EntreContos

Literatura que desafia.

CrossFit Street Running (Thiago de Melo)

Rayanne vinha de carro, voltando do trabalho para casa, quando viu várias pessoas correndo pela rua, com roupas de ginástica. Todas usavam um boné com uma logomarca: “Academia CrossFit Street Running”. Estacionou seu carro e viu que todas as pessoas paravam em frente a uma caminhonete parecida com um foodtruck, e depois continuavam correndo. Na lateral da caminhonete, a mesma logomarca estava pintada com letras brilhantes.

Os corredores e corredoras pareciam em forma, alguns nem tanto, é verdade, mas, no geral, Rayanne ficou interessada nos corpos sarados que corriam pela calçada e pela lateral da pista, indo e voltando até aquela caminhonete. Decidiu pedir mais informações. Ela bem que poderia voltar a se exercitar.

Desceu do carro e foi até o foodtruck da malhação. Na caçamba/escritório/academia, um rapaz bonito e musculoso acompanhava a movimentação dos atletas.

– Oi, boa noite, tudo bem? – ela arriscou.

– Boa noite, tudo ótimo! E aí? Tá querendo entrar em forma também? – o rapaz perguntou, terminando a frase com um sorriso luminoso.

– Pois é, eu vi esse pessoal todo correndo aqui na rua e fiquei interessada. Você é representante de uma academia? Como é o trabalho de vocês?

– É bem simples, vou te explicar. Nosso plano básico custa 300 reais. Você recebe a orientação inicial sobre a metodologia do nosso sistema, o equipamento básico e as diretrizes do seu treino, que será estruturado especificamente pra você.

– Nossa, 300 reais? Mas onde fica a academia?

– Ué, tá olhando pra ela. Hoje, ela fica aqui onde estamos, amanhã pode ser na rua de baixo, depois de amanhã na rua de cima. Toda essa aqui é a nossa área de atuação. A gente também faz pacotes para parques e outros locais.

– Mas, moço, eu não tô entendendo. Isso aqui é uma caminhonete.

– Sim! É um novo conceito em academia. Os FoodTrucks abriram o caminho nesse novo nicho de mercado: a prestação de serviço móvel. Depois vieram os BrechóTrucks, os PetShopTrucks e mais uma infinidade de Trucks. Agora chegou essa novidade: a GymTruck.

– Tá, e se eu quiser me matricular. Como funciona?

– Você paga os 300 reais da mensalidade, mais 150 reais de matrícula e aí é só começar a entrar em forma. Questão de tempo! – o rapaz disse a última frase apontando para o próprio bíceps.

– E como é o programa?

– A gente trabalha com duas modalidades: street running e CrossFit. Ah!, só um detalhe. No pacote básico você precisa escolher apenas uma das modalidades. Se quiser fazer as duas, a mensalidade sobe pra 450 reais.

– Inicialmente eu me interesso pela corrida.

– Ótimo! Digamos que você queira começar hoje. Eu te paço o equipamento básico: esse aqui – o rapaz mostrou um boné para a jovem, igual ao que os corredores na rua estavam usando. Depois elaboro as diretrizes do seu treino, bom base no seu biótipo, constituição corporal, idade e nível de condicionamento físico. No seu caso – o rapaz olhou a jovem de cima abaixo –, acho que umas três voltas no quarteirão já dá pra iniciar bem, sem forçar, sem pegar leve demais. Com o tempo a gente vai intensificando os treinamentos.

– Qual é o seu nome, moço?

– André. E o seu?

– O meu é Rayanne. Olha só, André, então eu vou te pagar 300 reais pra ganhar um boné e poder correr três vezes ao redor do quarteirão, é só isso?

– Não! Claro que não é só isso! Faltou te explicar a metodologia do nosso sistema. A cada volta, você vai parar aqui no nosso GymTruck e fazer um risquinho com giz ali naquele quadro.

Havia uma lousa verde pendurada na lateral da caminhonete, que era onde os corredores que já faziam parte do “programa” estavam parando a cada volta no quarteirão. André continuou a explicação:

– Esse é o nosso “enhanced tracking system”. É onde a mágica acontece! Esse quadrinho aqui já fez muito milagre! Falando nisso, olha um milagre chegando aí! – O professor do GymTruck apontou para um rapaz de cabelos pretos, barba de lenhador e ombros largos que chegava todo suado para riscar o tal quadro mágico – E aí, Gustavão!? Essa aqui é a Rayanne, tá pensando em entrar no nosso programa. Quantos quilos você perdeu com a gente? Fala aí!

Ofegante, Gustavo respondeu – Até agora, 30 quilos! – ele olhou para a garota e deu um sorriso que a fez tremer os joelhos – E quando a companhia é boa, as voltas no quarteirão passam sem a gente nem perceber! – riscou o quadro verde e saiu correndo novamente.

– Gustavão era obeso mórbido – André voltou a falar – Ficava só em casa, vendo série sem parar na televisão, comendo pizza e fritura, reclamando da vida, pressão alta. O fundo do poço pra ele foi entrar em grupos de Facebook. Agora tá aí, nosso garoto propaganda! A CrossFit Street Running salvou a vida dele.

Ainda abalada pelo encontro com “Gustavão”, pelo sorriso, pelos ombros, Rayanne voltou a tirar suas últimas dúvidas.

– Tá, gostei do método e da corrida. E como funciona o CrossFit?

– É nossa outra especialidade. Vem aqui atrás do GymTruck pra você ver.

A jovem deu a volta e, no chão, atrás da caminhonete, foi apresentada aos equipamentos da segunda especialidade da academia. Havia duas cordas grossas amarradas no para-choque do carro, um pneu no chão com uma marreta em cima, duas correntes grossas também no chão e uma haste de metal soldada na carroceria da caminhonete.

– Aqui atrás é a área de CrossFit da academia. Ali na lataria é a barra. As mulheres não curtiam muito o CrossFit, mas agora estão se empoderando e descendo a marretada no pneu!

– Mas, se eu quiser fazer as duas modalidades, eu vou te dar 450 reais pra correr na rua e ficar aqui marretando esse pneu? – Rayanne voltou a si por alguns instantes.

– Quem me dera! Na verdade, a CrossFit Street Running é uma franquia. Começou nos Estados Unidos, super famosa por lá. Aqui o pessoal estranha porque ainda estamos começando. Parte dessa grana vai para outros custos, não fica tudo comigo.

Gustavão vinha correndo, depois de mais uma volta pelo quarteirão, e parou na área do CrossFit. Fez 5 barras devagar, terminando cada uma com um “pffffiiiiuuu” sibilante. Nas costas da camiseta de Gustavão estava escrito: “Personal”. Rayanne assistia boquiaberta. Depois das barras, o rapaz pegou na marreta e começou a castigar o pneu no chão.

– André – Rayanne chamou o rapaz num canto – o Gustavo é personal aqui? Tem algum plano específico pra isso?

– Ah!, tem sim. Você está querendo o nosso Pacote Premium Ultra. Gustavão é o orientador. Esse sai por mil reais por mês.

– Vou querer. Cadê meu boné!?

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46 comentários em “CrossFit Street Running (Thiago de Melo)

  1. Marco Aurélio Saraiva
    1 de setembro de 2017

    Uma ideia bacana, mas um pouco mal explorada. Achei o conto com cara de uma “piada estendida”, rs rs. A situação é cômica, e na verdade é uma grande sátira ao que já acontece hoje em dia, com toda essa moda de crossfit e academias espalhadas em cada esquina. Você fez uma caricatura disso, inventando um serviço que não entrega nada realmente (me lembrou um podcast do Jovem Nerd, rs rs) e que cobra uma fortuna para tal. Eu até me diverti com a leitura. Novamente: ideia legal, mas mal explorada.

    Agora… a forma correta de explorar essa ideia não me vem à mente. Só sei que, do jeito que está, me parece um episódio dos trapalhões. Tudo é muto gratuito… não sei explicar. Acho que o sentimento é que é tudo muito inverossímil, de difícil correlação. O leitor não se vê na situação, então tudo parece falso.

    A sua técnica é muito boa. Sua leitura é de fácil entendimento e tem ritmo. Só achei muitos erros de digitação/português, o que denota uma falta de revisão. Uma revisãozinha no texto deixaria ele tinindo.

    Abraço!

  2. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Oi, Apollo!
    Muito bem escrito o seu conto, leitura que flui fácil, de rápida assimilação, eu achei engraçado o fim do poço para Gustavão ter incluído entrar em grupos de facebook rsrs
    Leve, bem-humorado, bem pensado.
    Nota 9,2

  3. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: o enredo é relativamente simples, assim como a percepção de comédia escolhida: algo que alcança o leitor sem percalços, através da narrativa ligeira. O conto realmente não apela para o limite máximo de palavras proposto, mas creio que a agilidade com que ele ocorre está muito mais ligada à imersão do que à quantidade de palavras.

    Aspectos subjetivos: acho que a abordagem do cotidiano foi uma das mais escolhidas no certame – não por acaso. Um dos papéis da comédia (assim como o da arte) é o de prover novo significado ao que é comum, de transformá-lo em incomum, de questionar o modo como vemos as coisas e propor outras perspectivas. Nesse sentido, o conto é criativo ao contrapor um cenário inusitado a uma situação comum.

    Compreensão geral: só eu vi uma ligeira referência ao nosso anfitrião (Gustavão)? Substituir o chefe pelo marretador de pneus me fez rir um bocado. O conto tem certo ar de “Zorra Total”, mas sem forçar a tradicional apelação, o que deixou a leitura prazerosa.

    Parabéns e boa sorte.

