EntreContos

Detox Literário.

O Chefe (Estragon)

“Moro em minha casa própria, nada imitei de ninguém
e ri de todo mestre  que não riu de si também”.
(Nietzsche)

 

Estava confirmado. Como sempre, o Chefe viria à nossa aldeia para nos dar sua grande mensagem. A notícia correu pela vizinhança. Daí à cidade foi como um raio. O regozijo tomou conta de todos, deixando-nos felizes e entusiasmados com a boa nova. Há muito que esperávamos por esta confirmação e agora era realidade. Os jornais deram as manchetes: “ENFIM O CHEFE CONFIRMA SUA VINDA”, dizia um; “EM BREVE O CHEFE ESTARÁ ENTRE NÓS”, dizia outro; “O GRANDE DIA ESTÁ PRÓXIMO”, manchetou mais outro. Embaixo das letras garrafais todos reproduziram o telegrama que confirmava a vinda do Chefe: “O CHEFE VIRÁ PT SAUDAÇÕES”.

As rádios criaram vários concursos para que fizessem uma frase bonita de boas vindas ao Chefe. Foi muito difícil escolher uma que fosse a vencedora, visto que eram todas muito bonitas e inspiradoras. Entretanto uma, que eram duas, foram muito exaltadas pelos ouvintes, pois lhe tocaram em demasiado o coração. As quais passaram a entoar pelas ruas: “O CHEFE SERÁ NOSSO GUIA!… O CHEFE SERÁ NOSSO MESSIAS!…” E uma terceira bem maior, cuja mensagem serviu como mantra para as diversas comitivas que iam adentrando a cidade que dizia: Adoremos nosso CHEFE!!!… Ele é mil e uma noites!… Vamos todos lamber seu OVO!… Entoemos esta canção… “Foi meu chefe quem te viciou, foi teu chefe quem me ludibriou,  foi o chefe quem nos ensinou…”

Cartazes foram espalhados pelos tapumes, postes, muros, avisando sobre a vinda do Chefe. O espalhafato e a expectativa deixaram a cidade em polvorosa. Os municípios vizinhos logo ficaram sabendo e confirmaram suas presenças, que viriam em grandes caravanas. O prefeito imediatamente providenciou uma área, a maior possível, já prevendo uma peregrinação gigantesca em direção a nossa cidade. O que foi muito acertado, pois que, o governador, sendo sabedor da visita do Chefe à nossa província convocou o povo de todo o estado para que fossem agraciados com as esperançosas palavras do Chefe. O prefeito, informado de tal resolução pediu ajuda ao governo federal. Assim feito, o presidente concedeu à ajuda necessária e deferiu comunicado a todos os concidadãos para comungarem, como irmãos, o grande encontro com o Chefe, pois Ele assim merece todo nosso carinho, haja vista ser nosso guru, nosso grande Messias. E ordenou que os prisioneiros fossem libertos, os manicômios abertos, e que os médicos dessem altas aos enfermos. Prevendo o tamanho da multidão propôs que às TVs transmitissem para o país e o mundo, ao vivo, porque a cobrança estava sendo geral. Todas as nações exigiam que fôssemos complacentes. E nos alertavam para que não usássemos de bazófia e presunção exacerbada em um momento tão sublime como este. Porque o Chefe não era propriedade de um único lugarejo, mas de toda a nação, apenas fomos os escolhidos, cujo privilégio, não se sabe o porquê. E que, como diz o provérbio universal, “Nós não tentássemos em vão acender uma lâmpada para ver o sol”, porque só o Chefe saberá nos dizer a verdade. Dado que, para se chegar ao Chefe, de qualquer ponto que se parta o caminho é o mesmo. Diziam os circunvizinhos com uma ponta de cobiça, para não dizer inveja.

Os meios de comunicação, ouvindo todas estas lamúrias e henhenhéns, decidiram que a cobertura seria irrestrita. Desde a chegada do Chefe nas fronteiras de nossa aldeia, fosse por terra, mar ou ar. Inclusive para o público local, pois em todas as confluências da cidade a imagem do Chefe seria vista sem nenhum prejuízo, uma vez que iriam usar o sistema holográfico. Também ficou acertado que haveria um mestre-de-cerimônias para organizar as apresentações das personalidades desejosas de dar sua palavra em pró do Chefe. Os quais, Já estavam confirmados: padres da Igreja Apostólica Romana, pastores evangélicos, budas e vários chefes de seitas e candomblés. E que os ciganos, céticos e ateus, também tivessem um aparte reservados. Intelectuais e filósofos discursariam sobre a dialética e os preceitos civilizados, a ética, a moral humana e a morte da geometria. Conceitos idiossincráticos foram suspensos. Os sacerdotes combinaram que se expressariam todos em uma só homilia, irmanados em uma só voz. E algumas freiras e noviças diriam provérbios em línguas mortas e vivas. Entidades de classes também diriam alguma coisa representando um ou dois sindicatos e mais uns senhores e senhoras de diversas comunidades e associações de bairros citariam pequenos conceitos antigos. Grupos de jovens também foram inscritos, mas não se sabia ainda o que iriam dizer. E outros tantos aproveitadores de ocasiões como estas não iriam perder o ensejo, assim, como os embaixadores, consulesas, ministros charlatões etc. Todos teriam direito a se expressarem.

