EntreContos

Literatura que desafia.

Tutoriar (Fabio Baptista)

Edgard observou a grama no quintal do vizinho.

O verde era igual, mas o entorno bem diferente. Começando pelo dono da residência – o vizinho, uma jazida de testosterona, abdômen definido desde o maternal, barba estilo lenhador; Edgard, 42 com carinha de 58, barba rala, tanquinho soterrado em camadas de tecido adiposo. Porém, isso não o incomodava – já havia se conformado (por pura falta de opção) que a vida faz Brad Pitts e Danny DeVitos, e ele, por algum mistério insondável que só lhe seria revelado às vésperas do Juízo Final, havia caído no grupo dos caras cotados para interpretar o Pinguim e não o Batman.

Do lado de lá, alegria, gargalhadas, diversão, bebida, mulheres com corpos de garota tutti-frutti do Miele (essa era a referência de Edgard para mulher “formosa”, gravada em mente e tendões do antebraço na ebulição de hormônios da puberdade) pulando na piscina com biquínis deliciosamente indecentes e executando, com sincronia olímpica, complexos passos de “descer até o chão” embalados por pérolas do cancioneiro popular contemporâneo. Do lado de cá, silêncio de almoço de equipe com a presença do chefe. Edgard também estava rodeado de mulheres, isso é bem verdade – a filha mais nova, enfurnada dentro de casa, e a esposa e a sogra, enraizadas nas espreguiçadeiras do quintal, exibindo bronzeados barriga-de-lagartixa enquanto liam livros e revistas antigas, interativas e eloquentes como homens na antessala do proctologista. Havia ainda a filha mais velha, mas essa, com a graça do bom Deus, tinha arrumado marido e não dava mais despesa.

Edgard olhava para a festa lá do outro lado da rua e olhava para a desolação ao seu redor. Olhava os shorts das meninas e as pernas de palmito assustado da esposa, os sorrisos lá e a sogra aqui, os bíceps e tríceps do vizinho e o seu próprio pánceps. E, enquanto lá, em potentes autofalantes o poeta cantava que estava no fluxo e avistou a novinha no grau, aqui Edgard teve uma epifania, uma revelação sobre o que faltava para trazer à sua família ao menos um quinhão daquela felicidade. Ignorando todos os outros fatores para aquela alegria toda (juventude, álcool, mesada dos pais capitalistas-opressores, Tinder, pílula do dia seguinte…), em seu íntimo Edgard concluíra: “A piscina! É a porra da piscina!”. Empolgado, tomou fôlego para anunciar a descoberta, mas a sogra, até então calada feito menino fanho em escola nova, resolveu falar bem na hora:

— O que ‘tão dizendo que a novinha quer nessa música, ‘Dilene? – perguntou para a filha.

— Pau… – Edilene respondeu com naturalidade.

— O quê? – Dona Iolanda até perdeu a página da cruzadinha.

— Pau, mãe – Edilene confirmou. Depois, para não restar dúvida, continuou: – Piroca, rola, pinto, chapeleta, jiromba, Bráulio, Malaquias, pica, pingola, cara…

— Tá, tá… já tinha entendido lá na “piroca”! – Dona Iolanda interrompeu a lista de sinônimos pra Houaiss nenhum botar defeito. – Mas, meu Deus do céu, que pouca vergonha, né, ‘Dilene?

— Pois é… desde que esses paulistas compraram a casa aí da frente, todo final de semana é isso: música alta, palavrão e baixaria até as tantas. Um horror.

Crendeuspadre, essa cidade aqui já foi muito boa, mas, desse jeito, daqui a pouco vira um Rio de Janeiro, Deus o livre – disse Dona Iolanda, fazendo sinal da cruz. – Sabe o que tá faltando aqui, ‘Dilene? Tá faltando homem pra botar ordem. Juntar uma turminha e ir lá tomar satisfação. Daí eu queria ver. Mas a homarada daqui é tudo bunda-mole…

— Isso é verdade – concordou Edilene.

Edgard, peito transbordando de júbilo por presenciar tal conversa, finalmente conseguiu dizer:

— Vou construir uma piscina.

Esposa e sogra se entreolharam, ameaçando dar risada. Edilene deu de ombros e tornou a enfiar a cara no livro (“Sabrina – Perigoso Desejo”). Dona Iolanda, encarando o genro como se ele ainda fosse o garoto espinhento se borrando no portão da sua casa quando foi pedir Edilene em namoro, mostrou-se preocupada com a logística da empreitada:

— E você lá sabe fazer piscina, ‘Dêgar? – perguntou, no mesmo tom irritantemente direto e certeiro com que perguntara “tá usando camisinha com a minha filha, Dêgar? Se engravidar, vai ter que casar…”, tantos anos atrás.

— C-Claro que sei, D-Dona Iolanda! – Edgard suou frio, gaguejou e mentiu, assim como fizera na outra ocasião.

Entrou em casa, certo de que a construção da piscina seria sua prioridade e iria até o fim. Se voltasse a escutar “o Dêgar não termina nada que começa, larga tudo pela metade”, como escutara quando se dispôs a fazer a churrasqueira e o viveiro de passarinhos, acabaria ocorrendo uma tragédia naquela casa. Aproximou-se de Renata, imersa em seu universo de fones de ouvido e aplicativos.

— Tá fazendo o que aí, filha? Por que não vai lá fora um pouco?

— Tô ouvindo o jogo, pai. Lá fora o rádio não pega e o celular não funciona, você sabe muito bem.

— Jogo? Uai, mas o Cruzeiro só joga ama…

— GOOOOOLLL!!! GOOOL DO GALÃO DA MASSA!!!

— Galão da Massa? – Edgard arregalou os olhos, descobrindo que, sim, o destino ainda lhe reservava alguns desgostos. – Desde quando tá torcendo pro Atlético?

— Ah, pai, desde… semana passada – respondeu Renata, omitindo “quando eu comecei a ficar com o Rafa, que é associado da Galoucura”.

Edgard já não tinha energia nem para esboçar decepção. A vida é assim mesmo, conformara-se – num dia, ela cabe na palma da sua mão e te considera um herói… no outro, a filha da puta está torcendo pro Atlético. Pegou o notebook e digitou “como construir uma piscina?”. O primeiro link direcionava para um vídeo no canal “Tutoriais Tiro e Queda”, onde um rapazote sorria entusiasmado: “Oi, pessoarrr! Eu o Gui e no tutoriar tiro e queda de hoje, ensiná ocêis a construirrr uma piscina! Côs meu tutoriar, ocê nunca se dá mar!”. A princípio, Edgard assistiu mais por curiosidade do que por achar que dali sairia algo útil. Mas o rapaz parecia entender do riscado e, analisando os demais vídeos do canal, Edgard percebeu-se diante de um Rodrigo Hilbert com sotaque do Chico Bento, sem mídia e sem Fernanda Lima (e, vá lá, sem aquela carinha fofa de viking Nutella), mas igualmente apto a realizar e explicar passo a passo uma miríade de tarefas imprescindíveis à vida humana: planilhas Excel, desgrudar dedos (ou outros membros) colados com Super-bonder, foguete de Coca-cola com Mentos, marreco recheado e até… “puta merda, que trem é esse de beijo grego?”.

Esse último Edgard não assistiu, desconfiado de que ali havia conteúdo impróprio para ver com a filha por perto. Mas o tutorial da piscina ele viu completo e, no final, sentiu-se apto a construir um parque aquático. Pá e picareta em mãos, iniciou os trabalhos naquela mesma tarde. Cavou até os braços começarem a arder. Cavou até o suor encharcar a camisa, até escurecer, até ter impressão de ter atravessado a crosta terrestre. Quando parou, havia um Everest de terra a seu lado, mas, no buraco, não cabia nem uma piscininha de plástico. “Puta merda… isso vai demorar”, resignou-se.

Demorou mesmo. E, para surpresa da esposa e da sogra, Edgard perseverou. “Não sei onde o Dêgar vai enfiar tanta terra”; “fica o dia cavando, depois à noite tá cansado e não quer nada com nada…”; “pra quê piscina? Logo chega o frio, quem vai entrar em água gelada? Deus que me perdoe”; “Gooolll do Atléticoooo!!! E as Marias tão per-den-dôoo…”. Foram algumas das frases motivacionais que ouviu nos finais de semana de árdua labuta em prol do conforto e lazer da família. “Liga da Justiça toda dominada, agora só tem uma saída: foge, foge, Mulher Maravilha, foge, foge com o Superman…”, foi uma das trilhas sonoras, quase sempre acompanhadas pelas dúvidas da Dona Iolanda sobre trechos particularmente inspirados das letras.

Porém, a despeito das adversidades, Edgard continuou, inabalável feito paladino em busca do Santo Graal (ele gostava de criar essas imagens mentais para si próprio). E cavou e cavou, até que…

— Que barulho foi esse, Dêgar?

— Bati em alguma coisa de ferro, Dona Iolanda. Olha só que trem mais esquisito…

— Paaaai, agora o wi-fi parou de funcionar de vez, e o rádio não tá pegando nem lá no fun… eita, o que é isso?

— Do que vocês estão falando? – Edilene abandonou a espreguiçadeira e a leitura da vez (“Sabrina – Da Magia à Sedução”). – Nossa, que negócio estranho…

Crendeuspadre! Tem alguma coisa brilhando lá dentro, tá vendo, Dêgar? Isso aí sabe o que deve ser, Dilene? Coisa daquele ET de Varginha. Sabe o Seu Walter da rua aqui detrás? Então, ele falou que esse bicho passou aqui nessa cidade quando tava fugindo, viu? Deus que me perdoe…

— Ai, vó… nada a ver! Esse Seu Walter é o maior Forrest Gump, não dá pra levar a sério tudo que ele fala, não.

— Isso deve valer uma nota, hein, Dilene?

— Nossa, é mesmo! – concordou Edilene, cifrões brilhando nos olhos. – Será que a gente chama o Fantástico? Ou tenta vender no Mercado Livre?

— Melhor chamar o João Kléber, mãe. Na terceira vez que ele falar: “Para, para, para!!! O que será que tem nessa caixa?”, já tá valendo o dobro.

Enquanto a mulherada falava sem parar, ganância e cobiça ganhando volume a cada palavra, Edgard tentava formular uma hipótese, que não envolvesse alienígenas ou experiências ao estilo “Show de Truman”, para justificar a presença do objeto enterrado ali em seu quintal, sabia Deus desde quando. Não conseguiu pensar em nada, mas teve para si que estava diante de uma daquelas maldições de filme de terror ou, mais provável, de algo que poderia transformar a ele e sua família em mutantes (mais do tipo novela da Record do que X-Men).

— Nada disso, meninas – engrossou a voz, assumindo o papel de macho alpha da casa. – Isso pode ser muito perigoso. É difícil, mas, numa situação dessas, temos que fazer a coisa certa!

— E qual é a coisa certa, pai?

— Deixa comigo, Renata. Agora, vai lá pra dentro, porque quando você me der uma neta, daqui uns vinte anos, quero que ela nasça com uma cabeça só. Aliás, vai todo mundo lá pra dentro, vai…

— Você sabe o que tá fazendo, Dêgar?

— Claro que sei, Dona Iolanda – respondeu, sem gaguejar dessa vez.

Correu até a Lan House.

“Oi, pessoarrr! Eu o Gui e no tutoriar tiro e queda de hoje, ensiná ocêis a mexê com materiar radiativo! Côs meu tutoriar, ocê nunca se dá mar!”.

 

Dois meses depois…

— Até que ficou boa mesmo essa piscina, hein, Dêgar? Mas podia ser água aquecida, né? No inverno não vai dar pra entrar aqui, Deus me livre…

— GOOOLLL!!! ZÊEEEROOOO!!!

— Uai, voltou a torcer pro Cruzeiro desde quando, filha?

— Ah, pai… desde semana passada – respondeu Renata, omitindo “quando eu terminei com o Rafa pra ficar com o Léo, que é da Máfia Azul”.

— E o que você fez com aquele treco, Dêgar?

— Falei que ia dar um jeito e dei um jeito, Dona Iolanda. Não se preocupa mais com isso.

— Os vizinhos não encheram mais o saco com aquelas músicas horrorosas, né, benzoco? Ouvi eles reclamando que tem alguma coisa dando interferência lá – Edilene comentou, sem tirar os olhos da leitura atual (“Sabrina – Armadilhas da Paixão”).

