EntreContos

Detox Literário.

InfiniTempo (Kairós)

A ideia inicial parecia absurda para qualquer um que ouvisse: Uma máquina do tempo.

A capacidade de poder viajar no espaço-tempo, contrariando o que se conhecia como leis da física, indo aonde nenhum outro homem foi capaz de ir. Ele estava confiante da ideia, e era consenso entre os membros da comunidade científica que o Dr. Eduardo Cavalcante Romeiro era um gênio. Tornou-se doutor na melhor universidade do país aos 21 anos de idade e chocou essa mesma comunidade com suas ideias absurdas e completamente fora de contexto, pelo menos na situação em que o Brasil sempre se posicionava em relação a qualquer outro país desenvolvido quanto aos estudos científicos em mecânica quântica. 

Eduardo crescera inspirado pelas maiores mentes da história, e a leitura lhe era algo tão essencial quanto a respiração. O interesse pelas distorções temporais começou nas mídias que consumia ainda garoto. Histórias fantásticas sobre universos paralelos, linhas do tempo modificadas, distopias causadas por alterações espaço-temporais; o mundo feito e refeito, moldado pela irrefreável manipulação de Cronos, ou apenas um simples acaso do destino. Era uma criança singularmente inteligente para sua idade, e aos 8 anos decidiu que era aquilo que faria da vida. Qualquer um que ouvisse suas palavras bravejadas num timbre infantil, permeadas com a característica determinação da tenra idade, sorriria e o afagaria a cabeça. Tal como um cachorrinho agraciado pelo dono por abrir a geladeira e lhe trazer uma cerveja: era um bom garoto, mas no final ele ainda não era capaz de fechar a porta. 

Ainda adolescente ingressou na faculdade e durante os anos de graduação carregou consigo uma diminuta legião de admiradores, e na direção contrária uma porção maior de inimizades. Algumas causadas por questões relacionadas ao seu temperamento, que por muitos era visto como presunçoso. Outras porque, no sentido mais cru e direto da coisa, o achavam um doido de pedra. Seus estudos na área da mecânica quântica eram tão primorosos que chamaram a atenção de olhares mais atentos, e assim que concluiu seu doutorado recebeu uma proposta de trabalho vinda da Europa. O estrelato internacional seria a maneira mais rápida e direta de chegar ao topo, mas Eduardo, apesar de tudo, não se via como uma dessas pessoas. Recusou categoricamente a proposta porque dentre os seus sonhos infantis, acreditava em um que revolucionaria a ciência do Brasil estando no Brasil. Sua atitude, que por muitos fora vista como desleixada e fora da realidade, contribuiu ainda mais para seu status de superioridade perante aos colegas da profissão, que já não eram muitos, e se agravou ainda mais quando uma das maiores e mais respeitadas instituições de pesquisas científicas do mundo decidiu por financiar seu projeto em solo tupiniquim. 

***

Apesar de ainda vista como fora dos limites da compreensão humana, dentro do consenso geral da população no século XXII, o conceito de máquina do tempo era algo recorrente. As mídias vinham projetando e simulando experimentos de viagens temporais, com suposições e cálculos que ainda eram incapazes de se provarem reais, mas ainda assim, sem levar em consideração toda a fragilidade da natureza de excursões no tempo, Eduardo seguiu com seu projeto. Ele não era do tipo que colecionava amigos, então sua trajetória, de certa forma, foi solitária. Cercado por todos, ele almejava fazer história sozinho. A maior parte de seu dispositivo fora construída sob suas estritas recomendações e supervisões, pois nem uma peça poderia ficar fora do ajuste. Era solitário desde a infância e quando cresceu, os livros e a solitude eram suas maiores companhias. Quando adulto o panorama permaneceu inalterado. Na verdade, olhando com mais atenção era possível perceber que o desprezo e a inveja cresciam a níveis estratosféricos. Era um louco, excêntrico, arrogante e, acima de tudo, um gênio (essa era a única característica que fazia questão de ressaltar).

Durante os anos que se seguiram na preparação de seu projeto, os altos e baixos vinham em extremos. Por vezes a equipe encarregada de executar o projeto titubeou. Alguns pela exaustão e excessiva carga de trabalho conforme a máquina chegava perto de sua conclusão, outros por desavenças e discordâncias com o responsável pela empreitada; “Dr. Eduardo é um homem intragável!”. Inúmeros cientistas, de todos os cantos do mundo, fizeram parte do projeto que durou 4 anos. Longos e árduos meses de um trabalho que, por parecer tão próximo da realidade, mostrava-se mais como surrealidade do que algo palpável.

Em uma manhã qualquer de uma quarta-feira do ano de 2189, e contradizendo a realidade que se dispunha a quem vivesse naquela mesma era, o brasileiro Eduardo Cavalcante Romeiro criou uma máquina do tempo. Os detalhes mais específicos acerca de seu dispositivo foram guardados a sete chaves, ninguém teve acesso às plantas do projeto, e mesmo os cientistas que trabalharam nele assinaram um termo de confidencialidade que os impediam de divulgar qualquer informação.

