EntreContos

Literatura que desafia.

Segundo Escalão (Rubem Cabral)

Todo super-herói tem uma história de origem. Com o jovem pedreiro Luigi Focaccia não fora, então, assim tão diferente.

Naquele mês de agosto Roma fritava os pedestres como não costumava fazer desde os tempos de Nero; as pedras negras de seu calçamento logrando convencer a todos que aquecimento global não era, afinal, só conversa de professores de História comunistas maconheiros veganos sexualmente versáteis.

Por volta das duas da tarde, o baixinho Luigi deixara o edifício em construção onde trabalhava e desceu pela Via di S. Vincenzo até a esquina com a Piazza di Trevi, do famoso chafariz. Seu estômago rugia e cobiçava com fome assassina aos outros órgãos vizinhos, que se encolhiam, temerosos.

Cem quilômetros acima da Cidade Eterna, alheio a isso tudo, um pedregulho espacial com verdadeiro antepasto de minerais extragalácticos resolvera que era boa ideia se quebrar em mil pedaços fosforescentes ao penetrar nossa atmosfera.

Faminto, o italianinho cruzou aquele mar de gente suarenta e xingou em segredo os turistas que jogavam moedas na Fontana, que por pouco não caíam no colo de Oceanus ao tirar selfies, que montariam seus cavalos-marinhos se os Carabinieri se distraíssem e que enchiam os bolsos dos ambulantes africanos, vendedores de legítimos suvenires Made in China.

A cinco esquinas e muitos palavrões sussurrados dali, completamente desconhecida dos estrangeiros que pagavam até vinte Euros por um calzone tradizionale de cheddar, a Osteria La Tavola Calda della Nonna era só uma portinhola coberta por dezenas de cartazes esfarelados pelas intempéries, porta essa que dava acesso a um pátio interno onde dez mesinhas de metal assavam sob ombrelones pouco eficientes. Menu do dia: Risotto al nero di seppia ou Lasagne alla Bolognese. Uma taça de tinto, uma bruschetta de entrada e um espresso completavam o honestíssimo preço fixo: doze Euros.

Em Nova Iorque, uma aranha fora atingida naquele momento por um microfragmento do meteorito e, não exatamente contente da vida, desceu de sua teia e picou o pênis de um adolescente que estava na cama – aham – exatamente no ápice de sua homenagem à coelhinha do mês. Sim, a outra versão “oficial” desta história é uma variação politicamente correta e pudica do que realmente ocorreu. O fluido das teias é na verdade, bem, é isso mesmo o que você pensou…

(Porra, Peter!)

Luigi considerou por menos de um segundo o risoto lamacento de tinta de sépia, com tentáculos aflorando aqui e acolá e cheirando à cais, e pediu a lasanha, sem pestanejar. Esqueça, contudo, o que você pensa que sabe sobre o prato: a pasta era artesanal, o molho cozera sobre o lume brando por eras, os tomates, cenouras e manjericão eram da horta dos fundos, o queijo era pura poesia láctea e a carne, de bovinos que cresceram escutando Rita Pavone e Peppino di Capri. A porção servida, mamma mia, borbulhante como as lavas do Vesúvio, seria suficiente para alimentar Pinóquio, Geppetto, Fada Azul, os meninos-burricos da Terra dos Brinquedos e todo o restante do elenco, não incluindo a baleia, é claro.

A vida é injusta, ora, disso todos sabemos. Enquanto  Peter “Punheteiro” Parker viraria o famoso amigão da vizinhança, ainda que à custa de muitas espinhas e mãos peludas e calejadas, o pobre Luigi não teria tanta sorte…

Um pedacinho do meteorito perfurou o telhado da Osteria, ricocheteou num imenso pote de alcachofras em conserva e caiu como chuva de pó esmeralda sobre a lasanha que acabara de sair do forno à lenha. O rapaz italiano até reclamaria em outras condições; não pedira, afinal, massa verde, porém seu estômago já encurralara o fígado e estava prestes a esfolá-lo. O aroma da lasanha estava fantástico e o prato fumegante tinha bordas ligeiramente tostadas, estaladiças, feito ele adorava.

***

Convenção “B” de Super-Heróis – Bar do Hotel O Econômico ¾.

— E foi assim que virei o Homem-Lasanha… – ele esvaziou o copo de Fernet com refrigerante e pediu outro. — Ao menos consigo escolher o molho que esguicho pelos dedos: quatro queijos, matriciana, bolonhesa. Posso cegar um inimigo com queijo derretido também.

— Não é um poder cinco estrelas, mas não é lá tão mau, ó pá – comentou o Alfacinha-Deus-ex, um senhor gordinho e meio calvo. — Veja só, pá, tava eu na casa de banho da minha santa morada, a ler O Senhor dos Anéis, sentadinho na sanita, justo no capítulo do resgate do Gandalf pelas águias gigantes, quando fui atingido na cabeça por esse meteorito do piorio. Desde então, ganhei o poder de invocar um Deus ex machina, mas só quando estou, digamos, a pintar a loiça, percebes? É ridículo, pá, eu sei. Ainda mais porque eu tenho intestino preguiçoso.

— Somos ridículos, o segundo escalão do segundo escalão de heróis.

— Ao menos não somos a pobrezinha da Maria-Café, se te serve de consolo – o lisboeta bebericou bagaceira a partir de um copinho.

— Quem?!

— A brasileira novata. Maria Filomena dos Santos, não a conheces? Estava na seção de aniversariantes da revista Astros em Ascensão. No Brasil a rapariga tem outra alcunha de heroína: é a Mulher-Piolho-de-Cobra. Foi picada por um bichinho assim, que roera antes um cristal extraterrestre radioativo. Ela consegue enrolar-se feito um rocambole e fingir-se de morta, ou pode atacar os inimigos com um odor desagradável. É muito piada. É bem patético, na verdade.

— E com um nome destes, poverina… Não há marketing que resolva. Tenta cantar: “Mulher-Piolho-de-Cobra, Mulher-Piolho-de-Cobra, aí vem a Mulher-Piolho-de-Cobra…”.

— Eh-hei, ela é a Mulher-Piolho-de-Cobra! – eles cantaram juntos.

Ambos caíram na gargalhada. A porta do bar guinchou repentinamente.

— Qual dos dois imbecis disse meu santo nome em vão? – alguém rugiu.

A mulher, que vestia uma armadura negra multisegmentada e um capacete redondo com anteninhas, era alta e corpulenta. Ostentava uma cascata de cabelos negros e selvagens e tinha belos olhos compostos.

— Ai! Estamos feito ao bife! – disse o Alfacinha-Deus-ex.

— Corra pro toalete e convoque as Grandes Águias aqui no bar! Agora! – Luigi provocou.

— Ora, mas vá mamar na quinta pata do cavalo! Cega-a, tu, com parmesão derretido!

Contudo, ao invés de distribuir socos e pontapés, a Mulher-Piolho-de-Cobra sentou-se ao lado dos dois, junto ao balcão do bar, e pediu ao garçom:

— Três caipirinhas duplas, com muito gelo!