— É mesmo? Nem tinha reparado… – Edgard disfarçou, deixando escapar um sorriso de herói anônimo no canto da boca.

Em três semanas, Edgard teria um princípio de infarto ao receber a conta d’água, mas ali, naquele instante, tudo estava certo, ele era um leão forte e sábio destinado a conduzir e proteger o bando (tocou até “Hakuna Matata” em sua imaginação).

Só faltava uma última coisa.

Naquela noite, esperou Edilene finalizar a leitura e desligar o abajur. Esperou que ela pegasse no sono e virasse de bruços. Então, esgueirou-se por baixo dos lençóis e subiu pelas pernas da esposa, sentindo-se desbravador prestes a explorar um recôndito onde (assim ele queria acreditar) nenhum homem jamais estivera.

— Que foi, Edgard? – Edilene murmurou, mais dormindo que acordada. – Tá querendo o que aí, hein, EdgAAAAAAAAAAARRR – entoou em falsete, agora totalmente desperta. – Huuummm… benzoooco, não sei onde você aprendeu isso, mas… continua que tá bom demais da coooonta!

Os tutoriais eram mesmo tiro e queda.

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44 comentários em “Tutoriar (Fabio Baptista)

  1. Marco Aurélio Saraiva
    1 de setembro de 2017

    Muito bom!

    Um conto bem fechadinho, com uma história muito legal, criativa e cheia de surpresas! Todos os personagens são bem trabalhados, com personalidades distintas, e o roteiro do conto é muito bem bolado. Por exemplo: lá no início a filha fala que o sinal de celular não funciona lá fora… e depois descobrimos o porquê!

    Um EXCELENTE conto, muito bem escrito, sem erros, com leitura fluida, muito bem conduzida. Um mestre! Vou até parar de elogiar senão vou parecer puxa-saco, hahahahah!

    Ri muto com todas as piadas, desde os títulos dos livros da esposa do Edgar, até as comparações dele mesmo com o vizinho saradão.

    Um dos melhores por aqui. Nota 10! Parabéns!!!

    • Marco Aurélio Saraiva
      1 de setembro de 2017

      PS: que coincidência… acabo de ler outro conto por aqui que também fala de Denny DeVito, Batman e Pinguim.. rs rs rs!

  2. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Olá, Gui!
    Muito boa a saga da construção da piscina, a contrução dos personagens, os diálogos, o texto flui muito bem, é leve e divertido.
    Minha nota é 8,5, por não ter achado assim tão engraçado.

  3. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: conto minuciosamente revisado. Há um humor leve, uma crítica ao cotidiano escondida em cada frase, das declarações execráveis da esposa e da sogra ao jeitão meio bobo do Edgar – herói sem capa. Nota-se o esmero na escolha das palavras. Mesmo que o estilo sugira o escrachado em alguns momentos (no final, por exemplo), não quebra a barreira do apelativo.

    Aspectos subjetivos: soa meio contraditório colocar estereótipos e criatividade na mesma cesta. Todavia, esse conto prova que as duas coisas não necessariamente se anulam. É preciso criatividade ao usar os estereótipos para não torná-los banais, ou gratuitos. De fato, na comédia, já tão soterrada com esse tipo de coisa, é preciso mais criatividade ainda.

    Compreensão geral: não tenho muito a dizer, a não ser que esse conto está entre os que realmente mereceram passar para a fase final do desafio, ao meu ver. Um trabalho muito inteligente.

    Parabéns e boa sorte.

  4. Thiago de Melo
    1 de setembro de 2017

    Amigo Gui,

    Que texto legal! Gostei muito!! Achei engraçado e bem escrito. Não sei se vou ser um bom crítico para você porque só tenho elogios. Achei que as sacadas do texto ficaram muito bem conectadas. Nada na narrativa deu a impressão de ter surgido “do nada”. Desde começar a cavar no quintal de casa à consulta aos tutoriais da internet hehehehe. Muito legal. Parabéns!

  5. Leo Jardim
    31 de agosto de 2017

    Tutoriar (Gui)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): muito bem elaborada e encaixada, amarrando a maioria das pontas soltas. Por exemplo, resolver o caso do vizinho barulhento com material radioativo encontrado na piscina. O único problema é que existe um excesso de personagens. Poderia ser cortado pelo menos a filha, que acaba sobrando um pouco, não servindo para a trama e a piada dela mudar de time em função do namorado não acrescentou muito. Mas não é nada grave, não atrapalhou a experiência. Estou apenas explicando o motivo de não dar 5 estrelas aqui.

    ▪ havia caído no grupo dos caras cotados para interpretar o Pinguim (Que coincidência! O baixinho narigudo também fez participação no meu conto com viés parecido)

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, bem narrada, com piadas bem encaixadas e trabalho linguístico e metáforas onde deu para encaixar.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): os personagens iniciam um pouco estereotipados, mas aos poucos vão se destacando de seus estereótipos.

    🎯 Tema (⭐⭐): 100% adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐⭐): ri muito com esse texto. Primeiro que me arrancou uma gargalhada até agora no desafio. E estava no metrô. Se estivesse em casa, gargalharia ainda mais alto. Excelente trabalho de comédia e timing. Só posso dar os parabéns!

    🤡 #euRi:

    ▪ garota tutti-frutti do Miele 🙂

    ▪ complexos passos de “descer até o chão” embalados por pérolas do cancioneiro popular contemporâneo 😄

    ▪ bronzeados barriga-de-lagartixa 😁

    ▪ “A piscina! É a porra da piscina!” 😃

    ▪ Pau… – Edilene respondeu com naturalidade 😅

    ▪ interrompeu a lista de sinônimos pra Houaiss nenhum botar defeito 😄

    ▪ “Sabrina – Perigoso Desejo” 🙂

    ▪ Rodrigo Hilbert com sotaque do Chico Bento, sem mídia e sem Fernanda Lima (e, vá lá, sem aquela carinha fofa de viking Nutella) 😁

    ▪ Na terceira vez que ele falar: “Para, para, para!!! O que será que tem nessa caixa?”, já tá valendo o dobro 😄 (só Deus sabe o quanto odeio o JK)

    ▪ Oi, pessoarrr! Eu sô o Gui e no tutoriar tiro e queda de hoje, vô ensiná ocêis a mexê com materiar radiativo! 😆

    ▪ Os tutoriais eram mesmo tiro e queda 😃

    ⚠️ Nota 9,5

  6. Vitor De Lerbo
    30 de agosto de 2017

    Um dos textos que conseguiram me tirar risadas. O protagonista e a situação em que ele se encontra no começo do conto são ótimos, e a resolução também foi muito bem feita. Um clima “Férias Frustradas” muito bem trabalhado

    Alguns trechos são engraçados demais. O/a autor/a tem uma veia cômica natural, pois as piadas são bem inseridas, inteligentes e não soam forçadas.

    Boa sorte!

  7. angst447
    26 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Em primeiro lugar, até me senti homenageada com a menção dos livretos Sabrina. Coisa linda!
    O conto baseia-se no que pode resultar da inveja. Nem sempre a grama do vizinho é mais verde. Às vezes, mais verde ainda é o material radioativo dentro da latinha.
    Um boa história, literatura de enredo, com certeza.:) O cotidiano de gente comum é sempre mais engraçado do que elaborações mais sofisticadas. Desafio cumprido.
    Não encontrei erros que possa ter escapado da sua revisão, pelo menos não notei nada gritante.
    O ritmo da narrativa mantém-se agradável devido aos diálogos. Os clichês acontecem vez ou outra, mas nada comprometedor. A leitura flui fácil, sem entraves.
    Boa sorte!

  8. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Muito bom, Gui! Dei bastante risada. O conto é ótimo, os personagens são hilários. Vc conseguiu captar a graça de situações tão comuns na nossa sociedade atual. Só tenho uma observação: a coisa do material radioativo ficou um pouquinho mal explicada. Uma coisa brilhando no fundo do buraco, podia ser mil coisas, como e em que momento ele percebeu que era radioativo? Ele enterrou o material no terreno do vizinho? Não ficou muito claro, não sei se foi proposital, mas senti falta de alguma frasezinha que explicasse isso melhor.
    Destaque: “silêncio de almoço de equipe com a presença do chefe” é óóóótimo!
    O final arrematou muito bem o conto, inclusive dando mais destaque ao título, que até então não dizia tanto sobre o conto, mas o final corrigiu até isso. O conto é excelente, na minha opinião. Parabéns!

  9. Lucas Maziero
    26 de agosto de 2017

    Procurei, procurei e procurei, mas não encontrei nenhum tutoriar do Gui pela Web afora (rsrs). Fiquei interessado no… deixa pra lá!

    Opinião geral: Gostei, tem um climinha doméstico um tanto bizarro.

    Gramática: Está bem escrito.

    Narrativa: Um estilo moderno, prazeroso de se ler, com algumas referências que certamente enriqueceram o conto.

    Criatividade: Boa, muito embora o ponto alto do conto, que foi a descoberta após a escavação, seja estapafúrdio, pois, ao meu ver, não combinou com a ideia geral, uma solução fraca para dar fim à balbúrdia do vizinho.

    Comédia: Uma singela sátira. Faço menção a duas referências que me ganharam: “que a vida faz Brad Pitts e Danny DeVitos” e “mulheres com corpos de garota tutti-frutti do Miele”. O final ficou bom, acredito que ele praticou com a esposa o… deixa pra lá! 😛

    Parabéns!

  10. Evandro Furtado
    26 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Fantástico como o texto transforma uma situação do cotidiano em algo realmente hilário. Acho que talvez esse seja, mesmo, o segredo, perceber o cômico no cotidiano. E, sem dúvidas, o autor faz isso muito bem. Ainda por cima, emoldura a história com uma escrita pra lá de competente e bastante fluída. Indubitavelmente, OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOUTSTANDING!

  11. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Oi, Gui,

    Tudo bem?

    Logo que comecei a ler seu conto, lembrei a música “Invejoso” de Arnaldo Antunes, você conhece?

    Depois o trabalho foi seguindo e me envolvendo na trama com habilidade e leveza. Seu texto é divertido e tem, inserido no momento certo, um dos principais ingredientes da comédia. O efeito “puts”, como dizia um coordenador de sala de roteiros com quem trabalhei. O David Mendes. O efeito puts, é aquele momento em que o leitor, espectador, enfim, olha para a situação apresentada e pensa: puts, vai dar M. E é exatamente isso que acontece quando seu personagem decide construir a piscina.

    Você, certamente, possui intimidade com o gênero comédia, pois insere vários detalhes para depois utilizá-los, sempre no momento apropriado. Assim é com o nome do protagonista, sempre dito de forma errada pela sogra irritante, assim é, igualmente, com os detalhes que vai soltando sobre as letras das músicas, o título dos livros sabrinescos e a vida pregressa do genro e sua sogra. E, claro, com a cereja do bolo. O beijo grego, utilizado com tanta sutiliza no final e… Bingo! Risada certa no desfecho.

    Parabéns por seu trabalho.

    Beijos

    Paula Giannini

  12. iolandinhapinheiro
    25 de agosto de 2017

    Técnica: A história é simples e direta, a ideia é muito boa, tem elementos que permitem fluir a comédia (vizinho, sogra, internet), o personagem principal é bem trabalhado e os demais fazem seus papéis de modo eficiente, embora não marcante. O conto ficaria muito melhor se o autor tivesse cortado os excessos. Eu tiraria, sem nenhum prejuízo à trama, as narrações do futebol, e as letras da música, e ainda frases desnecessárias que só roubaram a agilidade do conto.

    Fluidez: Cortando os excessos, o conto fluiria lindamente.

    Graça: Tem sim, mas faltou habilidade para explorar a graça de maneira mais eficiente. O fechamento concentra a melhor parte do conto, e aí eu ri. Tem tutorial até para isso, eu não sabia, mas é uma ótima ideia.

  13. Amanda Gomez
    25 de agosto de 2017

    Olá, Gui.

    Puxa, a gente quase que tem a mesma ideia sobre um determinado ponto, no meu conto eu faria também uma brincadeira com essa ”música” do ”pau” mas acabei retirando, seria bem semelhante kk.