Os países presentes, através de seus embaixadores e, ou, embaixatrizes diriam mensagens de conforto a seu povo. Por fim os políticos. Começando pela ordem inversa falariam: o presidente, o governador, um senador, um deputado, um vereador e fechando com o prefeito da nossa cidade, afinal, foi a nós que os desígnios nos confiaram tão grata missão, receber o Grã Chefe. Tudo isso seria intercalado por grandes shows musicais e corais religiosos. Viria também uma turma de jogadores de futebol e artistas em geral.  Enquanto isso nas praças e ruas artistas populares, entre tantos: cantores, trovadores, repentistas cantando versos, tocando safona, batendo pandeiro, cantando forró. Numa simbiose de céu e inferno e a miscigenação do povo, formavam um grande circo pelas ruas. Grande era o lufa-lufa de gente, o vai e vem e a mistifórica desordem de religiões e profissões. Eram evangélicos gritando mensagens bíblicas, salvando almas; kardexistas consagrando espíritos; ciganos adivinhado futuros, vendendo sorte; emgraxates lustrando sapatos, propagandistas vendendo remédio, bilheteiros lotéricos cantando números; trupes de malabares faziam suas apresentações com seus acrobatas, uns  engolindo fogo, outros comendo vidro; contorcionistas, palhaços, equilibristas. Todos se equilibrando numa corda bamba: na arte, no trabalho, na vida.  

        A farrabamba estava posta. Tudo pronto, ensaiado e devidamente organizado. O grande dia chegou. Havia já cinco dias que o povo tomara conta dos espaços da cidade. E outros milhares ainda dirigiam-se em grandes cortejos. Embora caminhassem ordeiramente era assustador o volume de pessoas que convergiam rumo ao local. Caravanas em romarias seguiam passo a passo cantando emocionados hinos de louvores, ladainhas, musiquetas com refrões apropriados, feitos especialmente para o Chefe, como: “Ele lá, nós cá, é Ele lá, lá, lá… Clamemos nosso Chefe… Viva Ele… Lá, lá, lá…” Não obstante, alguns engraçadinhos soltavam piadinhas malfazejas como: “Vamos rápido! O urubu estão chegando…  “Deus morreu! Deus está morto! Cuidado com o tatu! Olhe o tatu!… Pisaram no rabo do tatu! Viva o rabo do tatu… E vão todos tomar no cu… Uuuu… cacá… Uuuu… lalá… Que vá para os quintos dos infernos e nuca mais venha cá”  – E cantavam: “Havia uma barata na careca do vovô, assim que ela me viu bateu asas e voou…”-  Eram uns rebeldezinhos sem causa.   

Expectativa e apreensão estampavam o rosto das pessoas. O Chefe estava chegando. Faltavam poucas horas, minutos, segundos. Quando de repente uma parte da massa em uníssono começou a entoar um coro ensurdecedor, retumbando palavras de ordem como: “O Chefe é nacional!” “O Chefe é internacional!” “O Chefe é universal!” “O Chefe é amor!…”  “O Chefe é como nós, é trabalhador”. Era a turba dos desvalidos. Nesse instante ouviu-se uma voz solitária vinda do meio da multidão “O Chefe está nu!” Do palco, os músicos aproveitando a situação, responderam entoando em conjunto… “Are uh, are uh… vem meu guru, vem meu guru… are uh, are uh… vem meu guru… ó no má, ó no má… are uh, are uh…”¹ – Abrenúncio!… Credo; Deus me livre; vade retru!²… – Persignou-se uma beata que estava próxima ao palco.

          Foi nesse entretempo que um dos sacerdotes adiantou-se até o proscênio e pigarreou… “Hum… hum…” – Todos quedaram-se em silêncio para ouvi-lo. Tenho um comunicado a fazer… Antes de tudo aprendam a sentir e a ouvir. Aprendam a habituar sua mente à calma, à paciência dos carneiros, pois só o Grande Chefe amenizará nossas angústias!… Este é o primeiro ensino preliminar para o espírito… – E as mazelas?… E nossos medos?… – Perguntou a multidão exaltada. – Acalmem-se! Vocês estão vendo, está aí o progresso crescente a olhos vistos, como podemos constatar em nossa vida diária. No consumo de automóveis, geladeiras, fogões, TVs de plasmas, brinquedos plásticos, os fornos de micro-ondas, máquinas de lavar e toda essa tralha doméstica. Corantes e xampus para os cabelos, celulares, medicamentos mais que necessários. Belas lingeries para as mulheres e uniformes para os homens e, claro, que Ele lhes dirá 1,2, feijão com arroz, 3,4 feijão no prato!.. Vamos cantem!… Louvemos o Chefe!