A nova era da humanidade havia começado.

***

Uma semana passada desde a completa confecção do DIET (Dispositivo de Incursão no Espaço-Tempo). Os testes mostravam-se estáveis e o desvio de energia já estava preparado. Cabos gigantescos e robustos cortavam o descampado de alguma área no centro-oeste do país, percorrendo longas distâncias até encontrarem adaptadores de energia que convertiam e direcionavam toda aquela força para pontos específicos da máquina, que se projetava imponente no meio do nada. Uma estrutura brilhante de metal, que mais parecia um casulo de aço. O design em si não era muito inovador. Dentro do casulo, um banco de couro simples e uma alavanca eram os únicos objetos de interação. A reação de verdade acontecia no dispositivo no braço de Eduardo. Um relógio, um pouco maior do que o tamanho usual, com botões e pinos de ajuste que conseguiam encontrar coordenadas temporais e delimitar o local da viagem. Na teoria, isso deveria acontecer, mas naquele momento tudo era suposição.

Quando a hora chegou, o mundo inteiro parou para ver. Em televisores, celulares, telões; todo display capaz de reproduzir uma transmissão. Ele estava em todo lugar, o homem que iria mais longe do que qualquer homem havia ido iria fazer sua primeira viagem no tempo. Revolução.

Eduardo sentou-se no banco de couro e sentiu suas costas quentes, apertou o cinto na cadeira, rotacionou os ponteiros do relógio, ajustou as coordenadas na pequena tela e suspirou. O êxtase em si talvez pudesse transbordar se fosse uma pessoa comum. Mas ele não se considerava assim. Durante toda a vida trabalhara para aquele momento; tudo que havia deixado para trás ou desistido de conquistar tornou-se pequeno e desnecessário. O mundo se lembraria dele de qualquer forma. A mente mais brilhante que já passou pela face da terra.

Puxou a alavanca com força e sentiu um arrepio similar à primeira vez que, quando navegando pelo acervo patrimonial de mídias mundiais, uma locação quase infinita da intranet que armazenava todos os filmes, seriados, documentários ou qualquer outro tipo de mídia audiovisual que tenha sido produzida desde o século XIX, encontrou um filme que lhe chamou a atenção. Nele, o ápice acontece quando um carro correndo em alta velocidade corta o asfalto deixando uma língua de fogo em seu encalço, desaparecendo transformado em luz rumo ao futuro. À época ele sentia que uma mensagem do passado, com aquele singular filme, tinha atravessado seu percurso no tempo como uma viagem programada, alcançado seu destino naquele acontecimento peculiar.  Em todas as simulações mentais sobre sua esperada viagem, não tinha esperanças de que as coisas aconteceriam como em De volta para o futuro. Na verdade, desde que crescera passara a odiar o filme por suas falácias e absurdos, conhecera a ciência de verdade, a do seu tempo, mas mesmo essa ciência real não era capaz de inspirá-lo de tal maneira. Suas mãos começaram a formigar quando as ligas de metal reverberaram, chacoalhando-se numa miragem triplicada da cápsula, expandindo o ambiente como se o universo desabrochasse. Sentiu a pressão do ar apertando o peito, o corpo convergindo para dentro de si, formando uma espiral de energia e luz. Os ponteiros do relógio em seu pulso começaram a girar descontrolados, e um globo de puro azul o envolveu. Ao seu redor, a realidade se desfragmentou, estilhaçando a normalidade plácida como uma pedra caindo em um lago. As ondas do tempo o transformaram num rodamoinho espectral que desapareceu do descampado num piscar de olhos. Tudo acontecera numa mínima fração de tempo. Nos microssegundos de imersão em seu espaço contorcido e irreal, percebeu que a viagem seria mais silenciosa do que imaginava. Por um momento se viu imerso numa escuridão blocada de luzes. Não tinha clareza suficiente para descrever o que via, mas sentiu que podia observar o tempo como uma linha de eventos, e ele poderia viver todos de uma única vez. Em seu âmago, na profusão de sentimentos digladiando em sua cabeça que pouco compreendia a titânica dimensão de tudo aquilo que presenciava, Eduardo Cavalcante Romeiro, o homem que iria além do qualquer homem já fora, tornou-se seu próprio deus.

***

A sensação que teve foi a de fechar os olhos.

Quando os abriu, uma profusão de luzes atingiu seu rosto. Estava parado no centro da cidade, sem a máquina (estranho). Os sons dos carros distantes pareciam se aproximar, com o zumbido incessante dando espaço a orquestra da cidade. Buzinas, pessoas, carros, luzes e som. Projeções holográficas gigantescas ascendiam aos céus em prédios que faziam se perder de vista. O futuro, como escrito pelas profetas da ficção, ou imaginado pelos cientistas das eras; o futuro era o presente. 

