EntreContos

Detox Literário.

Conta-me uma história (Génio da Lâmpada)

1. O primeiro encontro.

Há muitos, muitos anos, vivia na Pérsia uma menina de grande beleza e inteligência chamada Xerazade. O seu pai era o Vizir (uma espécie de primeiro-ministro) do rei Xariar que, após ter sido traído por sua esposa e de a ter morto e ao amante, ficou possuído por uma fúria assassina contra as mulheres em geral e decidiu casar com uma nova todos os dias e que ela seria morta na manhã seguinte ao casamento para que a traição não se repetisse.

Xerazade vivia profundamente contristada com esta situação, que não conseguia aceitar e contra a qual nada podia fazer. Tinha por hábito ir passear para o campo todos os dias, isolando-se em contemplação da natureza e tentando, em vão, urdir um plano que pusesse fim ao massacre que o rei estava a levar a cabo.

Foi durante um desses passeios que conheceu Aladim. Aladim era um jovem garboso e bonito que ela nunca vira antes e lhe pareceu meio deslocado naquele ambiente, como se estivesse num mundo que não era o seu. E estava mesmo. Os dois jovens começaram a conversar e ele contou-lhe a sua história.

 

2. Ele conta a sua história.

Aladim era um jovem chinês, de famílias modestas. O pai era alfaiate, mas Aladim não queria seguir o seu ofício, preferindo brincar e divertir-se a aprender alguma profissão. Certo dia foi procurado por um feiticeiro que lhe pediu ajuda, prometendo-lhe em troca uma grande fortuna; a tarefa era simples e, para Aladim, mais uma aventura que de boa vontade teria aceite sem pedir nada em troca: tratava-se de entrar numa gruta e de lá trazer uma lamparina que entregaria ao feiticeiro. Aladim não hesitou em aceitar o encargo, mas o feiticeiro era desonesto e Aladim acabou encurralado dentro da gruta com a tal lâmpada. Aflito e assustado por ver-se aprisionado e sem saber como sair dali, começou a esfregar a lâmpada num movimento de nervosismo que se revelou de grande utilidade pois, ao fazê-lo, despertou um génio que vivia preso lá dentro e lhe ficou profundamente agradecido pela libertação, tendo-se oferecido para lhe satisfazer três desejos. Mas Aladim queria apenas uma coisa – sair dali; e assim pediu ao génio que lhe permitisse deslocar-se para qualquer sítio instantaneamente e sem entraves. O génio ficou impressionado com a sensatez e inteligência do rapaz e acedeu de boa vontade ao seu pedido. Antes, porém, advertiu-o de que aquele poder seria limitado e recomendou que dele fizesse bom uso.

— Vou conhecer o mundo. — Disse o rapaz.

O génio tentou, em vão, convencê-lo a que estudasse, mas acabou por desistir e despediu-se dele dizendo-lhe: — Vai então conhecer o mundo, mas não te esqueças que o número de viagens é limitado. Aproveita para aprender o mais que puderes, não há melhor escola que a experiência diversificada. És inteligente e sensato, acredito que farás escolhas criteriosas.

 

3. Ela conta a sua história.

Xerazade ouviu maravilhada a história de Aladim. Esta era a sua quinta viagem e ele já estivera na Síria, na Índia e em sítios que ela nem sabia que existiam.

— Conta-me mais histórias. — Pediu-lhe.

— Fá-lo-ei de bom grado, mas quero saber mais a teu respeito. — Respondeu-lhe ele.

O rapaz estava fascinado por ela e pela sua imensa beleza e pressentia que o seu interesse era correspondido. Não se enganava.

Xerazade contou-lhe então a história do seu reino e da vingança que o rei levava a cabo.

— Não é possível, tanta crueldade! — Foi a reação de um Aladim incrédulo.

— Não é apenas crueldade, Aladim, é dor, sofrimento, medo, revolta. Sentimentos com que não sabe lidar, que lhe nasceram da traição e ele não suporta em si, acha-os indignos de um rei. E é o poder. Ele pode. E ninguém se atreve a tentar chamá-lo à razão, nem o meu pai. O poder isola, sabes? Um homem tão poderoso não tem que ouvir ninguém, faz o que quer. Não se pode contestá-lo ou desobedecer-lhe. A única maneira de o mudar é prendendo a sua atenção e ir manejando os factos até que a mudança nasça naturalmente dentro dele e a aceite como sua. Penso nisso todos os dias, mas não encontro forma. Teria de casar com ele para me aproximar, mas depois precisaria de tempo, e nenhuma das suas mulheres vive por mais de um dia. Conta-me outra história. Gostei muito da tua. E já viste tantas coisas.