Dito isto, fechou os olhos e, numa pose insigne, dissimulando enfado, com um gesto largo e imponente falou em latim próprio de missa: – “Sursum corda… Corpus Christi, ego sum qui sum. Ab initio, ab initio. Ab imo pictore, ab imo Pectore!³” –  “ab initio, ab initio… – Respondeu o povaréu a seus pés. – “Ab imo pectore, ab imo corde!³*…” – Responderam os músicos no palco. – Então num gesto seco, de súbito, com o dedo em riste, apontou para o horizonte e gritou: Ele chegou!… Vem dos céus… O todo poderoso… O Grande Chefe chegou!… – Os holofotes de laser, instantaneamente, dirigiram seus focos para trás, em linha reta para as montanhas; lá no zênite, no recôncavo da abóboda celeste, iluminando os céus. Por sua vez, as projeções holográficas estamparam desenhos psicodélicos emoldurando a imagem de um grande cavalo branco galopando a trotes largos. E sobre ele um menino nu e de boné. Ao se aproximar, lentamente apeou-se e caminhou suave, e como uma pena leve flutuou no espaço dirigindo-se em direção ao tablado, abrindo um largo caminho entre a multidão, que estupefata, assistia perplexa imagem tão bela. Seu corpo, alvo como alfenim, resplandecia, tal qual luz neon. Seria aquele o Príncipe Venturoso! Ou Dom Sebastião, o Esperançoso que veio para nos salvar!? Não, não era. Era o mensageiro do Chefe. E assim, sem cerimônia, subiu no palanque e, à boca do proscênio, com uma voz macia e ondulada, ao contrário da voz do Chefe, que era uma voz ranhosa e bruxelenta,  anunciou: “Como sempre  Godot não virá… Voltem para suas casas. Godot nada tem a dizer. Aguardem novo comunicado”. – A turba, numa só voz, exclamou – Óhooooooooo…

Ninguém percebeu, mas na aba de seu boné estava escrito: “ESPEREM AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES”.

 

¹) Estrofe da música Govinda, de Walter Franco. (Adaptado).

²)Sai satanás,

³) Levantai os vossos corações… Corpus Christi, eu sou quem eu sou. Desde o início, desde a origem.

³*) Do fundo do peito! Do fundo do coração.

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36 comentários em “O Chefe (Estragon)

  1. Renata Rothstein
    18 de dezembro de 2017

    Oi, Estragon!
    Primeiramente parabéns pela ousadia, seu conto nos traz uma apresentação no mínimo diferente, um estilo de escrita que pede atenção total e leitura das entrelinhas.
    Bom, precisa de uma revisão séria, há erros bem básicos e graves aqui.
    Achei uma sátira bem interessante, a coisa toda da “miserável” população se preparando para a vinda “Daquele” hahahah (pensei em um aí rs), então o picareta faz o quê? Não aparece, decepciona.
    Só achei um pouco cansativo as musiquinhas e talvez desnecessária essa citação de religiões e seitas, mas ente, é conto, é sua ideia, pode tudo, né?
    Desejo boa sorte no desafio, porque acho que ainda mais q no meu seu conto ñ estará “dentro do tema” rs
    Abraço!

  2. Andre Brizola
    17 de dezembro de 2017

    Salve, Estragon!

    Acho que existe um problema grande aqui no seu conto, que é o de não apresentar um superpoder. Só uma análise literal dos acontecimentos indicaria esse superpoder, mas não é o caso, certo? A sátira, a crítica, e o absurdo tomam todo o espaço do texto, não deixando muita margem para uma análise sobre a existência desse poder. Aliás, sem o Chefe presente, nem poderíamos mesmo, acredito.
    A expectativa é criada para ser grande. Monumental,eu diria. E, quando achamos que acabou, ela se estende um pouco mais. E é nesse momento que comecei a me perder um pouco. E é nesse momento também que ela começa a entregar o final, visto que, após tanta preparação, se o Chefe aparecesse de verdade seria algo inexpressivo, ou, como foi o caso, ele não aparecia de forma alguma.
    Peço desculpas, mas não acho que o conto está adequado ao tema e não conseguiu atingir o intento de construir uma cena tão absurda que fosse realmente interessante.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  3. Sigridi Borges
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Estragon!
    Peço desculpas, mas não achei o conto de acordo com o tema sugerido.
    Uma sátira?
    A linguagem é clara, mas alguns pequenos erros de gramática atrapalharam um pouco.
    Não é meu estilo de escrita, mas vale como exercício.
    As músicas me incomodaram. Por vezes, acabei me perdendo.
    Abraço.