Quebrou o fascínio infantil de ver o mundo sobre um novo prisma, guardando essas informações para um deleite posterior, quando pudesse finalmente reportar o sucesso de seus experimentos, e caminhou pelas ruas. Era um mundo novo, diferente e talvez até mesmo irreal. Ver com tanta clareza um panorama de tamanha magnitude era capaz de enlouquecer um homem. Os carros ainda andavam, mas alguns deles certamente voavam. Um tráfego aéreo cortava os prédios seguindo uma linha imaginaria, com pequenas informações e placares de sinalização na parte exterior dos edifícios. A tecnologia em eficiência máxima. Caminhou por ruas estreitas e estranhas, viu pessoas diferentes e exóticas, e percebeu que os anos que se passaram haviam mudado tudo. Ou quase.

Seu principal objetivo era encontrar o laboratório e ver com seus próprios olhos o que o mundo ganhou com a sua revolução. Sentia que parte de tudo aquilo que via e experienciava, era graças aos seus esforços. O poder de dobrar o tempo, de quebrar o espaço e moldá-lo à sua maneira. Havia iniciado a era dos semideuses. 

Seguiu os placares eletrônicos até encontrar o laboratório. Um prédio alto e cinza no meio de tantos outros. Não existiam tantos prédios assim no passado. Entrou no edifício, completamente diferente do que tinha visto no dia anterior. Bem tecnológico, assim como tudo que existia naquele tempo, mas nada de cair o queixo. Ainda era, como na sua época, um lugar modesto. Esperava uma estátua ou alguma referência ao homem que domou Cronos, mas encontrou a recepção com cara de recepção. Se aproximou do balcão, falou com uma mulher que parecia entediada e lhe respondeu com poucas palavras. Não conseguiu muitas informações. Perguntou sobre o Dr. Eduardo Cavalcante Romeiro. A secretária apenas zombou do nome de velho e disse que jamais tinha ouvido falar. Mas o que se pode esperar de uma secretária? Porque ela se interessaria em mecânica quântica?

– …uma água? – Ouviu ao fundo a mulher falando.

– O que? 

– O senhor aceita uma água? Não parece bem.

Eduardo notou que apertava a têmpora com as pontas dos dedos. Os sons começaram a se afastar novamente, tomando distância enquanto se distorciam em flashes. Sentiu o gosto de todas as cores no arco-íris caleidoscópico que virou sua mente e fechou os olhos.

***

Eduardo sentou-se no banco de couro e sentiu suas costas quentes, apertou o cinto na cadeira, rotacionou os ponteiros do relógio, ajustou as coordenadas na pequena tela e suspirou. (de novo?). Parou. Foi acometido pela estranheza de um dèjá-vu. Puxou a alavanca e o mundo se desfez. A mesma sensação, tragado pela luz, tornando-se espiral. De volta para o futuro.

Acordou na mesma rua. Sua cabeça parecia martelar a cada sacolejada do corpo. Andava com certa dificuldade, as luzes pareciam mais fortes e os sons mais altos. Fez o mesmo percurso, com a lembrança distante de já tê-lo feito, e voltou à recepção. A mulher o olhou com estranheza, o homem não parecia muito bem. Fez as mesmas perguntas, recebeu as mesmas respostas. A cada vez que a mulher falava, sua cabeça completava a sentença. Mas Eduardo não entendia o que era aquilo.

– Não conheço nenhum Eduardo, senhor. É um nome um pouco velhinho, né?

Escuridão. 

Ele sentiu suas pernas fraquejando e despencou dentro de si. Uma queda vertiginosa de microssegundos. 

***

Eduardo sentou-se no banco de couro e sentiu suas costas quentes, apertou o cinto na cadeira, rotacionou os ponteiros do relógio, ajustou as coordenadas na pequena tela e suspirou… teve um estalo de repente, mas já era tarde demais. Puxou a alavanca e o mundo se desfez. Fechou os olhos por um segundo e os abriu no novo mundo. O futuro. Mas também o passado.

Sua cabeça doía, na mente imagens simulavam um trajeto pelas avenidas. Era capaz de ver um espectro do seu passado-futuro perambulando para o mesmo que caminho que já fizera outras duas vezes. Entrou na recepção e a mulher o olhou de cima a baixo. Ouviu em sua cabeça diálogos do pretérito. Nas ruas, as pessoas falavam caladas, e ali dentro pôde ouvir a pergunta “o senhor aceita uma água?”.

– Não! – Respondeu de imediato. A secretária o encarou com apreensão.

– Pois não, senhor?

– Eu não quero água! – “É um nome um pouco velhinho, né?”

– O senhor está bem?

– E daí que é nome de velho!

Levou as mãos à cabeça, desesperado. Que vozes eram aquelas? O que estava acontecendo?