E Aladim contou.

 

4. O desenrolar.

Xerazade adorava as histórias de Aladim, que lhe permitiam evadir-se da sua tristeza e sonhar com outros mundos. Escutava-o com os olhos muito abertos e brilhantes, como se bebesse cada uma das suas palavras, que a fascinavam; bandidos, ladrões, homens bons e maus, tapetes que voavam, todo um mundo de possibilidades inimagináveis. O rapaz partia e regressava sempre com novas histórias. Estavam cada dia mais apaixonados e ele temia o momento em que o seu poder de teletransporte (a palavra ainda não existia na época) se esgotasse, mas Xerazade continuava a pedir mais e ele decidira que, enquanto pudesse, regressaria sempre para junto da sua amada e a ajudaria proporcionando-lhe o conforto e a evasão de que ela tanto necessitava. Nem todas as histórias eram verdadeiras, inventava muitas; isso poupava-lhe viagens e Xerazade adorava todas.

Um dia encontrou-a exultante, mais bela que nunca, o olhar em fogo.

— Já sei como acabar com a chacina do rei! — Disse-lhe de imediato, sem nem lhe dar tempo a que a cumprimentasse. E contou-lhe o seu plano.

— Estás louca! É morte certa!

— Não. Com a tua ajuda serei capaz. Já me contaste tantas histórias. E vais contar-me ainda mais.

— Nem pensar, Xerazade! Nunca contribuirei para a tua morte.

— Tenho a certeza de conseguir, Aladim. E todos temos de morrer um dia; se não for capaz, terei morrido por uma boa causa. Poderei ser a última devido à posição do meu pai, mas acabará por chegar a minha vez. Todos os dias o rei escolhe uma nova esposa e já não somos assim tantas.

A discussão prolongou-se, mas Aladim acabou por ceder. Era impossível resistir à firmeza de vontade daquela mulher.

E continuou em busca de mais e mais histórias para lhe contar.

 

5. Despedidas.

Um dia, Aladim percebeu que esgotara as viagens. Fez a sua última visita a Xerazade. Não lhe contou nenhuma história. Ela compreendeu que havia chegado o temido momento da separação. Passaram o dia juntos, calados, em perfeita comunhão e harmonia. Tristes, mas agradecidos por se terem conhecido e pelo tempo que haviam usufruído da companhia um do outro.

Na hora do adeus, beijaram-se pela primeira e única vez. Foi um beijo cósmico, um beijo com a intensidade de todos os beijos que nunca dariam, do imenso amor que nunca fariam, de todo o medo pelo que se seguiria.

Não se despediram.

 

6. O que sucedeu depois.

Ao regressar desta última viagem, Aladim deslocou-se também no tempo e surgiu na França de finais do século XVII onde todos lhe chamavam Antoine, Antoine Galland. Levou algum tempo a adaptar-se a tal modernidade. Os pais, humildes camponeses, não se aperceberam de nada. Tornou-se um bom estudante e, com quinze anos acabados de fazer, foi estudar para Paris no colégio de Plessis, onde aproveitou para aprender Árabe.

Não conseguia esquecer Xerazade. Precisava saber o que lhe tinha sucedido. Fez-se um estudioso da sua época. Tornou-se escritor. Conseguiu trabalho como secretário dum marquês e, nessa qualidade e agora pelas vias normais da época, viajou e visitou Constantinopla, a Grécia, a Síria e a Palestina. Procurava tudo o que pudesse trazer-lhe novas informações, coleccionou manuscritos e objetos. Emocionou-se ao encontrar relatos de algumas das suas histórias, muitas delas alteradas pela imaginação de Xerazade. O seu coração encheu-se de orgulho e felicidade por descobrir que o seu plano resultara. Em 1704 começou a publicar os livros da sua maior obra, As Mil e Uma Noites. Acrescentou algumas histórias, incluindo a sua.

