EntreContos

Detox Literário.

A mutação (Jorge Santos)

Paula fechou-se no quarto. Com a respiração ofegante procurou algo que servisse de arma, mas em vão. Fixou os olhos na porta. Toda ela tremia, tentando-se esconder na esquina daquela divisão da casa, as unhas em sangue de tentar raspar o revestimento da parede. O quarto não tinha nada a não ser uma luz que tremeluzia no tecto e uma porta de madeira com marcas de humidade.

O som de alguém a bater à porta quebrou o silêncio.

– Vai-te embora! Deixa-me em paz!

Nova batida, mais forte. Ela desata a chorar.

A batida seguinte arranca a porta das dobradiças, caindo a poucos centímetros de Paula. Um rapaz pouco mais velho do que ela, não mais do que vinte anos, entra no quarto. No seu olhar de ódio, Paula não consegue reconhecer quem ela em tempos amara.  

– Deixa-me em paz!

O grito foi imediatamente seguido pelo primeiro ataque. O corpo dela é projectado contra a parede oposta. A visão do corpo inerte no chão não o faz parar. O ataque seguinte seria ainda mais brutal e deixaria o chão coberto de sangue.

 

* * *

Pedro acordou na cela do hospital psiquiátrico. Era um quadrado com três metros de lado, com paredes revestidas de borracha branca. A porta era forrada do mesmo material. Tinha uma pequena janela com grades exteriores de ferro, localizada a dois metros de altura.

Sentou-se na cama e ajeitou os vincos do pijama igualmente branco. Fez planos para o seu dia. Isso demorou, exatamente, 30 segundos. Costumava andar à volta do pequeno quarto até às 10h da manhã. Por essa altura, costumava ser levado para o pátio ou para a sala comum. Ali convivia com os verdadeiros doentes, aquele que viviam encerrados nas suas mais diversas patologias do foro psiquiátrico. Tentara conviver com alguns, mas cedo se cansou e optou por isolar-se. Era frequente vê-lo encostado a um canto, a ler um livro ou a ver televisão – mas, naquele dia, a sua rotina iria ser diferente. Iria dar os habituais 352 passos até ao gabinete médico onde seria feita uma avaliação psicológica pelo Doutor Ramirez, um médico psiquiátrico cubano que parecia um lutador de Wrestling.

Pedro preparou-se para enfrentar o olhar estranho de Ramirez e o cheiro a colónia barata que ele insistia em usar mas, assim que entrou no consultório, deu de caras com um homem desconhecido, alto e vestido de negro. O olhar frio parecia ter saído de um filme de terror. A qualquer outra pessoa, a visão daquele homem poderia ter impressionado, mas para Pedro era apenas outro médico para lhe fazer perguntas estúpidas.

– Bom dia, Pedro. Eu sou Filipe Braz e …

O Pedro interrompeu-o.

– … e veio substituir o Dr. Marquez. Não é o primeiro médico que o substitui. Vem tentar determinar a minha insanidade.  

Pedro sentou-se na cadeira à frente da secretária. Braz estava de pé. Dois enfermeiros estavam junto à porta. Não eram os enfermeiros que normalmente acompanhavam o Pedro – estes pareciam-se mais com seguranças, de compleição forte e com evidência de estarem armados.

– Engana-se. Primeiro, eu não sou médico, sou cientista. Depois, eu sei que o Pedro não tem nenhuma doença do foro psiquiátrico. É um jovem absolutamente normal. Teve boas notas na escola, dedicou-se a projectos voluntários, música, teatro, desporto. Os seus amigos tecem-lhe os maiores elogios.

– Que amigos? Eu deixei de ter amigos, depois daquela noite.

– O que pensa que aconteceu nessa noite, Pedro?

Pedro fechou os olhos. Tinha pesadelos com aquela noite. Os gritos da Paula ecoavam ainda na sua cabeça. Depois, só via o sangue.

 Eu era completamente apaixonado por ela. Mas ela queria terminar tudo. Isso deixou-me furioso.

Braz colocou em cima da secretária uma série de fotografias. A ex-namorada do Pedro em primeiro plano, o corpo parecendo ter sido atacado por um animal. O Pedro fechou os olhos, as lágrimas começaram a escorrer pela cara.  

– Não conseguia parar. Eu sou um monstro.

– Entendo. E se eu lhe dissesse que há uma razão para se mortificar?

– Não há razão nenhuma que justifique o que fiz.

– Existe. Tente manter a sua mente aberta. Este é o resultado da minha pesquisa. A minha especialidade é o estudo do DNA. Fiz uma análise estatística e descobri algo interessante – em casos como o seu, onde pessoas que levam uma vida absolutamente normal levam a cabo crimes violentos, têm uma base comum. Identifiquei essas sequências no seu próprio DNA, Pedro.

– Portanto, a culpa não é da minha mente, mas das minhas células. Elas é que estão programadas para que eu seja um monstro.

– De certa forma. O nosso cérebro mais primitivo, também chamado de reptiliano, é responsável pelas nossas funções mais básicas. É a base do nosso comportamento mais agressivo. Mas não explica como é que o Pedro conseguiu duplicar a sua força. Gostaria de fazer alguns testes, com a sua permissão. Podem ser algo desagradáveis e haver alguma dor envolvida.

A resposta do Pedro foi imediata: – Quando começamos?

 

* * *

 

Estava num gabinete médico, semi-nu e preso a uma maca. Estava frio. Braz tinha-o informado de que a temperatura do ar condicionado seria reduzida.

– Esta sala é insonorizada, por isso vai poder gritar à vontade. Precisamos trazer o monstro que tem dentro de si. É esse monstro que precisa de tratamento, não é o Pedro. É aí que os psiquiatras falham. – Disse Braz, mostrando uma arma imobilizadora ou stun gun na gíria inglesa. Pedro sabia o que aquilo era e engoliu em seco.  

– Quer dizer que eu me vou transformar no Hulk?

Braz deu uma gargalhada sonora.

– Sim, Pedro. Não poderia estar mais certo.

Ele encostou a arma ao peito do Pedro e disparou uma vez. O choque elétrico atingiu-o em cheio e ele nem teve tempo de gritar. O corpo contorceu-se, a sala começou a cheirar a carne queimada e ele acabou por desmaiar.

Quando recuperou os sentidos, continuava preso à maca. O peito doía-lhe. Tentou falar, mas não conseguiu. Braz continuava a seu lado, com a arma na mão. A simples visão da arma provocava agora um terror quase sobrenatural ao Pedro.

– A bela adormecida acordou finalmente. Podemos prosseguir?

O olhar de Braz tinha um brilho sádico. O segundo disparo foi ainda mais forte do que o primeiro. O Pedro ficou imobilizado durante meia hora, mas não perdeu os sentidos. Durante todo esse tempo, Braz limitou-se a sentar-se a seu lado e esperar.

– Tenho todo o tempo do mundo, Pedro. Não vamos a lado nenhum.

O Pedro já não conseguia ouvir a voz cínica de Braz. Queria libertar-se. Esse desejo apoderava-se dele e era a força mais poderosa que alguma vez tinha sentido na vida. Sentia as mãos e os pés firmemente presos, mas ele tinha um único objetivo: libertar-se, pegar na arma imobilizadora, enfiá-la no ânus de Braz e disparar. Este levantou-se e regulou a arma para a potência máxima.

– Esta vai ser a prova maior, Sr. Pedro. Ou o monstro emerge ou o Pedro morre. Não há terceira hipótese.

Ele encostou a arma ao pescoço do Pedro. O que se passou a seguir foi rápido:

  1. Pedro conseguiu soltar-se;
  2. Projectou Braz contra a parede;
  3. Matou um dos guardas, partindo-lhe o pescoço;
  4. Deixou o segundo guarda inconsciente.

Depois, fugiu do hospital, refugiando-se no bosque. Tinha a plena consciência de ser um monstro. Braz tinha-o deixado num estado intermédio, do qual não conseguiria libertar-se. Meio Hulk, meio Banner. Foi nesse estado que ele se perdeu no mundo. De tempos a tempos, aparecia nos noticiários. Os seus crimes horrendos estavam a deixar todos em sobressalto.

* * *

 

O desejo era forte, ainda mais forte do que a força do monstro que Braz acordara dentro de si. A vontade de ir para a montanha obcecava-o. As respostas esperavam por ele ali. Sabia-o de uma forma instintiva, como se uma voz que não era a sua estivesse a ordená-lo. Demorou mais de um mês a chegar, atravessando terras e rios, caçando animais para se alimentar. Evitava todo e qualquer sinal da civilização. Tinha a noção de se estar a tornar, ele próprio, num animal selvagem, mas conseguia viver bem com isso. Compreendia que o monstro era, na realidade, o seu verdadeiro eu, aquele que sempre escondera dentro de si.

* * *

 

A montanha erguia-se diante dele. Não era diferente das outras que já atravessara, mas sabia que esta era o seu destino. Toda a existência do Pedro, que agora era um monstro, convergira para aquele momento. No topo da montanha encontraria a resposta. A certeza disso era avassaladora, pensou, enquanto subia a encosta – uma encosta demasiadamente inclinada para o Pedro de antigamente, mas um passeio no parque para o monstro que tinha dentro de si.

No topo da montanha estava uma pessoa. Pedro reconheceu-o de longe. O Dr. Braz. A pessoa que ele mais odiara durante toda a longa viagem desde o hospital estava ali, à sua espera, desarmado. O Pedro imaginou várias formas de acabar com ele, mas nada fez. Algo retraía o seu impulso, tal como tinha acontecido na sala do hospital. A sua vontade tinha sido a de matar o investigador, mas, na altura, Pedro limitar-se a descarregar a sua fúria nos seguranças e a fugir.

– Demoraste.

A voz forte de Braz ressoava de uma forma estranha na sua cabeça. Como se não estivesse a ouvi-la mas sim a senti-la por um qualquer processo telepático.

– Não consegui apanhar o Expresso dos Monstros. Vim a pé.

– O que importa é teres sentido o meu chamamento. Eu sou como tu. A mutação no DNA foi identificada por mim no meu próprio DNA. Todos somos ligados por uma consciência única. Uma matilha espalhada por todo o mundo. Eu sou o Alfa. Ajoelha-te perante o teu senhor!

O cérebro do Pedro começou a ser invadido por pensamentos contraditórios. Queria racionalizar o que estava a acontecer, mas o monstro tinha tomado conta do seu corpo e deu por si ajoelhado em frente ao Dr. Braz, que pousou a mão na cabeça dele.

– Juntos, vamos instaurar uma nova ordem. Seremos nós a espécie dominante. Seremos donos e senhores de todo o planeta. O que o nosso irmão Adolf não conseguiu, conseguiremos nós.

Pedro percebeu a referência a Adolf Hitler. Também ele tinha a mutação no seu DNA. Também ele fora um monstro, causador de milhões de mortos. Recordou-se das imagens que vira do Holocausto. A possibilidade de fazer parte de algo semelhante gerou no Pedro uma fúria superior à provocada pelos choques eléctricos de Braz. Havia um monstro ainda maior dentro de si, um poder imenso que irrompia dele e que o investigador, ainda com a mão na cabeça de Pedro, ignorava.

– Agora és o meu servo. Seguir-me-ás até à tua morte.

A voz de Braz ecoou na encosta das montanhas vizinhas. Sem se levantar, Pedro segurou a mão que Braz tinha pousada na sua cabeça, numa atitude de submissão.

– Sim, amo.

Braz tentou libertar a sua mão, mas as mãos do Pedro eram mais fortes. Conseguiu levantar-se, mantendo ainda a mão de Braz presa num aperto titânico. Aumentou ainda mais a pressão. Agora era Braz que se ajoelhava, a sua cara mudando de cor. O som dos ossos a partir quebrou o silêncio. Pedro libertou a mão de Braz, que urrava de dor, tentando segurar a mão que pendia do braço.

 – Como se eu fosse capaz de seguir um homem que não se dignou a ler todo o meu processo.

O Pedro pegou no corpo de Braz e arrastou-o até ao precipício.

– Porque se tivesse lido, saberia da minha ascendência judaica e dos meus familiares que morreram em Treblinka. Obrigado por ter despertado em mim algo mais forte do que o meu próprio monstro pessoal.

Braz tremia de dor e de fúria. Vociferava insultos animalescos enquanto o Pedro pegava no seu corpo como se fosse um brinquedo e o atirou ao abismo. Os berros terminaram num impacto surdo contra a rocha, cento e cinquenta metros mais abaixo.

Tudo tinha terminado. O Pedro sentiu uma estranha felicidade. Imaginou a Paula do seu lado, ali com ele. Ela gostava da montanha.

A Paula. A doce e bela Paula.

O arrependimento invadiu o Pedro. O monstro que havia dentro de si desaparecera.

O abismo chamava-o.

Pedro merecia o castigo.

Bastava um passo em frente e o seu corpo juntar-se-ia ao de Braz.

 

FIM ALTERNATIVO 1

Pedro levanta-se e lança-se ao abismo. O seu corpo seria encontrado alguns dias depois, já em avançado estado de decomposição, ao lado do corpo de Braz. Seria notícia dos jornais durante alguns dias e prontamente esquecido. Entretanto, algures no mundo, um novo Alfa estava já a ser eleito e a revolução dos mutantes continuaria.

 

FIM ALTERNATIVO 2

Pedro levanta-se e vai à sua vida. Era um homem procurado, mas podia mudar o seu destino. O mundo precisava saber que muita da violência actual tinha origem numa mutação genética e que poderia pôr em causa toda a humanidade. Anos depois da sua morte, e devido aos seus esforços, seria criada a primeira vacina contra a violência.

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46 comentários em “A mutação (Jorge Santos)

  1. Edinaldo Garcia
    30 de dezembro de 2017

    A mutação (Estevão Reis)

    Trama: Depois de um surto de loucura, jovem descobre que não é exatamente um doente mental.

    Impressões: A trama simples que possuiu sim certa originalidade. O inicio como conto de terror, transfigurando-se para a aventura mais adiante foi muito bacana e bem desenvolvido. Eu, verdadeiramente, comprei a ideia da trama. É boa, instigante. A premissa do superpoder é boa. Lembrou-me Mccoy dos X Men, além, obviamente do Hulk citado no texto. Para mim uma boa aventura, um texto que fez aquilo que se propôs.

    Linguagem e escrita: Eu, particularmente, acho que poderia ter sido melhor. Creio que autor não usou todo o seu potencial, pois vejo aqui um bom escritor. Não que linguagem seja ruim, mas dá para melhorar. Achei truncada, confusa em alguns momentos e há necessidade de uma boa revisão gramatical. Há repetição de palavra, excesso de nomes próprios quando poderia ter usado melhor os pronomes. Sempre há um artigo “o” quase toda vez que se refere ao personagem Pedro: “O Pedro”. Na maioria das vezes apenas o nome seria o suficiente ou um pronome. Claro que nada disso nem de longe corrompe a obra. Só faço aqui uma crítica para ligar uma luz de alerta. E outra coisa, é a minha opinião e olha que meu conto vai figurar entre os últimos. Rsrs. Senão no fim da lista.

    Veredito: Um conto muito divertido e gostoso de ler.

  2. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    7. A mutação (Estevão Reis):
    Um conto de pronunciado sotaque português, que parte da PREMISSA de um crime passional causado por uma condição mórbida (elemento discutível como superpoder). Quanto à TÉCNICA, há trechos que considerei implausíveis, como:” Gostaria de fazer alguns testes, com a sua permissão. Podem ser algo desagradáveis e haver alguma dor envolvida. A resposta do Pedro foi imediata: – Quando começamos?”
    Também não me atraiu a enumeração no trecho:
    “O que se passou a seguir foi rápido:
    1. Pedro conseguiu soltar-se;
    2. Projectou Braz contra a parede;
    3. Matou um dos guardas, partindo-lhe o pescoço;
    4. Deixou o segundo guarda inconsciente.”
    Gostei da surpresa da Matilha do Alfa, mas nem tanto do desenvolvimento, misturando servilidade e ficção histórica. E os dois finais possíveis tiveram um efeito diverso ao esperado: em vez de escolha do leitor, uma indecisão do autor. Como APRIMORAMENTO, sugiro ao autor escolher somente um dos finais propostos.

  3. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá, Estevão. Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    Ufa! Tive que ler seis contos antes de finalmente encontrar um dentro do espírito de super-heróis. Não digo que outros não atendam à temática de superpoderes, mas não entram no espírito jovem que requer e que encontrei no seu. É precisa coragem para arriscar algo totalmente novo, como você fez colocando dois finais alternativos. Não me desagradou, na medida em que encaro a participação também como um barómetro, mas percebo que outros comentadores irão, com toda a certeza, castigá-lo por isso. Numa próxima, aconselho a que tente as experiências primeiro na área off, terá menos feedback, claro, mas poupar-lhe-á alguns amargos de boca. E repare que nem falo por mim, pois, como já disse, não desgostei e até senti alguma consideração pela coragem demonstrada. Você é um/a excelente imaginador/a de histórias, pelo menos foi o que senti ao ler o seu conto que tem um belo enredo, perfeitamente adequado ao tema. Entretanto a repetição sucessiva de palavras e o excesso de artigos definidos, retiraram alguma leveza à leitura. Nada que uma revisão final não resolva. No mais, é um conto animado, tipo clássico, com aquele toque “hollywood”, sempre agradável no universo de super-heróis. O superpoder de Pedro, uma força extrema que o leva a ser violento com alguma facilidade, estaria melhor apresentado se “o monstro” não fosse tão presente no discurso, ou seja: ou Pedro seria tratado como monstro na narrativa ou assim se referiria a si mesmo; as duas coisas, como sucede, levam a um certo exagero que distancia o leitor. Por fim penso que seria mais coerente Pedro matar o Dr. Braz por revolta, por não suportar que este lhe exigisse servidão, que por razões morais cujos fundamentos, ainda por cima, parecem ter sido metidos propositadamente para esse efeito. Relativamente aos fins alternativos, prefiro o segundo. Gosto sempre de acreditar no melhor. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  4. Amanda Gomez
    28 de dezembro de 2017

    Olá,

    O texto apresenta um ” problema” parecido com outro que li ontem. Parece não ter liga, os acontecimentos se atropelam, ao invés de se aprofundar em um determinado momento, são criados outros aleatórios, e fica essa gama de informações à serem trabalhadas.

    O começo é promissor, faz promessas, gosto dessas inicios que arrebatam, deixa a gente na expectativa, mas infelizmente não as cumpre. Por usar elementos muito comuns nesses tipos de histórias; mutações, cientistas malucos, dominar o mundo… o autor deveria ter caprichado mais nessas releituras, ficou muito comum.

    Achei estranha a parte do ”despertar” do poder, judeus.. nazismos… muitas informações mesmo.

    Eu acho que estou sendo muito chata, o que é chato… pq tenho recebido comentários do tipo e sei como é… mas são as minhas impressões à respeito do seu trabalho. É um bom trabalho, mas sinto que ficou apressado…talvez, deixando a ideia amadurecer mais um pouco teria ficado excelente!

    Parabéns, boa sorte no desafio!

  5. Gustavo Araujo
    27 de dezembro de 2017

    É um conto bem escrito e com forte apelo psicológico, o que basta para me atrair. Temos aqui a pequena epopeia de um homem que guarda um monstro dentro de si (bem, quem de nós não o tem?), cujo despertar termina por se constituir no objetivo de vida de um cientista do mal, desses que pretendem dominar o mundo e, neste caso, dando prosseguimento aos planos nazistas do velho Adolf. Creio que o que me incomodou foi a natureza plana desse cientista. Enquanto o personagem principal é construído de maneira provocativa, permitindo que ora nos afeiçoemos a ele, ora o repugnemos, seu antagonista é simplesmente o vilão, sem qualquer traço de personalidade em sentido diverso. O final alternativo, algo novo por aqui, foi uma boa sacada, mas sou obrigado a dizer que não gostei tanto. A primeira hipótese, com o salto voluntário para a morte era desde sempre a única opção. Enfim, um conto mediano. Queria ter gostado mais. De todo modo, boa sorte no desafio.

  6. Ana Carolina Machado
    27 de dezembro de 2017

    Oiii. A história é bem criativa, foi interessante inserir uma mutação no gene como causa do Pedro fazer o que fez com a Paula, foi mais interessante ter relacionado essa mutação com Hitler. Também gostei daquela ideia das pessoas que tem essa mutação serem como uma matilha espalhada. Aquela ideia de alfa.Sobre os finais eu acho que eu prefiro o final alternativo 2, pois acho que teria sido interessante o Pedro devido ao conhecimento dele da mutação ter trabalhado em algo contra essa mutação e consequentemente contra a violência. Acho que teria sido melhor ter deixado somente o final 2 e trabalhado melhor. Parabéns. Boa sorte!

  7. Pedro Luna
    27 de dezembro de 2017

    A narrativa parece com a de um quadrinho, mas isso não é bom. De dez narrativas de quadrinhos de heróis, 8 são confusas demais, meio samba do criolo doido, e vi isso aqui no conto. Digo isso pelo tanto de pontas que não se amarram tão bem. O começo é ótimo, depois o conto entra na guinada experimentos, mutação, monstros, e no fim ainda mete um lance de vingança histórica, judaísmo. Foi muita coisa para pouco conto, pelo menos assim achei. Pequenos detalhes que trazem comodidade ao conto também me incomodaram, como o fato de Pedro se soltar e não matar Braz, e sim os míseros guardinhas.

    Quanto a escrita, achei boa, embora traga algumas manobras que não sei se considero boas ou meio safadas (não leve a mal)..kkk, como:

    “Ele encostou a arma ao pescoço do Pedro. O que se passou a seguir foi rápido:

    Pedro conseguiu soltar-se;
    Projectou Braz contra a parede;
    Matou um dos guardas, partindo-lhe o pescoço;
    Deixou o segundo guarda inconsciente.”

    E os finais alternativos. Não gostei. Acho que o autor tem que assumir um fim e pronto. Um texto com alto e baixos.

  8. Bia Machado
    26 de dezembro de 2017

    – Enredo: 0,7/1 – O enredo tem alguns pontos que não me agradaram. Foi muita coisa abordada para o espaço do conto. A primeira parte, a da Paula, por exemplo, pra mim poderia nem existir, já que ela não aparece em outras partes da história, a simples citação ao que tinha acontecido, na conversa do Pedro com o médico já seria suficiente. A fuga do hospital foi fácil demais. Achei o Braz nazista meio demais para a personagem, pra mim uma coisa não se encaixou na outra, assim como pra mim foi demais esse negócio de Nova Ordem etc…, por mais que o Pedro tenha mostrado que estava fingindo. Já da parte que ele cita a questão da descendência judaica eu gostei, mas infelizmente teve essas questões anteriores aí. Além disso, os tais finais alternativos, pra mim totalmente desnecessários. Queria um final, o final do autor, seja aberto ou não. Esse negócio de jogar a bola pra mim, que estou lendo, me desagrada. Pode dizer que é coisa moderna, que já está comum (acho que já vi isso em algum outro lugar, mas não tanto pra julgar que é comum), mas eu preferiria ler o conto inteirinho do Estevão Reis, sem ter que lançar mão do meu julgamento, a não ser que fosse um final aberto, o que aí já é outra história.
    – Ritmo: 0,7/1 – O ritmo de leitura do conto foi prejudicado pela mudança temporal nos verbos e por algumas coisas que passaram na revisão. Logo no começo algo engraçado ocorreu, com a leitura da frase “Toda ela tremia”. Na hora pensei: ela, a garota, ou a porta, quem tremeu? Claro que depois dá para perceber do que se trata, mas não deixou de ser engraçado pensar isso e não foi fora de propósito pensar nisso, a meu ver.
    – Personagens: 0,5/1 – Não gostei. Para mim faltou desenvolvimento. Da forma como estão, não consegui me envolver com seus dramas e personalidades.
    – Emoção: 0,5/1 – Sinceramente, não gostei. Foi uma leitura abaixo do que eu esperava ler.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Sim, adequado.
    – Gramática: 0,3/0,5 – A mudança temporal nos verbos me incomodou. Também uma coisinha faltando, aqui e ali, assim como coisas sobrando, tipo artigo definido, entre outras coisas. Repetições também, palavras repetidas muito próximas, como a palavra “mão” no parágrafo que inicia com “Braz tentou libertar a sua mão”, repetição exaustiva dos nomes próprios, enfim…

    Dicas: Que corte o que é desnecessário nesse conto e melhore o desenvolvimento. Da forma como está, pra mim me pareceu um tanto apelativo, querendo emocionar ou surpreender o leitor de uma forma que é desnecessária. E escolha o fim que você quer dar para O SEU CONTO.

    Frase destaque: “Toda a existência do Pedro, que agora era um monstro, convergira para aquele momento.”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  9. eduardoselga
    25 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    Uma análise minimamente razoável deste conto não pode prescindir do aspecto ideológico, por mais que incomode a quem considere que literatura é um mundo apartado da realidade empírica.

    A narrativa trabalha com uma hipótese que vez por outra surge na ciência, que é atribuir à biologia o motivo de certos comportamentos, o que faz ocultar a importância que tem para a existência deles o meio social. Para justificar o racismo e a exploração, por exemplo, alguns cientistas do século XIX concluíram que europeus teriam cérebros maiores do que os negros africanos. Cesare Lombroso, em fins do mesmo século, achava que o criminoso já nascia com essa predisposição, e isso se manifestava por meio de características físicas especificas.
    Por detrás dessa ideia está a aceitação de que “bandido tem de morrer”. É claro: se ele não tem jeito, melhor eliminá-lo. Não defendo que exclusivamente o ambiente social molde o sujeito, mas não creio que a participação biológica seja preponderante.

    O conto é, por assim dizer, uma narrativa lombrosiana.

    De todo o modo, é interessante observar no conto a referência à animalidade inevitavelmente presente na espécie humana, na forma de uma característica nossa que também é compartilhada por vários outros mamíferos: a convivência em bando que se dá por vínculos semelhantes, que no nosso caso é algo bem mais complexo porque são grupos no interior de grupos. No conto, a semelhança está no fato de o cientista e o protagonista partilharem do mesmo DNA, que supostamente provocaria a violência animalesca.

    É um texto competente, com duas situações que entendi como falha de revisão. Os finais alternativos apontam para, no primeiro caso, a perpetuação da violência, mais de acordo com a ideia de transmissão genética; o segundo, indica o fim dela, por meio da descoberta de uma vacina, o que me parece um tanto contraditório com a transmissão genética.

    Acredito que haja erro de revisão nos seguintes trechos: “Entendo. E se eu lhe dissesse que há uma razão para [não] se mortificar?”; “[…] na altura, Pedro limitar-se [limitou-se] a descarregar a sua fúria nos seguranças e a fugir”.

  10. Fil Felix
    25 de dezembro de 2017

    Boa noite! Eu gostei mais da estrutura e estilo narrativo do conto, que da história propriamente dita. A referência ao Hulk e a coisa da mutação faz perder um pouco da força, caindo em algo meio apocalíptico ou Liga Extraordinária ou Médico e o Monstro, com tudo acontecendo muito rápido, sem tempo de absorver melhor (e poder entrar na magia) no que você propôs. Os personagens acabam sem uma motivação tão profunda. O Pedro, por exemplo, matou a Paula, fica nas entrelinhas que matou outras pessoas, mas se rebela ao saber que o Braz e a pesquisa tinha a ver com o Hitler. Uma coisa não anula a outra. Mas gostei do clima de matilha, da questão dos alfas, do controle, e do instinto de subir a montanha. Sobre a narrativa, gostei bastante que optou por coisas bem fora do usual, como a lista com o que o Pedro fez e os finais alternativos, algo que talvez não tinha visto. Numa história um pouco mais ampla e pausada, essas ferramentas funcionariam muito melhor.

  11. Higor Benízio
    25 de dezembro de 2017

    Ficou meio forçada essa conversa de “Hitler” , “Dívida histórica” etc, o conto podia ter encontrado um viés mais criativo. Quando Braz revela suas intenções, o conto morre. Não sei se o autor(a) gosta de video game, mas um bom exemplo de narrativa que se utiliza de forma criativa de um fato histórico, é o jogo Wolfenstein. O filme “Fragmentado”, do Shyamalan, explora bem as questões da mente que abordou no conto, pode ser um bom aprendizado também. Ps.: essa coisa de final alternativo tira qualquer identidade que o autor possa atribuir ao conto, foi um tiro no pé.

  12. Fernando Cyrino.
    22 de dezembro de 2017

    Meu Caro Estevão, agora com praticamente total certeza um conto de além mar. Um meio Hulk com seus poderes de tremenda força. Bacana isto. Ver a jornada do monstro que se rebela contra o seu criador. Algo que me lembrou histórias do tempo da minha adolescência. Sim, acho que você bebeu nos “Marvel” da vida. Legal ter feito isto de me propor dois finais para o seu conto. Achei interessante e fiquei mesmo pensando em um terceiro que me pareceu melhor. Veja o tamanho da minha ousadia. Achei que seu conto precisa de uma derradeira olhada. Faltou uma revisão final e alguns tempos verbais me trouxeram dúvida. Abraços.

  13. Rafael Penha
    21 de dezembro de 2017

    Olá, Estevão Reis!
    Seu conto me agradou em muitos pontos, mas perdeu a chance de ser memorável.

    1- Tema: O tema se mostra logo no prólogo, com a superforça do protagonista, num mundo aparentemente normal.

    2- Gramática: Se desenrola tranquila. Tive alguns problemas com palavras repetidas muito próximas e pontuação, mas nada que estragasse a experiência.

    3- Estilo – O estilo do prólogo me pareceu um tanto diferente do resto do texto. Senti um ar de mistério e até terror, enquanto no resto, apenas uma narrativa sem muito gênero. Não que seja ruim, é apenas meu sentir.

    4- Roteiro/ Narrativa – O prólogo é excelente e de cara nos prende à história. As partes no sanatório demonstram bem a rotina de um homem são preso no lugar, e as cenas de ação com o despertar do monstro são interessantes, mas eu esperava mais violência e exposição. Achei que poderia ser mais detalhado nisso. A vida na floresta me pareceu destoar um pouco do tom real imprimido pelo autor, a menção à Hitler foi um bom gancho para a reviravolta final. Mas o autor PRECISAVA narrar apenas um final. Quando se coloca finais alternativos da forma feita, você perde totalmente o impacto da história e dos finais. Opte pelo melhor ou pelo pior, mas opte por um, e siga nele.

    5- Resumo: Uma ideia interessante, muito batida em diversas mídias. A velha história do Dr. Jekyll e Mr. Hide. A menção à Hitler imediatamente me fez desgostar do conto. Não creio que só um monstro faria o que ele fez, mas isso já é convicção minha. Os finais alternativos em minha opinião derrotaram a boa história, ao não se decidir por um deles.

    Grande abraço!

  14. Juliana Calafange
    20 de dezembro de 2017

    Gosto de histórias que já começam com o pé na porta. Num momento que parece até um clímax. Me empolguei com o início do seu conto.
    Mas depois o texto me decepcionou um pouco. Tive a impressão de que essa história fica mais clara na cabeça do(a) autor(a) do que na do leitor. Eu não sou particularmente fã do universo dos super heróis. Me familiarizo com alguns, inclusive Hulk, pois assisti na TV a icônica série americana dos anos 70, com o Bill Bixby. Eu adorava, me emocionava com o drama do Dr. Banner. Mas não consegui me envolver com o seu conto, nem com o protagonista Pedro. Talvez porque tudo aconteça muito rápido, eu não consegui embarcar nas emoções dele, nem nessa coisa de mutação genética, que transforma humanos em Hulks ou em Hitlers.
    Contudo, o conto tem boa fluência narrativa, estrutura coerente, sem erros de revisão, a meu ver – vejo que trata-se de autor(a) do outro lado do Atlântico 😉 . Desejo-lhe boa sorte, Estevão Reis!

  15. Marco Aurélio Saraiva
    20 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Finalmente, um conto que tem ares de quadrinhos. Quando li que o tema do desafio seria “Superpoderes”, a primeira coisa que imaginei que encontraria seria textos cartunescos. Mas, incrivelmente, após 11 leituras, o seu foi o primeiro a seguir essa linha!

    A história do seu conto funciona bem, apesar de ser unicamente uma “história de origem”. O leitor conhece Pedro e a sua origem animalesca (mutações genéticas a la X-men) mas quando o assunto começa a ficar realmente excitante… acaba. Isso não tira muitos créditos da história – ela foi feita, afinal, para ser uma narrativa de origem mesmo. Só é ruim pensar que jamais lerei nada sobre Pedro novamente, rs rs rs.

    Sua decisão de fazer finais alterantivos foi inusitada e bem corajosa. Acho legal você ter inovado assim; vejo o EC como um espaço perfeito para isso. Infelizmente, não gostei muito da inovação, hahaha! Quando você me apresentou dois finais, para mim a história não teve, na verdade, nenhum. Se o autor não me fala qual foi o final, como posso discuti-lo? Se pode ter acontecido isso OU aquilo, então tudo poderia realmente acontecer, e nada realmente aconteceu… sei lá. Virou paradoxo, rs rs rs.

    Do mais, uma boa história! Tem um pouquinho de clichê, mas qual boa história não tem, certo?

    PS: Achei Pedro um personagem muito bem desenvolvido. Só notei uma coisa estranha nele: a facilidade com que ele aceitou os estudos de Dr. Braz. Literalmente, no texto, em um momento ele fala que jamais haverá nada que justifique o que ele fez e, noutro momento, ele está aceitando todas as explicações de Braz como fatos.

    =====TÉCNICA=====

    Sua escrita é boa. Direta e acessível, com um bom ritmo e pausas nas horas certas. Você não perde tempo com o supérfulo: tudo o que é narrado é usado ou para construir melhor o personagem de Pedro, ou para fazer o enredo andar para frente, o que é excelente.

    O texto só pede um pouco mais de revisão, especialmente no que diz respeito ao tempo da narrativa, mais particularmente na cena inicial. Você narra no presente e começa a intercalar verbos no pretérito. Ficou confuso. Tirando isso, notei um ou outro erro de digitação, que sumiria fácil com uma segunda ou terceira revisão =)

  16. João Freitas
    20 de dezembro de 2017

    Olá 🙂

    Vou ser honesto, este conto não fará parte dos meus favoritos. Em parte culpa minha que sou pouco fã deste género de histórias assim meio “Marvel”. A escrita também não me cativou, competente para relatar o conto, mas nada mais que isso. Preferia não ter lido a referência ao Hulk. Na minha inexperiência na escrita, aprendi até recentemente que devemos evitar descrever com referências a elementos externos de outras histórias, sob o risco de parecermos “preguicosos” na nossa descrição.
    A escolha de dois finais também não acho que valorize o conto, pelo contrário, só o fragmenta e acorda-nos de volta à realidade fora do conto.

    Obrigado por ter escrito e boa sorte. 🙂

  17. angst447
    19 de dezembro de 2017

    Olá, Estevão, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com sucesso. Temos aqui um moço que vira o Hulk. Deu até saudade do David Banner!
    A linguagem empregada revela a origem lusitana. Tem um certo charme! Só notei a alternância de tempos verbais como algo a ser revisto.
    O ritmo não é dos mais cadenciados, mas a leitura flui sem grandes entraves. Creio que algumas passagens poderiam ser condensadas, economizando palavras e imagens.
    Quanto ao final, achei criativa a ideia de oferecer ao leitor duas possibilidades. Assim, ninguém fica frustrado.
    Boa sorte!

  18. Thata Pereira
    19 de dezembro de 2017

    Gostei do enredo da história. Quando vi a imagem, esperava algo mais técnico/científico. Mesmo tratando de uma mutação no DNA, o autor não escolheu esse caminho, o que agrada leigos no assunto como eu rs’

    A parte que mais gostei do conto foi no laboratório, com os testes. Lembra filmes do super-heróis, bastante. Eu não havia associado o personagem ao Hulk, mas tudo bem com a citação.

    Gostei do desenrolar do conto a partir de então, estranhei a escola de Hitler, mas com as explicações comprei a ideia. Contudo, a forma como essas explicações foram apresentadas, eu não gostei.

    A condição típica de histórias de super-heróis não me incomoda, porque sou consumidora dessas histórias: aquela “palavra/lembrança” que desperta sentimentos no personagem e trás emoções à tona.

    O que me incomodou foi a fala. “– Porque se tivesse lido, saberia da minha ascendência judaica e dos meus familiares que morreram em Treblinka. Obrigado por ter despertado em mim algo mais forte do que o meu próprio monstro pessoal.”. Achei que a explicação veio de uma forma muito bruta.

    Opinião pessoal: como o nome de Hitler despertou algo tão forte, eu queria ter lido e percebido essa emoção do personagem. A fala me indica que ela existe, mas eu não a percebi antes da fala vir. Temos o aperto de mão, mas ele poderia acontecer por qualquer outro motivo. Acho que o motivo do conto é especial e merece despertar nos leitores a sensação desse momento.

    Sobre os finais alternativos: achei criativo e gostei da ideia.

    Boa sorte!!

  19. Renata Rothstein
    18 de dezembro de 2017

    Olá, amigo(a) lusitano(a) Estevão Reis, Tudo bem?
    Seu conto é curto, direto e bastante criativo.
    Alumas revisões são necessárias, acredito que os colegas já as apontaram, além de por mais que saibamos que em Portugal fala-se diferente, os artigos tornam-se, muitas vezes, excessivos – “o Pedro”, quando se está falando com o próprio, exemplo.
    A parte no enredo que explicaria a violência descabida de Pedro dever-se à uma mutação genética, e mais, ele ser descendente de judeus, me pareceu muito estranha, causou um certo incômodo.
    Se as violências forem explicadas pelos genes, abre-se um precedente para um extermínio/penas de morte etc. (coisa de loucos, eu sei).
    Um detalhe que gostei muito foi dos finais alternativos, acho que o conto não é, necessariamente, obrigado a apresentar um final.
    No geral foi uma leitura fácil, mas esses detalhes étnicos, e seu desenrolar no conto me incomodaram.
    Boa sorte!

  20. Sigridi Borges
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Estevão Reis!
    Gostei da forma clara que usou para escrever o conto, mas cuidado com alguns problemas ortográficos, concordâncias e artigos indevidos.
    O texto, separado em cenas, me agrada muito. As pausas me prenderam do início ao fim.
    Pedro apresenta uma diferença básica em relação ao Incrível Hulk. Ele se lembra dos fatos ocorridos durante os ataques de fúria. Também gostei disso.
    Sugiro um único final, mais desenvolvido.
    Mesmo assim, achei interessante a apresentação de dois finais distintos.
    Parabéns.
    Obrigada por escrever.

  21. Hércules Barbosa
    14 de dezembro de 2017

    Saudações.

    as influências que percebi neste trabalho foram, além da literatura fantástica capitaneada por Tolkien com o indispensável o Senhor dos Anéis,há também uma referência ao clássico de Robert Louis Stevenson, Dr. Jekil and Mr. Hyde. A mesma pessoa habitando um perfil humano e outro monstruoso necessita de habilidade no enredo para ser tratado. Aqui o objetivo foi conseguido e ter usado o Fulher como parte de uma ordem de seres que dominariam o mundo foi corajoso, mas acho que poderia ser melhor trabalhado, mas os limites do conto devem ser respeitados. Também gostei da ideia de dois finais alternativos. é ousado, mas eu ficaria com apenas um final.
    Parabéns pelo trabalho e sucesso no desafio.

  22. Fheluany Nogueira
    14 de dezembro de 2017

    Superpoder: uma enorme força controlada pela fúria, surgida por uma mutação no DNA.

    Enredo: bastante criativa a premissa de que uma mutação no DNA explicasse a violência do homem. O protagonista foi bem construído, diferente do Hulk porque se lembra de todos os fatos vivenciados, consegue se dominar pela vontade e sente remorsos. A ideia de formar um exército de mutantes com o Alfa liderando lembra os filmes de X-MAN; o trecho que inclui Hitler serviu adequadamente para justificar a revolta de Pedro.

    Estilo e linguagem: A enumeração dos fatos quebrou a narratividade e os finais alternativos quebrou o impacto final. O texto pede uma revisão ortográfica, do uso da crase, emprego do artigo antes de nome próprio, mistura de tratamento (pronomes e verbos) e uso dos tempos verbais. Mas nada que trave a fluidez

    Apreciação: No geral é um bom trabalho, um texto de leitura agradável e divertido, com certa dose de suspense e referências interessantes.

    Parabéns pela participação! Abraços.

  23. Leo Jardim
    14 de dezembro de 2017

    # A mutação (Estevão Reis)

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫):

    – a premissa é bem interessante: um mutação no DNA que explica a crueldade humana
    – gostei do personagem Pedro, amargurado pelo que fez
    – a cena em que ele foge do manicômio foi muito corrida; ainda estou na dúvida se gostei da enumeração de fatos
    – a ideia do Alfa controlando os outros mutantes é boa e a introdução do Hitler faz sentido, mas a descendência judaica do Pedro surgiu muito tarde, quase um Deus Ex
    – a questão dos dois fins alternativos é controversa, não gosto muito, mas o problema é que os dois foram frios e distantes, escritos como resumos, ensaios; se eles fossem, ao menos, melhor desenvolvidos, com emoção e melhor finalizados…

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫):

    – algumas palavras em português lusitano que não sei se a escrita está certa, mas peguei algumas variações do tempo verbal entre pretérito e presente
    – tirando disso, achei a escrita fluída e bem desenvolvida
    – Fixou os olhos na porta. Toda ela tremia (quem tremia? Paula ou a porta? É óbvio quem é, mas confesso que deu uma travada na leitura)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – superpoderes e mutação são comuns, mas essa abordagem da bestialidade e do Alfa ficou criativa

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – apesar de não ser exatamente o foco do conto, a superforça (✔) foi um elemento importante

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫):

    – um ótimo início até a cena do manicômio, mas acredito que o limite de palavras impediu uma melhor conclusão
    – não gosto muito da escolha por dois fins, acredito que o autor poderia ter escolhido um e se concentrado nele por mais tempo, deixando-o menos resumido
    – da forma como ficou, reduziu muito o impacto

  24. Givago Domingues Thimoti
    14 de dezembro de 2017

    Olá, Estevão Reis!

    Tudo bem?

    Infelizmente, não gostei muito do conto. A história é boa e tem uma forte relação com a famosa conspiração sobre os “Reptilianos”, que seriam uma espécie de humanos melhorados buscando a dominação mundial.

    O pecado é o excesso de referências, que tira a essência do autor (ou autora). Veja bem, não estou dizendo que você tenha copiado ou algo assim. Quero dizer que sua criatividade ficou escondida debaixo das referências. Você sabe que ela está lá, porém, por causa de tantas ligações a coisas externas, fiquei com a sensação de estar lendo algo relacionado ao Hulk, e não ao Pedro.

    Minha recomendação é tentar diminuir essas referências.

    Não me sinto muito seguro para comentar quanto à gramática já que não sou tão bom no assunto hehehe, principalmente quando o autor parece utilizar o português de Portugal, o qual não sou familiarizado com regras e certas palavras.

    No mais, boa sorte no Desafio!

    PS: Perdoe-me se a crítica foi pesada demais.

  25. Miquéias Dell'Orti
    13 de dezembro de 2017

    Oi,

    Gostei demais! A forma como a narrativa foi construída, com bastante ação e com um dilema enfrentado pelo protagonista ficou muito bem delineada, muito bem feita.

    Gostei particularmente da cena em que ele escapa do dr. Braz, com a enumeração das ações.

    Também achei ótimo dar ao leitor a oportunidade de escolher qual o melhor final para Pedro que, para mim, seria o numero 2 🙂

    Parabéns pelo ótimo trabalho!

  26. Estela Goulart
    13 de dezembro de 2017

    Olá, Estevão. Primeiramente, destaco seus pequenos deslizes quanto à revisão do conto. Sabemos que não há nada prejudicial ao entendimento, mas isso deve ser colocado em prática. Sobre o contexto, interessante abordagem sobre o Nazismo e sobre o Holocausto, além da mistura desses elementos com os mutantes X-Men. O conto atende ao proposto tema do desafio, e as abordagens finais deixam o leitor na escolha de um final. Mas… por que não escolher o seu final preferido, Estevão? Impressione o leitor. Parabéns e boa sorte.

  27. iolandinhapinheiro
    13 de dezembro de 2017

    Um conto com uma ótima fluidez, interessante e com uma abordagem adorável. Não dá para não lembrar do Hulk, mas o autor conseguiu inserir novidades. A sacada de colocar o Hitler entre esta nova raça de humanos foi genial. Seria afinal esta a tal raça de arianos que ele tanto falava? Achei muito bacana, adequado ao tema, um conto com charme de histórias em quadrinhos. Parabéns. Sobre a gramática há uma mistura de tempos verbais que pode ser melhorada. Selecionei um trecho: “Braz tremia de dor e de fúria. Vociferava insultos animalescos enquanto o Pedro pegava no seu corpo como se fosse um brinquedo e o atirou ao abismo. Os berros terminaram num impacto surdo contra a rocha, cento e cinquenta metros mais abaixo.” Repare que há um “pegava” na mesma frase em que há um “atirou”. Nada que uma revisão não resolva. Também não curti a possibilidade de dois finais. Mas isso não é grave. Um abraço e muita sorte no desafio.

  28. Catarina
    12 de dezembro de 2017

    Temos aqui um Hulk além-mar ( “tentando-se”, “tecto” “colónia”, “projectos”, etc – o que não é uma crítica, mas prefiro ler o português moderno com uma boa revisão). Algumas referências aos mutantes de X-MAN e um passeio pelo Holocausto judaico. Gostei da mistura.
    Achei bem movimentado, mas pouco criativo. O texto precisa de uma boa enxugada e aprofundamento da trama.
    Os finais alternativos tiraram a força do personagem por serem óbvios.
    Enfim, continue escrevendo!

  29. Andre Brizola
    11 de dezembro de 2017

    Salve, Estevão!

    Acho que o grande mérito de seu conto é fazer com que Pedro transforme o seu defeito em superpoder. É quase uma origem de super herói, pois nada impediria que, a partir dali (e quando digo a partir dali quero dizer o final 2, que foi a minha opção), Pedro tenha se dedicado a fazer o bem a outros com o seu poder. Um tributo à Paula, por assim dizer.
    Mas, tenho que dizer, achei que algumas opções pro enredo não funcionaram muito bem. Por exemplo a ascendência judaica. Pareceu algo meio do nada. É uma surpresa para o leitor, e alguns podem gostar da surpresa, outros podem achar que foi um coelho tirado da cartola, um logro. Uma sugestão seria ter dado um sobrenome a Pedro (que costumam denunciar a origem da pessoa), citado logo no começo da história e deixado lá, para que o leitor fizesse a conexão sozinho, antes de Bruce… quero dizer, Pedro, partir para o contro ataque. Mas é só uma sugestão.
    Fico feliz que o mal tenha sido derrotado aqui. Não queremos um Caveira Vermelha telepático perambulando pelo mundo, não é?

    É isso! Boa sorte no desafio!

  30. Felipe Rodrigues
    10 de dezembro de 2017

    O conto homem-e-criatura acabou se afastando da essência do que é mais interessante neste tipo de história, que é o mistério sobre o processo de transmutação, ou o porquê dele ocorrer. A explicação científica, colocada nos diálogos, soou deslocada, apenas ali para, como num jogo, dar sentido ao texto, e esse sentido para mim nunca é necessário. Gostei do final, com a revelação da origem do ser, essa virada foi empolgante . Não gostei dos finais alternativos.

  31. Neusa Maria Fontolan
    9 de dezembro de 2017

    Um poder violento é o que temos aqui.
    É interessante esse texto. Seria uma nova raça onde os seres tem enorme força e são dominados pela fúria.
    Fim Alternativo 3 ou minha alternativa.
    Pedro matou o Alfa (Brás) então por direito se tornou de imediato o novo Alfa, e como tal mandaria sinais a toda matilha, ordenando que todos se embrenhassem na floresta e lá vivessem escondidos para sempre.
    Parabéns e obrigada por escrever.

  32. Arnaldo Lins
    8 de dezembro de 2017

    Um Hulk muito doido que não perde a memória, boa sacada. O hulk de verdade é todo lesado, só falta babar. Esse aí não, é doido, mas lembra de tudo e dá até pra controlar a coisa do monstro. Aí apareceu um médico mais doido que o monstro, colocaram Hitler no meio e bagunçou tudo. Funk, aché, rock e MPBosta numa bacia rasa e não é que ficou da hora? Dá um puta filme pra agradar todo mundo. O lance da gramática não dou muita bola não, dando pra entender, pra mim tá valendo, então tudo beleza nessa parte.Só não desce a parada de matar a mulher por causa de uma besteira, sei lá, deixou muito sinistro. Dá raiva do doido, enquanto com o Hulk de verdade, a gente sente dó. O bichinho é feio pra diabo, retardado e tal, mas só mata os bandido. Acho que é por aí.

  33. Paula Giannini
    8 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Ao contrário de muitos por aqui, gostei da ideia do final aberto e alternativo. Ao dar protagonismo ao leitor, o(a) autor(a) não só quebra a quarta parede, como deflagra suas próprias dúvidas na hora mesmo em que escreve. Qual de nós nunca se pegou lutando entre dois possíveis desfechos? Eu sim, sempre.

    A cada dia gosto mais de comentários abertos justamente por isso. Ao ler a opinião dos outros escritores, temos uma visão de uma fatia daquilo que poderíamos chamar de “mercado” dos leitores (na falta de uma palavra melhor). Por aqui, temos uma fatia do universo das letras.

    O que disse acima foi para refletir acerca da opinião da maioria de que o autor deveria, sim, ter optado por um dos dois finais. Assim, podemos notar que o leitor, mesmo gostando de “adivinhar” de certa forma o que vem pela frente, gosta mesmo é que o(a) autor(a), o dono da história, se apodere totalmente de seu direito de escolha. Nesse modelo, é o(a) autor(a) quem deve decidir por nós. É ele quem cria a história e gostamos do conforto de ler o final dela, do modo como seu criador a concebeu. Muito interessante notar isso. Você não acha?

    Sobre o conto em si, o poder que você escolheu é um clássico do gênero, super-força descontrolada pelo “super-humor” do protagonista. Todos temos muito de médico e de monstro e a ideia mexe com o imaginário do leitor.
    Pobre da minha xará, que acabou morta por nada. Rsrsrsrs

    Parabéns pelo conto.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  34. Luis Guilherme
    6 de dezembro de 2017

    Olá, amigo, tudo bem?

    Pelo visto, temos um amigo do além-mar. Sempre bom tê-los conosco.
    Mas vamos ao que interessa:

    O conto é legal, mas não me conquistou totalmente,

    A premissa é bem legal, e a forma como foi contada, também. Porém, achei que as situações foram passando muito rapidamente, sem realmente terem uma profundidade ou significado que marcasse o enredo. Isso acaba causando a sensação de que tudo acontece de repente e termina de repente. Por exemplo: uma informação importante seria o “super-poder” que a mutação de DNA causou em Braz, que era o Alfa dos mutantes mas foi facilmente subjugado pelo protagonista sem nem mesmo oferecer resistência e um conflito final.

    A passagem pelo sanatório também foi rápida e deixou coisas no ar. Por exemplo: o protagonista parece usar os padrões pra combater a propria insanidade. Por isso, talvez, ele conta os passos e movimentos que faz durante o dia. Essa briga entre sano e insano podia ser melhor explorada.

    A aparição de Hitler, apesar de engraçada, não causou muito efeito em mim. Achei um pouco forçada, e conduziu a uma reviravolta sem graça. Nada até então sugeria que o protagonista fosse judeu.

    O final alternativo me deixou em dúvida. É uma conclusão divertida, mas que não causou o efeito desejado, a meu ver.

    Por outro lado, tem os aspectos positivos. A escrita é boa e tem um tom engraçado natural, um humor intrínseco, o que torna o conto gostoso de ler. O enredo é bom e tem muito potencial, achei que poderia ser melhor explorado, como citei acima, enriquecendo e aproveitando ainda mais desse potencial.

    Enfim, acho que foi uma história que ficou apertada no limite, e que bem explorada e mais trabalhada, renderia um ótimo conto (pelo potencial criativo que tem).

    Parabéns e boa sorte!

  35. Fabio Baptista
    5 de dezembro de 2017

    A escrita, com sotaque português bem acentuado é até gostosa de ler, apesar de alguns deslizes, sobretudo na mistura de tempos verbais e repetição de palavras (porta no começo, por exemplo), que não passam batido na avaliação.

    A história é interessante, um tipo de mutação que dá superforça e ferocidade. O autor foi inteligente em já citar o Hulk, como se nos avisasse “sim, eu sei que está parecido” rsrs. Dos contos que li, aliás, acho que esse é o mais enquadrado no tema.

    O conflito final causou expectativa, mas quando enveredou para a questão do nazismo meio que quebrou um pouco o clima. Essa justificativa de ser judeu caiu de paraquedas, quase um Deus Ex.

    Esses finais alternativos não ficaram legais. A ideia foi até boa, mas não funcionou.

  36. Rubem Cabral
    4 de dezembro de 2017

    Olá, Estevão.

    Então, achei o conto mediano. Atende ao tema do desafio, sem dúvidas, mas algumas falhas o prejudicaram:

    – variação temporal: muitas vezes conjugaram-se os verbos no passado e no presente sem que se descrevessem ações que aconteceriam em tempos diferentes;
    – falar de si na terceira pessoa – isso realmente ficou estranho, O Pedro pra cá, O Pedro pra lá.

    A história do rapaz que num acesso de raiva matou a namorada, por ser um mutante, é interessante. Assim como a conspiração de domínio da humanidade. A revelação da ascendência judaica do Pedro e a eliminação do Braz ficaram um tanto bruscas. Não gostei muito dos finais alternativos, teria preferido que o autor houvesse escolhido um só.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  37. Mariana
    4 de dezembro de 2017

    Um conto com cara de roteiro de cinema, mas que consegue ser interessante pelas questões que coloca: o mal é metafísico ou genético? possuímos poder de escolha para além do que está marcado em nossos genes? Como pode dizer que amamos alguém que tratamos como nossa propriedade? Dentre outras… Eu particularmente curti a ideia de dois finais, apesar de achar o segundo bastante clichê. Aliás, o conto flerta com o clichê cinematográfico, deixo com humildade a sugestão de que o autor reescreva algumas sequências (a morte do médico, por exemplo) tentando fugir um pouco do óbvio. Mas é um bom conto, parabéns e boa sorte no desafio.

  38. Priscila Pereira
    3 de dezembro de 2017

    Super poder: força descomunal e violência desenfreada.

    Oi Estevão, eu gostei do seu conto.
    Não entendi porque ele foi internado no hospital psiquiátrico, você não apontou nada que levasse a polícia a não aprende-lo pelo crime, o que seria o óbvio. Você trocou o nome do médico no meio do texto, de Ramirez para Marquez. Nota-se que você é estrangeiro. 🙂
    Gostei do final aberto e com finais alternativos e escolhi o segundo, gosto de finais felizes…
    Um bom conto, bem escrito, interessante e inteligente. Parabéns e boa sorte!!

  39. Regina Ruth Rincon Caires
    3 de dezembro de 2017

    De um colega lusitano(a). Pedro, em razão de uma mutação no DNA, possuía superpoder para o mal. Cruzando o limiar do controle, virava besta-fera, sanguinário. Um conto diferente, reflexivo, com enredo inteligente. Carece de revisão. Leitura tranquila, sem dificuldade. O final aberto, com alternativa para a opinião do leitor, é interessante. Apesar de ficar perplexa com suicídio, não vejo escolha. Se continuar a vida, ele terá desafios que poderão acabar em novos assassinatos. Ele não tem controle sobre seus atos quando chega ao insuportável. Com a morte, será um mutante a menos. Ainda bem que é ficção, misericórdia…
    Parabéns, Estevão Reis!
    Boa sorte!

  40. Evelyn Postali
    3 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a),
    A introdução me fez querer saber o que haveria na sequência. Achei essa introdução bem boa. O que seguiu, nem tanto, talvez porque não tenha me arrebatado por completo. Essa dualidade – bem e mal – devia estar mais definida. Uma das coisas que não gostei foi você ter deixado claro sobre a referência. Não era preciso dizer que Adolf era Hitler. Deixe o leitor perceber, ok? Acredito que fique melhor. Porém, gostei das referências de uma forma geral – sobre médico e monstro, Hitler, Banner e Hulk… Sobre a escrita: tem alguns erros. Outra coisa: deu para perceber sua nacionalidade. E eu não colocaria aqueles itens como itens. Não gosto de itens dentro de um texto literário, não de forma tão explícita. Não sei se me fiz entender. Está dentro do tema. Não fica claro a índole boa de Pedro para o segundo final alternativo.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  41. Pedro Paulo
    3 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Acredito ter lido um conto um tanto formulaico. O protagonista não é uma pessoa comum, sendo relegado às margens da sociedade, em uma instituição para insanos. Lá, não surpreendentemente, ele descobre que sua “peculiaridade” é mais do que ele pensava, colocando-o num caminho de novas descobertas a respeito de si próprio e do seu lugar no mundo, com segredos e fatores que vão para muito além dele.

    Avaliando pelo lado técnico do texto, a escrita é ágil, descreve quando tem que descrever e sabe fazer transições de uma cena a outra. Os diálogos são bem práticos, até porque os dois personagens que realmente conversam não têm reais conversas para além do que a trama exige deles. Gostei da separação que o autor fez das ações de Pedro ao se libertar da câmara de tortura. Agora, tomando o conto pela trama, é um tanto problemática ou, no mínimo, confusa.

    Acho que a maior crítica é ao poder, pois a trama anda justamente por conta da natureza dele, que se explica como uma forma de super força embasada na raiva, associada a uma mutação genética e sempre culminando na violência, como se um animal selvagem assumisse o controle do protagonista. É uma outra forma de descrever o Hulk, o qual o autor fez bem em não deixar de mencionar na história. O que me deixa confuso é a escolha que o autor fez para o segundo final alternativo (algo sobre o que também comentarei mais adiante), com a criação de uma vacina para a violência. É um caminho bastante complicado para seguir, pois, veja bem, com o poder da personagem explicando o assassinato da namorada (porque, aparentemente, o poder o deixa sem pensar), este parece inocentado do crime que fez. Segundo o próprio, ele a amava muito e o término o irritou ao ponto de ele brutaliza-la à morte. É algo bastante confuso e simplório. Mesmo que ela importasse muito para ele, não parece ser um gatilho suficiente para deixa-lo furioso ao ponto de ceder à selvageria (supostamente a motivação do assassinato, não ele próprio). Faz o poder ser volátil demais, simples demais. Afinal, num momento é um término e noutro é a potência máxima das cargas elétricas que o impulsionam à “transformação”. Inclusive, quando ele reencontra Braz, o narrador tinha acabado de nos explicar que ele tinha deixado de ser Pedro para ser um animal, de modo que seja estranho que ele chegue falando e raciocinando ao ver Braz, supostamente a personificação do seu ódio, aquele que o torturara.

    A explicação do investigador, o “alfa”, acrescenta mais uma camada ao poder de Pedro, colocando o rapaz como apenas uma mutação dentre outras que fazem parte de um plano maior, mutantes que estariam destinados a dominar o mundo, no que o autor incluiu uma associação a Hitler. Ao meu ver, a tentativa de dar um plano de fundo ao poder, este já bem confuso, falhou. É algo que só aparece no discurso delirante de Braz e que acaba não tendo a força, vindo mais como uma explicação genérica de caráter expositivo, sem uma profundidade nas personagens, até porque a única reação de Pedro é a ojeriza ao holocausto, sem uma real reflexão sobre si e as implicações de fazer parte de uma nova espécie (não que ele tivesse que refletir a respeito, mas era o único espaço no texto em que o autor poderia ter aproveitado para dar mais substância à revelação). Portanto, a descoberta de que ele é judeu e, por isso, conseguiu reestabelecer controle de si mesmo, veio com o mesmo vazio da explicação de Braz, servindo apenas ao enredo, para livrar Pedro daquela situação. Foi forçado.

    E, agora chegando aos finais. Não me importo com o elemento dos fins alternativos, mas eu encaro só o primeiro como um final de verdade. Não porque eu ache que suicídio é a única alternativa do protagonista, mas porque o segundo é bastante forçado e contraditório. Ao dizer que “o monstro que havia dentro de si desaparecera”, faz entender que Pedro se livrara da manifestação violenta de si, talvez retendo apenas a super força (o que é estranho, porque as duas coisas estavam intrínsecas antes). Então não faz sentido que Pedro consiga realmente voltar à sociedade e se fazer entender para os demais, uma vez que o fator da “violência” se esvaiu dele. Além do mais, incidente ou não, Pedro ainda é um assassino! Matou a namorada porque ela quis terminar o namoro. E, mesmo que uma vacina fosse criada, uma alfa ainda emergiria. Enfim, é um final problemático que tenta ignorar pontos importantes, dos quais eu enfatizo a namorada, que é quem inicia o conto e fica desprezada ao longo do enredo, diluída nas grandes reviravoltas da trama. O outro final, por sua vez, é um tanto vazio e previsível. A única coisa que nos faz importar com a personagem é ele ser vítima do próprio poder e, mesmo com um arrependimento mencionado, não é algo aprofundado e fica esquecido, de modo que não nos importamos muito com o Pedro. Porém, o primeiro final ainda é razoável e coerente, contrário ao segundo.

  42. Antonio Stegues Batista
    2 de dezembro de 2017

    Alguns problemas de gramática, digitação e repetições de palavras no início, inclusive de descrições. A ideia de despertar, ou identificar o instinto selvagem e primitivo no Homem, não é nova. Existem literatura e filmes a respeito
    A história começou bem, apesar do erros, depois caiu para algo menos serio, tipo terror classe B. O enredo é bom, mas parece que foi trabalhado às pressas, sem muito cuidado e preocupação com a concepção das ideias, ambientação e descrições. Achei alguns trechos fantasiosos demais, inverossímil. Boa sorte.

  43. Olisomar Pires
    2 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: o conto inspira uma boa reflexão sobre comportamentos violentos.

    Pontos negativos: os finais alternativos. Eles retiram totalmente a “magia” do texto. Parece um exercício de sala de aula.

    Impressões pessoais: parece-me que não havia superpoder realmente. Há relatos de pessoas sob pressão que aumentam sua força ou agem descontroladamente, nem por isso lhes dão créditos de superpoderosos. Além do quê, não se vê no texto a transformação do protagonista. Lembrando o conto “O médico e o monstro”, acho que não há uma luta de personalidade aqui.

    sugestões pertinentes: uma releitura do enredo com mais emprego da diferenciação dos personagens Pedro e o monstro.

    E assim por diante: um bom texto, inclusive com a figura do líder alfa, numa visita aos contos sobre vampiros e lobisomens, que de certa forma, são homens transformados e agem violentamente.

    Parabéns.

  44. Paulo Ferreira
    2 de dezembro de 2017

    Quem dera os decifradores de códigos achassem esse maligno DNA, mas é improvável que isso aconteça, pois tudo indica que não há nada de genético, porque esta malignidade é mesmo cognitivo-comportamental.
    Levando-se em consideração os dias de hoje, e por que não, os de ontem e os de anteontem. Basta lembrar o Imperador da Dinastia Ming, Hong Wu, o qual foi considerado o tirano mais intransigente e irracional da história chinesa. Cujo sujeito mandou executar tantas pessoas que, durante seu reinado, os funcionários do governo tinham o hábito de dar o último adeus à família cada vez que era convocado para uma audiência matinal, e de trocarem congratulações entre si por terem sobrevivido até a noite. A Disnatia Chin queimou vivos milhares de estudiosos a fim de suprimir o conhecimento e o confucionismo. E no ocidente civilizado, neste último século que nos precedeu, – sem incluir Hitler -, e o nosso tão aclamado e idolatrado, século XXI, um ser humano tem sido morto, legal ou ilegalmente, (por pessoas dotadas ou não de poder, cometidos tanto por tiranos, quanto por um pai ou uma mãe que atira um filho de um décimo andar do prédio) a cada vinte segundos. Este índice é três vezes maior que os primeiros cinquenta anos do século passado. Portanto, verifica-se que essa dita congenialidade não serve como parâmetro para definir a maldade humana. Mas voltemos ao seu conto, pois estava esquecendo-me da minha opinião sobre.
    Pra começo, apesar do meu dito como improvável, eu torço pela segunda alternativa como final para o conto. A ideia do conto é muito boa, no sentido de chamar a atenção para assunto tão importante para uma humanidade tão conturbada. Entretanto senti falta de um argumento mais contundente. Quanto à gramática percebi uma escrita descuidada com a revisão de texto, visto estes erros: (tentando-se esconder – colónia – deu de caras – Pedro limitar-se a descarregar). .
    Um enredo bem desenvolvimento e articulado com segurança. Um bom conto

  45. Bianca Amaro
    2 de dezembro de 2017

    Olá Estevão Reis. Parabéns pela sua história.
    É uma história muito interessante, com várias referências.
    A imagem combinou perfeitamente com o texto, assim como o título.
    Muito interessante criar uma explicação para a violência, baseada na ciência. Mais interessante ainda explicar o motivo do próprio Adolf ter feito tantas atrocidades. O fato do personagem principal ter negado a oportunidade de Braz por não concordar com sua filosofia foi muito bom também.
    Porém, o texto traz a dúvida: o que ele fez? Cometeu suicídio ou revelou ao mundo o que havia descoberto sobre a violência? Do modo que o texto fluiu, acredito que ele optou pela segunda opção, mas eu ainda gostaria de saber o que o autor decidiu.
    Parabéns pelo seu texto.

  46. Angelo Rodrigues
    2 de dezembro de 2017

    Caro Estevão Reis,

    Superpoder de se tornar um monstro (?)

    Conto de construção linear faz reviver a chaga do Nazismo com passagens por Bruce Banner e Hulk e o Médico e o Monstro. Confesso que tantas referências me deixaram confuso quanto ao superpoder de Pedro: o mal pelo mal (Hitler), o mal pela mutação atômica dos raios Gama (Hulk), o mal pela natural mutação genética (Pedro e Braz).
    A despeito de ser uma narrativa linear, com Pedro não desgrudando da voz do narrador, imagino que o conto pudesse ter menos referências, clarificando que tal mutação apenas o tornasse um sujeito violento.
    A mutação genética da violência (MAOA-L – gene guerreiro – e CDH13), decorre de um gene relacionado ao comportamento criminal que, se combinados, aumentam ainda mais a capacidade de violência das pessoas. Salvo engano, creio que o autor tenha querido explorar essa ideia.
    A insistência em chamar Pedro de “monstro”, não nos deixou saber no que ele se transformava (se é que se transformava), salvo em alguém forte e perverso.
    Gostaria de ver o escritor escolher um (apenas um) final, aquele no qual devêssemos acreditar, aquele escolhido como “real” pelo autor.

    Parabéns pelo conto.

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Publicado às 1 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .