EntreContos

Detox Literário.

A Garota sem Memória (Tiago Volpato)

 

As luzes lá fora entram como personagens de novela. Uma sombra com curvas voluptuosas vibra na minha frente, suspiro e penso se devo me aliviar. A mocinha confronta o antagonista. Ela grita sobre as mentiras e verdades que contei para seu noivo deixá-la. Ela chora, xinga e bate. Diz que sou um crápula, que só me importo com dinheiro. Seguro seu pulso e digo que a sacana é ela, se faz de inocente, mas colocou todos os funcionários contra mim. O cuspe no meu rosto é o pavio para a explosão de luxúria que temos no meu escritório, percorro seu corpo com a língua, mordo seus seios em busca de sangue. Ela se contorce na minha língua raivosa com espasmos orgásticos.

Todo ódio esconde uma vontade de trepar.

Assim que o leite da vida flui, fico desanimado. As sombras voltam a ser sombras. Penso no passado, procuro as lembranças esquecidas. Fazem mais de vinte anos que minha esposa morreu. 

Olho para a pílula sobre a bancada. No aplicativo programo uma dose de serotonina. É melhor do que chorar novamente como um pobre diabo.

 

Roberto mastiga uma pastilha de magnésio enquanto assistimos os garotos da academia. Um jovem promissor cabeceia a bola para o fundo da rede enquanto o técnico xinga a defesa.

— Por que você não toma uma pillbot? Eu nunca mais tive dor de estômago.

Ele ri.

— Não curto esse tipo de coisa.

— É uma maravilha, tem tratamento pra tudo. Inclusive pro seu outro problema.

Ficamos em silêncio por um tempo. Olhamos um dos garotos chutar a bola na trave. 

— Você…

— Por quarenta anos tive quatro apartamentos — ele me interrompe. — Já tive mais de mil mulheres, não é força de expressão, eu tinha um caderno. 

— Hoje só tenho uma que mal olha na minha cara. Todos os dias ela se masturba pensando num cara mais comedor que eu. Ela sonha domesticá-lo, fazer com que ele desista da vida de mulherengo e coma apenas ela. 

Roberto olha para o campo com tristeza, não por ter perdido o amor da esposa em algum ponto do passado, lamenta por não ser mais o macho alfa, o líder da matilha que consegue todas as fêmeas. 

— É só você tomar uma pílula que vai levantar mais que virgem em sauna mista — tento fazer uma piada. Ele ri por educação e não fala mais nada. 

Quando o treino acaba ficamos ainda olhando algumas mães que foram buscar seus filhos. Aos poucos o terreno fica vazio.

— É sério, não vejo o problema de tomar uma coisa tão comum. 

— Deixa pra lá — ele diz triste. — Não é só ficar de pau duro, tem todo um estilo de vida.

 

O resto do dia passo sentado na poltrona olhando para a parede. Penso no passado, as pessoas são apenas sombras, lembranças que a manhã apagou. Coloco um podcast sobre política, mas mal presto atenção no que Chicago Maia fala, provavelmente o governo anda ferrando outra vez. 

Abro o app de fotos, mas já ultrapassei a cota. Depois que o TB passou a custar mais que ouro, não consigo pagar um serviço de nuvem decente. 

Suspiro e vou cozinhar um ovo. O sol brilha em uma tarde agradável. Resolvo sair pra comer, é um crime ficar em casa num dia tão bonito. Um pão de queijo de vez em quando não mata ninguém.

 

Na volta, encontro um monte de pano na minha porta. Desconfiado, decido deixar ali, a espera do dono. Afasto com o pé para liberar passagem. Algo se mexe e me encara com olhos suaves. Meu corpo trava por um segundo, tento não olhar para os seus seios.

— Desculpe — falo sem graça — eu preciso entrar.

— P-por favor, senhor — ela se agarra nas minhas pernas. Seu rosto próximo da virilha. — Eu…

Ela desmaia e minhas costas quase se arrebentam para segurá-la.

 

O resto do dia entro em desespero. Levo aquela beldade para a cama, a livro do pedaço de pano imundo e a cubro com algo limpo. Por poucos segundos vejo seu corpo nu e não consigo esquecer. Minha vontade é de arrancar o lençol e atirá-lo longe, descobrir aquela obra do Art Nouveau e admirá-la para sempre.

Caminho em círculos, sem saber o que fazer. Devo chamar a polícia? Devo chamar um médico? 

Tento ficar longe, esperar pacientemente na cozinha, mas não consigo, sinto algo no ar, uma força que me puxa até ali. Meu corpo vibra com um zunido. 

Vou até a cozinha e derrubo água no chão, minha mão não para de tremer. O que preciso mesmo é de uma bebida bem forte. Fazia tempo que não me sentia assim.

 

A única coisa que me acalma é uma pillbot. Escolho no aplicativo um calmante e em poucos segundos meu corpo parece voltar ao normal. Minha cabeça diminui a intensidade, mas ainda penso nela. De onde vem aquela garota?

