EntreContos

Literatura que desafia.

Palito (Cilas Medi)

Ela viu o garoto através do vidro da porta, marcado, em letras douradas, mas simples no estilo e no texto, somente Veronica Campos Sampaio – VCS Clínica – Psicóloga Infantil. Liberando a trinca quando ele bateu, com os nós dos dedos da mão direita e já dando adeusinho com a esquerda. Ela sorriu, por ser diferente que é de todos os outros pacientes na clínica, o viu escapar da mãe, solícita e um pouco aflita.

— Oi, como vai?  

— Tudo bem e você? Ainda sorrindo, para satisfazer a ele e a sua peraltice.

— Estou sempre bem. Vai fazer a minha ficha? Você é a doutora!?

— Gustavo, querido – pegando no braço esquerdo dele tentando se desvencilhar – pode deixar que precisamos primeiro completar a ficha.

— É? E ela sorriu novamente.

— Sim, quer ver? E a mãe fez o ar de desagrado, mas não falhou com o garoto, mostrando, girando a base do monitor. Ele se interessou e viu o nome da mãe em primeiro. Apontou, com os dedos finos.

— Minha mãe não é a paciente, sou eu, falou resoluto apontando, chegando a pegar na tela e a mãe tentando evitar. A assistente sorriu, novamente, pelo agito do garoto.

— Concordo, falou ela. Por favor, dona Flávia, pode se sentar que eu vou terminar o cadastro.

— Pode deixar, mãe, já me entendi com ela, falou firme.

Abriu um largo sorriso, dentes bem tratados, menino esperto na decisão e na firmeza para com ela. A mãe aquiesceu, sentando-se e aguardando o itinerário que já conhece bem como começa e nem sempre como termina.

— Olha só, dona…. dona….

— Meu nome é Virginia, puxando um pouco e mostrando para ele a identificação, escondida atrás da mesa, pendurada no pescoço. Ele puxou e arremeteu.

— Entendi, você é a profissional que atura as crianças rebeldes!? Você sabe luta livre?

— Gustavo, quer fazer o favor!? Ralhou, com brandura, mas tentando deixar o garoto sem graça.

— Está bem, mamãe, já sei, estou extrapolando novamente. Tudo bem – passando a mão esquerda no braço direito dela – pode ficar calma que já estou fazendo força para me comportar e não deixar você constrangida.

A Virginia, atenciosa, já que empurrava algo para ela ver e apontando. Ela pegou no documento.

— Vejamos, vejamos, senhor Gustavo Bento Sampaio Medeiros.

— Gustavo do meu avô, apontando com o dedão da mão esquerda, indicando claramente a mãe ao seu lado. — Bento do meu avô por parte do meu pai, Sampaio por conta dela – novamente o dedo movimentando, piscando e balançando a mão direita para cima e para baixo, deixando claro o quanto a mãe é difícil de trato – e a mãe fazendo o gesto de que não é bem assim. — E finalmente, Medeiros, do meu pai, meu amigo.

As duas riram, pela desfaçatez.

— Muito bem, tudo escrito, veja, está certo? Você nasceu…. deixa ver…. ele apontando no registro geral e ela confiando e acompanhando o garoto.

— Tenho nove anos, completíssimo, falou sério. Fiz há dois meses e foi uma grande festa, mas será uma maior quando fizer dez anos. Meu pai prometeu e ele vai cumprir. Vou precisar passar de ano, sabe, estudar bastante e não ficar dependente de matérias.

— Você nunca precisou, querido. E fale somente com a doutora.

A Virginia desconsiderou, simplesmente.

— Mãe, caso eu não seja um bom menino é ela que vai me segurar, portanto, preciso fazer amizades para ela não me bater.

— Não fale bobagens, ninguém nunca lhe bateu.

Olhou firme para a Virginia, fazendo sinal com a mão direita e a cabeça, balançando na negatividade firme.

— A senhora que diz, eu vou acreditar. Bem, dona Virginia, sou um bom garoto, atencioso e as pessoas – novamente o gesto com o dedão para a mãe – sempre acham que sou malcriado. Essa doutora é muito rigorosa?

— Não, não, ela é muito simpática e adora crianças.

— Que ótimo. Então vamos fazer uma bela amizade, pode acreditar.

— Que ótimo. Ela já vai terminar a sessão e peço, por favor, para você aguardar ali, apontando a poltrona.

— Obrigado Virginia.

Se dirigiu e sentou, esparramando o corpo miúdo e pegando uma revista. E um gritinho de satisfação à seguida.

— Oba, Super-Homem e Chico Bento, melhor não poderia ser, novinhos em folha. Eu acho que vou adorar essa doutora.

A porta abriu e uma garotinha saiu da sala, olhando para ele e para a Virginia.

— Oi Pâmela, o papai já está chegando, meu amor.

Ela, ressabiada e aparentemente mal-humorada, sentou-se. Ele ofereceu uma revista e ela recusou.

— A doutora bateu em você!?  

— Não.

— E porque você está triste?

— Eu só falo para a doutora.

— Entendi. Mas eu acho que é porque você não gosta de vir ao consultório. Sabia….

— Você sempre fala com pessoas desconhecidas?

— É esse o seu nome, pessoa desconhecida?

Ela olhou firme e sorriu um pouco e ele continuou.

— O meu nome é Palito e o seu?

— Palito!? Que nome estranho, por que?

— Meus amigos me chamam assim, na escola. Vou ser, ou melhor, já sou, doutor.

— Mesmo? Do que você é doutor, falou, precisa e rindo da situação. Você não tem nem músculos para ser gente, quem dirá doutor.

— Gostei, adorei, agora já sei que você além de mal-humorada é malcriada, salientou.

— Gustavo quer fazer o favor!?

— A rá, sabia, não podia ser Palito.

— Doutor Palito, por favor.

A Virginia anunciou a ele e a mãe puxou.

— Pode deixar, já vou, preciso terminar esse assunto com essa garotinha.

— Sou bem grande, maior que você.

— Todo mundo é maior do que eu, levantando os braços e mostrando os músculos.

Um arremedo deles. Ela riu, ele atiçou e ela pegou no braço esquerdo e apertou o cambito. Ele riu, satisfeito, ela também.

— Você vai vir quando a próxima vez!? Largou do braço. — Eu gostei de você, meu nome é Pâmela. Prazer.

— Prazer todo meu.

Levantou-se, finalmente, abraçando e beijando a menina no rosto. Ela riu, satisfeita, ele também. E a doutora esperando na porta. No olhar e incredulidade para a Virginia e para a espantada mãe, que, chegando mais perto ele a fez parar na porta.

— Até mais, Pâmela, oi doutora Verônica, tudo bem? Posso entrar, eu primeiro?

— Sim, querido, por favor.

— Pode deixar, depois conversamos. A menina sorriu e o garoto deu uma piscada para a mãe e depois para ela.

— Comporte-se.

Ele levantou os dois braços como clamando por algum ser divino e a psicóloga riu.  Percebeu e fez o gesto novamente. Ela fechou a porta, a mãe voltou a sentar-se e a garotinha lhe questionou.

— O seu filho é sempre assim?

— Todo o tempo, com enfado na voz.

— Minha mãe e o meu pai…. parou.

Algo ficou no ar e os detalhes da vida da garotinha é segredo da doutora.

O pai apareceu na porta e ela levantou-se, mas triste, sem abrir a boca e sem devolver o adeus para a Virginia e ele, com gesto semelhante, lá se foram.

Ouviram uma gargalhada, vinda do consultório.

— Gustavo!! Falou e levantou-se.

— Pode deixar, ela sorriu para uma criança pela primeira vez e agora gargalhando. Seu filho deve ser um grande comediante.

— Você não imagina o quanto ele o é. Só apronta, a doutora é a quinta terapeuta que levamos. Ele não come e não dorme direito, tem um fogo nas ventas, na boca e no rabo… desculpe, perdi a compostura, mas uma alegria infinita todo o tempo. Não para e não parece que vive bem assim, magro desse jeito. — Gustavo!! Vou entrar, deve estar acontecendo o mesmo que em outros consultórios. Ela levantou-se e a fez parar.

— Não se preocupe, já vi que ele é um ser inteligente, perspicaz. Conte para mim, sou auxiliar dela, mas também sou psicóloga fazendo estágio, devolvendo a afronta. Sei o quanto e o que pode acontecer com crianças rebeldes e ele está longe dessa possibilidade.

— Está bem, espero que tudo dê certo mesmo.

— Pode deixar, fique calma.

Novas risadas, movimento, batendo na porta duas vezes e parecendo ele correndo dentro do consultório. A Flávia levantou os olhos para o teto, respirou fundo. Depois, minuto a minuto, no relógio até completar os quarenta e cinco e nada de terminar a conversa. A Virginia atendeu o telefone e escutou por quase um minuto e definiu.