Tencionou os músculos para se mover e caiu na escuridão.

***

Eduardo sentou-se no banco de couro e sentiu suas costas quentes, apertou o cinto na cadeira, rotacionou os ponteiros do relógio, ajustou as coordenadas na pequena tela e suspirou, e logo em seguida sentiu falta de ar. Seus olhos se arregalaram enquanto sua mão, de forma quase que automática, acionava a alavanca. 

Escuridão, quebra, sons, distantes, luzes, vozes. 

Voltou ao mesmo lugar. Agora sentia que não era apenas ele, mas três versões de si caminhando pelos mesmos lugares, alternando passos e lados da calçada, indo em direção ao laboratório. Não sabia mais o que faria ali, mas precisava estar. A secretária o olhou, ele tinha o poder da insanidade consigo. Viu a mulher com várias cabeças, como um deus hindu. E cada uma delas entoava um novo passado. “máquina do tempo” lembrou de ouvir-se dizer. E a palavra louco como resposta.

Escuridão e queda. Retorno.

***

“Onde foi que eu errei?”

As costas quentes, a cadeira, a sensação, o desespero e as vozes. Tudo de uma vez, envolto numa espiral de luz, e o futuro. Agora, já se perdia em suas próprias projeções. Ouvia as vozes atravessando os universos que criara, e todas elas o atingiam como morteiros. Sentiu-se bombardeado pela sua própria mente enquanto o tempo se desfarelava ao seu redor. 

“Eu não sei o que está acontecendo…”

Foi e voltou diversas vezes, com um tempo cada vez mais curto, ouvindo as mesmas vozes, uma cacofonia de carros que faziam suas orelhas de viaduto. Depois de um curto período, já não conseguia chegar ao laboratório. Caia antes, voltando num buraco para o país das maravilhas: seu momento de deleite, a criação de um deus.

“Socorro!”

O tempo se desfragmentou e reconstruiu. Dez, cem, mil vezes. E ele se perdeu em algum momento, destroçado e corrompido. Fadado ao eterno fracasso, condenado ao sucesso sem fim. O único homem do mundo a construir uma máquina do tempo com defeito. Não podia chorar. 

“De volta, de volta, de volta!”

Voltou à cabine uma última vez. Olhos fundos e pesados, músculos condicionados repetindo o mesmo movimento. Ajustou o relógio e puxou a alavanca.

“Quem é Eduardo?”

***

Foi atingindo novamente pela pressão. Subindo por dentro e explodindo, a realidade se esticou e comprimiu um zilhão de vezes, como um buraco negro sugando a si mesmo, e ele sentiu seu corpo se desconstruir e reconstruir numa escala subatômica. Enquanto sua mente tentava encontrar um ponto de ancoragem nalguma fração de realidade, todos os mesmos acontecimentos giravam por trás de seus olhos numa roleta. Ouviu com clareza o som de vidro estilhaçado enquanto sua consciência era rasgada feito um pano puído. Qualquer noção de existência desapareceu junto com os ecos do passado. Ninguém mais falava, os rostos perderam os traços até se tornarem um espelho de si. Ele era todos que conhecia. Ele era tudo e não era nada. Todos os tempos que existiram em qualquer universo se dispuseram frente a ele, em uma linha, ou como um fluxo, ou como a força de um tornado ao redor de seu olho. Ele via tudo, era a consciência aprimorada de toda a existência.

Caminhou sem sair do lugar, contemplando o seu rosto refletido em todas as miragens que se transmutavam diante e através de seus olhos. Era o tempo em sua pura essência. Infinito e irreal, final e surpreendente. 

Perdeu-se para sempre, eternamente no futuro, irremediavelmente ligado ao passado, vivendo o presente. Chegara mais longe do que qualquer homem poderia chegar; no começo e no fim de todas as coisas. Tornou-se tempo, infinito tempo…

“Loucura!”

16 comentários em “InfiniTempo (Kairós)

