EntreContos

Literatura que desafia.

A História de Chico Fominha (M.A. Thompson)

Com a morte da esposa e já aposentado, Seu Baka, um português que morava na Bahia, resolveu abrir uma funerária.

Pareceu ser uma boa ideia, afinal, todos seriam clientes, mais cedo ou mais tarde.

Seu Baka era uma pessoa ranzinza, de poucos amigos. Com a inauguração da funerária passou a cumprimentar as pessoas. Perguntava como andava a saúde, mais por interesse no futuro cliente do que por uma preocupação genuína.

Apesar da experiência como comerciante o ramo funerário era novidade. O fabricante não precisou de muita lábia para convence-lo a incluir um caixão rosa no pedido:

– As mulheres adoram. –  disse o vendedor, com um sorriso de fazer inveja ao Sílvio Santos.

Seu Baka não teve dúvidas de que ele sabia do que estava falando e autorizou a inclusão do caixão rosa no pedido, mas só um. Se vendesse bem pediria outros. Começar com um parecia ser o mais sensato.

Seis meses depois o estoque já havia trocado três vezes e nada de vender o caixão rosa. Se arrependimento matasse…

As mulheres não queriam enterrar seus maridos no caixão rosa:

– Vão pensar que ele era gay.

Os homens também não queriam enterrar suas falecidas no caixão rosa:

– Vão pensar que é enterro de gay. – eles diziam.

Até o pai de um garoto que todo mundo sabia que era veado não quis o caixão:

– Vão pensar que ele era gay.

– Mas não era?  – Seu Baka pensou, mas não falou. Se o pai levasse um caixão qualquer já daria lucro e se ele chamasse o filho veado do veado de gay, o pai talvez não comprasse caixão algum.

Venda concluída, papéis assinados, cheque na gaveta, era só entregar o caixão. Não o rosa, pois este continuava encalhado.

Enquanto Seu Baka pensava no que fazer com o caixão, eis que adentra no recinto um rapaz elegante, perfumado, usando um paletó com o caimento perfeito. Parecia um galã do cinema americano.

Entrou. Parou. Olhou os caixões. Dirigiu-se até onde estava Seu Baka e com um vozeirão de locutor macho perguntou:

– Posso falar com o proprietário?

A funerária era malcuidada, quase uma espelunca. Uma presença tão ilustre pegou Seu Baka de surpresa. Ele acabou se mijando, devido a uma incontinência urinária que o perseguia há algum tempo. A urina apressadamente marcou seu caminho na calça de tergal cinza clara.

Foi um constrangimento, mas o ilustríssimo não se abalou, apontou para o molhado na calça e saiu com essa:

– Quem trabalha em funerária não pode se mijar de medo.

Seu Baka ficou possesso, mas não sabia quem era aquele sujeito, muito bonito por sinal, modelo de como todo homem deveria ser. Humildemente perguntou:

– O que o Sr. Deseja?

– Eu quero falar com o proprietário. Ele está?

– O proprietário sou eu,  Baka. Do que se trata?

Com uma elegância de envergonhar lorde inglês o sujeito calmamente tirou os óculos escuros, que certamente era de alguma marca famosa, estendeu aquela mão firme, lindamente manicurada, de quem nunca pegou no pesado, e se apresentou:

– Meu nome é Chico Fominha. Eu estava passando, vi o cartaz que precisavam de funcionário e estou aqui me candidatando. Quando começo?

Seu Baka, que sempre foi uma pessoa calma, perdeu as estribeiras:

– Seu filho de uma puta. Eu pensando que era uma pessoa importante, quem sabe até um fiscal da prefeitura, e você é só um desempregado? Espere aí que eu vou lá dentro pegar o negócio de bater.

Ninguém sabia o que era esse negócio de bater, mas sempre que a situação complicava Seu Baka falava que ia pegar esse negócio de bater e, pelo sim pelo não, ninguém ficava aguardando para ver o que era.

Não o Chico Fominha, que foi tratando de esclarecer as coisas:

– Seu Baka. Entrei por causa da vaga. Vamos esquecer o incidente e tratar do que interessa. Eu procuro emprego e o senhor um empregado. Não é isso?

Não era exatamente um pedido de desculpas, mas o cartaz pedindo vendedor estava lá há uma semana e ele foi o único que mostrou interesse na vaga. O melhor a fazer era esquecer a humilhação e contratar o sujeito, pois, pelo que se via de volume na calça, era alguém para ser respeitado.

Tirando o episódio constrangedor que nem era culpa do rapaz, a aparência, a postura e a apresentação impecável, era de um vendedor nato.

– Está bem. Mas antes quero fazer um teste como senhor. A vaga será sua se conseguir vender este caixão rosa.

Chico Fominha aceitou o desafio e mal apertaram as mãos fechando o acordo, a sorte fez aparecer um freguês procurando caixão para enterrar a esposa.

– Em que posso ajudar? – adiantou-se Chico Fominha.

– Vim ver um caixão para a minha esposa. Fui pego desprevenido e estou procurando algo barato.

– Como o senhor se chama?

– Barbosa. – disse o viúvo.

– Certo seu Barbosa, tenho este aqui de imitação de mogno. Todo aveludado por dentro, um luxo. Custa só quatro mil reais.

Fominha nem sabia se o preço era esse. Seu Baka só falara do caixão rosa e de um branco que estava ao lado. Mas havia um motivo para o Chico Fominha oferecer um caixão com o preço tão elevado:

– O senhor está doido é? – disse visivelmente irritado o viúvo. – Eu falei que fui pego desprevenido. Como é que o senhor me oferece um caixão que custa quatro mil reais?

Chico Fominha sabia fazer uma venda e acabou convencendo o Barbosa de que aquele caixão era um dos mais baratos. Os outros, mesmo com a aparência de serem piores, eram ainda mais caros. Porém, havia uma solução:

– Tenho este aqui que está reservado, mas a pessoa não voltou e assim eu me sinto no direito de vender para o senhor por mil e duzentos reais, com o serviço funerário completo. O frete é por nossa conta.

– Mas este caixão é rosa!?

– Sim. Não é a sua esposa que vai nele? As mulheres adoram coisas rosas. Coisas rosas e vermelhas, mas o caixão vermelho é indicado para as putas. A sua esposa era puta?

– Claro que não.

– Então é o rosa mesmo. Podemos fechar?

– De forma alguma. Se eu velar a falecida em um caixão rosa, quem passar vai pensar que eu era casado com gay.

– Não fala isso seu Barbosa. O senhor quer ser preso?

– Falar o quê? Ser preso por quê?

– Falar que tem preconceito contra gay. Não sabe que isso é crime?

– Eu não falei isso.

– Falou e sou testemunha. Eu e Seu Baka. Não é mesmo Seu Baka?

Seu Baka consentiu com a cabeça do fundo da loja, mesmo sem saber do que se tratava. Ninguém nunca ficou tanto tempo decidindo se ia ou não levar o caixão rosa. Era mostrar o caixão e o cliente ir embora. Este Chico Fominha tinha um volume no meio das pernas que funcionava como um ímã, atraindo as pessoas para a sua argumentação.

– Seu Barbosa se o senhor não tem preconceito contra os gays vai ter que provar levando o caixão rosa.

– Como é que é?

– Isso mesmo seu Barbosa. Agora entendi porque o senhor não queria levar o caixão. O nome disso é homofobia e eu vou ter que lhe denunciar.

– Mas eu não falei que não gosto de gay.

– Então o senhor gosta de gay?

– Claro que não.

– Olha aí o senhor com a homofobia novamente. É um homofóbico contumaz. Vai ser daqui para a delegacia.

– Calma, calma. Como é que a gente pode resolver isso sem precisar envolver delegacia?

– É muito simples. Para provar que o senhor não é homofóbico é só levar o caixão gay. Caixão gay não, caixão rosa. Está vendo? Sua homofobia é contagiosa. E tem mais, sua esposa, quando ver que vai partir num caixão rosa, vai ficar toda feliz. E quando chegar sua vez e vocês se reencontrarem ela vai dizer; Barbosa, em que caixão lindo você me enterrou!