Guardou para si o segredo do seu amor, que manteve até ao final dos seus dias em 1715. A sua obra, ainda que criticada por muitos, foi bem recebida pelo público francês e mantém-se popular até aos nossos dias, sendo um clássico da literatura mundial.

 

7. Notas finais.

Peço desculpa aos protagonistas por ter revelado a sua verdadeira história, mas acredito que, caso fossem vivos, gostariam de saber que o mundo veio a conhecer o seu amor. Um amor sem tempo nem espaço, sem antes nem depois. Um amor maior que eles próprios e que qualquer um de nós. Uma história que, acredito, gostaríamos de ter vivido.

 

*Post scriptum

Quem sabe um dia o segredo do génio da lâmpada possa ser descodificado e o teletransporte, tal como muitos outros superpoderes, passem a estar ao nosso alcance. Saberemos dar-lhes tão bom uso? Estaremos à altura do desafio, como o esteve o pequeno e traquinas Aladim do século IX? Quero acreditar que sim. E você?

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27 comentários em “Conta-me uma história (Génio da Lâmpada)

  1. Andre Brizola
    17 de dezembro de 2017

    Salve, Gênio!

    É um conto que se mostra simples até Aladim se transformar em Antoine Galland, momento em que ele mostra seu verdadeiro objetivo, e transforma as partes anteriores. Foi uma boa sacada traduzida em um texto fácil de ler, mas que não se furta de acrescentar certo requinte.
    Entretanto, essa transformação de Aladim é um tanto quanto confusa. Acho que faltou informação (ou há informação sobrando). Não entendi a menção aos pais de Aladim. Eles não notaram o que houve com seu filho, ou não notaram que foram parar na França, em outro século? Outra coisa é a utilização do poder de teletransporte. Aladim simplesmente se descobriu no limite de sua utilização?
    No geral é um conto agradável, mas que precisa aparar algumas pontas soltas.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  2. Pedro Paulo
    16 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    O conto tem mais de um mérito: desenvolver uma história de amor comovente dentro de um limite de palavras pequeno e trazer uma reviravolta dentro de uma trama que por si só já é surpreendente, na medida em que nos apresenta uma história já conhecida de um modo diferente, ainda adaptado ao tema. Portanto, a trama é bastante criativa, certamente um rumo que não verei em outros contos (e muitos outros também são criativos, mas em suas próprias formas) e atende à proposta do desafio.

    O autor sabe escrever. Em certos pontos, sua concisão ficou quase expositiva, como no parágrafo introdutório e na parte do “no que se sucedeu”, explicando o destino de Alladin em sua última viagem. Nessa parte, partilho da confusão de Catarina, pois não entendi se os pais foram com ele e também achei estranho um chinês se passar por um francês. Mesmo que surpreendente, pareceu uma reviravolta forçada demais para deixar a história totalmente ligada às “Mil e uma Noites”. Mesmo assim, o domínio com as palavras ficou bastante evidente nos trechos em que lemos sobre as conversas de Alladin e Xerazade. Ali, o autor conseguiu nos demonstrar a existência de uma ligação forte entre ambas as personagens, partindo o meu coração quando eles tiveram que se separar e romper aquela paixão da qual nunca haveria igual. Nisto, destaca-se que ele escrevia sempre exaltando como um enxergava o outro, nos fazendo sentir junto com os personagens a paixão que tiveram e, mais do que isso, fez doer quando eles tiveram que se separar. Parabéns!

  3. Fheluany Nogueira
    16 de dezembro de 2017

    Superpoder: teletransporte no tempo e no espaço, concedido pelo gênio a Aladim.

    Enredo e criatividade: paráfrase dos contos maravilhosos de “As mil e uma noites” e que acaba por explicar a compilação realizada por Antoine Galland. Texto criativo, fluente e curioso. Senti necessidade de um desenvolvimento maior e notei algumas incoerências em relação à última viagem na terra de Xerazade e a ida para o século XVII. Não entendi, também, o lance dos pais camponeses (Os chineses? Outros?).

    Estilo e linguagem: fluentes, lógicos, sem entraves, bem a gosto de um público mais jovem, até com um romance platônico que venceu o tempo. Gostei muito da ideia e da execução. Bom trabalho. Parabéns pela participação! Abraços.

  4. Givago Domingues Thimoti
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Génio da Lâmpada

    Tudo bem?

    Nunca li As Mil e uma Noites. Ainda está na longa lista de livros que tenho para ler. Por isso, um texto com certa ligação à obra é estranha para mim. O início estava bom, porém, do meio para o final, achei o texto confuso.

    No início do texto, a repetição do nome Alladin saltou um pouco aos meus olhos. Acho que dava para cortar uns.

    Boa sorte no Desafio!

    • Givago Domingues Thimoti
      16 de dezembro de 2017

      Algo que esqueci de escrever. Faltou um maior desenvolvimento dos personagens e, bom, da trama em si. Se isso fosse feito, acredito que me levaria a compreender melhor a história

  5. Catarina
    15 de dezembro de 2017

    Poucos escritores conseguem ser tão objetivos, concisos e prender a atenção logo no primeiro parágrafo. Você conseguiu. Texto gostoso de ler. Encantador.

    BUG: Ué? O poder não tinha se esgotado no capítulo 5? Voltou mais forte no capítulo seguinte, viajando no tempo? Ele foi transformado em outra pessoa ou transportado para Paris do século XVII já com os pais camponeses? Desculpe-me, não entendi essa parte. Sou muito ligada na trama e essa parte ficou muito abrupta. Sugiro dar uma envernizada nessa passagem.

    Gostei muito da ideia de misturar personagens clássicos e dar outro destino para eles. Até porque a arte é isso: a soma de sucessos e fracassos cotidianos reinventados.

    • Génio da Lâmpada
      17 de dezembro de 2017

      Obrigado por seu comentário, Catarina. Por ser um génio antigo, caio em duas armadilhas: a primeira deriva de ter milhares de anos (a idade não perdoa!) e leva-me a esquecer certos pormenores; a segunda tem a ver com a experiência e leva-me a acreditar demasiado no poder das palavras revelarem em si mesmas os seus conteúdos e intenções, ou seja, acredito na magia de não dizer tudo. Então, o que esqueci: esqueci de dizer que quando entreguei o poder ao Aladim lhe disse também que ele sentiria a aproximação da última viagem e decidiria se devia ou não fazê-la, pois seria diferente das anteriores; O que pensei estar implícito: que ao viajar no tempo ele vai entrar directamente noutra sua pessoa futura, noutro local, com outro corpo, diferente família, etc… digo apenas que ele depressa se habituou e os pais (os novos, ou mais recentes, como se prefira) nem se aperceberam da mudança.
      No final do desafio, lamentando o acréscimo de palavras, acrescentarei esses pormenores.
      Uma vez mais agradeço o seu comentário e leitura atenta.
      Sou seu fã e só não lhe ofereço um desejo porque, sabe?, escondi o raio da lâmpada e não consigo recordar-me onde.

  6. Amanda Gomez
    14 de dezembro de 2017

    Olá Gênio!

    Olha, você foi muito criativo nesse conto, muito mesmo, foi gostoso ir sacando as referências e vendo como você as transformou, subverteu de uma maneira ” genial”

    Eu particularmente gosto muito de alguns contos de Mil e uma noites, e já li algumas várias histórias, releituras mesmo deles, um mais interessante que o outro, tenho um na minha cabeceira atualmente, então foi uma grata surpresa encontrar a sua.

    Tem uma linguagem diferente no começo, e um provável ” sotaque” luso, acredito que isso deu um toque a mais no seu conto.

    Alandim sendo Galland foi uma ótima idéia, e você trabalhou muito bem isso.

    Eu senti falta de mais conflitos, um maior desenvolvimento dos personagens. Ficou um pouco corrido.

    Li bem rápido, sem entraves a escrita está boa.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  7. Miquéias Dell'Orti
    13 de dezembro de 2017

    Oi,

    Sabe, eu li pouquíssimos contos do Mil e uma Noites, se não me falha a memória, somente as histórias de Simbad, mas lendo seu conto fiquei com uma vontade enorme de devorar as outras histórias dessa obra magnifica.