    Gostei do seu conto, ele é leve despretensioso, entretêm e sim, é divertido! O personagem tem bastante carisma e as outras figuras presentes tem cada um o seu papel na história, como bons figurantes que sabem sua fala. Achei todo o contexto bacana. Parece aqueles filmes estrelados pelo Adan Sandler haha.

    O que tenho visto bastante nos contos do desafio são as referências, as frases de efeito, que quase sempre eu entendo de cara.Isso é uma boa forma de me ganhar como leitora.

    Você fez um bom trabalho, o final é bem sacado. Gostei.

    Parabéns!

  14. Rsollberg
    24 de agosto de 2017

    Fala, Gui!

    Seu conto tem ótimas referências, novas e antigas, afinal, Miele e Tuti Frutti não é para a garotada. São inúmeras analogias engraçadas e frase ótimas. Já comecei dando um sorriso em “”jazida de testosterona”. Até quando achei meio despropositada a comparação de holywood , você deu uma reviravolta legal para justificar “Brad Pitts e Danny DeVitos, e ele, por algum mistério insondável que só lhe seria revelado às vésperas do Juízo Final, havia caído no grupo dos caras cotados para interpretar o Pinguim e não o Batman.” Boa!

    O mote do conto é o melhor para se fazer comédia, um homem desiludido com uma missão. É sempre tragicômico esse tipo de história, e aqui foi ótima.

    Os diálogos foram bem feitos, são rápidos, hilários, atuais e críveis, apesar de tudo.
    Os personagens bem desenvolvidos, especialmente o querido Edgar!

    Parabéns!!

  15. Roselaine Hahn
    23 de agosto de 2017

    Cara, que sinistro, acabei de ler um conto que tem o Danny DeVito, o Pinguim e o Batman; será isso um sinal de wifi? Ótimo conto o seu, tudo no seu lugar, bem ajeitadinho, o enredo com pé e cabeça, personagens engraçados, o Dêgar da sogra muito bom, arrancou-me sorrisos lacônicos, e isso é uma baita de um elogio. Foi justo estar entre os finalistas. Parabéns. abçs.

  16. Rubem Cabral
    23 de agosto de 2017

    Olá, Gui.

    Gostei do conto. No início, a pontuação me deixou meio confuso, mas depois se acertou. Acho que você tem bastante talento para a comédia, pois temos aqui os elementos típicos e bem misturados: crítica social, referências culturais, estereótipos, etc. Tudo funcionou agregando, sem causar o efeito contrário.

    Edgar ficou bem desenhado, a sogra idem, a filha adolescente tbm.

    Boa sorte no desafio e abraços.

  17. Regina Ruth Rincon Caires
    22 de agosto de 2017

    Texto que reverbera a rotina indesejada do homem. O tédio é visto em cada palavra, em cada descrição. Tudo sem cor, sem graça, sem razão. É aquela unidade familiar tocada ao acaso, é o olhar de cobiça no mundo que fica do outro lado do muro. Na construção, a figura de objetos não identificados, a conversa debochada da sogra, as cenas com a filha adolescente deram um tom zombeteiro, carregado de escárnio. Bem escrito. Parabéns, Gui!

  18. Anderson Henrique
    22 de agosto de 2017

    Texto atual e cheio de referências populares (com direito a Sabrina e tudo). Frases ótimas como: “havia caído no grupo dos caras cotados para interpretar o Pinguim e não o Batman”. Boa levada e ritmo. Diversas piadinhas: ótimas, boas e umas poucas infames. O dicionário de rola é ótimo. Um conto acima da média e bem divertido. Um dos candidatos.

  19. Ana Maria Monteiro
    22 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Escrita, ortografia e revisão sem nada de particular a apontar. Uma comédia divertida com apontamentos e piscadelas de olho. Uma história divertida e bem contada. Um enredo criativo, apesar de eu não ter entendido como é que realmente ele usou o achado para fazer desaparecer os vizinhos. É perfeitamente adequado ao tema proposto. E o mundo carregado de Edgards que sonham poder sentir-se machos, com filhas Renatas que mudam de clube conforme os namorados e esposas Edilenes que lêem Sabrinas de todo o género e suspiram pelo que muitas vezes nem sabem que existe e o Edgard descobriu lá nos tutoriais. Gostei de ler, foi agradável e bem disposto. Só um último detalhe a favor do Edgard: sou fã do Pinguim de Gotham, a série.

  20. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Gostei muito do seu conto. Dei boas risadas com o tutoriar. As referências mineiras me trouxeram também risos. Na verdade tenho uma certa cisma com essa maneira de escrever do capiau. Gosto mais quando se escreve de maneira a sugerir o palavreado diferente, mas se respeitando as regras do idioma. Mas também vejo que nesse caso ficou bom, apesar da minha cisma. Gostei dos seus personagens, gostei dos subtextos, achei legal o enredo com a construção da piscina e o mistério radioativo na caixa de ferro, o que até faz com que o Edgard se transformasse em herói. E graças a Deus que a Edilene ficou de novo cruzeirense. Tomara que continue assim, mas sem mexer com essa turma de torcida organizada nenhuma. Grande abraço.

  21. Catarina Cunha
    20 de agosto de 2017

    Nota 9,1

  22. Catarina
    19 de agosto de 2017

    Título e ilustração muito feliz. O neologismo chamou a atenção. O fato de não revelar o conteúdo da caixa, mas deixar claro ser o causador da “interferência”, foi uma estratégia inteligente. A transformação de Edgar frustrado em herói orgulhoso gerou a empatia necessária para seduzir o leitor. É divertido e bem escrito, mas faltou um pouco de agilidade no texto.

    Auge: “– o vizinho, uma jazida de testosterona, abdômen definido desde o maternal, barba estilo lenhador; Edgard, 42 com carinha de 58, barba rala, tanquinho soterrado em camadas de tecido adiposo.” – Covardia…kkkk. Começou o conto logo com uma boa tirada.

    Sugestão:

    Cortar tramas paralelas (a filha trocando de namorado, por exemplo) que estão engordurando o texto.

  23. Bia Machado
    18 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 2/3 – Achei o ritmo meio cansativo. Será por estar esperando achar graça da narrativa, o que não consegui? Algumas partes são até legais, como a comparação do viking Nutella, ou a sogra, mas…

    Personagens – 1,5/3 – Não conseguiram me envolver em quase todo o conto. Achei exagerado o personagem principal.

    Gosto – 0,5/1 – Não gostei muito. Há alguns momentos bons, mas são poucos. Espero que outros gostem mais.

    Adequação ao tema – 1/1 – Sim, tem humor. Só não funcionou pra mim.

    Revisão – 1/1 – Não vi nada que se destacasse negativamente.

    Participação – 1/1 – Valeu a participação.

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  24. Luis Guilherme
    17 de agosto de 2017

    Falaaa amigo, td bem?

    Gostei do conto! Tem um humor leve e intrínseco, sem precisar forçar. Especialmente a sogra me cativou. Adoro gente resmungona, combina muito com o gênero humor hahaha.

    As cenas foram bem desenvolvidas, também. Os personagens são caricatos, mas sem exagero.

    Achei que, mesmo em meio ao clima de comédia, o suspense acerca do objeto misterioso encontrado foi bem construído. Porém, e aí? Não entendi pq abandonou o assunto, fiquei esperando curioso pra saber do que se tratava.. entendi que você quis deixar o mistério no ar, e respeito, afinal, a história é sua. Mas eu li o conto até o fim com aquela sensação de que a qualquer instante viria a tona e eu ia dar uma gargalhada, sabe?

    Acho que podia ter abrilhantado a história com a revelação do mistério na hora certa.

    Mas claro, isso é opinião pessoal.

    Os trocadilhos e referências ficaram muito bem encaixados no texto, também.

    A linguagem é boa e fluente.

    Enfim, um belo conto, divertido, com cenas bem construídas e bem escrito, mas deixou um gostinho de quero mais com a história da caixa.

    Parabéns e boa sorte!

  25. Pedro Luna
    17 de agosto de 2017

    O típico texto “caminhão de referências” que eu estava esperando ver no desafio..rs. Bom, apesar de eu preferir ler coisas que fujam desse padrão, não posso dizer que o conto é ruim

    Ele é divertido, tem momentos genuinamente engraçados e ótimas sacadas, como a do filho com uma cabeça, que eu ri demais. Mas como ele é grande, chega um certo ponto que as referências começam a incomodar. Elas realmente seguem até quase o fim do texto (“tocou até “Hakuna Matata” em sua imaginação”).

    O ponto forte do conto é o tom de cotidiano, de vida banal do personagem meio loser, que sempre rende boa comédia. Ele é bem escrito também, o que o engrandece. Sinceramente, para mim as cenas do personagem assistindo aos tutoriar não se destacaram. O conto se sustenta muito bem sem elas. No fim, é isso, um texto divertido, que só não foi melhor para mim porque acredite, eu não aguento mais as famosas “referências”. Presentes em tudo hoje em dia, de postagens no facebook a filmes de hollywood.

    Abraço

  26. Alex Alexandre da Rosa
    17 de agosto de 2017

    Olá autor(a)
    Parabéns. excelente texto. o primeiro que vi que realmente captou a essência do concurso. Ri com ele e achei muito boa as varias referências. bem escrito, conduzido e muito criativo.

  27. Priscila Pereira
    16 de agosto de 2017

    Oi Gui.
    Esse comentário não serve como avaliação, é só minha opinião sobre o seu texto!
    KKKKKKK com seu conto eu ri de verdade… Muito bom!!Pena que não posso te dar nota… Muito inteligente e criativo o seu conto, com jeitão de cotidiano simples, mas muito divertido… o final foi muito bom!! Parabéns e Boa sorte!!

  28. Wilson Barros Júnior
    15 de agosto de 2017

    Algumas frases são muito engraçadas e inspiradas, como “o verde era igual”, “lista de sinônimos pra Houaiss nenhum botar defeito”, “ dúvidas da Dona Iolanda sobre trechos particularmente inspirados das letras.” “quando você me der uma neta, daqui uns vinte anos, quero que ela nasça com uma cabeça só”. Achei o enredo muito bom também,a história da construção da piscina extremamente criativa. As músicas do quê que ela quer e da liga da justiça realmente entram diariamente pelas casas. Estamos em um novo mundo. Uma comédia realmente muito leve. Esses tutoriais tiro e queda são muito bons mesmo.

  29. Cilas Medi
    15 de agosto de 2017

    Olá Gui,
    Gostei do pánceps. Um bom texto, com certa graça e construção correta, apesar de inúmeras referências que um leitor não habituado aos termos e personagens pode ter dificuldade em acompanhar. Um final que justifica o título. Razoável.

  30. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    15 de agosto de 2017

    Gui,

    o conto é engraçado, sim. Tem boas construções e um humor bem Porta dos Fundos. Na minha opinião, a primeira parte até o Edgar encontrar o suposto material radiativo, estava muito boa. Depois, a coisa descamba, Achei que a história iria enveredar por uma outra linha e a escolha dessa me foi inusitada. Em suma, gostei mais da primeira parte do que da segunda.

    De todo o modo, é um bom trabalho.

    Parabéns.

  31. Pedro Paulo
    15 de agosto de 2017

    A grama do vizinho é sempre mais verde. Desse ditado sai esse ótimo conto: uma premissa simples que toma uma reviravolta interessante: um protagonista no qual identificamos a figura comum do homem de família da classe média, metido numa situação mundana que, escrita como é, nos cativa a leitura e um grupo de personagens secundários que compõem a atmosfera da “família brasileira comum” de forma muito verossímil e certeira dentro do conto. Além disso, certos elementos conferem identidade aos personagens secundários, aparecendo e reaparecendo na hora certa.

    Sobre a comédia no conto, também há muito o que ressaltar. Em primeiro lugar, devo destacar que ela aparece em todo bocado do texto, de forma proveitosa e bem colocada, nas comparações, nos diálogos, nas situações e ações dos personagens, em uma escrita bem-humorada que deixa a leitura fácil e divertida. O conto desenvolve as premissas da “grama mais verde” e da crise de meia idade de forma cômica, tal como Breaking Bad o fez de forma dramática.

  32. Elisa Ribeiro
    13 de agosto de 2017

    Olá Autor,

    Achei boa sua história, embora não seja o estilo de humor que eu curta.