Os dois homens entreolharam-se, quase alegres, mas a alegria evanesceu depressa quando notaram que ela não tinha intenção alguma de compartilhar sua bebida, logo que a bela começou a sorver dos três copos com um canudinho em cada.

— A Convenção “B” de super-heróis deste ano foi cancelada por falta de quórum – ela lamentou, em meio a um suspiro. — A HicCup surtou e foi internada ontem… El Niño-de-Color está daltônico. LGBT-Power resolveu seguir carreira como carnavalesco no Rio de Janeiro, disse que seus poderes eram démodé como a coleção passada de outono-inverno. Ora, se aqueles de nós, os que têm poderes razoavelmente úteis, estão desistindo, o que fazemos aqui? Cara, eu daria tudo pra causar soluços nos meus oponentes, ou transformar o ambiente duma batalha numa discoteca dos anos oitenta ao som das divas imortais.

— Isso fora aquelas armas-secretas bacanas: o glitter empoderador e o arco-íris da representatividade – Homem-Lasanha lembrou.

Num rompante de generosidade então, Alfacinha-Deus-ex, que com o auxílio de laxantes conseguira salvar suas economias antes da liquidação do Banco Espírito Santo ao materializar todo o Bloco de Esquerda dentro da sede da empresa, sacou uma nota de quinhentos Euros do bolso e convidou: — Ora, então somos, sim, os fracassados! Mas não fracassados quaisquer! Somos os mais fixes, os mais brutais, os maiores embaraços do mundo! E de sempre! E bebamos a isso!

Houve alguma hesitação tímida, mas o bartender apressou-se em encher os copos ao reconhecer a legendária cédula violácea sobre o balcão. Os três ergueram os braços num brinde e sorriram maniacamente. E a noite correu fácil, lubrificada por risadas histéricas, algumas lágrimas e álcool, muito álcool.

***

Tudo então começou confuso como numa liquidação das Lojas Americanas numa segunda-feira chuvosa. O hotel estava em ruínas, uma tevê em chamas matraqueava ao fundo: “… repito: Hyperman está morto, The Flush também, WunderschöneFrau está morta! O robô gigante alienígena, O AntiTudo, parece ser capaz de gerar e usar exatamente o ponto fraco de cada super-herói e agora está destruindo toda a cidade, sem que ninguém possa impedi-lo. Deus! O que será de… Nãããããooooooooooo!”.

Mulher-Piolho-de-Cobra despertou sob os escombros escutando as notícias, cogitando que talvez fosse aquela a pior ressaca de sua vida. Fora a enxaqueca, estava bem, pois havia se enrolado instintivamente quando o prédio colapsou. Buscou pelos novos amigos e encontrou Alfacinha-Deus-ex somente empoeirado, agarrado à garrafa de Ginjinha de Óbidos. Homem-Lasanha, contudo, gemia desacordado sob um pilar desmoronado e sangrava molho bechamel. Através do teto desaparecido, ela avistou o maldito robô, lançando raios rubros em meio à escuridão e nuvens de fumo.

Sua esperança foi restaurada quando o céu cintilou multicolorido e a lua transformou-se num globo de espelhinhos enquanto Roberta Kelly enumerava os signos do zodíaco a todo volume. Sob chuva de espuma, LGBT-Power cruzou os céus com uma capa plissada platinada de 24 metros e lançou uma bomba de mil drag queens militantes nas fuças do AntiTudo. O autômato quase perdeu o equilíbrio – RuPaul havia lhe cravado um salto-agulha no joelho –, porém logo a máquina recuperou-se e disparou uma rajada de puro ruído branco sobre o super-herói, que descobriu-se então calvo, barrigudo, com camisa polo laranja – a cafonérrima estampa de jogador de polo tomando metade da vestimenta –, bermudão e chinelos com meias beges furadas. E, claro, heterossexual! Seu grito de horror – com voz estranhamente grave – se fez ouvir quando o valente defensor das minorias despencou do topo dum prédio.

— Ajuda o Luigi – a Mulher-Piolho-de-Cobra pediu ao português, ainda chocada pela morte do seu ídolo. — Veja se estanca esse vazamento de molho, pois não posso ficar escondida aqui enquanto esse monstro destrói o planeta.

— Mas, mas a rapariga é por acaso parva? É? Essa coisa matou o Hyperman! Tu não durarás mais que alguns segundos contra ele. É suicídio, pá!

A corajosa mulher apenas sorriu.

— E quem te disse que quando entro numa briga eu espero ganhar? Eu sou a Maria-Café, meu filho;  referência-mor de todos os poderes inúteis! Mas é o que tenho, é o que sou… Cuide-se! (Eu nem sei seu nome…) – ela beijou-lhe a testa. — Você é… Como vocês dizem mesmo? Cinco estrelas!

Maria enrolou-se numa espiral dura como aço e saiu quicando pelos escombros até as ruas. Quando aproximou-se do robô, esguichou ácidos e outras substâncias corrosivas fétidas. Sobreviveu a três tentativas de esmagamento usando sua carapaça resistente, mas não à quarta. O AntiTudo nem se deu ao trabalho de usar seu raio.

— É Carlos Diogo d’Oliveira Portugal… – o lusitano sussurrou, enquanto apoiava a cabeça do amigo na perna. — Ela nem gritou, Luigi, ela nem gritou…

— Ai! Cazzo! – o italiano despertou sem nada entender. — O quê? Olha lá! Um robô gigante vindo em nossa direção!

— Está tudo perdido. Está tudo perdido.

No entanto, o AntiTudo parou, como se hesitasse, e resolveu disparar sua arma de raios antes de esmagar a dupla. Alfacinha encheu-se então de coragem e se colocou à frente do amigo; absorveu o impacto total da rajada.

— Ai! – Alfacinha gritou. — O quê? O que ele fez? Meus intestinos… Máquina cobarde! Sinto que comi um quilo de cimento! Ai! Tu percebes? O AntiTudo quer bloquear meu poder! Mas, por quê?

— Porque um Deus ex machina poderia ser qualquer coisa, como que sacada da cartola dum mágico?

— Ah, é?

O rosto do português brilhou como os olhos de um miúdo diante duma fornada quentinha de pastéis de nata da avó. Alguma testemunha diria depois que o hino do Benfica tocava ao fundo.

— Diga-me lá, ó Lasanha, tu sabias que eu tenho uma intolerância à lactose do caraças? Da última vez que comi Queijo Serra da Estrela fiquei na sanita até formarem-me calos no cu!

O Homem-Lasanha olhou incrédulo para o amigo e gargalhou.

— E existe maior Deus ex que você me contar isso, justo agora? Abre a boca: lá vai uma torrente de pecorino ralado!

Alfacinha imaginou então um exército de AntiAntiTudos, transportados ao passado, justo quando o robô chegara à Terra. E tudo, então, magicamente mudou.

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50 comentários em “Segundo Escalão (Rubem Cabral)

  1. Fil Felix
    2 de setembro de 2017

    Olá, Rubem! O bom de comentar depois do fim do desafio é que não precisamos nos preocupar com notas ou com a temática proposta, nos deixando mais leves.

