EntreContos

Detox Literário.

Uma jornada de herói (André Brizola)

Atravessar o batente e atingir o concreto da calçada foi significativo. Havia mais naqueles poucos passos do que em todos da semana anterior. Letícia olhou por sobre o ombro e viu a porta do prédio se fechando rapidamente, impulsionada pela mola aérea, o rangido denunciando a idade do conjunto. A madeira bateu com um solavanco barulhento; os moradores do primeiro andar já haviam reclamado do problema. Guardou a lembrança para mais tarde. Resolveria aquilo hoje também.

Mas outra coisa exigia a prioridade. Viu que se sentia forte. Confiante. Sentia também que aquele seria o dia do confronto final. As últimas semanas denunciavam o que estava por vir, claro. De hoje não passaria. Já ansiava por sua recompensa e o caminho de volta. Antes, no entanto, a provação suprema.

Enquanto caminhava repassava os pensamentos daquela manhã, na varanda, enquanto fitava o uniforme pendurado no varal, quase seco. A analogia com a jornada do herói era apropriada. Não se sentia uma heroína, entretanto. Fazia o que fazia apenas porque alguém precisava fazê-lo. E poucos se dispunham a fazê-lo. As vezes era tudo muito simples, mas quantas vezes não voltou para casa com sangue nas roupas. E, agora, com o uniforme seco, reparava nas pequenas manchas de sangue. Irremovíveis, aparentemente. Mas não pensava em substituir a vestimenta. Via aquelas pequenas marcas marrons como cicatrizes. Não tinha nenhuma verdadeira, então aquelas vinham a calhar. Sentia-se vitoriosa e experiente.

A caminhada era regular, conhecia cada passo daqueles que a levariam ao seu destino. O sol aparecia de vez em quando, enquanto no horizonte as nuvens já se reuniam num conglomerado acinzentado. A chuva não atrapalharia, claro. Mas o tempo feio daria forças a quem não devia, enquanto ela ficaria mais satisfeita se o sol estivesse atravessando todas as janelas durante seu embate.

Um pequeno lance de escadas a levou até o portal automático e, quando as folhas de vidro se afastaram, Letícia se viu diante do guardião, um homem grande, armado, responsável por toda aquela área.

– Bom dia, Letícia! – disse sorrindo o segurança do hospital.

– Bom dia, Jorge! Como vai a Sabrina, melhorou?

– Graças ao bom Deus. Três dias de tosse e febre, onde já se viu? Passa o inverno inteiro numa boa, mas é só o clima começar a esquentar que ela adoece. Aí quem é que cuida da filharada?

– Você prometeu cuidar dela e da família, não prometeu?

– É, prometi mesmo. Tem até em vídeo isso aí. Tá pronta pra hoje?

– Mais ou menos…

– Não fica assim não. Hoje vai ser melhor. Aqui, o seu crachá.

Letícia pegou a plaqueta plástica e a prendeu no uniforme. A palavra VISITANTE bem destacada acima do logotipo do hospital.

– Valeu, Jorge!

– Pega eles, Lê!

 

O trabalho voluntário no hospital tinha diversos significados. Para os pacientes adultos ela era a mocinha do café da tarde, ou a moça da biblioteca itinerante. Para as crianças era ela a palhaça Amora, na maior parte das vezes. Também poderia ser a Princesa Safira. Para enfermeiros e médicos era uma espécie de oásis, pois sabiam que quando Letícia estava presente não teriam que travar a parte social de seu serviço com tanto afinco. Não que não gostassem do trato com os pacientes, mas ali, na ala dos terminais, se apegar a uma pessoa era sinônimo de depressão e tristeza. E Letícia era uma esponja de depressão e tristeza. Absorvia ambas e as levava embora, escondendo esse lixo tóxico em algum lugar fora dali.

Passava pelo corredor distribuindo alguns sorrisos e recebendo outros em resposta. Seus olhos verdes acenavam bom dia de forma genuína, e a forma como andava exalava confiança. Os funcionários do hospital agradeciam internamente.

Diante do quarto 303 Letícia pegou suas anotações e releu a página preenchida na última semana. Vestiu um sorriso arrebatador, girou a maçaneta e entrou cantarolando.

– Nossa, Letícia, que felicidade é essa? Tá apaixonada, não é? Tá sim.

Na cama dona Lúcia tricotava algo verde. A presença de Letícia fez com que diversas rugas aparecessem naquele rosto. Um misto de riso e galhofa faziam seus olhos ficarem apertados, quase orientais.

– Que nada, dona Lúcia. Ainda não encontrei meu príncipe. Acho que ele não tá me procurando – respondeu Letícia, sorrindo, posicionando a cadeira ao lado da cama. – Mas já encontrei alguns sapos! Tenho que te contar sobre um rapaz que conheci sábado!

– Conta já, menina!

Dona Lúcia se divertia com aquelas histórias. E Letícia tratava de narrar cada um de seus entreveros românticos, mesmo que muitos deles fossem aumentados absurdamente. Uma pequena parte de sua consciência ficava emburrada pelas distorções da verdade, mas sabia que não estava causando mal algum. Pelo contrário, via a mulher acamada ávida por aquelas narrações descabidas, então aproveitava e injetava altas doses de emoção.

Naquela meia hora as duas compartilharam conversas e sorrisos, mas ao despedir-se, a garota notou que o sorriso na boca da enferma não era refletido no olhar. Por isso juntou aquilo que escondia atrás dos olhos e “empurrou”. Piscou para Dona Lúcia e viu que havia conseguido. Os olhos da mulher brilhavam novamente.

– Até a próxima semana, dona Lúcia!

– Até, menina!

 

Não sabia precisar quando descobriu que conseguia “empurrar” as pessoas. Não lembrava de ter utilizado a habilidade quando criança. E decerto não a utilizou durante a adolescência, pois teria passado muito mais fácil por aqueles anos. Mas depois de um tempo, começou a reparar que quando queria muito, muito mesmo, conseguia despertar nas pessoas exatamente a reação que desejava. Quase como se realmente empurrasse as emoções de quem quer que estivesse sob seu poder.

Não pensava muito no assunto, pois de certo modo aquilo a assustava. Mas, com o tempo, viu que poderia fazer algo realmente útil com o seu poder. E foi quando o hospital entrou em sua vida.

 

– Ok, quarto 307, estão todos prontos pra mim aí dentro? – disse numa voz grossa pela fresta da porta.

– Eu já comecei e você já está perdendo! – respondeu uma voz vacilante, mas empolgada.

Letícia correu para dentro do quarto e sentou na cama, pegando o joystick que a aguardava.

– Isso é injusto!

O garoto riu, mas nem olhou para o lado. O videogame piscava conforme os bonecos se moviam numa velocidade estonteante na televisão.

Mateus era um caso delicado, Letícia sabia. Não tinha dez anos, e não chegaria aos 15, muito provavelmente. Sua família conseguia bancar o melhor para o tratamento, mas não conseguia estar presente para ver se ele havia ou não melhorado. Se por opção ou não, os pais raramente iam ao hospital.

– Ganhei!

– Você fica treinando a semana toda pra ganhar de mim, espertinho.

Mateus de fato treinava a semana toda para ganhar de Letícia. Mesmo com suas mãos tremendo e a falta de coordenação motora imposta pela doença. Sua determinação estava se tornando impressionante. Um trabalho em progresso, como a garota costumava pensar. Cada semana um empurrão maior. Um esforço que vinha se mostrando cada vez mais dispendioso. E cada vez mais recompensador. Nem precisava fingir suas derrotas. Ele realmente ganhava.

– Quando eu poderei escolher o jogo?

O garoto só olhava de lado com um sorriso, e apertava o start novamente.

 

O dia estava terminando e Letícia sabia que não podia adiar mais. E não queria adiar. Mas no começo se sentia com muito mais confiança do que agora. Não fugiria, mas a sensação de realidade lhe dava alguns arrepios. Boca seca. O quarto 315 era o próximo.

Saíra chorando de lá na última semana. Era treinada, sabia como se comportar em diversos tipos de situação, mesmo adversas. Mas fora vencida, reduzida a uma pobre garotinha por palavras cruéis e um comportamento rude. Uma devastação, mas uma derrota em uma batalha.

Agora iria para a guerra.

 

Três batidas na porta para avisar que estava lá. Entrou sorrindo por fora, e travou o primeiro combate quando os olhos se cruzaram. Ela baixou o olhar e se repreendeu mentalmente. O round um foi dele.

– O que eu te fiz, Deus? Já não basta essa condição horrorosa do meu corpo, ainda tenho que aguentar essa garota insuportável?

– Boa tarde, Seu Neves. Como está essa semana?

– Menina, eu pareço estar bem? Você é idiota? Está vendo esses tubos aqui? Sabem onde enfiaram esses tubos aqui? Não tem outro moribundo para infernizar?

– Seu Neves, eu já infernizei todo mundo hoje. Deixei o senhor por último.

Letícia mantinha a voz num tom agradável. Sabia que se falasse mais baixo ele reclamaria. E se falasse mais alto ele reclamaria. Se não falasse nada ele reclamaria.

– E você vai ficar aí falando e me atrapalhando, não é? Você não tem família? Não tem namorado? Você é estúpida demais para ter um namorado.

A garota já conhecia a rotina. Ele a ofenderia gratuitamente enquanto ela arrumava o quarto delicadamente. Fechou as persianas, pois a luz o incomodava. Colocou a garrafa de água bem próximo à mão direita, livre do caninho do soro, para que ele não sentisse dor quando com sede. Trocou o cobertor caído no chão por um limpo tirado do armário. E, enquanto fazia tudo isso, ouvia, paciente, pensando como uma pessoa poderia ser tão ingrata com alguém que estava ali apenas para tentar fazer o bem.

Mas depois pensava que todos os tipos de pessoa ficam velhas. Boas e más. Seu Neves era um idoso de seus setenta anos, com fisionomia à Walter Matthau. Parecia com aquele seu vizinho simpático, mas que na verdade tinha um histórico de violência, crimes e, pelo que entendia, nenhuma regeneração. Era uma pessoa ruim.

– Hoje vai ser rápido, Seu Neves. Só preciso saber como o senhor está desde… Desde a última semana. Vou anotar em meu caderno e seguir adiante com a minha vida, e o senhor com a sua.

– Menina, você obviamente não tem vida. Vir aqui me importunar deve ser o auge do seu dia. Mas, admito, se eu te fizer chorar de novo vou declarar feriado no hospital.

O sorriso que se seguiu foi feio. Cruel. Letícia tentou não pensar na semana anterior e reuniu forças. O lábio inferior tremia um pouco. Por isso o mordeu, soltou o rabo de cavalo e sentou na cadeira de frente para a cama. O cabelo castanho caía liso pelos ombros numa aparência que, ela sabia, lhe concedia uns cinco anos de idade a mais.

Seu Neves sempre pareceu ser imune aos seus empurrões. Nunca havia conseguido com ele o que fazia com Dona Lúcia, Matheus, e todos os outros pacientes. Já havia tentado em várias oportunidades e nunca conseguira. Hoje, entretanto, ela não pretendia tentar novamente. Queria jogar totalmente limpo.

– Seu Neves, eu realmente gosto muito de vir ver o senhor.

– Não é possível, o que foi que eu fiz…

– O senhor representa um desafio. É uma pessoa difícil, mas eu sei que toda esse comportamento é uma máscara. O senhor a veste para tentar ignorar a realidade aqui do hospital.

– Menina, se você por acaso acha que me entende…

– Eu não entendo, não. Realmente não entendo. Mas eu gosto. Não do senhor. Gosto de vir aqui, ver como o senhor está. Vivo ainda. E bem, pois é capaz de brigar comigo sem se cansar. Já me adianto. Semana que vem estarei aqui novamente!

– Deixa de ser…

– Não, Seu Neves. Hoje eu vou sair daqui sabendo que fiz bem pro senhor. Agora o senhor sabe que tem alguém que gosta de vir aqui. Tenho certeza de que essa próxima semana vai ser muito boa. E, quando eu entrar por aquela porta ali novamente, os xingamentos estarão todos aí. Mas eu sei que eles já significarão outra coisa.

O idoso levantou as sobrancelhas brancas e não respondeu. Letícia juntou seu caderno, levantou e foi até a porta, se preparando para sair.

– E na próxima semana o senhor pode se preparar, faremos palavras-cruzadas.

Disse isso e piscou um olho. Imediatamente a garrafa de água tombou de lado, como se tivesse sido “empurrada”, molhando Seu Neves e o colchão do leito.

Letícia arregalou os olhos sorrindo. “Isso é novo!”, pensou.

– Mas que mer…

Ela deixou o quarto sem ouvir o restante do praguejar e foi para casa. Havia tido seu confronto e recebido sua recompensa. As nuvens cinzas haviam se dissipado e o sol se encaminhava para o horizonte. Aquela jornada estava completa.

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92 comentários em “Uma jornada de herói (André Brizola)

  1. Bia Machado
    1 de janeiro de 2018

    Quem dera eu errasse assim rs! Mas ok, valeu.

  2. Hércules Barbosa
    30 de dezembro de 2017

    Saudações

    O conto apresentado é interessante pelo aspecto de tornar mais palpável a humanização dos superpoderes em especial um: O de fazer o bem, ideia bem construída e original, ambientada em um hospital onde, pelo que entendi, o poder se manifestou, em especial nessa relação com seu Neves, que desperta em quem lê o texto-ao menos em mim despertou-nostalgia.

    Parabéns pelo trabalho e sucesso

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Hércules!

      Valeu pela leitura e pelos comentários gentis. Letícia realmente tem poderes, mas se viu às voltas com um poder novo em seu embate final com Seu Neves. Fico feliz de ter conseguido construir uma personagem palpável!
      Feliz 2018!

  3. Pedro Luna
    30 de dezembro de 2017

    Bom conto. Confesso que não achei muito adequado ao tema. Na verdade já sabia que iam ter muitos contos com essa pegada do ‘superpoder real’, é tentador demais para não ser usado. No fim ainda surge um vislumbre de outro poder, mas achei meio malandragem do autor, para encaixar. kk. Achei o texto bem construído e apesar da protagonista bem definida, o meu personagem preferido foi mesmo o velho rabugento. Ficou perfeito..kk, parecido com um que conheço. A técnica é ótima, bons personagens, trama boa. Para não dizer que foi tudo maravilhoso, eu daria uma pequena limada nos 3 primeiros parágrafos, talvez os fundindo. O que acontece ali realmente não impacta em quase nada o resto do conto, principalmente o primeiro (pelo menos na minha opinião, não sei se o autor teve outra intenção aí).

    • Pedro Luna
      30 de dezembro de 2017

      ps. imagem show, passa uma coisa boa

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Pedro!

      Valeu pela leitura e pelos comentários gentis. Deixei sutil demais a apresentação do superpoder. Queria que o leitor ficasse entre o entendimento de um poder real e de uma metáfora. Mas ficou sutil demais, rs. Já a ideia dos primeiros parágrafos era traçar o paralelo com a jornada do herói. Mas reescrevi esse início várias vezes sem chegar ao resultado ideal. Acabei deixando dessa maneira, mais enxuta que a versão original!
      Feliz 2018!

  4. Higor Benízio
    30 de dezembro de 2017

    Bom trabalho, acho que de fato, todos que prestam algum serviço comunitário possuem alguma espécie de super poder, e o conto explora bem isso sem apelar, o que é um mérito. Deixo como dica o filme “Antes de partir” , com Freeman e Ni cholson, acho que o auto(a) vai gostar.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Higor!

      Valeu pela leitura e pelos comentários gentis. Para este conto, especificamente, tentei sair de meu lugar comum e encarar algo mais cotidiano e real, embora com um componente “sobrenatural”, que é o poder de Letícia (de fato não metafórico). Fico feliz de ter alcançado uma parte de meu intento em construir essa estória sem apelar!
      Feliz 2018!

  5. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    29. Uma jornada de herói (Ashley Campbell):
    Letícia é uma personagem plana, apesar de contar com o poder da manipulação dos sentimentos. A PREMISSA do conto extravasa positividade, com o trabalho voluntário dela – uma espécie de Patch Adams. Mas, a meu ver, o maior superpoder é um poder relativamente humano, comum, que existe em muita gente que trabalha com o voluntariado – a abnegação. Isso não invalida a história, pelo contrário – enaltece esses super-heróis da vida comum. A TÉCNICA, apesar de simples, sem rebuscamento, cumpre bem o objetivo da história. Em matéria de APERFEIÇOAMENTO, acho que a relação dela com seu Neves deveria evoluir – a meu ver, ficou no mesmo patamar anterior, em que ele resiste e ela tenta quebrar a resistência.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Daniel!

      Valeu pela leitura e pelos comentários gentis. Aperfeiçoar a relação de Letícia com Seu Neves foi a parte que, acima de tudo, me faltou. O texto chegou a ser maior, mas não consegui me afastar do estereótipo de vilão caricato, motivo pelo qual reduzi o final. A ideia era que Seu Neves tivesse algo desse estereótipo, mas que não ficasse exagerado. Enfim, concordo plenamente com sua visão!
      Feliz 2018!

  6. Felipe Rodrigues
    29 de dezembro de 2017

    É mais uma ideia de superpoder metafórico, o poder que as pessoas tem de serem solidárias ao próximo sem nenhum motivo aparente, simplesmente o da satisfação pessoal em ter sido útil para alguém. Embora eu ache que o texto precise de mais desenvolvimento no que se refere à protagonista e uma imersão maior no universo dos pacientes, achei que o texto cumpre bem a sua promessa ao fazer um paralelo com a jornada do herói.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Felipe!