  4. Leo Jardim
    16 de dezembro de 2017

    # O Chefe (Estragon)

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫):

    – a parte inicial, criando a expectativa, fico muito grande, cansativa; em algum momento eu pensei: tá, já entendi, vamos lá, chega logo!
    – e mesmo depois que eu já tinha cansado, o texto continuou na mesma, com musiquinhas que eu já não conseguia mais achar graça
    – o fim, com o anticlímax, funcionou, pois é geralmente assim mesmo: de onde mais se espera é que não vem porra nenhuma; o problema é que dava pra ter chegado ao mesmo efeito cortando mais da metade do caminho até ali

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫):

    – precisa de revisão; acabei, como estava cansado, não anotando todos
    – concedeu *à* (a) ajuda necessária
    – bazófia (mais uma pro meu dicionário)
    – *henhenhéns* (nhenhenhéns)
    – *emgraxates* (engraxates)
    – marcação do diálogo sem quebra de parágrafo confundiu um pouco

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – não li Esperando Godot, mas perguntei ao Oráculo qdo vi a referência (ignorei o jogo de mesmo nome): mais uma indicação de um texto de leitura essencial; este conto pareceu ter a mesma premissa
    – como não tenho domínio do assunto, considerei parcialmente criativo

    🎯 Tema (▫▫):

    – não achei adequado ao desafio; qual é o superpoder do texto?

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫):

    – o texto ficou cansativo e enjoativo no meio, tive vontade de pular parágrafos… o fim anticlimático teve certo efeito, mas não salvou o meio

  5. Fheluany Nogueira
    15 de dezembro de 2017

    Superpoder: O Chefe tinha o poder do convencimento, a empáfia?

    Enredo e criatividade: uma sátira ao populismo — o povo desesperado aguarda um salvador da pátria que nunca vem. Texto bem humorado, com uma mensagem poderosa nas entrelinhas.

    Estilo, assunto e linguagem se fundiram bem, pois a série de repetições, provérbios, mantras, versos, letras de música e falas é que acabam por gerar a expectativa dos cidadãos pela vinda do Chefe.

    Apreciação:

    Gostei muito da ideia e da execução, mas é um texto complexo que não vai agradar a todos. Parabéns pela participação! Abraços. Ah! Em tempo, gostei do pseudônimo, cuja tradução é “estragão”, planta usada para tempero, etc. Mas, pressenti um outro significado, aquele que estraga tudo — tem muito mais a ver com o texto. Mais abraços.

    • Estragon
      15 de dezembro de 2017

      Olá, Heluany!

      Grato pelas lisonjas ao conto. Suas apreciações foram bem pertinentes. Estragon é o nome de um dos personagem da revolucionária peça do Teatro do Absurdo, “Esperando Godot” do irlandês Samuel Beckett. Ele é um dos que muito sofre pela espera daquele que nunca vem. O Chefe, o Mestre, O Deus.

  6. Givago Domingues Thimoti
    15 de dezembro de 2017

    Olá, Estragon

    Tudo bem?

    Infelizmente, não curti o conto. Achei a leitura truncada e cansativa. Esses parágrafos longos deram uma sensação de espera, a mesma da população da cidadezinha.
    Os diálogos, incrustados no meio do texto, me confundiram um pouco. As musiquinhas foram um adendo um tanto desnecessário ao conto.
    O poder não ficou muito bem definido. Creio que a intenção do autor era mostrar o poder que um político populista tem sobre a população.
    Concluindo, era um texto promissor que, no final, foi tão decepcionante quanto a chegada do garotinho nu.

  7. iolandinhapinheiro
    14 de dezembro de 2017

    Interessante seu conto, mas para agradar poucos. A abordagem utilizada que não conta a história de uma pessoa mas de um evento não a é mais sedutora para quem aprecia texto mais simples, fáceis de ler/entender. A trama gira em torno de alguém que jamais aparece, o contexto não é a chegada, mas como se comportam as pessoas que esperam. Eu me lembrei um pouco do filme Festim Diabólico, não que se espere que o morto vá sair de dentro daquele baú, mas de como é o comportamento tanto dos assassinos como dos outros convidados que aguardam a sua chegada. Lá, no filme, o interesse fica por conta dos elementos que levam à descoberta do crime, aqui, no seu conto, é a véspera, o espetáculo criado em torno do evento frustrado. O conto não é ruim, mas o público para o qual vc escolheu mostrar não é o mais adequado. É isso. Parabéns pela coragem. Abraços.