  1. Ana Maria Monteiro
    26 de novembro de 2020

    Olá, Autor.
    Resumo: Eduardo, uma mente brilhante, cedo revela paixão pela ideia de viajar no tempo e, com oito anos decide que dedicará a sua vida e conseguir esse objetivo. Acabou por conseguir, mas entra num movimento circular em que sempre regressa ao mesmo momento e local uma e outra vez, com a agravante de descobrir que o seu nome não ficou para a história e ninguém algum dia ouviu falar da sua obra. Acaba por enlouquecer e ficar perdido no futuro, ligado ao passado e vivendo o presente, infinitamente, eternamente.
    Comentário: Um conto bem escrito, mas que me maçou um pouco, talvez porque não gosto de ficção científica, o que é um problema meu e não do autor.
    O conto é bom, mas o personagem não cativa nem um pouco, além do seu caráter pouco sociável, nota-se que é um narcisista muito mais interessado em alcançar glória e imortalidade, que na ciência e nos factos propriamente ditos. A ausência de empatia, aliada àqueles pormenores que me levam a não gostar de ficção, levaram-me a ter dificuldade em comentar este conto, que reconheço estar bem escrito e ser proveniente de um bom autor, maduro e conhecedor. Mas repare: o conto passa-se no século XXII e o mundo é mostrado como é hoje, as pessoas pensam, sentem e funcionam como as atuais, você acha isso possível? Como será o mundo daqui a cem anos? Acredita que as pessoas ainda vão estar a ver televisão, como o seu protagonista espera que acompanhem a sua experiência? Que as faculdades e os cursos ainda vão ser como são agora?
    É por isso que este é o último conto que comento, é difícil para mim ficar dividida entre a constatação da qualidade efetivamente expressa e o meu ceticismo.
    Independentemente de tudo isso, você já percebeu que até gostei – o que não interessa muito. O ponto alto da leitura é o final, não porque acaba, mas pela beleza do último parágrafo, que é lindíssimo e uma ótima forma de terminar a história.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  2. Jefferson Lemos
    26 de novembro de 2020

    Resumo: homem cria uma máquina do tempo com defeito. Depois de muito ir e voltar, ele se perde numa atemporalidade em sua própria loucura e se vê como parte do próprio Tempo.
    Olá, caro autor.
    Gostei bastante do conto. Gosto muito de ficção-científica e ver algo assim aqui me deixa muito feliz. Gostei das suas descrições da viagem, pude imaginar cara momento descrito ali, pois ficou muito visual. A história interseção por apresentar uma perspectiva diferente da loucura, e isso é bom. A narrativa é boa também, mas precisa ser refinada em alguns momentos. Frases muito longas, o uso de vírgulas precisa de atenção, e o início meio atravancado poderia ser melhorado também. Tem algumas informações que ficaram gratuitas ali.
    No geral, eu gostei muito do conto, em especial a partir do momento em que a máquina está ficando pronta.
    Parabéns pelo texto e boa sorte!

  3. Priscila Pereira
    25 de novembro de 2020

    Resumo: Homem cria uma máquina do tempo e se transforma no tempo.

    Olá, Kairós!
    Seu conto é bem legal, diferente, uma FC muito bem feita. Bem desenvolvida, com bastante informação, quase jornalístico. O tema foi só mencionado, não é de forma alguma o centro do conto, tirando a loucura ele não seria diferente, a loucura não faz falta ao conto.
    Está muito bem escrito e bem pensado, Eduardo é um personagem que retrata bem o gênio meio louco que esperamos que invente a máquina do tempo algum dia, se isso for possível 😉
    Parabéns! Boa sorte!
    Até mais!

  4. opedropaulo
    23 de novembro de 2020

    RESUMO: Eduardo constrói uma máquina do tempo, como sempre sonhou, e se lança para o futuro. Vai mais longe do que qualquer outro homem e, vivendo o ciclo, estando a todo o tempo, paga um preço: sua sanidade.
    COMENTÁRIO: Esse conto tem uma abordagem muito interessante e se destaca, entre outros aspectos, por ser uma das poucas ficções científicas que pude ler neste desafio. Apesar de não ser fã do gênero, é de se admirar, principalmente quando é bem aproveitado, como é o caso. O sci-fi geralmente explora mundos altamente tecnológicos e acho que os bons sci-fis ou, ao menos, aqueles preocupados com o lado humano desse mundo altamente “cyber”, cuidam de mostrar os efeitos desses avanços na psique humana, como é o exemplo de “Altered Carbon” e “Blade Runner”. Aqui o caminho foi esse, mostrando os efeitos que a viagem no tempo pode ter sobre um indivíduo comum, a imensidão do tempo sendo demais para a limitação da mente humana. Tendo sugerido justamente o “tempo” como um possível tema para este desafio, quando da enquete no grupo do Facebook, fico feliz com uma abordagem que mostre o efeito enlouquecedor que a visão “integral” do tempo tem. Agora falando da escrita, é competente e habilidosa, sobretudo no trecho dedicado à primeira incursão rumo ao futuro, em que todo o caos do rasgo se abrindo no tecido do espaço-tempo é apresentado a partir de como o personagem está experenciando esse momento conturbado, no qual, além da algazarra da máquina, há a diluição das ordinárias leis da física. Por outro lado, o conto demora um pouco a chegar em seu clímax, que é a viagem no tempo. O início cuida de nos mostrar a jornada acadêmica do protagonista e o motivo parece ser para explicar a sua personalidade, mas a pessoa que Eduardo é não importou tanto para a narrativa. Sim, ele se iludiu achando que é um deus e a sua arrogância acabou o metendo em uma amarga ironia, mas não é algo que realmente altere os rumos do conto e, mesmo que quisesse enfatizar a personalidade do protagonista, havia outros modos que não a exposição de sua infância, seus sonhos, os cientistas que trabalharam com ele, a postura nacional, etc. Como a escrita é ágil, não foi maçante, mas ao relembrar do início, pareceu-me desnecessário para o conto.
    Boa sorte.