Atrás de mim escuto um miado, lentamente me viro e lá está ela, em pé, segurando meu lençol de forma descuidada. Eu tremo.

— O-olá — digo.

— Onde estou? — ela fala séria.

— D-desculpa — desvio o olhar para o chão, sentindo a vergonha me castigar. 

Vejo o lençol cair, preciso de toda disciplina para não olhá-la.

— Por que estou nua? O que você fez comigo?

Desesperado me lanço ao chão, encosto a testa no piso em reverência.

— Por favor, me perdoe, não tive a intenção — falo em desespero. — Não sabia o que fazer, te trouxe pro meu quarto…

— Velho tarado — ela diz sem expressão e bate a porta do quarto.

Levanto a cabeça ainda de joelhos. Permaneço naquela posição por tempo demais, até ter certeza que ela não vai voltar. Minha mão toma vida própria e puxa o lençol. Não tenho outra escolha a não ser cheirá-lo.

 

Ela sai do quarto pouco depois que o sol nasce. Veste uma camisa minha que deixa apenas suas pernas de fora. Quase tenho um treco.

— Então — ela me olha desconfiada — quem é você?

Da minha boca sai uma torrente de palavras, imploro por desculpas, conto a história da minha vida até o momento de encontrá-la, tudo misturado em frases que não fazem o menor sentido.

Ela solta uma gargalhada maravilhosa.

— Calma, devagar, sim?

Tento e agora viro gago.

— O senhor tem chá? — ela me olha divertida. — Pode ser que lhe acalme.

— Mauro — digo depois de apontar um armário na cozinha e ela começar a ferver a água. — Por favor, senhor não.

— Certo Mauro, e como você acabou com uma mocinha inocente na sua cama?

Meu rosto fica vermelho. Ela ri.

— Eu não consigo lembrar de nada — ela diz.

Conto tudo que aconteceu ontem, enquanto tomamos chá.

Ela abre os olhos assustada.

— Eu — ela diz e começa a chorar.

— Por favor, não chore, está tudo bem, não vou te fazer mal.

Ela sorri com o rosto em lágrimas.

— Não consigo lembrar de nada disso.

— Qual a última coisa que você se lembra?

— De agora.

— Não é melhor chamar um médico? 

— Não — ela se levanta. — Por favor, eu imploro. Tenho certeza que logo vou lembrar.

Concordo.

— E o seu nome? Lembra?

— Não — ela diz triste — Mas acho que é Sabrina.

 

Passamos o dia conversando e em um piscar de olhos anoitece. E que dia agradável! Fazia tempo que esse velho não sentia essa paz de espírito.

— Você pode dormir na cama, eu fico com o sofá.

Ela balança a cabeça.

— Eu jamais chegaria na casa de alguém e tiraria seu conforto.

— O sofá é aconchegante, as vezes até prefiro do que a cama.

— Ótimo, pode deixar que fico com ele — ela me atira um olhar desconfiado.

— Jamais, que tipo de anfitrião seria se não lhe proporcionasse o melhor conforto?

— Então o sofá não é tão bom assim.

— Ah…

— A gente pode dormir juntos — ela diz baixinho.

— Que? — meu cérebro não consegue processar as palavras.

— Eu não me importo — ela acrescenta com vergonha.

 

Não consigo dormir.

O silêncio é assustador. Parece que estou flutuando no espaço. Ela está do meu lado, imóvel. Se não fosse pela sombra voluptuosa eu não saberia que ela estava lá.

As duas da manhã decido finalmente me levantar, ir até o banheiro e terminar com o sofrimento.

— Onde você vai? — ela diz e eu me assusto.

— Está acordada?

— Eu não durmo muito.

— Preciso usar o banheiro — digo diante do silêncio.

— Não consegue dormir?

— Não.

— Apenas relaxa — ela diz no meu ouvido. Sua mão cobre minha ereção. — Eu te ajudo.

 

Acordo e de alguma forma estamos entrelaçados. O calor do seu corpo no meu me relaxa, não quero levantar nunca mais.

— Quer tomar café? — ela diz sem abrir os olhos.

— Agora só quero isso que está nos meus braços.

Ela sorri e se encaixa. Abro os olhos com vergonha.

— Bom dia — ela diz divertida mexendo a cintura.

— Bom dia — eu respondo.

 

Sinto sua energia me preencher. Nossos corpos buscam o equilíbrio térmico, trocando calor através dos nossos órgãos sexuais. Daqui de baixo ela fica ainda mais linda. Experimento o universo entre nós, a vida me sussurra seus segredos. Somos um só, masculino e feminino em amálgama. Sinto um big bang se formando dentro de mim, meu corpo vibra a caminho da explosão.

Ouço um estalo forte. Sabrina cai desfalecida ao meu lado. Seus olhos vazios como o nada.

Eu me assusto e sinto como se uma pedra caísse em mim.

— Mauro? — escuto uma voz. — Acorda cara.

Roberto dá tapas no meu rosto com cuidado. O mundo parece girar.

— S-sabrina — eu sussurro.

— Porra cara, achei que tinha morrido.

— O que? — digo me recuperando, na minha mão descubro um copo de whisky.

— Tem quase um mês que você não aparece, achei que tinha feito a passagem.

— Um mês? Que caralho? Eu te vi ontem. 

Viro em direção de Sabrina, mas Roberto não deixa.

— O que você fez? — digo assustado.

— Você tá brincando com uma coisa perigosa.

— Ela está…? — começo a chorar.

— Só desligada. Porra cara, você quase morreu.

Ele puxa o corpo de Sabrina que se estatela no chão.

— Seu puto — cuspo no seu rosto.

Roberto me passa seu telefone, vejo a foto de Sabrina na tela.

 

A série S foi desenvolvida com a promessa de mudar o paradigma de como vemos os autômatos. Ela foi criada para ser mais que uma ferramenta, uma tentativa de diminuir o abismo social que as tecnologias antigas criaram. Os androides são dotados de uma poderosa rede neural, que foi desenvolvida por um conjunto de seis máquinas equipadas com a mais avançada inteligência artificial. Hardware e software foram aprimorados durante dez anos até a perfeição, um marco para a engenharia moderna.

Os testes não foram promissores. A série S evoluiu de tal forma que incorporou perfeitamente os humanos, o problema é o fato da humanidade ser fundamentalmente podre. Perversão é algo comum e foi instaurada como sobrevivência durante a adaptação da espécie. Para melhorar seu relacionamento com os humanos, os androides tentaram replicar, sexo é só a ponta do iceberg. Se a morte é o destino final, morrer em êxtase é o sonho.

A série S foi apelidada de Succubus.

 

— Você tem problemas mentais? — pergunto.

— Olha pra você — ele me leva até o espelho e vejo uma figura deplorável. Meu rosto parece o de um esqueleto. Meus olhos são pequenas bolas no meio de uma máscara preta.

— Tenho certeza de que foi um mês muito bom. O dia todo no rala e rola com uma beldade dessas — ele assobia. — O negócio é que ela só ia parar quando teu coração explodisse.

— Isso tudo é tão…

— Com certeza. Foi sorte eu ter te procurado. A série S nunca foi lançada, não faço ideia de como você conseguiu uma.

Eu me jogo na cama com as mãos no rosto.

— E como você sabe de tudo isso?

— Dos meus amigos aposentados da polícia federal.

— Eu a amo — começo a chorar desesperado.

— Não ama não. É algum tipo de conexão neural que ela fez, esse modelo consegue se conectar com o cérebro humano e ativar uma porrada de neurotransmissores que te faz sentir todo tipo de coisa. Parece um pouco com aquela bosta de pílula que você queria que eu tomasse. 

Tento me levantar para confrontá-lo. Minha vontade é de comê-lo no soco. Ao invés disso meu corpo se joga no chão. Roberto me segura.

— Vai com calma, chamei um amigo meu médico, ele vai cuidar de você. Uns dias e você volta ao normal.

— Eu a amo — balbucio.

— É. Por isso disse que tecnologia é uma merda.

 

No resto da vida não encontro graça. Sentado na cadeira, sem porra nenhuma para fazer, assisto a parede vazia. A bosta da lâmpada fluorescente impede das sombras aparecerem. 

Eles me alimentam por um tubo, fui jogado aqui depois que tentei me matar.

Não sei porque se importam, não tenho ninguém. Roberto aparece de vez em quando, mas não falo com ele, jamais vou lhe perdoar. Os enfermeiros vão e vem enquanto fico aqui sentado, sozinho, sonhando com as sombras que costumavam me visitar.

Já não sinto mais nada. Queria ter forças para sonhar com Sabrina.

Será que quando os androides morrem também vão para o céu?

 

23 comentários em “A Garota sem Memória (Tiago Volpato)

  1. M. A. Thompson
    15 de setembro de 2019

    Olá autor(a). Parabéns pelo seu conto.

    TÍTULO:A Garota sem Memória

    GÊNERO:
    [ x ] Ficção Científica
    [ x ] Sabrinesco (erótico)

    RESUMO: Um homem se relaciona sexualmente com um androide com inteligência artificial. Quase morre desnutrido e é salvo pelo amigo que sai em sua busca, o encontra e desliga o autômato.

    ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA: Uma ou duas crases ausentes.

    O QUE ACHEI DA HISTÓRIA:
    Este conto remete ao filme Ela (2014) que pode ter servido como inspiração. A diferença é que no filme a relação é com um sistema operacional e no seu conto é com um androide.
    O nome da série S – Succubus – foi bem sugestivo, pois remete ao demônio que supostamente atazanava os homens na Era Medieval.
    Não ficou muito claro como o androide e o aplicativo faziam conexão com o cérebro. Um implante? Deveria ter tornado isso mais explícito.
    Tem hora que menos é mais, bastaria a história do androide, o tal “pillbot” ficou perdido e sem explicação.
    Achei meio gay o cara cuspindo no rosto do outro. rs rs Eu acho que homem não se comporta assim, então destoou ou revelou a autoria feminina. 😉

    Desejo sorte e torça por mim também. :)m.