    Sou bem compulsivo por HQs e seu conto me chama a atenção pelas toneladas de referências e ironias tanto ao gênero de Super-Heróis, quanto a personagens clássicos e clichês narrativos. Começando pelo pseudônimo, Garota Esquilo, que é uma heroína super subestimada da Marvel, mas cujas histórias são super simpáticas e inclusive ganhou um Eisner esse ano. Então já temos um prelúdio para heróis flopados. Ultimamente anda circulando pelo Facebook uma cena duma reunião dos “piores X-Men de todos os tempos”, foi o que o conto me lembrou diretamente. Caso não tenha visto a cena, é coisa de inconsciente coletivo! Gostei de como intercalou a queda da pedra com o surgimento dos poderes do Homem-Aranha e dos outros heróis, subvertendo as origens. Outra referência que percebo, não sei se proposital, foi à Ex Machina: na HQ, uma pedra alienígena verde cai em NY (se não me engano) e atinge o rosto do Mitchel, dando poderes a ele (e depois virando Prefeito). A pedra verde e o nome do outro herói não seriam só coincidências!

    Há muita paródia, claro, ao universo de Supers. O herói de capa e superpoderoso, o alienígena, a mulher poderosa, a máquina que vem dos céus. A cena final abusa de todos os clichês do gênero, com um Galactus/ Ultron/ Kang surgindo e descendo a porrada, com o desfecho também super utilizado nessas histórias, que é o de voltar no tempo pra corrigir, mas que muitas vezes só piora. Inclusive essa cena final me lembrou de outras duas coisas: a icônica capa do Quarteto Fantástico (que descanse em paz), uma luta que é um verdadeiro caos; e a uma história do Kang, em Jovens Vingadores, onde volta ao passado pra tentar impedir de ser vilão (apesar que ele faz isso direto). Tu tá metido com Marvete, Rubem? É isso? hahaha

    Não sei se era a intenção, mesmo, mas acabei relacionando o texto a um monte de coisa. O poder da Maria, por exemplo: leia Uzumaki (que é incrível!); uma cidade onde tudo passa a se transformar em espiral, inclusive as pessoas. Houve uma série chamada The Pride, com uma superequipe formada de heróis LGBTs que cansaram de serem chacota. O líder é uma paródia ao Superman e se chama FabMan, semelhante (mas menos caricato) que o seu LGBT-Power. Nessa questão, como uma grande homenagem (e crítica) aos super-heróis, o conto ficou muito bom! Trazendo todos os principais pontos que fazem dessas histórias o que são hoje, terminando com literalmente uma cagada. Aquele momento, quando terminamos uma saga e pensamos que cagada Ex Machina foi essa? Por outro lado, o estilo narrativo me levou diretamente àquela capa do 4F: me senti no meio do caos. Quanto ao LGBT-Power, legal as referências (shantay, you stay!) e até trazendo a tão temida heterofobia! haha Outros momentos, como quando compara o calor da cidade aos tempos que Nero endoidava e tacava fogo no povo, a divisão muito bem feita e um ótimo desenvolvimento, também merecem destaque. Mas bancando o leitor sensível (sou exatamente o professor que citou no começo, só mudando que sou de Arte), um ponto que me pega nesse tipo de texto é a quantidade de estereótipos e na linguagem, mas é questão de gosto.

    • Fil Felix
      2 de setembro de 2017

      Ah, esqueci! O golpe final do Homem-Lasanha, o jato de queijo ralado, me fez imaginar cada coisa que prefiro nem comentar! SOS

    • Rubem Cabral
      6 de setembro de 2017

      Oi Fil.

      Então, obrigado por ler e comentar. Eu não sou fã da DC ou da Marvel no que se refere a quadrinhos. Já li bastante de ambas, mas quando lia quadrinhos praticamente só lia DC Vertigo e outros quadrinhos “adultos”. Gostava de Monstro do Pântano, Sandman, Ex machina, Orquídea Negra; Promethea, Animal Man, Shade, Authority, Preacher e outros.

      A frase que brinca com o suposto professor de história é irônica, foi bolada para soar algo bem Bolsonaro, mas intenciona mostrar que na verdade “eles” é que sabem das coisas.

      Algumas referências que você viu não foram intencionais. Sequer conheço o FabMan ou Uzumaki.

      Quis brincar com clichês dos quadrinhos: o sacrifício, o ato heróico, o deus ex machina, etc.

      Abração.

  2. Pedro Paulo
    1 de setembro de 2017

    Como um cara que gosta de super-heróis, consegui identificar neste conto elementos muito bem escolhidos para a sátira, desde a ideia de um escalão de heróis inúteis ao embate grandioso com um robô destruindo a cidade. Sobre a narrativa, vale comentar que o tempo correto foi reservado para explicar a origem do Homem-Lasanha e emendar, a isso, a origem de outro personagem famoso. Aproveito para dizer que o humor colocado na natureza das teias do Homem-Aranha, embora apelativo, acompanha a tônica das piadas que se encontram no restante do conto, estas funcionando melhor em associação com o ridículo, de fato.

    Agora sobre a segunda parte do conto, a transição é muito boa, como se o próprio Luigi estivesse contando a história e a ambientação, sendo numa “Convenção B de Super-Heróis”, faz todo o sentido. Nesse momento, conhecemos dois dos personagens centrais da trama, todos em posse de poderes hilários e muito condicionais para serem realmente úteis. O diálogo dos personagens flui naturalmente e aproveita para falar de uma terceira personagem importante que entra depois, mostrando um bom controle da informação da história. A união dos três é engraçada, cada um em seu poder ridículo, algo que não de forma excessiva é sempre lembrada. O ápice da história é a batalha da manhã seguinte, na qual até mesmo o inimigo é satírico: “O AntiTudo”. Nesse momento, todos os clichês de batalha final se encaixam muito bem no conto, ainda na preservação do ridículo que acompanha a história inteira, a Menina-Café se sacrificando heroicamente e o português pulando na frente para receber o raio no lugar do Luigi. E, evitando da tragédia para manter o humor, os dois conseguem bolar uma saída tão absurda quanto a história e salvam o dia, encerrando o conto sem precisar narrar tudo, mas simplesmente ponderando que “tudo magicamente mudou”, uma forma hábil de terminar a história.

  3. Bia Machado
    1 de setembro de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 3/3 – Muito bacana, ágil, com uma emoção a cada parágrafo, rs.

    Gostei dos super-heróis. E a brincadeira com o Deus Ex-Machina foi muito criativa.
    Personagens – 3/3 – Como disse, gostei deles. Os diálogos ajudaram na aproximação, mas não, como pode ter feito isso com o LGBT-Power? Que tristeza… Será que ele pode ressurgir da purpurina?
    Gosto – 1/1 – Eu gostei bastante!Leitura que fluiu, serviu até pra me acordar, ainda estava meio zumbi aqui depois de só 4 horas de sono.
    Adequação ao tema – 1/1 – Sim, certamente adequado.
    Revisão – 1/1 – Não vi nada que prejudicasse.
    Participação – 1/1 – É isso, mais um 10!