Ainda desconfiado daquela história de ser preso por falar mal de gay Barbosa apontou para um caixão branco que estava ao lado e perguntou:

– E este caixão branco? Quanto é?

– Este custa 900 reais só a primeira parcela.

– E quantas parcelas são?

– Duas.

– E de quanto é a segunda parcela?

– A segunda parcela é de 300 reais.

– O senhor está de brincadeira? O preço é o mesmo do caixão rosa e ainda por cima é parcelado.

Prestes a perder a venda Chico Fominha franziu a testa, recolocou os óculos escuros, pegou o celular que parecia ser de um modelo dos mais caros e, antes de supostamente ligar para a polícia, avisou:

– Seu Barbosa. Já vi que o senhor não entendeu a sua situação. O senhor ofendeu os gays e eu e Seu Baka somos testemunha desse comportamento desprezível e homofóbico. A única maneira de a gente saber que o senhor não é um homem preconceituoso é enterrando a falecida no caixão rosa. Caso contrário vou ter que ligar para a polícia agora mesmo. O que o senhor decide?

Barbosa ainda não estava totalmente convencido, mas Chico Fominha não tinha este nome por acaso:

– Então Seu Barbosa? O caixão ou a prisão?

Pelo sim pelo não Barbosa achou melhor não ter polícia no meio. Ele precisava cuidar do velório, liberar o corpo, e se fosse parar na delegacia por não gostar de gay ia acabar complicando ainda mais o seu dia:

– Seu Chico Fominha. Não sou homem de me deixar vencer com facilidade, mas o senhor me convenceu. Vou levar o caixão rosa.

Até hoje não se sabe se Barbosa comprou o caixão por causa da ameaça de ser preso ou se ficou hipnotizado pelo Chico Fominha e seus dentes perfeitos, o sorriso branco, os braços musculosos, o peitoral trabalhado na academia, além da oitava maravilha que sobressaia por entre as pernas.

Com o negócio fechado Fominha guardou o celular, recolocou os óculos escuros com uma elegância que até parecia ensaiado e conduziu Barbosa até os fundos da funerária para tratar dos papeis com Seu Baka.

Após esta venda bem-sucedida Seu Baka contratou Chico Fominha quase com lágrimas nos olhos. A parceria deu tão certo que em pouco tempo viraram sócios e abriram várias filiais na capital, em Salvador.

Com o sucesso vieram as franquias e se antes só entrava ratos e pobretões na funerária, agora, atraídos pelas altas comissões das vendas, faziam filas em busca de vaga de vendedor.

Qualquer um era contratado desde que conseguisse vender um caixão rosa, não importando quem fosse o defunto.

Eu soube dessa história de uma forma no mínimo inusitada. Depois que morri fui enterrado em um caixão rosa. Ao falar com a minha mãe em uma sessão espírita perguntei qual o motivo, e ela contou a história do Chico Fominha.

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26 comentários em “A História de Chico Fominha (M.A. Thompson)

  1. M. A. Thompson
    2 de setembro de 2017

    Gostaria de agradecer a todos que votaram e comentaram a História do Chico Fominha. Os apontamentos de vocês certamente contribuirão para um melhor desempenho em futuros desafios. Agora deixem eu voltar para meu caixão e rir mais um pouco disso tudo. Abs. 🙂

  2. Roselaine Hahn
    29 de agosto de 2017

    Tia Kuda, não quero fazer intriga a essa altura do campeonato, mas tb. concordo com o levante em favor do Chico Fominha, tb. acho que ele poderia ter passado de fase. Vc. contou uma história engraçada, tudo no seu lugar, bem ajeitadinho, o caixão rosa pegou muito bem, mexeu com o politicamente incorreto sem agredir, ou suscitar olhares tortos ao autor. Buenas, tem muito mais o que dizer, só chorar no velório do Chico Fominha, buáá. Abçs.