    Sobre o enredo, pra mim ficou uma lacuna entre a cena do Edgar na Lan house e a cena da piscina pronta. A hipótese de material radioativo pra mim ficou meio solta na história, tipo piada não concluída. Os personagens, todos bem caricatos, ficaram bem bacanas.

    Achei a narrativa boa, minha ressalva fica para o uso um pouco exagerado de analogias e comparações. O texto está bem escrito e revisado.

    Impacto: Embora o estilo de humor não tenha funcionado muito bem comigo, reconheço os méritos do trabalho.

    Parabéns pela participação!

  33. Jorge Santos
    13 de agosto de 2017

    Drama cómico de um pai/cabeça de casal que descobre os tutoriais da internet. Conto bem escrito, com ritmo e graça q.b..

  34. Fheluany Nogueira
    11 de agosto de 2017

    Muito divertido. Ideia e execução bem amarradas. Uma releitura engraçada da atualidade com a crescente influência das mídias no cotidiano, nas relações pessoais. Muito bem escrito e estruturado.

    Gostei das descrições, do vocabulário apresentando, da transcrição do “sotaque” mineiro. Certos momentos são muito divertidos, outros de puro sarcasmo. Achei muito interessante também o ritmo empregado no texto, a leitura flui.

    Parabéns, um tipo de humor inteligente. Título e pseudônimo sugestivos. Está na minha lista. Abraços.

  35. Brian Oliveira Lancaster
    11 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Excelente. Bem-humorado com pitadas de cotidiano e lamentações do dia a dia. Esse tem bastante comédia de situações, me vi sorrindo várias vezes. Difícil ninguém se identificar com pelo menos uma coisa do texto, o que é louvável em sua construção. – 9,0
    A: Total. Os opostos e os absurdos se encaixam muito bem. Tem ironia, tem crítica nas entrelinhas, tem até a Sabrina! – 9,0
    C: Fiquei decepcionado ao ver que realmente não seria uma nave alienígena no fundo do solo. Me lembrou muito dos episódios dos Simpsons. Achei que seria uma bomba ou algo do tipo. Mas o restante compensou a expectativa. O personagem principal é bem realista e cativa pelo seu jeito atrapalhado. O genro e a sogra sobraram um pouco, mas entendo o foco. O final condiz com o título. Há muita coisa nas entrelinhas, mas fáceis de “captar”. – 8,8
    U: Tudo flui muito bem. Exceto a parte do sotaque. Acho que se fosse um apresentador “não regional”, o efeito seria o mesmo. Até porque essa coisa de achar engraçado sotaques varia muito. Garanto que o pessoal lá de cima também zoa bastante nosso jeito aqui do Sul. Essa parte até sobra um pouco dentro do contexto. Descrever o que ele assistiu já seria suficiente. – 8,0
    [8,7]

  36. Antonio Stegues Batista
    11 de agosto de 2017

    Um texto bem escrito com boas piadas, diálogos corretos, estrutura natural.Personagens muito bons, enredo legal. Só não fiquei sabendo o que era aquele tal de treco, que o Edgard achou enterrado. Faltou explicar essa parte. Poderia excluir alguma coisa para caber no limite de palavras. De qualquer forma, é uma boa comédia, mesmo sem gargalhada.

  37. Ricardo Gnecco Falco
    11 de agosto de 2017

    Olá autor(a)! Tudo bem?
    Estou aqui agora, logo após ter me deleitado com a leitura de sua obra, exercendo a função não mais de leitor, mas sim de julgador de seu texto. Por isso, para ser justo com você (e com os/as demais), darei notas para todos os trabalhos com base nos MESMOS quesitos, que estão listados abaixo. Desejo-lhe boa sorte do Desafio e lhe agradeço pela oportunidade de conhecer sua criação! Um forte abraço,
    Paz e Bem! 🙂

    —–

    1) Está BEM ESCRITO? (0/3) –> 1,5

    O texto mistura, de forma inteligente e bem equilibrada, situações cômicas e referências que dialogam/agradam ora mais aos homens e ora mais às mulheres (futebol, receitas, músculos, sensibilidade…). Da mesma forma, o universo (tanto da comicidade quanto da abrangência histórica) de referências satíricas busca e consegue, com sucesso, incluir temáticas sensíveis a diferentes faixas etárias (programas televisivos antigos, aparelhos eletrônicos modernos, recato moralista, lascívia da juventude etc.). O mesmo é percebido com relação a abrangência geográfica das referências e suas regionalidades (funk, sotaques caipiras, riqueza paulistana, empreendedorismo de impossibilidades financeiras…). Tudo muito bem engendrado e executado, mas… O perigo desta busca em agradar a gregos (com ou sem beijos) e troianos é exatamente acabar — não por descuido ou falta de habilidade, mas por mera concretização da impossibilidade de tal intuito — enfadando o/a leitor/a durante os 50% do tempo no qual, eles/as, passam os olhos pelos trechos “pré”destinados para a outra parcela do universo. Ou seja, em outras palavras, ocorreu uma perda do “timing” para as piadas, que passam a se avolumar no mesmo patamar em que o texto persiste nesta busca vã pelo genérico agrado. Por fim, com relação à escrita, senti ainda falta de espaço para respiro em vários dos trechos lidos, como por exemplo já no trecho inicial, onde o 3º parágrafo é formado por apenas 3 frases; sendo uma destas de uma linha e meia e, as outras duas, com 7 linhas(!!!) cada uma. Faltou, portanto, ao meu ver, equilíbrio neste quesito. Mas, a escolha das palavras e a própria voz do narrador diluem bastante estes problemas, deixando a leitura gostosa e o leitor interessado, até o final.

    2) A história é CRIATIVA? (0/3) –> 1

    A criatividade da história reside muito mais nas imagens e referências trazidas para as vozes das personagens apresentadas ao leitor do que na própria história em si, que é bem simples. Uma comédia de costumes, com um rico manancial figurativo.

    3) O humor é INTELIGENTE? (0/3) –> 1,5

    As referências colocadas no texto foram, sim, muito inteligentemente escolhidas. Porém, contrapondo o desejado pelo leitor, se estenderam por demais e, nesta delonga, transformaram o trabalho em um tipo de “stand up comedy” interativo, onde mesmo rindo de muitos trechos, temos que esperar o comediante do palco finalizar seu longo passeio, interagindo com outros espectadores de uma imensa plateia até que, novamente, retorne sua atenção para o nosso lado e, então, volte a brincar com a gente.