  5. Josemar Ferreira
    22 de novembro de 2020

    Uma máquina do tempo é criada por um cientista brasileiro. O conto é futurista e ao mesmo tempo transcorre numa realidade mental de quem consiga imaginar viajar numa máquina do tempo. Interessante é que a matéria se trasformaria simplesmente em tempo integral, presente-pasado-futuro. Gostei da estrutura do conto que nos trouxe uma abordagem cientificista para as nuances da loucura.

    Sorte no desafio!

  6. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá, Kairos. Este foi o último texto que li neste desafio. Esperei algo que fechasse com chave de ouro um desafio de Loucura, mas apenas encontrei um texto louco que fecharia com chave de ouro um desafio de Ficção Científica. O texto conta a história de Eduardo, um cientista brasileiro que inventa uma máquina do tempo. O primeiro teste que faz não corre bem.
    Gostei da estrutura, que pode ser dividida em duas partes: o processo até à viagem no tempo, excessivamente linear mas com uma boa caracterização da personagem central (e única) e a viagem, onde o conto perde a sua linearidade e ganha o verdadeiro interesse. Encontrei algumas falhas de pontuação, que não tiram o valor ao conto, mas a grande falha é a não adequação ao tema central do desafio.

  7. Elisa Ribeiro
    13 de novembro de 2020

    Menino prodígio cresce e inventa uma máquina do tempo. Ao experimentar sua máquina surpreendente torna-se um Deus ao aprisionar o tempo dentro de si (hein !? ).
    Um conto que mais parece um romance, o que me faz pensar em certa autoria, embora FC não seja sua praia. Provavelmente um sósia literário.
    Vou dividir o texto em duas partes para comentá-lo.
    Na primeira parte, vemos a infância de Eduardo até a invenção de sua máquina do tempo. Um menino prodígio que se torna um adulto arrogante e solitário. Certo clichê, o que não compromete a proposta do autor, uma vez que o conto referencia francamente algum filmes e livros famosos e tal. O problema dessa primeira parte é que ela ficou muito longa e um pouco repetitiva. Como leitora, tive que me arrastar por ela e até anotei coisas para revisão para não me desconectar da leitura. Foram poucas notas, só pra você saber, não vou colá-las aqui para não alargar o comentário.
    Na segunda, mergulhei com gosto. E me diverti muito com as imagens que você criou. Fui me lembrando de filmes, livros , até em Santo Agostinho por um segundo você me fez pensar. Eu simplesmente adorei essa segunda parte, a melhor coisa que li no desafio até agora.
    O que não gostei: a primeira parte do seu conto poderia ser enxugada para uns, digamos, cinco parágrafos. Essa versão estendida, sugiro que guarde-a para o romance no qual o seu conto pode se transformar. Outra coisa: esse “Loucura!” no final, francamente, totalmente desnecessário.
    O que gostei: como já disse, a segunda parte do seu conto. Visual, divertida, moderninha, me fez pensar, até anotei umas frases.
    Seu conto tem alguns problemas, mas com uma boa revisão, amigo autor, penso que pode se tornar uma obra memorável.
    Desejo sorte no desafio. Um abraço.

  8. Angelo Rodrigues
    12 de novembro de 2020

    Resumo:
    Menino gênio resolve criar uma máquina do tempo. Arruma financiamento internacional e a constrói. Depois experimenta algumas desordens.
    Comentário:
    A ideia do gênio solitário, egocêntrico e irascível posta em marcha.
    Curiosamente, na vida real, os “gênios” costumam ser apenas estranhos e… solitários (lembro-me agora de Goethe, Da Vinci, Einstein, Turing… se gênios realmente eram, mas tido como tais, foram marcados pela vida singular que levavam, talvez estranha, mas nunca louca). Um aparte.
    Em alguns pontos da leitura entendi a história contada como tendo um pouco o tom da pilhéria científica, da brincadeira com o sci-fi, particularmente pelo nome da máquina, que foi chamada de DIET (Dispositivo…).
    O conto acaba montando um mosaico de histórias, filmes, relatos, quando nos faz reviver o DeLorean de De Volta para o Futuro, passear por Jornada nas Estrelas, visitar O Quinto Elemento e tal.
    Em dado momento, após viajar no tempo-espaço, o nosso protagonista Eduardo entra em circularidades, sempre retornando à mesma recepção para seu desespero e derrocada. Essa circularidade parece ensejar uma loucura qualquer, com visões estranhas. Está confuso. Onde errou? Sente-se que cai, e cai no País das Maravilhas, ou como.
    Bem, acreditei que toda essa construção literária, onde o nosso herói protagonista passeia por mundos replicados, de existências sensoriais – filmes, livros etc -, formaram o auge de uma mente conturbada. Sua máquina do tempo era o seu eterno retorno às memórias que construiu através do tempo, confundindo-se, ao final, com suas lembranças. Sua loucura foi viver a radiação de seus neurônios imemoriais – Nossa Senhora!, onde arrumei isso? Possuído por tal circularidade, Eduardo sucumbe na própria fantasia de gênio louco.
    Bem, foi como vi. Talvez como preferi ver, a ver, de fato, uma história sobre uma máquina do tempo com defeito que joga o nosso protagonista em circularidades – que imagino só haver na mente de alguém com problemas emocionais.
    Boa sorte no desafio.