  3. Thiago de Melo
    18 de agosto de 2017

    Amiga Tia Kuda,

    Achei divertida a sua história. Eu jamais imaginaria uma história envolvendo um caixão rosa (ainda bem que essa não foi a imagem do desafio imagem!).
    Achei que o personagem Fominha ficou bem legal, só achei que a parte da venda do caixão rosa e a história da homofobia ficou muito forçada, e isso fez o conto cair um pouco na minha avaliação.
    A única coisa que eu não gostei mesmo foi do final. Achei que a última frase ficou completamente fora do contexto e em vez de dar um bom arremate no conto, fez foi dar uma rasteira do leitor. Acho que fui pego muito de surpresa e não achei graça do final. Talvez outras pessoas pensem diferente, mas não me agradou muito. Sorry.

  4. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    18 de agosto de 2017

    Tia Kuda,

    a sua obra é boa. A escrita é bem empática e, embora sem grandes construções frasais, cativa os leitores.

    No entanto, infelizmente, achei a história extremamente fraca. O vendedor que convence o seu comprador com o argumento da homofobia me pareceu um recurso tão fraco que acabou com a história para mim. Ela, ao contrário da sua escrita, não nos cativa em nada. Não tem personagens bem dimensionados e nem um enredo.

    Sinto muito, mas comigo o conto falhou.

  5. Priscila Pereira
    18 de agosto de 2017

    Oi Tia Kuda.
    Este comentário não vale como avaliação, é só a minha opinião sobre o seu conto!
    Essa história não me convenceu não… pra falar a verdade achei meio chatinha… desculpe, meu conto também está chato… fazer o que?? O final é interessante, quando notamos que quem nos conta a história é uma pessoa falecida já. Parabéns e boa sorte!!

  6. Leo Jardim
    17 de agosto de 2017

    A História de Chico Fominha (Tia Kuda)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): simples, sem sobressaltos e com alguns furos que incomodam. No fim, foi só um conto sobre um cara que usou ameaças para vender um caixão rosa. Ele, tão bonito, acabou não usando essa vantagem. Aliás, faltou explicar melhor porque um cara tão “perfeito” assim estava desempregado e não procurou coisa melhor. E também achei um pouco exagerada a fixação do narrador com o conteúdo entre as pernas do cara.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): narra as cenas com eficiência, mas peca um tanto na pontuação. Precisa ajustar a pontuação no diálogo e não esquecer da vírgula separando o aposto. Exemplos:

    ▪ Não é mesmo *vírgula* Seu Baka
    ▪ Seu Barbosa *vírgula* se o senhor não tem preconceito contra os gays
    ▪ Isso mesmo *vírgula* seu Barbosa

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o texto tem personalidade, trás um personagem bastante peculiar e, mesmo sem explicar muito seu passado, possui doses de novidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): trabalha com ironia e uma situação cômica.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): a resolução acabou não sendo das melhores. Chico Fominha era um cara com carisma acima da média e precisou usar ameaças para vender um caixão. Não considero isso uma boa compra, pois o comprador sai insatisfeito. Esperava algo mais elaborado e inteligente.

    🤡 #euRi: infelizmente não ri nesse conto 😕

    ⚠️ Nota 6,5

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, sugiro essa leitura: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  7. Amanda Gomez
    16 de agosto de 2017

    Olá, Tia Kuda!

    Bom, eu curtir o conto, achei ele bem humorado com notas sarcásticas e provocativas que me agradou. A narrativa fluiu super bem, e o autor escreveu sabendo onde ia chegar.

    Seu Baka é um personagem interessante e no mínimo questionável, as coisas melhoram quando chega Chico Fominha, que nos dá uma ideia bem errada do que vai acontecer dali em diante. Esperava por outra coisa, mesmo não fazendo ideia do que fosse.

    A crítica embutida(sobre apelação, preconceito, vitimismo e etc) na venda do caixão rosa, ficou bem encaixada, quem disser que há exagero nisso ou que não existe, não deve viver no mesmo mundo que eu, onde a histeria reina. Mas pelo menos em minha opinião o autor conseguiu escrever sobre isso sem maldade ou qualquer outro adjetivo que defina.

    A questão do rir ou não, fica no ar pra mim, só sei que li e gostei, salvo algumas ressalvas. O exagero sobre como é explicita a atração do narrador pelo Chico é exagerada e ouso dizer que constrangedora ( pelo menos foi como me senti)

    O final amarra as pontas, mesmo que não tenha fechado com ” chave de ouro’

    É um bom conto, Parabéns.

