EntreContos

Literatura que desafia.

Quase 50 tons de vermelho (Leonardo Jardim)

Rodrigo pegou o copo americano com cerveja de milho e bebeu um gole demorado. Fez uma careta, pois àquela altura o líquido estava tão quente que daria até para preparar miojo. Limpou um pouco que escorreu pelo queixo e pingou na camiseta polo amarela desbotada ou branca amarelada — nunca soube direito. Ajeitou os óculos grossos, coçou uma verruga que tinha no queixo e olhou para mim com aquela expressão de quem ainda estava processando tudo o que eu havia dito e não tinha a mínima noção de como responder. Por fim, contorceu o rosto numa expressão de dúvida e perguntou:

— Você o quê!?

— CARALHO! — xinguei alto. Alguns frequentadores do bar olharam para mim, me deixando vermelho como calcinha de adolescente descuidada. Sim, sou muito tímido. Tem gente que tem medo de escuro, de aranha, de cobra ou de palhaço. Já eu, tenho pavor patológico de chamar atenção de estranhos ou de passar vergonha. O problema é que, quanto mais a gente tenta evitar, mais atrai essas coisas. Encolhi-me na cadeira quase conseguindo o objetivo de me fundir com ela. Ouvi um “Camarão” vindo de alguma mesa distante e fiquei na dúvida se estavam me sacaneando ou pedindo comida. Depois de longos minutos, quando os olhares me esqueceram, falei bem baixinho: — Eu abri meu coração contigo, cara! Você não ouviu nada que eu disse?

— Ouvi, porra. Entendi que tu tá querendo pegar a Carlinha… — ele falou mais alto que eu gostaria.

— Shhhh… — interrompi, olhando ao redor. — O cara lá do balcão não precisa saber.

— A parte da Carlinha eu entendi — ele continuou, num tom só um pouco mais baixo —, mas qual o problema?

Respirei fundo. Enchi meu copo com o restinho da cerveja da garrafa e bebi com calma. Rodrigo é meu irmão gêmeo. Nascemos da mesma barriga, mas de óvulos diferentes. Somos como Schwarzenegger e Danny DeVito: isso se o eterno Exterminador fosse um loiro magrelo e o ex-Pinguim um bicho-pau de óculos. Ele é tão desligado que se esquece de coisas básicas como, por exemplo, o problema que atormenta profunda e diariamente a vida do seu irmão gêmeo.

— Sou tímido, lembra? — frisei, chateado. — E ela trabalha comigo. Não sei como chegar…

— Renan — ele disse, segurando no meu braço, me olhando daquele jeito de Paulo Coelho hippie que me incomodava tanto —, tu é boa pinta pra cacete. Fala pra ela que se amarra nela. Se ela gostar, vocês ficam. Se não, parte pra outra, brother.

— Cara, não é simples assim… — Fixei meu olhar no fundo do copo, como se procurasse alguma solução ali na espuma da cerveja, tal qual aquele povo que lê a sorte na borra de café. Foi tão inútil quanto. — Eu não consigo.

— Se eu fosse boa pinta que nem você ia pegar todas as mulheres que quisesse. — Ele sempre falava isso. Eu não me achava bonito, mas reconheço que o cabelo loiro e os olhos verdes me seriam úteis se eu não fosse um completo inútil na arte da conquista.

— Preciso da sua ajuda — reconheci, envergonhado.

— Você quer que eu fale pra ela que tu tá a fim de dar uns pegas nela?

— Claro que não! Ela é menina pra namorar, cara. Não quero só dar uns pegas.

— Então, no que posso ajudar?

— Ainda tem o telefone da irmã dela?

— Tenho, claro. Gostosa pra caralho! — Meu irmão só pensa em sacanagem. A vantagem dele é que, como posso dizer?, ele não liga para os padrões de beleza estabelecidos pela tal sociedade opressora. Maria, a irmã da Carlinha, é uma menina muito simpática e bonita, mas tem um sério problema hormonal que a faz pesar quase duzentos quilos.

— Então — continuei —, manda um zap pra ela. Dá uma sondada.

— Entendi — ele disse, pegando o celular.

— Não agora. Tá tarde. Faz no sapatinho, sem muito alarde.

— Pode deixar. Mando amanhã cedo. — Ele estendeu a mão chamando o garçom e manteve estendida por bastante tempo. Depois, começou a sacudir o braço violentamente de um lado ao outro, como um cantor de axé que cheirou um helicóptero de pó de uma só vez. Eu estava ficando apreensivo. Olha logo, amigo, por favor. Mas ele não olhou.  Rodrigo, então, colocou dois dedos na boca e soltou um assobio muito agudo, que deve ter incomodado até o mais concentrado monge tibetano, e alto o suficiente para ser ouvido lá no Tibet. Por fim, quando todos os seres do universo prestavam atenção nele, berrou, sacudindo a garrafa vazia: — MAIS UMA! — Ainda acrescentou no mesmo tom de tenor desafinado: — BEM GELADA! — E eu, vermelho como os números da minha conta bancária no final do mês, treinei mais um pouco a técnica de me fundir à cadeira.

***

No dia seguinte, encontrei Carlinha no café do trabalho logo cedo. Ela falou um “Oieee” tão lindo e animado que fiquei pensando se Rodrigo já tinha feito a parte dele.

— Como vão as coisas? — ela me perguntou, jogando o cabelo de lado com aquele sorriso que me colocava no chão. Não era nenhum mulherão, daqueles de parar o trânsito, mas era tão meiga e bonitinha do seu jeito simples que eu não conseguia deixar de pensar nela.

— Va-va-vão bem… — amaldiçoei-me por gaguejar tanto. Tomei um gole do café e percebi que tremia. — E v-você?

— Tô ótima! — ela mantinha aquele ar de alegria que a gente só costuma ver em comercial de margarina antigo. — Minha irmã me ligou hoje cedo e me deu uma excelente notícia. — Ai, cacete! O que será que meu irmão falou? Parecia que o ar condicionado havia resolvido gelar o lugar a temperaturas siberianas, pois naquele momento eu estava me tremendo mais que um epiléptico com overdose de êxtase.

— Ah, é?… Q-qual notícia?

— Você não sabe? — ela se aproximou de mim, ficando a menos de um palmo de distância. Socorro, o que eu faço? Ela encostou a boca no meu ouvido e começou a sussurrar algo: — A Maria e o… Ai!

