EntreContos

Literatura que desafia.

O enterro (André Felipe)

“Eles só ficam olhando. Porque não acompanham?”

“Se fosse eu também não acompanharia. Ainda não acredito que estamos nos prestando a isso.”

“Mas a senhora concordou que um enterro cristão ia fazer as pessoas verem a nossa família com outros olhos. Eu fiz pensando neles”, disse Josefo apontando para os caixões amarrados em cima da carroça da frente.

“Eu não concordei com nada. Se eu soubesse não deixaria você fazer isso, o seu pai queria ser enterrado na terra dele.”

“A gente conversou, vó, as pessoas ficam assim, com receio, depois de tanta morte na nossa família. Dizem que somos amaldiçoados.”

“Um enterro duplo vai ajudar em que? Se pelo menos o padre tivesse dado um desconto. Você deveria ter pensado na despesa que vamos ter com sementes e ferramentas na próxima plantação. Se o seu pai não tivesse comido toda a plantação de tomate antes de morrer, ao menos a gente teria as sementes.

“Eu acho bonito serem enterrados juntos. É romântico.”

“Romântico? Todo mundo sabe que o enterro é hoje porque ficamos esperando o seu pai, a sua mãe já tem quase uma semana de morta.”

“Mesmo assim.”

“Ah, só agora dei fé, com a morte deles são duas bocas a menos, graças a Deus.”, disse a avó Abigail.

Josefo não falou mais nada, foi no momento que o sino começou a tocar e ele encarou as pessoas na frente de suas casas. Apenas uma família aceitou seguir o enterro. A família Prazeres ia atrás com suas muitas crianças cantando alegres.  Josefo se concentrava em ler a expressões das pessoas e nem percebeu que a carroça da frente tinha atolado fazendo com que o burro que puxava a carroça que ele guiava trombasse na da frente.

Não teria sido nada demais se a pancada na carroça não tivesse feito com que o caixão de seu pai se desprendesse, caísse no chão, tivesse aberto a tampa e, para o desespero geral, o defunto saísse de dentro indo cair de cara na lama, mas não antes de ter sido visto dando alguns passos por algumas pessoas.

“Misericórdia”, se ouviu gritar dentro de uma casa.

Josefo desceu da carroça assim como os dois condutores da carroça da frente, o senhor Amadeu dos Prazeres que guiava a carroça de trás veio depois para ajudar a levantar o defunto e colocar no caixão novamente, a parte mais difícil foi colocar o caixão em cima da carroça, pra isso precisaram de mais ajuda. Dois homens que assistiam o acontecimento de dentro das casas vieram para ajudar. Quando o caixão já estava amarrado, o cortejo voltou a prosseguir sob o olhar atento dos moradores.

“Deus tenha piedade de vocês”, disse um dos homens antes de voltarem pra casa.

“Vamos terminar logo isso antes que atirem pedra”, disse a velha Abigail.

Levaram mais de quarenta minutos para contornar o povoado e voltar para o cemitério que era localizado bem perto do sítio da família de Josefo, agora reduzida a avó e ele. Juvêncio Moleza terminava de cavar a última cova quando  o cortejo chegou, o padre os esperava na capela. Para a surpresa da família, alguns dos rapazes do povoado ex-colegas de escola Josefo também estavam no cemitério segurando garrafas de bebida. Minutos depois da chegada e durante o velório dos corpos, o coveiro chamou atenção de todos, este descobrira que a cova que estava quase pronta na verdade já tinha sido usada e a parte do caixão antigo já dava para se ver. Neste momento entrava no cemitério o velho Epaminondas com sua bengala acompanhado de um dos rapazes da turma que já estavam lá.

“Eu vim ver se é verdade mesmo o que me disseram”, disse o velho enquanto se aproximava da cova com dificuldade.

“Olá seu Epaminondas, que a paz de Deus esteja convosco”, disse o padre.

“Eu não acredito, não é possível!”, bradou o velho. “Como é que pode fazer isso? Maculando a cova da minha esposa desse jeito. Interrompendo o descanso eterno.”

