EntreContos

Literatura que desafia.

Zé Cagão (Jowilton Amaral)

Diziam que José Hernandes Gregório recebeu a infame alcunha de Zé Cagão logo após ter o cupom sorteado, pela terceira vez em três anos, numa promoção anual de uma grande loja de eletrodomésticos. Naquela época, ele iniciava sua fase adulta, havia acabado de terminar a faculdade e estava entrando no mercado de trabalho. Os amigos daquele tempo, que sabiam do inusitado epíteto, ligavam-no à sorte que as vezes sorria para o Zé. No entanto, a verdadeira estória é bem outra, nada tinha a ver com sorte e não cheirava muito bem.

O apelido surgiu bem antes da boa ventura se anunciar na vida de nosso suposto sortudo. Tudo começou quando o jovem Zé, bem jovenzinho mesmo, oito anos de idade, fazia uma viagem de carro, numa Marajó cinza oitenta e dois, zero quilômetro, com toda a família, de São Paulo a Salvador.

Zé Cagão, ainda José Hernandes, era um menino rechonchudo que não dispensava nenhum tipo de guloseima. Em toda e qualquer parada que faziam na estrada ele se empanturrava de comida. Transitava de salgadinhos a frutas sem nenhum constrangimento. Gomos e mais gomos de jaca, coxinhas, seriguelas, pasteis, pitombas, bolinhos de carne, mangas, cocadas, refrigerantes, ovos coloridos, bolachas, eram traçados com satisfação indisfarçável… não fazia cara feia para nada e ainda conservava o apetite para o café da manhã, almoço e jantar. O moleque era uma fera. Seus pais achavam bonito toda aquela comilança e tinham orgulho do filho corado e bochechudo, que transbordava “saúde” pelas dobrinhas da barriga.

No terceiro dia de viagem, perto das dez da manhã, Zé sentiu uma fisgada aguda seguida do som de trombetas infernais vindas do seu mais íntimo interior. Era aquela indisposição intestinal que faz descer suores frios pelas têmporas e eriçar todos os pelos do corpo e que tem a fama de ser mais veloz que a luz. Naquele instante, diante de tal rebuliço nas entranhas, Zezinho descobriu que seu mal-estar se dava por conta da temida e mundialmente conhecida; caganeira.

Por sorte estavam chegando na primeira parada do dia, um posto de gasolina, já em terras baianas, num povoado litorâneo chamado Cumuruxatiba. Zé Hernandes desceu do carro feito um torpedo, vestido com sua camisa do “Bahêa”, com o número nove de Dadá Maravilha nas costas, calção curto de pano azul com listras brancas nas laterais, apertadinho nas coxas grossas. E nos pés, de artilheiro mirim do colégio, seu indefectível Kichute. Aproveitou um dos pequenos lapsos indolores, que ocorriam entre os espasmos intestinais, para correr sem atraso para o sanitário mais próximo. Pouco antes de encontrar a porta do banheiro, que ficava atrás do estabelecimento, foi acometido por mais uma pontada nas tripas que fez com que os músculos da bunda avantajada se contraíssem, diminuindo seu volume, vedando completamente as pregas do seu esfíncter traseiro e travando sua respiração. Continuou seu caminho aos pulinhos, quase sem respirar, num caminhado cheio de ginga, numa espécie de capoeira miudinha, até finalmente adentrar no recinto tão aguardado.

Lá estando, suas narinas e olhos foram invadidos pelo odor apocalíptico das trevas e pela visão de mil bestas-feras. O reservado estava infestado de baratas e havia excrementos espalhados por todos os cantos do lugar, fios de cabelos e grãos dos mais variados tipos, formando uma sopa de merda cabeluda nos azulejos escurecidos do piso. Mal se via a louça sanitária, coberta por uma crosta marrom-esverdeada-brilhante-granulosa que lhe lembrou sobremaneira o caruru que recheava os acarajés que ele havia devorado na noite passada pouco antes de dormir. De súbito, não segurando a náusea proporcionada pelo ambiente, retesou o estômago, e esse ímpeto fez com ele soltasse lanços malcheirosos tanto por cima quanto por baixo, presenteando o cubículo com mais porcarias apodrecidas.

Depois de alguns minutos de choro, flatos, jatos e cólicas, Zé pós a cabecinha para fora do banheiro e gritou pelos pais, que já estavam preocupados com sua ausência na lanchonete. Sua mãe foi salvá-lo da encrenca em que se metera, trazendo um balde d’água, toalha, sabonete e roupas limpas. Banhou-o do lado de fora da pestilenta casinha, para desespero de Zé, que escondia, com as mãos espalmadas, seu peruzinho careca dos transeuntes do lugar. O fardamento do seu time do coração foi salvo, entretanto, a cueca, ficou por lá, boiando sobre o lamaçal de bosta

Meia hora mais tarde, quando Zé tentava esquecer os momentos humilhantes que vivera e a família atravessava mais uma cidade baiana, um cheiro azedo contaminou todo o carro. O pai de José o olhou pelo retrovisor, a mãe girou o pescoço na direção dele. Suas duas irmãs, Maria Hernandes e Mercedes Hernandes, gêmeas, um ano mais novas do que ele, sentadas uma de cada lado do irmão, também o fitavam com censura, enquanto tapavam seus narizinhos com os dedos. Como se houvessem ensaiado, eles perguntaram uníssono:

— Tá cagado de novo, Zé?

Zé respondeu, cabisbaixo, com um “Tô” melancólico e desanimado, tão silencioso quanto o peido melado que acabara de soltar, no mesmo tempo em que foi surpreendido pelo tranco de um quebra-molas atropelado por seu pai, que o fez contrair a barriga, devido ao susto, e esguichar um pouco mais da tinta amarelada fedida.  Foi o ápice do vexame. As irmãzinhas gritavam frenéticas a todo instante: “Zé Cagão, Zé Cagão, Zé Cagão… “.

Durante o resto da viagem tiveram que parar urgentemente umas cinco ou seis vezes. E o pequeno e fanático torcedor do Esporte Clube Bahia apenas bebeu água de coco no decorrer da viagem até o seu destino final na casa dos avós. Zé foi dormir naquele maldito dia, já em Salvador, no bairro da Ribeira, de cu assado.

Pela manhã, ao levantar mais animado e com muita fome, o menino foi recebido por seus primos que lhe apontavam o dedo e diziam:

— Ó paí, ó. O Zé Cagão acordou.

Inevitavelmente, após sua primeira visita a Boa Terra, berço de toda sua família, José Hernandes Gregório ficou oficialmente conhecido, entre familiares e amigos mais próximos, como o Zé Cagão. No entanto, o gordinho tirou de letra o apelido de mau-gosto. Ele nunca fora uma pessoa enfezada, até porque, livrava-se de suas fezes de duas a três vezes por dia.

Anos mais tarde, devido as suas indisposições intestinais persistirem com uma frequência assustadora, descobriu-se, através de exames específicos, que o intestino dele sofria com irritações alimentares e também era muito susceptível às emoções. Tinha diarreia quando estava triste, quando estava alegre, quando estava ansioso… ele cagava, literalmente, para todos os sentimentos. Suas expectativas, tristezas e contentamentos sempre tinham o mesmo fim; escorriam derretidas e fedorentas descarga abaixo. Enquanto fumantes inveterados guardavam cigarros por todos os cantos e cômodos possíveis, para que nunca lhes faltassem o vício, nosso amigo não podia ficar sem papel higiênico. Tinha-os no porta-luvas e no porta-malas do carro, na gaveta do birô do laboratório em que trabalhava como parasitologista, e, claro, não saia de casa sem verificar o rolo de papel amassado que ficava dentro do bolso de sua calça.

Conhecia todos os tipos de privadas e banheiros da cidade e de muitos cantos do mundo. Tornara-se um especialista em acolchoados para sanitários. Derrubar o barro, para ele, era vida e cultura. Leu a trilogia do Senhor dos Anéis durante nove meses de sentadas no trono. Sem falar no grande prazer que lhe proporcionava as horas em que se esvaziava.

— Como é bom cagar! — Ele não cansava de dizer durante as “barrigadas” diárias. Para ele, não havia nada mais prazeroso do que cagar escutando Pink Floyd.

Não obstante a esse peculiar problema, Zé teve uma vida normal e feliz. Casou-se com uma bonita colega de trabalho e tiveram uma filhinha linda, que lhe deu um netinho saudável e esperto que herdara seu nome.

No batizado do pequerrucho, há poucos dias, vestido apenas com uma batinha branca e sem fraldas, no momento em que o reverendo lavava sua cabecinha, Netinho fez uma careta medonha, contorceu-se de forma hilária e mandou um belo de um jato de merda na batina do padre. Um grande constrangimento se fez na igreja diante da cena escatológica inesperada. No entanto, José Hernandes Gregório, nosso amigo Zé Cagão, regozijou-se de prazer com a situação. Pegou o menino no colo e disse emocionado e cúmplice:

— Ah, como se parece comigo, este cagãozinho! — Falou, entregou o neto para a filha e correu para o banheiro.

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25 comentários em “Zé Cagão (Jowilton Amaral)

  1. Amanda Gomez
    1 de setembro de 2017

    Olá, Jhonny!

    Sinto que eu poderia ter apreciado bem mais o seu conto, se meu estomago não tivesse reclamado tanto ( não literalmente), é um conto difícil de digerir ( literalmente) kk, ok, vou parar.

    É um conto muito bem escrito, que lembra um pouco aqueles filmes de domingos com aqueles atores de comédia, viajando com a família em um trailer. É agradável, gostoso de ler, mas o mérito está todo na escrita do autor, não na história em si, que peca pelo excesso. Os detalhes minuciosos, a perfeita descrição deles deixa tudo muito real, e isso é bom e ruim, porque eu aprecio uma escrita assim tão caprichada, mas não vejo a menor grança em histórias fisiológicas. Qualquer ”pum’ que se solte em algo que estou lendo, já torço o nariz ( literalmente)

    Enfim, acredito que foi por causa disso que seu texto não passou de fase, os culpados foram os leitores de estomago sensível rsrs.

    No mais, eu gostei do final…embora..bem você sabe.

    Parabéns!

  2. Priscila Pereira
    1 de setembro de 2017

    Oi Johnny,
    Seu conto está muito bem escrito, interessante e muito nauseabundo…. kkkk que nojooooooo. O Zé é uma graça e a situação não é nem um pouco engraçada pra quem vive… e nem pra quem presencia… não gostei especialmente do conto, fiquei mais com dó do Zé. Desculpe!!

  3. Rose Hahn
    26 de agosto de 2017

    Olá Johnny, hoje é o dia das minhas leituras de alto risco, e a sua está encabeçando a lista, rsrs. Que conto cocô, eca! kkkk. Amigo, na leitura desse, o seu texto já está desclassificado, dançou na privada. Escolha arriscada. Vc escreve bem, sem dúvida, conseguiu descrever em detalhes a flatulência, as cenas da caganera, com riqueza de pormenores. Ocorre que manter o enredo todo sustentado na merda, foi perigoso, nojento por dizer. O EC é feito de leitores homens e mulheres, e é natural as preferências de temas de cada gênero. Creio que no lado masculino, o tema do seu conto teve melhor avaliação, ao contrário do lado feminino, que confesso, causou repulsas, coisas de mulherzinha. Então o risco foi esse, um texto que tende a agradar somente a uma parcela de leitores, o ideal é a gente ir pela seara de assuntos que sejam apreciados pela maioria dos leitores, fica a dica. Também estou aprendendo. Abçs.

  4. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Meu querido Johnny Hemorroida, você me coloca em uma situação delicada. Confesso que depois de ler seu conto o senti como dentro do tema comédia. Ou seja, ele é uma história engraçada. Outrossim ele tem um enredo: a viagem no carro novo de São Paulo a Salvador, personagens bem caracterizados a começar pelo nosso herói, o Zé. No entanto, e aqui vem o meu constrangimento, o tema é por demais escatológico e achei que há um exagero nesse sentido. Resumindo, houvesse tudo isto, mas com um pouco mais de sutileza, talvez seu conto realmente lacrasse (conforme gostam de dizer os jovens). Isto, claro, aqui no meu esquisito modo de ver apenas. Tadinho do Zé. Grande abraço.

  5. Pedro Luna
    18 de agosto de 2017

    Haha, no meu conto também existe o tema desse aqui, mas não de forma tão escrachada. Amigo, acredito que seu conto é bem escrito sim, mas ele vale mais pelo nojo que pela comicidade em si. Não enxerguei uma trama e sim um relato episódico, comum para textos de humor, mas normalmente aqueles textos piadas, o que não é esse caso.

    Por isso, ler sobre a desventura do Zé no banheiro do posto foi terrivelmente nojento, realista (já me deparei com banheiros assim), mas não foi muito além disso. Não divertiu e nem impactou. Sei lá.

    Outro ponto. Acredito que o primeiro parágrafo, que fala sobre o tal cupom sorteado e de outros conhecerem sua fama por outros motivos, ficou totalmente deslocado perante o resto. Sugiro esquecer isso e começar de outra forma, se for reescrever.

  6. Alex Alexandre da Rosa
    17 de agosto de 2017

    olá autor(a)
    Seguiu bem o assunto que se propôs a falar. honestamente não me agrada, mas te algumas partes bem engraçada. achei muito bem bolada essa frase “ele cagava, literalmente, para todos os sentimentos”…parabens.

  7. Davenir Viganon
    16 de agosto de 2017

    Este é o famoso texto sobre merda. Já suspeitava, pelo título, que ele estava no meu grupo nessa primeira fase. Eu achei engraçado, pouco profundo, um pequeno “slice of life” (ou slice of shit). Ficou bacana, não mais que isso.

  8. Catarina Cunha
    16 de agosto de 2017

    Mas que merda, heim? Se é para ser escatológico melhor que seja serviço completo: barba, cabelo e bigode. Ri muito aqui, sem o menor pudor. Como você também não teve ao escrever esta cagada.

    Auge: “Continuou seu caminho aos pulinhos, quase sem respirar, num caminhado cheio de ginga, numa espécie de capoeira miudinha, até finalmente adentrar no recinto tão aguardado.” – Que bela cena desesperadora!

    Sugestão:

    Vá ao banheiro se limpar.

  9. Luis Guilherme
    16 de agosto de 2017

    Bom diaaa! tudo bão por ai, cagão?

    Olha, vou ser sincero: o tema cagada não é muito original no gênero comédia, e eu já tô meio saturado do assunto, mas isso não é culpa sua.

    Digo isso pois comecei a ler o conto com um pé atrás. Quando vai abordar um tema batido, o autor precisa se superar.

    E devo dizer que você cumpriu bem o papel. O conto é divertido e engraçado, e um pouco nojento, também.. hahaha

    Eu dei várias risadas durante a leitura, e o conto não descambou pro zorra total. Pontos por isso!

    O conto tá bem escrito, e mesmo com a linguagem vulgar, necessária ao estilo escolhido, a escrita é segura e agradável.

    Parabéns pela ousadia e pela execução. E boa sorte!

  10. Pedro Paulo
    15 de agosto de 2017

    Agora próximo de terminar de avaliar o grupo, percebi que as melhores comédias vieram como interpretações cômicas do cotidiano, em distorções absurdas do banal. Este conto é, em certo momento, justamente isso, numa asquerosa – no bom sentido – comédia sobre uma condição infeliz e relacionável: a diarreia. No entanto, este é o principal problema do conto: “em certo momento”. O que foi engraçado da leitura encontra-se na segunda parte do texto, quando é relatado com rapidez a vida adulta do protagonista e sua adaptação ao problema, em como ele aprendeu a viver com ele e sua surreal relação com o ato de cagar, na qual ele toma prazer e complementa outras atividades do dia-a-dia, como leitura (todos os volumes de Senhor dos Anéis!). No entanto, isso é apenas a menor parte do conto e antes disso tive que ler a humilhante trajetória que conferiu ao protagonista seu infame apelido. E, nesse sentido, o que se vê é um relato comum de um embaraço numa viagem de férias, explorado em detalhes que fazem bem à visualização das cenas, mas não ao humor.

  11. Antonio Stegues Batista
    15 de agosto de 2017

    Não gostei do enredo,da história. Não deu para rir de alguém que está com diarreia. O conto começa com a descrição do apetite do garoto e segue até o meio, descrevendo a dor de barriga e o banheiro sujo. Não vi até ali nenhuma piada engraçada, ou situação hilária. O bebe cagando na batina do padre é um cena horrível. Porque será que ele não estava de fraldas?

  12. Wilson Barros Júnior
    15 de agosto de 2017

    O conto é um típico exemplo da comédia burlesca, que causa riso pelo ridículo da situação. “som de trombetas infernais vindas do seu mais íntimo interior” foi uma bela metáfora, parodiando o apocalipse. Cumuruxatiba existe, é uma Vila de pescadores ao sul da Bahia repleta de belas praias, pousadas e comida deliciosa, á base de frutos do mar. “Continuou seu caminho aos pulinhos, quase sem respirar, num caminhado cheio de ginga, numa espécie de capoeira miudinha, até finalmente adentrar no recinto tão aguardado”, aí está a cena principal da comédia. O autor aqui mostra que é possível provocar risos com qualquer coisa, desde que se obedeça itens como a qualidade da escrita, etc. Aliás, no “Gargantua e Pantagruel” de Rabelais existe algo muito parecido, uma relação de maneiras de limpar-se a pós uma dessas. Muito divertido, apesar de eu mesmo nem saber bem porque.

  13. Cilas Medi
    15 de agosto de 2017

    Olá Johnny,
    De mal gosto e mal cheiro. Não vejo graça em constrangimento alheio, mesmo que bem escrito, fluente e detalhado em arroubos de merda. O título já diz a que veio e não falhou em nenhuma letra.

  14. Brian Oliveira Lancaster
    14 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Confesso. Eu ri. Não sou fã de textos mais viscerais (aqui no mau sentido mesmo), mas teve partes bem engraçadas devido à situação. É um texto bem crível, deu certa exagerada na conclusão, mas volta a pegar o ritmo ao fim. Da parte do “Anos mais tarde” até “Pink Floyd” foi um pouco demais, forçou a barra. O ritmo sutil do texto descambou para a comédia gratuita. Felizmente é corrigido em seu comportamento nas últimas linhas. Continuar na sutileza teria sido melhor nesse caso, pois a introdução é excelente. – 8,0
    A: Com certeza é hilário, mas o asco acaba sendo maior. Se revisar e pegar mais leve, ficará bem melhor. – 8,0
    C: Uma situação que pode ocorrer com qualquer criança. A empatia (e pena) pelo acontecido cria certa conexão. Tem certos exageros, claro, mas é uma história interessante apesar de tudo. – 8,0
    U: Acho que vi apenas a falta de pontuação em certas partes, mas o restante flui (perigoso dizer isso num texto desses) muito bem. – 8,0
    [8,0]

  15. Elisa Ribeiro
    13 de agosto de 2017

    Eca! Que nojo, Autor!

    A situação que você narra tem bons momentos em que a gente se identifica com o herói, como o banheiro nojento da estrada e o bullying das irmãs. Mas, putz… ficou nojento demais! Embora não seja o meu caso, conheço muita gente que acha uma graça alucinada desse tipo de história. Assim, acredito que seu conto tem potencial para divertir certo tipo de público.

    O enredo é simples.Você explorou bem as situações cômicas e nos apresentou um personagem Zé Cagão muito simpático.

    Sua narrativa é boa. Embora haja poucos diálogos, o texto ficou bem leve. Para revisão, lá no antepenúltimo parágrafo, acho que herdou cairia melhor que herdara.

    Parabéns pela participação.

  16. Jorge Santos
    13 de agosto de 2017

    Desculpem-me o vernáculo, mas não sei se poderemos chamar a este texto uma merda ou uma simples cagada. Na realidade, nem uma coisa nem outra. O texto flui com ritmo e gramaticalmente correcto. O leitor menos sensível lê com gosto e bom humor (mesmo que exista alguma repetição de um tema de piada fácil). O leitor mais sensível ficará agoniado e, eventualmente, irá precisar de usar a privada a meio. Temos pena. Da minha parte, gostei.

  17. Eduardo Selga
    10 de agosto de 2017

    O escatológico é um dos recursos de provocação do humor, porém, usado em excesso, é como um palhaço sem graça porque previsível: pode potencialmente reverter o efeito na recepção textual e sugerir ao leitor que a escatologia está ali como saída fácil, do mesmo modo que é fácil para o palhaço tentar fazer graça com tortas na cara e tropeções no picadeiro.

    Há humor, o conto pertence à comédia, mas sinto falta de maior elaboração literária, de menos excesso no uso de um instrumento que pode, inclusive, provocar aversão, a depender do leitor.

    Em “[…]Zezinho descobriu que seu mal-estar se dava por conta da temida e mundialmente conhecida; caganeira” o ponto e vírgula não cabe.

  18. Fheluany Nogueira
    9 de agosto de 2017

    O texto faz humor do tipo caricatura, o protagonista é representado por uma característica distinta, peculiar que é deliberadamente exagerada para produzir o cômico e distorcido efeito.

    O texto está meio escrachado, trata-se de um humor de constrangimento, cujo objetivo é mostrar o ser humano de forma humilhante. Ainda bem que o próprio ofendido aceitava a situação reagindo bem e até com orgulho.

    Notei um deslize com a falta da crase e vírgulas na expressão explicativa (…que as vezes sorria) e não entendi o ponto e vírgula (e mundialmente conhecida; caganeira).

    Parabéns pela participação. Abraços.

  19. werneck2017
    9 de agosto de 2017

    Olá, Johnny!

    O texto é espirituoso, mas não me passou emoção. Acredito que a situação do protagonista devesse ser melhor explorada, melhor trabalhada, faltando um clímax melhor definido. Mas pode ser apenas eu e minha análise.
    Quanto à gramática, o texto foi bem escrito, sem erros , tem coesão e coerência e os parágrafos foram bem construídos.
    Quanto à criatividade, penso que a estória poderia ser melhor desenvolvida.
    Quanto à emoção, o leitor se identifica com o protagonista e seu aperreio, quem nunca sentiu, que atire a primeira pedra.
    Quanto ao enredo, foi bem construído, apenas acho que deveria ir num crescendo, o clímax e o desfecho parecem deslocados.
    Quanto à adequação ao tema proposto, tem os elementos da comédia, faltou apenas o punchline.
    Minha nota é 8.

  20. Gustavo Araujo
    9 de agosto de 2017

    Apesar de apelativo, e nojento em algumas partes, eu ri muito. Quase me ca… ops. Então, ótimo conto, ágil, linguagem direta e – não sei se isso é exatamente uma qualidade – não ofensivo a ninguém. Bem, talvez aos gordinhos ou às pessoas que sofrem da Síndrome do Intestino Irritável. E talvez às baratas. Voltando… gostei do conto pelo tom descompromissado, pelas piadas oportunas e também pelas alusões à cultura de massa típica dos anos 80. A menção a Cumuruxatiba também me trouxe lembranças relevantes – felizmente não escatológicas -, afinal, o lugar show!. Enfim, a primeira comédia escrachada, flertando com o besteirol, que leio no desafio. Como meu humor é desse tipo – que ri com piadas de porta de banheiro – eu curti pacas. Só achei um pouco deslocado o primeiro parágrafo, que fala de uma suposta sorte do Zé. De todo modo, parabéns!

  21. Olisomar Pires
    6 de agosto de 2017

    TExto muito bem escrito que narra a característica oleosa-intestinal do personagem.

    A meu ver, descreveu bem o protagonista, mas faltou algo. O que aconteceu ? Em que situação difícil ele entrou e como saiu ? Enfim, essas coisas …

    Parece-me que está faltando um complemento.

    É isso.

  22. Givago Domingues Thimoti
    6 de agosto de 2017

    Adequação ao tema proposto: Adequado
    Criatividade: Média
    Emoção: Média. A ideia foi boa, mas, não me conquistou. A explicação do apelido do Zé Cagão foi escrachada. É, o apelido cai bem.
    Enredo: Simples… Como uma caganeira. Nada de mais e nada de menos.
    Gramática: Não notei nenhum erro gramatical.

    Todos conhecemos um Zé Cagão. Desafio encontrar uma Maria Diarreia…

  23. Bruna Francielle
    5 de agosto de 2017

    Tema: adequado

    Pontos fortes: O mais interessante foi o final, com o neto carregando a “tradição” bizarra do avô. Gostei da imagem de capa e do título, porém esperava algo um pouco mais diversificado.

    Pontos fracos: Infelizmente, não gostei. Você até teve uma boa ideia, porém poderia te-la usado de outra forma. Como fez, ficou muito vazio de conteúdo. Exagero em cenas insólitas, acho que até passou do insólito e virou meio Gore. Repetitivo, passou o conto inteiro falando dele quando criança, em geral, pouca coisa aconteceu, apenas mais do mesmo. Poderia ter feito mais cenas dele adulto também, a maior parte do conto foi apenas pra explicar porque ele tinha esse apelido. Faltou “história”,por assim dizer.

  24. Ricardo Gnecco Falco
    5 de agosto de 2017

    Olá autor(a)! Tudo bem?
    Estou aqui agora, logo após ter me deleitado com a leitura de sua obra, exercendo a função não mais de leitor, mas sim de julgador de seu texto. Por isso, como bom Libriano que sou (e Librianos levam isso bem a sério…), para ser justo com você (e com os/as demais), darei notas para todos os trabalhos com base nos MESMOS quesitos, que estão listados abaixo. Desejo-lhe boa sorte do Desafio e lhe agradeço pela oportunidade de conhecer sua criação! Um forte abraço,
    Paz e Bem! 🙂

    —–

    1) Está BEM ESCRITO? (0/3) –> 2

    Não percebi nada que incomodasse na leitura, a não ser uma certa aversão às vírgulas, deixando certas frases gigantescas como um intestino (Ex: “Mal se via a louça sanitária, coberta por uma crosta marrom-esverdeada-brilhante-granulosa que lhe lembrou sobremaneira o caruru que recheava os acarajés que ele havia devorado na noite passada pouco antes de dormir.”).

    2) A história é CRIATIVA? (0/3) –> 1

    Não achei muito criativa, não… É claro que (d)escrever sobre um fato inusitado e por todos sabido como incômodo e vexatório faz com que, de início, nos identifiquemos com os ‘apertos’ vividos pela personagem. Contudo, fixando-se unicamente na escatologia, o texto perde progressivamente esta ligação e vai, aos poucos, distanciando o leitor da história. Ao chegar ao final da leitura, já nos sentimos “aliviados” pela chegada ao fim de tal saga.

    3) O humor é INTELIGENTE? (0/3) –> 1

    Também não achei inteligente. O/a autor/a abusou bastante da escatologia e com isso perdeu muito do interesse que, inicialmente, consegue atrair do leitor.

    4) Eu dei RISADA? (0/1) –> 1

    Sim. No começo, eu quase me c@gu$& de rir. 😉

    ——-
    5
    ——-
    OBS: Se as notas por mim expressas aqui somarem um valor DIFERENTE (para mais ou para menos) da que será, ao final de todas as leituras, postada no respectivo campo de avaliação geral do site (onde estarão listados todos os contos concorrentes deste grupo e suas respectivas notas finais, e que terão valor oficial), o fato se deverá, provavelmente, por eu ter mexido na nota previamente colocada aqui na avaliação inicial, com base na amplitude de conhecimento obtida após término de todas as leituras, podendo portanto ocorrer uma mudança de paradigma em meu padrão avaliativo inicial.

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 1 e marcado .