    Por ser leigo quanto ao Mil e Uma Noites, não sei ao certo se a história de Aladim é realmente uma relação amorosa entre ele e Xerazade, mas, pelo sim pelo não, de qualquer forma achei seu trabalho fico excepcional.

    Gostei muito da abordagem ao tema superpoderes, usando o gênio como fonte do poder e também curti seu estilo, simples, claro, sem as verborragias a que estamos acostumados quando lemos algumas traduções de clássicos por aí.

    Parabéns pelo trabalho!

  8. Luis Guilherme
    13 de dezembro de 2017

    Ola, amigo (a), tudo bem por ai?

    Caramba, belo conto!

    De cara devo arriscar se tratar de um autor luso, to certo?

    Pra começar, a estética do conto é muito bela. Lê-lo foi prazeroso e fluente, como se as palavras surgissem naturalmente. Deu a impressao de que você escreveu sem nenhum esforço, não sei explicar.

    As construções frasais são belas e agradáveis. A divisão por tópicos foi super bem sucedida, recurso que eu mesmo gosto de usar.

    O superpoder tá presente, apesar de não ser o foco da trama, e sim algo secundário que serve de base pro desenrolar da historia.

    Agora, o ponto alto é a criatividade com que você uniu os personagens e recriou historias famosas. Tudo ficou bem casado e adorável!

    O desfecho é ótimo, também.

    Notei algumas passagens que não soaram bem, seja gramaticalmente, seja estruturalmente, mas como já foram citadas por outros comentaristas, não vou entrar em detalhes.

    Enfim, um conto muito gostoso de ler. Você tem talento. Parabéns e boa sorte!

  9. Ana Carolina Machado
    12 de dezembro de 2017

    Oiii. Achei interessante a forma como a história foi narrada e como juntou o Aladim com a Xerazade. Lembro que eu li mil e uma noites, um trecho na verdade, para fazer um trabalho quando eu tava na oitava série, seu conto me deu uma certa nostalgia dessa época, lembrei que na versão que li o nome dela se escrevia Sherazade, mas lembro que o nome pode ter até três variáveis . Uma sugestão que dou é quanto a participação da Xerazade, acho que poderia ter sido um pouco maior, poderia ter narrado um pouco mais sobre a história dela com mais detalhes da história original, mas é apenas uma sugestão porque eu gosto muito da história de mil e uma noites . Gostei de como encerrou o conto. Parabéns pelo conto. Abraços.

  10. Fabio Baptista
    12 de dezembro de 2017

    Foi um conto bem gostoso de ler. Algumas construções me soaram estranhas como por exemplo “após ter sido traído por sua esposa e de a ter morto e ao amante”, mas acredito que seja só característica do português lusitano.

    Eu confesso que não conheço bem a história das mil e uma noites e a princípio pensei que fosse praticamente uma transcrição literal, até me dar conta que “péraí.. o Alladim era dessa história?” kkkkk. Sinceramente eu não sei dizer o que faz parte da história original e o que foi inventado (bom… a parte do Alladin viajar no tempo certamente foi inventada… hauhaua), mas eu curti o resultado final.

    Não sei se está 100% adequado ao tema (tenho certa relutância a encarar dons concedidos por magia como superpoder), mas vou considerar.

    Abraço!

  11. Antonio Stegues Batista
    11 de dezembro de 2017

    Notei no texto, dois tipos de linguagem, uma antiquada no início, quando Aladin e Xerezade contam suas histórias e outro tipo mais contemporâneo, o que parece não ter importância. Aladim e a Lâmpada Maravilhosa é um conto árabe que foi incluído no conto As Mil e Uma Noites, no qual, Xerazade, ou Sherazade, faz parte. O autor misturou as duas historias,ou, os dois personagens acrescentando outros fatos. A história corria bem, parecia legal, mas do meio para o fim,se tornou confusa e sem graça. Não ficou lega. Foi o que eu achei. Boa sorte.

  12. Paulo Ferreira
    11 de dezembro de 2017

    Muito bem, sr. Gênio da Lâmpada, mui bem explicadinho.Um tanto surpreso pela real identidade Lusitana. Grato pela atenção!

  13. Rubem Cabral
    11 de dezembro de 2017

    Olá, Génio da Lâmpada.

