no conto está no lugar. A escrita é muito boa e a trama vai se realizando sem entraves. Bateu uma nostalgia no final porque essas histórias embalaram minha infância. Impossível não sentir um pouco de ternura e vontade de reviver.
    Boa sorte no desafio!

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Obrigada pela leitura e comentário, Evelyn. Efetivamente, Xerazade pode escrever-se de qualquer uma dessas formas, gosto mais com X. Releia as 1001 noites,sim, é sempre uma viagem renovada. Desejo que o seu 2018 seja maravilhoso. Continuamos nas Contistas.
      Beijos

  47. Bianca Amaro
    7 de dezembro de 2017

    Olá, tudo bem? Parabéns pelo seu texto!
    Achei realmente muito legal e criativo contar a história por trás de vários personagens de livros importantes na história. Muitas referências: Aladin, Mil e uma Noites, e Antoine Galland (nota: achei realmente muito interessante você dizer que o famoso escritor Antoine Galland é na verdade o Aladin). Muito bom, pois explicou a história por trás da história. Muito legal, parabéns pela sua ideia!
    A narrativa é ótima, o texto flui muito bem, não sendo nada enjoativo. E as notas finais, assim como o Post scriptum foram realmente muito boas! Gostei mesmo de sua ideia.
    A imagem combinou mais que perfeitamente, assim como o título (e seu apelido também).
    Em questão da gramática, não identifiquei erros graves (acho que nem erros básicos).
    Meus sinceros parabéns, e desejo boa sorte!

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Obrigada pela leitura e comentário, Bianca. Foi muito agradável ler o que escreveu e ainda bem que gostou. Desejo-lhe sinceramente que 2018 seja um grande ano para si. Beijos.

  48. Olisomar Pires
    7 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: criatividade. A narrativa está bem coordenada e abraça o enredo muito bem.

    Pontos negativos: algumas vírgulas aqui e ali que poderiam ser suprimidas deram uma pequena travada na leitura, nada grave.

    Impressões pessoais: o texto cativa, isso é importante.

    Sugestões pertinentes: as explicações a respeito do dilema da moça poderiam ser subtraídos sem prejuízo à trama, afinal, quase todos conhecem a história dela.

    E assim por diante: bom conto, que deixa uma certa nostalgia.

    • Ana Maria Monteiro
      31 de dezembro de 2017

      Olá, Olisomar. Feliz 2018. Obrigada pela leitura e comentário. Quanto às vírgulas, elas sempre faltam ou sobram, é difícil adequar o respirar de quem escreve ao ritmo do leitor, uma arte que poucos dominam, não sendo eu um desses afortunados.
      Quantoaos dramas de Xerazade, você sente que sobra, a maioria sentiu falta de mais. Que fazer? Impossível agradar a todos. Pareceram-me na medida certa – então, essa é uma parte que não irei alterar; na impossibilidade de acertar uma medida comum a todos, prevalece a minha.
      Mais uma vez obrigada e feliz Ano Novo.

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Publicado às 6 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .