EntreContos

Literatura que desafia.

Não quero assim (Wilson Barros Júnior)

“Não é assim que eu quero”, Karolaine proferia sua frase predileta, energicamente, como se fosse uma criança de quatro anos. Desta vez era porque não queria comer churrasco, mesmo tendo me obrigado a levá-la à “Churrascaria Almôndega Francesa”, que tinha acabado de ser inaugurada, no quarto andar do antigo edifício da Prefeitura. Ela queria ir para a churrascaria e comer outra coisa, talvez sushi de baleia ou uma pizza de jiló. Mas um cartaz muito bem desenhado explicitava, logo na porta de entrada: “Especializados em Churrasco à Moda Francesa. Prato do Dia: Filé ao Molho Parmesão”.

Aqui é preciso dizer que todas as mulheres inexplicáveis, voluntariosas, complicadas, indecifráveis, impenetráveis e ilógicas que já conheci, Karolaine ultrapassa tranquilamente, com uma mão no volante e a outra dando tchauzinho. Karolaine é tão doida que me culpa pelas loucuras que ela mesma diz, como se fosse eu quem controlasse sua língua. Assim, as discussões giram inteiramente em torno do que ela mesma fala. Karolaine é a única mulher que eu conheço auto-suficiente em brigas, como daquela vez que começou a gritar, para quem quisesse ouvir, que eu tinha “tomado gosto” com sua irmã, unicamente por eu ter recolhido a bolsa que Camila havia inadvertidamente derrubado. Eu não gostei, mas também não disse nada. Como não aceitei a provocação, ela iniciou um longo diálogo com ela mesma para provar que eu devia ter gostado de ela ter dito isso. “Quer dizer que é certo você dar em cima de Camila?” “Claro, você acha isso lindo”, ela mesma se respondia. Ao fim e ao cabo, Karolaine estaria bem melhor ao lado de um masoquista, que adorasse sofrer, e lhe agradecesse por cada insulto. Arre.

Deixa estar por enquanto, estávamos na churrascaria e o maître, que usava um esquisito gorro francês, esperava o pedido, muito empertigado: “Madame, commandez, commandez, s’il vous plaît” . Depois de eu e ele muito insistirmos, adulando-a, ela cedeu, não, é claro, em concordar com o que sugeríamos, mas em escolher alguma coisa que estivesse no cardápio, o que, vindo de Karolaine, já era motivo para comemoração. Pelo menos daquela vez, ela não fez a gente se levantar e ir para outro lugar. Com um gesto de enfado, Karolaine acabou pedindo o “plat du jour”,  churrasco de filé ao molho de queijo, que ela tinha descartado logo na entrada.

Apesar de o restaurante ser francês, a música era tipicamente brasileira: um grupo de pagode tocava, apropriadamente, no ritmo que transforma qualquer momento em um feriado.  Sorvi um gole da cerveja geladíssima que o garçom, com um gesto de prestidigitador, tinha despejado em meu copo, enquanto prestava atenção aos animados versos do samba “Deus Me livre”, que considero uma das melhores produções do grupo “Raça Negra”: “Te amo mas não quero nem te ouvir e nem te olhar…”. Chamei a atenção de Karolaine para a beleza e leveza da letra, aqui conseguidas através de uma mistura de originalidade e verossimilhança. “Não gosto de pagode”, ela respondeu. “Não sei por que você insiste em me trazer nesses lugares.” Senti ondas de mágoa aflorando, e a custo as reprimi, antes que se transformassem em rancor.

Mas o pior estava por vir. Entre tantas coisas em que ela podia pensar, como pássaros, conchinhas ou avelãs francesas, sua cabeça seguiu a mesma direção malfazeja de sempre: sem nenhum motivo, a minha doce Karolaine cismou com uma moça de olhos cor de caramelo, sentada com uma amiga, de cabelos longos, brilhantes e também muito bonita, em frente a nossa mesa. Karolaine sempre teve ciúmes de mim, não porque ela goste ou se importe comigo, mas como quem não quer que ninguém vista um de seus vestidos, embora sequer pense em vesti-lo algum dia, e tem ciúmes desse vestido simplesmente porque é seu, para sujá-lo ou rasgá-lo como bem entender.

Eu notei os olhares de Karolaine, e ao captar a gestação de mais um desastre, tentei apaziguá-la, sugerindo: “Amor, vamos mudar para aquela mesa, mais afastada da sacada? Olhar para baixo, de tão alto, não incomoda você?” “Aqui está bom.” ela respondeu, com um olhar sinistro, tipo espere-para-ver-o-que-está-por-vir.

A outra, claro, não ia ficar indiferente aos olhares azedos de Karolaine, e entendeu de retribuir. Em pouco tempo havia uma guerra de olhos entre Karolaine, a moça, e sua amiga, e aquilo já estava me ofuscando. O filé não vinha nunca, terminando de me exasperar, parecia que era de propósito. Mais de uma vez chamei o maître, quase desesperado. “Attendez, attendez, monseieur, s’il vous plaît”, era só o que ele dizia, como se eu não estivesse aguardando há séculos.

Finalmente, aconteceu o que eu temia. Karolaine, bem a seu estilo, explodiu com a garota: “Que é que você tanto olha, para mim e para o Anastácio?”. A outra deu o troco de imediato: “Para você, tentando descobrir de que pé de melancia caiu, e seu namorado feio e velho, para não dizer mentira, não tinha visto até agora.” “Ele pode ser feio e velho, mas nem um desses vocês arrumam, e por isso dão em cima do namorado da gente, e gorda é você, sua cambucrete.” Reparem que a conversa das duas em nada me lisonjeava, e eu já tinha desistido de passar um feriado ameno e agradável. Só queria evitar o pior, ou seja, que o escândalo, que já me deixava sufocado de humilhação, desse em algo pior.

Mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ou mesmo fazer algum gesto, as três já tinham se levantado e trocavam insultos, aproximando-se. Logo, passaram a empurrar-se no meio das mesas, até que uma delas, não lembro qual, caiu no colo de um distinto senhor, de seus sessenta anos. Após um momento de hesitação, a cadeira em que ele estava sentado não resistiu ao peso dos dois, quebrando-se, e então eles rolaram pelo chão, produzindo um grito indignado por parte da esposa do cavalheiro. Mal a que tinha caído se levantou, investiu sobre as outras, toda torta, as três caíram e rodopiaram emboladas para fora do salão, rumo à sacada. Quando se levantaram passaram a trocar pontapés e cabeçadas mal-intencionadas, perigosamente próximas do parapeito, que eu notei que era bastante baixo. Atordoado, eu levantei-me na direção delas, quando então Karolaine resvalou, violentamente, e enquanto as duas que ficaram gritavam ela caiu para uma queda de quatro andares.

Eu estava branco de pavor e corri para a sacada. Debrucei-me, correndo o risco de cair também e olhei para baixo.

Vocês nunca vão acreditar, mas aquela vasilha única tinha ficado presa, pelo pé, na corda de um mastro de bandeira, que não era usado há anos.

O maître, que a tudo tinha assistido, movimentando-se ao redor delas com as mãos na cabeça e gemendo “mon dieu, mon dieu”, também olhou por sobre o parapeito imediatamente. Ao ver Karolaine pendurada, exclamou “Sacre bleu!” e acenou histericamente, convocando mais garçons, que vieram correndo.

Agora tentávamos puxar Karolaine de alguma forma.  “Attention, messieurs, attention, pour l’amour du ciel, pour l’amour du ciel!”, o maître comandava a operação. Todo o cuidado era pouco, qualquer escorregão e pooof, ela se espatifava lá em baixo. As inimigas de Karolaine, gritavam, choravam, tremiam-se todas. Eu sempre achara que Karolaine, gordinha daquele jeito, era sexy, e nunca a tinha estimulado a fazer uma dieta. Agora me arrependia; entre outros temores, havia o de que a corda não aguentasse e rebentasse, de repente.

Lentamente, mortos de medo, estávamos conseguindo içar Karolaine, que berrava o tempo todo: “Não quero assim! Não quero morrer desse jeito!”. Finalmente ela se aproximou a ponto de eu e um dos garçons conseguirmos puxá-la por uma perna, e outros dois garçons pela outra. Quando passou para dentro, Karolaine não conseguia ficar em pé, e se pendurou em mim, me apertando com tanta força, chorando e se sacudindo com tanta fúria que quase íamos lá, de novo, dessa vez os dois. Mas eu fui afastando-nos do perigo, consolando-a, acalmando e ela me beijando como nunca tinha feito, e finalmente sentei-me em um sofá com aquela doida no colo, que não queria me soltar de jeito nenhum, enquanto os clientes da churrascaria batiam palmas, emocionados, e o maître lançava seu gorro para o alto, exclamando: “Vive la france! Vive La femmina!”. As duas meninas briguentas se aproximaram, chorando; “Desculpa, foi sem querer…” e as três se abraçavam agora. Afinal, podiam ter caído era as três.

Depois de tudo isso, Karolaine passou três dias cordata, sem me encher o saco, e então tudo voltou a ser do mesmo jeito. Nada muda essa mulher; Karolaine continua me atribuindo todos os defeitos de seus namorados anteriores, além dos meus próprios e os dela também. Há dois dias terminamos mais uma vez, ela só me deixou ir embora depois de rogar as sete pragas de Jericó, eu ia terminar sozinho, infeliz, sem apoio de ninguém, o que prova que Karolaine não sabe a diferença entre o que se deve e o que não se deve dizer para alguém que gosta tanto dela. Jesus, Maria e o Espírito Santo sabem o que estou passando, mas como dizem os “Raça Negra” na música, “Deus me livre, tenho medo de voltar.”

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26 comentários em “Não quero assim (Wilson Barros Júnior)

  1. Amanda Gomez
    31 de agosto de 2017

    Oi, Anastácio!

    Coitado do cara, ele estava em um relacionamento abusivo! kk Gostei do seu texto, em humor, o personagem causa empatia e a Karoline é bem irritante, como deveria ser!

    A cena da briga é bem legal, e o autor conseguiu descrevê-las muito bem, ainda bem que ele conseguiu se livrar dela, assim não dá.

    É um bom texto, entretêm, não ter passado de fase deve ter sido uma consequência.

    Parabéns!

  2. Catarina Cunha
    29 de agosto de 2017
  3. Catarina Cunha
    24 de agosto de 2017

    O título é muito bom, pois traduz todo o conto. Anastácio é um babaca preconceituoso que desperta grande antipatia e, ao mesmo tempo, um sentimento de misericórdia. Um personagem complexo e bem elaborado.

    Auge: “ Ela queria ir para a churrascaria e comer outra coisa, talvez sushi de baleia ou uma pizza de jiló.” – TPM braba essa.

    Sugestão:

    Colocar a narrativa em 3ª pessoa para não haver dúvidas de que este pensamento machista é do personagem e não do (a) autor (a).

  4. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Olá, seu Anastácio Sissano, cá estou eu às voltas com a sua história, a ensandecida Karolaine e as suas dificuldades em domá-la. Sim, estou diante de um conto de humor, uma boa comédia. Talvez a cena da queda e da salvação no mastro da bandeira tenha sido um pouco forçada, mas o que seria das comédias sem um pouco dessa liberdade criativa, não é? Valeu a leitura, valeu seu conto. Grande abraço.

  5. Luis Guilherme
    21 de agosto de 2017

    Bom diaaa, td bao? Bora começar a segundona?

    Olha, o conto tem uma boa carga de humor, mas nao me ganhou totalmente.

    A situaçao cotidiana (coitado de qm tem um cotidiano assim, neh?) potencializada no ridiculo deu o tom do humor. A mulher, detestável, acabou se destacando por ser caricata e desagradavel. O homem me deu pena hahaha.

    O conto ta bem escrito, o autor demonstrou um domínio da escrita mto bom, e a gramatica me pareceu impecavel.

    Porem, o todo nao me cativou tanto. Achei a situaçao meio banal e sem grandes atrativos q me prendessem muito. Nao que nao tenha nenhuma graça. Eu ri em alguns momentos. Mas acho q faltou um algo a mais pra dar uma temperada. Opinião pessoal, claro.

    Enfim, eh um conto bem escrito e q se enquadra bem no tema proposto, mas q nao me conquistou tanto enquanto leitor, pois achei que faltou algo q tornasse a historia mais marcante.

    Parabens e boa sorte!

  6. Cilas Medi
    19 de agosto de 2017

    Olá Anastácio,
    auto-suficiente = autossuficiente
    Definição de cambucrete:
    Pesquisa no Google: Não quero assim (Anastácio Sissano) | EntreContos
    https://entrecontos.com/2017/08/05/nao-quero-assim-anastacio-sissano/
    5 de ago de 2017 – … pode ser feio e velho, mas nem um desses vocês arrumam, e por isso dão em cima do namorado da gente, e gorda é você, sua cambucrete.
    Afinal: O que é cambucrete?

    Valeu uma risada: Vocês nunca vão acreditar, mas aquela vasilha única tinha ficado presa, pelo pé, na corda de um mastro de bandeira, que não era usado há anos.
    Eu, simplesmente, adorei. E olha que é o velho chavão de briga por ciúmes e maluquice de mulheres. Criatividade é isso, uma sensação generosa de alegria e seres humanos fora do seu normal. Parabéns e com louvor. Uma verdadeira comédia.

  7. André Felipe
    18 de agosto de 2017

    Eu queria rir nesse desafio e consegui em alguns contos. Este foi um deles. Apesar do clichê de falar sobre mulheres dessa forma. Acho que o maior mérito foi a graça no tom confessional do começo. A ideia de que ela fala e ela mesma responder poderia ser mais bem explorada e até ser usada mais pro clímax, deixaria mais interessante. Enfim, achei uma leitura simples, rápida e engraçada.

  8. Rafael Luiz
    17 de agosto de 2017

    O conto começa um tanto estranho e desconexo. Algumas confusões gramaticais tornam a leitura um pouco dificultosa.Apesar do causo ser interessante, não achei realmente cômico. Boa sorte!

  9. Daniel Reis
    17 de agosto de 2017

    Prezado (a) Sissano (seu nome do meio é exorci?):
    Segue a avaliação do seu conto, em escala 5 estrelas:
    TEOR DE HUMOR: **
    Peguei raiva da moça, ao invés de achar engraçado. Acho que um pouco foi pela narrativa em primeira pessoa, fiquei pensando “como esse cara pode ficar com essa besta?”.
    PREMISSA: **
    O cenário e a personagem principal estavam bem delimitados, mas acho que faltou um pouco mais de desenvolvimento do narrador (se fosse em terceira pessoa, ele poderia ser construído como um “banana”) e das antagonistas, que não apresentaram uma motivação plausível, a meu ver, para se anteporem à Karolaine. Outra coisa: o garçom, com seu francês, acabou virando um estereótipo, mais do que recurso ou alívio cômico.
    TÉCNICA: **
    O texto trava em alguns momentos explicativos, e a meu ver poderia ser mais dinâmico se incluísse as falas diretas das personagens.
    EFEITO GERAL: **
    Uma situação eventual que se transforma em causo. Me lembrou um texto do Veríssimo em que o marido ciumento vai tirar satisfação de um cara que não tira os olhos da mulher dele. Dá um tapa no sujeito e o olho de vidro do cara sai rolando pelo chão.

  10. Marco Aurélio Saraiva
    17 de agosto de 2017

    Gostei. Toda a situação inusitada no restaurante me lembrou filmes brasileiros de comédia. Você escreve muito bem, sem falhas (só avistei uma, no início, mas nem lembro o que era, então não tem importância) e de forma leve, o que faz o leitor caminhar pelas linhas do seu conto até o final, sem perceber.

    O conto é bem cômico. As piadas não fazem muito o meu estilo, mas são bem montadas e boas. Acho muito estranho analisar um conto cômico assim, de forma imparcial, mas tenho que admitir que, apesar de não ter me sentido o seu público-alvo, o conto tem grande valor como texto cômico e deve fazer muita gente soltar risadas por aí.

    Destaque ao garçom francês (que imaginei atuado pelo Tadeu Mello) que me fez com todo o seu desespero e inabilidade de usar a língua portuguesa.

    Foi um conto divertido de ler. Parabéns!

  11. Paulo Luís
    15 de agosto de 2017

    Não é compatível com a linguagem contista. Nota 2.

  12. M. A. Thompson
    15 de agosto de 2017

    Olá Anastacio Sissano e seu conto Não Quero Assim.

    Eu acho que é uma autora, mas vamos lá.

    Reparei em uma primeira tentativa de fazer graça com o nome:

    “Churrascaria Almôndega Francesa”

    Ou posso estar equivocado, mas poderia ter usado a oportunidade para fazer rir usando um nome jocoso, de duplo sentido ou trocadilho.

    Um conto para me cativar precisa ser coerente. Se for para falar de coisas loucas o melhor seria descrever a loucura da personagem. Quando eu chego nessa parte:

    “Ela queria ir para a churrascaria e comer outra coisa, talvez sushi de baleia ou uma pizza de jiló.”

    Eu me pergunto, o que isso tem a ver? Qual é a intenção do(a) autor(a) em falar de coisas sem sentido sem um esclarecimento prévio?

    Eu resumindo seu conto diria assim:

    É a história de um idiota que levou uma maluca a um restaurante e lá a maluca fez as maluquices dela.

    Por sua causa fiquei com raiva dessa Karolaine, mas daí a rir de alguma coisa ficou uma longa distância.

    O final então, deixou muito a desejar:

    “o que prova que Karolaine não sabe a diferença entre o que se deve e o que não se deve dizer para alguém que gosta tanto dela. Jesus, Maria e o Espírito Santo sabem o que estou passando, mas como dizem os “Raça Negra” na música, “Deus me livre, tenho medo de voltar.””

    Acho que sua intenção foi descrever uma relação complicada. Daquelas que o homem é submisso e a mulher pode dar o faniquito que for que ele se mantém fiel.

    Por este viés penso que o conto foi escrito por uma mulher, porque a cabeça de homem não pensa assim. Pode ser este o motivo de eu não ter entrado no seu conto.

    Boa sorte no desafio.

  13. Fil Felix
    12 de agosto de 2017

    Um conto que aposta no relacionamento cômico entre um homem já de certa idade e da sua namorada gordinha, mas que se apoia num contexto um pouco passado. Um ponto que observei num outro conto também desse grupo, o TPM, são algumas situações envolvendo a mulher que são um pouco clichês. Lá era a famosa situação do homem que não repara no corte de cabelo, aqui é a mulher impossível de se agradar.

    Não percebi grandes erros na parte da gramática, acho que só algumas pontuações, sendo bem tranquila e fluida a leitura. A ambientação também está boa, tanto do relacionamento entre os dois como do próprio ambiente. Acho que poderia ter abusado mais das situações cômicas e partido pro exagero. Os momentos mais engraçados estão na briga.

  14. Juliana Calafange
    12 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    O mais “comédia” q li até agora. Uma cena, um jantar na churrascaria com Karolaine, e olha o que acontece! Seu conto é muito bom, mesmo tratando de um simples jantar, vc consegue criar várias situações e personagens hilariantes e isso é que é escrever comédia.A gente fica grudada na história até o fim, a cena sai da tela, a gente vê toda a ambientação, a personalidade dos protagonistas, até o figurino, que você não descreve, a gente consegue ver! Não acompanho o trabalho do Raça Negra, mas a tal música parece perfeita pra embalar a sua história e serviu muito bem como arremate final. Parabéns, vc fez algo que é muito difícil! Te vejo entre os finalistas!