      Valeu pela leitura e pelos comentários gentis. De fato acabei por deixar sutil demais a apresentação do superpoder. Queria que o leitor ficasse entre o entendimento de um poder real e de uma metáfora, até a cena da garrafa. Mas percebi que foi um erro em se tratando de um desafio cujo tema é exatamente o superpoder.
      Feliz 2018!

  7. Edinaldo Garcia
    29 de dezembro de 2017

    Uma jornada de herói (Ashley Campbell)

    Trama: Mulher faz visitas constantes ao hospital com intenção de dar um raio de alegria para quem está próximo a ir desta para o além.

    Impressões: É um texto simples, um enredo sem altos e baixos, reto e constante, como uma linha de alguém que morreu sendo marcada por um monitor cardíaco. O texto tem momentos bonitinhos e a personagem tem seu carisma. É verdadeiramente uma jornada de herói. Desprender daquilo que lhe é mais precioso (o tempo) para ajudar os outros sem interesses mesquinhos, e o sorriso lhe é o maior pagamento.

    Linguagem e escrita: É boa. Objetiva e fluida. Há pelo menos dois errinhos de digitação que nem vou citá-los para não ser fresco. resrs

    Veredito: Um conto que ao terminar, certamente estaremos um pouquinho com o coração mais leve e, embora não tenha nada de muito dramático, nos faz refletir sobre o que podemos fazer para ajudar os outros. Como o garotinho que raras as vezes recebe visitas da própria família.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Edinaldo!

      Valeu pela leitura e pelos comentários gentis. A intenção era conseguir um texto simples, para que o foco recaísse totalmente na personagem principal e suas interações com os coadjuvantes. Fico feliz de ter conseguido parte desse intento!
      Feliz 2018!

  8. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá, Ashley. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    O seu conto dividiu-me um pouco ao longo de toda a leitura. A protagonista foi introduzida como uma super heroína e só começou a humanizar-se por assim dizer, ao chegar ao hospital. A partir daí torna-se humana, no que de melhor o ser humano tem, é certo, mas apenas humana. Senti-me frustrada com isso, dado o início que prometia algo diferente. Por outro lado, procurava o superpoder o tempo todo e só encontrava profunda empatia. Resumindo: a única razão porque gostei menos deste conto foi a adequação ao tema que, em lugar de ir aumentando ao longo da leitura, ia ficando cada vez mais distante. Isso dificultou-me a sua plena aceitação. E mais: você teve o mérito de me fazer pensar “preferia ter lido este conto noutro contexto”. Pode parecer uma observação negativa, mas não é, pelo contrário, pois muitos contos eu preferiria era nem ler. E o seu, lamentei ter lido num contexto mental inadequado. Então, penso que, apesar de aparentemente se adequar ao tema, não se adequa. Até a garrafa “empurrada” no final, pode ter sido coincidência e já não teve força para anular o efeito anterior. Notei algumas palavras repetidas e muito próximas, tirando isso, nada que mereça a pena apontar. Repito, gostei do seu conto e da sua escrita, gostei da história, gostei da protagonista e dos personagens, até o segurança. Gostei de tudo menos do contexto em que o li e em que começa por se prometer, criou-me expectativas muito diferentes do que se revelou. Tudo isto não o impede de estar no meu pequeno pelotão de favoritos. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Ana!

      Valeu pela leitura e pelos comentários gentis. De fato acabei por deixar sutil demais a apresentação do superpoder de Letícia. Queria que o leitor transitasse entre o entendimento de um poder real e de uma metáfora, até que a cena da garrafa acontecesse. Mas percebi que foi um erro em se tratando de um desafio cujo tema é exatamente o superpoder. Mas, quando entendi isso, o conto já estava publicado.
      Mas fico feliz de ter conseguido entrar no pelotão de favoritos! É uma conquista enorme pra mim!
      Feliz 2018!

  9. Marco Aurélio Saraiva
    29 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    No início achei que não haveria poder algum, mas você o introduz à história inesperadamente e de forma um tanto natural, como se fosse a coisa mais natural do mundo que Letícia soubesse projetar as emoções que desejava nas pessoas. Isso me fez sorrir. Gostei do poder dela. Ela não luta contra vilões, não veste uma máscara ou voa pelos céus. Letícia usa o seu poder para lutar contra o mal – o mal natural da nossa vida; o acaso. Ela veste um uniforme simples de VISITANTE, e sofre calada para que outros possam sorrir por algum tempo.

    É um texto bem legal de ler. Leve e gostoso. Mal notei quando chegou no fim. Não há um clímax espalhafatoso, ou uma grande revelação. Há apenas Letícia e a sua luta diária, com todos os seus obstáculos. É claro que o senhor Neves representa um obstáculo maior, que ela sobrepuja no final.

    É impossível não ser contagiado pela leveza de espírito de Letícia. É claro que há quem vá dizer que o seu conto carece de conflito – e eu realmente acho que carece, já que Seu Neves não foi um obstáculo tão grandioso assim – mas eu curti a leitura. O conflito, para mim, é o conto inteiro: o dia-a-dia de alguém que, com o poder que tinha, poderia estar tentando ganhar dinheiro de alguma forma mas que resolveu, ao invés disso, trabalhar de graça em prol de pessoas carentes.

    =====TÉCNICA=====

    Sua escrita é primorosa. Muitíssimo boa, com uma fluidez incrível. Você mistura frases diretas e simples com um linguajar rebuscado e descrições bem trabalhadas. Ficou claro para mim que você sabe o que está fazendo – os caminhos da escrita são bem conhecidos por você.

    PS: Excelente título !

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Marco!

      Valeu pela leitura e pelos comentários gentis. Eu tinha uma versão com um fim levemente maior, com um conflito amplificado entre Seu Neves e Letícia. mas não gostei do resultado porque o idoso acaba caindo numa versão estereotipada demais, e eu só consegui resolver isso parcialmente cortando algumas coisas. No final a cena não ficou como eu queria, mas ficou melhor do que estava inicialmente, rs. E valeu pelo elogio ao título, fiquei muito satisfeito com ele!
      Feliz 2018!

  10. Bia Machado
    29 de dezembro de 2017

    – Enredo: 1/1 – O que dizer? Por um tempo fui deixando esse conto de lado, por pensar que era o que o título anunciava, algo a la Campbell etc., mas que grata surpresa! Esse é um conto que deixa a gente feliz por ler, por mais que trate de um tema tão espinhoso como esse, realmente essas pessoas que tratam de pacientes com câncer (principalmente esses), como são heróis! E entre essas pessoas há gente como Letícia, que “empurra” os que necessitam de um fôlego a mais. Parabéns.
    – Ritmo: 1/1 – Lido de uma vez, de forma tranquila e sem me emocionar como geralmente acontece, mas não é porque o conto não funciona, pelo contrário. Como se sentir triste com essa injeção de ânimo que o conto nos dá, de que por mais que a jornada seja difícil, há um herói salvando outro? Agora acho que a piegas fui eu, mas é exatamente o que penso, que nesse momento alguém que sofre de câncer tem um herói cuidando dele. E isso me conforta, de certa forma. Esse ano perdi um sobrinho de 15 anos para o câncer, depois de muita luta e com certeza ele foi herói e teve seus heróis que batalharam por ele.
    – Personagens: 1/1 – Amei essas pessoas. Se essa história fosse um livro, eu o leria inteirinho, pela vontade de estar próxima de pessoas como Letícia e seus pacientes.
    – Emoção: 1/1 – Nem preciso dizer o quanto gostei.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Totalmente adequado.
    – Gramática: 0,5/0,5 – Algumas coisas a rever, mas que não me incomodaram nem um pouco.

    Dicas: Crie outras jornadas para Letícia, por favor.

    Frase destaque: “E Letícia era uma esponja de depressão e tristeza. Absorvia ambas e as levava embora, escondendo esse lixo tóxico em algum lugar fora dali.”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Bia!

      Valeu pela leitura e pelos comentários gentis. Fico feliz que tenha gostado do conto. mas não sei se revisitarei a jornada de Letícia. Não fiquei muito satisfeito com o conto como ficou. Por outro lado, as pessoas parecem ter gostado, rs. Então não quero ir adiante e lembrar dela como foi concebida, um erro que acabou acertando, rs
      Feliz 2018!

  11. Fabio Baptista
    28 de dezembro de 2017

    Gostei bastante desse conto.

    O início (e também o título) leva a crer que vamos presenciar algum tipo de embate épico e tal, do tipo com explosões, tiros e pedaços de prédios e de carros e de gente voando por todos os lados. Bom eu pelo menos pensei isso kkkkkkk. Na verdade, me veio a imagem da Trinity invadindo os prédios da Matrix e os decorrentes tiroteios que isso desencadeava.