    Seu “mix” de histórias e mais uma outra sobre a possível origem do Galland foi bastante criativo. A junção dos contos das mil-e-uma-noites resultou num novo conto de fadas bem interessante.

    Senti um tanto de falta, contudo, de um pouco mais de desenvolvimento. A passagem em que Aladim transporta-se à França ficou um tanto corrida. Ele aparentemente “reencarnou”, nasceu em uma nova família, e esse poder não ficou claro quando o gênio deu-lhe a capacidade de teletransporte.

    Quanto à escrita, ela é boa e clara, sem muitos floreios, como contos de fadas devem ser.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  14. Regina Ruth Rincon Caires
    10 de dezembro de 2017

    Que delícia de leitura! Um conto cheio de fantasia, uma leitura prazerosa que nos leva à infância. O autor brinca com o superpoder que o gênio concedeu a Aladim: capacidade de teletransporte no tempo e no espaço.
    Uma narrativa bem escrita, sem erros. Trama perfeita, conto bem estruturado.
    Parabéns, Gênio da Lâmpada!
    Boa sorte!

  15. paulolus
    10 de dezembro de 2017

    O conto é muito bom. Uma narrativa fluente e agradável de ser ler, com certo sabor juvenil. O que me desagradou foi o fato do autor (autora), o que eu duvido que seja) ter quebrado o encanto da grande Xerazade, com sua fabulosa e imaginária perspicácia e intuição feminina, transportando estes valores para o Aladim. Mesmo sabendo ser o Antoine Galland o real transportador dessas histórias para o ocidente. Entretanto bem criativo em sua trama. Quanto à gramática, um tanto correta, exceção de um deslize percebido: “Aladim era um jovem chinês, de famílias modestas”. (Quantas famílias ele tinha?) Pode ter sido descuido de digitação. No mais, um belo conto.

    • Génio da Lâmpada
      10 de dezembro de 2017

      Obrigado pelo seu comentário Paulolus. É normal em Portugal falarmos em boas ou más famílias; usamos muito o plural para falar em família quando se fala da família de outra pessoa e se pretende caracterizar as suas origens, sem no entanto as conhecer muito bem. “É de boas famílas”, “É de famílias modestas”, é assim que dizemos.
      Enquanto génio, vi-me na necessidade de sacrificar um pouco a imaginação de Xerazade para lhe dar identidade humana e a possibilidade de viver um grande amor antes de cair nas garras do rei Xariar; mas depois o Galland/Aladim emocionou-se ao encontrar as suas histórias alteradas pela imaginação dela.Tentei assim devolver-lhe a sua magia.
      Mais uma vez, obrigado.

  16. Fil Felix
    10 de dezembro de 2017

    Boa tarde! Gostei e não gostei de alguns pontos deste conto, cujo superpoder está na habilidade do Aladim de se teleportar no tempo e no espaço, adquirido pelo gênio da lâmpada. Gostei de como uniu a história do Aladim com a própria Xerazade, ampliando o contexto dos dois, porém acho que perdeu um pouco do forte da Xerazade, que foi levar o Rei nas suas histórias, sendo aqui apenas uma cópia do que o Aladim estava fazendo, perdendo a força da personagem. O tema do desafio surge de maneira discreta, talvez por isso optou por reforçar no último capítulo, pra ninguém questionar, mas pra mim ficou meio fora da curva essa parte. Há um tom bem juvenil no modo de contar, o que é bem legal, ampliando os leitores por ser de fácil de leitura.

  17. Neusa Maria Fontolan
    9 de dezembro de 2017

    Legal essa história sobre histórias.
    Narrativa muito boa.
    Muito esperto esse Aladim com seu pedido. Genial!
    Fiquei um pouco confusa na parte em que ele se deslocou no tempo e foi parar na França. Os pais se deslocaram também?
    Parabéns e obrigada por escrever.

  18. Sigridi Borges
    9 de dezembro de 2017

    Olá!
    Gostei do texto, de sua ideia criativa de explicar as identidades das personagens.
    A mistura, os encontros e desencontros deu leveza à trama.
    Quanta imaginação!
    Remeteu-me à infância e às história que ouvia…
    Achei interessante também, a divisão do texto.
    Parabéns!

  19. Angelo Rodrigues
    9 de dezembro de 2017

    Caro Génio da Lâmpada,,

    superpoder do teletransporte no tempo e no espaço.