    Abçs.

  2. Gustavo Araujo
    14 de setembro de 2019

    Resumo: homem toma uma pillbot e recebe a visita de uma garota sem memória, com quem faz um revival do filme 9 e 1/2 semanas de amor. Todavia, o cara não é o Mickey Rourke e garota não é Kim Basinger. Ele é um velho nas últimas e a menina um robÔ. Tudo não passou de alucinação na cabeça dele, overdose de sexo para ser exato, que tinha tudo para matá-lo. Ele, porém, se apaixonou pela menina/robô e agora não consegue retomar a realidade.

    Impressões: este conto tem uma premissa parecida com tantos outros aqui, que é a fuga da realidade por meio de uma saída científica. Neste caso, vemos o protagonista/narrador render-se a dias e noites de sexo com uma garota, de quem vai se tornando dependente física e mentalmente. Quer-se sentir desejado, enlevado, jovem talvez e por isso afunda-se nessa relação cada vez. Como eu disse, é um mote conhecido, mas isso não quer dizer que tenha sido ruim, já que mesmo um clichê bem trabalhado pode ser interessante.

    Na verdade, poderíamos escrever uma dissertação sobre a importância dos clichês na literatura ou mesmo na vida. Tendemos a enxergá-lo como algo ruim, mas em grande parte das vezes nos oferecem segurança, conforto, colocam-nos nos trilhos, nos dão aquela sensação de familiaridade e identidade, algo que, quando lemos, nos deixa mais próximos dos personagens. Mas, na verdade, estou divagando, rs

    O conto fala de solidão, de inconformismo, da busca pela energia e pelas expectativas nutridas em dias passados. Nesse aspecto, a garota sem memória não deixa de ser um repositório de tudo isso, algo que liga o narrador com esse pretérito perfeito. Não admira querer nele permanecer, ou diante da impossibilidade, face ao resgate de que é vítima, dele sentir falta, algo que se consubstancia na saudade que tem e terá da menina/robô.

    É um conto que me agradou. O estilo é rápido, com frases curtas e, mesmo sem tecer expressamente aforismos filosóficos, deixa sua mensagem nas entrelinhas, cativando aqueles que procuram uma leitura mais instigante.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  3. Adauri Jose Santos Santos
    12 de setembro de 2019

    Resumo: Dois homens conversam num apartamento. O mais velho que é dono do lugar tem saudades do passado e está solitário. Com a saída do amigo, Mauro, o proprietário, resolve passear um pouco e quando volta encontra uma garota em sua porta. Ele é seduzido por ela, mas mesmo com medo de estar fazendo algo errado se entrega aos prazeres que a garota sem memória lhe proporciona. Certo de que aquela garota é a mulher de sua vida Mauro é surpreendido pelo amigo que, sentindo sua falta por um longo tempo, volta e desliga a robô que se passava por humana.
    Considerações: gostei muito da estória, achei-a muito boa, apesar de misturar os dois temas: sabrinesco e ficção. O enredo prende o leitor a partir do momento em que Mauro encontra a garota, e há certo ar de mistério no conto, porém a parte das pessoas jogando futebol parece um pouco desnecessária. A escrita é boa, mas tem alguns erros de revisão. A ideia do “Succubus” foi esplêndida! Referência bem escolhida e bem trabalhada como mola mestra. Parabéns e boa sorte!

  4. Ana Carolina Machado
    12 de setembro de 2019

    Oiiii. Um conto sobre um homem solitário que um dia ver uma garota sem memória e muito bonita na porta da sua casa, que depois se descobre chamar Sabrina(seria uma homenagem aos contos sabrinescos). Ele a leva para dentro e aos poucos uma relação vai se construindo entre eles, desde o começo ele sente desejo mais se controla. Sentimos que tem algo de errado com tudo aquilo e no fim temos a confirmação ao saber que a Sabrina é um tipo de robô, mas não um robô comum, um tipo que mantém relações sexuais com a outra pessoa até literalmente ela morrer, mas mesmo depois de saber disso Mauro continua apaixonado por Sabrina e queria ter força para ao menos sonhar com ela. A relação já tinha tomado conta da sua mente. Achei a narrativa interessante e o final melancolico, pois fica a ideia de que ele perdeu algo que não pode se recuperar, mesmo que fosse algo que não fosse saudável. Pode servir como uma reflexão dos relacionamentos abusivos e tóxicos. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  5. Rafael Penha
    12 de setembro de 2019

    RESUMO: Num futuro próximo, um homem comum com problemas comuns se depara com uma mulher que preenche todo o vazio que sente. Os dois tem uma relação estranha e muito carnal, até que o homem é salvo por um amigo, que afirma que a mulher é um androide e que ele estava prestes a perder a vida por inanição, gralhas a seu novo amor.

    COMENTÁRIOS: O autor parece ter procurado uma amalgama do Sabrinesco com o SCI-FI aqui, sendo que a meu ver, acabou ficando nem um nem outro.
    A história não é original, tem diversos paralelos, ou elementos de outras histórias. Os personagens me pareceram unidimensionais, sem muito carisma. Eu custei para entender quem estava falando o quê. Apesar de tudo, o final da história é interessante e veio bem no momento em que o enredo começou a fisgar, o que me fez sentir a dor do protagonista. Algumas descrições são econômicas, mas oportunas e elegantes. Achei que o amor do protagonista apareceu do nada, poderia desenvolver um pouco mais essa parte. Uma ponta solta realmente me incomodou, que foi “como o androide raro chegou até ele?”. Sendo algo tão importante na história, eu gostaria de saber de onde e por que veio.
    Não encontrei erros gramaticais que me incomodassem. A leitura é um pouco truncada em alguns momentos, mas no geral, consegui ler bem.
    Um bom conto, que apesar de indeciso sobre seu tema, tem uma história interessante à contar.

    Um abraço!

  6. Fabio
    11 de setembro de 2019

    A garota sem memoria
    Resumo: Um homem mais velho e uma garota que não tem memória. Entre um ou outro acontecimento eles se encontram. Ele, aparentemente descrito como uma pessoa madura, parece não resistir aos encantos da moça. Ela, emocionalmente instável, o perturba com seus fetiches e jogos sexuais. Apesar de tentar corresponder, ele sente o peso da idade chegando, algo que parece ficar ainda mais claro quando assiste um jogo de futebol com o amigo e vê jovens promissores. O final me deixa um pouco confuso. Ainda não sei se Sabrina faz parte dos seus devaneios ou se, de fato, ela existiu.

    Comentários: SCI-Fi ou Sabrinesco. Uma mistura dos dois creio eu. Pela descrição final dos fatos, o personagem principal foi, digamos, abduzido por um tipo de programa que não devia circular no mercado. Por causa das suas inconsistências do passado, ele se tornou uma vítima fácil de ser manipulada.

    Pontos fortes: Para mim, a relação desesperada de um homem de mais de 40 que claramente percebe as mudanças ocorridas na sua vida. O desejo de se fixar numa relação com uma mulher jovem é digno do tema Sabrinesco. Afinal, qual homem mais velho que não quer ter uma mulher mais jovem para satisfazer seus desejos ao seu lado.

    Ponto Fraco: Me perdi em algumas partes do diálogo. O final, embora eu veja como algo muito pessoal, teria sido melhor aproveitado se focasse nas fraquezas masculinas.

    Conceito Geral: Texto é bom, envolvente. As cenas se passam facilmente na cabeça se forem lidas com bastante atenção.

  7. Miquéias Dell'Orti
    10 de setembro de 2019

    RESUMO

    Mauro é um homem de meia-idade que vive sozinho entre devaneios com pílulas sexuais e conversas intrépidas com seu amigo, Roberto. Um dia, ele encontra na porta de sua casa uma garota nua envolta em lençóis, seu nome é Sabrina.

    Ao levá-la para dentro de casa, descobre que ela não se lembra de nada. Eles conversam e um laço surge. Após anoitecer, eles acabam por dormir juntos, mas nada acontece. Mauro não se aguenta de excitação e resolve se levantar de madrugada para aliviar seu sofrimento, mas Sabrina acorda, o impede e eles acabam transando.

    Depois de uma experiência muito intensa por parte de Mauro, descobrimos que Sabrina era, na realidade, uma androide que usava vontades sexuais dos humanos para se integrar à sociedade, que Mauro quase foi morto por um tipo de overdose sexual com o robô e que Roberto o salvara a tempo. Mauro não se recupera e enlouquece, passando o resto da vida internado e vendo sombras que não existem.

    MINHAS OPINIÕES

    É um bom sci-fi. Mostrar a vida de um homem decadente e o seu caminho à loucura por uma estrada de sexo sem fim com um androide foi uma boa ideia, sem dúvidas.

    Apesar disso, a execução não funcionou muito bem para mim. Acredito que foi pelo fato da escrita ser no presente, me deixou a impressão de que as coisas aconteciam rápido demais em algumas partes. O tempo no presente indica uma ação pontual, mas as passagens em que o bloco temporal se estende não se encaixaram bem com esse tempo verbal, como nas que você inicia com “O resto do dia…”, ou “Passamos o dia…”. Para mim, ficou estranho 😦

    Mesmo assim, o cerne do conto traz a tona uma discussão muito pertinente, sobre até que ponto sentimentos que possuem uma origem artificial, como o falso prazer das redes sociais (ou o sexo virtual com uma androide, por que não?!) podem influenciar nas nossas vidas.

    Parabéns pelo trabalho!

  8. jetonon
    10 de setembro de 2019

    Um programa de computador cria uma imagem tão real que as pessoas se confundem se comportando como se estivessem vivendo aquilo.
    Foi o que aconteceu com o cara se evidenciando com uma garota que aparece na sua vida, mas que não consegue transar, até que surge uma oportunidade.
    Ao sabe que tudo é virtural…

    Comnetários: Atualmente programas são tão reais que denotam essa realidade. Creio ser isso um grande perigo para a humanidade.

  9. jetonon
    10 de setembro de 2019

    Um programa de computador cria uma imagem tão real que as pessoas se confundem se comportando como se estivessem vivendo aquele momento.
    Foi o que aconteceu com o carta se evidenciando com uma garota que apareceu na sua vida, mas que não consegue transar até que surge uma oportunidade.

  10. Gustavo Aquino Dos Reis
    10 de setembro de 2019

    Resumo “A Garota sem Memória”: o conto se desenrola com o personagem Mauro encontrando abruptamente um androide feminino convenientemente à sua porta. Existe uma atração pelo personagem e ele acaba se apaixonando pela androide. Passa dias, semanas, numa espécie de delírio com ela e acaba sendo encontrado quase a beira da morte por um de seus amigos.

    Considerações: o trabalho mesclou ficção com erotismo (sabrinesco) e deu resultado a uma história que, a meu ver, foi muito direta.

    Tudo é bem rápido e sucinto demais e a androide estar convenientemente à porta de Mauro me fez torcer o nariz um pouco.

    No mais, o conto mostra a segurança de autor e apresenta boas construções de frases. É um conto muito bom, mas que podia ter sido excelente.

  11. Cicero Gilmar lopes
    6 de setembro de 2019

    A Garota sem Memória
    Resumo: Mauro está depressivo, era usuário de programas holográficos, capazes de reproduzir situações e enredos de filmes pornôs. Se utilizava desses serviços virtuais para aplacar sua tesão. Estava viúvo há 20 anos, mas ainda pensava na esposa.
    Roberto era um amigo próximo, outrora um grande “pegador” hoje, corno conformado. Mauro lhe indica as pílulas que toma, as pillbot, Roberto recusa.
    Na volta para casa, Mauro encontra uma sem teto, a moça linda e gostosona lhe pede ajuda e desmaia. Mauro a acolhe em sua casa e só pensa em trepar com ela. Ela acorda e comporta-se como dona da casa, mas não se lembra de nada. Logo, estão transando, uma trepada após a outra. Durante a última transa a moça que se chama Sabrina desfalece. Cai dura.
    Mauro é acordado por Roberto que lhe avisa dos perigos de Sabrina. A moça é um androide da série “S”, também conhecida como Succubus. Descobre pelo amigo que está há um mês transando ininterruptamente; está esgotado, acabado, um esqueleto humano. A programação de Sabrina só a faria parar quando ele estivesse morto. Então, Mauro é resgatado para uma vida vazia sem sombras.

    Considerações: Uma combinação entre ficção científica e o que chamamos aqui de sabrinesco. Não foi fácil resumir a história, os cortes da narrativa exigem uma segunda ou terceira leitura, acho isso positivo. Vislumbrei uma linguagem cinematográfica. Será esse o futuro ou o futuro já está aqui? As depressões, a necessidade de turbinar com pílulas o nosso modo de vida, as interações virtuais…

  12. Jowilton Amaral da Costa
    3 de setembro de 2019

    Conto de Sci-Fi que narra a história de Mauro, um sujeito solitário, viúvo, viciado em pílulas de neurotransmissores que encontra uma jovem mulher misteriosa na porta de seu apartamento e vive com ela um tórrido caso de amor. No final descobrimos que a misteriosa mulher era um androide.

    Gostei do conto. A trama é meio estranha, mas acabei entendendo. Gosto deste tipo de narrativa rápida e bastante coloquial. Achei o estilo bem legal, meio Rubem Fonseca, apesar de ser um conto de ficção científica. Acho que tem um erro de concordância com o verbo fazer no sentido de indicar tempo decorrido que não podia ir para o plural. Se eu estiver errado, me desculpe. Penso que deveria ter expandido mais a história, ter usado mais palavras, ao meu ver ficou bem aquém do limite máximo, isso traria uma maior conexão mais com os personagens, que são densos, Se tivesse trabalhado mais neles, daria uma força maior ao conto, na minha opinião, claro. No todo, eu gostei. Boa sorte no desafio.