Ela não conseguiu terminar. Eu estava tão nervoso e tremendo tanto que acabei derrubando café quente na blusa dela. Fiquei vermelho igual nota de aluno do fundão e me desculpando sem saber o que fazer. Ela disse que tudo bem, tudo bem, e correu em direção ao banheiro. Com cara de idiota, voltei para minha mesa.

***

Depois do trabalho, cheguei em casa e não encontrei o Rodrigo. Dividia um apartamento alugado com ele, pois nossos pais viviam no interior e não morariam na cidade grande nem se fossem obrigados. Não era fácil conviver com um cara com a personalidade oposta à minha, mas era meu irmão e a gente até se dava bem.

Peguei o celular, mandei uma mensagem perguntando se ele havia conversado com a Maria e fui tomar banho, pois ele demorou a ler. Quando saí, vi que meu celular piscava: Rodrigo tinha respondido! Estava muito ansioso para saber a resposta. Peguei o aparelho, desbloqueei e li: “Tamo chegando aí 🦐”.

No mesmo instante que terminei de ler, a porta abriu e de trás dela surgiram Rodrigo e Maria. Eu estava no meio da sala. Pelado. Ela deu um gritinho enquanto eu, vermelho como alguma coisa que não consegui lembrar naquela hora, tentava esconder minhas partes íntimas. De trás da menina gordinha, Carlinha apareceu espiando, tapando a boca com a mão, numa expressão que podia ser espanto e divertimento ao mesmo tempo.

Num impulso de total desespero, corri em direção ao banheiro. Mas acho que já ficou bem claro até aqui que não sou uma das pessoas mais sortudas do mundo, né? O chão estava molhado e eu descalço. Acabei escorregando e caindo de bunda. Cada um dos espectadores soltou uma interjeição diferente (“Ai”, “Ouch”, “Ui”). Tentei levantar, mas me estabaquei novamente. Dessa vez bati a nuca e vi estrelas.

Desesperado, meio tonto e ainda mais vermelho, engatinhei igual um babuíno bêbado. Mas não um babuíno qualquer: eu era como um daqueles machos alfas de traseiro bem sanguíneo e absurdamente saliente. Quando cheguei no sanitário, rezei para os caras do MIB aparecerem de repente por ali e, como quem não quer nada, os fazer esquecer do que tinham visto. Mas não apareceram, então tranquei a porta. Meu desejo era ficar trancado ali para sempre…

***

Algum tempo depois, não sei dizer se foram minutos ou horas, Rodrigo bateu na porta.

— Comprei Vodka e Red Bull — disse ele. — Sai daí, cacete! Elas já foram embora. Bora encher a cara…

Eu saí e ele me esperava com um copo na mão. Bebemos muito naquela noite. Nada como álcool para nos fazer esquecer das nossas maiores desgraças, né? Quando a garrafa acabou, fomos no mercado comprar outra. Como havia fechado e não tínhamos vontade nenhuma de parar de beber, acabamos num bar.

Estávamos conversando sobre coisas totalmente aleatórias e sem sentido, quando Maria chegou dizendo um “Oi, meninos” todo meloso. Ela se sentou ao lado de Rodrigo e lhe tascou um beijo daqueles de desentupir pia. Ficaram se beijando por longos minutos e eu, sem graça, segurando vela. O negócio estava tão desavergonhado, que já chamava atenção do pessoal em volta.

— Vocês estão namorando? — perguntei num momento que eles lembraram que precisavam respirar.

— Dando uns pegas — ela respondeu, acariciando o rosto dele. — Né, meu lindo?

— É sim, minha gostosa — e voltaram a se beijar, ou dar uns pegas, ou sei lá o nome que eles davam para aquilo.

Levantei e caminhei até o banheiro, cambaleando como se uma multidão de fantasmas estivesse me empurrando só de sacanagem com minha cara. Lembro-me de ter visto duas cabines e mijei numa delas. Estava lavando as mãos quando a pessoa da casinha ao lado deu descarga e saiu ajeitando a saia. Sim, saia. Era uma menina. Era a Carlinha…

— Renan, o que você tá fazendo no banheiro das meninas?

— Desculpa… er… foi sem querer… er… tem certeza que esse aqui é das meninas?

— Claro que tenho.

— Foi sem querer — repeti. Provavelmente era efeito do álcool ou eu já tinha desencanado dela depois da cena deplorável de mais cedo. O que importa é que não estava gaguejando como um imbecil.

— Ainda bem que não me viu pelada, né?  — ela disse, sorrindo. Quando vi aquele sorriso, meu coração bateu forte de novo. Adivinha qual a cor que fiquei?

— Pelo menos estaríamos quites… — consegui dizer, sem graça. Ela também corou. Só então lembrei que ainda estávamos no banheiro das meninas. — Bora beber com a gente? — convidei.

— Claro! — ela segurou na minha mão e saímos de mãos dadas. Meu coração batia forte, mas àquela altura parecia que não era mais eu que controlava meu corpo.

Do lado de fora, estranhei que a plaquinha pendurada na entrada do banheiro era de um homem de cartola. E a porta ao lado não possuía qualquer sinalização. Levantei a placa e, por trás, tinha outra com uma mulher de vestido. Olhei em direção à mesa onde bebíamos e nem Rodrigo nem Maria estavam lá. Carlinha sorria e também desconfiava do que havia acontecido. Ela aproximou a boca no meu ouvido e disse:

— Preciso te contar uma coisa.

— O quê?

— Sabe… eu adoro vermelho… — ela brincou e sorriu lindamente.

Observei com carinho aquele sorriso por um pequeno instante de tempo que pareceu uma eternidade. Sempre lia isso por aí, mas foi a primeira vez que essa metáfora fez sentido para mim. Acariciei o rosto dela e a beijei.

Quer dizer, não foi exatamente um beijo. Assim que começamos, uma algazarra de gritos, palmas e assobios eclodiu pelo o bar. Todos estavam olhando para a gente. Do meio da multidão, surgiu meu irmão gêmeo e a namorada dele.

— Até que enfim, hein — gritou ele e assobiou bem alto. “Camarão”, “Camarão”, “Camarão” todos começaram a cantar. Podia ser só impressão, mas dessa vez acho que não falavam de comida. Eu queria mesmo era ter uma foto para constatar, pois acredito que realmente estava na mesma coloração do famigerado crustáceo.