  15. Victor Finkler Lachowski
    10 de agosto de 2017

    “Oh meu amor, não fique triste, saudades existe só pra quem sabe ter.”
    Olá autor(a).
    Seu conto é muito perspicaz, trata de relacionamentos opressivos em um viés de primeira pessoa, bem diferente. Apesar de engraçado em certas partes, o que mais senti foi desconforto, o que não é ruim, afinal, a estória, personagens e acontecimentos causam desconforto, se foi essa sua intensão foi muito bem.
    Seu conto é bem estruturado, apenas deixaria os parágrafos menores, cansam um pouco.
    A história é criativa e tristemente real, o que a torna irônica, muito crível e bem narrada.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  16. Evandro Furtado
    10 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Confesso que o conto não funcionou comigo. Tentei encontrar o cerne, a razão de sua existência. Sobre o que é o conto? Qual a ideia da história? Ela é mero retrato cotidiano? Se sim, com qual intuito? Enfim, faltou aquele elo de ligação que elevasse-o de patamar.

  17. Rsollberg
    10 de agosto de 2017

    haha

    Fala ai, Anastacio.

    Estamos diante de uma cena clássica de esquete, uma mulher ciumenta e um marido submisso, em um restaurante franco-tupiniquim que toca Raça Negra, mas os garçons usam gorrinhos e falam francês.

    O estilo adotado pelo autor é muito bom, um preambulo apresentando a protagonista em seus detalhes, sob o ponto de vista do maridão cansado de tudo. É perceptível a boa técnica do autor que sabe imprimir ritmo e descrever as cenas.

    Meu porém vai apenas na parte em que o conto torna-se uma cena pastelão, onde humor mais perspicaz de observações da lugar ao visual, com imagens tipica de trapalhões (que não tem nada de errado, mas quebra a linha da proposta inicial)

    De qualquer modo, um conto bem engraçado.
    Parabéns

  18. Bar Mitzvá
    9 de agosto de 2017

    Se eu tivesse que adivinhar, diria que o autor(a) não teve um tempo confortável para escrever seu conto. O texto precisa de uma boa enxugada, tirando alguns excessos, diminuindo frases longas, melhorando a pontuação e aplicando um pouco de show don’t tell, acredito que o texto ficaria não só mais ágil e polido, como também acrescentaria em humor, pois a personagem de Karolaine é uma fábrica de situações jocosas.

    Essa frase é a melhor: “Karolaine continua me atribuindo todos os defeitos de seus namorados anteriores, além dos meus próprios e os dela também.”

  19. Rubem Cabral
    8 de agosto de 2017

    Olá, Anastácio Sissano.

    É um bom conto. Karolaine é uma personagem bem paupável, acho que quase todo mundo conhece alguém assim. O Anástacio, meio passivo e preso à relação, também se assemelha a algumas pessoas reais. A relação entre ambos foi bem construída, assim como a hesitação dele de reatar com ela.

    A narração foi boa, a ambientação levemente nonsense também. Acho que apenas faltou um pouquinho mais de situações humorísticas, embora o texto seja divertido de ler.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  20. Vitor De Lerbo
    7 de agosto de 2017

    Uma história simples, porém bem escrita e com uma pegada tragicômica. Os três patetas foram bem representados pelas três moças se degladiando.

    O final, com Karolaine repetindo seus erros, exemplifica bem o cerne da comédia, que é o de que as personagens não evoluem nem após passar por um momento de quase morte.

    Boa sorte!

  21. Lucas Maziero
    6 de agosto de 2017

    Valha-me Deus! Que dona é essa? Pobre do marido! O conto se conduziu com um enredo simples, e o foco na personalidade infantil e megera de karoline, obviamente, é o que mais chama a atenção na história. No entanto, quase nenhuma emoção.

    Acredito que, reescrevendo este parágrafo: “Mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa…”, ficaria de bom tom, ele meio que atravancou o andamento.

    Opinião geral: Não gostei tanto.
    Gramática: Boa, o conto está bem escrito.
    Narrativa: Fácil de ler, o estilo empregado agrada.
    Criatividade: Pouca. A ideia poderia ser melhor explorada, como por exemplo, depois de tudo, o marido se tornar turrão também. Tipo a velha história do Chapolin: o doutor tenta mudar a plebéia e no final é ela quem acaba melhorando e ele piorando. Só uma opinião.
    Comédia: Parece-me um pouco uma comédia-pastelão, muita coisa acontece sem necessidade, e é justamente nisso que consiste a graça.