— Entendi, pode deixar que aviso a doutora. Tudo bem, remarcamos para a semana que vem.  

Novas batidas na porta e movimentos. Mais dez minutos e nada. Ela chamou pelo interfone e quem atendeu foi uma mulher em franca atividade na alegria.

— Já vamos sair, rindo muito. Esse garoto é o máximo. Onde você achou essa criatura?

— É a doutora Virginia!? Ei, pode deixar, está tudo bem, estou ensinando para ela um monte de coisas.

A voz infantil, acelerado e se movimentando, porque ouvia de longe e nova batida na porta.

— Está bem, deixando o fone no gancho.

Mais dez minutos e uma mulher sorrindo, abriu e o fez aparecer. Ele levou a mão à frente e desejou.

— Felicidades, doutora, foi ótima a sua companhia.

— Obrigada, querido, então, até terça-feira, combinado?

— Certo, pode deixar que se a minha mãe não puder vir eu venho de Uber ou taxi, batendo no peito esquerdo e piscando. — Já podemos ir, mãe?

— Sim, podemos, com ar de interrogação para a doutora.

Já havia feito o pagamento, acertado tudo e não sabe, realmente, se vai vir com o garoto, pelo preço da consulta. Saindo, agradecendo e elas dizendo o sim com a cabeça, na alegria. Depois da porta, correu e apertou para a vinda do elevador. E ouviram o célebre.

— Gustavo!!! Quer fazer o favor? Obrigada. A Flávia se voltou e as duas disfarçaram, se escondendo. — Você me envergonha, sabia?

— Mãe, eu fiz um acordo e preciso vir na próxima semana para uma sessão.

— Posso saber que acordo? Foi a última tentativa de achar uma profissional que contivesse você. O que foi, o que é isto?

— Dinheiro!!! Apresentando e ela confirmando.

— De onde você tirou esses cinquenta reais!?

— Da doutora. Agora eu sou assistente dela.

— Não acredito?! Vou devolver…. ela tentou e ele a parou, segurando na barriga com as duas mãos e impedindo. O elevador chegou e ela foi empurrada e o mesmo fechou, depois que ele apertou o térreo.

— Calma, mais essa agora. Ele demonstrou que corre cem metros em nove segundos e oito décimos. Confirmou que o tanto que fala a maioria é mentira. Que já é doutor, tem um certificado que o pai fez pelo computador e me mostrou, com pompa, no celular. Doutor Palito – médico naturalista e nutricionista. Para de rir, é verdade. Me mostrou receitas para eu ficar mais magra e com mais saúde. Contou as várias atividades que faz na escola, no jornalzinho dela, com piadas e brincadeiras. Tem dinheiro porque compra e vende figurinhas, balas, abajur de palitos, aluga brinquedos e enfim. Tirou uma carteira com o registro geral e falando aos borbotões e mostrando o número do CPF do pai, a fotografia e a assinatura: GBPalito.

Riram as duas.

— E espera a maior, tornou-se meu ajudante e com desconto em nossas conversas, me obrigando a lhe dar cinquenta reais pela sessão e informações que prestou para mim durante os quarenta e cinco minutos. Assim ó, o que fez. Deitou-se, tirando antes o sapato, os pés e as mãos esticados, com elas duas atrás da cabeça e informando como foi em outros consultórios.

— Para, Verônica, nunca ri tanto na minha vida. Tem mais!?

— Tem muito mais, agora vou tomar água em copo grande para acalmar.

— Oi pai, amigão, entrando no carro atrás e batendo as mãos. Ela brava. — Oi, Bilú, bilú.

— Não sou Bilú, bilú.

— Gustavo, quer parar de aborrecer o seu irmão!?

— A senhora é que chamava ele assim, quando eu tinha três anos.

— Eu sei, ele era criancinha e os pais…. quer parar, Rogério, vamos embora. Você não devia estar trabalhando!?

— Já fechei o mês, faturei bem.

— Não esquece o meu.

— Gustavo quer fazer o favor de apertar o cinto?

— Viu, pai, vou vir na terça-feira, já negociei com a doutora.

— Meu garoto!

— Rogério, quer fazer o favor, você sempre faz assim e ele não para de me constranger com as pessoas. Não sei o que aprontou mais lá dentro e pegou cinquenta reais com a doutora.

— Meu garoto! Está bem, desculpa.

— Não sei onde eu errei.

— Na noite de núpcias.

O pai começou a rir, ele também.

— Oi, Bilú, bilú, bem amarradinho aí na sua cadeirinha!? — Meu garoto!

O esperto, arreliando o pequeno de seis anos tentando chutar e ele evitando. Eles dois na frente rindo e o Gustavo atrás olhando para fora, indo e vindo.

— Meu garoto!!!

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27 comentários em “Palito (Cilas Medi)

  1. Amanda Gomez
    29 de agosto de 2017

    Oi, Bem?

    Primeiro vamos falar da história, que ao me ver tem potencial, é meiga, leve, despretensiosa. Como é quase que integralmente feita à partir de parágrafos, permite fluidez e, uma comunicação maior com os personagens.

    O conto, porém, ficaria muito melhor em um texto mais bem estruturado. Há muitas falhas que atrapalham e muito a leitura, muitas vezes ão dá pra saber quem está falando, a voz do narrador se perde no meio das falas, isso tem que ser separado. Os travessões deveriam fazer esse papel, um ponto seguida, virgulas, parágrafos.

    Eu não sou especialista nisso, estou bem longe disso, mas acho que um pouco mais de atenção, revisão e olhar critico vai te ajudar bastante para melhorar sua escrita e a forma como constrói sua narrativa, espero que os mais entendidos desse assunto, faça uma analise que realmente possa de ajudar nisso.

    No mais, continue a escrever, e se aperfeiçoar, o EC é um lugar perfeito pra isso!

    Boa sorte!

  2. Priscila Pereira
    29 de agosto de 2017

    Oi Sorvete.
    Que conto fofinho!!! Gostei do Gustavo, consegui imaginar o menininho falante e hiperativo direitinho e o final com o pai incentivando tudo ficou ótimo!!
    Só tenho que te falar que está um pouquinho confuso, as vezes não dá pra entender quem está falando e pra quem. Mas uma boa revisão pode deixar o texto mais claro!! Parabéns pelo texto!!

  3. Rose Hahn
    26 de agosto de 2017

    Caro autor, um conto singelo, fofo, porém com alguns entraves, que, se bem ajustado, pode ganhar novos fôlegos. Primeiro, carece de uma revisão, falta vírgulas, problemas de concordância nas frases, travessões ao final dos diálogos, e o excesso de gerúndio, como em: “batendo na porta duas vezes e parecendo ele correndo dentro do consultório”, aqui, além do gerundismo há problemas de concordância, “parecendo ele correndo”. Achei que a fala do menino alternou muito, entre um menino de nove anos e um jovem, como em “Está bem, mamãe, já sei, estou extrapolando novamente”, acho pouco provável um menino nessa idade falar dessa forma, é necessário dar o tom nos diálogos. Na frase “Calma mais essa agora…”, na sequência aparece “riram as duas”, não ficou claro pra mim com que a mãe do menino falava, achei que era com ele.Bom, essas são as minhas considerações, espero ter ajudado, e não atrapalhado, rsrs. Abçs.

  4. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Que delícia de conto, De Sorvete. Puxa vida, fiquei e me mantenho sorrindo aqui com a sua história desse menino traquinas e tão normal. Bacana demais. Se tivesse que lhe dizer algo, diria apenas para adequar a linguagem do Palito à sua idade. Ele falou o tempo todo num dialeto mais para o “adultez” que senti não condizer com os seus nove anos. Grande abraço.

  5. Alex Alexandre da Rosa
    17 de agosto de 2017

    Olá autor(a)
    Parabéns pelo texto. ficou engraçado e bem escrito, dinâmico. ” Na noite de núpcias.” melhor piada hehe

  6. Davenir Viganon
    16 de agosto de 2017

    O texto não fluiu bem pra mim, porque foi rápido demais. Faltou apontar algumas pessoas no diálogo. O menino tinhoso e esperto não me cativou, achei um pouco forçado e como tudo gira sobre o Gustavo o resultado não me agradou muito.

  7. Bia Machado
    16 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 1,5/3 – Estranho, muito estranho o desenvolvimento. O começo estava “normal”, apesar da falta de graça, mas aos poucos a coisa foi acontecendo que eu aí eu não entendi mais nada mesmo! Tem umas falas soltas, parece que foi a mesma pessoa que falou em um travessão e também em seguida, no que vem logo abaixo.
    Personagens – 1,5/3 – Não consegui ver graça alguma neles, pelo contrário. Me deixaram pra baixo, mais ainda. Topo com vários desses palitos dentro da escola onde trabalho. Dá tristeza, isso sim. Pouco desenvolvidos, não me cativaram.
    Gosto – 0/1 – Não gostei, desculpe mesmo.
    Adequação ao tema – 1/1 – Está adequado porque senti na leitura a tentativa de fazer o leitor rir com essa situação narrada no conto, apesar de eu não ter conseguido isso. Espero que tenha sido diferente para outros leitores.
    Revisão – 0,5/1 – Algumas coisas bobas passaram, como falta de acento, por exemplo, além de uns trechos truncados onde o texto ficou confuso.
    Participação – 1/1 – Parabéns pela participação.

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  8. Wilson Barros Júnior
    15 de agosto de 2017

    Foto e pseudônimos muito engraçados. Boa ideia escrever um conto com criança, as crianças são mesmo uma comédia. Parece história do menino maluquinho, ou de Rachel de Queiroz para crianças, tipo “O Menino Mágico”. Entendo que precisa ser algo aumentado, par ficar mais claro em alguns pontos, às vezes não fica claro quem está falando. Na verdade, o conto é bastante denso, traz bastante situações em pouco espaço. A escrita está bem feita, fora alguns erros de gramática. O tema é bom, uma criança superdotada, carismática, que sabe conversar com garotas, etc, mas precisa ser mais trabalhado, agregando-se mais conteúdo, Principalmente ser mais organizado, tornando o conteúdo mais claro, de modo a causar mais impacto. Em suma, me parece uma ideia muito boa, com um bom potencial, mas que precisa de mais espaço para realizar o que o autor se propõe, o que se consegue condensando os diálogos e situações.

  9. Cilas Medi
    15 de agosto de 2017

    Olá De Sorvete,
    Tem graça e desenvoltura do personagem, mas, escrevendo sério, nem sempre um movimentado e desenvolto garoto pode ser melhor do que rir sobre o que acontece com ele ou faz acontecer para terror da mãe, sempre constrangida.

  10. Pedro Luna
    15 de agosto de 2017

    Me desculpe ao autor ou autora, mas você conseguiu criar um dos moleques mais insuportáveis da literatura…kkk. Nossa, confesso que detestei o personagem e acompanhar essa história foi bem difícil por conta disso.

    De ponto positivo mesmo, para mim, só a menção ao final sobre a diferença de comportamentos na criação de uma criança. Fato que tanto pode desencadear coisas boas ou ruins. Isso ficou explícito no texto.

    Um ponto negativo do texto que merece atenção são os diálogos. Ficaram confusos porque em vários momentos se tem a dificuldade de saber quem está falando. Isso me confundiu MUITO.

    Não gostei muito.
    Abraços

  11. Ricardo Gnecco Falco
    15 de agosto de 2017

    Olá autor(a)! Tudo bem?
    Estou aqui agora, logo após ter me deleitado com a leitura de sua obra, exercendo a função não mais de leitor, mas sim de julgador de seu texto. Por isso, para ser justo com você (e com os/as demais), darei notas para todos os trabalhos com base nos MESMOS quesitos, que estão listados abaixo. Desejo-lhe boa sorte do Desafio e lhe agradeço pela oportunidade de conhecer sua criação! Um forte abraço,
    Paz e Bem! 🙂

    —–

    1) Está BEM ESCRITO? (0/3) –> 1,5

    Eu achei bem confuso o texto. No começo, ainda tentei forçar a atenção, mas depois deixei-me apenas fluir por entre vários interlocutores, sem compreender direito de qual das personagens era esta ou aquela voz. Precisa ser reescrito, com um cuidado maior quanto a utilização dos travessões e também do ritmo da narrativa. Mas, promete ficar um bom texto depois.

    2) A história é CRIATIVA? (0/3) –> 1,5

    É interessante. O mote desperta a curiosidade do leitor e o assunto abordado, principalmente por envolver crianças, causa um desejo no leitor de continuar tentando descobrir do que se trata esta história. Após uma revisão e até mesmo uma cortada de arestas na trama (talvez diminuindo ou melhor delimitando a atuação das personagens), a história certamente ficará boa.

    3) O humor é INTELIGENTE? (0/3) –> 1,5

    Sim, é abordado com inteligência na história, embora não desperte rompantes de hilaridade.

    4) Eu dei RISADA? (0/1) –> 0

    Não. Mas, este quesito vale pouco em meu presente método avaliativo.

    ——-
    4,5
    ——-
    OBS: Se as notas por mim expressas aqui somarem um valor DIFERENTE (para mais ou para menos) da que será, ao final de todas as leituras, postada no respectivo campo de avaliação geral do site (onde estarão listados todos os contos concorrentes deste grupo e suas respectivas notas finais, e que terão valor oficial), o fato se deverá, provavelmente, por eu ter mexido na nota previamente colocada aqui na avaliação inicial, com base na amplitude de conhecimento obtida após término de todas as leituras, podendo portanto ocorrer uma mudança de paradigma em meu padrão avaliativo inicial.

  12. Luis Guilherme
    14 de agosto de 2017

    Noiteee, td bao?

    Olha, seu conto tem dois extremos. Vamos começar pelo ponto negativo: o conto tem muitos problemas de escrita, em especial na pontuaçao e no uso do sujeito oculto, o que acaba atrapalhando a leitura. Torna o texto muito confuso, sabe? E isso quase estragou uma experiência q se provaria otima!

    Pq digo isso? Pq o conto eh excelente. Olha soh, quase desisti da leitura pq nao tava entendendo, e ia perder um contaço.

    Com essa introdução, vamos ao ponto positivo: o conto eh mto bom. O menino eh super carismatico e divertido, me deu ate vontade de conhece-lo.. Hahahaj

    Serio, o humor eh na dose certa, suave e agradavel. Muito bom.

    Conclusao: um otimo conto, q acaba sendo atrapalhado pela escrita mto confusa. No fim das contas, adorei, mas isso pq eu precisava continuar lendo por causa do desafio. Numa situaçao normal eu podia ter parado.

    Espero q entenda q minha intençao nao eh ficar reclamando de escrita, mas sim ressaltar o qto vc tem talento e o qto o conto ganharia com uma escrita mais simples e direta e com uma atenção maior a pontuaçao.

    Parabens! Conto mto bom! Boa sorte!

  13. Pedro Paulo
    14 de agosto de 2017

    Foi um conto difícil de ler, em primeiro lugar por conta da má colocação dos travessões, deixando a narração confusa e mal estruturada, comigo sabendo quando os diálogos começavam, mas sem saber quando eles terminavam por conta da falta de travessão demarcando. Outros errinhos de português também puderam ser achados, mas nada tão grave quanto os travessões não delimitando os diálogos. Ainda sobre o texto, as palavras escolhidas e colocadas deixam a leitura truncada, pedindo esforço para processar as informações úteis e entender o que se passa. As perspectivas são alteradas sem aviso e em diversos momentos é confundível quem está falando ou fazendo alguma coisa, o que tem a ver com um controle ruim sobre as ações das personagens.

    O aspecto positivo é o personagem ao redor do qual gira a trama, Gustavo ou, como ele mesmo se chama: Palito. Alegre para além do comum, o rapaz aumenta a imagem do menino levado, mas simpático, não incomum em comédias infantis. O engraçado do conto é justamente os diálogos conduzidos pelo garoto, em sua perspicácia que aborrece e preocupa a mãe, mas diverte a maioria. Desse modo, o personagem nos cativa a seguir a sua consulta e nos diverte ver sua molecagem e a consequente irritação da mãe. No entanto, em termos de fazer comédia, é o máximo que há no conto, não o suficiente para fazer ser realmente engraçado, somente bastando para relatar a consulta do animado Gustavo. E, infelizmente, a escrita desorganizada desfavorece ainda mais o conto, atrapalhando o lazer em sua leitura.

  14. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    14 de agosto de 2017

    Autor(a),

    O seu conto é de uma leitura truncada e, pelo menos para mim, confusa. A construção dos diálogos – que é o cerne da narrativa – ficou quase incompreensível por conta da maneira como as pontuações foram feitas.

    A história é promissora, mas creio que precise de uma boa revisão para que tudo se torne mais palatável.

    Torço para que você reescreva-a com mais apuro e com mais atenção.
    Sua obra pede isso, pois vejo muita qualidade em termos de escrita aqui.

    Abraço.

  15. Catarina Cunha
    14 de agosto de 2017

    Delícia de personagem. Adoro criança encapetada. O texto flui bem e não há altos e baixos. Bastante linear. Não entendi o porquê da vergonha da mãe, moleque saudável, criativo, educado, sedutor e com a autoestima muito bem resolvida. Faltou na trama Palito fazer algo que realmente enlouquecesse a mãe.

    Auge: “— Não sei onde eu errei.
    — Na noite de núpcias.” – o Palito tinha a quem puxar.

    Sugestão:

    As comédias pedem uma intensidade maior nas cenas de clímax. O garoto não aprontou. Material para isso você tem.

  16. Elisa Ribeiro
    13 de agosto de 2017

    Olá Autor,

    Não vi muito de comédia no seu texto. Diria mais que é um conto sobre cotidiano.
    O episódio que você narra é interessante. O menino Gustavo é uma delícia, me encantou assim como a todos os personagens do conto.

    Tive muita dificuldade na leitura dos diálogos no início do conto, depois me acostumei. Talvez alguns vocativos e verbos dicendi facilitassem o entendimento. Acho também que a pontuação contribuiu na confusão. Os determinantes antes dos nomes próprio: “A Virgínia”, “A Flávia” também soaram estranhos, como se fosse alguém que falasse outra língua escrevendo em português.

    Gostei do título e pseudônimo.

    Parabéns pela participação!

  17. Jorge Santos
    13 de agosto de 2017

    Conto sobre o relacionamento de uma criança com o seu psicólogo, o que me recorda a minha própria experiência como pai. A criança vai demonstrando que tem qualquer problema e que, na realidade, é sobredotado. Linguagem adequada, mas o conto deveria ter mais ritmo.

  18. Givago Domingues Thimoti
    13 de agosto de 2017

    Adequação ao tema proposto: Médio.
    Criatividade: Média para alta. O garoto me lembrou o Menino Maluquinho.
    Emoção: O impacto foi médio. A técnica usada foi um empecilho na minha leitura.
    Enredo: Quanto à técnica usada, eu não gostei. Acho que separar o final do diálogo da frase seguinte com uma vírgula muito ruim. Claro, é gosto pessoal e isso não vai contar na hora da nota. Ainda assim, isso contribuiu para deixar o texto um pouco truncado demais. Veja, parei muitas vezes para entender o que estava acontecendo. Claro que varia de pessoa em pessoa, mas eu prefiro um texto que me prenda do início ao fim. Simples e curto
    Agora, sobre o enredo propriamente dito, eu achei que foi desenvolvido com competência.
    Gramática: Não notei nenhum erro.

  19. Eduardo Selga
    9 de agosto de 2017

    Há uma ideia interessante, embora um tanto clichê -o menino sapeca e inteligente-, mas mal construída porque com orações truncadas.

    Logo no início temos “liberando a trinca quando ele bateu, com os nós dos dedos da mão direita e já dando adeusinho com a esquerda”. Do jeito que está organizada a oração, foi com os nós do dedo que foi liberada a trinca, quando evidentemente a intenção é dizer que os nós bateram na porta. No entanto, esse “evidentemente” é contextual, não textual.

    Em “no olhar e incredulidade para a Virginia e para a espantada mãe, que, chegando mais perto ele a fez parar na porta” a conjunção aditiva posta entre OLHAR e INCREDULIDADE tira o sentido da oração.

    Em “pode deixar, ela sorriu para uma criança pela primeira vez e agora gargalhando”, o “ela sorriu […]” é a personagem falando ou o narrador? Quem sorriu pela primeira vez para uma criança, a assistente ou a médica? Qualquer que seja a resposta, é estranho alguém nunca ter rido para uma criança na vida.

    Em “a Virginia [cadê o acento?] anunciou a ele e a mãe puxou”, ANUNCIAR está na condição de verbo transitivo direto, motivo pelo qual não cabe o A ELE, e sim apenas o pronome pessoal.

  20. Brian Oliveira Lancaster
    9 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Bastante singelo, divertido e bem-humorado. O universo infantil sempre proporciona grande imaginação. – 9,0
    A: Outro que abusa da comédia de situações, mas demonstrando um cotidiano alegre e diferente, quase fora do controle. O pai não parece muito certo e a mãe faz um bom contraponto. Tem seus probleminhas, apontados abaixo, mas funciona bem como gerador de sorrisos espontâneos. – 8,5
    C: O personagem principal é bastante carismático e cativa o leitor pela sua extroversão, assim como a secretária. Um texto leve e simples, mas que prende a atenção. Apesar disso, a doutora, que deveria ser uma das principais, ficou meio apagada. – 8,5
    U: Necessita de uma pequena revisão gramatical. E está um pouco difícil separar os diálogos. Poderia existir alguma marcação, do tipo “fulano disse”, “a mãe tomou a palavra”, etc, pois há certos momentos em que ficou impossível distinguir quem estava falando. Atrapalha um pouco a compreensão do todo, apesar do cotidiano explorado ser o dia a dia de uma criança. – 7,0
    [8,2]

  21. Bruna Francielle
    8 de agosto de 2017

    tema: não é o que eu esperaria de um gênero comédia

    pontos fracos: Que confusão! Entendi, talvez, uns 75% da história, pode ser que menos ainda. Eu havia começado ler outro dia, mas a confusão de diálogos com frases narrativas foi tanta que tive que adiar. Não entendi essas construções frasais, acho que não estão alinhadas com a gramática, o que dificultou e muito a leitura. Seria melhor pra mim como leitora que este texto fosse mais organizado, não foi possível adivinhar o que o autor queria dizer em certas passagens.

    pontos fortes: Apesar disso, até achei algumas partes da história simpáticas. O personagem Gustavo ficou, apesar da confusão frasal, bem montado.Deu para imaginar uma criança bastante espevitada mesmo, só fiquei com pena dele por causa da mãe que não o compreendia. Que bom que ele teve um encontro feliz com a doutora. Deu para entrar na história, um pouco. Porém infelizmente muita coisa não entendi.

  22. Gustavo Araujo
    8 de agosto de 2017

    Rapaz, achei o conto um tanto confuso. A sucessão de cenas nem sempre é demonstrada de modo claro. Não dá para saber direito quem é a secretária da clínica, quem é a psicóloga, quem é a mãe… Os diálogos não estão marcados adequadamente… Mas o que me incomodou mesmo foi a maneira um tanto teatral do menino se expressar. Difícil um garoto de nove anos ter essa maturidade. Apesar disso tudo, achei o conto simpático. A ideia de um menino subvertendo a ordem é sempre bacana. O fato de ele ter, digamos assim, conquistado todos em volta, em especial a terapeuta, revela uma boa ideia do autor. Não é um conto que faz rir, mas também não dá para dizer que se trata de um drama. Como disse, a história é simpática e os personagens despertam certo interesse. Enfim, um texto com altos e baixos, mas que não deixa de apresentar uma ideia bacana.

  23. Fheluany Nogueira
    7 de agosto de 2017

    Histórias com crianças são sempre interessantes por causa da sinceridade ou ingenuidade delas. O título mais o pseudônimo ficaram criativos. Para rir de um fato é necessário revê-lo como parte de um valor humano – os homens comuns – a tal ponto que ele passa a ser banal, corriqueiro, usual — é o caso da situação apresentada: a psicóloga recebe um paciente diferente.

    O texto está muito bem escrito, mas algumas construções frasais estão estranhas. Há frases iniciadas por pronomes átonos (“SE dirigiu e sentou “, por exemplo), alguns diálogos me pareceram pouco naturais e não senti um conflito maior como pede o gênero, apenas apresentação de cenas, mais um relato. No desfecho, o pai aparece como um comediante de bordão, que faz rir pela repetição, não pela surpresa.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  24. Antonio Stegues Batista
    6 de agosto de 2017

    A história de uma mãe que leva um garoto travesso a uma psicóloga. A ação se passa no consultório, o menino fazendo brincadeiras, foi o que eu entendi. Achei que a fala do menino não é de criança, mas de adulto. Os diálogos estão emendados com a narração, por exemplo: Tenho nove anos completíssimo, falou sério. O certo seria a narração separada do diálogo por um travessão; Tenho nove anos completíssimo. – falou sério.
    Outra coisa que achei estranho foi o a com crase na frase: E um gritinho de satisfação, à seguida. Acho que o certo seria; em seguida.
    O humor na história ficou fraco, faltou situações mais cômicas do que as simples brincadeiras de criança. Se fosse igual o Pimentinha, fazendo coisas absurdas talvez ficasse melhor.

  25. werneck2017
    5 de agosto de 2017

    Olá,

    De maneira geral, sou de opinião de que o texto merecia uma última revisão, devido a certos períodos terem ficado truncados. Ex: No olhar e incredulidade para a Virginia e para a espantada mãe, que, chegando mais perto ele a fez parar na porta.
    Períodos assim se repetem muito, de forma que a coesão e a coerência tenham faltado em algumas partes. quanto à criatividade, a premissa do garoto problemático pareceu-me que poderia ter rendido mais. Pode ser uma deficiência minha em captar o teto em sua plenitude. Por conta disso, acho que faltou algo, um melhor desfecho.
    Quanto ao enredo, pareceu-me bom, mas faltou-me um pouco de emoção.
    Minha note é 7,5.

  26. Olisomar Pires
    5 de agosto de 2017

    O texto fala de um garoto hiperativo, não compreendi muita coisa.

    Os diálogos sem a devida pontuação separando as falas dos personagens da do narrador travaram o texto, tornando-o cansativo.

    O principal é isso.

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 1 e marcado .