Puxei Carlinha de volta para o banheiro feminino com placa de masculino. Trancamos a porta e nos beijamos como se não existisse um mundo lá fora. A vontade era ficar ali para sempre…

Anúncios

46 comentários em “Quase 50 tons de vermelho (Leonardo Jardim)

  1. Ana Maria Monteiro
    5 de setembro de 2017

    Olá Leo. Começo por pedir desculpa, pois afirmei no grupo que lhe dei 9,5 e na realidade foi 9. Não quis mentir, o que se passou foi que, na primeira leitura, quando li todos, dei 9,5, mas você era do grupo 1 e foi dos primeiros que li. Quando o li 2ª vez, após finda a fase de eliminação, achei que outros tinham alcançado mais longe. E como estava decidida a dar apenas um 10, houve alguns 9,5 que passaram a 9 – e foi o seu caso. Porquê? Sobretudo porque logo de início abre com um “CARALHO!” assim, todo em maiúsculas. Achei um mau apelo ao rasteiro, se ao menos estivesse como o segundo, em letra normal, mas essa parte acabou por descontar.
    Agora passando ao comentário ao conto. Penso que além da sua qualidade, ele apelou a algo profundo em muitos de nós – a maldita timidez. Reparei até, lendo os comentários (vantagem de comentar com tudo aberto), que quase poderia apontar a dedo as pessoas tímidas e as que o não são. O seu conto foi dos poucos que teve duas visões completamente diferentes dos comentaristas: os tímidos (como eu) identificaram-se e nem se detiveram em alguma falha que pudesse apresentar; os não-tímidos apontaram todos os mesmos defeitos. Muito engraçada esta experiência de comentar e analisar após o final, sempre lhe digo. E muito mais interessante para o comentador que se apercebe (com um distanciamento que não consegue ter em relação ao seu próprio conto) da perspectiva, personalidade e emoções dos outros comentadores/autores.
    Então, aí está, o seu conto pegou mesmo mais pela identificação com o personagem. Em alguns casos, ele foi quase desprezado por isso.
    Os outros pegaram muito pela graça feita de comparação, não vejo qual o problema. Um conto pode e deve ter uma sequência narrativa lógica, penso que ficaria muito pior se você tivesse optado por diversos tipos de piada; escolhe esse tom e manteve-o até ao final? Isso, para mim, chama-se de coerência.
    Também criticaram algumas das suas piadas. Não gostei de todas de igual modo, mas não li nenhuma que me incomodasse enquanto leitora. Houve uma observação que ninguém apontou e achei deliciosa, esta: “aquele ar de alegria que a gente só costuma ver em comercial de margarina antigo”, está óptima, adorei a comparação. E esta, que outros referiram, também ficou melhor que muito boa: “vermelho como alguma coisa que não consegui lembrar naquela hora”; outra: “um beijo daqueles de desentupir pia”, excelente imagem, a gente não precisa mais nada, vê logo a cena toda, e quê? Ficamos a segurar vela também, que outra coisa fazer?
    Regressando à coerência: não apenas a sua opção narrativa o foi, como toda a história (fica claro que você conhece muito bem essa coisa horrível de timidez). Não há furos, não há falhas, nada fora do lugar. Apenas o final está um pouco precipitado, fica a sugestão de encontrar uma forma alternativa de os enviar de novo para o banheiro.
    Mas sempre convém apontar algo que o autor possa melhorar não é? Então fica uma observação, repare nesta frase: “eu estava me tremendo mais que um epiléptico com overdose de êxtase.”, tem um “me” a mais e não é uma imagem que funcione, não resulta misturar “epiléptico” “overdose” e “êxtase”, há uma desconexão aí. Foi a única que encontrei.
    Por fim: consegui divertir-me ainda de novo ao lê-lo já pela terceira vez. É obra! Parabéns!

  2. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Oi, Christiano!
    Gostei do seu conto, é leve e tem um estilo meio adolescente, uma leitura divertida e sem pretensões, uma comédia romântica, eu diria.
    Embora não tenho me arrancado gargalhadas, me fez bem, e por isso minha nota é 9,0.
    Parabéns!

  3. Marco Aurélio Saraiva
    1 de setembro de 2017

    Conto divertido! Situações inusitadas, personagens interessantes, e um protagonista legal. Somado à leitura fácil que você apresenta, este acaba sendo um excelente conto!

    Renan foi bem explorado, e eu gostei de ver pequenos detalhes nas suas frases que descrevem bem a mente de uma pessoa acanhada por natureza. Falo por experiência própria, rsrs.

    A história é legal, mas achei tudo “fácil demais”. Carlinha sempre pareceu estar a fim de Renan, então a única luta que ele travava era contra a própria vergonha. É um conflito válido, mas aqui isso me pareceu um pouco forçação de barra para incluir cenas clichê como o derrubar do café na roupa da menina ou o flagra da nudez justamente do homem mais envergonhado da história.

    Muitas das piadas no conto são feitas através de comparações. Acho válido também, mas neste desafio, após ler dezenas de contos de humor, percebi que piadas por comparação costumam não funcionar muito bem. Especialmente quando são feitas fora de contexto, como “fiquei tão vermelho quanto calcinha de adolescente descuidada”.

    De qualquer forma, curti a leitura e me diverti. Você escreve muito bem! Só vi um errinho:

    “A vantagem dele é que, como posso dizer?, ele não liga para os padrões…”

    Acho que o mais correto seria:

    “A vantagem dele é que… como posso dizer? Ele não liga para os padrões…”

    Abraço!

  4. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: conto bem organizado, com cada passagem mostrando sua importância para a construção do todo. Até a pegada “sabrinesca” funciona bem nesse sentido, como um romance que se justifica.

    Aspectos subjetivos: acho que a criatividade aqui está mais focada nas (boas) comparações que se distribuem por todo o conto. Algumas acabam até ficando um pouco repetitivas, como a vergonha vermelha do protagonista, mas penso que mesmo isso seja proposital – são 50 tons de vermelho, afinal.

    Compreensão geral: embora não seja meu estilo preferido de leitura, reconheço o conto como um trabalho de bastante qualidade, bem organizado, revisado, conciso, proporcionando uma leitura agradável sob uma perspectiva quase inocente do protagonista.

    Parabéns e boa sorte.