    Parabéns!

  22. Ana Maria Monteiro
    6 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: A sua escrita é boa e segura sabendo exatamente como pretende conduzir o leitor e executando isso mesmo. Numa ortografia e revisão sem falhas, apenas consegui notar uma frase que me soou menos bem (mas até pode ser problema meu). Todo o conto está perfeitamente adequado ao tema, desde o primeiro momento. Por fim, foi uma experiência de leitura muito saborosa e que terminei com um sorriso.

  23. Paula Giannini
    6 de agosto de 2017

    Olá, Anastácio,

    Tudo bem?

    Engraçado como mulheres chatas e voluntariosas imperaram no desafio comédia. Somos engraçadas? Insuportáveis? Rsrsrs Somos um mal necessário.

    Bem, brincadeiras à parte, a premissa que você criou, por si só, é comédia, claro. Rir de nós mesmos é a grande chave do gênero. Há graça no mau humor, no ciúme, na disputa, na reclamação, no desespero do namorado ao saber o que acontecerá a seguir, enfim.

    Em seu conto você investiu nessas situações, que culminaram em um ápice. Uma situação absurda mas crível, bem ao estilo de tantas comédias que vemos no cinema.

    Outro ponto interessante foi a utilização do jargão no título, abertura e fechamento do conto. Um bom recurso, utilizado de forma correta e sem exagero. Talvez, você pudesse ter utilizado o jargão uma vez mais. Três é o número mágico. Você usa uma vez, uma segunda, e, na terceira, seu leitor já sabe o que dirá e ri. O leitor adora dizer: Ah! Eu sabia!.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos
    Paula Giannini

  24. Roselaine Hahn
    6 de agosto de 2017

    Mais que barraqueira essa Karolaine hein, merecia uns tapas! Uma comédia de costumes, ou de TPM (acertei?). Não é uma comédia escrachada, a graça está implícita, um texto bem contado, sem diálogos, e que é difícil segurar somente na narrativa, tratando-se de comédia. O texto fluiu, não vi entraves, o ponto alto foi o barraco no restaurante. Não houve gargalhadas, mas também não teve nariz torcido de reprovação, um texto mediano, tratando-se do gênero pretendido ao Desafio. Sorte aí. Abçs.

  25. angst447
    5 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Um conto leve, divertido, com um jeitinho de comédia pastelão em ambiente francês, ao som de pagode. Por um momento, tive a sensação de estar lendo uma história em quadrinhos, cheia de cor e movimento.
    O tema do desafio foi abordado -temos uma comédia aqui. Tom ligeiro, personagens caricatas, mas bem divertidas.
    Leitura rápida, sem entraves, com ritmo agilizado pelos diálogos e imagens velozes. Algo de teen, uma pegada mais jovem, sem pretensões de construir uma trama perfeita. É isso que temos para hoje – parece ter sido o lema deste texto.
    Se houve falhas de revisão, elas não me incomodaram. Eu escreveria France com letra maiúscula.
    Boa sorte!

  26. Priscila Pereira
    5 de agosto de 2017

    Olá Anastácio! Vamos avaliar o seu texto?
    Participação: Parabéns! – 02
    Revisão: Não notei nenhuma falha de revisão. -02
    Coerência: Tem começo, meio e fim bem definidos. Dá para entender perfeitamente. – 02
    Adequação ao tema: Texto bem humorado, leve, gostoso de ler. – 1,5
    Gosto pessoal: Gostei. Tanto o Anastácio, quanto a Karolaine são personagens fortes e embora mais caricatos, não são de todo inverossímeis. Imaginei a cena da gordinha presa de cabeça pra baixo no mastro e achei bem divertido, coitada, embora eu tenha pensado: bem feito!! – 1,5
    Total:9
    Boa sorte!!

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 3 e marcado .