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  4. Vitor De Lerbo
    1 de setembro de 2017

    Uma história inteligente de super-heróis, algo que, infelizmente, tem diminuído de frequência no cinema. Bem contada e bem escrita.

    O próprio Deus ex no final da trama é justificado, o que exige habilidade. Uma história leve e competente.

    Boa sorte!

  5. Pedro Luna
    31 de agosto de 2017

    O autor, autora tem muito humor nas veias. Por mais que uma gangue de super heróis fracassados não seja novidade, você conseguiu criar tipos bem interessantes. Homem lasanha, um cidadão que evoca deus ex machina no banheiro, mulher piolho de cobra, kkk.. certamente foi muito criativo.

    Acho também que houve um bom aproveitamento do limite. Apesar do começo arrastado que apresenta o personagem antes da transformação, e uma aparição meio dispensável de peter parker, o restante flui bem. Eu jurei que ia terminar ali na conversa entre os personagens, mas ainda teve tempo para uma batalha e um criativo final que fez jus aos personagens e resolveu a história. Bom conto.

  6. Rsollberg
    31 de agosto de 2017

    hahaha

    Fala, garota esquilo!
    Então, na minha opinião o ponto mais forte do conto é esse humor nonsense
    Contudo, preciso dividir em duas partes. A primeira foi morosa, em alguns momentos, creio, até um pouco pretensiosa. Um excesso de informações que floreiam e não ajudam o conto a ir pra frente. A origem do Luigi é a menos interessante e, ainda que em contraste com a do Homem-Aranha, não desperta muita graça. Na verdade, adorei os outros heróis, em especial o alfacinha.
    Todavia, na segunda parte, o história traz esse lado mais surreal dos heróis de segundo escalão, cada um com uma grande peculiaridade e inúmeras referências. Ai, o ritmo muda e tudo ganha agilidade. Parece outro conto.
    Sei lá. A coisa toda sai do ordinário para o genial de forma brusca.

    6 na primeira metade e 9 para a segunda!
    Então vou de 7.5!
    Parabéns

  7. Lucas Maziero
    29 de agosto de 2017

    para sitiar –> para situar

    estapáfúrdio –> estapafúrdio

    Desculpe os erros no comentário.

  8. Lucas Maziero
    29 de agosto de 2017

    Opinião geral: Tem como não gostar desse conto? Tem não!

    Gramática: Ricamente bem escrito, sem mais.

    Narrativa: Estilo vertiginoso (no bom sentido), envolvente. Contudo, houveram momentos em que eu me atrapalhei, mas não considero demérito do conto, e sim descostume de minha parte por tal estilo. Bom uso das palavras.

    Criatividade: Um dos contos mais criativos deste certame. O autor(a) merece um parabéns enorme por vários aspectos, a saber: soube condensar muitas informações em um curto limite (aqui estão sendo usadas as 2000 palavras – sim, eu usei o word para as contas, rsrs), inteligentemente encadeadas para sitiar o leitor, dando todas as explicações na medida e hora certas; pintou um cômico cenário de super-herois dos mais bizarros possíveis, com poderes hilários e estapáfúrdios; enfim, é um conto bem legal.

    Comédia: Um dos poucos contos em que realmente dei risadas. Totalmente dentro do tema proposto. Gostei dos nomes dos super-herois, das cenas, do enredo, e o final foi um dos mais engraçados que li. Perfeito. Sem mais.

    Parabéns!

  9. Davenir Viganon
    28 de agosto de 2017

    Cara, gostei muito da sua estoria. Começou com uma boa apresentação deste mundo satírico dos super-heróis, depois construiu bem os personagens com bons diálogos e terminou com uma cena de ação com os próprios. Bem estruturado, bem humorado. Queria ver isso tudo desenhado…

  10. Jorge Santos
    27 de agosto de 2017

    Conto com bom ritmo e adequação ao tema, bem escrito num português com sotaque lusitano (mas escrito por autor brasileiro). O drama dos super-heróis de segunda deu um texto de primeira.

  11. Marco Aurélio Saraiva
    27 de agosto de 2017

    Conto genial! Desde a imagem escolhida, até o final! Rs rs rs rs

    O bom humor está presente em cada parágrafo – cada frase! – e, apesar de parecer muito nonsense, faz bastante sentido! Todos os heróis classe B foram geniais!

    Você escreve bem pra caramba. Não avistei erros. Perdi uma ou outra referência no seu texto (eram muitas, afinal), mas o conto é realmente um senhor conto de comédia. Não tem como não rir com as peripécias do homem-lasanha, cujo nome, aliás, faz referência a um dos mais famosos heróis secundários da história dos vídeo-games, hahahahaha!

    Parabéns! Excelente conto!

    • Marco Aurélio Saraiva
      27 de agosto de 2017

      Ah, destaque para a frase:

      “Seu estômago rugia e cobiçava com fome assassina aos outros órgãos vizinhos, que se encolhiam, temerosos.”

    • Marco Aurélio Saraiva
      27 de agosto de 2017

      Esqueci de comentar: a conclusão foi muito boa! Com direito a sacrifício heróico, e deus-ex-Machina! (Aliás, que poder roubado ein! rs rs rs)

  12. angst447
    26 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    O conto baseia-se numa confusão de super heróis de segundo escalão, dotados de poderes peculiares. Muita informação em pouco espaço, talvez. A intenção foi entreter o leitor e funcionou até certo ponto. Só acho que exagerou um pouco na dose.
    Os personagens foram bem desenhados,mas mais uma vez, o que atrapalhou um pouco foi a quantidade deles.Há muita criatividade, claro, na elaboração do enredo.
    O problema é que me deixou com vontade de comer lasanha. Isso não se faz!
    O ritmo da narrativa é contínuo e sem entraves. A leitura, às vezes, fica um tantinho confusa porque é muita coisa para assimilar de uma vez só.
    Nada encontrei de errado quanto à revisão.
    P.S.: Continuo não entendo nada de Deus ex.
    Boa sorte!

  13. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Muito divertido e criativo seu conto! Sua capacidade de imaginar super-heróis nonsense é incrível! Homem-Lasanha, Alfacinha Deus-ex e Mulher Piolho-de-Cobra são personagens altamente cômicos, assim como suas respectivas origens históricas. Até cara-de-pau pra brincar com o famoso Homem-Aranha vc teve. Espero que não encontre nenhum leitor fã sensível por aqui… rsrs
    A historinha é simples, mas bem contada. Não vi grandes erros de revisão. Achei o final um pouquinho fraco. O último parágrafo não é tão bem trabalhado quanto o resto do texto, então dá aquela sensação de que ficou faltando alguma coisa.
    Destaques:
    “professores de História comunistas maconheiros veganos sexualmente versáteis.” e “Eu sou a Maria-Café, meu filho; referência-mor de todos os poderes inúteis!” – são muito a cara dos ‘discursos’ entreouvidos por aí no nosso Brasil hoje!

    Boa sorte e parabéns!