  9. Leda Spenassatto
    11 de novembro de 2020

    Resumo:
    Um doutor em Ciências do Tempo, abdica das amizades para construir uma máquina do Tempo.

    Comentário:
    Um texto muito bem escrito, uma viagem no tempo.
    Eduardo, um cara muito estudioso, prepotente e egocêntrico, se acha superior a todos os seus colegas e resolve construir uma Máquina do Tempo.
    Entre devaneios e ambição viaja no tempo até se perder entre a realidade e a loucura.

    “O tempo se desfragmentou e reconstruiu. Dez, cem, mil vezes. E ele se perdeu em algum momento, destroçado e corrompido. Fadado ao eterno fracasso, condenado ao sucesso sem fim.”
    O único homem do mundo a construir uma máquina do tempo com defeito. Não podia chorar.

    Isso foi perfeito!

    Sucessos de montão para você, Kairós!

  10. Anna
    11 de novembro de 2020

    Resumo : Cientista extremamente inteligente cria uma máquina do tempo. A máquina é testada por ele mesmo e funciona com defeitos e o cientista se perde no tempo espaço.
    Comentário : Não entendi se o cientista enlouqueceu e imaginou ter viajado no tempo ou se ele realmente viajou e vai enlouquecer por conta da viagem. Mas eu creio que a verdadeira loucura está em querer quebrar as regras da natureza e se tornar uma espécie de Deus.

  11. Giselle F. Bohn
    11 de novembro de 2020

    Um cientista constrói uma máquina do tempo e perde-se para sempre em algum lugar do tempo e do espaço, ou da sua cabeça, quem sabe?
    O conto é muito legal e bem escrito, apesar de erros bobinhos (vírgulas fora de lugar, “caia” onde deveria ser “caía”, “o afagaria a cabeça” onde deveria ser “lhe afagaria a cabeça”, por exemplo), mas nada grave ou que comprometa o prazer da leitura.
    O assunto, apesar de cliché, foi bem desenvolvido, e a construção com base na repetição foi eficiente para criar o clima de suspense. Isso foi do que gostei bastante. A narrativa é eficiente e mantém a atenção do leitor. Muito bom!
    Minhas ressalvas: não entendi a opção pelas palavras em negrito, pois não vi nada que justificasse essa escolha. Além disso, toda a primeira parte me soou repetitiva, nas menções à genialidade precoce, às ambições etc. Mas eu sou fã de textos mais enxutos, então esse ponto não é exatamente uma crítica, mas uma expressão da minha preferência apenas.
    O que me incomodou um pouco foi a inclusão da palavra “Loucura!”, assim mesmo, entre aspas no fim. Posso ser sincera, correndo o risco de estar dizendo uma besteira enorme? A impressão que tive foi que você tinha um conto de ficção científica na gaveta, e viu a oportunidade de usá-lo neste desafio. Porque, convenhamos, até a última palavra não havia aparecido a loucura. Tendo dito isso, deixo claro que, caso eu tenha acertado, não o critico: fiz a mesma coisa com o mesmo texto – uma gambiarrazinha! 🙂
    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

    • Kairós
      11 de novembro de 2020

      Oi Giselle!

      Eu prometi que não responderia comentários, mas vou responder só esse seu, bem rapidinho, pra esclarecer algumas coisas (até mesmo para os que vierem depois).
      Deixei para fazer o conto no último dia (não estava engavetado), e por isso paguei o preço do texto com erros (desculpe por isso).
      Sobre o negrito, isso me deu uma dor de cabeça danada. Meu office está com falha de autenticação (alô puliça), então todos os meus textos estão ficando automaticamente em itálico (sim, eu nem sabia que era possível). As palavras espalhadas no texto em negrito deveriam ser em itálico (as do final não, essas deveriam ser em negrito mesmo), mas a afobação novamente de deixar tudo pra cima da hora me atrapalhou em alterar isso antes de enviar o trabalho final. Erro meu!
      E sobre a loucura, eu busquei fugir do usual e construir a loucura até mesmo na maneira como essa viagem dele é descrita. Mas não quero falar muito pra não acabar atrapalhando a experiência de quem vai ler em seguida, portanto vou me ater a falar apenas isso.