  8. Miquéias Dell'Orti
    13 de dezembro de 2017

    Olá,

    “E sobre ele um menino nu e de boné”… a partir dessa frase entendi que seu texto tratava de conceitos absurdos e excêntricos. Ao final, ficam evidentes as referências diretas de Esperando Godot, do irlandês Samuel Beckett. O teatro do absurdo foi sua base para o conto, o que explica todas as coisas malucas que vemos nele.

    Porém, pelo menos para mim, a execução da narrativa acabou atrapalhando o efeito “absurdal” que você queria passar. Existe uma estranha mistura de palavras rebuscadas com falhas de construção e erros ortográficos que deixaram o texto cansativo, além da disposição de parágrafos, tão longos que só reforçaram essa impressão.

    Quanto ao enredo, como ele se resume a uma divagação sobre as pessoas e personalidades que iriam falar, discursar ou fazer qualquer coisa, acabei perdendo o interesse na história antes da metade 😦

    No final, Gadot não aparece (como era de se esperar), mas o superpoder também ficou ausente, infelizmente.

    Ponto positivo: gostei do recurso de tradução, com os números sobrescritos em cada termo ou frase estrangeira.

    Parabéns pelo trabalho!

  9. Estela Goulart
    13 de dezembro de 2017

    Olá, Estragon. Sinceramente, me perdi do segundo ao penúltimo parágrafo e chegou a cansar um pouquinho, sabe? Bem pouquinho… na alma. Ainda sim, é um conto humorístico, sem dúvida nenhuma. Ri bastante com alguns trechos, ainda me perguntando o que estava acontecendo, mas o humor é bem notório. A crítica presente foi bem feita, mas, de acordo com o desafio, não consegui achar o superpoder. Talvez na parte fantasiosa… enfim. 5, 6… Parabéns e… 7, 9… boa sorte!

  10. Catarina
    13 de dezembro de 2017

    Premissa inteligente, quase uma alegoria à Esperando Godot. A Paula foi brilhante em sua análise. Gostei do tom crítico satírico, mas o texto está comprometido pelo excesso de repetições. O quarto, quinto, sexto e sétimo parágrafos discorrem sobre a mesma coisa. Eu tiraria os quatro. Por mais pertinente politicamente que o texto seja, me pareceu prolixo, ficou chato. Peço desculpas, não me encantou. Mas vou relevar em pró da sátira política, que adoro.

    • Estragon
      13 de dezembro de 2017

      Olá, Catarina! Ora se você tem conhecimento do “Esperando Godot”, não deveria ter estranhado, pois a ideia da cantilena, lenga-lenga e henhenhém, era essa mesmo, fazer o que os políticos estão habituados a fazer com o povo, ganhar na canseira. Torrar “saquear, roubar” a paciência, o bolso e a consciência da massa; e nas próximas eleições eles voltam lindos e faceiros, rindo na cara de todos. Isso é um poder imensurável, Você não acha! Mas muito grato pela lisonja ao conto mesmo não gostando.

  11. Luis Guilherme
    11 de dezembro de 2017

    Bom diaa, tudo bem?

    Olha, sendo sincero, não gostei muito do conto. O desfecho é bo., e deu um “up”, mas achei a história bastante cansativa, e chegou um momento que eu só queria terminar logo. Desculpe ser tao direto, rsrs.

    Acho que o conto, que tem uma boa premissa e potencial, poderia ser mais curto. Acabou ficando um pouco arrastado e repetitivo, pois as situações são parecidas e nao agregam nada de novo. Como o conto carece de personagens (trabalhando apenas com grupos), foi difícil criar vinculo com o texto. Nao sei, acabou ficando cansativo.

    Existem alguns problemas gramaticais também, principalmente de concordância e uso de crase, que merecem uma atenção e revisão mais apurada.

    Por outro lado, a metáfora é bem boa. Apesar de não ter sido um enigma, o desfecho agradou bastante. A eterna mania de esperar um salvador descer dos céus e mudar o mundo. Brasileiro, em especial, tem muito disso. No fim, só acaba ae decepcionando, como você bem retratou.

    Enfim, é um conto com uma boa ideia e premissa, mas que acabou me cansando e nao me ganho. Sinto muito.

    Ainda assim, parabena e boa sorte!

  12. Felipe Rodrigues
    11 de dezembro de 2017

    O ponto forte do conto é a angústia de um povo que aguarda um chefe salvador, mas que não sabe mais o que fazer para agradar o tal líder. Com humor e fazendo uso de situações que muito me lembraram Monty Python, o escritor conseguiu fazer uma sátira à eterna espera de um salvador, seja ele um justo ou um novo tirano. Achei somente a construção muito óbvia, a construção de um personagem envolvido com todos os grupos, dos mídias aos jovens, seria mais interessante e traria maior proximidade ao leitor. Fora isso, achei muito repetitivo e começo.

  13. Neusa Maria Fontolan
    9 de dezembro de 2017

    Parece mais um artigo de uma revista, uma longa narrativa glorificando um “chefe” que no final nem aparece para dar uma banana pro povo.
    E pra que essas musiquinhas? Não vi nada aqui que me segurasse na leitura, desculpe a franqueza, mas é assim. Fiquei até esperando que no final descesse um extraterrestre e levasse todos com a desculpa do paraíso, mas seriam alimentos como se fossem gado. Mas isso é minha mente doida que inventou.
    Parabéns e obrigada por escrever.

  14. Paula Giannini
    9 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Esperando Godot – de Samuel Beckett (1953) é um divisor de águas da dramaturgia mundial. A peça faz uma sátira ácida ao cotidiano, mostrando o quão absurdos podem ser nossos hábitos. O espetáculo, obviamente, estreou o gênero “Teatro do Absurdo”.

    É interessante notar que, assim como em seu conto, durante a peça, os personagens aguardam a chegada de “Godot”, que nunca aparece. Assim, o tema da peça é a espera, ou melhor aquele ou aquilo que nunca chega. Para alguns críticos Godot seria Deus.

    Mera coincidência?

    Não. Creio que não. Seu conto é todo calcado nessa ideia. Uma distopia hiper-realista se é que podemos dizer isso.

    Um povo que espera seu “Chefe”, o grande chefe, que por algum motivo me lembrou o “Grande Irmão” de “1984 – de George Orwell”. O que significa essa espera? Esse fanatismo? Esse endeusamento da grande autoridade? O povo tem fome. Quer comida, eletrodomésticos, conforto, educação. O povo quer esperança.
    Esperança de um futuro melhor e mais digno, que só poderia vir das mãos de alguém que, de fato, não tem superpoderes, mas, que para esses cidadãos tem (ou teria). Afinal é ele quem manipula os desejos satisfeitos de todos.

    Por outro lado, o grande líder talvez nem exista. Talvez seu Godot seja uma criação de um grupo detentor do poder e da vida de todos… Ops. Outra semelhança com nossas vidas, não é?

    Seu texto brinca com camadas e traz até a lembrança de uma fábula. “O rei está nú”, jargão nosso conhecido de histórias infantis, mas tão pertinente ao mundo adulto. Mas, mesmo sem a leitura de tais camadas, a história funciona (acho) e causa o desconforto e o estranhamento típicos das distopias.

    Eu gostei.

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Estragon
      9 de dezembro de 2017

      Muito bem, grande Paula! É tudo isso e muito mais, que o diga nossas minguadas vidas cotidianas, a mercê desses falsos messias. Do qual esperamos apenas o mínimo, e eles nos dão o máximo de hipócritas promessas. No mais, estou por mais lisonjeado com suas citações ao conto. E parabéns pelo seu prêmio no concurso “Paulo Leminski”. Bjs!…

      • Paula Giannini
        9 de dezembro de 2017

        Obrigada, Estragon… E mais uma vez, parabéns pelo conto. 😉

  15. Pedro Paulo
    8 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Acredito que não vai ser um conto que se destacará neste desafio, não por ser um conto ruim, mas por praticamente não tocar o tema. Claro, a mobilização a nível mundial imposta por um só indivíduo – que tal como é descrito pode ser mais do que simplesmente uma pessoa, até mesmo um Deus – só parece ser possível com algum tipo de intervenção que supere a natureza, como um super poder. E, claro, há também o fundo político do conto, satirizando a balburdia que acompanha as personalidades políticas. É algo que o autor fez muito bem, mesmo que de uma forma um tanto avassaladora, na qual o excesso de descrição me causou confusão. Sempre que eu pensava que algo aconteceria, mais coisas eram colocadas no cenário, criando uma grande multidão caótica e barulhenta na minha cabeça. Vem como revés e como sorte, pois, ao mesmo tempo que cria uma imagem bagunçada na mente do leitor, em que o cenário acaba sendo a própria trama, também faz uma ambientação fiel ao que de fato se vê nas ruas quando grandes figuras da política vêm. Portanto, é um bom conto, um bem engraçado até, que só careceu de direcionamento e aprofundamento na temática proposta no desafio.

  16. Priscila Pereira
    7 de dezembro de 2017

    Super poder: enganar e iludir grandes massas

    Oi Estragon, seu texto me irritou um pouco, o que é bom, pois acredito que foi justamente essa a sua intensão… A estória é simples, o chefe disse que viria, todos foram vê-lo e no final ele não apareceu. Daria um miniconto, mas você alongou demais… Eu acho que entendi a sua crítica aos políticos e principalmente ao povo que se deixa fazer de besta, mas além da irritação pelas descrições em mínimos detalhes de todos que iam ver o chefe e de tudo que ia acontecer, seu texto não causou efeito algum em mim…
    Precisa de uma revisão.. (Kardexista foi forte demais)
    Boa sorte pra você!

  17. Bianca Amaro
    6 de dezembro de 2017

    Oi autor(a), tudo bem? Parabéns pelo conto.
    Sinto muito, mas não entendi como isso se encaixa no “superpoderes”. Pessoalmente, não gostei muito. O autor parecia criticar a política, criticar o modo em que certas pessoas enxergam os políticos, como se fossem seus salvadores e tals, mas eu não gostei muito.
    O autor foi inteligente em dar a expectativa de conhecer o grande chefe, o poderoso chefão (rs). E foi criativo o fato de que, no final de tudo, o chefe não aparecer. Se for mesmo uma crítica sobre os políticos, isso ficou muito bom: o povo confia no chefe (o político), mas no final ele sempre decepciona, há!
    Eu pessoalmente não curti muito seu texto, mas foi bem escrito e tem potencial.
    Mas, repetindo o que falei antes, não se encaixou no tema superpoderes.
    Boa sorte e parabéns pelo seu texto).

  18. Regina Ruth Rincon Caires
    5 de dezembro de 2017

    Neste texto, o autor tem o SUPERPODER de instigar, de ir colocando fermento para inflar a expectativa do leitor de conhecer o Chefe. Autor danadinho! Trabalhou como um político. Promessa, expectativa, promessa, expectativa… Ao final, NADA ACONTECE. Interessante como trabalha com a ansiedade, com a paciência, com o conformismo. Mostra a verdadeira manipulação que brota da demagogia. Não foi esta a sua intenção, Estragon?! Viajei?!
    Bom, o texto carece de revisão. Acho que ficou um pouquinho esticado.
    Boa sorte!

    • Estragon
      5 de dezembro de 2017

      Que o quê, Regina! Acertou na mosca! Como você falou, para não esticar mais e cair na politicagem, pela politicagem, parei por ali mesmo. Pois em verdade o chefe ia chegar com uns poderosos raios que estraçalhavam os diversos cofres públicos, como o da Petrobrás, Caixa etc, então ia ficar muito longo… Ks,ks,ks…

      • Regina Ruth Rincon Caires
        5 de dezembro de 2017

        Acertei?! Putz! Sobre os políticos, como dizia Arlete Sales, “melhor não comentar”!!!!!!! Isso dá uma briga danada. Existe uma galera inflamada que ataca… Hoje, uma amigo criou uma frase muito legal: “Quem precisa ser agressivo para defender seu ponto de vista, pode estar certo que não está tão certo assim.”. Achei sensacional!!!! Abraços, Estragon!

      • Estragon
        5 de dezembro de 2017

        Tenha a certeza disso! Seu amigo está muito certo. Pois, quem têm convicções de suas idéias, não as debatem, nem têm necessidade de defendê-las. A busca pelo debate é um impulso causado pela incerteza, pela necessidade de afirmação de algo a cerca do que não se tem muita convicção, é um impulso movido pela inquietação da dúvida.

  19. Antonio Stegues Batista
    4 de dezembro de 2017

    Só por curiosidade; a palavra chefe foi escrita mais de 30 vezes! Além disso centenas de citações, versos, canções,provérbios, pensamentos, ditados, rezas, mantras e uma infinidade de coisas, uma preparação monumental para a vinda do chefe que não chegou. Achei um bom conto, embora a abordagem do tema seja muito pequena, ou sugestiva. Valeu pelo esforço do autor em escrever , e conceber, todas essas ideias.

  20. Rubem Cabral
    4 de dezembro de 2017

    Olá, Estragon.

    Então, não notei muita adequação ao tema superpoderes. O enredo até cita essa criatura semidivina que seria o Chefe, mas não detalha muito bem que poderes ele teria, qual a sua natureza, etc. Entendi a referência ao “Esperando Godot” e a crítica à política e ao populismo, mas… O enredo não me empolgou.

    Quanto à parte técnica, faltou um pouco de esmero e houve mesmo alguns erros de grafia: kardexistas, por exemplo. “Budas” não é o mesmo que budistas ou monges budistas, ficou parecendo certa falta de pesquisa quanto a religiões alheias.

    Abraço e boa sorte no desafio!

  21. Paulo Ferreira
    3 de dezembro de 2017

    Enfim um conto que trata do legítimo poder, não o poder sensorial da mente humana, mas o poder real dos demagogos. Estes que usurpam as fraquezas das massas. E que no fundo, no fundo não tem poderes nenhum, apenas o poder das manobras ardilosas para a usurpação do povo que nele acreditou.

  22. Mariana
    3 de dezembro de 2017

    Que bela homenagem a Beckett (o conto funciona muito melhor se o leitor conhecer Esperando Godot). A escrita é curiosa, mas eu saquei de cara que o chefe era uma espécie de divindade inexistente/projeção das pessoas desesperadas por um pai, um chefe qualquer coisa. Realmente, não sei se o texto se adequá tão bem ao desafio, mas isso não irá interferir na nota. E se o galho da árvore quebrar? Genial autor. Parabéns e boa sorte no desafio

    • Mariana
      3 de dezembro de 2017

      Maldito teclado de celular – ignore aquele acento terrível em adequa, autor.

  23. Evelyn Postali
    3 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a),
    Quem era o Chefe? Deus? Um Deus? Se for, tem superpoder, então, mesmo não presente, é omnipresente, e está no tema. Contudo, foge um pouco do que o desafio se propõe, na minha humilde opinião, apesar de não se precisar da presença para crer em seu poder. Os mistérios da fé. Esse clima de final dos tempos, de redenção de tudo, não sei, não aponta para um objetivo específico. É claro, não se precisa de um para iniciar o final dos tempos, mas não creio também que receberíamos um telegrama avisando. O roteiro se esvazia aos poucos antes do final. E o final, broxando as expectativas, com a mensagem política, meio que, sei lá. Mas gostei do discurso corrido e das referências. As frases, partes de música… E Godot é um programa de jogo ou algo do tipo. Mas enfim… A trama se desmonta no final e tudo se esgota. Esse eu vou reler. Talvez daqui uns dias tenha nova visão de tudo.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  24. Olisomar Pires
    3 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: boa descrição da ansiedade e sentimento de espera por parte da população. Não tive problemas com a leitura.

    Pontos negativos: foco exclusivo na espera pelo personagem e, claro, não parece ter existido um superpoder envolvido.

    Impressões pessoais: um bom texto, mas que não conta muita coisa. Se inserido em algo maior, talvez tivesse maior significado.

    Sugestões pertinentes: um recorte no texto mostrando a visão do “chefe” sobre o sentimento que despertava no povo seria interessante.

    E assim por diante: é divertido e traz a questão política vivida no país nos últimos anos, onde fumaça e espetáculo hipnotizaram a muitos enquanto o saque era geral.

    Parabéns !

  25. Angelo Rodrigues
    3 de dezembro de 2017

    Caro Estragon,

    Uma longa sátira que busca desnudar o populismo, o messianismo etc e tal.
    Ela serviria bem à chegada do papa ou do Lula (e outros, se dermos a ela uma perspectiva histórica), tanto faz, salvo pelos aparelhos eletrodomésticos e brinquedos de plástico, se só.
    Tem um clima de apoteose, de fim de mundo. Me lembrou também, um pouco, quando nos comícios contra o Golpe de 1964, ficávamos diante do palco esperando pra saber se viria nos falar o FHC, o Mário Covas, se Osmar Santos seria o locutor das diretas e se a Fafá de Belém cantaria o hino nacional. Não é pra rir, é pra chorar.
    Me lembrou também El Baño del Papa (O Banheiro do Papa, no Brasil), onde uma cidadezinha no Uruguai se prepara para receber a chegada do papa João Paulo II e o papa não aparece, levando à falência todos aqueles que gastaram suas economias preparando coisas pra vender aos turistas brasileiros que iriam até lá, exata e unicamente para ver o papa. Como no filme também o papa não aparece, ficou o mesmo gosto.
    Bem, voltando ao conto, acho que o tom passou um pouco. Eu já havia compreendido a intenção e mesmo assim o conto não terminou, foi se alongando com uma enorme proliferação de minúcias.
    Achei que o dito cidadão (do qual nem o nome falo) acabaria por aparecer num ato apoteótico e algum menino o diria nu, mas não.

    Boa sorte com o certame.

  26. Fabio Baptista
    3 de dezembro de 2017

    Desculpe, mas não curti nem a escrita, nem a história e também não vi superpoderes aí.

    Pensei que seria um sátira política (bom, na verdade é) mais escrachada, anti-PT, com o Lula se materializando na figura do Chefe, usando o poder de manipular a multidão, ou algo assim. Mas o conto se perdeu numa narrativa sem foco, com listas intermináveis de pessoas aguardando e suas musiquinhas, que apesar de ficarem engraçadas em certas partes (eu no “tomar no cu”), não mostraram muito a que vieram.

    O anti-clímax final não surtiu efeito, pois tudo que veio antes falhou em criar expectativa pela chegada do Chefe.

    A parte técnica também deixou a desejar, o texto carece de uma boa revisão.

    Abraço!

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Informação

Publicado em 3 de dezembro de 2017 por em Superpoderes.