    4) Eu dei RISADA? (0/1) –> 1

    Sim, em aproximadamente 50% das imagens utilizadas pelo autor. Mas ri gostoso nestas! 😉

    ——-
    5
    ——-
    OBS: Se as notas por mim expressas aqui somarem um valor DIFERENTE (para mais ou para menos) da que será, ao final de todas as leituras, postada no respectivo campo de avaliação geral do site (onde estarão listados todos os contos concorrentes deste grupo e suas respectivas notas finais, e que terão valor oficial), o fato se deverá, provavelmente, por eu ter mexido na nota previamente colocada aqui na avaliação inicial, com base na amplitude de conhecimento obtida após término de todas as leituras, podendo portanto ocorrer uma mudança de paradigma em meu padrão avaliativo inicial.

  38. Givago Domingues Thimoti
    10 de agosto de 2017

    Adequação ao tema proposto: Alto
    Criatividade: Alta.
    Emoção: Dos que eu li, esse foi um dos melhores. Um texto muito bem-humorado!
    Enredo: Foi bem construído. O assunto também foi escolhido com propriedade; o chefe de família que quebra as expectativas das mulheres da casa resolvendo, praticamente, todos os problemas com tutoriais do pai de todos, o YouTube.
    O único ponto que eu achei desnecessário foi o material radioativo. Achei uma solução muito drástica para o problema dos vizinhos festeiros. Sem querer se meter no seu texto, porém já se metendo, acho que você poderia ter mencionado que o Gui sabia como fazer um bloqueador de sinal.
    Gramática: Não notei nenhum erro.

  39. werneck2017
    10 de agosto de 2017

    Olá, Gui!
    Gostei muito do texto espirituoso, criativo e divertido, bem adequado à comédia.
    Percebi um ou outro erro de gramática, como por exemplo:
    inspirados das letras > inspirados nas letras. Nada que uma revisão não resolva.
    Goste muito da trama, bem montada, bem engendrada. Tem um livro do Bonassi que se chama Luxúria que fala sobre um cidadão da classe C construir uma piscina.
    O leitor se vê envolvido na via crucis do protagonista, emocionando-se, torcendo para que ele seja bem sucedido ao final.
    Minha nota é 9.

  40. Bruna Francielle
    7 de agosto de 2017

    tema: adequado

    Pontos fortes: usou uma boa ideia, a dos tutoriais do youtube, realmente podem ser muito úteis para n coisas. As vzs realmente também não damos nada pela pessoa apresentando o tutorial, mas por vezes acaba por funcionar as dicas.
    Outro ponto forte foi ter concluído quase sem nenhuma ponta solta, só fiquei sem saber o que ele tinha encontrado no quintal, mas fechou a questão dos jovens do outro lado da cerca. Criou personagens credíveis e com personalidades fortes e distintas cada um.

    Pontos fracos: Não chegou a ser hilário, poucos contos no desafio aliás tiveram esse êxito ,mas não foi dificultoso de se ler.

  41. Eduardo Selga
    7 de agosto de 2017

    No trecho “oi, pessoarrr! Eu sô o Gui e no tutoriar tiro e queda de hoje, vô ensiná ocêis a construirrr uma piscina! Côs meu tutoriar, ocê nunca se dá mar!” o que se pretendeu foi apenas uma fidelidade na representação linguística de um personagem possivelmente do interior e Minas ou, além disso, provocar risos? Estamos num desfio de comédia, e não acredito que exista algum participante ingênuo o suficiente para acreditar que essa representação linguística surta apenas o efeito de representação linguística.

    Mas por que “pessoar”, “tutoriar” e quejandos são muitas vezes tidos como “coisa engraçada”?

    Muito mais que hoje, há décadas as pessoas riam de deficientes físicos (chamados “aleijados”) e dos loucos mansos porque apresentavam características supostamente minoritárias no meio social (na verdade, todos somos loucos, o que muda é o quanto). Assim, pertencer ao minoritário é visto como um defeito, e do defeito temos uma espécie de autorização social para rir.

    O linguajar típico do interior de Minas, São Paulo e Goiás, conhecido como “R retroflexo” é defeituoso? Em quê? Por não pronunciar “corretamente” as palavras? Gostaria de ouvir um brasileiro dizendo “o menino gosta de caldo de cana”, ao invés de “u minino gosta di caldu di cana”. Ora, não existe uma prosódia nacional unificada, felizmente. O que ocorre é que existe um mito absurdo a nos dizer que o ideal é falar sem nenhum sotaque. Como isso é possível, perguntemos a paulistas, cariocas, pernambucanos, gaúchos e todos os brasileiros.

    É engraçado isso? Não acho.

  42. Gustavo Araujo
    6 de agosto de 2017

    Um conto com tiradas muito boas. O autor sem dúvidas é perito no assunto, já que tudo soa natural, sem parecer forçado. De uma questão trivial – a inveja do sujeito do sucesso do vizinho – constrói-se uma narrativa simples mas cheia de piadas oportunas. Impossível não rir na maioria delas. Ambientar o conto em Minas foi uma boa estratégia, especialmente pela emulação do sotaque mineiro, que rende boas risadas. Os detalhes também contribuem para que o desenvolvimento seja fluido e divertido, como as diversas alusões aos livrinhos “Sabrina”. Fora as situações criadas, algumas absurdamente hilárias, há também o besteirol, que para mim funciona que é uma maravilha. Sou o tipo do cara que ri de piadas velhas e de metáforas batidas. Enfim, o conto é ótimo, e seguramente passará de fase. Desejo ao autor um excelente desafio.

  43. Olisomar Pires
    6 de agosto de 2017

    Muito bom conto. As dificuldades do homem comum e sua visão do mundo.

    Bem escrito e conduzido.

    As personagens, apesar de um pouco exageradas, como devem ser nesse tipo de texto, são críveis.

    Os diálogos estão bem construídos e prendem a atenção do leitor.

    Muito boa estória, daria um bom filme se produzido nos Estados Unidos, aqui no Brasil eles iriam desvirtuar a parte engraçada.

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 1, Comédia Finalistas e marcado .