  8. Wender Lemes
    16 de agosto de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.
     
    ****
     
    Aspectos técnicos: é interessante como os fatos se encadeiam com facilidade no conto. Não há um eixo que guia a história propriamente (exceto a funerária), mas um gancho que vai levando ao outro. A estética é de uma comédia mais despudorada, que não chega a explorar o lado mais mórbido que se insinua.
     
    Aspectos subjetivos: acho legal esse tipo de graça que se constrói no jogo de palavras. Chico Fominha é praticamente um advogado, nesse sentido, explorando o que o cliente diz e usando contra ele – um verdadeiro larápio.
     
    Compreensão geral: confesso, pela imagem do conto, eu esperava algo mais mórbido e foi uma surpresa encontrar esse humor leve. A morte é o objeto, mas não o foco, poderia muito bem ser substituída por qualquer outro objeto “comercializável” e a narrativa continuaria se sustentando. Se há uma ressalva a fazer, considero aquela informação final meio dispensável. Não me senti em nenhum momento levado a questionar a natureza do narrador – assim, a explicação sobre ele não me faria falta alguma. É apenas uma opinião, entretanto.

    Parabéns e boa sorte.

  9. Jowilton Amaral da Costa
    16 de agosto de 2017

    Achei o conto médio. A estória não me agradou muito e o Chico fominha não me convenceu com aquele papo de homofobia. O final também não me agradou. A narrativa é boa, não percebi erros. Boa sorte.

  10. Anderson Henrique
    16 de agosto de 2017

    Historia divertida, apesar de ter achado que o cliente se convenceu muito facilmente a levar o caixao rosa. Chico fominha é uma espécie de João Grilo das funerárias. Não gostei da questão da sessão espírita pra revelar que o narrador havia sido enterrado em um caixão rosa. Isso deu uma virada no texto, mostrando que o narrador também é personagem. Até o fim, ele não fazia parte da história. Fiquei pensando depois sobre a história de uma cidade em que as pessoas eram enterradas em caixão rosa, tudo por conta de Chico Fominha.

  11. Cláudia Cristina Mauro
    15 de agosto de 2017

    Confesso que no começo estava difícil acompanhar a saga do caixão rosa através do português Baka. O personagem não prendia a atenção, mas logo somos salvos pelo protagonista esperto Chico Fominha que transforma a história, fazendo até Baka sair de cena.
    História simples, enxuta, bem contada e acima de tudo criativa.
    Problemas com acentuação e pontuação.
    Conto bem concluído. Um final muito bem fechado.
    Nota 9,5.

  12. Renata Rothstein
    15 de agosto de 2017

    Tio Kuda, tudo certo?
    Olha, por aqui, tudo ótimo, rindo litros com o seu conto, viu?
    Excelente, muitíssimo bem sacada essa idéia da possível homofobia, e todas as situações que surgiram dela hahaha, ri muito mesmo.
    Alguns errinhos que acredito de digitação ficaram em segundo, ou terceiro plano.
    Parabéns!!
    Nota 10

  13. Fabio Baptista
    15 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    Foi um texto divertido, sem dúvida. A maior parte das piadas funcionou bem, achei que o autor soube brincar bem essa questão da homofobia.

    – Seu Baka, um português
    >>> pensei que esse nome geraria algum trocadilho (tipo “seu Cuca”)

    – Perguntava como andava a saúde, mais por interesse no futuro cliente do que por uma preocupação genuína.
    >>> sutil rsrs

    – Vão pensar que ele era gay.
    >>> kkkkkkk

    – Seu filho de uma puta. Eu pensando que era uma pessoa importante, quem sabe até um fiscal da prefeitura, e você é só um desempregado?
    >>> bem exagerado, mas engraçado rsrs

    – mas o caixão vermelho é indicado para as putas
    >>> kkkkk

    – Este Chico Fominha tinha um volume no meio das pernas que funcionava como um ímã
    >>> repetir esse lance do volume ficou forçado

    – Então o senhor gosta de gay?
    >>> hauhahua

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    Conseguiu prender bem minha atenção, fui do início ao fim num fôlego só.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Uma história bem simples sobre a origem da parceria entre o dono da funerária e o vendedor.
    O fio condutor aqui é “como o cara vai fazer pra vender esse caixão?”. Não é dos mais elaborados, mas funciona bem.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Nesse aspecto, o ponto fraco do conto.