  13. Jorge Santos
    2 de setembro de 2019

    Resumo:
    Viúvo encontra andróide feminino à porta de casa e leva-a para o quarto. Têm um relacionamento tórrido que o leva quase até à morte, sendo salvo por Roberto, um amigo que desliga o andróide. O viúvo é internado depois de tentar o suicídio.
    Comentário:
    Embora considere o arco narrativo bem definido, com princípio, desenvolvimento e conclusão com a esperada reviravolta (neste caso, a descoberta de que a mulher é na realidade um andróide), as descrições não chegam a criar a envolvência necessária. Um dos objectivos de um texto literário é transportar o leitor para a pele das personagens, e penso que no caso deste conto essa viagem ficou a meio – o que é pena, porque a história é excelente.

  14. Fernando Cyrino.
    2 de setembro de 2019

    olá, C.C. Uau, que conto forte este que você nos apresenta. Gostei muito da forma e desse enredo que você criou. Parabéns.

  15. Fernanda Caleffi Barbetta
    27 de agosto de 2019

    Gostei do seu conto, criativo e dentro do tema FC. Alguns erros gramaticais, como ” Fazem (faz) mais de vinte anos” me incomodaram, pois o texto é bem escrito.

  16. Vladmir Campos Leão
    20 de agosto de 2019

    RESUMO: Homem viúvo e de vida tediosa encontra uma robô que o leva ao êxtase sexual, mas enquanto isso ele vai perdendo sua saúde física e mental restantes.

    COMENTÁRIOS: O primeiro parágrafo me pareceu sem nexo em relação ao restante do texto por não explicar melhor ou dar pelo menos uma pista de que aquela briga seria também um delírio causado pela android ou não.
    A falta de nexo me pareceu aumentar quando a história pulou para um diálogo entre amigos num outro lugar, em outro momento. Isso, ainda sem ter dado mais informações úteis e substância ao começo do conto. Por isso, este começo me pareceu ser só um parágrafo solto e descartável.

    Falta explicar “quem” está dizendo “o quê” no primeiro diálogo. O que requer uma releitura mais atenciosa pra algo que deveria ser fluído.

    O que seria Pillbot? Uma pílula, ou um app que de alguma maneira libera substâncias relaxantes?

    Depois deste diálogo li dois parágrafos sobre como a vida do protagonista é massante. Isso poderia ter sido condensado em um só por não terem não ajudarem muito a história a ir adiante. O que me lembrou o primeiro parágrafo e sua aparência de ponta solta

    No mais, a história é boa.

  17. Claudinei Novais
    16 de agosto de 2019

    A Garota sem Memória (C.C. Beludo)

    RESUMO: Começa contando a história de dois homens conversando sobre a vida amorosa. Um deles reclama que já teve mais de mil mulheres, mas que agora só tem um, com a qual vive, mas a qual o masturba pensando em outro cara mais novo. O amigo tenta convencer o outro a tomar pílula contra a impotência, mas ele afirma não se tratar apenas de ereção. Certo dia, após voltar de uma caminhada, o protagonista encontra uma mendiga em sua porta e a leva para dentro de casa. A mendiga, na verdade, era um androide sexual, com o objetivo de transar com os humanos até deixá-los exaustos e morrer.

    CONSIDERAÇÕES: Trata-se de uma FC sabrinesca. Bom enredo, gramática ok, mas achei um tanto confusa. As partes da história não pareciam se entrosar muito bem uma na outra, o que deixa a leitura um tanto confusa. De qualquer forma o autor tem uma criatividade interessante.

  18. Luciana Merley
    16 de agosto de 2019

    Um homem numa crise de meia idade e deprimido encontra uma desconhecida na porta de casa e inicia com ela uma relação sexual intensa até descobrir que tratava-se de uma espécie de robô.

    Gramática – Não encontrei erros ortográficos ou de pontuação.

    Pontos fortes – Linguagem fluída e acessível. Uma virada surpreendente no desfecho e a mistura de erótico com ficção científica.

    Pontos a melhorar – Eu achei um pouco desconexa a forma como você apresenta seu conflito. O início é especialmente desconexo. Não encontrei uma relevância desse início para a história. A frase ” A mocinha enfrenta o antagonista” não fez muito sentido, se uma cena de novela ou real. Eu sei que algumas propostas são mesmo de desconexão e isso é válido, mas o início de um conto tem que mostrar a que o conto veio, apresentar a maior parte do conflito a ser desenvolvido e acho que esse início não contribuiu. Talvez se você tivesse iniciado encontrando a moça na porta e depois retornado a alguns eventos teria feito mais sentido. Outra coisa: a forma como ela foi encontrada, um monte de pano? essa parte poderia ter sido melhor desenvolvida pra parecer mais verossímil. Mais uma coisa: quando o amigo encontra o protagonista – pareceu confusa esse distanciamento temporal de 1 mês porque isso não foi apresentado no texto de nenhuma forma.
    Essas foram minhas percepções. Espero ter contribuído um pouco.
    Um abraço

  19. Lucas Cassule
    12 de agosto de 2019

    achei*

  20. Lucas Cassule
    12 de agosto de 2019

    kkkkkk ache engraçada essa simbiose entre humanos e andorids…. No início achei as montagens das cenas pouco improvisadas e confusas, lá mais para o final ficou mais claro.