    Enfim… belo truque. Era um embate épico, realmente, mas não desses. Foi algo psicológico ali, algo bem real. A amargura do senhor me soou um pouco gratuita no começo, talvez isso pudesse ser melhor trabalhado, mas quando Letícia abre o jogo isso é superado e o conto brilha. Sem nenhum superpoder envolvido…

    Sim, há superpoder na história, mas ele é secundário (considero adequado ao tema mesmo assim, só pra deixar claro). Sinceramente, não entendi muito bem como funcionavam os “empurrões”, mas tudo bem. Até chegar ao ótimo final, o conto foi muito bem conduzido, com linguagem leve e técnica apurada.

    Abraço!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Fábio!

      Valeu pela leitura e pelos comentários gentis. Realmente o começo foi um truque, mas não queria me desvir demais do assunto principal. E, admito, o poder ficou realmente em segundo plano. Eu deveria ter dado mais atenção a isso, ainda mais num desafio cujo tema era exatamente o superpoder. Mas, enfim, quando me toquei o conto já havia sido enviado, rs
      Feliz 2018!

  12. Ana Carolina Machado
    27 de dezembro de 2017

    Oiii. Achei muito bom. A Letícia(cujo nome quer dizer alegria) era uma verdadeira heroína, pois ela doava um pouco do tempo dela para levar alegria as pessoas doentes. Achei muito bonita a interação dela com os pacientes,doando para cada um o que eles mais precisavam: atenção ao menino Matheus que parecia meio abandonado pela família e afeto a Dona Lúcia por meio das conversas para a entreter. Gostei principalmente da interação dele com o Sr. Neves, porque apesar do jeito grosseiro e hostil dele ele era quem mais precisava dela. Quem mais precisava de paciência. Acho que o jeito dele podia ser uma defesa contra o sofrimento, cada pessoa age de uma forma a dor e ele agia daquele jeito dele. Mas talvez a moça mude isso com o tempo. A jornada da Letícia ao não desistir dele foi uma verdadeira jornada heroica. Parabéns. Boa sorte!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Ana!

      Muito obrigado pela leitura e pelos comentários gentis! Normalmente não batizo personagens secundários, mas achei que o foco do conto devia ser nos personagens, já que o enredo não ofereceria muita coisa. Fico feliz de que a caracterização tenha funcionado!
      Feliz 2018!

  13. Fernando Cyrino.
    27 de dezembro de 2017

    Quantas vezes fico buscando superpoderes em seus aspectos mais extraordinários, tais como capacidade de voar, velocidade, transmutar-se… e o que sinto é que me engano de foco. Há superpoderes imensos, sublimes, em pessoas que se entregam aos próximos de forma abnegada e livre. A heroína que você me apresenta, a Letícia (nome que muito a calhar tem o significado de alegria, de quem transmite felicidade) é uma dessas superpoderosas. Gostei demais do conto, gostei da forma como ela saiu de casa e foi para o hospital no dia da guerra. Gostei do embate final com o Neves (o nome dele é um lindo achado. Neves, o homem de gelo, frio e inóspito). Ashley, quanto ao texto em sim, muito legal. Apenas poucos pequenos detalhes que uma revisão logo irá sanar. Parabéns.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Fernando!

      Muito obrigado pela leitura e pelos comentários gentis! Legal que tenha notado a simbologia contida tanto em Letícia quanto em Seu Neves (foi difícil de chegar a
      esse nome!). Faz o trabalho que temos com o detalhamento ser válido!
      Feliz 2018!

  14. Andre Brizola
    26 de dezembro de 2017

    Salve, Ashley!

    O conto é recheado de boas intenções e otimismo. Personagens que poderiam ser utilizados para focar de forma intensa no drama são, na verdade, boas representações de pontos de vistas alegres e esperançosos. Há uma sutileza saudável no que diz respeito às doenças, deixando para a imaginação as condições dos personagens de apoio.
    Entretanto, há muita sutileza também no que diz respeito ao superpoder de Letícia. Ele poderia ser descrito com um pouco mais de detalhamento para que não surgisse nenhum tipo de dúvida sobre o que ela está de fato fazendo. Ela realmente tem o poder de conduzir as emoções das pessoas ou é apenas uma pessoa muito empática e carismática? A cena com a garrafa caindo resultado de um de seus empurrões acaba contribuindo a favor, mostrando que há realmente algum poder ali. Mas ficou tudo muito sutil.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  15. Juliana Calafange
    26 de dezembro de 2017

    Os primeiros quatro parágrafos me pareceram confusos e cansativos. A partir do quinto, quando Letícia entra no hospital, o conto me ganhou. Podia ter começado dali.
    É um tema muito relevante.eu mesma conheço pessoas que fazem esse lindo trabalho solidário com doentes terminais. Sempre achei que é mesmo preciso ter superpoderes para encarar essa barra. A personagem Letícia é construída assim, com a coragem e a determinação necessárias para realizar essa missão.
    Muito bem escrita a cena dela com o Seu Neves. O final é muito bom, fugiu do óbvio e da pieguice que o tema poderia sugerir. Parabéns!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Juliana!

      Muito obrigado pela leitura e pelos comentários gentis! Os primeiros parágrafos, admito, foram reescritos algumas vezes. Não consegui ficar totalmente satisfeito com nenhuma versão e eram razoavelmente necessários para o tipo de introdução que eu queria para a personagem. Mas eu agradeço pela crítica! Sem elas não vamos a lugar algum!
      Feliz 2018!

  16. Priscila Pereira
    26 de dezembro de 2017

    Superpoder: dar um empurrãozinho nos sentimentos das pessoas.

    Oi Ashley, Um ótimo conto, gostei bastante. Tenho uma tia chamada Letícia, mas ela não é tão angelical…. kkkk
    A leitura é fluida, os personagens são muito bem delineados e são carismáticos. Amei a Letícia e seus pacientes… Texto bem descritivo, escrita segura e bonita. bem revisado e bem narrado. Parabéns e boa sorte!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Priscila!

      Muito obrigado pela leitura e pelo comentário gentil! Letícia foi feita pra ser menos angelical, mas acho que o conto acabou conduzindo pra isso, e acabou funcionando, rs
      feliz 2018!

  17. eduardoselga
    25 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    A partir dos parágrafos iniciais é possível suspeitar que o conto não dirá muito, sobretudo se consideramos que o conto precisa, necessariamente, narrar alguma excepcionalidade. Como se o cotidiano, a depender do ponto de vista, não merecesse ser contado.

    Eis que, entretanto, a narrativa se mostra encantadora. A protagonista consegue alterar positivamente estados emocionais do outro, muito embora, ao que tudo indica, sua vida interior não seja tão feliz quanto ela gostaria.

    O conto trabalha com a alteridade, mas não como uma vitrine de sujeitos diferentes entre si, meio desarticulados: antes, o centro é a interação deles com a protagonista. Eles não são “catequizados” emocionalmente, ou seja, não são moldados ao gosto dela, mas sofrem substancial alteração em contato com ela. É, noutras palavras, uma relação dialógica dos sujeitos.

    O que sustenta a estória e faz com que seja tão interessante é a construção dos personagens. Para os que entendem que a representação realística é a grande prova que um autor pode dar de sua qualidade literária, este conto se aproxima da perfeição, na medida em que as representações “parecem” pessoas, embora, em minha opinião, o idoso quase descambe para o estereótipo.

    Arte, além de representação do que já existe, também é potência, ou seja, trabalha no sentido de criar novos pensamentos e valores. E se observarmos bem, o conto é uma coisa e outra. Mas o que de novo está engendrando? Na verdade, ele trabalha no sentido de recuperar nossa humanidade, tão mastigada pó estranhos valores, como o consumismo.

    Em “Enquanto caminhava repassava os pensamentos […]” há uma VÍRGULA após CAMINHAVA.

    Em “As vezes era tudo muito simples […]” há SINAL INDICATIVO DE CRASE.

    Em “As vezes era tudo muito simples, mas quantas vezes não voltou […]” a repetição de VEZES soa desagradável.

    Em “[…] se apegar a uma pessoa […]” o correto é APEGAR-SE.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Eduardo!

      Muito obrigado pela leitura e pelos comentários gentis! Legal que você tenha comentado sobre o cotidiano, pois foi exatamente essa minha intenção ao colocar minha super heroína em uma situação rotineira, como se essa fosse desprovida de interesses, sobretudo para alguém com superpoderes.
      Admito que o idoso estereotipado no final foi um deslize. Mas foi opcional. Queria que ele se aproximasse um pouco do que seria um vilão caricato de uma história em quadrinhos, mas sem deixar sua composição mais realista de lado.
      Agradeço pelos apontamentos! Uma última revisão será feita levando tudo em consideração!
      Feliz 2018!