“O senhor nos perdoe, foi um engano, o nosso coveiro se confundiu porque eram duas covas e eu não sei onde foi parar a lápide”, o padre tentava dizer.

“Me disseram que era essa daqui”, se explicava Juvêncio.

“O que foi que eu fiz, meu Deus, pra merecer isso?”, lamentava o velho com voz de choro, mas não se pode dizer propriamente isso pois mudava de feição muito rápido.

O velho contornou a cova e mancou ao encontro do coveiro e este percebeu sua intenção e começou a se afastar do lugar, mas não antes de ser derrubado por golpe na canela.  O homem se arrastava no chão para fugir dos golpes de bengala do velho. Todos os presentes foram pegos de surpresa e não reagiram. Percebendo que não conseguia mais alcançar o coveiro, o velho virou para todos e perguntou quem mandara cavar a cova. Todos apontaram para Josefo que não teve tempo de se explicar  e o velho já mancava para o seu lado. Sentiu no estômago, o primeiro golpe, depois no queixo e no joelho.

“Você vai aprender a respeitar as pessoas, cabra safado. Não tem mais terra não pra enterrar os seus mortos? Enterre no seu quintal, incircunciso!”, gritava o velho enquanto batia no jovem. Quando o senhor Prazeres conseguiu parar o velho, o estrago já se tinha feito, o golpe certeiro foi na cabeça derrubando o jovem inconsciente na cova recém criada. E mesmo segurado, ainda conseguia arrastar terra para dentro da cova com a perna manca. Tudo isso enquanto dona Abigail gritava com Juvêncio e pedia o dinheiro de volta ao Padre e este dizia que era impossível pois este já tinha sido gasto.

Josefo acordou no outro dia sofrendo de dor de cabeça, mas foi curada pelo cheiro de terra que vinha dos fundos da casa. Chovera a noite e o sol cozinhava o solo pronto para ser plantado. Se espantou quando chegou nos fundos e a terra estava revirada e até uma plantinha nascera no meio dela. Ele poderia jurar ser de tomate. Neste momento a avó apareceu e ele ia falar da planta, quando sua feição mudou e seus olhos se arregalaram.

“Os pais, vó. Onde foram enterrados?”

“Onde se enterra todo mundo. Não deixaram enterrar no cemitério, mas não se preocupe, foi num melhor lugar.”

Todos os dias o neto perguntaria e a vó não lhe responderia, enquanto isso os tomateiros brotavam do centro para todos os lados do terreno para admiração de Josefo.

“Vó, a senhora pensava que eu não ia perceber isso? Eu sei o que a senhora fez”, Josefo disse para avó apontando para a terra. “Bem que eu vi que a terra tava mexida.” A velha olhou para ele espantada. “Claro, só pode ter sido isso, a senhora pegou o dinheiro  de volta do padre e comprou mais sementes!” E a avó assentiu com um sorriso.

Josefo parou de perguntar sobre os pais um mês depois quando os tomateiros estavam adultos e as frutas tão grandes que arrebentavam dos caules. O senhor dos Prazeres disse que nunca tinha visto tomates tão vermelhos e saborosos como aqueles e foi o primeiro a comprar. A notícia se espalhou e já todo o povoado queria provar dos tomates gigantes e nem se importavam se em alguns destes encontrassem dentes.

Anúncios

23 comentários em “O enterro (André Felipe)

  1. Priscila Pereira
    31 de agosto de 2017

    Oi Tom,
    Que nojo…. cruzes!! Nunca mais vou comer tomate!!!!! kkkk Gostei do conto…simples, despretensioso, bem escrito e com um pequeno toque de humor… Parabéns!!

  2. Roselaine Hahn
    30 de agosto de 2017

    Caro Tom, li o seu conto duas vezes e ainda fiquei devendo. Tive dificuldades de entender a história da cova, quem já havia sido enterrado, quem pegou o lugar de quem. Achei o seu conto com um humor negro, no começo ele pareceu ser isso, depois, tive a impressão do texto ter ficado carrancudo, sisudo como o Epaminondas, pois ficou muito sério a briga por um buraco para enterrar os mortos, talvez se a ideia fosse tratada com mais leveza, ou o humor do absurdo,,,quem sabe? Abçs.