    Parabéns pela ideia

  21. Evelyn Postali
    8 de agosto de 2019

    Caro(a) escritor(a)…
    Resumo: Um homem envolve-se com um androide desconhecendo o perigo por ser este um androide fora de linha ou com defeito.
    É um bom conto. Bem escrito, com palavras bem usadas, e não vi erros na construção. Conto linear. Começo, meio e fim.
    Conto de leitura cansativa. Arrastei-me na leitura. Talvez porque ele é linear, ou talvez porque os diálogos não cativaram, ou ainda porque está no presente e é em primeira pessoa. Não sei o que me faz sentir esse descontentamento. Reli algumas partes, mas a sensação de que falta algo ainda é presente. Um conflito, talvez, ou, quem sabe mudar a ação da androide. Mas é um bom conto.
    Boa sorte no desafio.

  22. Luis Guilherme Banzi Florido
    7 de agosto de 2019

    Boa tarde, amigo. Tudo bem?

    Conto número 6 (estou lendo em ordem de postagem)
    Pra começar, devo dizer que não sei ainda quais contos devo ler, mas como quer ler todos, dessa vez, vou comentar todos do mesmo modo, como se fossem do meu grupo de leitura.

    Vamos lá:

    Resumo: homem velho encontra uma “beldade” na porta de sua casa, em trapos. Leva pra dentro e, aos poucos, começam um caso. No fim, é acordado pelo amigo, que revela que ele foi “seduzido” por uma succubus, apelido que foi dado a um modelo de robôs que tenta matar humanos levando-os ao prazer máximo.

    Comentário:

    Gostei! Pra começar, eu adoro esse tipo de tema! Adoro robôs, e essa ideia de robôs sexuais me agrada muito (no sentido literário, claro hahahahah). Na verdade, minha primeira tentativa pra esse desafio foi justamente isso. Um mundo em que robôs sexuais proliferam, e tal. Mas vamos voltar ao seu conto hehehe.

    O começo do conto é um pouco confuso e eu tava achando chato, pra ser sincero. Porém, à partir do surgimento da Sabrina, tudo ficou muito mais interessante. É criado um certo mistério em torno da garota, que conduz a atenção do conto até o final. Aliás, achei super rápida a leitura, foi gostoso ler.

    No fundo, eu já desconfiava de algo do tipo. Só não sabia se ele tava chapado daqueles remédios estranhos, ou se se tratava de um tipo de robô ou algo do tipo. Como é desafio FC, os robôs sempre surgem na minha cabeça, então não é culpa sua que eu tenha desconfiado.

    Além disso, o que me dez achar que tinha algo estranho é um velho acabar conquistando assim, do nada, uma mulher muito mais nova e bonita, sem mais nem menos. Por aí, já imaginei que ela fosse algo de mentira.

    Enfim. O desfecho é muito bom. Gostei do conceito de Succubus, que se inspira na lenda. Levar isso pra robótica foi uma ideia interessante. O robô foi programado pra levar ao prazer máximo, e o raciocínio acabou sendo distorcido, e foi criada a lógica nos robôs de que nada causaria mais prazer aos humanos que morrer em êxtase. Adorei isso! Bem original.

    O desfecho é triste, mas totalmente convincente. O cara fica todo bobão e apaixonado, e a vida perde sentido quando ele perde a “amada”. Ele preferia ter morrido em paixão, que viver o resto da vida na realidade. Interessante.

    Parabéns e boa sorte!

  23. Emanuel Maurin
    4 de agosto de 2019

    Bom dia!

    O começo não ficou claro a mim, “Todo ódio esconde uma vontade de trepar.”, daqui em diante comecei a entender o diálogo entre um homem que deixou de ser o macho Alfa e que a esposa se masturbava pensando em alguém mais comedor que ele. Passou o resto do dia penando na vida.
    (“Suspiro e vou cozinhar um ovo. O sol brilha em uma tarde agradável. Resolvo sair para comer, é um crime ficar em casa num dia tão bonito. Um pão de queijo de vez em quando não mata ninguém.”, não gostei desta reflexão e como você sabia que o sol brilhava sem sair de casa?) Na volta para casa encontra um monte de pano na porta, era uma mulher, uma beldade e a leva para cama. Depois ela o chama de velho tarado. Ela não se lembra de nada, mas passaram o dia interagindo. Agora sim entendi o início e achei boa a sacada. Foi uma serie inventada para interagir com humanos.

    Gostei, fui cativado pela trama, teve um trechinho ou outro que deixou a desejar, mas sua criatividade supera os aspectos negativos apontados por minha opinião pessoal. Não encontrei erros e a leitura flui bem após o primeiro parágrafo. O título é maravilhoso, combina com a trama.

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Informação

Publicado às 1 de agosto de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 3, R3 - Série C e marcado .