EntreContos

Literatura que desafia.

O Comunista, as Pragas do Demônio, e o Cabra Voador (Iolanda Pinheiro)

O caso sucedeu pelos finais dos anos setenta, uma época em que televisão era luxo e ainda tinha gente besta no mundo. Naquele tempo eu era um garoto cheio de ideias e amigos cabeludos. Havia acabado de terminar meus estudos e para não ficar em casa fumando uns baseados e ouvindo rock o dia inteiro na vitrola, papai arrumou para mim uma colocação no maior banco da cidade.

O trabalho consistia em transportar equipamentos da agência central para as pequenas, que funcionavam nas cidades mais distantes do estado. Não podia dizer que apreciava sair sacudindo por aí em estradas ruins, perigando ser assaltado, me acidentar, ou me perder naquelas brenhas dos infernos. A parte boa era que havia muito motorista largando o emprego e em pouco tempo eu ia pegar rotas bem melhores, e em dois anos, calculava estar dirigindo para o gerente da agência da capital. Era assim que eu me distraía rodando pelos caminhos tediosos e abafados do sertão.

Um dia, depois de uma sucessão infinita de árvores, cães e cercas, tudo muito igual e hipnótico, acabei me distraindo e perdendo a entrada que ia me levar ao lugar aonde teria que ir. Para piorar as coisas, não havia uma placa, um outro carro na estrada, um pé de gente que fosse para me informar qualquer coisa. A noite começava a cair e resolvi seguir em frente até a primeira placa que me indicasse algum sinal de civilização, e foi assim que, depois de entrar na estradinha mais estreita, esburacada e sinistra por onde já dirigi, fui bater no aprazível distrito de Porca Prenha.

Cheguei lá pela boquinha da noite. Ainda pensei em ir até a bodega, mas o dono já arriava a porta, e eu, de tão cansado que estava, adormeci ali mesmo, abraçado à minha maleta de trabalho. Acordei lá pela seis da manhã do dia seguinte, com o carro balançando. Abri os olhos e me vi completamente cercado por uns cinquenta meninos que imprensavam seus selvagens rostinhos contra os vidros do veículo. Era criança por todo lado, subindo no capô, escalando o teto, e pisando nos pneus. Gritei, mas eles nem ligaram. Mesmo que fossem apenas meninos, a quantidade deles e a sensação de confinamento estavam me dando uma terrível agonia e no meio daquele aperreio, acabei enganchando a maleta na buzina, que fez um barulho dos seiscentos diabos.

Se eu tivesse jogado uma bomba no meio daquelas pragas não teria produzido efeito maior. Foi um tal de menino pulando, menino correndo, menino gritando, menino chorando, menino arrancando os cabelos que, em poucos segundos, eu já conseguia ver o mundo pelas janelas do carro

Meu plano era sair dali o quanto antes, mas precisava de um banho e um mapa para conseguir voltar ao meu roteiro. Fui até um pequeno bar que ficava de frente para a praça e pedi um pingado com bolo de milho. Três outros fregueses me olhavam com desconfiança e curiosidade. Quando o garçom veio servir, aproveitei para pedir a ele que me ensinasse onde era a entrada para a cidade de Pintolândias. Acho que pedir a informação foi a senha. Em pouco tempo fui cercado de matutos se encostando em mim, metendo o bedelho na minha conversa com o rapaz, e dando pitacos sobre a estrada que me levaria ao lugar.

– Olhe, dotô – falou um rapaz alourado coçando o queixo enquanto me explicava – o siô tem que seguir pelo trevo da vaca morta, arribar pros foveiro, e quando o siô vê do seu lado o açude da Cunceição, né ali não, tem que andar mais sete légua seguindo a fazenda do Seu Henrique.

– Deixe de sê leso, macho! – falou o outro, impaciente – num é por ali não, abestado! Lá nos foveiro tem que quebrar pela rua do cemitério, o açude da Cunceição vai é pro lado dos Arruda. Bicho besta!

Enquanto eles gritavam eu ia tentando tomar nota das referências no meu bloquinho de notas. Mas desisti no momento em que a conversa tomou novos rumos.

– É não, seu corno! – Dizia o louro – Tu quer fazer o dotô se perdê? Vai pra baixa da égua que tu num sabe de nada. Sai daqui, sarará.

-Me chame de sarará não, fidumaégua! Tua mulher bem que dá valor quando eu mostro o sarará pra ela.

– Agora tu é um hômi morto, fidumadiscabaçada! – Falou isso e puxou uma faca peixeira enorme de dentro das calças. Pensei que ele ia furar a barriga do outro, mas ele mais pulava alternando as pernas e chamava o amigo para a briga.

Logo a bodega ficou cheia de gente e no meio daquela confusão, seguraram cada um dos valentões de um lado do salão, até a chegada das autoridades.

Cabo Lúcio apareceu abrindo a pequena multidão só com o olhar e uma cuspida. De repente todo mundo se calou e ficou esperando as ordens do homenzarrão.

– Quem é o responsávi por esse funaré? – Gritou o homem com a voz mais grossa e impressionante que eu já havia ouvido até então.

Assisti, perplexo, todo mundo apontar para mim, inclusive os dois briguentos que ainda estava com os rostos vermelhos e um deles com a peixeira na mão. O cabo nem olhava para os dois. Eu era de fora, e, portanto, perigoso e suspeito.  Tentei argumentar mas ele parecia nem me ouvir.  Enquanto eu me defendia ele tirava pedacinhos de linguiça dos espaços entre os dentes com um canivete novo, fiquei ali, olhando e decidindo se aqueles pedaços teriam sido da comida do café ou do jantar do dia anterior.

– Mim acompanhe, sujeitim! – Disse, apontando o caminho da porta e sussurrando entredentes que eu era um comunista comedor de criancinhas.

Passei o resto daquela manhã tentando explicar que não tinha nada a ver com o furdunço, que tinha um prazo para voltar, que estava viajando a trabalho mas nada parecia comover aquele ignorante, e no fim, depois ter sido fichado e ter levado dois tabefes, fui trancado no xadrez até que Cabo Lúcio concluísse as investigações.

Naquele dia, além de mim, só estava recolhido o doido da Cidade.  Felizmente. ele estava quieto,  sentado na cela vizinha e parecia não estar muito interessado na minha pessoa.  Na parte da tarde me deram um sanduíche de pão seco com uma coxa de galinha ao molho pardo, e uma caneca com água.

Soube que ia haver um churrasco na fazenda do Seu Henrique e todo mundo da delegacia, iria se ausentar. Eu e o Toím Doido ficaríamos em nossas respectivas celas até umas seis da tarde.

Sentei ali, encostado nas grades, e fiquei pensando na merda em que estava metido. Depois de meia hora me sentindo o mais desgraçado dos homens, vi que entravam, sorrateiramente, pela porta da delegacia, alguns dos meninos que estavam pulando sobre meu carro.

Um deles foi logo abrindo a gaveta da escrivaninha, e metendo a mão na argola com as chaves penduradas.

– Solta aí o Toím, Genivaldo! – falou o maiorzinho para outro menino.

– Se vocês me soltarem também eu levo os três para darem um passeio no meu carro!

Precisava ver a cara de contentamento daqueles demônios. Num segundo eu já estava livre e saía correndo a procura do meu carro para ir embora daquele inferno. As crianças e o doido corriam no meu encalço, acabei tropeçando no calçamento de pedra tosca e eles me dominaram.

Minha cara bateu no chão, a calça rasgou nos joelhos. O maluco me dava uma chave de braço e Genivaldo pisava nas minhas costas. Eu estava imundo. cansado e sem a menor energia para qualquer resistência. Levei todos no meu carro até onde haviam planejado uma aventura.

O lugar era bem bonito. Devíamos estar em uma das margens do tal açude Conceição do qual os homens da bodega falaram. Desci do carro e aproveitei para tomar um banho enquanto assistia o Toím subir numa mangueira bem alta com os meninos incentivando lá embaixo.

Toda cidade tem pelo menos um doido, e Toím era o maluco mais afamado de Porca Prenha, porque era destemido e sem um pingo de juízo.  Sabendo que o rapaz não tinha instinto de sobrevivência, os meninos viviam convencendo o Toím a fazer coisas arriscadas, e naquele dito dia ele havia sido resgatado da cadeia porque ia tentar voar.

Até hoje eu não sei se o rapaz ficava empolgado com o entusiasmo das crianças, ou se realmente acreditava que ia conseguir voar com aquelas asas de pena de galinha coladas com grude e amarradas em sua camiseta. Quando olhei para cima o pobre rapaz se balançava em pé num galho do olho da mangueira e a molecada lá embaixo gritava frases de incentivo:

– Pula, Toím! Avoa, macho! Avoa, fidirrapariga!

Os minutos passavam e nada de Toím se lançar ao céu. Imaginei que ele havia perdido a valentia, e só ainda não descera para o solo com medo de levar uma peia dos meninos lá embaixo, mas aí um acontecimento  totalmente inusitado mudou o seu destino.

Eu já estava sentado no banco do meu carro quando senti um grande solavanco que projetou o meu corpo para frente, em direção ao para-brisas.

Toím, pressentindo a desgraça se agarrava, apavorado, ao tronco da árvore e os meninos se maldiziam e gritavam.

– Ispia, Zé, o açude tá freivendo!

– Isso é castigo, Genivaldo, o cão tá atrás de nóis!

– Ai, meu Padim Pade Ciço, valei-me!

Eu não sabia o que fazer. Enquanto tentava entender o que acontecia, a terra começou a tremer com mais força e me sacudir todo dentro do carro. Eu tentava meter a chave na ignição para escapar dali, mas ela caiu da minha mão e sumiu debaixo do banco

Foi quando deu um tremor mais forte e o doido não conseguiu mais se segurar na mangueira. O coitado despencou como uma bigorna de desenho animado. Só deu para ver o vulto passando. E sem que pudéssemos fazer qualquer coisa para impedir, ouviu-se uma espécie de TEBAF!  E no segundo seguinte Toím estava estirado com a cara enterrada no chão.

O terremoto deu uma trégua e eu consegui pegar a minha chave. Os meninos arrodeavam o corpo sem coragem de virá-lo.

Um dos projetos de capeta se virou para mim e falou para os outros:

– Foi ele. Vamo dizê  pro Cabo Lucas que foi o dotô cuminista que matou o Toím.

Eu não precisava de nem um outro incentivo para me picar dali. Nem me importava com caminho nem com tremor de terra, eu queria era fugir.

Só parei o carro para abastecer. Quando cheguei em casa dei um beijo na minha mãe e um abraço no meu pai e peguei a estrada de novo. Nunca mais voltei. Também, ninguém me procurou. Hoje no meu carro tem um potente GPS e não tem quem em faça viajar para lugares que eu não conheça.

Só nunca entendi como eles souberam que eu era mesmo um comunista.

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62 comentários em “O Comunista, as Pragas do Demônio, e o Cabra Voador (Iolanda Pinheiro)

  1. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Olá, dr. Milongas!
    Olha, seu conto é tão bem escrito, tão perfeitamente conduzido, que me sinto meio constrangida por não ter achado muita graça na história, ou seja, vi um ótimo conto, mas não comédia.
    Desculpe se não entendi muito bem, e parabéns pelo talento.
    Nota 8,2

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017

      Obrigada, gatinha.

  2. Marco Aurélio Saraiva
    1 de setembro de 2017

    Conto divertido de ler, bem escrito e de leitura agradável, apesar de alguns erros de pontuação. Gostei de me aventurar junto com o narrador da história. Senti -me no meio de uma história de folclore! Também gostei de como você retratou o povo de Porca Penha (eta nomezinho!). Cada personagem é muito bem caracterizado, e seus comportamentos peculiares dão vida ao conto.

    No início achei o final sem graça e anticlimatico, mas depois pensei que o tom do conto está mais para aquelas histórias de “aconteceu comigo um dia desses”. Este tipo de narrativa não precisa de uma conclusão… mas eu, como leitor, sinto muita falta de uma.

    De qualquer forma, ri muito com a discussão no bar e com os devaneios do narrador, assim como as crianças!

    Avistei alguns problemas e anotei alguns deles:

    “Naquele dia, além de mim, só estava recolhido o doido da Cidade. Felizmente. ele estava quieto, sentado na cela …” – cidade está con o C maiúsculo… mas, além disso, Porca Prenha não está mais para uma vila? Além disso, há um ponto final desnecessário depois de “Felizmente”.

    “…todo mundo da delegacia, iria se ausentar…” – vírgula desnecessária.

    Abraço!!

  3. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: alguns erros de ortografia passaram na revisão (não tenho certeza, mas aquela vírgula no título pode ser um exemplo). Entretanto, nada que tenha atrapalhado efetivamente a leitura, uma vez que, em relação à coerência, o conto se sai muito bem.

    Aspectos subjetivos: achei criativo o modo como trabalhou essa atmosfera interiorana sem cair muito no estereótipo do causo. Aliás, isso não quer dizer que o conto não tenha alguns arquétipos, como o louco, os valentões etc. Quer dizer, na verdade, que eles se resumem mais aos personagens, e não à estrutura, ou à estética.

    Compreensão geral: o conto começa meio despretensioso, mas tem como ponto alto a capacidade de fisgar o leitor com uma narrativa rápida e interessante. O humor se faz presente com a mesma agilidade, surpreendendo com o absurdo das situações. Gostei desse aspecto.

    Parabéns e boa sorte.

  4. Thiago de Melo
    1 de setembro de 2017

    Amigo Milongas,

    Achei o seu texto um pouco confuso.
    De repente, tinha 50 crianças balançando o carro do nada, mas do mesmo jeito que elas apareceram elas também sumiram para o cara poder ir ao bar.
    Não sei se me escapou alguma coisa, mas achei que a história ficou muito confusa pra mim, infelizmente.
    Abraço

    • iolandinhapinheiro
      3 de setembro de 2017

      Não sumiram de repente, a buzina disparou.

  5. Leo Jardim
    31 de agosto de 2017

    O Comunista, as Pragas do Demônio, e o Cabra Voador (Dr. Milongas)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, toda amarradinha. Por exemplo, apresenta os meninos capetas e depois usa eles para resgatar o protagonista da prisão, um bem aplicado foreshadow, que é a principal arma contra o Deus Ex. O final ficou meio corrido, mas falo disso mais na frente.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, com apenas alguns erros bobos de pontuação. O autor domina a técnica narrativa e escreve com facilidade.

    ▪ todo mundo da delegacia *sem vírgula* iria se ausentar

    ▪ estava imundo *vírgula* cansado e sem a menor energia

    ▪ sumiu debaixo do banco *ponto*

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): a proposta do conto usa alguns elementos comuns (terra distante e diferente, regionalismo, etc.), mas o faz com personalidade.

    🎯 Tema (⭐▫): achei que é mais drama que comédia.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): Não chegou a ser um texto engraçado, cheguei a ficar triste pelo maluquinho, mas foi uma história que gostei de ler. O último parágrafo ficou muitíssimo corrido. O autor optou contar muita coisa num espaço bem curto e não ficou muito bom. Teria que optar por desenvolver melhor essa parte ou encerrar o conto antes dela.

    🤡 #euRi:

    ▪ fidumadiscabaçada 😃

    ⚠️ Nota 8,0

  6. Amanda Gomez
    29 de agosto de 2017

    Oi, Dr Milongas!

    Taí…eu também não entendi porque eles sabiam que ele era comunista, não entendi mesmo.

    É a terceira vez que visito seu conto, a primeira leitura foi bem difícil pra mim, não consegui entrar na história, na segunda eu vim tentar entender o que ficou para trás, e agora venho confessar que muita coisa ficou jogada d qualquer jeito, e só posso dar minha opinião sincera sobre o texto.

    Tem humor, é uma comédia…parece uma daqueles causos, onde o forasteiro chega na cidadezinha e se mete em confusão, geralmente essa sinopse sempre funciona, funcionou até certo ponto. Acredito que o grande problema seja mesmo meu distanciamento, eu não consegui sentir empatia pelo personagem, e as cenas cômicas foram cenas normais pra mim. Estou falando isso pq é um conto em um desafio sobre comédia, e se espera que o leitor tenha alguma reação desse tipo.

    Parabéns por fazer parte dos finalistas, boa sorte!

  7. Vitor De Lerbo
    28 de agosto de 2017

    A trama é envolvente e a leitura flui bem, mas achei que faltou um pouco de contexto. Não temos nenhum tipo de explicação do porquê o protagonista foi acusado de ser um comunista comedor de criancinhas. Isso seria facilmente resolvido com a menção a algum caso passado de uma criança que sumiu ali nas redondezas ou algo do tipo.

    Eu entendo que se trata de um local muito pequeno, no passado, e que povos de vilarejos simples assim ficariam assustados com um estranho em suas terras. Ainda assim, o visitante foi bem tratado quando pediu por uma informação, e me pareceu um pouco abrupta a transição dessa cena para uma cadeia.

    De qualquer forma, o texto foi bem escrito e tem boas cenas de ação.

    Boa sorte!

    • iolandinhapinheiro
      3 de setembro de 2017

      Você não entendeu porque é muito jovem e não sabe como as coisas eram na época em que o conto se passa. Havia uma atmosfera de paranoia contra os comunistas e gente do interior é muito desconfiada. Um forasteiro sempre levanta suspeitas, e a pior coisa que uma pessoa podia ser chamada naquele tempo era de ser comunista. Foi uma piada com essa paranoia, uma pena que as pessoas não tinham este conhecimento para entender. Eu que sou velha, sabia, rs. Abraços.

  8. Evandro Furtado
    28 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Mais um exemplo de uma história fantástica que não se enquadra no desafio. A trama é cativante, os personagens interessantes, mas não vejo a comicidade presente. Aliás, me parece um daqueles contos saídos da Ellery Queen Magazine em algum lugar dos anos 60/70.

    • iolandinhapinheiro
      3 de setembro de 2017

      A explicação do método é maior que o comentário. kkkk

  9. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    O seu conto me lembrou aquele filme do Scorsese, “Depois de Horas”. É classificado como comédia, mas dá a maior agonia o cara não conseguir voltar pra casa. Achei bem escrito, poucos erros de revisão, mas em alguns momentos fica um pouco descritivo e é bom tomar cuidado com isso. Acho Tb que o personagem podia ser mais bem trabalhado, ficou um pouco distante, como se fosse apenas o narrador-observador, mas a história não tivesse acontecido com ele, faltou um pouco de “emoção”. Mas o conto é bom, parabéns!

  10. angst447
    26 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Só ao acabar a leitura é que entendi o porquê do longo título. Tem todo o sentido.
    Não cheguei a rir, mas gostei do enredo simples – pé no chão e asas no doido. Desafio cumprido.
    Não encontrei erros de revisão que saltassem aos olhos. O linguajar dos personagens condiz com a situação retratada.
    O ritmo da narrativa é bom, talvez demore um pouco a acelerar no começo,mas depois vai.
    Gostei do nome das cidades: Pintolândias e Porca Prenha (saudade do último desafio?). A frase final também ficou bacana, fechando bem o “causo” contado.
    Boa sorte!

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017

      Porca Prenha é o apelido de um amigo do meu pai. Eu não o conheço, mas papai vive contando histórias que envolvem esta singular pessoa.

  11. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Olá, Dr Milongas,

    Tudo bem?

    Em uma estrada quase misteriosa, o personagem se vê, subitamente, perdido em um estranho universo de uma cidade no interior do país. Uma bela premissa, certamente. Cada cidade tem suas leis próprias, dentro de um universo próprio, principalmente em tempos quando a globalização ainda não havia possuído o mundo.

    Você é um hábil criador de situações e cenas vívidas aos olhos do leitor. A imagem dos meninos cercando o caminhão do rapaz me remeteram a um outro conto que li em meus primeiros tempos de EC. O Segredo da Fênix (Gneco Falco). E, me lembraram, igualmente, de uma viagem que fiz em criança com meus pais. Fomos de carro pelo litoral, do Rio de Janeiro à João Pessoa e, perto de Ilhéus, fomos cercados por curumins pedindo biscoito e coisinhas.

    Outra cena ótima é a do menino querendo voar, se lançando ao ar e caindo como uma bigorna de desenho animado. Coitado.

    Gostei das piadas sutis que você inseriu no texto, sem forçar a barra, assim como do desfecho. Pobres comunistas “comedores de criancinhas”. Rsrsrs

    Parabéns por seu trabalho.

    Boa sorte no desafio.

    Beijos
    Paula Giannini

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017

      Um beijão, minha loira preferida.

  12. Priscila Pereira
    25 de agosto de 2017

    Oi Dr Milongas.
    Gostei do conto… bem inusitado. Está bem escrito, original e com um toque bem legal de humor. Você notou que o Cabo Lúcio virou Cabo Lucas no final??
    Gostei do regionalismo… fez ficar ainda mais interessante a leitura. O título é bem sugestivo e o final é instigante… será que ele dava muita pinta de comunista mesmo?? kkk Parabéns e boa sorte!!

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017
  13. Anderson Henrique
    25 de agosto de 2017

    Texto em tom de causo, com direito a uma oralidade bem arrumadinha em alguns diálogos e descrições. Tem uma boa levada, com situações insólitas e pouco prováveis. O resultado final é agradável.

  14. Lucas Maziero
    24 de agosto de 2017

    A imagem é cômica e ao mesmo tempo estranha (hehehe).

    Opinião geral: Gostei pouco.

    Gramática: Não está mal escrito, porém há muitos erros de pontuação: vírgulas usadas de forma equivocada, e frases que poderiam ter um ponto final são separadas por vírgula, o que dá uma quebra no entendimento.

    Narrativa: Ficou coerente com o uso da primeira pessoa. No entanto, senti a leitura um pouco arrastada.

    Criatividade: Não desprezível. Só acho que a ideia ficou um pouco dispersa, mas talvez seja por ser…

    Comédia: … por ser, segundo meu entendimento, uma comédia-pastelão. Sucedeu-se muitas coisas estapafúrdias, o que está de acordo com a comédia-pastelão (não sou entendido em comédia e em muitas coisas, é só minha impressão); todavia não houve graça, as cenas não cativaram.

    Parabéns!

    • iolandinhapinheiro
      5 de setembro de 2017

      Tu é chato.

  15. Rubem Cabral
    23 de agosto de 2017

    Olá, Dr. Milongas.

    O texto é divertido e tem algumas partes inspiradas, feito a do carro cercado por crianças e a figura do bobo da cidade. O conto é bem escrito, simples, mas sem maiores problemas. Os diálogos estão bons tbm, incluindo a boa transcrição do falar caipira.

    Não apreciei muito o Deus-ex do terremoto. No Brasil? Forte assim e justo no momento preciso? Isso destoou do restante.

    Abraços e boa sorte no desafio.

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017

      No Ceará de vez em quando acontecem terremotos.

  16. Fabio Baptista
    23 de agosto de 2017

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    É um conto divertido, mais pelo regionalismo do que pelas situações.

    – uma época em que televisão era luxo e ainda tinha gente besta no mundo
    >>> kkkkk

    – imprensavam seus selvagens rostinhos contra os vidros do veículo
    >>> boa imagem rsrs

    – Pintolândias
    >>> kkkkkkkkkk

    – né ali não
    >>> kkkk… típico dos “ensinadores de caminho” rsrs

    – Pula, Toím! Avoa, macho! Avoa, fidirrapariga!
    >>> belas palavras de incentivo kkkkk

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    Prendeu bastante atenção. Só entre a fuga da cadeia e o terremoto que deu uma caída, mas nada a ponto de dispersar.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Aqui ficou um pouco naquele esquema de conto onde fatos aleatórios vão ocorrendo aleatoriamente, sem muita trama.
    O terremoto foi o auge desse conceito. Na minha opinião, poderia passar muito bem sem esse evento.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Perfeita. O clima de cidade escondida no sertão é construído de forma magistral.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************
    Muito bem escrito, com uma linguagem gostosa, empergando o regionalismo a favor do texto o tempo todo. Gostei.

    – e todo mundo da delegacia, iria se ausentar
    >>> essa vírgula separa o sujeito da ação, não deveria estar aí.

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Bem adequado.

    NOTA: 8,5

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017

      Tirei o nome Pintolândias daqui, fiz adaptação: Pintópolis, MG. Já Porca Prenha é o apelido de um amigo do meu pai.

  17. Roselaine Hahn
    22 de agosto de 2017

    Caro autor, um conto bem contado, o ponto alto são os diálogos. Fiquei na expectativa de uma história mais doidaça, conforme o que foi apresentado no primeiro parágrafo, porém a narrativa enveredou para outro caminho, num estilo mais comportadinho, o que não tirou o mérito do texto, apenas o deixou, penso eu, num lugar mais confortável de escrita, sem grandes riscos, entende? Achei repetitiva a palavra “Incentivo” e depois de “Felizmente. ele estava quieto”, letra maiúscula depois do ponto; coisas pequenas a corrigir, em comparação ao bom texto apresentado. Abçs e sorte no desafio.

  18. Rsollberg
    22 de agosto de 2017

    Hahaha

    Fala Dr. Milongas

    Antes de tudo é importante ressaltar que o título é maravilhoso. Ele automaticamente instiga, faz o leitor querer conhecer a história. Acredito que um bom título é algo importantíssimo na elaboração de um texto. Aqui o autor acertou em cheio.

    O texto é muito divertido, é perceptível o talento do autor ao conduzir a narrativa. Contudo, creio que sobrou estória em curto espaço, ficou um tantinho apressado. Muita coisa acontecendo, as transições um tanto quanto frenéticas.

    De qualquer modo, não resta dúvida que é um bom conto.
    Há ainda de se destacar a frase final, ótima!!

    Parabéns

  19. Ana Maria Monteiro
    22 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Uma história engraçada e bem contada, de forma segura e capaz. Notei, como quase sempre uns acentos trocados e uma falha na revisão ao final em: “quem em faça”, imagino que seja “quem me faça” e penso que pretenderá introduzir essa pequena alteração, num texto sem mácula. O enredo está criativo e imaginativo embora eu tenha sentido que fazia falta um pouco mais de comédia. Mas gostei muito de ler e fiquei a pensar em colocar um GPS também, porque, apesar de não ser comunista, estou bem à esquerda e nunca se sabe…

  20. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Oi Dr. Milongas, acabo de ler e reler o seu conto. Aqui com muita pena do louco Toinho, o companheiro de infortúnio do nosso herói comunista na prisão. Sua história está bem contada, é bacana, o enredo criativo, mas, caramba, ela não conseguiu me fisgar. Creio, quero te dizer, amigo Dr. Milongas, que o problema não está com você, o autor, mas comigo, dono de um humor esquisito que só. Com certeza que outros acharão em sua história o que nela me faltou encontrar. Fiquei curioso. A foto é do Toinho quando criança e já maluquinho? Grande abraço.

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017

      A foto era para representar os meninos malinos, as pragas do demônio.

  21. Regina Ruth Rincon Caires
    20 de agosto de 2017

    Texto que dá gosto de ler, prazeroso! Criativo, cômico, interessante, com descrições preciosas de costumes interioranos antigos, e de moradores dos pequenos vilarejos. Escrita simples, perfeita, linguagem que remete o leitor ao sertão, que prende a atenção do início ao fim. Muito bom! Parabéns, Dr. Milongas!

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017
  22. Alex Alexandre da Rosa
    17 de agosto de 2017

    Olá autor(a)
    Parabéns pela criatividade. conto bem escrito, pontos positivos para o humor e atenção nos diálogos. desfecho interessante. Confesso que não peguei a “deixa” que você era comunista rs

  23. Davenir Viganon
    16 de agosto de 2017

    O dotô se enrascou no interior e foi se enrolando. Achei as crianças um pouco exagerado, mesmo sendo uma comédia. Uma criança com nome, um líder delas que fosse, como um personagem específico soaria mais simpático para mim. A sacada no final fez pouco sentido, nada dava pistas de protagonista fosse mesmo um comunista (e olha que eu, que sou um li e soltei um “ah?! comunista? Da onde?”). Seu texto é bom, mas não me causou impacto apesar das boas situações que criaste.

  24. Bia Machado
    16 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 2/3 – Eu gostei em partes. Algumas partes foram interessantes, divertidas, outras nem tanto. Um texto irregular, então. A cena da discussão no bar pra mim foi a melhor parte e sim, eu ri com aquilo. Em alguns momentos, a fala das personagens pra mim foi forçada, desnecessário que fosse daquela forma. Em alguns momentos parecia que eu estava lendo gibi do Chico
    Bento, mas sem a graça do Chico Bento. O final casou bem com a narrativa, ou a última frase, apesar de ser um tantinho sem graça pra mim, só que o penúltimo parágrafo me pareceu meio corrido.

    Personagens – 2/3 – No conjunto, funcionam. O narrador-personagem consegue levar a trama. E talvez, quem sabe por conta dele, é que a gente tenha esse exagero na variação linguística.
    Gosto – 1/1 – Sim, eu gostei, foi uma leitura divertida e surreal em partes, principalmente aquele bando de guris abestados. Será que eles eram garotos mesmo? Ou praguinhas enviadas pelo demo?
    Adequação ao tema – 1/1 – Totalmente adequado.
    Revisão – 0,5/1 – Algumas coisas passaram, hein? Coisas bem básicas.
    Participação – 1/1 – Ok, parabéns.