  14. Eduardo Selga
    26 de agosto de 2017

    Os super-heróis são um dos produtos da cultura pop, e conseguem atuar eficazmente no pensamento abstrato da sociedade porque se baseiam na ideia arquetípica do herói (o humano que vence qualquer obstáculo porque foi tocado pela divindade), unindo-se à espetacularização.

    As mudanças nos estratos sociais provocam alterações no universo de super-heróis, e nem poderia ser de outra maneira, afinal tanto a cultura pop quanto a espetacularização funcionam como manipulação do imaginário. Assim, os chamados empoderamentos, por exemplo, se refletem nesse mundo ficcional. Outro elemento que pode exemplificar a influência mostra a força de uma das características da estética e do pensamento pós-moderno: a fragmentação. Podemos ver isso nesses personagens de que falamos com a criação dos “super-heróis temporários”, usados aqui e ali, mas que em pouco tempo desaparecem. Na pós-modernidade as relações não se enraízam fundo na sociedade, é tudo muito rizomático, passageiro, superficial, matável, não faz falta de verdade.

    O(a) autor(a) ridiculariza a ideia do super-herói, por meio da existência de um segundo escalão deles, onde se encontram os que têm poderes um tanto inúteis, e isso se relaciona com o que eu chamei acima de “super-heróis temporários”. E o faz com algumas passagens originais, como o estômago de certo personagem intimidar outros órgãos internos dele, tamanha se mostrava sua fome.

    No entanto, acredito que o conto foi muito mais um desfile de personagens (e aqui não ponho em questão a qualidade da construção deles) que uma narrativa preocupada com um enredo bem amarrado. Parece-me que o conto apoiou-se demasiado na originalidade de alguns personagens, esquecendo-se de uma trama forte.

  15. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Olá, Garota Esquilo,

    Tudo bem?

    Você se arriscou ao apresentar este conto no desafio. Certamente, os amantes de HQs são seu público alvo, mas por aqui transitam leitores de idades e universos variados.

    O fato de correr riscos é ótimo. Mostra que o autor tem personalidade e não faz concessões pelo fato de estar em um desafio. Este é o seu trabalho e ponto.
    Sobre o texto em si, foi interessante perceber a mescla de heróis de fato meio decadentes (como o Mário Bross) e outros que (desculpe minha ignorância no tema), creio ter sido criados pelo autor.

    Seu trabalho é de aventura e faz com que o segundo escalão salve o mundo. Dessa forma, a homenagem ao que é avesso ficou clara e boa. Heróis por assim dizer “diferentes” salvam o mundo, tal qual os grandes, tão conhecidos de nosso imaginário como espectadores e leitores. Assim, existe no conto uma camada de inclusão, algo muito em voga em nossos dias. O feio é belo, o diferente é belo, o estranho é igualmente belo.

    Devo dizer, ainda, que fiquei aqui babando por uma ginjinha em copo de chocolate que tomei quando fui a Portugal.

    Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

    Beijos
    Paula Giannini

  16. Roselaine Hahn
    24 de agosto de 2017

    Garota Esquilo, vc deu nó na minha cabeça, confesso que me embananei na leitura do seu conto. Escreves bem, certa estou disso. Porém enxerguei um conto como uma colcha de retalhos, com algumas pontas não se encaixando, ou eu não entendi o encaixe. No desafio do javali escrevi um conto com muitas referências; muita gente destacou, de forma negativa, o meu excesso, agora entendo….Realmente, o excesso de referências cansou, uma miscelânea, e olha que eu gosto de referências. O enredo é muito criativo, a ideia do homem-lasanha foi uóoo, e o Peter-punheteiro-Parker foi o ponto alto. Ah, não entendi a frase no décimo parágrafo, “feito ele adorava”. No mais, sorry a minha falta de jeito para o entendimento que o texto merece, de qualquer forma, ele tem seus méritos e não por acaso está entre os finalistas. Abçs.

  17. Fheluany Nogueira
    24 de agosto de 2017

    Um texto bem escrito, uma zoeira, como uma gritaria ou um excesso de alvoroço e confusão — estilo “história de quadrinhos”. Gostei da paródia, da bagunça e da fantasia. Tramas desse tipo têm os personagens mais malucos que se possam imaginar, bastante peculiares. A narração é bem ágil, com descrições diretas e divertidas e que contribuíram para a criação do cenário.

    Por outro lado, achei que faltou um enredo mais forte pra sustentar a trama, portanto acabou não prendendo o leitor, totalmente, do início ao fim. Poderia ter sido escrito com mais energia, mais enfoque em um número menor de personagens e menos detalhes. Não é um texto clichê, mas também não é novo.

    Parabéns pelo trabalho. Abraços.

  18. Brian Oliveira Lancaster
    23 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: A imagem inicial é bem engraçada. Bem divertido e fácil de entender, com alguns termos além-mar. Trazer o absurdo de filmes de super-heróis foi uma boa jogada. Lembrou-me daquele seriado que infelizmente foi cancelado, Powerless, onde conta a história de uma agência que limpa a bagunça deixada pelos heróis após as batalhas. Podia encurtar a explicação inicial e focar mais no desenvolvimento. O fim pareceu um tanto apressado, quando a história estava ficando mais interessante. – 8,5
    A: Divertido sem ser ofensivo (exceto à classe de super-heróis, claro). Tem muitas expressões portuguesas, mas algumas soaram bem engraçadas. Tem uma pitada de Douglas Adams nas entrelinhas. – 8,7
    C: Os três são ótimos. Teria sido melhor focar direto neles, do que explicar os poderes de outro personagem que nem faz diferença à história (me refiro ao Parker). – 9,0
    U: Bem escrito, dentro do que conheço da gramática de fora. Só dosaria melhor as expressões puramente europeias. Tem mais graça para quem conhece. E quem é a garota esquilo? – 8,5
    [8,7]

  19. Ana Maria Monteiro
    22 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Uma história de super-heróis ridículos e patéticos, carregada de referências a Portugal, mas que não me parece escrita por um português. O exemplo exato de um conto que não gostaria de comentar. A escrita parece-me masculina apesar do pseudónimo. Não tenho nada a apontar quanto à escrita, ortografia, revisão, etc. Algumas acentuações trocadas como de costume (por exemplo: forno “à” lenha), mas não mais que isso. Tem enredo e criatividade. Adequa-se ao tema, muito embora assente mais em confusão que em comédia propriamente dita. Posto isto e enquanto leitora não foi um dos meus favoritos, mas leu-se bem.

  20. werneck2017
    21 de agosto de 2017

    Olá, garota Esquilo!

    Confesso que senti uma certa incompreensão, então, peço desculpas desde já por isso. O texto não apresenta erros gramaticais , mas me pareceu meio truncado. Talvez porque eu esteja acostumada a ler parágrafos que sejam construídos com o tópico frasal + desenvolvimento + frase de ligação, o que facilita bastante a coesão e coerência. Por essa falta, não consegui me conectar ao texto, prejudicando a emoção e o prazer da leitura. Por vezes achei-me em digressões. Mas talvez, como disse, seja uma falha minha.

  21. Olisomar Pires
    20 de agosto de 2017

    Escrita: muito boa. Sem erros e rápida.

    Enredo: grupo de super-heróis com poderes estranhos enfrenta, além da baixa auto-estima, um inimigo poderoso.

    Grau de divertimento: médio. As várias informações tiraram um pouco do brilho do conto causando certa confusão. As situações cômicas pela condição dos super poderes não são suficientes para deslanchar o texto.Fica um tanto cansativo ler tanto sem apego a nenhum personagem específico.

  22. Gustavo Araujo
    20 de agosto de 2017

    Rapaz, o início do conto é o melhor – creio que o melhor entre todos os contos do desafio. Foi o primeiro e até agora o único que me fez gargalhar de verdade. Tanto a origem do homem-lasanha como a versão verdadeira do Homem-Aranha (ou homem punheta hahaha) me arrancaram risos como em nenhum outro texto aqui. E isso tudo temperado (quase literalmente) pelas alusões inspiradas à cultura e à maravilhosa culinária italiana. É hora do almoço enquanto escrevo este comentário, de modo fiquei muito influenciado por esse aspecto 🙂

    A segunda parte mantém, até certo ponto, essa pegada, com os sub-herois trocando confidências e passando por uma espécie de AAA, tentando superar as próprias frustrações. O problema, ao menos para mim, é que esse clima fez arrefecer o humor de porta de banheiro que eu tanto aprecio. O clímax, com o ataque do Anti Tudo ficou bacana, mas fiquei com a impressão, o tempo todo, de que o conto perdeu um pouco a pegada vista no começo.

    Ainda assim é um ótimo conto, escrito com esmero, com boas piadas e situações non-sense. Aliás, a alusão – ou homenagem – aos nossos amigos portugueses foi muito bem vinda. Parabéns!

  23. Evandro Furtado
    19 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Achei, simplesmente, genial. Quero ver uma liga de super-heróis ridículos, por favor. Poxa, você pegou um dos conceitos mais criticados para a resolução de tramas e transformou-o em um final perfeito. Sério, como contestar? Pegou o gênero dos super-heróis, brincou com o que há de mais ridículo neles, criou personagens super-carismáticos – com o perdão do trocadilho – e entregou uma história pra lá de divertida. Sem mais. OOOOOOOOOOOOOOOOOUTSTANDING!

  24. Thiago de Melo
    18 de agosto de 2017

    Garota Esquilo,

    Que posso eu dizer da obra-prima que você escreveu? É muito engraçado! Adorei, alegrou o meu dia. Hoje em dia é dificil fazer humor sem ofender ninguém, e acho que você conseguiu essa façanha, mesmo usando alguns estereótipos, o texto permaneceu leve e muito divertido.
    Infelizmente não tenho muito a acrescentar de modo a melhorar o seu texto. Gostei muito. Parabéns!

  25. Priscila Pereira
    18 de agosto de 2017

    Oi Garota Esquilo.
    Este comentário não vale como avaliação, é só a minha opinião sobre o seu conto!
    Cara, que viagem… Apesar da confusão de personagens e poderes e muitas referências, eu achei bem divertido. O autor tem muito domínio da escrita, conseguiu colocar um pouco de ordem nessa confusão de ideias. Parabéns e boa sorte!!

  26. Amanda Gomez
    17 de agosto de 2017

    Cara…que doideira! O que foi que tu fumou? hahaha.

    To meio chocada com tantas informações, mais chocada ainda comigo, que entender 90% das referências que colocou neste texto. É meio que pra explodir a cabeça.

    Um segundo escalão de super heróis que dependendo de onde estavam e como estavam adquiriram poderes especiais graças a fragmentos de meteoros que caíram na terra. Essa é a verdadeira história, a parte do homem aranha faz bem mais sentido mesmo ‘-‘.

    Feito esse resumo, vamos ao enrendo restante. Um tal de AntiTudos e seu exercito está querendo destruir o mundo…ou somente os super heróis de segunda… acho que é mais ou menos assim.

    Imaginar esses personagens foi bem esquisito, a todo momento eu imaginei o homem – lasanha como um frasco de ketchup amassado, que ficava vazando molho pra todo o canto, cheguei até mesmo imaginar qual molho seria o xixi dele PA! A imagem dos outros foi mais complicada, mas é pq são muitos personagens, alias o texto parece bem maior do que é, de alguma forma o tipo de narrativa conseguiu estendê-lo. ( Colei no word para ver se tinha só 2 mil palavras, essa é a verdade)

    Enfim, seu conto é uma salada, não, na verdade é um x-tudo geek, misturado com criticas sociais e de sobremesa….bem, não sei, perdi o raciocínio aqui. To mais confusa que promoção nas Lojas Americanas.

    É estranho, mas eu gostei do conto. ( sem ofensa), mas o normal seria não ter gostado, você está com sorte hoje =P

    Parabéns e Boa sorte no desafio.

  27. Leo Jardim
    17 de agosto de 2017

    Segundo Escalão (Garota Esquilo)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): achei nonsense, mas bastante divertida. Super-heróis com poderes engraçados é um tema que quase sempre dá certo. Um texto com um italiano com poder de conjurar lasanha e um português com poder de Deus Ex Machina quando está cagando não tem como não ser hilário. A brasileira (Mulher-Piolho-de-Cobra) já não teve tanta personalidade assim. A trama, porém, ficou em segundo plano, pois já sabíamos que no fim o português iria vir com um Deus Ex e resolveria tudo.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): cumpre bem o objetivo de contar a história, sem se destacar demais, mas também não atrapalha. Anotei os pontos abaixo para avaliação:

    ▪ Naquele mês de agosto *vírgula* Roma fritava os pedestres

    ▪ Por volta das duas da tarde, o baixinho Luigi *deixara* o edifício em construção (uso indevido do pretérito mais-que-perfeito, pois não é uma cena que se passa num tempo anterior à narrativa, o passado do passado)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): essa ideia de super seres com poderes “escrotos” é um mote comum na comédia, mas os “heróis” deste conto são extremamente criativos.

    🎯 Tema (⭐⭐): bastante adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): ri bastante na parte introdutória, quando descobrimos a alcunha do super-herói italiano. A parte do bar e a da batalha não mantiveram a mesma pegada, mas continuou divertido.

    🤡 #euRi:

    ▪ “aquecimento global não era, afinal, só conversa de professores de História comunistas maconheiros veganos sexualmente versáteis” 😃

    “O fluido das teias é na verdade, bem, é isso mesmo o que você pensou… (Porra, Peter!)” 😃

    “E foi assim que virei o Homem-Lasanha” 😁

    ⚠️ Nota 8,0

  28. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    17 de agosto de 2017

    Gostei desse conto. A escrita é bem competente – um pouco exagerada na forçação do cômico – e nos conduz com maestria. O enredo é, diria, peculiar. Uma viagem pelo mundo dos Super-heróis com poderes não tão legais.

    Enfim, a ousadia foi muito bem aplicada e fez com que eu me cativasse por essa história absurdamente maluca. Haha

    Parabéns.

  29. Wender Lemes
    16 de agosto de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.
     
    ****
     
    Aspectos técnicos: o conto foi bem revisado, não deixou passar nenhum erro mais repudiável da parte ortográfica. Também não notei problemas quanto à organização das ideias – na verdade, parece-me tudo muito bem interligado: a apresentação de Luigi, levando ao encontro dos “heróis”, a explicação das capacidades de cada um e o final explorando nosso peculiar Ex-Machina. A estética sarcástica se construiu na crítica do padrão de super-heróis/anti-heróis.
     
    Aspectos subjetivos: a premissa pode não ser a mais criativa – imagino, desde que existem heróis, existe a subversão deles. Entretanto, achei bastante criativo o modo como misturou a crítica do gênero literário com a crítica do método. Quero dizer: ao criar os heróis de “Segundo Escalão”, está questionando a idealização que geralmente ocorre nesse gênero; ao atribuir o poder do Ex-Machina a um dos personagens, está unindo também o questionamento sobre o método, sobre as ferramentas que costumam ser utilizadas nessas histórias. Assim, critica dois aspectos desse tipo de criação com um só personagem.
     
    Compreensão geral: o conto me lembrou um pouco um quadro do finado “Caceta & Planeta” – eles tinham o Carnavalesco-Man, bem parecido com um de seus personagens. Acho legal essa estratégia de criar os superpoderes com base no cotidiano, o que me fez deixar a leitura com um saldo bem positivo.

    Parabéns e boa sorte.

  30. Anderson Henrique
    16 de agosto de 2017

    Gostei da versão american pie do Homem Aranha, do homem lasanha e da mulher piolho. Escrachou e foi. Coerente. Gostei muito da parte em que os personagens debatem os “poderes”. No fim, a cena do combate, que não gostei tanto. Mas a solução para o encerramento foi boa. Parabéns.

  31. Renata Rothstein
    15 de agosto de 2017

    Garota Esquilo, como vai?
    Então. O conto está muito bem escrito (imagino que por um colega lusitano), adequa-se perfeitamente ao tema em questão, no entanto ficou um pouco confuso, ao menos para mim, pelo número extenso de personagens e mudanças geográficas constantes.
    Achei muito interessante, acredito que cada personagem trabalhado um pouco mais, e em número menor, deixaria o conto mais engraçado.
    Um abraço!
    Nota 8,1

  32. Cláudia Cristina Mauro
    14 de agosto de 2017

    A ideia é boa e o texto criativo, porém tem muitos personagens e a narrativa fica confusa. Poderia escolher menos personagens e desenvolver mais cada um. Ficou difícil “comprar a briga” de algum personagem ou se identificar.
    Tem problemas de pontuação, que também dificultam a leitura e a fluidez do texto.
    A frase … “professores de História comunistas maconheiros veganos sexualmente versáteis” soou tendenciosa.
    Nota 6.

  33. Jowilton Amaral da Costa
    14 de agosto de 2017

    Conto muito bom. Bem escrito e o autor demonstra bastante habilidade com as letras, criando uma narrativa divertida, dinâmica, com bastante fôlego e cheia de nuances, Tem humor crítico, pastelão, estereotipado… Gostei. Boa sorte no desafio.

  34. Fernando.
    13 de agosto de 2017

    Minha cara Garota Esquilo, cá estou eu às voltas com esse seu segundo escalão. Tomando consciência da maneira como ganhamos no mundo o poderoso homem lasanha. Que criativa a sua história, meu Deus, tanta imaginação assim até me assusta e, aqui começam os meus problemas, também termina por me confundir. Sim, achei meio que solta demais a sua narrativa. Fiquei com a impressão de haver por trás uma autora com um tantão de possibilidades postas dentro de uma grande e convidativa cesta. Tanta oferta e ela sem sentir segurança sobre em qual delas investir. Daí que senti falta da graça na história. Não que ela não exista aí na narração, amiga. Calma, eu acho que neste caso o problema está muito mais aqui, em mim, enquanto leitor e dono de um senso de humor esquisito, do que em você escritora. Portanto, releve esse meu julgamento. Mas não teria como escrever diferente, eis que me sentiria mentindo. Achei muito pouquinha graça e também me confundi na sua história de tantas pontas. Talvez se esse meteorito tivesse caído mais inteiro… Um grande abraço.

  35. iolandinhapinheiro
    12 de agosto de 2017

    Método de Avaliação IGETI

    Interesse: Tive que começar mais de uma vez porque o modo de escrever do gajo autor foi um tanto cansativo. Para explicar que um meteoro caiu na terra afetando várias pessoas de maneiras diferentes, utilizou recursos que deixaram o conto mais arrastado do que seria necessário para passar as informações.

    Graça: Comédia exige agilidade. Enrolar demais para contar a piada faz com que se perca o momento certo, aquele raciocínio que leva ao riso. O seu conto tinha muito poterncial para isso, mas se perdeu no excesso de palavras.

    Enredo: Um meteorito cai sobre a Terra espalhando poderes em algumas pessoas. Os desafortunados recebem poderes constrangedores. O enredo é bem simples e gira sempre em torno das dificuldades que os heróis de segundo escalão enfrentam devido aos seus poderes exóticos. O conto teria rendido melhor se o autor tivesse criado mais situações e não esticado a história com informações que não interferem na trama. O início, por exemplo, gasta vários parágrafos contando coisas sobre o comportamento dos turistas na Itália. Dentro do conto estes dados serviram apenas para aumentar a contagem de palavras.

    Tente Outra Vez: A sua ideia é boa, mas a execução dela deixou a desejar.

    Impacto: Mediano. Uma boa revisão e o conto brilha.

  36. Cilas Medi
    11 de agosto de 2017

    Multisegmentada = multissegmentada.
    … descobriu-se então calvo = … se descobriu então calvo…
    Difícil de acompanhar, pela quantidade enorme de movimentos e eventos, acaba traindo um pouco a vontade de rir de certos momentos. Uma avalanche de informações a cada parágrafo, trazendo uma frustração maior do que um final que nos faz sentir vontade de continuar. Um grande e substancial paradoxo. Para e continua ao mesmo tempo. Enfim, uma risadinha não deixei de escapar pela aventura portuguesa. Um autor(a) lusófono, com essa precisão linguística, começando pela rapariga. Não consegui e não pesquisei os títulos dos pratos italianos, mas me senti satisfeito com eles. Atendeu perfeitamente o desafio.

  37. Higor Benízio
    11 de agosto de 2017

    Legal seu conto, tive que rir em algumas passagens! Só acho que, devido ao limite de palavras, o texto funcionaria melhor se ficasse apenas na conversa de bar. Onde esse heróis poderiam compartilhar muito mais situações engraçadas. Eu não introduziria, por exemplo, o motivo dos superpoderes do Homem – Lasanha fora do diálogo no bar ( que é o melhor do conto ). O nome do vilão foi engraçado “AntiTudo”, mas em meio a super heróis tão cômicos, a falta de personalidade no vilão incomoda. Saldo positivo 😉

  38. Anorkinda Neide
    10 de agosto de 2017

    Então…
    Tô há dois dias parada neste conto. rsrs
    Primeira leitura, não consegui terminar… hj relendo entendi porque… É cada frase comprida!! Não tenho fôlego pra isso, preciso de superpoderes 🙂
    Mas hj, me enchi de boa-vontade e li com a atenção merecida, dei as pausas qd bem quis, pra poder seguir a leitura e foi!
    Entendi o que nao havia entendido e gostei da cena do super-heroi glitter lá voando majestosamente e, infelizmente morrendo, mas a cena tava bonita 😉
    E gostei, acima de tudo dos dois super-herois q ao final salvam tudo, a piada salvou tudo, essa é que é a verdade. Viva Alfacinha e Lasanha! \o/
    Conclusão, apesar de vc ter recheado demais a historia, o mote principal foi legal.
    (vou tirar pontos pela piada ultra sem graça do Peter punheteiro :p )
    Fizeste um bom trabalho.
    Abraços e sorrisos

  39. Luis Guilherme
    9 de agosto de 2017

    Booaaaaaa!! Muito muito bom!

    Cara, adorei. Nota 10!

    O texto é leve e engraçado, naturalmente. É humor puro. Tem boas sacadas, piadas bem colocadas, boas referências, super heróis, super heróis fracassados, bom enredo, conclusão excelente (com direito a ex-machina que não soou como baboseira).. Tudo de bom!

    LGBT-Power me lembrou meu conto do glitter punk.. hahahaha

    Passei o conto todo rindo e sorrindo. Parabéns!

    A gramática tá quase impecável também!

    Não tenho mto oq falar, então vou encerrar o comentário curto, mesmo.
    Adorei! Meu preferido, até agora (li uns 10)

    Abraço!

  40. Catarina Cunha
    9 de agosto de 2017

    Um humor nonsense com bastante ousadia. O vocabulário é rico e muito século XXI com personagens démodé. Talvez eu não tenha acompanhado sua velocidade de raciocínio, mas entendi a trama sem muita empolgação.

    Frase auge: “— Porque um Deus ex machina poderia ser qualquer coisa, como que sacada da cartola dum mágico?” – A síntese mirabolante do conto.

    Sugestão:
    Arruma isso aí. Ficou uma ideia muito legal com o texto molhado e confuso. Algumas passagens aleatórias, piadas gratuitas, poderiam sair sem prejudicar a trama e valorizar os personagens exóticos. Não precisava ter passado por todo esse sofrimento de terminar o conto no limite (1.999 palavras). Sei como é difícil cortar. Mas pense em uma lazanha de presunto, queijo, molho bechamel, molho de tomate, berinjela, espinafre, manga, carne moída, peixe e ostras com frango desfiado. Por melhor que sejam os ingredientes não conseguiremos saboreá-los como um conjunto. Isso.

  41. Catarina
    9 de agosto de 2017

    Um humor nonsense com bastante ousadia. O vocabulário é rico e muito século XXI com personagens démodé. Talvez eu não tenha acompanhado sua velocidade de raciocínio, mas entendi a trama sem muita empolgação.

    Frase auge: “— Porque um Deus ex machina poderia ser qualquer coisa, como que sacada da cartola dum mágico?” – A síntese mirabolante do conto.

    Sugestão:
    Arruma isso aí. Ficou uma ideia muito legal com o texto molhado e confuso. Algumas passagens aleatórias, piadas gratuitas, poderiam sair sem prejudicar a trama e valorizar os personagens exóticos. Não precisava ter passado por todo esse sofrimento de terminar o conto no limite (1.999 palavras). Sei como é difícil cortar. Mas pense em uma lazanha de presunto, queijo, molho bechamel, molho de tomate, berinjela, espinafre, manga, carne moída, peixe e ostras com frango desfiado. Por melhor que sejam os ingredientes não conseguiremos saboreá-los como um conjunto. Isso.

  42. talitavasconcelosautora
    9 de agosto de 2017

    Pensei que já tivesse visto tudo… Mas um Super-herói vencer um Super-vilão literalmente “na cagada” foi a primeira vez! Se o conto não tinha sido hilário antes, foi no final.

  43. José Bandeira de Mello
    8 de agosto de 2017

    O que poderia ser uma ideia boa para uma comédia.. .não vingou pelo erro de mão do autor, que criou um texto longuissimo para o que se propõem, inundando as frases dos dois terços iniciais com adjetivos, detalhes e informações. Esse expediente, que no início foi até curioso, foi tornando o conto por demais enfadonho. E quando surgiram os super-heróis também cheios de características e acontecimentos sobre ele, perdi o rumo. Na batalha final, já não sabia quem era quem. Um conto que, para mim, não aconteceu como o autor, que certamente eh habitué de outro gênero, imaginou.

  44. Regina Ruth Rincon Caires
    7 de agosto de 2017

    Texto inteligente, permeado de informações. Não conheço Roma, mas fiz um tour. A descrição é perfeita. Verdadeira ou não, isso é um conto. Incrível a criação de personagens atuais, nominadas a dedo. Texto bem construído, linguagem linda que mostra nossos amigos da “terrinha”, e que precisa ser lido com atenção redobrada. Enredo complicado. Não sei se o compreendi no todo, li e reli com carinho. Parabéns, Garota Esquilo!

  45. Fabio Baptista
    6 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    O conto começou bastante promissor. O parágrafo “Naquele mês de agosto Roma fritava …” é muito inspirado.
    As comparações inteligentes continuam durante todo o conto, mas chega uma hora em que começam a perder o fôlego.

    – Porra, Peter!
    >>> kkkkkkk

    – Enquanto Peter “Punheteiro” Parker
    >>> aqui eu usaria “Pênis Parker”, em referência ao último filme

    – digamos, a pintar a loiça, percebes
    >>> kkkkkk

    – mas vá mamar na quinta pata do cavalo
    >>> kkkkk

    – Alguma testemunha diria depois que o hino do Benfica tocava ao fundo.
    >>> Foi a única que me fez rir em meio à confusão do final

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************

    Prendeu muita a atenção até a metade. Depois começou a acontecer muita coisa e, principalmente na batalha final, acabou dispersando.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Uma premissa bem interessante, de usar super-poderes e heróis não convencionais.
    Até a parte da “aquisição” dos tais poderes e o primeiro encontro dos heróis estava indo bem.

    Depois, tudo virou uma grande bagunça e o autor, na minha opinião, pecou pelo exagero.

    O final, então, foi… DCpcionante.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************

    O clima de HQ é bem construído.
    Os personagens, no entanto, não são lá muito carismáticos. Gostei do portuga Deus-Ex, apenas.

    – resgate do Gandalf pelas águias gigantes
    >>> best Deux-Ex ever! rsrs

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************

    Gramaticalmente perfeito (não encontrei nenhum lapso de revisão pelo menos).

    Também poderia dizer que está muito bem escrito… e em sua maior parte está mesmo, com muita criatividade e construções de frases inteligentes, gostosas de ler.
    No entanto, há uma grande ressalva: aquela luta final ficou muito confusa, o que tira pontos da narrativa.

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Perfeitamente adequado.

    NOTA: 7,5

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 2, Comédia Finalistas e marcado .