    Português chamado “Baka”, conto ambientado numa Bahia sem nenhuma peculiaridade, um “homão da porra” chamado Chico Fominha… essas coisas não combinaram e acabaram tirando um pouco a imersão.
    Acredito que Chico Fominha funcionaria melhor numa roupagem mais estilo “Zé Bonitinho”.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************
    Assim como a trama, a escrita é bem simples e eficaz.
    Não notei grandes erros, nem grandes frases a se destacar.

    O maior mérito fica por conta da agilidade e inteligência dos diálogos.

    – convence-lo
    >>> convencê-lo

    – As mulheres adoram. – disse o vendedor
    >>> se colocou ponto, o “disse” deveria ser em maiúscula. Eu tiraria o ponto.

    – um teste como senhor
    >>> um teste com o senhor

    – Certo seu Barbosa
    >>> Certo, seu Barbosa

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Totalmente adequado

    NOTA: 8,5

    • M. A. Thompson
      2 de setembro de 2017

      Obrigado pelos comentários, aproveito para esclarecer o nome do português:

      Seu Ba(ba)ka

      🙂

  14. iolandinhapinheiro
    15 de agosto de 2017

    Método de Avaliação IGETI

    Interesse: O conto é bem gostoso de ler, e me manteve interessada até o fim. Imagino que o autor tem um bom domínio da escrita, e sabe criar personagens convincentes, o que favoreceu bastante a leitura da história.

    Graça: Um humor muito sutil que foi atrapalhado por inserções tolas como colocar o dono do empreendimento para ter incontinência urinária. Esta parte ficou totalmente fora da pista boa que o conto ia seguindo. Mas o todo tem bons toques de humor de modo que achei sim, que houve adequação ao tema.

    Enredo: Português compra uma funerária e é convencido a adquirir um caixão invendável por ser cor de rosa e tudo parece não ter solução até a chegada de um vendedor cheio de armadilhas de sedução (especialmente uma delas anatômica) que resolve o problema. Gostei das conversas com os clientes, tanto aquelas feitas pelo dono, como a que foi feita entre o Chico Fominha e o viúvo acusado de homofobia. Só achei que o recurso da recusa do caixão rosa por parecer caixão de gay foi insistentemente usado pelo autor que poderia ter optado por outros motivos, deixando o conto mais criativo.

    Tente Outra Vez: Eu tiraria a parte da incontinência urinária, e criaria outros motivos para a recusa do caixão rosa.

    Impacto: Gostei do conto. O autor escreve bem, o conto tem a sua graça e não é chato em momento algum. Parabéns.

  15. Fernando.
    13 de agosto de 2017

    Olá, Tia Kuda, cá estou eu às voltas com o Chico Fominha e a sua história com o caixão rosa. Olhe, seu conto me gerou dois sentimentos antagônicos. Tem algumas piadas que me fizeram rir. Achei legal isto do velho português abrir a funerária, eis que todos, um dia, seremos seus clientes. Achei legal ele ter comprado, meio que enganado, o tal caixão rosa, mas daí por diante achei excessiva, por exemplo, a questão posta da incontinência urinária. Não acrescentou nada à história, ao meu ver, bem como também, senti como meio gratuitas as sugestões à beleza e sensualidade do vendedor. Também senti que você poderia ter contado antes que o Seu Baka buscava um vendedor. Só fiquei sabendo disto a partir da boca do Chico. Quem sabe na hora em que disse sobre ter feito já três pedidos de novos caixões e o rosa continuava lá, que com esse aumento da procura buscava um auxiliar… Bem, é isto, e cá fico eu a imaginar que deva ser meu este problema, eis que todos os demais irão curtir estes pontos de humor nos quais não vislumbrei graça. Meu grande abraço.

  16. Anorkinda Neide
    12 de agosto de 2017

    Ai ai mas esse Chico é um escroque, né!! hahaha
    Não achei quase graça no conto, mas ele flui legal, questão de gosto mesmo, achei as piadas fracas, até pq eu nao estava procurando por piadas, mas tudo bem…
    Agora o final, com o narrador sendo um dos defuntos enterrados em caixão rosa, devido a lábia de Chico Fominha, ficou legal. Criativo!
    Parabéns
    Abraço e sorrisos

  17. Cilas Medi
    11 de agosto de 2017

    Uma forma inócua para um possível humor e uma repetição de argumentação para preencher um mínimo de palavras para, confirmando o contrário, permanecer no desafio. Um texto pueril e totalmente sem graça. Um texto homofóbico e querendo fazer a graça em cima do já explorado texto sobre gays. O final, onde se espera uma explicação ou uma surpresa, ela aconteceu. Novamente sem graça nenhuma.

  18. Higor Benízio
    11 de agosto de 2017

    A coisa da homofobia nao colou… tentar vender um caixão rosa poderia gerar diálogos mais divertidos e inusitados. Faltou e sobrou criatividade. O material tem potencial, e pode ser reaproveitado

  19. Luis Guilherme
    10 de agosto de 2017

    Boa tarde, amigo, tudo bem?

    Infelizmente não gostei muito do conto. A situação tratada me soou um pouco banal, e não conseguiu me divertir. Sinto muito.

    Esperei que algo fosse acontecer de forma surpreendente. Acho que o humor depende um pouco dessas oscilações e imprevistos. O conto é muito linear, e acaba pecando no elemento surpresa, tirando um pouco a graça.

    O convencimento em si da venda não é engraçado, é um pouco forçado. Achei que no fim fosse ter alguma reviravolta que justificasse o restante, tornando o todo engraçado.

    Enfim, a história tá bem contando, a escrita é boa, não peca muito na gramática, tem um ritmo legal. Ou seja, é um conto bem escrito. Só pecou no humor, e como é o tema do desafio, acabou perdendo pontos por isso.

    Escrever humor é um desafio gigante, digo por experiência, já que meu conto mesmo não tem muita graça hahaha. Então parabéns pelo desafio, e boa sorte!

    • M. A. Thompson
      2 de setembro de 2017

      É verdade. Não foi surpresa alguma saber que o narrador já estava morto e enterrado. Abs. 🙂

  20. Catarina Cunha
    10 de agosto de 2017

    Nada melhor do que uma comédia cáustica disfarçada de inocente para abrilhantar o meu dia. A narrativa perfeita com diálogos enxutos e empolgantes. Ainda tirou onda do politicamente correto. Amei.

    Frase auge: “– Quem trabalha em funerária não pode se mijar de medo.” – Aqui Chico Fominha disse a que veio.

    Sugestão:
    Agarre-se na comédia e não largue nunca mais!

  21. Jose bandeira de mello
    10 de agosto de 2017

    Conto leve, bem.escrito, dialogos bem construidos, porem com um.conteudo que absolutamente nao me atraiu. Achei.uma.historia boba e sem.graca com a sacada do preconceito sexual muito forçada. Alias nao entendi muito bem por que a expressao “volume entre as pernas” apareceu tantas vezes para descrever o protagonista da historia. Embora com um tema original, achei como um todo… de medio para baixo.

  22. talitavasconcelosautora
    9 de agosto de 2017

    Podia ser também para o funeral de uma menina…

    Interessante, embora não tenha sido engraçado. Realmente deve ser um desafio e tanto vender um caixão rosa. Mais desafiador ainda deve ter sido convencer alguém a fabricá-lo. Possivelmente o fornecedor do seu Baka era muito espirituoso – ou do babado!

  23. Regina Ruth Rincon Caires
    7 de agosto de 2017

    Enredo bem montado, escrita fluente, conto bem estruturado. Evidencia a astúcia de um bom vendedor, e ao longo da narrativa há salpicos de ironia e “malandragem”. Interessante o convencimento para a compra tendo como sustentação os preceitos legais! Paradoxal a chantagem na trama bem construída. Leitura serena, lógica. Parabéns, Tia Kuda!

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 2 e marcado .