    Gostei do conto. Linguagem simples, na medida certa para um conto que conta uma história (subvertida) das Mil e Uma Noites.

    Há uma história subliminar no texto. Não sei se proposital ou não, fala da inclusão da história de Aladim nos Livros das Mil e uma…

    Antoine Gallard, o primeiro tradutor das Mil e uma… para o francês, fez efetivamente uma péssima tradução do árabe. Ninguém ligou a isso, dado que era a primeira tradução e não havia muito com o que comparar. Mas, o mais interessante de tudo, foi o fato de Gallard haver inventado a história de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e a incluído nos Livros das Mil e uma… Talvez uma das mais festejadas histórias, de Gallard-Aladim, como escrito no conto. Isso foi bem legal.

    Como curiosidade:
    Em 22 de junho de 1977, numa conferência sobre As Mil e Uma Noites, Jorge Luís Borges deu por encerrado qualquer desvalor que se possa imputar a Gallard dizendo que ele, Gallard, tinha tanto direito quanto os confabulatores noturni de inventar uma história e acrescê-la ao livro que vertia para o francês. E quem ousaria discordar de Borges? Outra história linda.

    Parabéns pelo conto e boa sorte no certame.

    • Génio da Lâmpada
      9 de dezembro de 2017

      Obrigado pelo seu comentário preciso e atento, caro Ângelo. Sim, foi proposital. Se reparar, na quinta parte, isso é especificamente mencionado ao dizer que Galland “Acrescentou algumas histórias, incluindo a sua.” E a sua, como tive a ousadia de revelar, é de Aladim. Obrigado, uma vez mais.

  20. Priscila Pereira
    9 de dezembro de 2017

    Super poder: teletransporte

    Oi Gênio, que conto gostoso de ler!!
    Quanta imaginação unir Aladim e a Xerazade… Como você pensou nisso?
    A estória ficou muito fofa, bem juvenil, o relato de um amor puro e eterno. Com certeza todos gostaríamos de uma experiência assim!!
    O conto está bem escrito e bem amarrado, bem revisado. Parabéns e boa sorte!

  21. Evelyn Postali
    7 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    A história por trás da história é sempre muito intrigante. E por fim descobri a verdadeira identidade de Aladim. Gostei muito da princesa persa Xerazade ou Scheherazade, ou Sherazade ou seja lá como se escreve. O importante é que tudo no conto está no lugar. A escrita é muito boa e a trama vai se realizando sem entraves. Bateu uma nostalgia no final porque essas histórias embalaram minha infância. Impossível não sentir um pouco de ternura e vontade de reviver.
    Boa sorte no desafio!

  22. Bianca Amaro
    7 de dezembro de 2017

    Olá, tudo bem? Parabéns pelo seu texto!
    Achei realmente muito legal e criativo contar a história por trás de vários personagens de livros importantes na história. Muitas referências: Aladin, Mil e uma Noites, e Antoine Galland (nota: achei realmente muito interessante você dizer que o famoso escritor Antoine Galland é na verdade o Aladin). Muito bom, pois explicou a história por trás da história. Muito legal, parabéns pela sua ideia!
    A narrativa é ótima, o texto flui muito bem, não sendo nada enjoativo. E as notas finais, assim como o Post scriptum foram realmente muito boas! Gostei mesmo de sua ideia.
    A imagem combinou mais que perfeitamente, assim como o título (e seu apelido também).
    Em questão da gramática, não identifiquei erros graves (acho que nem erros básicos).
    Meus sinceros parabéns, e desejo boa sorte!

  23. Olisomar Pires
    7 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: criatividade. A narrativa está bem coordenada e abraça o enredo muito bem.

    Pontos negativos: algumas vírgulas aqui e ali que poderiam ser suprimidas deram uma pequena travada na leitura, nada grave.

    Impressões pessoais: o texto cativa, isso é importante.

    Sugestões pertinentes: as explicações a respeito do dilema da moça poderiam ser subtraídos sem prejuízo à trama, afinal, quase todos conhecem a história dela.

    E assim por diante: bom conto, que deixa uma certa nostalgia.

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Publicado em 6 de dezembro de 2017 por em Superpoderes.