  5. Thiago de Melo
    1 de setembro de 2017

    Amigo Red,

    Gostei bastante do seu texto. Achei a narrativa bem leve e divertida. Não chega a ser engraçado como uma piada, mas é muito divertido. Fiquei com muita dó do pobre menino vermelho como camarão hehehhehe. Acho que me identifiquei com ele.
    O texto está bem escrito, vc consegue alternar entre fala e narrativa e isso é muito importante. Talvez a minha única sugestão seja cortar um pouco as referências ao cara ficar vermelho. O leitor já entende de primeira, e vc usou tantas vezes que até faltou metáfora para vermelho. Mas fora isso, gostei. Um bom texto. Parabéns!

  6. Vitor De Lerbo
    30 de agosto de 2017

    O texto é hilário do início ao fim, com analogias sensacionais. Esse é um detalhe muito importante em contos de comédia: trazer graça mesmo a momentos corriqueiros, simplesmente por fazer o leitor assimilá-los a elementos cômicos.

    A história em si é bem simples, mas as cenas de humor puro são boas e algumas frases são ótimas.

    Boa sorte!

  7. Evandro Furtado
    29 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    O ponto forte do conto é a história pra lá de bacana. O protagonista é bem cativante e, apesar de um idiota completo, faz a gente torcer por ele. Há situações hilárias, de fato, e, no final, a vontade é que o conto fosse um pouco maior pra que a gente pudesse ler mais.

  8. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Delícia seu conto. Bem comédia “pastelão”, com todas as desgraças possíveis de acontecer com o Camarão, coitado. Me lembrei de todas as situações cômicas e constrangedoras q já passei e imaginei como seria se acontecessem todas em sequência… rsrs. E haja vocabulário pra descrever tantos tons de vermelho, isso foi muito legal! A linguagem leve, os personagens bem moldados, as cenas bem narradas, não vi falhas de revisão. Parabéns!

  9. Lucas Maziero
    25 de agosto de 2017

    É um conto bem descontraído, só não me cativou.

    Opinião geral: Gostei bem pouquinho.

    Gramática: Nada a reclamar, e sem erros que eu tenha percebido.

    Narrativa: Leitura ágil, sem contratempos.

    Criatividade: Conto modesto, e, nesse sentido, a história ficou bem construída. Dois irmãos, gêmeos, um oposto ao outro, ficam com duas irmãs. Até aí, nada de novo. O final ficou assim assim fraco.

    Comédia: Não senti muita graça. Tem muitas metáforas, e isso positivou o conto. Incomodou pelas piadinhas (exageradamente) com a cor vermelha. Enfim.

    Parabéns!

  10. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Olá, Christiano,

    Tudo bem?

    Gostei da maneira como você trouxe a sensoriedade da cor ao seu conto. Tudo para seu personagem reage de acordo com uma tonalidade, do início ao final do trabalho, sem perder a linha durante todo o percurso.

    Você trouxe uma comédia romântica, leve e divertida. Um conto jovem sobe relacionamento, amor, e a dificuldade de se transpor a timidez quando se é novo e preocupado com a opinião de tudo e todos em seu entorno.

    Outro ponto muito interessante foi como você situou a narrativa em um espaço único, dentro de um bar, onde tudo acontece aos olhos do leitor, bem como dos personagens coadjuvantes que, mesmo sem possuir uma história própria são colocados ali pelo autor, de modo a encher a cena, fazendo com que enxerguemos de fato esse ambiente lotado de gente, com seus ruídos, conversas, copos batendo. Você possui uma bela capacidade de situar o leitor “dentro” de sua cena.

    Parabéns.

    Sucesso no certame.

    Beijos

    Paula Giannini

  11. iolandinhapinheiro
    25 de agosto de 2017

    Avaliação

    Técnica: Comédia romântica sabrinesca, focada na capacidade do personagem Renan em corar em vários tons de vermelho. Linguagem simples, enredo idem, texto com muita informação desnecessária. Os personagens centrais nem precisavam ser irmãos, quanto mais gêmeos, e mais ainda, bivitelinos. A trama não sofreria nenhum impacto se os caras simplesmente dividissem um apartamento. Acho que foi um recurso para atingir o limite mínimo de palavras que o concurso exigia.

    Fluidez: sem problemas, texto muito fácil de ler.

    Graça: não achei o conto engraçado.

    Boa sorte.

  12. Amanda Gomez
    24 de agosto de 2017

    Oi, Cristiano!

    Ok, ok…você conseguiu me arrancar algumas risadas. O conto está divertido com uma cena bem engraçada. Destaco as frases de efeito e referências que deixaram o conto bem mais incrementado no humor, elas foram ótima. A parte do nu escorrendo e caindo e parecendo um babuíno foi hilária. Eu gosto de humor assim, que brincar com coisas passíveis de acontecer e ao mesmo tempo absurdas. Fica aquele ”humor vergonha alheia” comigo quase sempre funciona.

    Os personagens são caricatos, mas funcionam bem, as veze não recorrer a eles é quase impossível. A escrita está muito boa, lê-se rápido pela boa fluidez.

    Enfim, um conto muito bom, o autor(a) está de parabéns.

    Boa sorte no desafio!

  13. Fabio Baptista
    22 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    É um conto bem leve, com uma profusão de tiradas. A maioria delas não funcionou comigo, mas também não gerou o efeito oposto, de desagradar.

    – vermelho como calcinha de adolescente descuidada
    >>> ??? rsrs

    – Somos como Schwarzenegger e Danny DeVito: isso se o eterno Exterminador fosse um loiro magrelo e o ex-Pinguim um bicho-pau de óculos
    >>> a comparação dos atores até funcionou, mas depois, com as descrições, perdeu o peso

    – tal qual aquele povo que lê a sorte na borra de café. Foi tão inútil quanto.
    – deve ter incomodado até o mais concentrado monge tibetano, e alto o suficiente para ser ouvido lá no Tibet
    >>> outras que não funcionaram comigo

    – como um cantor de axé que cheirou um helicóptero de pó de uma só vez
    – tremendo mais que um epiléptico com overdose de êxtase
    – num momento que eles lembraram que precisavam respirar
    >>> tá, essas foram criativas rsrs

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    O conto consegue manter a atenção o tempo todo, embora em nenhum momento tenha me feito dar aquela inclinada para frente na cadeira.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    História simples, estilo novela adolescente, mas bem contada e amarrada.

    – ela segurou na minha mão e saímos de mãos dadas
    >>> tá, não chega a ser um furo, mas eu não faria os dois sairem de mãos dadas do banheiro. Ele provavelmente ainda estava com as mãos molhadas e ela nem lavou… kkkkkkkkk

    Só o final (a frase final) que foi meio… nhé…

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    O clima de paquera e barzinhos foi muito bem construído.
    Os personagens, incluindo aí o protagonista narrador, também são bem simpáticos e carismáticos.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************

    Está bem escrito, bem fácil de ler, mas sem abrir mão de boas construções de frases.

    – aquela expressão de quem
    – contorceu o rosto numa expressão
    >>> evitaria essa repetição próxima

    – mais alto que eu gostaria
    >>> do que

    – fomos no mercado
    >>> tudo bem que a linguagem era informal, mas aqui deveria ser “ao”

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Adequação total.

    NOTA: 8,5

  14. Roselaine Hahn
    22 de agosto de 2017

    Olá seu Red, um conto engraçado, levinho de ler, gostoso, vc. construiu uma boa sátira ao famigerado 50 tons…O seu personagem é a antítese do pegador do 50 tons original. Bons diálogos, os quais sugiro separar da narrativa, ficou tudo junto, o que por vezes, confunde o leitor. A persona dos irmãos também ficou bem desenhada, a gente consegue enxergar na leitura as personalidades opostas. Enfim, texto que fez por merecer ao ser classificado. Sorte aí no desafio, abçs.

  15. Rsollberg
    22 de agosto de 2017

    Hahaha

    É sempre muito legal quando você lê um conto e automaticamente se identifica com o estilo. Adorei a agilidade do texto. As analogias lançadas sem medo, bem como, as referências.

    Os diálogos contribuíram muito. Fazem a história avançar sem precisar contar. Dão o ritmo e apresentam caraterísticas próprias dos personagens.

    As observações do protagonista, e obviamente do autor, foram o ponto alto do conto. Essa, por exemplo, salva as comparações fracas feitas anteriormente, talvez de caso pensado, “vermelho como alguma coisa que não consegui lembrar naquela hora,”

    O título foi apropriado e se justifica muito bem.
    Parabéns

  16. Ana Maria Monteiro
    22 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Um conto sem falhas nem desvios, erros; nada, limpo e escorreito, lê-se duma penada. Acompanhar a tormenta do rapazinho tímido que vai vivendo os tantos tons de vermelho. Está perfeitamente adequado ao tema. Diverti-me bastante a lê-lo.

  17. angst447
    21 de agosto de 2017

    Olá, autor(a),tudo bem?
    Li o seu conto durante a primeira etapa do desafio. Pensei que fosse de um outro autor, mas agora acredito que meu chute tenha sido falho.
    Cumpriu com a tarefa de arrancar risinhos. Achei o enredo divertido, sem complicações, um tema corriqueiro que funcionou bem.
    O titulo e o pseudônimo já fazem chacota com o tal livro que virou sucesso estrondoso entre as mulheres. Além disso, há várias referências a personagens de cinema, animais (o tal do macaco de bumbum saliente) e associações com a cor vermelho.
    Não encontrei falhas de revisão que me fizessem parar a leitura.
    Os diálogos são bem pontuados e agilizam a leitura,trazendo leveza à trama.
    E ainda nos brindou com um final feliz ! Ponto para você.
    Boa sorte!

  18. Anderson Henrique
    21 de agosto de 2017

    O texto tem várias metáforas e analogias bacanas. Só é preciso cuidado para que não fique em excesso. Há frases ótimas como: “começou a sacudir o braço violentamente de um lado ao outro, como um cantor de axé que cheirou um helicóptero de pó de uma só vez.”. O diálogo tá afiadíssimo também. Tem um trecho rimando, acho que você pode evitar (” Não agora. Tá tarde. Faz no sapatinho, sem muito alarde.”). Em resumo: o texto é muito simpático e divertido. Tá arrumadinho e totalmente adequado ao tema. É um forte candidato.

  19. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Meu Caro Christiano Red, pois é. Leio, releio sua história a buscar o que há nela que ainda não consegui encontrar. Bem, o tempo passa, mais uma leitura e a história continua em falta para mim. Está bem escrita, está interessante, só que definitivamente ela não me encanta. Um conto que me ficou devendo, sabe? Nesse sentido, para exemplificar, achei que as comparações com o vermelho não surtiram o efeito que você desejava. Bem, acho que deva deixar de levar em consideração essa minha avaliação. Acho que estou sendo por demais chato. Trata-se do meu humor esquisito. Outros deverão ter encontrado aquilo que para mim permaneceu oculto. Meu grande abraço.

  20. Rubem Cabral
    21 de agosto de 2017

    Olá, Christiano.

    Gostei do conto. É bem simpático e tem algumas piadas que funcionam. A escrita é simples, mas consegue passar bem a história e os diálogos estão bons também.

    Algumas piadas, “vermelho como calcinha de adolescente descuidada”, por exemplo, são meio fracas, mas outras compensaram. Achei também um tanto pastelão demais a cena do rapaz nu em casa e caindo no chão.

    No mais, um bom conto!

    Abraços e boa sorte no desafio.

  21. Regina Ruth Rincon Caires
    20 de agosto de 2017

    Texto de teor jovem, leitura deliciosa. Interessante o foco da timidez, muita sensibilidade na descrição. Tempo dos primeiros amores, das tentativas de disfarce, do “dar um jeitinho” contando com o melhor amigo, tudo fascinante. Texto bem escrito, ingênuo, atual em qualquer tempo. Acompanhei o personagem, vivi todas as cenas em que ele aplicou a “técnica de me fundir à cadeira”. Parabéns, Christiano Red (que deve ser bem novinho)!!!

  22. Alex Alexandre da Rosa
    17 de agosto de 2017

    Olá autor(a)
    Texto bem escrito, você conseguiu passar o “problema” da timidez dele muito bem. desenvolveu a história bem, faltou mais comédia.

  23. Priscila Pereira
    17 de agosto de 2017

    Oi Christiano.
    Este comentário não serve como avaliação, é só minha opinião sobre o seu texto!
    Que fofura de texto. Confesso que foi um dos únicos que me fizeram rir de verdade, parabéns por isso, é uma façanha e tanto!!Está bem escrito e fluido. Você conseguir escrever de um jeito muito visual… as cenas ficaram hilárias na minha cabeça. Ótimo texto!! Boa sorte!!

  24. Davenir Viganon
    17 de agosto de 2017

    Renan, sei bem como é. Sou tímido pra caralho e me identifiquei imediatamente com ele (menos na parte de ser loiro e de olhos verdes). Também fico vermelho por qualquer coisa, inclusive quando uma linda mulher me da oi. Enfim, adorei os irmãos que foram bem construídos e as situações ficaram ótimas. Por vezes ficamos sem a impressão da clarinha, mas o conto é ágil como pede a comédia. O final foi fofo, e com um alivio de tudo dar certo que a situação pedia. Obrigado por trazer este conto até nós.

  25. Luis Guilherme
    15 de agosto de 2017

    Falaaa red, tudo bom?

    Gostei do conto! Sua linguagem é fluida e divertida naturalmente. As situações são agradáveis, a leitura é fácil, e o humor tá diluído suavemente pelo conto.

    A linguagem é o ponto alto do conto. Meio malandra, meio desencanada, vai dando o tom da historia toda. É como se o narrador fosse regendo e dando o tom, não sei.

    O enredo é bom, e os personagens cativam. Fiquei torcendo pelo camarão, e quase que soltei um grito junto com os demais no fim. Quando era adolescente, também era muito tímido, então me coloquei no lugar dele hahaha.

    A gramática me pareceu impecável, não peguei nenhum problema.

    Enfim, belíssimo conto, divertido na medida certa, narrador cativante, enredo bem tramado e fechado, conto empático. Parabéns e boa sorte!

    • Luis Guilherme
      15 de agosto de 2017

      Ah, o título e a imagem também casaram perfeitamente com o conto.

  26. Wilson Barros Júnior
    15 de agosto de 2017

    Haha, isso é o que eu chamo de uma mini comédia romântica, com um leve toque de erotismo. O título e o pseudônimo encaixaram bem com a história.que tem pontos altos, como a troca das placas do banheiro, a camaradagem… E o erotismo latente, adolescente, dentro do banheiro, uma cena que ficou muito boa, muito nítida. Um conto despretensioso, mas bastante interessante. As frases são límpidas, de um humor leve e bem elaborado, como “o líquido estava tão quente que daria até para preparar miojo”. ou “como se procurasse alguma solução ali na espuma da cerveja, tal qual aquele povo que lê a sorte na borra de café”, e existem em profusão no texto. Esse Christian Grey às avessas realmente cativa.

  27. Cilas Medi
    15 de agosto de 2017

    Olá Christiano,
    êxtase. = ecstasy.
    Tentando fazer graça com citações, cansou a narrativa. Tem seu lado humorístico, sempre baseado em situações embaraçosas. Atendeu parcialmente porque não vi motivo para rir e sim ficar constrangido. O nomear o conto ficou interessante e só.

  28. Catarina Cunha
    15 de agosto de 2017

    Título e ilustração muito feliz. O texto flui muito bem e tem umas tiradas ótimas. Exageradas de vez em quando. Nada que denigra a força dos personagens.
    Até porque comédia tem que ser exagerada mesmo.

    Auge: “Encolhi-me na cadeira quase conseguindo o objetivo de me fundir com ela.” – Sim, estou vendo a cena e morrendo de pena do cara.

    Sugestão:

    Eu tiraria essa expressão: “ vermelho como calcinha de adolescente descuidada.” – Não faz o menor sentido. E tentaria substituir algumas palavras “vermelho” por coisas vermelhas, como tomate, pimentão, Ferrari, caquí etc… para não ficar muito repetitivo.

  29. Ricardo Gnecco Falco
    15 de agosto de 2017

    Olá autor(a)! Tudo bem?
    Estou aqui agora, logo após ter me deleitado com a leitura de sua obra, exercendo a função não mais de leitor, mas sim de julgador de seu texto. Por isso, para ser justo com você (e com os/as demais), darei notas para todos os trabalhos com base nos MESMOS quesitos, que estão listados abaixo. Desejo-lhe boa sorte do Desafio e lhe agradeço pela oportunidade de conhecer sua criação! Um forte abraço,
    Paz e Bem! 🙂

    —–

    1) Está BEM ESCRITO? (0/3) –> 2

    Está sim. Algumas figuras para ilustrar sentimentos do protagonista ficaram um pouco exageradas, provavelmente em busca de obter alguns risos mas, força-los, certamente não é o melhor caminho. Mas eu gostei do estilo do autor e a leitura foi realizada sem entraves. Ficou também leve, mas com relação à escrita, casou bem com a história.

    2) A história é CRIATIVA? (0/3) –> 1

    Não, mas é gostosa de ler. Uma “água com açúcar”, do tipo filminho da Sessão da Tarde, mas que por ter sido bem desenvolvido, mesmo não trazendo nenhuma novidade ou uma trama repleta de inovações, acaba deixando um sabor doce e suave ao final da leitura. Falando em final, soou quase como um “e viveram felizes para sempre”… Sem sustos, mas razoavelzinho. De repente, uma explicaçãozinha para a moça gostar de vermelho, ou um flagra dado pelo protagonista em sua amada na cabine do banheiro… Qualquer coisa que desse uma sacudida no leitor ao final da trama seria muito, muito bem-vinda e traria de volta, certamente, os dois pontinhos perdidos neste quesito.

    3) O humor é INTELIGENTE? (0/3) –> 1,5

    Não. Mas, pela tentativa do autor de tirar algum sorriso do leitor com algumas imagens comparativas engraçadas valeu-lhe o esforço para deixar o copo pela metade neste quesito. 😉

    4) Eu dei RISADA? (0/1) –> 0,5

    Não. Mas sorri, levemente, com a figura da fundição do envergonhado protagonista à cadeira.

    ——-
    5
    ——-
    OBS: Se as notas por mim expressas aqui somarem um valor DIFERENTE (para mais ou para menos) da que será, ao final de todas as leituras, postada no respectivo campo de avaliação geral do site (onde estarão listados todos os contos concorrentes deste grupo e suas respectivas notas finais, e que terão valor oficial), o fato se deverá, provavelmente, por eu ter mexido na nota previamente colocada aqui na avaliação inicial, com base na amplitude de conhecimento obtida após término de todas as leituras, podendo portanto ocorrer uma mudança de paradigma em meu padrão avaliativo inicial.

  30. Pedro Luna
    14 de agosto de 2017

    Antes de iniciar o desafio, eu meio que sabia que muitos contos teriam a cara desse. Um humor com referências (MIB, Irmãos Gêmeos) e descrições comparativas como vermelho que nem calcinha de adolescente descuidada.

    Bom, poderia ser um desastre se o texto estivesse lotado desse tipo de artimanha, deixando a trama de lado, mas não foi o caso. Achei sim a história divertida, e apesar dos coadjuvantes serem fracos, na minha opinião, o protagonista desperta simpatiza com seu jeitão loser e nos faz querer saber no que vai dar a sua vida amorosa.

    De ponto fraco mesmo, só não entendi o que as moças tinham ido fazer no apartamento dos irmãos, quando o viram nu. Logo depois o irmão já anunciou que tinham ido embora. Não entendi esse plano dele.

    No geral, boa e divertida leitura.

  31. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    14 de agosto de 2017

    Um conto bem escrito e que soube explorar o clichê das situações românticas. É bem competente naquilo que se propõe, mas não traz nada de novo. No entanto, não posso dizer que desgostei.

    Tenho apenas uma questão. As freqüentes alusões que conduzem às piadas do narrador são um pouco cansativas. Ilustro aqui o exemplo disso com as “(…) me deixando vermelho como calcinha de adolescente descuidada”, “(…) E eu, vermelho como os números da minha conta bancária” ou “(…) Fiquei vermelho igual nota de aluno do fundão”.

    De resto. É um bom conto.

  32. Bia Machado
    14 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 1,5/3 – No começo, haja paciência para tanta descrição, comparação e palavrões. Não estou reclamando dos palavrões, mas do excesso porque sim, sobressaiu e pareceu forçado. As comparações foram feitas na tentativa de causar graça, acredito que tenha sido isso, mas pesou a mão nesse sentido. Pesou também nos estereótipos, parece que quis colocar todos dentro do conto. Os diálogos podiam ser melhores também.
    Personagens – 2/3 – Podia ter desenvolvido um pouco mais. As irmãs são pouco desenvolvidas, ficam no papel de coadjuvantes.
    Gosto – 0,5/1 – Gostei em partes. Quer dizer, mais do meio para o fim. Ficou mais fluído, digamos, apesar das comparações continuarem. Foi um texto tranquilo de ler e me diverti imaginando as situações, pero no mucho.
    Adequação ao tema – 1/1 – Sim, adequado. Um texto que tenta divertir, fazer rir, algo do tipo.
    Revisão – 1/1 – Repetição de “para mim” (olhou para/olharam para) muito próxima, no início do texto. Que eu tenha percebido, apenas isso.
    Participação – 1/1 – Parabéns por ter conseguido!

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  33. Elisa Ribeiro
    13 de agosto de 2017

    Olá Autor,

    Uma comédia romântica. O enredo, embora explore clichês, está bacana: bem distribuído, algum suspense, personagens bem construídos, cenas variadas e bem narradas.

    Sobre a narrativa, o excesso de opiniões e comparações/metáforas do narrador personagem me aborreceu um pouco. Em especial, os clichês: sorriso de comercial de margarina, beijo de desentupir pia. Destaco como ponto positivo os diálogos muito bem construídos, caracterizando os personagens perfeitamente pelas falas.

    O texto está muito bem revisado.

    Impacto: Achei engraçado, mas os clichês do enredo e linguagem atrapalharam.

    Parabéns Boa sorte!

  34. Jorge Santos
    13 de agosto de 2017

    Pelo título esperava algo mais picante e pelo tema algo que me fizesse rir. Quando vou a ver, dou comigo a ler um conto sobre os problemas românticos de um gémeo introvertido. Conto bem escrito, mas lento. Achei algo linear e previsível.

  35. Givago Domingues Thimoti
    13 de agosto de 2017

    Adequação ao tema proposto: Alto.
    Criatividade: Média para alta… Uma boa comédia romântica.
    Emoção: O impacto foi alto. Um conto simples, mas muito bom.
    Enredo: Gostei do enredo e das possibilidades que o desfecho trouxe. Pode ser um clichê de filmes românticos (irmão que não tem muito jeito com as mulheres conta com a ajuda do garanhão e uma mulher para ficar com uma outra mulher), mas foi muito bem trabalhado.
    Quanto ao desfecho, vou deixar aquela dúvida: será que ela, Carlinha, tem uma surpresinha entre as pernas? Talvez seja só paranoia minha
    Gramática: Não notei nenhum erro.

  36. Pedro Paulo
    10 de agosto de 2017

    O conto abre com uma conversa entre os irmãos gêmeos e ela nos é útil para sabermos da clássica contraposição de personalidades, um despojado e o outro mais nervoso. No diálogo vemos a graça na relação dos dois, recheada de desentendidos conflituosos da inerente diferença entre eles. Daí também apreendemos o princípio da trama: a paixão do protagonista pela Carlinha e como ele poderia abordá-la. A partir daí, o que ocorre é uma sucessão de fracassos previsíveis que nos impelem a torcer pelo narrador-personagem. Enfim, o conto tem um desfecho feliz e que não impede o protagonista de passar por um último constrangimento no bar antes de se recolher ao banheiro e, principalmente, aos braços da amada.

    Outro ponto para se chamar a atenção é a escrita, bem adaptada à personalidade do narrador e que muitas vezes diverte pela escolha do informal e das metáforas mirabolantes que fazem jus ao título do conto. Enfim, o conto entretém e é mesmo engraçado, perdendo só pelo previsível da trama “rapaz desajustado passa por diversos constrangimentos para conquistar garota”. Lembra um tanto os filmes “American Pie” e “Projeto X”, onde há o mesmo elemento.

  37. Brian Oliveira Lancaster
    8 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Comédia romântica, bem-humorada, de final feliz. Troféu joinha! – 9,0
    A: Tem cenas bem engraçadas, apesar de ser um “simples” cotidiano. Ao constatar o ocorrido, vem à memória a foto do texto e deixa a cena bem melhor. O inconsciente, e a brincadeira com a mente do leitor, funciona bem neste caso. – 9,0
    C: Cativa pela premissa e pela identificação instantânea – rapaz quieto precisa de um empurrãozinho “discreto”. Só quem é introvertido entende as frases “fala baixo”, “ninguém mais precisa ouvir”. A cena final é um tanto exagerada e açucarada demais, mas o restante convence, assim como as situações. – 8,5
    U: Bem escrito, diálogos convincentes (com certo exagero no “vermelho”, mas nada que incomode) e cenas idem. A conclusão estaria de bom tamanho sem as palmas do público. Não acho que teriam tempo de combinar com todo mundo um esquema desses. – 8,5
    [8,7]

  38. werneck2017
    7 de agosto de 2017

    Olá Christiano,

    Um texto despretensioso e muito bem humorado que me arrebatou. Um texto sem problemas gramaticais , apenas ressalto: igual a um beduíno, nem maiores problemas com relação à regência. Um texto com coesão e coerência, ideias precisas e metáforas poderosas que remetem a filmes de humor. Perfeitamente adequado com relação ao gênero, ao enredo bem construído que cativa o leitor logo de início.
    Enredo bem escrito, leve, um desfecho delicioso. Criativo. Adorei. Minha nota é 9,7.

  39. Fheluany Nogueira
    7 de agosto de 2017

    O título me enganou, pensei que seria uma história mais “quente”, mas trata-se de um romancinho bem leve e narrado também em linguagem suave, com alguns clichês (“vermelho como os números da minha conta bancária no final do mês”, por exemplo). As referências a personagens do cinema enriqueceram a trama, que mesmo muito simples é interessante e bem escrita.

    Texto de leitura e interpretação fáceis, verossímil, linear, sem problemas gramaticais, além da mistura de pronomes de tratamento — você, tu e equivalentes — e, na frase: “Ele estendeu a mão chamando o garçom e manteve estendida por bastante tempo”, faltou o objeto direto de “manteve”, assim: “QUE manteve estendida” ou “e A manteve estendida”. Enfim, nada que faça o texto perder o brilho.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  40. Bruna Francielle
    6 de agosto de 2017

    tema: mais pra texto bem-humorado do que pra comédia, talvez possa ser encaixado em “comédia romântica”

    pontos fortes: ficou bem humorado e fácil de ler. Também não lembro de ter visto nenhum erro de escrita. A história me empolgou mais ou menos.

    pontos fracos: Achei que no fim das contas foi tudo muito fácil pro Renan. A ‘Carlinha’ não apresentou nenhuma resistência, no fim ele conseguiu o que queria sem praticamente fazer nada, apenas o irmão dele já arranjou tudo.
    Repetição exacerbada de “ficou vermelho”, “vermelho”,”parece um camarão”. Poderia ter variado um pouco nas “Piadas”, se é que se pode chamar assim.
    E principalmente, pareceu um conto muito forçado em ser engraçado, acho que melhores comédias são as que não precisam de esforço para serem engraçadas, apenas são. Aqui, notou-se uma forçação (nossa, uma palavra com 2 cedilhas) de barra para ser engraçado, aí não deu um bom efeito nem resultado.

  41. Antonio Stegues Batista
    6 de agosto de 2017

    Um texto bem escrito, a historia de dois irmãos gêmeos, um deles tímido que se mete em algumas confusões. Como eram gêmeos achei que iria acontecer algo engraçado em relação a isso, mas nada aconteceu. As situações são cômicas, mas sem muita graça, não me fizeram rir. O que me incomodou são os palavrões, um cacoete incontrolável, que soaram sem graça, com eles ou sem eles dá no mesmo. Escrever e contar história, é uma arte. Toda arte tem o seu público.

  42. Gustavo Araujo
    6 de agosto de 2017

    O humor invariavelmente se utiliza dos clichês do comportamento humano para funcionar. Isso se explica porque o riso depende da familiaridade do leitor com a situação apresentada. Aqui isso fica bem demonstrado, eis que uma situação extremamente comum – um cara a fim de uma garota – é o que sustenta a história. Em cima disso, o autor desenvolve bem os personagens, especialmente o protagonista/narrador Renan, com sua vergonha incontida, refletida na vermelhidão que o acomete ao menor sinal de vexame. Por conta de sua vulnerabilidade, não há como não nos afeiçoarmos a ele, havendo, para reforçar essa identificação, ainda, o romance. O desenvolvimento do texto é bacana, o autor criou metáforas engraçadas e que, aqui e ali, me arrancaram risos. Ou seja, o conto traduz-se em uma narrativa leve, agradável e que termina, digamos assim, de modo “fofo”. Bom para o Renan. Parabéns pelo trabalho.

  43. Eduardo Selga
    6 de agosto de 2017

    O conto padece de situações que ensejem comédia, pois um personagem pedindo ajuda a outro para conquistar o amor de uma terceira personagem, e o que ocorre em função disso, não são suficientes. De modo que a narrativa fica, sem muito sucesso, tateando em busca do hilário. E para isso, não sendo as cenas engrenagem bastantes para o humor, a narrativa se vale da linguagem, especificamente da comparação, recurso que, por ser um recurso estilístico, precisa ter graça (no sentido de graciosidade). No entanto, algumas comparações usadas no texto são grosseiras, a exemplo de “[…] me deixando vermelho como calcinha de adolescente descuidada” e “[…] eu estava me tremendo mais que um epiléptico com overdose de êxtase”. É possível que tenha havido intenção de provocar humor exatamente pelo grosseiro, mas o efeito foi no sentido inverso.

    Em particular, o segundo trecho destacado é estranho, porque “overdose de êxtase” pode gerar confusão. Ao pé da letra, “êxtase” é arrebatamento, enlevo, mas pode ser também certo estado mórbido que causa incapacidade de mover-se. Na primeira acepção, não cabe “overdose” em se tratando de alguém com crise de epilepsia; no segundo, a motricidade do corpo é atingida pela convulsão, mas não se pode falar em “overdose”, pois sugere um ato voluntário. A palavra “overdose” caberia se fosse “êxtase” estiver se referindo à “Ecstasy”, mas nesse caso a grafia estaria errada. Enfim, uma comparação estranha.

    E a utilização de uma cena circense (“acabei escorregando e caindo de bunda”) não resolve a falta de humor.

  44. Olisomar Pires
    5 de agosto de 2017

    Conto divertido que explora as dificuldades para iniciar o namoro de um tímido patológico.

    As situações engraçadas foram bem descritas numa linha suave, sem apelação, tudo muito tranquilo, o final é bem bacana. Texto bom de ler, faz rir e entrega um final feliz.

    Não notei erros gramaticais que travassem a leitura, as imagens foram boas e engraçadas.

    Os irmãos são bons personagens, simpáticos a seu modo cada um. Daria uma boa comédia romântica da Sessão da Tarde.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 1, Comédia Finalistas e marcado .