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  25. Ricardo Gnecco Falco
    15 de agosto de 2017

    Olá autor(a)! Tudo bem?
    Estou aqui agora, logo após ter me deleitado com a leitura de sua obra, exercendo a função não mais de leitor, mas sim de julgador de seu texto. Por isso, para ser justo com você (e com os/as demais), darei notas para todos os trabalhos com base nos MESMOS quesitos, que estão listados abaixo. Desejo-lhe boa sorte do Desafio e lhe agradeço pela oportunidade de conhecer sua criação! Um forte abraço,
    Paz e Bem! 🙂

    —–

    1) Está BEM ESCRITO? (0/3) –> 1,5

    Sim está. Mas eu senti muito a falta das vírgulas durante a leitura não sei se por inaptidão do/a autor/a ou mesmo por desdenho pois a meu ver houve uma tentativa de agilizar um texto que creio eu ficaria melhor se tivesse podido contar com o artifício das pausas entre os acontecimentos tanto para permitir a reflexão do leitor quanto para sustentar a tensão da história. Os erros ortográficos não foram é claro penalizados pois vista a escolha do/a autor/a pelo regionalismo de suas personagens ficou claro como o Sol tratar-se de estilo narrativo. O desconto neste específico quesito portanto refere-se apenas ao apontado primeiramente ou seja ao incômodo causado no leitor.

    2) A história é CRIATIVA? (0/3) –> 1,5

    Mediana pois o enredo não trouxe novidades significativas e talvez se algum toque mais insólito do que os próprios contrastes deste país continental houvesse sido acrescentada à trama tenho certeza de que a história teria ganhado muito mais peso e quiçá graça dado o fato do tema do presente desafio.

    3) O humor é INTELIGENTE? (0/3) –> 1

    Não achei pois foi exposta apenas a visão do protagonista que limitando as possibilidades interpretativas monocromatizou o trabalho.

    4) Eu dei RISADA? (0/1) –> 0

    Não mas curti o passeio pelo nosso Sertão! 😉

    ——-
    4
    ——-
    OBS: Se as notas por mim expressas aqui somarem um valor DIFERENTE (para mais ou para menos) da que será, ao final de todas as leituras, postada no respectivo campo de avaliação geral do site (onde estarão listados todos os contos concorrentes deste grupo e suas respectivas notas finais, e que terão valor oficial), o fato se deverá, provavelmente, por eu ter mexido na nota previamente colocada aqui na avaliação inicial, com base na amplitude de conhecimento obtida após término de todas as leituras, podendo portanto ocorrer uma mudança de paradigma em meu padrão avaliativo inicial.

  26. Givago Domingues Thimoti
    15 de agosto de 2017

    Adequação ao tema proposto: Alto.
    Criatividade: Alta. Parece aquelas histórias de pescador…
    Emoção: Gostei do conto.
    Enredo: Um enredo meio sem pé nem cabeça. Mas foi bem construído e desenvolvido. Me lembrou um daqueles filmes chanchadas dos anos 70. Bem escrachado. A linguagem regional foi bem usada.
    Gramática: Não notei nenhum erro.

  27. Wilson Barros Júnior
    15 de agosto de 2017

    A proposta de contar um “caso” foi aqui muito bem sucedida. As frases de efeito avivam a atenção do leitor, “uma época em que televisão era luxo e ainda tinha gente besta no mundo”, “uma sucessão infinita de árvores, cães e cercas, tudo muito igual e hipnótico”, etc. A prisão estilo “Kafka” foi muito interessante. Aliás os contos de Kafka muitas vezes têm elementos de comédias, devido à herança teatral que Franz recebeu, o que os tornam mais fáceis de ler. O conto é perfeitamente adaptado ao estilo comédia “kafkiana”, tem doido, crianças malucas e insuportáveis, até briga que sai do nada tem. Na verdade são várias comédias. Muito legal de ler, parabéns.

  28. Cilas Medi
    15 de agosto de 2017

    Olá Milongas,
    No desafio, pelas regras e condições, está proibido de argumentar: gostei / não gostei. Pois bem, vou tentar escrever algo para dizer, pelo menos, que esse conto está mais para não gostei e nunca para o gostei. Ou seja, não entendi onde procurar o riso, o sorriso, ou seja, lá o que for, para confirmar essa lesera de conto. Não tive sequer o trabalho de tentar entender algumas afirmações dos capetas e o que ele foi fazer em um local quando é um viajante e sabe de onde vem e para onde deveria ir. Perdeu-se no conto e um leitor mais ainda, que só por obrigação foi até o fim.

  29. Luis Guilherme
    14 de agosto de 2017

    Noitee, blz??

    Cara, gostei bastante! Muito bom! Não gostei muito do comunista ser um preguiçosão maconhero q o pai obriga a trampar, me magoa pq sou meio comuna eheheh

    mas falando sério, vamos ao conto:

    primeiro, sua escrita é mto boa.. o texto tá impecavelmente escrito.. a linguagem é gostosa, divertida e dinâmica, a gramática me pareceu impecável, o enredo é bom, os personagens são carismáticos e a regionalidade soou realista.

    quanto ao quesito humor, acho que você acertou em cheio, uma vez que o conto tem naturalmente um tom divertido..

    a história é simples, com um enredo leve e sem grandes pretensões, oq casa perfeitamente com o tipo de historia.

    o fim também convencer, bem legal…

    enfim, mto bom mesmo, parabéns!

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017

      Valeu, menino.

  30. Catarina Cunha
    14 de agosto de 2017

    Os personagens estão impagáveis e todo o conto foi escrito com muito esmero, sendo a ação o principal da trama. O título e a ilustração ajudam bastante e eu me diverti um bocado aqui. Final de gente que sabe o que faz. Daria um bom roteiro este conto.

    Auge: “– Disse, apontando o caminho da porta e sussurrando entredentes que eu era um comunista comedor de criancinhas.” – Quando conheci o sertão nordestino vi bacias de água atrás das portas para afastar os comunistas e os maconheiros comedores de criancinhas. Você me trouxe uma lembrança maravilhosa.

    Sugestão:

    O começo, principalmente o 2º parágrafo, está lento e com muita explicação para uma comédia. Eu enxugaria um pouco.

  31. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    14 de agosto de 2017

    Autor(a), como vai?

    O seu conto tem pontos de excelência. O uso do regionalismo, algumas boas construções frasais e o topete para utilizar neologismos.

    Porém, faltou mais apuro. A história não se sustenta e o enredo, pelo menos na minha opinião, não cativou. Tudo começa bem, mas a partir da cena do bar as coisas começam a degringolar.

    É um trabalho com potencial. Faltou mesmo um enredo melhor trabalhado.

    Abraços

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017

      O tem de bonito, tem de malvado.

  32. Elisa Ribeiro
    13 de agosto de 2017

    Olá Autor,

    Olha, eu estava gostando bem da sua história até a hora do terremoto. Pesou no enredo, deus-ex, totalmente desnecessário, desculpe.

    Adorei a cena dos meninos cercando o carro. Não foi exatamente cômica, mais para aterrorizante….rsrs. Também gostei demais das falas na variação caipira-nordestino. Tanto a reprodução do modo de falar, como do vocabulário e do estilo ficaram engraçados e bons de ler, sem cansar. Parabéns!

    O texto está impecavelmente escrito. A única sugestão que poderia fazer seria a de quebrar alguns parágrafos. Parágrafos curtos são mais sedutores quando lemos em plataformas digitais. Pense nisso.

    Impacto: Seu texto teria ficado bem melhor sem o terremoto…

    Boa sorte!

  33. Jorge Santos
    13 de agosto de 2017

    Primeiro conto que me fez rir logo na primeira frase. “o caso se deu pelos finais dos anos setenta, uma época em que a televisão era um lixo e ainda tinha gente besta neste mundo”
    E esta foi a única piada do conto, que conta a história de um camionista que se perde numa cidade do interior. Todo o conto goza com a fala e os modos destas gentes – o que de tão visto não tem piada.

  34. Pedro Luna
    12 de agosto de 2017

    Gostei do conto. A saga do personagem foi contada de forma leve e agradável,e ágil. Não perdeu muito tempo, o apresentou e logo já o pôs para rodar no meio do nada, onde chega a cidade que se desenrola a trama.

    Gostei de imagens descritas que me fizeram lembrar de algumas coisas que já vi na vida real. A criançada malina, os homens tentando explicar o caminho, o doido da cidade, kkk, idêntico a um doido que tinha na Praia da Taiba, que também subia em árvores. Ou seja, o conto passa um tom familiar e divertido. Nesses lugares, realmente tudo pode acontecer.

    Só não entendi a piada do comunista no final. Não é bem que não entendi, só achei um pouco deslocada e fraca para ser a “piada final” do texto. Ah, também eliminaria o GPS ao final. Não combinou com a pegada “antiga” do resto do conto.

    É isso. Bom conto. Bem escrito e agradável.

  35. Pedro Paulo
    10 de agosto de 2017

    Relendo o começo do conto, vê-se que ele começa melhor no segundo parágrafo, onde lemos sobre a relação do protagonista com o seu trabalho, aprendendo também sobre as suas expectativas. Em uma de suas tediosas viagens, a história começa com ele perdido num sertão distante, sem demorar a se meter numa sucessão de encrencas que ocorrem principalmente pelo problema de comunicação que se aproveita a partir da contraposição do protagonista morador da cidade ao estereótipo do sertanejo falador, briguento e certo de si. Nesse sentido, a graça do conto se dá inteiramente pelo ambiente desfavorável que o autor delineou a partir dos supracitados esteriótipos, impedindo a comédia de sair para muito além dos infortúnios do protagonista.

    Nessa pegada, a escrita merece principal atenção por enfatizar um palavreado nordestino que acompanha a ambientação da trama muito bem, cheia de termos engraçados que compõem a jornada desventurosa e engraçada do motorista. Depois de um terremoto inesperado, o protagonista é forçado a fugir e nos vemos torcendo pela sua fuga por já saber que ele talvez nunca saísse dali se ficasse. O conto se encerra muito bem, com o protagonista em uma nova situação e equipado com um “potente GPS”, correlacionado diretamente com a situação que lemos. Ainda dá para achar graça ao ver que ele era comunista, de fato, algo que o chamaram como xingamento.

  36. Gustavo Araujo
    10 de agosto de 2017

    Um conto muito bem escrito e com descrições bem inspiradas. Dá para acompanhar os percalços do protagonista como se estivéssemos ao seu lado, perdidos, assustados até, abandonados em meio a uma comunidade afastada, com vida própria, num mundo à parte, em outra dimensão. Ri em alguns trechos, como na conversa entre os homens do lugar, tentando indicar o caminho que o personagem principal deveria seguir até Pintolândias; as ofensas que trocam entre si, que levariam à briga de peixeiras, ficaram ótimas. Contudo, no geral, considerando que o conto deveria se tratar de uma comédia, creio que faltou certa leveza. A narrativa, apesar de extremamente bem escrita, meticulosa e envolvente, revela-se por vezes carregada e, ao invés de provocar enlevo e diversão, conduz o leitor à apreensão, ao suspense. Também não entendi a alusão a ser comunista. Sei que no fim dos anos 70 (época em que se passam os fatos) havia esse embate ideológico e tal, mas não entendi até que ponto era necessário introduzir essa questão na narrativa – tanto faria se o personagem/narrador fosse comunista, maoísta, xintoísta ou anarquista, já que o mote do texto é esse estranhamento causado pela impossibilidade de fuga daquela estranha comunidade. Daí que a alusão à ideologia me pareceu deslocada, conferindo à história uma feição política desnecessária, mitigando, por isso, a diversão que poderia daí advir. Se bem que soa engraçado um comunista trabalhando num banco…

  37. Brian Oliveira Lancaster
    8 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Curioso. Tem um jeitão de causo. Sorri nas primeiras linhas, mas isso se deve, talvez, ao regionalismo. Dependendo da região, nem todos acharão graça na conversa dos meninos. O tom ‘comédia de situações’ prossegue em todo o texto, o que foi ótimo. – 8,5
    A: Tem seu bom humor, um final misterioso (que fui entender somente ao ler novamente) e uma história concisa. Não é aquele texto de dar gargalhadas (e duvido encontrar um assim), mas consegue alcançar o objetivo. – 8,5
    C: Às vezes, histórias simples são as que mais cativam. Parece um cordel. Se aparecesse um cangaceiro, completaria o cenário. Início, meio e fim bem distribuídos. A parte do doido foi a mais interessante. – 9,0
    U: Faltou pontuação em várias passagens. A escrita é suave e os diálogos convencem. Mais uma pequena revisão e o texto ficará tinindo. – 8,0
    [8,5]

  38. Fheluany Nogueira
    7 de agosto de 2017

    É difícil analisar, o que é engraçado ou não. Dos contos lidos até agora, este é o mais humorístico. O título extenso e sugestivo traz curiosidade para o texto, assim como o pseudônimo com significação bastante ampla, de tipo de música e dança até feitiço, manhas e desculpas inaceitáveis ou evasivas. O assunto explorado e a linguagem estão bem fundidos e coerentes; sem maiores deslizes gramaticais, exceto pela colocação de alguns pronomes átonos (“assaltado, ME acidentar”, por exemplo — pronome átono no início de oração).

    Os diálogos são peculiares, os personagens bem construídos, se bem que o “comunista” não causou muita empatia, mesmo com o foco narrativo em primeira pessoa, ficou distante do leitor. Leitura divertida e agradável.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  39. Antonio Stegues Batista
    6 de agosto de 2017

    O conto é bem escrito, um enredo simples de alguém que se perde o rumo e vai parar numa vila do interior. O personagens se mete em situações confusas e pouco humoradas, sem piadas de efeito. O terremoto foi uma coisa estranha no texto, não sei a que veio e o final se a intensão foi me fazer rir, falhou. A comédia aqui foi superficial.

  40. Bruna Francielle
    5 de agosto de 2017

    Tema: adequado

    Pontos fortes: O autor deste conto parece ser um bom escritor. Nota-se que escreve com segurança e sabendo o que faz. O conto não chega a ser hilário, mas cumpre o desafio. Boas descrições, possibilitando a visualização das cenas. Boa construção de personagens, dando a eles personalidade própria, forte e destacável, o mesmo que dar vida a eles. A história foi bem montada, uma aventura num lugar estranho onde muitas coisas dão errado e as pessoas do lugar são bizarras. Uma boa receita pra comédia, sem dúvidas.
    – Mim acompanhe, sujeitim! , que raiva deu desse Cabo, com esse jeito de falar, parece aquelas pessoas chatas e arrogantes, mesmo. Uma das partes engraçadas do conto.
    Em um pequeno espaço de 2 mil palavras conseguiu desenvolver uma grande história com vários personagens e com substância, não ficando superficial. É de se tirar o chapéu, penso que esse conto irá pra próxima fase, apesar de ser ainda o primeiro que estou lendo, a qualidade da narrativa é inegável.

    Pontos fracos: Pontuação incorreta em algumas frases, mas parece ter sido um descuido e não um erro.
    em poucos segundos, eu já conseguia ver o mundo pelas janelas do carro , faltou ponto final
    Eu estava imundo. cansado e sem a menor energia para qualquer resistência. ,ponto final onde era para ter uma vírgula.
    Duas coisas estranhei, uma foi o tremor de terra, que pensava ser incomum no Brasil, ainda mais no Nordeste, onde a história parece se passar.
    Outra foi o personagem principal não fazer nada pra impedir o “Toím” de se jogar de uma árvore, o que poderia culminar em sua morte. O que faria com que ele fosse um pouco culpado, numa primeira impressão.

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017

      Tem muito terremoto aqui no Ceará, mas vc não tinha obrigação de saber.

  41. werneck2017
    5 de agosto de 2017

    Olá,
    É um texto muito gostoso e a leitura flui com facilidade pelo enredo bem construído, pela empatia do leitor para com o protagonista, pela curiosidade que a própria sequência da narrativa vai incutindo aos poucos à medida que se avança. Há alguns erros que passaram despercebidos, o que uma última revisão teria sanado, tipo:
    dois briguentos que ainda estava com
    faca peixeira (redundância)
    Felizmente. ele estava quieto,
    correndo a procura do meu carro
    tem quem em faça viajar
    Quanto à criatividade, achei muito bem idealizada a história, linear, sem grandes surpresas na forma, mas que funcionou muito bem
    Quanto ao enredo, foi criado um clímax e um desfecho que nos remete à uma reflexão final, bastante eficiente.
    Quanto à adequação ao Gênero proposto, o texto se utiliza de elementos satíricos, cumprindo a proposta a que se propôs.
    Minha nota é 9,7.

  42. Eduardo Selga
    5 de agosto de 2017

    É uma narrativa bem construída, a considerar a proposta do desafio. Tem a agilidade que eu considero importante para o tipo de comédia a que o texto se propôs, toda baseada em esterótipos. Temos as crianças-demônio, o soldado de cidade do interior a se portar-se como um xerife de western, o maluco e o comunista.

    O uso desse recurso, o estereótipo, do modo como foi usado, empobrece a narrativa, pois a rigor nada há de novo, embora possa provocar risos. Estereotipia que não se resume aos personagens: amplia-se no uso de recursos narrativos, como o fato de o personagem perder-se no caminho e chegar á cidade, cenário da narrativa. Em minha opinião um melhor equilíbrio entre ambas as coisas, a literariedade e a necessidade de haver comédia, faria desse conto uma narrativa bem interessante. Em minha opinião, apenas a risada não resolve.

  43. Olisomar Pires
    5 de agosto de 2017

    Muito bom conto. Apesar dos vários acontecimentos sobrepostos, a leitura é fluida e nos prende até o final.

    Não notei ou percebi erros de gramática graves (nem leves).

    A diversão inicia com os meninos no carros e se prolonga com o pedido de informações, a briga, a prisão, a fuga da cadeia, o terremoto e a fuga pra casa.

    Muito divertido o conto. Parabéns ao autor.

    Lembrou-me Ariano Suassuna.

    • iolandinhapinheiro
      2 de setembro de 2017

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 1, Comédia Finalistas e marcado .