      De qualquer forma, muito obrigado pelo seu tempo e pela leitura, é muito importante para mim assim como todos os comentários até agora.
      Um abraço e boa sorte pra você no certame!

  12. Bianca Cidreira Cammarota
    10 de novembro de 2020

    Cientista solitário e egocêntrico constrói uma máquina do tempo no século XXII. Realiza a viagem temporal e acaba por perder-se no próprio tempo.
    Kairos, oi!
    Tua história é interessante. A premissa não é original, mas o desenvolvimento corre fluído, com uma escrita que particularmente me agrada e com um fim condizente e coerente com o enredo.
    Fazer uma história com praticamente apenas o protagonista é difícil. Faz-se necessário outros recursos para poder prender o leitor. Você conseguiu o feito comigo. Na sua escrita – que me agradou muitíssimo!!! – faltaram algumas vírgulas, nada que uma revisão não sane. Alguns períodos longos, ao meu ver, poderiam ter sido divididos em mais números de parágrafos, a fim de que, tanto visualmente, quanto no ritmo da leitura, o conto ficasse mais agradável.
    Gostei muito – muito mesmo – quando o protagonista, já se fundindo ao tempo, se vê em tudo, pois tudo é Um. Apreciei algumas inserções filosóficas de maneira palatável e instigante.
    Parabéns! Boa sorte no Desafio!

  13. Thiago de Castro
    10 de novembro de 2020

    Resumo: Dr. egocêntrico cria uma máquina do tempo visando deixar seu nome na história da humanidade.
    Comentário: Poderia classificar seu texto como Ficção Científica? A loucura está no destino do personagem, o que, por um lado, me agrada por não se apegar ao clichê do cientista maluco. O ponto alto do texto se dá quando o egocêntrico protagonista se envereda pelo tempo na máquina que criou, mas até chegar nesse clímax o texto é um pouco cansativo devido algumas repetições e referências desnecessárias, do meu ponto de vista, é claro. O fato de citar De Volta Para O Futuro, mesmo que detestando os erros do filme, foi bastante previsível. Gostei do recurso de ocultar as explicações como se fossem um segredo de Estado, isso poupa o leitor de cientificismos que nem sempre cabem no tamanho de um conto.
    Sobre as repetições das viagens no tempo, achei que você descreveu bem o cansaço emocional do Dr. A cada novo ciclo, o parágrafo se encurta, as palavras se tornam mais definitivas e qualquer novidade, banal e descartável. A conclusão nos deixa reflexivos, a ambição de um homem, finalmente alcançada, já que ele de fato viajou e ocupou os três espaços possíveis do tempo (passado, presente, futuro), não compartilhada com os seus, pois apesar de estar cercado de pessoas, estava sempre sozinho.
    Não vejo necessidade de destacar algumas palavras, como fez em determinados momentos. Elas, sozinhas, carregam o peso necessário daquilo que precisa enfatizar. Porém, nos últimos parágrafos o recurso funcionou ficou visualmente interessante.
    Boa sorte no desafio!

  14. Anderson Do Prado Silva
    9 de novembro de 2020

    Resumo:

    Homem fica preso no tempo-espaço.

    Comentário:

    Escrever sobre viagem no tempo é um risco enorme, pois o assunto, infelizmente, é bastante batido. De toda sorte, no contexto do Desafio Loucura, acabou sendo novo.

    O domínio do português e da narração é muito bom, mas eu teria sido um pouco mais generoso com o uso de vírgulas. Os primeiros parágrafos são longos e pouco dialogados, o que, na minha opinião, tornou esses trechos um pouco dispersivos. Eu não usaria “fora” (forma verbal) e “fora” (advérbio) em locais próximos, pois confunde o leitor e cria um tropeços na leitura. O uso do negrito não me ficou claro nem me pareceu necessário. O autor correu o risco de cansar o leitor nas passagens em que há as repetidas viagens no tempo (achei corajoso e até me diverti, mas eu não teria tanta intrepidez).

    Não vejo qualquer relação entre viagem no tempo e loucura. No entanto, estar infinitamente preso no tempo é louco. Ademais, seria possível supor (se o autor me permitir) que nunca houve cientista ou viagem no tempo, mas apenas um homem comum preso na loucura de sua própria mente (esta ideia me soou extremamente perturbadora e fez eu adorar isso no conto, essa representação bastante inusual da loucura).

    Parabéns pelo texto, do qual gostei, e boa sorte no desafio!

  15. Lara
    9 de novembro de 2020

    Resumo : Um cientista constrói uma máquina do tempo. Testa a máquina mas o que o leva a viajar são seus próprios delírios de um mundo paralelo criado por ele mesmo.
    Comentário : O conto é bom. Nos leva a pensar que todos somos seres humanos frágeis sujeitos a loucura. O cientista do conto é super inteligente mas isso não o impediu de enlouquecer através de sua imaginação.

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Informação

Publicado em 8 de novembro de 2020 por em Loucura.