  4. Leo Jardim
    31 de agosto de 2017

    CrossFit Street Running (Apollo)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): a trama é simples, mas a premissa é muito boa. Trata com uma ironia gostosa essa onda “gourmetizadora” de “food trucks” (saudades dos “podrões” da minha época de faculdade). Esse conto pode muito bem ser exibido num vídeo de Porta dos Fundos e outros do tipo, porque além de seguir o padrão de extrapolar uma situação cotidiana, lembra muito o formato de esquete: com apresentação, desenvolvimento evolutivo e finalização com uma boa piada.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): narrativa leve, bastante fluida, com foco mais na trama e menos na beleza narrativa. Isso não é defeito, mas é bom quando podemos misturar fluidez com algumas metáforas inteligentes e divertidas. Na parte ortográfica, precisa ajustar a pontuação no diálogo e corrigir, por favor, o erro abaixo 😬

    ▪ Eu te *paço* o equipamento (passo)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): não chega a ser 100% criativo, pois utiliza elementos de esquete, mas o faz com bastante personalidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): uma visão irônica do momento atual.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): até agora esse foi o melhor timing de encerramento com piada que li. Terminei o conto sorrindo. É isso que uma boa comédia deve proporcionar. Melhor marketing que esse não há 😀

    🤡 #euRi:

    ▪ O fundo do poço pra ele foi entrar em grupos de Facebook 😃

    ▪ – Ah!, tem sim. Você está querendo o nosso Pacote Premium Ultra. Gustavão é o orientador. Esse sai por mil reais por mês.
    – Vou querer. Cadê meu boné!? 😁

    ⚠️ Nota 7,5

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, sugiro essa leitura: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  5. Fabio Baptista
    31 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    Embora o conto tenha um ar de sátira do início ao fim, eu acabei achando graça mesmo apenas do trecho abaixo:

    – O fundo do poço pra ele foi entrar em grupos de Facebook
    >>> kkkkkk

    O encerramento do conto também é bom nesse sentido, quase como o final de uma piada.

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    É um conto curto e retrata uma situação cotidiana (volta e meia me deparo com essas pessoas correndo na rua rsrs), o que acabou ajudando a prender a atenção.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Acho que esse foi o conto com mais cara de anedota do desafio. Tipo, praticamente tudo gira em função da frase final, onde ela aceita pagar o preço mais alto apenas para ser orientada por Gustavão.

    Funcionou razoavelmente bem nesse sentido, mas ficou devendo em relação ao enredo… praticamente nada acontece.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Boa, imaginei um cenário urbano. Como disse, não é raro me deparar com esse tipo de treinamento, então isso facilitou bastante a visualização das cenas.

    Já os personagens não têm tanto carisma. Rayane é até divertida, mas o dono da franquia é quase uma enciclopédia e Gustavão praticamente entra mudo e sai calado.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************

    A escrita foi muito simples, o que facilita a leitura, mas acaba deixando uma sensação de “faltou alguma coisa”. Algumas coisas também incomodaram:

    – No início algumas palavras se repetem um pouco, cansando o leitor: caminhonete, corredores (e suas variantes)

    – Ela bem que poderia voltar a se exercitar.
    >>> Aqui ficou meio estranho, parece uma conclusão do narrador.

    – Eu te paço
    >>> passo

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Bem adequado.

    NOTA: 7,5

  6. Vitor De Lerbo
    28 de agosto de 2017

    Uma bela crítica aos modismos, de uma hora pra outra, dominam o nosso cotidiano, como esses citados e paletas mexicanas, por exemplo.

    O texto está bem escrito, só um “paço” ali com cedilha ao invés de dois esses que ficou destoando. A espiral descendente em que a Rayanne vai se metendo é similar a muitas experiências dos leitores, imagino.

    Boa sorte!

  7. Evandro Furtado
    27 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Acho que o que mais me desagradou no texto foi o tipo de humor adotado. Não necessariamente é algo que aprecio. Sinto que, de certa forma, reforça estereótipos e constrói uma imagem errada. Por si só, isso não seria problema, a questão é que tanto a história quanto a narrativa, apesar de boas, não recompensam essa outra falha.

  8. Amanda Gomez
    26 de agosto de 2017

    Oi, Apollo!

    A primeira vez que li o conto não tinha gostado tanto quanto agora, um exemplo de como uma segunda leitura pode fazer toda a diferença, embora seja possível apenas em contos que tenham pelo menos fluidez.

    Gostei da personagem, do instrutor muito esperto, o marketing é mesmo a alma do negócio, ele tem tudo nas mãos, bem inteligente e espertinho, claro o Gustavão fez toda a diferença, acredito que tenha também uma mulher bonitona pra atrair o publico masculino. André pensa em tudo!

    Foi engraçado notar os momentos em que ela está quase caindo, e volta a si.

    Enfim, um conto bem legal, simples e divertido!

    Parabéns,

    Boa sorte no desafio.

  9. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Achei ótimo. A ideia é muito boa, vc encontrou aí um nicho de mercado! Rsrs E imagino que muita gente ia pagar essa grana toda por isso. A estratégia do vendedor é muito boa e a cliente é a típica mulher que não está interessada em fitness, já no Gustavão… Pergunta: esse nome foi homenagem ao Chefe? Rsrsrs Só precisa de uma revisãozinha, pq tem uns errinhos… Parabéns!

  10. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Olá, Apollo,

    Tudo bem?

    Seu conto é engenhoso.

    Engenhoso ao criar a academia a céu aberto, engenhoso, igualmente, ao inserir uma segunda camada no texto. Uma piada interna. Só Entre Contistas entenderão. Mas, o desafio é mesmo entre ECs, não é? Então, fazê-los rir é a solução. E você o fez, ao menos comigo.

    Demorei para formar a imagem de Gustavão, correndo maratonas em fotos do facebook que vejo sempre, mas ela se criou lá no final. Gustavão com sua habilidade de corredor, convencendo com outros dotes a personagem protagonista a aceitar o mais caro plano da tal academia. Um verdadeiro galã. (Rsrsrsrs)

    Gostei do modo como você construiu o convencimento da protagonista, desde o minuto em que ela achou aquilo estranho, absurdo e sem sentido, até o momento do desfecho, quando ela pede ao professor que lhe entregue logo o seu, agora cobiçado, boné. Uma narrativa segura, construída sem pressa, instigando curiosidade no leitor.

    Parabéns.

    Boa sorte do desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  11. angst447
    25 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    O conto revela um humor bastante simples, sem grandes pretensões de sofisticação ou originalidade. No entanto, funcionou comigo. Desafio cumprido.
    Tirando o “Eu te paço”(doeu pra caramba ler esse paço > passo, viu?), não encontrei grandes problemas de revisão.
    Não sei se foi influência da imagem de pessoas correndo, mas o ritmo pareceu-me bastante ágil. Claro que o emprego de diálogo facilitou muito a leitura.
    Rayanne vai morrer com uma grana só para desfrutar da companhia do personal gato Gustavão? Mas é uma bobinha mesmo,mas eu até entendo…rs.
    Boa sorte!

  12. Rsollberg
    24 de agosto de 2017

    Haha

    Então, Apollo. Trata-se de uma quase esquete, com humor que surge e cresce através de uma crítica sobre uma nova moda. Apesar desse lado interessante de aproveitar uma onda, ser oportuno, o conto aparenta não estar maduro. Os diálogos são muito explicativos, não tem naturalidade, carecendo de certa agilidade. Muitas repetições “todas”,”corredores”… Faltou uma revisão mais apurada.
    Enfim, espero que outras pessoas tenham gostado mais.

  13. iolandinhapinheiro
    24 de agosto de 2017

    Avaliação

    Técnica: O autor usou a técnica do exagero atrelado ao insólito. O texto é todo pautado pelas atitudes absurdas dos personagens em uma crítica aos pacotes de treinamento físico que as academias oferecem.

    Fluidez: um texto rápido, curto, porém um tanto repetitivo. Acho que faltou história e o autor esticou com repetições com ligeiras alterações. Isso tirou o brilho da obra.

    Graça: Funcionou. Mas é uma só piada, contada e recontada.

    Boa sorte.

  14. Rubem Cabral
    23 de agosto de 2017

    Olá, Apollo.

    Bem divertido o seu conto. Criativa a ideia do truck de ginástica: é absurdo, mas muito nonsense e engraçado o conceito.

    A Rayanne foi uma personagem interessante. Inicialmente agarrada à lógica: pagar tão caro para usar o espaço que era gratuito, para depois se entusiasmar com os resultados e até escolher o pacote mais caro.

    O conto também ficou bem escrito e os diálogos soaram naturais.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  15. Lucas Maziero
    22 de agosto de 2017

    Vamos lá! Um conto que a cada parágrafo eu esperava mais (dizia comigo mesmo: agora é que vem a surpresa, agora uma piadinha, agora vou rir…), e o que eu não esperava foi justamente o que aconteceu: quase nada. O final ficou sem graça, me desculpe.

    Opinião geral: Gostei e não gostei ao mesmo tempo (hehehe).

    Gramática: Não está ruim. Em algumas passagens de diálogos, há falhas no fechamento destes.

    Narrativa: Bom estilo, a leitura transcorreu desenvolta.

    Criatividade: Uma boa ideia. Ao meu ver, essa ideia não foi bem aproveitada dentro da proposta. Por quê? Porque houve uma dispersão, uma coisa não explica a outra, como o tal negócio de riscar com um giz a lousa. O que isso explica? Nada! (salvo terrível engano de minha parte)

    Comédia: Senti ironia aqui, pelo fato de ter que pagar um bom dinheiro para correr pelo quarteirão, mas não senti graça.

    Parabéns!

  16. Roselaine Hahn
    22 de agosto de 2017

    Ah Apollo, quando vc. começou a me tirar sorrisos lacônicos, o conto acabou. Fiquei com gostinho de quero mais, muito mais…Ai Gustavão…. Putz achei que era treta a academia itinerante, bem que podia ser um golpe néh, daria margens para mais risadas. Vc escreve direitinho, bem mesmo, tudo bem ajeitadinho, só fiquei na expectativa de mais risadas, ahh vc. estava indo tão bem. Uma correção: a palavra “paço” bateu-me enviesada nas “zorelhas”. Paço é uma palavra que refere-se, principalmente, a um palácio real ou episcopal ou à sede de um governo municipal; e me corrija aí se a minha correção estiver errada. De toda a sorte e graça, é um bom conto, mereceu estar entre os finalistas. Parabéns.

  17. Ana Maria Monteiro
    22 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Tirando o “paço” em lugar de passo, não detetei falhas na revisão ou linguísticas. Tem um bom enredo e é criativo. A comédia em torno do mundo das academias desportivas e de todo o negócio que movimentam, está bem apanhada. Um enredo simples, talvez demasiado simples, animado, bem colocado e criativo. É uma comédia e que se lê bem e com prazer, porém ficando um pouco aquém das expectativas.

  18. Anderson Henrique
    22 de agosto de 2017

    Gostei muito do conceito do GymTruck. Acho que o maior mérito desse conto é a ironia e o sarcasmo com que trata vários assuntos atuais como a gourmetização das academias, das comidas de rua e etc. Gostei do final também, adequado, apropriado ao tema do desafio e condizente com o tom da narrativa. Encontrei alguns errinhos, coisa pouca: “Eu te paço o equipamento / bom base no seu biótipo”.

  19. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Achei seu conto um tanto quanto parecido com uma correira na esteira, ou seja, meio insosso. O fato, amigo, é que por conta desse meu jeito esquisito, não consegui achar muita graça no texto. Que pena. Acho também que uma revisão faria bem. Grande abraço.

  20. Regina Ruth Rincon Caires
    20 de agosto de 2017

    Texto de teor sarcástico, bem estruturado. Conforme a leitura flui, cresce a indignação ao perceber o quanto nos deixamos explorar pela indústria da frivolidade. É um texto que atordoa, o leitor engole as palavras com muita rapidez querendo saber o desfecho. Inacreditável, mas fazemos exatamente isso. Parabéns, Apollo!!! (existe um “paço” que, se não foi intencional, escapou da revisão…)

  21. Catarina Cunha
    19 de agosto de 2017

    A trama é criativa e mexe com nossas neuroses contemporâneas. Um bom exemplo de humor ácido. Senti falta do clímax caótico típico das comédias.

    Auge: “As mulheres não curtiam muito o CrossFit, mas agora estão se empoderando e descendo a marretada no pneu!” – Haja empoderamento! Muito bom!

    Sugestão:

    Dar mais movimento à personagem principal e fazê-la viver o absurdo da situação.

  22. Luis Guilherme
    17 de agosto de 2017

    Boa noiteee.. Ce ta bao??

    O conto é engraçado! A forma fluente da escrita é agradavel na leitura. Gostei bastante da construçao dos dialogos, que sao fluentes e convincentes.

    Quanto a gramatica, da pra ver q vc domina, mas faltou uma revisao mais apurada. Notei um “paço” na metade final, e no mesmo paragrafo vc colocou “bom” no lugar de “com”.

    Obvio q nao vou diminuir sua nota por isso, deu pra perceber q foi acidente de percurso, mas achei q valia ressaltar.

    Quanto ao enredo, eh bom! E se adequa bem ao tema, uma vez q a situaçao toda eh naturalmente comica.

    Alias, me lembrou a tal gourmetizaçao q a gnt ta vivendo. Pizza gourmet, pastel, brigadeiro, churros, e todo o resto. So colocar a palavra gourmet no nome do pastel e botar pra vender a 12 reais.. Me irrita mto! Hahahah

    Enfim, belo trabalho, divertido e flui naturalmente a leitura.

    Parabens e boa sorte!

    • Luis Guilherme
      17 de agosto de 2017

      Ah, o desfecho com o gustavao ficou mto bom! Hahahah

  23. Alex Alexandre da Rosa
    17 de agosto de 2017

    Olá autor(a)
    Texto bem escrito, atual. uma sátira muito bem desenvolvida com um desfecho bem humorado. Parabéns.

  24. Priscila Pereira
    17 de agosto de 2017

    Oi Apollo.
    Este comentário não serve como avaliação, é só minha opinião sobre o seu texto!
    Gostei, divertido e bem escrito. Leitura fácil e rápida. O marketing certo é tudo mesmo heim…kkk Parabéns e boa sorte!!

  25. Pedro Luna
    17 de agosto de 2017

    Kkk.. achei divertido, mas ingênuo.

    O texto tem a pegada do cômico, mas aqui não foi bem explorado. A todo o momento se espera a parte em que alguma piada ou sacada divertida vai aparecer. Sim, não é obrigatório, mas desculpe, é assim que o seu conto está. O leitor vai acompanhando a situação, que parece um pouco absurda, mas nem tanto, e é até interessante ler sobre esse novo modo de entrar em forma. Mas o texto vai passando e nada acontece, e o texto que implora por uma piada acaba a encontrando só no final, com o lance do gustavão personal. Porém, ela é fraca demais e a atitude repentina da personagem em aceitar não desce bem pois não foi mostrado nada da personalidade dela antes que justificasse tal secura.

    Achei bem sacado usar no texto algo do cotidiano, e tão comum atualmente, como o crossfit, mas esse é o tipo de texto que nos faz esperar uma piada, uma sacada, e ela não vem.

  26. Bia Machado
    17 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 2/3 – Gostei de quase toda a narrativa. Foi engraçado imaginar essa situação, rs. Uma coisa bem caricata mesmo. Só que o final, infelizmente, foi fraco em relação ao restante do texto. Já estava imaginando algo mirabolante, sei lá, mas foi aquilo? Pôxa, não merecia…
    Personagens – 3/3 – Gostei, levaram o conto e foram bem pensados, sem exageros e sem apelação.
    Gosto – 1/1 – Sim, gostei, ao menos vou dormir tendo lido textos que me divertiram.
    Adequação ao tema – 1/1 – Certamente adequado.
    Revisão – 1/1 – Não reparei se houve algo gritante, a mim não me pareceu que houve. Só teve uma letrinha trocada aí no meio, coisa de digitação mesmo.
    Participação – 1/1 – Valeu por ter enviado! 😉

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro

    lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  27. Davenir Viganon
    17 de agosto de 2017

    Que assanhada essa Rayanne, só queria saber é do personal Gustavão (é impressão minha ou tem uma referência interna ao Chefe, que é sabidamente um corredor matinal?). O conto é bem sucinto e pareceu um bom esquete de humor. Achei engraçado e bem visual, talvez um pouco roterizado demais. Eu achei bom.

  28. Wilson Barros Júnior
    15 de agosto de 2017

    A ideia é interessante, e tudo aí tem um toque de realismo. Mais uma vez vejo um autor influenciado fortemente por Luís Fernando Veríssimo, em seu estilo de humor filosófico, hiperbólico, e a frase final sempre acionando provocações tangenciais. A graça ficou por conta da atração da moça pelos repazes malhados. Não houve entraves em uma linguagem simples, e os pontos altos do conto ficaram realmente por conta dos exageros, como em Veríssimo. P. S. Acho que alguém vai polemizar sobre a questão do “empoderamento” das mulheres, frase cunhada pelo movimento feminista.

  29. Cilas Medi
    15 de agosto de 2017

    Olá Apollo,
    paço = passo – essa foi de doer.
    …bom base = com base
    umas três voltas no quarteirão já “dá” = umas três voltas no quarteirão já “dão”
    super famosa = superfamosa.
    Claramente um conto feito às pressas, simples, cheio de referências em inglês (que não consultei para saber se estavam escritas corretamente) e que eu acho fora do desafio de idioma português. Enfim, sou um pouco xenófobo a esse respeito. Sem graça nenhuma e a habitual alusão ao fator que as mulheres podem e devem ser enganadas por um tipo másculo. Enfim, nada.

  30. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    15 de agosto de 2017

    CrossFit Street Running,

    O seu conto é leve, de tiro curto e sem grandes construções. A história não arrebata e nem, pelo menos na minha opinião, agrega algo. Não, não é um trabalho ruim. Ele é apenas simples demais.

    Acho que faltou mais entusiasmo na narrativa.

    Talento você tem, pois conduziu a coisa com muita competência.

  31. Pedro Paulo
    15 de agosto de 2017

    Noventa e cinco por cento do conto se passa no diálogo entre o André e a jovem Rayanne, uma conversa escrita de modo orgânico e fluido, resultado de uma escrita ágil e um formato em que a comédia satírica coube muito bem. Os demais contos que li estavam dentro de uma situação específica, enquanto esse não se trata tanto da situação, mas da conversa entre a protagonista e o atendente.

    Agora pontuando sobre a comédia no conto. É clara a intenção de satirizar as academias e o alto custo que aparentemente se faz obrigatório para o tão desejado bem-estar físico. Nesse conto isso é bem explorado e encaixadas piadas muito boas em cima de pontos comuns nesses exercícios “gourmet”, primeiro com os preços absurdos e os adicionais ainda mais absurdos, com os infinitos “poréns” que surgem para justificar esses preços e fazem parecer as atividades propostas muito mais elaboradas do que são, e, é claro, são sistemas importados e bem testados no exterior. No conto, todos esses critérios de venda se encontram presentes e bem aproveitados para o humor. E, para completar, o conto também termina bem, com a protagonista largando de todo o seu bom senso por questões banais – que, é claro, estão inclusas em algum pacote especial e dispendioso –, totalmente ludibriada pela proposta absurda do “GymTruck”.

  32. Elisa Ribeiro
    13 de agosto de 2017

    Olá Autor,

    Gostei! Humor que explora uma situação meio absurda e muito atual. Ri em vários momentos, a começar pelo nome da academia. O texto está muito bem equilibrado entre narrativa e diálogos, esses muitíssimo bem escritos. Leitura agradável e divertida.

    O enredo é bem simples. Não gostei muito do final. A ideia de uma Rayane carente, disposta a pagar um alto preço por um nanoradinho bobonauta não combinou muito bem com a imagem que eu havia formado dela até então. Eu a teria feito olhar para o calção de Gustavo, desapontar-se com o volume e optar pelo plano mais barato da academia.

    Impacto: Se você não for bem sucedido no desafio, ao menos inventou um novo negócio.

    Parabéns pelo trabalho!

  33. Jorge Santos
    13 de agosto de 2017

    Este é um conto que não é conto mas sim uma anedota longa, com similitudes com outras anedotas já lidas. Tem alguma piada, mas tem também diversos erros gramaticais. O final poderia ter mais impacto.

  34. Fátima Heluany AntunesNogueira
    12 de agosto de 2017

    Um texto bem escrito que me conquistou com as irônicas passagens sobre o modismo das academias de ginástica e a busca pelo físico perfeito e os trucks. Além, é claro, de como o “coração” da protagonista foi seduzido. A trama me fez rir demais, com as tomadas de consciência de Rayanne e suas recaídas sobre o absurdo da situação.

    Eu gostei do conto. Destacou-se. Parabéns. Abraços.

  35. Brian Oliveira Lancaster
    11 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Divertido pelo inusitado e seus contornos de ironia nas entrelinhas. O “absurdo” impera, apesar de ser possível algo assim acontecer mesmo. A história é simples, mas tem carisma. – 8,5
    A: De início achei que não teria bom humor. Mas aqui ele se encontra nas camadas mais internas, o que pode afetar a nota de alguns. Nem todos irão perceber a crítica embutida. Não é um texto de gargalhadas, é um texto irônico. Pra mim, isso se encaixa, apesar de sentir falta de algo mais “perturbado” ou icônico do gênero. – 8,0
    C: Um texto que tem um tom mais feminino, mas posso estar enganado. A expressão convicta do atendente é bem visível através dos diálogos, assim como da moça interessada. O mais engraçado é ele expor os absurdos de forma corriqueira. No entanto, senti falta de um impacto maior ao fim. – 8,0
    U: Tirando o “paço” ali, o restante flui muito bem. – 9,0
    [8,3]

  36. Antonio Stegues Batista
    11 de agosto de 2017

    Achei a comédia muito fraca, a história de um charlatão que engana pessoas de boa fé. Me incomodou o inglês maltratando a língua mãe, que nem foram eles que inventaram a coisa. Alguns erros de datilografia onde se lê bom, o certo é com. Um erro de gramática na palavra paço (habitação suntuosa para a realeza), o certo é passo, do verbo passar. O resto está legal, a escrita e principalmente os diálogos soaram bem naturais.

  37. Ricardo Gnecco Falco
    11 de agosto de 2017

    Olá autor(a)! Tudo bem?
    Estou aqui agora, logo após ter me deleitado com a leitura de sua obra, exercendo a função não mais de leitor, mas sim de julgador de seu texto. Por isso, para ser justo com você (e com os/as demais), darei notas para todos os trabalhos com base nos MESMOS quesitos, que estão listados abaixo. Desejo-lhe boa sorte do Desafio e lhe agradeço pela oportunidade de conhecer sua criação! Um forte abraço,
    Paz e Bem! 🙂

    —–

    1) Está BEM ESCRITO? (0/3) –> 2

    Tirando o trecho: “Eu te paço o equipamento básico…”, não notei nada que me assustasse (tanto!) no de’correr’ da leitura. 😉

    2) A história é CRIATIVA? (0/3) –> 2

    Sim, gostei da premissa. É simples, porém funcionou muito bem para o tipo de texto que o Desafio pede. Ficou com uma pegada leve e, ao mesmo tempo, inovou por abordar um tema que, tão descabido quanto possível de acontecer a qualquer momento em nossa sociedade repleta de “modinhas modernosas”.

    3) O humor é INTELIGENTE? (0/3) –> 1,5

    Nem tanto, porém possui um humor crítico que casou legal com a proposta do Desafio e com o tipo de texto apresentado. Uma mistura de ridículo com possível de acontecer em nossa sociedade. Basta algum ‘famoso’ começar a fazer… 😀

    4) Eu dei RISADA? (0/1) –> 0,5

    Não, mas entendo que o ridículo aqui foi muito bem utilizado e o/a autor/a soube pesar (de leve, como o tipo de texto apresentado pedia) corretamente a mão. Parabéns!

    ——-
    6
    ——-
    OBS: Se as notas por mim expressas aqui somarem um valor DIFERENTE (para mais ou para menos) da que será, ao final de todas as leituras, postada no respectivo campo de avaliação geral do site (onde estarão listados todos os contos concorrentes deste grupo e suas respectivas notas finais, e que terão valor oficial), o fato se deverá, provavelmente, por eu ter mexido na nota previamente colocada aqui na avaliação inicial, com base na amplitude de conhecimento obtida após término de todas as leituras, podendo portanto ocorrer uma mudança de paradigma em meu padrão avaliativo inicial.

  38. Givago Domingues Thimoti
    10 de agosto de 2017

    Adequação ao tema proposto: Adequado.
    Criatividade: Baixo para médio. Achei que o final ficou um pouco entregado, já que a personagem demonstrou interesse no personal trainer.
    Emoção: O humor estava aí, mas acabou não me conquistando. Faltou, na minha opinião, uma situação mais engraçada no texto. Algo como uma antiga rival com um corpão ou um ex-namorado…
    Enredo: O ponto positivo do conto seria o fato do estabelecimento vender saúde assim como os Food Trucks vendem seus produtos nada saudáveis (ou os podrões “nutella”).
    O enredo é bem desenvolvido, porém, como citei anteriormente, faltou algo mais engraçado. Algo mais surpreendente.
    Gramática: Não notei nenhum erro.

  39. werneck2017
    10 de agosto de 2017

    Olá, Apollo.

    O texto é divertido, bem adequado ao gênero de comédia. Percebi alguns erros , tais como:
    Eu te paço > passo
    bom base no seu biótipo > com base no seu biótipo
    Depois elaboro as diretrizes > Depois elaborou as diretrizes
    de cima abaixo > de cima a baixo
    Nada que uma revisão não resolva.
    O leitor se envolve na estória, que suscita a curiosidade: que raio de academia é essa afinal?
    O enredo é bem construído, com o climax e desfecho bem definidos.
    Minha nota é 8,7.

  40. Eduardo Selga
    8 de agosto de 2017

    A comédia está presente na ligeira crítica à adesão aos modismos vindos de fora e à macaqueação linguística, como os trucks (“depois vieram os BrechóTrucks, os PetShopTrucks e mais uma finidade de Trucks”), na enganação espetaculosa de certas “modernidades” e, fundamentalmente à menção ao fato de que o interesse da personagem pelo exercício físico na academia é, na verdade, interesse sexual, pelo que está disposta a pagar um valor bastante alto, contraditando com o comportamento que vinha até então apresentando de reclamar do preço, pois, segundo ela, tudo resumia-se a “[…]ganhar um boné e poder correr três vezes ao redor do quarteirão[…]”.

    Todo esses elementos poderiam render, mais que um caso divertido, uma narrativa que tivesse brilho literário.

  41. Olisomar Pires
    6 de agosto de 2017

    Texto faz uma crítica à moda de alguns treinamentos “off Gym” muito em prática ultimamente. Uma ironia fina e divertida.

    Os diálogos estão meio explicativos, mas passam.

    O personagem “Gustavão” foi apresentado como obeso mórbido, mas que perdeu 30 quilos e estava forma. Não fecha a conta, a não ser que o termo “mórbido” foi usado sem ser no aspecto médico.

    Um erro gramatical gritante, o resto normal.

    Uma boa idéia, quase uma crônica. Valeu.

  42. Gustavo Araujo
    6 de agosto de 2017

    Achei o conto muito inteligente, bem sacado, com a singular propriedade de fazer pensar. Não é daqueles que arrancam risos incontidos por conta de uma piada inesperada, ou de uma tirada isoladamente; destaca-se ao contrário, por fazer troça dos modismos, da busca pela perfeição a qualquer custo e especialmente por mostrar como certas coisas triviais e gratuitas – no caso, a corrida – são embaladas para se tornarem “imprescindíveis”, passíveis de cobranças absurdas. É aí que entra a parte filosófica do negócio: o que mais há, o que mais aceitamos como indispensável, pagando uma nota, só por causa do produto em que isso se tornou? Enfim, é um conto bacana, bom de ler, dado o (nem tanto) absurdo da situação. Bem escrito – só notei um “paço” quando o correto seria “passo -, digno, certamente, de passar à segunda etapa. Parabéns!

    • Gustavo Araujo
      6 de agosto de 2017

      Aliás, “Gustavão”, um cara que corre e faz exercício… Vou tomar isso como uma homenagem haha

  43. Bruna Francielle
    6 de agosto de 2017

    Tema: adequado

    Pontos fortes: esse foi, até agora, o único conto que me fez ri do título e da imagem. Já esperava, assim, alguma coisa cômica. Logo a história captou meu interesse, gerando mistério e curiosidade para saber o que se tratava o tal de Cross Fit Street Runing. O plano deles realmente era estranho e misterioso, pagar pra ficar correndo na rua?

    Pontos fracos: No fim, não sei se entendi bem. As pessoas pagavam só pelo personal trainer? Acho que ficou um pouco sem sal o fim, acho que o segredo do sucesso dessa academia poderia ter sido mais inteligente e interessante. Enfim, o início e meio do conto estavam muito bons, assim geraram uma expectativa que não foi suprida no final.

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Informação

Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 1, Comédia Finalistas e marcado .