  18. Renata Rothstein
    25 de dezembro de 2017

    Olá, Ashley Campbell,
    Tudo bem?
    Gostei muito do seu conto, direto, tocante e emotivo, sem ser piegas.
    Muitos doentes acabam mesmo como o sr. Neves, talvez pelo margor da situação que enfrentam, e lidar com eles é muito difícil, um exercício árduo, um empurrão realmente, um trabalho de herói.
    Letícia é uma super heroína independentemente de seu poder ser real, ou metafórico.
    Letícia, tal como seu nome significa, é a alegria, mesmo que disfarçada.
    Meus parabéns!
    Abraços

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Renata!

      Muito obrigado pela leitura e pelo comentário gentil! É exatamente o que você disse, Letícia é uma super heroína, independente de ter um poder real ou metafórico. A minha intenção era mesmo deixar essa dúvida no ar até a derrubada da garrafa no final!
      Feliz 2018!

  19. Leo Jardim
    25 de dezembro de 2017

    # Uma jornada de herói (Ashley Campbell)

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫):

    – gostei bastante da premissa, mesmo achando que ela demorou um pouco além do ideal pra ser revelada: uma moça com poderes de manipulação de emoções e resolve fazer o bem
    – os parágrafos iniciais ficaram confusos, demorei bastante para entender; saquei que o objetivo era nos confundir e depois revelar quem era ela de verdade, mas se estendeu demais
    – o meio, qdo ela esbanja simpatia com os doentes, o conto ficou muito gostoso; a personagem ficou realmente muito carismática e não achei forçada
    – o homem mau-humorado foi um conflito interessante, como se fosse o grande vilão da história, mas achei a conclusão meio simples e abrupta; gostaria de ter visto mais desse embate
    – achei que a cena da garrafa de água tombando não ficou boa como encerramento ao conto

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫):

    – boa, um pouco travada no início, mas depois correu muito bem
    – Enquanto caminhava *vírgula* repassava os pensamentos
    – repetição próxima: *Enquanto* caminhava (…), *enquanto* fitava
    – Diante do quarto 303 *vírgula* Letícia pegou

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – a personagem carismática e o tipo de herói de verdade se destacam nesse quesito

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – achei que o poder dela foi introduzido só para o conto estar adaptado, pois não influenciou muito na trama, mas não há de se negar que está adequado

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫):

    – ganhou muitos pontos aqui pelos personagens reais, verdadeiros, cheios de emoção; queria abraçar cada um deles, especialmente Letícia
    – apesar de não ter gostado do final, o meio me ganhou

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Leo!

      Muito obrigado pela leitura e pelos comentários gentis! A ideia do superpoder de Letícia era ser muito sutil, para deixar margem para um entendimento como metáfora. Mas, admito, agora encaro isso como erro num desafio cujo tema era exatamente superpoderes. Mas Letícia foi concebida como tal, e seu poder é parte da personagem.
      Minha opção realmente foi por um texto mais simples, para deixar o foco na personagem principal e suas interações com os coadjuvantes. Fico feliz de ter conseguido alcançar esse objetivo!
      Feliz 2018!

  20. Gustavo Araujo
    24 de dezembro de 2017

    Ótimo conto. Sempre admirei essas pessoas que com muita abnegação se dedicam a prestar conforto àqueles que já estão prestes a se despedir daqui. O mote não é novo na literatura (mas, o que é novo, afinal, não é mesmo?), porém foi trabalhado com sensibilidade, sem parecer piegas ou forçado. Os personagens são interessantes, com destaque para o velho rabugento. Não há como não se afeiçoar a Letícia – e mesmo a Seu Neves – porque soam reais, senda essa, creio, a maior qualidade do conto. A história é bacana e inspiradora, dessas que nos deixam com um sorriso no rosto, especialmente porque aborda um tema difícil (ainda que recorrente), sem apelar a sentimentalismos. O ponto negativo é que, sob o prisma do desafio, ficou bem a desejar. A ideia do “empurrão” soa deslocada e forçada, nesse sentido, como se o autor quisesse demonstrar que sim, há um superpoder. Desnecessário. Numa futura revisão, isso pode ser limado sem qualquer prejuízo para o conto. Aliás, creio, esta é uma ótima narrativa para ser inscrita em algum certame sério, a par daqui. No mais, é isso. Bom trabalho e boa sorte no desafio.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Gustavo!

      Agradeço a leitura e os comentários gentis! Fico feliz de ter conseguido criar personagens críveis e carismáticos. Mas devo dizer que todos eles tem origens no mundo real, em pessoas que contribuíram com uma ou duas características para a composição do texto.
      A ideia para o superpoder de Letícia era algo realmente sutil, algo que pudesse ser encarado como uma metáfora, e por isso ele acabou não tendo tanto destaque na trama. Encarei isso, depois, como um erro num desafio cujo tema era exatamente superpoderes, rs. Mas aí o conto já havia sido enviado.
      Feliz 2018!

  21. Rafael Penha
    24 de dezembro de 2017

    Olá, Ashley

    1- Tema: Se adequa perfeitamente nos parâmetros do desafio.

    2- Gramática: Achei e leitura interessante e fluida. Sem problemas de gramática que tenham me atrapalhado.

    3- Estilo – Um texto bem original. A forma de narrar a história é tão viva, feliz e e determinada quanto a própria protagonista. Uma leitura fácil e fluída. Que não perde a atenção do leitor em nenhum momento.

    4- Roteiro; Narrativa – Uma narrativa simples e bem objetiva. Uma rotina simples, mas com muito significado. Personagem bem desenvolvida, e com um arco de evolução interessante. O superpoder acaba sendo um segundo plano e, talvez, ela nem precise dele. Excelente a for como foi conduzida.

    Resumo: Conto bem escrito. A simbiose entre a narração e a personalidade da protagonista é tocante. Um conto otimista e gostoso de ler.

    Grande abraço!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Rafael!

      Muito obrigado pela leitura e pelos comentários gentis! Realmente a intenção era ter um texto simples para que a composição de Letícia ficasse em primeiro plano. Em um enredo com pouco a acontecer, o foco foi direcionado à protagonista! Fico feliz de ter conseguido atingir o objetivo!
      Feliz 2018!

  22. Estela Goulart
    23 de dezembro de 2017

    Olá, Ashley. Seu conto me envolveu depois do primeiro parágrafo, porque ficou meio confuso, mas ele começou a prender minha atenção de um jeito agradável. Gostei do modo como retratou a personagem e o superpoder, que imagino que possamos levar à vida real também. Li sorrindo alguns trechos. Não encontrei muitos erros prejudiciais à compreensão, mas uma pequena revisão pode ajudar. Gostei bastante. Parabéns e boa sorte.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Estela!

      Muito obrigado pela leitura e pelos comentários gentis! O começo confuso foi falha minha. Admito que reescrevi os primeiros parágrafos várias vezes antes de continuar. Mas vou acabar alterando algo ainda, em uma versão final! As críticas que recebemos aqui são muito proveitosas!
      Feliz 2018!

  23. Iolandinha Pinheiro
    22 de dezembro de 2017

    Aqui parece não haver um superpoder no sentido estrito da palavra, mas o poder de uma pessoa se doar para levar alegria às pessoas. O nome Letícia foi muito bem escolhido, não sei se foi proposital, mas Laetitia em latim significa alegria.

    O começo não diz muito o que ela vai fazer e também não entendi a questão do problema com o portão do condomínio. Será Letícia a síndica do prédio? Acho que ficou fora do contexto. Depois descobrimos que a moça é daquelas voluntárias que vão aos hospitais para alegrar as pessoas. Neste momento eu fiquei em dúvida se ela realmente tinha um dom ou se era apenas uma pessoa muito boa.

    Os personagens são o ponto alto do texto. O conto é ágil, a história é bonita e não faz Letícia ser uma pessoa linear, ela sofre, ela se aborrece, ela fica frustrada, mas ela não desiste. A conversa com o último paciente não é como as outras, ela aqui usa uma abordagem mais sincera e direta que parece ter sido eficiente pois consegue calar a matraca do homem.

    Tenha cuidado com a repetição das palavras.

    No mais, tudo ótimo.

    Beijos e boa sorte no desafio.

    Iolanda.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Iolanda!

      Letícia realmente tinha um poder, mas que optei por não deixar muito claro. Queria essa dúvida no leitor, sobre ser ou não um superpoder. Mas a sutileza não funcionou muito bem, admito. Gostaria de ter deixado tudo mais claro.
      Ela não era a síndica do prédio, mas quis colocar aquela frase ali, meio fora do contexto, para dar o ar cotidiano àquele início, para mostrar uma moça decidida, inclusive diante de problemas “menores”. As repetições no terceiro parágrafo também foram opcionais. Queria enfatizar o “fazer” a que Letícia estava apegada naquele momento. Li e reli o trecho durante a revisão e acabei decidindo por manter assim. mas vou rever isso, acabou gerando ruído durante a leitura, né?
      Muito obrigado pela leitura e pelos comentários gentis!
      feliz 2018!