  3. Leo Jardim
    18 de agosto de 2017

    O enterro (Tom Biszonho)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): a premissa é até legal, mas a execução foi muito inverossímil. Primeiro, um velho manco bater e espancar dois homens saudáveis. Depois, Josefo não perceber que eram seus pais enterrados no quintal. No fim, nascer dentes nos tomates! Foi demais pra mim. O autor moveu a trama para fazer a piada final e esqueceu de fazer as coisas encaixarem melhor.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): simples demais, frases grandes e pontuação errática. Sugiro fazer frases menores trocando vírgulas por pontos.

    ▪ exemplo frase muito grande: “Não teria sido nada demais (…), mas não antes de ter sido visto dando alguns passos por algumas pessoas.” (existem várias outras no texto)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): vi doses de unicidade no texto.

    🎯 Tema (⭐⭐): possui situações cômicas.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): o início, quando estavam fazendo o cortejo, estava divertido. O final, depois que Luís desmaia ficou corrido, inverossímil e sem graça. Sugiro ao autor trabalhar mais essa última parte.

    🤡 #euRi:

    ▪ mas não antes de ter sido visto dando alguns passos por algumas pessoas 😃

    ⚠️ Nota 6,0

  4. Thiago de Melo
    18 de agosto de 2017

    Caramba, Biszonho!!!???? Como assim?

    A galera da cidade começou a canibalizar os tomates dentados? Kkkkk
    Gostei do seu texto. Achei que você tentou criar situações cômicas, como o defunto caindo de cara na lama. Achei que a “sacada” errada de que a mulher tinha pegado o dinheiro de volta e plantado mais tomates no quintal ficou bem legal e inesperada. (eu mesmo não pensaria nisso) e ficou divertido ver o desenrolar da produção dos tomateiros kkkkk.
    Um bom texto, divertido. Parabéns!

  5. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    18 de agosto de 2017

    Super bem escrito. E confesso que o conto me deu uma grande expectativa no início. Porém, da metade para o final, a narrativa tornou-se pobre. O humor aqui é quase imperceptível, jogando contra a história. E o fim é insosso. Achei que a história de Josefo iria enveredar para outro caminho, mas não. Ele fica desacordado pelas pancadas de Epaminondas e acorda com a situação do enterro já resolvida.

    Infelizmente, o conto não me cativou. Pena, pois o começo é promissor.

  6. Amanda Gomez
    17 de agosto de 2017

    Oi, Biszonho!

    Bem, vamos lá. O conto é legal, li sem sofrimento rs, isso já é uma boa coisa, acredite. Mas eu não achei ele lá muito original.. o cemitério, a população de interior, as crendices, isso ficou mais explicito com a famosa cena do caixão que cai com o morto dentro. É algo que já se repetiu muitas vezes, e portanto se for refazer tal cena há que esperar por algum diferencial. Não veio.

    As confusões aconteceram sem um ” time” foi tudo de uma vez, e a passagem para o desfecho também. A parte dos tomates com adubo humano foi tensa, sobretudo na parte do probabilidade de achar dentes.

    É um conto modesto, algumas repetições deixaram uns parágrafos com entraves, como por exemplo o excesso da palavra ” carroça” , não fico falado muito de erros e etc, mas isso ficou bem explicito pra mim. De resto o conto é legal, apesar de ser mais do mesmo. =/

    Boa sorte no desafio.

  7. Jowilton Amaral da Costa
    17 de agosto de 2017

    Achei o conto médio. O humor explorado é bem mórbido. A narrativa é simples e não vi erros. A estória não me cativou muito. No início eu achei que estavam enterrando pessoas vivas, como na lenda do preguiçoso, principalmente porque durante o conto, quando o caixão cai, alguém vê o defunto caminhar. O pai do personagem se matou comendo sementes de tomates? Foi o que entendi. Depois do entrevero no cemitério, a avó enterrou os mortos no terreno do sítio, e como um dos defuntos estava cheio de sementes, a plantação cresceu mais do esperado, neste caso entra um pouco do sobrenatural. No frigir dos ovos não foi um dos meus preferidos. Boa sorte.

  8. Cláudia Cristina Mauro
    16 de agosto de 2017

    Os personagens de Josefo e da avó causam identificação e puxam para a trama. O perfil de cada um se mostra claro e se firma no decorrer do texto. A irascibilidade sem máscaras da avó retoma o ritmo cômico, quando o mesmo vai se perdendo.
    Há muito uso do “e” o que causa um ritmo picado e compromete a fluidez. A falta de pontuação no lugar correto, carrega a frase e cansa a leitura em alguns momentos.
    Nota 6.

  9. Wender Lemes
    16 de agosto de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.
     
    ****
     
    Aspectos técnicos: texto com uma pegada para o humor negro, camuflada até o final. As passagens são organizadas nesse sentido, mantendo a tensão, o mistério em torno dos mortos e da suposta maldição da família. Ao final, embora o mistério se mantenha, temos a reviravolta dos dentes, que dá sentido ao conto.
     
    Aspectos subjetivos: não deixa de ser uma escolha bem criativa. Considero bastante árduo o trabalho de segurar as informações do que se está descrevendo e explorar o humor sem piadas (como no momento em que o defunto sai “andando”). Por mais obscuro que seja, essa parte me fez sorrir.
     
    Compreensão geral: no final das contas, somos todos adubo, não? Esse final, ao menos para mim, foi mais perturbador que cômico. Penso que a graça esteja aí para nos ajudar a lidar com o inquestionável, ou com o inexplicável (no caso da morte, ambos). Por esse lado, mesmo o humor mórbido tem grande valor e, bem apresentado como foi, merece elogios.

    Parabéns e boa sorte.

  10. Anderson Henrique
    16 de agosto de 2017

    Gostei bastante da conclusão. Algumas cenas me pareceram forçosamente construídas para fazer humor (a carroça tombando, por exemplo). O final é a melhor parte, mas o texto é todo certinho. Comédia é difícil de fazer, né? Não achei que este seja um texto humorístico, nem uma anedota. Estou pensando onde a parta da comédia entrou.

  11. Renata Rothstein
    15 de agosto de 2017

    Oi, Tom, tudo bem?
    História muito a sua, hein? De verdade, achei bem criativa a forma como você abordou um tema tão frequentemente utilizado como comédia/enterro.
    Falta uma revisão, de resto, parabéns pelo texto!
    Nota 8,0

  12. iolandinhapinheiro
    15 de agosto de 2017

    Método de Avaliação IGETI

    Interesse: Conto muito interessante, criativo, insólito, me fisgou por esta estranheza que provocou. Suas descrições, mesmo não sendo longas, fizeram saltar imagens coloridíssimas em minha cabeça e isso foi muito legal.

    Graça: Não foi um conto engraçado, mas a graça dele não está em rir. Também não é a escrita mais perfeita, e nem o melhor enredo, mas marcou. Ficou na minha cabeça, me fez voar. Gostei disso. Houve um pouco de ironia na história, não o suficiente para ser uma comédia. Como eu gostei muito, todavia, vou descontar muito pouco desta falha na adequação ao tema.

    Enredo: Garoto e sua avó vão enterrar os pais dele. Por algum estranho motivo que não é explicado na história, quase ninguém quer acompanhar o cortejo. Já no cemitério o coveiro abre uma cova onde já existia um caixão e o viúvo da pessoa enterrada se revolta, agredindo o filho dos falecidos.

    Quando ele acorda já está em casa, os pais foram enterrados no terreno do sítio e no mesmo local são plantados tomateiros sobrenaturais, rs. Eu ri do que não era para rir, enfim. Gostei desta porra.

    Tente Outra Vez: Aqui e ali houve uma falta de coerência, mas o resultado funcionou comigo, então deixa como está mesmo.

    Impacto: Muito positivo, o tipo de conto doido que eu aprecio.

  13. Anorkinda Neide
    14 de agosto de 2017

    Meu caro Biszonho, q bisonho!
    rsrs Então alguns tinham dentes, é? Já teve couve com dentes e agora tomates.. o que está acontecendo com o mundo?!hahiua
    mesmo a terra fertilizada com cadáveres nao vejo como o dna do corpo apodrecido possa se misturar às sementes 😛
    Ok, é fantasia, é causo de contadores de historia, nao deixa de ser engraçada.. mas enquanto conto ficou devendo um ‘corpo’ melhor ao texto, pra fazer mais sentido e conectar o leitor.
    Por exemplo, pq o pai comera todos os tomates? Tinha algo errado ali, algo macabro até mas nao foi explorado, perdeu-se muito tempo na surra do velho da bengala.
    Enfim, é praticar pra desenvolver!
    Abração

  14. Fernando.
    13 de agosto de 2017

    Meu caro Tom Biszonho, que conto bonito você me presenteia. A sua história está muito bacana, bem redigida, criativa, um enredo bem estruturado, um cuidado bem legal com o idioma. Só que ela tem no meu jeito de perceber as coisas, um grande problema: é que eu não sorri ao lê-la e muito menos ao reler a sua história. Gostei dela, gostei muito, mas não a vi como comédia. Um conto, inclusive para lá de sério e as cenas que você criou, eu creio, que para me fazer rir, só conseguiram provocar em mim o sentimento da lástima. Sim, senti pena da queda do caixão na lama, por exemplo; bem como do velho a brandir sua bengala no cemitério, por causa de terem aberto a cova sagrada da sua esposa. Bem, é isto, um conto bacana, mas que, na minha opinião, não se insere no contexto da comédia, o que faz com que tire uns pontos da nota. Grande abraço.

  15. Luis Guilherme
    12 de agosto de 2017

    Boa tarrde. td bão?

    Olha, sendo sincero, não gostei tanto.
    Achei que o humor ficou muito de lado, e o texto acabou não sendo muito engraçado.

    Achei que falta um enredo mais sólido pra sustentar a historia, também. Meio que as situações vão acontecendo em sucessão, sem haver uma ligação forte entre elas.

    Por exemplo: qual a importância da cena do cortejo em relação ao desfecho? As duas não tem muita conexão, me parece.

    A cena final, o último parágrafo, é o mais interessante, em especial quando fala dos dentes. Ali pra mim foi o ponto alto de humor da historia.

    Enfim, a historia tem potencial, só achei que foi mal trabalhada. O humor ficou muito ausente, o que é uma pena. Não te critico por isso, sei bem o quanto é dificil escrever comedia, uma vez que meu proprio conto nao ficou muito engraçado eheheh.

    Se posso sugerir algo: talvez valesse a pena encurtar o trecho sobre o cortejo, focar mais na passagem final, e introduzir mais elementos de humor na história, pois do jeito que tá ficou mais parecendo um drama com final trágicômico hahaha.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

  16. Cilas Medi
    11 de agosto de 2017

    Enterre no seu quintal, incircunciso! ”, – Espere a explicação do destaque da frase.
    recém criada = recém-criada.
    A notícia se espalhou e já todo o povoado queria provar dos tomates gigantes e nem se importavam se em alguns destes encontrassem dentes.

    Vou achar nas duas frases algum sentimento para sequer um sorriso. A primeira, onde se encontra o incircunciso, eu me perguntei e espero resposta, se possível e se for do agrado do autor(a), como pode conhecer uma palavra dessas e conseguir tentar defender um texto anacrônico e totalmente fora de uma realidade de comédia. Explorar a desgraça para fazer rir é, no mínimo, um fator difícil de entender. Enfim, a última frase: A notícia…. encontrassem dentes. Denota uma falta de qualquer realidade, mesmo sendo um texto baseado nela, a morte. Dentes em tomates? Cada um tem o que merece quando se explica: um texto ruim, para ser simpático, ainda mais que se entra em um desafio esperando um mínimo de graça. Não atendeu e pronto.

  17. Higor Benízio
    11 de agosto de 2017

    O conto não cativa.É raso demais e não vi nenhum toque cômico efetivo, apesar de algumas cenas inusitadas. O conto é pouco atraente, seja no enredo, seja na narrativa. Os pés de tomate aqui, não deram bons frutos

  18. Catarina Cunha
    11 de agosto de 2017

    Uma história muito interessante, cheia de humor mórbido. A última frase foi o melhor final que encontrei até agora. A estrutura está um pouco lenta.

    “Ah, só agora dei fé, com a morte deles são duas bocas a menos, graças a Deus.” – Ah!, a sinceridade arrebatadora das matriarcas.

    Sugestão:

    Transformar descrições de ações em diálogos diretos com o uso do travessão e não aspas. Facilita a leitura, dá mais ritmo e agiliza o texto. Por exemplo, onde você escreveu : “o coveiro chamou atenção de todos,” eu escreveria algo assim:

    – Nossa Senhora das Cruzes! A casa está ocupada! – gritou o coveiro dando um salto para trás.

  19. Jose bandeira de mello
    10 de agosto de 2017

    Bom conto com uma boa dinamica de humor. Inteligente, teve um desfecho surpreendente. O autor conseguiu conduzir bem os dialogos e a narrativa com frases convincentes. O humor fica por conta do temperamento acido da vo. Penso que seja necessario uma revisao quanto a pontuaçao, especialmente.

  20. talitavasconcelosautora
    9 de agosto de 2017

    Ih, rapaz, os finados viraram adubo! Já vi esse filme, rs.

    Comédias envolvendo funerais sempre me deixam mais animada a ler (tenho esse senso de humor bizarro, vai entender), e quando sai confusão, melhor ainda. Gostei do texto, foi criativo e bem concluído.

  21. Regina Ruth Rincon Caires
    7 de agosto de 2017

    Leitura prazerosa. Texto bem escrito, primoroso. Tem bom enredo, tem emoção, é criativo. Não é cômico, não é engraçado, mas é um baita conto. Achei envolvente, triste, reflexivo. Bonita a “adubação” dos tomateiros, simbólica. Acho que o teor é mais para o suspense com um pouquiiiinho de terror… Apreciei o texto, muito bom! Parabéns, Tom Biszonho!!!

  22. Fabio Baptista
    5 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************
    Olha, o conto é mais estranho, no sentido de macabro, do que engraçado. Muito, muito mais.
    Eu só esbocei sorrir no trecho destacado abaixo e no final, com a inocência de Josefo.

    – “Ah, só agora dei fé, com a morte deles são duas bocas a menos, graças a Deus.”, disse a avó Abigail.
    >>> humor afrodescendente! Essa foi boa! 😀

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    O estranhamento causado pela narrativa acaba prendendo a atenção. Não do jeito que eu gosto de ficar com a atenção presa, mas, não posso negar que dificilmente conseguiria parar de ler.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    É uma história simples, um cortejo fúnebre, um enterro frustrado. O diferencial aqui foi a inserção de elementos tétricos na história, como o morto caminhar, por exemplo. Isso levanta várias outras questões que não são respondidas no conto e deixam o leitor pensando, de um jeito bom.

    Esse eu li duas vezes, buscando por pistas. Até as encontrei, mas me deixaram com ainda mais dúvidas rsrs

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    O ponto alto do conto. Todo clima de cidadezinha está lá, com um toque meio de terror, de mistério.
    Os personagens também muito bons, principalmente a avó avarenta.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************
    Está bem escrito, sem muitas falhas de revisão e sem travar a leitura em nenhum momento.

    – fazendo com que o burro que puxava a carroça que ele guiava
    >>> alguns “que”s podem ser cortados, melhorando a fluidez narrativa. Aqui, por exemplo:
    >>> fazendo com que o burro puxando a carroça por ele guiada

    – Nas imediações desse trecho acima, a palavra “carroça” se repete demais

    – disse um dos homens antes de voltarem
    >>> voltar

    – ex-colegas de escola Josefo
    >>> de Josefo

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Existe um humor mórbido, que não me agradou. Mas, ainda assim, está adequado ao tema, na minha opinião.

    NOTA: 8

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 2 e marcado .