EntreContos

Literatura que desafia.

Um gato chamado Alice (Jorge Santos)

Meu nome é Astéri. Significa Estrela, em grego. A minha linhagem vem do tempo dos faraós do Egito. Sou de sangue real, destinado a feitos grandiosos e a liderar o meu povo para novos tempos de glória. Má sorte ter nascido gato amarelo.

Minha primeira recordação é dos grandes olhos de mamãe e da forma como me olhava quando eu fazia asneira. Nessa altura, só fazia asneiras e mamava. Tinha mais irmãos, todos a lutar pela maior asneira e a melhor teta. Mamãe se desdobrava em cuidados. A vida não podia ser melhor. Pensava que este paraíso felino iria durar para sempre, mas durou apenas algumas semanas (não sei precisar porque a matemática nunca foi o forte dos gatos – nem da maioria dos humanos, pelo que sei agora).

De um momento para o outro, todos meus irmãos sumiram – o que até não era ruim, porque significava que ficava com mamãe só para mim. Mas estava longe de imaginar que mamãe também sumiria e eu iria para uma casa diferente. A princípio, as saudades de mamãe ficaram a remoer, mas depois a perspetiva de ter uma casa só para mim fez-me esquecer tudo. Depressa cheguei à conclusão de que a casa não seria só para mim: felizmente tinha humanos para me alimentar e mudar a areia.

Os meus quatro humanos são duas fêmeas e dois machos. Dois adultos e duas crianças. São todos insuportáveis, querendo sempre mexer comigo. E, ainda por cima, cheiram pior do que a minha caixa de areia em dia de diarreia. Ainda não perceberam quem manda. Eu sou Ásteri, tenho sangue real, e eles são os meus reles súbditos.

Só não percebi por que faziam eles coleção dos meus cocôs. Todos os dias mudavam a areia e tiravam os meus pequenos tesouros que tanto trabalho me dava a esconder. Procurei por toda a casa, mas nunca descobri onde os escondiam. Isso me deixa zangado. Tentei bater nos meus criados, mas tudo o que consegui foi arranhar com os meus pequenos dentes e garras. Decidi esperar: um dia seria grande o suficiente para fazer estragos – nesse dia colocaria na linha os meus súbditos. Até lá, e para mostrar o meu desagrado com a sua actuação, subo aos móveis e atiro as coisas para o chão. Eles falam alto, parecem irritados. Eu ignoro-os, vou para o meu canto da casa e começo o meu desporto favorito que é a limpeza das minhas bolas. Há semanas que não param de crescer, sou um gato muito macho, mas eles continuam a chamar-me de Alice. Pelo que percebo, é uma questão de hábito. Uma vez Alice, sempre Alice. Dizem que eu já não respondo a outro nome. Mal eles sabem que eu não respondo a qualquer tipo de chamado de seres tão inferiores. E agora, com a vossa licença, mas as minhas bolas precisam de atenção.

Quando nada nos meus súbditos humanos me podia espantar, eis que eles colocam uma árvore na sala de jantar, só para minha diversão. A árvore está cheia de fios coloridos e enfeites. Tudo o que um gato precisa para ser feliz… Aquela árvore era MINHA! Para reforçar a sua posse, para que nenhum outro gato ousasse sequer pensar em a usar, a marquei com urina. Já tinha feito a mesma coisa pela casa toda, o que tinha impressionado especialmente a minha humana fêmea adulta.

(Se ao menos ela fosse mais gata nos poderíamos divertir, mas uma humana? Baaah!!…. Um gato tem de saber manter a distância e a dignidade.)

Agora que tinha marcado a árvore, subi nela e comecei a fazer o arranjo da decoração à minha maneira, facto que a volta a impressionar.

No dia seguinte, ainda impressionada e a falar alto, leva-me a esse local horrivel que é o consultório do veterinário. Me lembro da primeira vez que fui lá. De início parecia uma sala como qualquer outra. Depois um humano estranho, vestido com uma bata verde, pega em mim e me espeta um termómetro onde o sol nunca brilhará. Eu virei fera. Tentei matá-lo, mas novamente as minhas pequenas garras e dentes pouco fizeram. Aquela era uma sala de tortura e sempre que regressei lá tentava escapar, mas os meus súbditos não deixavam – seria, talvez, a vingança pelas vezes que eu próprio os tinha castigado? Ali me espetavam agulhas e me obrigavam a tomar produtos com gosto terrível que me fazia vomitar. Chorava e berrava por mamãe, mas não adiantava de nada.

Estava à espera de semelhante tratamento, mas desta vez foi diferente e fui covardemente obrigado a adormecer. Quando regressei a casa, fui para o meu canto e tentei lamber as bolas, como era meu hábito para aliviar o estresse, mas já não as encontrei. Tinham me roubado elas! Fiquei furioso. Tentei me vingar nos meus súbditos, afiei as garras, as apontei para os seus frágeis pescoços, mas eles me deram o meu patê favorito e eu esqueci tudo.

***

Os humanos são estranhos. Andam em duas patas, parecem árvores. Quando era mais pequeno, gostava de subir por eles acima, cravando as unhas nas suas pernas para reforçar o facto de serem meus súbditos. São grandes, o que é bom para me proteger dessa raça de seres estúpidos que são os cães. As duas patas de cima não servem para andar. É com elas que me dão de comer, trocam a água e a areia da minha caixa. Por vezes, quando quero, me dão colo e me abraçam. Também não têm garras. Têm dedos que servem para me fazer massagens, e tenho de reconhecer que os humanos são bastante bons nisso. Por vezes os usam para fazer massagens a máquinas. Fico furioso: os dedos são pertença minha, servem APENAS para me massajar. Como vingança, me deito em cima das máquinas que eles estavam a massajar, o que deixa os humanos furiosos – tentariam de certo lamber as suas próprias bolas para esquecer a fúria, mas não têm a minha elasticidade, pelo que não conseguem fazer.