  24. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Curioso este superpoder de querer ajudar os outros. Gostei do texto, mas creio que a linguagem necessita uma revisão. O final poderia ser mais emotivo. Os poderes sobrenaturais da personagem são usados para se vingar de um doente. É um desfecho inesperado, mas sabe a pouco.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Jorge!

      Muito obrigado pela leitura e pelo comentário gentil! De fato preciso revisar o texto novamente. Embora algumas repetições tenham sido propositais, são opções que vou rever, pois não gostei do resultado final.
      Feliz 2018!

  25. Fil Felix
    21 de dezembro de 2017

    Um conto bastante enxuto, com uma protagonista forte e bem delineada, que gosta de se doar aos outros, ajudar o próximo, que percebe possui um dom e o usa para o bem, ao seu modo, sem máscaras e uniformes, mas no dia a dia. O superpoder surge discreto, mas está aí, nesse “empurrar”. Nos quadrinhos, há diversos personagens cujo poder parte da empatia, de manipular emoções. Não é algo explosivo, mas ainda diferente. E no final ela percebe poder, até, dar um empurrão de verdade. Os demais personagens também se destacam, algo difícil em narrativas assim, tão rápidas. Desde a velhinha, passando pelo garoto e chegando no velho chato. Muito legal.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Fil!

      Muito obrigado pela leitura e pelo comentário gentil! A opção foi mesmo por um texto enxuto, para que tudo girasse ao redor da personagem principal. É um tipo diferente de texto daquele a que estou acostumado, mas foi uma tentativa agradável!
      Feliz 2018!

  26. angst447
    21 de dezembro de 2017

    Olá, Ashley, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com muita sensibilidade e destreza com as palavras.
    Não encontrei falhas de revisão, talvez um “às vezes” sem a crase, mas pouco reparei por estar muito envolvida com a narrativa.
    Pensei que fosse me cansar, mas a trama acabou por me surpreender positivamente com o seu ritmo agradável. A leitura flui que é uma beleza.
    Realmente, há pessoas que se tornam amarguradas devido às dores, aos percalços da velhice. O senhor em questão deve ter usado a máscara do mau humor crônico para se preservar.
    Boa sorte!

    • angst447
      21 de dezembro de 2017

      Ah, esqueci de comentar que o nome Letícia significa alegria, que era exatamente o que ela levava aos pacientes. ❤

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Cláudia!

      Fico feliz pelos comentários gentis! Legal você ter comentado sobre o significado de Letícia. Foi um dos símbolos que foram se juntando para a confecção do conto!
      Feliz 2018!

  27. Luis Guilherme
    21 de dezembro de 2017

    Boa tarrrrde! Tudo bem?

    Conto bem bonito.Logo de cara percebi que se trataria de um “superpoder da vida real”. Mas aí veio o desenrolar da história e essa certeza foi evaporando. Seria mesmo um superpoder da vida real, ou a personagem tinha realmente uma capacidade anormal? Não sei dizer até agora, e isso deu um tempero na historia. Gostei.

    O espírito de doação é a essência da natureza humana, acredito nisso. A benevolência é a causa fundamental da felicidade. Sua história retrata isso muito bem. Muito mesmo!

    A coragem da protagonista em desafiar um sofrimento desse tipo, apenas movida pelo desejo de ajudar alguém, mesmo que isso não acarretasse qualquer ganho pessoal, foi maravilhosa. Muito bem!

    Na questão técnica, também achei tudo ok. Não notei erros gramaticais ou estruturais.

    Sobre a adequação ao tema, comecei com uma certa má vontade, rsrs. Fiquei pensando que seria só a história de alguém que faz o melhor com o que tem em mãos. Não que eu considere isso pouco, mas não é bem oq estou esperando do desafio.

    Porém, conforme já falei, o enredo vai se desenrolando, e a personagem vai crescendo de modo que minhas desconfianças foram se dissipando. A dúvida entre o superpoder existir de fato ou ser algo simbólico também valorizou a adequação ao tema.

    Enfim, belíssimo trabalho, não somente enquanto história, mas especialmente na mensagem que traz. Parabéns, gostei da mensagem que você passou.

    Abraço e boa sorte!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Luis!

      Muito obrigado pela leitura e pelos comentários gentis. Eu acabei optando por uma sutileza grande na apresentação do superpoder de Letícia, e encaro isso como um erro quando num desafio cuja tema é superpoderes. A intenção era deixar a coisa meio em suspense, para que o leitor decidisse qual versão era mais interessante, a do poder real, ou da metáfora, para só sanar isso no final, com a derrubada da garrafa de água. Mas, no final das contas, acabou funcionando razoavelmente, rs.
      Feliz 2018!

  28. João Freitas
    21 de dezembro de 2017

    Olá!

    Gosto e respeito contos que nos tragam uma boa imagem emocional dos personagens e você conseguiu isso com muito sucesso. Conseguimos com a leitura de certa forma sentir as emoções de Letícia na sua jornada.
    A interação entre Letícia e Seu Neves, figuras tão contrastantes é muito bem conseguida!

    Parabéns pelo conto e obrigado por ter escrito. 🙂

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, João!

      Muito obrigado pela leitura e pelo comentário gentil! Fico feliz de ter conseguido equilibrar bem a disputa entre Letícia e Seu Neves. Era o contraste que eu buscava!
      Feliz 2018!

  29. Pedro Paulo
    21 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Cativante! A autora tem uma escrita bastante ágil, já no começo colocando a protagonista Letícia como alguém em uma missão, que está indo a encontro de algo avassalador. Enquanto descreve a sua jornada (e nos deixa indagando onde entrará o heroísmo), o faz trazendo palavras e comparações que configuram Letícia como uma super-heroína, apenas para contrariar nossas expectativas quando ela chega com o guarda e nos damos conta que o contexto é outro, não ela no céu lutando contra monstros intergalácticos. E nem precisou ser, pois este conto perpassa pela temática muito bem, além de ainda conter bastante heroísmo, uma vez que esta história nos traz uma personagem verdadeiramente comprometida com o próximo, ávida em entende-lo e ajuda-lo, utilizando o seu poder, um que poderia ser bem perigoso e, de fato, a assusta, para o bem. Ela pode procurar e fomentar emoção em um lugar que pode ser realmente inexpressivo e vazio. Todas as personagens que aparecem contribuem para a trama, o guarda, a senhora, o garoto e o Seu Neves. A autora soube escrever os diálogos curtos levando em conta o que eles diziam para a gente sobre Letícia, o seu poder e como ela lidava com aquelas pessoas, ao mesmo atribuindo alguma identidade a essas personagens, com a senhorinha dada a fofoquinhas sobre romances, o garoto empolgado com um desafio simples de videogame e o velho amargurado, deliciado em atormentar Letícia, o seu arqui-inimigo. Admirei como a autora finalizou o conto como começou, escrevendo como se a protagonista realmente fosse uma super-heroína saída vencedora do seu confronto mais desgastante. Parabéns!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Pedro!

      É legal ver que o pseudônimo serviu realmente para despistar. Eu tentei escrever o conto sob uma perspectiva mais feminina e achei que um nome como Ashley, que funciona para qualquer gênero, ia combinar. Mas, tenho que admitir, Ashley vem do personagem de A Morte do Demônio, um tipo bem diferente de herói, rs.
      Agradeço pela leitura e pelos comentários gentis. O início realmente era para induzir a um enredo um pouco mais clichê no tema superpoder, para depois desaguar numa cena cotidiana num hospital. Foi difícil sair da minha zona de conforto para tentar algo assim, admito!
      Feliz 2018!

  30. Amanda Gomez
    19 de dezembro de 2017

    Olá, Ashley!

    Letícia é uma personagem muito carismática, me afeicoiei a ela muito rápido.

    Achei muito interessante o superpoder que você utilizou, e o ambiente pra fazer isso é o melhor, realmente cativa o leitor vê como ela é altruísta, boa, generosa e corajosa.

    Percebe-se que ela está começando a conhecer seus poderes ainda, que muito ainda está por vir. Encaro esse conto como uma promessa de algo maior, é uma apresentação de uma personagem com bastante potencial.

    Como eu sou muito clichê, e gosto bastante deles eu imaginei que teria um romance, que o cara difícil que tinha resistência seria um homem com quem ela teria um relacionamento kkk confesso que torci por isso. 😛😛

    Gostei do desfecho, tem um ar de história que a gente já conhece, mas você colocou um toque no final que acrescentou bastante.

    Enfim, parabéns pelo conto, boa sorte no desafio.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Amanda!

      Letícia de fato está começando a conhecer seus poderes, legal que você tenha reconhecido isso! E fico feliz pelos comentários gentis. A personagem foi a grande motivação do conto, e é legal que ela tenha sido aceita pela maioria dos colegas do EC.
      Feliz 2018!

  31. Paula Giannini
    19 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Doar-se a si mesmo é mais que um dom. É uma capacidade inata que poucos possuem e que, ainda que em teoria sirva para ajudar ao outro, termina por fazer bem é para o próprio doador.