***

Desde que me roubaram as bolas que tenho notado que estou mole, passando muito tempo a dormir. O meu local favorito é a cama da humana mais nova, que passa o tempo a olhar para máquinas com coisas nos ouvidos. A cama é alta, macia e cheira sempre bem. Assim que sinto que a porta do quarto se abre (e que petulância a dela de deixar uma porta fechada nesta casa que é só minha…), corro o mais que posso para saltar para a cama e enrolar-me todo até conseguir dormir. Mesmo estando mais gordo, consigo ser rápido, mas sinto que perdi alguma da minha agilidade. Um dia que o corredor estava mais escuro, ouvi uma porta. Assumi que era a porta da humana mais nova, desatei a correr, já imaginando o conforto da cama, sem olhar para o que estava à frente… Para quê, se eu já conhecia o caminho? Passaria como era hábito pela porta, à velocidade máxima que a minha presente forma física permitia, saltaria para a cama e estaria no sétimo céu felino. Mas nesse dia as coisas não correram como eu pretendia e marrei com a cabeça em cheio na porta ainda fechada.

Poc!

Senti a pancada e ouvi sinos na minha cabeça durante quinze dias. Foram dias de cuidados reforçados e um patê. Só por isso valeria a pena voltar a repetir a façanha, mas ganhei uma loucura ainda maior: foi nessa altura que fiquei com a certeza de que podia voar.

Todos os gatos podem saltar e sabem cair até uma certa altura. Eu me convenci de que conseguia voar como os pássaros. Vou explicar: passava grande parte do tempo sozinho na minha casa. Os meus humanos deveriam regressar às suas próprias casas durante o dia, me deixando ser o rei e senhor da minha casa, com livre acesso à varanda. Passava longos períodos sentado no peitoril da varanda, observando tudo o que se passava lá em baixo. Via humanos de todas as cores e feitios, alguns passeando cães (para meu desgosto, descobri que mesmo estes estúpidos mamíferos merecem ter súbditos). Via outros gatos, como eu. Andavam livres e eu ficava a pensar se não valia a pena experimentar essa mesma liberdade. Afinal, poderia sempre voltar para casa.

Bastava voar.

Só precisava vencer o medo, mas desde que batera com a cabeça perdera o medo da altura.

Bastava voar.

Decidi que seria naquele instante. Um pequeno passo para o gato, um grande passo para a felinidade. Primeiro tinha de dar impulso, abrir bem as patas, esticar-me todo e rezar ao supremo deus dos gatos. Correu tudo bem excepto a reza – o voo se transformou numa queda descontrolada e bati em cheio no chão. Tentei me levantar, mas não consegui. A dor na pata era insuportável. Quando dei por mim estava a ser transportado pelo meu humano para o veterinário. Sim, eu sabia bem o caminho, mesmo tolhido pelas dores. Me colocaram numa mesa, onde o humano de bata verde me observou. Eu já o conhecia. Levantei a única pata da frente que podia mexer, mostrei-lhe as garras com firmeza e ameacei-o com um miado furioso: “Conserta minha pata ou te mato!”.

Ele pareceu perceber, enquanto pegava num aparelho que ele tinha usado antes para me fazer adormecer. Me lembrei então de outra coisa.

“E me devolve a porra das bolas, cara… você já brincou o suficiente com elas…”, miei, momentos antes de adormecer.

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46 comentários em “Um gato chamado Alice (Jorge Santos)

  1. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Olá, Monty Java! Como estás?
    Pois bem, achei seu conto ótimo, a narrativa felina e a forma com que você detalha a forma com que os gatos nos vêem (assim também eu creio), são realmente dignas de um grande apreciador dos felinos.
    Achei fofa essa frase: “Um pequeno passo para o gato, um grande passo para a felinidade” rsrs, achei engraçada, mas tive dó de Alice, pobre Alice, perde as bolas e ainda machuca a patinha.
    Muito bem escrito, no conjunto está ótimo e minha nota é 9,5.
    Um abraço!

  2. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: a inversão de perspectivas (o ponto de vista do gato sobre a realidade) é o gatilho principal do humor – revezando-se com seu temperamento egocêntrico. A organização se dá assim, em recortes, contemplando o leitor com o cotidiano felino. A ortografia sugere o Além-Mar e o pseudônimo sugere a familiaridade com as linguagens de programação e com o humor britânico de algumas décadas atrás, talvez?

    Aspectos subjetivos: foi muito legal acompanhar a personalidade de Astéri. Castrar o pobre coitado é uma forma muito irônica de “baixar a bola” dele, mas a pena que sentimos ao vê-lo em tal situação é só uma maneira a mais de nos cativar – além de fornecer aquele singelo gancho ao final. A criatividade é evidenciada pela riqueza de detalhes com que narra a perspectiva do bichano.

    Compreensão geral: não é um conto que leve a profundas reflexões, acredito, não acerca da natureza humana obviamente. Também não propõe uma trama extremamente complexa, ou uma nova concepção de linguagem. Por outro lado, prova que um conto não precisa de nada disso para ser ótimo – bastam uma boa ideia e a inteligência ao explorá-la.

    Parabéns e boa sorte.

  3. Thiago de Melo
    1 de setembro de 2017

    Amigo Montty,

    Muito legal o seu texto. Eu, particularmente, ODEIO gatos, e acho que os odeio exatamente porque os vejo como você descreveu no seu conto, cheios de si, donos de tudo e de todos hehehehehe. Foi muito legal poder ver o mundo a partir da perspectivados gatos, apesar do meu ódio por eles hehehe. Parabéns. Foi um bom texto, bem executado e divertido. Um abraço!

  4. Pedro Paulo
    1 de setembro de 2017

    Nesse desafio de comédia, já vi contos onde diversas perspectivas são assumidas, inclusive a de uma mosca. Nesse aqui, encontrei o ponto de vista de um gato e o modo como foi escrito adaptou muito bem a fama dos felinos de se acharem reis, enquanto tomando na trama as “tragédias” que acompanham a domesticação, desde o nascimento ao crescimento na casa dos seus donos. Ou “súditos”, como ele chama. É um ponto que devo parabenizar nesse conto, pois o autor se utilizou da primeira pessoa e não abandonou a incorporação do gato por nenhum segundo, com a arrogância o acompanhando durante toda a narrativa. Assim, é muito engraçado ler a ilusão de poder que Alice incorpora durante toda a sua trajetória nos infortúnios da domesticação. A única reclamação que eu posso fazer é que é um humor repetitivo que consiste em esperarmos a próxima vez em que a protagonista vai se dar mal. O final pareceu apressado, mas ainda cumpriu o papel de terminar a história, retomando algo que já havia sido (comicamente) incluído antes.

  5. Leo Jardim
    31 de agosto de 2017

    Um gato chamado Alice (Monty Java)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): possui uma premissa simples, de narrar a vida de um gato sob seu próprio ponto de vida. Não tem, portanto, um fio muito forte de trama, as coisas simplesmente acontecem. Não vi também um conflito bem definido. As piadas com as bolas do bichano foram as mais inspiradas e gostei que encerrou o texto com elas 🙂

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): achei um tanto irregular, sem definição do tempo verbal, ora narrava no passado e ora no presente. Não levei em conta, na avaliação, o estranhamento com as palavras lusitanas (que, felizmente, cada vez menos me parecem estranhas).

    ▪ Só não percebi por que *faziam eles* coleção dos meus cocôs (ficou estranha essa inversão)

    ▪ Isso me *deixa* zangado (deixava ficaria melhor)

    ▪ actuação, súbditos, facto (nessas autor se entregou lusitano)

    ▪ *subo* aos móveis e *atiro* as coisas para o chão… (aqui o texto de repente ficou no presente)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): não é o primeiro texto que li narrado por um animal, mas esse narrador tem personalidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): é uma comédia.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o conto é fofo e brinca com o fato dos gatos se acharem donos da casa. Mesmo não sendo de gargalhar ou de trama mirabolante, é divertido de ler e se encerra bem.

    🤡 #euRi:

    ▪ desporto favorito que é a limpeza das minhas bolas 🙂

    ▪ eles me deram o meu patê favorito e eu esqueci tudo 🙂

    ▪ tentariam de certo lamber as suas próprias bolas para esquecer a fúria, mas não têm a minha elasticidade 😃

    ▪ E me devolve a porra das bolas, cara… você já brincou o suficiente com elas… 😃

    ⚠️ Nota 7,5

  6. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    31 de agosto de 2017

    Inegavelmente o conto é muito bem escrito. O personagem Astéri é bem carismático e foi uma boa sacada – embora clichê – botar o narrador-animal.

    Agora, quanto a história, ele me causou mistos. Ela não é uma comedia, pelo menos para mim. Ela apresenta alguns pensamentos cômicos do Astéri, mas ela é um drama com um final bem triste.

    Em suma, é um bom conto. Mas não soube precisá-lo devidamente em relação ao humor.

  7. Pedro Luna
    31 de agosto de 2017

    Sinceramente, vi pouquíssimos elementos de humor nesse texto, mas beleza.

    Achei um texto simpático. Possuo gatos e foi interessante notar no descrito costumes e manias dos bichanos. Mas tirando isso, a trama é um pouco chata, pois fica só nisso mesmo. Carece de emoção, tiradas e de cenas mais fortes. A certo ponto fica sacal acompanhar o bicho e seus pensamentos ingênuos. Bom, é isso, deixarei assim mesmo. No quesito escrita, ele é ótimo, mas quanto a construção de uma história, deixou a desejar.

    ps. elogio tb a capacidade do escritor de realmente soar como um felino. Isso tb ficou bom.

  8. Bia Machado
    30 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 3/3 – Gostei, escrito em um ritmo bom, que me prendeu do início ao final, sem cansar.
    Personagens – 2/3 – Embora não precise, acho que as personagens humanas poderiam ter um maior papel na trama. Quanto ao gato narrador, é fofo, cativante.
    Gosto – 1/1 – Eu gostei bastante. O gato me lembrou o Garfield em seu senso de humor rs.
    Adequação ao tema – 1/1 – Sim, para mim está adequado, apesar de não ter me feito rir. Eu sorri em algumas poucas partes. Mas é um texto encantador.
    Revisão – 1/1 – Não vi nada que me chamasse a atenção, a não ser a expressão “mais pequeno”, que aqui no Brasil não é correto escrever, mas me parece que o autor ou autora é de Portugal, então creio que no Pt-pt isso seja aceitável.
    Participação – 1/1 – Parabéns! Bela participação!

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  9. Davenir Viganon
    29 de agosto de 2017

    Antes li um conto do ponto de vista de um cachorro, agora de um gato. Achei mais simpático, ainda que menos elaborado que a outra. O gato muito egoísta ficou muito bem feito, coerente com a impressão de altives dos bichanos. Antes li a estória um conto do ponto de vista de um cachorro, agora de um gato. Achei mais simpático, ainda que menos elaborado que a outra. O gato muito egoísta ficou muito bem feito, coerente com a impressão de altives dos bichanos. A sacada com as bolas eu achei engraçado. Bom conto.A sacada com as bolas eu achei engraçado. Bom conto.

  10. Catarina Cunha
    29 de agosto de 2017

    9,9

  11. Amanda Gomez
    28 de agosto de 2017

    Oi, Monty!

    Ah, eu adorei seu conto, do começo ao fim. leitura gostosa, divertida..simples ao mesmo tempo que sofisticada.

    A ideia de ser narrado pelo gato já foi muito boa, dar uma personalidade marcante e fazer cenas que deixa qualquer dono de gato familiarizado foi mais inteligente ainda. Como são folgados, doces e rabugentos esse bichano. O lance de chamarem ele de Alice ficou bem legal também… eu tenho uma gata, que no começo tinha nome de gato, pq não conseguimos identificar se era fêmea ou macho… decidimos que era macho e assim o chamamos por meses, até que eu fui percebendo que ”ele” estava muito afeminado kkk.. Que coisa, eu estava criando um gato trans!

    Enfim, não há muito o que dizer, merecido ter passado para a final,e espero que tenha uma boa colocação na final também!

    Boa sorte no desafio!

  12. Brian Oliveira Lancaster
    28 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Um texto bastante meigo, com a visão do felino em destaque. Só achei que, como a intenção era demonstrar que o gato não entendia o mundo humano, certos termos deveriam ser desconhecidos, como veterinário, por exemplo. Apesar do texto fluir bem, senti que a melancolia tomou conta. Parece mais triste que alegre em seu contexto. – 7,0
    A: Tem graça, claro, mas faltou alguns detalhes a mais. A parte em que ele queria voar poderia ser mais explorada. Ou poderia apronta algo aos humanos, como uma surpresa legítima, não apenas fatos do cotidiano. – 7,0
    C: Conquista pela simplicidade e aparente tristeza. – 8,0
    U: É um texto de “fora”, mas se sai bem, mesmo com termo de lá. Como mencionado acima, faltou apenas dar um foco maior à veia cômica e deixar um pouco a melancolia de lado. – 8,0
    [7,5]

  13. Fheluany Nogueira
    27 de agosto de 2017

    Humor leve e ingênuo, com discurso narrativo despretensioso, sem reviravoltas, surpresas ou grandes emoções. A leitura é agradável e fluente; o texto está bem escrito, apesar de pequenos problemas gramaticais ou estruturais, não importantes. Bom ritmo, mesmo com algumas repetições. O foco narrativo centrado no gato e seu ponto de vista sobre os humanos é o mais interessante no texto.

    Parabéns pelo trabalho. Abraços.

  14. Regina Ruth Rincon Caires
    26 de agosto de 2017

    Texto primoroso! O autor (acho que é autora) possui total domínio da linguagem, e é da querida “terrinha”. Narrativa leve, inteligente, irônica (por vezes), muito delicada! Excelente! Parabéns, Monty Java!

  15. Catarina Cunha
    25 de agosto de 2017

    Estranhei a palavra “súbdito”, mas o Dr. Google me traduziu para súditos. Um gato português? Parece, exceto por um “Baaah!!….” gaúcho. Mas isso não faz diferença, o que importa é que é muito bem escrito.

    Eu, como gateira que sou, me diverti um bocado com Alice. O personagem foi desenvolvido por um (a) grande observador (a) da selvagem vida urbana dos felinos. Achei genial a ideia do culto às bolas de Alice. Humor sutil e irreverente.

    Auge: “Os meus quatro humanos são duas fêmeas e dois machos. (…) São todos insuportáveis, querendo sempre mexer comigo.” – São irresistíveis e indomáveis.

    Sugestão:

    Neste desafio estou implicando com as frases desnecessariamente entre parênteses. Sabemos que esse recurso é usado para dar informação acessória. Mas aqui tem muitas informações que considero acessórias que não estão entre parênteses, e outras que achei importantes que estão. Logo entendo que “acessório” é subjetivo. Se for acessório pode ser descartado. Neste caso, neste conto, eu manteria as ótimas frases e tiraria os parênteses.

  16. Fabio Baptista
    24 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    O texto tem um ar gostoso de história em quadrinhos, me fez lembrar do Mingau (gato da Magali) e dei risada algumas vezes.

    – sou um gato muito macho, mas eles continuam a chamar-me de Alice.
    >>> kkkkkkk

    – espeta um termómetro onde o sol nunca brilhará
    >>> kkkkk

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    Prendeu a atenção o tempo todo, muito bom!

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Não há um enredo. Nós apenas acompanhamos as aventuras do gato (que são ótimas, por sinal). Talvez um fio condutor pudesse melhorar o texto, algo além das referências recorrentes às bolas.

    – tentei lamber as bolas, como era meu hábito para aliviar o estresse, mas já não as encontrei.
    >>> meu, aqui eu exclamei um “PQP!!!”. Bom plot twist! hauhahua

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Muito boa, o cenário da casa é bem montado e o gato é extremamente carismático.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************
    Gostei, muito bem escrito, com um sotaque português que deu charme à narrativa.

    – perspetiva
    – súbditos
    >>> Pelo que pesquisei as palavras estão corretas. Estranhei, pois estamos mais acostumados à grafia: perpectiva e súditos

    – horrivel
    >>> horrível

    – Um pequeno passo para o gato, um grande passo para a felinidade.
    >>> um grande salto…

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Total

    NOTA: 8,5

  17. Anderson Henrique
    23 de agosto de 2017

    Bacana usar a perspectiva do gato para narrar, mas achei que o texto vai por ideias já visitadas em outras textos que utilizam a mesma técnica. Conhece a tirinha Cães e Gatos do Carlos Ruas? Dá uma olhada que você vai encontrar algumas semelhanças (a tirinha é bem divertida também). O texto é bom, divertido em vários momentos. Senti apenas a falta de novos ares, de encontrar algo diferenciado.

  18. werneck2017
    23 de agosto de 2017

    Olá, Monty Java!

    O texto mostra a grafia do Português de Portugal, devido ao estranhamento de algumas palavras. Saliento apenas uma incorreção – a meu ver – na seguinte frase:
    Procurei por toda a casa, mas nunca descobri onde os escondiam. Isso me deixa zangado. Acredito que como o texto é contado no passado, o melhor seria colocar : Isso me deixava zangado.

    Outra dúvida me surgiu: Se sabiam que o gato era macho, já que o castraram, por que o nomearam de Alice?

    Fora isso, um texto bem escrito, coeso, coerente, parágrafos bem construídos e interligados. Desde o início o leitor cria uma empatia com o personagem, ao mesmo tempo que acompanha o desenrolar da história, criando uma clímax e caminhando para o desfecho final bem humorado. Muito bom.

  19. Gustavo Araujo
    21 de agosto de 2017

    Um conto muito simpático sobre a vida de um gato rabugento, escrito sob o ponto de vista do próprio. Há tempos corre a teoria de que os gatos nos têm como seres inferiores, como se existíssemos apenas para servi-los. O texto bebe dessa fonte com maestria, revelando ao mesmo tempo uma arrogância infantil e uma frustração do animal por não poder dar vazão a seus verdadeiros instintos. Há sacadas boas no texto, repletas de ironia, que levam à diversão de quem lê. Não é, diga-se a verdade, um texto para gargalhar ou que cause aquele tipo de alvoroço incontrolável, mas é leve, divertido na essência, caracterizando-se, sim, como uma boa comédia. Não curto muito gatos, mas não posso deixar de admitir que a narrativa me agradou, a ponto de me ver surpreendido pela chegada do final. Parabéns.

  20. iolandinhapinheiro
    21 de agosto de 2017

    Avaliação

    Técnica: Conto simples e escrito de maneira a envolver o leitor, com a história contada sob o ponto de vista de um gato português. O autor traz para a trama elementos com os quais se identificam pessoas que criam gatinhos. Eu que já tive alguns, reconheci seus hábitos no gato Alice.

    Fluidez: Perfeita. O conto nunca fica cansativo, o gatinho é carismático, a história é gostosa e a gente fica com saudade de Alice quando termina.

    Graça: Enquanto reconhecemos coisas típicas de gatos na narrativa, damos risadinhas concordando. Não é um conto para chorar de rir, mas cumpre bem o requisito porque diverte do começo ao fim.

    Boa sorte

  21. Eduardo Selga
    21 de agosto de 2017

    Muito interessante o personagem-narrador, mas não por ser um gato, e sim porque a antropomorfização dele, ao contrário do que seria de se esperar, não o abstrai completamente sua natureza felina. Não é o Homem incorporado de todo num gato. Ele tem a arrogância humana dos que se consideram ou de fato são privilegiados em algum aspecto da vida, mas enxerga a realidade circundante a partir, e até certo ponto, de uma “perspectiva felina”, que o faz enxergar uma relação soberano-súdito que apenas existe em seus inocentes delírios de gato cuja “[…]linhagem vem do tempo dos faraós do Egito”. Delírios humanos, na verdade, e funcionam, enquanto fábula, como analogia do real, na medida em que temos senão o soberano e o súdito, o comandante e o comandado; a classe dominante e classes dominadas.

    A construção do humor também merece comentário. Não há aquela escatologia fedorenta que se pretende engraçada, nem a explicitude do palavrão. Tampouco preconceitos sociais muito mal disfarçados. A gente ri do quanto o bichano se mostra pretensioso. É nesse momento em que podemos ver como podemos ser ridículos em nossos pedantismos. A fábula, por outros meios, repete “A Roupa Nova do Rei”, no sentido de mostrar a nudez. No conto de Andersen é uma personagem que mostra aos outros o corpo nu do rei; aqui, é o leitor que se apercebe da nudez do Homem, por intermédio de um personagem antropomorfizado.

    Junto a essa sofisticação, temos o circense. Isso é muito curioso porque de um modo geral supomos que o lugar habitado por um não pode ser o mesmo do outro. No conto, entretanto, a convivência é pacífica, e a pancada do gato na porta somada à sua queda, resultante da intenção de voar, funcionam muito bem. E isso se dá porque não é o circense pelo circense, conforme li em um ou outro texto: ambas as ocorrências (a porta e voo) se coadunam com a personalidade farsesca do Astéri.

    O(a) autor(a) usa um recurso muito simples e eficiente para realçar o circense: o parágrafo curto após parágrafos que narram os eventos circenses ou os antecipam. É o caso da onomatopeia “poc!” e de “bastava voar”.

    Alguns detalhes de construção:

    Em “[…]mamãe também sumiria e eu iria para uma casa[…] há uma assonância com SUMIRIA e IRIA que não exerce função estética.

    “Eu ignoro-os[…] e “Me lembro da primeira vez[…]” padecem do mesmo defeito, a considerar a gramática normativa do Português Brasileiro: o posicionamento dos pronomes oblíquos. No primeiro caso deveria ser EU OS IGNORO e no segundo LEMBRO-ME.

  22. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Uma delícia de conto você me traz, Monty Java. Que gostoso esse seu humor. Uma história que me trouxe risos, com certeza. E me fez aprender palavras também. Confesso que não conhecia o verbo massajar. Veja como é bom ter amigos lusitanos (ou mesmo que estejam se fingindo de o ser para me enganar, nunca se sabe, mas nesse caso…) aqui no grupo. Acho que não tem mais nada a dizer além de parabéns. Grande abraço.

  23. Luis Guilherme
    21 de agosto de 2017

    Bom diaaa! td bão ai pelos lados do velho continente?

    Gostei da forma como você mostrou o mundo segundo os gatos. Bem legal!

    Não tenho gatos (sou do time cachorros hehehe), mas minha namorada ama gatos, e identifiquei muitas coisas no texto. VOu até mandar pra ela ler, vai gostar.

    O texto flui bem, é gostoso e agradável de ler, não tem problemas gramaticais importantes, e você quase conseguiu esconder o fato de ser portugues (a) hehehe.

    Quanto ao tema do desafio, tá muito bem adequado! O texto é divertido de forma natural. Essa arrogância dos gatos é realmente algo engraçado, e você explorou bem. Aliás, gato é sinônimo de risada, né?

    O texto em primeira pessoa não ficou cansativo, e as divagações do gato são bem construídas.

    O enredo também é de qualidade, e a frase final fecha com chave de ouro.. hahaha

    Parabéns pela obra e boa sorte!

  24. Olisomar Pires
    20 de agosto de 2017

    Escrita: Boa. Uma ou outra palavra com grafia diferente, não notei erros graves.

    Enredo: relato em 1ª pessoa da vida de um gato em situações comuns a todos os gatos.

    Grau de divertimento: médio. O texto tem uma boa ideia, mas se repete à exaustão sobre o ponto de vista do felino. Não há um conflito propriamente, apenas o relato do personagem. Acho que a troca de perspectiva do cotidiano encerra seu efeito muito rápido e se fica aguardando algum acontecimento mais impactante.

    É isso.

  25. Cilas Medi
    19 de agosto de 2017

    Olá Monty,
    …perspetiva = perspectiva
    …actuação = atuação.
    … facto = fato
    …horrivel = horrível
    … súbditos = súditos
    … excepto = exceto
    Pelo visto a união do idioma português ainda não se consolidou, porque, acredito, o texto é lusófono de Portugal.
    Um conto muito explicativo a respeito do gato e de leitura monótona, sem atrativos. O final, na rebeldia pelas bolas, ficou um resquício de “será que vou rir”? Enfim, fim.

  26. Rafael Luiz
    17 de agosto de 2017

    Um deleite para o leitor a vida do pequeno Alice (rsrsrs). A linguagem, gramatica e forma de narrar são extremamente úteis para entendermos a personalidade do gato. É um conceito batido, mas foi abordado de forma interessante e peculiar. Não é de todo cômico, mas é bem humorado e divertido. O Final me pareceu um pouco despropositado e carecia de um desenvolvimento melhor, mas prejudicou o todo, que é excelente. Boa sorte!

  27. Daniel Reis
    17 de agosto de 2017

    Prezado (a) Java (ex-Pithon, coisa de garoto de programa, né?):
    Segue a avaliação do seu conto, em escala 5 estrelas:
    TEOR DE HUMOR: *
    Trata-se, claro, de um texto elaborado por um apaixonado por gatos. A prosopopeia sempre deu pano pra manga em comédia, mas no caso aqui o elemento absurdo deu lugar a um universo perfeitamente possível – o que , pelo menos para mim, tirou muito da graça.
    PREMISSA:*
    As desventuras de um gato, ainda que pouco original, procurou destacar acontecimentos episódicos com caráter humorístico. Só o final destoou, como triste pelo fato do gato não ter noção do que iria acontecer.
    TÉCNICA: ***
    Sem dúvida, quem escreveu o fez com paixão e conhecimento – de narrativa e de gatos. Mas o efeito geral ainda poderia ser desenvolvido numa história maior, a meu ver.
    EFEITO GERAL:*
    Uma pena, mas acho o final triste e incompatível com comédia/humor. Sinto muito, talvez seu texto não seja para mim. Um abraço.

  28. Marco Aurélio Saraiva
    17 de agosto de 2017

    Hahahaha! Um belo conto! Gostei muito da originalidade. Você renovou clichês e adicionou criatividade a um assunto bem interessante: a vida “secreta” dos gatos. Pareceu uma versão de “Pets – A vida secreta dos bichos”, só que muito mais divertida (convenhamos, o filme foi muito chato).

    O conto é muito divertido e cheio de sacadas geniais. Entre elas, destaco:

    “Um pequeno passo para o gato, um grande passo para a felinidade.”

    “Os meus humanos deveriam regressar às suas próprias casas durante o dia, me deixando ser o rei e senhor da minha casa, com livre acesso à varanda.”

    Além de ter me feito rir, o conto ainda foi muito bem escrito, com apenas algumas falhas na escolha do tempo verbal de algumas frases. Isso aconteceu bastante, para dizer a verdade, e atrapalhou só um pouquinho a leitura, mas a qualidade do todo manteve a nota lá em cima. Segue um exemplo do que estou falando:

    “A árvore está cheia de fios coloridos e enfeites. Tudo o que um gato precisa para ser feliz… Aquela árvore era MINHA! ”

    Note que você usa o verbo “está” no presente, mas o outro verbo “era” no passado!

    Tirando esses deslizes, foi uma leitura excelente e muito cômica. Parabéns!

  29. M. A. Thompson
    16 de agosto de 2017

    Olá Monty Java e o conto Um Gato Chamado Alice.

    Seu conto pode ser resumido assim:

    Memórias de um gato e o ponto de vista do felino em relação aos seus donos e como vivenciou a experiência de ser castrado.

    Arrisco dizer que é um escritor ou escritora experiente, porém achei desnecessária essa comparação que você faz em:

    “[…]cheiram pior do que a minha caixa de areia em dia de diarreia.”

    Não acrescentou o lugar comum, acho que você faz melhor que isso.

    O autor ou autora, arrisco a autoria feminina, deve ter gato em casa pois conhece seus hábitos (se lamber, urinar para marcar território, arranhar as coisas) e no conto tenta dar uma explicação felina acerca desse comportamento.

    A pergunta que faço é, qual é a graça disso??

    Acho que aqui teve uma tentativa de fazer rir:

    “Depois um humano estranho, vestido com uma bata verde, pega em mim e me espeta um termómetro(sic) onde o sol nunca brilhará.”

    O problema é que você não me convenceu de que um gato vai ao veterinário e a temperatura é medida no c*. Talvez seja, não tenho gato e nunca vi isso. Mas ainda assim não achei graça, achei estranho.

    Em dado momento percebo que a autoria é lusitana, pois palavras como “facto”, “excepto” e “massajar” não pertencem ao vocabulário brasileiro.

    Este detalhe é interessante uma vez que a ideia de comédia pode varia de uma cultura para outra. A propósito, qualquer conto que eu leia como se fosse narrado por um português dá vontade de rir. Não sei porque isso ocorre, é apenas um fato.

    Como conto eu gostei, como comédia não.

    Boa sorte no desafio.

  30. Paulo Luís
    15 de agosto de 2017

    È um texto cujo tema serve muito bem para um conto fantasia. Nota 4

  31. Victor Finkler Lachowski
    14 de agosto de 2017

    Olá autor(a).
    Seu conto é bem criativo, assumir a perspectiva de um gato, com todo o humor que a sociedade envolve tal visão, rendeu uma estória divertida e, até mesmo, melancólica pelo final em aberto. Com um personagem bem desenvolvido e enredo cativante, se torna um conto muito bom.
    A narrativa, apesar de interessante, fica cansativa, por conta dos parágrafos longos e repetições de palavras, uma revisão ajudaria a dinamizar o conto.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  32. André Felipe
    14 de agosto de 2017

    Gostei muito. Um dos mais agradáveis e talvez por ser um dos poucos que não se alongaram para atingir o tamanho limite. Em questão de enredo, senti falta de começo meio e fim. O mérito da graça do conto está no modo que o gato vê o mundo e eu acho que o quanto mais diferente for, mais engraçado. Então as melhores partes são quando ele não sabe bem do que está falando, quando chama computador e celular de “máquinas” que são massageadas. Acho que tudo deveria ser assim por exemplo: ele nem saber a palavra veterinário e deixar o leitor inferir. Enfim é um texto simples e despretensioso que deu muito certo.

  33. António Correia
    14 de agosto de 2017

    Uma história com algum humor que se lê sem esforço.

  34. Juliana Calafange
    12 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Caro colega da CPLP! Seu conto foi um golpe baixo, pois faço parte do staff de alguns gatos e sou uma súdita muito devota. Já tive, inclusive, um gato amarelo e dizem que os amarelos são os piores. Eu concordo. Se os gatos inventaram a autoestima, os gatos amarelos inventaram a auto-deificação.
    O texto é divertido, mas acho que vc ainda não aproveitou toda a comicidade que o tema pode oferecer. Talvez vc não tenha tido tempo, mas valia vc se projetar ainda mais dentro da personalidade do gato, pra imaginar seu ponto de vista de felino. Aliás foi ótima a escolha de escrever em primeira pessoa, pois isso dá mais graça à narrativa. Parabéns e boa sorte!

  35. Rsollberg
    11 de agosto de 2017

    haha

    O ponto alto do conto é a voz do narrador, a perspectiva do gato é muito interessante e, por motivos que nào sei bem ao certo, combina muito bem com humor.

    A técnica é boa, a agilidade é de se destacar, bem como algumas observações do protagonista como “Decidi que seria naquele instante. Um pequeno passo para o gato, um grande passo para a felinidade”.

    Contudo, creio que a história não decola e tudo ocorre sem muitas surpresas. Aparentemente, o conto cria uma atmosfera para uma piadoca no final. Talvez, apenas opinião, se o autor concentrasse suas forças nas observações, que são ótimas,, e deixasse algumas piadinhas para segundo plano teria gostado mais.

    De qualquer modo, parabéns

  36. Rubem Cabral
    10 de agosto de 2017

    Olá, Monty Java.

    Gostei do conto! A visão de mundo através dos olhos de um gato ficou muito simpática.

    O texto é bem escrito e consegue passar bem a personalidade do gato Alice e suas aventuras e desventuras. Apenas a notar, no entanto, que foram poucos os momentos de humor: praticamente apenas esbocei um sorriso ao final.

    Curiosidade: quando criança tive uma gata chamada Safiri. Havia uma animação japonesa sobre uma princesa com esse nome, que tinha que fingir que era um rapaz para seu pai, o rei, não perdesse o reinado. No nosso caso, meu pai só aceitou o gato pq dissemos que era macho.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  37. Bar Mitzvá
    9 de agosto de 2017

    É um texto bonitinho… já notei que algumas pessoas do EC gostam de uma história fofinha. Como esse conto não tem romance, nem drama exagerado, consegui ler sem me sentir sufocado.

    Eu tenho gatos e identifico a precisão com que o Astéri, ou Alice, foi criado. O humor desenvolvido é bem delicado, para não dizer meigo. Quase chamei meus gatos para lerem comigo. Gramaticalmente, parece perfeito! A frase final fechou mto bem a história, hehe. Parabéns.

  38. Evandro Furtado
    9 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Isso me pareceu uma versão de uma história do Mingau versão extreme. Tem aquele mesmo feeling, mas com a piada das bolas. E confesso que a piada foi boa, deu pra dar umas risadas. Realmente, no geral, o conto é hilário, com umas sacadas muito boas e aquelas anedotas que a gente não vê de onde veio e se pega rindo mesmo assim.

  39. Vitor De Lerbo
    8 de agosto de 2017

    Se algum dia inventarem uma máquina que leia a mente dos gatos, imagino que deva ser tudo assim mesmo!

    Conto bastante inventivo e bem escrito. Humor e inteligência andam junto nesse texto, e formam um belo resultado.

    Boa sorte!

  40. Lucas Maziero
    6 de agosto de 2017

    Aqui um conto lúdico, e se não fosse pelas “bolas”, poderia bem passar por um conto infantil, que geralmente tem um clima divertido. Caracterizou-se bem a imagem que temos dos felinos, que são “mandões, donos da casa, só pensam em si etc”, mas o que fez cair no clichê. Além do mais, comumente confundimos um felino macho com uma fêmea, e vice-versa, o que caiu bem com o título. Não houve uma reviravolta, esperei até que fosse explorado as “7 vidas dos gatos”.

    Opinião geral: Gostei um pouco.
    Gramática: Está muito bem escrito, o que por si só é um mérito.
    Narrativa: Gostoso de ler, um estilo tendente ao infantil.
    Criatividade: Boa ideia, porém fraca no desenvolvimento.
    Comédia: Um humor divertido.

    Parabéns!

  41. Roselaine Hahn
    6 de agosto de 2017

    Olá caro autor lusitano, vc. compôs um gato narcisista com crises de identidade. Interessante escolha. Engraçado nem tanto, talvez pelo excesso de tinta na pintura da psiquê do gato, do seu mundo felino. Também a questão das bolas do gato tornou-se repetitivo, no início soou engraçado, mas a piada quando contada várias vezes perde a graça. De qualquer forma, é um conto bem contado, a sua escrita fluiu solta, leve, e isso há de contar pontos. Sorte aí no desafio.

  42. angst447
    6 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Um conto felino, fofo, chub? Enfim, o humor está presente, classificando este texto de comédia.
    A linguagem e a história em si são simples, bem delineadas e agradáveis. Bom ritmo, imagens interessantes que prendem a atenção.
    Deu para perceber que o sotaque é lusitano, portanto, não considerei diferenças como erros de revisão.
    Foi divertido acompanhar as peripécias desse gatinho tão estrela. O final ficou ótimo com a exigência da devolução das bolas. 🙂
    Boa sorte!

  43. Ana Maria Monteiro
    6 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: A sua escrita tem qualidade e é segura; não notei falhas de revisão, nem esbarrei em nada de anormal; a criatividade está presente em grau suficiente; o tema está conseguido, não a 100%, mas não será certamente fácil encontrar tal grau de adequação; a leitura foi agradável e fluída, sem nada a atrapalhar. Foi uma boa experiência.

  44. Priscila Pereira
    6 de agosto de 2017

    Olá Monty, vamos avaliar o seu texto?
    Participação: Parabéns!! – 02
    Revisão: Notei palavras escritas de modo diferente, julgo que seja um autor(a) estrangeiro. Não notei nenhum erro. – 02
    Coerência: Tem começo, meio e fim bem definidos, o texto flui muito bem e é de fácil entendimento. – 02
    Adequação ao tema: Achei muito bem humorado, não hilário, mas muito divertido. – 02
    Gosto pessoal: Sou muito suspeita para avaliar esse conto porque amo gatos, sou doida por eles. Achei muito fofinho!! Apesar de não pensar que os felininhos não gostem dos humanos (os meus gatos me amam, tenho certeza KKK), ficou muito legal a personalidade controladora e despótica do Alice, tadinho… Gostei muito. Parabéns!! – 02
    Total: 10 !!!
    Boa sorte!!

  45. Paula Giannini
    6 de agosto de 2017

    Olá, Monty,

    Tudo bem?

    Bom, em primeiro lugar eu gostaria de fazer uma reflexão sobre o gênero comédia, que no final das contas é a proposta desse desafio, e o leitor.

    Todos temos nossos limites, sejam eles culturais, emocionais, religiosos, enfim. Para uns, a comédia ultrapassa os limites ao torturar pessoas, para outros ao falar sobre racismo, sobe a diferença entre povos, enfim. No fim das contas, somos todos leitores sensíveis (respeitando-se também o limite do exagero que se dá hoje ao tal do politicamente correto).

    Bom, dito isso, devo dizer que sua comédia me tocou e fez chorar. Animais são o meu ponto fraco (um deles). E ver o gato narrar sua castração de modo tão inocente já me deu um nó na garganta. Mas, ao final, quando está sendo desavisadamente eutanasiado (espero que só anestesiado para uma cirurgia), você me levou às lágrimas.

    O que disse acima, está longe de me fazer desgostar de seu conto, ou mesmo de fazer com que eu diminua a nota de seu texto em si. Mas achei interessante descrever minha sensação, para que você, autor, possa refletir sobre os efeitos que causamos em nossos leitores. Comédia que faz chorar também é m grande mérito. Ao menos eu acho.

    Sobre a parte humor do trabalho, gostei muito da premissa. Somos mesmo escravos de nossos animais, segundo o ponto de vista deles. (Rsrsrsrs) E a parte do termômetro me fez rir alto. Pobre bichano, nobre e incompreendido por essas árvores de dois pés.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  46. Fil Felix
    6 de agosto de 2017

    Quando era criança, tinha uma gatinha chamada Paula. Tempos depois descobri que, na verdade, era Paulo! Seu conto me lembrou disso, uma confusão mais comum do que a gente imagina. É um texto leve e descompromissado, que brinca com várias questões ligadas aos gatos, como a origem egípcia, os humanos como súditos, a engordada pós-castração, a rixa com os cães, a casa como habitat. São pontos que dão mais sustança ao conto, não sendo superficial. Percebi que o nome do gato foi escrito de duas maneiras (Astéri e Ásteri) e uma frase ficou um pouco estranha (“arranhar com os meus pequenos dentes e garras”), ficaria melhor “morder e arranhar”. Algumas sacadas foram bem engraçadas, como o cocô escondido e as bolas. A frase final ficou um pouco destoante, com o palavrão e o “cara”.

    Uma observação mais particular é que o título e o pseudônimo nos leva a pensar em duas obras, que talvez fosse legal ter mais referências. A primeira sendo Alice no País das Maravilhas, com o gato Cheshire, e a outra Monty Python.

E Então? O que achou?

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 3, Comédia Finalistas e marcado .