    O ponto alto de sua trama, para mim, foi a capacidade de explicitar os conflitos da personagem voluntária. Se por um lado ela se doa, por outro, se desgasta. Se faz o que faz de maneira despretensiosa, lá no fundinho, gostaria de ver o bem que faz reconhecido de alguma forma, ainda que apenas com um sorriso ou gentileza. Ela tem superpoderes, certo, mas, mais que isso, mostra-se humana.

    Construir personagens realmente humanos é um grande dom que o(a) autor(a) deste texto possui com toda a certeza. Mais que verossimilhança, a protagonista vive no papel, com seus conflitos inerentes a cada um de nós.

    Possuo um conto que, se não é parecido, ao menos aborda a mesma temática. Ele figurará na antologia Atemporal, da Editora Calligo, com lançamento previsto para janeiro de 2018 e se chama Buraco de Minhoca (olha o merchan!). 😉 rsrsrs

    Parabéns

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Paula!

      Fico feliz que tenha gostado de Letícia e agradeço o comentário gentil. O conto foi pensado para ficar centrado em uma cena de seu cotidiano, para que ela pudesse aparecer da forma como imaginei que uma super heroína da vida real fosse de fato, com altos e baixos que acometem pessoas com ou sem superpoderes.
      Por gentileza, lembre-me de conferir o Buraco da Minhoca em janeiro!
      Feliz 2018!

      • Paula Giannini
        31 de dezembro de 2017

        Feliz 2018, querido! Parabéns pelo conto lindo.

  32. Catarina Cunha
    19 de dezembro de 2017

    Só quem já lidou com pessoas ruins, principalmente idosas, entenderá o superpoder de Letícia. Já passei por isso, mas não aguentei como nossa heroína. A maldade só pode ser combatida com verdade e bondade; mas dói pra cacete. E neste conto o (a) autor (a) consegue deixar a tensão latente, a carga negativa que ataca a personagem apertando. Sim, um conto com núcleo forte e escrita fluida. Um bom conto.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salva, Catarina!

      Muito obrigado pela leitura e pelo comentário gentil! Letícia foi criada para ser uma válvula de escape, rs. Eu também já passei por situações semelhantes às dela, e nem sempre com comportamentos tão adequados. É chato ter que dizer isso, mas gente ruim vive igual a gente, vai nos mesmos lugares que a gente e frequentemente temos que lidar com elas… E parabéns pela conquista!
      Feliz 2018!

  33. Givago Domingues Thimoti
    19 de dezembro de 2017

    Olá, Ashley!

    Tudo bem?

    Geralmente, comigo é assim, quanto melhor o conto, menos eu comento já que está tudo lá.

    Conto leve, mas, ao mesmo tempo forte. Simples, porém poderoso. A leitura flui fácil e a construção dos personagens foi simplesmente perfeita.

    Apenas destaco que, no terceiro parágrafo, você repetiu muitos termos. Mas não é nada que interfira muito na leitura.

    Parabéns e boa sorte!

    PS: Adorei a história!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Givago!

      Muito obrigado pela leitura e pelo comentário gentil! De fato no terceiro parágrafo optei por uma repetição intencional ali. Li e reli várias vezes para ver se isso ia gerar muito ruído na leitura, e acabei deixando desse jeito. Foi um recurso arriscado, mas foi realmente intencional, rs. Mas vou acabar mudando mesmo, no final das contas.
      Feliz 2018!

  34. Fheluany Nogueira
    18 de dezembro de 2017

    Superpoder: conseguir despertar em doentes uma reação positiva, um poder real e que funciona. No desfecho, aquilo com o copo foi telecinese, o poder de “empurrar” o copo?

    Enredo e criatividade: Narrativa linear, assunto bastante encantador, crível e simples, senti a falta de uma trama mais trabalhada. Os personagens – a voluntária, o porteiro e os três pacientes – apresentados são típicos, com comportamento previsível, não apresentando mudanças no decorrer de toda a narrativa, para exemplificar o tipo de trabalho a ser executado — portanto, foram bem construídos.

    Estilo e linguagem: Escrita leve, fluida e cativante, com o objetivo de emocionar. Sem entraves gramaticais.

    Gostei muito da ideia e da execução. Parabéns pela participação! Abraços

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Fheluany!

      Agradeço pela leitura e pelo comentário gentil. De fato, no final, Letícia encontra outro poder que não sabia ser possível. Como Seu Neves era imune ao seus “empurrões”, Letícia acabou se descobrindo ainda mais capaz de perturbar o podre rabugento naquele insulto final com a derrubada da garrafa de água.
      Feliz 2018!

      PS.: No último desafio acabei não respondendo aos comentários por falta de tempo. Mas, respondendo à sua pergunta feita lá, sobre o pseudônimo Tad Morose, é porque gosto muito da banda! Mas sinceramente achei que isso passaria batido por aqui, legal que tenha reconhecido o nome!

  35. Rubem Cabral
    18 de dezembro de 2017

    Olá, Ashley Campbell.

    Gostei do conto. Moça com o poder de “empurrar” as pessoas desanimadas enfrenta sua nêmese: um velho senhor amargurado, aparentemente imune a seu poder.

    O início do conto, em especial, ao fazer um paralelo com a jornada do herói, é bem interessante. O final também parece ecoar a JH. Como o poder de Letícia é um tanto discreto, muitos leitores o verão como metáfora somente.

    Quanto aos personagens, apenas achei Letícia um tiquinho doce demais. Talvez mostrar alguma outra faceta de sua personalidade, demonstrando que ela não era perfeita, tiraria tal impressão. Talvez ela reclamar de cansaço, ainda que por pensamento, por exemplo…

    A narrativa foi boa, não notei erros por apontar. Os diálogos foram bons também.

    Abraços e boa sorte no desafio!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Rubem!

      Muito obrigado pela leitura e pelo comentário gentil. De fato existe a intenção de deixar para o leitor a decisão de o poder é real, ou se é uma metáfora. Mas acabei percebendo essa opção como uma falha num desafio sobre superpoderes. No final achei que deveria ter sido mais claro ao apresentar o superpoder de Letícia.
      E de fato Letícia é doce demais. Não é hábito construir personagens assim, mas tentei algo diferente dessa vez, e acho até que o resultado foi positivo! Mas gostei das suas sugestões, e acredito que algo dentro do que você disse deixaria a personagem ainda mais real.
      Feliz 2018!

  36. Antonio Stegues Batista
    17 de dezembro de 2017

    Achei um bom conto, correto, desprovido de citações e descrições desnecessárias.Texto limpo, bem escrito e a ideia excelente; mulher com o poder de ajudar pessoas hospitalizadas a enfrentar suas doenças, seus males e vence-los. Um deles, idoso ruim, não por ser idoso, mas ruim por natureza, é um caso difícil, ela não consegue atingir sua mente e expulsar aquele sentimento negativo num primeiro momento. Mas a batalha não terminou e ela insiste, até descobrir outro poder, a cinética. Gostei do enredo. Boa sorte.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Antonio!

      É exatamente como você descreveu. Letícia, na tentativa de enfrentar seu “nêmesis”, aparentemente imune ao seu superpoder, acaba desenvolvendo um outro que não sabia ser possível. Agradeço pelo comentário gentil!
      Feliz 2018!

  37. Regina Ruth Rincon Caires
    14 de dezembro de 2017

    Putz! Sou saudosista pra caramba! Li o pseudônimo, pensei no filme “…E o Vento Levou”. Eita!
    Vamos ao conto. Que doçura! O altruísmo tão suavemente direcionado a pacientes terminais é descrito de modo encantador. Não há como não se enternecer com a abnegação de Letícia. Quanta doação. Atitude humanitária que nos convida a refletir sobre a possibilidade de amenizar a dor do próximo. O texto exala mansidão, faz bem. Entendi que o “empurrar”, superpoder de Letícia, consiste em retirar o esmorecimento que agrava o quadro de cada paciente grave. Letícia tem o poder de “retirar”, “empurrar para fora do corpo do doente”, a tristeza, o desistir da luta. Ela fortalece o liame com a vida. No caso específico do câncer, há quem diz que a doença é a melancolia das células, e que para derrotá-la é necessário que o paciente tenha apego incondicional à vida, à alegria de viver. Acho que Letícia ofuscava a sombra, a nuvem negra, devolvia, ao paciente, a gana de viver. Falei muito, né?!
    Parabéns, Ashley Campbell!
    Boa sorte!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Regina!

      Eu agradeço pelo comentário gentil e agradável! Letícia foi criada mesmo como uma espécie de esponja, com a missão de melhorar o mundo. Ao invés de enfrenta supervilões, foi ao encontro das pessoas realmente necessitadas. Com grandes poderes vem grandes responsabilidades, não é mesmo?
      Feliz 2018!

  38. Paulo Ferreira
    13 de dezembro de 2017

    Um conto singelo. Não só a narrativa em sua forma escrita, mas também sua concepção como enredo. É o tipo de poder em que se pode acreditar como factível, este sim é um poder possível, o poder da bondade humana. O poder que transforma e cura. Pena não ser este poder tão disseminado, entre o povo e os povos, pois o que mais tem prevalecido nestes últimos tempos tem sido o poder da maldade, por este mundo afora. Entretanto eu senti, no enredo, falta de um pouco mais de trama, onde pudesse acontecer outras situações. Sem problema com a gramática. Mas este é um conto que encanta.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Paulo!

      Agradeço imensamente o comentário gentil! De fato estou mais acostumado a tramas um pouco mais amplas, e aqui saí um pouco da minha zona de conforto ao abordar uma cena um pouco mais cotidiana. Queria focar mais nas relações da personagem com os coadjuvantes, por isso a trama ficou reduzida de fato.
      Feliz 2018!

  39. Miquéias Dell'Orti
    13 de dezembro de 2017

    Oi 🙂

    Letícia tem um poder bacana: o de trazer sentimentos positivos à tona em outras pessoas… e talvez o de mover objetos com uma piscadela, como aconteceu no final 😉

    O conto é bacana. Uma dose de doçura (o que não muito de minha preferência, confesso), com uma escrita simples e fluida.

    Deixando meu lado leitor falar, achei a personagem Letícia muito perseverante e entendi que conseguiu superar uma adversidade que era um dilema para ela e, para mim, foi bem legal ver isso num protagonista. Normalmente eu sinto que a maioria dos protagonistas são cheios de dilemas que não conseguem solucionar nunca… inclusive, por diversas vezes, eu termino a história e sinto que os dilemas ainda estão lá, no subconsciente deles (mesmo em finais considerados felizes). No caso de Letícia, senti que foi diferente…. e gostei.

    Parabéns pelo trabalho.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Miquéias!

      Eu admito que a doçura desse conto também não é a minha preferência. Mas como desafio autoimposto, decidi sair da minha zona de conforto e, num desafio de superpoderes, escrever sobre algo mais cotidiano, com apenas um toque de excentricidade. Estava muito desconfortável com o resultado final, mas fico feliz que tenha conquistado alguns leitores! Agradeço o comentário gentil!
      Feliz 2018!

  40. Neusa Maria Fontolan
    13 de dezembro de 2017

    Bom conto.
    Gostei da jornada de Letícia. Heroína por fazer o que faz e além disso tem o poder de mudar ou “empurrar” as emoções e usa isso para o bem.
    Torcendo aqui para que ela consiga mudar o senhor Neves.
    Parabéns e obrigada por escrever

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Sra. Neusa!

      Eu agradeço o comentário gentil! Se Letícia conseguir mudar o senhor Neves, podemos declarar feriado no hospital!
      Feliz 2018!

  41. Angelo Rodrigues
    10 de dezembro de 2017

    Cara Ashley Campbell

    Superpoder: confesso que não vi nenhum, salvo a perseverança de Letícia em “empurrar” o humor das pessoas, o que não chega a ser mais que um desejo de fazer o “bem”.

    Conto simples e bem construído. Tem estrutura linear, onde o escritor prende-se ao protagonista e o conduz em linha reta até o fim do discurso. Bom trânsito com os personagens quando representantes de arquetípicos associados a hospitais com seus desvalidos.

    Confesso que lutei um pouco contra a compreensão que tenho de pessoas como Letícia. De modo geral não as compreendo bem, ou as compreendo totalmente, quando detecto nelas problemas profundos em suas tentativas de superá-los derrubando suas vidas sobre pessoas “aflitas”. Tenho simpatia por profissionais que cuidam de pessoas, profissionais de verdade. Mas isso é outra história, dado que seria, sem dúvida, tal como o Neves e a expulsaria do meu quarto.

    Achei um pouco forçada a derrubada da garrafa, quando misturou o termo empurrar no sentido psicológico com empurrar físico, talvez mostrando aí um superpoder.

    Boa sorte no desafio.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Angelo!

      Eu gosto de trabalhar com bastante sutileza em alguns aspectos dos meus contos e, nesse caso, queria deixar o superpoder meio vago de explicações, para dar margem à imaginação do leitor, que poderia interpretar como existente ou não existente. Mas acho que fui sutil demais num desafio que exigia um superpoder de fato, rs. Mas a intenção era a de que sim, Letícia tem um superpoder de influenciar de forma sobrenatural as emoções das pessoas e, no final, acaba descobrindo um novo poder, que não sabia existir, unindo o “empurrar” e o empurrar.
      Agradeço o comentário gentil! A gente vai aprendendo aos poucos com críticas construtivas como as suas!
      Feliz 2018!

  42. Evelyn Postali
    10 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Gostei da referência ao Campbell. Muitos o criticam, mas eu admiro sua capacidade de explicar esse universo do herói. Porque me identifico, muitas vezes, na escrita, com essa jornada que alguns não conseguem usar de forma positiva. E também gostei de como as coisas foram sendo construídas, como você mostrou o poder de Letícia. Existem poucas pessoas iguais à Letícia nessa vida, mas as que conheço conseguem empurrar para longe as nuvens cinzentas e nos trazer um pouco de alívio. É um dom precioso, um presente divino. Você me emocionou de uma forma diferente. Eu não percebi erros. Talvez um ou dois, mas só.
    Boa sorte no desafio.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Evelyn!

      Legal você ter gostado da referência ao Campbell. Minha intenção era deixar tudo um pouco mais sutil do que foi, e dar uma aparada nos primeiros parágrafos. Mas essa referência tinha que aparecer de alguma maneira. Agradeço o comentário gentil!
      Feliz 2018!

      • Evelyn Postali
        31 de dezembro de 2017

        Feliz 2018! Que ele sejamos a diferença dentro dele. Produtivos, positivos, capazes de avaliar as situações, de encarar as mudanças, mas não nos conformarmos com o que não é justo. Que possamos mesmo fazer dele um ano diferente. Um grande e carinhoso abraço!

  43. Olisomar Pires
    10 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: escrita leve, fluida e contagiante. Personagens bem construídos e foram muitos para um conto curto, quatro, se não me engano: a protagonista, a primeira senhora, o garoto e por último o velho . Bom trabalho com eles. Parabéns.

    Ponto negativo: gostei do termo “empurrar”, mas ficou um tanto vago o superpoder.

    Impressões pessoais: pensei num conto doce de natal.

    Sugestões pertinentes: encerrar o caso do paciente velho, mostrar que ele tinha saído do hospital ou morrido.

    e assim por diante: ótimo conto sobre a perseverança das pessoas em fazer o bem.

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Olisomar!

      De fato o superpoder ficou meio vago. Gosto de tratar esses pontos em minhas estórias com mais sutileza do que seria recomendável, para deixar mais para a imaginação do leitor. Nem sempre funciona, admito. As coisas parecem funcionar melhor na minha cabeça do que na prática, rs. E eu agradeço o comentário gentil e a sugestão para o final!
      Feliz 2018!

  44. Sigridi Borges
    9 de dezembro de 2017

    Olá, Ashley Campbell!
    Estou simplesmente encantada com seu conto.
    Amei.
    A descrição do “Seu Neves” foi excelente! Senhor amargo, talvez tenha sido assim durante toda sua existência. Ou não. A doença que o incomodava poderia ter alterado seu humor ou a falta dele.
    Seu escrito me prendeu do início ao fim.
    Letícia é realmente encantadora! Seu talento é extremamente importante para alegrar aqueles que estão fragilizados numa cama de hospital. A alegria que ela leva é leve e seu superpoder parece ser fruto de tamanho amor pelo ser humano.
    Também amei a imagem da água cristalina. Totalmente pertinente.
    Está de parabéns!

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Sigridi!

      Seu Neves é fruto de uma coletânea de personagens que já passaram pela minha vida. É incrível como tem gente amarga e mal humorada no mundo. Fico feliz que tenha gostado do conto e agradeço pelo comentário gentil!
      Feliz 2018!

  45. Mariana
    9 de dezembro de 2017

    Eu não tenho muito o que dizer a não ser parabéns pela história maravilhosa. Mesmo que Letícia não tivesse o superpoder de trabalhar com a emoção, ela já seria uma heroína. A construção do seu Neves também está primorosa, ele lembrou o meu avô. Olha, o seu conto me fez sorrir. Parabéns e boa sorte no desafio! (Provavelmente estará no pódio)

    • Andre Brizola
      31 de dezembro de 2017

      Salve, Mariana!

      Eu agradeço por ter lido o conto e ter gostado! Eu estava meio em dúvida quanto a participar, pois não tinha ficado satisfeito com o resultado final. Mas quando li seu comentário já vi que tinha valido a pena enviar, mesmo que você fosse a única a gostar!
      Feliz 2018!

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Publicado às 9 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .